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Após Auschwitz, é preciso elaborar o passado e criticar o presente prejudicado, evitando que este perdure e, assim, que aquele se repita. O filósofo alerta os educadores em relação ao deslumbramento geral, e em particular o relativo à educação, que ameaça o conteúdo ético do processo formativo em função de sua determinação social. Isto é, adverte contra os efeitos negativos de um processo educacional pautado meramente numa estratégia de “esclarecimento" da consciência, sem levar na devida conta a forma social em que a educação se concretiza como apropriação de conhecimentos técnicos. (Fonte: ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Trad.: Wolfgang Leo Maar. São Paulo: Paz e Terra, 1995. [p.11]) A partir das ideias do trecho apresentado, qual alternativa expressa melhor o objetivo geral da teoria crítica: Alternativas: · a) É necessário, antes de se perder em ações diversas, olhar para o passado e reconstruir o entendimento da história, em um claro diagnóstico da realidade. Alternativa assinalada · b) A escola deve ser criticada em seu fazer histórico, buscando conhecer o melhor caminho já seguido, para que seja adotado novamente. · c) A educação sempre segue um caminho pré-determinado socialmente – ele é que deve ser pensado antes de que qualquer mudança seja proposta. · d) Os reflexos da sociedade na escola nunca são diretos; desta maneira, surge a necessidade de que o processo educativo seja alinhado, de modo claro, às necessidades sociais. · e) O processo educativo se revela como o primeiro âmbito que deve ser questionado para a mudança social. 2) A teoria crítica pretende ser uma compreensão totalizante e dialética da sociedade humana em seu conjunto e, para sermos mais exatos, dos mecanismos da sociedade industrial avançada, a fim de promover sua transformação racional que leve em conta o homem, sua liberdade, sua criatividade, seu desenvolvimento harmonioso em colaboração aberta e fecunda com os outros, ao invés de um sistema opressor e sua perpetuação. (Fonte: REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia. v.III. 3ªed. São Paulo: Paulus, 1991. [p.839]) Aquilo que o trecho indica como “compreensão totalizante e dialética” pode ser entendido como: Alternativas: · a) reflexão sobre questões mais importantes. · b) reflexão que tenta abarcar o todo em suas contradições. Alternativa assinalada · c) reflexão sobre as necessidades impostas pelo sistema capitalista. · d) reflexão sobre as armadilhas ideológicas da sociedade. · e) reflexão sobre o modo como o indivíduo se realiza em meio à luta de classes. 3) A mercadoria-fetiche nos escapa porque se desconhece a sua produção humana. Não são os homens ativos e conscientes que comandam o mundo das mercadorias, mas, ao contrário, são as mercadorias que determinam as relações entre os homens. O mercado mundial é a forma moderna do destino. (Fonte: MATOS, Olgária C.F. A escola de Frankfurt; luzes e sombras do iluminismo. 2ªed. São Paulo: Moderna, 2005. [p.28]) A Escola de Frankfurt toma base na filosofia de um autor específico; assinale a alternativa que indica o autor e a ideia tratada no trecho. Alternativas: · a) Edgar Morin e a complexidade das relações de produção. · b) Pierre Bourdieu e a produção da mercadoria cultural. · c) Karl Marx e a fetichização do produto do trabalho. Alternativa assinalada · d) Pierre Bourdieu e a reprodução. · e) Karl Marx e a dialética da luta de classes. 4) Mais que os diplomas obtidos pelo pai, mais mesmo do que o tipo de escolaridade que ele seguiu, é o nível cultural global do grupo familiar que mantém a relação mais estreita com o êxito escolar da criança. Ainda que o êxito escolar pareça ligado igualmente ao nível cultural do pai ou da mãe, percebem-se ainda variações significativas no êxito da criança quando os pais são de nível desigual. (Fonte: BOURDIEU, Pierre. Escritos de educação. Org.: Maria alice Nogueira e Afrânio Catani. 9ªed. Petrópolis: Vozes, 2007. [p.42]) A reflexão sobre o sucesso escolar, segundo Bourdieu, deve levar em conta, de modo singular: Alternativas: · a) as conquistas de classe que são partilhadas pelos seus membros. · b) o esforço exigido da criança, para conquistar o que deseja, ao longo de sua história junto à própria família. · c) a visão de mundo partilhada pelo grupo social, cujo conteúdo vem da própria escola, na instrução de gerações anteriores. · d) a experiência do educando junto àquilo que o autor chamou de capital cultural. Alternativa assinalada · e) a influencia da família no desempenho de um estudante, em qualquer nível de instrução.