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Vias Aéreas Ductos condutores: não ocorre troca gasosa (espaço morto anatômico) Traquéia ↙ ↘ brônquio principal direito brônquio principal esquerdo ↓ ↓ Brônquios lobares Brônquios lobares ↓ ↓ Brônquios segmentares Brônquios segmentares ↓ ↓ Bronquiolos terminais Bronquiolos terminais Zona respiratória: ↓ ↓ Bronquíolos respiratórios Bronquíolos respiratórios (ocasionalmente possuem alvéolos em suas paredes) ↓ ↓ Ductos alveolares Ductos alveolares ↓ ↓ Sacos alveolares Sacos alveolares ↓ ↓ Ácinos Ácinos Membrana alvéolo-capilar O oxigênio e o dióxido de carbono se movem entre o ar e o sangue por difusão simples, a Lei de Fick diz que a quantidade de gás que se move através de uma lâmina de tecido é proporcional à área dessa lâmina e inversamente proporcional a espessura, e por isso a troca gasosa é eficaz, já que a membrana alvéolo-capilar é muito fina e muito extensa . Controle da respiração Sensores que podem ser químicos ou mecânicos são capazes de captar alterações sanguíneas e enviar mensagens ao controlador central (córtex e tronco encefálico) que por sua vez envia mensagens aos músculos respiratórios efetores. O centro inspiratório manda impulsos nervosos para os músculos respiratórios que se contraem. A expiração é a parada desses impulsos nervosos e relaxamento da musculatura. Controladores do tronco encefálico: ● Centro bulbar - bulbo- área rítmica ○ Grupo dorsal (inspiração, modulado pelo nervo vago e glossofaríngeo) ○ Grupo ventral (expiração - estimulado durante o exercício - expiração ativa). ○ Centro pneumotáxico (inibe a inspiração e regula volume da frequência respiratória) ○ Centro apnêustico (estimula a inspiração) Todos os centros modificam a atividade da área rítmica. O córtex tem o controle voluntário da respiração. Existem quimiorreceptores centrais (superfície central do tronco), que respondem a alterações de íons H+ através da permeabilidade do CO2 no líquido cefalorraquidiano, este reage com a água formando ácido carbônico e libera o H+ ativando-os. Existem também quimiorreceptores periféricos, sendo os principais os corpos carotídeos (respondem ao PO2 principalmente) e os corpos aórticos (respondem somente a alterações de PO2) Resumindo: A queda do PO2 e do pH são detectadas nos quimiorreceptores periféricos e o aumento do PCO2 é detectado tanto pelos periféricos quanto de centrais. Existem alguns receptores mecanicos: ● Receptores de estiramento pulmonar: que respondem a distensão pulmonar (muito distendido gera o reflexo hering-breuer - inspiração off). ● Receptores J (justacapilares ou justalveolares) respondem a congestão pulmonar (muito fluxo sanguíneo). ● Receptores irritantes: presentes nas células epiteliais de vias superiores, respondem a poluentes e a temperatura. Gasometria O sangue tem a concentração de H+ bem baixa, por isso o termo pH. O pH sanguíneo é de 7,4. O pH sanguíneo tolerado pelo corpo humano vai de 7 à 7,8; sendo considerado acidemia se o valor for menor do que 7,35 e alcalemia se for maior que 7,45. Valores diferentes deste intervalo são incompatíveis com a vida. O metabolismo celular produz ácido o tempo todo, através do CO2, mas o equilíbrio ácido básico equilibra a acidez através dos mecanismos reguladores do pH (sistemas tampão), que são os sistema renal, respiratório e químico. O químico é qualquer substância capaz de ligar-se, reversivelmente aos íons hidrogênio. O Sistema respiratório elimina os íons H+ de forma indireta pelo CO2 e tem o dobro da capacidade do sistema tampão químico. O sistema renal é o mais eficiente, porém mais demorado. Ele faz isso de 3 maneiras: Secreta mais H+, reabsorve mais bicarbonato (HCO3-), ou produz mais HCO3-. A Hiperventilação gera alcalose respiratória e a Hipoventilação gera acidose respiratória. Roteiro 1 avaliar se o pH está menor que 7,35 estará em acidose ou maior que 7,45 que estará em alcalose. 2 avaliar PaCO2 para ver se justifica o pH e presumir se é de origem respiratória. 3 avaliar se HCO3- para ver se justifica o pH e presumir se é de origem metabólica. 4 avaliar compensações para ver se o pH permanece normal, sendo compensação total, ou se o pH tende a voltar ao normal mas ainda está com valores alterados, sendo compensação parcial. 5 avaliar PaO2, BE e SaO2 para ver se tem hipoxemia ou hiperóxia Avaliação Cardiorrespiratória Avaliação clínica: ➢ Identificação ➢ Queixa principal ➢ História da doença atual ➢ História pregressa ➢ Antecedentes familiares ➢ Exame físico Dispnéia: Sensação de falta de ar. Podendo ser de origem respiratória, cardíaca ou até mesmo com mudanças de postura (ortopnéia - deitado; trepopneia - decúbito lateral; dispnéia paroxística noturna - deitado por um tempo) Pode ser medida em graus: ➢ Grau I: grandes esforços ➢ Grau II: médios esforços ➢ Grau III: pequenos esforços ➢ Grau IV: em repouso Dor toráxica: Pode ser de origem isquêmica ou pleural, chamada de pleurítica (normalmente sentida em pontadas nas costas). Esse tipo de dor é chamada de Angina Pectoris. Síncope: Perda de consciência, normalmente por falta de perfusão no cérebro. Palpitação: Percepção desagradável de batimento cardíaco rápido ou forte, causa uma variedade de alterações no ritmo ou na frequência cardíaca. Fadiga: Manifestação importante de débito cardíaco baixo e distúrbio de perfusão sistêmica na insuficiência cardíaca. Exame Físico 1. Inspeção a. Avaliação do tipo do tórax: Realizada pelo ângulo de Charpy. Longilíneo: ângulo menor que 90º Normalíneo: ângulo igual a 90º Brevelíneo: ângulo maior que 90º Tórax em Tonel: aumento acentuado no diâmetro ântero-posterior - DPOC. Pectus excavatum: afundado. Pectus carinatum: pontudo. b. Padrão respiratório: Pode ser de região apical/torácico/costal; abdominal/diafragmático; misto (toraco-abdominal); ou invertido/paradoxal. c. Ritmo respiratório: Eupnéia: normal (12 - 20 RPM) Taquipnéia: rápida e superficial. Hiperpnéia: profunda e rápida. Bradpnéia: Lenta. Respiração de Cheyne Stokes: com apnéia e sem ritmo - lesão no centro respiratório. Respiração de Biot: atáxica, patológica - lesão no bulbo. d. Avaliação do desconforto respiratório: Tiragem: depressão de partes moles, podendo ser intercostal, supraclavicular, subdiafragmática e supra-esternal. Cianose: coloração azulada da pele e das mucosas, redução da saturação de hemoglobina e redução da perfusão de capilares. Batimento de asa do nariz Freno labial Baqueteamento digital: ponta dos dedos gordinhas. Cornagem: Ruído respiratório. e. Avaliação da tosse: Avaliar se é eficaz ou ineficaz, produtiva (secreção) ou improdutiva (sem secreção) e analisar aspecto e quantidade de secreção: ➢ Amarela: processo infeccioso crônico. ➢ Esverdeada: processo inflamatório. ➢ Clara: pós broncoespasmo. ➢ Marrom (escura): nicotina e doenças crônicas ➢ Rosea: edema pulmonar. ➢ Hemoptise: sangue, causada por abscesso ou neoplasia 2. Palpação: A expansibilidade dos dois lados devem estar simétricas. 3. Percussão: Avalia a densidade pulmonar a. Maciço: sem ar. b. Timpânico: normal. c. Hipertimpânico: muito ar. 4. Auscuta: Ruídos Adventícios: ➢ Roncos: via aerea alta. ➢ Síbilos: miado de gato. Broncoespasmo. ➢ Estertores crepitantes: barulho de cabelo; Vias aéreas de pequeno e médio calibre ➢ Estertores subcrepitantes: bolhas - pequenos brônquios e bronquíolos. Espirometria - teste do sopro Exame de função pulmonar mais utilizado para mensurar os volumes pulmonares e fluxos respiratórios. Mede a quantidade doar que entra e sai dos pulmões. Principais parâmetros ➢ Capacidade vital forçada (CVF): volume eliminado em manobra expiratória forçada desde a CPT até o VR. ➢ Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1): quantidade de ar eliminado no primeiro segundo da manobra forçada. ➢ Relação VEF1/CVF: representa a porcentagem do volume total expirado no 1º segundo. Variáveis observadas ➢ Fluxo expiratório forçado (FEF 25% - 75%): medida do fluxo aéreo em um determinado intervalo de volume (vias aéreas de pequeno e médio calibre). DISTÚRBIO VENTILATÓRIO OBSTRUTIVO (DVO) DISTÚRBIO VENTILATÓRIO RESTRITIVO (DVR) Manovacuometria Avaliação das pressões respiratórias máximas. ➢ Pimáx: pressão inspiratória máxima. ➢ Pemáx: pressão expiratória máxima. Terapia de Higiene Brônquica Envolve o uso de técnicas manuais e de recursos instrumentais com o objetivo de auxiliar na mobilização e depuração de secreções das vias aéreas e, consequentemente, melhorar troca gasosa e diminuir trabalho ventilatório. Aceleração do fluxo expiratório (AFE): Paciente expira com a glote aberta; Fisioterapeuta acompanha a expiração e com os braços comprime as últimas costelas. ➢ Rápida: eliminação de secreções traqueais e brônquicas proximais. ➢ Lenta: Baixo fluxo expiratório e baixo volume: permite mobilização das secreções mais distais. Tosse Classificada em: ➢ Ativa ➢ Assistida ○ Manual: Associar a compressão torácica ou abdominal; Realizar extensão de tronco durante a inspiração e efetuar a flexão durante o ato da tosse. ○ Mecânica Huff: Expiração forçada com a glote aberta do início ao fim da manobra. Durante a manobra → emite sons de “huff” Pode ser iniciado a baixos, médios e altos volumes pulmonares. Drenagem autógena Composta por 3 fases seguidas pelo huff ou tosse: ➢ Descolar: mobilizar a secreção da periferia - Solicita-se ao paciente fazer uma inspiração de pequeno volume pelo nariz, segurar de 3 a 5 segundos e, em seguida soltar o ar pela boca fazendo o freno labial (boca semicerrada) por 3 vezes. ➢ Coletar: coletar a secreção das VAs médias - Solicita-se ao paciente fazer uma inspiração de médio volume pelo nariz, segurar de 3 a 5 segundos e, em seguida soltar o ar pela boca fazendo o freno labial (boca semicerrada) por 3 vezes. ➢ Eliminar: eliminar secreções em VAs centrais - Solicita-se ao paciente fazer uma inspiração de grande volume pelo nariz, segurar de 3 a 5 segundos e, em seguida soltar o ar pela boca fazendo o freno labial (boca semicerrada) por 2 vezes e na terceira fazer o huff (expiração forçada com a glote aberta). ELTGOL Expiração lenta total com a glote aberta em decúbito infralateral. Consiste em uma expiração lenta da CRF até o VR com a região a ser desobstruída do lado apoiado Objetivo: higiene de VAs mais distais. Ação: A posição em decúbito lateral com o lado com secreção para baixo permite maior desinsuflação e pressão no pulmão infralateral quando associada ao peso do mediastino sobre o mesmo. Associar a flexão de quadril e joelhos e realizar a compressão das vísceras em direção cefálica com a outra mão na diagonal acima durante a expiração, realizando movimento de torção. Solicitar ao paciente colocar a lingua para fora ou utilizar um bocal redondo. Indicado realizar a tecnica por 12 min. A expiração lenta associada a > desinsuflação permite a depuração de secreções em VAs mais distais. Percussão/ tapotagem Força mecânica aplicada de forma rítmica pelas mãos na região torácica do paciente sobre os segmentos pulmonares comprometidos Ação: transmissão de ondas de energia que causam a mobilização do muco e ↓ de sua aderência à parede. ↓ da viscosidade facilita transporte do muco na VA e estimula a tosse. Vibração Consiste em ondas vibratórias transmitidas a parede torácica por meio da tetanização dos mm agonistas e antagonistas do antebraço trabalhando em sinergia com a palma da mão, aplicada perpendicularmente ao tórax. Aplicada na expiração Diminui a viscosidade do muco e amplifica por concordância de fase a amplitude dos movimentos ciliares Oxigenoterapia Administração de O2 em concentração maior do que a em ar ambiente com intuito de prevenir ou tratar as manifestações clínicas da hipóxia. ESTUDO DIRIGIDO 1. Divida o sistema respiratório em vias aéreas superiores e inferiores, e cite suas funções. Superiores: Nariz: filtra, umidifica e aquece. Laringe e faringe: condução. Inferiores: Traqueia, brônquios principais, lobares, segmentares e terminais: condução do ar. Bronquíolos respiratórios: troca gasosa e condução do ar. Ductos alveolares, sacos alveolares e alvéolos: troca gasosa. 2. Certos ruídos não devem estar presentes durante a ausculta pulmonar, são eles: Roncos, Sibilos, ruídos creptantes e subcreptantes. O que cada um deles indica? 3. Os aspectos e colorações da secreção pulmonar podem ajudar a identificar certas afecções pulmonares. Cite as possíveis colorações das secreções e seus indicativos. 4. Quais são os sinais típicos de desconforto respiratório? 5. O que é Clearence Mucociliar? Qual sua finalidade? Movimentos ciliares que impulsionam uma fina camada de muco com partículas para serem depuradas na finalidade de proteger as vias aéreas. 6. Explique a lei de Fick. A difusão de um gás depende de quanto maior for a sua concentração, quanto maior for a área do alvéolo e do capilar, da espessura da parede alvéolo-capilar e da velocidade de transferência desse gás (cada gás tem um índice de solubilidade) ou seja, quão mais fácil e rápido esse gás se difunde. 7. O Surfactante é secretado por qual tipo celular? Qual sua função? Produzido por células epiteliais alveolares (pneumócitos) do tipo II; tem a função de reduzir a tensão superficial da camada de revestimento alveolar (evitar o colabamento). 8. Como fazer uso do PIP para deslocar um secreção em via aérea central durante uma técnica de higiene Brônquica? Via aérea central - proximal = pedir grande volume de inspiração e realizar a tecnica. 9. Complete as lacunas: ➢ A junção do Huff com exercícios respiratórios diafragmáticos é chamada de Técnica de expiração forçada (TEF). ➢ A pressão transpulmonar é a pressão alveolar - a pressão intrapleural ➢ De acordo com as zonas de west,a respiração é mais eficiente na zona 2. A perfusão é maior na zona 3. 10. Cite 3 técnicas de higiene brônquica e explique como cada uma funciona. 11. Quando ocorre o ponto de igual pressão? Existe um ponto em algum lugar ao longo das vias aéreas no qual a pressão dentro do brônquio é igual à pressão fora dele, ou seja, ao redor de suas paredes (pressão pleural). O local onde a pressão intra-brônquica é igual a pressão pleural é chamado de Ponto de igual pressão (PIP). 12. Quais são as indicações e benefícios da oxigenoterapia? Quais as diferenças entre a Indicações Hipoxemia ↓DC associado a acidose metabólica Desconforto respiratório (f > 25 resp/min) IAM, angina instável, traumatismo severo* Diferenças Máscara de alto fluxo O2 > que a demanda, sem risco de inalar CO2. Máscara de baixo fluxo O2 < que demanda . 13. Paciente M.J deu entrada no pronto-socorro, apresentando-se secretivo, durante a ausculta pulmonar observou-se: MV+, diminuído em HTX E, com ruídos subcreptantes difusos. Qual terapia de higiene brônquica pode ser usada nesse paciente? Os exercícios devem ser trabalhados inicialmente a altos, médios ou baixos volumes pulmonares? Justique sua Resposta. MV+: presença de murmúrio vesicular. HTX-E: hemitórax esquerdo. Ruídos subcrepitantes: secreção nas vias aéreas de baixo e médio calibre. Manobra usada: Drenagem autógena: técnica de higiene brônquica ativa que utiliza inspirações e expirações lentas controladas pelo paciente, na posição sentada. Inicia-seno volume de Reserva Expiratório (VRE), com intuito de mobilizar secreções distais e progressivamente chega ao volume de reserva inspiratório (VRI) para eliminação das secreções proximais. Inicia-se das vias aéreas baixas, médias e altas sucessivamente, pois a secreção se encontra nas vias baixas e médias. Terapia de expansão pulmonar Atelectasia: colapso alveolar com ausência de gases no espaço alveolar Classificação: ● Reabsorção: ocorre quando há lesões ou tampões mucosos que estão presentes na VA e bloqueiam a ventilação da região afetada. O gás distal à obstrução é absorvido pelo sangue. ● Passiva: decorrente de hipoventilação persistente. Comum com o uso de sedativos, na presença de dor à inspiração profunda. ● Compressiva: decorrente de pressão local direta no parênquima pulmonar. ● Alteração da tensão superficial: ocorre por déficit do surfactante, edema pulmonar. Atelectasia ↙ ↓ ↘ Distúrbio V/Q ↓CRF Colonização de microorganismos ↓ ↓ Hipoxemia ↓complacência pulmonar ↘ ↙ ↑ trabalho respiratório TEP: usa o aumento do volume inspirado e aumento CRF Indicações: ● Pós-operatório de cirurgia torácica e abdominal ● Imobilidade no leito (doente neurológico, idoso ● Produção de secreção aumento associado a tosse pouco eficaz ou ineficaz. Como funciona a TEP? Ptrans = Palv - Ppl Exercícios respiratórios: ● Nome dado as técnica usadas para uma respiração controlada e voluntária. ● Indicada especificamente para a conscientização dos movimentos tóraco abdominais e para realização de atividades físicas de forma satisfatória e com gasto energético mínimo. ● É limitada em pacientes não colaborativos, com incapacidade de compreender as instruções e com dor. ● Tipos: ○ Diafragmática: https://www.youtube.com/watch?v=2cufeBFlkq8 ○ Suspiros ou soluços inspiratórios: inspiração breves e sucessivas até atingir a CPT. https://www.youtube.com/watch?v=jY4SmUx0SIU ○ Inspiração fracionada: inspirações breves e sucessivas, com pequenas pausas entre elas, até atingir a CPT. https://www.youtube.com/watch?v=dQwmcqtSwlE ○ Respiração ou expiração abreviada: inspirações entrecortadas com expirações curtas atingindo a CPT em 3 tempos. ○ Inspiração máxima: Inspiração até a CPT seguida de uma expiração de pequeno volume com nova inspiração máxima, repetindo-se 3 vezes. *paciente deve estar sempre em posição confortável. *uso de decúbito e de freno labial. Incentivador respiratório: recurso visual para que o paciente realize inspirações profundas e lentas da CRF de forma a atingir um volume ou fluxo alvo (CPT), seguida por uma sustentação. Dois tipos, para fluxo e para alvo. Orienta-se de 5 a 10 repetições/hora. COACH RESPIRON https://www.youtube.com/watch?v=2cufeBFlkq8 https://www.youtube.com/watch?v=jY4SmUx0SIU https://www.youtube.com/watch?v=dQwmcqtSwlE Manobra de compressão-descompressão torácica ou descompressão torácica abrupta localizada: Pressionar o tórax para deixar a pressão pleural mais negativa na expiração. Técnica para pressão mais negativa. https://www.youtube.com/watch?v=f8ulTWSKSAw RPPI: aplicação de pressão positiva inspiratória intermitente a um paciente em respiração espontânea. ● Duração curta: 10-15 minutos. ● Séries de 3 de 20/30 repetições. ● Usado ventilador mecânico - BIRD M7 (tem o fluxo inspiratório constante). ● VC 10 a 15ml/kg de peso ou 30% da CI (VC ≈ 1000ml), mas que necessariamente seja > do que o VC durante a respiração espontânea. ● Conta-indicações: ○ Pneumotórax não drenado ○ Nauseas e vomitos ○ Fistulas pleurais e traqueoesofágicas ○ Evidência de bolhas ao RX ○ Distenção abdominal ○ Hemoptise ativa ○ Cirurgia abdominal altas e ressecções pulmonares ○ Cirurgia facial e esofágica. Qual recurso utilizar? Exercícios respiratórios ↓ Expansibilidade reduzida *inspeção e palpação ↓ Incentivador respiratório ↓ CI < ⅓ do PREDITO ou VC < 10mL/Kg https://www.youtube.com/watch?v=f8ulTWSKSAw ↓ RPPI ↓ Rx ruim e SpO₂ = 91-92% em aa (ar atmosférico) ↓ RPPI + PEEP/VM ↓ Rx 2 ou + quadrantes alterados Uso de oxigenoterapia ↓ Ventilação não invasiva Treinamento da musculatura inspiratória: Threshold: dispositivo que oferece uma resistência à inspiração por meio de um sistema de mola com uma válvula unidirecional. Necessário definir a resistência a ser aplicada em cmH2O = % da Pimáx. Protocolos: ● 40% Pimáx (reavaliar antes de cada sessão) - 3 séries de 10 repetições - 3x ao dia. ● 30% Pimáx (reavaliar na 1 sessão de cada semana) - 20min/dia. Doenças Pulmonares Obstrutivas DPOC-Doença pulmonar obstrutiva crônica Caracterizada por limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. Limitação usualmente progressiva e associada à uma resposta inflamatória do pulmão. O cigarro é a principal causa, pois diminui a motilidade ciliar, causa hipertrofia e hiperplasia de células mucosas, inflama as paredes brônquicas e alveolares, induz broncoespasmo (diminuição da luz dos brônquios), diminui a atividade macrofágica e inibe a atividade enzimática (antielastase e antioxidante). Pode ser dividida em: ● Bronquite crônica: presença constante ou por aumentos recorrentes da secreção pulmonar, suficientes para causar expectoração, que deve estar presente pelo menos 3 meses ao ano, em dois anos sucessivos. O processo de obstrução é mecânico devido ao estreitamento da luz da via aérea pois há o aumento da espessura da parede, aumenta a quantidade de muco, edema de parede e broncoconstrição (constrição da musculatura lisa da via aérea). ● Enfisema: hiperdistensão alveolar com destruição progressiva dos septos alveolares, confluência dos grupos alveolares tendendo a formar bolhas. Ocorre desequilíbrio entre as anti-proteases e as proteases (enzimas que destroem pulmão produzidas no pulmão) que causa a destruição dos septos alveolares. Protease: Elastase (degrada a elastina) e Anti-protease: alfa-1- anti-tripsina (inibe a elastase). O fumo possui substâncias irritantes que causam inflamação e aumenta produção da elastase. Aumentando também radicais livres que aumentam a concentração de agentes oxidantes inativando a alfa-1-anti-tripsina. Gera um processo de obstrução do fluxo aéreo devido a perda de retração elástica e a perda da tração radial sobre as vias aéreas periféricas (força que abre a via aérea). A via aérea do DPOC é frouxa, o que ocasiona uma expiração forçada tornando a pressão pleural positiva e causando uma compressão dinâmica (colabamento) com consequente aprisionamento aéreo. Ocorrem alterações na mecânica respiratória: aumento da resistência de vias aéreas (devido a diminuição da luz) e destruição alveolar (aumento de complacência). O que levam à hiperinsuflação pulmonar (auto-peep): Aumento do diâmetro ântero-posterior; horizontalização de costelas; retificação das cúpulas diafragmáticas; respiração torácicas: uso de musculatura acessória; aumenta o trabalho respiratório; aumento do VR e CRF, mas CVF normal ou diminuída. Leva também a hipercapnia (hiperinsuflação > hipoventilação > retenção de CO2 > aumento de bicarbonato). Complacência : variação de volume/variação de pressão - alteração de volume por unidade de pressão. Os pacientes com DPOC também têm distúrbios circulatórios devido à vasoconstrição hipóxica (contração da musculatura lisa nas paredes das pequenas arteríolasna região hipóxica), ao remodelamento dos vasos pulmonares (cicatrização) e destruição do leito capilar (menos área de perfusão) levando à doença Cor pulmonale (insuficiência cardíaca direita devido a maior força que o ventrículo direito precisa fazer devido a vasoconstrição hipóxica). Quadro clinico: Inicio a partir da 4ª, 5ª década, com queixas principais de dispnéia, tosse e incapacidade física. Exame físico: Tórax hiperinsuflado, dispnéia, taquipnéia, tempo expiratório prolongado, respiração com lábios semicerrados, uso de musculatura acessória e cianose em casos mais avançados. A dispnéia está relacionada ao aumento da resistência (dificuldade de colocar o ar pra fora), ao elevado volume minuto devido a troca gasosa ineficiente, hiperinsuflação, fraqueza e fadiga de musculatura ventilatória, recrutamento dos acessórios durante exercícios com MMSS, hipoxemia e hipercapnia. Ausculta com murmúrio vesicular bem diminuído, sibilos e raros estertores crepitantes; turgência jugular (veia saltada) e edema de MMII. Apresenta hipoxemia e hipercapnia na gasometria e policitemia (aumento de glóbulos vermelhos) no hemograma, deixando o sangue mais viscoso. Alterações radiográficas do enfisema: retificação do diafragma, aumento do diâmetro ântero-posterior, hipertransparência, aumento dos espaços intercostais , horizontalização das costelas e atenuação da periferia vascular. Na espirometria a classificação de gravidade deve ser: Relação VEF1/CVF menor que 70% GOLD 1: Leve = VEF1 maior ou igual a 80% previsto GOLD2: moderado = VEF1 entre 50% e 80% previsto GOLD3: Grave = VEF1 entre 30% e 50% previsto GOLD4: muito grave = VEF1 menor que 30% Caquexia = consumo de proteína / musculo. O paciente com DPOC tem alterações nas fibras musculares, o que justifica a intolerância ao exercício. Exacerbações na DPOC: evento no curso natural da doença caracterizado por uma mudança na dispnéia basal do paciente, tosse e/ou expectoração que está além das variações normais do dia-a-dia, de início agudo, e que pode justificar uma mudança na medicação habitual de um paciente. Causas: infecções respiratórias, pneumotórax, embolia pulmonar, câncer pulmonar; insuficiência cardíaca, cardiopatia isquêmica, infecções não respiratórias, desnutrição, ansiedade e pânico. Tratamento: Tem como principais objetivos: prevenir a progressão da doença, aliviar sintomas, prevenir e tratar as complicações e exacerbações, melhorar a intolerância ao exercício, melhorar o estado geral de saúde e diminuir mortalidade (não coloquei tratamento farmacológico) Oxigenoterapia: reduz a mortalidade em até 50%, melhora a qualidade de vida, aumento da tolerância ao exercício. Critérios de inclusão: PaO2 < 55 mmHg ou SaO2 < 88%; Cor pulmonale: PaO2 < 59 mmHg ou SaO2 < 89 %. Cuidados: hipoventilação por perder estímulo hipoxêmico. TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO: BIPAP: pressão (dois tipos) para o alvéolo, onde há grande ajuda na inspiração e na expiração, ou contrário do CPAP, onde a ajuda apenas na inspiração, podendo hiperinsuflar ainda mais o paciente. Caso haja secreção: drenagem autógena com tosse e huff, ciclo ativo da respiração leve, máscara de pep e epap. Compressões para secreções não são indicadas, pois podem ajudar a colabar os alvéolos (via aérea frouxa) Exercício: diafragmático, de mmii e mmss, de mobilidade torácica, treinar musculatura acessória quando há fraqueza. Adotar sempre posições de alívio, uso do freno labial para mudança da PIP. Em exacerbações: VNI com oxigenoterapia (lembrar dos critérios de inclusão), e aspiração caso haja secreção (o que na maioria das vezes tem). Exceções: TEP apenas em casos de pneumonia. Doenças da Pleura Anatomia pleural: Pleura parietal reveste toda a parede interna da caixa torácica e no hilo reflete-se sobre si mesma (pleura mediastínica) e adere-se ao pulmão (pleura visceral). Além de existir a pleura diafragmática (região do diafragma). Existem linfáticos da pleura parietal, que drenam para os gânglios regionais, os linfáticos da pleura diafragmática, que drenam para os gânglios mediastínicos. Apenas a pleura parietal costal é inervada (nervos intercostais). Líquido pleural: 3 a 15 mL produzido pela pleura parietal e reabsorvido pela pleura visceral. Sua manutenção depende do coeficiente de filtração (permeabilidade capilar), da pressão hidrostática e da pressão coloidosmótica (concentração de proteínas no LP). Pf = K [(PHc - PHpl) - (Poc -POpl)] - determina produção do liquido pleural Pf: Pressão de filtração K: coeficiente de filtração PH: pressão hidrostática PO: pressão oncótica Derrame pleural: presença de líquido, em quantidade anormal, entre as pleuras. Situações que aumentam a produção de líquido pleural: aumento do líquido intersticial pulmonar (Pnm, ICC); desequilíbrio entre pressão hidrostática e oncótica intravascular da pleura visceral ;aumento da proteína no líquido pleural(neoplasias) e aumento da permeabilidade (inflamação pleural e neoplasias). A falta de absorção por obstrução dos capilares linfáticos também podem ser uma causa. Podem ser unilaterais (causas pulmonares) ou bilaterais (causas sistêmicas) Sintomas: dor tipo pleurítica (na inspiração), tosse seca, dispnéia Exame fisico: Diminuição da expansibilidade homolateral, murmúrio vesicular diminuído ou abolido no HTX acometido ou pode apresentar atrito pleural, Frêmito tóraco vocal diminuído ou abolido e percussão maciça. Diagnóstico: Avaliação clínica, radiologia (radiografia, tomografia, USG), punção pleural (toracocentese diagnóstica para analisar diferença entre transudato e exsudato), biópsia pleural e pleuroscopia. Transudatos: líquido claro, ligeiramente amarelado e não viscoso. Não característico de processo inflamatórios. Geralmente acontece por aumento de pressão hidrostática ou diminuição da pressão oncótica do plasma. Causas sistêmicas: hipoproteinemia, cirrose hepática, ICC, IR, hiperidratação. Pleuras saudáveis em geral. Exsudatos: amarelo-citrino, turvo, seroso ou sero fibrinoso. Tem alta concentração de proteína e é de origem inflamatória, sendo um líquido denso. O líquido pode ser hemorrágico e leitoso também. Procedimentos cirúrgicos: Drenagem torácica. O dreno deve ser avaliado sempre, conferindo a cor do líquido, se borbulha, se está oscilando ou não. Biópsia pleural Toracoscopia Pleurodese - em caso de derrame pleural de repetição é feita raspagem das pleuras. Empiema : presença de pus na cavidade pleural causado por um processo infeccioso (Pn, abscesso pulmonar, bronquiectasias e Tb). É uma doença febril com secreção, aumento de glóbulos brancos e prostração. Fases do empiema: a. exsudativa : líquido fluido, sem septações, responsiva a antibióticos associados à drenagem com reexpansão imediata. b. Fibropurulento: pus com deposição de fibrina e com membrana moderadamente mais espessa (mais difícil de ser drenado). c. Organização: membrana mais espessa e consistente gerando uma restrição pulmonar (encarceramento). Tratado apenas com cirurgia (decorticação-retirada de tecido inelástico-, pleurostomia-abertura na parede torácica-, toracoplastia). Hemotórax: sangue na cavidade pleural, traumático e não traumático. Tratamento feito através de drenagem pleural ou através de exploração cirúrgica. Quilotórax: presença de linfa no espaço pleural. Ocorre devido a ruptura de canal toracico onde o liquido é de aspecto leitoso e inodoro. Pneumotórax: presença de ar no espaço pleural. Pode ser espontâneo (presença de bolhas subpleurais que se rompem, associadas a doenças pulmonares ou não), traumático ou Iatrogênico (causado por algum procedimento). ● Pneumotórax hipertensivo: mecanismo valvular > na inspiração a fístula se abre e na expiração se fecha podendo comprimir e desviar o mediastino.Sinais e sintomas: dor torácica, dispnéia, taquicardia moderada, hipotensão, cianose, alteração de ECG (quando hipertensivo), diminuição da expansibilidade homolateral, FTV diminuído ou abolido, percussão timpânica e murmúrio vesicular ausente ou pouco audível. O raio x mostra pulmão parcialmente colabado e área de hipertransparência entre a parede torácica e pulmão, além do alargamento dos espaços intercostais. Tratamento do pneumotorax: Pequeno (20%): repouso, analgesico e antitussígeno Mais volumoso: drenagem e tratamento cirúrgico se for de repetição. TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO: Não é necessário o completo fechamento da fístula para iniciar o tratamento. Necessário estar drenado de modo geral. Paciente que tem dreno deve se tomar alguns cuidados como manter sempre o selo d’agua, com a correta posição do dreno e o reservatório (para baixo sempre) e verificar se está bem preso para iniciar as intervenções. Oxigenoterapia caso necessário. Reexpansão pulmonar: exercícios inspiratórios, incentivadores respiratórios (respiron). Em alguns casos pode ser feita antes mesmo de drenar, porém há risco. Reeducação postural: Paciente com dreno apresenta dor no local, musculatura encurtada para “proteção” do dreno, gerando alterações posturais. Importante iniciar a deambulação e alongamento dos músculos encurtados, sempre respeitando a algia do paciente. No pneumotórax, pressão positiva pode dificultar o fechamento da fístula, mas também pode ajudar a “colar” pleura com caixa torácica (expansão). Se não há fistula, como no empiema, há necessidade de pressão positiva, epap. Caso apresente tosse ou algum outro ruído intrapulmonar: realizar técnicas como huff e tosse (proximal), drenagem autógena (distal a proximal). Asma brônquica Doença inflamatória crônica das vias aéreas; Causa hiperresponsividade; Sibilos, dispneia e tosse; Obstrução ao fluxo aéreo intrapulmonar; Reversível espontaneamente (crises) ou com tratamento, porém a doença em si não tem cura. Características principais*: ● Historia de atopia (alergia) ● Grau variável de obstrução ao fluxo de ar (intrapulmonar) ● Hiperrresponsividade brônquica reversível ● Inflamação da via aérea (crônica) ● Episódios recorrentes de sibilância, dispneia, tosse, aperto no peito (com piora à noite e pela manhã). Fatores desencadeantes: ● Alérgenos ● Poluentes aéreos ● Infecções respiratórias ● Rinites e sinusites ● Exercício físico ● Mudanças climáticas ● Estresse emocional ● Alimentos e drogas Fisiopatologia: células T estimuladas pelo antígeno, secretam IgE, essa secreção sensibiliza mastócitos e outras células à degranulação e liberação de histamina, leucotrienos, prostaglandinas e outros. Essa cascata leva: ● Redução do calibre das vias aéreas ● Contração da musculatura lisa da parede dos brônquios ● Edema da mucosa bronquica ● Hipersecreção mucóide e exsudato inflamatório ● Alterações estruturais das vias aéreas ● Limitação ao fluxo aéreo ○ Hiperinsuflação e hipoventilação ○ Sinais de desconforto ○ Hipoxemia. Quadro clínico ● Características principais* ● Sinais de desconforto respiratório, expiração prolongada ● Tosse seca e pouco produtiva (escarro mucoso e espesso) ● Grave: cianose, taquicardia, fala monossilábica, exaustão, alteração de consciência. Diagnóstico: ● Espirometria ○ Disturbio obstrutivo ○ Tem resposta ao broncodilatador ● Teste de provocação ○ Inalação de substâncias broncoconstritoras ○ Resposta se VEF1 > 20% ● Pico de fluxo expiratório - peak flow ○ Uso controle ○ Matinais e vespertinas ● Gasometria ○ Início: hipoxemia e hipocapnia ○ Depois: hipoxemia e hipercapnia ● Radiologia - Diagnóstico complementar ○ Hiperinsuflação Tratamento : 4 componentes 1. Educação 2. Controle ambiental 3. Mensuração e monitorização ○ Zona verde: pico fluxo de 80-100% ○ Zona amarela: pico fluxo de 60-80% ○ Zona vermelha: pico fluxo < 60% 4. Tratamento medicamentoso ○ Medicação de resgate (crise): BD de curta ação (inalatório) i. Agonista beta-2-adrenérgicos (sabutamol) ii. Anticolinérgicos (brometo de ipratrópio) ○ Medicação de controle i. Corticóides inalatórios ii. Antileucotrienos iii. B2 agonista de ação prolongada iv. Teofilina v. Corticóide via oral Indicação de UTI ● Pouca melhora ou piora do PFE após o tratamento ● PaO2 < 60 mmHg ou SaO2 < 90 mmHg com o uso de O2 ● PaCO2 > 45mmHg ● Exaustão, confusão ou sonolência ● Respiração debil/hipopneia (apneia de sono) ● Inconsciência/convulsão ● Parada respiratória TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO: Na crise: Posicionamento de alívio + freno labial. Pode precisar de pressão positiva e oxigenoterapia caso a crise não passe. Fora da crise: aprender as posições de alívio, conscientização da respiração, higiene se necessário. Alongar e treinar sempre que possível musculatura respiratória, mmss, cintura DPOC ASMA Início após 40 anos Início na infância Sem antecedência de atopia Com antecedência de atopia Sem história familiar de asma Com história familiar de asma Tabagismo > 20 anos/maço Tabagismo ausente Melhora variável com tratamento Melhora acentuada com tratamento Obstrução parcialmente reversível Obstrução reversível escapular e cervical; exercícios de mobilidade torácica. Exercício físico em geral como melhora da qualidade de vida, sempre com precauções e acompanhamento médico. Doenças pulmonares supurativas Pneumonia: infecção do pulmão Agentes: bactérias, vírus, fungos e parasitos (pouco comum) Patogênese: 6 vias de contaminação ● Inalação de particulas aerossolizadas ● Aspiração de microorganismos colonizados na orofaringe ● Inoculação direta nas vias aéreas inferiores ● Por contiguidade (pessoa por pessoa) ● Via hematogênica ● Reativação de uma infecção latente Classificação: ● Pneumonia lobar (comprometimento de um lobo). ● Pneumonia broncopulmonar (várias partes de vários lobos). ● Pneumonia comunitária (em casa) - pneumonia pneumocócica, streptococcus pneumoniae. ● Pneumonia nosocomial (em hospital). ● Pneumonia aspirativa (refluxo gatroesofágico). ● Pneumonia imunocomprometida (alta incidência e gravidade). Fisiopatologia: alveolite - exsudato alveolar serofibrinoso - gera secreção. Pneumonias bacterianas: ● Pneumocócica: aeróbio, gram + (comunitária). ● Estafilocócica: aeróbio, gram + (comunitárias), por via hematogênica (com pneumatocele - cisto de ar). ● Pseudomonas: aeróbio, gram - (hospitalar), aparelhos de ventilação mecânica, nebulizadores e umidificadores. Processo inalatório ou inoculação direta. ● Aspirativas: anaeróbias, processo aspirativo e polimicrobiano: perda de consciência, coma, anestesia, infecção dentária, faringite e gengivite. Pneumonias virais: ● Agentes: influenza, parainfluenza, coronavírus, rinovírus, vírus sincicial respiratório. ● Predileção a época de inverno ● Em idosos e crianças é mais grave ● Transmissão por aerossóis, gotículas, contato direto ou indireto com secreções ● Resfriado comum > faringite > laringite > traqueobronquite > bronqueolite > alveolite. Quadro clínico: ● Evolução aguda ● Febre alta (pode ter calafrio, tremores e delírios) ● Tosse de início seca, depois produtiva (purulenta ou sanguinolenta) ● Dor pleurítica (inspiração e tosse) ● Dispnéia e cianose. Exame físico: ● Tosse produtiva ● Expansibilidade torácica reduzida ● Sinais de desconforto como aumento da FR, tiragens e uso da musculatura acessória ● Diminuição da oxigenação ● Percussão torácica maciça ● Ausculta pulmonar com MV diminuido, estertores e roncos ● Aumento do frêmito tóraco vocal (MTV) Diagnóstico: ● Avaliação clínica ● Inicia-se com tratamento de Pn bacteriana ● Lavado broncoalveolar ● Escarro, avaliação do gram e cultura ● Hemocultura (não imediato) ● Sorologia (não imediato)Complicações das pneumonias: ● Derrame pleural - empiema ● Atelectasia ● Abscesso pulmonar - Pn aspirativa (tem pus) ● Pneumatoceles (estafilococus) - cistos de ar no parênquima pulmonar ● Bronquiectasias (fibrosa com muco infeccioso) Medidas gerais: ● Repouso no leito (relativo) ● Tratamento em domicílio (maioria dos casos) ● Hospitalizações apenas em pacientes graves, com a utilização de antibióticos endovenosos e portadores de outras doenças. ● Antitérmicos e analgésicos, para o conforto ● Oxigenoterapia se necessário (atenção a perda de estímulo respiratório) ● Considerar necessidade de ventilação não invasiva. ● Início precoce de antibioticoterapia (devido a demora da cultura) ● Microbianos: para gram + (penicilinas) e para gram - (aminoglicosídeos e cefalosporina) Tratamento: ● Evitar cirurgias recentes ● Cessar ou reduzir o cigarro ● Higiene bucal ● Evitar refluxo gastroesofágico ● Fisioterapia respiratória ● Mobilizar paciente precocemente (sempre que possível). TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO: Foco na higiene brônquica: shaker, flutter e inalação para fluidificar a secreção; drenagem autógena (distal para proximal), ciclo ativo (respiração diafragmática 5 a 10 segundos, inspiração profunda segurando de 3 a 5 segundos e soltando pela boca e repetir por 3 a 4 vezes, realizar novamente a respiração diafragmática e em seguida AFE lenta e rápida, para finalizar deve-se realizar a tosse forçada. Repetir todo o ciclo de 3 a 5 vezes) , AFE (lenta ou rápida), TEF (lenta ou rápida), compressão (lenta ou rápida), huff e tosse (proximal). Reexpansão pulmonar: