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Morfogênese do Olho - Embriologia

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Morfogênese do olho – Embriologia		 12/09/2016 – Fernanda R.
	→ Introdução
	Os olhos são derivados de quatro fontes:
· O neuroectoderma do prosencéfalo
· O ectoderma da superfície da cabeça 
· O mesoderma entre essas camadas
· Células da crista neural
→ Formação do olho
· O neuroectoderma do prosencéfalo se diferencia na RETINA, nas CAMADAS POSTERIORES DA ÍRIS e no NERVO ÓPTICO.
· O ectoderma de superfície da cabeça forma o CRISTALINO e o EPITÉLIO DA CÓRNEA.
· O mesoderma situado entre o neuroectoderma e o ectoderma da superfície dá origem às TÚNICAS FIBROSA e VASCULARES DO OLHO.
· As células da mesenquimais se originam do mesoderma, mas as células da crista neural migram para o mesênquima e se diferenciam na COROIDE, na ESCLERA e no ENDOTÉLIO DA CÓRNEA.
Os SULCOS ÓPTICOS aparecem nas pregas neurais na extremidade cefálica do embrião. Quando as pregas neurais se fundem para formar o prosencéfalo, os sulcos ópticos se evaginam para formar as VESÍCULAS ÓPTICAS (a formação das vesículas ópticas é induzida pelo mesênquima adjacente ao encéfalo em desenvolvimento). Com o crescimento das vesículas ópticas, suas extremidades se expandem, e suas conexões com prosencéfalo sofrem uma constrição para formar as HASTES ÓPTICAS. (PAG. 429)
As vesículas ópticas logo entram em contato com o ectoderma da superfície. Concomitantemente, o ectoderma da superfície adjacente à vesícula se espessa para formar o PLACOIDE DO CRISTALINO, o primórdio dos cristalinos (formação induzida pelas vesículas ópticas). O placoide do cristalino se invagina e forma e FOSSETA DO CRISTALINO. (As bordas da fosseta do cristalino se fundem para formar as vesículas do cristalino) (PAG 429)
Enquanto a vesícula do cristalino se desenvolve, as vesículas ópticas se invaginam para formar os CÁLICES ÓPTICOS de parede dupla. 
As FISSURAS RETINIANAS/FISSURAS ÓPTICAS formam-se na superfície ventral dos cálices ópticos e ao longo das hastes ópticas. Os VASOS SANGUÍNEOS HIALOIDES se desenvolvem a partir dessas fissuras.
*A ARTÉRIA HIALOIDE supre a camada interna do cálice óptico, a vesícula do cristalino e o mesênquima do cálice óptico
* A VEIA HIALOIDE recolhe o sangue dessas estruturas
*Quando as bordas da fissura retiniana se fundem, os vasos hialoides são incluídos dentro do nervo óptico primitivo
→ Desenvolvimento da retina
A retina se desenvolve a partir das paredes do cálice óptico, sua camada mais externa se torna o EPITÉLIO PIGMENTAR DA RETINA enquanto a camada mais interna diferencia-se ne RETINA NEURAL. 
Sob a influência do cristalino em desenvolvimento, a camada mais interna do cálice óptico prolifera para formar um NEUROEPITÉLIO espesso. (As células dessa camada se proliferam na retina neural)
Os axônios das células ganglionares na camada superficial da retina neural crescem proximalmente na parede da haste óptica. Como resultado, a cavidade da haste óptica é gradativamente obliterada, enquanto os axônios de várias células ganglionares formam o NERVO ÓPTICO. 
	→ Desenvolvimento do corpo ciliar 
O corpo ciliar é uma extensão cuneiforme da coroide. Sua superfície medial se projeta em direção ao cristalino, formando os PROCESSOS CILIARES. A porção pigmentada do epitélio ciliar é derivada da camada externa do cálice óptico. A porção não-pigmentada do epitélio ciliar representa um prolongamento anterior da retina neural na qual não se diferenciam os elementos neurais. 
O MÚSCULO CILIAR – o músculo liso do corpo ciliar que é responsável por colocar em foco o cristalino e o tecido conjuntivo no corpo ciliar – desenvolve-se a partir do mesênquima localizado na borda do cálice óptico. 
	→ Desenvolvimento da íris
A íris se desenvolve a partir do cálice óptico. O epitélio da íris representa as duas camadas do cálice óptico. O arcabouço de tecido conjuntivo (estroma) da íris se origina da crista neural que migram para a íris. Os MÚSCULOS DILATADOR e ESFÍNCTER DA PUPILA da íris derivam do NEUROECTODERMA DO CÁLICE ÓPTICO. (Esses músculos são resultados da transformação de células epiteliais em células musculares lisas)
	→ Desenvolvimento do cristalino 
O cristalino se desenvolve a partir da VESÍCULA D CRISTALINO. A parede anterior da vesícula se torna o EPITÉLIO SUBCAPSULAR DO CRISTALINO. As células colunares altas se alongam consideravelmente para formar células epiteliais altamente transparentes (perdem seus núcleos), as FIBRAS PRIMÁRIAS DO CRISTALINO. 
*Existem fibras secundárias do cristalino que surgem a partir de sua zona equatorial. Continuam sendo formadas na vida adulta.
O cristalino em desenvolvimento é suprido pela parte distal da artéria hialoide, porém ele se torna avascular no período fetal quando ocorre degeneração dessa parte da artéria. Depois da degeneração, o cristalino depende da difusão a partir do humor aquoso presente na CÂMARA ANTERIOR DO OLHO, que irá banhar sua superfície anterior, e do humor vítreo nas outras partes. 
O cristalino em desenvolvimento é envolvido pela TÚNICA AVASCULAR DO CRISTALINO – a parte anterior desta cápsula é a MEMBRANA PUPILAR. 
O CORPO VÍTREO forma-se dentro da cavidade do cálice óptico e é composto pelo HUMOR VÍTREO (massa avascular de substância intercelular semelhante a um gel transparente)
	→ Desenvolvimento das câmaras aquosas
A CÂMARA ANTERIOR DO OLHO se desenvolve a partir de um espaço em forma de fenda que é formado no mesênquima localizada entre o cristalino em desenvolvimento e a córnea. 
A CÂMARA POSTERIOR DO OLHO se desenvolve a partir de um espaço que se forma no mesênquima, posterior à íris em desenvolvimento. Quando a membrana pupilar desaparece e a pupila se forma, ambas as câmaras podem se comunicar pelo seio venoso da esclera – sítio de saída do humor aquoso da câmara anterior do olho para o sistema venoso.
	→ Desenvolvimento da córnea
A formação da córnea é induzida pela vesícula do cristalino. Essa influência leva à transformação do ectoderma de superfície na córnea transparente, avascular, de múltiplas camadas, parte da túnica fibrosa do olho que se projeta para fora da órbita. 
A córnea é formada a partir de três fontes:
· Ectoderma de superfície (gera o epitélio externo da córnea)
· O mesênquima é originado do mesoderma, contínuo com a esclera em desenvolvimento
· Células da crista neural – migram do lábio do cálice óptico através do tecido conjuntivo embrionário e se diferenciam no endotélio da córnea
→ Desenvolvimento da coroide e da esclera
 O mesênquima que circunda o cálice óptico (originado da crista neural) reage à indução do epitélio pigmentar da retina e se diferencia na COROIDE (camada vascular interna) e na ESCLERA (camada fibrosa externa). Junto da borda do cálice óptico, a coroide se modifica para formar o eixo central dos PROCESSOS CILIARES. 
	→ Desenvolvimento das pálpebras
 As pálpebras se desenvolvem a partir do MESÊNQUIMA DAS CÉLULAS DA CRISTA NEURAL e de duas pregas da pele que crescem por sobre a córnea. Quando os olhos começam a abrir, a CONJUNTIVA BULBAR é refletida sobre a parte anterior da esclera e o epitélio de superfície da córnea, enquanto a CONJUNTIVA PALPEBRAL reveste a superfície interna das pálpebras.
	
→ Desenvolvimento das glândulas lacrimais
 As glândulas lacrimais se desenvolvem a partir de um certo número de brotos sólidos do ectoderma de superfície. Esses brotos se ramificam para formar os DUCTOS NASOLACRIMAIS. 
RESUMO
· A primeira indicação do olho é o SULCO ÓPTICO, que se forma no início da quarta semana. O sulco se aprofunda para formar uma vesícula óptica, oca, que se projeta a partir do prosencéfalo. A VESÍCULA ÓPTICA entra em contato com o ectoderma de superfície e induz o desenvolvimento do PLACOIDE DO CRISTALINO, o primórdio do cristalino. 
· Quando o placoide do cristalino invagina para formar a FOSSETA DO CRISTALINO e a VESÍCULA DO CRISTALINO, a vesícula óptica invagina-se para formar o CÁLICE ÓPTICO. A retina se forma das duas camadas do cálice óptico. 
· A retina, as fibras do nervo óptico, os músculos e o epitélio da íris e o corpo celular são originados do NEUROECTODERMA do prosencéfalo. Os músculos