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RABDOMIOLISE

19/09/2019
Prova 2
Rabdomiólise por esforço. 
Existe várias Miopatias no cavalo. A que vamos discutir são as Miopatias associadas ao esforço e as que causam lise no músculo, necrose associada a lesão na fibra, ou seja, levam a rabdomiólise. O termo rabdomiólise por esforço é um termo bastante abrangente, e ainda hoje temos diferentes nomes para problemas que se traduzem de forma muito semelhante, como mialgia e espasticidade. Existem uma gama de situações diferentes, que apresentam quadro semelhante. 
As Miopatias de esforço se apresentam classicamente com clínica de rigidez e dor muscular, mas existe uma gama de situações que levam a isso. Para cada raça e momento de aparecimento, na literatura podemos ter diferentes nomes, que não necessariamente significam a mesma coisa. 
Introdução: 
 Uma conceituação básica e genérica diz que rabdomiólise por esforço é “Dissolução da musculatura estriada associada ao exercício” ou seja, tem lesão muscular, tem elevação de creatina quinase. 
Ex.: Doença da manhã de segunda- feira é uma das mais clássicas Miopatias de esforço. Muito associada a animais de tração. Essa doença recebe esse nome, de uma manifestação de Miopatia com rabdomiólise, devido os animais de tração que antigamente eram usados para tudo. Os animais de tração são animais que apresentam fibras adaptadas a um tipo de exercício aeróbico importante. Sabemos que o exercício aeróbico consome um tipo de substrato diferente do exercício anaeróbico. Esses cavalos descansavam muito durante o final de semana, e na segunda feira retornavam ao trabalho, ou seja, o maior volume de trabalho era durante a semana. Quando retornavam ao trabalho, que sofriam o esforço físico, começam a manifestar essa Mialgia e o enrijecimento. É diferente do cavalo Enduro que apresenta a Miopatia de esforço ao longo do exercício prolongado. É diferente do puro sangue inglês ou cavalo de salto que apresentar durante o exercício também. Um cavalo de corrida, por exemplo muitas vezes apresenta em um galope contido, é diferente, está muito ligado ao estresse. 
Em função do cavalo ficar o final de semana descansando e na segunda trabalhar e manifestar o problema, se imaginava que isso se decorria de um acúmulo de glicogênio, que quando o animal começava a fazer exercício esse glicogênio era metabolizado em ácido láctico e tinham uma acidose e uma rigidez muscular. Mas isso não é assim, hoje sabemos que temos sim, um acúmulo de glicogênio, mas o cavalo de tração que apresentam Miopatia de esforço tem um problema genético associado, que leva ao acúmulo de glicogênio na musculatura é chamada de Miopatia de estocagem de polissacarídeo. É um tipo de Miopatia de esforço. 
Hoje sabemos que existe um acúmulo de glicogênio, porém a causa do problema não é o lactato, mas porque o cavalo não metaboliza adequadamente, ou seja, ele estoca, mas mobiliza adequadamente esse glicogênio. A fibra não trabalha adequadamente, temos todo o processo de produção de ATP prejudicado. O animal trava e não destrava. O cavalo precisa de energia a partir de gordura. A doença da manhã de segunda feira é uma das Miopatias de estocagem de polissacarídeos. Em cavalos de corrida, dependendo do tipo de exercício o animal usa o metabolismo misto, anaeróbicos e aeróbios. Os cavalos de tração mobilizam gordura para o fornecimento de energia. 
OBS.: O cavalo nasceu para comer capim. O capim até tem carboidrato solúvel, mas depende da grama, da fase vegetativa, da posição geográfica onde está essa pastagem. Em linhas gerais o cavalo, assim como ruminantes, boa parte da energia que consegue absorver a campo, pastando é através da fermentação de celulose e carboidrato estrutural, no ceco. Nessa fermentação temos a formação de ácido graxo volátil, que entra para gliconeogênese, que leva a produção de energia. Também acumula na forma de gordura, que é metabolizada é produz acetil coA. Para chegar a acetil coa temos estruturas de carbono mais complexas, que podem ser carboidratos, proteínas ou gordura. O exercício aeróbico, de baixo e média intensidade e longa duração, o que utilizado é a gordura. O exercício aeróbico curto usa carboidrato que está dentro da célula, usa a fonte de reposição primaria, que é o fosfato de creatina. A sustentação do exercício ao longo prazo, depende da mobilização de gordura. Isso acontecer no cavalo de tração, enduro, corrida (dependendo do tipo de corrida, o animal usa o metabolismo misto para se exercitar. Em corridas curtas, teremos o metabolismo anaeróbico importante ). É importante prover energia de uma outra fonte que não seja apenas carboidrato, para o exercício. 
Esse problema está relacionado a um fator genético, ou seja, o ácido láctico não é o vilão da Miopatia de esforço, também não é a acidose, já que está provado que animais com Miopatia de esforço entram em alcalose e não em acidose, com exceção da hipertermia maligna. 
Síndrome – são algumas doenças que tem o tipo de manifestação comum, que é a Mialgia e a espasticidade do andamento, o animal entrar em rigidez. Costuma-se dizer que o animal endureceu na raia, na pista. Como é uma síndrome não é uma doença única, existe várias situações:
Obs.: Miopatia associada com exaustão é o que acontece com cavalo de enduro – é diferente dos outros cavalos, pois tem outros distúrbios metabólicos envolvidos. É um distúrbio associado a uma depressão muito grave de fluidos e eletrólitos associado a umidade muito elevado. É um distúrbio de temperatura e eletrolítico muito grave. Isso geralmente ocorrer no decorrer do exercício. Os exercícios de Enduro são de longa duração, então o cavalo chega com Miopatia associada com um relaxamento, e isso porque temos outros problemas associadas. Em linhas gerais, um cavalo de corrida, de salto, um cavalo de polo ou até um animal de tração ocorrer a mialgia e a rigidez.
 Temos vários termos para descrever essa síndrome: 
· Azotúria
· Mioglobinúria paralítica
· Doença da manhã de segunda-feira 
· Miosite, Tying-up (atamento), Set fast 
· Rabdomiólise crônica intermitente 
· Síndrome da rabdomiólise equina
Etiologia: Como é uma síndrome, não é uma doença única, ou seja, existe diversas situações. Além disso, ainda é uma doença, que na literatura possui uma etiologia controversa: 
· Aumenta o lactato x alcalose ou acidose? A explicação simplória dessa história antigamente, era que devido ao excesso de exercício o animal acumulava muito glicogênio, e ficava sem se exercitar por alguns dias, e quando fazia exercício novamente não conseguia metabolizar esse carboidrato adequadamente. Hoje sabemos que é isso que acontece, mas não é o lactato que aumenta que é o vilão da história. O animal não metaboliza adequadamente devido um defeito bioquímico, logo o problema não é o lactato. 
· Denominações englobam diferentes doenças que tem em comum a mialgia. É um pouco confuso, pois não existe uma doença única, existem diferentes doenças, que possuem fisiopatogenia que não são iguais, que culminam na mesma forma, ou seja, em mialgia e rigidez, e muitas vezes em mioglobinúria – que é o nome clássico na doença – Mioglobinúria paralitica. Esse termo mioglobinúria, pois é uma síndrome que leva ao aumento de permeabilidade, lesão, necrose de fibra e libera proteína de alto peso molecular para o sangue que passa pelos rins saindo pela urina. Isso é bastante lesivo para o sistema urinário. Logo sabemos que é uma doença que impactar negativamente a função renal ao logo prazo. 
Ex.: O professor já observou casos de animais que tiverem casos graves de mioglobinúria paralitica, e depois tiveram ao longo prazo arritmias cardíacas, poliúria, polidipsia, ou seja, tiveram um acometimento sistêmico, tiveram insuficiência renal, com lesão renal grave a ponto de ter um distúrbio eletrolítico e desencadear uma arritmia. Além disso, tinham uma atrofia muscular importante, por conta de perda de massa muscular por conta da lesão muscular. 
Fatores de risco gerais – gerais pois essa síndrome possui subdivisões importantes: 
· Dieta/exercício/ condicionamento são