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COGNITIVISMO
História 
A Psicologia Cognitiva é um dos mais recentes ramos da investigação em psicologia, tendo se desenvolvido no fim dos anos de 1950 e princípio dos anos 1960.
Principais objetos de estudo:
Percepção 
Pensamento
Memória
 A Psicologia Cognitiva procurava explicar como o ser humano percebe o mundo e como utiliza-se do conhecimento para desenvolver diversas funções cognitivas como: falar, raciocinar, resolver situações-problema, memorizar, entre outras. 
A Psicologia Cognitiva surgiu a partir das limitações do behaviorismo. Este era capaz de explicar, por exemplo, por que existem pessoas que respondem de modos diferentes entre si, mesmo que tenham passado pelo mesmo condicionamento, as mesmas experiências. Surge de forma irremediável a chamada “revolução cognitiva”.
A partir das observações e pesquisas, a psicologia se reorienta em direção ao estudos dos processos mentais privados do ser humano. 
Como funciona?
A tarefa do psicólogo cognitivo é descobrir leis que estabeleçam conexões entre o comportamento e a variedade de aspectos e elementos com os quais o comportamento está relacionado, procurando encarar o problema de forma mais abrangente. No plano epistemológico e metodológico esta tarefa inclui a elaboração de modelos teóricos das estruturas dos processos e dos mecanismos que constituem a vida mental do indivíduo.
O psicólogo cognitivo estuda aspectos da atividade cognitiva representados pela percepção, memória, imagem mental, pensamento, raciocínio, percepção, linguagem, aprendizagem etc. 
A psicologia cognitiva não está preocupada com as elaborações das condições de estimulação que produzem um determinado comportamento, nem em indicar simplesmente com que probabilidade é possível elicitar uma certa resposta a partir de uma certa estimulação. Pelo contrário, procura especificar os mecanismos e processos mentais no organismo e propor modelos que indiquem as fases dos processos mentais e as funções desenvolvidas por estas fases.
Cognição
O termo cognição pode ser definido como o conjunto de habilidades mentais necessárias para a construção de conhecimento sobre o mundo. Os processos cognitivos envolvem, portanto, habilidades relacionadas ao desenvolvimento do pensamento, raciocínio, linguagem, memória, abstração etc.; 
Têm início ainda na infância e estão diretamente relacionados à aprendizagem.
Como surgiu?
A Teoria cognitiva surgiu como uma forma de crítica ao Comportamentalismo, que postulava, em linhas gerais, a aprendizagem como resultado do condicionamento de indivíduos quando expostos a uma situação de estímulo e resposta.
O Cognitivismo ressalta a cognição como o ato como o ser humano reconhece o mundo, observa os processos mentais, ou seja, como o conhecemos. Ocupa-se da atribuição de significados, da compreensão, mudança, armazenamento e uso da informação, percepção, resolução de problemas, tomada de decisões, compreensão, etc.
Métodos de pesquisa 
Tem como objetivo:
Coletar dados e analisar estatisticamente esses dados.
A partir dessa análise o pesquisador vai poder descrever fenômenos cognitivos, identificando formas de descrever a cognição. 
O resultado dessas pesquisas comprovadas é usado para auxiliar as pessoas a utilizarem a cognição em situações reais.
Características do método de pesquisa 
 
Experimentos com comportamento humano 
São pesquisas realizadas em ambientes laboratoriais que tenta controlar o máximo de aspectos da situação experiencial.
Pesquisas psicobiologias
Nessa pesquisa é feita a relação entre o desempenho cognitivo e as estruturas cerebrais.
 
 
Teóricos cognitivistas
De acordo com os principais teóricos cognitivistas, dentre os quais se destacam Piaget, Ausubel, Vigotsky e Bruner é preciso compreender a ação do sujeito no processo de construção do conhecimento. Apesar de diferenças entre suas teorias, procuraram compreender como a aprendizagem ocorre no que se refere às estruturas mentais do sujeito e sobre o que é preciso fazer para aprender. 
Jean Piaget - Epistemologia Genética 
Nasceu na Suíça em 1896, seus estudos sobre a pedagogia revolucionaram a educação. Sempre buscou, com suas teorias, inovar a educação, implantando novas metodologias que visam formar cidadãos críticos e criativos. Para ele, o professor não deve apenas ensinar, mas sim, orientar os alunos para uma aprendizagem mais autônoma.
 Os quatro estágios e os processos de Adaptação, Assimilação e Acomodação 
O conceito de estrutura cognitiva é central para a teoria de Piaget. Estruturas cognitivas são padrões de ação física e mental subjacentes a atos específicos de inteligência e correspondem a estágios do desenvolvimento infantil. Existem quatro estruturas cognitivas primárias - estágios de desenvolvimento - de acordo com Piaget: sensorial-motor, pré-operações, operações concretas e operações formais. No estágio sensorial-motor (0-2 anos), a inteligência assume a forma de ações motoras. A inteligência no período pré-operação (3-7 anos) é de natureza intuitiva. A estrutura cognitiva durante o estágio de operações concretas (8-11 anos) é lógica, mas depende de referências concretas. No estágio final de operações formais (12-15 anos), pensar envolve abstrações.
As estruturas cognitivas mudam através dos processos de adaptação: assimilação e acomodação. A assimilação envolve a interpretação de eventos em termos de estruturas cognitivas existentes, enquanto que a acomodação se refere à mudança da estrutura cognitiva para compreender o meio. O desenvolvimento cognitivo consiste de um esforço constante para se adaptar ao meio em termos de assimilação e acomodação. Nesse sentido, a teoria de Piaget é similar a outras teorias de aprendizagem contrutivistas como as Bruner e Vygotsky.
Piaget explorou as implicações de sua teoria em todos os aspectos do desenvolvimento da cognição, inteligência e moral. Muitos dos experimentos de Piaget foram focalizados no desenvolvimento de conceitos matemáticos e lógicos. A teoria foi bastante aplicada no modelo de prática de ensino e de currículo na educação elementar .
J. Bruner- Teoria Construtivista 
Jerome Seymour Bruner (Nova Iorque, 1 de outubro de 1915 - Nova Iorque, 5 de junho de 2016) foi um psicólogo estadunidense, de família polonesa. Professor de psicologia em Harvard e depois em Oxford, escreveu importantes trabalhos sobre educação, liderou o que veio a ser conhecido como Revolução Cognitiva, na década de 1960. Esta introduz novas perspectivas no estudo da mente, superando os postulados colocados até aquela época pelo behaviorismo, que focava apenas nos fenômenos observáveis.
Bruner afirma que o aprendizado é um processo ativo, no qual o aprendiz constrói novas ideias ou conceitos, baseado em seus conhecimentos prévios e os que estão sendo estudados, baseado em sua estrutura mental inata.
O papel do instrutor é o de incentivador dos alunos no sentido de descobrirem por si mesmos os princípios do conteúdo a ser aprendido.
D. Ausubel- Teoria da Inclusão 
David P. Ausubel nasceu em 1918 e faleceu em 2008. Foi médico, Filho de judeus, cresceu insatisfeito com a educação que recebera. psicólogo, psiquiatria, educador, escritor e professor desta áreas. Dizia que a educação é violenta e a escola, uma prisão. Era contra a aprendizagem mecânica e dedicou-se a encontrar uma educação Foi professor de inúmeras universidades, inclusive da Universidade fundamentada na estrutura cognitiva. de Campinas em 1976, Universidades do Rio de Janeiro e Universidade de São Paulo em 1979.
A teoria de Ausubel trata da aprendizagem cognitiva, embora reconheça a importância das outras. Baseia-se na premissa de que existe uma estrutura cognitiva em constante mutação. Para ele, aprendizagem é organização e integração de informações na estrutura cognitiva do aprendiz.
Ausubel preocupa-se com a aprendizagem que ocorre na sala de aula da escola. O fator mais importante de aprendizagem é o que o aluno já sabe. Para que ocorra a aprendizagem, conceitos relevantese inclusivos devem estar claros e disponíveis na estrutura cognitiva do indivíduo, funcionando como ponto de ancoragem. Ausubel está interessado em saber como os indivíduos aprendem grandes quantidades de material significativo por meio de apresentações verbais/textuais em um quadro escolar. Um processo primário em aprendizado é a inclusão, na qual o conhecimento novo é relacionado com as idéias relevantes da estrutura cognitiva existente em uma base substantiva. As estruturas cognitivas representam o resíduo de todas as experiências de aprendizado. A aprendizagem ocorre quando uma nova informação ancora-se em conceitos ou proposições relevantes preexistentes na estrutura cognitiva do indivíduo. O armazenamento de informações no cérebro é altamente organizado formando uma hierarquia na qual elementos mais específicos de conhecimentos são ligados ( = assimilados) a conceitos mais gerais, mais inclusivos.
Ausubel (1978,p.41): "As idéias mais gerais de um assunto devem ser apresentadas primeiro e, depois, progressivamente diferenciadas em termos de detalhe e especificidade. Os materiais de instrução devem tentar integrar o material novo com a informação anteriormente apresentada por meio de comparações e referências cruzadas de idéias novas e antigas."
Lev Vygotsky 
Nasceu em Orsha, país da antiga União Soviética, em 1896. Trabalhou como professor e pesquisador nas áreas de psicologia, pedagogia, filosofia, literatura, deficiência física e mental. Para ele, a aprendizagem é influenciada pelo meio social e o conhecimento cognitivo é adquirido por meio dos relacionamentos com os fatores sociais. O professor é um mediador e a avaliação deve ser contínua.
Vygotsky quis entender a pessoa, não apenas um item do seu comportamento exterior e observável. Ele buscava a interconexão dos conceitos, as relações entre pensamento e linguagem, entre aprendizagem e desenvolvimento, entre desenvolvimento e meio sociocultural.
Vygotsky defende que o ser humano é um ser em constante evolução, que aprende e se desenvolve. Que o conteúdo escolar transmitido ao educando foi construído ao longo da história humana há milênios e está sempre em movimento, em construção. Não se estuda algo acabado, pronto, fixo, imutável, mas aquilo que até este momento foi possível elaborar, sabendo-se que não é tudo, nem é suficiente, que muito há por fazer e que deve ir sendo completado com o trabalho de todos.
Há uma conexão do externo com o interno, onde os elementos internalizados adquirem significado próprio por que subjetivados. Nesse processo a pessoa recria a cultura, individualizando-a, torna-se sujeito, e passa a utilizá-la como instrumento de pensamento e ação no mundo. O uso de “instrumentos” (objetos que se interpõem entre o homem e o ambiente) amplia enormemente a capacidade de atuação sobre o meio e, por meio dele, vai modificando suas formas de ação. A fala e a escrita são instrumentos por excelência.
Na concepção de Vygotsky a aprendizagem tem um papel fundamental para o desenvolvimento do saber, do conhecimento. Todo e qualquer processo de aprendizagem é ensino-aprendizagem, incluindo aquele que aprende, aquele que ensina e a relação entre eles. Ele explica esta conexão entre desenvolvimento e aprendizagem através da zona de desenvolvimento proximal – ZPD – “espaço dinâmico” entre os problemas que uma criança pode resolver sozinha (nível de desenvolvimento real) e os que deverá resolver com a ajuda de outro sujeito mais capaz no momento, para em seguida, chegar a dominá-los por si mesma (nível de desenvolvimento potencial).
Referencias
VEIGA, Elizabeth. O que é o Cognitivismo: Fundamentos filosóficos. Psicol. Argum. 2008 jan./mar., 26(52), 87-8 Disponível em: 02/09/2020 
CASTAÑON, Gustavo. O cognitivismo e o problema da cientificidade da psicologia. Psicologia: Teoria e Prática – 2010, 12(2):233-253
Disponível em: 02/09/2020 
https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/conteudo/cognitivismo/18696
OLIVEIRA, Marcos. Cognitivismo e ciência cognitiva. Trans/Form/Ação, São Paulo, 13: 85 -93, 1990. 
CARNEIRO, Adriana. O que é o cognitivismo? Psico-USF v.12 n.2 p.337/388, jan./jun. 2007 
https://www.infoescola.com/educacao/teoria-cognitiva/ 
https://conceito.de/cognitivismo

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