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PRODUÇÃO-TEXTUAL-ASPECTOS-METODOLÓGICOS

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próprias de 
cada tipo e de cada gênero textual. Antunes (2010, p.116) expõe que “A escrita é uma forma 
de atuação social entre dois ou mais sujeitos que realizam o exercício do dizer. Tudo isso 
significa dizer que a escrita da escola deve ser a escrita de textos”. Por isso, é 
extremamente relevante que o professor trabalhe com os alunos os mais diversos gêneros 
textuais. 
 
 
 
 
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Assim sendo, faz-se necessário que o docente promova condições interacionistas 
no sentido de desencadear uma melhor aprendizagem nas atividades, no caso aqui 
específico, nas produções de textos escritos, para que os textos produzidos apresentem 
sentido, discursividade e que sejam compreendidos por estarem simplesmente 
contextualizados. 
O sentido de um texto, qualquer que seja a sua situação comunicativa, não depende 
tão somente da estrutura textual em si mesma. Os objetos de discursos a que o texto faz 
referência são apresentados, em grande parte, de forma lacunar, permanecendo muita 
coisa implícita. O produtor de um texto pressupõe, da parte do leitor/ouvinte, conhecimentos 
textuais situacionais e enciclopédicos. Entrelaçados a esses eixos, encontra-se, de forma 
muito sincronizada, o contexto situacional permanente no texto, o qual interliga o percurso 
discursivo, inferindo as ideias dialogicamente nele percebidas. 
A escrita é uma atividade processual, ou seja, uma atividade durativa, um percurso 
que se vai fazendo pouco a pouco, ao longo de nossas reflexões, de nosso acesso a 
diferentes fontes de informação. O pouco êxito conseguido com a escrita de textos na 
escola se explica muito pela visão estática e pontual da escrita, como se escrever fosse 
apenas um ato mecânico de fazer alguns sinais sobre a folha de papel e, assim, um ato 
que começa e termina no intervalo de tempo que foi dado para se escrever. 
Para Marcuschi (2008), o texto não é feito apenas de palavras e, portanto, não é 
composto apenas do material linguístico que aparece em sua superfície. Nele, o significado 
de uma parte depende das outras com que se relaciona. O seu significado global não é o 
resultado da mera soma de suas partes, mas de certa combinação geradora de sentidos. 
A produção de um texto, de alguma forma, acaba sendo uma maneira de reorganizar 
o pensamento e o universo interior da pessoa. A escrita não é apenas uma oportunidade 
para que se mostre, comunique, mas também para que se descubra o que é, o que pensa, 
o que quer, em que acredita, etc. Tudo isso porque todo ato de escrita pertence a uma 
prática social. Ninguém escreve por escrever. A escrita tem sempre um sentido e uma 
função. Levar esses princípios em consideração vai implicar uma avaliação 
multidimensional bem mais ampla e bem mais mobilizadora também, pois será 
constantemente recriada e englobará estratégias, recursos e instrumentos diversificados, 
diferentemente da mesmice com que ela ocorre nas práticas atuais. 
 
 
 
 
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Portanto, as atividades de produção e recepção de textos merecem destaque no 
ensino da língua portuguesa, pois os alunos precisam produzir textos correspondentes aos 
diferentes usos sociais da escrita, ou seja, que contemplem aquilo que se vivencia fora da 
escola. Além disso, deve-se proporcionar a eles a escrita de textos de gêneros textuais que 
possuam uma função social determinada. 
Para ocorrer de fato um progresso na escrita, o ideal é que se crie com os discentes 
a prática do planejamento, do rascunho e da revisão, de maneira que a primeira versão de 
seus textos tenha sempre um caráter de produção provisória. Só assim, os alunos podem 
construir e aprimorar cada vez mais seus textos. 
Portanto, para aproximar a produção escrita das necessidades enfrentadas no dia a 
dia, o caminho atual é enfocar o desenvolvimento dos comportamentos leitores e escritores. 
Ou seja: levar a criança a participar de forma eficiente de atividades da vida social que 
envolvam leitura e escrita. Noticiar um fato num jornal, ensinar os passos para fazer uma 
sobremesa ou argumentar para conseguir que um problema seja resolvido por um órgão 
público: cada uma dessas ações envolve um tipo de texto com uma finalidade, um suporte 
e um meio de veiculação específico. Conhecer esses aspectos é condição mínima para 
decidir, enfim, o que escrever e de que forma fazer isso. Fica evidente que não são apenas 
as questões gramaticais ou notacionais (a ortografia, por exemplo) que ocupam o centro 
das atenções na construção da escrita, mas a maneira de elaborar o discurso. 
Produzir textos é um processo que envolve diferentes etapas: planejar, escrever, 
revisar e reescrever. A revisão não consiste em corrigir apenas erros ortográficos e 
gramaticais, como se fazia antes, mas cuidar para que o texto cumpra sua finalidade 
comunicativa. A leitura, assim como a escrita, supre as necessidades do nosso cérebro de 
aumentar sua capacidade intelectual. É fato que uma pessoa que tem o hábito da leitura 
possui mais facilidade para produzir um texto. Isso ocorre justamente porque ao lermos 
estamos aumentando nossa capacidade de comunicação bem como nosso repertório 
interpretativo. Portanto, uma boa dica para facilitar cada vez mais a leitura é a escrita, ou 
seja, a produção de textos. 
 
 
 
 
 
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3 PRODUÇÃO DE TEXTO: COMO INCENTIVAR OS ALUNOS A ESCREVER 
MELHOR? 
Incentive a leitura 
 
No ambiente escolar, um dos primeiros contatos dos estudantes com o texto 
acontece pela leitura. Ela estimula e instiga a criatividade infantil com histórias que 
apresentam diferentes cenários, personagens e valores que são internalizados nas 
crianças. 
O hábito de ler faz com que o estudante crie compreensão dos diversos estilos de 
contar uma história: narrativa, fábula, argumentação, conto, poesia etc. Portanto, estimular 
a leitura em sala de aula é uma maneira de incentivar a produção textual. 
É importante, porém, que os livros sejam apresentados como elementos de diversão 
e fonte de conhecimento. Ou seja, os estudantes não podem encarar a leitura como uma 
obrigação acadêmica, tornando a prática maçante e pouco atrativa. 
Promover rodas de leituras, buscar produções que dialoguem com a realidade do 
estudante e deixar os livros acessíveis são maneiras de incentivar a prática. 
 
Fortaleça a autoconfiança 
 
Muitos estudantes têm medo de escrever. O nervosismo e a falta de confiança são 
impeditivos para liberarem sua criatividade e deixarem o texto fluir. Em alguns casos, essa 
barreira pode significar o sentimento de limitação no conhecimento de vocabulário ou das 
regras gramaticais. 
Para tentar superar essa barreira, o professor tem um papel fundamental. É ele quem 
precisa estimular a autoconfiança dos estudantes, mostrando que a prática leva ao 
melhoramento da escrita. Criar ambientes abertos para discussão também auxilia os 
estudantes a se sentirem menos inibidos a pedir ajuda para os seus colegas de sala e para 
o próprio docente. 
Abordar a produção textual como uma atividade divertida e útil para os estudantes 
também facilita a autoconfiança. Além disso, o professor precisa compreender que cada 
http://54.207.29.105/o-que-e-sala-de-aula-invertida-e-quais-as-vantagens-desse-metodo/
 
 
 
 
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aluno expressará a escrita de forma pessoal e que isso precisa ser valorizado. Afinal, 
escrever é um exercício bastante íntimo. 
 
Fonte: br.freepik.com 
Valorize a criatividade 
 
Para conseguir desenvolver boas produções textuais é fundamental ter criatividade. 
Por isso, o professor deve valorizar e estimular ambientes que instiguem e fortaleçam essa 
característica nos estudantes. 
Por exemplo, mostrar os vários estilos existentes é uma maneira de inspirar os 
alunos a encontrarem e criarem o seu próprio. Se as histórias em quadrinhos são os 
maiores atrativos, peça para que o estudante desenvolva um texto baseado nesse formato. 
O professor também pode deixar um tempo para que cada aluno faça uma escrita 
livre. Nesse

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