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Resenha do livro Direito Empresarial (Santos) que analisa os capítulos 9 e 10, abordando títulos de crédito: conceito e características (cartularidade, literalidade, autonomia), classificação, endosso (em branco e em preto), aval, apresentação/aceite, protesto, ação cambial e espécies (letra, nota, cheque).

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
RESENHA 
SÃO LUIS
2015
AMANDA PENHA SOUSA FERRAZ
ANA VITORIA SILVA MATOS
BRUNA KAROLINA XAVIER PINTO
CAMILA MAIA PINHEIRO
LUIS ANDRE NASCIMENTO MONTEIRO
MARIANA ROCHA RAMOS
Resenha do livro Direito Empresarial, trabalho de direito empresarial, apresentado como requerimento para obtenção da 3a nota da disciplina de Direito Empresarial, pelo curso de Administração, da Universidade Estadual do Maranhão, ministrada pela professora Jaqueline Demétrio.
SAO LUIS
2015
SANTOS, Elisabete Teixeira Vido dos: Direito Empresarial. São Paulo: 12. Ed. Rev. Editora Revista dos tribunais, 2013.
A obra, foi organizada pela professora de Direito empresarial, Elisabete Teixeira Vido dos Santos, esta possui graduação em Direito pela Universidade de São Paulo. No livro é apresentado elementos de Direito Empresarial, com conteúdos das disciplinas jurídicas de forma objetiva, disponibilizando ao leitor lembretes, esquemas e resumos sobres os assuntos com fundamentação doutrinaria e com a legislação atualizada. Nesta resenha será somente abordado os capítulos nove e dez do livro.
O primeiro topico analisado no capitulo nove é a respeito da regularizaram dos títulos de crédito no Brasil, utilizamos do aparato do Código Civil, decretos (especificamente o Decreto 57.663/1966 para letra de câmbio e nota promissória) e das leis. De acordo com o Art. 887, o título de crédito precisa ter autonomia e é fundamental para o exercício do direito literal, conceito determinante para as suas características: cartularidade, literalidade e autonomia. 
Em relação a classificação dos títulos de crédito, podemos subdividir da seguinte forma: quanto ao modelo (livre ou vinculado), quanto à estrutura (ordem de pagamento e promessa de pagamento), quanto às hipóteses de emissão (causais ou não abstratos, não causais e abstratos), quanto à circulação (portador ou nominativo). Na titulação ao portador não há identificação do credor. 
O endosso é a forma de transmissão dos títulos de crédito. O proprietário do título faz o endosso lançando sua assinatura no verso do documento. Sua eficácia se verifica com a saída do título das mão do endossantes para o endossatário. O endosso para ser realizado com efetividade é necessário a sua totalidade, caso contrário é vedado. O endosso se apresenta de duas formas:  Endosso em branco e em preto. O aval é uma garantia pessoal de pagamento do título dada por um terceiro, típica de direito cambiário. O avalista gera para si a obrigação pelo avalizado, bastando apenas a assinatura do avalista, sem importância do vencimento. É necessário verificar se existe menção na legislação especial, na duplicata e na célula de crédito o aval pode ser total ou pacial. Existem avais simultâneos e os sucessivos, e por fim se institua típico de garantia de crédito mas não é fiança. 
A apresentação é o ato de submeter uma ordem de pagamento ao reconhecimento do devedor principal. O aceite é o ato pelo qual o devedor principal, que não assinou o título na hora de emissão, reconhece que deve, através da assinatura no título, passando a ser considerado aceite. Isso não se aplica em cheque e nota promissória. A respeito do protesto existe uma apresentação pública do título ao devedor para atestar a falta de aceite, de pagamento ou devolução do título. É tirado apenas contra o devedor principal, o protesto indevido ou abusivo pode ser sustado por meio de ação cautelar.  O protesto é obrigatório como requisito para o credor mover a ação judicial permanente. Após o vencimento do mesmo não será possível efetivá-lo, mas se for por falta de pagamento da nota promissória ou letra de câmbio o prazo é um dia útil após o vencimento. Seus títulos são duplicatas, cheque, letra de câmbio e nota promissória, sendo o protesto variável o prazo de acordo com o título. 
	Outra forma de execução de um titulo de credito é a ação cambial, da qual o credor tentara receber o credito de qualquer devedor cambial. Existem três prazos para o ajuizamento da ação cambial, que é: credor ( no prazo de três anos, a partir do protesto), credor ( prazo de uma ano, a contar do protesto) e quem pagou ( em seis meses, a contar do pagamento da ação cambial). 
Outro tópico abordado é sobre as espécies de títulos de credito, temos: 
· Letra de cambio: que é uma ordem de pagamento que o sacador dirige ao sacado, que este pague o valor a um terceiro. 
· Nota promissória: é uma promessa de pagamento de sacador( aquele que se compromete em pagar) para um sacado(o beneficiário do titulo). 
· Cheque: uma ordem de pagamento a vista, onde é sacada em um banco, que deve existir com base suficiente de fundos que foi depositada pelo sacador em conta corrente ou em mãos de sacado.(Lei 7.357).
· Duplicata: um titulo de credito casual, que se origina de uma compra e venda mercantil ou de uma prestação de serviço. 
No capítulo dez é abordado sobre a regulamentação dos contratos civis e a utilização das regras gerais dadas aos contratos pelo Direito Civil, conforme o princípio da unificação. Nessa perspectiva, serão aplicadas utilizadas as cláusulas pacta sunt servanda e nebus sic stantibus. Com essa união, temos que o contrato faz lei entre às partes, porém existe um controle na aplicação desse princípio. As cláusulas gerais de interpretação contratual executadas aos contratos civis também são praticadas aos contratos mercantis, bem como a boa-fé, a função social dos contratos e a interpretação mais favorável ao aderente em caso de contrato de adesão. 
Mais adiante, encontramos mandato mercantil que é o contrato consensual pelo qual uma pessoa (mandatário) desempenha atos comerciais (por ordem expressa) em nome e por conta de outra pessoa (mandante).  Em seguida, consta o item comissão mercantil que é o conjunto consensual pelo qual um empresário (comissário) efetua negócios mercantis em nome próprio, não obstante por conta de outra pessoa (comitente). Por agir em nome próprio o comissário reconhece a seriedade, o dever perante dever, arcando em sua insolvência (o que o diferencia do mandato mercantile).  
O contrato de representação é o contrato pelo qual uma pessoa, no caso o representante, obtém pedidos de compras e venda de mercadorias fabricadas ou comercializadas por outra pessoa (representado) dentro de uma região delimitada. A atividade do representante é uma atividade autônoma, ou seja, não existe vinculo empregatício entre o representante e o representado. 
Existem alguns princípios que tanto o representante, quanto o representado deve seguir. O representante, por exemplo, tem que observar instruções e as cotas de produtividade fixadas pelo representado, também tem que prestar contas ao representado e respeitar a cláusula de exclusividade, se tiver. Já no caso das obrigações do representado, tem que pagar a comissão pactuada ao representante e respeitar a exclusividade quanto à área delimitada no contrato. Quando existir à exclusividade de representação, ou seja, onde o representante só pode representar uma empresa, é necessário estar expresso no contrato para gerar efeito. Pois caso isso não ocorra o representante pode praticar outras representações em areas diferentes.
 As partes podem quebrar o contrato quando a parte contrária der causa a isso, onde apresenta motivos justos para o cancelamento do contrato de representação comercial, pelo representado, que pode ser, por exemplo, a desídia do representante no cumprimento das obrigações decorrentes do contrato, pode ser também por falta de cumprimento de quaisquer obrigações inerentes ao contrato de representação comercial, entre outros. Já os motivos para o cancelamento do contrato, pelo representante, pode ser a quebra, direta ou indireta, da exclusividade, se prevista no contrato, outro motivo que pode ser citado é o não pagamento de sua retribuição na época devida. 
A concessão mercantil é o contrato pelo qual o concessionário se obriga a comercializar, com ou sem exclusividade,os produtos fabricados pelo concedente. Só foi regulamentada a concessão mercantil de veículos automotores terrestres, para as demais mercadorias que não se encaixa nesse requisito será um contrato atípico. O objeto de contrato de concessão mercantil é composto pela comercialização de veículos automotores, prestação de assistência técnica, além do uso da marca do concedente como identificação. Além da exclusividade de distribuição, tem também a exclusividade de atuação em determinada região, a fim de abater os investimentos realizados pela concessionaria.  
O arrendamento mercantil é o contrato pelo qual uma pessoa jurídica (arrendadora), arrenda a uma pessoa física ou jurídica (arrendatária), por tempo determinado, um bem comprado pela primeira, de acordo com as referências da segunda, cabendo a arrendatária a opção de obter o bem arrendado ao final do contrato, mediante valor residual garantido e previamente fixado, e é exatamente por isso que o arredamento mercantil é um misto de locação com opção de compra.  O arrendamento mercantil pode ainda ser financeiro ou operacional. 
E os contratos bancários são contratos nos quais uma das partes é banco ou instituição financeira, onde as principais modalidades de contratos bancários típicos são o mutuo bancário, onde o contrato pelo qual a instituição financeira empresta determinada quantia em dinheiro ao mutuário, tem o desconto bancário que é o contrato pelo qual a instituição financeira antecipa o valor de um crédito contra terceiro cliente, e em valor disso, desconta determinada taxa de juros, e por ultimo a abertura de crédito, que é o contrato pelo qual a instituição financeira disponibiliza ao correntista determinada quantia em dinheiro, para que ele possa se quiser utilizar essa quantia. Das operações passivas, nas quais as instituições financeiras é devedora, a mais importante é o deposito bancário.  
A alienação fiduciária é o contrato acessório, normalmente associado ao contrato de mútuo, no qual o mutuário-fiduciante aliena a propriedade de um bem ao mutuante-fiduciário. O fiduciário terá apenas a propriedade resolúvel e a pose indireta do bem em questão, enquanto o fiduciante terá a pose direta do bem. Já a franquia se trata de um contrato na qual o franqueador a ceder ao franqueado o direito de uso da marca ou patente, da tecnologia empregada, da distribuição, com exclusividade parcial ou total, de produtos e serviços e da organização empresarial.  
Na franquia, predomina a regra da transparência das negociações, devido isto, o franqueador é obrigado a fornecer aos interessados a Circular de Oferta de Franquia, que deve ser entregue no máximo de 10 dias antes da assinatura do contrato principal, a ausência desta Circular pode trazer anulabilidade do negocio futuramente. E para que o contrato gere efeito é necessário que entre as partes tenha assinatura de duas testemunhas, mais para que produza efeito a terceiro já preciso registrar no INPI. 
A faturização ou fomento mercantil é um contrato atípico pelo qual o faturizador tenha direitos decorrentes do faturamento do faturizado por meio de cessão de créditos, ou seja, é preciso que o faturizador adquira títulos de créditos do faturizado, sendo que, em ambas as partes, o faturizado responda pela existência da divida e não pela garantia da obrigação. A faturização apresenta duas modalidades, a primeira é conventional factoring e maturily factoring.
A respeito da apreciação critica desses dois capítulos é que é de fácil compressão, mas é necessário atenção e reflexão sobre os assuntos abordados. O livro acrescenta para leitor, algumas colocações e resumos de grande ajuda. É recomendado para aqueles que estudam a direito e administradores. Podemos direcionar este livro para formação pedagógica na graduação.

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