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Edema agudo de pulmão -

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a troponina também pode estar elevada em pacientes com sepse grave na ausência de evidência de síndrome coronariana aguda. Pacientes com rebaixamento do nível de consciência e com edema pulmonar de causa desconhecida, a investigação acerca do uso de medicações, dosagem de eletrólitos e o exame toxicológico pode legar ao diagnóstico.
4. Ecocardiograma 
Define etiologias cardiogênicas como disfunção ventricular, obstrução das vias de saída ou estenose mitral.
Cateter de Swan-Gunz serve para medir a pressão capilar pulmonar, mas o uso rotineiro não é recomendado, é feito apenas para casos específicos, em que há dúvida, por exemplo.
TRATAMENTO
O tratamento instaurado para o EAP deve ser capaz de reduzir tanto a pré-carga quanto a pós-carga. Utiliza-se: 
· Morfina
· Diuréticos de alça
· Vasodilatadores diretos
· Monitorização cardíaca
· Oxímetro de pulso, acesso venoso
· Máscara de oxigênio
· Decúbito elevado
· Manter as pernas pendentes para diminuir a pré-carga
· Morfina – Isoladamente a morfina
É a droga mais efetiva no tratamento da EAP
Antagonista do sistema nervoso simpático
Seus efeitos resultam em vasodilatação periférica, o que faz com que haja queda na pressão arterial e também na pressão venosa pulmonar, promovendo assim, uma melhora sintomática.
Age diminuído o trabalho respiratório e a demanda de oxigênio, pois ela é capaz de diminuir os reflexos ventilatórios. 
Dosagem de 2 – 5mg via endovenosa (EV) em bolus a cada 5 a 30 minutos
Dose máxima de 10 – 15mg até o alívio da dispneia 
O modo de diluição é uma ampola de morfina 10mg (1ml) em 9 ml de água bidestilada e infundir de 2 – 5 ml (1mg/ml).
· Diuréticos de alça
Conseguem produzir efeitos clínicos mesmo antes da diurese efetiva, devido aos efeitos dilatadores em artérias e veias periféricas, que é potencializado quando em associação com a morfina
A droga mais utilizada é a furosemida, na dose de 40 – 80 mg (0,5 a 1mg/kg) endovenosa (EV)
Para os pacientes que já fazem uso crônico de furosemida, a dose pode chegar a 120 – 200 mg 
Dose máxima permitida 600 mg/dia
· Vasodilatadores diretos (nitroprussiato de sódio e nitroglicerina) 
duas drogas vasodilatadoras que atuam na resistência arterial e capacitância venosa, agem diminuindo tanto a pressão venosa pulmonar quanto o fluxo sanguíneo pulmonar. 
No que diz respeito a resistência arterial, o nitroprussiato é o que tem maior efeito, e possui uma maior probabilidade de hipotensão, enquanto que a nitroglicerina tem perda dos efeitos hemodinâmicos, devido a chamada tolerância farmacológica, após o uso prolongado, porém, seu efeito colateral mais comum também é a hipotensão.
Dosagem de nitroglicerina é 5mcg/min inicialmente, com repetição a cada 3 – 5 minutos, e a dose máxima é variável, mas, de maneira geral, não deve ultrapassar 100 – 200 mcg. 
Quanto ao nitroprussiato de sódio, a dose é de 0,3 – 0,5 mcg/kg/min com um aumento de 0,5 mcg/kg/min a cada 3 – 5 minutos, até que se atinja os efeitos hemodinâmicos desejados, a dose máxima é 10 mcg/kg/min. 
· Ventilação não invasiva e ventilação mecânica 
A ventilação não invasiva (CPAP e BIPAP) é essencial para pacientes com EAP, visto que sua instalação reduz mortalidade, necessidade de intubação orotraqueal (IOT) e custos. 
TRATAMENTO ESPECÍFICO PARA EAP CARDIOGÊNICO
A terapêutica deve ser iniciada conforme perfil hemodinâmico identificado:
· Sem Hipotensão (PAS>90mmHg) e Hipoperfusão Tecidual: perfil hemodinâmico mais frequente na emergência.
· Furosemida: administrar 0,5-1mg/kg EV em bolo. Pode ser repetida após 20 minutos. Atua na venodilatação nos primeiros 15 minutos, diminuindo a pré-carga e na diurese após os primeiros 30 minutos, com pico de ação em 2 horas.
· Nitroglicerina (NTG): administrar 10-20mcg/min até 200mcg/min em bomba de infusão contínua (BIC). Titular a cada 3-5 minutos até alívio da congestão. A NTG atua, em doses baixas, na venodilatação, reduzindo a pré-carga e em doses altas na arteríolo-dilatação reduzindo a pós-carga4.
· Nitroprussiato: administrar 0.3mcg/kg/min até 5mcg/kg/min em BIC4. Indicado para diminuir a pós-carga, atuando predominantemente no leito arterial. Quando utilizado em quadro de síndrome coronariana aguda, está associado à síndrome do roubo coronariano4.
· Morfina: indicada em pacientes com EAP devido ao extremo desconforto presente. Não está indicado de rotina devido à ausência de benefícios comprovados e aos potenciais riscos do seu uso4.
· Nitrato sublingual: administrar um comprimido de dinitrato ou mononitrato de isossorbida 5mg sublingual se PA>140mmHg8.
· Com Hipotensão (PAS<90mmHg) e/ou Hipoperfusão Tecidual: corresponde a cerca de 5-8% dos pacientes que se apresentam com IC descompensada, sendo um grupo com alta mortalidade.
Após elevação da PA e melhora da perfusão, avaliar início de diuréticos.
1. Noradrenalina: administrar 0,02-1 mcg/kg/min em BIC4.
2. Inotrópicos: administrar dobutamina 2-20mcg/kg/min em BIC4.