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Analises-Clinicas-Etapa-3

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CURSO TÉCNICO EM
BIOQUÍMICA
ANÁLISES CLÍNICAS
ETAPA 3
Sumário
DISTÚRBIOS DO METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS – DIABETES MELLITUS ............................................ 5
COMPOSTOS NITROGENADOS PROTEICOS.................................................................................................... 11
COMPOSTOS NITROGENADOS NO PROTEICOS ............................................................................................. 17
URINÁLISE .......................................................................................................................................................22
BILIRRUBINAS .................................................................................................................................................28
LIPIDEOS ..........................................................................................................................................................30
MÉTODOS DE VISUALIZAÇÃO DAS REAÇÕES ENZIMÁTICAS .........................................................................34
ENZIMAS ..........................................................................................................................................................35
GASOMETRIA ...................................................................................................................................................39
IONOGRAMA – DOSAGEM DE ÍONS................................................................................................................ 43
URINÁLISE II ................................................................................................................................................... 46
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“Fundação de Educação para
o Trabalho de Minas Gerais”
DISTÚRBIOS DO METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS 
DIABETES MELLITUS 
 Os carboidratos (açúcares que possuem a fórmula Cn (H2O)n) 
desempenham funções importantes para o nosso metabolismo. Ex: Função 
energética e estrutural. 
Após sua absorção no intestino, a veia porta hepática fornece ao fígado 
uma grande quantidade de glicose que vai para a corrente sanguínea para ser 
distribuída por todo organismo a fim de suprir as necessidades energéticas das 
células. 
As concentrações normais de glicose plasmática (glicemia) situam-se 
em torno de 60 - 99 mg/dl graças à ação de um sistema hormonal apurado que 
entra em ação para evitar que o aporte sanguíneo de glicose exceda aos 
limites considerados normais. 
Os hormônios pancreáticos insulina e glucagon têm importante papel na 
regulação dos níveis plasmáticos da glicose. A insulina é produzida pelas 
células beta das ilhotas de Langerhans sendo liberada quando há um aumento 
dos níveis de glicose plasmática (hiperglicemia) que ocorre normalmente após 
uma alimentação contendo carboidratos. Podemos dizer, resumidamente, que 
a insulina estimula a captação de glicose pelas células (exceto neurônios e 
hepatócitos), o armazenamento da glicose sob a forma de glicogênio hepático 
e muscular (glicogênese), o armazenamento de aminoácidos (fígado e 
músculos) e lipídios (adipócitos). 
Assim, devido à ação da insulina, há uma queda gradual da glicemia 
(hipoglicemia) que estimula as células alfa do pâncreas a liberarem o glucagon. 
Este hormônio possui ação contrária à da insulina: aumenta a utilização de 
lipídios e aminoácidos; estimula a utilização das reservas de glicose 
(glicogenólise), estimula a neoglicogênse (síntese de glicose a partir de lipídios 
e aminoácidos). 
Esses efeitos hiperglicemiantes possibilitam nova ação da insulina, 
fazendo com que a glicemia de um indivíduo normal fique em torno dos 60 a 99 
mg/dl. 
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CURSO TÉCNICO EM ANÁLISES CLÍNICAS ETAPA 3
BI
O
Q
U
ÍM
IC
A
DISTÚRBIOS DO METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS 
DIABETES MELLITUS 
 Os carboidratos (açúcares que possuem a fórmula Cn (H2O)n) 
desempenham funções importantes para o nosso metabolismo. Ex: Função 
energética e estrutural. 
Após sua absorção no intestino, a veia porta hepática fornece ao fígado 
uma grande quantidade de glicose que vai para a corrente sanguínea para ser 
distribuída por todo organismo a fim de suprir as necessidades energéticas das 
células. 
As concentrações normais de glicose plasmática (glicemia) situam-se 
em torno de 60 - 99 mg/dl graças à ação de um sistema hormonal apurado que 
entra em ação para evitar que o aporte sanguíneo de glicose exceda aos 
limites considerados normais. 
Os hormônios pancreáticos insulina e glucagon têm importante papel na 
regulação dos níveis plasmáticos da glicose. A insulina é produzida pelas 
células beta das ilhotas de Langerhans sendo liberada quando há um aumento 
dos níveis de glicose plasmática (hiperglicemia) que ocorre normalmente após 
uma alimentação contendo carboidratos. Podemos dizer, resumidamente, que 
a insulina estimula a captação de glicose pelas células (exceto neurônios e 
hepatócitos), o armazenamento da glicose sob a forma de glicogênio hepático 
e muscular (glicogênese), o armazenamento de aminoácidos (fígado e 
músculos) e lipídios (adipócitos). 
Assim, devido à ação da insulina, há uma queda gradual da glicemia 
(hipoglicemia) que estimula as células alfa do pâncreas a liberarem o glucagon. 
Este hormônio possui ação contrária à da insulina: aumenta a utilização de 
lipídios e aminoácidos; estimula a utilização das reservas de glicose 
(glicogenólise), estimula a neoglicogênse (síntese de glicose a partir de lipídios 
e aminoácidos). 
Esses efeitos hiperglicemiantes possibilitam nova ação da insulina, 
fazendo com que a glicemia de um indivíduo normal fique em torno dos 60 a 99 
mg/dl. 
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“Fundação de Educação para
o Trabalho de Minas Gerais”
Distúrbios do metabolismo da glicose podem levar a hiperglicemia 
(aumento dos níveis séricos de glicose – como o Diabetes mellitus) ou 
hipoglicemia (diminuição dos níveis séricos de glicose). 
1. HIPERGLICEMIA - DIABETES MELLITUS
A hiperglicemia, aumento da concentração sérica de glicose, ocorre em 
vários processos patológicos como feocromocitoma, hipertireoidismo, síndrome 
de Cushing, acromegalia e Diabetes mellitus. Abordaremos neste capítulo 
apenas o Diabetes mellitus. 
DIABETES MELLITUS 
É uma doença crônica caracterizada por uma elevação anormal dos níveis 
séricos de glicose podendo haver excreção do excesso de glicose na urina 
(glicosúria). 
Pode originar-se da falta de insulina e/ou da incapacidade da insulina de 
exercer adequadamente seus efeitos. 
Caracteriza-se por hiperglicemia com distúrbios do metabolismo dos 
carboidratos, lipídeos e proteínas. Em longo prazo pode-se observar disfunção 
e falência de vários órgãos. Está associado frequentemente a lesões da 
microcirculação, alterações neuropáticas, nefropáticas e ateroscleroscleróticas. 
Fatores determinantes 
-Hereditariedade: as células beta do pâncreas encontram-se mais 
susceptíveis à destruição por vírus ou há um aumento da produção de auto 
anticorpos contra as células beta do pâncreas. 
-Obesidade: pode levar a uma diminuição do número de receptores para a 
insulina. 
-Consumo excessivo de alimentos: induz a um aumento na produção de 
insulina. 
 
Classificação 
Tipo 1: caracteriza-se pela destruição das células beta do pâncreas 
gerando uma deficiência absoluta de insulina; pode ser de origem autoimune 
ou de causa desconhecida. A evolução clínica é rápida; o pico de incidência 
ocorre na infância e na adolescência. A concentração da insulina endógena 
encontra-se diminuída ou ausente. Sintomas mais comuns são: glicosúria, 
poliúria, polifagia, polidipsia, perda de peso rápida, cetoses frequentes. 
Frequentemente há necessidade de insulina exógena.