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NEUROPSIQUIATRIA
(Assistência de Enfermagem Psiquiátrica)
TRASTORNO BIPOLAR DO HUMOR
Os transtornos do humor são também chamados transtornos afetivos, pois se caracterizam principalmente por dificuldades na área do afeto, que é nossa capacidade de vivenciarmos internamente nossos sentimentos.
TRASTORNO BIPOLAR DO HUMOR
A pessoa com transtorno bipolar geralmente apresenta uma variação de estados de humor, ora apresentando mania, ora apresentando depressão. 
Essas variações podem se dar em intervalos de dias,semanas ou meses, e é comum falarmos em “fase de mania” e “fase depressiva”.
As oscilações de humor vão desde mudanças normais, como nos estados de alegria ou tristeza, até mudanças acentuadas e distintas de humor, como mania e depressão. Antigamente, a doença era conhecida como psicose maníaco-depressiva.
As oscilações dos estados de depressão para euforia, ou vice-versa, podem acontecer repentinamente e muitos portadores não percebem essas mudanças. Isso ocorre devido à perda do senso crítico e da capacidade de avaliação objetiva das situações, que ficam prejudicadas ou ausentes
DEPRESSÃO
Todos os dias podemos conviver com algum sofrimento ou tristeza que é momentâneo. Isso é normal. Ficar triste porque um ente querido faleceu e passar por um período melancólico pode fazer parte do dia a dia de qualquer um. Após um curto período de tempo, volta-se a viver normalmente, não havendo prejuízo na qualidade de vida. 
O termo depressão refere-se a um transtorno, cujos sintomas e duração são específicos. A depressão necessita de tratamento, afeta o humor, os pensamentos, a atividade física e o comportamento de várias for
mas. O humor fica deprimido, melancólico, triste. A pessoa apresenta baixa autoestima, isolamento social, sentimento de ruína e culpa e, às vezes, dores generalizadas e não justificadas.
Outros sintomas identificados na CID-10 são: concentração e atenção reduzidas, autoconfiança reduzida, idéias de culpa e inutilidade, visões desoladas e pessimistas do futuro, idéias ou atos autodestrutivos ou lesivos ou suicídio (dependendo da gravidade do episódio) e dificuldades em relação ao sono e apetite.
Quando este humor permanece um tempo igual ou superior a dois anos, denominamos distimia.
O tratamento é feito com antidepressivos, psicoterapia .
MANIA
É um estado de exaltação do humor, com aumento de energia, sem qualquer relação com o momento que o indivíduo está vivendo.
Os episódios de mania caracterizam-se como o oposto da depressão. O indivíduo apresenta um ritmo acelerado, fala muito (e geralmente alto), trocando constantemente de assunto (fuga de ideias), movimenta-se amplamente, tem muita energia física, muitas vezes não consegue dormir (hiperatividade).
Mostra-se eufórico, com autoestima exagerada e aumento do libido sexual. Não se considera doente, recusa o tratamento. Às vezes, evolui para um episódio claramente psicótico com delírios, alucinações e alterações no comportamento.
Hipomania é a forma moderada da mania, na qual pode predominar irritabilidades no lugar de euforia. Caracteriza-se por sintomas mais brandos de euforia, hiperatividade e desinibição.
O paciente e a família podem não perceber essa alteração de humor, achando que o quadro está ligado a recuperação da depressão. Em alguns casos, o paciente pode apresentar estados mistos, em que no mesmo dia, em questão de horas, apresenta momentos depressivos e de euforia.
O tratamento medicamentoso é feito com estabilizadores de humor, antipsicóticos, psicoterapia. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada e tratada, melhor será a sua recuperação.
A enfermagem deve ficar atenta para o seguinte:
1. Verificar se os medicamentos estão sendo ingeridos, estabelecer relacionamento terapêutico procurando integrar o paciente ao grupo.
2. Manter vigilância discreta e constante para risco de suicídio, observar o padrão de sono já que a insônia é frequente.
3. Manter ambiente terapêutico e estimular e auxiliar nas necessidades humana básicas: sono, alimentação, repouso, hidratação, higiene e aparência.
4. Demonstrar preocupação e interesse pelo problema do paciente e fazê-lo entender que há sempre disposição para ajudá-lo e estimular a interação e a participação em atividades terapêuticas.
5. Orientar o paciente e a família a respeito da doença e a importância dos medicamentos e oferecer apoio, estimular expressão de sentimentos e pensamentos e colocar limites quando necessário.
TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO (TOC).
É um distúrbio no qual o indivíduo desenvolve pensamentos ou ações repetitivas que ele próprio considera como inapropriadas, mas que não consegue controlar, muitas vezes porque acredita que algo trágico acontecerá a si ou a outros, caso ele não as execute.
Esse é um transtorno que pode ser extremamente incapacitante, pois dependendo do grau em que se encontra, o indivíduo fica preso em uma série de rituais, não conseguindo, algumas vezes, realizar nem mesmo tarefas de organização diária.
O tratamento envolve intervenções educacionais, informação tanto para o paciente como para seus familiares, abrange abordagens psicológicas nas quais se destaca a terapia comportamental (pode ser individual ou em grupo) e o tratamento medicamentoso.
TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO (TOC).
A equipe de enfermagem que irá prestar assistência a esses pacientes deve:
Planejar junto com o paciente as atividades do dia incluindo tempo e horário, estimular e manter o paciente ocupado com atividades que lhe dê prazer, permanecer junto a ele quando apresentar o ritual não impedindo ou apressando a realização do ato sugerindo que ele analise com calma a situação evitando a ansiedade, dar apoio em momentos críticos permanecendo junto ao paciente quando necessário e promover orientação aos familiares propondo estratégias conjuntas.
TRANSTORNOS SOMATOFORMES
Os indivíduos portadores de transtorno somatoforme são aqueles que vão repetidamente a clínica geral, com queixas de problemas físicos que não são identificados como de causa orgânica, o que não lhes satisfaz, fazendo com que solicitem continuamente novas investigações (as vezes mudando de um médico para outro).
Dentro desses grupos de transtornos, encontram-se:
Transtorno hipocondríaco: uma pessoa atormentada por obsessões de estar doente ou adoecer e assolada por compulsões a procurar auxílio médico para tentar aliviar essas obsessões.
Transtorno dismórfico corporal: a pessoa apresenta preocupação exagerada com defeito imaginado ou leve em sua aparência, causando sofrimento e dificuldade nas relações sociais.
Transtorno somatoforme doloroso persistente: representa quadro doloroso sem ou com mínima justificativa médica. Como na maioria dos transtornos somatoforme, o transtorno doloroso está mais comumente presente nas mulheres.
Frequentemente , o paciente somatizador, em especial o crônico, vem acompanhado de problemas familiares, pessoais, profissionais e sociais.
É importante identificar a queixa de somatização. Há possibilidade de tratamento pelo próprio médico generalista, mas se o quadro for mais grave, em que o paciente apresenta ansiedade e depressão, o tratamento será realizado por um psiquiatra.
Assistência de enfermagem na administração de drogas psicotrópicas.
Os medicamentos psicotópicos são utilizados na área de saúde mental. As drogas existentes são inúmeras, com mecanismos de ação diferentes, efeitos desejados e indesejados.
Quando o paciente inicia um tratamento com drogas psicotrópicas, é necessário que os profissionais de enfermagem tenham em mente alguns cuidados gerais:
Conhecer o medicamento que está ministrando, sua ação desejada e adversa (dose, dosagem, horário e via de administração), observar e anotar detalhadamente o comportamento do paciente após administração da droga, anotar reações do medicamento, observar e anotar eliminações fisiológicas
Manter controle diário de sinais vitais e controle semanal de peso, verificar se o paciente está tendo boa aceitaçãodo medicamento, oferecer líquidos, orientar quanto a higiene bucal com maior frequência, orientar o paciente a se levantar devagar (hipotensão ortostática).
Em caso de suspeita de gravidez suspender o medicamento e orientar quanto a procurar um médico.
Fármacos psicolépticos
Os psicolépticos são drogas que atuam diminuindo a atividade psíquica normal ou alterada.
 Produzem estes efeitos de formas variadas conforme a indicação.
 Induzem o sono como os hipnóticos (Pentobarbital, Flurazepan, Nitrazepan, Metaqualona, Trazolan),
 Aliviam ansiedade e tensão como os ansiolíticos (Diazepan, Lorazepan)
reduzem sintomas psicóticos como alucinações e idéias delirantes como os antipsicóticos ou neurolépticos (Clorpromazina, Haloperido, Reserpina, Tioridazina, Flufenazina,).
Farmacos psicanalépticos
Os psicanalépticos são drogas que atuam aumentando a atividade psíquica normal ou diminuída.
 Podem atuar de duas diferentes formas: estimulando a vigília, combatendo a fadiga ou aumentando o desempenho, como os psicoestimulantes (Anfetamina, Cafeína
Fármacos normalizadores
Já os normalizadores atuam normalizando o humor ou prevenindo distúrbios afetivos como é o caso dos (sais de lítio) ou como energizantes ou estimulantes da memória.
Reações Adversas
Xerostomia – É a secura excessiva da boca, sendo uma fonte freqüente de queixas devido ao desconforto que traz no início do tratamento.
Disfagia - É a dificuldade de deglutição.
Hipersalivação - É mais intensa à noite, chegando a perturbar o sono do paciente. Pode persistir ou não durante o tratamento
Constipação intestinal – Ocorre devido a diminuição da motilidade intestinal, que pode levar a obstrução por formação de fecaloma.
Icterícia - Geralmente surge no início do tratamento e dura algumas semanas.
Retenção urinária - Ocorre com mais freqüência em pacientes idosos ou naqueles com hipertrofia prostática.
Impotência ou alterações de ejaculação - Esses efeitos, embora comuns, são muito problemáticos, pois levam ao abandono do tratamento. São conseqüências da diminuição de testosterona.

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