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Pé diabético

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da função renal. 
ANGIORRESSONÂNCIA MAGNÉTICA 
− A imagem tridimensional substituiu em grande parte a bidimensional nesse exame não invasivo com o uso de 
contraste. 
− O desenvolvimento técnico obtido possibilitou maior precisão das imagens em região infrapoplítea e de artérias do 
pé. 
− As desvantagens referem-se ao custo elevado do exame e a tendência de superestimar o grau de estenoses. 
− A grande vantagem sobre a ultrassom Doppler e a angiotomografia no paciente diabético deve-se ao fato de as 
imagens não serem afetadas pela calcificação arterial, embora possa existir interferência por objetos metálicos, 
como endopróteses e stents. 
− No entanto, existe contraindicação relativa de sua realização em paciente com insuficiência renal grave com 
clearance de creatinina < 30 mL/min decorrente do risco de o paciente apresentar quadro de fibrose sistêmica 
nefrogênica com o uso do contraste paramagnético, o gadolínio. 
ANGIOGRAFIA DIGITAL 
− É tradicionalmente considerada como padrão ouro para o diagnóstico da DAOP; fornece imagens de alta resolução 
com visualização da árvore arterial completa. 
− A desvantagem do método no paciente diabético relaciona-se com a falta de informação sobre calcificação e 
possibilidade de não contrastar as artérias distais, caso o exame não seja adequadamente realizado, podendo 
erroneamente diagnosticar uma obstrução arterial das artérias do pé. 
− A desvantagem do método está relacionada com o risco de nefropatia induzida pelo contraste, por causa da alta 
prevalência de insuficiência renal entre os pacientes com diabetes. 
− Este risco pode ser mitigado com o uso de expansão de volume intravenoso pré e periprocedimento e da 
suspensão do uso de Metformina no pré-operatório por causa do aumento do risco de desencadear a nefropatia. 
− Além disso, devemos salientar que é um exame invasivo com risco de complicações da ordem de 2%, entre elas 
o hematoma, a dissecção e o pseudoaneurisma, sendo atualmente de utilização restrita aos procedimentos 
endovasculares. 
TRATAMENTO 
 
− De antibiótico, começa com ceftriaxona + clindamicina e depois reavalia 
 
 
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− 
− 
TRATAMENTO TÓPICO DAS FERIDAS 
− Podemos incluir: alívio da pressão sobre a lesão (p. ex. gesso de contato total), calçado especial concebido 
para redistribuir a carga na superfície do pé, remoção do material desvitalizado na superfície da úlcera 
(desbridamento), controle de infecção e uso de curativos especiais. 
− Outras medidas são de extrema relevância, como o controle glicêmico, tendo em vista que é sabido que quando 
ele é inadequado torna-se importante fator predisponente para o desenvolvimento da microangiopatia periférica e 
está associado ao aumento do risco de amputação em pacientes com pé diabético. 
− O desbridamento das feridas é passo fundamental para possibilitar a adequada proliferação celular na 
superfície da úlcera; permite a drenagem do exsudato e a remoção de tecido desvitalizado, diminuindo o 
risco de infecção. 
− A ressecção da calosidade ao redor da úlcera deve ser realizada, o que reduzirá a carga de pressão sobre a ferida. 
− A periodicidade do desbridamento deverá ser individualizada de acordo com a produção do exsudato e 
presença de tecido desvitalizado. 
− Os pacientes diabéticos com úlceras neuropáticas (mal perfurante plantar) comumente apresentam deformidade 
na planta dos pés e pontos de hiperpressão plantar. Nesses casos, o alívio da pressão plantar é condição essencial 
para possibilitar a cicatrização da úlcera. 
− O gesso de contato total continua sendo o método mais eficaz de tratamento, pois possibilita melhor 
distribuição da carga plantar, imobiliza as bordas da ferida, permite o equilíbrio entre as pressões 
hidrostática e oncótica exercidas na extremidade, tem efeito protetor, mantém a temperatura constante no 
leito da ferida, possibilita mobilidade e sustentação parciais do peso corpóreo com altas taxas de 
cicatrização. 
− Deve-se levar em conta as contraindicações para sua utilização: infecção, ferida proliferativa, isquemia, maceração 
da pele, obesidade mórbida, ataxia e cegueira. 
− Outros métodos de imobilização foram descritos (imobilizadores removíveis Cast Walker, sapatos modificados 
entre outros) e devem ser utilizados somente nos casos de contraindicação do gesso de contato total, pelo fato de 
existir evidência científica do maior benefício desse método em relação a outras técnicas de imobilização. 
TRATAMENTO DA NEUROPATIA 
− O controle da glicemia é importante na prevenção da neuropatia diabética, mas não é efetivo, em geral, 
para revertê-la quando já presente em forma sintomática. No entanto, controle rigoroso dos níveis 
glicêmicos retarda sua evolução apesar de haver risco aumentado de episódios de hipoglicemia com essa 
conduta. 
− Neuropatia – pregabalina/controle glicêmico/complexo B 
− Infecção – polimicrobiota de rotina (coloquei os esquemas só pra exemplificar). 
 
 
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− DAOC – Revasculização ou endovascular com angioplastia. 
− Amputações as quais podem sem: 
1. Desarticulação coxo-femural 
2. Trans femoral 
3. Desarticulação joelho 
4. Infra patelar 
5. Trans tibial aberta 
6. Trans tarsica 
7. Trans metatarsiana 
 
 
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8. Artelhos 
PREVENÇÃO E ASPECTOS EDUCACIONAIS 
− A orientação ao paciente diabético, tanto de ordem geral como local, é fundamental no sentido de prevenir 
complicações nos pés visto que elas podem ser evitadas se adotadas medidas simples. 
− Controle rigoroso da glicemia é essencial para retardar ou minimizar essas complicações. 
− Controle dos fatores de risco da arteriosclerose é importante visando a combater agravamento da doença 
arterial obstrutiva periférica, fator determinante da perda de membro em diabéticos. 
− Incluem-se nesse contexto hipertensão arterial, hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia, além da 
abolição do tabagismo que assume particular importância na evolução desfavorável da arteriopatia 
periférica. 
− Programas educativos podem reduzir os índices de amputação em até 40%. 
− Dentre as medidas preventivas deve-se incluir avaliação médica dos pés cada seis meses para verificar 
integridade da pele, a estrutura do pé, a sensibilidade e o estado vascular. 
− É importante uma cobertura multidisciplinar com endocrinologista, ortopedista, cirurgião vascular, enfermagem 
treinada, infectologista, fisioterapeuta, pedólogo, podiatra, fisiatra e clínico. 
− As medidas preventivas devem obedecer ao que chamamos de dez mandamentos para o pé do diabético o que 
inclui: 
1. Examinar periodicamente os pés, de preferência diariamente, visando principalmente à 
superfície plantar e regiões interdigitais com a finalidade de detectar calosidades, bolhas, 
fissuras ou ulcerações; este exame pode ser feito pelo próprio paciente utilizando um espelho 
ou por um familiar nos casos em que haja déficit visual. Na eventualidade de haver qualquer 
das alterações citadas, o médico deverá ser imediatamente comunicado. 
2. Não andar descalço para evitar ferimentos plantares, que podem passar despercebidos 
por causa da diminuição da sensibilidade cutânea decorrente da neuropatia. 
3. Manter higiene rigorosa dos pés, lavando-os com água morna (nunca quente) e sabonete; 
enxaguar bem, com delicadeza entre os dedos para não machucar. O diabético deve-se 
acostumar a usar talco antimicótico suave no meio dos dedos, após o banho. É útil passar 
cremes ou loções hidratantes, particularmente nos calcanhares, para evitar fissuras e reduzir o 
prurido da pele ressecada. Esses cremes não devem ser usados no meio dos dedos para não 
provocar maceração da pele nesse local. 
4. Cortar corretamente as unhas, não próximo da pele e sem retirar os cantos para que não 
ocorra encravamento das mesmas, em ambiente com boa iluminação. Por causa da 
frequência de alterações visuais no diabético, é conveniente que esse corte seja feito por um 
familiar ou pedicuro devidamente instruído. 
5. Proteger e manter calor, utilizando meias de lã no