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APOSTILA SEEDUC
LÍNGUA PORTUGUESA – 2021
CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS
ANTROPOLOGIA E EDUCAÇÃO
RESUMO
1. A antropologia configura-se pelo enfoque na diversidade cultural. É a percepção da diferença que permite a constituições da identidade entre nós e os outros.
2. A antropologia institui-se como objeto as sociedades ditas, nos meados do século XIX, “primitivas”. Em outros termos, sociedades exteriores às sociedades europeias ou norte-americanas.
3. A especificidade teórica da Antropologia não se reduz às particularidades das “culturas primitivas”. Mas envolve as múltiplas dimensões do ser humano.
4. Carlos Rodrigues nos provoca a pensar sobre o que é educação exatamente na perspectiva antropológica: ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos outros todos nós envolvemos pedaços da vida com ela.
5. A educação existe de formas diferentes em mundos diversos (sociedades tribais, agricultores, educação em países desenvolvidos, mundos sociais sem classes).
6. Na espécie humana a educação não constitui apenas o trabalho da vida. Ela se instala dentro de um domínio propriamente humano de rocas: de símbolos, de intenções de padrões de cultura e de relações de poder.
7. A educação do homem existe por toda parte e, muito mais do que escola, é o resultado de todo o meio sociocultural sobre seus participantes.
8. A gênese da Antropologia Aplicada a Educação se encontra no âmbito da Antropologia Cultural norte-americana, concretamente na Escola d e cultura e personalidade liderada por Francis Boas.
9. Margareth Mead, nos anos 30 do século passado, procurava entender de que forma os valores, gestos, atitudes e crenças eram transmitidos pelos adultos a crianças com o objetivo central de moldá-los para a vida em sociedade.
10. O capital cultural, amplamente desenvolvido por Pierre Bordieu, seria o acúmulo dos bens culturais adquiridos ou investidos durante a vida. Seria o investimento em arte, literatura e imersão no meio de cultura.
11. Em todo o processo educativo encontra-se um modelo de ser humano, de comportamento e de sociedade. Educar é humanizar, contribuir com a pessoa para que ela reconheça seus próprios limites e possibilidades.
12. Toda prática educativa, de maneira consciente ou inconsciente, firma-se sobre um conceito e ser humano e de sociedade.
13. O específico da Antropologia da Educação consiste em criar teorias que possam explicar os fenômenos educativos e contribuir eficazmente com o desenvolvimento pedagógico.
14. No desenvolvimento da pesquisa educativa, podem-se seguir várias linhas que, e modo geral, obedecem às grandes correntes filosóficas do século XIX e início do século XX: positivismo, fenomenologia e dialética.
15. O multiculturalismo na educação merece um olhar antropológico e um viés crítico, pois a sensibilidade para a pluralidade nos espaços de formação humana tem que acontecer com a redução de preconceitos e discriminações.
16. As instituições podem auxiliar as crianças a valorizar a cultura, seu corpo, seu jeito de ser, ou pelo contrário, favorecer a discriminação quando silenciam diante da diversidade e da necessidade de realizar abordagens de forma positiva.
17. Os silêncios, os ritos, o currículo, a forma de organização escolar, os tempos e espaços escolares, as linguagens que perpassam a nossas atuações docentes produzem meninas e meninos e perpetuam relações desiguais entre elas e eles.
18. O novo complexo cultural representado pela combinação entre cultura popular (nos chamados meios de comunicação de massa) e as novas tecnologias de comunicação estão produzindo uma transformação radical nos processos de produção de subjetividade e de identidades sociais.
19. O currículo é o espaço onde se corporificam formas de conhecimento e de saber. Como tal, o descaso pelas radicais transformações efetuadas na produção da subjetividade pelas novas mídias demonstrado pela escola e pelos educadores profissionais, significa deixar de fora desse espaço formas importantes de conhecimento e de saber, que, no entanto, à contracorrente da escola, estão, na realidade, moldando e formando novas formas de existência e sociabilidade.
20. Crianças, jovens, mulheres, negros, idosos, docentes, surdos etc, são exemplos de identidades recriadas e reinventadas de múltiplas formas pelas variadas narrativas que passam a circular de forma planetária, fazendo aparecer novos atores sociais.

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