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Letícia Soares del Rio – T6 
DIAGNÓSTICO DA GESTAÇÃO 
 
O diagnóstico da gravidez se baseia da história, no exame físico e nos testes laboratoriais 
Ao ocorrer amenorreia ou atraso menstrual, deve-se antes de tudo, suspeitar da possibilidade de uma 
gestação 
 
Divisão da gestação: 
1º trimestre = até 12 semanas 
2º trimestre = 12 a 28 semanas 
3º trimestre = 28 a 40 semanas 
 
Diagnóstico clínico: 
a) Sinais de presunção 
- Atraso menstrual (amenorreia) – 4 semanas 
O atraso da menstruação é o sinal mais precoce da gravidez, crescendo de importância na 
presunção da gestação quando ocorre em mulher jovem, hígida, que não esteja fazendo uso de 
método contraceptivo e com ciclos menstruais regulares e vida sexual ativa. 
 
- Náuseas, vômitos, fadiga, sonolência – 5 semanas 
Causados pelo BHCG e vasodilatação 
 
- Polaciúria – 6 semanas 
Durante o primeiro trimestre da gravidez, o útero em crescimento exerce pressão sobre a bexiga 
materna e pode causar polaciúria. Com o evoluir da gestação, o útero ganha a cavidade abdominal 
e a frequência urinária gradativamente diminui. 
 
- Modificações mamárias: -> causado pela progesterona 
• Tubérculos de Montgomery – 8 semanas 
 
As mamas mostram aréolas mais escuras, nelas surgindo projeções 
secundárias. São glândula sebáceas, entre 4 a 28 por mamilo, que tem 
função de lubrificar o mamilo e atrair o recém-nascido para amamentação 
após o parto, pois exala um odor característico que estimula o RN a 
procurar o peito 
 
 
• Rede venosa de Haller – 16 semanas 
 
 
• Sinal de Hunter – 20 semanas 
 
Os limites dos mamilos tornam-se imprecisos, por aumento da 
pigmentação, constituindo a areola secundária 
 
 
 
- Transformação cutânea: 
• Estrias 
• Linha nigra 
 
Hiperpigmentação da linha alba 
 
 
 
 
 
• Cloasma 
 
Cloasma gravídico são manchas provocadas pelo aumento da produção 
de malina, circundando parte da testa, ao redor do nariz, bochecha e 
lábio superior. São fatores determinantes para o aparecimento do 
cloasma: exposição à luz solar e artificial, alguns medicamentos, 
hereditariedade 
 
- Intolerância a odores 
- Sialorreia 
- Constipação 
- Mastalgia – 5 semanas 
- Alterações psíquicas: compulsões alimentares, hipersensibilidade, perversão do apetite 
 
b) Sinais de probabilidade 
- Aumento do volume uterino 
 
 
O útero gravido é palpado logo acima da sínfise púbica com 12 
semanas de gestação. Com 16 semanas, ele deve estar a 
meio caminho entre a sínfise e a cicatriz umbilical. Com 20 
semanas, atinge o umbigo e em torno de 40 semanas, o 
apêndice xifoide 
 
Normalmente a altura uterina corresponde à idade gestacional. 
Se não houver polidrâmnio, gemelar, erro de data, 
macrossomia fetal, oligoamnio... 
 
 
- Aumento do volume abdominal (16-20 semanas) 
- Delineação física do feto 
- Contração de Braxton Hicks (a partir de 28 semanas) 
 
- Sinal de Hegar = amolecimento do istmo, 6-8 sem 
- Sinal de Piscacek = amolecimento e abaulamento no local de implantação embrionária 
- Sinal de Nobile Budin = ocupação de fundos de sacos vaginais pelo útero gravídico globoso 
- Sinal de Osiander = pulso em fundo de saco 
 
 
- Sinal de Jacquemier ou Chewick = coloração da vulva (arroxeada – 8sem) 
- Sinal de Kluge = coloração da vagina (arroxeada – 8sem) 
 
 
 
c) Sinais de certeza 
- Percepção do batimento cardíaco fetal 
• Sonar Doppler – 11 sem 
• Ultrassom – 5/6 sem 
• Estetoscópio de Pinar – 16 sem 
 
- Sinal de Puzzos – 14 sem: rechaço fetal 
 
 
Durante o toque vaginal, produz-se discreto impulso no útero, 
através do fundo de saco anterior, que deslocará o feto no 
líquido amniótico para longe do dedo do examinador. A 
tendência do retorno do concepto à sua posição primitiva fará 
com que ele seja novamente palpado, transmitindo ao 
examinador a sensação do rechaço fetal 
 
 
 
 
- Percepção dos movimentos fetais (18-20sem) 
- BHCG positivo (urina ou sangue) 
- Feto em ultrassom 
 
Diagnóstico laboratorial: 
a) BHCG 
Hormônio glicoproteico, dosado na urina e sangue 
Produzido pelo sinciciotrofobrasto 
Exclusivo da gestação 
Presente em outras patologias – mola hidatiforme, coriocarcinoma 
Concede imunossupressão inibe a produção de anticorpos pelos linfócitos (para que ela não rejeite 
o embrião) 
Atividade tireotrófica 
Estimula a produção de testosterona pelo feto masculino 
Estrutura semelhante ao FSH, TSH, LH 
Formado por 2 cadeias: alfa e beta 
 
Nidação → trofoblasto → sincício, HCG → corpo luteo → estrogênio e progesterona até 14 sem → 
mantém a gestação (placenta) 
Sangue: 7 dias pós concepção, duplica-se a cada 48h até 10 sem se a gestação for tópica (depois 
disso, ele se mantem uniforme), desaparece 1 mês pós parto 
Acima de 1500-2000 -> tem que dar pra ver no ultrassom 
15 sem → placenta → diminui HCG → involução do corpo luteo 
Para mulheres com atraso menstrual > 16 sem ou que já saibam estar grávidas, o teste laboratorial 
é dispensável 
 
✓ Teste imunológico de urina 
✓ Teste imunológico de sangue 
 
Teste de urina: 
➢ Prova da inibição da hemaglutinação (teste do tubo) 
Leitura em 2h, alta sensibilidade, interpretação raramente duvidosa 
Precisão de 90-98% quando amenorreia > 10-14 dias 
 
➢ Prova da inibição da aglutinação do látex (teste da lâmina) 
Leitura rápida, sensibilidade menor e interpretação duvidosa 
Precisão de 90-98% quando amenorreia > 10-14 dias 
 
Falsos positivos: psicotrópicos, proteinúria, climatério 
Falsos negativos: 1ª ou 2ª semana de amenorreia, 2º trimestre 
Testes caseiros (farmácia): precisão de 10% 
 
Teste de sangue: 
Mais específico e sensível 
Dosa-se a subunidade beta do HCG 
Diagnóstico mais eficaz e precoce de gestação, pode ser positivo com 10 dias após a fecundação (4 dias 
antes do atraso menstrual) 
➢ Qualitativo = sim e não 
➢ Quantitativo = mede a quantidade exata do hormônio no sangue, preciso 
 
b) Ultrassonografia 
➢ Transvaginal 
4 sem: saco gestacional 
5-6 sem: embrião 
6-7 sem: BCF 
É um exame obrigatório no 1º trimestre de gestação. O saco gestacional, uma estrutura anelar, passa a 
ser visualizado com 4 semanas. A partir de 5-6 semanas, é possível a identificação da vesícula vitelínica e 
com 6-7 semanas, é possível captar a pulsação cardíaca do embrião. 
 
➢ Abdominal 
1 semana a mais que o USTV 
 
A avaliação ultrassonográfica da IG é confiável até a 12ª semana, período em que se emprega como 
parâmetro a medida do saco gestacional ou o comprimento cabeça nádega (CCN) do embrião. 
A partir da 13ª semana, a acurácia da ultrassonografia diminui progressivamente, sendo as medidas 
utilizadas o diâmetro biparietal (sempre antes de 30 semanas) e o comprimento do fêmur. 
Até a 24ª semana de gestação, tem uma margem de erro de menos de 1 semana. 
Após a 24ª semana: maior variação biológica e o exame apresenta menor precisão. 
Realizado por meio da amnioscopia e da amniocentese. 
 
Idade gestacional: 
12 sem: CCN (comprimento crânio caudal) 
13 sem: DBP (diâmetro biparietal) e CF (circunferência craniana e occiptofrontal) 
Úmero, circunferência abdominal e fêmur 
 
DBP, CF, úmero e fêmur = datar a gestação -> pega os valores, põe na tabela de IG, soma as idades 
gestacionais pra cada valor e divide por 4 
Circunferência abdominal = avaliar o crescimento do bb 
 
Erro: 
- Ultrassom até 12 sem: erro de 3 dias 
- 12-20 sem: 1 semana 
- 20-32 sem: 1,5 semanas 
- Mais que 32 sem: 2,5 sem 
 
Ultrassom: 
Avaliar a IG corretamente, gestação ectópica, malformações uterinas, gestação anembrionada, IIC 
Detectar precocemente gestações múltiplas e MF 
Verificar a localização placentária 
A ultrassonografia precoce, além de confirmar o diagnóstico, fornece informações sobre o futuro e a 
viabilidade da gestação atual 
 
Durante a gestação: 
US morfológico de 1º trimestre: 10-14 semanas 
Pra avaliar: 
oTN (transnuscência nucal) -> permite a detecção de 95% das anormalidades cromossômicas 
o Aspecto de fluxo ducto venoso (direciona o sangue da v. umbilical para a VCI) 
o Padrão de fluxo ducto venoso -> onda de fluxo de alta velocidade na sístole (onda S) e diástole 
(onda P), fluxo anterógrado na contração atrial (onda A) 
o Padrão de fluxo valva tricúspide 
 
US morfológico de 2º trimestre: 20-24 semanas 
Pra avaliar: 
o Crânio, coluna, medida dos ossos 
o Lábio leporino ou fenda palatina 
o Distância dos olhos 
o Coração, rins, bexiga... 
 
US com Doppler: > 30 semanas 
Pra avaliar: 
o Padrão de fluxo de a. uterina 
o Padrão de fluxo da a. umbilical 
o Padrão de fluxo da a. cerebral média -> alta resistência e pouco fluxo, então a diástole é pequena

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