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CURSO DE ENFERMAGEM
1
PROFº JOSÉ MARCOS – FAFIA – 2021-1
FARMACOLOGIA APLICADA À ENFERMAGEM
AULA 1 – INTRODUÇÃO E CONCEITOS BÁSICOS
POR QUE ESTUDAR FARMACOLOGIA?
O conhecimento farmacológico irá ajudar o enfermeiro a compreender o funcionamento dos fármacos, as reações adversas possíveis, a terapia farmacológica correta.
O enfermeiro irá aprender sobre vários parâmetros farmacológicos, tais como: a farmacodinâmica das drogas (mecanismo de ação), farmacocinética das drogas (o caminho que o fármaco percorre no organismo), Aa toxicologia relacionada às drogas (efeitos tóxicos, antídotos, reações adversas).
O aperfeiçoamento do profissional de enfermagem em farmacologia irá contribuir para um melhor atendimento do paciente, uma melhoria na saúde coletiva e uma melhora considerável na terapêutica. O profissional de enfermagem tem tudo para ser um diferencial na saúde pública, basta à busca constante por conhecimento.
Art. 24 Exercer a profissão com justiça, compromisso, equidade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade.
Art. 45 Prestar assistência de Enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência.
Art. 78 Administrar medicamentos sem conhecer indicação, ação da droga, via de administração e potenciais riscos, respeitados os graus de formação do profissional.
Art. 79 Prescrever medicamentos que não estejam estabelecidos em programas de saúde pública e/ou em rotina aprovada em instituição de saúde, exceto em situações de emergência.
Art. 80 Executar prescrições e procedimentos de qualquer natureza que comprometam a segurança da pessoa.
UM RECORTE NA HISTÓRIA
Hipócrates (460 - 370 a.C.), Galeno (131 – 201 d.C.) e Paracelsus (1493 – 1541 d.C.) foram os primeiros de suas respectivas épocas a descreverem um vinculo da pratica médica com a utilização da farmacologia. Mesmo assim, não receberam a devida atenção.
Voltaire (1694 – 1778) afirmou que “os médicos prescrevem medicamentos sobre os quais sabem pouco, para doenças das quais sabem muito menos, para o organismo humano, de que não sabem nada”
O que vem a ser farmacologia?
Farmacologia é o estudo dos fármacos. É o ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e respectivas classificações
Nesta disciplina estudará também as principais vias de administração dos fármacos, bem como cálculos de medicação
DEFINIÇÕES IMPORTANTES:
 Medicamento: É toda substância que, introduzida no organismo humano, vai preencher uma das seguintes finalidades: 
* Preventiva ou Profilática
* Diagnóstica 
* Terapêutica 
Paliativa 
Substitutiva
- Preventiva ou profilática - quando evita o aparecimento de doenças ou diminui a gravidade das mesmas;
- Diagnóstica - quando não só auxilia o médico em decidir o que está causando a sintomatologia apresentada pelo paciente, como também localiza a área exata afetada pela doença;
- Terapêutica - quando é usada no tratamento das doenças. Existe grande variedade de substâncias químicas cujas ações terapêuticas mais comuns são:
- Curativa ou específica - quando remove o agente causal das doenças. Ex.: antibiótico antimalárico;
- Paliativa ou sintomática - quando alivia determinados sintomas de uma doença, destacando-se entre eles a dor. Ex.: analgésico;
- Substitutiva - quando repõe outra substância normalmente encontrada no organismo, mas que por um desequilíbrio orgânico, está em quantidade insuficiente ou mesmo ausente. Ex.: insulina.
PROFILÁTICA
TERAPÊUTICA
DIAGNÓSTICA
PALIATIVA
SUBSTITUTIVA 
Repoe ou complementa algo já produzido. 
Curativa
MEDICAMENTO
Quando é usada no tratamento da doença. 
Quando diminui os sinais e sintomas da doença mas não promove a cura. 
Quando evita o aparecimento de doenças ou reduz a gravidade da mesma. 
Localiza a área afetada. 
Definições importantes:
Droga: 
É toda substância originada do reino animal e vegetal que poderá ser transformada em medicamento. É qualquer substância que cause alguma alteração no funcionamento do organismo por ações químicas, com ou sem intenção benéfica. 
Dose: 
É uma determinada quantidade de medicamento introduzida no organismo para produzir efeito local ou sistêmico e promover alterações ou modificações das funções do organismo ou do metabolismo celular. 
Ação Local: 
Aquele que exerce seu efeito no local da aplicação, sem passar pela corrente sanguínea (pomadas e colírios). 
Ação Geral ou Sistêmica: 
A medicação é primeiramente absorvida, depois entra na corrente sanguínea para atuar no local de ação desejado. Para produzir um efeito geral, é necessário que o medicamento caia na corrente sanguínea, pois através dela o medicamento atinge o órgão ou tecido sobre o qual tem ação específica. 
Definições importantes:
Ação Remota: 
Ocorre em partes distantes do organismo. Uma droga pode estimular um órgão que por sua vez estimula outro. Ex.: digitálicos- coração- função renal
Ação Local Geral: 
Uma droga aplicada poderá produzir um efeito local, ser absorvida e provocar um efeito geral. 
Definições importantes:
Medicamento de Uso Externo:
São aqueles aplicáveis na superfície do corpo ou nas mucosas. 
Medicamentos de Uso Interno: 
São aqueles que se destinam à administração no interior do organismo por via bucal e pelas cavidades naturais. 
Definições importantes:
Potencialização: 
Efeito que ocorre quando um fármaco aumenta ou prolonga a ação de outro fármaco. 
Efeito Colateral: 
Efeito imprevisível que não está relacionado à principal ação do fármaco. 
Definições importantes:
Reação adversa: 
Consiste em uma reação nociva e sem intenção ao organismo que ingere o medicamento em doses usuais para tratamento de uma enfermidade, profilaxia, exames, ou mesmo superdosagem. 
Definições importantes:
Tarja preta
Medicamentos com tarja preta exercem ação sedativa ou estimulante sobre o sistema nervoso central, além de poderem apresentar efeitos colaterais importantes e reações adversas. O uso prolongado pode causar dependência. Por essas razões, esse tipo de remédio só pode ser vendido com receituário específico (receituário azul) que obrigatoriamente fica retido na farmácia.
Tarja preta, vermelha ou isentos de prescrição: entenda diferenças entre medicamentos
Tarja vermelha com retenção de receita
Os riscos dos medicamentos com tarja vermelha são considerados intermediários para o paciente e destinam-se a quadros clínicos que exigem cuidado e controle. A exemplo dos medicamentos tarja preta, sempre devem ser utilizados após a prescrição médica. Alguns medicamentos com tarja vermelha podem ter a receita retida. O receituário, para esse caso, é o de cor branca. Existem medicamentos que precisam ainda que o consumidor assine um termo de conhecimento de risco e consentimento. Dois exemplos são os antidepressivos e os antibióticos.
Tarja vermelha sem retenção de receita
Para a comercialização de alguns medicamentos de tarja vermelha é necessário apresentar receita médica, que não ficará retida na farmácia. Esses remédios ainda representam um risco para o paciente e precisam ser prescritos por um médico ou dentista. Anti-inflamatórios e contraceptivos são dois exemplos dessa categoria.
Medicamentos sem tarja ou isentos de prescrição
Os medicamentos isentos de prescrição (MIPs) podem ser adquiridos e consumidos sem receita médica. Seu uso ideal se dá em situações corriqueiras, para tratar sintomas menores e já conhecidos pelo paciente. Via de regra, não possuem efeitos adversos significativos ou preocupantes. Caso os sintomas persistam, seu uso deve ser interrompido e uma consulta médica é imprescindível.
Para ser um medicamento isento de prescrição, é necessário seguir os critérios da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que consideram os seguintes itens:
- tempo de comercialização
- segurança do medicamento
- sintomas identificáveis
- utilização por curto período de tempo
- ser manejável pelo paciente
- apresentar baixo
potencial de risco
- não apresentar risco de dependência.
Comprimidos: possuem consistência sólida e formato variável. 
Pó: Deve ser tomado em colheradas ou é acondicionado em saches. 
Cápsulas: O medicamento está revestido por um invólucro de gelatina para eliminar sabor desagradável, facilitar a deglutição e/ou facilitar a liberação do medicamento na cavidade gástrica. 
FORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS MEDICAMENTOS:
SÓLIDOS
VANTAGENS DOS COMPRIMIDOS
 Permite adicionar vincos e gravações
 Dosagem correta e alto grau de precisão
 Maior estabilidade do que outras formas
 Forma de administrar fármacos insolúveis em agua
 Reduzir percepção de sabores e odores desagradáveis
 Possibilidade de introduzir revestimentos
 Possibilidade de controlar liberação de fármacos
 Resistencia a choques e abrasoes
DESVANTAGENS DOS COMPRIMIDOS
Absorção menor se comparados a soluções ou líquidos
Provocam irritação da mucosa gástrica
Favorece formação de complexos com os alimentos
PARTIR OU NÃO OS COMPRIMIDOS?
Somente comprimidos SULCADOS poderão ser partidos.
 O SULCO no comprimido indica onde se pode parti-lo.
 Portanto, se temos 1 sulco, podemos partir em duas partes e se tiver 2 sulcos, podemos partir em 4 partes.
 Comprimidos de liberação controlada ou revestidos sem sulco não deverão ser triturados, quebrados ou divididos.
 Consulte o farmacêutico para situações excepcionais
Drágeas: O princípio ativo está no núcleo da drágea, contendo revestimento com goma-laca, açúcar e corante. São fabricados em drágeas os medicamentos que não devem ser administrados em forma de comprimidos, por apresentarem: sabor desagradável, exigem absorção no intestino, medicamentos que atacam a mucosa e/ou que devem ser deglutidos com facilidade. 
SÓLIDOS
FORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS MEDICAMENTOS:
Pastilhas: É um preparado sólido, de forma circular com o princípio ativo unido com açúcar e uma mucilagem para que a dissolução seja lenta na cavidade oral. 
Supositórios: tem formato cônico ou oval, destina-se à aplicação retal, pode ter ação local ou sistêmica. 
SÓLIDOS
FORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS MEDICAMENTOS:
Pomadas: Formas pastosas ou semissólidas constituídas de veículos oleosos, o princípio ativo é o pó. 
Cremes: São exclusivamente para uso tópicos, na epiderme (com ação epidérmica, endodérmica), vaginais e retais. 
FORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS MEDICAMENTOS:
SEMISSÓLIDOS
POMADA
CREME
Soluções: mistura homogênea de líquidos ou de um líquido e um sólido. 
Xarope: Solução que contém dois terço de açúcar. 
Elixir: São preparações líquidas, hidroalcóolicas; açucaradas ou glicerinadas, destinadas ao uso oral, contendo substâncias aromáticas e medicamentosas. 
Emulsão: Preparação feita de dois líquidos, óleo e água. 
Colírios: Soluções aquosas para uso na mucosa ocular. 
FORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS MEDICAMENTOS:
LÍQUIDOS
FORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS MEDICAMENTOS:
Gás: Oxigênio. 
Aerossol: Aerolin spray. 
FORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS MEDICAMENTOS:
GASOSOS
FARMACOCINÉTICA E FARMACODINAMICA
Do ponto de vista operacional, esses termos podem ser definidos: 
FARMACOCINÉTICA: é o caminho que o medicamento faz no organismo desde a administração até a excreção. 
FARMACODINÂMICA: é como a droga age no organismo.

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