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SIMP.TCC/Sem.IC. 2019(17);1693-1705 CENTRO UNIVERSITÁRIO ICESP / ISSN: 2595-4210 
1693 
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA 
SÍNDROME DO ABDÔMEN AGUDO EM EQUINOS 
ACUTE ABDOMEN SYNDROME IN EQUINE 
 
 
 
Thaíza Araújo Ribeiro 
Mariana Furio Franco Bernardes 
 
Resumo 
A síndrome do abdômen agudo em equinos, popularmente chamada de cólica equina, é uma das enfermidades mais encontradas na clínica 
médica e pode acometer qualquer raça, sexo e idade. Esta condição atinge o trato gastrointestinal e é conhecida por causar intensa dor e 
desconforto no animal. A cólica pode ser associada a fermentação exagerada dos alimentos o que leva a produção de gás e pode inclusive 
ocorrer torção ou obstrução do intestino. Ela aparece abruptamente e se não diagnosticada rapidamente pode levar o animal a morte. O 
presente trabalho sintetizou informações das causas, sinais clínicos, tratamento e prevenção da cólica equina. Além disso, realizou 
levantamento de ocorrência de cólica equina em um local de estudo por 5 meses e relatou um caso específico de cólica equina, bem como o 
tratamento realizado. Observou-se que em casos de cólica relacionadas à alimentação e diagnosticada precocemente o uso de sonda 
nasogástrica se mostrou útil. Uma alimentação regular e sem excesso, o acesso permanente a água limpa, um regime de exercício, avaliações 
regulares e controle de parasita intestinal são importantes para prevenção da cólica. É importante que toda pessoa que maneja cavalos 
consiga reconhecer os sinais da cólica e agir da maneira correta, pois isso pode ser o fator determinante da vida do animal. 
Palavras-Chave : cólica equina; doenças equinas; equinos; prevenção. 
Abstract 
Equine colic is one of the most common diseases in the medical clinic and can affect any race, gender and age. This condition reaches the 
gastrointestinal tract and causes intense pain and discomfort to the animal. Colic can be associated with exaggerated fermentation of food 
which leads to gas production and may even involve twisting or obstruction of the intestine. It appears abruptly and if not diagnosed quickly can 
lead the animal to death. The present work synthesized information on the causes, clinical signs, treatment and prevention of equine colic. In 
addition, we performed a survey of the occurrence of equine colic at a study site for 5 months and we reported a specific case of equine colic, 
as well as the treatment performed. It was observed that in cases of colic related to feeding and diagnosed early, the use of nasogastric tube 
proved useful. Regular and non-overeating feeding, permanent access to clean water, an exercise regimen, regular evaluations, and intestinal 
parasite control are important for colic prevention. It is important that every person who manages horses can recognize the signs of colic and act 
in the correct way, as this can be the determining factor of the life of the animal. 
Keywords: colic equine; equine; diseases equines; prevention. 
Contato: thaiza.tha@gmail.com 
 
1. Introdução 
Há relatos muito antigos sobre a síndrome 
do abdômen agudo, popularmente chamada de 
cólica, em equinos, sendo alguns desses relatos 
do século I depois de cristo. Inicialmente, mesmo 
identificando-se casos de cólica, pouco era feito a 
respeito, pois não havia métodos adequados para 
o tratamento do animal. (ANDRADE, 2008). 
 De acordo com Alcoforado et. al (2014), a 
cólica é uma das enfermidades mais encontradas 
na clínica médica dos equinos e pode acometer 
qualquer raça, sexo e idade do animal. Esta 
condição atinge o trato gastrointestinal e é 
conhecida por causar intensa dor e desconforto no 
animal. A cólica pode ser associada a fermentação 
exagerada dos alimentos, o que leva a produção 
de gás e pode inclusive ocorrer torção ou 
obstrução do intestino. (CAMPELO e PICCININ, 
2008). 
Animais que já tiveram cólicas são mais 
suscetíveis a apresentarem novamente, pois pode 
existir alguma sequela no trato gastrointestinal do 
caso anterior ou de uma possível cirurgia 
(LARANJEIRA et. al., 2008). 
Outro ponto importante que contribui para 
a cólica equina é a domesticação desses animais, 
pois ficam presos e se alimentam apenas 3 horas 
por dia. Quando eram selvagens percorriam 
grandes distancias e pastavam aproximadamente 
14 horas por dia (ALMEIDA e HENRIQUE, 2014). 
Segundo Bermejo e colaboradores (2008), 
quando os equinos eram selvagens pastavam 
cerca de 60% do tempo, enquanto os animais que 
ficam em estábulos passam apenas 15% do tempo 
pastando, o que mostra que ocorre um desvio na 
fisiologia equina, causando aos animais mais 
estresse, desconforto e incômodo. 
A dor causada pela cólica gera mudanças 
nos hábitos do animal. Um exemplo de como se 
identificar uma possível cólica é o animal deitar e 
se levantar com frequência, rolar, olhar para o 
flanco, andar com dificuldade. Por esses 
comportamentos é relativamente fácil identificar 
um equino com cólica. O grande desafio para o 
médico veterinário é descobrir a origem da dor. 
(CAMPELO e PICCININ, 2008). 
No presente trabalho, foi feito um 
levantamento do número de atendimentos da 
Síndrome do abdômen agudo que ocorreram entre 
janeiro e maio de 2019 em equinos de propriedade 
do Regimento de Polícia Montada (RPMON) no 
Distrito Federal (DF), e especificamente, foi 
descrito um caso de Síndrome do abdômen agudo 
em um animal da RPMON. 
 
2. Contextualização 
2.1. Sistema Digestivo dos Equinos 
Como citar esse artigo: 
Ribeiro TA, Bernardes MFF. SÍNDROME DO ABDÔMEN AGUDO EM EQUINOS. Anais do 
17 Simpósio de TCC e 14 Seminário de IC do Centro Universitário ICESP. 2019(17); 
1693-1705 
SIMP.TCC/Sem.IC. 2019(17);1693-1705 CENTRO UNIVERSITÁRIO ICESP / ISSN: 2595-4210 
1694 
Os equinos são animais herbívoros cujo 
processo digestivo se inicia na boca a partir da 
apreensão dos alimentos. Nela os alimentos são 
esmagados e moídos pelos dentes (MEYER, 1995 
apud CRUZ, 2015). Quando o alimento está sendo 
triturado há uma grande produção de saliva que 
auxilia umedecendo o alimento com minerais e 
bicarbonato, sendo assim, ele neutraliza os ácidos 
do estômago (TISSERAND, 1983 apud CRUZ, 
2015). 
Assim que o alimento chega ao esôfago é 
empurrado por contrações musculares. O equino 
assim que engole o alimento é impedido de 
regurgitar devido o desenvolvimento do véu 
palatino (TISSERAND, 1983 apud CRUZ, 2015). O 
estômago de um equino adulto é relativamente 
pequeno comparado ao seu grande porte, tem 
capacidade de 15 a 20 litros e suportam pequenas 
quantidades de alimentos. (LARANJEIRA e 
QUEIROZ, 2008 apud CRUZ, 2015). 
De acordo com Laranjeira e Almeida (2008), 
o intestino delgado possui de cumprimento 
aproximadamente 20 metros e é dividido em 
duodeno, jejuno e íleo, que são responsáveis pelo 
aproveitamento de lipídeos, carboidratos e parte 
da proteína do alimento. Já no intestino grosso 
ocorre a fermentação microbiana e carboidratos 
que são transformados em ácidos graxos pelas 
enzimas dos microorganismos. Além de ocupar 
cerca de 60% do trato digestivo e ser dividido em 
ceco e colón. 
 
2.2. Causas e Principais tipos de cólica 
De acordo com Ferreira e colaboradores 
(2009) os nomes “síndrome da cólica” ou 
“abdômen agudo” são usadas para explicar 
alterações que são manifestadas por dor e 
desconforto abdominal. Esses sinais acontecem 
geralmente em decorrência do trato gastrintestinal. 
Contudo pode haver dor abdominal tendo como 
causa outros órgãos como, por exemplo, 
hepatite, peritonite, obstrução uretral, problemas 
no trato genital, abscesso intra-abdominal e torção 
uterina (PARRY, 1982 apud FERREIRA et al., 
2007). 
De acordo com o órgão acometido, as cólicas 
podem ser divididas em verdadeiras e falsas, 
sendo que as verdadeiras são as que acometem o 
trato gastrointestinais e as falsas outros órgãos 
(THOMASSIAN, 2005 apud ALMEIDA e 
HENRIQUE, 2014). 
A síndrome de cólica pode estar associada 
a alguns fatores, sendo eles: gás causado pela 
fermentação dos alimentos, fluidos,torção, 
obstrução, impactação, verminose e interrupção 
da motilidade normal do intestino (Íleo). 
(PEDROSA, 2008; BRITO, 2013; CAMPELO e 
PICCININ, 2008; CRUZ, 2015). 
Fatores como o tipo de alimentação, 
forragens grosseiras, exercício limitado, 
desidratação e privação de água podem predispor 
a desidratação do bolo fecal e levar impactação 
(JONES et al, 2000 apud BERMEJO ET AL, 2008). 
A distensão primária do estômago geralmente é 
causada por sobrecarga de grãos ou por gases 
produzidos por alimentos fermentáveis, e ocorre 
em aproximadamente 10% dos casos (CARTER, 
1987 apud BERMEJO ET AL, 2008). 
 
Existem vários tipos de cólica. Segundo Campelo 
e Piccinin (2008) os principais são: 
 
Cólica pélvica ou de impacto 
As cólicas por impactações estabelecem 
cerca de 10% dos casos (PEDROSA, 2008). 
Ocorrem quando o intestino é bloqueado por um 
alimento com a massa densa. Normalmente 
acontece no intestino grosso e nas flexuras. 
Costuma ser uma cólica comum na clínica de 
grandes animais que pode ser resolvida 
rapidamente com o tratamento adequado. É 
causada por grande consumo de alimento e 
problemas odontológicos que o impede de 
mastigar corretamente (CAMPELO e PICCININ, 
2008). 
 
Cólica por gases 
 Este tipo de cólica é causado pela 
fermentação dos alimentos, em que o gás 
expande o intestino provocando assim dor e 
desconforto no animal. Com o tratamento 
adequado é facilmente resolvido (CAMPELO e 
PICCININ, 2008). 
 
Cólica por Espasmos ou Espasmódica 
 Acontece devido a contrações 
aumentadas no intestino e a movimentos 
involuntários. Os sinais costumam ser suaves e se 
tratados adequadamente reagem rapidamente e 
bem. (CAMPELO e PICCININ, 2008). 
 
Cólica causada por parasitas 
 Acontece por haver uma infestação de 
vermes causando assim um bloqueio. 
Normalmente é visto em cavalos mais jovens por 
causa de grande quantidade de vermes, sendo 
assim ocasionando uma obstrução e bloqueio no 
intestino. Pode causar uma peritonite em animais 
infectados. Se tratados corretamente pode-se 
evitar a cólica (CAMPELO e PICCININ, 2008). 
 Os parasitas mais encontrados em 
equinos são: Gasterophilus, grandes e pequenos 
SIMP.TCC/Sem.IC. 2019(17);1693-1705 CENTRO UNIVERSITÁRIO ICESP / ISSN: 2595-4210 
1695 
Strongylus, Parascaris equorum, Oxyuris, 
Strongyloides westeri, Anaplocephala e 
Paranaplocephala. (SANAVRIA, 2009) 
 
Colite 
Em alguns casos a dor abdominal é 
causada devido à inflamação dos intestinos sendo 
a pequena chamada de enterite e a grande de 
colite. Caso ocorram são considerados casos 
emergenciais que necessitam de atenção 
veterinária imediata (CAMPELO e PICCININ, 
2008). 
 
Deslocamento ou torsão gástrica 
 Suspeita-se que o deslocamento é 
desencadeado por uma anormal motilidade do 
cólon. Existem vários tipos de deslocamentos, 
sendo o mais comum, o deslocamento dorsal 
esquerdo (PEDROSA, 2008). Ocorre quando uma 
parcela do intestino vai para uma posição anormal 
no abdômen e a torsão ocorre quando uma parte 
do intestino torce. Em casos mais graves o animal 
deverá ser imediatamente levado para cirurgia 
pois esse tipo de cólica causa um estrangulamento 
do órgão afetado, impedindo assim a circulação 
sanguínea (CAMPELO e PICCININ, 2008). 
 
2.3. Sinais Clínicos e Diagnóstico 
Alguns dos sinais clínicos que o animal 
apresenta consistem em rolar e se jogar no chão, 
suar em excesso, deitar e levantar constantemente 
ou ter dificuldades para caminhar. Esse modo de 
agir é chamado mímica da dor (CAMPELO e 
PICCININ, 2008). As figuras 1 e 2 mostram 
comportamentos que ilustram a mímica da dor, 
como a posição de micção e de olhar para o 
flanco, respectivamente. 
Figura 1. Equino em posição de micção. 
Foto: Arquivo pessoal. 
 
Figura 2. Equino olhando para o flanco. 
Foto: Arquivo pessoal. 
 
Toda informação obtida por meio dos 
tratadores ou donos são de suma importância nos 
quadros de cólica, pois assim o médico veterinário 
terá as ferramentas necessárias para o 
diagnóstico. Essas informações podem dizer 
respeito ao avanço do quadro clinico, aos 
primeiros sintomas apresentados, ao tempo que 
apresenta os sintomas, se o animal está 
defecando e urinando normalmente, intensidade 
da dor, mudança na alimentação, ingestão de 
água, realização de exercícios, e se o animal 
tomou alguma medicação antes da anamnese do 
veterinário. Todas essas variáveis podem 
influenciar na apresentação dos sintomas do 
cavalo (KELLER, 2015; FRANCELLINO et al. 
2015). 
Além da importância das informações 
transmitidas por cuidador ou proprietário, o Médico 
Veterinário com experiência e conhecimento 
técnico é bastante importante tanto no diagnóstico 
clínico quanto no tratamento, que pode envolver 
procedimento cirúrgico (SCHNEIDER ET. AL., 
2016). 
Quando analisado os vários parâmetros de 
diagnóstico, os mesmos fornecem pistas para 
chegar a um diagnóstico mais preciso e auxiliar na 
decisão mais adequada em relação ao tratamento 
a seguir, seja ele cirúrgico ou não (PEDROSA, 
2008). 
Pedrosa (2008) relata que, no diagnóstico 
desta afecção existem vários parâmetros que 
devem ser avaliados, tais como o grau de dor, 
distensão abdominal, frequência cardíaca, 
frequência respiratória, coloração das mucosas, 
tempo de repleção capilar, temperatura retal, 
motilidade gastrointestinal, sondagem, achados na 
palpação retal, características do fluido peritoneal 
e análise fecal. 
Dentre esses parâmetros, vale destacar 
análise da frequência cardíaca, frequência 
respiratória, palpação retal e sondagem 
nasogástrica. A Frequência Cardíaca é um dos 
métodos mais importantes para identificar a 
intensidade da dor, pois é diretamente ligada ao 
SIMP.TCC/Sem.IC. 2019(17);1693-1705 CENTRO UNIVERSITÁRIO ICESP / ISSN: 2595-4210 
1696 
aumento da dor (KELLER, 2015). Leydson (2008) 
afirma que a frequência cardíaca de um equino 
adulto varia de 28 a 40 bpm e a frequência 
respiratória de 8 a 16 movimento respiratórios/min. 
Na fase inicial da Síndrome do abdômen agudo, a 
frequência cardíaca fica entre 28 a 40 bpm, não 
havendo alteração na normalidade. Casos 
obstruções simples que levam à Síndrome do 
abdômen agudo em equinos, a frequência 
cardíaca desses animais fica entre 40 a 70 bpm. E 
finalmente, em casos de lesão por estrangulação 
na fase inicial observa-se que a frequência 
cardíaca fica entre 50 e 90 bmp, e na fase 
avançada entre 70 e 120 bmp (FRANCELLINO ET. 
AL, 2015). 
Quanto a frequência respiratória, em 
casos de dor moderada a intensa, os valores são 
superiores a 30 movimentos respiratórios/min 
(FERNANDES, 2009; FRANCELLINO ET. AL, 
2015) 
Keller (2015) afirma que uma das 
melhores formas de avaliação das vísceras se dá 
através da palpação retal. Geralmente são 
encontradas no exame retal as seguintes 
condições: alças distendidas do intestino delgado, 
intestino grosso distendido, torção uterina, hérnias 
inguinais, distensão cecal, compactação de cólon, 
compactação de flexura pélvica, descolamento de 
colón maior e corpo estranho. 
A sondagem nasogástrica auxilia no 
diagnóstico, mas pode também ser usada como 
tratamento da cólica equina, com a administração 
de medicamentos. A sonda nasogástrica ajuda na 
eliminação de gases e ajuda a esvaziar o liquido 
gástrico, impedindo a ruptura do estômago 
(FERNANDES, 2009; FRANCELLINO ET. AL, 
2015). 
 
2.4. Tratamento 
O tratamento, deve se basear na 
anamnese, sinais clínicos, testes laboratoriais, e 
líquido peritoneal. O êxito do tratamento está 
condicionado à eficácia clínica, na obtenção rápida 
de informações diagnósticas e ao tratamento 
imediato e preciso (ASSUMPÇÃO, 2011 apud 
FRANCELLINO, ET. AL 2015). 
A sonda nasogástrica é utilizada como 
tratamento nos casos de sobrecarga gástrica por 
líquidos ou alimentos, podendo ser feita a lavagem 
com água na temperatura ambiente. 
(FERNANDES, 2009; FRANCELLINO ET. AL, 
2015). 
 
2.5. Prevenção 
Para tentar evitar o a coloca equina, 
algumas medidas de prevenção podem ser 
tomadas, como porexemplo: manejo de cocho e 
baias, meios de transportes, manejo alimentar com 
grandes porções de forrageiras e menos 
concentrado, cuidados na dentição, vermifugação 
e vacinação. Devem sempre se atentar a 
alterações na alimentação, mudança de local e de 
treinamento, que também podem levar a uma 
cólica (RADOSTITS ET AL, 2002; CAMPELO e 
PICCININ, 2008; BERMEJO ET AL, 2008). 
 
2.6. Local de estudo 
O local de estudo do presente trabalho foi o 
Regimento de Polícia Montada - RPMON, do 
Distrito Federal. Trata-se de um órgão de 
execução e Unidade Operacional de caráter 
especializado e atua no controle do distúrbio civil, 
na garantia de reintegração de posse em 
cumprimento de ordem judicial, no policiamento e 
em grandes eventos, além de exercer o 
policiamento ostensivo com cavalos. (PMDF, 2019; 
Agência Brasília, 2019) 
O Centro de Medicina Veterinária da 
PMDF atende animais pertencentes a Polícia 
Militar com atendimentos clínicos, ambulatorial e 
cirúrgicos destinados a estes animais (PMDF, 
2019), seguindo A RESOLUÇÃO nº 1236, de 26 
de outubro de 2018, que menciona que todo 
manejo e tratamento médico veterinário têm que 
assegurar a saúde e o bem-estar do animal 
respeitando os interesses e direitos da sociedade 
(Brasil, 2018). 
 
3. Levantamento de casos de cólica 
equina 
Na RPMON são mantidos 234 equinos, 
sendo 203 machos e 31 fêmeas. Do total de 
animais, aproximadamente 97 são da raça 
Brasileiro de Hipismo (BH) e 136 são mestiços 
(Sem raça definida). 
 A Tabela 1 ilustra o levantamento do 
número de casos de cólica equina que ocorreram 
nos cavalos da RPMON em um período de 5 
meses, compreendido entre janeiro e maio de 
2019. Nesse período, ocorreram um total de 57 
casos de cólica equina. Dos casos observados, 
houve 44 casos em machos e 13 em fêmeas. Em 
relação a raça, foram observados 19 casos de 
cólica em BH e 38 casos em Mestiços.
 
Tabela 1. Casos de cólica equina entre janeiro a maio de 2019 observados em cavalos da RPMON. 
 Data Sexo Raça Período Tratamento 
SIMP.TCC/Sem.IC. 2019(17);1693-1705 CENTRO UNIVERSITÁRIO ICESP / ISSN: 2595-4210 
1697 
1 Janeiro M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estôma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
2 Janeiro F BH Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
3 Janeiro M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
4 Janeiro M BH Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
5 Janeiro M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
6 Janeiro M BH Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
7 Janeiro M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
8 Janeiro M BH Noturno 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
9 Janeiro M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
10 Janeiro M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
11 Janeiro M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
12 Janeiro M BH Noturno 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
13 Janeiro M BH Noturno 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
14 Fevereiro M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
15 Fevereiro M BH Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
16 Fevereiro M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
SIMP.TCC/Sem.IC. 2019(17);1693-1705 CENTRO UNIVERSITÁRIO ICESP / ISSN: 2595-4210 
1698 
17 Fevereiro F BH Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
18 Fevereiro M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go e fenilvet 12 ml, o animal ficou em observação e 
apresentou melhora. 
19 Fevereiro M Mestiço Noturno 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go e fenilvet 12 ml, o animal ficou em observação e 
apresentou melhora. 
20 Fevereiro M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
21 Fevereiro F Mestiça Noturno 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go e uso de 1 bisnaga eletrolítica, Sedacol 200 ml e 
Dipirona 20 ml, o animal ficou em observação e apre-
sentou melhora. 
22 Fevereiro M Mestiço Noturno 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
23 Fevereiro F BH Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
24 Fevereiro M BH Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
25 Fevereiro M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
26 Março M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
27 Março F Mestiça Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go e medicada com Sedacol, o animal ficou em obser-
vação no período noturno e apresentou melhora. 
28 Março M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
29 Março M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
30 Março F BH Noturno 
Foi tratada, mas não teve melhora, assim, foi feito con-
tato com o Veterinário de plantão. Foi medicado com 
um frasco de Sedacol, Bananine 10 ml e uma bisnaga 
de eletrolítico, ficou em observação e apresentou me-
lhora. 
31 Março M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
SIMP.TCC/Sem.IC. 2019(17);1693-1705 CENTRO UNIVERSITÁRIO ICESP / ISSN: 2595-4210 
1699 
32 Março M Mestiço Noturno 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
33 Março M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
34 Março M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
35 Março M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
36 Março F BH Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
37 Março F BH Matutino 
Passou pelo procedimento de sondagem e apresentou 
características anormais do conteúdo gástrico. Fez-se 
a Laparotomia e constatou um Deslocamento de Colón, 
caso cirúrgico. Foi para o centro cirúrgico da UNB dia 
30, retornou para a polícia dia 31, ficou em observação 
apresentando melhora. 
38 Abril M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástricapara a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
39 Abril M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
40 Abril M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
41 Abril F BH Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
42 Abril F BH Noturno 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
43 Abril M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
44 Abril M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
45 Abril M Mestiço Matutino 
Foi feito o tratamento normal e não obteve resultado. 
Feito uma Laparotomia descobriu-se que o animal es-
tava com um Deslocamento de Cólon, caso cirúrgico. 
Foi encaminhado para a UNB para a cirurgia ás 12:00, 
as 20:00 retornou para a polícia. Está em observação e 
apresentando melhora. 
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1700 
46 Abril M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
47 Abril M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
48 Abril M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
49 Abril M BH Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
50 Abril M BH Vespertino 
Não pode comer feno e nem ração, apenas verde em 
poucas quantidades até segunda ordem do veterinário. 
Usou óleo mineral. 
51 Maio M Mestiço Noturno 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go e o animal não apresentou melhora, ficou em obser-
vação. Foi encaminhado para a UNB, ás 10:30 foi en-
caminhado para o centro cirúrgico e depois ficou em 
observação. No dia 11 veio a óbito ás 09:00. 
52 Maio M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
53 Maio F BH Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
54 Maio M Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
55 Maio F Mestiço Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
56 Maio F BH Vespertino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
57 Maio M Mestiço Matutino 
Usou a sonda nasogástrica para a lavagem do estoma-
go, o animal ficou em observação e apresentou melho-
ra. 
A figura 3 ilustra o número de atendimentos mensais na RPMON de acordo com o sexo do animal. 
É possível observar um maior número de atendimentos em machos do que em fêmeas. 
 
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Figura 3. Atendimento em relação ao sexo do animal. 
 
 A figura 4 ilustra o período de atendimento dos casos de síndrome do abdômen agudo de equinos 
na RPMON. Nos meses de janeiro, fevereiro e maio, foi observado um maior número de atendimentos no 
período vespertino. Já nos meses de março e abril foi observado um maior número de atendimentos no 
período matutino. 
 
 
Figura 4. Atendimento por período. 
 
A figura 5 ilustra o número de atendimentos mensais na RPMON de acordo com a raça do animal. É 
possível observar um maior número de atendimentos em mestiços. 
 
 
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1702 
 
Figura 6. Atendimento por raças. 
 
4. Relato de Caso 
Equino macho, alazão chegou a 
veterinária no período da manhã do dia 7 de 
setembro de 2018 com suspeita de cólica, pois 
deitava e rolava mais de uma vez na baia, fazia 
movimentos de cavar o chão, posição de micção 
e olhava para o flanco. A figura 6 mostra o animal 
relatado. 
 
 
Figura 6. Equino macho, caso de cólica. 
Foto: Arquivo pessoal. 
 
O animal recebia como alimento ração 
peletizada 6 kg/ dia dividido em três porções e 
feno à vontade. Após o diagnóstico de cólica, o 
tratamento foi realizado utilizando-se uma sonda 
nasogástrica para a lavagem do estômago e foi 
retirado o alimento que apresentava um cheiro 
azedo forte. 
Posteriormente foi deixado um pouco de 
água no estômago do animal e foi realizado um 
procedimento de se movimentar o equino em um 
terreno com declive (Figura 7), levando o animal a 
subir e a descer. Esse procedimento foi realizado 
com o objetivo de a água remanescente no 
estômago alcançar locais que a sonda não 
alcançou e assim lavar qualquer resto de alimento 
que tenha restado. 
 
 
Figura 7 . Morro de terra. 
Foto: Arquivo pessoal. 
 
Em seguida retirou-se a água 
remanescente e o equino ficou 24 horas em 
observação. Foi oferecido um pouco de feno para 
estimular seu apetite e o movimento de seu 
sistema gastrointestinal. O animal apresentou 
melhora. 
Em casos de cólica o procedimento 
padrão de tratamento na RPMON é por meio do 
uso de sonda nasogástrica para a lavagem do 
estômago e em seguida a observação do animal 
por 24 horas. Na maioria dos casos consegue-se 
identificar a cólica equina no estágio inicial, 
facilitando o tratamento e a recuperação do 
animal. 
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1703 
5. Discussão: 
O levantamento de número de casos de 
cólica equina permitiu a observação da condição 
em machos e fêmeas, em BH e mestiços, o que 
vai de encontro ao relatado por Alcoforado (2014), 
que menciona que a cólica pode acometer 
qualquer raça, sexo e idade dos equinos 
A aparente diferença entre o número de 
casos de acordo com o sexo ou com a raça neste 
levantamento não indica necessariamente uma 
maior incidência de casos em machos nem uma 
maior incidência de casos em mestiços, uma vez 
que no local existem mais animais machos do 
que fêmeas e mais animais mestiços do que BH. 
Em relação à forma de tratamento, o uso 
da sonda nasogástrica se mostrou efetivo, 
corroborando Fernandes (2009), que menciona a 
utilidade da sonda na eliminação de gases e no 
esvaziamento do liquido gástrico. Na literatura 
existem casos em que a sonda não produz um 
resultado esperado (ALMEIDA e HENRIQUES, 
2014) e casos em que a sonda apresenta 
resultados positivos (LARANJEIRA e ALMEIDA, 
2008). Fatores que podem interferir no sucesso 
do uso da sonda, observado no presente relato, é 
a causa da cólica relacionada com presença de 
alimento no estômago e o diagnóstico inicial. 
É importante ressaltar que uma 
alimentação regular e sem excesso, o acesso 
permanente a água limpa, um regime de 
exercícios, avaliações regulares e controle de 
parasitas intestinais são medidas que evitam a 
ocorrência de cólica equina. Ainda, é importante 
que pessoas que manejam cavalos tenham 
conhecimento suficiente para identificar sinais de 
cólica e proceder adequadamente, pois isso pode 
ser um fator determinante da vida do animal. 
 
 
 
 
 
 
 
Agradecimentos: 
 
Primeiramente a Deus, aos meus pais que nunca 
desistiram e sempre me incentivaram a continuar, 
a minha orientadora, Mariana, que teve paciência 
e dedicação para me auxiliar nesse trabalho e a 
todos que de alguma forma contribuíram para 
esse momento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1704 
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