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É preciso responder a todas as questões, pois o sistema não permite o envio do cartão com respostas em branco. ● Uma hora após o encerramento do prazo para preencher o cartão-resposta, você receberá um e-mail com o gabarito para conferir seus acertos e erros. Caso você seja aluno da Assinatura Ilimitada, você receberá, com o gabarito, a prova completa comentada – uma vantagem exclusiva para assinantes, com acesso apenas pelo e-mail e pelo ambiente do aluno. Em caso de solicitação de recurso para alguma questão, envie para o e-mail: treinodificil_jogofacil@grancursosonline.com.br. Nossa ouvidoria terá até dois dias úteis para responder à solicitação. Desejamos uma excelente prova! 3 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS TEXTO E GRAMÁTICA FERNANDO MOURA/ELIANE FONTANA/CLAITON NATAL TEXTO I Leia o texto seguinte para responder às questões propostas. � Época de eleições sempre é muito agitada. Incrível como muitos aspectos da política se assemelham com religião, dado o fervor com que os adeptos de um ou outro candidato discutem. Seria essa tendência a unir toda forma de poder e, consequentemente, toda forma de defender esse poder algo intrínseco de nossa personalidade? Esse é um bom tema para trabalhos de psicologia evolutiva, mas não é sobre isso que quero escrever agora. O assunto desse tópico, na verdade, é um pouco mais amplo, para discutir pe- quenos aspectos de nosso processo eleitoral. Em primeiro lugar, por que é que temos eleições? Acho que a resposta mais óbvia é que nosso sistema é de uma democracia indireta, ou seja, o povo em si não participa de todos os passos da elaboração das leis e do governo em si, mas, na verdade, elege seus representantes. No Brasil, elegemos diretamente representantes para os poderes Executivo e Legislativo. � O primeiro aspecto que quero discutir é sobre justamente o processo de eleição. O voto no Brasil é obrigatório. Todo cidadão acima de dezoito anos tem o dever de com- parecer no dia e período predeterminados à sua seção eleitoral e depositar seu voto na urna. O voto é facultativo apenas para jovens entre dezesseis e dezoito anos e eleitores com mais de setenta, de acordo com a Constituição Federal, no artigo 14. Embora haja discussão sobre isso, penso que se trata de termos o dever de exercer nosso direito de escolher nossos representantes! Isso soa muito estranho. Entretanto, para um povo que precisa de uma lei para não votar em políticos corruptos talvez não seja tão estranha as- sim. Na realidade, parece existir um medo generalizado da classe política de nos dar efe- tivamente este direito. Um medo de haver um esvaziamento de eleitores pelo menos nas primeiras eleições, o que, na minha opinião, demonstraria o tamanho da indignação do povo com tanta corrupção vista nessa classe. Por outro lado, embora tenhamos o dever de comparecer às urnas, não somos obrigados a escolher entre um ou outro candidato. Temos a possibilidade de votar em branco ou nulo. Essa me parece a opção mais demo- crática e ideal para dar nosso voto de protesto. Vale lembrar que escolher essa opção implica invalidar um voto, tornando a quantidade de votos válidos para que um candidato se eleja em primeiro turno, por exemplo, menor. Rubens Pazza, Folha de São Paulo (com adaptações). 1 5 10 15 20 25 4 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS Julgue os itens a seguir com base nos aspectos morfossintáticos e estilísticos do texto. 1. Em “O primeiro aspecto que quero discutir é sobre justamente o processo de eleição”, há indícios de subjetividade no texto em razão da presença da função dêitica, o que não ocorre em “Temos a possibilidade de votar em branco ou nulo”, em que há objetividade. 2. Na linha 2 do texto, o pronome relativo “que”, precedido da preposição “com”, exerce função sintática de objeto indireto. 3. Em “..., por que é que temos eleições?” e em “…a resposta mais óbvia é que nosso sis- tema é de uma democracia indireta”, as ocorrências destacadas da palavra “que” têm função expletiva. 4. Em “…mas não é sobre isso” e em “Embora haja discussão sobre isso”, os conectivos destacados estão no campo da oposição semântica. Destaque-se que o primeiro ele- mento é adversativo e ocorre nas relações de coordenação, e o segundo elemento é concessivo e ocorre nas relações de subordinação. 5. Na penúltima linha do texto, a preposição “em” pode ser registrada após o verbo “impli- car”, sem que se fira a gramática tradicional ou diacrônica. 6. O trecho “... embora tenhamos o dever de comparecer às urnas, não somos obrigados a escolher entre um ou outro candidato” admite a seguinte reescritura, sem prejuízo para a correção gramatical e para a coerência textual: “...conquanto se tem o dever de comparecer às urnas, não somos obrigados a escolher dentre um ou outro candidato”. 7. O texto de Rubens Pazza não evidencia, nos dois parágrafos, elementos dêiticos. 8. No primeiro período do segundo parágrafo, a preposição “sobre” pode ser eliminada, sem prejuízo para a correção gramatical e para a coerência textual. 9. No trecho “Na realidade, parece existir um medo generalizado da classe política de nos dar efetivamente este direito. Um medo de haver um esvaziamento de eleitores pelo menos nas primeiras eleições, o que, na minha opinião, demonstraria o tamanho da indignação do povo com tanta corrupção vista nessa classe”, os termos sublinhados são, respectivamente, do ponto de vista sintático, adjunto adnominal, adjunto adnominal e complemento nominal. 10. A retirada do sinal indicativo de crase em “Todo cidadão acima de dezoito anos tem o dever de comparecer no dia e período predeterminados à sua seção eleitoral...” (ℓ. 13-14) altera as relações de sentido entre os termos, mas preserva sua correção gramatical. 5 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS 11. No trecho “Embora haja discussão sobre isso” (ℓ. 16-17), a locução destacada estabe- lece um propósito de comparação no período e pode, sem prejuízo para as relações semânticas do contexto, ser substituída por “Entretanto”. 12. Em “Seria essa tendência a unir toda forma de poder” (ℓ. 3), “a” é preposição. 13. Na linha 22, as vírgulas utilizadas em “, o que, na minha opinião,”, no interior do período que termina na palavra “opinião”, têm a função de separar elementos de mesmafunção gramatical. 14. Na frase “Acho que a resposta mais óbvia...”, o termo destacado exerce função sintá- tica de complemento direto da forma verbal “achar”. TEXTO II Leia o texto a seguir para responder às questões seguintes. À Carolina Querida ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei pobre querida Trazer-te o coração do companheiro. Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro Que, à despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pos um mundo inteiro. Trago-te flores ─ restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos E ora mortos nos deixa e separados. Que eu, se tenho nos olhos malferidos Pensamentos de vida formulados, São pensamentos idos e vividos. (Machado de Assis. In: LINS, Álvaro & BUARQUE DE HOLANDA, Aurélio/adaptado.) 6 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS Com base no texto, julgue os itens seguintes. 15. O termo “Em que” (v. 2) representa, sintaticamente, adjunto adverbial. 16. O verbo “Pulsa” (v. 5) classifica-se, quanto à predicação, como transitivo direto e indireto. 17. No verso “Da terra que (A) nos (B) viu passar unidos (C)”, destacaram-se, respecti- vamente: (A) sujeito do verbo “viu”; (B) sujeito do verbo “passar”; (C) predicativo do sujeito “nos”. 18. Em “Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro / Que, a despeito de toda a humana lida, / Fez a nossa existência apetecida”, destacaram-se os núcleos de um predicado verbo-nominal. 19. Considerando que o texto foi adaptado para a realização desta prova, provocaram-se erros de natureza gramatical nos versos 1, 3, 6 e 8. 20. Quanto à tipologia, o texto corresponde a uma prosa poética. 21. As expressões “o coração do companheiro” e “Pensamentos de vida” são estruturas semelhantes sintaticamente, pois são formadas por substantivos mais preposição de seguida de outro substantivo. Na primeira, tem-se adjunto adnominal – termo que desempenha papel de agente. Na segunda, o termo desempenha papel de paciente, logo é complemento nominal. 22. No verso 1 da primeira estrofe, pode-se afirmar que há um desvio sintático. 23. No verso 1 da terceira estrofe, o pronome “te” pode ser deslocado para o início do perí- odo sem causar prejuízo para correção gramatical e ideias do texto. 24. No trecho “Que, à despeito de toda a humana lida”, a locução destacada pode, sem prejuízo para o sentido original do texto, ser substituída por “apesar de”, “em que pese a” ou “não obstante”. 25. No verso “Em que descansas dessa longa vida,” a palavra “que” exerce função sintática de objeto indireto. 7 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS � A modernidade é um contrato. Todos nós aderimos a ele no dia em que nascemos e ele regula nossa vida até o dia em que morremos. Pouquíssimos entre nós são capazes de rescindi-lo ou transcendê-lo. Esse contrato configura nossa comida, nossos empre- gos e nossos sonhos; ele decide onde moramos, quem amamos e como morremos. À primeira vista, a modernidade parece ser um contrato extremamente complicado, por isso poucos tentam compreender no que exatamente se inscreveram. É como se você tivesse baixado algum software e ele te solicitasse assinar um contrato com dezenas de páginas em “juridiquês”; você dá uma olhada nele, passa imediatamente para a última página, tica em “concordo” e esquece o assunto. Mas a modernidade, de fato, é um contrato surpreendentemente simples. O contrato interno pode ser resumido em uma única frase: humanos concordam em abrir mão de significado em troca de poder. Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações). A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens seguintes. 26. A expressão “em que” (linha 1) poderia ser substituída por no qual ou onde, sem pre- juízo para a correção e para as ideias do texto. 27. Com os necessários ajustes de letras maiúsculas e minúsculas, na linha 4, a substitui- ção do ponto e vírgula por ponto mantém a correção e a coerência do texto. 28. Considerando-se as regências do verbo esquecer prescritas para o português, estaria correta a seguinte reescrita para a oração “e esquece o assunto” (linha 9): e esquece- -se do assunto. 29. Na linha 1, a inserção de uma vírgula imediatamente antes do conectivo “e” prejudica a correção gramatical do período. 30. No trecho “poucos tentam compreender no que exatamente se inscreveram” (linha 6), a substituição de “no que” por o que preserva a correção gramatical do texto. 1 5 10 8 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS � Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de “alerteza”. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la — como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope. Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E esse desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida. Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega. Clarice Lispector. Declaração de amor. In: Crônicas para jovens: de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Digital, p. 11 (com adaptações) A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens seguintes. 31. Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, o trecho “E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de 'alerteza'” (linhas de 2 a 4) poderia ser reescrito da seguinte maneira: Visto que não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa lin- guagem de sentimento e de “alerteza”. 32. A substituição do vocábulo “Sobretudo” (linha 5) por Mormente prejudica a correção e o sentido original do texto. 33. A forma verbal “escrevem” (linha 11) está no plural para concordar com o vocábulo “os”. 34. A inserção de uma vírgula imediatamente após “Às vezes” (linha 7) prejudica a correção gramatical do texto. 35. Na linha 7, o emprego do sinal indicativo de crase em “Às vezes” independe da regência do verbo reagir (linha 7). 1 5 10 15 9 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS REDAÇÃO OFICIAL MÁRCIO WESLEY Acerca das orientações do Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), 3ª edição, de 27/12/2018, no que se refere à adequação da linguagem nas correspondências oficiais, julgue os itens sobre os atributos da redação oficial. 36. A concisão em correspondências oficiais requer economia na quantidade de palavras e limitação no conteúdo. Para alcançar a concisão, é fundamental administrar o tempo a fim de ser possível uma revisão do texto. 37. A impessoalidade consiste na observância de modelos de formatação e no emprego de um padrão oficial de linguagem. 38. Deve-se evitar,em comunicações oficiais, expressões como “Tenho a honra de”, “É com imensa satisfação que comunico”, “cordiais saudações”. Quanto ao emprego de pronomes de tratamento e de vocativo, bem como quanto ao for- mato adequado para o endereçamento de correspondências oficiais, julgue os itens seguintes. 39. Em ofício encaminhado para o Governador de um estado, é correto empregar o voca- tivo “Senhor Governador,” e o tratamento “Vossa Excelência” (por extenso ou abre- viado), bem como iniciar o endereçamento com “A Sua Excelência o Senhor”. 40. Uma comunicação recebida por um Deputado Federal deve ter no vocativo a expressão “Excelentíssimo Senhor Deputado,”, sem abreviação. 41. Quando enviada a um Juiz de direito que tenha concluído o curso de doutorado, uma correspondência oficial deve empregar o tratamento formal “doutor” e o adjetivo “digníssimo”. Quanto à adequação do formato das correspondências oficiais, de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, 3ª edição, julgue os itens subsequentes. 42. Os parágrafos devem ser todos numerados, desde o primeiro, sempre que o texto ultra- passar a quantidade de quatro parágrafos. Os números dos parágrafos são dispostos junto à margem esquerda, e depois é deixado um espaço de recuo de 2,5 cm até o início do parágrafo. 10 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS 43. No alto, após a identificação do expediente, posicionada na margem direita, a data é corretamente indicada da seguinte forma: Salvador, 7 de outubro de 2020. 44. Entre os fechos adequados para encerrar uma correspondência oficial, pode-se esco- lher entre os seguintes, conforme a hierarquia entre remetente e destinatário: “Atenta- mente,” e “Respeitosamente,”. 45. O trecho seguinte está adequado para iniciar um ofício de mero encaminhamento que atendeu ao pedido recebido por meio de outro ofício: Em atendimento ao OFÍCIO No XX/2020/PGR, de 28/9/2020, encaminho anexas as cópias do relatório e as planilhas de custos correspondentes. 11 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS GABARITO 1 e 16 e 31 c 2 e 17 c 32 e 3 e 18 c 33 c 4 c 19 c 34 e 5 e 20 e 35 c 6 e 21 e 36 e 7 e 22 c 37 e 8 c 23 e 38 c 9 c 24 c 39 c 10 e 25 e 40 e 11 e 26 e 41 e 12 c 27 c 42 e 13 e 28 c 43 c 14 e 29 e 44 e 15 c 30 e 45 c https://questoes.grancursosonline.com.br 13 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS TEXTO E GRAMÁTICA FERNANDO MOURA/ELIANE FONTANA/CLAITON NATAL TEXTO I Leia o texto seguinte para responder às questões propostas. � Época de eleições sempre é muito agitada. Incrível como muitos aspectos da política se assemelham com religião, dado o fervor com que os adeptos de um ou outro candidato discutem. Seria essa tendência a unir toda forma de poder e, consequentemente, toda forma de defender esse poder algo intrínseco de nossa personalidade? Esse é um bom tema para trabalhos de psicologia evolutiva, mas não é sobre isso que quero escrever agora. O assunto desse tópico, na verdade, é um pouco mais amplo, para discutir pe- quenos aspectos de nosso processo eleitoral. Em primeiro lugar, por que é que temos eleições? Acho que a resposta mais óbvia é que nosso sistema é de uma democracia indireta, ou seja, o povo em si não participa de todos os passos da elaboração das leis e do governo em si, mas, na verdade, elege seus representantes. No Brasil, elegemos diretamente representantes para os poderes Executivo e Legislativo. � O primeiro aspecto que quero discutir é sobre justamente o processo de eleição. O voto no Brasil é obrigatório. Todo cidadão acima de dezoito anos tem o dever de com- parecer no dia e período predeterminados à sua seção eleitoral e depositar seu voto na urna. O voto é facultativo apenas para jovens entre dezesseis e dezoito anos e eleitores com mais de setenta, de acordo com a Constituição Federal, no artigo 14. Embora haja discussão sobre isso, penso que se trata de termos o dever de exercer nosso direito de escolher nossos representantes! Isso soa muito estranho. Entretanto, para um povo que precisa de uma lei para não votar em políticos corruptos talvez não seja tão estranha as- sim. Na realidade, parece existir um medo generalizado da classe política de nos dar efe- tivamente este direito. Um medo de haver um esvaziamento de eleitores pelo menos nas primeiras eleições, o que, na minha opinião, demonstraria o tamanho da indignação do povo com tanta corrupção vista nessa classe. Por outro lado, embora tenhamos o dever de comparecer às urnas, não somos obrigados a escolher entre um ou outro candidato. Temos a possibilidade de votar em branco ou nulo. Essa me parece a opção mais demo- crática e ideal para dar nosso voto de protesto. Vale lembrar que escolher essa opção implica invalidar um voto, tornando a quantidade de votos válidos para que um candidato se eleja em primeiro turno, por exemplo, menor. Rubens Pazza, Folha de São Paulo (com adaptações). 1 5 10 15 20 25 14 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS Julgue os itens a seguir com base nos aspectos morfossintáticos e estilísticos do texto. 1. Em “O primeiro aspecto que quero discutir é sobre justamente o processo de eleição”, há indícios de subjetividade no texto em razão da presença da função dêitica, o que não ocorre em “Temos a possibilidade de votar em branco ou nulo”, em que há objetividade. Errado. Em “O primeiro aspecto que (eu) quero discutir é sobre justamente o processo de eleição” há indícios de subjetividade no texto em razão da presença da função dêitica (“eu”: dêitico subjetivo, marca de quem redige o texto). Em “(Nós) Temos a possibilidade de votar em branco ou nulo”, a subjetividade é transferida: “Nós” (inclusive “eu”). 2. Na linha 2 do texto, o pronome relativo “que”, precedido da preposição “com”, exerce função sintática de objeto indireto. Errado. Na linha 2 do texto, o pronome relativo “que”, precedido da preposição “com”, exerce fun- ção sintática de adjunto adverbial de modo. Veja: “dado o fervor com que os adeptos de um ou outro candidato discutem”. Como o pronome relativo “que” retoma “fervor”, obtém-se: “... os adeptos de um ou outro candidato discutem com fervor (aspectos da política e da religião)...”. Portanto, discutem “com fervor”, “fervorosamente”. 3. Em “..., por que é que temos eleições?” e em “…a resposta mais óbvia é que nosso sis- tema é de uma democracia indireta”, as ocorrências destacadas da palavra “que” têm função expletiva. Errado. Em “..., por que é que temos eleições?”, há a função expletiva (“por que temos eleições), mas, em “…a resposta mais óbvia é que nosso sistema é de uma democracia indireta”, temos conjunção integrante que introduz oração subordinada substantiva predicativa. 15 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS 4. Em “…mas não é sobre isso” e em “Embora haja discussão sobre isso”, os conectivos destacados estão no campo da oposição semântica. Destaque-se que o primeiro ele- mento é adversativo e ocorre nas relações de coordenação, e o segundo elemento é concessivo e ocorre nas relações de subordinação. Certo. De fato, em “…mas não é sobre isso” e em “Embora haja discussão sobre isso”, os co- nectivos destacados estão no campo da oposição semântica. Destaque-se que o primeiro elemento é adversativo e ocorre nas relações de coordenação, e o segundo elemento é concessivo e ocorre nas relações de subordinação. 5. Na penúltima linha do texto, a preposição “em” pode ser registrada após o verbo “impli- car”, sem que se fira a gramática tradicional ou diacrônica. Errado. Na penúltima linha do texto, a preposição “em” não pode ser registrada após o verbo “impli- car” sem que se fira a gramática tradicional ou diacrônica. Segundo esta, o verbo “implicar”, coma acepção de “acarretar”, é transitivo direto. 6. O trecho “... embora tenhamos o dever de comparecer às urnas, não somos obrigados a escolher entre um ou outro candidato” admite a seguinte reescritura, sem prejuízo para a correção gramatical e para a coerência textual: “...conquanto se tem o dever de comparecer às urnas, não somos obrigados a escolher dentre um ou outro candidato”. Errado. O trecho “... embora tenhamos o dever de comparecer às urnas, não somos obrigados a escolher entre um ou outro candidato” não admite a seguinte reescritura, sem prejuízo para a correção gramatical e para a coerência textual: “...conquanto se tem o dever de comparecer às urnas, não somos obrigados a escolher dentre um ou outro candidato”. O emprego do conectivo concessivo “conquanto” exige o emprego do verbo do modo subjun- tivo: “tenha”. Ademais, a forma “dentre” (com valor de “do meio de”) não cabe no contexto. Deve-se usar a forma “entre”. 7. O texto de Rubens Pazza não evidencia, nos dois parágrafos, elementos dêiticos. Errado. O texto de Rubens Pazza evidencia, nos dois parágrafos, elementos dêiticos, marcas de quem redige: “Acho”, “quero discutir”, “na minha opinião” e outras. 16 www.grancursosonline.com.br 2º Gran Simulado – Língua Portuguesa SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS 8. No primeiro período do segundo parágrafo, a preposição “sobre” pode ser eliminada, sem prejuízo para a correção gramatical e para a coerência textual. Certo. No primeiro período do segundo parágrafo, a preposição “sobre” pode ser eliminada, sem prejuízo para a correção gramatical e para a coerência textual. Veja: “O primeiro aspecto que quero discutir é justamente o processo de eleição”. Nesse caso, a oração principal apresenta a estrutura de sujeito, verbo de ligação e predicativo, sem prejuízo para a cor- reção gramatical: “O primeiro aspecto (sujeito) é (verbo de ligação) justamente o processo de eleição (predicativo do sujeito)”. https://grancursosonline.com.br/assinatura-ilimitada