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1 Resumo Ética a Nicômaco (Livros 1, 2 e 3) - PARTE 1 Resumo: Ética a Nicômaco – Aristóteles. Livros I, II e III PARTE 1 O Livro Primeiro, trata-se do conjunto de conceitos flexíveis, relativos, referentes às ações e suas finalidades e consequências. Vê-se que, as ações, as artes, ciências, conhecimentos, podem ter como finalidade ou bem, produtos cujos mesmos bens são distintos de sua atividade ou que são produtos que possuem em si suas finalidades. As atitudes que produzem finalidades são atividades que demandam a intervenção racional nesse sentido. As atividades, concorda-se em obra, possuem como “coisa comum” a felicidade; e à felicidade Aristóteles se permite atribuir uma imensidão de exemplos do que se possa constituí-la enquanto tal. Mas, para início de raciocínio, Aristóteles procura tornar claro que não há, no entanto, conceituação universal para um valor relativo em todo ser humano. Mas, nessa visão apresentada, trata-se da felicidade, portanto, diferente do prazer que a riqueza proporciona, tendo em vista que a riqueza não possui um fim em si, sendo somente útil ao fim que se procura alcançar. Enquanto que a felicidade, sendo o oposto disso, basta a si mesma. Diz-se também, que, nem tudo o que se almeja tem vistas em outro produto, outra finalidade, já que se configuraria como uma progressão infinidade e uma insatisfação vazia. Não se atendo demais aos conceitos ainda não totalmente consolidados, aponta que haja três tipos de vida, a vida política cuja finalidade é a honra, sendo essa também relativa à medida que depende mais de quem a recebe; a vida contemplativa e a vida consagrada ao ganho, cuja riqueza se baseia na utilidade e na qual é vivida em função de outra finalidade. Em Aristóteles se percebe uma grave necessidade de explicitação, de uma didática efetiva, por assim dizer. Coube então, tentar conceituar o valor do bem ou sumo bem, nas quais são produto da vida política, sendo essa a mais virtuosa pois determina as ciências necessárias ao Estado e cuja finalidade se dá ao bem humano, uma noção de bem coletivo. Porém, a noção de “bem universal” se torna grave no ponto em que ela se faz concorrente no entender de todos os homens presentes, sendo essa noção, portanto, inalcançável nesse ponto de vista. O bem de cada atividade é “aquilo em cujo interesse se fazem todas as outras coisas”. A felicidade, seguindo essa mesma lógica, possui um fim em si que se utiliza de outras coisas para que seja alcançada, porém, não se busca a felicidade como forma de alcançar outras coisas. Dizer que a felicidade em si se basta também não o é sob a ótica da autossuficiência quando se trata de um benefício a um indivíduo isoladamente, não é virtuoso.