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16/11/2016 1 Movimento Periódico Prof. Cristiano Oliveira Ed. Basilio Jafet – sala 202 crislpo@if.usp.br Fisica I ‐ IO A compreensão de movimentos periódicos é essencial para o estudo de ondas, som, correntes alternadas, luz, radiação, etc. Um corpo que está em movimento periódico está em uma situação de equilíbrio estável. Quando é colocado fora deste ponto de equilíbrio surge uma força, ou torque, restaurador e o coloca de volta no equilíbrio. Existem vários tipos de sistemas que seguem movimentos periódicos, mas utilizaremos como exemplos simples pêndulos e sistemas massa‐mola. Estes sistemas servem de base para a descrição de outros casos mais complexos. Movimento Periódico LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 2 Movimento Periódico Movimento Periódico LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 3 Descrevendo oscilações Tirando uma mola de sua posição de equilibrio, surge uma força restauradora. Amplitude, frequência e frequência angular A amplitude do movimento, denotada por A, é o valor em módulo do máximo deslocamento a partir do equilíbrio (|x|), É um valor sempre positivo. A unidade dependerá do tipo de oscilação que estivermos olhando. Se for a oscilação de uma mola, a unidade seria o metro (m). O período, T, é o tempo que leva para termos um ciclo. É uma quantidade sempre positiva. No SI sua unidade é em segundos mas algumas vezes se utiliza "segundos por ciclo". A frequência, f, é o numero de ciclos que se tem por unidade de tempo. É uma quantidade sempre positiva. No SI sua unidade é o hertz: A frequência angular, , é 2 vezes a frequência f: Da definição de f ,T e é obvio que, LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 4 Movimento Harmônico Simples O tipo mais simples de oscilação ocorre quando uma força restauradora Fx é diretamente proporcional com o deslocamento a partir do equilíbrio, x. Isto ocorre em uma mola que segue a Lei de Hooke. A constante de proporcionalidade entre Fx e x é a constante de mola, k. Quando se tira o corpo da posição de equilíbrio, Fx e x sempre possuem sinais opostos. A componente x da força que a mola exerce no corpo é: Esta equação fornece o modulo e sinal corretos para a força, independente do valor de x (positivo, negativo ou nulo). A constante de mola k é sempre positiva e tem unidade de N/m. Como não assumimos atrito, equação acima provê a força resultante no corpo. Quando a força resultante é diretamente proporcional ao deslocamento a partir do equilíbrio, a oscilação é chamada movimento harmônico simples, MHS (simple harmonic Movement ‐ SHM) LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 5 Movimento Harmônico Simples Da segunda lei de Newton, maFx Mas, , logo2 2 dt xd a x m k a x m k dt xd 2 2 Equação diferencial de segunda ordem Um corpo cujo movimento satisfaz esta equação é denominado oscilador harmônico. Este caso é extremamente importante na física pois nem todos os movimentos periódicos são harmônicos simples, ou seja, a força restauradora pode depender de outras potencias do deslocamento. No entanto o oscilador harmônico simples serve como primeira aproximação em diversos casos onde as oscilações são pequenas. Movimento circular e o Movimento Harmônico Simples Iremos demonstrar que a projeção da bola no eixo horizontal (ou no vertical) descreve ummovimento harmônico simples. LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 6 Na animação abaixo é possível intuir que tal afirmação é verdadeira. Movimento circular e o Movimento Harmônico Simples Quando o ponto Q se move em torno do circulo de referencia com velocidade angular constante , o vetor OQ gira com a mesma velocidade angular. Este vetor girante é denominado fasor. A componente x do fasor no instante t é a coordenada x do ponto Q: Esta é também a coordenada x da sombra P, que é a projeção de Q no eixo x. Assim a velocidade x da sombra P ao longo do eixo x é igual à componente x do vetor velocidade no ponto Q. Como o ponto Q está em um movimento circular uniforme, sua aceleração aQ é sempre direcionada na direção de O. Assim, o modulo de aQ é constante e dado por: AaAv A v a QQ 2 2 ., LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 7 Movimento circular e o Movimento Harmônico Simples A componente de aQ é ax=‐ aQ cos, assim A aceleração do ponto P é diretamente proporcional ao deslocamento x e sempre tem sinal oposto a este. Como mostrado antes, estes são os requisitos do MHS. Esta equação é a mesma obtida para o oscilador harmônico se substituirmos a velocidade angular do ponto de referencia Q pela relação entre a constante de mola k e a massa m: Esta relação permite entender porque a velocidade angular do ponto Q pode ser entendida como frequência angular do ponto P. Se o ponto Q faz uma volta completa no tempo T então o ponto P vai e volta em um ciclo completo de oscilação neste mesmo tempo. Assim T é o período de oscilação. Durante o tempo T o ponto Q se desloca de 2 radianos, logo, sua velocidade angular é = 2 /T, o que justifica a relação entre frequência angular e frequência, Movimento circular e o Movimento Harmônico Simples Deste modo, podemos interpretar a frequência angular do movimento harmônico simples para um corpo de massa m sob a ação de uma força restauradora com constante de mola k: Desta forma, para um corpo oscilando em MHS o valor de é pré‐definido pelos valores de k em. A unidade de K é N/m, ou, kg/s2, assim, k/m = (kg/s2)/kg = s‐2. Quando tiramos a raiz obtemos s‐1, ou mais precisamente rad/s pois esta é uma frequência angular. (lembre que o radiano é uma medida angular vinda da razão entre dois comprimentos, ie, é um número puro) Assim, Quanto maior a massa, maior sua inercia, e assim menor sua aceleração: ela se move mais lentamente e leva mais tempo para completar um ciclo. Por outro lado, quanto mais dura a mola (kmaior) maior a força restauradora e assim maior a aceleração: maiores velocidades e menores tempos T por ciclo. LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 8 Diapasão de som Período e Amplitude no MHS O período e a frequência no MHS são determinados pela massa m e constante de mola k. Sendo assim, no MHS a o período e frequência não dependem da amplitude A. Definidos os valores dem e k, o tempo de uma oscilação é o mesmo independente de a amplitude ser grande ou pequena. Deslocamentos maiores acabam por causar forças restauradoras maiores e em consequência maiores acelerações. Este ganho de velocidade compensa o deslocamento maior e assim o tempo do ciclo se mantem constante. LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 9 Deslocamento, velocidade e Aceleração no MHS Para termos o conhecimento completo do MHS é necessário termos a solução da equação diferencial para o deslocamento x. Existem várias formas de obter a solução. Pela analogia com o movimento circular uniforme, fica claro que a solução envolve uma função seno ou cosseno pois a projeção do fasor era x=Acos. Agora, no MHS, = t + onde =(k/m)1/2 e o ângulo inicial do fasor. Assim, Veja que a escolha da função cosseno é arbitraria. A solução também pode ser escrita em termos de uma função seno pois “No movimento harmônico simples, a posição é periódica e com perfil senoidal em função do tempo.” Deslocamento, velocidade e Aceleração no MHS O valor da função cosseno varia entre ‐1 e 1, logo, x sempre está entre ‐A e A. Assim A é a amplitude do movimento. O período T é o tempo para um ciclo completo de oscilação. A função cosseno repete a si mesma sempre que a quantidade nos parênteses aumenta pela quantidade 2 radianos. Assim, Se iniciamos em t=0, o tempo T para um ciclo completo é, Que repete a equação obtida anteriormente.LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 10 Deslocamento, velocidade e Aceleração no MHS A constante é chamada de angulo de fase, e nos fornece o ponto deinicio do movimento para t=0. Para t=0 temos o ponto x0. Assim, Deslocamento, velocidade e Aceleração no MHS Definida a função que descreve o deslocamento podemos obter a velocidade e a aceleração do sistema, A velocidade vx oscila entre vmax = +A e ‐vmax = ‐ A, e a aceleração varia entre amax=+2A e – amax =‐ 2A. Como 2=k/m, que é o mesmo resultado obtido para o MHS. LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 11 Deslocamento, velocidade e Aceleração no MHS Se nos é dado uma posição inicial x0 e uma velocidade inicial vx0 para um corpo em movimento oscilatório, pode‐se determinar a amplitude A e o angulo de fase . Se a velocidade inicial é vx0, colocamos t=0 na equação da velocidade e obtemos, Para obtermos , dividimos a equação de v0x pela equação de x0: Para obtermos A, temos, (1) coscos 22200 AxAx sin0 Av x sin0 A v x (2) cos22 2 2 0 A v x 2 2 02 0 2 2 02 0 222 2 2 02 0 2222 sincos sincos (2)(1) x x x v xA v xA v xAA LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 12 Energia no MHS Para um oscilador massa‐mola a força feita pela mola é a única força horizontal agindo no corpo. A força feita por uma mola ideal é conservativa, e as forças verticais não realizam trabalho. Logo a energia mecânica é conservada. A energia cinética é K=½mv2 e a energia potencial U=½kx2. Logo, como E=K+U, Quando o corpo atinge a máxima amplitude, x=A, ele para momentaneamente e volta no sentido oposto. Logo, quando x=A (ou ‐A), vx=0. neste ponto a Energia é totalmente potencial sendo, E=½kA2. Como E é constante temos, Este resultado pode ser demonstrado diretamente, utilizando as expressões de vx e x, e lembrando que 2=k/m LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 13 Podemos obter a velocidade do corpo em MHS em termos da amplitude e da posição: Os dois possíveis sinais indicam que o corpo pode estar se movendo em ambos os lados da posição de equilíbrio. Veja que a máxima velocidade ocorre quando x=0 (posição de equilibrio), sendo Energia no MHS : Interpretando U, K e E 2 2 1 kxU 222 2 1 2 1 xAkmvK x Parábola com concavidade para baixo Parábola com concavidade para cima 2222 2 1 2 1 2 1 kAxAkkxKUE Energia mecânica constante! LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 14 LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 15 APLICAÇÕES DO MHS MHS na vertical Vamos supor que uma mola de constante k suspende um corpo com massa m. As oscilações agora ocorrerão na vertical. Inicialmente o corpo é sustentado parado, em equilíbrio. Nesta posição a mola é esticada de uma quantidade dL de modo que a força exercida pela mola equilibra o peso mg: Quando o corpo está a uma distancia x acima da posição de equilíbrio, a distensão da mola é Dl‐x. A força resultante no corpo é então, k(l‐x) e a componente resultante será: Ou seja, uma força para baixo com modulo kx. Similarmente, quando a distensão é para baixo, surge uma força para cima. Sendo assim a oscilação ocorre em torno da nova posição de equilíbrio induzida pelo peso do corpo.LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 16 MHS angular Um relógio mecânico mantem a hora baseado nas oscilações de uma roda de balanço. A roda possui momento de inércia I em torno do eixo. Uma mola helicoidal exerce um torque restaurador z que é proporcional ao deslocamento angular , a partir de sua posição de equilíbrio. Escrevemos z = ‐ , onde (kappa) é a constante de torsão. Usando a segunda Lei de Newton Rotacional, = I = Id2/dt2, obtemos A forma desta equação é a mesma da anterior, alterando x por e k/m por / I. Assim, temos uma forma angular do movimento harmônico simples. Com isso podemos escrever : O movimento de uma roda de balanço oscilando é harmônico simples! LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 17 Pendulo simples O pendulo simples é um modelo idealizado de um ponto material suspenso por uma corda sem massa e inextensível. Quando o ponto material é movido para um dos lados de sua posição de equilíbrio, ele oscila em torno desta posição de equilíbrio. O caminho do ponto material não é uma linha reta, mas sim um arco de circulo com raio L igual ao comprimento da corda. Vamos definir a coordenada x como sendo a distancia ao longo do arco Se o movimento é harmônico simples, a força restauradora deve ser diretamente proporcional a x, ou, como x = L, a . Iremos demonstrar isso. Na figura ao lado representamos as forças na massa em termos das componentes tangenciais e radiais. Percebeu que independentemente da distância percorrida pelo pêndulo, o tempo para completar o movimento é sempre o mesmo. A duração do movimento pendular não é afetada pelo peso do corpo suspenso, mas sim pelo tamanho da corda que o suspende. Galileu Galilei Pendulo simples LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 18 43200USD$ http://www.panerai.com/en/collections/clocks‐ and‐instruments/pendulum‐clock/643‐pendulum‐ clock‐pam00500 Interessantemente, Galileo Galilei morreu sem ver seu relogio ser implementado, em 1641. Seu filho, Vincenzo Galilei decidiu tentar finalizar o projeto em 1649, usinando ele proprio as engrenagens. Infelizmente morreu alguns meses depois sem ter o relogio funcionando. Em 1659, Vincenzo Viviani, amigo e biografo de Galileo recuperou os desenhos e levou para o Principe de Florentina. Somente o desenho sobrou pois todas as partes mecanicas feitas pelos Galilei haviam desaparecido. Tida como primeira invenção de Galileo, o relogio de pendulo foi finalmente implementado pelo mestre relojoeiro de Florentina, Eustachio Porcellotti in 1887. Atualmente a Empresa PANERAI reproduz replicas do relogio de Galileo. Pendulo simples A força restauradora F é a componente tangencial da força resultante: A força restauradora é feita pela gravidade. A tensão T faz o ponto material se mover no arco. A força restauradora não é proporcional a mas a sin, logo, em principio, não é um movimento harmônico simples. Porém se o angulo é pequeno, sen é praticamente igual a , quando o angulo é dado em radianos. Por exemplo, quando =0.1 rad (~6º), sin =0.0998, uma diferença de 0.2%. Com essa aproximação, A força restauradora é proporcional a coordenada para pequenos deslocamentos com constante de mola k = mg/L. Assim a frequência angular do pendulo para pequenas oscilações é, LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 19 Pendulo simples Assim, para um pendulo simples com pequenas oscilações: Note que estas formulas não envolvem a massa da partícula. Isso ocorre pois a força restauradora é o peso da partícula, o qual é proporcional a m. Para pequenas oscilações o período do pendulo, para um dado g, depende somente do comprimento do mesmo. Deve‐se ter em mente que o pendulo é aproximadamente harmônico simples. Quando a amplitude não é pequena a diferença para o harmônico simples é substancial. Para se ter uma ideia do qual pequeno, significa, pode‐se ter a solução do pendulo em termos de uma serie de potencias do ângulo máximo : Por exemplo, se =15º, a diferença é menor que 0,5%. Como mencionado antes, um dos principais usos de pêndulos é para medida de tempo, uma vez que o período praticamente não depende da amplitude da oscilação. Assim, em relógios de pendulo, mesmo que a amplitude da oscilação diminua, o relógio continua marcando o tempo corretamente! LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 20 Pendulo Físico Um pendulo físico é qualquer pendulo real composto por um corpo extenso, então por uma massa concentrada em um único ponto como no pendulo simples. Para pequenas oscilações, o movimento de um pendulo real é muito semelhante ao de um pendulo simples. O corpo está preso a um pivô, que o permite girar sem atrito. A distancia deste pivô para o centro de gravidade(massa) do corpo é d e o momento de inércia deste corpo para com o eixo de rotação passando pelo pivô é I, com massa totalm. Quando o corpo se deslocado de seu equilíbrio, surge um torque restaurador dado por, O sinal negativo mostra que o torque é oposto ao deslocamento do corpo. Quando o corpo é solto, ele oscila em torno da posição de equilíbrio. Novamente o movimento não é harmônico simples pois o torque é proporcional a sen e não a . Pendulo Físico Similarmente ao caso do pendulo simples, se for pequeno, podemos aproximar sin por , em radianos. Assim, o movimento será aproximadamente harmônico simples. Assim, Da Segunda Lei de Newton para os torques, Novamente temos a equação diferencial de segunda ordem, característica do movimento harmônico simples. Neste caso, a relação k/m é dada pormgd/I, assim, Esta equação para o período é utilizada para a determinação experimental do momento de inércia de um corpo com forma complicada. Se suspendemos o corpo por um eixo passando pelo centro de gravidade, e medimos o período para pequenas oscilações, pode‐se determinar I. LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 21 LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 22 Oscilações amortecidas Ate agora abordamos sistemas oscilatórios sem atrito. Todas as forças são conservativas, a energia mecânica é constante e o sistema pode oscilar infinitamente sem a perda de amplitude. Sistemas reais sempre possuem forças dissipativas e assim as oscilações acabam a não ser que a perda da energia mecânica dissipada seja reposta de alguma maneira. Na ausência desta reposição, as oscilações cessam. A diminuição da amplitude de oscilação causada por forças dissipativas é denominada amortecimento e assim teremos as chamadas oscilações amortecidas. Oscilador Ideal Oscilador Amortecido Oscilações amortecidas O caso mais simples para se analisar é o oscilador harmônico com amortecimento por atrito que é proporcional à velocidade do corpo oscilatório. Temos este caso quando o corpo se move em um fluido viscoso, como em amortecedores de carro ou superfícies em contato lubrificadas por óleo. Na prática teremos uma força adicional, onde é a velocidade e b a constante que descreve a força da força de amortecimento. O sinal negativo mostra que a força é sempre oposta à direção da velocidade. A força resultante será, A segunda Lei de Newton para o sistema será, Tratar‐se de uma equação diferencial em x, similar à anterior , mas com o termo ‐bdx/dt. A resolução desta equação é feita com técnicas de resolução de equações diferenciais. Como Resolver? LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 23 Oscilações amortecidas Se o amortecimento é fraco, o movimento será descrito por, A frequência angular de oscilação´ será, Comparado com o caso sem amortecimento temos duas diferenças. Primeiro a amplitude de oscilação, dada por Ae‐(b/2m)t, não é constante e decresce com o tempo devido ao termo exponencial e‐(b/2m)t. Nesta condição temos o amortecimento fraco. Segundo, a frequência angular ´, não é igual à = (k/m)1/2 mas um pouco menor. Oscilações amortecidas A frequência angular ´poder ser até zero se b aumentar de modo que, Quando esta equação é satisfeita têm‐se a condição de amortecimento crítico. O sistema não oscila e retorna à posição de equilíbrio sem nenhuma oscilação. LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 24 Oscilações amortecidas Se b é maior que 2(km)1/2 a condição é chamada superamortecida. Novamente não temos oscilação, mas o sistema retorna ao equilíbrio mais lentamente que o amortecimento critico. Para o caso superamortecido tem‐se as solução, sendo C1 e C2 constantes que dependem das condições iniciais e a1 e a2 constantes determinadas por m, k e b. fraco critico supercritico t x(t)x(t) fraco critico supercritico t Energia em Oscilações Amortecidas Em oscilações amortecidas a força de amortecimento não é conservativa, assim a energia mecânica do sistema não é constante e decresce continuamente ate zero. Para obtermos a taxa de mudança de energia podemos partir da expressão da energia mecânica em um dado instante: Para obter a taxa de mudança desta quantidade, tomamos a derivada temporal: Mas, e , logo O termo é a taxa na qual a força de amortecimento faz trabalho no sistema (ou seja, potencia de amortecimento), que é igual a taxa com que a energia mecânica muda. Um comportamento análogo ocorre em circuitos elétricos contendo resistores, capacitores e indutores! Como, , temos: LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 25 Oscilações Forçadas e Ressonância Se aplicamos uma força externa variável, com frequência angular d em um oscilador harmônico amortecido, o movimento resultante é denominado oscilação forçada ou oscilação com força propulsora. Ele é diferente do movimento harmônico simples onde o sistema oscila com sua frequência natural ´ determinada porm, k e b. Em oscilações amortecidas o sistema dissipa a energia e para de se mover. No entanto, pode‐se manter uma oscilação em amplitude constante quando se aplica uma força externa que varia no tempo de modo cíclico, com frequência e períodos definidos. Denominamos esta força externa de força propulsora. Em oscilações forçadas, a frequência angular que o sistema é igual à frequência angular da força externa, d. Esta frequência não precisa ser igual a frequência angular natural do sistema. 0 2 2 kx dt dx b dt xd m )( 2 2 tfkx dt dx b dt xd m Como resolver as equações neste caso? Bem é necessário considerar outras formas de resolver equações diferenciais, agora com uma força externa. A solução será a composição da solução da equação homogênea com a obtida para a força externa: Solução Homogênea Solução Particular Solução Geral: Solução Homogênea + Solução Particular Oscilações Forçadas e Ressonância A solução homogênea, também denominada de transiente, se extingue rapidamente e o sistema entra em operação com a solução particular. O caso mais simples de força externa é a inserção de uma força oscilatória na forma senoidal (cossenoidal). Por exemplo, se tomarmos uma força na forma, F(t) = Fmax cos d t , a amplitude da oscilação resultante será dada por: Em um gráfico A vs. d /, teremos um máximo em d= (=(k/m)1/2 ). A altura deste pico pode aumentar ou diminuir, dependendo do fator de amortecimento (b ou b/m). Pode‐se mostrar que a largura do pico varia com 1/b. 22222 max )/( dd mbm F A Note que o extremo de baixa frequência, d=0, fornece, A=Fmax/k. isso corresponde a uma força constante Fmax, e deslocamento A=Fmax/k a partir do equilíbrio, como esperado. LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 26 Oscilações Forçadas e Ressonância )( 0b para )/( 22 max 22222 max d dd m F A mbm F A O fato da amplitude aumentar quando a frequência externa se aproxima da frequência natural do sistema é denominado ressonância. Para d= Singularidade! Diversos exemplos do cotidiano são associados à ressonância. • Aumento da amplitude de oscilação de um balanço infantil pela aplicação de uma força com frequência igual à natural • Uma “tremedeira” no carro quando atinge certa velocidade e a frequência de rotação das rodas é igual à alguma frequência interna do carro. • A sintonia de um canal de radio ou TV ocorre quando se ajusta a frequência interna do circuito receptor para entrar em ressonância com uma dada frequência do sinal recebido. Assim pode‐se selecionar uma estação particular e rejeitar as outras. Oscilações Forçadas e Ressonância No entanto, ressonância em sistemas mecânicos também pode ser destrutiva. O aumento da amplitude pode causar oscilações muito grandes, gerando a fadiga e ruptura do material. Isso é particularmente importante para construções na engenhariacivil, sujeitas a ação de ventos e intempéries. Ponte Tacoma Narrows, destruída quatro meses e seis dias após a inauguração (1940). A frequência de ressonância foi de 0.2Hz LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO 16/11/2016 27 A ponte Angers, também conhecida como Ponte Basse‐Chaîne entrou em colapso em 16 de Abril de 1850 quando um batalhão de soldados franceses marchavam sobre ela, matando mais de 200 deles. O desastre aconteceu pois a marcha compassada dos soldados gerou uma força oscilatória externa que entrou em ressonância com a oscilação natural da ponte, gerando ressonância. Após este desastre, soldados quando passam por pontes e afins são liberados de marchar compassadamente para evitar eventuais ressonâncias. Frequências naturais de materiais podem gerar efeitos bastante peculiares. Abaixo temos placas de metal ligadas a um a um gerador de funções. Quando a força externa aplicada na placa ressoa com a frequência natural cria‐se os chamados modos normais de oscilação. Quando isso ocorre regiões da placa não oscilam e acabam armazenando o material particulado Com isso tem‐se um mapa 2D dos modos de vibração na placa LE CT UR E NO TE S PR OF . C RI ST IA NO