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Chave SoftStarter Evolução dos comando eletroeletrônicos – Chave de partida eletrônica Pomilio, J. A. (2021) e fontes por ele citadas menciona que: no ano de 1947, John Bardeen e Walter Brattain, estudando a ação dos elétrons no espaço entre um metal e um semicondutor, criaram um dispositivo de três terminais com capacidade de amplificação, quando fizeram dois contatos muito próximos. John Bardeen, Walter Brattain e William Shockley, “por suas pesquisas em semicondutores e descoberta do efeito transistor” obtiveram o Prêmio Nobel de Física em 1956. Shockley fez um transistor de junção, com camadas finas de diferentes tipos de material semicondutor. Os primeiros transistores foram usados principalmente na amplificação de sinais apesar de terem maior eficiência energética do que as válvulas. A eletrônica de potência nasce com o primeiro dispositivo do estado sólido denominado de SCR (Retificador Controlado de Silício), pela General Electric, em 1958. Teve o nome geral de Tristor. Durante a década de 60 e 70 houve grande elevação do uso da eletrônica principalmente na computação. Isso ocorreu também na parte residencial, comercial, industrial e iluminação. Porque para atender ao suprimento de energia era necessário soluções com mais eficiência energética, leveza e que ocupassem pouco espaço. Quanto aos tristores tem funcionamento mais adequados com alimentação de CA e os transistores são melhor empregados em fonte de CC. No início nos anos 90, ocorreu elevada redução na prática o uso dos motores de CC com escovas devido ao destacável uso dos inversores para controle de velocidade dos motores de indução. A soft starter (partida suave) é uma chave de partida eletrônica que controla a potência do motor no momento de partida e também sua frenagem. Portanto é diferente dos métodos eletromagnéticos usados para esse fim, a exemplo: chave estrela-triângulo, compensadora e outros. Por exemplo, a Soft-Starter WEG são chaves de partida estática, destinadas à aceleração, desaceleração e proteção de motores de indução trifásicos. O controle da tensão aplicada ao motor, mediante o ajuste do ângulo de disparo dos tristores, permite obter partidas e paradas suaves. Com o ajuste adequado das variáveis, o torque produzido é ajustado à necessidade da carga, garantindo, desta forma, que a corrente solicitada seja a mínima necessária para a partida. Existe a de referência SSW05(WEG) que é uma chave de partida estática com controle de duas fases do motor e by-pass incorporado, para acionamento de motores de 0,75 a 60 cv. Chave de Partida tipo Soft-Start - É um método de Partida de Motores de Indução Trifásicos - Utiliza partida com Tensão Reduzida - Não altera as conexões do bobinado do motor - Tensão Aplicada: - Controlada Eletronicamente - Varia conforme tipo de Partida empregado - Partida em Rampa ou Curva de Tensão - Partida em Limitação de Corrente - Fundamento: Chaves Eletrônicas – Tiristores SCR – Silicon Controlled Rectifier - Tiristores: são componentes semicondutores que uma vez ligados permanecem ligados, e quando desligados, permanecem desligados - Um estímulo momentâneo é capaz de ligá-los ou desligá-los, e assim eles permanecerão por conta própria, mesmo que a causa de mudança de estado tenha sido eliminada Representação do SCR Funcionamento do SCR Há três maneiras de “disparo” no SCR: - Com uma variação brusca de tensão - Ultrapassando-se um limite de tensão - Aplicando-se a tensão entre gate e cátodo A última maneira é, na prática, a única desejada. Os SCR normalmente são escolhidos com valor de tensão de breakover bem superior a tensão esperada no circuito. Circuito de teste do SCR A fonte DC energiza o circuito, e dois botões com retorno são usados para “disparar” e para “desenergizar” o SCR. Pressionado o botão “liga” conecta-se o gate ao ânodo, permitindo a passagem de corrente entre o anodo e catodo. Esta corrente de gate deve ser suficiente para o SCR “selar”. Pressionar o botão desliga (normalmente fechado) corta a corrente e força o SCR desligar. Se neste teste o SCR não “selar” o problema pode ser o valor ôhmico da carga. O SCR necessita de um valor mínimo de corrente de carga para permanecer conduzindo. Funcionamento do SCR - O SCR só permite passagem de corrente do anodo para o catodo, então no caso de ligar uma fonte de tensão alternada apenas o semicírculo positivo passará do anodo para o catodo , isso desde que seu gatilho seja controlado para dar o disparo toda vez que vier o ciclo positivo. - Conectando-se o devido circuito de controle ao gate do SCR nós podemos cortar a senoide em qualquer ponto para conseguir controlar a energia entregue à carga. Observe o circuito, aqui o circuito de alimentação do gatilho é formado apenas por um diodo, nesse caso a tensão para fazer com que o diodo conduza é de 0,7V isso faz com que o SCR só dispare após o 0,7V da tensão de alimentação da fonte. Neste caso a senoide que alimenta a carga estará cortada logo no início, ou seja, até antes da tensão da fonte atingir 0,7V. Para o aramo ligado ao gatilho do SCR, formado por um resistor e um diodo, a tensão necessária para o gatilho ocorre pouco antes da tensão de pico da senoide da alimentação do circuito, para um controle de gate utilizando apenas resistores e diodo o gatilho sempre vai acontecer antes do pico da tensão de alimentação. Todavia, é possível atrasar esse gatilho, fazendo uso de capacitores. Para atrasar esse disparo pode-se inserir alguma resistência no circuito de disparo do gate, incrementando assim a quantidade de tensão necessária para provocar o disparo. Nesta imagem observamos dois circuitos: no de cima o circuito do gatilho do SCR é formado por um potenciômetro e um diodo, neste caso a tensão máxima para o qual ocorra o disparo do SCR é a tensão de pico da alimentação, já para o circuito de baixo a tensão de disparo do SCR pode ocorrer mesmo após a tensão de pico da fonte, isso porque o capacitor demora um tempo para ser carregado, este tempo é usado como retardo para que o SCR venha disparar após o pico da senoide. Funcionamento da Soft Start O funcionamento das Soft-Starters está baseado na utilização de uma ponte tiristorizada (SCR’s) na configuração antiparalelo, que é comandada através de uma placa eletrônica de controle, a fim de ajustar a tensão de saída, conforme parametrização feita pelo usuário. Esta imagem ilustra uma soft- starter sendo utilizada para alimentação de um motor. Observe que à esquerda tem a tensão da rede, no meio a soft-starter e à direita, o motor. A ponte tiristorizada é que interliga a fase ao motor e o controle do gatilho é feito pela placa eletrônica microprocessada representada na imagem. - A Soft-Starter controla a tensão eficaz fornecida ao circuito por meio do circuito de potência, constituído por seis SCR’s onde variando o ângulo de disparo dos mesmos, variamos o valor eficaz de tensão aplicada ao motor. Função da Soft Start - Rampa de tensão na aceleração: as chaves Soft-Starters tem uma função muito simples, que é através do controle de variação do ângulo de disparo da ponte de tiristores, gerar na saída da mesma, uma tensão eficaz gradual e continuamente crescente até que seja atingida a tensão nominal da rede. Essa rampa é usualmente empregada nas partidas de motores, dessa forma diminuindo a corrente de partida dos mesmos. Rampa de tensão na desaceleração: existem duas possibilidades para que seja executada a parada do motor, por inércia ou controlada, respectivamente. Na parada por enércia, a Soft-Starter leva a tensão de saída instantaneamente a zero. Na parada controlada a Soft- Starter vai gradualmente reduzindo a tensão de saída até o valor mínimo em um tempo pré-definido. Kick Start Existem cargas que no momento da partida exigem um esforço extra do acionamento em função do alto conjugado resistente. Nestes casos, normalmente a Soft-Starter precisa aplicar no motor uma tensão maior que aquela ajustadana rampa de tensão na aceleração, isso é possível utilizando uma função chamada “Kick Start” Limitação de Corrente Uso de uma Soft-Starter configurada com limite máximo de corrente de partida. Observe que no momento inicial a tensão permanece baixa para que a corrente não seja muito elevada, quando a corrente cai para o valor nominal, a tensão cresce gradativamente até o valor de tensão nominal. Curva de Funcionamento Dimensionamento Considerar as seguintes informações: Dados de região → Tensão de rede Dados da placa do motor → Corrente nominal / Sobrecarga do motor verificar: tensão de rede, condições ambientais, sobrecargas na partida ou em operação, tipo de acoplamento entre carga e motor. (Em caso de dúvidas consultar o Fabricante!!!) Comparativo dos métodos de Partidas Ligações para Funcionamento Acionamento multi-motores: Nesse esquema nós podemos observar que uma única soft-starter pode ser utilizada para dar a partida em mais de um motor, todavia a partida deve ser feita em um motor por vez e após o momento inicial de partida é necessário realizar um by-pass onde os motores passarão a ser alimentados diretamente pela rede liberando a chave soft-starter para a partida de um novo motor.