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CEFALOMETRIA E PADRÃO FACIAL

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
CURSO DE ODONTOLOGIA 
ORTODONTIA 
CEFALOMETRIA 
E 
 PADRÃO FACIAL 
2021.1
DISCENTES 
BEATRIZ NEVES SILVA PEREIRA
DANILO PORTO DE FARIAS
DÉBORA MANUELE SANTOS MARTINS 
HENRIQUETA NUBIA PEREIRA DA SILVA
SAMARA CHRISTINA REZENDE DO NASCIMENTO
VITTOR GALDINO MARQUES
INTRODUÇÃO
Classificações baseadas apenas em relações dentárias são insuficientes para estabelecer diagnóstico das discrepâncias faciais. 
Estabelecer o Padrão Facial do paciente permite um melhor diagnóstico e um tratamento mais direcionado.
CLASSIFICAÇÃO DE ANGLE
A falta de um diagnóstico adequado pelos ortodontistas resulta em planos de tratamento diferentes e resultados nem sempre satisfatórios. 
DETERMINAÇÃO DO PADRÃO FACIAL 
Há três formas de determinar o Padrão Facial: 
Cefalometria
Fotografia
Exame Clínico 
DETERMINAÇÃO DO PADRÃO FACIAL 
Segundo Capelozza Filho os padrões faciais podem ser: 
Segundo Ricketts, antropometricamente a face se divide em 3 tipos: 
Padrão I
Padrão II
Padrão III
Face longa 
Face curta
Dolicocefálica
Braquicefálica 
Mesocefálica 
ou
ou
ANÁLISE FACIAL
ANÁLISE FACIAL
FACE PADRÃO I
• É identificado pela normalidade facial. 
• A má oclusão, quando presente, é apenas dentária e não associada a qualquer discrepância esquelética, sagital ou vertical. 
FACE PADRÃO II
• Possui características de degrau sagital positivo entre a maxila e a mandíbula.
• É caracterizado pela convexidade facial aumentada, sem, entretanto, apresentar discrepância vertical. A grande maioria desses pacientes apresenta deficiência mandibular, associada ou não ao excesso de maxila. 
FACE PADRÃO III
• É caracterizado pelo degrau sagital negativo entre a maxila e a mandíbula.
• Este padrão tem características de convexidade facial reduzida devido à deficiência maxilar, prognatismo mandibular ou a associação de ambos. 
FACE LONGA 
• Deve-se, notar se existe a presença de selamento labial passivo e a ausência de excesso de exposição dos incisivos superiores no repouso ou da gengiva no sorriso, características indispensáveis para o diagnóstico do Padrão Face Longa.
• O tratamento ortodôntico pode equilibrar as relações oclusais, mas não corrige a discrepância esquelética ou favorece a estética facial, o que só ocorre com a associação da Cirurgia Ortognática à Ortodontia. 
FACE CURTA 
• Pacientes com face curta podem apresentar redução na convexidade facial, o que os confunde com os pacientes Padrão III.
• Uma forma de diferenciar os dois é através da quantidade de exposição dos incisivos superiores no sorriso. A exposição reduzida, indicativa da necessidade de reposicionamento inferior da maxila, determina o diagnóstico dos indivíduos Padrão Face Curta. 
FACE DOLICOCEFÁLICA 
• São caracterizados por uma predominância de crescimento vertical. 
• Face do arco em V, palato profundo e geralmente associado a problemas respiratórios. 
FACE BRAQUICEFÁLICA 
• Este tipo de paciente apresenta predominância de crescimento facial horizontal e lateral sobre o vertical, musculatura facial forte e arcada dentária com tendência à forma quadrada.
• Contornos faciais curtos são indicativos de mal oclusões de Classe II, com mordida profunda e deficiência maxilar vertical. 
FACE MESOCEFÁLICA 
• Apresentam harmonia no sentido vertical e horizontal. 
• O arco se apresenta em forma de U. 
CEFALOMETRIA 
É um exame radiográfico complementar de fundamental importância para a avaliação das condições dentoesqueléticas.
Esse exame deve ser solicitado pelo ortodontista 
objetivos principais 
Avaliação do crescimento; 
Auxílio na determinação do diagnóstico ortopédico facial, ortodôntico e cirúrgico;
Contribui para o planejamento do tratamento tanto nas etapas iniciais como intermediárias.
CONCLUSÕES 
O exame cefalométrico é soberano na determinação do padrão facial;
O tecido mole nem sempre acompanha o tecido duro, logo a Cefalometria deve ser acompanhada de outros exames; 
As fotografias sozinhas não são confiáveis, porém quando associadas a Cefalometria são muito úteis;
 
O exame clínico não deve ser ignorado, pois promove uma avaliação mais satisfatória; 
A associação dos exames diretos e indiretos, permitem chegar a um correto diagnóstico do padrão facial do paciente; 
Os pacientes devem ser tratados de acordo com o seu padrão facial, para que o tratamento ortodôntico e a contenção sejam mais eficientes;
É importante que os profissionais tenham bastante treinamento. O método diagnóstico de observação deve ser estudado e praticado repetidamente.
Referências 
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CÂMARA, C. A. L. P. Estética em ortodontia: diagramas de referências estéticas dentárias (DRED) e faciais (DREF). Revista Dental Press de ortodontia e ortopedia facial, v. 11, n. 6, p. 130-156, 2006.
FERES, R.; VASCONCELOS, M. H. F. Estudo comparativo entre a análise facial subjetiva e a análise cefalométrica de tecidos moles no diagnóstico ortodôntico. Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, v. 14, n. 2, p. 81-88, 2009.
COSTA, L. A. et al. Análise facial-Uma revisão de literatura. J Bras Ortodon Ortop Facial, v. 9, n. 50, p. 171-6, 2004.
JUNIOR, R. M. et al. Fundamentos da análise facial para harmonização estética na odontologia brasileira. Clínica e Pesquisa em Odontologia-UNITAU, v. 9, n. 1, p. 59-65, 2018.
RAMIRES, R. R. et al. Relação entre cefalometria e análise facial na determinação do tipo de face. Revista CEFAC, v. 11, n. 3, p. 349-354, 2009.
VEDOVELLO FILHO, M. et al. Análise facial e sua importância no diagnóstico ortodôntico. Jornal Brasileiro de ORTODONTIA & Ortopedia Facial, v. 7, n. 39, 2010