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Otorrino - Orelha Média

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cortical, podendo evoluir com cura ou complicação 
- tratamento: limpeza do meato e uso de antibiótico
· COALESCÊNCIA/MASTOIDITE:
- considerada uma complicação, necessitando maior cuidado e avaliação – internação e TC
- consiste em um progressivo espessamento do mucoperiósteo, levando a uma obstrução da drenagem da secreção. O pus, sob pressão, inicia osteólise adjacente, levando à coalescência das células aéreas da mastoide e formação de cavidades – abaulamento retroauricular
- manifestações: febre e otalgia, geralmente 7-10 dias após o início da OMA
- tratamento: antibioticoterapia, além de analgésicos, antitérmicos, lavagem com soluções salinas/nasais e evitar molhar as orelhas
OTITE MÉDIA COM EFUSÃO
	Também denominada de otite média secretora ou otite média serosa. É caracterizada pela presença de secreção na orelha média sem sinais ou sintomas de inflamação e/ou infecção aguda, além de apresentar a membrana timpânica íntegra.
ETIOLOGIA:
	Atualmente, uma das principais teorias sobre a etiologia da OME é a presença de biofilmes bacterianos. Acredita-se que as colônias tridimensionais de bactérias presas à superfície do epitélio respiratório, seriam responsáveis por desencadear estímulos pró-inflamatórios, e uma das consequências seria o desenvolvimento da OME. Isso poderia fundamentar a hipótese de que a colonização bacteriana das tonsilas faríngeas possa ter um papel fundamental na etiologia da doença. 
Existem também outras teorias:
- disfunção da tuba auditiva, levando à uma desregulação da pressão da orelha média, alteração do clearance mucociliar e redução da proteção aos patógenos provenientes da faringe
 o refluxo gastroesofágico possa contribuir para a disfunção da tuba e consequentemente desenvolvimento da OME
- fatores genéticos, relacionados à alteração da reposta imune
- consequência de um resultado não favorável à uma otite média aguda
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
	O líquido contido na orelha média de um paciente com OME pode ser seroso (baixo teor proteico) ou mucoso (“glue ear”).
O quadro clínico se baseia em uma história clínica prévia de infecção de via aérea superior, otite média aguda, perda de acuidade auditiva, dificuldade de aprendizado e déficit de aquisição de linguagem. Apresenta um início insidioso, sem otalgia, com sensação de plenitude, autofonia e disacusia de transmissão. 
Muito relacionada com crianças alérgicas ou em hipertrofia de adenoide
OTOSCOPIA:
- membrana timpânica de cor palha com mobilidade diminuída
- por transparência, pode-se visualizar nível líquido com ou sem bolhas
- ausência de um aspecto translúcido – não se observa triângulo luminoso
- membrana amarelada – cor palha
DIAGNÓSTICO:
- anamnese: alergia? hipertrofia de adenoides?
- exame físico
- exames complementares:
	 audiometria: evidenciação de perda auditiva.
Uma pequena parcela dos indivíduos acometidos por otite média apresenta perdas condutivas. 
 impedanciometria/timpanograma: apresenta alguns padrões sugestivos conforme o tipo de alteração presente (efusão, perfuração, retração).
A otite média com efusão pode ser associada a um declínio ou ausência de mobilidade da membrana timpânica, caracterizando uma curva tipo B – timpanograma tipo B (não há mobilidade timpânica com qualquer pressão).
TRATAMENTO:
- a OMS pode se desenvolver após um quadro de IVAS, durar 1-2 meses e regredir espontaneamente – não há necessidade de tratamento
- clínico: terapêutica durante 3 meses:
	 antibioticoterapia - mucolíticos
	 insuflação de ar (valsalva, balões): benéficas para acelerar a regressão, mas podem ser nocivas por facilitarem a disseminação de germes da rinofaringe para a orelha média
	 corticoides sistêmicos
- tratamento cirúrgico: caso não haja sucesso com o clínico ou perda auditiva importante
 colocação de tubo de ventilação: de 3-6 meses e pode ocorrer expulsão fisiológica
 se a criança tiver hipertrofia de adenoide, realiza-se adenoidectomia ou adenoamigdalectomia concomitante
OTITE MÉDIA CRÔNICA 
SIMPLES
	A OMC é um processo inflamatório da mucosa da orelha média, acometendo desde a membrana timpânica até cavidades anexas à tuba auditiva, que dura mais de 3 meses e é acompanhada de otorreia associada a perfuração da membrana. A otite média crônica simples não apresenta otalgia. 
A perfuração da membrana timpânica do paciente terá repercussões na audição, podendo causar hipoacusia de condução.
Geralmente está associada a quadros mais insidiosos, persistentes e destrutivos – maior agressividade, que se traduz clinicamente por uma série de complicações e sequelas anatômicas e funcionais.
Na otoscopia, o CAE pode estar normal, com secreção, edemaciado, hiperemiado ou com granulações. 
A membrana timpânica pode apresentar tipos de perfuração: central, marginal ou ântero-posterior 
ETIOLOGIA:
- OMA de repetição
- trauma
- infecção ou inflamação das vias aéreas superiores recorrentes: adenoidites crônicas, rinites e sinusites alérgicas
MICROBIOLOGIA:
	Se relaciona com bacilos gram-negativos, como:
- Pseudomonas aeruginosa
- Proteus mirabilis
- Escherichia coli
TRATAMENTO:
- clínica: controle clínico e recomendações podem ser suficientes:
 fase aguda: antibioticoterapia tópica e, eventualmente, sistêmica; aspirações repetidas e cuidados locais. 
	 prevenção: evitar fatores desencadeantes (principalmente contato com a água) – melhora o prognóstico e previne evolução a quadros mais graves
- cirúrgico: timpanoplasia com eventual reconstrução da cadeia ossicular. É preconizado um período de pelo menos 3 meses sem otorréia antes da cirurgia
	
DEGENERAÇÃO EPITELIAIL + CILIAR, HIPEREMIA E EDEMA DE MUCOSA 
OBSTRUÇÃO TEMPORÁRIA DA TUBA
AUMENTO DA PRODUÇÃO DE MUCO
PRESSÃO NEGATIVA DEVIDO AO ACÚMULO DE SECREÇÕES
PATÓGENO DA INFECÇÃO SOBRE O MUCOPERIÓSTEO