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JULIANNE FISCHER
A idealizadora do projeto Instituto Agenda Positiva é formada 
em Educação e Doutora pela Universidade Federal de Santa 
Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, e Mestre em Educação pela 
Universidade Regional de Blumena (FURB), Blumenau, SC. Atua 
como professora de graduação e pós-graduação desde 1990, tendo 
lecionado disciplinas de Alfabetização e Letramento, Inclusão 
Escolar, Dificuldades de Aprendizagem e Neurociência e Educação. 
Também atuou como professora e pesquisadora em Programas 
de Mestrado Acadêmico e Profissional na FURB. Orientou 
trabalhos de conclusão de curso, monografias, dissertações e teses. 
Ministrou diversas palestras e cursos no território nacional com 
foco na formação de professores alfabetizadores, inclusão escolar 
e dificuldades de aprendizagem.
Alfabetização
ao
Alcance
de
Suas
Mãos
Maio/2020
© Julianne Fischer
Maio 2020. Todos os direitos reservados.
Ilustração: 
André Rebelo
Diagramação: 
Nenno Silva
Cores:
André Rebelo
Nenno Silva
Revisão:
Marcilda Regina Cunha da Rosa
Segunda edição – Revisada e ampliada – Maio/2020
Parceria: Instituto Agenda Positiva
Apresentação ........................................................................................07
UMA BREVE REVISÃO DO ESTUDO TEÓRICO
O Sistema Nervoso e suas Funções ..................................................... 08
Os Lobos do Cérebro ............................................................................ 12
A Linguagem no Cérebro ...................................................................... 14
A Representação do Corpo no Cérebro ................................................ 16
 
A INTERAÇÃO CORPO, CÉREBRO E APRENDIZADO
O Corpo Conhece o Mundo .................................................................. 20
O Mundo é Concreto e, depois, Abstrato .............................................. 22
O Corpo e a Ação como Agentes Cognitivos ........................................ 24
O Lúdico e a “Cola Neural” .................................................................... 26
O Contexto Infantil e o Treino Motor ..................................................... 28
 
INTRODUÇÃO..... ............................................................................................30
ATIVIDADES..... ..............................................................................................31
Atividade 1: Utilização do Corpo
Objetivo .............................................................................................. 32
Materiais a Serem Utilizados ............................................................. 33
Resultados ......................................................................................... 38
Outras Sugestões .............................................................................. 39
Atividade 2: Fazendo e Comendo
Objetivo .............................................................................................. 40
Materiais ............................................................................................ 41
Atividade 3: A Escrita e as Massas
Objetivo .............................................................................................. 53
Materiais ............................................................................................ 54
Resultados .........................................................................................66
Atividade 4: Argila e Gesso
Materiais Utilizados ............................................................................ 67
Outras Sugestões .............................................................................. 72
Atividade 5: Jogo da Bolinha
Objetivo .............................................................................................. 75
Materiais Utilizados ............................................................................ 76
Resultados ......................................................................................... 81
Outras Sugestões .............................................................................. 81
 
SUMÁRIO
Atividade 6: Sucatas
Objetivos ............................................................................................ 82
Materiais Utilizados ............................................................................ 83
Resultados ......................................................................................... 87
Outras Sugestões .............................................................................. 89
Atividade 7: Garrafas Mágicas
Objetivo .............................................................................................. 90
Materiais Utilizados ............................................................................ 91
Resultados ......................................................................................... 94
Outras Sugestões .............................................................................. 95
Atividade 8: Areia, Pedras e Giz de Cal Colorido
Objetivo .............................................................................................. 96
Materiais Utilizados - parte 1 ............................................................. 97
Materiais Utilizados - parte 2 ........................................................... 100
Resultados ....................................................................................... 102
Outras Sugestões ............................................................................ 103
Atividade 9: Retroprojetor e Transparências
Objetivo ............................................................................................ 104
Materiais Utilizados .......................................................................... 105
Resultados ....................................................................................... 109
Outras Sugestões ............................................................................ 110
Atividade 10: Anilina Comestível
Objetivo ............................................................................................ 112
Materiais Utilizados .......................................................................... 113
Resultados ....................................................................................... 117
 
Atividade 11: Algodão e Canudinho
Objetivo ............................................................................................ 118
Materiais Utilizados .......................................................................... 119
Resultados ....................................................................................... 123
Conclusão ........................................................................................ 124
 
7
Este livro é composto por diversas atividades práticas e por uma breve revisão do 
estudo teórico que as fundamentou. Tais atividades surgiram de estudos teóricos sobre 
o funcionamento do cérebro humano e sobre o modo como este registra experiências 
externas. Assim, conhecendo melhor alguns desses mecanismos cerebrais, é possível 
perceber como a aprendizagem pode se tornar mais significante em muitos casos do 
nosso cotidiano e, dessa forma, acelerar o processo de aquisição do conhecimento.
Pensei nas atividades apresentadas e as criei objetivando, sempre, o desenvol-
vimento e a cristalização dos esquemas corporal, sensorial e espacial da criança de 
maneira a auxiliá-la, por meio do registro cerebral do desenho e da forma de cada 
letra elaborada, em seu processo de aprendizagem, especificamente, de alfabetização.
As teorias estudadas e as atividades práticas descritas neste livro já foram 
discutidas com um grande número de professores e professoras, bem como a eles 
demonstradas, em diversos cursos pelo país, desde capacitação até graduação e pós-
graduação. Muitos desses professores e dessas professoras as aplicaram em suas 
salas de aula e obtiveram, como resultado, a alfabetização dos seus alunos de forma 
lúdica e natural.
De resultadospróprios e dos resultados obtidos por esses professores e essas 
professoras, que também incluíram crianças que apresentavam dificuldades na 
aquisição da linguagem escrita (crianças com necessidades educacionais especiais), 
nasceram o desejo e a esperança de ampliar ainda mais o universo de educadores e 
educadoras e de auxiliá-los/as com esse trabalho em suas salas de aula.
Gostaria de lembrar que as atividades deste livro são flexíveis, podendo se adaptar 
às necessidades e à realidade de cada criança, de cada escola, de cada região deste 
país. Também gostaria de lembrar que é fundamental que o professor e a professora 
tenham uma visão crítica sobre cada atividade executada, pois executar a atividade 
pelo simples fato de patrocinar um momento a mais não trará os benefícios esperados. 
Por fim, gostaria de lembrar que o educador e a educadora não devem ter este 
livro como um livro de receitas, mas como um instrumento de criação, observação 
e solução para suas dificuldades enquanto professor e professora. Cabe ao educador 
e à educadora, então, fazer a sua parte, observar os resultados de cada atividade, 
pensar sobre cada resposta percebida, refletir sobre ela e criar suas próprias soluções.
APRESENTAÇÃO
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O sistema nervoso compreende, de uma maneira geral, o encéfalo, a me-
dula espinhal e o conjunto de todos os nervos do organismo. Por uma questão 
anatômica, esse sistema é dividido em duas partes distintas: o sistema nervoso 
central – SNC – e o sistema nervoso periférico – SNP. O SNC é formado 
pelo encéfalo (protegido no interior da caixa craniana) e pela medula espinhal 
(protegida por estruturas ósseas especiais que formam a coluna vertebral). Já 
o SNP é uma rede de nervos e terminações nervosas que conduz estímulos ao 
SNC ou que leva ordens do SNC até os órgãos do corpo, produzindo, dessa 
forma, uma rede de conexões entre o cérebro e o corpo. Essa é a constituição 
do sistema nervoso do nosso corpo.
O nosso cérebro, principal elemento do nosso sistema nervoso, está 
acomodado dentro do encéfalo, juntamente com o cerebelo e o tronco ence-
fálico. A superfície do cérebro possui diversas circunvoluções e depressões 
que lhe dão uma aparência enrugada, mas necessárias para que toda a sua 
extensão se acomode dentro da caixa craniana. Outra forte característica do 
cérebro é a sua divisão em dois hemisférios: o esquerdo e o direito. Em ge-
ral, o hemisfério direito recebe sensações e controla os movimentos do lado 
esquerdo do corpo, e o hemisfério esquerdo recebe sensações e controla os 
movimentos do lado direito do corpo. Essa característica curiosa é conhecida 
como lateralidade cruzada. 
Dentro do encéfalo, logo abaixo do cérebro, também encontramos o 
cerebelo cuja função está associada ao sistema de controle motor. É ele que, 
contraindo e descontraindo diferentes músculos em tempos específicos para 
manter a execução de movimentos musculares complexos que ocorrem de 
forma muito rápida, determina a programação e o sequenciamento dos movi-
mentos. A medula espinhal, também presente no SNC, é revestida pelos ossos 
da coluna vertebral, estendendo-se da base do crânio até a primeira vértebra 
lombar. Exerce a função de receber informações sensoriais da pele, das arti-
culações, das vísceras e dos músculos, além de conduzir ações partindo do 
próprio cérebro para os músculos. A medula espinhal também é responsável 
pelos chamados movimentos reflexos.
O Sistema Nervoso e Suas Funções
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 O Sistema Nervoso Central
Cérebro
Tronco Encefálico
Cerebelo
Medula
Encéfalo
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É o nosso cérebro, porém, o principal órgão responsável por todas as 
nossas funções superiores, ou seja, é a sede do pensamento e o centro de con-
trole do restante do organismo. No cérebro, são coordenadas as faculdades 
do movimento, do tato, do olfato, da audição e da visão. É graças a ele que 
formamos e compreendemos palavras, realizamos operações matemáticas, 
apreciamos música e nos comunicamos. O cérebro recebe e processa todos 
os tipos de estímulos, tanto dos órgãos internos quanto da superfície corporal 
ou mesmo dos nossos sentidos. É por meio do cérebro que respondemos aos 
estímulos e corrigimos nossas ações e que integramos todas as informações 
de forma combinada para compreender o mundo e tomar decisões. 
Entretanto, para manter esse supercomputador biológico, pagamos um 
preço alto: para termos ideia do custo energético que pagamos, um cérebro 
adulto consome cerca de 20% da energia produzida pelo organismo para su-
prir suas necessidades. O cérebro de uma criança não fica por menos. É ainda 
mais gastador. O cérebro de uma criança em fase de desenvolvimento, com 5 
anos de idade, por exemplo, chega a consumir até 60% da energia produzida 
pelo organismo. A lógica para esse consumo energético elevado na infância é 
simples: enquanto o cérebro está em formação (até os 10 anos aproximadamen-
te), além da manutenção, está empenhado em formar suas estruturas neurais.
Grande parte dessas estruturas neurais que permitem ao cérebro desem-
penhar suas funções cognitivas está presente na sua superfície. Essa estrutura 
é chamada de córtex. O córtex é uma fina camada neural que reveste o cérebro 
como se fosse a casca de uma laranja. Por possuir uma coloração levemente 
acinzentada, devido ao grande número de corpos de células neurais, essa parte 
externa também é conhecida como massa cinzenta. A parte mais interna do 
cérebro é chamada de massa branca dada a presença de mielina, uma subs-
tância de natureza lipídica (gordura) que envolve os axônios dos neurônios. 
Dessa forma, a parte interna do cérebro é formada, principalmente, por feixes 
de fibras nervosas que saem do córtex ou a ele chegam, levando informações 
do resto do corpo ou as trazendo. Alguns desses nervos cruzam de um hemis-
fério para o outro e formam um feixe nervoso conhecido como corpo caloso. 
O Sistema Nervoso e Suas Funções
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Corte horizontal do cérebro humano
Massa Cinzenta Massa Branca
Córtex
Corpo Caloso
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Os Lobos do Cérebro
O cérebro também possui uma divisão anatômica, ou seja, cada he-
misfério é dividido em quatro grandes partes chamadas de lobos. São eles: 
frontal, parietal, temporal e occipital. 
	 Lobo Frontal: associado às funções intelectuais de alto nível e a 
muitos aspectos da personalidade e do comportamento. Lesões 
nessa região acarretam perdas de concentração, redução da habi-
lidade intelectual e falta de julgamento. 
	 Lobo Parietal: associado à interpretação e à integração dos sinais 
sensoriais que chegam do corpo. Nessa região é que recebemos, 
integramos e percebemos o toque, a vibração e o sentido de posi-
ção do nosso corpo. Lesões nesse lobo podem resultar em perdas 
na capacidade de reconhecer sinais ou em perda de interpretação 
de relações espaciais e corporais. 
	 Lobo Temporal: associado à recepção e à interpretação de infor-
mações sonoras complexas, como a compreensão de uma música 
ou da fala humana. Outra função desempenhada por esse lobo 
constitui-se na interpretação de informações sobre odores. Lesões 
nesse lobo podem acarretar a perda da sensibilidade olfatória ou 
mesmo perdas de interpretação auditiva.
 Lobo Occipital: é conhecido como córtex visual, pois está asso-
ciado à recepção e à interpretação de sinais oriundos dos olhos. 
Embora nossos olhos estejam posicionados à frente do rosto, de 
fato interpretamos visualmente o mundo com a parte de trás do 
nosso cérebro. Lesões no córtex visual podem produzir perdas 
parciais ou totais da visão, até mesmo incapacidade de reconhecer 
entradas visuais, como rostos ou objetos.
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A divisão em lobos do cérebro humano
Lobo Frontal Lobo Parietal
Lobo Occipital
Lobo Temporal
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A Linguagem no Cérebro
Embora os hemisférios direito e esquerdo tenhamassimetria, 
possuem algumas particularidades anatômicas que diferem na maioria 
das pessoas. Uma pesquisa constatou que o lado esquerdo do cérebro é 
levemente maior em quase 60% das pessoas, particularmente em uma 
região cortical chamada área de Wernicke, situada no lobo parietal do 
lado esquerdo. O lado direito é maior que o esquerdo em apenas 10% 
da população, sendo que os 30% restantes possuem cérebros com 
hemisférios aproximadamente iguais.
Estatísticas à parte, as maiores diferenças entre os dois hemisférios 
não se encontram no campo da anatomia, mas no campo da cognição. 
Nossos hemisférios parecem possuir atribuições diferentes em muitas 
funções cognitivas e perceptivas. A principal delas, e que mais chama a 
atenção, é a linguagem, situada no lado esquerdo do cérebro em quase 
95% das pessoas destras e em 70% das pessoas canhotas. Por esse 
mesmo motivo, o lado esquerdo do cérebro é considerado o hemisfério 
dominante. 
Basicamente, a linguagem humana possui duas regiões corticais 
envolvidas: a Área de Broca1 e a Área de Wernicke2. Essas duas regiões 
estão conectadas entre si por um grosso feixe de fibras nervosas e são 
as responsáveis pela nossa produção e interpretação da linguagem 
tanto falada quanto escrita. A Área de Wernicke é importante para a 
interpretação da linguagem e para a formulação dos pensamentos sob 
forma verbal, e a Área de Broca é responsável pela produção do padrão 
de respostas motoras que resultam na expressão verbal com sentido. 
Distúrbios de fala sempre se manifestam quando alguma dessas áreas 
sofre algum tipo de lesão.
1 Assim denominada pelo neurologista francês Paul Broca. 
2 Assim denominada pelo neurologista alemão Karl Wernicke. 
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Áreas de Broca e de Wernicke
Área de Broca
Área de Wernicke
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A Representação do Corpo no Cérebro
Utilizamos mapas, como é o caso dos mapas 
rodoviários ou das cartas náuticas, para representar e 
manipular grandes áreas geográficas em outras menores. 
Esses mapas permitem que vejamos áreas realmente 
grandes em pedaços de papel bem menores que suas 
dimensões originais. Essa mesma situação ocorre em 
nosso cérebro que, para representar a superfície do corpo, 
realiza um mapeamento de toda a percepção sensorial 
do corpo em áreas específicas do córtex (chamado de 
mapa somatossensorial). Essa percepção é realizada pelo 
nosso sistema sensorial somático. Esse sistema possui 
duas modalidades sensoriais muito importantes: o tato e 
a propriocepção.
Enquanto o tato é considerado o sentido por 
meio do qual percebemos as sensações de contato e 
de textura dos objetos, a propriocepção é responsável 
pela percepção da posição estática e do movimento dos 
nossos membros. Todavia, lembramos que a percepção 
do corpo (propriocepção) e da sua superfície pelo tato 
é a mais precisa de todos os nossos sistemas sensoriais, 
apesar de outros sensores também constituírem o sistema 
perceptivo, como é o caso dos nociceptores (responsáveis 
pelos sentidos de lesão dos tecidos, sinalizada como 
sentimento de dor) e dos termossensores (responsáveis 
pelas sensações de calor e de frio).
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Mapa somatossensorial do lado esquerdo
infra
-ab
dom
inalfarin
ge
língu
a
lábios, dentes,
gengivas e mandíbula
face
globo ocular
nariz
dedo polegar
dedo m
édio
dedo anelar
dedo indicador
dedo m
ínim
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punho
antebraço
cotovelo
braço
om
bro
cabeça
pescoço
tronco
quadril
perna
pés
artelhos
genitália
Córtex Somatossensorial
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Embora esse mapa somatossensorial apresentado seja conhecido 
como homúnculo (palavra originária do latim homunculus, diminutivo 
de homem, ou seja, o pequeno homem no cérebro), não é exatamente 
uma pequena figura humana desenhada no córtex. Essa figura mapeada 
no córtex é distorcida, ou seja, espacialmente, as posições não seguem 
uma lógica esperada, e as proporções do corpo mapeado não condizem 
com as proporções percebidas visualmente. Essa representação do corpo 
no córtex reflete a inervação das diferentes partes do corpo humano e, 
assim, formam uma projeção geometricamente distorcida da superfície 
do corpo. 
As proporções do corpo mapeado no cérebro podem parecer estra-
nhas aos nossos olhos em um primeiro momento, mas compreensíveis 
se levarmos em consideração a importância de cada parte em relação 
a nossa percepção sensorial. Por exemplo, no início de nossas vidas, o 
rosto, a boca e as mãos são importantes meios para explorar um ambiente 
e adquirir conhecimentos sobre ele. Essa elevada concentração sensorial 
nos membros se reflete diretamente no córtex, pois ele deverá ter um 
maior volume de tecido neural cortical para processar as informações 
provenientes dessas regiões.
Outro mapa também presente no cérebro é o mapa motor que 
ocupa uma região imediatamente à frente do mapa sensorial. O mapa 
motor determina que região do córtex controla cada região do corpo. 
Os dois mapas são muito semelhantes quanto à inervação, sendo que o 
mapa motor também forma uma projeção geometricamente distorcida 
do corpo no córtex. Esses dois mapas combinados, o sensorial e o mo-
tor, participam diretamente do processo de integração de informações 
necessárias para a percepção e o controle do corpo.
A Representação do Corpo no Cérebro
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O corpo conforme a inervação registrada 
no cérebro humano
O cérebro humano e as regiões sensorial e motora
Córtex 
Somatossensorial
Córtex 
Motor
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A criança, no início do seu desenvolvimento e no auge da sua 
curiosidade, procura conhecer o mundo que a cerca de todas as formas 
e jeitos. Mas, notadamente, elege o tato e a degustação, ou seja, as mãos 
e a boca, como suas principais ferramentas para conhecer e interpretar o 
mundo. Tal escolha é natural e sadia, podendo ser mais bem entendida 
se prestarmos um pouco mais de atenção naquela figura humana dis-
torcida mapeada no córtex sensorial, onde o rosto, os lábios e as mãos 
possuem uma grande representação cortical em relação aos demais 
membros do corpo. Como já discutimos, essa representação expandida 
desses membros reflete uma maior inervação e, por consequência, uma 
maior sensibilidade também. Por esse mesmo motivo, esses membros 
são utilizados como canais de informação entre as crianças e o mundo. 
Os adultos, embora não utilizem mais os lábios ou a boca como 
forma de conhecer e reconhecer objetos, constantemente se sentem ten-
tados a utilizar as mãos para tal. Esse comportamento também é natural 
e compreensivo, uma vez que nossas mãos nunca deixaram de ser um 
importante canal sensitivo. Nós podemos, por exemplo, mesmo com os 
olhos vendados, reconhecer um objeto em nossas mãos simplesmente 
o tocando e identificando suas características, como o peso, a forma e 
a textura. Isso significa que o tato é, sim, um poderoso meio de comu-
nicação, percepção e aquisição cognitiva.
Para termos ideia da sensibilidade da boca e das mãos, decorrente 
da sua inervação e da sua representação cortical, nós podemos perceber 
um fio de cabelo em nossa boca, mas dificilmente o perceberemos usando 
apenas os braços ou as nossas costas. Essa representação cortical reflete 
a precisão que essa sensibilidade toda nos propicia.
O Corpo Conhece o Mundo
A Interação Corpo, Cérebro e Aprendizado
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Reconhecendo o mundo com as mãos
A criança utiliza canais sensoriais como 
instrumentos para conhecer o mundo
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O Mundo é Concreto e, depois, Abstrato
A necessidade do toque, tanto pelos lábios quanto pelas mãos, é 
fortemente acentuada na infância quando a criança ainda se encontra 
em um estágio cognitivo centrado no concreto. Sabendo que o 
pensamento concreto está ancorado no que é palpável e no que pode 
ser captado pelos sentidos, podemos concluir que nada é mais natural 
que utilizar os sentidos táteis para captar e entendero mundo.
O corpo é o que a criança possui de mais concreto em sua vida 
até então e, por isso, existe a necessidade de tocar os objetos como 
parte do seu processo de formação cognitiva. O pensamento concreto 
domina as relações de aprendizado da criança com o mundo até que 
ela consiga, mentalmente, reproduzir o concreto ou a ação usando 
o recurso da abstração, ou seja, até que a realidade possa existir no 
âmbito das ideias, da imaginação e das lembranças sem a necessidade 
da existência material ou concreta. 
Da mesma forma que a criança passa por fases em que engatinha, 
anda e fala, o pensamento abstrato se desenvolve passo a passo ao 
longo dos anos. O pensamento abstrato passa a se manifestar de forma 
mais plena em um momento mais avançado do desenvolvimento 
infantil e, por conta das habilidades abstrativas adquiridas, a criança 
começa a atuar com certa independência do mundo concreto. É 
possível perceber esse processo em transição quando a criança brinca, 
por exemplo, de cavalinho de pau. Esse tipo de brincadeira divide a 
imaginação e a fantasia com artefatos concretos que funcionam como 
recursos de apoio ao abstrato, realçando e fortalecendo o lúdico da 
atividade. 
Nesse período, a presença do recurso lúdico, como o jogo e a 
brincadeira, é essencial para auxiliar esse processo de transição do 
concreto para o abstrato. Nesses mundos de fantasia, as crianças 
vivem simulações repletas de simbolismos e de abstrações. Abstraem 
o brinquedo, a situação, os comportamentos e os resultados da 
brincadeira. Vivenciam tudo isso com muita energia e dedicação. A 
abstração é construída e exercitada passo a passo em cada jogo, em 
cada brincadeira. Engana-se quem pensa que as crianças, em tais 
momentos, apenas se divertem: elas levam, de fato, o lúdico muito 
a sério. 
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O abstrato ainda ancorado no concreto
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O Corpo e a Ação como Agentes Cognitivos
Encontramo-nos, então, diante da possibilidade de orientar a criança 
para que utilize o seu corpo como forma de aquisição cognitiva, exatamente 
no momento em que ela está ancorada no pensamento concreto. Por isso, 
ainda utiliza meios concretos como fontes de aprendizado. 
Uma criança que participa de um processo cognitivo que envolva ação 
por meio do seu corpo o faz percebendo sentido e propósito na ação, pois 
o seu corpo é concreto e comunicativo, possui linguagem própria e ação. 
Portanto, ela, a criança, se comunica com o mundo naquele momento.
É importante que estejamos atentos ao fato de que a comunicação 
não se dá apenas pelos sentidos fonéticos e auditivos: a criança brinca e 
interage com seus amigos também utilizando o seu corpo como veículo de 
ação e alegria. É certo que ela se comunica pela fala, mas a ação efetiva do 
brincar está impregnada no seu corpo e nos seus sentidos mais concretos. 
E sabendo que a criança brinca por meio do seu corpo e da ação e 
que dessa combinação ela extrai alegria e divertimento, nada nos impede 
de tomar “carona” nesse processo e acelerar a aquisição de conhecimentos 
utilizando os mesmos recursos, ou seja, fazendo com que a criança aprenda 
por meio do seu corpo e da ação, tendo, como pano de fundo, uma atividade 
de cunho lúdico para criar a motivação necessária.
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A comunicação do corpo
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O Lúdico e a “Cola Neural”
Quando conversamos sobre a importância do corpo na aprendizagem, 
falamos que a criança deve utilizar o corpo no processo de aquisição 
do conhecimento. Entretanto, é imprescindível que estejamos atentos 
ao fato de que a simples utilização do corpo pela criança não significa 
aprender. A utilização do corpo como ferramenta de aquisição deve estar 
alinhada aos desejos da criança naquele momento específico. O uso do 
corpo como recurso cognitivo por si só já é um elemento motivador, 
mas é importante que situações lúdicas estejam presentes como forma 
de direcionar a atenção da criança e a sua concentração.
A criança e a sua atenção devem estar no mesmo foco da ação 
para que o aprendizado tenha êxito. Assim, coordenar o corpo para uma 
atividade sem estar desejando tal atividade não acarreta aprendizado. É 
nesse contexto que o lúdico deve existir, pois o sentimento de prazer 
proveniente da ação de brincar atua como uma espécie de “cola neural” 
que integra o objeto de interesse ao ser. Dessa forma, é fundamental que o 
interesse esteja envolvido no processo de aprendizado. É preciso lembrar 
que a criança, quando brinca, envolve todo o seu corpo no processo. 
É importante lembrar, também, que a simples utilização do corpo 
não proporciona aprendizado, da mesma forma que não é qualquer 
lançamento de uma bola de basquete que acerta a cesta. Para que um 
lançamento de uma bola de basquete tenha êxito, é fundamental que 
seja executado com atenção e concentração suficientes para atingir esse 
objetivo.
Para que uma cesta de basquete seja atingida pela bola durante um 
lançamento livre, é necessário definição de ação, sequência controlada 
de movimentos, direção e força de lançamento, tudo isso coordenado 
pelo arremessador. No entanto, essa combinação também pode ser 
conseguida com a criação de uma situação lúdica em que o jogo, por 
exemplo, defina para as crianças o objetivo de acertar a cesta. A criança 
deve empreender esse e qualquer outro tipo de exercício dentro de um 
contexto do lúdico, ou seja, ela precisa extrair prazer da atividade para 
que, efetivamente, exista um processo de correção motora em tempo de 
treinamento. 
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Atenção para arremessar a bola de basquete
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O Contexto Infantil e a Escrita
A escrita para a reprodução dos símbolos alfabéticos que determinarão 
a codificação da escrita precisa ser revista dentro de um contexto de ação 
da criança e de ludicidade. Isso porque muitos dos famosos treinos motores 
preparatórios à escrita se baseiam na observação de que as letras se compõem de 
retas (horizontais, verticais, inclinadas) e de curvas (onduladas, semicirculares, 
circulares, espiraladas) e, portanto, na dedução falsa de que determinados 
traçados precisam ser treinados. No entanto, esses traçados, quando realizados 
dessa forma, sem contexto real, não possuem sentido para a criança.
Transportando a ideia de que a atenção e o interesse da criança devam estar 
alinhados à sua ação para que ocorra a aquisição da escrita, podemos concluir 
que lacinhos e meras cópias das letras não proporcionam o sucesso esperado, 
pois, além de haver a falta de interesse da criança pelo objeto de conhecimento, 
uma vez que a atividade não está ambientada no seu contexto de vida, a tarefa 
em si gera um notório cansaço manual e cognitivo.
Existem situações não artificiais que envolvem a criança como um todo e 
desencadeiam aprendizagens bem mais amplas e significativas sem deixar de 
desenvolver habilidades motoras específicas. Exemplo disso são as inúmeras 
situações da vida cotidiana das quais a criança participa e as quais executa, tais 
como desenhar, segurar os talheres para comer, vestir-se e despir-se, abotoar 
e desabotoar a própria roupa, abrir e fechar a torneira, segurar e comprimir o 
sabonete ao se lavar, mexer o bolo, cavar túneis na areia, brincar com água, 
agarrar os galhos da árvore para subir, construir brinquedos com blocos e 
encaixes, modelar figuras com barro e expressar-se corporalmente. 
Para o caso específico da alfabetização, o educador e a educadora devem 
observar os desenhos de seus alunos, pois o desenho ainda é o melhor caminho 
para que a criança desenvolva os traçados necessários para a reprodução dos 
símbolos alfabéticos. As linhas circulares, por exemplo, estão presentes no 
sol, na flor e na cabeça dos bonecos, enquanto que as semicirculares estão 
presentes nas pétalas das flores, no laço da boneca e nos pneus dos carros. 
Enfim, o educador e a educadora devem observar a arte criativa e espontânea 
dacriança, pois ela faz, no desenho, todas as linhas contidas nas letras sem que 
ninguém ensine, com a vantagem de que os traços fazem parte de um contexto 
significativo do seu ponto de vista cognitivo e cultural.
29
Criança realizando escrita a partir 
do seu contexto de vida
30
In
tr
od
uç
ão
Conhecer a relação entre o corpo e o cérebro para entender 
a sua importância e a transição do concreto para o abstrato e 
observar as brincadeiras das crianças, como cavar túneis na 
areia, brincar com água, construir brinquedos, modelar figuras 
com barro, fazer pintura a dedo e entreter-se com recorte e 
colagem, é fundamental para criar uma pedagogia em que 
conteúdo, brincadeira e método se combinem diante de um 
objetivo único: acelerar o processo ensino-aprendizagem de 
forma lúdica e prazerosa.
Dentro desse contexto lúdico-educativo, procuramos 
compor elementos que tivessem fins educativos e que, ao 
mesmo tempo, se juntassem à alegria das brincadeiras criadas 
e organizadas pelas crianças. Isso significa que nada impede, 
por exemplo, que uma criança pinte, nos seus dedos, as letras 
do alfabeto para brincar e, ao mesmo tempo, aprenda sua 
forma e som. 
É estratégico que conteúdos venham no embalo dos jogos 
e da brincadeira, pois, dessa forma, o conteúdo também fará 
parte do jogo, ou seja, a criança, ao pintar, nos dedos, as letras 
do alfabeto, por exemplo, estará, ao mesmo tempo, brincando 
e aprendendo o alfabeto. Se nós nos colocarmos sob o ponto 
de vista cognitivo da criança, veremos que não se trata de 
aprender o alfabeto, mas de pintar, nos dedos, as letras do 
alfabeto. Logo, conhecer as letras é essencial para brincar e, 
por isso, elas fazem parte do jogo. Então, vamos brincar e 
aprender ao mesmo tempo. Este é o espírito da “alfabetização 
ao alcance de suas mãos”. 
A
tiv
id
ad
es
31
32
U
til
iz
aç
ão
 d
o 
Co
rp
o
Registrar, no cérebro, o desenho e a forma de cada letra, 
palavra ou frase elaborada na atividade, bem 
como desenvolver os esquemas corpo-
ral, sensorial e espacial do aluno.
Objetivo
33
Materiais a Serem Utilizados
O professor ou a professora divide os seus alunos em 
grupos e solicita que escolham uma letra, uma palavra ou 
uma frase qualquer. Pode, inclusive, elaborar uma lista de 
sugestões para os seus alunos. Após cada grupo ter realizado 
a sua escolha, os seus componentes escrevem, deitados no chão, 
a letra, palavra ou frase com os próprios corpos. Recomendamos a 
utilização de um espaço amplo para que os alunos se movimentem com 
mais liberdade. Recomendamos, também, a utilização de toalhas ou 
colchonetes quando for necessário. O mesmo procedimento pode ser 
conduzido pelo professor ou pela professora com os grupos em pé, ou 
seja, os grupos podem realizar novas escolhas e repetir toda a atividade 
com o corpo em pé. 
• Uma caixa de guache e pincéis
• Mãos
• Corpos
34
U
til
iz
aç
ão
 d
o 
Co
rp
o
Elaboração de palavras 
com a utilização do corpo deitado no chão
T I A
Elaboração de palavras utilizando o corpo em pé
L U A
35
Em outra atividade, os grupos elaboram letras, palavras ou frases 
utilizando apenas os dedos das mãos. Recomendamos que os alunos 
escolham diversas letras, palavras ou frases para representar com os 
dedos das mãos, uma vez que a atividade é dinâmica e rápida, não 
exigindo sequer muito espaço ou materiais especiais. 
A atividade segue com os alunos de cada grupo pintando os 
dedos uns dos outros utilizando pincel e guache. Com os dedos pin-
tados, cada grupo apresenta aos seus colegas dos outros grupos as 
letras, palavras e frases que construiu durante a atividade. 
36
U
til
iz
aç
ão
 d
o 
Co
rp
o
LB
L U A
AO
O OV
37
Lembramos que todas as letras, palavras e frases 
elaboradas pelos alunos devem ser registradas num 
caderno, numa cartolina ou no quadro. É importante 
que o aluno transcreva para o caderno o que cons-
truiu com um instrumento concreto, seu corpo ou 
suas mãos, pois, para a criança, a escrita no caderno 
representa abstração. A ponte entre o simbolismo e a 
experiência é fundamental para que a criança associe a 
escrita simbólica e a experiência vivida.
38
U
til
iz
aç
ão
 d
o 
Co
rp
o Resultados
Partindo do pressuposto de que o corpo é o ponto de referência 
para o aprendizado e de que é no corpo que ficam registradas todas as 
experiências, as sensações e os sentimentos, crianças que ainda não 
conseguiram memorizar as letras do alfabeto e o seu desenho necessitam 
de atividades que as envolvam.
Durante o desenvolvimento das atividades, podem ocorrer dúvidas 
quanto à posição do corpo na construção das palavras, junção de palavras 
ao fazer uma frase, percepção do início da leitura da palavra ou da frase 
e inversão de letras.
As crianças que apresentarem essas dúvidas são auxiliadas pron-
tamente por seus colegas porque todos querem fazer bem a atividade. 
Os indivíduos, atuando em grupo, querem que o grupo realize a tarefa 
e dependem de cada um para isso. Procurando fazer certo, as crianças 
corrigem a posição de um colega e, ao corrigir, o auxiliam a registrar, no 
seu cérebro, o processo de correção. Isso significa que a criança corrige 
sua construção mental.
Caso algum grupo escreva uma frase com as palavras muito próxi-
mas ou encostadas umas às outras, os outros colegas não conseguem ler 
a frase. Isso provoca perguntas do tipo “o que está escrito?” Os colegas 
percebem que precisam modificar a estrutura espacial para se fazerem 
entender, ou seja, separam as palavras.
Essas dúvidas são saudáveis e úteis, pois acabam conduzindo os 
participantes a soluções e desenvolvendo outras habilidades além da 
alfabetização, como liderança positiva, pensamento lógico-matemático, 
atenção e concentração, psicomotricidade, percepção espacial e 
comunicação.
39
Outras Sugestões
Essa atividade pode ser usada em qualquer disciplina para 
trabalhar conteúdos. Na Matemática, por exemplo, podemos traba-
lhar a adição, a subtração, a divisão e a multiplicação. Em Língua 
Portuguesa, podemos aplicar à construção de frases e trabalhar a 
ortografia e a gramática. Onde está o sujeito? Onde está o artigo?
As atividades que utilizam o corpo permitem a participação 
do professor ou da professora de Educação Física, de Artes, de 
Religião e de outras áreas, o que é importante para a criança manter 
a visão do mundo que a cerca.
40
Fa
ze
nd
o 
e 
Co
m
en
do
Desenvolver a percepção cognitiva das letras do 
alfabeto e de sua combinação para a formação 
de palavras e frases pela utilização das 
mãos e dos dedos, bem como fa-
cilitar o registro do desenho de 
cada letra, palavra e frase.
Objetivo
41
Materiais a Serem Utilizados
Massa de Biscoito
3 xícaras de trigo, 1 xícara de açúcar, 1 xícara de 
margarina (tablete), 1 ovo. Numa bacia, misturar o trigo, 
o açúcar, a margarina, o ovo e amassar bem; acrescentar 
a anilina ou gelatina em pó ou suco.
Receita:
•	 Bacias
•	 Assadeiras para o forno
•	 Anilina comestível ou gelatina 
em pó ou suco em pó com cores 
variadas
•	 Forno a gás ou elétrico
•	 Massa de biscoito
•	 Margarina
•	 Açúcar
•	 Farinha de trigo
•	 Ovo
A utilização da massa com os alunos pode ser 
bastante variada, uma vez que o material permite 
muitas atividades diferentes. Apresentamos, a se-
guir, uma sugestão de aula para aquisição da escrita 
com a utilização da massa de biscoito. 
42
Fa
ze
nd
o 
e 
Co
m
en
do
A classe é dividida em pequenos grupos (mais ou menos 5 alunos por 
grupo), e cada grupo escolhe a quantidade de massa que utilizará na ativida-
de. Por orientação do professor ou da professora, os alunos elaboram todas 
as letras do sistema alfabético com a massa disponível e, posteriormente, 
elaboram palavras, frases ou textos.
O professor ou a professora orienta, também, a construção de letras 
suficientes para a escrita de palavras e frases. As letras, depois de assadas 
em um forno, retornam às equipes para a elaboração de palavras diversas. 
Os grupos podem se juntar para elaborar diferentesfrases ou pequenos 
textos com as letras assadas. Com a massa, os alunos 
também podem desenhar figuras que repre-
sentem as palavras escritas. Ao final, 
todos os alunos registram, em seus 
cadernos, as frases e palavras 
construídas por eles durante 
a atividade e as expostas 
pelos outros grupos.
43
Acrescentando o açúcar
Colocando o trigo
44
Fa
ze
nd
o 
e 
Co
m
en
do
Acrescentando o ovo
Acrescentando a margarina e misturando 
até formar uma massa homogênea
45
Acrescentando a anilina comestível ou gelatina 
em pó ou suco em pó à massa
Elaborando as letras com a massa de biscoito
46
Fa
ze
nd
o 
e 
Co
m
en
do
Colocando a assadeira com as letras no forno
Assadeira com uma palavra formada com as 
letras antes de assadas
47
Figura e letras assadas
Assadeira com uma figura feita 
com a massa de biscoito
48
Fa
ze
nd
o 
e 
Co
m
en
do
Queremos lembrar que a massa pode ser conseguida de diversas formas. 
As crianças podem trazer os ingredientes de casa (para isso, a receita deve ser 
fornecida com antecedência) ou até mesmo sair da escola com seus colegas 
e com a professora ou o professor para comprar os ingredientes necessários. 
Os alunos podem, também, participar da confecção da massa de biscoito 
observando a balança (ou outras medidas) e vivenciando todo o processo 
de juntar os ingredientes, amassar etc. Depois de levar as letras ao forno e 
retirá-las assadas, podem, por último, degustar as letras que 
foram utilizadas na atividade ou levar para a família 
ou colegas de outras salas. Tudo isso provoca 
prazer, alegria, diálogo e, principalmente, 
uma aprendizagem com significado e 
sentido.
49
É preciso lembrar, porém, que as crianças de-
vem ser introduzidas nesse trabalho tendo a opor-
tunidade de manusear, cheirar e sentir a massa antes 
de começar a escrita. Para isso, podem, por exemplo, 
moldar bonecos, ilustrar paisagens e fazer pequenas ma-
quetes. A intenção dessa introdução é fazer com que a criança 
conheça o material e satisfaça a sua curiosidade antes de começar a 
trabalhar com a escrita.
50
Fa
ze
nd
o 
e 
Co
m
en
do
Temos, ainda, uma outra sugestão gastronômica: 
a confecção das letras com a massa de chocolate ou a 
massa de pão. A sugestão é simples. Depois de concluída 
a atividade toda, os alunos podem degustar as palavras, 
letras e frases feitas pelos grupos.
Massa de Chocolate
Materiais a Serem Utilizados
•	 Bacia
•	 Leite condensado
•	 Leite em pó
•	 Colher
•	 Chocolate em pó
Para variar essa receita, no lugar do chocolate em pó, podemos utilizar 
pó de gelatina, anilina comestível ou suco em pó. Isso mudará o sabor e 
a cor da massa.
1 lata de leite condensado, 1/2 lata de pó de 
chocolate, 1/2 lata de leite em pó. Numa bacia, 
misturar os ingredientes e amassar bem.
Receita:
51
Preparando a massa de chocolate
Elaborando letras com a massa de chocolate
Fa
ze
nd
o 
e 
Co
m
en
do
52
Letras de massa de chocolate 
Degustando o resultado
A
 E
sc
ri
ta
 e
 a
s 
M
as
sa
s
53
Objetivo
Desenvolver, pela utilização das mãos e dos dedos, a percepção 
cognitiva das letras do alfabeto e de sua combinação 
para a formação de palavras e frases, 
como também facilitar o registro do 
desenho de cada letra, palavra 
e frase.
A
 E
sc
ri
ta
 e
 a
s 
M
as
sa
s
54
Materiais a Serem Utilizados
Massa de Modelar Caseira 01
3 xícaras de trigo, 1 xícara de sal, ½ xícara de água, ½ xícara 
de vinagre. Numa bacia, juntar o trigo e o sal, misturar a água e 
o vinagre aos poucos e amassar bem.
Receita: 
A seguir, descrevemos uma sugestão de aula para a 
aquisição da escrita utilizando a massa de modelar caseira.
•	 Guache
•	 Trigo
•	 Gelatina em pó
•	 Sal
•	 Água
•	 Vinagre
•	 Bacias
•	 Xícaras
•	 Colheres
•	 Suco em pó
55
Preparando a massa de modelar
Inserindo o guache ou a gelatina em pó 
ou suco em pó na massa de modelar
A
 E
sc
ri
ta
 e
 a
s 
M
as
sa
s
56
Misturando a massa, a cor aparece
Se desejarmos fazer uma surpresa para os 
alunos, poderemos, durante um intervalo, inserir 
na massa um pouco de guache ou gelatina em pó 
ou suco em pó. Quando os alunos retornarem para 
a sala de aula e reiniciarem as atividades com as suas 
massas, a cor escondida começará a aparecer. Os alunos 
ficam encantados com o efeito. Para eles, é mágico o que 
acontece.
57
Elaborando letras, palavras e frases 
com a massa de modelar
Registrando as letras, as palavras 
e as frases no caderno
A
 E
sc
ri
ta
 e
 a
s 
M
as
sa
s
58
Ao professor ou à professora que desejar trabalhar 
a construção da escrita com a massa de modelar caseira 
02, sugerimos misturar, numa bacia, 3 xícaras de trigo, 
½ xícara de água e amassar bem. Em seguida, com a 
massa, fazer um tablete (10 cm de largura por 10 cm de 
comprimento e 3 cm de altura). Os alunos, então, com um 
dos dedos das mãos, podem moldar uma letra previamente 
escolhida. Na utilização da massa de modelar como molde de letras, 
o espaço do tablete pode ser preenchido com gelatina líquida. Em seguida, 
esses moldes podem ser colocados no congelador para o endurecimento.
Materiais a Serem Utilizados
•	 Bacias
•	 Dedos das mãos dos alunos
•	 Tablete da massa de modelar caseira 02
•	 Água
•	 Farinha de trigo
•	 Gelatina líquida
Massa de Modelar Caseira 02
59
Preparando o molde
Preparando a massa de modelar
A
 E
sc
ri
ta
 e
 a
s 
M
as
sa
s
60
Molde da letra preenchido com a gelatina líquida
Preenchendo o molde com gelatina líquida
61
Levando o molde 
com gelatina líquida para o congelador
Com as letras de gelatina endurecida dentro da massa, 
as crianças podem formar palavras e frases e, em seguida, degustá-las.
Retirando o molde, elaborando 
palavras e degustando a gelatina
A
 E
sc
ri
ta
 e
 a
s 
M
as
sa
s
62
Massa de Biscuit
1 xícara de maisena, 1 xícara de cola branca (Cascorez de rótulo azul), 
1 colher de sopa de vaselina líquida, 1 colher de sobremesa de suco de 
limão, 1 colher de chá de creme hidratante para mãos.
Preparação: 
Em uma vasilha de vidro, colocar a maisena, a cola, a vaselina e o limão. 
Mexer muito bem até que essa mistura fique homogênea. Levar ao micro-
ondas, na frequência alta, por 50 segundos. Tirar do forno, misturar bem 
a massa e levá-la novamente ao micro-ondas, por mais 50 segundos, em 
frequência alta. Retirar do forno e verificar: se desgrudar do fundo do 
refratário, é sinal de que está pronta. Do contrário, levá-la ao micro-ondas 
por mais 20 segundos ou até que desgrude do fundo do refratário. Untar 
uma superfície com o hidratante e nela despejar a massa ainda quente. 
Amassar como se estivesse fazendo pão, sovando sem parar. Esperar esfriar 
e colocar 1 cm de tinta óleo para tela sobre a massa. Amassar bem até que 
ela apresente uma coloração. 
Após, armazenar a massa em sacos plásticos hermeticamente fechados para 
conservar a umidade. Esperar 24 horas para começar a modelar.
Materiais a Serem Utilizados
•	 Pequenos pedaços de ímã
•	 Placa de metal (ex.: porta de geladeira)
•	 Esmalte incolor ou verniz
•	 Xícara
•	 Amido de milho (maisena)
•	 Cola
•	 Vaselina líquida
•	 Creme hidratante
•	 Bacia
•	 Suco de limão
•	 Colheres
•	 Vasilha de vidro
•	 Suco em pó ou gelatina em pó
•	 Vinagre
•	 Micro-ondas
Receita 01:
63
Massa de biscuit (receita 01)
Colocando o creme nas mãos para modelar a massa
Elaborando o alfabeto móvel e
colando ímã no alfabeto móvel
A
 E
sc
ri
ta
 e
 a
s 
M
as
sa
s
64
No caso de utilização da receita 01 para fazer a massa de 
biscuit, recomendamos que ela seja fabricada pelo professor 
ou professora em função da temperatura que atinge, pois a 
massa é produzida com o auxílio de um micro-ondas.
Letras e figura grudadas em uma placa de metal
65
Massa de Biscuit - Receita 02
1 colher de sopa de vaselina líquida, 1 pacote de suco em pó ou gelatina 
em pó, 2 xícaras de amido de milho (maisena), 1 xícara de cola Cascorez 
(rótulo azul), 1 colher de sobremesa de vinagre.
Preparação:
Numa bacia, juntar oamido de milho, a cola, o vinagre e a vaselina. 
Amassar bem. Depois de pronta a massa, colocar a gelatina ou suco em 
pó e amassar. A massa pode ser utilizada em seguida ou ser armazenada 
num plástico bem fechado para conservar a umidade.
Ao trabalhar com a massa de biscuit (receita 01 ou receita 
02) para a construção da escrita, distribuir a massa para os 
alunos e organizar a atividade de modo que cada criança 
escolha a cor e a letra que confeccionará. Quando as letras 
estiverem prontas, são colocadas para secar ao natural. 
Após a secagem, ímãs são colados na parte de trás das letras 
e podem ser esmaltados com tinta incolor. 
Com o material pronto, os alunos podem utilizar o 
alfabeto móvel para escrever, em uma placa de metal (ex.: porta 
de geladeira), as palavras, as frases ou os textos. Podem, igualmente, 
com a massa de biscuit, confeccionar animais, flores, mapas etc., deixando 
fluir a criatividade conforme o assunto desenvolvido.
Receita 02:
66
A
 E
sc
ri
ta
 e
 a
s 
M
as
sa
s
A massa é interessante para as crianças, pois possui flexibilidade, 
maleabilidade e se adapta às necessidades mais variadas. As crianças 
consideram esse tipo de material maravilhoso, pois são moles e fáceis 
de manusear. 
Com a utilização desse tipo de material, cada criança realiza 
o registro cerebral do desenho de cada letra e da sua configuração 
espacial, bem como das palavras e frases que elaborou com o seu 
grupo. Assim, a alfabetização na escola deixa de ser um processo 
individualista e solitário, tornando-se um momento prazeroso e 
descontraído. Cada criança, com o seu grupo e intuitivamente, pesquisa 
o desenho de cada letra, é auxiliada constantemente pela inter-relação 
com seus colegas e desenvolve, dessa forma, habilidades motora e 
cognitiva. Todo esse trabalho de montagem das letras, palavras e 
frases também auxilia o processo de socialização, coordenação ampla 
e fina, contagem, seriação, noção de fino e grosso, grande e pequeno, 
alto e baixo e em cima e embaixo. 
Verificamos, durante o manuseio da massa, outro resultado: 
crianças com dificuldades de atenção e concentração durante o 
desenvolvimento de outras atividades tornaram-se mais participativas, 
pois as suas energias e atenção estavam voltadas à realização de algo 
concreto e social. Crianças com problemas motores e perceptuais 
necessitam desse tipo de experiência, pois a flexibilidade e a 
maleabilidade da massa ajudam a desenvolver a coordenação motora 
fina.
A manipulação da massa também estabelece um bom elo com 
a expressão verbal em crianças que ainda não falam; às crianças 
altamente verbais proporciona um meio de expressão que se afasta 
do amontoado de palavras.
Resultados
A
rg
ila
 e
 G
es
so
67
Se o professor ou a professora desejar trabalhar a 
construção da escrita com a argila, sugerimos fazer um 
tablete (10 cm de largura por 10 cm de comprimento 
e 3 cm de altura) cuja preparação consiste em pôr o 
gesso em uma bacia, paulatinamente acrescentar água 
e mexer até a massa ficar homogênea. Colocar, então, 
no molde com uma colher e distribuir aos alunos para 
que eles, com um dos dedos das mãos, moldem, uma a 
uma, as letras escolhidas previamente.
•	 Argila
•	 Gesso em pó
•	 Guache
•	 Copo ou bacia
•	 Pincel
•	 Água
•	 Colher
Materiais a Serem Utilizados
68
A
rg
ila
 e
 G
es
so
É necessário esperar que o gesso endureça para que 
os alunos possam utilizar o guache para pintar as letras 
e, assim, trabalhar a noção de limite. Em seguida, as 
letras são retiradas com cuidado da forma, e a pintura, 
então, é concluída.
Modelando a letra na argila
69
Colocando o gesso preparado com 
água no molde de argila
Preparando o gesso em pó com água
70
A
rg
ila
 e
 G
es
so
Pintando as letras de gesso depois de secas
Retirando as letras de gesso do molde de argila
71
Completando a pintura das letras de gesso
Formando palavras e frases com as letras de gesso pintadas
72
A
rg
ila
 e
 G
es
so
Outras SugestõesOutras Sugestões
O professor ou a professora também pode utilizar a argila para 
a elaboração de letras que, posteriormente, podem ser coloridas e 
utilizadas na elaboração de palavras e frases. Com argila, igualmente 
é possível moldar bonecos, ilustrar paisagens, fazer pequenas 
maquetes e moldes para mapas etc.
73
Elaborando letras com a argila
Pintando as letras de argila depois de secas
A
rg
ila
 e
 G
es
so
74
O trabalho com argila também pode ser uma 
atividade altamente social: as crianças mantêm conversas 
maravilhosas entre si e partilham pensamentos, ideias, 
sentimentos e experiências. Quanto mais experiência 
a criança possuir com a surpreendente flexibilidade 
e versatilidade da argila, maior a sua oportunidade de 
expressão. Devemos usar as seguintes ferramentas com 
a argila: marreta de borracha, cortador de queijo, espátula, 
amassador de alho, ralador ou cortador de comida, lápis para fazer furos, 
amassador de batatas etc.
Jo
go
 d
a 
B
ol
in
ha
75
Objetivo
Desenvolver, por meio do lançamento de um 
projétil, a atenção, a concentração e a 
coordenação visomotora como auxílio 
ao registro das palavras e das 
frases da língua escrita.
76
O
 J
og
o 
da
 B
ol
in
ha
Materiais a Serem Utilizados
•	 Bolinhas com ventosas que 
grudam em quadros
O professor ou a professora solicita que os alunos selecionem palavras ou 
frases e as registrem no quadro da sala de aula. As crianças que 
encontram dificuldades podem solicitar ajuda aos seus 
colegas. Persistindo a dúvida, o professor ou a professora 
orienta e, para isso, utiliza um dicionário ou revistas e 
livros de histórias infantis. Quando todos os alunos 
tiverem registrado as palavras selecionadas no 
quadro, é iniciado o jogo da bolinha. 
É recomendável que a bolinha seja de 
material plástico com ventosas nas extremidades 
para que possa grudar no quadro. Esse tipo de 
produto pode ser encontrado no mercado. Caso 
exista algum tipo de dificuldade em encontrar o 
produto, pode ser utilizada massa de modelar, massa 
caseira, argila, papel umedecido ou qualquer outro tipo 
de material que grude no quadro. Para trabalhar os sentidos, 
a bolinha pode ser passada pelos braços e amassada com as mãos 
antes do desenvolvimento da atividade.
77
Primeiramente, o pro-
fessor ou a professora divide 
a classe em dois grupos e ex-
plica a atividade aos alunos. É 
interessante elaborar com os alunos 
as regras do jogo. Segue um exemplo de 
regras:
1. O aluno lança a bolinha de um ponto demarcado.
2. Acertando a palavra, o grupo recebe um ponto.
3. Lendo a palavra atingida, o grupo recebe outro ponto.
O professor ou a professora, então, demarca o ponto de lançamento 
da bolinha em relação ao quadro fazendo um risco com giz, barbante 
ou qualquer outro material. Cada grupo de alunos recebe a bolinha 
para atirar nas letras, palavras ou frases que elaboraram. A bolinha é 
lançada por um grupo de cada vez, e os pontos são contados conforme 
o desempenho dos seus integrantes.
78
O
 J
og
o 
da
 B
ol
in
ha
Passando a bolinha pelos braços 
para trabalhar os sentidos
É recomendável que a bolinha 
seja de material plástico
79
O professor ou a professora solicita que os alunos 
selecionem palavras e as registrem no quadro
Amassando a bolinha com as mãos 
para trabalhar os sentidos
80
O
 J
og
o 
da
 B
ol
in
ha
Bolinha arremessada no quadro
É importante que o professor ou a professora 
mantenha as palavras e frases sempre no quadro, ou 
seja, que não as apague em momento algum do jogo. 
Sempre que um aluno acertar em uma palavra ou 
frase, deve registrá-la em seu caderno. 
81
Essa atividade pode ser utilizada com qualquer conteúdo trabalhado em 
sala de aula, como: contas, tabuadas, expressões numéricas de Matemática, 
questões de Ciências e de Estudos Sociais.
O fato de criar, na criança, a impressão lúdica do jogo associa o prazer 
do acerto ao prazer da leitura de uma palavra. Dessa forma, a criança também 
associa a fonética de cada letrae de cada palavra utilizada na atividade, 
assim reforçando a memorização da grafia das palavras utilizadas.
Essa atividade pode ser utilizada com qualquer conteúdo 
trabalhado em sala de aula, como: contas, tabuadas, expressões 
numéricas de Matemática, questões de Ciências e de Estudos 
Sociais.
Resultados
Outras Sugestões
82
Su
ca
ta
s
Objetivo
Auxiliar na construção da escrita: na seleção 
de letras; na formação de palavras, frases e 
textos; e na percepção da sequência 
das letras e do espaçamento entre 
as palavras de cada frase.
83
Materiais a Serem Utilizados
O professor ou a professora divide a classe 
em grupos, tendo o cuidado de que sejam grupos 
heterogêneos no conhecimento da construção 
das palavras. Entrega a cada grupo as tampas de 
refrigerantes, os copos de café, as cartilhas, os 
jornais, as revistas, a cola e as tesouras. O professor ou 
a professora solicita que cada criança da classe elabore o 
seu próprio alfabeto móvel, e cada uma recorta, das cartilhas, 
dos jornais e das revistas, as letras e as cola nas tampas de refrigerantes 
(parte externa) e nos copos de café (parte externa).
•	 Caixas de ovos
•	 Caixas de sapatos
•	 Cartilhas (livros didáticos), revistas ou jornais
•	 Colas e tesouras
•	 Fita adesiva
•	 Copos de café
•	 Tampas de refrigerantes
84
Su
ca
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Montagem do Alfabeto Móvel
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As crianças recebem, então, as tesou-
ras e as caixas de ovos, das quais, por solicita-
ção do professor ou da professora, tiram a tampa.
Depois que os alfabetos móveis e as caixas estiverem prontos, o pro-
fessor ou a professora prepara a continuidade da atividade com os grupos de 
alunos. Das caixas de ovos, os alunos utilizam os espaços profundos onde 
alocam as tampas de refrigerantes. O mesmo procedimento é realizado com 
as saliências internas da caixa de ovos, porém utilizando os copos de café. 
Sabendo das dificuldades que os alunos possuem no que se refere à 
construção da linguagem escrita, o professor ou a professora deve orientar 
a escolha de uma palavra com o número suficiente de letras em relação 
aos espaços contidos na caixa de ovos. Nesse caso, deve estar atento à 
quantidade de saliências internas quando utilizar o alfabeto móvel em co-
pos de café e aos espaços profundos quando utilizar o alfabeto móvel em 
tampinhas de refrigerantes. 
Caso a palavra escolhida seja maior que o espaço interno disponível 
nas caixas, o professor ou a professora precisa usar um grampeador e pren-
der uma caixa na outra para aumentar a quantidade de espaços. Quando o 
professor ou a professora trabalhar com elaboração de frases, deve entregar 
várias caixas aos alunos ou aos grupos. 
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Su
ca
ta
s
Utilização do alfabeto móvel feito com uma 
caixa de ovos e copos de café
Utilização do alfabeto móvel feito com uma 
caixa de ovos e tampas de refrigerante
87
A atividade leva a criança que utiliza apenas uma letra de cada 
sílaba para escrever uma palavra silábica a perceber que existem mais 
letras para compor determinada palavra. Essa atividade leva a uma 
percepção cognitiva em relação à palavra que está sendo construída, 
desenvolve a percepção de que as palavras de uma frase não ficam 
aglutinadas, além de mostrar como se dá a separação das sílabas 
das palavras num texto.
Resultados
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Su
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Bilboquê
89
O professor ou a professora pode utilizar caixas de sapatos, 
fita adesiva, barbante comprido, tesouras e cartolinas para que as 
crianças confeccionem um jogo semelhante ao bilboquê que pode 
ser utilizado para várias finalidades: leitura, resolução de problemas 
matemáticos, questões de outras matérias etc. 
Para tanto, cada criança pega uma caixa de sapatos, coloca 
divisórias de cartolinas (quantas forem necessárias) e cola, nos 
espaços internos, rótulos, letras, palavras, frases, contas de adição, 
subtração, multiplicação e divisão, expressões numéricas, problemas, 
conteúdos de Ciências, Estudos Sociais, entre outros. Para que o jogo 
fique pronto, as crianças fazem um furo na parte superior de uma das 
extremidades da caixa, nele amarram um pedaço de barbante com, 
aproximadamente, 40 cm de comprimento e prendem uma tampa 
de refrigerante na outra extremidade desse mesmo barbante. Após 
a confecção, jogam livremente. 
A atividade descrita também pode ser utilizada para realizar 
avaliação oral ou escrita com as crianças, sendo que elas mesmas 
elaboram as questões de cada disciplina dentro da caixa e respondem, 
ao jogarem o bilboquê, às questões atingidas pela tampa de 
refrigerante.
Outras Sugestões
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Objetivo
Suscitar a percepção dos diferentes materiais (plástico, 
papel, cartolina, água) pela observação do seu movimento, 
refração e efeito de ampliação, como também registrar, por 
meio da observação, o desenho das letras do sistema alfabético 
e a grafia das palavras.
91
•	 Garrafas de refrigerante vazias, sem rótulo e 
transparentes 
•	 Jornais, revistas, cartilhas (livros didáticos)
•	 Água
•	 Rótulos de embalagens
•	 Tesouras
•	 Caderno para registro
Materiais a Serem Utilizados
Os alunos são divididos em grupos de, aproximadamente, 05 integrantes 
cada. Cada grupo é equipado com jornais, revistas, cartilhas, garrafas de 
refrigerantes, tesouras e embalagens com rótulos. O professor 
ou a professora solicita que cada grupo recorte letras, 
palavras ou frases dos jornais, cartilhas, revistas, 
gravuras etc. Após o término dessa atividade, os 
alunos colocam o que recortaram nas garrafas, as 
enchem de água quase até a borda, deixando um 
espaço de ar de 6 cm aproximadamente, e as 
fecham para trabalharem com o material que foi 
depositado dentro delas. Prontas as garrafas, o 
professor ou a professora solicita a cada grupo 
que escolha um colega e deixe rolar a garrafa 
até ele. O colega escolhido lê o que está dentro 
da garrafa e registra, em seguida, o que leu num 
caderno de atividades. 
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G
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Recortando uma palavra de uma embalagem
Colocando as palavras 
recortadas dentro da garrafa com água
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Mexendo a garrafa para ler as palavras 
extraídas de embalagens e revistas
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G
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as As crianças gostam dessa atividade, pois todo o material de 
aprendizagem é confeccionado por elas. Além disso, o efeito que a 
água produz – “aumentar” os objetos que estão dentro da garrafa – as 
deixa surpresas. O nome Garrafa Mágica foi sugestão de um grupo 
de crianças.
Resultados
95
Outras Sugestões
Antes de iniciar o trabalho com recorte de letras, palavras ou fra-
ses, o professor ou a professora pode solicitar às crianças que encham 
totalmente as garrafas com água. Como a água nas garrafas produz 
um efeito de lente de aumento, amplia as imagens e cria, com isso, um 
efeito visual divertido para as crianças. O professor ou a professora 
pode explorar esse efeito pedindo que observem os rostos dos seus co-
legas, especificamente os olhos, o nariz, a boca, as orelhas, os cabelos 
de cada um. Essa atividade pode ser utilizada para contar uma história 
que explore esses efeitos de aumento, como a história do Lobo Mau 
e de Chapeuzinho Vermelho em que a personagem pergunta “por que 
estes olhos tão grandes?”
Na garrafa, as crianças também podem colocar adições, 
subtrações, multiplicações, divisões e tabuadas para trabalhar a 
Matemática; palavras para trabalhar a gramática (separar palavras 
quanto ao número de sílabas por garrafa); gravuras para trabalhar a 
sequência lógica ou a elaboração de textos; e gravuras de animais para 
trabalhar a classificação das espécies. Também as garrafas podem ser 
utilizadas para simular um jogo de boliche ou um jogo de argolas, 
sendo que as crianças devem dizer o que tem dentro das garrafas 
quando as acertam.
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Desenvolver a motricidade das mãos e dos dedos, a 
coordenação visomotora e a percepção da construção da 
linguagem oral e escrita.
Objetivo
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Materiais a Serem Utilizados - Parte 01
As criançasdesenham livremente sobre um papel 
pardo, uma cartolina ou no chão (cimento ou lajota) 
utilizando, em um primeiro momento, o giz de 
cal colorido seco. Após o primeiro desenho, as 
crianças iniciam o segundo desenho com o giz 
molhado em água e, em seguida, o terceiro 
com o giz umedecido em azeite. Concluída 
a atividade com o giz, as crianças podem 
preencher os espaços dos desenhos com areia.
•	 Areia em saco plástico
•	 Giz de cal colorido (usado em quadros)
•	 Água em copo plástico
•	 Azeite de cozinha em copo plástico
•	 Papel pardo
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Utilizando giz seco para desenhar
Utilizando giz molhado em água para desenhar
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Utilizando giz umedecido em azeite para desenhar
Preenchendo o desenho com areia
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•	 Pincéis e guache
•	 Pedras
•	 Caderno para anotações
Materiais a Serem Utilizados - Parte 02
O professor ou a professora solicita que as crian-
ças recolham pedras do pátio da escola ou mesmo que 
tragam de casa para a atividade. Primeiro, as pedras 
devem ser limpadas com água ou um pano úmido. Em 
seguida, os alunos as pintam com guache de diferentes 
cores. Terminada a fase de pintura, os alunos podem utilizar 
as pedras coloridas para elaborar desenhos livres e espontâneos. 
Após essa exploração, utilizam as pedras para construir letras, palavras 
ou frases. Os resultados devem ser registrados no caderno.
101
Pintando as pedras para formar uma figura, 
uma letra, uma palavra ou uma frase
Letras, palavras e frase formadas 
com pedras pintadas
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As atividades citadas desenvolvem a pressão e a preensão sobre 
os instrumentos utilizados, como giz e pedras. Também promovem a 
iniciativa, a independência, a criatividade, a percepção das relações de 
causa e efeito (molhado e seco) e das semelhanças e diferenças entre 
materiais. Durante a realização da atividade, também são explorados 
aspectos como a atenção, a sociabilidade, a oportunidade de conversar 
sobre suas criações, a motricidade das mãos e dos dedos, a coordenação 
visual e motora e a percepção de cada letra que compõe uma palavra.
Resultados
103
Também podemos pedir para a criança deitar no papel pardo 
para que um colega contorne o seu corpo com o giz seco ou molhado. 
Terminado o contorno do corpo de todos os alunos, podemos suge-
rir que registrem, no desenho de cada parte do corpo, algo positivo 
e negativo que essa parte pode realizar. Caso as crianças ainda não 
saibam escrever, o professor ou a professora pode registrar o que for 
falado por elas.
Outras Sugestões
Re
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Objetivo
Desenvolver a linguagem escrita, não só como instrumento 
de comunicação, mas também como instrumento de compreensão, 
de organização e de geração de ideias.
105 105
Materiais a Serem Utilizados
•	 Transparências 
•	 Canetas para transparência
•	 4 folhas de papel celofane de cores diferentes
•	 Revistas, livros didáticos (cartilhas)
•	 Papel pardo
•	 Tesouras
•	 Caderno para anotações
•	 Assadeira de vidro transparente
O professor ou a professora mostra o retroprojetor para as crianças e 
explica como funciona. Também permite que elas explorem esse instrumen-
to com suas mãos, façam teatro com os dedos e mãos e criem imagens de 
bichos, de letras, entre outros. Após a exploração do aparelho, o professor 
ou a professora divide a turma em equipes e dá a cada uma delas duas folhas 
de transparência, um estojo de canetas para transparências, quatro folhas de 
papel celofane de cores diferentes, revistas, cartilhas, tesouras, barbantes e 
palitos de dente. 
Primeiramente, cada equipe recorta as gravuras de uma revista ou carti-
lha para realizar o trabalho com as sombras no retroprojetor, nele colocando 
as gravuras que recortou. Os colegas das outras equipes escrevem a palavra 
que corresponde à sombra projetada. Após essa atividade, os alunos realizam 
desenhos livres no papel celofane, recortam os desenhos e os colocam sobre 
o retroprojetor. Os colegas identificam o que foi desenhado e, novamente, 
registram no caderno.
Re
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Com as sombras e com os desenhos feitos 
com o papel celofane, as equipes podem elaborar 
um texto coletivo e contar a história para as outras 
equipes. Essas histórias também devem ser registradas no caderno 
pelos alunos ou no papel pardo pela professora. Com as sombras 
das gravuras recortadas e com os desenhos feitos em papel celofane, 
também é possível elaborar, com a turma, mapas, paisagens, letras, 
palavras, frases, entre outros. 
A ideia desta atividade com o retroprojetor, é trabalhar uma espécie de teatro de sombras. Então, ela poderá ser desenvolvida pelo professor, caso a escola ainda possua esta 
ferramenta em seu acervo.
Sombra de letras, palavras e frases
107 107
O professor ou a professora utiliza esses 
materiais confeccionados pelos alunos (gravuras 
das revistas e desenhos feitos em papel celofane) 
para elaborar frases enigmáticas sobre transparências 
e as expõe no retroprojetor. Em seguida, os alunos (selecio-
nados pelo professor ou pela professora ou ao acaso) resolvem a carta 
enigmática. Para tanto, retiram a gravura da transparência e, com a 
caneta, escrevem a palavra que substitui a imagem. Caso a criança que 
está realizando essa atividade tenha dificuldades, os colegas podem 
ajudá-la a construir a palavra. 
Re
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Sombra de letras e palavras
Frase enigmática com sombras
A ideia desta atividade com o retroprojetor, é trabalhar uma espécie de teatro de sombras. Então, ela poderá ser desenvolvida pelo professor, caso a escola ainda possua esta 
ferramenta em seu acervo.
109 109
A luz projetada pelo retroprojetor desperta a curiosidade e 
chama grande atenção das crianças. A transferência de imagens 
para a parede (imagens que podem ser manipuladas naquele mesmo 
momento) cria sensações de surpresa, de curiosidade sobre o fun-
cionamento e, por que não, de encantamento. Esses aspectos todos 
agem como fatores motivacionais, devendo ser aproveitados para 
criar um ambiente de aprendizagem. Essa motivação desenvolve, 
na criança, novas ideias, a criatividade, a atenção e a vontade de 
escrever, pois tudo é diferente. O mundo está diferente.
Resultados
Re
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Outras Sugestões
Após a correção de textos produzidos pelos alunos, o professor ou a 
professora pode transferir os erros de grafia, pontuação e sequência lógica, 
por exemplo, para uma transparência e elaborar um novo texto com os erros 
detectados. Em sala de aula, o professor ou a professora exibe o texto com o 
auxílio do retroprojetor, assim iniciando um processo de reescrita e discussão 
com os alunos. Os alunos registram o novo texto em seus cadernos. Outra 
sugestão é dividir a classe em equipes e atribuir a tarefa de redigir um texto 
em transparência para apresentar aos colegas posteriormente.
Essas equipes também podem utilizar uma forma de vidro transparente 
sobre o retroprojetor para trabalhar com a água. Sugerimos a utilização da 
assadeira para que a água não escorra pelo aparelho, pois pode danificá-lo. 
Com a assadeira, os alunos podem, por exemplo, utilizando um pouco de 
água num canto, simular uma lagoa dentro de uma fazenda; construir, com 
papel celofane, a casa, os animais, a vegetação, os peixes da lagoa, os patos 
e outros. Essa lagoa pode ser colorida apenas com anilina, e os peixes e patos 
podem ser confeccionados com a tampa ou o próprio recipiente de iogurte 
para não se danificar com a água. O professor ou a professora também pode 
trabalhar as cores utilizando a anilina dentro da assadeira com água. 
Com os palitos de dente e com o barbante sobre um retroprojetor, os 
alunos podem desenhar livremente, confeccionar letras, palavras, frases e 
números. É sempreimportante lembrar que os alunos devem transcrever 
para seus cadernos o resultado de suas atividades, seja texto, seja problema 
matemático etc.
111 111
Imagem da fazenda projetada
A ideia desta atividade com o retroprojetor, é trabalhar uma espécie de teatro de sombras. Então, ela poderá ser desenvolvida pelo professor, caso a escola ainda possua esta 
ferramenta em seu acervo.
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Objetivo
Desenvolver a parte fonoarticulatória 
e aprimorar as linguagens oral e escrita.
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Materiais a Serem Utilizados
•	 Caderno para anotações
•	 4 pacotes de anilina comestível ou gelatina em pó ou suco em pó de 
diferentes cores para cada grupo
•	 Folhas de papel sulfite ou um caderno
•	 Lápis ou caneta
Os alunos são divididos em diversos grupos, e cada grupo recebe os 
pacotes de anilina comestível, gelatina em pó ou suco em pó e uma folha de 
papel sulfite ou um caderno. Em grupo, elaboram uma história e a dramati-
zam utilizando os movimentos e os sons produzidos pela boca e pela língua.
 
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Anotando a história para a execução 
do trabalho fonoarticulatório
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Antes da apresentação das histórias, os alunos pintam as suas línguas 
com a anilina comestível ou gelatina em pó ou suco em pó. Um aluno de cada 
grupo lê a história para os outros colegas enquanto os demais a dramatizam 
com mímica utilizando a língua apenas. Os sons e os movimentos podem ser 
produzidos de diversas formas:
•	 tocar os dentes com a ponta da língua;
•	 tocar o canto dos lábios com a ponta da língua; 
•	 colocar a língua para fora da boca e explorar: direita, esquerda, 
para cima, para baixo;
•	 estalar a língua (imitar o trote de cavalo);
•	 lamber picolés, pirulitos grandes e pequenos;
•	 escovar a língua de dentro para fora, em cima;
•	 circular a ponta da língua entre os lábios e os dentes;
•	 dobrar a ponta da língua e passá-la no céu da boca;
•	 tossir;
•	 raspar a garganta;
•	 gargarejar;
•	 bocejar;
•	 fazer gestos e mímica facial: expressões de alegria, tristeza, 
espanto.
A narração de uma história da própria língua como personagem 
personificado possibilita a utilização de variados movimentos e sons do 
aparelho fonoarticulatório.
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Movimento fonoarticulatório da língua
117
Resultados
A língua é uma parte importante do corpo. Todavia, nós, geralmente, 
não lhe damos a devida importância e a temos como algo qualquer. A 
língua é muito sensível: ela nos conta quando as coisas são doces, azedas, 
amargas, salgadas. É usada para mastigar, engolir e, acima de tudo, para 
falar. A língua não apenas discrimina se as coisas são doces e azedas, 
como também pode contar se algo é duro, mole, quente, frio, rugoso e 
áspero. Os dentes, os lábios e as bochechas estão intimamente ligados 
à língua.
Essa atividade que envolve a língua, além de desenvolver a parte 
fonoarticulatória, possibilita que as crianças aprimorem as linguagens 
oral e escrita ao elaborarem os seus textos.
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Objetivo
Auxiliar no desenvolvimento da atenção, da 
concentração, do controle e da capacidade 
respiratória.
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•	 Chumaços de algodão
•	 Canudinhos finos
•	 Canudinhos grossos
•	 Cartolinas
•	 Estojos de canetas hidrocor
•	 Réguas
•	 Folhas de papel sulfite
•	 Colas
•	 Tesouras
•	 Copos de cafezinho
•	 Fitas adesivas
Num primeiro momento, os alunos recebem orientação para 
elaborarem, com os materiais, um campo de futebol e um campo de 
basquete sobre as cartolinas. Os campos devem ser desenhados de acordo 
com as normas de cada esporte. Os canudinhos são utilizados para a 
construção das traves e a sustentação da cesta de basquete. As cestas de 
basquete são confeccionadas com copos de cafezinho abertos embaixo. 
A bola, tanto a de futebol quanto a de basquete, é feita com chumaços 
de algodão, podendo ser colorida de acordo com as cores de um jogo 
real. A bola de futebol é movida assoprando pelo canudinho, enquanto 
que a bola de basquete é movida por sucção, também com a utilização 
do canudinho.
Materiais a Serem Utilizados
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Confecção do campo de futebol e
do campo de basquetebol
121
Uma vez terminada a confecção dos 
campos, os alunos elegem o time e o juiz 
e iniciam o jogo respeitando as regras ela-
boradas pela equipe. Num primeiro momento, 
podem jogar utilizando um canudinho fino e, em 
outro momento, um canudinho grosso.
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Jogo de futebol
Jogo de basquetebol
123
Essa atividade auxilia o controle do corpo, a percepção, a aten-
ção, a concentração e a capacidade respiratória dos alunos. Os alunos 
também precisam saber respirar e controlar a sua respiração para 
conseguirem aumentar a sua capacidade respiratória. Essa atividade 
pedagógica, além de trabalhar aspectos pneumofonoarticulatórios, 
desenvolve a linguagem oral, a criatividade, noções matemáticas 
(figuras geométricas, retas, circunferência, medida, dobro, metade), 
a percepção espacial e a observação.
Resultados
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O método de alfabetização apresentado neste livro, apesar de lúdico, 
possui uma abordagem neuropedagógica e abrange diversas atividades 
práticas com o objetivo de facilitar o aprendizado. É certo que o processo 
de alfabetização se dá mais facilmente quando existe um envolvimento lú-
dico, mas esse aprendizado é reforçado, principalmente, quando utilizado o 
corpo da própria criança, pois se trata de uma referência permanente, além 
de que a criança subentende a sua presença no mundo por intermédio do 
seu próprio corpo.
Contudo, é fundamental que o professor e a professora tenham visão 
crítica sobre cada atividade executada por seus alunos. Executar a atividade 
pelo simples fato de patrocinar um momento a mais não trará os benefícios 
desejados. Cabe ao educador e à educadora observar os resultados de cada 
atividade, pensar e refletir sobre cada resposta percebida e, quando neces-
sário, adaptar a atividade para que se acomode, da melhor forma, em sua 
realidade e na de seus alunos. 
Assim, mais do que fazer exercícios, este livro procura chamar a aten-
ção do educador e da educadora para que realizem uma mudança de postura 
no manejo da sua classe, assim buscando resultados voltados ao aprendizado 
dos seus alunos frente a uma sociedade que cobra continuamente uma me-
lhor posição e um desempenho cognitivo mais efetivo. Tudo isso, porém, 
deve acontecer sem deixar de olhar para o aluno, sem deixar de sentir seus 
anseios, seus medos e suas paixões. 
Lembrem-se, educador e educadora, que conhecer o aluno é muito 
mais do que um simples olhar biológico, mais do que uma análise cultural 
e muito mais do que um envolvimento social. Olhar o aluno é se voltar para 
um ser humano que está em plena formação, e vocês, educador e educadora, 
têm a oportunidade única de participar diretamente desse maravilhoso pro-
cesso de formação. Percebam que, por mais técnica que seja a informação, 
o processo de ensino-aprendizagem não se desvencilha da formação ética. 
Aproveitem a oportunidade, transformem a sua sala de aula e façam com 
que o mundo seja um lugar melhor para se viver.
125
Caro(a) educador(a):
A sua opinião sobre este livro é muito importante para mim! 
Por isso, será muito significativo receber um e-mail seu...
Meu endereço eletrônico é juliannefischer@me.com
 
 Julianne 
QUEM SOMOS 
O Instituto Agenda Positiva é uma Organização Não 
Governamental voltada para o desenvolvimento educacional 
eficaz e inclusivo. Proferimos palestras e ministramos cursos 
com o foco na formação continuada dos professores nas áreas 
de alfabetização e letramento, inclusão escolar e orientação 
para a superação das dificuldades da aprendizagem. 
Ainda, realizamos avaliação e diagnóstico das dificuldades 
apresentadas pelos alunos e orientamos os seus professores 
sobre os caminhos para que eles superem essas dificuldades 
de aprendizagem.
127
QUEM SOMOS 
A UniAmérica, primeiroCentro Universitário do 
Paraná sem fins lucrativos, é considerada pelo Ministério da 
Educação e Cultura MEC uma das instituições de ensino mais 
inovadoras do país. Com foco exclusivo no aprendizado real 
dos acadêmicos, o Centro Universitário tem o propósito de 
ser um ambiente de ensino e aprendizagem que permita gerar 
oportunidades para as pessoas serem protagonistas da própria 
evolução, por meio de processos educacionais inovadores e 
integrados à comunidade, em prol da transformação social.
E d i t o r a
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