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Anny K. - 102 
 
Fácies 
 
• É o conjunto de dados exibidos na face do paciente;
• É importante conhecer as fácies e expressões dos 
pacientes pois certas doenças imprimem na face 
traços característicos;
→ Fácies normal ou atípica: é importante identificar, no 
rosto do paciente, sinais de tristeza, ansiedade, 
medo etc.; 
→ Fácies hipocrática: olhos fundos, parados e 
inexpressivos. Nariz afila-se e os lábios se tornam 
adelgaçados. Rosto suando. Palidez cutânea e 
discreta cianose labial; 
 
→ Fácies renal: presença de edema que predomina ao 
redor dos olhos (periorbital). Completa o quadro de 
palidez cutânea; 
 
 
→ Fácies leoninas: as alterações desta fácies são 
produzidas pelas lesões do mal de Hansen. Pele com 
lepromas variados. Bochechas e mento se 
deformam pelo aparecimento de nódulos; 
 
→ Fácies adenoidiana: nariz pequeno e afilado e boca 
sempre entreaberta. Aparece em indivíduos com 
hipertrofia das adenoides; 
 
→ Fácies parkinsoniana: cabeça inclina-se um pouco 
para frente e permanece imóvel nesta posição. 
Olhar fixo e expressão de espanto; 
 
→ Fácies basedowiana: olhos salientes (exoftalmia) e 
brilhantes. Apresenta aspecto de espanto e 
ansiedade. Há presença de um bócio. Indica 
hipertireoidismo; 
 
→ Fácies mixedematosa: rosto arredondado, nariz e 
lábios grossos, pele seca, espessada e com 
acentuação de seus sulcos. Aparece no 
hipotireoidismo ou mixederma; 
 Anny K. - 102 
 
 
→ Fácies acromegálica: há Saliência das arcadas 
supraorbitárias, proeminência das maçãs do rosto e 
maior desenvolvimento do maxilar inferior; 
 
→ Fácies cushingoide ou de lua cheia: há 
arredondamento do rosto, com acentuação dos 
traços faciais. Observada nos casos de síndrome de 
Cushing por hiperfunção do córtex suprarrenal; 
 
→ Fácies mongoloide: há uma prega cutânea que torna 
os olhos oblíquos, bem distantes um do outro. É 
observado na síndrome de Down; 
 
→ Fácies de depressão: Cabisbaixo, os olhos com pouco 
brilho e fixos em um ponto distante; 
 
→ Fácies pseudobulbar: há súbitas crises de choro ou 
de riso involuntárias, mas conscientes. Aparece 
geralmente na paralisia pseudobulbar 
(arterosclerose cerebral); 
 
→ Fácies da paralisia facial periférica: observa-se 
assimetria da face, impossibilidade de fechar as 
pálpebras, repuxamento da boca para o lado são e 
pagamento do sulco nasolabial; 
 
→ Fácies miastênica ou de Hutchinson: observa-se 
ptose palpebral bilateral que obriga paciente a 
franzir a testa e levantar a cabeça. Ocorre na 
miastenia gravis; 
 
→ Fácies de deficiente mental: traços faciais apagados 
e grosseiros. A boca está constantemente 
entreaberta e as vezes com salivação. O olhar é 
desprovido de objetivo; 
 
 Anny K. - 102 
 
→ Fácies etílica: observa-se olhos avermelhados e 
certa ruborização da face. Há ainda, hálito etílico e 
voz pastosa; 
 
→ Fácies esclerodérmica: há quase completa 
imobilidade facial. Fisionomia inexpressiva, parada e 
imutável. 
 
 
Atitude e decúbito preferido no 
leito 
• As atitudes são classificadas em voluntárias e 
involuntárias; 
• Têm valor diagnóstico aquelas involuntárias ou as que 
proporcionam alívio para algum sintoma; 
→ São as que o paciente adota por sua vontade; 
→ Compreendem a ortopneica, genupeitoral, posição de 
cócoras, parkinsoniana e diferentes decúbitos; 
ORTOPNEICA 
 Posição para aliviar falta de ar decorrente de 
insuficiência cardíaca, asma brônquica e ascites 
volumosas; 
 Permanece à beira do leito com os pés no chão ou 
em banqueta, e as mãos apoiadas no colchão para 
melhorar um pouco a respiração; 
genupeitoral 
 Posicionado de joelhos com tronco fletido sobre as 
coxas, enquanto a face anterior do tórax põe-se em 
contato com solo ou colchão; 
 Essa posição facilita enchimento do coração em 
casos de derrame pericárdico; 
 
POSIÇÃO DE CÓCORAS 
 É observada em crianças com cardiopatia congênita 
cianótica; 
 Proporciona algum alívio da hipóxia generalizada; 
 
PARKINSONIANA 
 Ocorre em pacientes com a doença de Parkinson; 
 Ao se pôr de pé, apresenta semiflexão da cabeça, 
tronco e mmii; 
 Ao caminhar parece estar correndo atrás de seu 
próprio eixo de gravidade; 
 
decúbito 
 Decúbito lateral: é uma posição que costuma ser 
adotada quando há uma dor de origem pleurítica. Ele 
se deita sobre o lado da dor; 
 Decúbito dorsal: com pernas fletidas sobre as coxas 
e estas sobre as bacias, é observado nos processos 
inflamatórios pelviperitoneais; 
 Decúbito ventral: comum em portadores de cólicas 
intestinais. O paciente deita-se de bruços e, às 
vezes, coloca um travesseiro debaixo do ventre; 
 
 Anny K. - 102 
 
→ As atitudes involuntárias independem da vontade do 
paciente e incluem atitude passiva, ortótono, 
opistótono, emprostótono, pleurostótono e posição 
em gatilho e torcicolo e mão pêndula da paralisia 
radial; 
PASSIVA 
 Quando o paciente fica na posição em que é colocado 
no leito, sem que haja contração muscular; 
 Ocorre em pacientes inconscientes ou comatosos; 
Ortótono 
 Todo tronco e membros encontram-se rígidos, sem 
se curvarem para diante, para trás ou para um dos 
lados; 
opistótono 
 Decorrente da contratura da musculatura lombar; 
observado nos casos de meningite e tétano; 
 O corpo passa a se apoiar na cabeça e nos 
calcanhares, emborcando-se como um arco; 
 
emprostótono 
 Observado nos casos de meningite, tétano e raiva; 
 O corpo do paciente forma uma concavidade voltada 
para diante; 
 
pleurostótono 
 Observado nos casos de meningite, tétano e raiva; 
 O corpo do paciente se curva lateralmente; 
 
 
Posição em gatilho 
 Encontrada na irrigação meníngea; 
 Caracteriza-se pela hiperextensão da cabeça, 
flexão das pernas sobre as coxas e encurvamento 
do tronco com concavidade para diante; 
 
Musculatura 
• Para investigação semiológica da musculatura 
emprega-se a inspeção e palpação; 
• Inspeção: olhara superfície corporal, observando 
relevo das massas musculares mais volumosas; 
• Palpação: realizada com as polpas digitais colocadas 
em forma de pinça. Palpa-se o músculo ou grupo 
muscular em repouso primeiro e depois em estado 
de contração; 
 Troficidade: corresponde à massa do próprio 
músculo; 
 Tonicidade: estado de semicontração própria do 
m. normal; 
Quanto à troficidade: 
• Musculatura normal; 
• Musculatura hipertrófica: aumento da massa 
muscular; 
• Musculatura hipotrófica: diminuição da massa 
muscular; 
Quanto á tonicidade 
• Tônus normal; 
• Hipertonicidade ou rigidez: estado se contração ou 
semicontração mesmo em :repouso; 
• Hipotonicidade ou flacidez: tônus diminuído ou 
ausente; 
Exemplos de alterações da musculatura 
• Poliomielite: hipotrofia e flacidez (decorrente de 
lesões do neurônio motor inferior); 
• Hemiplegias: hipertonicidade; 
 Anny K. - 102 
 
• Lesões extrapiramidais: típico aumento da tonicidade 
sem alterações da troficidade; 
 
Movimentos involuntários 
• São movimentos anormais ou involuntários; 
• Alguns movimentos involuntários são constantes, 
outros ocorrem periodicamente ou em crises; 
tremores 
 Movimentos alternantes, mais ou menos rápidos e 
regulares, de pequena ou média amplitude; 
 Afetam partes distais dos membros; 
Verificação de tremores 
✓ Solicita-se que o paciente estenda as mãos com as 
palmas voltadas para baixo e com os dedos 
separadas; 
✓ Solicita-se que o paciente leve um copo, em uma das 
mãos, da mesa até a boca. 
Classificação dos tremores 
 Tremor de repouso: surge durante repouso e 
desaparece com os movimentos e o sono. É 
oscilatório. Observado no parkinsonismo; 
 Tremor de atitude: surge quando membro é colocada 
em determinada posição. Ocorre em pré-com 
hepático, flapping ou Asterix na doença de Wilson 
 Tremor familiar: subtipo do de atitude. É grosseiro, 
regular e acentuado por emoções. Acomete vários 
membros de uma família; 
 Tremor de ação: surge ou agrava quando um 
movimento é executado. Aparece nas doenças 
cerebelares; 
 Tremor vibratório: fino, rápido, como se fosse umavibração. Pode surgir no hipertireoidismo, alcoolismo 
e na neurossífilis; 
Movimentos coreicos 
 São movimentos involuntários, amplos, 
desordenados, de ocorrência inesperada e 
arrítimicos, uniformes e sem finalidade; 
 Localizam-se na face, mmii e mmss; 
 Para melhor observá-los, solicita-se ao paciente que 
se deite o mais relaxado possível ou que fique 
sentado à beira do leito com pernas pendentes; 
 Esses movimentos são principais manifestações da 
síndrome coreica; 
 
Movimentos atestóicos 
 Movimentos involuntários que ocorrem nas 
extremidades; 
 São lentos e lembram um movimento de tentáculos 
do polvo; 
 Determinam atetose as lesões dos núcleos da base; 
hemibalismo 
 Movimentos abruptos, violentos, de grande 
amplitude, rápidos e geralmente limitados a uma 
metade do corpo; 
 Decorrem d elesões extrapiramidais; 
mioclinias 
 Contrações musculares breves, rítmicas ou 
arrítmicas; 
 Relatados como abalos, choques, sacudidas; 
mioquinias 
 Contrações fibrilares do tipo ondulatório, surgem em 
músculos integros; 
 Ocorre com maior frequência em pacientes 
neuróticos e em pessoas fatigadas; 
asterix 
 Movimentos rápidos, de amplitude variável, que 
ocorrem nos segmentos distais e apresentam certa 
semelhança combater de asas; 
 Frequente na insuficiência hepática e coma urêmico; 
tiques 
 Involuntários que se repetem sucessivamente; 
 Simples: envolvem grupos musculares isolados 
(piscamentos, balanceio da cabeça); 
 Complexos: padrões elaborados de movimento; 
Convulsões 
 Movimentos musculares súbitos e incoordenados, 
involuntários e paroxísticos; 
tetania 
 Movimentos involuntárias e caracteriza-se por 
crises exclusivamente tônicas quase sempre 
localizadas nas mãos e pés; 
 Ocorre em hipocalcemias 
; 
 
 Anny K. - 102 
 
Circulação colateral 
 
• Significa presença de circuito venoso anormal visível 
ao exame de pele; 
• Indica dificuldade ou impedimento do fluxo venoso 
através dos troncos venosos principais, por causa 
desse obstáculo o sangue se desvia para as 
colaterais; 
• Deve ser analisada segundo: localização, direção do 
fluxo sanguíneo, existência de frêmito ou sopro; 
 
 
 
 
localização 
 Tórax, abdome, raiz dos mmss e segmento cefálico; 
Direção do fluxo sanguíneo 
 Comprime-se as polpas digitais dos dois indicadores, 
colocando rentes um ao outro, um segmento da veia 
a ser analisada; 
 Em seguida, os dedos vão se afastando; 
 Feito isso, procura-se observar reenchimento do 
seguimento venoso. Se ocorrer enchimento imediato 
da veia, significa que o sangue está fluindo no sentido 
do dedo que permanece fazendo compressão; 
Existência de frêmito e/ou sopro 
 Existência de frêmito é perceptível pelo tato e 
sopro pela ausculta; 
TIPO BRAQUICEFÁLICA 
 Aparecimento de veias superficiais ingurgitadas em 
ambos lados da parte superior do tórax; 
 Se o obstáculo estiver no tronco braquicefálico 
direito, haverá estase na veia jugular externa 
direita, que permanece não pulsátil; 
 Se o obstáculo estiver no tronco braquicefálico 
esquerdo, haverá jugular esquerda túrgida e não 
pulsátil e empastamento da fossa supraclavicular 
esquerda; 
TIPO cava superior 
 A rede venosa colateral vai se distribuir na metade 
superior da face anterior do tórax; 
 A direção do fluxo sanguíneo é toracoabdominal; 
 Anny K. - 102 
 
 Ocorre estase jugular bilateral não pulsátil, cianose 
e edema localizado na porção superior do tronco, 
pescoço e face; 
 
 
TIPO porta 
 O obstáculo pode estar situado nas veias supra-
hepáticas, no fígado ou na veia porta; 
 A rede venosa vicariante localiza-se na face 
anterior do tronco, nas regiões periumbilicais, 
epigástrica e face anterior do tórax; 
 Direção do fluxo sanguíneo será de baixo para cima; 
 
TIPO cava inferior 
 O obstáculo situa-se na veia cava inferior; 
 A circulação colateral vai se localizar na parte 
inferior do abdome, região umbilical e face anterior 
do tórax; 
 A causa mais frequente é compressão extrínseca 
por neoplasias intra-abdominais.

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