A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
23 pág.
Abdome Agudo (Resumo)

Pré-visualização | Página 1 de 8

P Sinais e sintomas de dor e sensibilidade abdominal, uma manifestação clínica que, em geral, requer terapia cirúrgica 
P O diagnóstico varia conforme a idade e o sexo. 
P JOVENS → apendicite é mais comum 
P IDOSOS → doença biliar, a obstrução intestinal, a isquemia e o infarto intestinal e a diverticulite 
P CAUSAS CIRÚRGICAS → maioria resultam de infecção, isquemia, obstrução ou perfuração. 
P CAUSAS NÃO CIRÚRGICAS → divididas em três categorias, endócrinas e metabólicas, hematológicas e toxinas ou drogas 
 
P A dor abdominal é dividida em componentes viscerais e parietais. 
P Em geral é consequência de distensão de uma víscera oca. 
P A dor na parede abdominal depende do comportamento das raízes 
dos nervos segmentar que inervam o peritônio e tendem a ser mais 
agudas e mais bem-localizadas. 
P Dor referida → dor percebida em um local distante da fonte do 
estímulo 
 
P Abscesso → penetração de bactérias/irritantes químicos na cavidade peritoneal pode causar um extravasamento de líquido 
↳ O peritônio responde à inflamação → ↑fluxo sanguíneo, ↑permeabilidade e formação de exsudato fibrinoso 
↳ Intestino desenvolve paralisia local ou generalizada. 
↳ Superfície fibrinosa + ↓movimento intestinal → aderência entre o intestino e o omento ou a parede abdominal e 
ajudam a bloquear a inflamação. 
↳ Como resultado pode produzir dor aguda localizada com ruídos hidroaéreos e função gastrointestinal preservados 
P Processo difuso, como uma úlcera duodenal perfurada → dor abdominal generalizada com ↓motilidade intestinal. 
P Peritonite → pode afetar toda a cavidade abdominal ou parte do peritônio visceral ou parietal. 
↳ Sensibilidade intensa à palpação, com ou sem descompressão brusca positiva e retração abdominal à compressão. 
↳ Geralmente secundária a uma agressão inflamatória → frequentemente Gram-negativa por um organismo entérico ou 
anaeróbio. 
↳ Pode resultar de inflamação não infecciosa → pancreatite. 
↳ Primária → crianças → Pneumococcus ou Streptococcus spp hemolítico. 
▪ Adultos com cirrose e ascite podem desenvolver e, nesses casos, os organismos são geralmente E. coli e Klebsiella 
1. REALIZE UM EXAME BREVE 
↳ Olhe para o paciente e identifique se aparenta morbidade 
↳ Avalie a responsividade, com foco na abertura ocular, e nas respostas verbais e motoras. 
↳ Avalie as vias aéreas, a respiração e a circulação. 
↳ Registre e analise um conjunto completo de sinais vitais. 
↳ Calibre a perfusão para o cérebro e as extremidades. 
↳ Continue o exame físico com a inspeção do abdome, buscando sinais de um abdome agudo: dor ao rebote, abdome em 
tábua ou defesa abdominal, ou ainda uma massa pulsátil óbvia 
↳ Se for apropriado, realize um exame retal, procurando por sangue. 
↳ No paciente agudo, a US emergencial à beira do leito é útil na identificação de aneurismas da aorta ou dissecções, 
líquido intraperitoneal e/ ou colapso da VCI (avaliação da volemia) 
↳ Se a instabilidade for confirmada, as medidas para estabilizar o paciente devem ser tomada imediatamente 
2. IDENTIFIQUE OS CANDIDATOS À CIRURGIA DE EMERGÊNCIA 
↳ Aqueles que precisarem de avaliação cirúrgica precoce ou intervenção incluem pacientes com abdome agudo, massas 
abdominais pulsáteis ou choque com dor abdominal. 
↳ Se a hipotensão ou a instabilidade hemodinâmica estiverem presentes associadas à dor abdominal, especialmente na 
hemorragia gastrintestinal ou com abdome rígido, há uma forte possibilidade de existir uma patologia letal, e a consulta 
cirúrgica deve ser solicitada imediatamente 
3. TRATE O CHOQUE 
↳ Oxigênio em fluxos de 2-10 L/min por cânula nasal ou máscara. 
▪ Mantenha a saturação de oxigênio > 95% 
↳ Insira dois cateteres intravenosos de grande calibre nas extremidades superiores 
↳ Obtenha sangue para um hemograma completo (HMG), eletrólitos séricos, lipase, testes de função renal, provas de 
função hepática, teste de gravidez, lactato sérico e um teste de glicose rápida à cabeceira. 
▪ Envie, também, um tubo de sangue para tipagem e reações cruzadas 
↳ Considere o uso de US emergencial à beira do leito para avaliação de líquido livre e aneurisma da aorta 
↳ Infusão rápida de solução cristaloide. 
▪ Titule a taxa de infusão conforme a pressão arterial. 
▪ Inicialmente, dê um bolo 1 L em 10-20 min (dose de adultos) 
↳ Insira um cateter urinário para monitorar a produção de urina e enviar 
uma amostra para análise 
↳ Obtenha uma gasometria 
↳ Insira uma sonda nasogástrica se o paciente demonstrar evidência de 
obstrução intestinal. 
▪ Considere também na peritonite, no íleo paralítico grave ou na 
suspeita de hemorragia gastrintestinal 
↳ Obtenha um ECG de 12 derivações e comece a monitoração cardíaca 
contínua 
↳ Se há suspeita de peritonite bacteriana ou víscera perfurada, comece 
antibióticos de amplo espectro assim que as culturas apropriadas forem 
obtidas 
 
P A história deve não apenas enfocar a investigação das queixas de dor, mas problemas antecedentes e os sintomas associados. 
P Determinar como o paciente sente a dor e/ou se qualquer coisa a torna melhor ou pior. 
P Dor identificada com um dedo → mais localizada e típica de inervação parietal ou inflamação peritoneal 
P Área de desconforto com a palma da mão → desconforto visceral do intestino ou doença de órgão sólido. 
↳ A intensidade e a gravidade da dor relacionam-se com a lesão do tecido subjacente. 
P Início súbito de dor lancinante → perfuração intestinal ou embolização arterial com isquemia, embora outras condições como 
cólica biliar possam manifestar-se subitamente também. 
P Dor que se desenvolve e se exacerba ao longo de várias horas → condições de inflamação progressiva ou infecção, como 
colecistite, colite ou obstrução intestinal 
 
P Irradiação 
↳ A dor de órgão sólido visceral no abdome é generalizada no quadrante do órgão 
envolvido 
↳ QSD → dor hepática 
▪ O fígado partilha parte de sua inervação com o diafragma e pode criar dor 
referida no ombro direito mediada pelas raízes nervosas de C3-C5 
↳ PERIUMBILICAL → intestino delgado, pouco localizada 
↳ ENTRE UMBIGO E SÍNFISE PUBIANA → dor do cólon 
↳ PERIUMBILICAL DIFUSA → apendicite aguda em sua fase inicial → DOR PONTO 
MCBURNEY 
↳ FLANCO → genitourinária, originando-se dos nervos esplâncnicos de T11-L1 → BOLSA 
ESCROTAL/GRANDES LÁBIOS → via plexo hipogástrico de S2-S4 
P Atividades que exacerbam e/ou aliviam a dor 
↳ INGESTA EXACERBA A DOR → obstrução intestinal, da cólica biliar, da pancreatite, da 
diverticulite ou da perfuração intestinal 
↳ ALIMENTO PODE ALIVIAR A DOR → úlcera péptica não perfurada ou da gastrite. 
P Irritação peritoneal → evitam qualquer atividade que mobilize o abdome. 
↳ Sentem melhora da dor quando flexionam os joelhos. 
↳ Náuseas, vômito, constipação, diarreia, prurido, melena, hematoquezia ou hematúria 
são sintomas úteis se presentes e reconhecidos. 
P Vômitos → podem ocorrer na vigência de dor grave de qualquer causa ou como resultado de 
obstrução intestinal mecânica ou íleo. 
P Constipação ou obstipação → pode resultar tanto de obstrução mecânica quanto de ↓peristaltismo. 
↳ Verificar se o paciente continua a eliminar gases ou fezes pelo reto. 
P Diarreia → enterite infecciosa, doença intestinal inflamatória e contaminação parasitária. 
↳ Com sangue pode ser observada nessas condições, da mesma forma que na isquemia colônica. 
P Medicamentos → podem tanto criar condições abdominais agudas como mascarar seus sintomas. 
▪ Quando houver choque persistente apesar da reposição de fluidos em um paciente com dor abdominal aguda, há indicação de 
laparotomia urgente. 
▪ Alguns pacientes não podem ser estabilizados antes da intervenção cirúrgica e devem ser conduzidos para uma intervenção emergencial, 
apesar da instabilidade. 
▪ A consultoria cirúrgica precoce é imperativa. 
↳ Opiáceos → podem contribuir para espasmo do esfíncter de Oddi e exacerbar a dor biliar ou pancreática. Também 
podem