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em: 21 jul. 2016. 
_______. Agenda 21 brasileira: ações prioritárias/Comissão de Políticas de Desenvolvimento Susten-
tável e da Agenda 21 Nacional. 2. ed. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2004. 158 p., 21 cm.
_______. Portal Brasil. Entenda o acidente de Mariana e suas consequências para o meio ambiente. 
2015. Disponível em: <www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2015/12/entenda-o-acidente-de-maria-
na-e-suas-consequencias-para-o-meio-ambiente/>. Acesso em: 19 ago. 2016.
DOVERS, S.R.; HANDMER, J.W. Uncertainty, sustainability and change. Global Environmental 
Change, v. 2, n. 4, p. 262-276, 1992. Disponível em: <http://www.sciencedirect.com/science/article/
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FLORIANO, Eduardo Pagel. Políticas de gestão ambiental. 3. ed. Santa Maria: UFSM-DCF, 2007.
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS. Anais 
do Seminário sobre a Formação do Educador para atuar no Processo de Gestão Ambiental. Bra-
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NOVAIS, Vânia Mendes da silva. Desafios para uma efetiva gestão ambiental no Brasil. Anais do 
Encontro baiano de Geógrafos. Universidade do Estado da Bahia (2014). Disponível em: <http://
www.uesb.br/eventos/ebg/anais/4h.pdf>. Acesso em: 22 jul. 2016.
Pacto Global
Rogério Dias Chaves
Introdução
Você já deve saber que a sociedade civil é composta por órgãos e instituições sem fins lucra-
tivos. Tais associações podem ser nacionais ou internacionais, como é o caso da Organização das 
Nações Unidas (ONU), que congrega diversas outras organizações segmentadas como a Organi-
zação mundial do Comércio (OMC), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização Interna-
cional do Trabalho (OIT).
Saiba que a ONU é responsável também por congregar todas as nações que sejam conside-
radas Estados, isto é, que tenham população permanente, território com fronteiras preestabeleci-
das, governo e soberania sobre seu território e em suas decisões internas.
Objetivos de aprendizagem 
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de:
 • compreender o conceito de Pacto Global e seus objetivos;
 • identificar os princípios fundamentais do Pacto Global.
Bons estudos!
1 Os 10 princípios do Pacto Global
Com o passar dos anos, a ONU foi crescendo com a adesão dos países e com o reconheci-
mento de Estados, além da criação de diversos segmentos de atuação, como Exércitos e Forças 
de Segurança. Tais inciativas visam proteger cidadãos em áreas de conflitos ou frente a alguma 
catástrofe natural.
Em 1948, a ONU criou a Carta dos Direitos Humanos, afirmando que toda a população mun-
dial deve ter acesso aos seus direitos básicos de cidadania e sobrevivência, no intuito de evitar que 
cada povo tenha estas prerrogativas perdidas ou subjugadas por eventuais governos locais.
Nesse contexto, o Pacto Global é o conjunto de dez princípios elaborado pela ONU, derivados 
dos itens:
 • princípios dos Direitos Humanos que vêm da Declaração Universal dos Direitos Huma-
nos de 1948;
 • princípios dos Direitos do Trabalho da OIT;
 • princípios de Proteção Ambiental da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desen-
volvimento Sustentável de 1992 (Eco-92) e depois em 2012 na Rio+20;
 • princípios contra a Corrupção da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção 
(ONU, 2010). 
Figura 1 – O Pacto Global.
Fonte: iulias/Shutterstock.com
Entenda que o Pacto Global é amplamente utilizado por empresas e países para demons-
trarem que suas ações e atividades estão de acordo com os princípios fundamentais e que as 
empresas são socialmente responsáveis.
1.1 Princípios de direitos humanos
Para o Pacto Global, os princípios de direitos humanos são:
 • Respeitar e proteger os direitos humanos
Neste sentido, a ONU orienta que na base das Constituições de todos os Estados, seja expli-
citado o respeito e a proteção dos Direitos Humanos. Independente de crença, raça, partidarismo 
político, gênero, idade ou status, as pessoas têm o direito de ir e vir e de desfrutar dos direitos 
humanos básicos à vida sem quaisquer tipos de restrições pela força ou pela moralidade vigente.
FIQUE ATENTO!
A ONU foi criada em 1948, dando continuidade ao processo de integração interna-
cional da Liga das Nações. Ela foi idealizada no período do final da Segunda Guerra 
Mundial (1939-1945), com a intenção de impor mecanismos de defesas para os 
Estados em tempos de guerra e minimizar os efeitos ou zerar as atrocidades come-
tidas e crimes contra os Direitos Humanos.
Figura 2 – Sede da ONU em Nova Iorque. 
Fonte: Arnaldo Jr / Shutterstock.com
 • Impedir violações de direitos humanos
A ONU, como entidade, não tem força suficiente para dirimir todos os conflitos interna-
cionais, nem para fazer ações de combate às violações dos Direitos Humanos. Ela não 
tem como fazer com que os países, mesmo os signatários, façam valer os dez princí-
pios internamente, porém ela determina que quaisquer violações básicas ao direito de 
existência serão duramente repudiados e tratados com sanções políticas e econômicas.
FIQUE ATENTO!
A imposição ou permissão da pena capital de morte para qualquer pessoa, sem 
foro e legislação existente, constitui uma prática de violação aos Direitos Humanos, 
assim como a restrição do acesso a hospitais, alimentação básica e violação dos 
direitos econômicos do cidadão.
Figura 3 - Direitos humanos.
Fonte: Arthimedes/Shutterstock.com 
Muitas empresas buscam evitar qualquer tipo de alusão à violação ou desrespeito aos direi-
tos humanos. Durante períodos de guerra, empresas foram forçadas a colaborar com regimes 
ditatoriais e a prejudicar a população, entretanto, a imagem organizacional fica extremamente pre-
judicada caso a empresa seja atrelada a tais ações (GOMES; MORETTI, 2007).
1.2 Princípios de direitos do trabalho
Os princípios de direitos do trabalho são:
 • Apoiar a liberdade de associação no trabalho
Sabemos que muitas empresas atuam no sentido de dar garantias ao trabalhador na 
busca por seus direitos básicos. Além dos governos permitirem associações e sindi-
catos, empresas que apoiam as diretrizes do Pacto Global também devem atuar para 
que seus colaboradores tenham acesso a sindicatos, associações e livres corporações 
para tratar de assuntos de interesse dos funcionários (SROUR, 2008).
 • Abolir o trabalho forçado
O trabalho forçado, ou trabalho sob regime de serviços análogos à escravidão, é prá-
tica não permitida na maioria dos países. No entanto, ainda são encontrados focos 
de incidência deste tipo de trabalho, o que fere a livre escolha e decisão do cidadão. A 
Responsabilidade Social Corporativa (RSC) pressupõe evitar contratar e subcontratar 
serviços de empresas que usem o serviço forçado.
EXEMPLO
Um exemplo de subcontratação de trabalho escravo ou serviços forçados ocorreu 
em São Paulo, no ano de 2012, com a descoberta de que multinacionais no ramo 
têxtil estariam subcontratando serviços de oficinas de costura que empregavam 
imigrantes bolivianos. Estes indivíduos trabalhavam em regime de doze horas por 
dia, sete dias por semana, recebendo como salário alimentação, moradia e a pro-
messa de não serem entregues às autoridades, em situação totalmente irregular.
 • Abolir o trabalho infantil
O trabalho infantil, assim como o trabalho forçado, não é permitido em muitos paí-
ses signatários do Pacto Global. Ainda assim, sabemos que é prática permanente em 
locais, especialmente zonas rurais, nas quais os princípios básicos dos cidadãos não 
são regiamente estabelecidos. Os filhos, no intuito de colaborar com o sustento do lar, 
trabalham desde a mais tenra idade, mesmo que haja proibição por parte das legisla-
ções vigentes.
EXEMPLO
A Nike, durante muitos anos, teve sua imagem organizacional e de marketing vei-
culada ao trabalho infantil irregular em países como Indonésia, China e Malásia.

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