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CLARETIANO – CENTRO UNIVERSITÁRIO SONDAGEM DIAGNÓSTICA E SEQUÊNCIA DIDÁTICA DE ALFABETIZAÇÃO PROJETO DE PRÁTICA DISCIPLINA: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: ASPECTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS TUTORA: ALESSANDRA FARAGO ALUNO: ELIAS JOSE LIMA DA COSTA RA: 8057207 JI-PARANÁ – RO 2020 Amostra da sondagem diagnóstica e identificação da hipótese da escrita da Criança Nome da Criança: Hilda Daniela Data da Sondagem: 26/10/2020 Data de Nascimento: 27/08/2013 MODELO DE SONDAGEM Dinossauro; Formiga; Onça; Cão. Frase: O cão late muito alto. Hipótese de escrita da criança: Pré-Silábica Análise da amostra de escrita da criança entrevistada: Analisando a escrita coletada na sondagem, podemos observar que a Hilda está na Hipótese Pré-Silábica. “Neste nível, as crianças possuem hipóteses bastante elementares sobre a escrita. Em uma etapa inicial, os alunos consideram que escrever é a mesma coisa que desenhar [...], para os alunos, a escrita é uma representação direta do objeto; eles ainda não conseguiram perceber que o que a escrita representa (nota) no papel são os sons da fala.” (COUTINHO, 2005, p. 52-53). Neste caso, percebemos que a criança já possui conhecimento sobre algumas letras do alfabeto, mas ainda não entende que as letras representam os sons dos fonemas. Antes da sondagem, perguntei se ela já sabia escrever alguma palavra, e ela disse: “sim. sei duas,” escrevendo por vontade própria o seu nome “Hilda” e a palavra “Gato.” Durante a sondagem, ao ser solicitada para escrever a palavra cão, ela perguntou: cão é cachorro? Eu disse: sim, mas como se escreve cão? Ela pensou por um instante e escreveu CORROSRE. Podemos observar que ela já viu a palavra cachorro e tentou grafá-la. Apesar de sua escrita não apresentar nenhuma relação entre a quantidade de letras, quantidades de sílabas e fonemas, percebi um início de conhecimento sobre palavras que ela vê no dia-a-dia, no entanto, de forma memorizada, ou seja, ela desenha a palavra que conhece, pois ainda não associa a grafia com o fonema. Nas demais letras que a criança escreveu, pude observar que foram usadas, na maioria das vezes, as mesmas letras que usadas nas palavras Hilda, gato e corrosre. SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA A ESCRITA PRÉ-SILÁBICA 1. Identificação da Sequência Didática · Nome da Atividade: Identificando e escrevendo os nomes dos personagens de desenho animado · Tipo de atividade: Leitura/escrita · Duração da aula: Duas aulas de aproximadamente 20 minutos · Organização da sala: Grupos de três alunos. Junto ao aluno com hipótese pré-silábica, pode ter mais dois: um com hipóteses silábicas, com ou sem valor sonoro, e outro com hipótese alfabética. 2. Objetivos · “ler” antes de saber ler convencionalmente; · compreender a natureza da relação oral/escrito; · trabalhar em parceria com alunos de nível alfabético ou silábico alfabético afim de desenvolver o conhecimento sobre a relação fonema/grafema; · utilizar estratégias de antecipação, verificação e checagem; · Conhecer e familiarizar-se com alguns dos personagens de desenhos animados e seus respectivos nomes, ampliando o conhecimento cultural; · Verificar a semelhança entre letras, sílabas e fonemas entre os nomes dos personagens e seus nomes pessoais. 3. Procedimentos didáticos O Professor deve: · ajustar o nível de desafio às possibilidades dos alunos, para que realmente tenham problemas a resolver; · organizar agrupamentos heterogêneos produtivos, em função do que os alunos sabem sobre a escrita e sobre o conteúdo da tarefa que devem realizar; · distribuir uma folha para cada aluno do grupo e explicar como será feito a tarefa, como por exemplo: mostrar o local que eles devem escrever e ajudá-los a distinguir os personagens, caso tenham dúvidas; · garantir a máxima circulação de informação, promovendo a socialização das respostas e dos procedimentos utilizados pelos grupos. 4. Procedimentos dos alunos Os alunos devem: · antes de tudo, cada um escrever seu nome no cabeçalho, caso algum ainda não saiba, os colegas já alfabetizados e o professor podem ajudá-lo; · observar as imagens e as letras abaixo delas; · discutir entre o grupo, após recebe a atividade, sobre qual é o nome de cada personagem da imagem e qual é o nome dos desenhos que eles atuam; · escolher um personagem para começar, consultar na lista de palavras onde está o seu nome, ler a palavra e escrever na frente da imagem discutindo entre o grupo; · socializar a resposta encontrada. Exemplo da atividade 5. Adequação da atividade considerando o conhecimento dos alunos · nesta atividade, há uma intenção maior em desenvolver a capacidade de compreensão entre a grafia e a leitura, portanto o professor deve, intencionalmente, selecionar grupos mistos com alunos não-alfabetizados e alunos já alfabetizados, estimulando-os a trabalhar em conjunto. · procurar escolher personagens com nomes simples: nomes somente em português por exemplo; · para os alunos alfabetizados, o professor pode colocar questões referentes a ortografia e para aqueles não alfabetizados, a situação de escrita exige pensar sobre o quê e como escrever, o que já coloca bons problemas para serem solucionados, especialmente se estiverem agrupados criteriosamente. · os alunos não alfabetizados, podem começar a atividade escolhendo palavras a partir do conhecimento que já possuem, como por exemplo: se meu nome começa com o mesmo som/fonema do nome de tal personagem, então certamente a palavra começa com as mesmas letras; · os alunos não alfabetizados podem pedir dicas para os colegas antes e durante a intervenção do professor. 6. Intervenções do professor O professor deve passar de grupo em grupo levando os alunos a refletirem, no caso dos alunos alfabetizados, sobre possíveis erros ortográficos, escrevendo na lousa palavras com fonemas iguais às copiadas erradas para que possam perceber seus erros. No caso dos alunos não alfabetizados o professor deve dar uma atenção especial, pois esse será o foco da aula: perceber a relação fonema/grafema. Em que o professor pode intervir para ajudar esses alunos: · colocar em jogo todos os seus conhecimentos prévios sobre a atividade, por exemplo, se o aluno já viu e conhece a escrita de algum desses personagens, e se viu, tente reproduzir a escrita vista; · comparar sílabas do nome do aluno, se caso ele já saiba escrever, pedindo para o colega alfabetizado do grupo ler ou o próprio professor ler junto ao aluno pré-silábico, questionando-o: quantos fonemas existe em seu nome? (mostrando as unidades fonéticas e a quantidade delas), escolher alguns personagens que tem sílaba(s) igual ao nome do aluno e questionar: quais dessas unidades fonéticas falada aqui também é falada em seu nome? Com quais letras foi escrito essa sílaba? Levando-o a identificar qual é o personagem da respectiva escrita; · o professor, pode pedir para o aluno escrever outras palavras, caso saiba decorado, afim de comparar com os nomes dos personagens; · pedir para os alunos pesquisarem nas revistas em quadrinho como é a grafia do nome dos personagens; · ao final da atividade, os alunos devem socializarem suas respostas, isso fará com que eles confrontem as ideias sobre escritas diferentes. 7. Recursos e materiais didáticos: · uma folha para cada aluno do grupo com as imagens e os nomes dos personagens já escritos; · revistas em quadrinhos que tem histórias dos respectivos personagens. 8. Avaliação Os alunos serão avaliados pela observação e registro em relação ao progresso, da sondagem aos avanços obtidos pela intervenção do professor e pela interação entre os demais alunos. Referência COUTINHO, M. de L. Psicogênese da língua escrita: O que é? Como intervir em cada uma das hipóteses? Uma conversa entre professores. In: MORAIS, A. G. de; ALBUQUERQUE, E. B. C. de e LEAL, T. F. (Orgs.). Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. Disponível em: <http://www.serdigital.com.br/gerencia dor/clientes/ceel/arquivos/20.pdf>. Acesso em: 27 de out. de 2020.