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Transtorno do espectro do autismo

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um estudou mostrou melhora mantida após 6 semanas, 
melhorando a empatia, o reconhecimento de emoções faciais e habilidades sociais. 
Possui aplicação intra-nasal, tem como efeitos colaterais inquietação, 
irritabilidade e aumento de energia e, em geral, seu impacto é moderado. 
 
• Sulforofano: Alguns estudos preliminares mostraram melhora na interação social, 
no comportamento anormal e na comunicação verbal. Isso se dá através do seu 
efeito anti-oxidante (já que metabólitos urinários envolvidos no estresse oxidativo 
se correlacionaram com mudanças nos sintomas). 
 
• Atividade física: Estudos já mostraram que promove melhora o perfil metabólico, 
a qualidade de vida, e sintomas do autismo (já que promovem a interação entre as 
crianças). 
 
• Oxigênio hiperbárico: Não existe indicação para uso em autismo, nem uma 
literatura contundente em relação a isso. Existem poucos estudos sobre eles e as 
evidências são muito fracas e pequenas. 
 
• Oxigenoterapia: Não faz parte do tratamento do autismo, não havendo evidências 
nem estudos a favor dele. 
 
2) Drogas que atuam nos distúrbios do comportamento associados ao autismo: 
• Irritabilidade/Agressividade: Os anti-psicóticos são as drogas mais utilizadas. 
Podemos citar a Risperidona e a Aripirazol, que são drogas que melhoram 
sintomas de estereotipias, hiperatividade, irritabilidade e agressividade, e os 
principais efeitos colaterais são ganho de peso. A N-Acetilcisteína também pode 
ser utilizada para potencializar o efeito do anti-psicótico. 
 
• Sono: É muito utilizada a Melatonina, que melhora a duração do sono e a latência 
para iniciá-lo. Os principais efeitos colaterais são dores de cabeça, tontura, 
diarreia e agitação, mas são efeitos colaterais muito raros. 
 
• Repetição e comportamento compulsivo: Muitas pessoas fazem uso de anti-
depressivos, porém esses medicamentos não se mostraram efetivos em melhorar 
comportamento repetitivo. A Revisão Cochrane, inclusive, sugeriu que eles 
poderiam ser mais prejudiciais do que benéficos, com relatos de agitação. 
 
• Hiperatividade: O Metilfenidato (Ritalina) é bastante eficaz com crianças com 
TDAH, porém ele não se mostrou muito eficaz em estudos feitos em crianças com 
autismo. Ele pode levar ao medo, a sintomas depressivos, piora da agitação e 
efeitos de irritabilidade. 
 
Dessa maneira, em resumo: 
• Os sintomas alvo devem ser ordenados por prioridade, em função do prejuízo que 
causa ao paciente. 
• A farmacoterapia deve ser feita em colaboração com os pais, cuidadores e também 
na escola. 
• O uso da farmacoterapia deve levar em conta as expectativas da família, as 
evidências científicas e a prática clínica.