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29.08.19
NORMAS DE RECEITUÁRIO
O cirurgião-dentista está apto a prescrever medicamentos desde que obedeça às normas
ditadas pela legislação vigente (decreto nº 793 05/04/1943). Porém, o cd não pode
prescrever todos os remédios, apenas aqueles para fins odontológicos.
TIPOS DE RECEITUÁRIO
✔ Receita Comum – ex: analgésico, anti-inflamatório, pomadas
✔ Receita Magistral – prescreve-se à farmácias de manipulação algum medicamento, ex:
flúor, bochechos ou até mesmo antibióticos.
✔ Receita de medicamento sujeitos ao controle da VISA (antiga carbonada) – para
medicações que requerem controle especial de sua venda, ex: antibióticos. E também
medicações que requerem a chamada notificação de receita.
NORMAS LEGAIS DO RECEITUÁRIO
✔ Toda receita, independentemente do tipo, deverá ser escrita à tinta, legível, obedecendo a
nomenclatura de pesos e medidas oficiais.
✔ Toda receita deve conter a posologia (forma de tomar o medicamento – de quantas em
quantos horas, por quanto tempo) e duração total do medicamento
✔ Nome e endereço do paciente
✔ Data e assinatura do profissional (manuscrita) + endereço do consultório/residência +
número do CRO/CRM
● No caso de receitas comuns, que não apresentam o nome do profissional, este
deverá carimbar o seu nome com o seu CRO seguido de sua assinatura. Caso a
receita comum já tenha a sua identificação (nome, CRO e endereço), assinar é o
bastante, não necessitando do carimbo
→ Medicamento de uso interno: via oral e retal
RECEITA COMUM
→ O cirurgião dentista não pode prescrever qualquer medicamento. A lei restringe a prescrever
medicamentos de uso não odontológicos.
→ Nunca pode deixar espaços em brancos na receita, portanto, deve-se passar um traço, pois
pode ocorrer de o paciente completar esse espaço com outro medicamento ou situação
parecida.
→ É necessário, também, sempre pedir ao paciente ou fazer a leitura da receita junto a ele, para
evitar dúvidas. E, de preferência, faça duas vias dessa prescrição (a original entrega ao
paciente e a outra deixe anexado ao prontuário dele).
● EXEMPLOS
Nimesulida (100mg – 6 comprimidos)
Tomar 1 (um) comprimido a cada 12 horas durante 3 dias
Paracetamol (concentração – quantidade)
Tomar 1 (um) comprimido cada 6 horas em caso de dor por no máximo 24 horas
RECEITA MAGISTRAL
As receitas magistrais são aquelas destinadas às farmácias de manipulação. Enquanto o
receituário comum necessita de nome e endereço do paciente, essa não apresenta tal
necessidade. Nessa receita, não explica ao paciente como fazer uso do medicamento, portanto,
deve ser acompanhada de uma receita comum para a inscrição e devida orientação.
RECEITA DE MEDICAMENTOS CONTROLADOS PELA VISA
As receitas de controle especial ficam retidas na farmácia. Após determinado período, o
farmacêutico deve entrar no sistema da VISA e notificar que tal CD de CRO tal fez tal prescrição
de tal medicamento. Isso serve para um maior controle da vigilância acerca das prescrições que
o profissional está realizando.
MEDICAMENTOS QUE REQUEREM A NOTIFICAÇÃO DE RECEITA
A1 e A2 entopercentes
A3, B1 e B2 psicotrópicos
C2 retinóicos
C3 imunossupressoras
A: receita amarela
B: receita azul
C: receita branca
→ Apenas as receitas B (azul) pode ser utilizada pelo cirurgião-dentista
Para ter o direito de utilizar, o profissional deverá entrar na página da VISA e fazer um cadastro
junto a uma solicitação desse tipo de receituário. Após solicitar, dirige-se à vigilância com a
documentação e comprovante de endereço do consultório e diz o motivo da ida (interesse em
prescrever na receita azul). A VISA gera um número de registro e essa receita só é válida em
âmbito estadual, ou seja, no estado em que se fez o requerimento. Tem um limite de folhas
impressas e o seu número vem junto ao registro.
Além disso, a receita é válida por 30 dias e qualquer um pode retirar o medicamento da
farmácia, desde que mostre seu documento e assine que o retirou.
→ É um documento personalizado e intransferível.
→ Deve-se ir à VISA solicitar a notificação de receita azul.
→ Cada receita tem um número sequencial que é necessário para imprimi-la.
→ Cada notificação só pode ter uma substância.
→ O documento deve ser legível e sem rasuras.
→ Se tratamento injetável: é permitido no máximo 5 ampolas.
→ Se tratamento oral: durar no máximo 60 dias (1 cx contém 10 comp. = 6 cx).
Em casos de furtos ou extravios, é necessário realizar o boletim de ocorrência e levar na
vigilância sanitária. São duas vias, em que uma via fica com a farmácia e a outra fica com o
paciente. Tem validade de um mês.
MEDICAMENTOS QUE REQUEREM RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL (antibióticos)
Nesse receituário, o antibiótico poderá ser prescrito simultaneamente ao anti-inflamatório. Além
disso, a sua validade é de apenas 10 dias. A via que permanece na farmácia deverá conter a
idade do paciente que fará uso do antibiótico.
LEI DOS GENÉRICOS
Em 1999 surgiu a lei dos genéricos. Essa lei diz que toda receita só poderá ser prescrita se
contiver o nome genérico do medicamento, ou seja, o seu princípio ativo. O tylenol, por
exemplo, representa o nome fantasia do medicamento que tem como princípio ativo - e
portanto nome genérico - o paracetamol.
A prescrição com o nome genérico do medicamento permite que o paciente tenha maior poder
de escolha na compra do mesmo, pois ele poderá optar pela indústria farmacêutica de
preferência ou pelo menor preço, por exemplo.
No entanto, o Congresso criou uma ementa na qual diz que, em âmbito particular (nos
consultórios), o profissional poderá optar por colocar na receita ou o nome genérico ou o nome
fantasia. Entretanto, em âmbito público, o profissional só poderá prescrever o medicamento
pelo seu nome genérico.
O MEDICAMENTO GENÉRICO
O que é? O medicamento genérico é aquele que contém o mesmo fármaco (princípio ativo), na
mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação
terapêutica do medicamento de referência no país, apresentando a mesma segurança. São
feitos testes de bioequivalência.
Por não precisar pagar pela patente ou comprar o princípio ativo na mão da indústria pioneira,
teve-se um barateamento dos medicamentos (também se dá por não ter marketing e pouco
investimento em pesquisa).
O medicamento de referência é proveniente de indústrias pioneiras que introduzem a droga no
mercado. Para ter o devido reconhecimento, a ANVISA concede à empresa o direito de explorá-lo
comercialmente com exclusividade por 15 a 20 anos (patente). Após isso, outras indústrias
farmacêuticas são liberadas para produzirem tal medicamento.
Na embalagem dos medicamentos genéricos não apresenta o nome fantasia (marca), sendo
indicado pelo seu princípio ativo e precisa ter um G. Por fim, é preciso ter as mesmas
características, eficácia e segurança do medicamento de referência
O QUE É PRECISO PARA REGISTRAR UM MEDICAMENTO GENÉRICO?
É preciso comprovar a sua bioequivalência (capacidade de produzir o mesmo efeito) e a
biodisponibilidade (capacidade de alcançar um sítio de ação dele nos receptores). Além disso,
devem ser anexados à documentação de registro da VISA.
→ O medicamento similar não passa pelos testes de bioequivalência e biocompatibilidade.

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