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Análise de Exames Laboratoriais 
Aplicados a Nutrição Esportiva 
Matheus Silvestre
Nutricionista
Pós graduado em nutrição esportiva
@nutrimatheussilvestre
Cursos online:
www.matheussilvestre.com.br
HEMÁCIAS
• Eritrócitos ou glóbulos vermelhos
• Constituídas por globulina e hemoglobina
• Transporte de oxigênio/CO2
• Vida média 120 dias
• Degradados no baço/fígado
• Policetemia/Anemia
ERITROPOIESE
• Processo de produção e maturação 
de eritrócitos
• Medula óssea (baço e fígado –
anemia/fetos)
• Estimulado pelo hormônio 
eritropoietina
• Baixa da pressão parcial de oxigênio 
(altitude), diminuição do número de 
glóbulos vermelhos (hemorragia, 
desnutrição), aumento da necessidade 
de oxigênio pelos tecidos levam a uma 
secreção de eritropoietina
HEMOGLOBINA
• Proteína existente no interior das 
hemácias
• Principal função é o transporte de 
oxigênio (ligação íon ferro)
• Grupamento heme ligado ao oxigênio
HEMATÓCRITO
• Percentual em volume de 
sangue ocupado pelos 
eritrócitos
• Plasma (parte líquida)
• Capa
• 42-54% homens
• 36-48% mulheres
• Viscosidade 
VOLUME CORPUSCULAR MÉDIO
• VCM
• Média do tamanho das hemácias
• Normocítico (80-100), microcítico (<80), macrocítico (>100)
• Importante no diagnóstico da anemia 
• O valor aumentado pode ser indicativo de anemia megaloblástica (b12,b9)
• Valor baixo indica que as hemácias presentes no sangue são pequenas, sendo 
denominadas microcíticas (deficiência de ferro)
HEMOGLOBINA CORPUSCULAR MÉDIA
• HCM
• Tamanho e a coloração da hemoglobina dentro da célula sanguínea
• Útil no diagnóstico de anemia 
• Hipercrômica, normocrômica ou hipocrômica.
• Alterações relacionadas a vitaminas B12, B9 (hipercrômica)
• Alterações relacionadas a falta de ferro (hipôcromica)
CONCENTRAÇÃO DE HEMOGLOBINA 
CORPUSCULAR MÉDIA
• CHCM 
• Concentração de hemoglobina dentro da hemácia.
RDW
• Diferença de tamanho entre as hemácias
• Quando este está elevado significa que existem muitas hemácias de 
tamanhos diferentes circulando
• Hemácias com problemas na sua morfologia
• Alterações comuns na falta de ferro (aumento)
• A carência de ferro impede a formação da hemoglobina normal, levando à 
formação de uma hemácia de tamanho reduzido
ALTERAÇÕES DO HEMOGRAMA NO ESPORTE
• Anemia (déficit de micronutrientes: ferro, b12, b9)
• Policetemia (esteroides anabolizantes, câmaras de hipóxia artificial, 
eritropoietina)
• Aumento de hematócrito por desidratação (menos comum)
ANEMIA NO ESPORTE
• Mais comum em mulheres
• Maior necessidade de ferro (18 mg/dia x 8 mg/dia)
• Ferropriva (mais comum)
• Hemoglobina menor que 12 g/dl em mulheres ou 13 g/dl em homens
HEMOGRAMA
• Anemia ferropriva
• Queda de hemoglobina e hemácias
• VCM baixo (microcítica)
• HCM – CHMC baixos (hipocrômica)
• RDW aumentado 
• Anemia ferropriva
• Hemácias e 
hemoglobina baixas
• VCM baixo (microcítica)
• HCM baixo
(hipocrômica)
• RDW aumentado
(anisocitose)
• Exames
complementares de 
ferro 
HEMOGRAMA
• Anemia megaloblástica
• Glóbulos vermelhos grandes, imaturos e disfuncionais 
• Deficiência de B12/B9 (motivo nutricional – fármacos)
• Queda de hemoglobina e hemácias
• Aumento de VCM
• Anemia megaloblástica
• Hemácias e hemoglobina
baixas
• VCM alto (macrocítica)
• Outros parâmetros
normais
• OBS: HCM alto também é 
causado por falta de b12 
em alguns casos.
• Exames complementares
de vitaminas b9/B12
RELAÇÃO ESTEROIDES E HEMOGRAMA
• Aumento da série vermelha
• Hemoglobina, Hematócrito (18.5 – 52/54%)
• Hematócrito> 50% contraindicação ao início da terapia com testosterona 
• Hematócrito> 54% razão para interromper a terapia
• Aumento da viscosidade do sangue, redução do retorno venoso e 
aumento da adesividade plaquetária.
• Aumento do risco de eventos tromboembólicos e sequelas isquêmicas 
devido à hiperviscosidade sanguínea
RELAÇÃO ESTEROIDES E HEMOGRAMA
• Aumento de eritropoietina
• Aumento na produção de 
glóbulos vermelhos
• Não é unânime
• Possível ação direta na 
medula óssea, aumentando 
o número de células 
responsivas à eritropoietina
RELAÇÃO ESTEROIDES E HEMOGRAMA
• Supressão da hepcidina pela testosterona
• Peptídeo regulador do ferro (ligação com 
ferroportina, diminuindo liberação para o 
plasma)
• Ferroportina é o transportador responsável 
pelo fluxo de ferro para fora da célula
• Aumento da absorção de ferro, aumento 
do transporte sistêmico de ferro e 
eritropoiese
• Aumento da disponibilidade de ferro para 
formação de glóbulos vermelhos
TROMBOS
• Quanto mais próximo do coração, ou 
maior a veia, maior é a gravidade da 
trombose (risco de morte)
• O trombo formado pode se deslocar 
e seguir diretamente para 
os pulmões, ocasionando a embolia 
pulmonar 
• Dependendo do tamanho do 
coágulo, a gravidade pode variar, 
desde nenhuma, até uma morte 
súbita
• Hematócrito elevado é fator de risco 
para AVC
REDUZINDO OS RISCOS
• Sangria terapêutica
• Antiagregantes plaquetários
SANGRIA TERAPÊUTICA
• Retirada de sangue (300-500ml)
• Sangue é descartado
Antiagregantes plaquetários
• Diferentes fármacos: clopidrogel, prasurgel, tirofiban, ácido 
acetilsalicílico (AAS)
PERFIL LIPÍDICO
TRIGLICERÍDEOS
• Glicerol
(carboidrato)
• Ácido graxo 
(gordura)
• Insulina 
influencia na via
• IG-CG ?
COLESTEROL
• Carboidratos, 
proteínas, gorduras 
(acetil-coa)
• Insulina (HMG-CoA 
redutase)
• Colesterol dietético
COLESTEROL
• ApoB (LDL, IDL, VLDL) – ApoA (HDL) – Relação com HDL e LDL
• VLDL (triglicerídeos – 3x média)
IG x TRIGLICERÍDEOS
• Redução 15-25% de triglicerídeos ao comparar baixo IG com alto IG
• Efeito não foi unânime nos estudos
• Mudança foi mais pronunciada em pacientes com 
sobrepeso/obesidade
• Menor IG associado com mais fibras, alimentos mais saudáveis (VIES)
IG x PERFIL LIPÍDICO
• Redução significativa de colesterol total e LDL com alimentos de baixo
IG (5 mg/dl – 6 mg/dl)
• Sem alterações significativas no HDL e triglicerídeos
• “As melhorias lipídicas parecem maiores e mais confiáveis quando a
intervenção de baixo IG é acompanhada por um aumento na fibra 
alimentar”
• Revisão sistemática
• 73 artigos incluídos
• “É improvável que o IG de um alimento ou dieta esteja associado ao 
risco de doença ou a resultados de saúde. Outras medidas de 
qualidade da dieta, como fibras ou grãos integrais, podem ter maior 
probabilidade de prever resultados para a saúde”
LOW CARB x LOW FAT
Efeitos no perfil lipídico
• 13 estudos incluídos – 2788 participantes
• Low carb 4-45% CHO
• Low Fat 10-30% FAT
• Low carb teve uma menor redução de colesterol total (+2.7 mg/dl) e 
LDL (+3.7 mg/dl) e uma maior redução de triglicerídeos (-14 mg/dl) e 
aumento de HDL (+3.3 mg/dl)
• Estudos com duração de 6 meses ou mais
• Low fat teve uma maior redução de colesterol total (-4.55 mg/dl) e LDL (-3.11 
mg/dl) 
• Low carb teve um maior aumento de HDL (+2.35 mg/dl) e maior redução de 
triglicerídeos (-8.38 mg/dl)
• Quando as dietas eram hipocalóricas não houve diferença entre low fat e low 
carb
• Menor nível de colesterol total foi associado a menor ingestão de gordura 
saturada e maior ingestão de gordura poli-insaturada
• Aumentos nos níveis de HDL foram relacionados a maiores quantidades de 
gordura total, em grande parte derivada da gordura monoinsaturada 
• Aumentos nos níveis de triglicerídeos foram associados a maior ingestão de 
carboidratos
• Menor nível de colesterol LDL foi associado à menor ingestão de gordura 
saturada
ÍNDICE DE CASTELLI
• Índice de Castelli I = colesterol total / HDL
• Índice de Castelli II = LDL /HDL.
• Maior risco cardiovascular:
Índice de Castelli I: for maior que 4,4 
Índice de Castelli II: maior que 2,9
EXEMPLO PRÁTICO
• Paciente 1:
HDL 65
LDL 180
VLDL 20
CT 265
IC1 = 4.07 
IC2 = 2.76 
• Paciente 2:
HDL 40
LDL 125
VLDL 20
CT 185
IC1 = 4.6
IC2 = 3.12 
Índice de Castelli I = colesterol total / HDL
Índice de Castelli II = LDL /HDL.
Maior risco cardiovascular:
Índice deCastelli I: for maior que 4,4 
Índice de Castelli II: maior que 2,9
IMPACTO DOS ESTEROIDES NOS NÍVEIS DE 
COLESTEROL
IMPACTO DOS ESTEROIDES NOS NÍVEIS DE 
COLESTEROL
• Redução de apoliproteína A
• Aumento de apoliproteína B
• Aumento de lipase hepática (aumento dos níveis de partículas pequenas e 
densas de LDL, diminuição dos níveis de HDL2)
• A atividade de lipase hepática aumentada é um fator importante na 
dislipidemia da síndrome metabólica
EFEITOS CLÍNICOS
• Em pacientes com hipogonadismo a testosterona pode ajudar no 
perfil lipídico
• Causando queda de colesterol total, LDL e sem alterar HDL
• Em valores supra fisiológicos ela causa aumento de LDL (menor 
relevância, dados não são unânimes) e queda de HDL
“Vários estudos sugerem que o abuso de AAS em atletas aumenta os 
níveis de lipoproteína de baixa densidade (LDL) em > 20% e diminui os 
níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL) em 20% a 70%”
PACIENTE QUE NÃO USAVA ESTEROIDES
• 200 mg testosterona
• 200 mg testosterona + 
30 mg estanozolol
• HDL 13
• LDL 249
• 19:1 (antes era 2:1)
TIPOS
• Orais tendem a alterar mais (estanozolol, hemogenim, dianabol, 
oxandrolona)
• Injetáveis tendem a alterar menos
• Evitar uso de esteroides orais por longo período de tempo
RISCO CARDIOVASCULAR
• Aumento de LDL
• Redução de HDL
• Aumento de hematócrito
• Aumento de pressão arterial
• Imprescindível acompanhamento médico
PERFIL HORMONAL
• Testosterona total e livre
• SHBG
• Estradiol (E2)
• Di-hidrotestosterona (DHT)
• Prolactina
• LH
• FSH
HOMENS
• LH
• FSH
• Testo
MULHERES
• Insulina
• Estrogênio
• Testosterona
• Esteroides 
(stanozolol, 
turinabol, 
proviron, 
hemogenin )
PROLACTINA
• Aumento de estradiol (aumento de prolactina)
• Antagonismo dos receptores de progesterona (queda de 
progesterona – diminuição da ativação dos receptores -> aumento de 
prolactina)
• Trembolona, nandrolona, hemogenin (progestinas)
• Ginecomastia
PERFIL HORMONAL
• 200 mg de testosterona/sem + 400 mg trembolona/sem
• Testosterona total e livre (altos)
• SHBG (baixo)
• Estradiol (alto) – considerar proporção
• Di-hidrotestosterona (alto-normal)
• Prolactina (alta-normal)
• LH (baixo)
• FSH (baixo)
• 0,5% conversão
• 2050 x 0.5% = 10,25 ng/dl
• 10.25 ng/dl = 102,5 pg/ml
• 350 ng/dl
• 45 pg/ml
• 350 x 0.5% = 1.75 ng/dl
• 1.75 ng/dl = 17.5 pg/ml
• 350 – 45 (1%)
• AVALIAR SEMPRE A CLÍNICA!
• Estradiol muito baixo também é 
prejudicial 
• Libido, gineco, perfil lipídico
• 7-10% conversão DHT
• Testo 2000 ng/dl
• 140 – 200 ng/dl = 1400 – 2000 pg/ml
• Avaliar a clínica!!
• Espinhas, libido, queda de cabelo
E AS ALTERAÇÕES EM INDIVÍDUOS NATURAIS?
• Queda de testosterona é associada com restrição calórica mais severa
• Acompanhada normalmente de aumento de cortisol
• Indíviduos com obesidade podem apresentar níveis mais elevados de 
estradiol (aromatase)
• Hipogonadismo
CPK/CK 
(Creatinofosfoquinase)
• Duas subunidades: M (muscular) ou B (cerebral)
• CK-MM
• CK-MB
• CK-BB
• Medição de CK antes, 24 horas após e 4 semanas depois da maratona de 
Boston
• Polimorfismos genéticos podem influenciar nos níveis de CK
• Pessoas mais responsivas ou menos responsivas
• Levar em consideração o contexto
NÃO CONFUNDIR COM 
RABDOMIÓLISE!!
• Valores entre 10.000 até 200.000 U/L ou mais!!
• Ruptura (lise) da musculatura esquelética
• Liberação de componentes intracelulares tóxicos na circulação sistêmica que levam a distúrbios 
eletrolíticos, hipovolemia, acidose metabólica, defeitos de coagulação e insuficiência renal 
aguda 
• Normalmente acompanhada por mioglobinúria
• Risco de insuficiência renal aguda
• Potencialmente letal
• Esteroides também causam 
aumento
• Em mulheres o aumento de 
CPK tende a ser menor
LDH
• Enzima lactato desidrogenase
TGO/AST
(transaminase glutâmico-oxalacética/aspartato aminotransferase)
• Transaminase hepática
• Transferência de um grupo alfa-amino de um aminoácido para 
um alfa-cetoácido
• Catalisa a conversão de aspartato em oxaloacetato
• Encontrada no fígado, coração, músculo esquelético, pâncreas, rins e 
eritrócitos. 
• Presente no citoplasma e nas mitocôndrias
• Doenças hepáticas, musculoesqueléticas, biliares, pâncreas, 
medicamentos...
• Homens saudáveis
realizando treinamento full 
body
TGP/ALT
(transaminase glutâmico-pirúvica/alanina aminotransferase)
• Transaminase hepática
• Catalisa a conversão de alanina em piruvato
• Fígado, rim , coração e na musculatura esquelética
• Citoplasmática
• Lesão hepática
RAZÃO TGO/TGP
• TGO/TGP > 1 
• Maior aumento de TGO
• Menor alteração
com exercício físico
• Diagnóstico 
diferencial?
• Rins, fígado, vesícula 
biliar, baço e 
pâncreas
• Não costuma alterar com treino
• Alterações hepáticas/biliares
• Degradação de hemácias (heme e globina)
• Heme (heme-oxidase) -> biliverdina (biliverdina-redutase) -> bilirrubina
• Bilirrubina não conjugada/indireta (pouco hidrossolúvel)
• Bilirrubina conjugada/direta (fígado – mais solúvel – constituição da bile – eliminada pela 
urina)
• Icterícia 
• TGO: 120 U/L
• TGP: 87 U/L
• CPK: 19.654 U/L
• Sem uso de esteroides
• Aumento de TGO e TGP
• GGT-FA-LDH normais
• Não usuários/usuários
• Testo (570-1830)
• Maior aumento de 
TGO e TGP nos 
usuários
• Maior aumento de CPK 
nos usuários
• Sem alterações de 
LDH-GGT-Bilirrubina
• Paciente X
• Sem orais
• Sem alteração de 
bilirrubinas e FA
• Paciente X
• Com orais
• Stanozolol 
• 50 mg
• Sem 
alteração de 
bilirrubinas e 
FA
• Paciente Y
• Sem orais
• Sem 
alteração
de 
bilirrubinas 
e FA
• CPK 3000
• Paciente Y
• Com orais
• Hemo
• 50 mg
• Sem 
alteração
de 
bilirrubinas 
e FA
• CPK 3300
RESUMINDO
• CPK (treino, esteroides – responsivos)
• TGO (treino, esteroides)
• TGP (treino, esteroides)
• GGT (--)
• Bilirrubinas (--)
• Valores 2-3 vezes acima do VR (>100-150) 
• Lesão hepática x Função hepática
• USG abdominal 
UREIA
• Sintetizada no fígado a partir da amônia oriunda do catabolismo dos aminoácidos
• Indicativo de excesso proteico na dieta ou catabolismo muscular
• Indicativo de desidratação
• Indicativo de dano renal
• Eliminada pelos rins (90%), TGI e pele
CREATININA
A creatinina é um produto da degradação 
da fosfocreatina (creatina fosforilada) no músculo, e é 
geralmente produzida em uma taxa praticamente constante 
pelo corpo — taxa diretamente proporcional à massa 
muscular da pessoa: quanto maior a massa muscular, maior a 
taxa.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fosfocreatina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Creatina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fosforilada
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsculo
OUTROS PARÂMETROS
• Taxa de filtração glomerular (TFG) 
• Microalbuminúria 
• Cistatina C
• Paciente X
• OFF-SEASON
• 2.2 -2.4 g/prot/kg
• Paciente X
• PRÉ-CONTEST
• 3.5 g/prot/kg
• Paciente Y
• OFF-SEASON
• Prot: 2-2.4 g/kg
• Cistatina C OK
• Microalbuminuria
OK
VITAMINAS E MINERAIS
VITAMINA D
• 25(OH)D plasmático
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• PTH (aumento)
• Ca total e Ca ionizado (queda)
• Fósforo sérico (queda)
• Fosfatase alcalina (aumento)
• 1,25(OH)D (queda)
EXISTE ALGUMA VANTAGEM EM TER 
NÍVEIS ELEVADOS DE 25 (OH) D?
>30 ng/ml
• Vitamina D (25OH) entre 40-60 ng/ml para prevenção de câncer
• Suplementação de 2000 UI/dia
• Estudos clínicos randomizados
• Trinta estudos em 18.808 participantes foram incluídos na revisão 
sistemática, com um acompanhamento médio variando de 1 a 6,2 anos
• Os resultados da meta-análise para eventos durante o estudo não 
mostraram evidências de um efeito da suplementação de vitamina D na 
incidência de câncer e mortes relacionadas ao câncer
• Não encontramos evidências que sugerem que a suplementação de 
vitamina D sozinha reduz a incidência de câncer ou a mortalidade por 
câncer, mesmo após a inclusão de resultados de acompanhamento a longo 
prazo.• Sem evidências da eficácia de vitamina D para doenças 
cardiovasculares, obesidade, glicemia, distúrbios de humor, função 
muscular, tuberculose, câncer ou em condições maternas e perinatais.
• A compilação dos resultados de 83 ensaios mostrou que a 
suplementação de vitamina D não teve efeito significativo nos 
biomarcadores da inflamação sistêmica. 
• Suplementação de vitamina D pode ajudar a prevenir infecções 
comuns do trato respiratório superior e exacerbações da asma. 
• Poucas evidências que a suplementação de vitamina D tem efeito na 
maioria das condições, incluindo inflamação crônica. Reforçando a 
hipótese de que o baixo nível de vitamina D é uma consequência de 
problemas de saúde e não sua causa. 
• Identificamos muitas meta-análises de qualidade abaixo do ideal, o 
que é preocupante. 
• Ensaios clínicos randomizados
• A maiorias das meta-análises relataram achados nulos sobre risco de 
doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, perda de peso e doenças 
malignas 
• Efeitos benéficos da suplementação de vitamina D foram relatados 
em 1 das 4 MA na depressão, 2 das 9 MA na pressão sanguínea, 3 das 
7 MA nas infecções do trato respiratório e 8 das 12 MA na 
mortalidade
EFEITO DELETÉRIO COM VALORES ALTOS DE 25(OH)D?
• 400-4000-10000 UI/dia – 3 anos
• Menor densidade óssea radial com doses de 4000 e 10000 UI
• Menor densidade óssea tíbia com doses de 10000 UI
• 400 UI = 30-31 ng/ml
• 4000 UI = 32 ng/ml – 46 ng/ml – 53 ng/ml
• 10000 UI = 31 ng/ml – 75 ng/ml – 58 ng/ml
• Início – 3 meses – 3 anos
• Menor mortalidade associada com 
vitamina D entre 20 e 30 ng/ml
• Maior mortalidade associada com 
25OH em 4 ng/ml e 56 ng/ml
NO ESPORTE
• “Embora estudos anteriores pareçam sugerir que a suplementação de 
VITD em atletas possa ter um efeito benéfico no desempenho 
atlético, esses resultados não podem ser generalizados. A 
suplementação desnecessária com altas doses de vitamina D pode ser 
uma prática relativamente comum, sem benefício comprovado e 
mesmo com risco de danos”
“A suplementação de vitamina D afetou positivamente a força muscular 
dos membros inferiores em atletas, mas não a força dos membros 
superiores”
“A suplementação de vitamina D foi mais eficaz para atletas treinados 
em ambientes fechados”
• 11,6 – 41.2 ng/ml
• 20 – 34 ng/ml
• 24,4 – 26,68 ng/ml
• 24,4 – 29,6 ng/ml
• 20,2 – 42,52 ng/ml
• 18.98 – 33,47 ng/ml
• 13,7 – 16,76 ng/ml
• 37,2 – 45,6 ng/ml
• 225 atletas de endurance
• Amadores até atletas olímpicos
• 10 horas de treino por semana
• 4 meses de estudo (inverno)
• A média de 25OH dos atletas era de 22.8 ng/ml
• O número (e porcentagem) de sujeitos classificados como ideal, adequado, 
inadequado e deficiente foi de 11 (5%), 128 (57%), 68 (30%) e 18 (8%)
• No início do estudo 38% dos atletas tinham níveis inadequados de 25 OH (<20
ng/ml)
• Ao final do estudo 55% dos atletas tinham níveis inadequados de 25 OH (<20
ng/ml)
25(OH)D: 4,8-12 ng/mL (deficient); 12-20 ng/mL (inadequate), 
20-48 ng/mL (adequate) and >48 ng/mL (optimal)
• 149 atletas
• 5000 UI vit D/dia – 4 semanas – 31.7 ng/ml (deficiência)
• Embora os níveis de 25 OH D tenham aumentado após a 
suplementação, a força muscular não melhorou significativamente
• Dois estudos
• Estudo 1: análise dos níveis de vitamina D
Apenas 9% dos homens e 36% das mulheres tinham níveis suficientes 
de vitamina D
O tempo de execução da prova de 2.4 km foi meio segundo mais 
rápido para cada aumento de 0.4 ng/ml de 25OH D
Sem diferença na força
• Dois estudos
• Estudo 2: Suplementação com 1000 UI de vit D por 1 mês e depois 
400 UI por 8 semanas OU exposição solar 3 vezes na semana durante 
1 mês e depois 1 vez na semana durante 8 semanas OU placebo
Exposição solar e suplementação foram efetivas para aumentar os 
níveis de vitamina D em 97% dos participantes (acima de 25 ng/ml)
O aumento de vit D não causou aumento na performance
FERRO
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Ferritina sérica
• Acúmulo de ferro intracelular
• Reservas corporais de ferro 
• Concentrações reduzidas são indicativos de depleção de ferro
• Valores elevados indicam infecções, neoplasias, doenças hepáticas, 
ingestão de álcool
• Não pode ser utilizada como único parâmetro
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Ferro sérico (transportado pela ferritina)
• Quando temos queda de ferro temos também queda de ferro sérico
• É um parâmetro muito instável, pode reduzir após processos 
inflamatórios agudos ou crônicos
• Valores altos são comuns na doença hepática, anemia hipoplásica
• Isoladamente não diz muita coisa
• Baixa aplicabilidade
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Receptor solúvel da transferrina
• Valores altos são vistos na deficiência de ferro e 
em anemias hemolíticas hereditárias e adquiridas
• Quando tem diminuição do ferro funcional, há 
estimulo para síntese de transferrina e as 
concentrações desses receptores aumentam
• IRC terão níveis baixos
• Não é tão afetado por inflamação, infecção e 
gestação
• Responsável pela assimilação do ferro pelos 
tecidos mediante a fixação da transferrina
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Capacidade total de ligação do ferro (CTLF)
• Medida indireta da transferrina circulante
• Na deficiência em ferro há aumento na síntese de 
transferrina, cuja capacidade de ligação estará elevada
• Quando tem diminuição na síntese de transferrina, como 
em processos inflamatórios ou aumento de ferro 
circulante, a CTLF estará reduzida
• Pode estar dentro da normalidade se a pessoa tiver 
deficiência de ferro junto com processor inflamatórios
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Saturação da transferrina: relação ferro sérico/CTLF
• Expressa em porcentagem
• Valores baixos são indicativos de falta de ferro 
• O teste é limitado por conta da inflamação
• Ferro e CTLF tem seus valores reduzidos na inflamação
• ST é mais útil na sobrecarga de ferro (acima de 55%) do que em sua 
deficiência (dados não são unânimes)
• Exame diferencial entre talassemia e anemia ferropriva
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Zinco-protoporfirina eritrocitária
• O zinco substitui o ferro no anel de 
protoporfirina, formando a zinco-
protoporfirina que fica no 
eritrócito
• Envenenamento por chumbo causa 
aumento
• Acima de 60-70 umol/mol de heme
ÁCIDO FÓLICO
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Forma direta: plasma e eritrócitos
• Concentração de folato no plasma reflete alterações agudas na 
ingestão alimentar
• Concentração de folato eritrocitária reflete alterações crônicas (120 
dias)
• Forma indireta: homocisteína
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
VITAMINA B12
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• B12 sérica: teste mais utilizado por ter um custo baixo
• Não diferencia entre vitamina biodisponível e aquela sem atividade e, 
por isso, não tem alta especificidade 
• As concentrações plasmáticas de b12 se alteram muito tardiamente em 
casos de depleção, o que limita usar apenas esse método isoladamente
• B12 sérica:
> 300 pg/mL: deficiência improvável
200 a 300 pg/mL: possível deficiência, valor limítrofe
< 200 pg/Ml: deficiência em cobalamina (especificidade de 95-100%)
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Holo-Tc: é valida pelo fato de representar a vitamina B12 disponível 
para as células, ao contrário da b12 sérica.
• É o primeiro parâmetro a se alterar em caso de deficiência em 
cobalamina
• Exame mais caro
• Valores entre 200 e 400 pmol/L são considerados adequados
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Homocisteína: aumento de homocisteína na deficiência de vitamina b12 
(cofator para metionina sintase)
• Aumento de homocisteína pode ser falta de b6 e b9
• Associar homocisteína com MMA é uma boa opção, pois o MMA só 
altera com falta de b12
• 5 e 15 µmol/L
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Ácido metilmalônico: pode ser no soro e na urina
• L-metilmalonil-CoA mutase (dependência de b12)
• Valores alto de MMA representam redução de b12
• Mais específico que a homocisteína, pois não se altera com deficiênciade outras vitaminas 
• Valores entre 210 e 450 nmol/L
ZINCO
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Várias formas de avaliar (plasma, leucócitos, eritrócitos, enzimas)
• Todos possuem limitações
• Zinco plasmático é um dos mais recomendados
• Valores séricos e plasmáticos são equivalentes
• Concentração plasmática de zinco é mantida dentro de um intervalo 
relativamente estreito de valores, mesmo quando o consumo 
alimentar está abaixo ou acima da necessidade individual
• Reduções nas concentrações plasmáticas de zinco somente são 
detectadas quando a depleção de zinco for grave ou prolongada
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Zinco eritrocitário
• Meia vida maior (120 dias)
• Menor influência de processos inflamatórios agudos
• Reflete o estado pregresso
• Fazer correlação com os valores de hemoglobina para aumentar a 
precisão
• Zn eri = 500 ug/dl
• Hemoglobina = 12.5 g
• 500/12.5 = 40 ug/g
• Zin eri/hemo = 40-44 ug/g
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
• Zinco cabelo (pouco usado)
• Zinco urinário
• A excreção urinária de zinco é proporcional à sua ingestão ou estado 
nutricional
• Condições de doença e medicações podem alterar a excreção urinária
• Útil apenas em indivíduos aparentemente saudáveis.
• Os níveis de zinco na urina variam de 300 a 600 μg/dia em média
OBRIGADO!! 
ATÉ A PRÓXIMA!!

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