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Resumo de Crimes em Espécie - Direito e Processo Penal

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de calúnia ou injúria, para o qual não haja outra forma estabelecida em lei especial, observar-se-á o disposto nos Capítulos I e III, Titulo I, deste Livro, com as modificações constantes dos artigos seguintes.”
- Art. 520 CPP: “Art. 520. Antes de receber a queixa, o juiz oferecerá às partes oportunidade para se reconciliarem, fazendo-as comparecer em juízo e ouvindo-as, separadamente, sem a presença dos seus advogados, não se lavrando termo.”
- Art. 521 CPP: “Art. 521. Se depois de ouvir o querelante e o querelado, o juiz achar provável a reconciliação, promoverá entendimento entre eles, na sua presença.”
- Efeitos: Art. 522 CPP: “No caso de reconciliação, depois de assinado pelo querelante o termo da desistência, a queixa será arquivada.” → perdão – extinção da punibilidade. 
- Exceção da verdade: Art. 523 CPP: “Quando for oferecida a exceção da verdade ou da notoriedade do fato imputado, o querelante poderá contestar a exceção no prazo de dois dias, podendo ser inquiridas as testemunhas arroladas na queixa, ou outras indicadas naquele prazo, em substituição às primeiras, ou para completar o máximo legal.”
→ Vai tentar provar que o que falou é verdade. 
→ Vem junto com a resposta à acusação. 
→ Depois dá prazo para o querelante contestar. 
→ Caso não tenha acordo na audiência de conciliação, segue o trâmite normal do rito comum. 
1. Art. 138 – Calúnia: “Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.”
- Bem jurídico: É a honra objetiva – proteger o que os outros pensam sobre você. Imagem perante os outros. 
- Requisitos:
	Fato: tem que narrar um fato (tem que ter um contexto, não só adjetivos negativos).
	Falsamente a prática de um crime (dizer que cometeu um crime, não pode ser contravenção penal). 
- Consumação: Terceiro tem que ficar sabendo (não pode só falar para a própria “vítima”).
→ Se não tiver terceiro sabendo, é atípico.
- Diferenças com art. 339 CP – Denunciação caluniosa: “Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente.”
→ Na denunciação caluniosa a pessoa calunia em um ato do poder judiciário.
- Sujeito passivo: Regra geral, pessoa física.
	Par. 2º: É punível a calúnia contra os mortos. → mas não é considerado sujeito passivo no restante dos crimes, é só porque tem previsão legal aqui.
	Contra pessoa jurídica: Apenas em crimes ambientais. 
1.1 Par. 1º: “Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.” - Subtipo:
- Relatar ou divulgar: Passa para a frente SABENDO que é mentira.
1.2 Par. 3º: Exceção da verdade - “Admite-se a prova da verdade, salvo: I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível; II - se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141; III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível.”
→ É um instrumento incidental onde o acusado visa provar a veracidade das suas imputações. 
→ Vedações:
	Se o objeto da calúnia for de ação penal privada e o ofendido desta não processou.
	Se falar de crime do presidente da república ou contra chefe de governo estrangeiro.
	Se foi absolvido pelo crime imputado. 
2. Art. 139 – Difamação: “Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.”
- Bem jurídico: Honra objetiva também...
- Requisitos:
	Fato também.
	Vexatório à honra → fofoca pura.
→ Se contar para alguém interessado é atípico. 
- Consumação: Mesma que da calúnia. 
- Sujeito passivo: De regra, pessoa física.
	Aqui morto não entra, pois não tem previsão. 
	Pessoa jurídica pode. 
3. Art. 140 – Injúria: “Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.”
- Bem jurídico: É a honra subjetiva (o que você pensa sobre você mesmo). Aqui entra xingamento.
- Consumação: Quando o sujeito passivo ficar sabendo, aí consumou. 
- Diferença com art. 331 CP - Desacato: “Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.” → injúria especial: envolve funcionário público.
- Sujeito passivo: Pessoa física somente.
- Vários xingamentos: é um crime único.