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Resumo de Crimes em Espécie - Direito e Processo Penal

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qualificadas:
	Par. 1º: “A pena é de reclusão, de dois a cinco anos: I- se a vítima é ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro do agente ou mais de 60 anos; II- se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital; III- se a privação da liberdade dura mais de 15 dias; IV- se o crime é praticado contra menor de 18 anos; V- se o crime é praticado com fins lidibinosos (se houver crime da dignidade sexual aplica-se em concurso material);” privou de liberdade e depois teve os fins lidibinosos...
	Par. 2º: “Se o resulta à vítima, em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção, grave sofrimento físico ou moral.”
4. Art. 149 (direito penal só pode punir PESSOA FÍSICA) – Redução a condição análoga à de escravo: “Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restrigindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.
	Trabalho excessivo
	Condições degradantes
	Impedir direito de ir e vir 
- Crime de ação vinculada: caput e par. 1º - “Nas mesmas penas incorre quem: I- cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho; II- mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos (CTPS) ou objetos pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho.”
→ Vai descrever o que seria escravidão, descrevendo o Código o que seria crime (tem que ser exatamente aquilo). 
- Consentimento: É irrelevante.
- Majorantes: par. 2º - “A pena é aumentada de metade, se o crime é cometido: I- contra criança ou adolescente; II- por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem”.
- Competência: RE 398.041/06 STF – Continua sendo crime contra a liberdade, mas a competência é federal.
- Ação penal: Ação pública incondicionada. 
Crimes contra o Patrimônio:
1. Art. 155 – Furto: “Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel”. → Nenhum tipo de violência ou ameaça.
- Dolo específico: Furto de uso (pegar para devolver depois) é atípico.
- Coisa móvel: Tudo que conseguir pegar e levar e tem valor econômico.
- “Res nullius”: É coisa abandonada, logo não seria furto, pois não tem dono. 
- Consumação: Teoria da Amotio – se consuma com a inversão da posse desvigiada.
	Tentativa: Sim. (tenta e o segurança te impede).
- Súmula 567 STJ: Configura crime de furto mesmo com o sistema de vigilância (não configura crime impossível).
1.1 Par. 1º: Majorante: “A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno (quando tá vulnerável – não associar com o horário de fato)”.
(Estabelecimento comercial e casa abandonada – aplica a majorante também: jurisprudência).
- Qualificado: Aplica também (por enquanto?).
1.2 Par. 2º: Privilegiado: “Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode (DEVE) substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa”. → direito subjetivo do réu, cumpriu os requisitos ele vai TER o direito.
→ Furto privilegiado será reconhecido quando não for possível a aplicação do princípio da insignificância.
- Requisitos:
→ Coisa de pequeno valor: Até um salário minímo.
+ réu primário: não pode ser reincidente, mas ter antecedentes pode ter o privilégio.
- Súmula: 511 STJ -É possível que um furto seja qualificado e privilegiado ao mesmo tempo.
1.3 Par. 3º: Equiparação: “Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico”. → é crime também.
1.4 Par. 4º: Qualificado: “A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido: → precisa de exame de corpo de delito. 
a) I- com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;
b) II- com abuso de confiança (tem que ter relação de confiança), ou mediante fraude, escalada (é qualquer meio anormal para extrair o bem) ou destreza (habilidade muito boa- não cabe flagrante próprio);
c) III- com emprego de chave falsa (qualquer instrumento que serve para abrir uma porta de maneira ilegal); → cópia da chave não é considerado chave falsa. 
d) IV- mediante concurso de duas ou mais pessoas;
	Fraude (subtrair) X art. 171 CP (obter – a vítima deixa pegar): ambos tem fraude.
AULA 29/03
1.5 Par. 4º-A: Qualificado: “A pena é de reclusão de 4 a 10 anos e multa, se houver emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum”. → USAR EXPLOSIVOS.
1.6 Par. 5º: Qualificado: “A pena é de reclusão de 3 a 8 anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior”.
- Fronteira: Tem que cruzar a fronteira e com a intenção de ficar lá para que configure a qualificadora.
1.7 Par. 6º: Qualificado: “A pena é de reclusão de 2 a 5 anos se a subtração for de semovente domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração”.
- Semovente domesticável de produção: é animal de fazenda (vacas, bois).
1.8 Par. 7º: Qualificado: “A pena é de reclusão de 4 a 10 anos e multa, se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego”.
- Se o objeto material do furto for explosivos.
2. Art. 157 – Roubo: “Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência”.
- Consumação: Súmula 582 STJ - “Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego de violência ou grave ameaça, à perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada.
- É roubo mesmo com a inversão da posse ainda que vigiada, mera inversão. 
- Mesmas coisas que foi discutido do furto, o que muda é que emprega a violência.
- Sujeito passivo não atua (não abre a bolsa, etc → aí é extorsão). 
2.1 Roubo próprio: Caput – Usa da violência e depois subtrai. 
- Formas de violência: Violência (física), grave ameaça ou violência imprópria (uso de entorpecentes – redução de impossibilidade de resistência).
- Tentativa: Admite. 
2.2 Roubo impróprio: Primeiro a subtração e depois usa de violência (começa como furto e acaba como roubo pela violência para se garantir na posse).
- Formas de violência: É só violência física ou grave ameaça – par. 1º. 
- Tentativa: Não admite, pois acabaria sendo furto, já que não usou violência. 
2.3 Majorantes: Par. 2º: “A pena aumenta-se de 1/3 até metade: II- Se há o concurso de duas ou mais pessoas; III- Se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância (tem que saber – carro forte); IV- Se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou exterior (igual art. 155, par. 5º); V- Se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade (privação de liberdade tem que ser para facilitar o roubou); VI- Se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego.”
2.4 Majorantes: Par. 2º-A: “A pena aumenta-se de 2/3: I- Se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo (outros tipos de arma não – faca, martelo, arma de brinquedo); II- Se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum (uso dos explosivos);
→ Arma inapta/desmuniciada: também não é arma – não tem potencial ofensivo. 
→ Perícia: O STJ tem o posicionamento de que não precisa. 
2.5 Par. 3º: Qualificado: “Se da violência resulta: I- Lesão corporal grave, a pena é de reclusão de 7 a 18 anos, e multa; II- Morte, a pena é de reclusão de 20 a 30 anos, e multa”.
→ I: Art. 129, par. 1º e 2º – não é crime hediondo. 
→ II: Seguido de morte – é crime hediondo (latrocínio).
	Pode ser doloso ou preterdoloso.
- Lei 8.072/90 – crimes hediondos.