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Relatorio de genetica - Tipagem sanguinea

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ANHANGUERA EDUCACIONAL LTDA
Faculdade Anhanguera de Valparaíso - GO
Curso de Enfermagem
ADRIANA SILVA DA COSTA
AMANDA DE SOUZA LIMA
AMANDA NATHALY MIRANDA CEZARIO
ELIZABETE SOUZA DA SILVA MENDES
HEVELYN CABRAL LACERDA
Relatório de Genética
TIPAGEM SANGUINEA
Valparaíso – GO
2019
INTRODUÇÃO
O sangue é um tecido líquido, que possui por função transportar nutrientes e oxigênio para
todos os tecidos e órgãos do corpo. Ele é composto pela parte líquida, denominada plasma, e
pelas hemácias que são as células sanguíneas. Estas células por sua vez, possuem
glicoproteínas denominadas aglutinogênios, e podem ser classificadas, de acordo com o
Sistema ABO, em A, B, AB, e O. Sendo que a presença ou a ausência do aglutinogênio
determina o tipo sanguíneo ou seja: O sangue tipo A contém aglutinogênio A, o tipo B
contém aglutinogênio B, o sangue do tipo AB contém aglutinogênios A e B, e quando não há
presença de aglutinogênios o sangue é classificado como tipo O. O aglutinogênio por sua vez,
irá determinar a produção de uma substância denominada aglutinina que é responsável por
essa separação dos tipos sanguíneos, pois ela é a substância responsável pela aglutinação ou
seja coagulação do sangue quando não é compatível com outro tipo de sangue. A produção da
aglutinina funciona da seguinte forma: Se no sangue houver a presença apenas do
aglutinogênio A, ele irá produzir aglutininas anti B, ou seja tornando o tipo A incompatível
com o tipo B. Da mesma forma o sangue que contém aglutinogênio B irá produzir aglutinina
anti-A. O sangue tipo AB não produz nenhum tipo de aglutinina, pois ele possui os dois tipos
de aglutinogênios , enquanto o sangue tipo O produz as aglutininas anti-A e anti-B, pois não
possui nenhum aglutinogênio, o que torna-o incompativel aos outros tipos de sangue. Além
disso, a classificação do sangue também depende do sistema RH, que determinará a presença
ou ausência da proteína D no sangue, classificando-o então em negativo ou positivo. A
doação e recepção de sangue dependerá tanto da compatibilidade do sistema ABO quanto do
Sistema RH, pois neste também há produção de aglutinogênios, ou seja: Na presença da
proteína D no sangue, ele possuirá aglutinogênio RH, classificando assim o sangue em +
(positivo). Já na ausência da proteína D no sangue, não haverá aglutinogênio, onde ocorrerá a
produção da aglutinina anti- RH, classificando este sangue em - (negativo), ou seja incapaz de
receber do sangue +, mas pode doar para o +. Portanto a doação e recepção de sangue
funciona da seguinte forma: (LIU, 2012)
Contudo, este relatorio aborda a metodologia utilizada em aula pratica, para estudo de
tipagem sanguinea.
METODOLOGIA
Foi realizada no dia 5 de novembro de 2019, aula prática de tipagem sanguínea, na matéria de
Genética. A qual tinha como objetivo principal identificar os tipos sanguíneos de acordo com
os sistemas de tipagem sanguínea ABO e fator Rh , por meio da coleta de sangue e da
ocorrência de hemaglutinação. (BARBOSA, 2019)
MATERIAIS
● LÂMINAS
● LANCETAS
● SOROS (ANTI A, ANTI B, E ANTI D)
● ALGODÃO
● ALCOOL
● PIPETAS
PROCEDIMENTOS:
1. Foi escolhido um dos integrantes do grupo para identificar o seu tipo sanguineo.
2. Em seguida foi realizado a antissepsia de um dos dedos ,do integrante escolhido,
utilizando álcool 70%.
3. logo após, com uma lanceta, outro integrante do grupo, perfurou o dedo do integrante
escolhido para a coleta de 3 gotas de sangue.
4. As gotas de sangue foram depositadas na lâmina, uma paralela a outra de forma que
não se encostassem.
5. Em cada gota de sangue foi acrescentado uma gota de um tipo de soro. Ou seja na 1°
gota foi acrescentado o soro anti A, na 2° o soro anti B e na terceira o soro anti D.
6. Para que o sangue pudesse se misturar foi utilizado uma pipeta individual para cada
uma das gotas.
RESULTADOS
Não houve reação em nenhuma das gotas de sangue, ao serem adicionados os soros. Por isso
obteve-se o resultado de tipo sanguíneo O-, pois não apresentou nenhuma reação a nenhum
dos soros. Porém o resultado da experiência não condiz com a documentação laboratorial do
integrante do grupo, onde declara o seu real tipo sanguíneo O+ .
DISCUSSÃO
Saber a qual tipo sanguíneo pertence é algo muito importante, pois facilita na hora do
atendimento em hospitais, em situações de urgência e emergência, em doações e transfusões
de sangue, gestações e diversos outros atendimentos. A tipagem sanguínea se dá pela coleta e
análise do sangue do paciente, para poder classificar seu tipo sanguíneo. No processo de
tipagem sanguínea, feito na aula prática, por não ter ocorrido nenhuma reação nas substâncias,
houve certa dificuldade para analisar de forma fidedigna o resultado. Mas ao observar o
resultado de outros grupos pode-se identificar e classificar o tipo de sangue obtido, de acordo
com as recomendações fornecidas pelo professor responsável. No entanto, o resultado obtido
no teste, não condiz completamente com o exame laboratorial do integrante, sendo que no
teste obteve-se o resultado de Sangue tipo O-, pois não apresentou reação em nenhuma das
amostras de sangue. Já no exame laboratorial obteve-se o resultado de O+. São várias as
causas que pode ocasionar erros nos exames laboratoriais, entre eles estão: na composição do
anti-soro que pode estar inativado, falha humana durante o processo de tipagem sanguínea, e
até mesmo erro de digitação no exame que é entregue ao paciente. Tais erros nos exames de
tipagem sanguínea podem causar vários riscos a saúde do paciente, por isso é necessário que
laboratórios especializados, possuam precauções para prevenir a ocorrência de erros, tendo
por base o controle rigoroso de qualidade dos produtos utilizados e educação continuada.
(CALIL; NAOUM, 2019)
ANEXOS
COLETA DE SANGUE
(Imagem 1: coleta de sangue)
(Imagem 2: três gotas coletadas)
TESTES COM OS SOROS
(Imagem 3: aplicando o soro ANTI- A )
(Imagem 4: aplicando soro ANTI- B )
(Imagem : apliando soro ANTI- RH (prot.D) )
RESULTADO:
(Imagem 6: resultado obtido, respectivamente. Não houve reação, portanto o resultado é: O- )
EXAME LABORATORIAL DO INTEGRANTE:
(Imagem 7: resultado de exame laboratorial do integrante do grupo. )
REFERÊNCIAS
1. LIU, Isabella Parussini. ANALISE DE RESULTADOS DA TIPAGEM SANGUINEA
ANTES E APÓS A IMPLANTAÇÃO DA TÉCNICA DE SEMI AUTOMAÇÃO. 2012.
41 f. TCC (Graduação) - Curso de Biomedicina, Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Porto Alegre, 2012. Cap. 4.
2. BARBOSA, Larissa. técnicas laboratoriais cromossômicas. Valparaíso:
Faculdade Anhanguera, Kroton, 2019. 15 slides, color.
3. CALIL, Thaís Danusa de Souza; NAOUM, Paulo César. ERROS EM EXAMES DE
TIPAGEM SANGUÍNEA: UMA REVISÃO. Disponível em:
<http://www.ciencianews.com.br/arquivos/ACET/IMAGENS/biblioteca-digital/
imunohematologia/12-Erros-de-tipagem-sanguinea.pdf>. Acesso em: 18 nov.
2019.