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Fundação Integrada Municipal de Ensino Superior Centro Universitário de Mineiros Unidade Básica das Humanidades Curso de Psicologia Disciplina: Psicologia da Educação Período: 3º. Docente: Graciliana Almeida Data de entrega: 07/04/2021 Estudante (s): Jéssica Oliveira Resende Valor: NOTA: Resenha Crítica do Texto “Educação ‘bancaria’ e educação libertadora” de Paulo Freire O texto sobre os conceitos de educação bancária e educação libertadora de Paulo Freire, faz parte do capítulo cinco do livro da autora Maria Helena Souza Patto: “Introdução à psicologia escolar”. Esse livro foi publicado em São Paulo, no ano de 1997, pela editora Casa do Psicólogo. A escritora, Maria Helena Souza Patto, nasceu na cidade de Taubaté (SP) no Vale do Paraíba (fazenda). Foi alfabetizada por sua mãe e formou-se em Psicologia no ano de 1965. Em 1975, se tornou Doutora em Psicologia pelo programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar do Instituto de Psicologia da USP, com a tese “Psicologia e ideologia”. Seus estudos são voltados para a área do fracasso escolar das crianças mais desfavorecidas. Hodiernamente, ela orienta teses de doutorado e é diretora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. O capítulo 5 do livro de Maria Helena é iniciado com ponderações a respeito do vínculo que é estabelecido nas escolas e Instituições de Ensino, entre o educador e os educandos. Logo, é apontado uma relação onde o professor é visto como sujeito protagonista da apropriação do conhecimento pelo o aluno. Essa forma de estrutura educacional acarreta no tratamento da realidade, do dia a dia, como algo estático, pronto e acabado. Dessa forma, esse sistema não integra a existência e vivências do educando no processo de ensino. O educador enche seu aluno com os conteúdos da sua narração, como se o mesmo fosse um depósito. Esses conteúdos são desconexos com a totalidade e pluralidade da vida real. Ademais, é importante destacar que a escritora aborda todas as características da educação “bancária” e suas consequências. O objetivo da mesma é anular a criatividade desse sujeito, estimular uma ingenuidade e fazê-lo se adaptar ao mundo, retirando seu poder transformador pela falta de criticidade. O objetivo disso é favorecer e manter os interesses dos opressores em vigor. Há uma tentativa nesse formato de alienar que é observada na concepção humanista, em que se deve fazer com os assistidos (marginalizados) é tentar integrar esses seres problemáticos em uma sociedade sadia que não precisa de transformações. Há também um negacionismo da ontologia do ser humano que é a vocação pela busca de transformar, evoluir e humanizar-se. Desta forma, só existe saber para o homem na reinvenção e na busca inquieta, permanente e impaciente. Essa educação opressora faz parte da cultura do silêncio, por não apoiar um diálogo entre educador e educando, estando sempre em um posição dicotômica. É falado ainda, sobre a educação libertadora. Essa concepção é considerada um impulso inicial de conciliação. Com ela, seria possível a superação de contradição entre educador e educando, e portanto, esses dois papéis seriam utilizados simultaneamente: alunos aprendem e ensinam e os professores também. Essas relações são como consciência e mundo, por se darem simultaneamente. Ou seja, não tem como existir um, sem existir o outro, e juntos formam um complexo. Com a consciência e o mundo, tem-se a sociedade como a conhecemos (realidade integral). Diante de todas as reflexões levantadas pela autora, percebe-se que para o exercício da cidadania de forma democrática, precisa- se de uma educação que vise a autonomia do ser, para que dentro das suas individualidades e experiências ímpares, possa pensar, pesquisar por si mesmo, buscando sentidos e transformações na sociedade em que o mesmo vive. O ser humano deve ser incentivado à reflexão e à criticidade para que por si só busque a consciência de si mesmo e do mundo, podendo atuar assim, como um sujeito útil às necessidades da sociedade. Caso seja incentivado a se adaptar ou incluir-se no mundo ou na sociedade, o indivíduo deixará uma parcela de sua identidade omissa. Essa parcela, é a questão da sua história como sujeito e como uma espécie que busca a realização integral de seu potencial, sua evolução e transformação. O cidadão precisa ser visto tendo papéis individuais e sociais, pois interfere no mundo e sofre influências do mesmo. Essa educação bancária perdura ainda nos tempos atuais, já que o sistema educacional apresenta muitos desafios e problemáticas. O sistema educacional sofre influências da sociedade que precisa ser conscientizada acerca das contradições dessa educação, afim de se enxergarem como protagonistas e cidadãos detentores de poder de mudança no ambiente. No Brasil, há essa dificuldade que é perdurada também por tamanha desigualdade social que inibe da grande massa a oportunidade de uma educação libertadora.