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Apostila de Instalações Agroindustriais

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de vigilância sanitária será anexado ao pedido inicial de aprovação do 
terreno compondo o processo de registro do estabelecimento. Se aprovado, 
as obras de construção e/ou reforma serão autorizadas, logo, poderão ser 
realizadas vistorias durante os trabalhos pelos fi scais.
Nenhuma alteração poderá ser procedida no projeto aprovado previamente 
sem a devida consulta ao órgão de fi scalização onde se solicitou o registro 
da indústria de alimentos. 
Depois de concluídas as obras de construção e instalação de equipamentos, 
a empresa solicitará uma nova vistoria para fi ns de liberação de registro da 
empresa. Serão providenciados os seguintes documentos: requerimento da 
vistoria fi nal, laudo de análise completa da água, comprovante de depósito 
da taxa de cobrança, memorial econômico-sanitário do estabelecimento, 
licença do corpo de bombeiros, registro do estabelecimento na junta 
comercial do Estado, registro do responsável técnico no conselho de classe, 
CNPJ da empresa, inscrição estadual, alvará de funcionamento da prefeitura 
e licença do órgão de meio ambiente.
Acesse o site indicado e veja o 
texto integral publicado pelo 
Jornal de Santa Catarina sobre 
a inauguração da nova sede da 
Coopercedros.
<http://www.clicrbs.
com.br/especial/sc/
jsc/19,6,3086535,Inauguradas-
novas-instalacoes-da-
Cooperativa-Industrial-em-
Timbo.html>
Acesse o site <http://www.
anvisa.gov.br/alimentos/bpf.
htm> da Agência Nacional 
de Vigilância Sanitária do 
Ministério da Saúde e veja 
a RDC n.275, que fala a 
respeito das Boas Práticas de 
Fabricação e dos Procedimentos 
Operacionais Padronizados na 
indústria de alimentos. Você 
também terá acesso à Portaria 
n.326 que aborda as condições 
higiênico-sanitárias e de Boas 
Práticas de Fabricação dos 
estabelecimentos produtores de 
alimentos. Outra legislação a 
qual teremos acesso é a Portaria 
n.1428, que cita as diretrizes 
das Boas Práticas de Produção e 
Prestação de Serviço na área de 
alimentos.
e-Tec BrasilAula 1 – Conhecimentos básicos de planejamento, classifi cação e registro de agroindústrias 35
É importante que você saiba que, paralelo ao processo de obtenção de 
registro defi nitivo da agroindústria, o responsável pela empresa deverá 
solicitar o pedido de aprovação prévia dos produtos e seus respectivos 
rótulos. Os documentos necessários são o requerimento de registro de 
rótulo, memorial descritivo da rotulagem e duas vias dos croquis do rótulo 
em tamanho natural indicando as cores utilizadas. 
Mediante o cumprimento de todas essas etapas descritas e eventualmente 
outras que os fi scais do órgão de vigilância sanitária julgar necessário, será 
concedido o registro defi nitivo da indústria de alimentos, porém, se forem 
verifi cadas falhas ou as obras não seguirem estritamente o projeto poderá 
ser concedida uma reserva de registro até o atendimento completo dos 
requisitos exigidos.
Outra situação comumente enfrentada pelas indústrias de alimentos são as 
reformas de ampliação ou adaptação. Nessas situações, deverão ser solicitadas 
autorizações junto ao órgão no qual o estabelecimento é registrado. 
A renovação de licença também faz parte da rotina de uma indústria de 
alimentos devendo seu responsável providenciar os seguintes documentos: 
registro na junta comercial da empresa, documentos comprobatórios de 
posse/permissão do terreno ou do estabelecimento, CNPJ, inscrição estadual, 
declaração da Secretaria da Saúde Municipal que nada há de contrário a 
instalação do estabelecimento, alvará da prefeitura, licença ambiental, 
laudo completo da qualidade da água, atestado de saúde ocupacional dos 
funcionários, memorial econômico sanitário, licença de funcionamento do 
corpo de bombeiros, registro da empresa e do responsável técnico pelo 
conselho e o comprovante da taxa de renovação anual.
Resumo
Nesta aula, vimos os requisitos básicos para o planejamento das instalações 
agroindustriais. Vimos também como podemos classifi car os principais tipos 
de estabelecimentos agroindústrias e listamos os principais procedimentos 
de registro e renovação de licença das indústrias de alimentos.
Instalações Agroindustriaise-Tec Brasil 36
Atividades de aprendizagem
Imagine que você será o responsável por registrar uma indústria de alimentos.
1. Quais seriam os documentos necessários para o registro?
2. Quais os requisitos básicos para a instalação dessa indústria?
Tanque 2
Tanque 1
Linha de recalque
Linha de sucção
e-Tec BrasilAula 2 – Componentes básicos para instalação de uma planta industrial 37
Aula 2 – Componentes básicos para 
instalação de uma planta industrial
Objetivos
Defi nir bomba, válvula, purgador e seus respectivos tipos.
Identificar caldeiras e diferenciar os tipos de vapor saturado 
e superaquecido. 
2.1 Bombas
Em uma instalação industrial para transportar um líquido de um lugar para 
o outro é necessário o uso de bombas. As bombas mais utilizadas nas indús-
trias são as bombas centrifugas. A seguir, iremos defi nir esse tipo de bomba. 
2.2.1 Bombas centrífugas 
As bombas centrífugas são as mais empregadas, são máquinas operatrizes 
hidráulicas que vão fornecer energia a um determinado líquido, fazendo 
com que esse líquido seja capaz de ir de um ponto a outro. É o acionamento 
do líquido pela ação da força centrífuga. Na Figura 2.1, podemos observar 
o esquema de uma bomba transportando um determinado líquido de um 
tanque 1 para o tanque 2. Na Figura 2.2, podemos verifi car as partes principais 
de uma bomba: rotor, carcaça, eixo, suporte ou cavalete e acionamento.
Ao longo desta aula, você irá aprender as válvulas que serão necessárias nos 
sistema apresentado na Figura 2.1. 
Figura 2.1: Sistema de bombeamento de um líquido
Fonte: <http://www.escoladavida.eng.br/mecfl uquimica/Montagem%20e%20desmontagem.pdf>. Acesso em: 19 jan. 2012. 
Instalações Agroindustriaise-Tec Brasil 38
Toda tubulação que vem antes de uma bomba é chamada de linha de sucção 
e toda tubulação que vem após uma bomba é chamada de linha de recalque, 
conforme mostra a Figura 2.1.
Figura 2.2: Partes principais de uma bomba
Fonte: Andrade (2011). 
2.2.2 Defi nição e classifi cação dos rotores 
Rotor é o coração da bomba, ou seja, é a parte principal da bomba. É 
constituído por diversas palhetas ou lâminas de modo a proporcionarem 
um escoamento suave do fl uido em cada uma delas. O rotor da bomba é 
rosqueado no eixo do motor e tem a função de sucção e recalque do fl uido 
que está sendo bombeado. Os rotores podem ser: fechados para líquidos 
de baixa densidade e sem substâncias em suspensão; abertos para líquido 
de alta densidade contendo pastas, lamas, areias, esgotos sanitários etc. e 
semiaberto para líquidos que contenham materiais fi brosos ou materiais em 
suspensão (Figura 2.3). 
Fechado Semiaberto Aberto
e-Tec BrasilAula 2 – Componentes básicos para instalação de uma planta industrial 39
Figura 2.3: Tipos de rotores
Fonte: <http://www.dec.ufcg.edu.br/saneamento/Bomb02.html>. Acesso em: 19 jan. 2012. 
Os rotores fechados têm duas paredes laterais, ou seja, duas coroas, os 
rotores semiabertos têm apenas uma coroa e os abertos não têm coroa em 
nenhum dos lados.
2.2.3. Defi nição de carcaça 
Carcaça é uma câmara fechada dentro da qual gira o rotor, como foi dito 
anteriormente, esse rotor é formado por um conjunto de palhetas que 
impulsionam o líquido. No interior da carcaça, a energia de velocidade é 
transformada em energia de pressão, o que possibilita o líquido alcançar o ponto 
fi nal de recalque. Podemos afi rmar que no seu interior está instalado o conjunto 
girante (eixo-motor) o qual torna possível o impulsionamento do líquido.
Se você for bombear caldo de cana, que tipo de rotor você utilizaria? Explique.