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Apostila de Instalações Agroindustriais

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2.3 Válvulas
Chamam-se válvulas os equipamentos ou dispositivos destinados a estabelecer, 
controlar e interromper o fl uxo em uma tubulação. Estabelecer signifi ca abrir 
a passagem do fl uxo; controlar signifi ca regular a passagem do fl uxo e reter 
signifi ca fechar a passagem do fl uxo.
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As válvulas são os acessórios mais importantes existentes nas tubulações, são 
peças indispensáveis, sem as quais as tubulações seriam inteiramente inúteis.
Em qualquer instalação, deve haver sempre o menor número possível de válvulas, 
pois são peças caras, que representam de 8 a 10% do custo total de uma 
instalação de processamento e em que há sempre possibilidade de vazamento.
2.3.1 Classifi cação das válvulas 
a) Válvulas de bloqueio: são aquelas que estabelecem e retêm o fl uxo na 
tubulação, ou seja, ela só trabalha totalmente fechada ou totalmente 
aberta. São elas: gaveta, esfera, macho, fecho rápido e guilhotina.
b) Válvulas de regulagem: são aquelas que controlam o fl uxo da tubulação. 
São elas: globo; borboleta; agulha; controle e diafragma.
c) Válvulas de retenção: são elas portinhola; levantamento e pé de sucção 
com crivo. 
Mais adiante, iremos mostrar através de fi guras algumas dessas válvulas. 
Válvulas de bloqueio e regulagem podem trabalhar nos dois sentidos da 
tubulação, enquanto a válvula de retenção só trabalha em um só sentido.
Após uma bomba, deverá sempre ter uma válvula de retenção, na eventual 
falta de energia, o líquido que está na tubulação tende a retornar danifi cando 
o rotor da bomba. Para evitar que isso ocorra, coloca-se a válvula de retenção, 
que com o retorno do líquido se fechará evitando assim a danifi cação do rotor, 
por isso, dizemos que esse tipo de válvula só trabalha em um sentido.
2.3.2 Partes principais das válvulas 
Podemos dizer que a carcaça é o conjunto de duas partes da válvula. Na 
primeira ocorre a entrada e saída do líquido, e a segunda é a parte superior 
à primeira parte. 
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a) Carcaça: que se divide em corpo e castelo, como mostrado na Figura 2.4. 
Dentro do corpo existe o miolo que difere de válvula para válvula, como 
veremos a seguir. 
Figura 2.4: Válvula gaveta e partes principais de uma válvula
Fonte: <http://www.myq.com.br/html/links/MyQ_74_valv.pdf>. Acesso em: 19 jan. 2012. 
b) Mecanismo interno: o conjunto das peças que compõem o mecanismo 
interno se chama TRIM, são eles: haste, volante (Figura 2.4) e preme-ga-
xeta (como se fosse uma linha que é colocada para evitar vazamentos).
c) Gaxeta: colocada na sede para vedação (Figura 2.5).
Figura 2.5: Gaxeta
Fonte: <http://www.escoladavida.eng.br/mecfl uquimica/Montagem%20e%20desmontagem.pdf>. Acesso em: 19 jan.2012. 
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Flange é uma peça utilizada nas extremidades das válvulas, com a fi nalidade 
de acoplar essa válvula na tubulação (Figura 2.4).
2.4.3 Operação das válvulas 
Para as válvulas funcionarem, é necessário que o operário da indústria gire o vo-
lante, fazendo com que a válvula feche ou abra, mas se a válvula for muito gran-
de não é possível, assim temos três tipos de acionamento de válvulas, são eles: 
a) Manual: é a mais barata e a mais usada, o operário abre e fecha através 
do volante.
b) Motorizada: a válvula é motorizada quando está em posição inacessível, de 
difícil acesso, ou também quando as válvulas são muito grandes para serem 
operadas manualmente e precisam ser manipuladas frequentemente. O 
funcionamento pode ser elétrico, hidráulico ou pneumático.
c) Automáticas: as válvulas funcionam pelo próprio peso do fl uido ou por 
meio de molas e contrapesos. 
Os diâmetros das tubulações são dados em polegadas, que é representado 
assim: 2” (signifi ca que a tubulação tem duas polegadas de diâmetro); 1” tem 
0,0254m. E que o miolo que abre e fecha a válvula é chamado de obturador.
2.4.4 Vamos conhecer o desenho de cada válvula 
a) Válvula globo: funciona pelo movimento de um disco ou de uma cunha 
redonda, fechando um orifício para bloquear o fl uxo do fl uido (Figura 
2.6). O movimento do disco e o fechamento do orifício são feitos no 
sentido vertical ao eixo da válvula.
Figura 2.6: Válvula Globo
Fonte: Andrade (2011). 
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b) Válvula macho: a construção da válvula é bem simples, consta de um 
cilindro que atravessa o corpo no sentido perpendicular. Esse cilindro 
possui um furo que, quando alinhado com a direção do fl uxo, permite 
que o fl uido passe (Figura 2.7).
Figura 2.7: Válvula macho
Fonte: <http://www.martival.com.br/esfericas_macho.htm>. Acesso em: 19 jan. 2012. 
c) Válvula gaveta: funciona pelo deslizamento de um disco ou cunha 
por dentro do fl uxo do fl uido. O acionamento deste disco é similar ao 
acionamento de uma gaveta no armário, o disco entra no fl uxo do fl uido 
e o bloqueia, sai do fl uxo e permite fl uir (Figura 2.8).
Figura 2.8: Válvula gaveta
Fonte: Andrade (2004). 
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d) Válvula agulha: o desenho dessa válvula é basicamente igual ao desenho 
de uma válvula globo, a diferença é que válvula tipo agulha não usa disco 
para fechamento e sim uma agulha, como mostra a Figura 2.9. Na medida 
em que a válvula for aberta, a agulha desencaixa abrindo-se uma passagem 
anular em volta dela.
Figura 2.9: Válvula agulha
Fonte: <http://www.oilequip.com.br/template.php?opcao=valagu&mopcao=lp&msubopcao=val>. Acesso em: 19 jan. 2012. 
e) Válvula tipo esfera: a construção baseia-se na válvula tipo macho. Consiste 
em um obturador esférico dentro de um corpo tubular (Figura 2.10).
Figura 2.10: Válvula esfera
Fonte: <http://www.oilequip.com.br/template.php?opcao=valesfer&mopcao=lp&msubopcao=val>;
<http://www.mussoi.com.br/nova_ame/nova_ame-p.htm>; <http://www.kffautomacao.com/index.php?cPath=377>. 
Acesso em: 19 jan. 2012. 
f) Válvula tipo diafragma: consiste em um corpo tubular em que a parte 
superior é de um material plástico formando um diafragma. Para fechar 
a válvula, o diafragma é simplesmente pressionado para baixo, por um 
pistão, até obstruir por completo a passagem do fl uido. O material desse 
diafragma precisa ser bem fl exível e apresentar boa resistência contra 
corrosão (Figura 2.11).
e-Tec BrasilAula 2 – Componentes básicos para instalação de uma planta industrial 45
Figura 2.11: Válvula diafragma
Fonte: <http://www.monografi as.com/trabajos11/valvus/valvus.shtml>; <http://www.mastilli.com.br/informacoes.
asp?id=3>. Acesso em: 3 fev. 2012. 
g) Válvula borboleta: de construção simples, consiste em um anel do mesmo 
diâmetro da tubulação, com um disco que gira dentro do anel em torno de 
um eixo, abrindo ou obstruindo a passagem do fl uido (Figura 2.12). 
Figura 2.12: Válvula borboleta
Fonte: <http://www.kartha-br.com/Valvula_Borboleta_de_Alta_Performance.htm>. Acesso em: 3 fev. 2012. 
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h) Válvula guilhotina: tem o obturador com formato de guilhotina (Figura 3.13).
Figura 2.13: Valvula guilhotina
Fonte: <http://www.robfervalvulas.com.br/VALV6.HTML>. Acesso em: 19 jan. 2012. 
i) Válvulas de retenção: trabalham em um único sentido, na Figura 2.14 
podemos observar a válvula de retenção portinhola e levantamento. 
Figura 2.14: Válvula de retenção portinhola e levantamento
Fonte: <http://www.valloy.com.br/p.asp>.; <http://www.henderson.com.br/exair/geradores/acessorios.html>. Acesso em: 
3 fev. 2012. 
Para fi nalizar o assunto sobre as válvulas, na Figura 2.15 podemos analisar as 
válvulas que compõem um sistema de bombeamento. No início da linha de 
sucção, temos a válvula de pé com crivo, ou seja, uma válvula de retenção, 
cuja fi nalidade