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9
 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ – UFPI
 CAMPUS MINISTRO REIS VELOSO
 CURSO DE BIOMEDICINA
 TEMA: Relatório da aula prática 
 Discentes:
 F° Cintia Cardoso Dos Santos 
 Lais Castro Silva 
 Parnaíba-PI
 2019
Sumário
Introdução 	3
Objetivos	 4
Materiais	 5
Resultados e discussão	 5
Conclusão	 9
Referência	 9
1. Introdução 
As células são participantes ativos em seu ambiente, ajustando constantemente a sua estrutura e função para se adaptarem as demandas de alterações e de estresse extracelular. Normalmente, as células mantêm um estado normal chamado homeostasia, quando encontra um estresse fisiológico ou estimulo patológico, pode sofrer uma adaptação alcançando um novo estado constante, preservando sua viabilidade e função. Se a capacidade adaptativa é excedida ou se o estresse externo é inerentemente nocivo, se desenvolve a lesão celular. Dentro de certos limites, a lesão é reversível e as células retornam a um estado basal e estável; entretanto, um estresse grave, persistente e de início rápido resulta em lesão irreversível e morte das células afetadas.
Degeneração celular é uma lesão reversível decorrente de alterações bioquímicas que resultam no acúmulo de substâncias no interior das células.
Degeneração gordurosa ou Esteatose, ou infiltração gordurosa ou metamorfose gordurosa se refere ao acúmulo anormal de lipídeos no interior de células parenquimatosas. Encontrado principalmente no fígado, coração e epitélio tubular. 
O acúmulo excessivo de triglicerídeos dentro do fígado pode resultar de entrada excessiva ou de defeitos do metabolismo e exportação dos lipídeos.
A aterosclerose é doença caracterizada por depósitos de colesterol, ésteres do colesterol e, em menor quantidade, de fosfolipídios e glicerídeos, na íntima de artérias de médio e grande calibres. A doença é multifatorial, com participação de fatores genéticos e ambientais. Dislipidemia, com aumento de triglicerídeos e colesterol no plasma, é o principal fator de risco; hipertensão arterial, tabagismo, diabetes mellitus, estresse e sedentarismo são outros fatores envolvidos na doença.
Os macrófagos xantomatosos são lesões encontradas na pele sob a forma de nódulos ou placas que, quando superficiais, têm coloração amarelada. Microscopicamente, são formados por aglomerados de macrófagos carregados de colesterol, com aspecto espumoso. Os xantomas surgem geralmente em pessoas com aumento do colesterol sérico, embora possam ser encontrados sem hipercolesterolêmica. Em algumas inflamações crônicas ou em áreas de necrose em processo de reabsorção, são encontrados macrófagos espumosos, carregados de colesterol e fosfolipídios, originados de restos celulares fagocitados.
A necrose significa morte celular ocorrida em organismo vivo e seguida de autólise. Quando a agressão é suficiente para interromper as funções vitais (cessam a produção de energia e as sínteses celulares), os lisossomos perdem a capacidade de conter as hidrolases no seu interior e estas saem para o citosol, são ativadas pela alta concentração de Ca ++ no citoplasma e iniciam a autólise. os principais tipos morfológicos de necrose, Podem ter o processo pode ter características peculiares de acordo com a causa e o órgão atingido
A necrose de coagulação a sua causa mais frequente é a isquemia, é denominada também como necrose isquêmica. Macroscopicamente, a área atingida é esbranquiçada e salienta-se na superfície do órgão; quase sempre, a região necrótica é circundada por um halo avermelhado (hiperemia que tenta compensar a isquemia ocorrida). Microscopicamente, além de alterações nucleares, especialmente cariólise, as células necrosadas apresentam citoplasma com aspecto de substância coagulada (o citoplasma torna-se acidófilo e granuloso, gelificado; No início, os contornos celulares são nítidos, sendo possível identificar a arquitetura do tecido necrosado; mais tarde, toda a arquitetura tecidual fica perdida.
Necrose caseosa é assim denominada pelo fato de a área necrosada adquirir aspecto macroscópico de massa de queijo. Microscopicamente, a principal característica é a transformação das células necróticas em uma massa homogênea, acidófila, contendo alguns núcleos picnóticos e, principalmente na periferia, núcleos fragmentados (cariorrexe); as células perdem totalmente os seus contornos e os detalhes estruturais.
Uma área de necrose pode também calcificar-se. Certos tipos de necrose tendem frequentemente a calcificação, como a necrose caseosa, especialmente na infância.
2. Objetivos
Observar as características microscópicas das lesões reversíveis e irreversíveis.
3. Materiais
· Lâminas 
· Microscópio Óptico
4. Resultados e Discursões:
Na figura 1 observa-se o fígado normal, o corte histológico hepático suíno é a única espécie em que os lóbulos hepáticos são divididos por tecido conjuntivo. Na imagem é possível visualizar um lóbulo hepático com sua veia centro lobular nos cantos a tríade portal composta pela veia hepática, veia porta e ducto hepático. 
As células contêm o citoplasma eosinófilo e homogêneo. Pode observa-se vacuolização, pois as células possuem intensa capacidade metabólica. Essas vacuolizações tendem a ter em seu interior uma coloração mais clara. 
 Imagem 1: Tecido renal normal 
Na imagem 2, consegue observar a cromatina dentro do núcleo e entre a cromatina existem espaços “vazios” com aa coloração mais clara. Os espaços esbranquiçados são os capilares, onde os núcleos das células endoteliais que revestem os capilares serão mais longos e densos. Os núcleos das células são arredondados e os hepatócitos estão com um padrão homogêneo. 
Imagem 2: Tecido renal normal 
Na esteatose hepática, visualiza-se na figura 3 as células com tamanho maior, o citoplasma encontra-se com uma a coloração esbranquiçado devido a presença de lipossomos que são vácuos contendo gordura. Os núcleos estão deslocados para a periferia por causa do acumulo de gordura. 
 Figura 3: Esteatose hepática
Pode se visualizar na figura 4 que se encontra macrófagos xantomatosos, que se observa nos casos em macrófagos removem esse colesterol que a depositam nos tendões e pele. 
 Figura 4: macrófagos xantomatosos
Aterosclerose que é a deposição de LDL na camada intima das artérias de médio e grande calibre. Na figura 5 é possível observa esse colesterol depositado na forma de cristais. Nas placas ateromatosas é possível identificar centros necróticos. Na imagem 6 que na parte inferior está presente os cristais de colesterol e no meio calcificação distrófica e pigmentos de hemossiderina. 
 
 Figura 5: Cristais de colesterol Figura 6: Cristais de colesterol/ calcificação 
A figura 7 é de tecido renal normal de coelho, com a presença de corpúsculo glomerular, espaço de bowman e os túbulos renais 
Figura 7: Tecido renal 
Na imagem 8 é do tecido renal, na região cortical a presença de glomérulos e túbulo renal. A uma delimitação na parte superior e inferior, a parte inferior está mais afetada pela necrose, entre os túbulos renais observa-se infiltrado inflamatório, a manutenção do tecido o que caracteriza o tipo de necrose de coagulação. 
Figura 8: necrose de coagulação 
Na figura 9 na parte superior encontra-se os alvéolos pulmonares e na inferior observa-se o granuloma, com centro necrótico ao redor células de Langerhans que podem ser melhores observadas na imagem 10, infiltrado inflamatório e a parte mais basófila a calcificação distrófica. A não manutenção do tecido é característica da necrose caseosa 
 Figura 9: Necrose caseosaFigura 10: Célula de Langerhans
5. Conclusão 
Portanto, a pratica nos proporcionou diferenciar as características do tecido normal com outro que sofreu algum tipo de agressão, podendo distinguir as formas celulares e mecanismos de degenerações reversíveis e irreversíveis.
6. Referências 
BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo patologia geral. In: Bogliolo patologia geral. 1998.
KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins patologia básica. Elsevier Brasil, 2013.

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