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Afecções do baço

Resumo clínico sobre afecções do baço: aborda abscesso esplênico (etiopatogenia, clínica, TC, tratamento com esplenectomia+ATB), cistos esplênicos e cisto hidático (imagem, albendazol), esplenomegalia, trauma esplênico e indicações/complicações e profilaxia pós‑esplenectomia.

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AFECÇÕES DO BAÇO
Abscesso do baço
- Infecção rara, porém, importante;
- Necessita de bacteremia para se consolidar;
- A endocardite infecciosa é responsável por 5% dessas bacteremias, mas pode ser qualquer infecção;
- Etiopatogenia
· Embolização hematogênica – endocardite, uso de drogas venosas, quimioterapia (fungemia), imunossuprimidos com bacteremia, transplantados, SIDA.
· Infarto esplênico único – trauma;
· Infarto esplênico múltiplo – anemia falciforme;
· Bacteremia de outras infecções – colecistite, pneumonia.
· Acometimento por contiguidade
- Abscesso pancreático;
- Perfuração gástrica;
- Perfuração colônica;
- Abscesso subfrênico.
· Bactérias mais importantes:
- Aeróbias são as principais: S. aureus, streptococo pneumoniae, salmonela;
- E. coli.
- Clínica
· Febre persistente ou recorrente;
· Dor no QSE;
· Esplenomegalia;
· Derrame pleural esquerdo;
· Infarto esplênico.
- Diagnóstico:
· Hemograma;
· US/Rx (derrame pleural);
· TC – Padrão ouro.
-Prognóstico
· Se único – maioria das vezes – melhor prognóstico;
· Múltiplo – pior prognóstico – relacionado à sepse. 
- Tratamento
· Esplenectomia! + ATB.
Cistos Esplênicos
- Apresentações:
· Pós-traumático;
· Parasitários/infecciosos – Cisto hidático;
· Congênitos;
· Mesoteliais, epidermoides;
· Hemangioma;
· Linfagioma;
· Doença policística renal;
· Pielose esplênica;
· Metástases císticas.
- Quadro clínico:
· Maioria é achado incidental;
· Dor no QSE;
· Irradiação da dor para ombro esquerdo;
· Esplenomegalia.
- Evolução natural
· Estável (maioria);
· Aumento de volume Ruptura Sangramento Infecção secundária.
- Diagnóstico
· USG;
· TC- melhor mapeamento.
- Tratamento
· Para pacientes sintomáticos;
· Punção percutânea/drenagem – diminui o tamanho, mas irá crescer novamente;
· Esplenectomia – parece ser ideal, mas pode fazer falta em algumas populações (ex. crianças);
· Esplenectomia parcial – mais rara.
- Cisto hidático
· Infecção por Echinococcus;
· Infecção primária geralmente é assintomática;
· Formação de cistos por todo corpo: fígado > pulmão > cérebro/rins/ossos/pâncreas > baço;
· O parasita fica dentro do cisto;
· USG – sensibilidade alta – hidátides septadas;
· TC – sensibilidade > USG;
· Tratamento cirúrgico é o melhor – cuidado para não contaminar a cavidade com o elemento cístico – esplenectomia diminui o risco de recidiva;
· Albendazol 1 semana antes e 4 semanas depois. 
Esplenomegalia
OBS! Após o tratamento da malária o baço não involui. 
Trauma esplênico
- Nem todo trauma esplênico é passivo de esplenectomia;
- Trauma contuso pode haver recuperação espontânea. Todo trauma penetrante deve fazer laparotomia;
- TC - verifica a presença e gradua a lesão do baço. 
- Classificação:
A maioria dos graus IV e V ocorrem em pacientes instáveis, que já vão direto para a cirurgia.
Esplenectomia
- Indicações de esplenectomia
· Trauma;
· Trombocitopenia imune (púrpura);
· Mielofibrose primária;
· Esferocitose hereditária.
- Na esplenectomia eletiva, faz-se ligadura dos vasos antes.
- Complicações no PO:
· Infecção do sítio cirúrgico;
· ITU;
· Ileo paralítico;
· Complicações pulmonares – atelectasia, pneumonia e derrame pleural;
· Sangramento, perfuração e pancreatite. 
- Alterações hematológicas
· Leucocitose com aumento de linfócitos e monócitos;
· Trombocitose transitória – (Se > 1.000.000 AAS).
- Prevenção de sepse pós esplenectomia
· Risco de pneumonia, meningite e sepse;
· Imunização 14 dias antes: pneumococo, meningococo e haemophilus;
· Se não for possível a imunização, fazer 14 dias após o procedimento;
· Recomendação se febre: amox-clav, cefuroxima e levo.

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