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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (Tratamento)

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HIPERTENSÃO ARTERIAL 
SISTÊMICA (TRATAMENTO) 
 
Introdução 
Estratificação de risco CV no 
paciente hipertenso: Baseia-se em 
duas estratégias. A primeira o 
objetivo é avaliar o risco global e a 
classificação depende dos níveis da 
PA, fatores de risco associados, 
lesões em órgãos-alvo e presença 
de DCV ou renal. A segunda objetiva 
determinar o risco de desenvolver 
DCV nos próximos 10 anos. 
Inícios do tratamento: Começa com 
medidas não farmacológicas, dieta 
DASH e estimulo a atividade física. 
O objetivo do tto farmacológico e a 
diminuição da morbimortalidade por 
DCVs quando as medidas não 
farmacológicas não surtem efeito ou 
quando se faz necessário desde o 
início do diagnóstico. 
Fatores de risco associados a lesão 
de órgão alvo: HVE, angina ou 
infarto prévio, revascularização 
meiocárdica prévia, IC, AVE, 
isquemia cerebral transitória, 
alterações cognitivas ou demência 
vascular, nefropatia, doença 
vascular arterial de extremidades, 
retinopatia hipertensiva. 
Pcts com 3 ou mais fatores de risco 
CV, considerar marcadores mais 
precoces da lesão em órgãos-alvo: 
Microalbuminúria, ecocardiograma, 
USG vascular (espessura do 
complexo intima-media da carótida), 
rigidez arterial, função endotelial. 
Metas pressóricas com o tratamento 
da HAS: 
 
 Pacientes com doenças 
coronarianas: A PA não deve ficar 
menor que 120x70, pelo risco de 
hipoperfusão coronariana, lesão 
miocárdica e eventos 
cardiovasculares. 
 Observar que pacientes 
diabéticos ou outras populações 
especificas como idosos e jovens 
com ou sem doença de base podem 
possuir uma meta pressórica 
diferente. 
Indicação de estratégia terapêutica: 
 Pcts sem risco adicional: Tto 
não medicamentoso. 
 Risco baixo: Tto não 
medicamentoso isolado por 6meses 
após isso associa tto 
medicamentoso. 
Risco médio, alto ou muito alto: Inicia 
com os dois ttos. 
 
Tratamento não farmacológico 
Nutrição, controle ponderal, 
atividades físicas, controle do 
estresse, cessação do tabagismo, 
dieta DASH, restrição ao sal. 
 
Tratamento farmacológico 
Escolha terapêutica: 
 DM 1 com proteinúria: IECA 
DM 2: IECA e bloq AT2 ICC: IECA, 
beta bloq e diuréticos Pós-infarto: 
Beta bloq e IECA HAS sistólica 
isolada: Diuréticos e bloq canais de 
cálcio Negros: Tiazídicos e bloq 
canais de cálcio Idosos: Tiazídicos + 
beta bloq, bloq canais de cálcio, 
IECA e bloq AT2 Gestantes: alfa 
metildopa, bloq canais de cálcio, 
beta bloq. 
Diuréticos: Possuem melhor efeito 
em negros e idosos e é a primeira 
escolha para monoterapia ou 
associação, podem ter benefício na 
ICC e IRC. 
 Efeitos: Hiperuricemia, 
hiperglicemia, auento do LDL, rash 
cutâneo, hipocalemia e impotência. 
 Drogas: Hidroclorotiazida, 
clortalidona, meticlotiazida, 
ciclopentiazida. 
Beta bloqueadores: São os mais 
utilizados em jovens, possuem 
benefício a pacientes com angina 
estável, infarto agudo prévio, 
ansiedade, enxaqueca e IC. Diminui 
o cronotropismo, inotropismo e 
vasoconstrição periférica por 
agentes adrenérgicos. Devem ser 
utilizados com cautela em pacientes 
diabéticos, dislipidêmicos e com 
BAV e DPOC. 
 Efeitos: Fadiga, indisposição, 
depressão, broncoespasmo, 
bradiarritimias, insônia, insuficiência 
sexual, hipertrigliceridemia, 
hiperglicemia, descompensação de 
IC e arterial periférica, bloqueio da 
resposta à hipoglicemia e retarda a 
neoglicogênese. 
 Drogas: Propanolol, atenolol, 
carvedilol, metoprolol. 
Bloqueadores dos canais de cálcio: 
Possuem boa indicação para 
coronáriopatias, melhor efeito em 
negros e idosos, controle de HAS 
leve/moderada. Atua pela 
diminuição do cálcio intracelular nas 
células musculares lisas das 
arteríolas. São divididos em três 
subclasses: 
 Diidropiridinas: Potente mas 
aumenta o volume circulante de 
forma reflexa podendo causar 
edema periférico. Os fármacos são: 
anlodipino, nifedipino, felodipino, 
nitrendipino, manidipino. 
 Fenilalquilominas: Verapamil. 
Possui ação mais seletiva aos canais 
de cálcio do miocárdio. 
 Benzotiazepinas: Diltiazem. 
Efeito moderado, preferido na 
doença coronariana e na angina de 
Prinzmetal. Promove edema de 
mmii. 
 Efeitos: Edema maleolar, 
cefaleia latejante, tonturas, rubor 
facial. 
Inibidores da enzima conversora de 
angiotensina: Menos eficazes em 
negros mas melhora quando 
associados aos diuréticos, são 
agentes de escolha para pacientes 
com DM1 com miicroalbuminúria ou 
proteinúria, assim como disfunção 
renal. Pode ser indicado também 
para DM2 com alteração renal e é 
escolha na IC e disfunção ventricular 
assintomática. Essa classe de 
medicamentos não altera glicemia e 
perfil lipídico. 
 Efeitos: Tosse seca, 
angioedema, aumento transitório da 
ureia e da creatinina, principalmente 
na presença de estenose bilateral 
das artérias renais. 
 Droga: Captopril, enalapril, 
lisipropil e ramipril. 
Bloqueadores do receptor de 
angiotensina 2: Alternativa aos 
IECA, não agem sobre as 
bradicininas. Reduzem o risco CV 
em hipertensos, diabéticos e IC. 
 Efeitos: Tonturas, hipotensão 
e hipercalemia. 
 Drogas: Losartana, 
candesartana e irbesartana. 
Agentes de ação simpatolítica 
central: Metildopa e clinidina. Usa-se 
para hipertensão severa, não 
controlada com as demais 
categorias. Possuem uma baixa 
adesão. 
 Efeitos: Impotência sexual, 
depressão, anemia hemolítica e 
coobs positivo. Risco de hipertensão 
rebote após interrupção abrupta. 
Vasodilatadores arteriolares diretos: 
Hidralozina e minoxidil. São 
associados na HAS de difícil controle 
principalmente quando em 
associação com alteração renal. 
 Efeitos: Taquicardia reflexa e 
quando suspenso pode produzir 
hipertensão rebote. 
 
HAS resistente 
Definição: O paciente não responde 
à terapia otimizada combinada de 3 
classes diferentes sendo uma delas 
um diurético. 
Indicação: Buscar causas 
secundárias como obesidade, 
álcool, substancias exógenas que 
aumentam a PA. Apneia do sono. Na 
ausência de fatores secundários 
recomenda-se espironolactona e 
simpatolíticos centrais assim como 
beta bloqueadores. 
 
Fluxograma tto da hipertensão, 
conforme resposta terapêutica 
 
Esquema de associação 
medicamentosa para controle da 
HAS, de acordo com sinergia e 
mecanismo de ação