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Copyright © 2008, ESAB - Escola Superior Aberta do Brasil. 
 
 
 
 
 
MÓDULO 
PLANEJAMENTO ADMINISTRATIVO 
 
 
BEATRIZ CHRISTO GOBBI 
 
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Módulo: Planejamento Administrativo 
Beatriz Christo Gobbi 
 
Primeira edição: 2007 
Revisado em 2008 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os direitos desta edição reservados à 
ESAB – ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL LTDA 
http://www.esab.edu.br 
Av. Santa Leopoldina, nº 840/07 
Bairro Itaparica – Vila Velha, ES 
CEP: 29102-040 
 
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APRESENTAÇÃO 
Pretende-se com este módulo discutir o processo de planejamento nas organizações. 
Como este objetivo, serão apresentadas ferramentas e metodologias que fornecerão 
subsídios para que o aluno, a partir das especificidades de sua realidade, utilize-as em 
sua prática profissional. 
Trata-se de um curso teórico quanto ao seu conteúdo explícito, que pretende fornecer um 
espaço para discussões e oportunizar trocas de experiências entre alunos e tutor. 
Portanto, é importante que você execute as atividades complementares, leve suas 
dúvidas ao conhecimento do tutor, participe dos fóruns e responsabilize-se por enriquecer 
sua própria experiência de curso. 
Nas unidades I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX serão apresentados os conceitos iniciais 
sobre o processo de um planejamento, os tipos, as características e filosofias, e a 
constante necessidade de mudanças nas organizações. 
A partir da unidade X será abordada a concepção de estratégia e a Gestão Estratégica 
Competitiva como um processo administrativo, capaz de dar melhores respostas às 
demandas ambientais, num cenário cada vez mais turbulento e instável. 
 
Beatriz Christo Gobbi 
 
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OBJETIVO 
Aprofundar os estudos e metodologias, bem como apresentar as ferramentas utilizadas 
no processo do planejamento nas organizações. 
 
EMENTA 
Conceitos e tipos de planejamento. O planejamento como processo administrativo. 
Análise do ambiente organizacional. A formulação e a implementação do planejamento 
empresarial. O pensamento estratégico: O planejamento empresarial e a formulação de 
estratégias. Controle e avaliação do planejamento. A avaliação das políticas empresariais 
vigentes. 
 
SOBRE O AUTOR 
Beatriz Christo Gobbi: 
Graduada e Mestra em Administração pela Universidade Federal do Espírito Santo e pela 
Universidade Federal de Lavras, respectivamente. Com experiência no desenvolvimento 
de pesquisa e orientação de trabalhos científicos, atuando na docência do ensino 
superior e pós-graduação. 
 
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SUMÁRIO 
UNIDADE 1 ................................................................................................................ 8 
INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 9 
UNIDADE 2 .............................................................................................................. 13 
A IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA E A DESCOBERTA DE OPORTUNIDADES .................................. 13 
UNIDADE 3 .............................................................................................................. 18 
O AMBIENTE ORGANIZACIONAL E A NECESSIDADE DE MUDANÇA .......................................... 18 
UNIDADE 4 .............................................................................................................. 22 
A CONCEITUAÇÃO DO PLANEJAMENTO ............................................................................ 22 
UNIDADE 5 .............................................................................................................. 26 
EFICIÊNCIA, EFICÁCIA E EFETIVIDADE E OS OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS. ................................ 26 
UNIDADE 6 .............................................................................................................. 30 
OS PRINCÍPIOS DO PLANEJAMENTO ............................................................................. 30 
UNIDADE 7 .............................................................................................................. 34 
O PROCESSO FORMAL DE UM PLANEJAMENTO .................................................................. 34 
UNIDADE 8 .............................................................................................................. 38 
TIPOS DE PLANEJAMENTO ............................................................................................ 38 
UNIDADE 9 .............................................................................................................. 41 
DIFERENÇA ENTRE TIPOS DE PLANEJAMENTO .................................................................... 41 
UNIDADE 10 ............................................................................................................ 46 
ESTRATÉGIA .............................................................................................................. 46 
UNIDADE 11 ............................................................................................................ 51 
GESTÃO ESTRATÉGICA COMPETITIVA ............................................................................ 51 
UNIDADE 12 ............................................................................................................ 55 
 
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METODOLOGIA BÁSICA DA GESTÃO ESTRATÉGICA COMPETITIVA ........................................... 55 
UNIDADE 13 ............................................................................................................ 57 
A DEFINIÇÃO DAS DIRETRIZES ESTRATÉGICAS .................................................................... 57 
UNIDADE 14 ............................................................................................................ 60 
AMBIENTE EXTERNO – AMEAÇAS E OPORTUNIDADES ......................................................... 60 
UNIDADE 15 ............................................................................................................ 64 
ESTRATÉGIA DE UNIDADE DE NEGÓCIOS: O MODELO DE PORTER .......................................... 64 
UNIDADE 16 ............................................................................................................ 71 
AMBIENTE INTERNO - FORÇAS E FRAQUEZAS..................................................................... 71 
UNIDADE 17 ............................................................................................................ 74 
FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO ..................................................................................... 74 
UNIDADE 18 ............................................................................................................ 76 
A MATRIZ SWOT E A AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA ................................................................. 76 
UNIDADE 19 ............................................................................................................ 80 
MATRIZ DE ANSOFF .................................................................................................... 80 
UNIDADE 20 ............................................................................................................ 82 
MATRIZ DO BOSTON CONSULTING GROUP (BCG) ............................................................. 82 
UNIDADE 21 ............................................................................................................ 85 
A MATRIZ DE MCKINSEY .............................................................................................. 85 
UNIDADE 22 ............................................................................................................ 88 
DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS ..............................................................................88 
UNIDADE 23 ............................................................................................................ 89 
ESTRATÉGIA DE MARKETING E DE RECURSOS HUMANOS...................................................... 89 
UNIDADE 24 ............................................................................................................ 93 
ESTRATÉGIA DE INTEGRAÇÃO VERTICAL E DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ............................. 93 
UNIDADE 25 ............................................................................................................ 96 
 
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ESTRATÉGIAS DE LOGÍSTICA .......................................................................................... 96 
UNIDADE 26 ............................................................................................................ 98 
ESTRATÉGIAS FINANCEIRAS ........................................................................................... 98 
UNIDADE 27 .......................................................................................................... 100 
BALANCED SCORECARD (BSC) .................................................................................... 100 
UNIDADE 28 .......................................................................................................... 106 
OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS .................................................................................... 106 
UNIDADE 29 .......................................................................................................... 110 
PLANOS DE AÇÃO..................................................................................................... 110 
UNIDADE 30 .......................................................................................................... 114 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................. 114 
GLOSSÁRIO............................................................................................................ 115 
BIBLIOGRAFIA ....................................................................................................... 128 
 
 
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UNIDADE 1 
Objetivos: Facilitar o inicio dos estudos on-line na ESAB e do módulo Planejamento 
Administrativo. 
 
Caros alunos, 
Antes de iniciar os estudos deste módulo é fundamental que você leia e entenda nosso 
recado abaixo: 
Muitas vezes o (a) aprendiz se sente “perdido (a)” iniciando os seus estudos a distância. 
É importante conhecer o ambiente “CAMPUS ON-LINE” da ESAB para dar procedimento 
a leitura das unidades e completar as atividades sugeridas. Os tutores são responsáveis 
por apoiar você no seu processo de aprendizagem. No entanto, é essencial: (1) Acessar 
o link “Regulamentações”, que fica no Campus On-line, e ler as Informações Acadêmicas 
disponíveis no “Manual do Aluno” e nas Resoluções ESAB, (2) Assistir o Vídeo Tour de 
Campus On-line e (3) Explorar os links e ferramentas no seu Ambiente Sala de Aula. 
 
Informações Acadêmicas 
Além das informações e orientações disponibilizadas no site da ESAB, através do 
Suporte Acadêmico o aluno pode esclarecer as dúvidas não respondidas. Nota-se que há 
o link “Manual de TCC”, que orienta sobre a Produção da Monografia. Não será 
necessário definir o seu tema monográfico ainda no início do curso. A vantagem principal 
de estudar on-line é que cada aprendiz pode estabelecer o seu próprio ritmo de 
aprendizagem de acordo com as suas necessidades e tempo disponível para leitura e 
pesquisa. 
 
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Solucionando Problemas 
Problemas com prazos, provas, acesso ao material para download ou dificuldades 
técnicas podem ser resolvidos através do Suporte Acadêmico. Os tutores não têm acesso 
aos dados acadêmicos dos alunos e não resolvem pendências como: liberação de 
provas, módulos ou informações financeiras. Muitos aprendizes acompanham as dúvidas 
e dificuldades dos outros ajudando com palpites e sugestões. A comunidade da ESAB, 
tutores, alunos e equipe técnica, têm interesse em minimizar os problemas e buscar 
soluções rápidas. 
 
Introdução 
Este módulo explora temas relacionados ao Planejamento nas Organizações. Introduz 
conceitos e metodologias, abordando o Planejamento como um processo de vital 
importância para as organizações modernas. Toma ainda como concepção que cada 
organização é um “lócus diferenciado”, o que exige do gestor capacidade analítica para 
interpretar as informações e transformar as abordagens conforme a sua realidade num 
processo de “gestão criativa”. 
Sem planos os administradores podem não saber como devem gerenciar devidamente 
tanto as pessoas bem como os recursos. Por conseguinte, podem até mesmo, não ter 
uma idéia clara sobre o que precisam organizar. Sem um plano pré-definido, não podem 
liderar com confiança ou esperar que outros o sigam. E na ausência de metas pré-
estabelecidas administradores e seus seguidores terão poucas chances de alcançar seus 
objetivos ou ainda de saber quando e onde saíram do caminho proposto. Manter-se no 
controle tornar-se-á um mero exercício de futilidade. Freqüentemente, planos falhos 
afetam a saúde de toda uma organização. É por isso, portanto, que a literatura de gestão 
devota tanta atenção às estratégias organizacionais, e aos planos que os administradores 
 
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de topo elaboram para alcançar os grandes objetivos das organizações por eles 
gerenciadas. 
 
Ementa 
Conceitos e tipos de planejamento. O planejamento como processo administrativo. 
Análise do ambiente organizacional. A formulação e a implementação do planejamento 
empresarial. O pensamento estratégico: O planejamento empresarial e a formulação de 
estratégias. Controle e avaliação do planejamento. A avaliação das políticas empresariais 
vigentes. 
 
Objetivos 
 Apresentar os conceitos e tipos de planejamento; 
 Abordar o processo de formulação e implementação do planejamento empresarial; 
 Relacionar o Planejamento Estratégico Competitivo; 
 Ampliar o conceito da Administração, enfocando a natureza e a complexidade do 
fenômeno administrativo e suas múltiplas dimensões e formas de abordagens; 
 Desenvolver a capacidade crítica e analítica do aluno no tocante à Administração. 
 
Importância 
Pensar e agir estrategicamente dentro de um processo de planejamento nos dias de hoje 
são pressupostos essenciais inerentes a quaisquer organizações modernas que 
caminhem rumo a excelência. Essa demanda surge em decorrência dos novos desafios 
que se impõem às organizações. Em um cenário de economia globalizada e altamente 
competitiva, onde as mudanças ocorrem em um ritmo cada vez mais acelerado, há cada 
 
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vez menos espaço para improvisos e/ou improvisadores. Assim sendo, o planejamento 
torna-se mister. 
Essa realidade pode ser observada em vários setores de nosso País. O Brasil, de acordo 
com a pesquisa divulgada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM, 2006), ocupa o 
sétimo lugar no ranking mundial de empreendedorismo, significando novas empresas e 
novos postos de trabalho, representando ainda possibilidade de desenvolvimento 
econômico e social para a nação. 
Apesar disso, o último levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas 
Empresas - SP (SEBRAE, 2008) mostra que 64% das empresas paulistas encerraram as 
atividades antes de completarem seis anos de existência. Especialistas no assunto 
apontam à ausência de um bom planejamento do negócio e a falta de capacitação do 
empreendedor como os principais fatores para o insucesso. Brigatto (2007) aponta a falta 
de projetos como o fator determinante responsável pela mortede 29% das empresas no 
primeiro ano de vida. Para Pedro João Gonçalves, o alto índice de falta de planejamento 
prévio nas micro e pequenas empresas torna-se "a principal causadora do encerramento 
das atividades durante os primeiros 5 anos de funcionamento1".0020 
A gestão de negócios requer mudança de mentalidade e de postura. A postura moderna 
deve estar sustentada por uma visão de futuro, regida por processos de gestão onde a 
satisfação plena dos clientes seja resultado da qualidade intrínseca dos produtos e dos 
serviços, dos quais a qualidade total dos processos produtivos seja o balizador 
fundamental. 
Logo, não há dúvidas: Planejamento é o caminho! 
 
 
 
 
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Fontes iniciais para leitura aprofundada: 
Empreendedorismo no Brasil - http://www.sebrae.com.br/customizado/estudos-e-
pesquisas/temas-estrategicos/empreendedorismo 
SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE, 
2005). 10 Anos de Monitoramento da Sobrevivência e Mortalidade de Empresas / 
SEBRAE-SP. São Paulo: SEBRAE-SP, 2008. Disponível no link “Estudo Complementar” 
 
1 Matéria publicada no Caderno Negócios - O Espaço do Empreendedor - Diário de São Paulo , de Autoria da Sandra 
Motta, com a Data de Publicação: 8/10/2006 
 
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UNIDADE 2 
Objetivo: Abordar identificação dos problemas e descoberta de oportunidades, focando 
no papel do administrador. 
A Identificação do Problema e a Descoberta de Oportunidades 
 
 O surgimento de um problema se dá quando a situação existente 
difere da situação desejada. Mas, é necessário pontuar-se que 
um “aparente” problema pode ser na verdade, uma oportunidade 
disfarçada. Por exemplo, o problema de empregados “em 
excesso” também pode ser visto como uma ótima oportunidade 
de reestruturação da organização onde, através do 
reaproveitamento e requalificação dos funcionários, consegue-se obter tanto uma maior 
eficiência nas funções determinadas assim como a manutenção dos empregos dos 
trabalhadores. 
Como a cada momento as organizações deparam-se tanto com vários tipos de problemas 
como com inúmeras oportunidades, iniciaremos nossa discussão observando quais são 
os fatores que ajudam os administradores eficazes a reconhecerem problemas 
potencializadores de oportunidades. E, só então, observaremos as circunstâncias que os 
levam a agir de tal forma. 
 
 
 
 
 
 
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O Processo de Identificação do Problema 
 
William Pounds argumentou que o processo de identificação do 
problema é muitas vezes informal e intuitivo. Quatro situações 
geralmente alertam os administradores para possíveis problemas: 
quando há um desvio em relação à experiência no passado, ou 
quando há um desvio em relação a um plano determinado, quando 
outras pessoas trazem problemas para o administrador, ou ainda, quando competidores 
apresentam desempenho melhor ao da organização a qual o administrador pertence. 
Um desvio em relação à experiência no passado significa que um padrão anterior de 
desempenho da organização foi quebrado. Acontecimentos como: as vendas deste ano 
estão abaixo das realizadas no ano passado, as despesas cresceram subitamente, ou a 
rotatividade de funcionários cresceu, são sinais evidentes, para o administrador, de que 
um problema surgiu. 
Um desvio em relação ao plano significa que as projeções e as expectativas do 
administrador não estão sendo realizadas; os níveis de lucro estão menores do que o 
previsto; um departamento está estourando o seu orçamento; um projeto está atrasado. 
Tais eventos dizem ao administrador que algo deve ser feito imediatamente para 
recolocar os planos nos trilhos. 
Outras pessoas frequentemente trazem problemas para o administrador. Os clientes 
reclamam das entregas atrasadas; administradores que estão hierarquicamente em 
níveis mais elevados dentro da própria organização e que estabelecem novos padrões de 
desempenho para o departamento do gerente; subordinados que pedem demissão... 
Enfim, muitas das decisões tomadas diariamente pelos administradores envolvem 
problemas gerados por terceiros. Até mesmo, o desempenho dos administradores das 
organizações concorrentes também pode gerar situações problemáticas. 
 
 
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Quando outras empresas desenvolvem novos processos ou fazem mudanças a fim de 
melhorar os procedimentos operacionais das mesmas, o administrador pode ter de 
reavaliar processos e/ou procedimentos dentro da organização de sua gerência. 
Competidores dentro da mesma organização também podem vir a ser motivo de 
problemas. Se a empresa tiver muitas fábricas, por exemplo, a administração de topo 
pode comparar o desempenho de umas com as outras e atribuir o desempenho abaixo da 
média de uma delas ao gerenciamento de seu administrador. 
 
A Descoberta de Oportunidades 
Nem sempre é fácil para o administrador diferenciar quando uma determinada situação 
enfrentada por ele representa realmente um problema ou uma oportunidade. As 
oportunidades perdidas tendem a tornarem-se sérios problemas para as organizações, e 
ao mesmo tempo, as oportunidades muitas vezes são encontradas enquanto se exploram 
problemas. David B. Gleicher, consultor de administração, mostra uma diferença bastante 
útil entre os dois termos. Ele define problema como aquilo que coloca em perigo a 
capacidade da organização de alcançar suas metas e como oportunidade algo que 
ofereça a empresa chance de superar suas metas e expectativas. 
O método de indagação dialética, algumas vezes chamada de “Método 
do Advogado do Diabo”, é muito útil para se resolver problemas e se 
descobrir oportunidades. Neste método, o “tomador” de decisão 
determina possíveis soluções e suposições nas quais elas se baseiam, 
considera o oposto de todas as suposições e a seguir, desenvolve contra-
soluções baseadas nas suposições negativas. Esse processo pode gerar 
soluções alternativas mais úteis e identificar oportunidades que haviam passado 
despercebido. 
Uma enorme quantidade de pesquisas foi devotada ao processo de se solucionar 
problemas, mas poucas se referem à definição do problema em si, e um número bem 
 
 
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menos expressivo dedica-se a descoberta de oportunidades. No entanto, como Peter 
Drucker deixa claro, as oportunidades, mais do que os problemas, são as chaves para o 
sucesso organizacional e gerencial da empresa. Drucker observa que a resolução de um 
problema meramente restaura a normalidade, mas os bons resultados “devem surgir da 
exploração das oportunidades”. Drucker associa a exploração das oportunidades à 
descoberta das “coisas certas a serem feitas, e a concentração de recursos e/ou esforços 
nestas mesmas coisas”. 
 
O Poder de Decidir 
A idéia de que os administradores são solucionadores de problemas pode sugerir a 
imagem de gerentes acomodados em suas mesas, decidindo com calma o que fazer em 
relação a cada problema que surja. No entanto, os administradores divergem muito tanto 
no que consideram ser um problema como também sobre como resolvê-lo. 
 
O Patamar Cognitivo para o Reconhecimento de Problemas 
Qual é o tamanho do hiato entre o estado atual das coisas e o que se deseja? Como esse 
hiato afeta nossas chances de alcançar ou de superar os objetivos organizacionais? Se 
esse hiato é um problema, quais as dificuldades que precisariam ser vencidas para 
superá-lo? Qual a rapidez com que devemos agir para resolvê-lo? É uma oportunidade 
em potencial? Representa uma chance única e imperdível?Esses são os tipos de 
perguntas que o administrador faz a si mesmo quando tenta definir uma situação como 
problema ou como oportunidade. Algumas dessas respostas podem ser encontradas em 
planos estratégicos ou operacionais, que incluem padrões de desempenho ou na análise 
ou na estatística dos dados disponíveis. Outras respostas dependem de contingências ou 
eventos que não podiam ter sidos previstos durante o processo de planejamento. Para 
responder a essas perguntas efetivamente os administradores devem fazer uso em seu 
julgamento de seu conhecimento dos ambientes de ação direta e indireta de suas 
 
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organizações. Por isso, colher informações através de sistemas formais ou informais é 
tão importante para se estabelecer como um administrador eficaz. 
Entretanto, como observaram Guth e Tagiuri, toda informação é filtrada pelos valores e 
“backgrounds” dos administradores. Valores e “backgrounds” que também influenciarão 
acerca dos tipos de problemas e de oportunidades com os quais os administradores 
escolherão trabalhar. Se forem motivados em primeiro lugar por valores econômicos, eles 
geralmente irão preferir tomar decisões sobre questões práticas como as que envolvem 
marketing, produção ou lucros. Se apresentarem uma formação mais teórica, irão 
preocupar-se mais com as perspectivas de longo prazo de sua organização. No caso de 
terem uma orientação mais política, terão um perfil mais competitivo em relação às outras 
organizações ou com seu próprio progresso pessoal. 
Os “backgrounds” e as competências específicas dos administradores também irão 
influenciar o que eles vêem como problemas e como oportunidades. Um estudo sobre 
executivos, realizados por De Witt C. Dearborn e Hebert A. Simon concluiu que 
administradores de departamentos diferentes definem o mesmo problema em termos 
diferentes. No estudo, um grupo de executivos recebeu um caso empresarial complexo, 
foi pedido que descrevessem qual seria o problema mais importante que a empresa 
estava enfrentando. Cada executivo teve a tendência de ser mais sensível àquelas partes 
que eram relacionadas ao o seu departamento, definindo oportunidades e problemas a 
partir de sua perspectiva pessoal. Por exemplo, os gerentes de marketing queriam que os 
estoques fossem grandes e viam estoques pequenos como uma situação problemática. 
Os gerentes financeiros, por outro lado, viam o estoque grande como problema, 
preferindo na maioria dos casos um estoque pequeno. Entretanto, se a organização 
quiser se aproximar dos seus objetivos, todos os administradores devem ter uma visão 
mais ampla de seu papel na organização como um todo. Além disso, os administradores 
de topo devem trabalhar em conjunto, para coordenar as ações de administradores de 
nível mais baixo. 
 
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UNIDADE 3 
Objetivo: Discutir brevemente processo de mudança organizacional. 
O Ambiente Organizacional e a Necessidade de Mudança 
As constantes transformações ocorridas no ambiente dos negócios 
vêm requerendo das organizações a capacidade de repensar suas 
práticas e discursos. Nesse sentido, é pertinente discutir o 
processo de mudança como um processo imanente ao processo 
de planejamento nas organizações. 
A mudança organizacional pode ser conceituada como qualquer 
alteração significativa, articulada, planejada e operacionalizada por pessoal interno e/ou 
externo à organização, que tenha o apoio e a supervisão da administração superior e 
atinja, integralmente, os componentes de cunho comportamental, estrutural, tecnológico e 
estratégico (ARAÚJO, 2001). 
Entende-se por significativa a mudança que envolve a expectativa de um produto final 
extremamente favorável e que seja irradiado para grande parte da organização. Assim, a 
mudança deveria ter um caráter de certa abrangência e profundidade. O processo de 
mudança deve ser bem articulado, ele nunca deverá ser um movimento isolado do 
gerente que quer mudar, para atender, muitas vezes, a interesses pessoais ou pouco 
representativos das reais demandas da organização. 
 
Como Desenvolver um Programa de Mudança 
Araújo (2001) aponta sete sugestões de como proceder em um processo de mudança 
organizacional: 
 
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a) Busca de contínuo suporte da alta administração. Em geral, os autores são unânimes 
em afirmar o status que qualquer esforço significativo receberá, se tiver o suporte 
contínuo da alta administração. Não se pode dar a responsabilidade total de um 
programa amplo de modificações ao pessoal que não detém a responsabilidade plena 
pelo funcionamento da organização. O pessoal da alta administração deve formular os 
objetivos de treinamento, em face das mudanças projetadas e, sempre que possível, 
estar presente nos momentos importantes da mudança organizacional; 
b) Os condutores nos processos de mudança devem estar conscientes de que o próprio 
processo já é por si só, uma mudança importante na estrutura social da organização. Em 
outras palavras, a existência de um propósito de mudança, antes mesmo de sua 
operacionalização, já causa grande movimentação interna, gerando muitas tensões, 
medos, inseguranças e, mas também, gera bastante esperança e otimismo; 
c) A preparação de mudança deve evitar a expectativa da solução para todos os 
problemas identificados, como o de desenvolver a lealdade absoluta pela organização, ou 
o de aumentar o moral, ou ainda de outros tópicos correlatos. É comum a promessa de 
solução para toda e qualquer dificuldade. Um bom gerente jamais poderá prometer 
solução a todos os males. Ele sabe que as soluções acontecerão à medida que as etapas 
vão sendo vencidas e, nem sempre, consegue-se vencer esta ou aquela etapa no 
momento desejado; 
d) É importante saber o alcance dos vários programas de mudança, pois é certo que nem 
tudo será atingido conforme previamente delimitado. A organização, se vista como 
sistema social, obriga os condutores a um alargamento das fronteiras de mudança 
demarcadas pelos programas; 
e) Os gerentes, que são os condutores e os responsáveis por mudanças, não podem 
esperar resultados plenos e imediatos. Colocações como "amanhã de manhã já será 
diferente" não cabem em mudanças com algum grau de complexidade. É certo que esses 
programas têm um período de maturação, e é preciso aguardar sempre as reações 
 
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iniciais. E, são bem conhecidos casos em que a promessa de dias melhores, começando 
amanhã, resulta em decepções e frustrações; 
f) Os objetivos da mudança devem ser congruentes com os valores sociais mais simples. 
Isso quer dizer que não se recomenda radicalização no processo de mudança, 
principalmente quando as metas da mudança visarem o lado social. Se a mudança 
estiver distante dos valores sociais presentes ou se for extremamente inovadora, a ponto 
de alterar padrões vigentes, não há por que não imaginar o enorme grau de dificuldade 
no atingimento desses objetivos. Evidentemente, se a ferramenta utilizada for a 
reengenharia, haverá dificuldades, algumas intransponíveis. A utilização da ferramenta 
reengenharia exige o objetivo adequado a sua utilização. A gestão pela qualidade total 
tem, em seus postulados, indicadores que permitem sua utilização em mudanças que 
envolvem valores sociais, comportamentos e, eventualmente, mudanças de alguns 
padrões; 
g) O gerente, qualquer que seja sua extensão e intensidade de envolvimento, precisa ter 
em mente a necessidade do controle permanente sobre o processo de mudança. Assim, 
o grupo objeto da mudança manterá e permanecerá com a concepção (verdadeira) de 
participação e contribuição efetiva. 
Essa série de recomendações faz parte de um comportamento desejado para o ótimo 
alcance das metas das transformaçõesdesejadas. É lógico que há outras necessidades 
voltadas às ferramentas ou mesmo à própria estrutura da organização, mas a 
preferência, a valoração é, sobretudo, localizada na determinação que o gerente deve ter, 
ao promover tais alterações. 
Tendo discutido o ambiente organizacional e as suas características, e a necessidade de 
mudanças, partiremos agora para o processo de planejamento, propriamente dito. 
 
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Uma reflexão sobre a resistência dos recursos humanos no processo de mudança nas 
organizações 
O que você pensa sobre esse ponto? Enquanto Gestor, o que fazer quando se deparar com a resistência 
dos colaboradores às mudanças na organização? Você já teve a experiência de participar de uma grande 
mudança organizacional? Como ela fôra conduzida? Registre sua opinião e/ou uma sugestão de reflexão 
sobre este tema no FÓRUM. 
 
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UNIDADE 4 
Objetivo: Apresentar conceitos de planejamento. 
A Conceituação do Planejamento 
Abordaremos agora o processo de planejamento nas 
organizações iniciando pela conceituação do mesmo. 
Para Oliveira (1999) existe certa dificuldade na conceituação da 
função do planejamento nas empresas e no entendimento da sua 
real amplitude e abrangência. 
O autor usa o estudo de Steiner para apresentar as cinco dimensões do planejamento. 
A primeira dimensão do planejamento corresponde ao assunto abordado, que pode ser 
produção, pesquisa, novos produtos, finanças, marketing, instalações, recursos humanos, 
etc. 
Outra dimensão corresponde aos elementos do planejamento, entre os quais podem ser 
citados propósitos, objetivos, estratégias, políticas, programas, orçamentos, normas e 
procedimentos, dentre outros. 
Uma terceira dimensão corresponde à dimensão de tempo do planejamento, que pode 
ser, por exemplo, de longo, médio ou curto prazo. 
Outra dimensão corresponde às unidades organizacionais onde o julgamento é 
elaborado, e nesse caso pode-se ter planejamento corporativo, de subsidiárias, de grupos 
funcionais, de divisões, de departamentos, de produtos etc. 
 
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A quinta dimensão corresponde às características do planejamento que podem ser 
representadas por complexidade ou simplicidade, qualidade ou quantidade, estratégico 
ou tático, confidencial ou público, formal ou informal, econômico ou caro. 
Nesse sentido, estes aspectos das dimensões não são mutuamente exclusivos e nem 
apresentam linhas demarcatórias muito claras. Entretanto, as cinco dimensões 
apresentadas permitem visualizar a amplitude do assunto planejamento. 
Como conseqüência, o planejamento pode ser conceituado como um processo, 
considerando os aspectos abordados pelas dimensões anteriormente apresentadas, 
desenvolvido para o alcance de uma situação desejada de um modo mais eficiente, 
eficaz e efetivo, com a melhor concentração de esforços e recursos pela empresa. 
Planejamento pode ser entendido ainda como a função administrativa de analisar fatos 
passados e presentes, visando estabelecer para o futuro, cenários alternativos, opções 
de mudanças e indicações para a tomada de decisão, respondendo às questões o quê, 
como, por quê, quem, quando, onde e para quê (SIMCSIK, 2001). 
Nas palavras de Peter Drucker, planejamento é entendido como o processo contínuo de, 
sistematicamente e com o maior conhecimento possível do futuro contido, tomar decisões 
atuais que envolvam riscos; organizar as atividades necessárias à execução dessas 
decisões e, através de uma retroalimentação organizada e sistemática, medir o resultado 
dessas decisões em confronto com as expectativas alimentadas. 
Para Oliveira (1999) planejamento não deve ser confundido com previsão, projeção, 
predição, resolução de problemas ou plano, pois: 
 Previsão: corresponde ao esforço para verificar quais serão os eventos que 
poderão ocorrer, com base no registro de uma série de probabilidades. 
 Projeção: corresponde à situação em que o futuro tende a ser igual ao passado, 
em sua estrutura básica. 
 
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 Predição: corresponde à situação em que o futuro tende a ser diferente do 
passado, mas a empresa não tem nenhum controle sobre o seu processo e 
desenvolvimento. 
 Resolução de problemas: corresponde a aspectos imediatos que procuram tão 
somente a correção de certas descontinuidades e desajustes entre a empresa e as 
forças externas que lhe sejam potencialmente relevantes. 
 Plano: corresponde a um documento formal que se constitui na consolidação das 
informações e atividades desenvolvidas no processo de planejamento; é o limite 
da formalização do planejamento; é uma visão estática do planejamento; é uma 
decisão em que a relação custo-benefício deve ser observada. 
O planejamento pressupõe a necessidade de um processo decisório que ocorrerá antes, 
durante e depois de sua elaboração e implementação na empresa. 
Este processo de tomada de decisões na empresa deve conter, ao mesmo tempo, os 
componentes individuais e organizacionais, bem como a ação nestes dois níveis deve ser 
orientada de tal maneira que garanta certa confluência de interesse dos diversos fatores 
alocados no ambiente da empresa. 
O processo de planejar envolve, portanto, um modo de pensar com indagações; e 
indagações envolvem questionamentos sobre o que fazer, como, quando, quanto, para 
quem e onde. 
O propósito do planejamento pode ser definido como o desenvolvimento de processos, 
técnicas e atitudes administrativas, as quais proporcionam uma situação viável de avaliar 
as implicações futuras de decisões presentes em função dos objetivos empresariais que 
facilitarão a tomada de decisão futura, de modo mais rápido, coerente, eficiente e eficaz. 
Dentro deste raciocínio, pode-se afirmar que o exercício sistemático do planejamento 
tende a reduzir a incerteza envolvida no processo decisório e, conseqüentemente, 
 
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provocar o aumento da probabilidade de alcance dos objetivos e desafios estabelecidos 
para a empresa. 
 
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UNIDADE 5 
Objetivo: Apresentar conceitos de eficiência, eficácia, efetividade e objetivos 
organizacionais. 
Eficiência, Eficácia e Efetividade e os Objetivos Organizacionais. 
Peter Drucker propôs o julgamento do desempenho de um 
administrador através dos critérios gêmeos de eficácia – 
capacidade de fazer as coisas “certas” – e eficiência – a 
capacidade de fazer “certo” as coisas. Esses dois critérios 
seguem paralelos aos dois aspectos do planejamento: 
determinar objetivos “certos” e em seguida escolher os meios “certos” de alcançar esses 
objetivos. Ambos os aspectos do planejamento são vitais para o processo de 
administração. 
Para Chiavenato (2001), administrar diz respeito ao desempenho da organização como 
um todo em um determinado contexto. Desempenho, por sua vez, que está relacionado 
aos conceitos de eficácia, eficiência e efetividade. 
A eficiência está relacionada ao conceito de racionalidade econômica, ou seja, a razão 
custo/benefício que a organização pode lograr para prestar serviços ou produzir 
determinados bens. A eficiência, desta forma, demonstra a coerência entre meios e fins. 
O alcance dos objetivos de uma organização traduz o conceito de eficácia na perspectiva 
de sistema fechado, ou seja, o administrador pode verificar se uma organização está ou 
não sendo eficaz à medida que ela consegue alcançar seus objetivos, sejam eles de 
natureza qualitativa ou quantitativa. 
Quando o administrador encara a organização como um sistema aberto, que interage 
com o meio ambiente, o conceito de eficácia ultrapassa o mero alcance dos objetivos/ 
Jorge Leal
Realce27 
 
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fins, ou seja, a eficácia demonstra a capacidade de a organização e/ou o dirigente 
explorar recursos escassos e valiosos (financeiros, humanos, tecnológicos etc.), visando 
à correção dos meios para favorecer o alcance dos objetivos. 
A efetividade demonstra se os produtos ou serviços prestados pelas organizações estão 
ou não atendendo às necessidades e expectativas de mercado. No momento em que o 
gestor utilizar o conceito de efetividade, ele pode obter “feedback” para o 
aperfeiçoamento contínuo das atividades que precisam ser melhoradas dentro da 
organização. Aqui, fica transparente a figura do gestor com visão de mercado – aquele 
que sai de trás da mesa para verificar o que há de bom dentro e fora da organização. 
A partir dos conceitos de eficácia, na perspectiva de sistema aberto, e de efetividade, a 
organização passa a ser vista como uma entidade viva, ou seja, em condições de 
aprender, prosperar e se perpetuar. 
 
Os Objetivos e a sua Importância 
Todas as organizações têm um propósito ou uma razão de existência. Para o alcance 
dele, devem ser definidos objetivos específicos e mensuráveis com prazos finais realistas 
e alcançáveis. 
A administração orientada para objetivos focaliza o futuro e o alcance de resultados 
previamente estabelecidos. 
Um objetivo é um enunciado escrito sobre resultados a serem alcançados num período 
determinado. Na realidade, os objetivos são resultados específicos que se pretende 
alcançar em um determinado período de tempo. O objetivo deve ser quantificado, 
desafiador, relevante e compatível. O objetivo é uma declaração escrita, um enunciado, 
uma frase; é um conjunto de números. Tanto quanto possível, o mesmo deve ser 
expresso em números. 
Alguns objetivos mais comuns em empresas privadas: 
 
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 Posição competitiva no mercado; 
 Inovação e criatividade dos produtos; 
 Produtividade, eficiência e qualidade; 
 Aplicação rentável dos recursos físicos e financeiros; 
 Taxa de dividendos ou índice de retorno de capital investido (lucro); 
 Qualidade da administração e desenvolvimento de executivos; 
 Responsabilidade pública e social da empresa; 
 Satisfação do cliente; 
 Competitividade no cenário global. 
Os objetivos são importantes por, pelo menos, quatro razões: 
1. Os objetivos proporcionam um senso de direção. Sem um objetivo, os indivíduos e 
as organizações tendem a andar sem rumo, reagindo às mudanças ambientais sem um 
sentido claro do que realmente desejam alcançar. Estabelecendo objetivos, as pessoas e 
as organizações reforçam sua motivação e obtêm uma fonte de inspiração que as ajuda a 
superar os inevitáveis obstáculos que encontram. 
2. Os objetivos focalizam nossos esforços. Toda pessoa e toda a organização têm 
recursos limitados, que podem ser utilizados para alcançar vários objetivos. Ao selecionar 
apenas um objetivo ou um conjunto de objetivos relacionados, comprometemo-nos com a 
forma através da qual usaremos os nossos recursos escassos e começaremos a 
estabelecer prioridades. Isso é especialmente importante para uma organização, que 
precisa coordenar as ações de muitos indivíduos. 
3. Os objetivos guiam planos e decisões. A organização deseja ampliar o seu 
mercado, diversificar a sua produção, segmentar o seu mercado? As respostas a tais 
 
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perguntas irão moldar planos de curto e/ou de longo prazo, que irão ajudar a tomada de 
decisão organizacional. 
4. Os objetivos ajudam a avaliar o progresso. Um objetivo claramente estabelecido e 
mensurável, com um prazo final específico, facilmente torna-se um padrão de 
desempenho que permite aos administradores avaliarem o progresso organizacional. 
Assim os objetivos são uma parte essencial do controle; o processo de garantir que as 
ações correspondam aos objetivos e aos planos criados para alcançá-los. Se acharmos 
que estamos saindo do rumo ou se encontrarmos contingências não previstas, podemos 
então iniciar uma ação corretiva modificando nosso plano. Algumas vezes, o 
replanejamento é na verdade, um fator chave no sucesso de uma organização. 
Atividades dissertativas 
Acesse sua sala de aula, no link “Atividade Dissertativa” e faça o exercício proposto. 
Bons Estudos! 
 
 
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UNIDADE 6 
Objetivo:Apresentar os princípios do processo de planejamento. 
Os Princípios do Planejamento 
O Planejamento dentro de uma empresa deve respeitar alguns 
princípios para que os resultados de sua operacionalização sejam 
os esperados (OLIVEIRA, 1999). Estes princípios podem ser 
separados em gerais e específicos. 
 
Princípios Gerais de Planejamento 
São quatro os princípios gerais aos quais o executivo deve estar atento: 
a) O princípio da contribuição aos objetivos e, neste aspecto, o planejamento deve 
sempre visar aos objetivos máximos da empresa. No processo de planejamento deve-se 
hierarquizar os objetivos estabelecidos e procurar alcançá-Ios em sua totalidade, tendo 
em vista a interligação entre eles. 
b) O princípio da precedência do planejamento, correspondendo a uma função 
administrativa que vem antes das outras (organização, direção e controle). Na realidade, 
é difícil separar e seqüenciar as funções administrativas, mas pode-se considerar que, de 
maneira geral, o planejamento "do que e como vai ser feito" aparece na ponta do 
processo. Como conseqüência, o planejamento assume uma situação de maior 
importância no processo administrativo. 
c) O princípio da maior penetração e abrangência, pois o planejamento pode 
 
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provocar uma série de modificações nas características e atividades da empresa. As 
modificações provocadas nas pessoas podem corresponder à necessidade de 
treinamento, substituição, transferências, funções, avaliação, etc.; na tecnologia pode ser 
apresentada pela evolução dos conhecimentos, pelas novas maneiras de fazer os 
trabalhos, etc.; já nos sistemas podem ocorrer alterações nas responsabilidades 
estabelecidas, nos níveis de autoridade, descentralizações, comunicações, 
procedimentos, instruções, etc. 
d) O princípio da maior eficiência, eficácia e efetividade. O planejamento deve 
procurar maximizar os resultados e minimizar as deficiências. Através desses aspectos, 
o planejamento procura proporcionar à empresa uma situação de eficiência, eficácia e 
efetividade. Relembrando: 
Eficiência é: 
 Fazer as coisas de maneira adequada; 
 Resolver problemas; 
 Salvaguardar os recursos aplicados; 
 Cumprir o seu dever; 
 Reduzir os custos. 
Eficácia é: 
 Fazer as coisas certas; 
 Produzir alternativas criativas; 
 Maximizar a utilização de recursos; 
 Obter resultados; 
 
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 Aumentar o lucro. 
Efetividade é: 
 Manter-se no ambiente; e 
 Apresentar resultados globais positivos ao longo do tempo (permanentemente). 
A efetividade representa a capacidade da empresa coordenar constantemente, no tempo, 
esforços e energias, tendo em vista o alcance dos resultados globais e a manutenção da 
empresa no ambiente. Portanto, para que a empresa seja efetiva, é necessário que ela 
também seja eficiente e eficaz. 
 
Princípios Específicos do Planejamento 
Com base na atitude e visão interativa diante do planejamento são três os princípios de 
planejamento que podem ser considerados como específicos (ACKOFF citado por 
OLIVEIRA, 1999): 
 Planejamento participativo: o principal benefício do planejamento não é seu 
produto, ou seja, o plano, mas o processo envolvido. Nesse sentido, o papel do 
responsável pelo planejamento não é simplesmente elaborá-Io, mas facilitar o 
processo desua elaboração pela própria empresa e deve ser realizado pelas 
áreas pertinentes ao processo. 
 Planejamento coordenado: todos os aspectos envolvidos devem ser projetados de 
forma que atuem interdependentemente, pois nenhuma parte ou aspecto de uma 
empresa pode ser planejado eficientemente se o for de maneira independente de 
qualquer outra parte ou aspecto. 
 
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 Planejamento integrado: Os vários escalões de uma empresa (de porte médio ou 
grande) devem ter seus planejamentos integrados. Nas empresas voltadas para o 
ambiente, nas quais os objetivos empresariais dominam os dos seus membros, 
geralmente os objetivos são escolhidos de "cima para baixo" e os meios para 
atingi-Ios "de baixo para cima", sendo este último fluxo usualmente invertido em 
uma empresa cuja função primária é servir aos seus membros. 
É muito importante o executivo estar atento aos princípios gerais e específicos do 
planejamento, pois estes lhe proporcionarão base mais sólida para o processo decisório 
inerente ao planejamento na empresa. 
 
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UNIDADE 7 
Objetivo: Descrever processo formal de planejamento. 
O Processo Formal de um Planejamento 
Como o planejamento é um processo que visa a tomada de decisão, 
ele segue uma lógica de ordenação, desde a análise da situação até a 
avaliação dos resultados, num processo cíclico. Os passos principais 
são descritos a seguir: 
 
Análise Situacional 
O planejamento inicia-se com uma análise situacional. Dentro de suas limitações de 
tempo e de recursos, os planejadores devem colher, interpretar e sintetizar todas as 
informações relevantes para a questão do planejamento em foco. Uma análise situacional 
abrangente estuda eventos passados, examina as condições atuais e tenta prever 
tendências futuras. Focalizando-se nas forças internas que agem na organização ou 
unidade de trabalho e, seguindo a abordagem de sistemas abertos, examina as 
influências do ambiente externo. O resultado desses passos é a identificação e o 
diagnóstico de hipóteses, questões e problemas de planejamento. 
 
Objetivos e Planos Alternativos 
Com base na análise situacional, o processo de planejamento deve gerar objetivos 
alternativos que possam ser buscados no futuro e os planos alternativos que podem ser 
utilizados para atingir esses objetivos. Esse passo no processo deve enfatizar a 
criatividade e encorajar os administradores e empregados a assumirem uma perspectiva 
 
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mais ampla sobre o próprio trabalho. A avaliação dos méritos desses objetivos e planos 
alternativos deve ser postergada até que se desenvolva uma gama de alternativas. 
Planos são ações ou meios de que o administrador dispõe para atingir os objetivos. No 
mínimo, esse passo deveria delinear ações alternativas que podem conduzir à realização 
de cada objetivo, os recursos necessários a seu atingimento por meio desses meios e, 
identificar os obstáculos que podem vir a aparecer. 
 
Avaliação de Objetivos e Planos 
Em seguida, os tomadores de decisões devem avaliar as vantagens, desvantagens e os 
efeitos potenciais de cada objetivo e de cada plano alternativo. O tomador de decisão 
deve priorizar os objetivos de maior relevância e portanto, pode eliminar alguns após 
considerações adicionais acerca da atual realidade da organização. Ao mesmo tempo, o 
administrador precisa considerar as implicações dos planos alternativos projetados para 
atingir objetivos de alta prioridade. 
 
Seleção de Planos e Metas 
O planejador está agora pronto para selecionar os objetivos e planos mais apropriados e 
viáveis. O processo de avaliação deve identificar as prioridades, os ganhos e as perdas 
relativos entre objetivos e planos, e deixar a decisão final para o tomador de decisão. O 
bom-senso das pessoas experientes sempre desempenha um papel importante. 
Normalmente, um processo de planejamento formal conduz a um conjunto de metas e 
planos escritos que são adequados e viáveis dentro de um conjunto de circunstâncias 
previstas. Em algumas organizações, os passos de geração, avaliação e seleção de 
alternativas conduzem a cenários de planejamento. Um plano de contingência diferente é 
vinculado a cada cenário. O administrador persegue os objetivos e implementa os planos 
associados com o cenário mais provável. Entretanto, a unidade de trabalho estará 
 
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preparada para outro conjunto de planos se as contingências situacionais se modificarem 
e outro cenário tornar-se mais relevante. Essa abordagem auxilia a evitar crises e permite 
maior flexibilidade e melhor nível de respostas. 
 
Implementação 
Uma vez que os administradores tenham selecionado os objetivos e os planos, devem 
implementá-los. Mesmo os melhores planos tornam-se inúteis quando não 
implementados adequadamente. Portanto, administradores e empregados devem 
compreender o plano, possuir os recursos necessários para implementá-lo e estar 
motivados a fazê-lo. Se administradores e empregados tiverem participado dos passos 
anteriores do processo de planejamento, a fase de implementação provavelmente será 
mais eficaz e eficiente. Os empregados normalmente ficam mais bem informados, mais 
compromissados e mais altamente motivados ao participarem do desenvolvimento de um 
objetivo ou plano. 
Por fim, uma implementação bem sucedida requer que o plano esteja ligado a outros 
sistemas na organização, particularmente aos sistemas orçamentários e de 
recompensas. Se o orçamento não fornece ao administrador recursos financeiros 
suficientes para que o mesmo execute o plano, ele provavelmente fracassará. Do mesmo 
modo, o alcance de metas deve estar ligado ao sistema de recompensas da empresa. 
Muitas organizações utilizam programas de incentivo para encorajar os empregados a 
atingir as metas e a implementar os planos adequadamente. Comissões, salários, 
promoções, bônus e outras recompensas são baseadas em um desempenho bem-
sucedido. 
 
 
 
 
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Monitoração e Controle 
Embora seja muitas vezes ignorado, o passo final no processo formal de planejamento – 
monitorar e controlar – é essencial. Como o planejamento se constitui num processo 
contínuo e repetitivo, os administradores devem monitorar continuamente o desempenho 
efetivo de suas unidades de trabalho de acordo com os objetivos e planos de cada 
unidade. Devem também desenvolver sistemas de controle que permitam a adoção de 
ações corretivas para ocasiões em que os planos forem inadequadamente 
implementados ou quando a situação apresentar modificações inesperadas. 
 
 
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UNIDADE 8 
Objetivo: Apresentar tipos básicos de planejamento nas organizações. 
Tipos de Planejamento 
Na consideração dos grandes níveis hierárquicos, pode-se distinguir três tipos de 
planejamento: 
a) Planejamento estratégico; 
b) Planejamento tático; 
c) Planejamento operacional. 
De forma genérica, pode-se relacionar os tipos de planejamento quanto aos níveis de 
decisão em uma "pirâmide organizacional", conforme mostrado na figura 1: 
 
Figura 1 – Tipos de planejamento 
Fonte: Oliveira (1999) 
 
De forma resumida, o planejamento estratégico relaciona-se com objetivos de longo 
prazo e com as maneiras e ações que ao serem utilizadas para alcançá-los afetam a 
empresa como um todo. Enquanto que, o planejamento tático relaciona-se diretamente 
com os objetivos de mais curto prazo e com as maneiras e ações que afetam, 
 
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geralmente, somente uma parte da empresa. No quadro a seguir são apresentados 
alguns tipos de planejamento. 
 TIPO NÍVELPlanejamento estratégico Estratégico 
Planejamento 
Mercadológico 
Planejamento 
Financeiro 
Planejamento 
de Produção 
Planejamento 
de Recursos 
humanos 
Planejamento 
Organizacional Tático 
 Plano de Plano de Plano de Plano de Plano diretor 
 Preços e Despesas Capacidade Recrutamento de Sistemas 
 Produtos de Produção e Seleção 
 Plano de Plano de Plano de Plano de Plano de 
 Promoção Investimento controle de Treinamento Estrutura 
 Qualidade Organizacional 
 Plano de Plano de Plano de Plano de Plano de 
 Vendas Compras Estoques Cargos e Rotinas Operacional 
 Salários Administrativas 
 Plano de Plano de Plano de Plano de Plano de 
 Distribuição Fluxo de Utilização de Promoções Informações 
 Caixa Mão-de-obra Gerenciais 
 Plano de Plano Plano de 
 Pesquisas Orçamentário Expedição de 
 de Mercado Produtos 
Quadro 1 – Tipos de planejamento 
Fonte: Oliveira (1999) 
 
Nesse sentido, pode-se perceber que o planejamento estratégico considera a empresa 
como um todo. Na figura adiante, apresenta-se o ciclo básico dos três tipos de 
planejamento. 
 
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Figura 2 – Ciclo Básico do Planejamento 
Fonte: Oliveira (1999) 
 
Através da figura, verifica-se o princípio do planejamento integrado, no qual os vários 
escalões de uma empresa apresentam seus planejamentos de forma integrada. 
Portanto, o planejamento estratégico, de forma isolada, é insuficiente, uma vez que o 
estabelecimento de objetivos a longo prazo, bem como o seu alcance, resulta numa 
situação nebulosa, pois não existem ações mais imediatas que operacionalizem o 
planejamento estratégico. A falta desses aspectos é suprida através do desenvolvimento 
e da implantação dos planejamentos táticos e operacionais de forma integrada. 
 
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UNIDADE 9 
Objetivo: Apresentar tipos básicos de planejamento nas organizações. 
Diferença entre Tipos de Planejamento 
Planejamento Estratégico 
O planejamento estratégico é conceituado como um processo 
gerencial que possibilita ao executivo estabelecer o rumo a ser 
seguido pela empresa, com vistas a obter um nível de otimização 
na relação da empresa com o seu ambiente. 
O planejamento estratégico é, normalmente, de responsabilidade 
dos níveis mais altos da empresa e diz respeito tanto à formulação de objetivos quanto à 
seleção dos cursos de ação a serem seguidos para a sua consecução, levando em 
conta as condições externas e internas da empresa e sua evolução esperada. Também 
deve considerar-se as premissas básicas da empresa, como um todo, observando para 
que o processo estratégico tenha coerência e sustentação decisória. 
Mais à frente será apresentado os aspectos do planejamento estratégico competitivo de 
maneira mais detalhada. 
 
Planejamento Tático 
O planejamento tático tem por objetivo otimizar apenas uma determinada área de 
resultado e não a empresa num todo. Portanto, trabalha com a decomposição dos 
objetivos, estratégias e políticas pré-estabelecidas pelo planejamento estratégico. 
 
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O planejamento tático é desenvolvido em níveis organizacionais inferiores, tendo como 
principal finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução de 
objetivos previamente fixados. 
 
Planejamento Operacional 
O planejamento operacional pode ser considerado como a formalização, principalmente 
através de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e implantação 
estabelecidas. Portanto, nesta situação têm-se, basicamente, os planos de ação ou 
planos operacionais. 
Os planejamentos operacionais correspondem a um conjunto de partes homogêneas do 
planejamento tático. 
Cada um dos planejamentos operacionais deve conter os seguintes detalhes: 
 Os recursos necessários para o seu desenvolvimento e implantação; 
 Os procedimentos básicos a serem adotados; 
 Os produtos ou resultados finais esperados; 
 Os prazos estabelecidos; 
 Os responsáveis pela sua execução e implantação. 
 
Diferenças Básicas entre os Três Tipos de Planejamento 
As diferenças básicas entre o planejamento estratégico e o planejamento tático são 
apresentadas no quadro adiante. 
 
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DISCRIMINAÇÃO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PLANEJAMENTO TÁTICO 
Prazo Mais longo Mais curto 
Amplitude Mais ampla Mais restrita 
Riscos Maiores Menores 
Atividades Fins e meios Meios 
Flexibilidade Menor Maior 
Quadro 2 – Diferenças entre planejamento estratégico e planejamento tático 
Fonte: Oliveira (1999) 
 
Isto significa que o planejamento estratégico em relação ao planejamento tático é: 
 De prazo mais longo, pois o planejamento estratégico considera um conjunto de 
planejamentos táticos e a sua soma deve provocar um período de tempo maior 
para a sua conclusão; 
 De amplitude maior, pois considera a empresa como um todo, enquanto o 
planejamento tático considera apenas uma parte dela; 
 De risco maior, pela sua maior amplitude e maior prazo de execução em relação 
ao planejamento tático; 
 Relacionado às atividades-fins e meios da empresa, enquanto os planejamentos 
táticos são mais relacionados às atividades-meios (não em sua totalidade); 
 De flexibilidade menor, por considerar a empresa como um todo, bem como sua 
situação e posição em seu ambiente. 
Seguindo o mesmo raciocínio, pode-se apresentar as diferenças básicas entre o 
planejamento tático e o planejamento operacional. 
 
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DISCRIMINAÇÃO PLANEJAMENTO TÁTICO PLANEJAMENTO OPERACIONAL 
Prazo Mais longo Mais curto 
Amplitude Mais ampla Mais restrita 
Riscos Maiores Menores 
Atividades Meios Meios 
Flexibilidade Menor Maior 
Quadro 3 - Diferenças básicas entre o planejamento tático e o planejamento operacional 
Fonte: Oliveira (1999) 
 
Considerando-se as mudanças nas empresas, pode-se estabelecer três níveis de 
mudança: o estratégico, o tático e o operacional. Conforme anteriormente apresentado, a 
mudança maior é no nível estratégico, o que poderá provocar alterações nos outros 
níveis da empresa. 
Há também a determinação do aspecto de mudança que o processo pode abranger, 
entre os quais podem ser citados: negócios, objetivos, funções, tecnologias, estruturas e 
pessoas. Naturalmente pode-se alterar um, alguns ou todos os aspectos. Dentro de um 
processo de mudança, as que se referem às pessoas têm-se mostrado mais difíceis e 
complicadas de se efetivarem, enquanto as mudanças estruturais normalmente são as 
mais fáceis de se efetivarem. 
Na consideração dos níveis estratégico e tático pode-se ter alguma dificuldade de 
diferenciá-Ios, pois não existe distinção absoluta entre ambos. Entretanto, o primeiro nível 
está voltado à dimensão estratégica da empresa, referindo-se aos seus objetivos e à sua 
eficácia. As decisões estratégicas têm, geralmente, alcance temporal prolongado e 
elevado grau de impacto e irreversibilidade. Por sua vez, o planejamento tático está mais 
voltado aos meios para se alcançar os objetivos especificados, isto é, refere-se aos 
componentes da empresa e à sua eficiência. 
Na elaboração do planejamento tático encontra-se dificuldades de ordem prática, uma 
vez que é necessário definir objetivos de mais curto prazo, que sejam partições dos 
objetivos de longo prazo, a fim de que a consecução dos primeiros possa levar à 
 
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concretização dos últimos. Esses problemas podem ser minimizados se o executivo tiver 
real conhecimento do campo de cada um dos tipos de planejamento, bem como de suas 
infrações. 
 
Agora que já foram abordados tantoos aspectos referentes ao planejamento como os 
itens relacionados à mudança organizacional, entre no site da ESAB, em sua Sala de 
Aula e faça a Atividade 1. 
 
 
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UNIDADE 10 
Objetivo: Apresentar conceito de estratégia. 
Estratégia 
A visão integrada de toda a complexidade do comportamento 
de uma organização somente pode ser obtida por meio da 
noção de estratégia. A noção de estratégia sempre existiu. 
O termo estratégia vem dos antigos gregos (strategos) para 
designar a arte militar. Ao longo de dois milênios, o conceito foi passando por 
constantes refinamentos e novas interpretações por meio de aplicações na área 
militar. A adaptação da terminologia estratégica para os negócios das organizações 
começou na Segunda Revolução Industrial a partir de meados do século XIX e teve 
sua época de ouro no decorrer do século XX, quando as organizações começaram a 
utilizar intensivamente os conceitos militares de estratégia em suas operações 
comerciais. O conceito atual de estratégia organizacional é amplo e abrangente, e 
apresenta quatro aspectos fundamentais (CHIAVENATO, 2005): 
1. A estratégia se relaciona com o comportamento global da organização. Ela 
envolve a organização como um todo integrado. Assim, a estratégia é holística e 
sistêmica. Nesse aspecto, ela planeja, dimensiona e aloca os recursos 
organizacionais nas atividades que são básicas para o sucesso da organização. Daí 
a necessidade de um mapeamento interno para avaliar os pontos fortes (fortalezas e 
potencialidades) e fracos (fraquezas e vulnerabilidades) da organização. 
2. A estratégia se relaciona com o comportamento organizacional do ambiente em 
que a organização opera. Ela diz respeito a como a organização deve se relacionar 
com um ambiente externo que se caracteriza pela mudança, incerteza, concorrência 
e competitividade. Nesse aspecto, a estratégia leva em conta tanto o ambiente geral - 
 
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fatores econômicos, políticos, sociais, tecnológicos, demográficos, etc., como o 
específico ambiente de tarefa, constituído pelos clientes, fornecedores, concorrentes 
e agências reguladoras. Daí a necessidade de um mapeamento ambiental para 
avaliar as oportunidades e ameaças ambientais. 
3. A estratégia se relaciona com o futuro da organização. Em geral, a estratégia está 
orientada para longo prazo e geralmente define objetivos globais projetados para um 
futuro mais distante. Daí a necessidade de estabelecer uma hierarquia de objetivos 
que defina prioridades. 
4. A estratégia requer a atuação ativa e proativa da cúpula da organização para 
integrar todas as manobras e movimentos organizacionais de maneira eficiente e 
eficaz. Em geral, a estratégia é definida pelos dirigentes da organização com o apoio 
e suporte de todos os parceiros. Quanto mais participativa a cultura organizacional, 
tanto maior a colaboração e cooperação dos parceiros para que a estratégia seja 
implementada e alcance seus resultados. Por outro lado, em geral, o plano 
estratégico é decomposto em planos táticos e cada qual desses em planos 
operacionais. 
Devido à sua complexidade, a estratégia organizacional tem uma infinidade de 
abordagens e conceituações. Várias abordagens tentam conceituá-Ia sob diferentes 
ângulos, o que requer certo ecletismo na sua definição. Ela tem sido conceituada 
como consistência organizacional, como definição da organização, como direção ou 
destino da organização, como um esforço focalizado, como um estratagema, etc., 
como pode ser observado no quadro a seguir: 
Estratégia pode ser definida como a determinação de objetivos de longo prazo de uma 
empresa, a adoção de cursos de ação e a alocação de recursos necessários para alcançar 
esses objetivos. 
Estratégia, no seu aspecto mais simples, é a postura que as organizações adotam para 
administrar o relacionamento entre elas e os seus ambientes. 
 
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Estratégia é o processo pelo qual a organização tenta ajustar de maneira eficaz o uso que 
faz de seus recursos e demandas, restrições e oportunidades impostas pelo ambiente. 
Estratégia organizacional é o conjunto de propósitos e políticas que definem uma 
organização e seu negócio. 
Estratégia está relacionada com o foco sobre a interdependência das decisões dos 
adversários e sobre as suas expectativas a respeito do comportamento dos outros. 
Quadro 4 – Conceitos de estratégia 
Fonte: Chiavenato (2005) 
 
Em suma, a estratégia é o modo pelo qual uma organização tem a pretensão de alcançar 
seus objetivos globais em um ambiente mutável e competitivo. Mais do que isso, a 
estratégia é um processo contínuo e interminável de construção do próprio destino da 
organização. 
 
Para aprofundamento, leia o texto contendo a entrevista com Michael Porter em viagem ao Brasil em 2007. 
Nesta terça-feira, dia 6 de novembro, Michael Porter, maior autoridade mundial em estratégia competitiva, 
realizou uma conferência especial no auditório principal da Expo Management 2007, realizada pela HSM. 
Na primeira parte da apresentação, que se estendeu por toda a manhã, o palestrante, acadêmico da 
Harvard Business School e também responsável por programa voltado a novos presidentes de empresas 
com faturamento superior a US$ 1 bilhão, procurou dissipar a confusão que paira sobre o conceito de 
estratégia, com base nos princípios econômicos. 
Aspectos sócio-ambientais na estratégia econômica - “Para crescer mantendo a lucratividade, é preciso 
considerar a especialização e a criação de produtos exclusivos voltados a um público específico”, afirmou 
Porter. 
O conferencista procurou esclarecer os conceitos econômicos que envolvem a estratégia, relacionou seus 
principais elementos e como aplicá-los na prática. Ao final da conferência, uma verdadeira aula de 
estratégia, Porter destacou que os aspectos econômicos atualmente caminham lado a lado com os tópicos 
de cunho sócio-ambiental, tão em voga atualmente. 
A originalidade é a alma da estratégia - “Hoje, pretendo falar sobre estratégia, um conceito que mudou 
bastante nos últimos anos”. Foi assim que o professor Michael Porter, iniciou sua conferência na 
 
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ExpoManagement. Na sua avaliação, atualmente outros fatores pressionam a definição de uma estratégia 
correta, entre os quais o mercado financeiro, com exigências de cunho imediatista, e o aumento da 
competição. 
O erro no planejamento, conforme elucidou, não ocorre por fatores externos, como mudanças nas 
necessidades dos clientes ou pela entrada de um novo concorrente no setor; a maioria desses deslizes é 
causada por interpretação incorreta que, em outras palavras, significa que o erro vem de dentro da própria 
organização. O primeiro equívoco cometido pelos gerentes, de acordo com o conferencista, é tentar 
competir nas mesmas condições que os concorrentes. Para Porter, isso leva ao achatamento dos preços e 
à perda de lucratividade de todo o setor. 
O ideal, segundo ele, é oferecer um valor único para um cliente específico, ou seja, “concorrer para ser o 
único e não o melhor”. 
 Os três equívocos. Para o Porter, há três tipos de erros comuns aos gerentes no que diz respeito a 
estratégia. O primeiro deles é confundi-la com uma ação, que, segundo ele, apenas faz parte desse 
conceito maior. Os outros erros citados foram os de considerá-la como sinônimo do objetivo ou aspiração 
ou, ainda, com a visão ou filosofia da empresa, pois estratégia “tem de falar sobre originalidade, diferencial, 
valor e também sobre as capacidades da empresa”. 
Primeiros passos – Porter destacou que o ponto de partida do planejamento estratégico é a definição do 
objetivo correto da empresa, no qual deve ser estipulado o prazo para o retorno do investimento, que é a 
meta. 
Em segundo plano,vem o crescimento, baseado em metas realistas, embora muitas empresas invertam 
esses dois elementos, o que para Porter é muito perigoso. “Crescer é fácil, basta comprar outra empresa, 
lançar novo produto, baixar o preço”, comentou. Um dos exemplos para essa teoria, segundo ele, é o que 
ocorreu no Japão, onde houve grande crescimento, mas com perda do foco nos objetivos, com baixa 
rentabilidade e, como conseqüência, muitas empresas quebraram. 
Para ele, não se deve confundir crescimentos com rentabilidade, pois uma empresa pode ter 
desenvolvimento expressivo, mas baixa rentabilidade. 
Para ele, a contabilidade também pode ser um problema, pois pode levar a erros de interpretação. “Quando 
se registra uma baixa contábil, reduz-se o investimento, mas isso pode significar elevação de desempenho, 
o que, nesse caso, não é verdadeiro”, exemplificou. 
Entendendo as fontes da rentabilidade - Michael Porter avaliou dois diferentes focos da rentabilidade nos 
negócios. O primeiro, segundo ele, está relacionado ao setor econômico, no qual a empresa atua e seu 
comportamento deve ser visto dentro da economia como um todo. 
Já no segundo, a fonte de rentabilidade vem da posição da empresa dentro de seu setor específico, a qual 
depende de sua vantagem ou desvantagem competitiva perante seu concorrente. “Cada um tem de saber 
separar a renda que vem de cada uma dessas duas áreas”, disse. 
Estratégia - Na segunda parte de sua palestra, Michael Porter se concentrou nos fatores determinantes do 
desempenho e nos pontos que fazem parte da estratégia. Para obter lucratividade acima da média e, 
portanto, ter uma vantagem competitiva, deve-se, segundo ele, optar ou pela diferenciação, cobrando um 
preço maior por isso, ou pela redução do custo. Esse é o primeiro ponto da estratégia. 
 
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A definição de uma cadeia de valores compatível vem a seguir. Ela engloba todas as atividades internas ao 
negócio e constrói valor do custo a partir de compras, logística, design etc. Ela tende a ter uma estrutura 
diferente variando de setor para setor. 
Segundo ele, é dentro desse escopo que se distinguem eficácia operacional e posicionamento estratégico. 
Na primeira, devem ser aplicadas e assimiladas as melhores práticas em todos os níveis, enquanto que o 
posicionamento é a ação de se criar uma posição competitiva e sustentável, pela diferenciação. Nesse 
momento, Porter alertou para o risco da perda do foco, que pode recair sobre a eficácia operacional. Para 
que isso não ocorra, segundo ele, o empresário deve discernir o que pertence a cada uma das esferas. 
Posicionamento - Para o conferencista, o bom posicionamento estratégico deve se apoiar sobre cinco 
pilares: uma proposição de valor diferente para o seu cliente, diversa da oferecida pelo concorrente; uma 
cadeia de valor sintonizada com essa proposição; um tradeoff específico, determinando o que fazer e o que 
não fazer; integração de todos os elos da cadeia de valor onde estes se apóiam mutuamente, dificultado a 
cópia do produto pelo concorrente; e continuidade, pois tanto sua implantação quanto seus resultados não 
são imediatos. 
Para concluir, Porter ainda falou da necessidade de divulgar de forma clara, interna e externamente, a 
estratégia adotada pela empresa, assim como ampliá-la com a integração de políticas sócio-ambientais. 
“Temos de integrar economia e sociedade, pois não são itens separados. O mesmo deve ser feito em 
relação ao meio ambiente e os negócios”, finalizou. 
Fonte: Portal HSM On-line 
06/11/2007 
 
 
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UNIDADE 11 
Objetivo: Apresentar concepção de gestão estratégica competitiva. 
Gestão Estratégica Competitiva 
A partir de agora, abordaremos a gestão estratégica competitiva, por caracterizar-se 
pelo seu potencial de novas contribuições para o pensamento estratégico (LOBATO 
et al, 2006). A complexidade e a imprevisibilidade dos novos cenários, muitas vezes 
associada à falta de uma base estruturada de conhecimentos necessários para a 
formulação de estratégias, impede o controle deliberado. Assim, a definição de 
estratégias deve, acima de tudo, assumir a forma de um processo de aprendizado ao 
longo do tempo. A figura 3 mostra as oito principais características da escola da 
gestão estratégica competitiva. 
 
 
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Figura 3 – Características da Gestão estratégica competitiva 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
Para os autores, a globalização é um processo irreversível que altera as dimensões de 
tempo e espaço. Ela vem modificando profundamente a natureza dos negócios, 
fundindo equipamentos de multimídia, criando o ciberespaço, multiplicando a 
utilização da Internet e gerando oportunidades de ganhos de escala na produção. 
O novo ambiente mundial de negócios requer das organizações contemporâneas 
uma atuação global. 
Na Gestão Estratégica Competitiva, o aprendizado deve dar-se de forma 
sistêmica, através do auto desenvolvimento e de um comportamento proativo que 
estimule o pensamento estratégico, a fim de que se possa compreender a ação 
integrada da gestão. A concretização dos objetivos desejados será mais provável 
se a organização incentivar a postura empreendedora de todos os seus 
 
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colaboradores, promovendo assim um processo com foco participativo na 
elaboração e implementação da gestão. 
Nessa direção, na gestão estratégica competitiva o Balanced Scorecard, teoria 
desenvolvida por Robert Kaplan e David Norton, é utilizado como um sistema de controle 
estratégico que permitem às organizações utilizarem o desdobramento da estratégia para 
elaborar seu planejamento. Trata-se de um sistema de gestão baseado em indicadores 
que impulsionam o desempenho, proporcionando à organização tanto uma visão atual 
como futura do negócio, com foco abrangente e controle proativo dos objetivos 
planejados. Essa metodologia será melhor detalhada na Unidade 27. 
As novas formas organizacionais estão surgindo em resposta às mudanças e às novas 
necessidades estratégicas. Todas representam esforços no sentido de tornar a empresa 
mais orgânica, proativa e dinâmica. As unidades estratégicas de negócio – UENs são 
subdivisões da realidade de negócios da organização. A gestão estratégica competitiva 
desenvolve UENs para corporações que se constituem em conglomerados de negócios 
ou para empresas diversificadas em termos de serviços e produtos oferecidos. Já as 
pequenas empresas geralmente possuem apenas uma UEN. A estruturação em UENs é 
descentralizada, dispondo cada setor de uma autonomia que tenta reproduzir, em grande 
parte. 
Outro ponto de destaque nesse cenário são as alianças estratégicas, cujo propósito é 
buscar conjuntamente, a partir de relações formais, objetivos mútuos. Numa aliança 
estratégica, as organizações partilham a autoridade administrativa, formam elos sociais e 
aceitam a propriedade conjunta. Tais alianças tornam menos nítidas as fronteiras 
nacionais e culturais que separam as empresas. Elas se transformam para através das 
alianças estratégicas desenvolver novas tecnologias, compartilhar investimentos de 
pesquisa e desenvolvimento, e reduzir custos operacionais. 
As organizações contemporâneas têm assumido ampla gama de atitudes e 
comportamentos para equilibrar o resultado econômico com a responsabilidade social 
empresarial. A escola da gestão estratégica competitiva defende que as organizações 
 
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têm um amplo espectro de responsabilidades que vai além da produção de bens e 
serviços para obter lucro. Na organização que pratica a responsabilidade social, todas as 
decisões empresariais são guiadas por princípios éticos. Um dos sinais mais visíveis do 
compromisso corporativo com o comportamentoético é a implementação de códigos de 
conduta na relação com os empregados, a comunidade, os acionistas e o meio ambiente. 
Lobato et al (2006) discute que se o mundo da estratégia é realmente tão complexo 
quanto se constata, questionando as prescrições e metodologias das escolas já 
consagradas, como devem então proceder os estrategistas? Para os autores, a escola da 
gestão estratégica competitiva sugere uma resposta: devem aprender continuamente. O 
aprendizado contínuo é a chave da vantagem competitiva renovável. Para aprender 
continuamente, a empresa deve ter um propósito claro e estratégico, voltado para a 
aquisição de novas capacidades, e um efetivo compromisso com a experimentação 
contínua. 
Assim, a gestão estratégica competitiva deixa de ser apenas a administração de 
mudanças para tornar-se em uma administração por mudanças. Para essa escola de 
pensamento, é fundamental que a gestão seja vista como um processo de aprendizagem, 
tanto individual quanto coletiva. 
 
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UNIDADE 12 
Objetivo: Apresentar metodologia básica da gestão estratégica competitiva. 
Metodologia Básica da Gestão Estratégica Competitiva 
No curso, iremos focar na metodologia de gestão estratégica competitiva, nova proposta 
para o pensamento estratégico, baseada na volatilidade e na complexidade do ambiente 
atual e futuro. A metodologia apresentada adiante será expressa nos seguintes passos: 
Definição das diretrizes estratégicas; Análise dos ambientes externo e interno; Aplicação 
das principais ferramentas estratégicas; Desenvolvimento das estratégias empresariais; 
Formulação de objetivos e de planos de ação e Implantação do Balanced Scorecard 
(LOBATO et al, 2006). 
 
Figura 4 – Metodologia da Gestão estratégica competitiva 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
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Uma discussão de estratégias de empresas 
Você tem conhecimento de estratégias utilizadas recentemente por empresas com 
atuação no Brasil? Alguma lhe surpreendeu? Alguma estratégia foi muito bem planejada e 
implementada? Por outro lado, você tem conhecimento de estratégias que fracassaram? 
Registre sua opinião e/ou uma sugestão de reflexão sobre este tema no FÓRUM. 
 
 
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UNIDADE 13 
Objetivo: Discutir definição das diretrizes estratégicas. 
A Definição das Diretrizes Estratégicas 
Para Lobato et al (2006) as diretrizes estratégicas são definidas pela visão, missão e 
valores da organização. Essa etapa é essencial na implementação da gestão estratégica 
competitiva, pois permite ao estrategista detectar os sinais de mudança, identificar as 
oportunidades, planejar de forma sintonizada com o negócio e criar condições para as 
ações proativas. Uma organização pode ser descrita em termos de suas diretrizes 
estratégicas, que a levam a assumir determinados comportamentos que dão base para a 
formulação de suas estratégias. 
Segundo os autores, pode-se conceber a visão como um cenário ou uma intuição, um 
sonho, ou uma vidência. Estando a mesma acima dos objetivos da empresa, deve ser 
uma imagem projetada para o futuro e compartilhada e apoiada por todos os 
colaboradores da empresa. Ao definir a sua visão, a organização deve fazer as seguintes 
reflexões: 
 Como queremos ser reconhecidos no futuro? 
 Que desafio se apresenta aos nossos colaboradores? 
 O que queremos ouvir dos nossos stakeholders? 
 Onde estaremos atuando com os nossos clientes? 
 Quais as principais oportunidades que podem surgir? 
A título de exemplo destacamos a Visão Corporativa da Petrobrás constante no seu 
planejamento estratégico. 
 
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A missão é a razão de ser da organização, a função que ela desempenha no mercado 
para tornar-se útil e justificar seus lucros perante os acionistas e a sociedade em que 
atua. Tal como no caso da visão, existe uma ampla variedade de abordagens para se 
definir a missão. Alguns preferem explicar detalhadamente como alcançar o sucesso e 
como medi-Io; outros sintetizam a missão numa única frase. Contudo, existem alguns 
pontos comuns sobre os quais a organização deve refletir ao estabelecer sua 
missão: 
 Qual o negócio da organização? 
 Quem é o seu cliente? 
 Onde ela tem sua base de atuação? 
 Qual a sua vantagem competitiva? 
 Qual a sua contribuição social? 
Segundo Drucker (1992), definir a missão da empresa é difícil, penoso e arriscado, 
mas só assim se consegue estabelecer políticas, desenvolver estratégias, 
concentrar recursos e começar a trabalhar. Só assim, pode uma empresa ser 
administrada visando um ótimo desempenho. Nota-se, portanto, que definir a 
missão é muito mais do que estabelecer a diferença entre receita e custo. O lucro 
não é a explicação, a causa ou o fundamento único das decisões e atitudes da 
organização, e sim o seu teste de validade. 
A seguir será apresentada a Missão da Petrobrás, constante no seu planejamento 
estratégico. 
A Petrobrás será uma empresa integrada de energia, com forte presença internacional e líder 
da América Latina, atuado com foco na rentabilidade e na responsabilidade social e 
ambiental. 
 
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Finalmente, os valores devem ser definidos como crenças básicas para a tomada 
de decisão na empresa. Também eles podem ser vistos como ideais a serem 
atingidos, o que nem sempre é possível. Mas isso não impede que a organização 
se norteie por crenças básicas. São exemplos de valores: preocupação com o 
meio ambiente, honestidade, busca da excelência, e cidadania responsável. 
As diretrizes estratégicas são ao mesmo tempo categóricas, no que se refere ao 
compromisso dos colaboradores com o propósito da empresa, e flexíveis em seus 
detalhes para que estes possam ser adaptados durante a busca dos objetivos. 
A seguir apresentaremos um conjunto de conceitos e instrumentos para orientar e 
sustentar a metodologia dessa escola de pensamento. 
Petrobrás: 
Atuar de forma segura e rentável, com responsabilidade social e ambiental, nas atividades da 
indústria de óleo, gás e energia, nos mercados nacional e internacional, fornecendo produtos e 
serviços adequados às necessidades de seus clientes e contribuindo para o desenvolvimento 
do Brasil e dos países onde atua. 
 
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UNIDADE 14 
Objetivo: Discutir ambiente externo, ameaças e oportunidades. 
Ambiente Externo – Ameaças e Oportunidades 
Na concepção da organização como um sistema aberto, 
as organizações são concebidas como parte de um universo 
ou ambiente maior, já que qualquer coisa que acontece no 
ambiente maior pode afetar a organização e vice-versa. 
O ambiente externo é constituído por todos os elementos 
situados “fora” da organização, em outras palavras, por todas as varáveis que de 
maneira direta ou indireta impactam no funcionamento das organizações. 
As organizações operam dentro de um contexto, do qual dependem para sobreviver, 
manter-se, crescer e desenvolver-se. É do ambiente que as organizações obtêm recursos 
e informações necessários ao seu funcionamento e, é no ambiente que colocam o 
resultado de suas operações. À medida que ocorrem mudanças no ambiente, as 
operações das organizações são influenciadas por essas mudanças. 
Para a maioria dos autores já citados, o ambiente externo divide-se em dois níveis 
(ANDRADE e ANBONI, 2007), sendo que o primeiro é constituído pelos elementos 
que atuam de forma indireta na organização, denominado de ambiente indireto ou, 
ainda, ambiente geral, macroambiente e ambiente maior. O segundo é formado 
pelos elementos que atuam de forma direta e é chamado de ambiente direto, 
operacional ou específico. 
O ambiente geral normalmenteé definido como o ambiente em que se encontram 
as variáveis tecnológicas, legais, políticas, econômicas, demográficas, ecológicas e 
socioculturais, conforme descrito no quadro adiante. 
 
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Tecnológicas A tecnologia é um componente do ambiente, na medida em que as organizações 
precisam absorver e incorporar as inovações tecnológicas externas. É também 
parte interna das organizações quando integra pesquisa desenvolvida ou 
transferida e aplicada internamente para atingir objetivos organizacionais. Desse 
modo, a tecnologia é uma variável ambiental que influencia o comportamento 
das organizações, da mesma forma que pode afetar o comportamento do 
desenvolvimento tecnológico. 
Legais Observa-se que as organizações dependem do contexto político-econômico-
social. Contudo, qualquer que seja seu fundamento, a legislação vigente, como a 
tributária, a trabalhista e a comercial, tem influência acentuada sobre o 
comportamento e a forma de agir das organizações. Todas as organizações são 
afetadas pelo sistema legal, seja de forma direta ou indireta. Observa-se, ainda, 
o aspecto dinâmico do sistema legal, quando uma nova lei é aprovada ou uma 
interpretação é modificada ou, ainda, quando ocorrem mudanças fundamentais, 
principalmente na legislação fiscal. 
Políticas As variáveis políticas incluem o clima político e ideológico geral que o governo 
pode criar e a estabilidade ou instabilidade política e institucional do país como 
um todo, já que esses fatores irão repercutir algum grau, no comportamento das 
organizações. Podemos citar como exemplos, as políticas de incentivos para a 
constituição de novos empreendimentos e a taxa de impostos relativos à 
circulação de mercadorias de um município para outro. 
Econômicas As mudanças das condições econômicas são restrições importantes a todas as 
organizações. Podem ser tanto benéficas como maléficas para as organizações 
a partir das conseqüências geradas. Essas mudanças podem beneficiar tanto o 
crescimento como a manutenção do estado atual da organização. 
Demográficas A variável denominada demografia é representada pela densidade populacional, 
pela mobilidade interna da população, pelo índice de natalidade, e de 
mortalidade, pela taxa de crescimento demográfico e de crescimento 
populacional, pela composição e distribuição da população segundo sexo, idade 
e estrutura familiar. Esses componentes podem ser úteis na implementação de 
estratégias empresariais, visando à maior participação da empresa junto ao 
meio. 
Ecológicas As políticas ecológicas definidas nos diferentes âmbitos do governo podem atuar 
como oportunidades e/ou ameaças para as organizações. A legislação sobre o 
meio ambiente em prol do desenvolvimento sustentável pode ser citada como 
exemplo. 
Sócio- 
culturais 
As variáveis socioculturais podem ser representadas por: a) estrutura 
socioeconômica da população; b) condições de vida de cada segmento 
populacional; c) estrutura de consumo de cada segmento; d) estilo de vida de 
cada segmento (tendências); e) sistema de valores, entre outros. 
Quadro 5 - Variáveis ambientais com suas respectivas características 
Fonte: Andrade e Amboni (2006) 
 
 
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O conceito de ambiente operacional que está relacionado com as partes do meio 
ambiente que são 'relevantes ou potencialmente relevantes para estabelecer e 
atingir um objetivo’, compõe-se de quatro setores principais: clientes (distribuidores 
e usuários); fornecedores (de materiais, mão-de-obra, capital, equipamento e 
espaço de trabalho); concorrentes (de mercado e recursos); grupos reguladores 
(órgãos do governo, sindicatos e associações de empresas); e stakeholders, 
conforme Quadro 6. 
Clientes Os clientes das organizações são representados por todos os 
indivíduos ou organizações que compram ou podem ser induzidos 
a comprar um produto ou serviço. 
Fornecedores São empresas que fornecem todas as entradas necessárias para as 
operações das organizações e com as quais mantêm relações de 
dependência. As organizações geralmente lidam com fornecedores de 
materiais, tratados pela área de compras; fornecedores de capital 
(acionistas, investidores particulares, bancos comerciais, bancos de 
investimento, etc.), tratados pela área financeira; fornecedores de 
equipamentos e serviços (organizações prestadoras de serviços, como 
propaganda, energia, processamento de dados, assistência médico-
hospitalar, etc.) e fornecedores de espaço de trabalho (espaço a ser 
comprado, alugado, arrendado, etc.). 
Concorrentes Este setor é constituído pelas organizações que concorrem entre si. Os 
concorrentes disputam os recursos necessários, ou seja, disputam 
fornecedores e clientes. Para aumentar sua participação no mercado, as 
organizações têm de satisfazer melhor (mais) os clientes que seus 
concorrentes. 
Grupos reguladores São as organizações que, de alguma forma, controlam ou restringem as 
operações das organizações. Incluem os órgãos do governo, sindicatos, 
associações de classe, etc. 
Stakeholders Os stakeholders podem ser internos ou externos, ou seja, são 
representados pelas pessoas que têm o poder para mudar/influenciar o 
rumo da organização. São os acionistas, sócios, funcionários, clientes, 
entre outros. 
Quadro 6 – Ambiente operacional 
Fonte: Andrade e Amboni (2006) 
 
Conhecer, avaliar e acompanhar o ambiente direto e indireto, assim como as 
tendências, é função estratégica dos gestores de quaisquer empresas. Por meio 
 
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dessas estratégias eles podem identificar as oportunidades ou as ameaças para 
suas organizações, e, a partir dessa identificação, implementar ações para 
minimizar os impactos, principalmente das ameaças. 
Assim, as ameaças são os fatores externos à organização que a empresa não tem 
controle e que pode restringir e/ou prejudicar a atuação da mesma enquanto que, 
as oportunidades dizem respeito aos fatores externos à organização que pode 
favorecer a mesma. 
Então, as ameaças representam uma condição desfavorável para a empresa. Por 
exemplo, uma medida econômica definida pelo governo federal pode ser uma 
ameaça para o desenvolvimento da empresa. Assim como o desenvolvimento 
tecnológico pode representar uma oportunidade para a organização aperfeiçoar 
seus meios para colocar produtos no mercado com mais qualidade e valor 
agregado. 
 
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UNIDADE 15 
Objetivo: Apresentar estratégia de unidade de negócio: modelo de Porter. 
Estratégia de Unidade de Negócios: O Modelo de Porter 
Uma das ferramentas utilizadas para realizar a analise setorial do ambiente onde a 
organização está inserida é o modelo de indústria proposto por Porter (1980), conhecido 
como modelo de cinco forças competitivas. 
Na visão de Porter, a capacidade de uma organização competir num dado mercado é 
determinada pelos seus recursos técnicos e econômicos, bem como por cinco “forças” 
ambientais, sendo que cada uma delas ameaça a entrada da organização em um novo 
mercado. Para Porter, o administrador deve analisar essas forças e propor um programa 
para influenciá-las, ou para se defender delas. 
 
As Cinco Forças 
As cinco forças ambientais de Porter são: grau de rivalidade entre os concorrentes; 
ameaça de novos entrantes potenciais; ameaça dos produtos substitutos; o poder de 
barganha dos clientes e o poder de barganha dos fornecedores como demonstradas na 
figura adiante. 
 
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Figura 5 – Modelo de Porter 
 
1. Rivalidade entre os concorrentes. Auxilia na determinação do valor criado por uma 
indústria em função da concorrência. A rivalidade ocorre porque um ou mais concorrentes 
sentem-se pressionados ou percebem a oportunidade de melhorar sua posição,existindo 
então uma acirrada disputa por posição dentro da indústria. O grau de rivalidade entre as 
empresas é alto quando se verificam as seguintes condições na indústria: 
 Concorrentes numerosos ou bem equilibrados; custos fixos ou de armazenamento 
elevados; excesso crônico de capacidade; 
 Existência de concorrentes divergentes; 
 Existência de concorrentes com grandes interesses estratégicos; 
 Ausência de diferenciação de produtos; 
 Barreiras de saída elevadas - existência de ativos especializados, altos custos 
fixos de saída, inter-relações estratégicas com outros setores, barreiras 
emocionais dos controladores e/ou restrições de ordem governamental ou social. 
 
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2. Ameaça de novos entrantes. A rentabilidade média da indústria é influenciada pelos 
concorrentes existentes e pelos concorrentes em potencial. O conceito-chave na análise 
da ameaça dos novos entrantes é o de barreiras à entrada, as quais atuam no sentido de 
prevenir um fluxo de firmas para a indústria sempre que os lucros, ajustados pelo custo 
de capital, aumentam bem acima de zero. As ameaças de retaliação dos concorrentes já 
estabelecidos também podem deter os novos entrantes. As forças resultantes do 
processo de retaliação dependerão fortemente dos seguintes fatores: 
 O histórico de retaliações na indústria, que pode ser pesquisado levantando-se os 
dados referentes aos anos anteriores; 
 A existência de empresas com recursos substanciais, capazes de sustentar longas 
batalhas de retaliação em busca de posicionamentos estratégicos que lhes 
concedam vantagens competitivas sobre seus concorrentes; 
 O crescimento de moderado a lento na indústria, reduzindo a taxa de aumento das 
vendas e a lucratividade das empresas, forçadas a lutar por uma fatia de um 
mercado cada vez mais restrito e competitivo; 
 A existência de empresas com alto comprometimento, para as quais qualquer 
ameaça à sua posição na indústria é vista como uma ameaça à sua sobrevivência. 
A força das barreiras aos entrantes potenciais pode ser avaliada pela existência de: 
grandes economias de escala no setor; maior grau de diferenciação de produto; elevadas 
necessidades de capital; altos custos de mudança de fornecedor; dificuldades de acesso 
aos canais de distribuição; desvantagens de custos independentes de escala. 
3. Ameaça dos produtos substitutos. A existência de substitutos que desempenham as 
mesmas funções que os produtos ou serviços analisados é uma condição básica que 
limita o montante de valor que uma indústria pode criar. A análise da ameaça de 
substituição de produtos pelo lado da demanda deve focalizar as funções 
desempenhadas pelos clientes, e não apenas a similaridade física dos produtos. A 
 
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possibilidade de substituição dos produtos dos fornecedores afeta a propensão destes 
para prestar os serviços requeridos, assim como a possibilidade de substituição pelo lado 
da demanda afeta a propensão dos compradores para pagar preços mais altos pelos 
produtos requeridos. Os produtos substitutos possuem, pelo menos, uma das seguintes 
características: a) o comprador, após adquirir um produto, deixa de consumir outros até o 
fim do prazo normal de reposição do produto; e b) os produtos se revezam na preferência 
do consumidor ao final do prazo de reposição. Por fim, o grau de pressão dos produtos 
substitutos depende fundamentalmente: 
 Da percepção relativa de valor desses produtos; 
 Dos altos custos de mudança para tais produtos; 
 Da propensão dos compradores para substituir produtos. 
Em todos os três casos mencionados, a pressão dos produtos substitutos intensifica a 
concorrência de maneira global, pois afeta o poder de barganha dos clientes e 
fornecedores e acirra a própria rivalidade entre as empresas. 
4. Poder de barganha dos clientes / compradores. Trata-se da força demonstrada pelos 
compradores ao negociar a compra de produtos ou serviços. Aqui se denominam 
compradores todos aqueles que consomem produtos ou serviços fornecidos por uma 
determinada indústria. O poder de barganha dos compradores é um dos principais 
fatores que determinam quem irá apropriar-se do valor criado na indústria. Tal poder 
permite aos consumidores diminuir as margens da indústria pressionando os 
competidores a reduzir preços ou aumentar a oferta, sem custos adicionais para os 
primeiros. Eis as condições que aumentam o poder de barganha do comprador: 
 Existem poucos compradores; 
 Os compradores são muito importantes para a indústria; 
 A indústria é pouco importante para os compradores; 
 
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 O produto fabricado/vendido pela indústria é padronizado; 
 Os custos da mudança para outro fornecedor são baixos; 
 Existem substitutos para os produtos da indústria; 
 O comprador tem total informação; 
 Existe a possibilidade de integração retrógrada na cadeia de valor dos 
compradores. 
5. Poder de barganha do fornecedor. Trata-se da força demonstrada pelos fornecedores 
ao negociar com os compradores, ameaçando elevar preços ou reduzir a qualidade de 
seus serviços. Fornecedores poderosos podem reter a maior parte da rentabilidade de 
uma indústria quando os compradores são incapazes de repassar aumentos de preços 
aos consumidores finais. Eis as condições que reforçam o poder de barganha dos 
fornecedores: 
 Existem poucos fornecedores no mercado; 
 Os fornecedores têm importância estratégica para a indústria; ou a indústria é 
pouco importante para os fornecedores; 
 Existe alto grau de diferenciação do produto na indústria; 
 Não existem substitutos para os produtos fabricados pelos fornecedores; 
 São altos os custos de mudança de fornecedores; 
 Existe a possibilidade de integração vertical para frente por parte dos 
fornecedores. 
As considerações sobre o poder de barganha de consumidores e fornecedores 
devem levar em conta o tipo de relacionamento estabelecido entre as partes, se 
cooperativo ou competitivo. A tendência atual é de uma integração cada vez maior 
 
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entre fornecedores e clientes mediante o estabelecimento de parcerias de longo 
prazo que sejam mutuamente benéficas. Isso, porém, não invalida os fatores que 
influenciam o poder de barganha de cada uma das partes. 
 
Críticas ao Modelo 
O modelo das cinco forças competitivas é amplamente utilizado, e muitas pesquisas 
empíricas comprovaram seu valor e praticidade. Porém, segundo Lobato et al 
(2006), cabem aqui algumas considerações a respeito de sua utilização 
indiscriminada. 
Por que existem apenas cinco forças no modelo? Para os autores, dependendo do 
nível de agregação, as cinco forças identificadas são mais ou menos mutuamente 
excludentes. Mas não parece tão claro que a lista seja exaustiva. O modelo das 
cinco forças competitivas está focado nos ambientes da indústria, e não na análise 
do macroambiente. É necessário conhecer o impacto das forças do macroambiente 
- sociais, políticas, tecnológicas, culturais, etc. - sobre as cinco forças competitivas. 
A análise do macroambiente é um subsídio importante para a aplicação dessa 
ferramenta de planejamento. 
Além disso, compradores e fornecedores são tratados de maneira desigual. A 
facilidade com que o comprador pode substituir o produto que consome não é 
considerada a mesma que tem o fornecedor para substituir o cliente de seus 
produtos. O modelo também não leva em consideração as empresas que 
complementam a cadeia de valor da indústria e cuja importância pode ser crucial 
para a competitividade como um todo. A estrutura básica da indústria também pode 
ser afetada por forças econômicas transitórias, de curto prazo, decorrentes de 
flutuações dos cicloseconômicos, picos de demanda, variações de preços de 
insumos, acordos salariais ou alterações na política econômica e fiscal em anos 
eleitorais. Mas esses fatores que afetam a rentabilidade das empresas a curto 
 
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prazo não são nem devem ser determinantes das condições econômicas e 
tecnológicas das empresas a longo prazo. Conhecer a estrutura da indústria é 
identificar as principais características econômicas e tecnológicas do setor que vão 
moldar a arena onde será definida a estratégia competitiva. 
 
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UNIDADE 16 
Objetivo: Discutir ambiente interno, forças e fraquezas. 
Ambiente interno - Forças e Fraquezas 
A análise do ambiente interno relaciona-se ao diagnóstico da empresa no que se refere 
às suas forças e fraquezas, suas competências e sua capacidade de obter sucesso no 
negócio em que se propõe a atuar. 
Fazer o diagnóstico do ambiente interno é responder, fundamentalmente, às seguintes 
perguntas (LOBATO et al, 2006): 
 De que recursos dispõe a organização para cumprir a sua missão e atingir os seus 
objetivos? 
 Que capacidades e competências a organização precisa desenvolver? 
 Que características internas da organização, principalmente do ponto de vista 
estratégico, podem ser identificadas como força ou fraquezas no que se refere ao 
cumprimento da missão? 
 Quais as principais causas das forças e fraquezas da organização? 
 Como está o desempenho interno em relação ao desempenho da concorrência? 
Os pontos fortes são as vantagens estruturais que a empresa controla que a favorece 
perante as oportunidades e ameaças do ambiente. 
Por outro lado, os pontos fracos são as desvantagens estruturais ou fragilidades que a 
desfavorece perante as oportunidades e ameaças do ambiente. 
 
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Para o estabelecimento dos pontos fortes e fracos da empresa, deverão ser analisados 
uma série de aspectos, dentre os quais podemos citar: 
 Os sistemas de distribuição; 
 Os produtos; 
 À força de venda; 
 Os novos produtos; 
 As promoções e propagandas; 
 Índices financeiros; 
 Vendas; 
 Estoques; 
 Período de cobrança; 
 A instalação industrial; 
 Equipamentos e instalações; 
 O processo produtivo; 
 Controle e qualidade da produção; 
 Custos; 
 Pesquisa e desenvolvimento; 
 Suprimentos; 
 Moral e produtividade dos empregados; 
 Clima organizacional; 
 
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 Índice de absenteísmo; 
 Organização dos departamentos; 
 Estrutura organizacional; 
 Sistema de informação. 
O domínio de fatores como esses podem ser considerados fontes fortes da organização. 
Por outro lado, a fragilidade de alguns desses aspectos são considerados pontos fracos. 
 
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UNIDADE 17 
Objetivo: Apresentar conceito de fatores críticos de sucesso. 
Fatores Críticos de Sucesso 
As principais forças e fraquezas nos leva à identificação dos fatores críticos de 
sucesso (FCS) para a organização. A ferramenta FCS tem por objetivo priorizar as 
atividades-chave do negócio, que precisam ser muito bem executadas para que a 
organização atinja seus objetivos. É preciso concentrar as energias da organização 
para que os FCS se transformem em pontos fortes (LOBATO et al, 2006). 
Vejamos a correlação entre o conceito de FCS e o de capacidade. É preciso 
identificar os FCS e criar a capacidade de gerenciá-los de forma eficaz. Por 
exemplo, numa operação de varejo de eletroeletrônicos, um FCS é a concessão de 
crédito ao consumidor - uma das grandes alavancas de crescimento das lojas de 
varejo em geral. Criar a capacidade de gerenciar bem os recursos da atividade de 
concessão de crédito, capital, tecnologia de avaliação de risco de crédito, e pessoal 
capacitado para tanto - é vital para o sucesso desse tipo de organização. Portanto, é 
de suma importância conhecer os FCS do negócio. 
Considerando que o desenvolvimento de capacidades estará orientado pela 
existência dos FCS, o desempenho insatisfatório de um FCS do negócio pode 
tornar-se uma fraqueza de que se aproveitarão os concorrentes para ultrapassar a 
organização e dominar o mercado. Ou, ao contrário, pode-se desempenhar tão bem 
uma dada atividade que essa capacidade pode alavancar uma série de estratégias 
vencedoras que propiciem vantagens competitivas sustentáveis. 
A Ericsson identificou três pontos fundamentais para desenvolver seus FCS na área 
de telefones celulares: reconhecimento da marca, força de vendas e mix de produto 
 
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variado. A Southwest Airlines, companhia norte-americana de aviação regional, e a 
empresa regional brasileira Gol Linhas Aéreas Inteligentes, ambas especializadas 
em viagens de baixo custo, identificaram os seguintes FCS: passagens baratas, 
rotas com pouca competição, alta produtividade, rapidez nas escalas em aeroportos 
e padronização de procedimentos e equipamentos. 
Por fim, os fatores críticos de sucesso vão fornecer respostas para perguntas 
importantes, tais como: 
 Por que os clientes fazem negócio conosco? 
 Por que os clientes compraram os produtos e serviços de nossa organização 
pela primeira vez? 
 Que vantagens sobre os nossos competidores vamos poder explorar ao longo 
do tempo? 
 Que atividades realizamos que nossos competidores dificilmente conseguirão 
imitar? 
Uma vez analisados os FCS, pode-se passar à elaboração da matriz Swot. 
Agora que já foram abordados tanto os itens quanto os aspectos do planejamento 
como os da mudança organizacional, entre no site da ESAB, em sua Sala de Aula e 
faça a Atividade 2. 
 
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UNIDADE 18 
Objetivo: Apresentar análise swot. 
Uma vez analisados os FCS, pode-se passar à elaboração da matriz Swot e à 
avaliação da cadeia de valor. 
A Matriz Swot e a Avaliação Estratégica 
Swot é a sigla de strenghts, weaknesses, opportunities and threats (forças, fraquezas, 
oportunidades e ameaças). A avaliação estratégica realizada a partir da matriz Swot 
é uma das ferramentas mais utilizadas na gestão estratégica competitiva (LOBATO 
et al, 2006). Trata-se de relacionar as oportunidades e ameaças presentes no 
ambiente externo com as forças e fraquezas mapeadas no ambiente interno da 
organização. Uma série de características deve ser observada na análise da matriz 
Swot de uma organização, como se pode ver no Quadro 7. 
Forças Fraquezas 
Competências básicas em áreas-chave Falta de foco no negócio 
 Gerência experiente Instalações obsoletas 
 Recursos financeiros adequados Ausência de competências básicas 
 Liderança/imagem de mercado Problemas operacionais internos 
 Acesso a economias de escala Atrasos na tecnologia e nos processos de 
pesquisa e desenvolvimento 
Posicionamento competitivo que gera 
barreiras à entrada de competidores 
 
Linha de produtos mal balanceada e obsoleta 
 Tecnologia patenteada Rede de distribuição limitada 
 Vantagens em custos Capacidade de comercialização abaixo da 
média 
 
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 Campanhas publicitárias vencedoras Falta de acesso a recursos financeiros 
 Competência em inovação de produtos Altos custos unitários 
 Capacidade de fabricação superior 
Oportunidades Ameaças 
 Mudanças de hábitos do consumidor Mudanças de hábitos do consumidor 
 Surgimento de novos mercados Entrada de novos concorrentes com 
Habilidades 
 Diversificação do mercado Aumento das vendas de produtos substitutos 
 Possibilidades de integração vertical Desenvolvimento de novas tecnologias e 
obsolescência 
 Queda de barreiras comerciais Mudanças na regulamentaçãoExpansão do mercado Volatilidade cambial adversa 
 Desenvolvimento de novas tecnologias Barreiras tarifárias e não-tarifárias específicas 
 Mudanças na regulamentação Aumento do poder de barganha de 
consumidores e fornecedores 
 Surgimento de novos canais de distribuição Mudanças demográficas adversas 
Quadro 7 - Exemplos de forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. 
Uma vez avaliados esses itens ou quaisquer outros que sejam relevantes para a análise 
da organização, pode-se analisar a inter-relação de forças e fraquezas, e de 
oportunidades e ameaças. Com isso estabelecem-se quatro zonas na matriz Swot, como 
mostra o quadro 8. 
 Oportunidades Ameaças 
Forças 1. Capacidade de ação 
ofensiva 
2. Capacidade defensiva 
Fraquezas 3. Debilidades 4. Vulnerabilidade 
Quadro 8 – Diagnóstico Swot 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
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Para Lobato et al (2006), as quatro zonas servem como indicadores da situação da 
organização. Na primeira temos a capacidade de ações ofensivas, ou seja, as 
forças e capacidades da organização para aproveitar as oportunidades 
identificadas. A zona das vulnerabilidades revela a fraqueza da organização para 
lidar com as ameaças, podendo indicar uma fase de crise ou declínio da 
organização. Na zona de capacidade defensiva identificam-se as forças da 
organização que criam barreiras às ameaças do ambiente externo. Na zona de 
debilidades, as fraquezas da organização impedem ou dificultam o aproveitamento 
das oportunidades. 
Concluída a análise estratégica, percebe-se como as tendências, oportunidades e 
ameaças provenientes do ambiente externo podem estar relacionadas ao ambiente 
interno da organização. A partir daí analisa-se as estratégias passíveis de 
implementação. 
Em geral as organizações têm suas atividades ou processos de negócio 
posicionados nas quatro zonas mencionadas. Cabe aos gestores elaborar e 
gerenciar as capacidades da organização de maneira que os FCS encontrem-se, 
de preferência, na zona de capacidade de ação ofensiva, evitando ao máximo a 
zona das vulnerabilidades. 
Agora, abordaremos algumas ferramentas desenvolvidas para a implementação de 
estratégias visando assegurar a sobrevivência das organizações e construir o seu 
futuro. 
 
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 Faça um diagnóstico da organização que você trabalha ou que já tenha trabalhado. 
 Identifique os pontos fortes e os pontos fracos, as ameaças e as oportunidades. 
 
 
 
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UNIDADE 19 
Objetivos: Apresentar Matriz de Ansoff. 
Matriz de Ansoff 
Estratégias de Expansão de mercado: a Matriz de Ansoff 
Igor Ansoff formulou uma teoria de planejamento estratégico, desenvolvendo um 
modelo para determinar as oportunidades de crescimento de uma organização. Trata-se 
da matriz de Ansoff, ou matriz produto versus mercado, como mostra o quadro a 
seguir. 
 
Mercado 
Produto 
 
Existente 
 
Novo 
Existente 1. Penetração no mercado 2. Desenvolvimento de Mercado 
Novo 3. Desenvolvimento de 
Produto 
4. Diversificação 
Quadro 9 – Matriz de Ansoff 
 Fonte: Lobato et al (2006) 
 
A matriz tem duas dimensões: produtos e mercados. Sob essas duas dimensões, 
quatro estratégias podem ser formadas (LOBATO et al, 2006): 
 Penetração de mercado: Tais estratégias visam à obtenção de market-share, 
lidando com produtos já existentes distribuídos em mercados existentes. Os 
ganhos de escala para diluição de custos fixos, a ênfase na eficácia e na 
 
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escala de distribuição, os altos investimentos em propaganda e as 
estratégias agressivas para captar clientes e revendedores são exemplos de 
estratégias voltadas para a conquista de market-share. 
 Desenvolvimento de mercado: Nesse caso a expansão pode-se dar tanto em 
novos mercados quanto com produtos já existentes. Tais estratégias podem 
ser empreendidas com recursos próprios ou por meio de fusões e aquisições. 
 Desenvolvimento de produtos: são as que preconizam investimentos em 
pesquisa e desenvolvimento de novos produtos com atributos diferenciados e 
que atendam às necessidades e desejos específicos de mercados já 
existentes 
 Diversificação: São as mais arriscadas de todas, pois estão voltadas para 
produtos e mercados ainda inexplorados ou desconhecidos. As estratégias 
de diversificação dependem muito da percepção de valor da marca e também 
da competência da organização para gerenciar sua atuação em produtos e 
mercados distintos. 
Essa matriz é uma forma de representar algumas formas que o autor, Igor Ansoff, 
acreditava que poderiam aprimorar o negócio de determinada organização por meio 
dessas quatro estratégias distintas. 
 
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UNIDADE 20 
Objetivo: Apresentar Matriz BCG. 
Matriz do Boston Consulting Group (BCG) 
A Matriz BCG (Boston Consulting Group) baseia-se na taxa de crescimento do mercado 
e na participação relativa de mercado do empreendimento. Essas duas dimensões 
indicam a posição competitiva de uma unidade estratégica de negócio (UEN) de uma 
organização em seu setor e também o potencial de geração de fluxo de caixa necessário 
para operar tal unidade. As hipóteses básicas dessa matriz são: a organização com maior 
participação relativa de mercado é aquela com menor custo; tal organização encontra-se 
no ponto mais avançado da curva de aprendizado da indústria. Como as unidades de 
negócio estão em posições de fluxo de caixa essencialmente diferentes, cumpre 
administrá-las de maneiras também diferentes, devendo a organização buscar a 
maximização do lucro gerado pelo seu portfólio de unidades de negócio (LOBATO el al, 
2006). 
A figura 6 mostra a formulação básica da matriz BCG, com as diferentes classificações de 
produtos ou organizações e o potencial de geração de caixa sugerido. 
 
Figura 6 – Matriz BCG 
 
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Os produtos devem ser posicionados na matriz e classificados de acordo com cada 
quadrante: 
 Estrelas: negócios com alta parcela relativa em mercados de alto crescimento, 
exigem muitos recursos - em geral provenientes do fluxo de caixa das vacas 
leiteiras - para sustentar seu crescimento. Geralmente rendem altos lucros e 
tendem, ao longo de sua existência, a equilibrar a geração de caixa. 
 Pontos de interrogação (ou gatos selvagens): negócios com baixa parcela relativa 
em mercados de alto crescimento, exigem grandes recursos de caixa para 
financiar seu crescimento e são fracos geradores de caixa, pois sua posição 
competitiva em geral não é muito sólida. 
 Vacas leiteiras: negócios com alta parcela relativa em mercados de baixo 
crescimento, produzem bons fluxos de caixa que podem financiar outros 
empreendimentos 
 Abacaxi (também conhecido como "cachorro", "vira-lata" ou "animal de 
estimação"): negócios com baixa parcela relativa em mercados de baixo 
crescimento, utilizam fluxos de caixa modestos e podem tornar-se armadilhas para 
a organização, drenando recursos devido à sua fraca posição competitiva. 
O que se pode depreender da análise da matriz BCG? Os autores explicam que em 
primeiro lugar, as vacas leiteiras geram caixa para transformar os pontos de interrogação 
em estrelas. Logo, determinar quais pontos de interrogação serão transformados em 
estrelas é uma decisão estratégica básica, assim como escolher o momento em que o 
abacaxi deve ser retirado do mercado. Após a fase da estrela, o empreendimento tende a 
se tornar uma vaca leiteira, pois a taxa de crescimento do mercado passa a ser cada vez 
menor e ele entra numa fase de amadurecimento. 
Os pontos de interrogação que não foram escolhidos devem ser administrados até se 
tornarem abacaxis. Estes devem serretirados do portfólio após gerar o máximo de caixa 
 
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possível. A empresa deve sempre buscar o equilíbrio de seu portfólio, considerando-se a 
existência de vacas leiteiras, estrelas, pontos de interrogação e abacaxis. 
 
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UNIDADE 21 
Objetivo: Apresentar Matriz de Mckinsey. 
A matriz de McKinsey 
A matriz de McKinsey, também conhecida como matriz de GE considera duas dimensões 
básicas na sua análise estratégica: a atratividade do setor/mercado e a potencialidade do 
negócio/empresa. Os melhores negócios são aqueles nos quais a atratividade da 
indústria é alta e a organização tem forte presença competitiva. 
Lobato et al (2006) explica que para analisar a atratividade do setor/mercado utiliza-se 
um índice que leva em consideração fatores como: tamanho e crescimento do mercado, 
margem de lucro da indústria, intensidade da concorrência, sazonalidade e ciclos de 
demanda, e estrutura de custos da indústria. A atratividade pode ser descrita como alta, 
média ou baixa. 
A potencialidade do negócio/empresa é medida por um índice que combina tais fatores: 
participação relativa da empresa no mercado, competitividade de preços, qualidade do 
produto, conhecimento do cliente, efetividade das vendas, e vantagens geográficas. A 
potencialidade do negócio/empresa pode ser considerada forte, média ou fraca. 
A matriz é dividida em três zonas. O canto superior esquerdo representa as áreas onde a 
empresa deve investir. O canto inferior direito representa as áreas onde a empresa tem 
fraca posição competitiva e a atratividade da indústria é baixa; daí a empresa deve retirar-
se, conforme apresentado na figura a seguir. 
 
 
 
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Figura 7 – Matriz McKinsey 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
 
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Nesse módulo, foram apresentados aspectos superficiais sobre as seguintes ferramentas: 
 Matriz Ansoff; 
 Matriz BCG; 
 Matriz McKinsey. 
Para aprofundar o estudo, faça uma pesquisa na internet sobre a aplicação dessas 
ferramentas. 
Também é interessante realizar uma visita aos sites institucionais. 
http://www.ansoff.com/ 
http://www.bcg.com/ 
http://www.mckinsey.com/ 
 
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UNIDADE 22 
Objetivo: Discutir processo de desenvolvimento de estratégias. 
Desenvolvimento de Estratégias 
Depois de analisada as competências da empresa e entendida a visão de futuro da 
organização, o estrategista deve propor estratégias para agregar valor àquilo que a 
empresa faz. Já devem ter terem sido realizadas as seguintes etapas: 
 Contextualização da organização - é imprescindível adequar a metodologia de 
trabalho às características históricas e às peculiaridades da organização. 
 Identificação do negócio da organização, de acordo com suas peculiaridades. 
 Formulação das diretrizes estratégicas - visão e missão institucionais, em função 
do negócio e dos valores. 
 Análise ambiental - análise dos ambientes externo e interno - para identificação 
das oportunidades e ameaças. 
A estratégia visa construir o futuro da organização, tal qual foi vislumbrado. Ela envolve 
um conjunto de atividades integradas para alcançar uma posição desejada. Lobato et al 
(2006) indica que para abranger todos os aspectos da organização, as estratégias devem 
ser segmentadas por dimensões ou famílias, como será mostrado a seguir. 
 
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UNIDADE 23 
Objetivo: Discutir formulação de estratégias de marketing e de recursos humanos. 
Estratégia de Marketing e de Recursos Humanos 
Estratégia de Marketing 
Contidas no mix de marketing - preço, praça, produto e promoção -, tais estratégias são 
importantes para criar e reforçar o relacionamento da organização com seus clientes. O 
mix de marketing tem que emanar do público-alvo. É preciso considerar primeiramente as 
questões relacionadas à escolha do público e do mercado-alvo - o processo de 
segmentação - e só então a formulação de estratégias voltadas para o mix de marketing. 
Note-se que nessas estratégias também se abordam aspectos como fidelização de 
clientes, atendimento pós-venda e posicionamento de marca, todos eles relacionados ao 
detalhamento do mix de marketing. O quadro 10 contém exemplos de estratégias de 
marketing afinadas com as visões de futuro mencionadas anteriormente. 
Organização Visão de Futuro Estratégias 
 
Indústria de 
alimentos 
"Ser reconhecida como empresa 
de classe mundial na indústria de 
alimentos processados para 
consumo final, especialmente os 
que necessitam de refrigeração 
na produção e conservação” 
 Fixar o conceito dos produtos 
 Implantar serviços de atendimento pós-
venda 
 
Empresa de 
serviços de 
armazenagem 
"Tornar-se operador logístico em 
todo o território nacional, 
buscando excelência nos 
serviços e satisfação dos clientes, 
através de investimentos maciços 
em equipamentos, tecnologia de 
informação e satisfação pessoal 
dos funcionários” 
 Realizar pesquisas sobre demandas de 
novos mercados 
 Desenvolver parcerias para entrar em 
segmentos mais especializados na 
cadeia logística no mercado interno 
 Participar ativamente de associação de 
classe nacional em logística 
 Implantar sistema de controle de avarias 
 
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 Incentivar campanhas de segurança no 
trânsito, nos estados em que atua 
 
Indústria de 
cosméticos 
"Ser uma empresa com alta 
performance em operações e 
logística, fabricando produtos que 
proporcionem total equilíbrio e 
bem-estar. Ser a pioneira em 
disseminação internacional do 
conceito de biodiversidade e 
sustentabilidade da flora 
brasileira” 
 Abordar a mídia conceitualmente 
 Entrar nos mercados mexicano e 
americano 
 Criar representação junto ao Ministério 
de Indústria e Comércio, com vistas a 
tornar o produto mais competitivo 
internacionalmente 
 Reduzir o prazo de entrega, mantendo a 
qualidade dos produtos 
 
Indústria de 
componentes e 
equipamentos de 
telecomunicações 
"Ser a empresa de melhor 
rentabilidade e estar entre as 
cinco maiores do setor, com 
destaque no domínio de 
tecnologias avançadas e com 
comprometimento com a 
qualidade total e a satisfação dos 
clientes” 
 Implantar o CRM 
 Abrir mercado em telecomunicações 
para saúde e educação 
 Reduzir prazo de atendimento inicial 
(retorno ao primeiro contato) 
 Associar seu nome ao de um centro 
universitário para desenvolvimento de 
pesquisa em tecnologia aeroespacial 
 
Empresa de 
agenciamento de 
carga aérea 
"Consolidar-se como parte 
integrante da cadeia logística dos 
clientes com a garantia de 
agregar valor à credibilidade” 
 Enviar mala direta e agendar reuniões 
de apresentação com empresas que 
implantaram o comércio eletrônico (B2C) 
 Entrada no mercado de transporte de 
produtos do comércio eletrônico 
business-to-customer (B2C) 
Empresa de 
consultoria em 
engenharia e 
informática 
"Estar entre as três primeiras 
empresas nacionais do setor - 
projeto e tecnologia - com 
participação no mercado externo, 
carteira de clientes diversificada e 
equilibrada entre o setor público e 
o privado, e comprometimento 
com o desenvolvimento e 
aperfeiçoamento contínuo dos 
funcionários” 
 Buscar governos e empresas do 
Mercosul 
 Tornar-se membro de associação 
nacional de engenharia e informática 
 Criar concurso nacional para jovens 
talentos, sobre temas de interesse da 
empresa 
 
Empresa se 
serviços pela 
"Ser líder no fornecimento de 
soluções business-to-business 
 Publicar, com periodicidade média de 60 
dias, artigos técnicos e de negócios, 
 
91 
 
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internet através da utilização de 
ferramentas de alta tecnologia, 
considerando toda a amplitude de 
produtos requeridos e serviços de 
valor agregado” 
com foco nos formadores de opinião da 
empresa 
 
 
Indústria 
metalúrgica 
“Ser líder nacional na fabricação 
de mangueiras para o setor 
automotivo – mangueiras para ar 
condicionado e direção 
hidráulica” 
 Participar regularmente da Federação 
das Indústrias do Estado de São Paulo 
 Contratação de ombudsman 
Quadro 10 – Estratégias de Marketing 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
Estratégias de Recursos Humanos 
A administração de recursos humanos inclui recrutamento, treinamento e 
aconselhamento dos empregados; determina compensações e mantém contato com 
sindicatos e governos. Seu objetivo é atrair, motivar e manter os empregados necessários 
à organização. Dependendo de a estratégia organizacional exigir crescimento ou recuo, a 
estratégia de recursos humanos pode ser ajustada para aumentar ou diminuir o número 
de empregados. 
Formular estratégias de recursos humanos alinhadas ao negócio, desenvolvendo 
habilidades e competências dos colaboradores, é um dos principais meios de garantir que 
a organização concretize sua visão. Veja os exemplos de estratégias de recursos 
humanos alinhadas à visão de futuro da organização no quadro 11. 
Organização Visão de Futuro Estratégias 
 
Empresa de 
serviços pela 
Internet 
"Ser líder no fornecimento de soluções 
business-to-business através da 
utilização de ferramentas de alta 
tecnologia, considerando toda a 
amplitude de produtos requeridos e 
serviços de valor agregado” 
 Desenvolver parceria com 
pesquisadores de universidade que 
seja referência em P&D de soluções 
em business-to-business (B2B) 
 
Indústria de 
cosméticos 
"Ser uma empresa com alta 
performance em operações e logística, 
fabricando produtos que proporcionem 
total equilíbrio e bem-estar. Ser a pio-
neira em disseminação internacional 
 Recrutar especialista em meio 
ambiente e biodiversidade 
 
92 
 
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do conceito de biodiversidade e sus-
tentabilidade da flora brasileira” 
Empresa de 
consultoria em 
engenharia e 
informática 
"Estar entre as três primeiras 
empresas nacionais do setor - projeto 
e tecnologia - com participação no 
mercado externo, carteira de clientes 
diversificada e equilibrada entre o 
setor público e o privado, e 
comprometimento com o 
desenvolvimento e aperfeiçoamento 
contínuo dos funcionários” 
 Capacitar as áreas jurídica e 
contábil da empresa para subsidiar 
a formação de parcerias e 
participações no mercado 
internacional 
 
Quadro 11 – Estratégias de Recursos Humanos 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
93 
 
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UNIDADE 24 
Objetivo: Discutir formulação de estratégias de Integração Vertical e de Tecnologia da 
Informação. 
Estratégia de Integração Vertical e de Tecnologia da Informação 
Estratégia de Integração Vertical 
Essa estratégia pressupõe entrar ou sair dos elos posteriores ou anteriores da cadeia de 
valor. Há organizações que decidem, estrategicamente, promover a integração vertical. 
São as chamadas organizações verticalizadas, que para garantir valor agregado atuam 
em praticamente todos os elos da cadeia de valor. No entanto, há outras que, também 
estrategicamente, decidem pela desverticalização, ou seja, concentram-se em apenas um 
elo da cadeia. Veja os exemplos no quadro 12. 
Organização Visão de Futuro Estratégias 
 
Banco de 
varejo 
 
"Ser o banco líder em performance, 
reconhecidamente sólido e confiável, 
destacando-se pelo uso agressivo do 
marketing, tecnologia avançada e equipes 
capacitadas, comprometidas com a 
qualidade total e a satisfação dos clientes” 
 Desenvolver empresa de call 
center 
 
 
Indústria de 
alimentos 
 
"Ser reconhecida como empresa de classe 
mundial na indústria de alimentos 
processados para consumo final, 
especialmente os que necessitam de 
refrigeração na produção e conservação, 
informação e satisfação pessoal dos 
funcionários” 
 Desenvolver suinocultura de 
baixo peso calórico, para 
atender ao crescimento de 
demanda 
 
Empresa de 
serviços de 
armazenagem 
 
"Tornar-se operador logístico em todo o 
território nacional, buscando excelência nos 
serviços e satisfação dos clientes, através de 
investimentos maciços em equipamentos, 
tecnologia de informação e satisfação 
pessoal dos funcionários” 
 Adquirir participação em 
empresa de transportes 
 
 
94 
 
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Indústria de 
cosméticos 
 
"Ser uma empresa com alta performance em 
operações e logística, fabricando produtos 
que proporcionem total equilíbrio e bem-
estar. Ser a pioneira em disseminação 
internacional do conceito de biodiversidade e 
sustentabilidade da flora brasileira” 
 Fundir-se a pequenas lojas 
varejistas americanas para 
facilitar a penetração naquele 
mercado 
 
Indústria de 
equipamentos 
e componen-
tes de teleco-
municação 
 
"Ser a empresa de melhor rentabilidade e 
estar entre as cinco maiores do setor, com 
destaque no domínio de tecnologias avan-
çadas e comprometimento com a qualidade 
total e a satisfação dos clientes” 
 Vender a participação 
acionária de uma indústria de 
componentes de tele-
comunicação, focando a 
atuação na indústria de 
equipamentos de teleco-
municação 
Quadro 12 – Estratégias de Integração Vertical 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
Tecnologia da Informação (TI) 
A Tecnologia de Informação (TI) são processos, práticas ou sistemas que facilitam o 
processamento e o transporte de dados e informações. Atualmente, ela permeia as ações 
de todas as organizações. A forma com que a organização implementa suas estratégias 
está diretamente relacionada com o desenvolvimento e a aplicação da TI. Ao desenvolver 
as estratégias de TI, devem-se alinhar processos, pessoas e estruturas com as 
estratégias globais da organização. Veja os exemplos no quadro 13. 
Organização Visão de Futuro Estratégias 
 
Indústria 
metalúrgica 
 
"Ser líder nacional na fabricação de 
mangueiras para o setor automotivo, 
mangueiras para ar-condicionado e 
direção hidráulica” 
 Implantar rede de computadores 
 
 
Empresa de 
serviços de 
armazenagem 
 
"Tornar-se operador logístico em 
todo o território nacional, buscando 
excelência nos serviços e satisfação 
dos clientes, através de investi-
mentos maciços em equipamentos, 
tecnologia de informação e 
satisfação pessoal dos funcionários” 
 Implantar, para gerentes e técnicos, 
sistema de comunicação através de 
palm-tops 
 
Indústria de 
cosméticos 
 
"Ser uma empresa com alta 
performance em operações e 
logística, fabricando produtos que 
proporcionem total equilíbrio e bem-
 Implantar um sistema integrado de 
gestão 
 
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estar. Ser a pioneira em 
disseminação internacional do 
conceito de biodiversidade e 
sustentabilidade da flora brasileira” 
 
Indústria de 
equipamentos e 
componentes de 
telecomunicação 
 
"Ser a empresa de melhor 
rentabilidade e estar entre as cinco 
maiores do setor, com destaque no 
domínio de tecnologias avançadas e 
comprometimento com a qualidade 
total e a satisfação dos clientes” 
 Mudança de ambiente operacional 
 
 
Empresa de 
consultaria em 
engenharia e 
informática 
 
"Estar entre as três primeiras 
empresas nacionais do setor - 
projeto e tecnologia - com 
participação no mercado externo, 
carteira de clientes diversificada e 
equilibrada entre o setor público e o 
privado, e comprometimento com o 
desenvolvimento e aperfeiçoamento 
contínuo dos funcionários” 
 Promover downsizing (mudança de 
mainframe para PC) 
Quadro 13 – Estratégias de Tecnologia da Informação 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
96 
 
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UNIDADE 25 
Objetivo:Discutirformulação de estratégias de Logística. 
Estratégias de Logística 
Do ponto de vista da gestão da cadeia de suprimentos (supply chain management), a 
logística é uma das mais importantes dimensões estratégicas, pois ressalta certas 
qualidades de organização, em particular a flexibilidade e a rapidez. Ela é um dos 
maiores desafios das organizações nos próximos anos. A gestão da cadeia de 
suprimentos, ou seja, a prática da logística empresarial exige pessoas especialmente 
preparadas para atuar não só no nível operacional, mas principalmente no nível 
estratégico das empresas. Veja alguns exemplos no quadro 14. 
Organização Visão de Futuro Estratégias 
Banco de 
varejo 
 
"Ser o banco líder em performance 
confiável, destacando-se pelo uso 
agressivo do marketing, tecnologia 
avançada e equipes capacitadas, 
comprometidas com a qualidade total 
e a satisfação dos clientes” 
 Implantação de portal de e-
procurement 
 
Indústria de 
alimentos 
 
"Ser reconhecida como empresa de 
classe mundial na indústria de 
alimentos processados para consumo 
final, especialmente os que necessitam 
de refrigeração na produção e 
conservação” 
 Implantação de um centro de 
distribuição 
Empresa de 
serviços de 
armazenagem 
 
"Tornar-se operador logístico em todo 
o território nacional, buscando 
excelência nos serviços e satisfação 
dos clientes, através de investimentos 
maciços em equipamentos, tecnologia 
de informação e satisfação pessoal dos 
funcionários” 
 Implantação da multimodalidade de 
transportes 
 
Indústria de "Ser uma empresa com alta 
performance em operações e logística, 
 Reorientação do fluxo de produção 
 
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cosméticos 
 
fabricando produtos que proporcionem 
total equilíbrio e bem-estar. Ser a 
pioneira em disseminação internacional 
do conceito de biodiversidade e 
sustentabilidade da flora brasileira” 
(de “empurrado”para “puxado”) 
Indústria de 
equipamentos 
e componen-
tes de teleco-
municação 
"Ser a empresa de melhor 
rentabilidade e estar entre as cinco 
maiores do setor, com destaque no 
domínio de tecnologias avançadas e 
comprometimento com a qualidade 
total e a satisfação dos clientes” 
 Alteração da política de produção 
(de “estoque”para “contrapedido”) 
Quadro 14 – Estratégias de Logística 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
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UNIDADE 26 
Objetivo:Discutir formulação de estratégias Financeiras. 
Estratégias Financeiras 
As estratégias financeiras têm como objetivo garantir a otimização das decisões 
relacionadas a estrutura de capital, orçamento de capital e gestão de caixa da 
organização. Assim, pode-se atingir o equilíbrio econômico-financeiro necessário à 
gestão estratégica competitiva focando tanto a implementação das demais estratégias 
quanto o cumprimento dos objetivos da organização. O quadro 15 apresenta alguns 
exemplos de estratégias financeiras. 
Organização Visão de Futuro Estratégias 
Empresa de 
serviços de ar-
mazenagem 
"Tornar-se operador logístico em todo o 
território nacional, buscando excelência nos 
serviços e satisfação dos clientes, através de 
investimentos maciços em equipamentos, tec-
nologia de informação e satisfação pessoal 
dos funcionários” 
 Transformar-se em 
sociedade anônima 
Indústria de 
cosméticos 
 
"Ser uma empresa com alta performance em 
operações e logística, fabricando produtos que 
proporcionem total equilíbrio e bem-estar. Ser 
a pioneira em disseminação internacional do 
conceito de biodiversidade e sustentabilidade 
da flora brasileira” 
 Lançar debêntures no 
mercado internacional 
 
Indústria de 
equipamentos 
e componen-
tes de teleco-
municação 
"Ser a empresa de melhor rentabilidade e estar 
entre as cinco maiores do setor, com destaque 
no domínio de tecnologias avançadas e 
comprometimento com a qualidade total e a 
satisfação dos clientes” 
 Desenvolver hedges para 
compromissos futuros em 
moeda estrangeira 
Indústria 
metalúrgica 
“Ser líder nacional na fabricação de 
mangueiras para o setor automotivo - 
mangueiras para ar-condicionado e direção 
hidráulica” 
 Contratar banco para rees-
truturação da dívida 
Quadro 15 – Estratégias Financeiras 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
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A implementação das estratégias depende de dois fatores: o emprego da ferramenta 
adequada e a receptividade por parte das pessoas da organização, consideradas como 
verdadeiros atores da implementação. A harmonia é fundamental para a integração e a 
melhoria contínua do processo de gestão estratégica competitiva. A metodologia do 
balanced scorecard propicia um controle estratégico para esse processo, como veremos 
a seguir. 
 
100 
 
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UNIDADE 27 
Objetivo: Apresentar metodologia de Balanced Scorecard. 
Balanced Scorecard (BSC) 
O BSC é uma ferramenta para implementação e controle das estratégias desenvolvidas 
pelos professores da Harvard Business School, Robert Kaplan e David Norton, em 1992. 
Essa ferramenta permite que os executivos avaliem suas unidades de negócio de forma 
que possam observar até que ponto elas são capazes de gerar valor para seus clientes 
atuais e/ou futuros, esclarecendo como devem ser aperfeiçoadas as capacidades 
internas e os investimentos necessários em pessoal, sistemas e procedimentos, visando 
melhorar o desempenho futuro. 
As medidas adotadas pelo BSC derivam da visão de futuro, da missão e da estratégia da 
organização. O BSC é um sistema de integração da gestão estratégica de curto, médio e 
longo prazos, visando a aprendizagem e o crescimento organizacionais. Complementa as 
demais ferramentas existentes e assegura a implantação da estratégia, permitindo a 
correção dos rumos (LOBATO et al, 2006). 
O BSC trabalha em cima de quatro perspectivas, demonstradas na figura a seguir: 
 
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Figura 8 – Balanced Scorecard 
 
Vejamos então, cada uma delas: 
Aprendizagem e Crescimento - neste item trabalha-se toda a parte referente aos 
recursos humanos necessários para a procura da excelência na organização. E em se 
tratando de empresa, formada por pessoas, onde estas são peças chaves para seu 
sucesso, não é difícil concluir que esta perspectiva é fundamental para a 
sobrevivência em longo prazo da organização. Além do mais, ela "forma a base de 
melhoria da qualidade e da inovação" (SANTINI JR., 2004) na empresa, o que pode 
vir a ser um excepcional diferencial frente à concorrência; 
Processos (críticos) Internos - como o próprio nome sugere, esta perspectiva refere-
se quase integralmente às atividades-fins da organização, ou seja, aos 
procedimentos essenciais ou processos críticos internos para a sua sobrevivência. 
Logo, fica claro que a sua melhoria "no presente é um indicador chave do sucesso 
financeiro no futuro"; 
 
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Pessoas (clientes, consumidores) - este item parece um tanto quanto óbvio e 
repetitivo. Todavia, referimo-nos não às pessoas da organização enquanto 
colaboradores, como apontado em Aprendizagem e Crescimento, mas aos clientes, 
consumidores. Note que as pessoas da organização podem estar incluídas, mas, 
neste caso, elas serão vistas como consumidores, ou melhor, clientes internos. Desta 
forma, a preocupação deve girar em torno de satisfazer às necessidades de seus 
clientes, sejam eles internos ou externos; 
Financeira - perspectiva tradicional e bastante objetiva que visa medir e avaliar 
resultados sob o ângulo, essencialmente, financeiro. 
Lobato et al (2006) explica que o BSC complementa os indicadores financeiros com 
indicadores operacionais, configurando os do desempenho futuro - clientes externos, 
processos internos e aprendizadoe crescimento - em todos os níveis da organização. 
Além de mostrar o desempenho a curto prazo, do ponto de vista financeiro, o BSC indica, 
ao adicionar as três outras perspectivas, o equilíbrio dos impulsionadores de valor para o 
desempenho superior a curto e longo prazo, tanto internamente quanto externamente e 
nos diversos níveis. 
 
Motivos para aplicar O BSC (ARAÚJO, 2006) 
 Vantagem proporcionada pelos seus indicadores de desempenho; 
 Ajuda a apontar o diferencial competitivo; 
 Fornece meio e modos para gozar das oportunidades do ambiente; 
 Ajuda a formular a estratégia de uma forma mais ativa e dinâmica; 
 Obtém feedback para aprofundar o conhecimento da estratégia e aperfeiçoá-la; 
 
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 Possibilita o alinhamento dos objetivos pessoais, departamentais e da organização 
como um todo. 
Para aprofundar o entendimento sobre o BSC, leia o caso da Petrobras. 
Petrobras e Balanced Scorecard: Uma implementação de sucesso 
Fonte: http://www.simeon.com.br/index.php?modulo=biblioteca# 
A Petrobras é uma das maiores empresas integradas de petróleo e gás no mundo, com 
negócios em um amplo setor de atividades, incluindo exploração e produção de petróleo e gás, 
transporte, refino, distribuição e comercialização de petróleo, gás e produtos derivados,além da 
geração de energia elétrica. A Petrobras encontra-se sediada na cidade do Rio de Janeiro, 
possui operações no Brasil e na América Latina.Também possui operações no Golfo do México 
e na África Ocidental. De acordo com as vendas consolidadas no exercício de 2001, a Petrobras 
é a maior empresa do Brasil e o 3º maior complexo industrial da América Latina, sendo os 
seguintes destaques econômicos financeiros: 
Vendas .................. R$ 79.906 milhões 
Lucro Líquido ........ R$ 9.867 milhões 
Valor de Mercado.. R$ 56.309 milhões 
Sua Estratégia está fundamentada em três pilares: - Liderança no Mercado Brasileiro de 
Petróleo e Derivados; - Consolidação como Empresa de Energia; e - Expansão da Atuação 
Internacional. Com foco em rentabilidade e responsabilidade social. 
Tomada de Decisão - A necessidade de gerenciar a Estratégia dado um forte ambiente 
competitivo que trouxe novas oportunidades e desafios ao mercado brasileiro de energia, em 
1999 a Petrobrás passou a estudar alternativas, metodologias e conceitos, que pudessem 
suportar a efetiva implementação da Estratégia. O processo de Planejamento Estratégico já 
estava se consolidando na Companhia, entretanto, era necessário adotar uma ferramenta que 
garantisse o monitoramento e o efetivo gerenciamento da Estratégia. O propósito deste novo 
modelo era proporcionar a transformação do Plano Estratégico em ações concretas e visíveis 
para todos. A metodologia selecionada como modelo de avaliação de modelo empresarial foi o 
Balanced Scorecard (BSC). 
Projeto de Avaliação de Desempenho Empresarial - Em agosto de 2001, a Petrobras iniciou 
um importante e desafiante projeto para transformar-se numa organização com foco na 
Estratégia. 
 
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Para suportar a Petrobras nesse processo, foram escolhidos dois parceiros: A Symnetcs-
Business Transformation, consultoria que representa os professores Kaplan e Norton na 
América Latina, responsável pela aplicação e desenvolvimento da metodologia; e a Hyperion 
Solution, fornecedora da aplicação Hyperion Performance Scorecard (HPS), tecnologia esta 
servindo de base para todo o projeto. 
A adoção do Balanced Scorecard tem total abrangência na Companhia. A partir do Corporativo, 
cada área e unidade terá um Painel de Desempenho com Mapa Estratégico, Indicadores, Metas 
e Iniciativas. O projeto (implementação da metodologia BSC e desenvolvimento dos Painéis de 
Desempenho) foi dividido em duas etapas: 
Na primeira etapa, com duração de quatro meses, foram desenvolvidos seis painéis no nível 
corporativo: Corporativo, Exploração e Produção, Abastecimento, Distribuição, Gás e Energia e 
Internacional. 
Na segunda etapa, com duração de doze meses, os seis painéis corporativos estão sendo 
desdobrados em aproximadamente 80 painéis, referentes a Unidades de Negócio, Unidades 
Corporativas, Área Financeira e Área de Serviço. 
Fatores Críticos de Sucesso - Em um projeto desse porte, numa Companhia com tamanho e 
abrangência geográfica da Petrobras, um fator essencial para a real obtenção dos resultados 
esperados, é o alinhamento das equipes envolvidas. 
Considerando os mais de 80 painéis de desempenho, serão envolvidos no 
projeto mais de 800 colaboradores Petrobras no período de elaboração painéis. Seja como 
equipe de projeto, que foi capacitada na metodologia Balanced Scorecard, sejam gerentes e 
diretores que direcionaram e validaram os produtos resultantes de cada painel, cada qual tem 
uma importante contribuição para o sucesso dessa iniciativa. 
Além disso, em se tratando de um modelo de avaliação do desempenho empresarial que visa o 
gerenciamento da Estratégia, o compromisso e o apoio da liderança é fundamental. E para 
orquestrar todas as pessoas e recursos envolvidos, a gestão e planejamento do projeto tem sido 
um ponto crucial para que seja possível garantir o alcance dos resultados esperados. 
Benefícios do Projeto- Com o Balanced Scorecard, a Estratégia desdobrada a partir do 
Corporativo alcança todas as Unidades de forma a garantir o direcionamento estratégico 
representado através dos Mapas Estratégicos, Indicadores, Metas e Iniciativas. Esse 
alinhamento em torno da Estratégia pode ser destacado como um importante benefício 
resultante do projeto. 
Entre os resultados derivados da adoção do BSC destacam-se também: 
- Tornar a estratégia clara para toda a organização; 
- Promover o consenso entre o time de executivos e ganhar o seu comprometimento com as 
 
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metas; 
- Facilitar o alinhamento da organização; 
- Direcionar o processo de alocação de recursos e capital; 
- Integrar o processo de gerenciamento estratégico à organização; 
- Fazer com que todos mantenham o foco nas prioridades estratégicas. 
Próximos Passos - A fase de implementação da metodologia BSC e o desenvolvimento dos 
painéis de desempenho aproxima-se de uma conclusão. Entretanto, está claro para a Petrobras 
que, mais que um projeto, foi iniciado um processo de gestão estratégica. 
O monitoramento da Estratégia no âmbito corporativo e de algumas Áreas de Negócios já 
começou. De forma sistemática têm sido realizadas reuniões de gestão estratégica a fim de 
monitorar os resultados frente às metas estabelecidas. 
O desafio agora é consolidar o Balanced Scorecard em todas as áreas e unidades da 
Companhia tornando contínuo o aprendizado estratégico. Enfim, com o BSC a Petrobras 
colocará sua Estratégia em prática, ao transformá-la numa série de ações e resultados, 
motivando cada colaborador a se envolver para alcançá-la. 
 
 
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UNIDADE 28 
Objetivo: Discutir processo de definição de objetivos organizacionais. 
Objetivos Organizacionais 
Os objetivos organizacionais já foram abordados na Unidade 5. A discussão agora será 
centrada no contexto da Gestão Estratégica Competitiva com Lobato et al (2006). 
Encerrada a etapa de análise do contexto de negócios da organização, deve-se partir 
para a definição dos objetivos, tornando por base não só os desafios atuais, mas também 
aqueles já identificados para os próximos cinco ou 10 anos. Como anteriormente 
relatado, os objetivos são resultados quantitativos e qualitativos a serem alcançados num 
determinado prazo, de acordo com a análise ambiental realizada. 
Os objetivos podem ser de longo, médio e curto prazo. O objetivo a longo prazo é o 
de maior abrangência, também denominado objetivo geral. Os objetivos a médio 
prazo derivam do desdobramento do objetivo a longo prazo emobjetivos de menor 
abrangência e prazos intermediários. Os objetivos a curto prazo, também designados 
como metas, correspondem à decomposição dos objetivos de médio prazo em 
atividades a serem cumpridas num breve espaço de tempo, no cotidiano operacional 
da organização. 
Os objetivos podem ser expressos ainda quantitativa e qualitativamente. Os objetivos 
quantitativos são quase sempre vinculados a fatores passíveis de quantificação. Essa 
quantificação é um atributo importante na definição do objetivo, pois só assim é 
possível estabelecer parâmetros mensuráveis para a sua avaliação em termos físicos 
e financeiros. Por exemplo, aumentar de 5 para 7% a participação de mercado de um 
determinado produto ou aumentar em 8% o retorno atual sobre investimentos no 
prazo de um ano. Os objetivos qualitativos geralmente estão vinculados a fatores 
 
107 
 
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subjetivos e de difícil quantificação e mensuração. Por exemplo, melhorar a 
qualidade do serviço ou identificar o apelo que tem a marca para os clientes. 
A definição dos objetivos pode ser feita: de cima para baixo (top-down), ou seja, pela alta 
administração, assumindo os demais colaboradores uma atitude passiva; e de baixo para 
cima (bottom-up), quando os colaboradores têm participação mais ativa. Na gestão 
estratégica competitiva atua-se nos dois fluxos simultaneamente, buscando 
comprometimento e senso de propriedade (ownership) por parte de todos. 
Uma vez definidos os objetivos, cumpre estabelecer critérios para selecionar as 
atividades a serem implementadas. A ferramenta GUT (gravidade, urgência e tendência), 
utilizada por Kepner e Tregoe (apud OLIVEIRA, 1992) para estabelecer a prioridade de 
fatores, pode ser adaptada para priorizar os objetivos. 
Para mensurar a variável gravidade, formulam-se perguntas-chave que estão rela-
cionadas a uma escala de pontos, como se vê no quadro a seguir. 
Caso não se alcance o objetivo Escala 
O dano é extremamente importante? 5 
O dano é muito importante? 4 
O dano é importante? 3 
O dano é relativamente importante? 2 
O dano é pouco importante? 1 
Quadro 16 – Perguntas-chave para medir a gravidade 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
Para mensurar a variável urgência, formulam-se as perguntas-chave do quadro 
adiante. 
Para atingir o objetivo Escala 
Tenho que tomar uma ação bastante urgente? 
 
5 
Tenho que tomar uma ação urgente? 
 
4 
Tenho que tomar uma ação relativamente urgente? 
 
3 
Posso aguardar? 
 
2 
Não há pressa? 
 
1 
Quadro 17 – Perguntas-chave para medir a urgência 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
 
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Para medir a variável tendência, formulam-se as palavras chaves relacionadas a 
seguir: 
Com relação ao cumprimento do objetivo Escala 
Se não fizer nada, a situação vai piorar muito? 
 
5 
Se não fizer nada, a situação vai piorar? 
ar uma ação urgente? 
4 
Se não fizer nada, a situação vai permanecer? 
 
3 
Se não fizer nada, a situação vai melhorar? 
 
2 
Se não fizer nada, a situação vai melhorar muito? 
 
1 
Quadro 18 – Perguntas-chave para medir a tendência 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
Qual a utilidade dessas escalas de pontos? Mediante o consenso das perguntas-
chave, a ferramenta GUT possibilita o alinhamento de percepções ao processo de 
gestão estratégica competitiva. Uma vez definidos os valores das variáveis 
gravidade, urgência e tendência dentro da escala de 1 a 5, multiplicam-se esses 
valores para obter o grau de prioridade, expresso pelo símbolo π. Na tabela temos 
um exemplo de aplicação dessa ferramenta, considerando a análise dos seguintes 
objetivos de uma determinada organização: 
 O1 - aumentar em 30 % a parcela de mercado num prazo de 13 meses; 
 O2 - obter 22% de rentabilidade sobre o patrimônio líquido nos próximos 12 
meses; 
 O3 - treinar 80% dos colaboradores na área de qualidade de serviços em até 
oito meses. 
 Exemplo da ferramenta GUT 
Objetivos Gravidade Urgência Tendência TT 
O1 4 5 4 80 
O2 5 5 5 125 
O3 3 4 3 36 
Quadro 19– Ferramenta GUT 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
Nesse caso, pode-se concluir que o objetivo O2 é o de maior prioridade, pois 
multiplicando os valores de gravidade, urgência e tendência obtêm-se π igual a 
 
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125 pontos, enquanto O1 é o objetivo intermediário (π igual a 80 pontos) e O3 o 
objetivo de menor prioridade (π igual a 36 pontos). 
Após priorizar os objetivos, cumpre transformá-los em desafios intermediários a 
curto prazo, ou em metas. Na realidade, existem várias definições para meta, aqui 
entendida como etapa intermediária de um objetivo geral a se cumprir a curto 
prazo. 
Por exemplo, supondo que o objetivo de uma determinada organização é 
conquistar 15% do mercado no prazo de 18 meses. Assim, a meta 1 seria 
conquistar 5% do mercado no primeiro semestre; a meta 2, conquistar 5% do 
mercado no segundo semestre; e a meta 3, conquistar 5% do mercado no semestre 
seguinte. 
Uma vez definidos os objetivos e as metas, passa-se à definição das estratégias, 
que podem ser globais ou específicas. As estratégias globais dizem respeito às 
orientações no nível macro para a organização alinhar as suas ações, enquanto as 
estratégias específicas se referem a cada objetivo definido. Esse conjunto de 
medidas pode ser organizado num plano de ação. 
 
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UNIDADE 29 
Objetivo: Discutir planos de ação a serem implementados nas organizações. 
Planos de Ação 
Tendo sido definidos os objetivos organizacionais, faz-se necessário o 
desenvolvimento do plano de ação. 
Segundo Lobato et al (2006), a elaboração do plano de ação envolve aspectos 
técnicos, administrativos e pedagógicos, visando um equilíbrio entre a 
responsabilidade individual e o compromisso coletivo. Tal plano consiste num 
conjunto de objetivos gerais, estabelecidos em função da missão, que por sua vez 
se desdobram em estratégias específicas. Na sua elaboração utilizam-se 
formulários nos quais se definem os prazos e recursos para essas estratégias, bem 
como os responsáveis por sua implementação, como se pode ver no quadro a 
seguir. 
Objetivo Estratégia Prazo Responsável Recursos ($) 
O1 E1.1 Início Término 
 E1.2 
 
 
O2 E2.1 
 E2.2 
 
Quadro 20 – Formulário de Plano de Ação 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
O plano de ação serve para orientar as decisões e acompanhar o desenvolvimento 
da gestão estratégica competitiva. Seus objetivos são: 
 Conscientizar e treinar as pessoas encarregadas do problema ou de uma 
determinada tarefa; 
 
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 Estabelecer com clareza os novos padrões através de documentação que 
sirva de base para avaliações confiáveis; 
 Definir com clareza a autoridade e responsabilidade dos envolvidos no 
processo; 
 Identificar a adequação de equipamentos e materiais e do ambiente de 
trabalho; 
 Monitorar os resultados. 
O plano de ação descreve como pôr em prática o planejamento estratégico. 
Propõem mudanças na gerência ou na própria organização, bem como novos 
desafios e procedimentos. Para uma rápida identificação dos elementos 
necessários à sua implementação, o plano de ação pode estruturar-se através da 
ferramenta 5W2H, que significa (LOBATO et al, 2006): 
 What - o que será feito? Define os objetivos; 
 Who - quem fará o quê? Determina os responsáveis pelo planejamento, 
avaliação e realização dos objetivos; 
 When - quando será feito o quê? Estabelece os prazos para planejamento, 
avaliação e realização dos objetivos; 
 Where - onde será feito o quê? Determina o local ou espaço físico para a 
realização dos diversos objetivos propostos; 
 Why - por que será feito o quê? Mostra a necessidade e a importância de secumprir cada objetivo; 
 How - como será feito o quê? Define os meios para avaliação e realização 
dos objetivos; 
 
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 How much - quanto custará o quê? Determina os custos para a realização 
dos objetivos 
O plano de ação utilizando a ferramenta 5W2H pode ser representado em forma de 
diagrama de árvore, como mostra a figura adiante. 
 
Figura 9 – Plano de Ação: Diagrama de Árvore 
Fonte: Lobato et al (2006) 
 
A execução do plano de ação requer não só o comprometimento da alta 
administração, mas também a participação de todos os colaboradores, visando ao 
aprimoramento contínuo de processos, produtos e serviços, ao estabelecimento de 
indicadores, à definição de estratégias e metas, e à avaliação constante dos 
resultados a serem alcançados na gestão estratégica competitiva. 
 
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Agora que já foram abordados tanto os itens relacionados aos aspectos do 
planejamento como os referentes à mudança organizacional, entre no site da ESAB e, 
em sua Sala de Aula, faça a Atividade 3. 
 
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UNIDADE 30 
Objetivo: Tecer considerações finais. 
Considerações Finais 
Finalizamos o estudo do módulo planejamento administrativo. Vocês devem fazer um 
balanço dos conceitos aqui apresentados e tentar integrá-los à sua prática profissional. 
Ao longo das unidades deste módulo, apresentamos instrumentos e ferramentas que lhes 
ajudarão a repensar a gestão de forma sistêmica e estratégica. 
A caminhada deve ser contínua na tentativa de criar e recriar o processo de planejamento 
e gestão, contribuindo assim para o desenvolvimento das organizações e, 
conseqüentemente, à sustentabilidade de nossa sociedade. 
Sucesso! 
Até a próxima! 
 
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GLOSSÁRIO 
AÇÃO ADMINISTRATIVA é a ênfase nos aspectos práticos e utilizáveis, visando o 
alcance de resultados concretos. Segundo essa visão, a teoria somente tem valor quando 
operacionalizada na prática. 
ADAPTAÇÃO AMBIENTAL é a estratégia utilizada pela organização para ajustar-se às 
demandas e pressões ambientais. 
ADMINISTRAÇÃO significa a maneira de governar uma organização ou parte dela. É o 
processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos organizacionais para 
alcançar determinados objetivos de maneira eficiente e eficaz. É uma atividade que 
consiste em orientar, dirigir e controlar os esforços de grupos de indivíduos ou 
organizações para um objetivo comum. 
AGÊNCIAS REGULADORAS são os elementos do ambiente de tarefa que regulam, 
normatizam, monitoram, avaliam ou fiscalizam as ações da organização. AGENTE DE 
MUDANÇA é uma pessoa externa ou interna à organização que tenta modificar uma 
situação organizacional existente. 
AMBIENTE COMPLEXO é o Ambiente em que muitas variáveis devem ser consideradas 
numa tomada de decisão. 
AMBIENTE DE TAREFA, ou microambiente, é o ambiente de operações específico de 
cada organização. Constitui o segmento ambiental que está mais imediato e próximo à 
organização e do qual ela obtém suas entradas (fornecedores) e deposita suas saídas 
(clientes e consumidores). Além disso, o ambiente de tarefa abrange os concorrentes 
(tanto de entradas como de saídas) e as agências regulamentadoras. 
 
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AMBIENTE GERAL é o meio mais amplo que envolve toda a sociedade e que funciona 
como um contexto abrangente que afeta a todos os seus componentes de modo 
genérico. Recebe o nome de macroambiente. 
AMBIENTE INTERNO serve para designar o que ocorre dentro da organização. 
ANÁLISE Ambiental, ou análise externa, significa um levantamento das condições 
externas do ambiente que rodeia a organização e que lhe impõe desafios (que precisam 
ser enfrentados) e oportunidades (que precisam precisam ser aproveitadas). 
ANÁLISE INTERNA, ou análise organizacional, significa um levantamento das 
condições organizacionais para permitir uma avaliação dos pontos fortes ou facilita-
dores (forças organizacionais que precisam ser aproveitadas) e os pontos fracos ou 
limitadores (fragilidades organizacionais que precisam ser corrigidas). 
BENCHMARKING significa um padrão de excelência que deve ser identificado, 
conhecido, copiado e ultrapassado. Pode ser interno (de outro departamento, por 
exemplo) ou externo (uma empresa concorrente). O benchmarking serve como guia 
de referência. 
BSC Balanced Scorecard - Metodologia desenvolvida pelos professores da Harvard 
Business School, Robert Kaplan e David Norton para gestão do negócio. Os passos 
dessas metodologias incluem: definição da estratégia empresarial, gerência do 
negócio, gerência de serviços e gestão da qualidade; passos estes implementados 
através de indicadores de desempenho. 
BUROCRACIA é a organização legal, formal e racional por excelência. 
CADEIA DE VALOR designa uma série de atividades relacionadas e desenvolvidas 
pela empresa a fim de satisfazer as necessidades dos clientes, desde as relações 
com os fornecedores e ciclos de produção e venda até a fase da distribuição para o 
consumidor final, neste sentido o conceito de cadeia de valor é especialmente 
 
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ajustado para explicitar a integração da logística na estratégia empresarial. Cada elo 
dessa cadeia de atividades está interligado. 
 
CAPITAL INTELECTUAL é o valor total dos negócios da organização, calculado 
pelo valor dos clientes, valor da organização e valor de competências e não apenas 
pelos ativos tangíveis que formam o capital financeiro. É o conhecimento que tem 
valor para a organização. É constituído pelo capital humano, capital estrutura e pelo 
capital de clientes. 
CARACTERÍSTICAS ORGANIZACIONAIS referem-se às diferenças entre as 
características que as organizações apresentam em termos de tamanho, estrutura, 
cultura, tecnologia e comportamento. 
CENTRALIZAÇÃO significa a concentração do processo decisorial na cúpula da 
organização. 
CIRCULOS DE QUALIDADE ou círculos de controle de qualidade (CCQ) são grupos de 
6 a 12 empregados voluntários que se reúnem semanalmente para decidir e resolver 
problemas que afetam suas atividades comuns de trabalho. 
CLIMA ORGANIZACIONAL é a qualidade do ambiente psicológico de uma organização. 
Pode ser positivo e favorável (quando é receptivo e agradável) ou negativo e 
desfavorável (quando é frio e desagradável); significa o ambiente psicológico existente na 
organização em decorrência do estado motivacional das pessoas. 
COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS são as competências estratégicas únicas e distintivas de 
uma organização que a tornam melhor do que os concorrentes e que as conduz a uma 
posição de liderança em seu setor. 
COMPETITIVIDADE é a capacidade que uma organização desenvolve para competir e 
obter vantagens competitivas em sua indústria. 
 
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COMUNICAÇÃO é a troca de informações entre indivíduos. Significa tornar comum uma 
mensagem; o fenômeno pelo qual um emissor envia uma mensagem a um destinatário e 
vice-versa por meio de um processo de transmissão e recepção através de um canal que 
os separa fisicamente. 
CONDIÇÃO DE INCERTEZA é uma situação em que o tomador de decisão não tem 
absolutamente idéia de quais os resultados de uma alternativa de ação escolhida. 
CONFLITO é uma situação em que duas ou mais pessoas ou grupos discordam entre si 
ou experimentam antagonismo recíproco. O mesmo que divergência ou contraposição. 
CONTINGÊNCIA, algo que pode ou não acontecer, mas quando acontece passa a 
influenciar o comportamento da organização. 
CONTROLE é a função administrativa que vem depois do planejamento, organização 
e direção, que serve para assegurarque os resultados do que foi planejado, or-
ganizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetivos estabelecidos; é a 
função administrativa que verifica para que tudo ocorra de acordo com as regras 
estabelecidas e as ordens dadas; é o subsistema que assegura que o sistema 
funcione dentro da normalidade e que as suas atividades estão alcançando os re-
sultados esperados. 
CULTURA ORGANIZACIONAL é o sistema de crenças e valores compartilhados que se 
desenvolve dentro de uma organização ou dentro de uma subunidade e que guia e 
orienta o comportamento de seus membros. 
DELEGAÇÃO é o processo de transferir autoridade e responsabilidade para posições 
inferiores da hierarquia. 
DEPARTAMENTALIZAÇÃO é o nome dado à especialização horizontal na organização 
por meio da criação de departamentos para cuidar das atividades organizacionais. É 
decorrente da divisão do trabalho e a homogeneização das atividades. 
 
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DESCENTRALIZAÇÃO significa a dispersão do processo decisorial para a base da 
organização. 
DESENHO ORGANIZACIONAL é o mesmo que estrutura ou formato organizacional. 
DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL é o levantamento de dados a respeito de uma 
organização para definir e in¬terpretar quais são os problemas e fragilidades da 
organização para que possam ser remediados e resolvidos. 
DIREÇÃO é a função administrativa que interpreta os objetivos e os planos para alcançá-
Ios e conduz e orienta as pessoas rumo a eles; é a função administrativa que vem logo 
depois do planejamento e organização e que dinamiza e aciona a organização. Está 
relacionada com a atuação sobre pessoas e com a ação. A direção é exercida por meio 
da comunicação, liderança e motivação das pessoas. 
EFICÁCIA é uma medida do alcance de resultados, ou seja, a capacidade de atingir os 
objetivos e alcançar resultados. Em termos globais, significa a capacidade de uma 
organização satisfazer necessidades do ambiente ou mercado. Relaciona-se com os fins 
almejados. 
EFICIÊNCIA é uma relação entre custos e benefícios, entre entradas e saídas, ou seja, a 
relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido. Significa fazer 
corretamente as coisas e enfatizar os meios pelos quais elas são executadas. Relaciona-
se com os meios, isto é, com os métodos utilizados; significa fazer as coisas bem-feitas e 
corretamente de acordo com o método preestabelecido. 
ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL é o comportamento utilizado por uma organização 
para lidar com seu ambiente. 
ESTRATÉGIA significa a mobilização de todos os recursos da organização em âmbito 
global, visando atingir objetivos globais a longo prazo. Uma estratégia define um conjunto 
de táticas. 
 
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ESTRUTURA, conjunto de elementos relativamente estáveis que se relacionam no tempo 
e no espaço para formar uma totalidade. Em Administração, a estrutura corresponde à 
maneira como as organizações estão organizadas e estruturadas. 
FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO (FCS)- Fatores que determinam o sucesso de um 
empreendimento.São classificados em SWOT. (Pontos Fortes, Pontos Fracos, 
Oportunidades, Ameaças). 
FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS são as funções relacionadas com a integração das 
outras cinco funções (técnicas, comerciais, financeiras, de segurança, contábeis e 
administrativas). Para Fayol, as funções administrativas englobam: prever, organizar, 
comandar, controlar e coordenar. Modernamente, as funções administrativas envolvem: 
planejamento, organização, direção e controle. Em seu conjunto, as funções 
administrativas formam o processo administrativo. 
HABILIDADES consistem em saber fazer, isto é, saber aplicar o conhecimento e 
transformá-Io em resultados e em solução de problemas. 
HIERARQUIA DE OBJETIVOS é uma estrutura de objetivos, na qual os mais elevados 
predominam sobre todos os demais objetivos situados em plano inferior. 
INCERTEZA é a ausência de informação a respeito de um determinado assunto. 
INSTABILIDADE, situação do ambiente de tarefa que é caracterizada por mudanças e 
transformações. 
INTEGRAÇÃO HORIZONTAL - Criação de parcerias e/ou aquisição de empresas dentro 
do mesmo mercado/sector, visando um aumento de dimensão (quota de mercado) e 
aproveitando eventuais economias de escala. 
INTEGRAÇÃO VERTICAL - Criação de parcerias estratégicas ou concretização de 
aquisições, a montante ou a jusante do negócio principal da empresa. Na prática, visa o 
controle de toda a cadeia de produção, criando assim fortes barreiras aos novos 
potenciais concorrentes. 
 
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JUST-IN-TlME (JIT) é o conjunto de métodos de controle de produção usados para 
obter um mínimo nível de inventários para assegurar a expedição de materiais e 
componentes justamente quando eles devem ser usados. Também se refere à 
filosofia de manufatura que almeja otimizar os processos de produção reduzindo o 
desperdício e despesas. 
LIDERANÇA é a influência interpessoal exercida numa situação e dirigi da por meio 
do processo da comunicação humana para a consecução de um determinado 
objetivo; é o processo de influenciar e dirigir o comportamento das pessoas em 
direção ao alcance de objetivos. 
Mais glossário 
MARKETING - Processo econômico e social através do qual indivíduos e grupos 
satisfazem as suas necessidades e desejos criando e trocando produtos e serviços entre 
si. 
MARKETING-MIX - Expressão utilizada para referir o conjunto das quatro principais 
variáveis de atuação marketing: Produto, Preço; Distribuição, Comunicação/Promoção. 
Na terminologia anglo-saxónica falar de marketing-mix equivale a falar dos 4 P's - 
Product; Price, Place, Promotion. 
Market Share - O market share corresponde à participação de mercado de uma empresa 
ou grupo dentro do seu segmento de atuação. 
MELHORA CONTíNUA é uma filosofia que prega o trabalho em equipe e a 
participação decisiva das pessoas na solução dos problemas organizacionais, 
principalmente relacionados com o processo produtivo. O objetivo é o 
aperfeiçoamento contínuo e sistemático da organização e das pessoas envolvidas no 
sentido de satisfazer o cliente. Constitui a aplicação da filosofia kaizen nos processos 
produtivos da organização. Começou com os círculos de controle de qualidade 
(CCQ) para tornar-se cada vez mais abrangente nas organizações. 
METAS são alvos a atingir no curto prazo. 
 
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MISSÃO representa a razão de ser de uma organização, a finalidade para a qual a 
organização foi criada e desenvolvida. A missão define o negócio da organização. 
MODELO NATURAL DE ORGANIZAÇÃO concebe a organização como um conjunto 
de partes interdependentes que, juntas, constituem uma totalidade. É a abordagem 
de sistema aberto típica da Teoria de Sistemas. 
MODELO RACIONAL DE ORGANIZAÇÃO concebe a organização como um meio 
racional para alcançar os objetivos. É a abordagem de sistema fechado típica da 
Administração Científica, Teoria Clássica e Teoria da Burocracia. 
MOTIVAÇÃO é o estado íntimo que leva uma pessoa a se comportar de maneira a 
assegurar o alcance de determinado objetivo ou a se engajar em uma atividade para 
satisfazer necessidades pessoais. Refere-se às forças dentro de cada pessoa que a 
conduzem a um determinado comportamento. 
MUDANÇA é a segunda etapa do processo de mudança e que resulta em uma 
mudança comportamental, ou seja, estado em que um indivíduo começa a 
experimentar o desempenho por meio de novos comportamentos. 
NIVEL INTERMEDIÁRIO é o nível administrativo que serve de ligação entre o nível 
institucional e o operacional. É composto pelos gerentes do meio do campo. 
NIVEL lNSTITUCIONAL é o nível administrativo mais elevado e aberto da 
organização pelo fato de interagir com o ambiente externo. É composto pelos 
dirigentesde cúpula da organização. 
NIVEL OPERACIONAL é o nível mais baixo da organização e que cuida da execução 
das tarefas cotidianas. É composto pelos supervisores de primeira linha. 
NORMA é uma regra ou regulamento que envolve um procedimento. São comandos 
diretos e objetivos de cursos de ação ou de conduta que deve ser seguido fielmente. 
Serve para uniformidade de ação. Constitui um padrão aceitável de comportamento 
que é compartilhado por todos os seus membros. 
 
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OBJETIVOS ESTRATÉGICOS são objetivos globais e amplos, situados a longo prazo 
e relacionados com a organização como uma totalidade. 
OBJETIVOS INDIVIDUAIS são os objetivos particulares almejados pelas pessoas. 
OBJETIVOS OPERACIONAIS são objetivos específicos e imediatos, situados a curto 
OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS são os objetivos almejados pela organização. 
OBJETIVOS são alvos ou resultados futuros pretendidos pela organização; são alvos 
escolhidos que se pretende alcançar dentro de certo espaço de tempo. 
OBJETIVOS TÁTICOS são objetivos departamentais e intermediários, situados a 
médio prazo (geralmente um ano) e relacionados com cada um dos departamentos 
da organização. ORÇAMENTO é um plano relacionado com dinheiro. 
ORGANIZAÇÃO pode ter três significados distintos. O primeiro se refere a uma 
entidade social composta de pessoas e de recursos, deliberadamente estruturada e 
orientada para alcançar um objetivo comum. O segundo se refere à função 
administrativa que vem depois do planejamento e que determina e agrupa as 
atividades necessárias ao alcance dos objetivos e as atribui às respectivas posições 
e pessoas. O terceiro se refere à estrutura organizacional e significa o conjunto de 
órgãos e pessoas que constituem o aparato administrativo da organização. É o 
mesmo que formato ou desenho organizacional. 
ORGANIZAÇÕES COMPLEXAS, nome dado às grandes organizações que 
apresentam características burocráticas decorrentes de seu tamanho e 
complexidade. 
PARADIGMAS significam modelos ou padrões ou maneiras de pensar ou esquemas 
para compreender a realidade. Trata-se de um conjunto de regras que definem 
fronteiras entre o que é certo e errado, entre o que é verdadeiro e o que é falso, 
entre o que se deve fazer e o que não se deve fazer. 
 
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PLANEJAMENTO é a função administrativa que determina antecipadamente os objetivos 
a alcançar e o que deve ser feito para alcançá-los. Modernamente, substitui a previsão no 
processo administrativo. 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO é o planejamento global projetado a longo prazo e 
que envolve a organização como uma totalidade. 
PLANEJAMENTO OPERACIONAL é o planejamento específico que abrange cada 
operação ou atividade projetada a curto prazo e que envolve uma tarefa ou atividade. 
PLANEJAMENTO TÁTICO é o planejamento que abrange cada departamento projetado 
a médio prazo (exercício anual) e que abrange recursos específicos e departamentais. 
PLANO é um curso determinado de ação necessário para atingir algum objetivo. É o 
produto do planejamento. 
POLITICAS são afirmações genéricas baseadas em objetivos globais e planos 
estratégicos que proporcionam orientação e rumos para as pessoas dentro da organi-
zação. prazo e relacionados com determinadas tarefas ou operações. 
PROBLEMA, situação em que há uma discrepância entre o que é (realidade) e o que 
poderia ou deveria ser (objetivos, metas ou valores). 
PROCEDIMENTOS são os modos pelos quais os programas são executados ou 
realizados. São planos que prescrevem a seqüência cronológica de tarefas reque-
ridas para realizar tarefas ou trabalhos. São planos relacionados com métodos de 
trabalho. 
PROCESSO ADMINISTRATIVO é o conjunto das funções administrativas ou 
elementos da administração, a saber: planejamento, organização, direção e controle. 
Trata-se de um processo cíclico e sistêmico. 
PROCESSO DECISÓRIO é o processo que envolve percepção da situação, análise e 
definição do problema, definição dos objetivos, procura de alternativas de solução, 
 
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avaliação e comparação dessas alternativas, escolha da alternativa mais adequada e 
implementação da alternativa escolhida. 
QUALIDADE é o atendimento das exigências do cliente; ou a adequação à finalidade 
ou uso; ou a conformidade com as exigências. O conceito de qualidade está intima-
mente ligado ao cliente, seja ele interno ou externo. 
QUALIDADE TOTAL ou gerenciamento da qualidade total (Total Quality Management - 
TQM) é um conceito de controle que proporciona às pessoas, mais do que aos 
gerentes e dirigentes, a responsabilidade pelo alcance de padrões de qualidade. O 
tema central da qualidade total é bastante simples: a obrigação de alcançar qualidade 
está nas pessoas que a produzem. Em outros termos, os funcionários e não os 
gerentes são os responsáveis pelo alcance de elevados padrões de qualidade. É o 
processo de envolver todos os membros da organização para assegurar cada 
atividade relacionada com a produção de bens e serviços dentro de um compromisso 
de melhorar continuamente e atender completamente às necessidades do cliente. 
REENGENHARIA é o redesenho radical dos processos empresariais para cortar 
despesas, melhorar custos, qualidade e serviço e maximizar benefícios da TI, ge-
ralmente questionando o como e por que as coisas estão sendo feitas. 
SEGMENTO DE MERCADO - Grupo homogêneo de clientes, podendo ser objeto de 
quantificação, interessante em volume e susceptível de ser alvo de ações 
comerciais/marketing por parte das empresas. 
SISTEMA ABERTO é o sistema que interage dinamicamente com o ambiente que o 
envolve, tendo várias entradas e saídas para garantir seu intercâmbio com o meio. 
SISTEMA é um conjunto de partes interdependentes que funcionam como uma 
totalidade para algum propósito. 
STAKEHOLDER - Qualquer ator (pessoa, grupo, entidade) que tenha uma relação ou 
interesse (direto ou indireto) com ou sobre a organização. Atores (internos ou externos), 
 
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que afetam ou são afetados pelos objetivos ou resultados de uma dada organização em 
diferentes extensões, na medida em que reúnem alguns atributos básicos: poder, 
legitimidade e urgência. A relação original de stakeholders inclui proprietários/acionistas, 
empregados, clientes, fornecedores, credores, governo e a sociedade. 
TÁTICA significa uma mobilização de recursos específicos da organização, em 
âmbito departamental, visando atingir objetivos de médio prazo. Uma tática define um 
conjunto de operações. 
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI) são processos, práticas ou sistemas que 
facilitam o processamento e transporte de dados e informações. 
TEORIA DA COMPLEXIDADE é o estágio da ciência atual que abandona o 
determinismo e aceita o indeterminismo e a incerteza; abandona a idéia da 
simplicidade dos fenômenos da natureza e abraça a complexidade; abandona o ideal 
de objetividade como forma de conhecimento, assumindo a subjetividade, como 
condição humana. A complexidade significa a impossibilidade de se chegar a 
qualquer conhecimento completo. 
TEORIA DA CONTINGÊNCIA é a corrente mais recente que parte do princípio de que 
a Administração é relativa e situacional, isto é, depende de circunstâncias ambientais 
e tecnológicas da organização. 
TEORIA DE SISTEMAS é a corrente que trata as organizações como sistemas abertos 
em constante interação e intercâmbio com o meio ambiente; é um ramo da Teoria Geral 
de Sistemas voltado para a análise sistêmica. 
TERCEIRIZAÇÃO, quando uma operação interna da organização é transferida para outra 
organização que consiga fazê-Ia melhor e mais barato. Significa uma transformação de 
custos fixos em custos variáveis e uma simplificação da estrutura e do processo decisório 
da organização.127 
 
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UEN - Unidade Estratégica de Negócio (strategic business unit). Divisão das 
atividades de uma empresa, com operação independente, com resultado, estratégia 
e gestão distintos. 
VALORES são crenças básicas a respeito do que é importante e relevante e que 
constituem guias que orientam as práticas em uma organização. Ex. "o cliente 
sempre tem razão", "o chefe é quem manda" etc. 
VISÃO significa o futuro que se pretende para uma organização e representa uma 
imagem da organização pretendida. A visão proporciona a definição dos objetivos de 
curto, médio e longo prazo de uma organização.
 
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BIBLIOGRAFIA 
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perspectivas contemporâneas. São Paulo: MBooks, 2006. 
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1. 
ARAUJO, L.C. Tecnologias de gestão organizacional. São Paulo: Atlas: 2006, volume 
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CHIAVENATO, I. Comportamento organizacional: a dinâmica do sucesso das. 
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CHIAVENATO I. Introdução à teoria geral da administração. Rio de. Janeiro: Campus, 
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OLIVEIRA, D. P. R. Planejamento Estratégico: Conceito, metodologias e práticas. 13. 
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SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE, 
2005). 10 Anos de Monitoramento da Sobrevivência e Mortalidade de Empresas / 
SEBRAE-SP. São Paulo: SEBRAE-SP, 2008. 
SIMCSIK, T. OSM: Organização, Sistemas e Métodos. São Paulo: Futura, 2001.

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