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Aula 06 - Controle da Administração Pública

Aula 06 de Direito Administrativo p/ TRE‑PE (Técnico Judiciário — Área Administrativa). Teoria e exercícios comentados pelo Prof. Daniel Mesquita sobre controle da administração: conceito, classificações (origem, momento, aspecto, amplitude), controle administrativo, legislativo e judicial, resumo e questões.

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Aula 06
Direito Administrativo p/ TRE-PE (Técnico Judiciário - Área Administrativa) - Com
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Professor: Daniel Mesquita
 
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AULA 06: Controle da Administração 
 
SUMÁRIO 
 
1) INTRODUÇÃO À AULA 06 2 
2) CONCEITO DE CONTROLE 2 
3) CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS DE CONTROLE (PROPOSTA POR 
HELY LOPES MEIRELLES E ADOTADA POR MARCELO ALEXANDRINO E 
VICENTE PAULO) 3 
3.1. CONFORME A ORIGEM 3 
3.1.1. CONTROLE INTERNO 3 
3.1.2. CONTROLE EXTERNO 4 
3.1.3. CONTROLE POPULAR 5 
3.2. CONFORME O MOMENTO DE EXERCÍCIO 6 
3.2.1. CONTROLE PRÉVIO OU PREVENTIVO (A PRIORI) 6 
3.2.2. CONTROLE CONCOMITANTE 6 
3.2.3. CONTROLE SUBSEQUENTE OU CORRETIVO OU A POSTERIORI 
(MAIS COMUM) 6 
3.3. QUANTO AO ASPECTO CONTROLADO 7 
3.3.1. CONTROLE DE LEGALIDADE OU LEGITIMIDADE 7 
3.3.2. CONTROLE DE MÉRITO 8 
3.4. QUANTO À AMPLITUDE 12 
3.4.1. CONTROLE HIERÁRQUICO 12 
3.4.2. CONTROLE FINALÍSTICO 13 
4) CONTROLE ADMINISTRATIVO 19 
4.1. RECURSOS ADMINISTRATIVOS 26 
4.1.1. ESPÉCIES DE RECURSOS ADMINISTRATIVOS 29 
4.2. PROCESSOS ADMINISTRATIVOS 34 
4.2.1. PRINCÍPIOS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO 35 
4.3. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA 39 
5) CONTROLE LEGISLATIVO OU PARLAMENTAR 42 
5.1. A FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA NA 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 51 
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6) CONTROLE JUDICIÁRIO OU JUDICIAL 64 
6.1. PROCEDIMENTOS JUDICIAIS DE CONTROLE 69 
7) RESUMO DA AULA 88 
8) QUESTÕES 98 
9) REFERÊNCIAS 112 
 
 
1) Introdução à aula 06 
 
Bem vindos à nossa aula 06 do curso de Direito Administrativo, 
preparatório para o concurso de Técnico Judiciário TRE-PE. 
Nesta aula, abordaremos a matéria do edital: “5 Controle da 
Administração Pública. 5.1 Controle exercido pela Administração 
Pública. 5.2 Controle judicial. 5.3 Controle legislativo.”. 
Chega de papo, vamos à luta! 
 
2) Conceito de controle 
 
 Segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, controle é “o 
poder-dever de vigilância, orientação e correção que a própria 
Administração, ou outro Poder, diretamente ou por meio de órgãos 
especializados, exerce sobre sua atuação administrativa.”. 
 Fernanda Marinela destaca que o controle da 
Administração é uma conseqüência do conceito criado pelo Direito 
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Romano da “república”, no latim res publica, que transmite a idéia de 
que o Estado é uma “coisa de todos”, surgindo a necessidade de 
vigilância, orientação e correção de um Poder, órgão ou autoridade 
sobre a conduta funcional de outro, para evitar imperfeições, falhas e 
abusos. 
 O poder-dever de controle é exercitável por todos os Poderes, 
estendendo-se a toda a atividade administrativa (lembrando que há 
atividade administrativa em todos os Poderes) e abrangendo todos os 
seus agentes. Por essa razão, diversas são as formas pelas quais o 
controle se exercita. 
 A Teoria da Separação dos Poderes (trias politica) 
desenvolvida por Montesquieu, tinha como objetivo o controle do Poder 
do Estado por meio da divisão de suas funções, dando competência a 
órgãos diferentes na mesma pessoa jurídica. 
 
3) Classificação das formas de controle 
(proposta por Hely Lopes Meirelles e 
adotada por Marcelo Alexandrino e Vicente 
Paulo) 
Antes de adentrarmos no estudo do controle administrat ivo, 
judicial e legislativo, importante observar as seguintes classificações 
das formas de controle. 
 
3.1. Conforme a ORIGEM 
3.1.1. Controle INTERNO 
 É aquele exercido dentro de um mesmo Poder, 
automaticamente ou por meio de órgãos integrantes de sua própria 
estrutura. Exemplos: controle exercido pelas chefias sobre os atos de 
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seus subordinados dentro de um órgão público; controle do Conselho de 
Contribuintes do Ministério da Fazenda, quando provocado, sobre as 
decisões das Delegacias de Julgamento da Secretaria da Receita 
Federal; controle interno exercido pelas Corregedorias sobre os 
servidores do Judiciário. 
 O controle interno dispensa lei expressa, já que a Constituição 
Federal, em seu art. 74, determina que os Poderes mantenham 
sistemas de controle interno, estabelecendo os itens mínimos a serem 
objeto desse controle. 
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma 
integrada, sistema de controle interno com a finalidade de: 
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a 
execução dos programas de governo e dos orçamentos da União; 
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e 
eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e 
entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos 
públicos por entidades de direito privado; 
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem 
como dos direitos e haveres da União; 
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. 
 
 
O §1º do referido artigo prevê que os responsáveis pelo controle 
interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou 
ilegalidade, dela darão ciência ao TCU, sob pena de responsabilidade 
solidária. 
O controle interno decorre do princípio da tutela ou da autotutela, 
corolário do princípio da legalidade. 
3.1.2. Controle EXTERNO 
 
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MUITA ATENÇÃO PARA A DIFERENÇA CONCEITUAL ENTRE 
CONTROLE INTERNO E EXTERNO! 
É exercido por um Poder sobre os atos administrativos 
praticados por outro Poder. Exemplos: sustação, pelo Congresso 
Nacional, de atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do 
poder regulamentar (art. 49, V, CF); anulação de um ato do Poder 
Executivo por decisão judicial; apreciação das contas pelos Tribunais de 
Contas. 
3.1.3. Controle POPULAR 
 Já que a Administração deve sempre atuar visando à satisfação do 
interesse público, existem diversos mecanismos, constitucionalmente 
previstos, para possibilitar aos administrados a verificação da 
regularidade da atuação da Administração e para impedir a prática de 
atos ilegítimos, lesivos ao indivíduo ou à coletividade ou possibilitar a 
reparação dos danos decorrentes da prática desses atos. 
 Segundo Marinela, é a forma de controle dos atos administrativos 
por meio da qual qualquer pessoa pode, na qualidade de cidadão, 
questionar a legalidade de determinado ato, e pugnar pela sua validade. 
 Exemplos: ação popular (art. 5º, LXXIII, CF - qualquer cidadão é 
parte legítima; visa a anulação de ato lesivo ao patrimônio público ou 
de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao 
meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural); as contas do 
Município devem ficar, durante 60 dias, anualmente, à disposiçãode 
qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá 
questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei (art. 31, §3º, CF); 
obrigatoriedade de realização de audiências públicas para discussão do 
plano plurianual e determinadas licitações de grande porte ou relevante 
interesse social. 
 
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3.2. Conforme o MOMENTO DE EXERCÍCIO 
3.2.1. Controle PRÉVIO OU PREVENTIVO (A PRIORI) 
 
É exercido antes do início da prática ou antes da conclusão 
do ato administrativo. Constitui requisito para a validade ou para a 
produção de efeitos do ato controlado. 
 Exemplos: autorização do Senado Federal necessária para que a 
União, os Estados, o DF ou os Municípios possam contrair empréstimos 
externos; concessão de uma medida liminar em mandado de segurança 
preventivo que impeça a prática ou a conclusão de um ato 
administrativo que o administrado entenda ferir direito líquido e certo 
seu. 
3.2.2. Controle CONCOMITANTE 
 Também chamado por Marinela de sucessivo, é exercido durante 
a realização do ato. Permite a verificação da regularidade de sua 
formação. 
 Exemplos: fiscalização da execução de um contrato 
administrativo; acompanhamento de um concurso pela corregedoria 
competente; realização de auditoria durante a execução do orçamento. 
3.2.3. Controle SUBSEQUENTE OU CORRETIVO OU A 
POSTERIORI (mais comum) 
 É exercido após a conclusão do ato. É possível a correção de 
defeitos do ato, a declaração de sua nulidade ou a conferência de 
eficácia ao ato. 
 Exemplos: homologação de um procedimento licitatório; 
homologação de um concurso público. 
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 OBS: o controle judicial dos atos 
administrativos é, em regra, um controle subsequente. 
 
3.3. Quanto ao ASPECTO CONTROLADO 
3.3.1. Controle de LEGALIDADE OU LEGITIMIDADE 
ATENÇÃO PARA ESTE PONTO! 
É corolário imediato do princípio da legalidade. 
Analisa-se se o ato ou procedimento administrativo foi praticado 
em conformidade com a lei, fazendo-se o confronto entre uma conduta 
administrativa e uma norma jurídica (que pode estar na Constituição, 
na lei ou em ato administrativo de conteúdo impositivo). Entretanto, 
deve também ser apreciada a observância dos princípios 
administrativos, como a moralidade, finalidade, impessoalidade. 
Há uma forma de controle de legalidade que ocorre para sanar a 
omissão do Poder Público em garantir um direito expressamente 
previsto na Constituição. O STF entende que, se o Estado deixar de 
adotar as medidas necessárias à realização concreta dos precei tos da 
Constituição, impedindo-os de torná-los efetivos, operantes e 
exeqüíveis, incidirá em violação negativa do texto constitucional; assim, 
o Judiciário poderá controlar tal omissão (ADI 1.458 MC/DF, STF – 
Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, julg: 23.05.1996, DJ: 
20.09.1996). 
O controle de legalidade pode ser exercido pelo(a): 
1. Própria Administração (de ofício ou mediante recurso): 
chamado controle interno de legalidade (decorrente do 
princípio da tutela ou da autotutela). 
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2. Poder Judiciário (hipótese de controle externo): no exercício de 
sua função precípua jurisdicional, por meio da ação adequada. 
Exemplo: exame pelo Judiciário, em mandado de segurança, 
da legalidade de um ato do Executivo. 
3. Poder Legislativo (hipótese de controle externo): nos casos 
previstos na Constituição. Exemplo: apreciação pelo Poder 
Legislativo, por meio do TCU, da legalidade dos atos de 
admissão de pessoal do Executivo. 
 
O resultado do controle de legalidade é a declaração da 
existência de vício no ato, o que enseja a sua nulidade. Logo, a 
anulação ocorre nos casos em que exista ilegalidade no ato 
administrativo (ofensa à lei ou aos princípios administrativos), podendo 
ser decretada pela própria Administração (controle interno) ou pelo 
Poder Judiciário (controle externo) ou, ainda, pelo Poder Legislativo 
(controle externo - TCU) e opera efeitos ex tunc (retroage à origem do 
ato, desfazendo as relações dele resultantes). 
3.3.2. Controle de MÉRITO 
 ATENÇÃO PARA ESTE PONTO! 
Compete, normalmente, ao próprio Poder que editou o ato. 
Visa a verificação da eficiência, oportunidade e a conveniência do 
ato controlado, atingindo diretamente a discricionariedade do 
Administrador. 
 Apenas nos casos expressos na Constituição, muito 
excepcionalmente, o Poder Legislativo pode exercer controle de méri to 
sobre atos praticados pelo Poder Executivo. 
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ATENÇÃO!!! Via de regra, não cabe ao Poder Judiciário exercer 
controle de mérito sobre atos praticados pelo Poder Executivo, 
por dizer respeito ao juízo de valor do agente público, ou seja, o 
controle exercido pelo Poder Judiciário sobre os atos do Poder 
Executivo é um controle de legalidade e legitimidade. Não é 
possível a revogação de atos praticados pelo Executivo pelo 
Poder Judiciário, sob pena de violar o princípio da separação dos 
poderes. 
 Marinela destaca, no entanto, que se admite hoje que a 
realização de controle de princípios constitucionais como os da 
razoabilidade e proporcionalidade, implícitos na CF, além dos da 
moralidade e eficiência, expressos, apesar de representar 
controle de legalidade, é possível reconhecer que esses 
princípios limitam a liberdade do Administrador e que, por vias 
tortas, acaba atingindo o mérito, apesar de se afirmar 
categoricamente que esse não é controle de mérito. 
 
 Afirmando a regra geral, o STJ firmou jurisprudência na linha de 
que o controle jurisdicional dos processos administrativos se restringe à 
regularidade do procedimento, à luz dos princípios do contraditório e da 
ampla defesa, sem exame do mérito administrativo (REsp 
1.185.981/MS, STJ – Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell 
Marques, julg: 27.09.2011, DJe: 03.10.2011). 
 Admitindo o controle excepcional de mérito, o STF, no julgamento 
da ADPF 45, reconheceu a possibilidade de o Poder Judiciário controlar 
a escolha e aplicação de políticas públicas: 
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 “(...) Não obstante a formulação e a execução de políticas públicas 
dependam de opções políticas a cargo daqueles que, por delegação popular, 
receberam investidura em mandato eletivo, cumpre reconhecer que não se 
revela absoluta, nesse domínio, a liberdade de conformação do legislador, nem 
a de atuação do Poder Executivo. É que, se tais Poderes do Estado agirem de 
modo irrazoável ou procederem com a clara intenção de neutralizar, 
comprometendo-a, a eficácia dos direitos sociais, econômicos e culturais, 
afetando, como decorrência causalde uma injustificável inércia estatal ou de 
um abusivo comportamento governamental, aquele núcleo intngível 
consubstanciador de um conjunto irredutível de condições mínimas necessárias 
a uma existência digna e essenciais à própria sobrevivência do indivíduo, aí, 
então, justificar-se-á, como pecedentemente já enfatizado – e até mesmo por 
razões fundadas em um imperativo ético-jurídico, a possibilidade de 
intervenção do Poder Judiciário, em ordem a viabilizar, a todos, o acesso aos 
bens cuja fruição lhes haja sido injustamente recusada pelo Estado (...) (ADPF 
45 MC/DF, STF, Rel. Min. Celso de Mello, julg: 04.05.2004, DJ: 04.05.2004). 
 
Em outro julgamento, noticiado no Informativo STF nº 468, 
admitiu-se a inserção do Poder Judiciário no mérito administrativo: 
PRIMEIRA TURMA 
Princípio da Proporcionalidade e Mérito Administrativo 
A Turma manteve decisão monocrática do Min. Carlos Velloso que negara 
provimento a recurso extraordinário, do qual relator, por vislumbrar ofensa aos 
princípios da moralidade administrativa e da necessidade de concurso público 
(CF, art. 37, II). Tratava-se, na espécie, de recurso em que o Município de 
Blumenau e sua Câmara Municipal alegavam a inexistência de violação aos 
princípios da proporcionalidade e da moralidade no ato administrativo que 
instituíra cargos de assessoramento parlamentar. Ademais, sustentavam que o 
Poder Judiciário não poderia examinar o mérito desse ato que criara cargos em 
comissão, sob pena de afronta ao princípio da separação dos poderes. 
Entendeu-se que a decisão agravada não merecia reforma. Asseverou-se que, 
embora não caiba ao Poder Judiciário apreciar o mérito dos atos 
administrativos, a análise de sua discricionariedade seria possível para a 
verificação de sua regularidade em relação às causas, aos motivos e à 
finalidade que ensejam. Salientando a jurisprudência da Corte no sentido da 
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exigibilidade de realização de concurso público, constituindo-se exceção a 
criação de cargos em comissão e confiança, reputou-se desatendido o princípio 
da proporcionalidade, haja vista que, dos 67 funcionários da Câmara dos 
Vereadores, 42 exerceriam cargos de livre nomeação e apenas 25, cargos de 
provimento efetivo. Ressaltou-se, ainda, que a proporcionalidade e a 
razoabilidade podem ser identificadas como critérios que, essencialmente, 
devem ser considerados pela Administração Pública no exercício de suas 
funções típicas. Por fim, aduziu-se que, concebida a proporcionalidade como 
correlação entre meios e fins, dever-se-ia observar relação de compatibilidade 
entre os cargos criados para atender às demandas do citado Município e os 
cargos efetivos já existentes, o que não ocorrera no caso. 
RE 365368 AgR/SC, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 22.5.2007. (RE-365368) 
 
 
O resultado do exercício do controle de mérito realizado pela 
Administração é a revogação de atos discricionários por ela própria 
regularmente editados. Logo, no caso do controle de mérito, o ato 
administrativo é DISCRICIONÁRIO, é REGULAR e somente a 
Administração pode revogá-lo. 
 Como o ato revogado era perfeito e operante, sua revogação 
somente pode produzir efeitos prospectivos, ou seja, ex nunc. 
 
Todos os Poderes têm competência para revogar os atos 
administrativos por eles próprios editados. 
 
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3.4. Quanto à AMPLITUDE 
3.4.1. Controle HIERÁRQUICO 
 Resulta automaticamente do escalonamento vertical dos órgãos 
da Administração Direta e das unidades integrantes das entidades da 
Administração Indireta. É típico do Poder Executivo e é sempre um 
controle interno. 
 Sempre que, dentro da estrutura de uma 
mesma pessoa jurídica, houver escalonamento vertical de órgãos, 
departamentos ou quaisquer outras unidades desconcentradas e 
despersonalizadas, haverá controle hierárquico do superior sobre os 
atos praticados pelos subalternos, independente de norma que o 
estabeleça. 
 Esse controle, também denominado controle por subordinação, 
pressupõe as faculdades de supervisão, coordenação, orientação, 
fiscalização, aprovação, revisão e avocação das atividades controladas. 
 O poder hierárquico é caracterizado por ser: 
1. Pleno (irrestrito) 
2. Permanente 
3. Automático (não depende de norma específica que o 
estabeleça ou autorize) 
Por meio do controle hierárquico, podem ser verificados todos os 
aspectos relativos à legalidade e ao mérito de todos os atos 
praticados pelos agentes ou órgãos subalternos a determinado agente 
ou órgão. 
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3.4.2. Controle FINALÍSTICO 
 CLASSIFICAÇÃO MUITO IMPORTANTE!!! 
É exercido pela Administração Direta sobre as pessoas 
jurídicas integrantes da Administração Indireta. 
 Como resultado da descentralização administrativa, compõem a 
Administração Pública não só os órgãos da Administração Direta, mas 
também outras pessoas jurídicas, com autonomia administrativa e 
financeira, vinculadas (e não subordinadas) à Administração Direta. 
 O controle finalístico depende de norma legal que o estabeleça, 
determine os meios de controle, os aspectos a serem controlados e as 
ocasiões de realização do controle, indicando-se a autoridade 
controladora, as faculdades a serem exercitadas e as finalidades 
objetivadas. OBS: para Celso Antônio Bandeira de Mello, em 
situações excepcionais, de condutas patentemente aberrantes 
de entidades da Administração Indireta, cabe o controle por 
parte da Administração Direta, mesmo na ausência de expressa 
previsão legal. 
Nesse tipo de controle, também denominado controle por 
vinculação, a administração direta restringe-se à verificação do 
enquadramento da entidade controlada no programa geral do governo e 
à avaliação objetiva do atingimento, pela entidade, de suas finalidades 
estatutárias. 
É um controle limitado e interno (esta última 
característica é controvertida na doutrina, mas entendo ser mais correta 
a posição de Odete Medauar, estabelecida no seguinte artigo jurídico: 
http://www.revistas.usp.br/rfdusp/article/viewFile/67131/69741) 
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O controle finalístico, MUITA ATENÇÃO, não tem fundamento 
hierárquico, porque não há subordinação entre a administração direta e 
o ente da administração indireta (autarquia, por exemplo), mas apenas 
um “vínculo” em razão da finalidade das pessoas jurídicas pertencentes 
à Administração Indireta. 
Segundo a doutrina, o controle finalístico deriva do denominado 
poder de tutela ou supervisão ministerial. 
 
 
1. (CESPE - 2015 - MPOG - Analista Técnico Administrativo - Cargo 
2) O controle interno deriva do poder de autotutela que a 
administração tem sobre seus próprios atos e agentes. 
Conforme estudado no início da aula, o controle interno decorre 
do princípio da tutela ou da autotutela, corolário do princípio da 
legalidade. 
 Gabarito - Certo.2. (CESPE - 2015 - MPOG - Analista Técnico Administrativo - Cargo 
2) Em relação ao controle administrativo, julgue o item subsequente. 
O controle interno pode ser definido como o exercido no âmbito do 
mesmo Poder, ainda que por órgão diverso daquele que sofra a 
correição. 
O art. 70 da Constituição Federal dispõe que: 
Art. 70 - A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e 
patrimonial da União e das entidades da administração direta, indireta, 
quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação de subvenções e 
renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante 
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada poder. 
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Gabarito - Certo. 
 
3. (CESPE - 2013 - SEFAZ-ES - Auditor Fiscal da Receita 
Estadual) O controle exercido por determinado órgão público sobre os 
seus departamentos denomina-se controle. 
 a) interno. 
 b) de legalidade. 
 c) externo. 
 d) concomitante. 
 e) provocado. 
 
Como vimos, o controle interno é aquele exercido dentro de um 
mesmo Poder, automaticamente ou por meio de órgãos integrantes de 
sua própria estrutura. 
Gabarito: A 
 
4. (2014/CESPE/ Câmara dos Deputados/Analista Legislativo) 
A respeito do controle e da responsabilização da administração, julgue o 
item. O controle pode ser classificado como executivo ou legislativo, a 
depender do órgão que o exerça. 
Os controles são classificados em: legislativo, judiciário e 
administrativo, não havendo classificação em executivo, já que o 
controle administrativo é exercido pelo Poder Executivo. 
Gabarito: Errado 
 
5. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista 
Judiciário) O controle prévio dos atos administrativos do Poder 
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Executivo é feito exclusivamente pelo Poder Executivo, cabendo aos 
Poderes Legislativo e Judiciário exercer o controle desses atos somente 
após sua entrada em vigor. 
O controle prévio pode ser exercido pelos demais poderes. O Poder 
Legislativo poderá exercê-lo nos casos previstos na Constituição 
Federal, como por exemplo, autorização do Senado para que os 
Estados, D.F. e Municípios façam empréstimos externos. 
Podemos citar como exemplo do Controle prévio exercido pelo 
Poder Judiciário o mandado de segurança que traga impedimento para 
prática de ato administrativo que prejudique direito líquido e certo. 
Assim a questão está errada, pois este controle não é exercido 
exclusivamente pelo Poder Executivo. 
Gabarito: Errado 
6. (CESPE - 2014 - MDIC - Agente Administrativo) As formas 
de controle interno na administração pública incluem o controle 
ministerial, exercido pelos ministérios sobre os órgãos de sua estrutura 
interna, e a supervisão ministerial, exercida por determinado ministério 
sobre as entidades da administração indireta a ele vinculadas. 
Perfeito. Como vimos, esse controle ministerial é o controle 
finalístico, exercido pela Administração Direta sobre as pessoas 
jurídicas integrantes da Administração Indireta. 
Gabarito: certo 
 
7. (CESPE-2014-ANTAQ-Técnico Administrativo) No tocante ao 
controle da administração pública, julgue o item subsecutivo. 
O controle administrativo exercido com base na hierarquia 
denomina-se supervisão ministerial. 
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O controle administrativo feito por supervisão ministerial não é com 
base na hierarquia, e sim com base no poder de tutela. 
Gabarito: Errado 
 
8. (2014/ CESPE/ANTAQ/Técnico em Regulação) O controle 
administrativo, que visa verificar a conveniência dos atos 
administrativos, é exercido de forma exclusiva pelo Poder Executivo. 
O Controle de Mérito visa a verificação da eficiência, oportunidade 
e conveniência do ato controlado e compete, normalmente, ao próprio 
Poder que editou o ato. 
Apenas nos casos expressos na Constituição, muito 
excepcionalmente, o Poder Legislativo pode exercer controle de mérito 
sobre atos praticados pelo Poder Executivo. 
 Gabarito: Errado 
 
9. (2014/CESPE/ANTAQ/ Técnico em Regulação) Em relação ao 
controle na administração pública, julgue o próximo item. O gestor 
público, ao revogar um ato administrativo praticado por um agente não 
competente, exerce o controle corretivo; ao passo que, ao homologar 
um ato válido, ele pratica o controle concomitante. 
A revogação do ato praticado por gestor público e a homologação 
de um ato válido são formas de controle corretivo, pois são exercidas 
depois do ato. 
 Gabarito: Errado 
 
10. (CESPE - 2013 - ANTT - Especialista em Regulação de 
Serviços de Transportes Terrestres - Direito) O controle administrativo é 
exercido mediante fiscalização hierárquica, que ocorre quando os 
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órgãos superiores fiscalizam os inferiores, tendo como fundamento o 
exercício do poder hierárquico. 
Dispensa comentários, não é mesmo? Perfeito. 
Gabarito: certo. 
 
11. (CESPE-2014-ANTAQ-Técnico Administrativo) No tocante ao 
controle da administração pública, julgue o item subsecutivo.A análise 
da prestação de contas de uma autarquia federal pelo Tribunal de 
Contas da União é exemplo de controle posterior e externo. 
O Tribunal de Contas da União auxilia o Congresso Nacional na 
realização do controle externo analisando a prestação de contas dos 
entes da administração direta e indireta. 
Gabarito: correta. 
 
12. (CESPE/BACEN/Procurador/2009) A CGU é órgão de 
controle externo. 
 Na verdade, a CGU é órgão de controle interno, pois é órgão do 
Poder Executivo de assistência da Presidência da República na defesa do 
patrimônio público. Logo, o item está errado. 
 
13. (CESPE/TCE-RN/Assessor/2009) Entre os vários critérios 
adotados para classificar as modalidades de controle, destaca-se o que 
o distingue entre interno e externo, dependendo de o órgão que o 
exerça integrar ou não a própria estrutura em que se insere o órgão 
controlado. Nesse sentido, o controle externo é exercido por um poder 
sobre o outro, ou pela administração direta sobre a indireta. 
Basta ler os conceitos acima para concluir que a questão está 
correta. 
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14. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A autarquia, embora possua 
personalidade jurídica própria, sujeita-se ao controle ou à tutela do ente 
que a criou. 
Basta ler o conceito de controle finalístico para “matar” essa 
questão e concluir que ela está correta. 
 
 
4) Controle Administrativo 
 
 É a forma mais comum de controle, realizado pela Administração 
sobre seus próprios atos e atividades. O controle administrativo é 
exercido pelo Poder Executivo e pelos órgãos administrativosdo 
Legislativo e do Judiciário sobre suas próprias condutas (exs: controle 
da nomeação de um servidor pela Câmara dos Deputados; controle dos 
atos realizados no curso de um procedimento licitatório), tendo em vista 
aspectos de legalidade ou de conveniência (mérito). 
 
O controle administrativo é um controle de legalidade e de 
mérito, além de ser sempre um controle interno (realizado por 
órgãos integrantes do mesmo Poder que praticou o ato). 
 Deriva do poder-dever de autotutela que a 
Administração tem sobre seus próprios atos e agentes, conforme está 
consolidado na Súmula 473 do STF: “a Administração pode anular seus 
próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque 
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deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e 
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.”. 
 O art. 53 da Lei n. 9.784/99 também trata do tema: Art. 53. A 
Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício 
de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. 
 Lembre-se que o ato com vício de legalidade deve ser anulado 
com efeitos retroativos, para que a Administração ou o Poder Judiciário 
exclua todos os efeitos pretéritos que surgiram a partir desse ato. Diz-
se que ele é anulado com efeitos ex tunc (RETROAGE). 
Por outro lado, a revogação de um ato ocorre por razões de 
conveniência e oportunidade, ou seja, se retirado o ato do mundo 
jurídico com sua revogação, não há necessidade de extirpar todos os 
efeitos pretéritos desse ato. Assim, a revogação opera efeitos ex nunca 
(NÃO RETROAGE). 
 
Conforme destaca Marinela, o controle administrativo, por ser um 
típico controle interno, tem por finalidade: 
a) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, 
a execução dos programas de governo e dos orçamentos da 
pessoa jurídica de direito público; 
b) comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à 
eficácia e eficiência da gestão orçamentária, financeira e 
patrimonial nos órgãos e entidades da administração pública, 
bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de 
direito privado; 
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c) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, 
bem como dos direitos e haveres públicos; 
d) apoiar o controle externo no exercício de sua missão 
institucional. 
Para Marinela, são meios de controle administrativo: a fiscalização 
hierárquica, a supervisão ministerial, o direito de petição, o processo 
administrativo, incluindo os recursos administrativos (com análise nos 
tópicos seguintes) e, atualmente, o moderno instrumento da 
arbitragem. 
A fiscalização hierárquica (ou hierarquia orgânica) decorre do 
poder hierárquico; é exercida pelos órgãos superiores sobre os 
inferiores da mesma Administração, visando a ordenar, coordenar, 
orientar e corrigir suas atividades e agentes. 
A supervisão ministerial geralmente é aplicável nas entidades 
da Administração Indireta vinculadas a um Ministério da Administração 
Direta, conforme a finalidade específica definida no momento de sua 
criação. Não se fundamenta na hierarquia e sim no controle no 
atendimento das finalidades. Exemplos de atos: nomeação de dirigentes 
das pessoas da Administração Indireta; aprovação da proposta de 
orçamento e programação financeira; realização de auditoria e 
avaliação periódica de rendimento e produtividade. 
Convém alertar que o Ministro supervisor não é 
autoridade competente para conhecer de recurso contra atos de 
autoridade das pessoas jurídicas da Administração Indireta, pois estas 
são pessoas distintas e não há hierarquia entre elas, sendo possível o 
recurso hierárquico impróprio quando previsto na lei. 
 Por fim, Marinela destaca os seguintes órgãos específicos de 
controle: 
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1. Controladorias: são Órgãos do próprio Poder Executivo 
responsáveis por assistir direta e imediatamente o Chefe do 
Executivo quanto aos assuntos que, no âmbito do Poder 
Executivo, sejam relacionados à defesa do patrimônio público e 
à transparência da gestão, exercendo atividades de controle 
interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à 
corrupção e ouvidoria. 
2. Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do 
Ministério Público (CNMP) 
O CNJ é órgão do Poder Judiciário destinado ao controle e à 
transparência administrativa e processual do Poder Judiciário, 
não podendo, entretanto, exercer a função jurisdicional 
do Estado. 
O CNMP foi instituído com a atribuição de controlar a atuação 
administrativa e financeira do Ministério Público e o 
cumprimento dos deveres funcionais de seus membros. 
3. Controle interno dos Tribunais 
Com base no art. 74 da CF, o CNJ determinou que todos os 
tribunais do país criassem núcleos de controle interno, 
diretamente vinculado à presidência do respectivo tribunal ou à 
unidade administrativa do Judiciário, com a finalidade de 
avaliar todas as atividades administrativas do Poder Judiciário, 
desde o cumprimento das metas do plano plurianual até o 
monitoramento dos gastos, passando pela comprovação da 
legalidade dos atos de gestão e de sua eficiência. 
Ficam sujeitos a tal controle todos os tribunais ou unidades 
judiciárias, as serventias judiciais e extrajudiciais e entidades 
que recebam ou arrecadem recursos em nome do Poder 
Judiciário. 
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1) A administração pública pode declarar a nulidade dos seus 
próprios atos (Súmula nº 346 do STF). 
2) É inconstitucional a criação, por Constituição Estadual, de 
órgão de controle administrativo do Poder Judiciário do qual participem 
representantes de outros Poderes ou entidades (Súmula nº 649). 
3) O STF sustenta que é possível a Administração se valer da 
arbitragem como meio para a resolução de seus conflitos. Segundo o 
STF o uso da arbitragem é recomendável, mas não é todo e qualquer 
direito público que pode ser levado para a via arbitral, mas apenas 
aqueles conhecidos como “disponíveis”, porquanto de natureza 
contratual ou privada (AgRg no MS 11.308/DF, STJ – Primeira Seção, 
Rel. Min. Luiz Fux, julg: 28.06.2006, DJ: 14.08.2006). 
4) MUITA ATENÇÃO!!!! A jurisprudência do STF é no sentido 
de que a anulação de ato administrativo que reflita em interesses 
individuais deve assegurar ao prejudicado o prévio exercício do 
contraditório e da ampla defesa (RE 602.013 AgR, STF – Segunda 
Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julg: 13.08.2013, acórdão 
eletrônico DJe: 28.08.2013). 
 
 
15. (CESPE - 2015 - MPOG - Analista Técnico Administrativo - 
Cargo 2) Em relação ao controle administrativo, julgue o item 
subsequente. O direito de a administração anular seus próprios atos, 
quando eivados de vícios queos tornem ilegais, implica a 
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desnecessidade de garantir o contraditório e a ampla defesa ao terceiro 
prejudicado. 
A Súmula 473 do STF: “a Administração pode anular seus próprios 
atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não 
se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada, em todos 
os casos, a apreciação judicial". 
Gabarito - Errado 
 
 
16. (2014/CESPE/ANTAQ/ Técnico em Regulação) Em relação ao 
controle na administração pública, julgue o próximo item. O controle 
administrativo permite que a organização pública fiscalize e corrija, por 
iniciativa própria, atos administrativos sob os aspectos de legalidade e 
mérito. 
 O Controle Administrativo é a forma mais comum de controle, 
realizado pela Administração sobre seus próprios atos e atividades. O 
controle administrativo é exercido pelo Poder Executivo e pelos órgãos 
administrativos do Legislativo e do Judiciário sobre suas próprias 
condutas, tendo em vista aspectos de legalidade ou de conveniência 
(mérito). 
Gabarito: Correto 
17. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista 
Judiciário) O Poder Judiciário, no exercício da atividade administrativa, 
pode exercer controle administrativo, inclusive para revogar seus 
próprios atos administrativos. 
Vimos que o controle administrativo é exercido pelo Poder Executivo e 
pelos órgãos administrativos do Legislativo e do Judiciário sobre suas 
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próprias condutas. É essencial que você se recorde da autotutela da 
súmula 473 do STF: “a Administração pode anular seus próprios atos, 
quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se 
originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada, em todos 
os casos, a apreciação judicial”. 
Gabarito: Certo. 
 
18. (2014/CESPE/ANTAQ/Especialista em Regulação - 
Economia) No que se refere aos tipos de controle e atuação dos 
tribunais de contas, julgue o item que se segue. O Poder Judiciário 
exerce controle judicial e administrativo. 
 O controle administrativo é exercido pelo Poder Executivo e pelos 
órgãos administrativos do Legislativo e do Judiciário sobre suas próprias 
condutas. 
 E o controle judicial é exercido pelos órgãos do Poder Judiciário 
sobre os atos administrativos praticados pelo Poder Executivo, pelo 
Poder Legislativo ou pelo próprio Poder Judiciário, quando realiza 
atividades administrativas. 
 Gabarito: Correto 
 
19. (CESPE - 2013 - INPI - Analista de Planejamento) Com 
relação ao controle da administração, julgue os itens subsecutivos. 
O controle administrativo, que consiste no acompanhamento e 
fiscalização do ato administrativo por parte da própria estrutura 
organizacional, configura-se como controle de natureza interna, 
privativo do Poder Executivo. 
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Como vimos anteriormente, o controle administrativo é exercido pelo 
Poder Executivo e pelos órgãos administrativos do Legislativo e do 
Judiciário sobre suas próprias condutas, tendo em vista aspectos de 
legalidade ou de conveniência. Portanto, não é privativo do poder 
executivo. 
Gabarito: Errado. 
 
 
4.1. Recursos administrativos 
 
De uma forma geral, o exercício do controle administrativo 
concretiza-se mediante as atividades de fiscalização e os recursos 
administrativos. 
 
 A fiscalização independe de provocação e pode ocorrer no 
âmbito do controle hierárquico e do controle finalístico. 
 Marinela conceitua recursos administrativos, em sentido amplo, 
como todos os meios hábeis a propiciar à própria Administração o 
reexame de decisão interna. Assim, o recurso administrativo é sempre 
direcionado à autoridade hierarquicamente superior àquela que praticou 
o ato, ou àquela que revisou o mesmo (analisou a petição do 
interessado). 
 Como elemento do direito de defesa e garantia constitucional (art. 
5º, LV), é de se concluir que todo e qualquer ato ou decisão 
administrativa é passível de recurso a ser analisado por uma autoridade 
hierarquicamente superior, não podendo haver por parte da 
Administração a imposição de qualquer obstáculo à sua interposição. 
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 Geralmente, os recursos administrativos são 
classificados em: recursos hierárquicos próprios e recursos hierárquicos 
impróprios. 
 IMPORTANTE PARA O SEU CONCURSO: Para Maria Sylvia Di 
Pietro e Hely Lopes Meirelles: 
1. Recurso hierárquico PRÓPRIO: dirigido à autoridade ou 
instância imediatamente superior (há relação de hierarquia), 
dentro do mesmo órgão em que o ato foi praticado. 
Exemplo: recurso dirigido ao Superintendente da Receita Federal 
contra ato praticado por Delegado da Receita Federal a ele subordinado. 
2. Recurso hierárquico IMPRÓPRIO: dirigido a autoridade de 
outro órgão não integrado na mesma hierarquia daquele 
que proferiu o ato, ou seja, entre o órgão de que emanou o ato 
recorrido e o órgão a que se endereça o recurso não há 
relação hierárquica, embora eles possam integrar a 
mesma pessoa jurídica. Só é cabível se previsto 
expressamente em lei, já que não decorre da hierarquia. 
Exemplos: recurso contra ato praticado por dirigente de 
autarquia, interposto perante o Ministério a que é vinculada ou perante 
o Chefe do Poder Executivo; recurso contra decisão das Delegacias de 
Julgamento da Secretaria da Receita Federal, cuja apreciação incumbe 
ao Conselho de Contribuintes (órgão integrante do Ministério da 
Fazenda, mas sem relação hierárquica com a Secretaria da Receita 
Federal). 
Para Celso Antônio Bandeira de Mello: 
1. Recurso hierárquico PRÓPRIO: todo recurso apreciado por 
órgão integrante da mesma pessoa jurídica em que 
esteja inserido o órgão que praticou o ato recorrido. 
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2. Recurso hierárquico IMPRÓPRIO: recurso apreciado por 
autoridade encartada em pessoa jurídica diversa da que 
proferiu a decisão. 
Em razão da previsão na Lei Federal nº 9.784/99, a regra geral é 
que o prazo para interpor o recurso administrativo é de 10 dias, 
contados da ciência da decisão contra a qual será proposto. 
Destaca-se que a Lei nº 11.417/2006 incluiu o §3º 
ao art. 56 da Lei nº 9.784/99, reconhecendo o direito de o interessado 
invocar súmula vinculante a seu favor em recurso administrativo e 
obrigando a autoridade a adotar o entendimento da súmula ou, caso 
contrário, antes de encaminhar o recurso à autoridade superior, explicar 
por que não adotou a súmula. Leia os dispositivoscom atenção: 
 
Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de 
legalidade e de mérito. 
 § 1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, 
se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade 
superior. 
 § 2o Salvo exigência legal, a interposição de recurso administrativo 
independe de caução. 
 § 3o Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria 
enunciado da súmula vinculante, caberá à autoridade prolatora da decisão 
impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso à 
autoridade superior, as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, 
conforme o caso. (Incluído pela Lei nº 11.417, de 2006). 
(...) 
 Art. 64-A. Se o recorrente alegar violação de enunciado da súmula 
vinculante, o órgão competente para decidir o recurso explicitará as razões da 
aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, conforme o caso. (Incluído 
pela Lei nº 11.417, de 2006). 
 Art. 64-B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação 
fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, dar-se-á ciência à 
autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, 
que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos 
semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, 
administrativa e penal. (Incluído pela Lei nº 11.417, de 2006). 
 
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Lembre-se que a súmula vinculante editada pelo STF vincula não 
só o Judiciário, mas também a Administração Pública. Por isso a 
pertinência dos dispositivos invocados. 
 
É ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade de 
recurso administrativo (Súmula nº 373 do STJ). 
Súmula Vinculante 21: É inconstitucional a exigência de depósito 
ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de 
recurso administrativo. 
 
4.1.1. Espécies de recursos administrativos 
Em geral, a doutrina menciona, ainda, outras formas de 
provocação da Administração pelos administrados, inseridas no amplo 
direito fundamental conhecido como direito de petição (art. 5º, XXXIV, 
“a”, CF). Analisaremos algumas espécies de petição, com base nos 
conceitos elaborados por Maria Sylvia Di Pietro e José dos Santos 
Carvalho Filho. 
a) Representação 
É a denúncia de irregularidades feita perante a própria 
Administração. 
Para os particulares, é um direito; para os servidores 
públicos em geral, é um dever. 
No art. 74, §2º, da Constituição Federal, está prevista uma 
hipótese ampla de representação ao TCU: “qualquer cidadão, partido 
político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, 
denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas 
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da União.”. Note que, embora possa ser enquadrada como hipótese de 
representação, a palavra utilizada pelo constituinte foi denúncia. 
Segundo Celso Antônio Bandeira de Mello, denúncia é o “designativo 
utilizado para hipótese similar [à representação], na qual, todavia, 
prepondera o intuito de alertar a autoridade competente para conduta 
administrativa apresentada como censurável”. 
b) Reclamação administrativa 
 É uma expressão bastante genérica que refere-se a qualquer 
forma de manifestação de discordância do administrado contra um 
ato da Administração. 
 Maria Sylvia Di Pietro formula definição ampla de reclamação: “é 
o ato pelo qual o administrado, seja particular ou servidor público, 
deduz uma pretensão perante a Administração Pública, visando obter o 
reconhecimento de um direito ou a correção de um ato que lhe cause 
lesão ou ameaça de lesão.”. 
 O art. 48 da Lei nº 9.784/99 utiliza o vocábulo “reclamações” em 
acepção genérica: “a Administração tem o dever de explicitamente 
emitir decisão nos processos administrativos e sobre solicitações ou 
reclamações, em matéria de sua competência.”. Ainda, o art. 151, III, 
do CTN emprega também o termo “reclamações” com o significado de 
impugnação administrativa, forma de instauração dos processos 
administrativos fiscais ou tributários. 
c) Pedido de reconsideração 
 É a solicitação feita à própria autoridade que proferiu a 
decisão ou emitiu o ato para que ela o submeta a uma nova 
apreciação. 
 A Lei nº 9.784/99 estabeleceu como regra geral a possibilidade de 
reconsideração, já que, independentemente de pedido de 
reconsideração expresso, o recurso hierárquico interposto pelo 
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administrado acarreta para a autoridade recorrida o dever de verificar 
se é cabível reconsideração, no prazo de 5 dias, antes de encaminhar o 
recurso à autoridade competente para sua apreciação. 
d) Revisão 
 É a petição utilizada em face de uma decisão administrativa que 
implique aplicação de sanção, visando a desfazê-la ou abrandá-la, 
desde que se apresentem fatos novos que demonstrem a 
inadequação da penalidade aplicada. 
 O art. 174 da Lei nº 8.112/90 prevê que o processo disciplinar 
poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se 
aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a 
inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. 
 Não ignore este ponto da aula, ele cai em concurso! Veja! 
 
 
 
20. (2014/CESPE/TC-DF/ Auditor de Controle Externo) Acerca 
do processo civil e do controle dos atos judiciais, julgue o próximo item. 
No que se refere ao princípio da separação dos poderes, o controle 
prévio do ato administrativo é exclusivo da administração, cabendo ao 
Poder Judiciário apreciar lesão ou ameaça de lesão somente após a 
efetiva entrada em vigor do ato. 
 ATENÇÃO!!! Em regra, o controle judicial é exercido a posteriori e 
referente à legalidade dos atos administrativos. 
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 Mas, antes de tudo, o controle judicial é um meio de preservação 
de direitos individuais dos administrados, nisso diferindo do controle 
político, exercido pelo Legislativo. 
 Sendo assim, é possível que o controle judicial seja exercido a 
priori, mas ocorrendo SEMPRE mediante provocação do interessado ou 
legitimado, nos casos de lesão ou ameaça de lesão. 
 Gabarito: ERRADO. 
 
21. (CESPE - 2013 - TCE-RO - Auditor de Controle Externo - 
Direito) O direito de petição previsto constitucionalmente pode ser 
exercido tanto para a proteção de direitos individuais do peticionário 
quanto para a fiscalização de ilegalidades e abusos de poder. 
Olha o que fala o art. 5º, XXXIV, “a” da CF/88: "o direito de 
petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra 
ilegalidade ou abuso de poder". 
Gabarito: certo. 
 
22. (CESPE/BACEN/Procurador/2009) O órgão competente para 
decidir o recurso administrativo poderá, de ofício, confirmar, modificar, 
anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão recorrida, se a 
matéria for desua competência, mesmo quando o tema não for objeto 
de recurso voluntário. Da mesma maneira, não há necessidade de, na 
hipótese de a nova decisão agravar a situação do recorrente, dar 
oportunidade ao interessado para formular alegações antes da nova 
decisão. 
A parte final da questão está incorreta, pois há a necessidade sim 
de dar oportunidade ao interessado para formular alegações, quando a 
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situação do recorrente puder ser agravada no julgamento do recurso 
(art. 64 da Lei nº 9.784/99). Portanto, o item é errado. 
 
23. (CESPE/DPE-ES/Defensor/2009) O recurso hierárquico 
próprio é dirigido à autoridade imediatamente superior, no mesmo 
órgão em que o ato foi praticado, enquanto o recurso hierárquico 
impróprio é dirigido à autoridade de outro órgão, não inserido na 
mesma hierarquia do que praticou o ato, sendo que o cabimento de 
ambos depende de previsão legal expressa. 
 O único erro da questão reside no fato de ter afirmado que ambos 
os recursos dependem de previsão legal, já que o recurso hierárquico 
próprio é decorrente da hierarquia, independendo de previsão legal. 
Portanto, o item está errado. 
 
24. (CESPE/TJDFT/Analista/2008) Por integrar o Poder 
Judiciário, mesmo as funções tipicamente administrativas exercidas pelo 
TJDFT estão sujeitas apenas ao controle judicial. 
 O controle administrativo é exercido pelo Poder Executivo e pelos 
órgãos administrativos do Legislativo e do Judiciário sobre suas próprias 
condutas, por isso, a questão está errada. 
 
25. (CESPE/MP-RR/2008) Os recursos administrativos 
constituem mecanismos de controle interno, por meio do qual a 
administração é provocada a fiscalizar seus próprios atos, visando ao 
atendimento do interesse público e a preservação da legalidade. 
 Como vimos, os recursos administrativos são mecanismos do 
controle administrativo, que sempre é um controle interno. Portanto, o 
item está correto. 
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26. (CESPE/MP-RR/2008) Quanto ao efeito da interposição do 
recurso, predomina a regra da suspensividade dos efeitos do ato 
impuganado, tendo em vista a presunção de legalidade do ato 
administrativo e sua autoexecutoriedade. 
 Os recursos administrativos só terão efeito suspensivo quando a 
lei expressamente prevê, não sendo regra e sim exceção, conforme 
previsto no art. 61 da Lei nº 9.784/99 (“Salvo disposição legal em 
contrário, o recurso não tem efeito suspensivo”). Logo, a questão está 
errada. 
 
4.2. Processos administrativos 
 Como acabamos de ver, a Administração pode e deve corrigir 
seus atos defeituosos, em decorrência do poder de autotutela que 
possui sobre seus atos. Uma das formas de possibilitar o exercício desse 
verdadeiro poder-dever é com os processos administrativos. 
 A instauração de processos administrativos é um meio colocado à 
disposição dos administrados para que eles provoquem a 
Administração, com o intuito de ver alterados ou anulados decisões ou 
atos administrativos referentes a relações jurídicas em que estejam 
envolvidos. 
 A expressão “processos administrativos” em sentido amplo 
abrange qualquer procedimento da Administração desencadeado por 
alguma das diversas hipóteses de reclamações, impugnações e petições 
em geral, visando a provocar a apreciação de questões de interesse dos 
administrados pela própria Administração. 
 
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4.2.1. Princípios do processo administrativo 
Com base na doutrina de Hely Lopes Meirelles, é possível 
identificar os seguintes princípios norteadores dos recursos e processos 
administrativos. 
a) Legalidade objetiva 
 Exige que o processo administrativo seja instaurado e conduzido 
com base na lei e com a finalidade de preservar o império da lei. 
 Caso inexista norma legal que o preveja ou ele seja conduzido 
contrariamente à lei, o processo administrativo será nulo. 
b) Publicidade 
 Por ser pública a atividade da Administração, os processos que ela 
desenvolve devem estar abertos ao acesso dos interessados. Esse 
direito de acesso é mais amplo do que nos processos judiciais, pois 
alcança qualquer pessoa que seja titular de interesse atingido por ato 
constante do processo ou que atue na defesa do interesse coletivo ou 
geral. 
 O direito de acesso só pode ser restringido por razões 
de segurança da sociedade e do Estado ou quando a defesa da 
intimidade ou o interesse social o exigirem. 
c) Oficialidade ou Impulso oficial do processo 
 Compete sempre à Administração a movimentação do processo 
administrativo, ainda que inicialmente provocado pelo particular. 
 Uma vez iniciado, o processo passa a pertencer ao Poder Público, 
a quem compete dar a ele prosseguimento, até decisão final. 
 Permite que os agentes administrativos encarregados do processo 
atuem, de ofício, na tomada de depoimentos, na inspeção de lugares e 
bens, na realização de diligências, etc. 
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d) Informalismo 
 Os atos a serem praticados no processo, principalmente os atos a 
cargo do particular, não exigem formalidades especiais, bastando que 
sejam estas suficientes para assegurar a certeza jurídica e segurança 
processual. 
 Esse princípio deve ser entendido favoravelmente ao particular, 
inclusive porque este não necessita de advogado para representa-lo no 
processo, podendo atuar pessoalmente. 
 Entretanto, caso exista exigência legal expressa quanto à forma 
de determinado ato, esta deverá ser cumprida, sob pena de nulidade do 
ato praticado em desacordo com a formalidade legal. 
e) Gratuidade 
 Sendo a Administração Pública uma das partes do processo 
administrativo, não se justifica a mesma onerosidade que existe no 
processo judicial. 
Além disso, você deve DECORAR a Súmula Vinculante nº 21: 
 
 
f) Verdade material 
 No processo administrativo, importa conhecer o fato efetivamente 
ocorrido, saber como se deu o fato no mundo real, independente da 
fase em que se encontra o processo (desde que até o julgamento final). 
g) Contraditório e ampla defesa 
 É comum a todos os tipos de processos, judiciais e 
administrativos, estando expresso no art. 5º, LV, da Constituição 
Federal. É decorrência do princípio do devido processo legal, previsto no 
inciso LIV do mesmo dispositivo constitucional. 
É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de 
dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo 
 
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 O cerceamento de defesa, em qualquer fase do processo, acarreta 
sua nulidade relativamente a todos os atos subsequentes, quando isso 
for possível; caso contrário,acarreta a nulidade de todo o processo. 
h) Atipicidade 
 Muitas infrações administrativas não são descritas com precisão 
na lei, ficando sujeitas à apreciação da Administração Pública, que 
deverá decidir diante das circunstâncias de cada caso concreto, levando 
em consideração a gravidade do ilícito e as consequências para o 
serviço público (razoabilidade e proporcionalidade). Por isso, a 
motivação do ato assume fundamental relevância, pois demonstrará o 
correto enquadramento da falta e a dosagem adequada da pena. 
i) Pluralidade de instâncias 
 Decorre do poder de autotutela de que dispõe a Administração 
Pública e que lhe permite rever os próprios atos, quando ilegais, 
inconvenientes ou inoportunos. 
 Já que é dado ao superior hierárquico rever sempre os atos dos 
seus subordinados, como poder inerente à hierarquia e independente de 
previsão legal, haverá tantas instâncias administrativas quantas forem 
as autoridades com atribuições superpostas na estrutura hierárquica. 
Entretanto, na esfera federal, o direito de recorrer foi limitado a três 
instâncias administrativas, salvo disposição legal diversa. 
j) Economia processual 
 O processo é instrumento para aplicação da lei, de modo que as 
exigências a ele pertinentes devem ser adequadas e proporcionais ao 
fim que se pretende atingir. Por isso, devem ser evitados os 
formalismos excessivos, não essenciais à legalidade do procedimento, 
que só possam onerar inutilmente a Administração Pública. 
 Desse princípio decorre o do aproveitamento dos atos 
processuais, que admite o saneamento do processo quando se tratar de 
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nulidade sanável, cuja inobservância não prejudique a Administração ou 
o administrado. 
k) Participação popular 
 O princípio da participação popular na gestão e no controle da 
Administração Pública é inerente à ideia de Estado Democrático de 
Direito, objetivando descentralizar as formas de atuação da 
Administração e de ampliar os instrumentos de controle. 
 Exemplos: participação dos trabalhadores e empregadores nos 
colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou 
previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação; gestão 
democrática do ensino público; direito à informação, possibilitando 
conhecer os assuntos tratados no âmbito da Administração Pública; 
mandado de injunção, para suprir a omissão do Poder Público na 
regulamentação de normas constitucionais. 
 
Em processo administrativo não se aplica o princípio da non 
reformatio in pejus. Isso porque, a Administração pode, a qualquer 
momento, mesmo em fase de recurso, verificar que ocorreu uma 
ilegalidade que agrava a situação do interessado e anular esse ato 
ilegal, piorando a situação daquele que recorreu (RMS 21.981/RJ, STJ – 
Segunda Turma, Rel.ª Min.ª Eliana Calmon, julg: 22.06.2010, DJe: 
05.08.2010). 
No ponto, o seguinte dispositivo da Lei n. 9.784/99: 
 Art. 64. O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, 
modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão recorrida, se a 
matéria for de sua competência. 
 Parágrafo único. Se da aplicação do disposto neste artigo puder decorrer 
gravame à situação do recorrente, este deverá ser cientificado para que 
formule suas alegações antes da decisão. 
 
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27. (CESPE/MP-RR/2008) A CF assegura, expressamente, a 
ampla defesa nos processos administrativos. 
 Com base no art. 5º, LV, CF, nota-se que o item está correto. 
 
4.3. Prescrição administrativa 
 A prescrição traduz a perda do prazo para ajuizamento de uma 
ação (ou apresentação de uma petição administrativa) mediante a qual 
se pretendesse defender um direito contra uma lesão ou ameaça de 
lesão (o prazo de prescrição tem curso antes de ser iniciado o processo 
judicial ou administrativo). 
A finalidade da prescrição é assegurar a estabilidade das 
relações jurídicas entre a administração pública e os administrados, ou 
entre ela e seus agentes, depois de transcorrido determinado lapso 
temporal, em atenção ao princípio da segurança jurídica. 
Falaremos inicialmente da prescrição da pretensão do particular 
contra a Administração. Depois falaremos da prescrição da pretensão da 
Administração contra o particular. 
Na via judicial, o administrado tem 5 anos para ingressar com 
uma demanda contra a Administração (art. 1º do Decreto 20.910/32). 
Essa regra vale para pretensões contra a União, Estados, Municípios e 
Fazendas federais, estaduais e municipais, bem como contra as 
autarquias, e demais entidades da administração indireta e órgãos 
paraestatais. 
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Se ocorreu algum fato que fez interromper a prescrição, o prazo 
de cinco anos recomeça a ser contado pela metade, a partir do evento 
interruptivo. Mas, nos termos da Súmula 383/STF, “a prescrição em 
favor da Fazenda Pública recomeça a correr, por dois anos e meio, a 
partir do ato interruptivo, mas não fica reduzida aquém de cinco anos, 
embora o titular do direito a interrompa durante a primeira metade do 
prazo”. 
Mas a partir de quando é contado esse prazo prescricional de 5 
anos? 
O termo inicial é o nascimento do dano. 
IMPORTANTE: Há casos em que a pretensão é imprescritível 
para o particular? 
Sim! Por incrível que pareça, contrariando o princípio da 
segurança jurídica, o STJ admite como imprescritível a pretensão 
indenizatória decorrente de violação a direitos humanos fundamentais 
durante o Regime Militar de exceção (REsp 890930). 
Passemos agora para o outro lado, da prescrição para a 
Administração ingressar com algum pedido contra o particular. 
A regra geral, por uma questão de isonomia, é a mesma, ou 
seja: 5 (cinco) anos. 
Tecnicamente, em processo administrativo, se diz que o direito 
da Administração de anular um ato administrativo que gerou efeitos 
favoráveis ao administrado é de 5 anos. Veja a redação da Lei n. 
9.784/99: 
 
 Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que 
decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, 
contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. 
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 § 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência 
contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. 
 § 2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de 
autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato. 
 
E há hipóteses de imprescritibilidade para a Administração? 
OLHO ABERTO: Sim! Assim como o particular não se submete à 
prescrição nos atos decorrentes da violação aos direitos humanos pelo 
regime militar, a Administração não se submete a qualquer prazo 
prescricional para promover a reparação de dano ao erário em 
decorrência de atos ilícitos. Esse é o entendimento do STF (MS 
26210 e 24519) e do STJ(AgRg no RESP 1038103, RESP 1067561, 
RESP 801846 e RESP 1107833) na interpretação da parte final do art. 
37, § 5º, da CF, que assim dispõe: “A lei estabelecerá os prazos de 
prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, 
que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de 
ressarcimento”. 
Ademais, os 5 anos para a anulação dos próprios atos da 
Administração não correm se a parte que se beneficiou do ato estava 
de má-fé. 
Com relação à prescrição, você já observou: o 
prazo do particular contra a Administração é de 5 anos. Para pretensão 
de atos que violaram direitos humanos na ditadura: imprescritível. Para 
a Administração a regra geral também é de 5 anos, havendo a 
imprescritibilidade para a reparação ao erário. 
 Com relação à decadência, lembramos que, na esfera federal, o 
art. 54 da Lei nº 9.784/99 estatui que é de 5 anos o prazo de 
decadência para a administração pública anular os atos administrativos 
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de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários, salvo 
comprovada má-fé. 
Não há prazo para a administração proceder à 
revogação de seus atos administrativos que se tornem inoportunos ou 
inconvenientes ao interesse público. 
As hipóteses de prescrição administrativa concernentes aos prazos 
para a administração pública aplicar sanções administrativas aos seus 
próprios agentes ou aos administrados em geral seguem as mesmas 
regras acima já expostas. 
Lembre-se que as ações de ressarcimento ao erário são 
imprescritíveis. 
 
5) Controle LEGISLATIVO OU 
PARLAMENTAR 
 
 É exercido pelos órgãos legislativos ou por comissões 
parlamentares sobre determinados atos do Poder Executivo. Em 
respeito ao princípio da independência e harmonia dos Poderes (art. 2º, 
CF), somente se verifica nas situações e nos limites expressamente 
previstos no próprio texto constitucional. 
 
Esse é um controle externo e configura-se, sobretudo, como um 
controle político, por isso podem ser controlados aspectos relativos à 
legalidade e à conveniência pública (ou política) dos atos do Poder 
Executivo que estejam sendo controlados. 
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 Veja bem, controle legislativo: aspectos de legalidade e 
conveniência pública! 
 Segundo Di Pietro, no controle político, exercido pelo poder 
Legislativo, serão apreciados aspectos de legalidade E DE MÉRITO (= 
conveniência e oportunidade). 
 A previsão genérica da possibilidade de controle dos atos do Poder 
Executivo pelo Poder Legislativo encontra-se no art. 49, X, CF: 
 Art. 49 É competência exclusiva do Congresso Nacional: 
(...) 
X –fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos 
do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta.”. 
 
OLHO ABERTO, pois agora, vamos analisar os principais 
dispositivos da Constituição Federal que estabelecem hipóteses ou 
mecanismos de controle legislativo. 
1. Sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem 
do poder regulamentar ou dos limites de delegação 
legislativa (art. 49, V, CF). 
2. As comissões parlamentares de inquérito terão poderes de 
investigação próprios das autoridades judiciais e serão criadas 
para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo 
suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério 
Público, para a promoção da responsabilidade civil ou criminal 
dos infratores (art. 58, §3º, CF). 
3. Ao Congresso Nacional compete julgar anualmente as 
contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os 
relatórios sobre a execução dos planos de governo (art. 49, IX, 
CF). 
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4. Ao Senado Federal compete aprovar a escolha de 
magistrados, ministros do TCU, PGR e outras autoridades 
(art. 52, III, CF). 
5. Ao Senado Federal compete autorizar operações externas de 
natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do 
DF, dos Territórios e dos Municípios (art. 52, V, CF). 
6. À Câmara dos Deputados compete proceder à tomada de 
contas do Presidente da República, quando não apresentadas 
ao Congresso Nacional dentro de 60 dias após a abertura da 
sessão legislativa (art. 51, II, CF). 
7. Ao Congresso Nacional, auxiliado pelo TCU, compete, mediante 
controle externo, a fiscalização contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial da União e das 
entidades da Administração Direta e Indireta, quanto à 
legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das 
subvenções e renúncia de receitas (art. 70). 
8. Ao Senado Federal compete processar e julgar o Presidente e 
o Vice-Presidente da República nos crimes de 
responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os 
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos 
crimes da mesma natureza conexos com aqueles (art. 52, 
inciso I, da CF). 
9. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de 
suas Comissões, poderão convocar Ministro de Estado ou 
quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à 
Presidência da República para prestarem, pessoalmente, 
informações sobre assunto previamente determinado, 
importando crime de responsabilidade a ausência sem 
justificação adequada (art. 50, “caput”, CF). 
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10. Ao Congresso Nacional compete fiscalizar e controlar, 
diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder 
Executivo, incluídos os da administração indireta (art. 49, 
inciso X, CF). 
11. Ao Congresso Nacional compete autorizar o Presidente da 
República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que 
forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou 
nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos 
previstos em lei complementar (art. 49, inciso II, da CF). 
 
 
O Poder Executivo, nos regimes democráticos, há de ser um 
poder constitucionalmente sujeito à fiscalização parlamentar e 
permanentemente exposto ao controle político-administrativo do Poder 
Legislativo – A necessidade de ampla fiscalização parlamentar das 
atividades do Executivo – a partir do controle exercido sobre o próprio 
Chefe desse Poder do Estado – traduz exigência plenamente compatível 
com o postulado do Estado Democrático de Direito (CF, art. 1º, caput) e 
com as consequências político-jurídicas que derivam da consagração 
constitucional do princípio republicano e da separação dos poderes (ADI 
775-MC/RS, STF – Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, julg: 
23.10.1992, DJ: 01.12.2006). 
 
 
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28. (CESPE - 2015 - STJ - Conhecimentos Básicos para o Cargos 
3 e 14) Julgue o item seguinte, acerca do controleexercido e sofrido 
pela administração pública. 
A possibilidade de convocação, por qualquer das casas do 
Congresso Nacional, de titulares de órgãos subordinados à Presidência 
da República ilustra o controle político da administração pública, que 
abrange tanto aspectos de legalidade quanto de mérito. 
O art. 50 da Constituição Federal dispõe que: 
Art. 50 - A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas 
Comissões, poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de 
órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem, 
pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, 
importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada. 
Gabarito - Certo. 
 
 
29. (2014/ CESPE/ ANTAQ/Técnico em Regulação) Em relação 
ao controle na administração pública, julgue o próximo item. No 
exercício do controle parlamentar, o agente público atua sem considerar 
os direitos individuais dos administrados. 
 
 O controle judicial é um meio de preservação de direitos 
individuais dos administrados, nisso diferindo do controle político, 
exercido pelo Legislativo que atua sem considerar os direitos individuais 
dos administrados. 
 Gabarito: Correto 
 
30. (2014/CESPE/ ANTAQ/Especialista em Regulação - 
Economia) No que se refere aos tipos de controle e atuação dos 
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tribunais de contas, julgue o item que se segue. Os tribunais de contas 
exercem controle parlamentar, em auxílio ao Poder Legislativo. 
 
Nas hipóteses de controle parlamentar temos que: o Congresso 
Nacional, auxiliado pelo TCU, compete, mediante controle externo, a 
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial 
da União e das entidades da Administração Direta e Indireta, quanto à 
legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e 
renúncia de receitas (art. 70). 
Gabarito: Correto 
 
31. (CESPE-2014-Câmara dos Deputados-Analista Legislativo) O 
controle legislativo, prerrogativa atribuída ao Poder Legislativo para 
fiscalizar a administração pública, não incide sobre os atos praticados 
pelo Poder Judiciário, dada a previsão constitucional de autonomia 
financeira desse poder. 
Ao Congresso Nacional, auxiliado pelo TCU, compete, mediante 
controle externo, a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, 
operacional e patrimonial da União e das entidades da Administração 
Direta e Indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, 
aplicação das subvenções e renúncia de receitas (art. 70). 
Gabarito: Errado. 
 
32. (2014/CESPE/CADE/Nível Médio) A função fiscalizatória 
exercida pelos tribunais de contas dos estados inclui-se entre as 
hipóteses de controle do Poder Legislativo sobre os atos da 
administração pública. 
 
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A Constituição Federal estabelece as hipóteses de controle 
legislativo, então temos como controle legislativo que: ressalvado o 
julgamento das contas do Poder Executivo, as demais apreciações de 
contas caberiam ao Tribunal de Contas respectivo, estendendo-se, 
obrigatoriamente, aos tribunais de contas dos estados e dos municípios 
o modelo de organização, composição e fiscalização do TCU (art. 75, 
CF) e ao Congresso Nacional, auxiliado pelo TCU, compete, mediante 
controle externo, a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, 
operacional e patrimonial da União e das entidades da Administração 
Direta e Indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, 
aplicação das subvenções e renúncia de receitas (art. 70). 
 Gabarito: Correto 
 
33. (2014/ CESPE/ ANTAQ/ Técnico em Regulação) As 
comissões parlamentares de inquérito são exemplos de exercício do 
controle judiciário no âmbito do Congresso Nacional. 
 O controle legislativo é exercido pelos órgãos legislativos ou por 
comissões parlamentares sobre determinados atos do Poder Executivo. 
Veja o que a Constituição Federal estabelece como hipótese de 
mecanismo de controle legislativo: 
 As comissões parlamentares de inquérito terão poderes de 
investigação próprios das autoridades judiciais e serão criadas para a 
apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas 
conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para a 
promoção da responsabilidade civil ou criminal dos infratores (art. 58, 
§3º, CF). 
 Gabarito: Errado 
 
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34. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico - Administrativo) O 
controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o 
auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete, entre outras 
atribuições, fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela 
União, mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos 
congêneres, a estado, ao Distrito Federal ou a município. 
Isso mesmo, pessoal. Ao Congresso Nacional, auxiliado pelo TCU, 
compete, mediante controle externo, a fiscalização contábil, 
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das 
entidades da Administração Direta e Indireta, quanto à legalidade, 
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de 
receitas (art. 70). 
Gabarito: certo. 
 
35. (CESPE - 2013 - PRF - Policial Rodoviário Federal) Os atos 
praticados pelos agentes públicos da PRF estão sujeitos ao controle 
contábil e financeiro do Tribunal de Contas da União. 
Perfeito! Reitero que ao Congresso Nacional, auxiliado pelo TCU, 
compete, mediante controle externo, a fiscalização contábil, 
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das 
entidades da Administração Direta e Indireta, quanto à legalidade, 
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de 
receitas (art. 70). 
Gabarito: certo. 
 
36. (CESPE - 2013 - FUNASA - Todos os Cargos - 
Conhecimentos Básicos) O controle legislativo é a prerrogativa atribuída 
ao Poder Legislativo de fiscalizar o Poder Executivo, ressalvados os atos 
praticados pelos presidentes de empresas públicas e sociedade de 
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economia mista, em razão de sua natureza eminentemente 
empresarial. 
Vamos rever o que versa o art. 49, X, da CF? 
 
 
 
 
Gabarito: Errado. 
 
37. (CESPE - 2013 - CPRM - Analista em Geociências - Direito) 
É de competência exclusiva do Tribunal de Contas da União fiscalizar e 
controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração 
indireta. 
Acabamos de ver, na questão anterior, que a competência é 
exclusiva do Congresso Nacional. 
Gabarito: Errado. 
 
38. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista 
Judiciário) Por força do princípio da separação de poderes, não se 
admite o controle da administração pública pelo Poder Legislativo. 
Acabamos de estudar o controle Legislativo ou parlamentar. É claro que 
ele existe! Mas somente se verifica nas situações e nos limitesexpressamente previstos no próprio texto constitucional. 
 MUITA ATENÇÃO! Esse é um controle externo e configura-se, 
sobretudo, como um controle político, por isso podem ser controlados 
aspectos relativos à legalidade e à conveniência pública (ou política) dos 
atos do Poder Executivo que estejam sendo controlados. 
Art. 49 É competência exclusiva do Congresso Nacional: 
(...) 
X –fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos 
do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta.”. 
 
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Gabarito: Errado. 
 
5.1. A fiscalização contábil, financeira e 
orçamentária na Constituição Federal 
 A fiscalização financeira e orçamentária é exercida sobre os atos 
de todas as pessoas que administrem bens ou dinheiros públicos. 
Conforme preceitua o art. 70, parágrafo único, da Constituição Federal, 
prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou 
privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre 
dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou 
que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária. 
 Grosso modo, a regra é essa: 
 
 
 
Há previsão de um controle interno, exercido 
pelo próprio Poder que esteja gerindo determinado recurso 
público objeto do controle, e um controle externo, exercido pelo 
Poder Legislativo com auxílio dos Tribunais de Contas. O 
controle interno é pleno, de legalidade, conveniência, 
oportunidade e eficiência; já o controle externo é político de 
legalidade contábil e financeira e visa a comprovar a probidade 
da Administração e a regularidade do emprego dos bens e 
dinheiros públicos. 
 O controle externo tem ênfase no controle financeiro, que se 
refere à receita, à despesa e à gestão dos recursos públicos, com vistas 
a preservar o Erário de atividades ilícitas e desonestas. As áreas 
MEXEU EM DINHEIRO DA UNIÃO, DEVE PRESTAR CONTAS 
PARA O CONGRESSO, AUXILIADO PELO TCU. 
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alcançadas por esse controle são: contábil, financeira, orçamentária, 
operacional e patrimonial. 
 E o que significa cada uma dessas áreas? Vamos a elas: 
1. Área contábil: correção da formalização dos registros das 
receitas e despesas; 
2. Área financeira: acompanhamento dos depósitos bancários, 
dos empenhos de despesas, dos pagamentos efetuados, dos 
ingressos de valores, etc; 
3. Área orçamentária: acompanhamento da execução do 
orçamento, fiscalização dos registros nas rubricas 
orçamentárias adequadas, etc; 
4. Área operacional: controle da execução das atividades 
administrativas em geral, verificando-se a observância dos 
procedimentos legais e a sua adequação à maior eficiência e 
economicidade; 
5. Área patrimonial: incide sobre os bens do patrimônio público, 
móveis e imóveis, constantes de almoxarifados, de estoques ou 
que estejam em uso pela Administração. 
Ao atuar nessas áreas, o controle externo deve fiscalizar a 
regularidade de gestão da coisa pública sob 5 diferentes aspectos: 
1. Legalidade: confronto do ato praticado pela Administração 
com as normas jurídicas de regência, respeitando o princípio 
da legalidade. 
2. Legitimidade: observa-se se o ato, em sua substância, se 
ajusta à lei e aos demais princípios que regem uma boa 
administração, aperfeiçoando o controle da legalidade. 
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3. Economicidade: verifica a existência de adequação e 
compatibilidade na realização das despesas públicas, 
analisando se o órgão procedeu do modo mais econômico, 
alcançando o melhor custo-benefício. 
4. Aplicação das subvenções: fiscalização do destino das 
verbas públicas e se estas foram utilizadas da melhor maneira 
pela entidade beneficiária. OBS: subvenções são os valores 
repassados pelo poder público para subsídio e 
incremento de atividades de interesse social. 
5. Renúncia de receitas: dada a sua natureza excepcional, 
deve ser acompanhada de perto pelo controle externo, pois, de 
regra, não pode o administrador público deixar de receber 
recursos que seriam canalizados para a própria coletividade. 
Quanto aos Tribunais de Contas, de acordo com a posição 
dominante na doutrina, são órgãos da estrutura do Poder Legislativo, 
auxiliares do Poder Legislativo, mas não praticam atos de natureza 
legislativa, mas apenas atos de controle. 
 
MUITA ATENÇÃO NOS PRÓXIMOS PARÁGRAFOS, ESPECIALMENTE 
QUANTO AO QUE O TRIBUNAL DE CONTAS PODE FAZER (ANALISAR? 
JULGAR? ANULAR?) Esses pontos são muito cobrados em concursos!!! 
Com base no art. 71 da Constituição Federal, as atribuições dos 
Tribunais de Contas são: 
1. apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente 
da República, mediante parecer prévio que deverá ser 
elaborado em 60 dias a contar de seu recebimento (inciso I). 
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ATENÇÃO!!! O responsável pelo julgamento das contas 
do Presidente da República é o Congresso Nacional (art. 
49, IX, CF). 
2. julgar as contas dos administradores e demais responsáveis 
por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta 
e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e 
mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que 
derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que 
resulte prejuízo ao erário público (inciso II). ATENÇÃO!!! 
Nesse caso, a competência do TCU é de julgar as contas, 
diferentemente do que ocorre no caso do Presidente da 
República, em que o TCU tem a função de apenas 
apreciar as contas. 
OBS: a parte final do dispositivo refere-se à chamada tomada de 
contas especial. 
Atualmente, há entendimento pacificado do STF de que toda e 
qualquer entidade da Administração Indireta, não importa seu objeto 
nem sua forma jurídica, sujeita-se integralmente ao inciso II do art. 71 
da CF, inclusive à sua parte final, que trata do instituto da tomada de 
contas especial, aplicável a quem dê causa a perda, extravio ou outra 
irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público. 
3. apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de 
admissão de pessoal, a qualquer título, na administração 
direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas 
pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo 
de provimento em comissão, bem como a das concessões 
de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as 
melhorias posteriores que não alterem o fundamento 
legal do ato concessório (inciso III); 
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4. realizar inspeções e auditorias por iniciativa própria ou por 
solicitação do Congresso Nacional (inciso IV); 
5. fiscalizar as contas nacionaisdas empresas supranacionais 
(inciso V); 
6. fiscalizar a aplicação de recursos da União repassados a 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios (inciso VI); 
7. prestar informações ao Congresso Nacional sobre fiscalizações 
realizadas (inciso VII); 
8. aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou 
irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que 
estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao 
dano causado ao erário (inciso VIII). ATENÇÃO!!! As 
decisões do TCU de que resulte imputação de débito ou 
multa são executáveis pela Advocacia Geral da União, 
tendo força e eficácia de título executivo. 
9. Determinar prazo, se verificada ilegalidade, para que o órgão 
ou entidade adote as providências necessárias ao exato 
cumprimento da lei e, se não atendido, sustar a execução do 
ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos 
Deputados e ao Senado Federal (incisos IX e X). ATENÇÃO!!! 
No caso de ato administrativo, cabe ao próprio TCU 
sustar sua execução; no caso de contrato administrativo, 
não lhe foi dada, em princípio, essa competência, já que 
o ato de sustação será adotado diretamente pelo 
Congresso Nacional; apenas se este ou o Poder 
Executivo, no prazo de 90 dias, não efetivar as medidas 
cabíveis para a sustação do contrato é que o TCU 
adquirirá competência para decidir a respeito. 
 
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De acordo com a jurisprudência do STF, “o Tribunal de Contas da 
União, embora não tenha poder para anular ou sustar contratos 
administrativos, tem competência, conforme o art. 71, IX, para 
determinar à autoridade administrativa que promova a anulação do 
contrato e, se for o caso, da licitação de que se originou” (MS 23.550, 
redator do acórdão o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 
31.10.2001). 
 Outras competências dos Tribunais de Contas previstas na 
Constituição Federal são: 
1. emitir pronunciamento conclusivo, por solicitação da Comissão 
Mista Permanente de Senadores e Deputados, sobre despesas 
realizadas sem autorização; 
2. apurar denúncias apresentadas por qualquer cidadão, partido 
político, associação ou sindicato sobre irregularidades ou 
ilegalidades na aplicação de recursos federais; 
3. fixar os coeficientes dos fundos de participação dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios e fiscalizar a entrega dos 
recursos aos governos estaduais e às prefeituras municipais. 
 O controle externo do Tribunal de Contas sobre os atos ou 
contratos da Administração é feito a posteriori, salvo as inspeções e 
auditorias (controle concomitante), que podem ser realizadas a 
qualquer tempo. 
 O referido modelo de atribuições do TCU é de observância 
obrigatória no âmbito dos Estados, do DF e dos Municípios, em 
relação às suas Cortes de Contas, por força do art. 75 da Constituição 
Federal. 
 
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 Lembre-se: O STF firmou entendimento de que não pode a 
Constituição do Estado-membro outorgar à Assembleia Legislativa 
competência para julgar suas próprias contas, bem assim as contas dos 
administradores do Poder Judiciário local, haja vista que essa medida 
implicaria usurpação de competência do Tribunal de Contas do Estado. 
Essa mesma vedação é aplicável, no tocante às contas da Câmara 
Municipal, à Lei Orgânica do Município. 
 Quanto à competência para o julgamento das contas do próprio 
Tribunal de Contas, diante do silêncio constitucional, formou-se corrente 
doutrinária no sentido de que caberia à própria Corte de Contas o 
julgamento de suas contas. Entretanto, o STF firmou entendimento de 
que não desrespeita a Constituição Federal norma da 
Constituição do Estado que outorga competência à Assembleia 
Legislativa para o julgamento das contas do respectivo Tribunal de 
Contas (exemplo: no DF, a Lei Orgânica outorgou competência privativa 
à Câmara Legislativa do DF para apreciar e julgar, anualmente, as 
contas do TCDF). 
 As atribuições dos tribunais de contas é tema muito cobrado em 
concursos! 
 As decisões do Tribunal de Contas que resultem em imputação de 
débito ou multa tornam o valor líquido e certo e adquirem eficácia de 
título executivo. Nesse caso, o responsável é notificado para, no prazo 
de 15 dias, recolher o valor devido, sob pena de cobrança judicial. Mas, 
ATENÇÃO, o Tribunal de Contas não pode promover a execução forçada 
da cobrança, só o Poder Judiciário pode atingir diretamente o 
patrimônio do devedor em um processo judicial. 
 Normalmente, é assim que funciona: o TCU verifica que a 
empresa contratada pela Administração Pública superfaturou uma 
licitação e condena a empresa a restituir R$ 100.000,00. Após o 
julgamento, o TCU vai notificar a empresa para, em 15 dias, recolher o 
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valor. Se a empresa não pagar voluntariamente, o TCU vai mandar a 
informação para a Procuradoria da Fazenda Nacional inscrever o débito 
em dívida ativa. Essa dívida ativa se transforma em uma certidão de 
dívida ativa que vai ser levada pela Procuradoria ao Poder Judiciário, 
por meio de uma execução fiscal. Nesse processo de execução, a 
Procuradoria pede ao juiz que tome o patrimônio da empresa para 
saldar a dívida de R$ 100.000,00, acrescidas das multas e atualizações 
legalmente estabelecidas. 
 
Interessante notar que o Tribunal de Contas é um órgão público 
que também está sujeito ao prazo decadencial estabelecido no art. 54 
da Lei nº 9.784/99 para anular situações jurídicas constituídas a mais 
de 5 anos. 
 
1) Nos processos perante o Tribunal de Contas da União 
asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão 
puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que 
beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do 
ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão 
(Súmula Vinculante nº 3). 
2) O Tribunal de Contas, no exercício de suas atribuições, pode 
apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do Poder Público 
(Súmula nº 347 do STF). 
3) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, 
entidades integrantes da administração indireta, estão sujeitas à 
fiscalização do Tribunal de Contas, não obstante a aplicação do regime 
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jurídico celetista aos seus funcionários (MS 26.117/DF, Rel. Min. Eros 
Grau, julg: 20.05.2009, DJe: 06.11.2009). 
 
39. (2014/ CESPE/ Instituto Rio Branco/ Diplomata) O controle 
de legalidade dos atos da administração pública somente pode ser 
processado pelos órgãos do Poder Judiciário. 
 
O Controle de Legalidade pode ser exercido pelo(a): 
Própria Administração: chamado controle interno de legalidade 
(decorrente do princípio da tutela ou da autotutela). 
Poder Judiciário (hipótese de controle externo): no exercício de 
sua função precípua jurisdicional. Exemplo: exame pelo Judiciário, em 
mandado de segurança, da legalidadede um ato do Executivo. 
Poder Legislativo (hipótese de controle externo): nos casos 
previstos na Constituição. Exemplo: apreciação pelo Poder Legislativo, 
por meio do TCU, da legalidade dos atos de admissão de pessoal do 
Executivo. 
 Gabarito: Errado 
 
40. (CESPE-2014-TC/DF-Analista de Administração Pública) No 
que se refere ao controle da administração pública, julgue o 
item que se segue. O Poder Legislativo exerce controle 
financeiro sobre o Poder Executivo, sobre o Poder Judiciário 
e sobre a sua própria administração. 
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O Poder Legislativo exerce o controle externo com o auxílio do 
TCU. O controle externo tem ênfase no controle financeiro, que se 
refere à receita, à despesa e à gestão dos recursos públicos de todos os 
Poderes. 
Gabarito: Certo 
 
41. (CESPE-2014-Câmara dos Deputados – Analista legislativo) 
No julgamento das contas do presidente da República, cabe ao Tribunal 
de Contas da União (TCU) emitir parecer prévio, que deverá ser 
encaminhado ao Congresso Nacional. 
 
Vamos relembrar o trecho da aula: 
Com base no art. 71 da Constituição Federal, algumas das 
principais atribuições dos Tribunais de Contas são: 
1. apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente 
da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em 
60 dias a contar de seu recebimento (inciso I). ATENÇÃO!!! O 
responsável pelo julgamento das contas do Presidente da 
República é o Congresso Nacional (art. 49, IX, CF). 
GABARITO: CERTA. 
42. (CESPE - 2013 - CPRM - Analista em Geociências - Direito) 
É de competência do Congresso Nacional sustar os contratos 
administrativos que apresentem ilegalidade, mediante 
solicitação do Tribunal de Contas da União. 
Isso mesmo, pessoal. O ato de sustação será adotado diretamente 
pelo Congresso Nacional; apenas se este ou o Poder Executivo, no 
prazo de 90 dias, não efetivar as medidas cabíveis para a sustação do 
contrato é que o TCU adquirirá competência para decidir a respeito. 
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Gabarito: certo. 
 
43. (CESPE - 2013 - INPI - Analista de Planejamento) As contas 
prestadas pelos chefes do poder executivo incluirão as suas 
próprias, as dos presidentes dos órgãos dos poderes 
legislativo e judiciário e do chefe do Ministério Público, e 
dependerão de parecer prévio, separadamente, do 
respectivo Tribunal de Contas. 
De acordo com o art. 56, da Lei Complementar 101, “as contas 
prestadas pelos Chefes do Poder Executivo incluirão, além das suas 
próprias, as dos Presidentes dos órgãos dos Poderes Legislativo e 
Judiciário e do Chefe do Ministério Público, referidos no art. 20, as quais 
receberão parecer prévio, separadamente, do respectivo Tribunal de 
Contas.”. 
Gabarito: Correto. 
 
44. (CESPE - 2013 - MTE - Auditor Fiscal do Trabalho) Julgue os 
itens que se seguem, referentes à improbidade 
administrativa e ao controle da administração. 
O controle da administração realizado pelo Poder Legislativo com o 
auxílio do TCU abrange o denominado controle de economicidade, pelo 
qual se verifica se o órgão público procedeu da maneira mais econômica 
na aplicação da despesa, atendendo à adequada relação de custo-
benefício. 
Como vimos, de acordo com o art. 70 da CF, “ao Congresso 
Nacional, auxiliado pelo TCU, compete, mediante controle externo, a 
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial 
da União e das entidades da Administração Direta e Indireta, quanto à 
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legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e 
renúncia de receitas”. 
Gabarito: Correto. 
 
45. (CESPE - 2013 - INPI - Analista de Planejamento) Com 
relação ao controle da administração, julgue os itens 
subsecutivos. 
Os tribunais de contas dispõem de competência para fiscalizar a 
legalidade, legitimidade, economicidade, a aplicação de subvenções e a 
renúncia de receitas das entidades da administração direta, razão pela 
qual a Constituição Federal lhes faculta a condição de, como órgãos que 
se inserem na esfera do Poder Executivo, rever o mérito dos atos 
administrativos praticados no âmbito desse Poder. 
 
Não se esqueça de que os Tribunais de Conta são órgãos vinculados ao 
poder legislativo, que o auxiliam no exercício do controle externo da 
Administração. Portanto, o item está incorreto. 
Gabarito: Errado. 
 
46. (CESPE - 2013 - INPI - Analista de Planejamento) O controle 
financeiro exercido pelo Poder Legislativo alcança tanto o 
Executivo como o Judiciário e sua própria administração, no 
que se refere à receita, à despesa e à gestão dos recursos 
públicos. Sujeitas a esse controle estão as áreas de atuação 
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial. 
 
De acordo com o art.70, da CF, “a fiscalização contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da 
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administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, 
economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será 
exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo 
sistema de controle interno de cada Poder”. 
Gabarito: Correto. 
 
47. (CESPE/Natal/Assessor/2008) A fiscalização financeira e 
orçamentária do Poder Executivo pelos Tribunais de Contas é 
uma forma de controle da administração pelo Poder 
Judiciário. 
 Como os Tribunais de Contas não integram o Poder Judiciário (e 
sim o Poder Legislativo), a questão está errada. 
 
48. (CESPE/TJ-SE/Juiz/2008) Os nomeados para cargos de 
secretários de Estado devem ter a legalidade de sua 
nomeação apreciada, para fins de registro, no TC do 
respectivo Estado. 
 As nomeações para cargos de provimento em comissão não 
precisam ter sua legalidade apreciada pelo Tribunal de Contas. Logo, o 
item está errado. 
 
49. (CESPE/TJDFT/Analista/2008) O controle dos atos da 
administração pública pode ser exercido de forma interna, 
pelos tribunais de contas estaduais e do DF, ou de forma 
externa, pelo TCU e pelo Poder Judiciário. 
 O controle pelos tribunais de contas é sempre um controle 
externo. Logo, o item está errado. 
 
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6) Controle JUDICIÁRIO OU JUDICIAL 
 
 É exercido pelos órgãos do Poder Judiciário sobre os atos 
administrativos praticados pelo Poder Executivo, pelo Poder Legislativo 
ou pelo próprio Poder Judiciário, quando realiza atividades 
administrativas. 
 
Em regra, o controle judicial é exercido a posteriori e 
referente à legalidade dos atos administrativos. 
 
Entendia-se que o controle de legalidade erarealizado sob o 
manto da lei, restringindo-se à aplicação da lei; hoje admite-se tal 
exercício de maneira mais ampla, reconhecendo não só a lei, mas 
também as regras constitucionais, especialmente os seus princípios. 
 Antes de tudo, o controle judicial é um meio de preservação de 
direitos individuais dos administrados, nisso diferindo do controle 
político, exercido pelo Legislativo. 
 No exercício de sua atividade 
jurisdicional, o Poder Judiciário sempre age mediante provocação do 
interessado ou do legitimado. OBS: em casos como o da ação 
popular ou da ação civil pública, pode não existir interesse 
direto do autor relativamente ao bem ou direito lesado. 
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 ATENÇÃO!!! Mediante o exercício do controle 
judicial dos atos administrativos, pode-se decretar a sua 
anulação e nunca sua revogação, decorrente do controle de 
mérito. 
 A anulação ocorre nos casos em que existe ilegalidade no ato 
administrativo, podendo ser feita pela própria Administração 
(controle interno) ou pelo Poder Judiciário. Opera efeitos 
retroativos, ex tunc, isto é, retroage à origem do ato, desfazendo as 
relações dele resultantes, ressalvados os terceiros de boa-fé. 
 Conforme destaca Marinela, a jurisprudência 
atual orienta que o princípio da legalidade não deve ser aplicado de 
forma absoluta e que outros princípios constitucionais devem ser 
considerados, realizando-se a ponderação de interesses. Dessa 
maneira, caso a retirada do ato cause mais prejuízos que sua 
manutenção, o ato, mesmo que ilegal, deve ser mantido na ordem 
jurídica, o que se denomina “estabilização de efeitos”. Essa orientação 
tem como fundamento geral o princípio da segurança jurídica. Exemplo: 
determinado funcionário que ingressou na Administração Pública 
irregularmente há 20 anos – o ato de sua nomeação é ilegal, porém sua 
manutenção no cargo causará menor prejuízo. 
 Importante ressaltar que o controle jurisdicional também tem se 
dado nos casos de atos omissivos da Administração para que ela 
cumpra o que a lei determina e que ela deixou de fazer como, por 
exemplo, nos casos em que há determinação judicial fornecimento de 
medicamentos, tratamentos de saúde, etc. Tudo em face do Direito 
Constitucional à saúde, ou ainda nos casos de determinação de vagas 
em escolas de ensino fundamental. 
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ATENÇÃO!!! O ato discricionário, como qualquer outro ato 
administrativo, está sujeito à apreciação judicial. Mas não 
quanto aos seus critérios de conveniência e oportunidade, mas 
sim quanto aos aspectos de legalidade (competência do sujeito, 
forma adequada, resultado lícito etc.). 
 Um ponto extremamente relevante no estudo do controle externo 
exercido pelo Poder Judiciário é no que diz respeito aos atos polítios. 
Esses atos sujeitam-se ao controle? 
Com relação aos atos políticos, é possível sim sua apreciação 
pelo Poder Judiciário, desde que causem lesão a direitos individuais 
ou coletivos. 
Quanto aos atos interna corporis (de organização interna dos 
Poderes ou que não geraram qualquer efeito no ambiente externo a 
esse Poder), em regra não são apreciados pelo Judiciário, pois se 
limitam a estabelecer normas sobre o funcionamento interno dos 
órgãos. 
São atos praticados nos estritos limites da competência da 
autoridade e desde que apoiados em fundamentos exclusivamente 
regimentais, sem qualquer conotação de índole jurídico-constitucional, 
daí por que se revelam imunes à apreciação judicial. Haveria portanto 
uma “incognoscibilidade” da matéria, ou seja, a matéria “interna 
corporis” não poderia ser conhecida pelo Poder Judiciário. 
No entanto, se esses atos “interna corporis” exorbitarem em seu 
conteúdo, ferindo direitos individuais e coletivos, poderão também 
ser apreciados pelo Judiciário. 
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Trata-se do reconhecimento da soberania dos pronunciamentos, 
deliberações e atuação dos Poderes Legislativo e Judiciário, na esfera de 
sua exclusiva competência discricionária, ressalvadas, para efeito de 
apreciação judicial, apenas as hipóteses de lesão ou ameaça a direito 
constitucionalmente assegurado. 
 Conforme destaca Marinela, o STF já deixou bastate 
claro que a tese da incognoscibilidade da matéria não se aplica quando 
diz respeito à alegação de ofensa a direito ou garantia constitucional, o 
que, por si só, afasta o caráter interna corporis do comportamento. A 
hipótese é a mesma quando se está diante de matéria que ofenda 
direitos assegurados pela CF na iminência de serem transgredidos. Ou 
seja, só se pode falar de ato interna corporis, quando este se revela 
essencialmente insindicável, se presentes aspectos discricionários 
concernentes às questões políticas. Exemplo: um Tribunal de Justiça 
Estadual tem livre competência para elaborar seu regimento interno e 
nele dispor sobre o modo de distribuição dos processos entre seus 
Desembargadores; contudo, se a forma de distribuição do processo 
impedir ou beneficiar algum Desembargador, a conduta será 
considerada inconstitucional e poderá ser controlada por via judicial. 
 
1) “No caso, o Tribunal de origem externou seu entedimento 
apoiado em fundamentação constitucional, consignando que: ‘O 
controle de políticas públicas pelo Judiciário é de caráter excepcional e 
não poderá ser levado a cabo quanto se estiver diante de possível 
ofensa à separação de poderes. O maltrato ao princípio da separação de 
poderes se dá ao instante no qual é desprestigiada a discricionariedade 
da Administração, existente quando esta possui possibilidade de 
escolher entre o atuar e o não atuar. (...)’” (AgRg no REsp 
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1.211.989/RN, STJ – Primeira Turma, Rel. Min. Benedito Gonçalves, 
julg: 04.08.2011, DJe: 10.08.2011). 
2) Não podem os direitos sociais ficar condicionados à boa 
vontade do Administrador, sendo de fundamental importância que o 
Judiciário atue como órgão controlador da atividade administrativa. 
Seria uma distorção pensar que o princípio da separação dos poderes, 
originalmente concebido com o escopo de garantia dos direitos 
fundamentais, pudesse ser utilizado justamente como óbice à realização 
dos direitos sociais, igualmente fundamentais. Tratando-se de direito 
fundamental, incluso no conceito de mínimo existencial, inexistirá 
empecilho jurídico para que o Judiciário estabeleça a inclusão de 
determinada política pública nos planos orçamentários do ente público, 
mormente quando não houver comprovação objetiva da incapacidade 
econômico-financeira da pessoa estatal (AgRg no REsp 1.136.549/RS, 
STJ – Segunda Turma, Rel. Min. Humberto Martins, julg: 08.06.2010, 
DJ: 21.06.2010). 
3) Não viola o princípio da separação dos poderes o controle 
pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou 
abusividade, o qual envolve a verificação da efetiva ocorrênciados 
pressupostos de fato e de direito, podendo o Judiciário atuar, inclusive, 
nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade (AI 
800.892 AgR, STF – Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, julg: 
12.03.2013, DJe: 07.05.2013). 
4) Para a hipótese de pena de demissão imposta a servidor 
público submetido a processo administrativo disciplinar, não há falar em 
juízo de conveniência e oportunidade da Administração, visando 
restringir a atuação do Poder Judiciário à análise dos aspectos formais 
do processo disciplinar, porquanto, em tais circunstâncias, o controle 
jurisdicional é amplo, no sentido de verificar se há motivação para o ato 
demissório (RMS 25.152/RS, STJ – Quinta Turma, Rel.ª Min.ª Laurita 
Vaz, julg: 18.08.2011, DJe: 01.09.2011). 
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5) Não cabe ao Poder Judiciário, no controle jurisdicional da 
legalidade, substituir-se à banca examinadora do concurso público para 
reexaminar os critérios de correção das provas e o conteúdo das 
questões formuladas (MS 27260/DF, Rel. Min. Carlos Britto, julg: 
29.10.2009, DJe: 26.03.2010). 
 
6.1. Procedimentos judiciais de controle 
 
Vamos tratar, resumidamente, de alguns dos principais meios 
judiciais de controle dos atos da Administração. Alguns acessíveis a 
todos os administrados, outros restritos a legitimados específicos. 
 
a) Habeas Corpus (art. 5º, LXVIII, da CF) 
 É concedido sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por 
ilegalidade ou abuso de poder. OBS: só não é cabível em relação a 
punições disciplinares militares. 
 É gratuito e pode ser impetrado por qualquer pessoa, nacional ou 
estrangeira, em benefício próprio ou de terceiro. 
 
b) Habeas Data (art. 5º, LXXII, da CF) 
É um remédio constitucional que tem por finalidade proteger a 
esfera íntima dos indivíduos. Será concedido para: 
1. assegurar o conhecimento de informações relativas à 
pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
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2. retificar dados, quando não se prefira fazê-lo por processo 
sigiloso, judicial ou administrativo. 
Não cabe habeas data se não houver recusa por 
parte da autoridade administrativa (Súmula nº 2 do STJ). 
Segundo Marinela, é possível identificar algumas características 
básicas do habeas data: 
1) é uma ação, pois invoca a tutela jurisdicional, devendo 
preencher as condições da ação; 
2) é de natureza mandamental; 
3) seu conteúdo é de natureza constitutiva quando visa à 
retificação; 
4) é ação personalíssima, não se admite pedido de terceiros, nem 
sucessão no direito de pedir; 
5) não depende de prévio pedido administrativo. 
No que tange ao procedimento, enquanto não houver disciplina 
legal, deve seguir o rito do mandado de segurança, desde que 
desnecessária a produção de prova; se contrário, o rito será o ordinário. 
Os processos de habeas data têm prioridade sobre todos os 
demais, ressalva feita aos processos de HC e MS. 
 
c) Mandado de injunção (art. 5º, LXXI, da CF) 
Há a concessão de mandado de injunção sempre que a falta de 
norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e 
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, 
à soberania e à cidadania, previstos em norma de eficácia limitada. 
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Esse instrumento pode ser ajuizado por qualquer pessoa, natural 
ou jurídica, em desfavor do órgão ou poder incumbido de elaborar a 
norma. 
Quanto ao procedimento, aplicam-se, em adaptação, as regras 
do mandado de segurança. Assim, para não comprometer a celeridade 
do processo, a dilação probatória é evitada, devendo a prova ser pré-
constituída, documentada e juntada à inicial. 
 Como é interposto pelo próprio titular do direito, exige uma 
solução para o caso concreto e não uma decisão com efeitos erga 
omnes. 
 É interessante grifar decisões importantes para o 
Direito Administrativo e que reescreveram os parâmetros do instituto do 
mandado de injunção. Antigamente, o Poder Judiciário apenas 
declarava a omissão e comunicava o Congresso Nacional da existência 
da mesma. 
Nos MIs 670, 708 e 712, por sua vez, a decisão proferida pelo STF 
deixou de ser apenas uma declaração da omissão legislativa com 
consequente comunicação ao Congresso Nacional e passou a produzir 
efeitos concretos, resolvendo efetivamente a questão. Essas ações 
mudaram a história da greve dos servidores públicos, permitindo que, 
mesmo sem a lei, o servidor faça greve, aplicando como parâmetro a lei 
do trabalhador comum, oportunidade em que também atribuiu ao 
mandado de injunção, em caráter excepcional, o efeito erga omnes. 
 
 
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50. (CESPE – 2015 – MPU - Analista do MPU - Conhecimentos 
Básicos) Com relação ao controle da administração e ao poder de polícia 
administrativa, julgue o item seguinte. 
Compete ao Poder Judiciário, como mecanismo de controle judicial, 
sustar, de ofício, os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem 
do poder regulamentar. 
 
Errado, uma vez que o art. 49 inc. V, da CF/88, estabelece que: “Art. 
49 da CF. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: (...) V - 
sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder 
regulamentar ou dos limites de delegação legislativa”. 
 
Gabarito – Errado. 
 
51. (2014/ CESPE/Polícia Federal/ Nível Superior) Julgue o item a 
seguir, no que concerne aos atos administrativos e ao controle da 
administração pública. Anulação de ato administrativo consiste na 
extinção de um ato ilegal determinada pela administração ou pelo poder 
judiciário, sem eficácia retroativa. 
 
A anulação ocorre nos casos em que existe ilegalidade no ato 
administrativo, podendo ser feita pela própria Administração (controle 
interno) ou pelo Poder Judiciário. Opera efeitos retroativos, ex tunc, isto 
é, retroage à origem do ato, desfazendo as relações dele resultantes, 
ressalvados os terceiros de boa-fé. 
 Gabarito: Errado 
 
52. (2014/CESPE/SUFRAMA/ Nível Superior). Uma das formas de 
controle da administração pública é o controle judicial, que incide tanto 
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sobre o mérito quanto sobre a legalidade dos atos da administração 
pública. 
O Controle Judiciário é exercido pelos órgãos do Poder Judiciário 
sobre os atos administrativos praticados pelo Poder Executivo, pelo 
Poder Legislativo ou pelo próprio Poder Judiciário, quando realiza 
atividades administrativas. 
 ATENÇÃO!!! Mediante o exercício do controle judicialdos atos 
administrativos, pode-se decretar a sua anulação e nunca sua 
revogação, decorrente do controle de mérito. 
 O item está errado porque fala que o controle judicial incide 
sobre o mérito, o que não ocorre. 
 Gabarito: Errado 
 
 
53. (CESPE-2014-TJ/SE-Técnico Judiciário) No tocante aos atos 
e aos poderes administrativos, julgue os próximos itens. 
O Poder Judiciário só tem competência para revogar os atos 
administrativos por ele mesmo produzidos. 
Mediante o exercício do controle judicial dos atos administrativos, 
pode-se decretar a sua anulação e nunca sua revogação, decorrente do 
controle de mérito. O Poder judiciário apenas tem o poder de anular os 
atos dos demais poderes quando analisada a legalidades deles, a 
revogação só ocorre quando for dos seus próprios atos, por ser uma 
análise de mérito. 
Gabarito: Certo. 
 
 
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54. (CESPE-2014-TC/DF-Analista de Administração Pública) O 
controle judicial dos atos da administração ocorre depois que eles são 
produzidos e ingressam no mundo jurídico, não existindo margem, no 
ordenamento jurídico brasileiro, para que tal controle se dê a priori. 
 
A regra é que o controle judicial se a posteriori, mas não podemos 
afirmar que não existe margem para um controle a priori, pois nesse 
tipo de controle temos o controle preventivo, o mandado de segurança 
preventivo, por exemplo. 
Gabarito: Errado. 
 
55. (CESPE - 2013 - ANTT - Especialista em Regulação de 
Serviços de Transportes Terrestres - Direito) O Poder 
Judiciário poderá apreciar a legalidade dos atos 
administrativos, invalidando-os se entender conveniente 
mediante iniciativa própria ou provocação. 
 
A questão apresenta dois erros. O primeiro é de fácil percepção. Já 
sabemos que o Poder Judiciário só atua mediante provocação e não de 
ofício. Ademais, a invalidação dos atos administrativos pelo Judiciário 
não se dá mediante conveniência e sim baseado na legalidade do ato. 
Portanto, questão duplamente errada. 
Gabarito: errado. 
 
56. (CESPE - 2013 - ANTT - Especialista em Regulação de 
Serviços de Transportes Terrestres - Direito ) Como 
instrumento de controle, a ação popular poderá ser utilizada 
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de forma preventiva ou repressiva contra a atividade 
administrativa lesiva ao patrimônio público. 
A ação popular pode ser utilizada preventivamente (antes da 
consumação ou da prática do ato lesivo) ou de forma repressiva 
(posteriormente ao ato lesivo). 
Gabarito: certo. 
 
57. (CESPE - 2013 - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário 
- Área Administrativa) O controle judicial incidente sobre um 
ato discricionário restringe-se à análise da legalidade do ato. 
Lembre-se que o controle judicial é referente à legalidade dos 
atos administrativos. 
Gabarito: certo. 
 
58. (CESPE - 2013 - PC-DF - Agente de Polícia) Os atos 
administrativos estão sujeitos ao controle judicial; no 
entanto, tal controle não autoriza que o juiz, em desacordo 
com a vontade da administração, se substitua ao 
administrador, determinando a prática de atos que entender 
convenientes e oportunos. 
Isso mesmo, pessoal! Acabamos de ver que o controle judicial é 
referente à legalidade dos atos administrativos e podem ensejar a 
anulação e não a revogação, já que não adentra no mérito. 
Gabarito: certo. 
 
59. (CESPE - 2013 - TCE-RO - Agente Administrativo) A ação 
civil pública e a ação popular são exemplos de uma forma 
específica de controle judicial da administração. 
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Vimos que as duas ações são formas de controle da administração 
pública. Portanto, o item está correto. 
Gabarito: Correto. 
 
60. (CESPE - 2013 - INPI - Analista de Planejamento) Com 
relação ao controle da administração, julgue os itens 
subsecutivos. 
O controle judicial sobre atos da administração pública é 
exclusivamente de legalidade e, como regra, realizado a posteriori . 
Podem haver, no entanto, situações especiais em que se admite um 
controle prévio exercido pelo Judiciário. 
Como vimos anteriormente, em regra, o controle judicial é exercido 
a posteriori e referente à legalidade dos atos administrativos. Um 
exemplo de controle preventivo é a conceder uma medida liminar em 
mandado de segurança preventivo Portanto, o item está correto. 
Gabarito: Correto. 
 
61. (CESPE - 2013 - ANTT - Especialista em Regulação de 
Serviços de Transportes Terrestres - Direito) O controle 
jurisdicional da administração pública é exercido a posteriori, 
ou seja, depois que os atos são realizados pelos demais 
poderes. 
Perfeito! Já vimos que em regra, o controle judicial é exercido a 
posteriori. 
Gabarito: certo. 
 
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62. (CESPE - 2013 - MS - Administrador) A respeito do controle 
e da responsabilização da administração pública, julgue os 
itens a seguir. 
É vedado ao Poder Judiciário realizar controle judicial prévio dos 
atos administrativos. 
A resposta deste item é a mesma do item anterior. O Poder 
Judiciário pode realizar um controle prévio dos atos desde que haja um 
risco irreversível contra direitos individuais ou coletivos, tendo esse 
controle fundamento. 
Gabarito: Errado. 
 
63. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico - Administrativo) O 
controle administrativo é instrumento jurídico de fiscalização 
sobre a atuação dos agentes e órgãos públicos, realizado de 
ofício por iniciativa própria, não se aceitando provocação da 
parte interessada. 
Acabamos de estudar a ação popular em que qualquer cidadão é 
parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo 
ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à 
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico 
e cultural. 
Gabarito: Errado. 
 
64. (CESPE/MS/Analista/2010) No controle dos atos 
discricionários, os quais legitimam espaço de liberdade para 
o administrador, o Poder Judiciário deve, em regra, limitar-
se ao exame da legalidade do ato, sendo vedada a análise 
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dos critérios de conveniência e oportunidade adotados pela 
administração. 
 A regra geral é essa, por isso o item está correto. 
 
65. (CESPE/TCU/2009) Não é possível o controle de legalidade 
exercido pelo Poder Judiciário na hipótese de remoção de 
servidor público de ofício, mas com características de 
perseguição política, em razão de a motivação atender ao 
interesse da administração. 
 É sempre possível o controle de legalidade dos atos 
administrativos pelo Poder Judiciário. Logo, o item está errado. 
 
66. (CESPE/Natal/Assessor/2008) Ao PoderJudiciário é defeso 
analisar os atos administrativos dos demais poderes. 
 Defeso = vedado, proibido. Desse modo, é óbvio que o item 
está errado. 
 
67. (CESPE/TRT-5/Analista/2008) Todas as pessoas físicas ou 
jurídicas são partes legítimas para propor ação popular que 
vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade 
de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao 
meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. 
 MUITO CUIDADO COM ESSA QUESTÃO!!! Somente o cidadão é 
parte legítima para propor ação popular. Logo, o item está errado 
 
d) Mandado de segurança individual e coletivo (art. 5º, LXIX e 
LXX, CF e Lei nº 12.016/2009) 
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É o remédio constitucional destinado a proteger direito líquido e 
certo, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público. 
 
Direito líquido e certo é aquele direito em que não há qualquer 
necessidade de dilação probatória, devendo o impetrante comprovar o 
seu direito por meio de documentação inequívoca apresentada na 
inicial. Caso haja qualquer necessidade de comprovação ou de qualquer 
dilação probatória, deve-se buscar as vias ordinárias. 
A única exceção a esse caso trata da situação em que o 
impetrante sabe que determinado documento existe, mas está fora de 
seu alcance, muitas vezes porque a autoridade ou um determinado 
órgão se nega a entregá-lo. Nessa hipótese, o impetrante poderá 
requerer ao Juiz que ordene, por ofício, a exibição do respectivo 
documento. 
Quando não couber habeas corpus ou habeas data, 
cabe mandado de segurança. 
 ATENÇÃO para as situações em que não é cabível o 
mandado de segurança, previstas na Lei nº 12.016/2009: 
Art. 1º, §2º Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão 
comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de 
sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. 
 
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, 
independentemente de caução; 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
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 O prazo decadencial para impetração do mandado de segurança 
é de 120 dias contados do conhecimento oficial do ato a ser 
impugnado, não se admitindo interrupção nem suspensão. 
 Existem 2 espécies de mandado de segurança: 
1. Mandado de segurança INDIVIDUAL: pelo administrado que 
tenha sofrido o ato coator. Ajuizado por uma pessoa (física ou 
jurídica) ou mesmo por várias pessoas em uma mesma 
situação que revele a lesão ou a ameaça de lesão de direito 
líquido e certo por meio da prática de um ato emanado direta 
ou indiretamente de uma autoridade coatora. 
2. Mandado de segurança COLETIVO: ajuizado por partido político 
com representação no Congresso Nacional, na defesa de seus 
interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade 
partidária, ou por organização sindical, entidade de classe ou 
associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo 
menos um ano, em defesa de direitos líquidos e certos da 
totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na 
forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas 
finalidades. 
 Como podemos perceber, ao contrário do que diz 
o nome, o mandado de segurança coletivo não é aquele 
impetrado por mais de uma pessoa. 
 O mandado de segurança coletivo é um remédio especial e que 
só pode ser utilizado em casos muito específicos. A nova Lei do 
MS estabelece, em seu art. 21, as matérias em que esse 
instrumento deve ser utilizado: 
 
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Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido 
político com representação no Congresso Nacional, na defesa de seus 
interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária, ou 
por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente 
constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de 
direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou 
associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas 
finalidades, dispensada, para tanto, autorização especial. 
Parágrafo único. Os direitos protegidos pelo mandado de segurança 
coletivo podem ser: 
I - coletivos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os transindividuais, 
de natureza indivisível, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas 
ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica básica; 
II - individuais homogêneos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os 
decorrentes de origem comum e da atividade ou situação específica da 
totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante. 
 
Segundo Marinela, classifica-se o mandado de segurança, 
ainda, em: 
1. Mandado de segurança REPRESSIVO (na prática, 
denominado apenas “mandado de segurança”): visa à 
anulação ou à invalidação de um ato administrativo já 
editado, ou à determinação judicial da prática de 
determinada conduta por parte do impetrado, fazendo-se 
presente quando uma determinada situação de lesão a 
direito do impetrante já existe. 
2. Mandado de segurança PREVENTIVO: tem por finalidade 
preservar a existência de um direito que se entende 
ameaçado, ou que se prove que está prestes a ser abalroado 
pela autoridade coatora. 
Quanto à legitimidade ativa, qualquer pessoa, física ou 
jurídica, mesmo estrangeira, é parte legítima para impetrar um 
mandado de segurança. Há ainda os entes que, dotados de 
personalidade apenas formal, também possuem legitimidade, tais como 
o espólio, a massa falida e o condomínio. 
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Podem ainda, desde que agindo na defesa de suas 
prerrogativas, ajuizar mandado de segurança a Presidência da 
República, também a Presidência da Câmara dos Deputados, da Câmara 
de Vereadores, da Mesa do Senado Federal, dos Prefeitos (MS 
21.239/DF, STF – Tribunal Pleno, Min. Rel. Sepúlveda Pertence, julg: 
05.06.1991, DJ: 23.04.1993). 
Quanto à autoridade coatora (= o “réu” indicado no mandado 
de segurança), no conceito de Marinela, é o agente público que detém o 
poder de decisão, ou seja, a autoridade que possui o poder para 
praticar os atos ou se abster de praticá-los, por si ou por seus 
delegados. Logo, aquele que executa o ato nem sempre é a autoridade 
coatora. 
Lembre-se que um agente privado, sem qualquer cargo público, 
pode ser autoridade coatora num mandado de segurança. Isso ocorre 
quando esse sujeito exerce uma função delegada pelo poder público, 
como é o caso do diretor de faculdade privada que indefere a matrícula 
de aluno. Como a faculdade é autorizada a funcionar pelo MEC, ela 
presta um serviçopúblico de educação e o seu diretor, nessa condição, 
é autoridade para fins de mandado de segurança. 
Em relação à possibilidade de decisão liminar, deve sempre 
apenas “suspender” o ato desde que haja o preenchimento de dois 
requisitos: fundamento jurídico relevante e risco de ineficácia da 
medida, caso não seja concedida a liminar. O juiz pode exigir caução, 
fiança ou depósito em determinados casos. 
Importante observar as restrições explícitas à concessão de 
liminar: compensação de créditos tributários; entrega de mercadorias e 
bens provenientes do exterior; reclassificação ou equiparação de 
servidores públicos; e concessão de aumento ou a extensão de 
vantagens ou pagamento de qualquer natureza. 
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A sentença no mandado de segurança tem efeito inter partes, 
pela própria natureza da ação. Na hipótese de MS coletivo, abrange 
todos os filiados/integrantes da pessoa impetrante. 
Por fim, no tocante à coisa julgada, nos casos de concessão e 
denegação da segurança, faz coisa julgada material; já no caso de 
extinção do processo sem julgamento do mérito, o MS poderá ser 
ajuizado novamente. 
 
1) O mandado de segurança não substitui a ação popular 
(Súmula nº 101 do STF). 
2) Não cabe mandado de segurança contra lei em tese 
(Súmula nº 266 do STF). 
3) Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível 
de recurso ou correição (Súmula nº 267 do STF). 
4) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com 
trânsito em julgado (Súmula nº 268 do STF). 
5) O mandado de segurança não é substitutivo de ação de 
cobrança (Súmula nº 269 do STF). 
6) Concessão de mandado de segurança não produz efeitos 
patrimoniais em relação a período pretérito, os quais devem ser 
reclamados administrativamente ou pela via judicial própria (Súmula nº 
271 do STF). 
7) Decisão denegatória de mandado de segurança, não 
fazendo coisa julgada contra o impetrante, não impede o uso da ação 
própria (Súmula nº 304 do STF). 
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8) O STF não é competente para conhecer de mandado de 
segurança contra atos dos tribunais de justiça dos estados (Súmula nº 
330 do STF). 
9) A existência de recurso administrativo com efeito 
suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão 
da autoridade (Súmula nº 429 do STF). 
10) Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência 
delegada, contra ela cabe o mandado de segurança ou a medida judicial 
(Súmula nº 510 do STF). 
11) Não cabe condenação em honorários de advogado na ação 
de mandado de segurança (Súmula nº 512 do STF). 
12) Não compete ao STF conhecer originariamente de mandado 
de segurança contra atos de outros tribunais (Súmula nº 624 do STF). 
13) Controvérsia sobre matéria de direito não impede 
concessão de mandado de segurança (Súmula nº 625 do STF). 
14) A impetração de mandado de segurança coletivo por 
entidade de classe em favor dos associados independe da autorização 
destes (Súmula nº 629 do STF). 
15) A entidade de classe tem legitimação para o mandado de 
segurança ainda quando a pretensão veiculada interesse apenas a uma 
parte da respectiva categoria (Súmula nº 630 do STF). 
16) Extingue-se o processo de mandado de segurança se o 
impetrante não promove, no prazo assinado, a citação do litisconsorte 
passivo necessário (Súmula nº 631 do STF). 
17) É constitucional a lei que fixa o prazo de decadência para a 
impetração de mandado de segurança (Súmula nº 632 do STF). 
18) O mandado de segurança constitui ação adequada para a 
declaração do direito à compensação tributária (Súmula nº 213 do STJ). 
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e) Ação popular (art. 5º, LXXIII, CF e Lei nº 4.717/65) 
 Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que 
vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o 
Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao 
patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada 
má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. 
 
Ressalta-se que o termo “cidadão” difere do termo “pessoa”, uma 
vez que para ser cidadão há a necessidade de ser uma pessoa física, 
excluindo desde já as pessoas jurídicas (Súmula nº 365 do STF). Assim, 
para fins de ação popular, cidadão é todo brasileiro em pleno gozo de 
seus direitos políticos, devendo inclusive comprovar que votou na 
eleição anterior ao ajuizamento da ação. 
 Por meio da ação popular, obtém-se a anulação do ato lesivo. É 
um instrumento de defesa dos interesses da coletividade e não de 
direito próprio do autor. Pode ser utilizada preventivamente (antes da 
consumação ou da prática do ato lesivo) ou de forma repressiva 
(posteriormente ao ato lesivo). 
Quanto aos legitimados passivos, podem ser: a pessoa jurídica 
de direito público à qual está vinculado o ato; as autoridades, 
funcionários e/ou administradores que houverem participado do ato, 
bem como todos os beneficiários diretos ou indiretos, independente de 
serem integrantes ou não da Administração Pública. 
Importante esclarecer que, conforme entende Marinela, 
o Ministério Público participa na ação popular como “parte pública 
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autônoma”. No seu papel de fiscal da Lei, pode o MP tomar qualquer 
posição no processo, seja em defesa do ato, seja em defesa do réu. 
Em relação à concessão de liminar na ação popular, é possível, 
só podendo ser revista por meio de ação específica de suspensão de 
execução de liminar e diante dos requisitos próprios daquela, que 
consiste em evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à 
economia pública. 
 No tocante à sentença, quando procedente, produz efeitos erga 
omnes, porém, caso seja improcedente por deficiência de prova por 
parte do autor, terá efeitos apenas inter partes, nada impedindo que 
outro cidadão maneje remédio idêntico. 
 
f) Ação civil pública (art. 129, III, da CF; Lei nº 7.347/85 e 
Lei nº 8.437/92) 
 Visa a reprimir ou impedir lesão a interesses difusos e 
coletivos, como os relacionados à proteção do patrimônio público e 
social, do meio ambiente, e, em alguns casos, a interesses individuais 
homogêneos, como os relacionados à proteção do consumidor. 
 É uma ação de rito especial e deve ser promovida pelo Ministério 
Público (art. 129, III, CF). A Lei nº 7.347/85 prevê, ainda, como 
legitimados, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o DF e os 
Municípios, suas autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades 
de economia mista, além de associações que atendam aos requisitos da 
lei (esteja constituída há pelo menos 1 ano nos termos da lei civil e 
inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio 
ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência ou 
ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico). 
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 Quanto à legitimidade passiva, estende-se a todos aqueles que 
de algum modo concorreram para o ato que gerou a ação, podendo ser 
pessoas físicas, jurídicas, de direito público ou privado. 
 No tocante à sentença, pode ter natureza pecuniária 
(condenação em dinheiro), mandamental (cumprimento de obrigação 
de fazer ou não fazer, constitutiva ou desconstitutiva (anulação de ato 
criando ou extinguindo direitos). Seus efeitos, em regra, são erga 
omnes, salvo quando o conjunto probatório for insuficiente para tanto. 
 
 O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil 
pública em defesa do patrimônio público (Súmula nº 329 do STJ). 
 
g) Ação Direta de Inconstitucionalidade (art. 102, I, “a”, da 
CF e Lei nº 9.868/99) 
É uma forma de controle pela qual se busca a anulação de 
determinada lei ou ato normativo federal ou estadual em virtude de sua 
afronta aos ditames constitucionais. 
Pode ser ajuizada no STF (afronta à Constituição Federal) ou nos 
Tribunais de Justiça dos Estados (afronta às Constituições Estaduais). 
Quanto aos legitimados ativos, estão elencados no art. 103 da 
CF: 
Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação 
declaratória de constitucionalidade: 
 I - o Presidente da República; 
II - a Mesa do Senado Federal; 
III - a Mesa da Câmara dos Deputados; 
IV a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito 
Federal; 
V o Governador de Estado ou do Distrito Federal; 
VI - o Procurador-Geral da República; 
VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; 
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VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; 
IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. 
 
Por ser uma ação de controle abstrato (ataca a lei de forma 
genérica, sem indicar nenhuma situação concreta ou sem apontar um 
conflito entre a parte A contra a parte B), não possui parte passiva, 
uma vez que visa fulminar uma determinada norma específica. 
Entretanto, é necessária a oitiva da autoridade ou de órgão(s) do(s) 
qual(is) emanou a Lei ou o ato impugnado e, após, o Advogado-Geral 
da União e o Procurador-Geral da República. 
A declaração de inconstitucionalidade pode ser total ou parcial e 
seus efeitos podem ser ex tunc (é a regra) ou ex nunc (ocorre quando 
há a modulação dos efeitos da decisão que declara inconstitucional a lei 
ou ato normativo). 
 
h) Outras ações (especiais ou ordinárias) que podem ser 
adequadamente utilizadas pelo particular contra a 
Administração (ex. as possessórias, nunciação de obra nova, 
ação declaratória, consignação de pagamento etc). 
 
 
7) Resumo da aula 
 
Segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, controle é “o 
poder-dever de vigilância, orientação e correção que a própria 
Administração, ou outro Poder, diretamente ou por meio de órgãos 
especializados, exerce sobre sua atuação administrativa.”. 
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Controle interno é aquele exercido dentro de um mesmo Poder, 
automaticamente ou por meio de órgãos integrantes de sua própria 
estrutura. 
Controle externo é o exercido por um Poder sobre os atos 
administrativos praticados por outro Poder. Exemplos: sustação, pelo 
Congresso Nacional, de atos normativos do Poder Executivo que 
exorbitem do poder regulamentar (art. 49, V, CF); anulação de um ato 
do Poder Executivo por decisão judicial. 
No controle de legalidade ou legitimidade analisa-se se o ato ou 
procedimento administrativo foi praticado em conformidade com a lei, 
fazendo-se o confronto entre uma conduta administrativa e uma norma 
jurídica (que pode estar na Constituição, na lei ou em ato administrativo 
de conteúdo impositivo). Entretanto, deve também ser apreciada a 
observância dos princípios administrativos, como a moralidade, 
finalidade, impessoalidade. 
O resultado do controle de legalidade, pode ser declarada a 
existência de vício no ato que implique a declaração de sua nulidade. 
Logo, a anulação ocorre nos casos em que exista ilegalidade no ato 
administrativo (ofensa à lei ou aos princípios administrativos), podendo 
ser decretada pela própria Administração (controle interno) ou pelo 
Poder Judiciário (controle externo) e opera efeitos ex tunc (retroage à 
origem do ato, desfazendo as relações dele resultantes). 
O controle de mérito compete, normalmente, ao próprio Poder 
que editou o ato. Visa a verificação da eficiência, oportunidade e a 
conveniência do ato controlado, atingindo diretamente a 
discricionariedade do Administrador. 
Apenas nos casos expressos na Constituição, muito 
excepcionalmente, o Poder Legislativo pode exercer controle de mérito 
sobre atos praticados pelo Poder Executivo. 
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 Lembre-se de que não cabe ao Poder Judiciário exercer controle 
de mérito sobre atos praticados pelo Poder Executivo, por dizer respeito 
ao juízo de valor de agente público, ou seja, o controle exercido pelo 
Poder Judiciário sobre os atos do Poder Executivo é, sempre, um 
controle de legalidade e legitimidade. Em nenhuma hipótese é possível 
a revogação de atos praticados pelo Executivo pelo Poder Judiciário, sob 
pena de violar o princípio da separação dos poderes. 
 O resultado do exercício do controle de mérito realizado pela 
Administração é a revogação de atos discricionários por ela própria 
regularmente editados. Logo, no caso do controle de mérito, o ato 
administrativo é DISCRICIONÁRIO, é REGULAR e somente a 
Administração pode revogá-lo. 
 Como o ato revogado era perfeito e operante, sua revogação 
somente pode produzir efeitos prospectivos, ou seja, ex nunc. 
 ATENÇÃO!!! Todos os Poderes têm competência para 
revogar os atos administrativos por eles próprios editados. 
O controle hierárquico resulta automaticamente do 
escalonamento vertical dos órgãos da Administração Direta e das 
unidades integrantes das entidades da Administração Indireta. É típico 
do Poder Executivo e é sempre um controle interno. 
O controle finalístico é exercido pela Administração Direta sobre 
as pessoas jurídicas integrantes da Administração Indireta, resulta da 
descentralização administrativa, porque incide sobre as pessoas 
jurídicas que possuem autonomia administrativa e financeira e são 
vinculadas (e não subordinadas) à Administração Direta. 
O Controle Administrativo é um controle de legalidade e de 
mérito, além de ser sempre um controle interno (realizado por órgãos 
integrantes do mesmo Poder que praticou o ato). 
Deriva do poder-dever de autotutela da Administração. 
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Recurso hierárquico próprio é o dirigido àautoridade ou instância 
imediatamente superior (há relação de hierarquia), dentro do mesmo 
órgão em que o ato foi praticado. 
Recurso hierárquico impróprio é o dirigido a autoridade de outro 
órgão não integrado na mesma hierarquia daquele que proferiu o ato, 
ou seja, entre o órgão de que emanou o ato recorrido e o órgão a que 
se endereça o recurso não há relação hierárquica, embora eles possam 
integrar a mesma pessoa jurídica. Só é cabível se previsto 
expressamente em lei, já que não decorre da hierarquia. 
As espécies de recursos administrativos são as seguintes: 
Representação: É a denúncia de irregularidades feita perante a 
própria Administração. 
Reclamação administrativa: É uma expressão bastante genérica 
que refere-se a qualquer forma de manifestação de discordância do 
administrado contra um ato da Administração. 
Pedido de reconsideração: É a solicitação feita à própria 
autoridade que proferiu a decisão ou emitiu o ato para que ela o 
submeta a uma nova apreciação. 
Revisão: É a petição utilizada em face de uma decisão 
administrativa que implique aplicação de sanção, visando a desfazê-la 
ou abrandá-la, desde que se apresentem fatos novos que demonstrem 
a inadequação da penalidade aplicada. 
Lembre-se também da Súmula Vinculante nº 21: 
 
 
 
 
É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de 
dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo 
 
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A regra é que o recurso administrativo não tenha efeito 
suspensivo, ou seja, a sua interposição não tem o condão de suspender 
os efeitos da decisão proferida pela Administração. 
Outra regra é que a situação do recorrente pode ser piorada por 
quem julgará o recurso. Na revisão, contudo, não pode ser agravada a 
sansão aplicada ao particular. 
Com relação à prescrição, você já observou: o prazo do 
particular contra a Administração perante o Judiciário é de 5 anos. Para 
pretensão de atos que violaram direitos humanos na ditadura: 
imprescritível. Para a Administração a regra geral também é de 5 anos, 
havendo a imprescritibilidade para a reparação ao erário. 
Com relação à decadência, lembramos que, na esfera federal, o 
art. 54 da Lei nº 9.784/99 estatui que é de 5 anos o prazo de 
decadência para a administração pública anular os atos administrativos 
de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários, salvo 
comprovada má-fé. 
O Controle legislativo, por sua vez, é um controle externo e 
configura-se, sobretudo, como um controle político, por isso podem ser 
controlados aspectos relativos à legalidade e à conveniência pública (ou 
política) dos atos do Poder Executivo que estejam sendo controlados. 
Assim, serão apreciados aspectos de legalidade E DE MÉRITO (= 
conveniência e oportunidade). 
Em respeito ao princípio da independência e harmonia dos 
Poderes (art. 2º, CF), somente se verifica nas situações e nos limites 
expressamente previstos no próprio texto constitucional. São hipóteses 
constitucionais de controle legislativo: 
1. Sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem 
do poder regulamentar ou dos limites de delegação 
legislativa (art. 49, V, CF). 
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2. As comissões parlamentares de inquérito terão poderes de 
investigação próprios das autoridades judiciais e serão criadas 
para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo 
suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério 
Público, para a promoção da responsabilidade civil ou criminal 
dos infratores (art. 58, §3º, CF). 
3. Ao Senado Federal compete aprovar a escolha de 
magistrados, ministros do TCU, PGR e outras autoridades 
(art. 52, III, CF). 
4. Ao Senado Federal compete autorizar operações externas de 
natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do 
DF, dos Territórios e dos Municípios (art. 52, V, CF). 
5. À Câmara dos Deputados compete proceder à tomada de 
contas do Presidente da República, quando não apresentadas 
ao Congresso Nacional dentro de 60 dias após a abertura da 
sessão legislativa (art. 51, II, CF). 
6. Ao Congresso Nacional, auxiliado pelo TCU, compete, mediante 
controle externo, a fiscalização contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial da União e das 
entidades da Administração Direta e Indireta, quanto à 
legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das 
subvenções e renúncia de receitas (art. 70). 
 A fiscalização financeira e orçamentária é exercida sobre os atos 
de todas as pessoas que administrem bens ou dinheiros públicos. 
Conforme preceitua o art. 70, parágrafo único, da Constituição Federal, 
prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou 
privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre 
dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou 
que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária. 
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 A fiscalização será exercida pelo Congresso Nacional. O Tribunal 
de Contas tem o dever de “auxiliar” o Congresso. 
Com base no art. 71 da Constituição Federal, algumas das 
principais atribuições dos Tribunais de Contas são: 
1. apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da 
República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado 
em 60 dias a contar de seu recebimento (inciso I). 
ATENÇÃO!!! O responsável pelo julgamento das contas 
do Presidente da República é o Congresso Nacional (art. 
49, IX, CF). 
2. julgar as contas dos administradores e demais responsáveis 
por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta 
e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e 
mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que 
derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que 
resulte prejuízo ao erário público (inciso II). ATENÇÃO!!! 
Nesse caso, a competência do TCU é de julgar as contas, 
diferentemente do que ocorre no caso do Presidente da 
República, em que o TCU tem a função de apenas 
apreciar as contas. 
3. apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de 
admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta 
e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo 
Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de 
provimento em comissão, bem como a das concessões de 
aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as 
melhorias posteriores que não alterem o fundamento 
legal do ato concessório (inciso III); 
4. aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou 
irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que 
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estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao 
dano causado ao erário (inciso VIII). ATENÇÃO!!! As 
decisões do TCU de que resulte imputação de débito ou 
multa são executáveis pela Advocacia Geral da União, 
tendo força e eficácia detítulo executivo. 
5. Determinar prazo, se verificada ilegalidade, para que o órgão 
ou entidade adote as providências necessárias ao exato 
cumprimento da lei e, se não atendido, sustar a execução do 
ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos 
Deputados e ao Senado Federal (incisos IX e X). ATENÇÃO!!! 
No caso de ato administrativo, cabe ao próprio TCU 
sustar sua execução; no caso de contrato administrativo, 
não lhe foi dada, em princípio, essa competência, já que 
o ato de sustação será adotado diretamente pelo 
Congresso Nacional; apenas se este ou o Poder 
Executivo, no prazo de 90 dias, não efetivar as medidas 
cabíveis para a sustação do contrato é que o TCU 
adquirirá competência para decidir a respeito. 
O controle externo do Tribunal de Contas sobre os atos ou 
contratos da Administração é feito a posteriori, salvo as inspeções e 
auditorias (controle concomitante), que podem ser realizadas a 
qualquer tempo. 
Por fim, o Controle Judicial, via de regra, é exercido a posteriori 
e referente à legalidade dos atos administrativos. 
 No exercício de sua atividade jurisdicional, o Poder Judiciário 
sempre age mediante provocação do interessado ou do legitimado. 
 Mediante o exercício do controle judicial dos atos administrativos, 
pode-se decretar a sua anulação e nunca sua revogação, decorrente do 
controle de mérito. 
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Atenção: o ato discricionário, como qualquer outro ato 
administrativo, está sujeito à apreciação judicial. 
Com relação aos atos políticos, é possível sua apreciação pelo 
Poder Judiciário, desde que causem lesão a direitos individuais ou 
coletivos. 
Quanto aos atos interna corporis (de organização interna dos 
Poderes ou que não geraram qualquer efeito no ambiente externo a 
esse Poder), em regra não são apreciados pelo Judiciário, pois se 
limitam a estabelecer normas sobre o funcionamento interno dos 
órgãos; no entanto, se exorbitarem em seu conteúdo, ferindo direitos 
individuais e coletivos, poderão também ser apreciados pelo 
Judiciário. 
Alguns dos principais meios judiciais de controle dos atos da 
Administração: 
a) Habeas Corpus 
É concedido sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por 
ilegalidade ou abuso de poder. OBS: só não é cabível em relação a 
punições disciplinares militares. 
b) Habeas Data 
É um remédio constitucional concedido para: 
3. assegurar o conhecimento de informações relativas à 
pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
4. retificar dados, quando não se prefira fazê-lo por processo 
sigiloso, judicial ou administrativo. 
c) Mandado de injunção (art. 5º, LXXI, da CF) 
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Há a concessão de mandado de injunção sempre que a falta de 
norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e 
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, 
à soberania e à cidadania, previstos em norma de eficácia limitada. 
d) Mandado de segurança individual e coletivo (art. 5º, LXIX e LXX, 
CF e Lei nº 12.016/2009) 
É o remédio constitucional destinado a proteger direito líquido e 
certo, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público. 
e) Ação popular (art. 5º, LXXIII, CF e Lei nº 4.717/65) 
 Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que 
vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o 
Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao 
patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada 
má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. 
f) Ação civil pública (art. 129, III, da CF; Lei nº 7.347/85 e Lei nº 
8.437/92) 
 Visa a reprimir ou impedir lesão a interesses difusos e 
coletivos, como os relacionados à proteção do patrimônio público e 
social, do meio ambiente, e, em alguns casos, a interesses individuais 
homogêneos, como os relacionados à proteção do consumidor. 
g) Ação Direta de Inconstitucionalidade (art. 102, I, “a”, da CF e Lei 
nº 9.868/99) 
É uma forma de controle pela qual se busca a anulação de 
determinada lei ou ato normativo federal ou estadual em virtude de sua 
afronta aos ditames constitucionais. 
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h) Outras ações (especiais ou ordinárias) que podem ser 
adequadamente utilizadas pelo particular contra a Administração 
(ex. as possessórias, nunciação de obra nova, ação declaratória, 
consignação de pagamento etc) 
 
8) Questões 
 
1. (CESPE - 2015 - MPOG - Analista Técnico Administrativo - 
Cargo 2) Em relação ao controle administrativo, julgue o item 
subsequente. 
O controle interno deriva do poder de autotutela que a 
administração tem sobre seus próprios atos e agentes. 
 
2. (CESPE - 2015 - MPOG - Analista Técnico Administrativo - Cargo 
2) Em relação ao controle administrativo, julgue o item subsequente. 
O controle interno pode ser definido como o exercido no âmbito do 
mesmo Poder, ainda que por órgão diverso daquele que sofra a 
correição. 
 
3. (CESPE - 2013 - SEFAZ-ES - Auditor Fiscal da Receita Estadual) 
O controle exercido por determinado órgão público sobre os seus 
departamentos denomina-se controle. 
 a) interno. 
 b) de legalidade. 
 c) externo. 
 d) concomitante. 
 e) provocado. 
 
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4. (2014/CESPE/ Câmara dos Deputados/Analista Legislativo) A 
respeito do controle e da responsabilização da administração, julgue o 
item. O controle pode ser classificado como executivo ou legislativo, a 
depender do órgão que o exerça. 
 
 
5. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista 
Judiciário) O controle prévio dos atos administrativos do Poder 
Executivo é feito exclusivamente pelo Poder Executivo, cabendo aos 
Poderes Legislativo e Judiciário exercer o controle desses atos somente 
após sua entrada em vigor. 
 
6. (CESPE - 2014 - MDIC - Agente Administrativo) As formas de 
controle interno na administração pública incluem o controle ministerial, 
exercido pelos ministérios sobre os órgãos de sua estrutura interna, e a 
supervisão ministerial, exercida por determinado ministério sobre as 
entidades da administração indireta a ele vinculadas. 
 
7. (CESPE-2014-ANTAQ-Técnico Administrativo) No tocante ao 
controle da administração pública, julgue o item subsecutivo. 
O controle administrativo exercido com base na hierarquia 
denomina-se supervisão ministerial. 
 
8. (2014/ CESPE/ANTAQ/Técnico em Regulação) Em relação ao 
controle na administração pública, julgue o próximo item. O controle 
administrativo, que visa verificar a conveniência dos atos 
administrativos, é exercido de forma exclusiva pelo Poder Executivo. 
 
 
9. (2014/CESPE/ANTAQ/Técnico em Regulação) Em relação ao 
controle na administração pública, julgue o próximo item. O gestor 
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público, ao revogar um ato administrativo praticado por um agente não 
competente, exerce o controle corretivo; ao passo que, ao homologar 
um ato válido, ele pratica o controle concomitante. 
 
10. (CESPE - 2013 - ANTT - Especialista em Regulação de Serviços 
de Transportes Terrestres - Direito) O controle administrativo é exercido 
mediante fiscalização hierárquica, que ocorre quando os órgãos 
superiores fiscalizam os inferiores, tendo como fundamento o exercício 
do poder hierárquico. 
 
11. (CESPE-2014-ANTAQ-Técnico Administrativo) No tocante ao 
controle da administração pública, julgue o item subsecutivo. 
A análise da prestação de contas de uma autarquia federal pelo 
Tribunal de Contas da União é exemplo de controle posterior e externo. 
 
 
12. (CESPE/BACEN/Procurador/2009) A CGU é órgão de controle 
externo. 
 
13. (CESPE/TCE-RN/Assessor/2009) Entre os vários critérios 
adotados para classificar as modalidades de controle, destaca-se o que 
o distingue entre interno e externo, dependendo de o órgão que o 
exerça integrar ou não a própria estrutura em que se insere o órgão 
controlado. Nesse sentido, o controle externo é exercido por um poder 
sobre o outro, ou pela administração direta sobre a indireta. 
 
14. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A autarquia, embora possua 
personalidade jurídica própria, sujeita-se ao controle ou à tutela do ente 
que a criou. 
15. (CESPE - 2015 - MPOG - Analista Técnico Administrativo - 
Cargo 2) Em relação ao controle administrativo, julgue o item 
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subsequente. O direito de a administração anular seus próprios atos, 
quando eivados de vícios que os tornem ilegais, implica a 
desnecessidade de garantir o contraditório e a ampla defesa ao terceiro 
prejudicado. 
 
 
16. (2014/CESPE/ANTAQ/ Técnico em Regulação) Em relação ao 
controle na administração pública, julgue o próximo item. O controle 
administrativo permite que a organização pública fiscalize e corrija, por 
iniciativa própria, atos administrativos sob os aspectos de legalidade e 
mérito. 
 
17. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista 
Judiciário) O Poder Judiciário, no exercício da atividade administrativa, 
pode exercer controle administrativo, inclusive para revogar seus 
próprios atos administrativos. 
 
18. (2014/CESPE/ANTAQ/Especialista em Regulação - Economia) 
No que se refere aos tipos de controle e atuação dos tribunais de 
contas, julgue o item que se segue. O Poder Judiciário exerce controle 
judicial e administrativo. 
 
 
19. (CESPE - 2013 - INPI - Analista de Planejamento) Com relação 
ao controle da administração, julgue os itens subsecutivos. 
O controle administrativo, que consiste no acompanhamento e 
fiscalização do ato administrativo por parte da própria estrutura 
organizacional, configura-se como controle de natureza interna, 
privativo do Poder Executivo. 
 
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20. (2014/CESPE/TC-DF/ Auditor de Controle Externo) Acerca do 
processo civil e do controle dos atos judiciais, julgue o próximo item. No 
que se refere ao princípio da separação dos poderes, o controle prévio 
do ato administrativo é exclusivo da administração, cabendo ao Poder 
Judiciário apreciar lesão ou ameaça de lesão somente após a efetiva 
entrada em vigor do ato. 
 
21. (CESPE - 2013 - TCE-RO - Auditor de Controle Externo - 
Direito) O direito de petição previsto constitucionalmente pode ser 
exercido tanto para a proteção de direitos individuais do peticionário 
quanto para a fiscalização de ilegalidades e abusos de poder. 
 
 
22. (CESPE/BACEN/Procurador/2009) O órgão competente para 
decidir o recurso administrativo poderá, de ofício, confirmar, modificar, 
anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão recorrida, se a 
matéria for de sua competência, mesmo quando o tema não for objeto 
de recurso voluntário. Da mesma maneira, não há necessidade de, na 
hipótese de a nova decisão agravar a situação do recorrente, dar 
oportunidade ao interessado para formular alegações antes da nova 
decisão. 
 
23. (CESPE/DPE-ES/Defensor/2009) O recurso hierárquico próprio 
é dirigido à autoridade imediatamente superior, no mesmo órgão em 
que o ato foi praticado, enquanto o recurso hierárquico impróprio é 
dirigido à autoridade de outro órgão, não inserido na mesma hierarquia 
do que praticou o ato, sendo que o cabimento de ambos depende de 
previsão legal expressa. 
 
 
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24. (CESPE/TJDFT/Analista/2008) Por integrar o Poder Judiciário, 
mesmo as funções tipicamente administrativas exercidas pelo TJDFT 
estão sujeitas apenas ao controle judicial. 
 
25. (CESPE/MP-RR/2008) Os recursos administrativos constituem 
mecanismos de controle interno, por meio do qual a administração é 
provocada a fiscalizar seus próprios atos, visando ao atendimento do 
interesse público e a preservação da legalidade. 
 
26. (CESPE/MP-RR/2008) Quanto ao efeito da interposição do 
recurso, predomina a regra da suspensividade dos efeitos do ato 
impuganado, tendo em vista a presunção de legalidade do ato 
administrativo e sua autoexecutoriedade. 
 
27. (CESPE/MP-RR/2008) A CF assegura, expressamente, a ampla 
defesa nos processos administrativos. 
 
28. (CESPE - 2015 - STJ - Conhecimentos Básicos para o Cargos 3 
e 14) Julgue o item seguinte, acerca do controle exercido e sofrido pela 
administração pública. 
A possibilidade de convocação, por qualquer das casas do 
Congresso Nacional, de titulares de órgãos subordinados à Presidência 
da República ilustra o controle político da administração pública, que 
abrange tanto aspectos de legalidade quanto de mérito. 
 
29. (2014/ CESPE/ ANTAQ/Técnico em Regulação) Em relação ao 
controle na administração pública, julgue o próximo item. No exercício 
do controle parlamentar, o agente público atua sem considerar os 
direitos individuais dos administrados. 
 
 
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30. (2014/CESPE/ ANTAQ/Especialista em Regulação - Economia) 
No que se refere aos tipos de controle e atuação dos tribunais de 
contas, julgue o item que se segue. Os tribunais de contas exercem 
controle parlamentar, em auxílio ao Poder Legislativo. 
 
 
31. (CESPE-2014-Câmara dos Deputados-Analista Legislativo) 
O controle legislativo, prerrogativa atribuída ao Poder Legislativo 
para fiscalizar a administração pública, não incide sobre os atos 
praticados pelo Poder Judiciário, dada a previsão constitucionalde 
autonomia financeira desse poder. 
 
32. (2014/CESPE/CADE/Nível Médio) A função fiscalizatória 
exercida pelos tribunais de contas dos estados inclui-se entre as 
hipóteses de controle do Poder Legislativo sobre os atos da 
administração pública. 
 
 
33. (2014/ CESPE/ ANTAQ/ Técnico em Regulação) As comissões 
parlamentares de inquérito são exemplos de exercício do controle 
judiciário no âmbito do Congresso Nacional. 
 
 
34. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico - Administrativo) O 
controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o 
auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete, entre outras 
atribuições, fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela 
União, mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos 
congêneres, a estado, ao Distrito Federal ou a município. 
 
35. (CESPE - 2013 - PRF - Policial Rodoviário Federal) Os atos 
praticados pelos agentes públicos da PRF estão sujeitos ao controle 
contábil e financeiro do Tribunal de Contas da União. 
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36. (CESPE - 2013 - FUNASA - Todos os Cargos - Conhecimentos 
Básicos) O controle legislativo é a prerrogativa atribuída ao Poder 
Legislativo de fiscalizar o Poder Executivo, ressalvados os atos 
praticados pelos presidentes de empresas públicas e sociedade de 
economia mista, em razão de sua natureza eminentemente 
empresarial. 
 
37. (CESPE - 2013 - CPRM - Analista em Geociências - Direito) É 
de competência exclusiva do Tribunal de Contas da União fiscalizar e 
controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração 
indireta. 
 
38. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) - Analista 
Judiciário) Por força do princípio da separação de poderes, não se 
admite o controle da administração pública pelo Poder Legislativo. 
 
 
39. (2014/ CESPE/ Instituto Rio Branco/ Diplomata) O controle de 
legalidade dos atos da administração pública somente pode ser 
processado pelos órgãos do Poder Judiciário. 
 
40. (CESPE-2014-TC/DF-Analista de Administração Pública) No 
que se refere ao controle da administração pública, julgue o item que 
se segue. 
O Poder Legislativo exerce controle financeiro sobre o Poder 
Executivo, sobre o Poder Judiciário e sobre a sua própria administração. 
 
 
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41. (CESPE-2014-Câmara dos Deputados – Analista legislativo) 
Com relação aos controles interno e externo, julgue o item a seguir. 
No julgamento das contas do presidente da República, cabe ao 
Tribunal de Contas da União (TCU) emitir parecer prévio, que deverá 
ser encaminhado ao Congresso Nacional. 
 
42. (CESPE - 2013 - CPRM - Analista em Geociências - Direito) É 
de competência do Congresso Nacional sustar os contratos 
administrativos que apresentem ilegalidade, mediante solicitação do 
Tribunal de Contas da União. 
 
43. (CESPE - 2013 - INPI - Analista de Planejamento) As contas 
prestadas pelos chefes do poder executivo incluirão as suas próprias, as 
dos presidentes dos órgãos dos poderes legislativo e judiciário e do 
chefe do Ministério Público, e dependerão de parecer prévio, 
separadamente, do respectivo Tribunal de Contas. 
 
44. (CESPE - 2013 - MTE - Auditor Fiscal do Trabalho) Julgue os 
itens que se seguem, referentes à improbidade administrativa e ao 
controle da administração. 
O controle da administração realizado pelo Poder Legislativo com o 
auxílio do TCU abrange o denominado controle de economicidade, pelo 
qual se verifica se o órgão público procedeu da maneira mais econômica 
na aplicação da despesa, atendendo à adequada relação de custo-
benefício. 
 
45. (CESPE - 2013 - INPI - Analista de Planejamento) Com relação 
ao controle da administração, julgue os itens subsecutivos. 
Os tribunais de contas dispõem de competência para fiscalizar a 
legalidade, legitimidade, economicidade, a aplicação de subvenções e a 
renúncia de receitas das entidades da administração direta, razão pela 
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qual a Constituição Federal lhes faculta a condição de, como órgãos que 
se inserem na esfera do Poder Executivo, rever o mérito dos atos 
administrativos praticados no âmbito desse Poder. 
 
 
46. (CESPE - 2013 - INPI - Analista de Planejamento) O controle 
financeiro exercido pelo Poder Legislativo alcança tanto o Executivo 
como o Judiciário e sua própria administração, no que se refere à 
receita, à despesa e à gestão dos recursos públicos. Sujeitas a esse 
controle estão as áreas de atuação contábil, financeira, orçamentária, 
operacional e patrimonial. 
 
 
47. (CESPE/Natal/Assessor/2008) A fiscalização financeira e 
orçamentária do Poder Executivo pelos Tribunais de Contas é uma 
forma de controle da administração pelo Poder Judiciário. 
 
 
48. (CESPE/TJ-SE/Juiz/2008) Os nomeados para cargos de 
secretários de Estado devem ter a legalidade de sua nomeação 
apreciada, para fins de registro, no TC do respectivo Estado. 
 
49. (CESPE/TJDFT/Analista/2008) O controle dos atos da 
administração pública pode ser exercido de forma interna, pelos 
tribunais de contas estaduais e do DF, ou de forma externa, pelo TCU e 
pelo Poder Judiciário. 
 
50. (CESPE – 2015 – MPU - Analista do MPU - Conhecimentos 
Básicos) Com relação ao controle da administração e ao poder de polícia 
administrativa, julgue o item seguinte. 
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Compete ao Poder Judiciário, como mecanismo de controle judicial, 
sustar, de ofício, os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem 
do poder regulamentar. 
 
 
51. (2014/ CESPE/Polícia Federal/ Nível Superior) Julgue o item a 
seguir, no que concerne aos atos administrativos e ao controle da 
administração pública. Anulação de ato administrativo consiste na 
extinção de um ato ilegal determinada pela administração ou pelo poder 
judiciário, sem eficácia retroativa. 
 
52. (2014/CESPE/SUFRAMA/ Nível Superior). Uma das formas de 
controle da administração pública é o controle judicial, que incide tanto 
sobre o mérito quanto sobre a legalidade dos atos da administração 
pública. 
 
 
53. (CESPE-2014-TJ/SE-Técnico Judiciário) No tocante aos atos e 
aos poderes administrativos, julgue os próximos itens. 
O Poder Judiciário só tem competência para revogar os atos 
administrativos por ele mesmo produzidos. 
 
54. (CESPE-2014-TC/DF-Analista de Administração Pública) No 
que se refere ao controle da administração pública, julgue o item que 
se segue. 
O controle judicial dos atos da administração ocorre depois que 
eles são produzidos e ingressam no mundo jurídico, não existindo 
margem, no ordenamento jurídico brasileiro, para que tal controle se dê 
a priori. 
 
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55. (CESPE - 2013 - ANTT - Especialista em Regulação de Serviços 
de Transportes Terrestres - Direito) O Poder Judiciário poderá apreciar a 
legalidade dos atos administrativos, invalidando-os se entender 
conveniente mediante iniciativa própria ou provocação. 
 
 
56. (CESPE - 2013 - ANTT - Especialista em Regulação de Serviços 
de Transportes Terrestres - Direito ) Como instrumento de controle, a 
ação popular poderá ser utilizada de forma preventiva ou repressiva 
contra a atividade administrativa lesiva ao patrimônio público. 
 
57. (CESPE - 2013 - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário - 
Área Administrativa) O controle judicial incidente sobre um ato 
discricionário restringe-se à análise da legalidade do ato. 
 
58. (CESPE - 2013 - PC-DF - Agente de Polícia) Os atos 
administrativos estão sujeitos ao controle judicial; no entanto, tal 
controle não autoriza que o juiz, em desacordo com a vontade da 
administração, se substitua ao administrador, determinando a prática 
de atos que entender convenientes e oportunos. 
 
59. (CESPE - 2013 - TCE-RO - Agente Administrativo) A ação civil 
pública e a ação popular são exemplos de uma forma específica de 
controle judicial da administração. 
 
60. (CESPE - 2013 - INPI - Analista de Planejamento) Com relação 
ao controle da administração, julgue os itens subsecutivos. 
O controle judicial sobre atos da administração pública é 
exclusivamente de legalidade e, como regra, realizado a posteriori . 
Podem haver, no entanto, situações especiais em que se admite um 
controle prévio exercido pelo Judiciário. 
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61. (CESPE - 2013 - ANTT - Especialista em Regulação de Serviços 
de Transportes Terrestres - Direito) O controle jurisdicional da 
administração pública é exercido a posteriori, ou seja, depois que os 
atos são realizados pelos demais poderes. 
 
62. (CESPE - 2013 - MS - Administrador) A respeito do controle e 
da responsabilização da administração pública, julgue o iten a seguir. É 
vedado ao Poder Judiciário realizar controle judicial prévio dos atos 
administrativos. 
 
63. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico - Administrativo) O 
controle administrativo é instrumento jurídico de fiscalização sobre a 
atuação dos agentes e órgãos públicos, realizado de ofício por iniciativa 
própria, não se aceitando provocação da parte interessada. 
 
64. (CESPE/MS/Analista/2010) No controle dos atos 
discricionários, os quais legitimam espaço de liberdade para o 
administrador, o Poder Judiciário deve, em regra, limitar-se ao exame 
da legalidade do ato, sendo vedada a análise dos critérios de 
conveniência e oportunidade adotados pela administração. 
 
 
65. (CESPE/TCU/2009) Não é possível o controle de legalidade 
exercido pelo Poder Judiciário na hipótese de remoção de servidor 
público de ofício, mas com características de perseguição política, em 
razão de a motivação atender ao interesse da administração. 
 
66. (CESPE/Natal/Assessor/2008) Ao Poder Judiciário é defeso 
analisar os atos administrativos dos demais poderes. 
 
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67. (CESPE/TRT-5/Analista/2008) Todas as pessoas físicas ou 
jurídicas são partes legítimas para propor ação popular que vise a 
anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado 
participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao 
patrimônio histórico e cultural. 
 
 
Gabarito 
1) C 
2) C 
3) A 
4) E 
5) E 
6) C 
7) E 
8) E 
9) E 
10) C 
11) C 
12) E 
13) C 
14) C 
15) E 
16) C 
17) C 
18) C 
19) E 
20) E 
21) C 
22) C 
23) C 
24) E 
25) C 
26) E 
27) C 
28) C 
29) C 
30) C 
31) E 
32) C 
33) E 
34) C 
35) C 
36) E 
37) E 
38) E 
39) E 
40) C 
41) C 
42) C 
43) C 
44) C 
45) E 
46) C 
47) E 
48) E 
49) E 
50) E 
51) E 
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52) C 
53) E 
54) E 
55) C 
56) C 
57) C 
58) C 
59) C 
60) C 
61) E 
62) E 
63) C 
64) C 
65) E 
66) E 
67) E 
 
 
 
 
 
 
9) Referências 
 
 
ALEXANDRINO, Marcelo e PAULO, Vicente. Direito Administrativo 
descomplicado. 18ª ed. São Paulo: Método, 2010. 
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 
27ª ed. São Paulo: Malheiros, 2010. 
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 
13ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005. 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 22ª ed. São 
Paulo: Editora Atlas, 2009. 
GASPARINI, Diogenes. Direito Administrativo. 13ª ed. São Paulo: 
Saraiva, 2008. 
MARINELA, Fernanda. Direito Administrativo, 8ª Ed., Niterói: Impetrus, 
2014. 
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo brasileiro. São Paulo: 
Malheiros, 2003. 
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MESQUITA, Daniel. Direito Administrativo – Série Advocacia Pública, 
Vol. 3, Ed. Forense, Rio de Janeiro, Ed. Método, São Paulo, 2011. 
STOCO, Rui. Responsabilidade civil e sua interpretação jurisprudencial: 
doutrina e jurisprudência. 4ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 
1999. 
Informativos de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em 
www.stf.jus.br, e do Superior Tribunal de Justiça, em www.stj.jus.br. 
 
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