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GE - Gestão da Captação e Retenção de Talentos_02

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os demais insumos outrora valorizados. O 
estilo de gerenciar negócios focando apenas a maximização da riqueza para os acionistas sofreu um 
impacto significativo, principalmente no que tange a longevidade e o sucesso corporativo.
Para Senge, as pessoas expandem continuamente sua capacidade de criar os resultados desejados e são 
as principais responsáveis pelos processos de mudança. 
Por isto, a quinta disciplina revoluciona a atual maneira de pensar e trabalhar redimensionando os 
processos de liderança e ajudando a qualquer organização a se preparar para o futuro.
O ambiente de aprendizagem contempla o indivíduo que se desloca para o grupo e em seguida, para a 
organização.
Como podemos observar as diversas formas de aprendizagem evidenciadas por Peter Senge, nos leva a 
perceber o quanto este novo formato de organizações que aprendem é relevante para este novo ambiente 
econômico. 
Já vimos que falar de aprendizagem organizacional é falar de colaboração, de criação de vários conceitos 
que estão em um tema mais amplo que é a gestão do conhecimento.
Este modelo de gestão representa uma mudança de olhar sobre a mesma realidade para empregar o 
intangível, que cada vez ganha espaço nesta nova sociedade, que é a sociedade da informação. As velhas 
estratégias poderão por um tempo conviver com as novas formas de gestão, entretanto, o cenário é outro, 
as organizações precisam gerenciar o conhecimento, para se tornarem competitivas.
Observando a fórmula abaixo:
Empreendedorismo + conhecimento + inovação = sucesso na nova economia.
Podemos concluir por que é imprescindível utilizar o conhecimento para inovar a cognição e criar uma 
estrutura organizacional competitiva. 
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TeoRIa da CRIaÇÃo do CoNHeCIMeNTo: a vIsÃo jaPoNesa
Saliento que existem várias abordagens sobre a criação do conhecimento, mas vamos nos deter na 
abordagem japonesa, baseada em dois níveis de conhecimento que são:
1. Conhecimento Explícito
2. Conhecimento Tácito 
O Conhecimento Explícito está relacionado ao conhecimento expresso de maneira formal, em forma de 
processos, metodologias, bancos de dados, etc.
O Conhecimento Tácito é o conhecimento que o individuo adquire ao logo da vida pela experiência o que 
está implícito.
voCê sabIa?
A palavra Tácito vem do latim tacitus que significa “que cala”, “silencioso”.
Estudaremos estas formas de conhecimento que são aplicadas hoje nos ambientes organizacionais e que 
constituem o principal ativo para o seu crescimento e permanência no mercado. 
Imagem: livro texto.
A abordagem japonesa da gestão do conhecimento em sua versão mais moderna é chamada de midlle-
up-down (do meio pra cima e para baixo). Nesse modelo os sócios ou administradores determinam a visão 
da empresa, enquanto os funcionários operacionais analisam a realidade, e os gerentes de nível médio 
atuam intercalando a visão e a realidade, incorporando-os às novas tecnologias, produtos e programas.
Afinal, você deve questionar... “Mas sendo o conhecimento intangível como podemos localizá-lo dentro 
das organizações?”.
É possível responder esta questão de onde encontrar o conhecimento nos ambientes de negócios, nas 
leis, na regulamentação empresarial que sege o segmento e nas parcerias com entidades governamentais. 
Existe conhecimento nos relacionamentos com públicos de interesse, parceiros, fornecedores, em 
documentos, padrões.
???
18
dICas
Como já estudamos sobre os textos de conhecimento, entendemos que o conhecimento 
explícito é mais fácil de identificar em documentos, relatórios, patentes, entretanto, 
para enxugar o conhecimento na cultura, nos relacionamentos, é preciso realmente 
ouvir a organização.
Mudar o foco de observação, buscar os aspectos relativos ao conhecimento tácito que 
está muitas vezes presente nas conversas e nas reuniões, onde podem surgir ideias, 
iniciativas que já existem, oportunidades de negócio, etc.
Na verdade, a aplicabilidade da gestão do conhecimento se adequa a qualquer tipo de 
organização e necessariamente não requer volumosos investimentos. O importante é 
verificar: “qual o momento da empresa?” “Onde está o conhecimento crítico?”.
Para identificá-lo, as organizações precisam avaliar se está mais relacionado com o capital mais 
estruturado, com os processos, com os relacionamentos, com as pessoas e etc. Depois de identificado, o 
conhecimento crítico deve ser implementado em ações que envolvem as seguintes etapas:
1. Engajamento dos líderes;
2. Alinhamento claro com os objetivos do negócio;
3. Práticas simples que funcionem de forma econômica;
4. Reconhecimento dos resultados.
A Gestão do Conhecimento nada mais é do que a combinação dos conhecimentos através da socialização 
das informações, exteriorização do desenvolvimento de competências, a combinação sistematizada de 
conhecimentos e a interiorização, onde são empreendidos e internalizados dos processos induzidos e 
facilitados e principalmente do acesso à informação. 
Desta forma, observando o quadro apresentado na página 45 do nosso livro texto, sugiro fazermos uma 
análise sobre as formas de conversão do conhecimento para propiciar uma melhor disseminação do 
processo de aprendizagem.
Como você pôde perceber, a aprendizagem é o processo que impulsiona o desenvolvimento do 
conhecimento. 
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o CaPITal INTeleCTUal e a base de dados
Conhecimento é Poder!
Fonte: http://www.smconsultoriaempresarial.com.br/wp-content/uploads/2013/06/Capital-Intelectual.
jpg
O tema Capital Intelectual apresenta-se oportuno, devido ser o principal elo entre o resultado e a 
longevidade corporativa, e por ser uma área interessante para pesquisa e aprendizado contínuos, visto que 
é algo contemporâneo e de relevância diante da constante vulnerabilidade do mercado. Vulnerabilidade 
esta, que ocorre em virtude das inovações tecnológicas, do novo perfil do consumidor, da competitividade 
baseada em conhecimento, enfim, pela globalização em si.
Na atualidade as organizações que detêm o conhecimento, consequentemente, detêm o poder. E 
este poder – sustentado pela capacidade de desenvolvimento da presciência dos fatos, da inovação, 
propagação social e mobilidade (transpor limites) – permite à organização uma maior flexibilidade diante 
da influência dos fatores externos.
Segundo o autor Steawart, O Capital Intelectual – composto por capital humano, capital estrutural e 
capital de clientes – representa benefícios intangíveis que, quando associados aos outros fatores 
tangíveis, agregam valor às organizações, aos clientes e aos fornecedores, tornando-se um diferencial 
competitivo, o que faz com que se estabeleça a coerência entre o resultado e a longevidade corporativa. 
O capital estrutural se divide em: 
1. Capital do cliente
2. Capital organizacional
3. Capital de inovação
4. Capital de processos
O Capital Intelectual é caracterizado para tentativa de avaliar os recursos intangíveis - bens que não 
estão disponíveis fisicamente: marcas patentes, valores responsáveis pelo conhecimento e capacidade 
de aprendizado que as pessoas possuem.
As organizações estão em busca de obter capital intelectual através da captação de profissionais no 
mercado de trabalho que reúnam competências e conhecimentos que agreguem valor às competências 
organizacionais, conforme vimos no nosso primeiro guia de estudos. Você lembra?
http://www.smconsultoriaempresarial.com.br/wp-content/uploads/2013/06/Capital-Intelectual.jpg
http://www.smconsultoriaempresarial.com.br/wp-content/uploads/2013/06/Capital-Intelectual.jpg
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Então será possível transformar o capital intelectual em moedas?
Esta transformação é possível quando a inteligência torna-se um ativo, quando se usa uma ordem útil. Por 
exemplo: desenvolvimento de uma base de dados, sistema operacional, mala direta, agenda para reunião.
Este conhecimento existe nas organizações e deve favorecê-las no destaque frente à concorrência. A 
matéria-prima deve ser capturada dando ativos e mais valor a empresa. Na Era do Conhecimento, os atos 
intangíveis proporcionam

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