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Anatomia do estômago

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1 Bruna Lago Santos 
incisura angular, 
Anatomia do estômago. 
O estômago mistura os alimentos e atua como reservatório; sua 
principal função é a digestão enzimática. O suco gástrico converte 
gradualmente a 
massa de alimento em uma mistura semilíquida, o quimo, que passa 
rapidamente para o duodeno. O estômago vazio tem calibre apenas 
ligeiramente maior que o do intestino grosso; entretanto, é capaz 
de se expandir muito e pode conter 2 a 3 litros de alimento. 
O ESTÔMAGO tem quatro seções: a cárdia, o fundo superior, o corpo central 
 e o antro inferior. O estômago continua a digestão que iniciou na boca, 
misturando o alimento com ácido e enzimas para criar o quimo. A abertura entre o estômago e o intestino delgado, 
ou piloro (porteiro), é protegida pela válvula pilórica. Esta faixa espessa de músculo liso relaxa para permitir que 
apenas pequenas quantidades de quimo entrem no intestino delgado simultaneamente. 
O estômago também tem duas curvaturas: Curvatura menor = forma a margem direita côncava mais curta do estômago. 
A parte inferior da curvatura, indica a junção do corpo gástrico com a parte pilórica do estômago. 
A incisura angular situa-se logo à esquerda da linha mediana. Curvatura maior = forma a margem c onvexa mais longa 
do estômago. Segue inferiormente à esquerda da junção do 5 espaço intercostal e LMC; a seguir, curva-se para a direita, 
passando profundamente à 9 ou à 10 cartilagem esquerda enquanto continua medialmente para alcançar o antro 
pilórico. 
 
➢ A PAREDE DO TRATO GASTRINTESTINAL POSSUI QUATRO CAMADAS 
❖ Mucosa 
A mucosa, o revestimento interno do trato gastrintestinal, tem três camadas: uma única camada de epitélio 
mucoso virado para o lúmen; a lâmina própria, tecido conectivo subepitelial que segura o epitélio no lugar; 
e a muscular da 
 mucosa, uma fina camada de músculo liso. Várias modificações estruturais aumentam a área da superfície da 
mucosa, a fim de aumentar a absorção. 
1. O epitélio mucoso possui a mais variável característica do trato GI, mudando de seção para seção. As 
células da mucosa incluem células epiteliais transportadoras (chamadas de enterócitos no intestino 
delgado), células secretoras endócrinas e exócrinas, e células-tronco. 
Na superfície MUCOSA do epitélio (apical), as células secretam íons, enzimas, muco e moléculas 
parácrinas para o lúmen. 
Na superfície SEROSA do epitélio (basolateral), as substâncias absorvidas do lúmen e as moléculas 
 
2 Bruna Lago Santos 
secretadas por células epiteliais entram no L EC. As junções célula a célula que unem as células epiteliais 
do trato GI variam; elas possuem plasticidade e a sua permeabilidade e seletividade podem ser 
reguladas em algum grau. As células-tronco GI são células indiferenciadas que se dividem 
rapidamente e produzem de forma contínua um novo epitélio nas criptas e nas glândulas gástricas. 
A duração média de uma célula epitelial GI é de apenas 
 poucos dias, um bom indicador da vida dura que essas células têm. Como ocorre em outros tipos de 
epitélio, a rápida renovação e a taxa de divisão celular no trato GI torna esses órgãos suscetíveis ao 
desenvolvimento de câncer. 
2. A lâmina própria é o tecido conectivo subepitelial que contém fibras nervosas e pequenos vasos 
sanguíneos e linfáticos. Os nutrientes absorvidos passam para o sangue e para a linfa aqui. Esta 
camada também contém células imunes patrulhadoras, como macrófagos e linfócitos, que patrulham 
invasores que tenham entrado através de rupturas do epitélio. 
3. A muscular da mucosa, uma fina camada de músculo liso, separa a lâmina própria da submucosa. A 
contração dos músculos dessa camada altera a área de superfície efetiva para absorção por mover as 
vilosidades em vai e vem. 
 
❖ Submucosa 
Ela é composta de tecido conectivo com grandes vasos sanguíneos e linfáticos passando por ela. 
 
❖ Muscular externa 
A parede externa do trato gastrintestinal, a muscular externa, consiste primariamente de duas camadas de 
músculo liso: uma camada interna circular e uma camada externa longitudinal. A contração da camada 
circular diminui o d iâmetro do lúmen. A contração da camada longitudinal encurta o tubo. O estômago 
possui uma terceira camada incompleta de músculo oblíquo entre a camada muscular circular e a submucosa. 
 
❖ Serosa 
O revestimento exterior de todo o trato digestório, a serosa, é uma membrana de tecido conectivo que é 
uma 
 continuação da membrana peritoneal (peritônio) que reveste a cavidade abdominal. 
➢ VASOS E NERVOS 
a) A abundante irrigação arterial do estômago tem origem no tronco celíaco e em seus ramos. A maior 
parte do sangue provém de anastomoses formadas ao longo da curvatura menor pelas artérias 
gástricas direita e esquerda, e ao longo da curvatura maior pelas artérias gastromentais direita e 
esquerda. O fundo gástrico e a parte superior do corpo gástrico recebem sangue das artérias gástricas 
curtas e posteriores. 
b) As veias gástricas acompanham as artérias em relação à posição e ao trajeto. As veias gástricas direita 
e esquerda drenam para a veia porta; as veias gástricas curtas e as veias gastromentais esquerdas 
drenam para a veia esplênica, que se une à veia mesentérica superior (VMS) para formar a veia porta. 
A veia gastromental direita drena para a VMS. Uma veia pré-pilórica ascende sobre o piloro até a veia 
gástrica direita. Como essa veia é facilmente visível em pessoas vivas, os cirurgiões a utilizam para 
identificação do piloro. 
c) Os vasos linfáticos gástricos acompanham as artérias ao longo das curvaturas maior e menor do 
estômago. Eles drenam linfa de suas faces anterior e posterior em direção às suas curvaturas, 
onde estão localizados os 
 linfonodos gástricos e gastromentais. Os vasos eferentes desses linfonodos acompanham as grandes 
artérias até os linfonodos c elíacos. 
d) A inervação parassimpática do estômago provém dos troncos vagais anterior e posterior e de seus 
ramos, que entram no abdome através do hiato esofágico. Os troncos são derivados do nervo vago. 
e) A inervação simpática do estômago, proveniente dos segmentos T6 a T9 da medula espinal, segue 
para o plexo celíaco por intermédio do nervo esplâncnico maior e é distribuída pelos plexos ao redor 
das artérias gástricas e gastromentais. 
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