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DIREITO PENAL

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/ SENTIDO AMPLO: Quando o complemento vem de LEI. Se divide em Homovitelina e Heterovitelina. 
- Homovitelina: A Lei que complementa vem do MESMO RAMO DO DIREITO.
- Heterovitelina: A lei que complementa vem DE RAMO DO DIREITO DIFERENTE. 
· LEI PENAL EM BRANCO AO AVESSO
O tipo penal para ter aplicação necessita de complementa em seu preceito secundário. Este complemento só deve ser a partir de Lei estrita. 
Ex: art. 304, CP. 
FONTES DO DIREITO PENAL
A) FONTE MATERIAL: É a fonte de produção da norma, é o órgão encarregado de criar o Direito Penal. 
A fonte material do Direito Penal é a UNIÃO. (Ente que em regra pode produzir normas penais) A exceção está também na CF que prevê que os Estados podem legislar sobre questões especificas do Direito Penal desde que autorizadas pela LC.
E o que seria “questões específicas?” A doutrina considera que somente temas de interesse local, jamais temas fundamentais do Direito Penal. 
B) FONTE FORMAL: É o instrumento de exteriorização do Direito Penal, o modo como as regras são reveladas.
Se divide em:
· Imediatas: Lei – Regula a infração e a sua pena-; CF; Tratados Internacionais de Direitos Humanos – Tem forma de EC pelo procedimento formal de ingresso no ordenamento jurídico-; 
· Mediatas: Costumes e princípios gerais de Direito
CARACTERÍSTICAS DA LEI PENAL
· EXCLUSIVIDADE: Somente a lei define infrações (crimes e contravenções) e comina sanções penais (pena e medida de segurança);
· IMPERATIVIDADE: É imposta a todos, independente da vontade de cada um;
· GENERALIDADE: Todos devem acatar a lei penal, mesmo os inimputáveis, vez que são passíveis de medida de segurança;
· IMPESSOALIDADE: Dirige-se aos fatos e nãos as pessoas além de ser produzidas para alcançar a todos indistintamente.
CLASSIFICAÇÃO DA LEI PENAL
· LEI PENAL INCRIMINADORA: Define as infrações em seu preceito primário e comina sanções em seu preceito secundário;
· LEI PENAL NÃO INCRIMINADORA: Não tem finalidade de criar condutas puníveis, nem suas infrações. Se subdivide em: 
A) Permissiva: 
A.1) Justificante: A lei penal torna lícitas determinadas condutas que normalmente estariam sujeitos à punição estatal. Ex: Legítima Defesa;
A.2) Exculpante: Se verifica quando se elimina a culpabilidade. Ex: Embriaguez acidental completa
B) Explicativa ou interpretativa: Se destina a esclarecer o conteúdo da norma. Ex: Art. 327 do CP que trata do conceito de funcionário público para fins penais.;
C) Complementar: Tem a função de delimitar a aplicação das leis incriminadoras. Ex: Art. 5º do CP que dispõe sobre a Aplicação da Lei Penal no Território Brasileiro;
D) Leis de extensão ou integrativas: Utilizada para viabilizar a tipicidade de alguns fatos. Ex: Tentativa e participação seriam atípicas se não fossem tais normas – art. 14, II e art. 29, CP. 
INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL
Significa buscar o preciso significado de um texto delimitando o alcance da lei, guiando o operador para sua correta aplicação. Até mesmo as leis com maior clareza precisam de interpretação. 
São formas de interpretação:
A) Quanto ao sujeito que a interpreta: Pode ser autêntica (legislativa); doutrinária e jurisprudencial.
A.1) Autêntica (legislativa): É aquela fornecida pela própria lei. Ex: conceito de funcionário público – art. 327, CP. 
Se subdivide ainda em:
- Contextual: Editada em conjunto com a norma penal que a conceitua. 
- Posterior: Uma lei distinta e posterior conceitua o objeto da interpretação. 
A.2) Doutrinária ou científica: Interpretação feita pelos estudiosos. Não é intepretação de observância obrigatória. 
A.3) Jurisprudencial: É o significado dado as leis pelos tribunais, a medida que lhes é exigida a análise do caso concreto, podendo adquirir, hoje, caráter vinculante dada a possibilidade de edição pelo STF das súmulas vinculantes.
B) QUANTO AO MODO: Pode ser Gramatical; Teleológica; Histórica; Sistemática; Progressiva e Lógica (ou raciocinal)
B.1) Gramatical: É a interpretação que considera o sentido literal das palavras, correspondente a sua etimologia.
B.2) Teleológica: É a interpretação com base na vontade ou intenção objetivada em lei. É guiada pela finalidade da norma, visa aliar os princípios da justiça e bem comum com as necessidades que a lei busca atender.
B.3) Histórica: Interpretação que indaga a origem da lei, identificando os fundamentos de sua criação. 
B.4) Sistemática: Conduz a interpretação da lei em conjunto com a lei que integra o sistema do qual faz parte, bem como com os princípios gerais de direito. 
B.5) Progressiva ou Evolutiva: Busca do significado legal de acordo com o progresso da ciência.
B.6) Lógico: se baseia na razão, utiliza métodos dedutivos, indutivos e dialéticos para encontrar o sentido. 
C) QUANTO AO RESULTADO: Declarativa, Restritiva e Extensiva. 
C.1) Declarativa: A letra da lei corresponde exatamente ao que o legislador quis dizer – nem suprimindo, nem adicionando- 
C.2) Restritiva: Reduz o alcance das palavras da lei para que corresponda a vontade do texto. 
C.3) Extensiva: Amplia-se os alcances das palavras da lei para que corresponda a vontade do texto.
INTERPRETAÇÃO SUI GENERIS
Se subdivide em exofórico e endofórico.
A) Exofórico: O significado da norma não está no ordenamento normativo;
B) Endofórico: O texto normativo apresentado toma o sentido de outros textos do ordenamento – ainda que não sejam da própria lei- 
INTERPRETAÇÃO CONFORME A CF
A CF deve ser base para as normas hierarquicamente inferiores (só são válidos dispositivos que não estão em desacordo com direitos e garantias da CF)
APLICAÇÃO E VIGÊNCIA
Aplica-se a lei penal vigente no tempo da prática do fato criminoso. 
Os efeitos são no período que a lei está vigorando. 
LEI PENAL NO TEMPO
1. ANTERIORIDADE DA LEI
Art. 1º: Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.
O que significa que, a aplicação de determinada norma somente poderá ser dada após sua entrada em vigor, ou seja, a aplicação não pode se dar em relação aos fatos anteriormente ocorridos.
OBS: Durante o período da vacatio legis, a Lei não possui aplicação prática, somente transcorrido esse período é que, se alguém vier a praticar a conduta, poderá ser punido pelo crime nela descrito. 
Mas, o que é Vacatio Legis? Refere-se a um período em que a lei já foi publicada, mas não possui eficácia prática, funcionando como um período para que as pessoas conheçam e se adaptem à nova realidade.
2. LEI PENAL NO TEMPO – REGRA- 
A regra estabelecida pelo Direito Penal no que concerne à lei penal no tempo é que - O tempo rege o ato- e de acordo com essa regra, deve-se aplicar a lei que estava em vigor na época em que o fato foi praticado. 
Porém, excepcionalmente e sempre em benefício do réu, poderá haver a aplicação de leis que não estavam vigentes à época dos
fatos que retroatividade da lei penal benéfica que ocorre de duas formas: 
- Abolitio Criminis;
- Novatio Legis in Mellius 
3. RETROATIVIDADE DA LEI PENAL
Perante lei posterior que venha a ser prejudicial ao réu, deverá ser aplicada a lei vigente à época do fato, consistente em uma lei mais benéfica. Mas, se lei posterior for mais benéfica, poderá ser aplicada ao fato praticado.
A retroatividade da lei pode ocorrer por meio:
A) Abolitio Criminis (art. 107, I, CP): Resulta na extinção da punibilidade e ocorre quando o legislador deixa de considerar determinada conduta como um crime. Ex: Revogação do crime de adultério. De acordo com o art. 2º, CP: Perante o abolitio criminis, cessa a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Ex: A conduta deixa de ser crime? O IP e Ação Penal deverão ser interrompidos dada a extinção de punibilidade.
OBS: A retroatividade da lei penal benéfica será aplicada ainda que a sentença condenatória já tenha transitado em julgado.
Diante dessa questão, A que já foi condenado anteriormente por crime que já não existe (abolitio criminis) não pode ser considerado reincidente por um novo crime caso pratique. 
OBS: A abolitio criminis não cessa os efeitos extrapenais, isto é, os efeitos civis