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Prévia do material em texto

2017
Metodologia de ensino 
de atividades aquáticas
Prof.ª Giandra Anceski Bataglion
Copyright © UNIASSELVI 2017
Elaboração:
Prof.ª Giandra Anceski Bataglion
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
613.707
B328m Bataglion, Giandra Anceski
Metodologia de ensino de atividades aquáticas / Giandra 
Anceski Bataglion. Indaial: UNIASSELVI, 2017.
226 p. : il 
 
ISBN 978-85-515-0126-9
1. Educação Física – Estudo e Ensino.
I. Centro Universitário Leonardo da Vinci.
 
Impresso por:
III
apresentação
Prezado acadêmico! 
Este livro de estudos foi desenvolvido pela professora Giandra 
Anceski Bataglion, que possui graduação no curso de Licenciatura em 
Educação Física e mestrado em Educação Física, ambos pela Universidade 
Federal de Santa Catarina.
Didaticamente este livro é organizado em três unidades, que 
atendem à ementa da disciplina. A ementa preconiza que sejam abordados 
conteúdos teórico-práticos da natação, apresentando procedimentos para 
o ensino, o planejamento, a organização e a execução de programas para 
a familiarização ao meio líquido, o aperfeiçoamento, o treinamento e a 
melhoria do desempenho.
Ao término dos estudos, espera-se que o acadêmico tenha 
desenvolvido conhecimentos acerca do processo de ensino-aprendizagem 
da natação e compreenda a mecânica dos diferentes tipos de nado, bem 
como as regras da natação de competição, estando aptos a utilizar estes 
conhecimentos na atuação profissional.
Para tanto, na Unidade 1, você aprenderá aspectos históricos e 
fundamentos básicos da natação como a propriedade da água, respiração, 
flutuação e mergulhos. Além disso, a unidade abordará a familiarização 
à natação, apresentando elementos da adaptação ao meio líquido e das 
atividades aquáticas recreativas.
Na Unidade 2, o enfoque será na aprendizagem dos nados crawl e 
costas, contemplando os princípios da pernada, da braçada, da respiração, 
da coordenação e das saídas e viradas do nado costas, além de aspectos 
históricos de ambos os nados.
Por fim, a Unidade 3 trata do histórico e de princípios técnicos dos 
nados peito e borboleta. Ademais, a unidade expõe as regras competitivas 
da natação.
Bons estudos!
Prof.ª Giandra
IV
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para 
você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há 
novidades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é 
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um 
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova 
diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também 
contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade 
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto 
em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
NOTA
V
VI
VII
UNIDADE 1 - METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS ...................1
TÓPICO 1 - INTRODUÇÃO À NATAÇÃO .....................................................................................3
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................3
2 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DA NATAÇÃO .............................................................5
2.1 A NATAÇÃO NO BRASIL ...........................................................................................................6
2.1.1 O Brasil nas Olimpíadas ......................................................................................................8
3 BENEFÍCIOS DA NATAÇÃO ..........................................................................................................12
4 ADAPTAÇÃO AO MEIO LÍQUIDO ...............................................................................................17
4.1 CARACTERÍSTICAS DO CONTATO COM O MEIO LÍQUIDO ............................................18
4.2 ASPECTOS FÍSICOS E FISIOLÓGICOS .....................................................................................18
4.3 ASPECTOS SOCIAIS E PSICOLÓGICOS ...................................................................................19
4.4 ASPECTOS TÉCNICOS ................................................................................................................19
4.5 ASPECTOS PEDAGÓGICOS .......................................................................................................20
RESUMO DO TÓPICO 1......................................................................................................................23
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................25
TÓPICO 2 - FUNDAMENTOS BÁSICOS DA NATAÇÃO: PROPRIEDADES
DA ÁGUA, RESPIRAÇÃO, FLUTUAÇÃO E MERGULHO .........................................................29
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................29
2 PROPRIEDADES DA ÁGUA ...........................................................................................................29
2.1 HIDRODINÂMICA .......................................................................................................................29
2.1.1 Viscosidade ............................................................................................................................30
2.1.2 Propulsão ...............................................................................................................................30
2.1.3 Temperatura ..........................................................................................................................31
2.2 HIDROSTÁTICA ..........................................................................................................................31
2.2.1 Densidade relativa ...............................................................................................................32
2.2.2 Pressão hidrostática ..............................................................................................................33
3 FLUTUAÇÃO .......................................................................................................................................33
3.1 CENTRO DE GRAVIDADE E A FLUTUAÇÃO ........................................................................34
3.2 O EQUILÍBRIO NA FLUTUAÇÃO .............................................................................................34
3.3 ASPECTOS PEDAGÓGICOS PARA O ENSINO DA FLUTUAÇÃO .....................................35
4 RESPIRAÇÃO......................................................................................................................................36
5 MERGULHOS .....................................................................................................................................39
RESUMO DO TÓPICO 2......................................................................................................................43AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................45
TÓPICO 3 - NATAÇÃO RECREATIVA .............................................................................................49
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................49
2 A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR E DO COMPONENTE
 LÚDICO PARA A NATAÇÃO RECREATIVA ..............................................................................51
3 ATIVIDADES LÚDICAS/RECREATIVAS EM AMBIENTE AQUÁTICO ..............................54
4 NATAÇÃO RECREATIVA A PARTIR DO MÉTODO HALLIWICK .......................................64
RESUMO DO TÓPICO 3......................................................................................................................66
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................67
suMário
VIII
UNIDADE 2 - METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS ...................71
TÓPICO 1 - INTRODUÇÃO AOS NADOS CRAWL E COSTAS ................................................73
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................73
2 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DO NADO CRAWL .....................................................75
3 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DO NADO COSTAS ...................................................77
RESUMO DO TÓPICO 1......................................................................................................................78
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................79
TÓPICO 2 - NADO CRAWL ................................................................................................................83
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................83
2 POSICIONAMENTO DO CORPO .................................................................................................84
2.1 O ALINHAMENTO HORIZONTAL .........................................................................................84
2.2 ALINHAMENTO LATERAL .......................................................................................................86
2 PERNADA ............................................................................................................................................87
2.1 FASE DESCENDENTE ..................................................................................................................89
2.2 FASE ASCENDENTE ....................................................................................................................89
3 BRAÇADA ...........................................................................................................................................89
3.1 FASE AÉREA ..................................................................................................................................90
3.1.1 Saída da mão .........................................................................................................................90
3.1.2 Recuperação ...........................................................................................................................90
3.1.3 Entrada da mão na água ......................................................................................................91
3.2 FASE AQUÁTICA ..........................................................................................................................92
3.2.1 Extensão .................................................................................................................................92
 3.2.1.1 Posição inicial ............................................................................................................92
 3.2.1.2 Posição final ...............................................................................................................92
3.2.2 Agarre .....................................................................................................................................92
 3.2.2.1 Postura inicial ............................................................................................................92
 3.2.2.2 Postura final ...............................................................................................................93
3.2.3 TRAÇÃO ................................................................................................................................93
 3.2.3.1 Posição Inicial ............................................................................................................93
 3.2.3.2 Posição final ...............................................................................................................94
3.2.4 Empurre .................................................................................................................................94
 3.2.4.1 Fase inicial ..................................................................................................................95
 3.2.4.2 Fase final .....................................................................................................................95
4 RESPIRAÇÃO......................................................................................................................................95
4.1 INSPIRAÇÃO .................................................................................................................................96
4.2 EXPIRAÇÃO ...................................................................................................................................96
5 COORDENAÇÃO ...............................................................................................................................97
5.1 COORDENAÇÃO ENTRE OS BRAÇOS ....................................................................................97
5.1.1 Coordenação de alcance ou distância por braçada ..........................................................97
5.1.2 Coordenação de superposição ............................................................................................98
5.2 COORDENAÇÃO ENTRE BRAÇOS E RESPIRAÇÃO ............................................................98
5.3 COORDENAÇÃO ENTRE OS BRAÇOS E PERNAS ...............................................................99
5.4 COORDENAÇÃO ENTRE OS BRAÇOS E O TRONCO..........................................................99
6 SAÍDAS E VIRADAS .........................................................................................................................100
6.1 SAÍDA DE AGARRE ....................................................................................................................100
6.2 SAÍDA DE TRACK OU DE ATLETISMO ...................................................................................102
6.3 SAÍDA DE COMPETIÇÃO ...........................................................................................................104
6.4 VIRADA OLÍMPICA DO CRAWL ...............................................................................................108
RESUMO DO TÓPICO 2......................................................................................................................113
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................115
IX
TÓPICO 3 - NADO COSTAS ..............................................................................................................119 
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................119
2 POSICIONAMENTODO CORPO .................................................................................................119
3 PERNADA ............................................................................................................................................120
4 BRAÇADA ...........................................................................................................................................120
4.1 ENTRADA ......................................................................................................................................120
4.2 APOIO OU PRIMEIRA VARREDURA PARA BAIXO .............................................................121
4.3 TRAÇÃO OU PRIMEIRA VARREDURA PARA CIMA...........................................................122
4.4 FINALIZAÇÃO OU SEGUNDA VARREDURA PARA BAIXO .............................................124
4.5 SEGUNDA VARREDURA PARA CIMA ....................................................................................125
4.6 RECUPERAÇÃO ............................................................................................................................127
5 RESPIRAÇÃO......................................................................................................................................127
6 COORDENAÇÃO ...............................................................................................................................127
6.1 A COORDENAÇÃO NOS MOVIMENTOS DE BRAÇOS
 PERNAS NO NADO COSTAS .....................................................................................................128
6.2 A COORDENAÇÃO NOS MOVIMENTOS DOS BRAÇOS NO NADO COSTAS ..............128
6.3 A COORDENAÇÃO NOS MOVIMENTOS DAS PERNAS NO NADO COSTAS ...............129
7 SAÍDAS E VIRADAS .........................................................................................................................129
7.1 A SAÍDA DO NADO COSTAS ....................................................................................................129
7.2 VIRADA DO NADO COSTAS .....................................................................................................134
RESUMO DO TÓPICO 3......................................................................................................................137
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................138
UNIDADE 3 - METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO ..................................................143
TÓPICO 1 - NADO PEITO ..................................................................................................................145
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................145
2 PERNADA DO NADO PEITO .........................................................................................................146
2.1 FASE DE VARREDURA PARA FORA ........................................................................................146
2.2 FASE DE VARREDURA PARA DENTRO ..................................................................................147
2.3 FASE DE SUSTENTAÇÃO E DESLIZAMENTO.......................................................................148
2.4 FASE DE RECUPERAÇÃO ..........................................................................................................148
3 BRAÇADA DO NADO PEITO ........................................................................................................149
3.1 FASE DE APOIO DA BRAÇADA OU VARREDURA PARA FORA ......................................149
3.2 TRAÇÃO OU VARREDURA PARA DENTRO ........................................................................151
3.3 RECUPERAÇÃO ...........................................................................................................................151
4 RESPIRAÇÃO NO NADO PEITO ..................................................................................................151
5 COORDENAÇÃO NO NADO PEITO ...........................................................................................152
5.1 COORDENAÇÃO BRAÇOS/PERNAS ......................................................................................152
6 ESTILOS DE NADO PEITO .............................................................................................................152
6.1 ESTILO PLANO OU CONVENCIONAL ...................................................................................153
6.2 ESTILO ONDULANTE, GOLFINHO OU EUROPEU .............................................................153
7 SAÍDA DO NADO PEITO ................................................................................................................153
8 VIRADA DO NADO PEITO ............................................................................................................155
RESUMO DO TÓPICO 1......................................................................................................................157
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................158
TÓPICO 2 - NADO BORBOLETA ......................................................................................................163
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................163
2 POSICIONAMENTO DO CORPO NO NADO BORBOLETA .................................................163
3 PERNADA NO NADO BORBOLETA ............................................................................................165
4 BRAÇADA NO NADO BORBOLETA ............................................................................................166
X
4.1 ENTRADA ......................................................................................................................................166
4.2 FASE APOIO OU VARREDURA PARA FORA .........................................................................166
4.3 FASE DE TRAÇÃO OU VARREDURA PARA DENTRO ........................................................167
4.4 FASE DE FINALIZAÇÃO OU VARREDURA PARA CIMA ...................................................168
4.5 FASE DE RECUPERAÇÃO ..........................................................................................................169
5 RESPIRAÇÃO NO NADO BORBOLETA ......................................................................................170
6 COORDENAÇÃO NO NADO BORBOLETA ...............................................................................170
6.1 COORDENAÇÃO BRAÇOS/PERNAS NO NADO BORBOLETA .........................................170
7 SAÍDA NO NADO BORBOLETA ...................................................................................................171
7.1 APROXIMAÇÃO ...........................................................................................................................172
7.2 TOQUE/ROTAÇÃO/IMPULSO E DESLIZAMENTO ..............................................................172
7.3 MOVIMENTOS INICIAIS DO NADO ......................................................................................172
8 VIRADA NO NADO BORBOLETA................................................................................................172
RESUMO DO TÓPICO 2......................................................................................................................175
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................176
TÓPICO 3 - REGRAS COMPETITIVAS ...........................................................................................181
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................181
2 AS REGRAS PARA COMPETIÇÕESDE NATAÇÃO .................................................................181
RESUMO DO TÓPICO 3......................................................................................................................216
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................218
REFERÊNCIAS .......................................................................................................................................223
1
UNIDADE 1
METODOLOGIA DO ENSINO DE 
ATIVIDADES AQUÁTICAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo dessa unidade você será capaz de:
• conhecer a história da natação;
• conhecer a história da natação no Brasil;
• conhecer a história do Brasil nas Olimpíadas;
• diferenciar os termos natação e nadar;
• identificar os benefícios da natação para os seres humanos;
• compreender aspectos da adaptação ao meio líquido;
• entender as propriedades da água;
• aprender os fundamentos da flutuação, da respiração e dos mergulhos;
• estudar a natação recreativa;
• compreender a importância do brincar e do lúdico para a natação recreativa;
• conhecer atividades lúdicas/recreativas para o ambiente aquático;
• estudar a natação recreativa a partir do método Halliwick.
Essa unidade está dividida em três tópicos. No final de cada um deles, você 
encontrará atividades que reforçarão o seu aprendizado.
TÓPICO 1 – INTRODUÇÃO À NATAÇÃO
TÓPICO 2 – FUNDAMENTOS BÁSICOS DA NATAÇÃO: PROPRIEDADES 
 DA ÁGUA, RESPIRAÇÃO, FLUTUAÇÃO E MERGULHOS
TÓPICO 3 – NATAÇÃO RECREATIVA
2
3
TÓPICO 1
UNIDADE 1
INTRODUÇÃO À NATAÇÃO
1 INTRODUÇÃO
A prática de atividades físicas regulares tem sido enfatizada como 
um componente indispensável para a manutenção de um estilo de vida ativo 
e saudável, pois resultam em benefícios biopsicossociais aos que as praticam 
(NAHAS, 2006). 
Neste sentido, a natação é considerada por muitos autores como um 
dos exercícios mais completos, quer pelos seus efeitos terapêuticos, quer pelos 
benefícios utilitários ou pela ludicidade que o meio aquático proporciona. 
Todos são unânimes em afirmar que a água é um excelente meio auxiliar para o 
desenvolvimento global do ser humano. Através da natação, o indivíduo poderá 
melhorar o desenvolvimento total do corpo, incluindo a coordenação motora, 
a força muscular, a resistência dos sistemas cardiovascular e respiratório, bem 
como o seu nível geral de atitude. Neste sentido, a natação, ou as atividades 
aquáticas, são objeto de estudo em muitas vertentes, por exemplo, a educativa, a 
terapêutica, a desportiva e a recreativa. Devido a este fato, existe uma diversidade 
muito ampla de definições e metodologias descritas sobre o assunto em questão.
Reis (1983 apud DAMASCENO, 1992, p. 22) define a natação como "a 
técnica de deslocar-se na água, por intermédio da coordenação metódica de 
certos movimentos", e nadar "como se deslocar na água a seu nível ou através 
da força e adaptações naturais do próprio nadador". Para Andries Junior (2008, 
p. 30), “entendemos que o nadar se refere a formas variadas e diversificadas de 
manifestação do sujeito na água; essas manifestações têm aspectos culturais e 
mudam de um lugar para outro, não têm intenção de resultados esportivos. Já 
a natação carrega um caráter esportivo, busca através de movimentos técnicos e 
preestabelecidos, resultados e vitória”. Para Araújo Júnior (1993), nadar e natação 
também significam ação, exercício, arte, autopropulsão e autossustentação, mas 
deve-se acrescentar a isso o respeito pela individualidade, espontaneidade, 
criatividade e liberdade, fazendo com que a natação solicite exercícios tanto no 
aspecto físico quanto no intelectual, o que torna o processo de aprendizagem uma 
única unidade.
Alguns autores preferem adotar a definição da natação mais voltada para 
o esporte de alto rendimento, o qual está sempre atrás de um melhor desempenho 
e tempos cada vez menores. Assim, para Damasceno (1992, p. 19), “a natação é 
um desporto estruturado e regulamentado que busca obter registros de tempo 
cada vez mais inferiores através de um treinamento metódico, individualizado e 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
4
específico, supondo-se para o mesmo fim, pelo menos, o domínio apropriado das 
técnicas, conhecimento de ritmo, além de urna boa preparação física”. Bonacelli 
(2004, p. 82) diz que "a natação competitiva busca, preferivelmente, o rendimento 
na luta contra o cronômetro, no excesso de treinamento, visando uma adaptação 
superior na padronização dos movimentos".
Em relação à metodologia de ensino da natação, a diversidade entre 
os autores continua. De acordo com Damasceno (1992), o primeiro manual de 
aprendizagem da natação foi escrito por Nikolaus Wynmann em 1538. Depois 
disso, surgiram muitos outros trabalhos, produzindo uma grande diversidade 
sobre o assunto. Hoje em dia, muitos autores defendem a ideia de que o processo 
de aprendizagem da natação deve ser iniciado com a adaptação dos alunos ao 
meio líquido, para depois serem ensinados os nados propriamente ditos. Nesta 
direção, Andries Junior (2008) entende que o homem, como os animais, tem as 
suas habilidades naturais dentro das atividades físicas, sendo-lhe, de um modo 
geral, relativamente fácil correr, saltar, trepar e arremessar. 
Para o nadar essa facilidade não acontece, pois isso é uma habilidade 
adquirida, sendo preciso que se passe por um processo de adaptação e 
aprendizagem. Conforme Damasceno (1992), as adaptações na terra são bem 
diferentes das adaptações na água e, por isso, o homem deve passar por um 
novo processo de adaptação das estruturas de base para aprender a nadar. De 
acordo com Andries Júnior (2008), as fases que se deve dominar antes de iniciar 
a aprendizagem dos nados são: os primeiros contatos com a água, a respiração, 
a flutuação, a propulsão e a entrada na água. Após estas fases é que serão 
introduzidos os nados propriamente ditos.
Todavia, “nadar” não é apenas o nadar indo e vindo, numa piscina artificial 
e regulamentada, tal qual é ensinado e treinado nas escolas e nos clubes em geral. 
A natação é muito mais que nadar rapidamente em linha reta, é a múltipla, pura 
e simples relação com a água e com o próprio corpo. De acordo com Burkhardt 
e Escobar (1985), deve-se compreender a natação como contribuição no processo 
de educação integral dos indivíduos. Além disso, os autores salientam que o 
movimento humano sistematizado em exercícios terapêuticos, definidos como 
movimento do corpo ou das partes do corpo para aliviar sintomas ou melhorar 
as funções, é prática secular em diversas civilizações para corrigir problemas 
variados, como postura, respiração e equilíbrio mental.
Para Catteau e Garoff, (1990, p. 61), “saber nadar é ter resolvido, 
quantitativamente, em qualquer eventualidade, o triplo problema que se coloca 
permanente: melhor equilíbrio, melhor respiração e melhor propulsão, no 
elemento líquido". E continua: "Praticar a natação é ter gosto e a possibilidade, 
ou ainda a obrigação de expressar-se no elemento líquido, dentro de uma certa 
periodicidade, tomando consciência das próprias limitações e capacidade 
de progresso, propondo-se um ou mais objetivos e escolhendo a maneira de 
executá-los".
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À NATAÇÃO
5
Todos os exercícios físicos podem ser considerados uma necessidade aos 
seres humanos, porém a natação é considerada uma abrangente atividade física 
e formativa, pois possibilita a superação do medo e da insegurança, funcionando 
como agente modificador de comportamento. Isto porque a natação trabalha, 
sobremaneira, com as emoções. Uma das emoções evidentes é o medo. A 
pedagogia tradicional da natação considera que um estado emocional particular, 
o medo, acompanha necessariamente o primeiro ou os primeiros contatos do 
aprendiz de natação com a água. Se existe uma área na qual a ênfase tenha sido 
sempre colocada às emoções, é certamente a da natação(MAZARINI, 1992).
Por ser uma atividade altamente recreativa, quer seja pelo seu aspecto 
lúdico que tanto bem-estar proporciona aos seus participantes, permitindo obter 
a inteira cooperação de alunos, habitualmente, com muitos medos e tensão, a 
natação tem sido um elemento fundamental no desenvolvimento social dos 
indivíduos, especialmente das crianças e jovens. Todavia, a natação não é só uma 
excelente forma de exercícios e recreação, mas, também, um meio de sobrevivência. 
É essencial, quando se ensina a natação, ganhar a confiança do aluno e permitir-
lhe muitas oportunidades para que ele esteja cômodo e relaxado na água. Com 
as instruções adequadas e com a prática, o indivíduo pode aprender a utilizar a 
natação com prazer através de sua vida. Há oportunidades ilimitadas para que 
os indivíduos participem da natação por meio de competições ou somente por 
entretenimento e recreação.
2 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DA NATAÇÃO
A natação é um dos esportes mais antigos praticados pelo homem. 
Historicamente, pode-se inferir que a natação era praticada desde a Pré-História 
e por absoluta necessidade utilitária. O homem buscava seu alimento nos rios 
e nos mares, em momentos de perigo, buscava refugiar-se transpondo cursos 
d'água ou talvez permanecendo nele, e é bem possível também que tenha se 
utilizado da influência saudável e higiênica que ela traz, e a usasse para se banhar 
(PÁVEL; FERNANDES FILHO, 2004). Pressupõe-se, a partir desta informação, 
que os homens primitivos estavam sempre próximos aos rios e que, em algum 
momento, pescando, caçando ou com finalidades locomotivas, eles entravam na 
água e se deslocavam dentro dela. Pode-se falar, assim, da existência de um nado 
primitivo, como mostra um desenho encontrado em uma gruta do deserto da 
Líbia, de aproximadamente 9000 anos, representando a arte de nadar (ANDRIES 
JÚNIOR, 2008).
Povos como os sumérios, os babilônicos e os assírios, que tinham como 
base econômica a agricultura, davam preferência para a vida próxima aos rios, 
onde tinham terra mais fértil. Sendo assim, pode-se dizer que estes povos deram 
continuidade ao processo de nadar, como comprova uma pintura mural etrusca 
do século IV a.C., que mostra uma pessoa mergulhando de uma encosta para a 
água. Ainda há dados na arqueologia que demonstram que na Índia, há 5000 anos 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
6
a.C., já existiam piscinas aquecidas (ANDRIES JÚNIOR, 2008). De acordo com o 
autor, por volta de 3200 a.C., se desenvolveu a civilização egípcia às margens 
do rio Nilo, que era usado como meio de transporte. Há registros deste povo 
em hieróglifos, mostrando uma pessoa nadando em movimentos alternados de 
braços e pernas, sugerindo o nado crawl.
No período clássico surge a civilização grega, considerada como sendo 
o berço da civilização ocidental, entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo, 
possuindo um litoral navegável e excelentes portos naturais. Com o grande 
número de guerras e possuindo tantos mares e rios como obstáculos naturais 
para invadir novos territórios, a natação era utilizada na Grécia e em Roma como 
parte do treinamento dos soldados do império (ANDRIES JÚNIOR, 2008). O autor 
ainda completa: "Platão acreditava que quem não sabia nadar não era educado. 
Em Roma, a natação era vista como símbolo de distinção social; era ensinada às 
crianças".
Durante muitos anos, na Idade Média, a natação deixou de ser praticada, 
pois se acreditava que o que realmente importavam eram as coisas do espírito. 
A valorização do corpo somente retoma suas forças durante o Renascimento, 
tendo como fator de disseminação dessa ideia o aspecto educativo do movimento 
(ANDRIES JÚNIOR, 2008).
Enquanto exercícios terapêuticos na água, as atividades em meio líquido 
encontram-se mencionadas em obras tão antigas como a de Aureliano, da Roma 
Antiga no final do século V, na qual o autor recomenda a natação no mar ou 
em nascentes quentes, e a do médico Jacques Delpcch (1777-1838), que escreveu 
sobre a correlação postural com aparelhos e enfatizou o valor da natação para a 
coluna vertebral, a saber: quando o corpo flutua na posição horizontal, o peso 
deixa de estar colocado sobre a coluna vertebral. A densidade e a temperatura 
da água são mais convenientes que as do ar. Com ação, semelhante a remo, dos 
braços, há uma verdadeira, embora ligeira, tração sobre a coluna vertebral ao 
longo do seu eixo (BURKHARDT; ESCOBAR, 1985).
A natação se organizou na Inglaterra em 1837, quando foi realizada a 
primeira competição pela Sociedade Britânica de Natação, tendo como único 
estilo: o peito. Nas Olimpíadas, a natação teve papel de destaque junto ao atletismo 
e, em 1896, em Atenas, foram disputadas provas de nado crawl e peito. Em 1904, 
o nado costas foi incluído, e o borboleta surgiu em 1940, como uma evolução do 
nado peito (ANDRIES JUNIOR, 2008).
2.1 A NATAÇÃO NO BRASIL
De acordo com Krug e Magri (2012), há indícios de que, há muitos anos, 
os índios que habitavam determinadas regiões do Brasil utilizavam a natação, 
apresentando-se como ótimos nadadores e canoeiros. Em 1557, quando Mem 
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À NATAÇÃO
7
de Sá desembarcou no Brasil, foi atacado por índios da retaguarda e, ao tentar 
contra-atacá-los, os mesmos fugiram para o mar valendo-se do nado. Ocorreu, 
então, um combate sobre as águas. Os índios de Felipe Camarão caçavam os seus 
adversários a nado, o que favorecia as suas lutas no meio aquático.
 
Podemos perceber que os nossos primeiros habitantes se valiam dos 
recursos naturais existentes para sobreviver, utilizando-se daquilo que lhes era 
disponível, ou seja, da caça e pesca para alimentação; das cavernas e vegetação 
para abrigo; dos rios para não só matar a sede como, também, para a natação. 
Pela utilidade que esta prática representava, passou a fazer parte da própria 
vida, sendo incorporada aos costumes tribais da época (ARAÚJO JÚNIOR, 1993). 
Partindo-se dessa visão histórica da natação, pode-se perceber que a filosofia que 
nos orienta tem muito a ver com uma prática que, antes de ser utilitária, é saudável 
e possibilita, certamente, a uma grande massa de comunidade, momentos de 
recreação e lazer com a utilização do meio líquido (ARAÚJO JÚNIOR, 1993).
Há uma lenda que envolve a história da natação no Brasil, se trata da lenda 
de Moema, a saber: “Diogo Álvares Correa naufragou ao norte da Baía de Todos-
os-Santos, e foi capturado pelos indígenas. Sobreviveu porque estes o acharam 
muito magro. Enquanto os índios o deixavam engordar, chegou certo dia um 
barril à praia. Diogo encontrou nele uma espingarda e matou um pássaro. Com 
este feito, os índios chamaram-no de Caramuru (Homem do Fogo). Tratado com 
distinção, casou-se com Paraguassu, filha do cacique. Entretanto, uma das índias 
da aldeia, Moema, havia se apaixonado por ele. Mais tarde, Caramuru foi para 
a Europa com a esposa, mas, muitas índias, que por ele haviam se apaixonado, 
seguiram a embarcação a nado. Moema foi uma delas e o seguiu até morrer” 
(KRUG; MAGRI, 2012, p. 65).
Em termos oficiais, há registros da inserção da natação no Brasil a partir de 
31 de julho de 1897. Nesta data, os clubes Botafogo, Gragoatá, Icaraí e Flamengo 
fundaram a União de Regatas Fluminense, no Rio de Janeiro. Posteriormente, 
sua nomenclatura foi alterada para Conselho Superior de Regatas e Federação 
Brasileira das Sociedades do Remo. No ano seguinte ao da sua fundação, em 
1898, o Clube de Natação e Regatas promoveu o primeiro campeonato brasileiro, 
na distância aproximada de 1.500 metros, entre a fortaleza de Villegaignon e a 
praia de Santa Luzia. Esta prova foi repetida até 1912. Em 1913, na Enseada de 
Botafogo, a Federação Brasileira de Sociedade de Remo promoveu a primeira 
competição; Abraão Saliture foi o campeão nos 1.500 metros de nado livre. 
Também foram realizadas as provas de 100 metros para estreantes, 600 metros 
para sêniores e 200 metros para juniores (KRUG; MAGRI, 2012).
 
Em 1915 foi inserida a prova de 600 metros no CampeonatoCarioca de 
Natação e a partir de 1916, a Confederação Brasileira de Desportos começou a 
patrocinar o Campeonato Brasileiro de Natação. Em 1920 foi realizada a primeira 
competição com seis provas olímpicas, na qual os cariocas foram os campeões. 
Em 1919, foi inaugurada a primeira piscina de competições no Brasil, sendo 
esta a do Fluminense, no Rio de Janeiro. Em 1923, surgiram, em São Paulo, a 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
8
Associação Atlética de São Paulo e o Clube Atlético Paulistano. Antes disso, os 
cariocas nadavam na enseada de Botafogo e os paulistas no rio Tietê (KRUG; 
MAGRI, 2012).
Desde 1908, quando Abraão Saliture venceu as provas de 100 e de 
500 metros em Montevidéu, o Brasil ocupou lugar de destaque na natação da 
América do Sul, mantendo esta posição por muitos anos. Em 1919, os brasileiros 
venceram quatro provas no primeiro Campeonato Sul-americano, realizado no 
Rio de Janeiro. Em 1929, esta competição foi oficialmente regularizada, ocorrendo 
em 1941 em Viña del Mar, em 1950, em Montevidéu, e em 1952 em Lima, nas 
quais o Brasil empatou seus resultados com a Argentina. Em 1954, a competição 
aconteceu em São Paulo e em 1960 em Cáli, em ambas, o Brasil foi campeão 
na categoria masculino. Em 1935, 1941 e 1946, a competição foi realizada no 
Rio de Janeiro, em 1947 em Buenos Aires, em 1954 em São Paulo e em 1958 e 
1960 em Cáli. Nestas sete disputas, o Brasil foi campeão na categoria feminino. 
Faz-se importante ressaltar que Maria Lenk (1915-2007) foi a primeira mulher 
sul-americana a participar de uma olimpíada, sendo grande incentivadora da 
modalidade de natação e precursora do nado borboleta e do nado sincronizado 
no Brasil (KRUG; MAGRI, 2012).
Hoje, a natação é um dos esportes mais praticados no Brasil, tendo, 
aproximadamente, 65 mil atletas federados. No país, a modalidade era controlada 
pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), porém, em 1977 a confederação 
foi desfeita. No dia 21 de outubro deste mesmo ano foi criada a Confederação 
Brasileira de Natação (CBN), que ficou até 1988, ano em que foi fundada a 
Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) (MASSAUD, 2004).
UNI
A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) responde pelos 
quatro esportes olímpicos: a natação, o polo aquático, o nado sincronizado e os saltos 
ornamentais. Além disso, responde pela natação em águas abertas, as chamadas 
“travessias”. A CBDA é uma entidade que abrange 27 federações, 1.171 clubes filiados e 640 
eventos anuais (MASSAUD, 2004).
2.1.1 O Brasil nas Olimpíadas
O Brasil começou a participar das provas de natação, nas Olimpíadas, 
a partir de 1920, na Antuérpia. Nestas Olimpíadas, a delegação brasileira foi 
composta por 21 atletas, adquirindo destaque na prova de tiro. Em 1924, as 
Olimpíadas foram realizadas em Paris e o Brasil possuía uma delegação composta 
por 11 pessoas, porém, estas competiam nas provas apenas nos momentos de 
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À NATAÇÃO
9
folga da Exposição Universal. Em 1928, nas Olimpíadas de Amsterdam, o Brasil 
não participou em decorrência da crise financeira do país (KRUG; MAGRI, 2012).
Em 1932, nas Olimpíadas de Los Angeles, o Brasil ficou em sétimo lugar, 
no revezamento 4x100 metros, com a equipe composta pelos atletas Isaac Novaes, 
Manuel Vilar, Benevenuto Nunes e Manuel Silva. Nesta edição das Olimpíadas, 
Maria Lenk, brasileira, foi a primeira mulher sul-americana a participar de uma 
olimpíada. Participaram da delegação 58 nadadores, dos quais, 45 viajaram até Los 
Angeles em um navio mercante e 13 viajaram por conta própria. Na composição 
da equipe estavam atletas como Havelange, Foisselle, Lenk, Novaes e De Paula 
(KRUG; MAGRI, 2012).
Em 1936, em Berlim, Piedade Coutinho ficou em quinto lugar na prova dos 
400 metros livre; Willy Otto Jordan conquistou o sexto lugar nos 200 metros nado 
peito e a equipe de revezamento 4x200 metros masculino, composta por Sérgio 
Rodrigues, Willy Otto Jordan, Aram Boghossian e Rolf Kestner, ficou em oitavo 
lugar. A equipe de revezamento 4x100 metros nado livre feminino, composta por 
Piedade Coutinho, Talita Rodrigues, Maria Angélica Leão da Costa e Eleonora 
Schimidt, ficou com o sexto lugar (KRUG; MAGRI, 2012).
Destaca-se que, em 1939, na preparação para as Olimpíadas, Maria Lenk 
bateu o recorde mundial nas provas de 400 metros e 200 metros nado peito. 
Contudo, a Olimpíada não aconteceu devido à Segunda Guerra Mundial. A 
próxima edição das Olimpíadas aconteceu em 1948, na cidade de Londres, na 
Inglaterra. Neste ano, o Brasil contou com uma delegação composta por 73 atletas. 
Piedade Coutinho conquistou a vitória nos 200 metros nado peito, 12 anos após 
a sua primeira participação nas Olimpíadas de 1936. Em 1952, as Olimpíadas 
ocorrem em Helsinque, na Finlândia, e o Brasil participou com uma delegação de 
112 atletas. Um destes, Tetsuo Okamoto, mais conhecido como “Peixe Voador”, 
se destacou pela conquista do terceiro lugar nos 1.500 metros nado livre. Sobre a 
Olimpíada de 1956, que foi realizada em Melbourne, na Austrália, não há registro 
das informações sobre os resultados da delegação brasileira (49 atletas que 
participaram dos jogos) (KRUG; MAGRI, 2012).
Em 1960, na Olimpíada de Roma, na Itália, Manuel dos Santos conquistou 
o terceiro lugar nos 100 metros livres após uma chegada polêmica devido à batida 
de mãos de forma simultânea com outro nadador, o qual ficou com o segundo 
lugar. Como o Brasil não tinha tradição de bons resultados na natação, era 
previsto que, em vista do ocorrido, o nadador brasileiro ficaria com o terceiro 
lugar. Em 1961, Manuel dos Santos bateu recorde mundial dos 100 metros livres. 
Contudo, este recorde foi considerado irregular por muitas pessoas devido à alta 
concentração de sal na água, superior ao limite permitido nas piscinas. Neste 
mesmo ano, o atleta foi campeão em Tóquio, no Japão, superando os maiores 
velocistas do mundo. Em seguida, em Osaka, Manuel dos Santos percorreu 100 
metros em 55 segundos, o melhor tempo já alcançado em competições até aquela 
época. Em 20 de setembro do mesmo ano, no Clube Regatas Guanabara, no Rio de 
Janeiro, o atleta nadou 100 metros em 53,6 segundos, marcando um novo recorde 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
10
mundial. Este tempo permaneceu como recorde mundial até 1964, quando o 
francês Alain Gottvales percorreu 100 metros em 52,9 segundos (KRUG; MAGRI, 
2012).
Em 1964, os Jogos Olímpicos aconteceram em Tóquio, no Japão. O Brasil 
participou com uma delegação composta por 69 integrantes, contudo, não 
apresentou resultados expressivos. Em 1968, nos Jogos Olímpicos da Cidade do 
México, no México, o Brasil contou com uma delegação de 82 integrantes, obtendo 
o quarto lugar na prova de 100 metros nado peito. Em 1972, nas Olimpíadas de 
Munique, na Alemanha, o Brasil participou com 12 atletas da natação, entre eles, 
destacam-se José Sylvio Fiolo, de 22 anos, Cristina Bassani, de 13 anos, e Rui 
Aquino, de 19 anos. Fiolo almejava, após os Jogos Olímpicos, cursar Educação 
Física e nadar nos Estados Unidos, porém, ao retornar da Olimpíada, estava com 
idade avançada em relação aos adversários. Fiolo conquistou o sexto lugar nos 
100 metros nado peito e o quinto lugar no revezamento 4x100 metros medley 
(KRUG; MAGRI, 2012).
Na Olimpíada de 1976, que ocorreu em Montreal, no Canadá, o Brasil 
conquistou o quarto lugar nos 400 e nos 1.500 metros livres com o nadador Djan 
Madruga. Em 1980, os Jogos Olímpicos foram realizados em Moscou, na União 
Soviética, onde os nadadores brasileiros Cyro Delgado, Marcus Matioli, Jorge 
Fernandes e Djan Madruga conquistaram a medalha de bronze na prova de 4x100 
metros livre. Em 1984, na Olimpíada realizada em Los Angeles, nos Estados 
Unidos da América, Ricardo Prado conquistou o segundo lugar nos 400 metros 
medley e o quarto lugar nos 200 metros costas. Em 1988, em Seul, na Coreia, o 
Brasil participou, porém, não conquistou vitórias expressivas (KRUG; MAGRI, 
2012).
Em1992, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, na Espanha, Gustavo Borges 
conquistou a medalha de prata nos 100 metros nado livre. Em 1996, em Atlanta, 
o mesmo atleta de natação conquistou a medalha de bronze para o Brasil nos 100 
metros livre e a medalha de prata nos 200 metros livre. Nesta mesma Olimpíada, 
o atleta Fernando Scherer obteve a medalha de bronze para o Brasil nos 50 metros 
livre (KRUG; MAGRI, 2012).
No ano 2000, nos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, o atleta 
Gustavo Borges, do Brasil, conquistou a medalha de bronze no revezamento 
4x100 metros livre, tornando-se um dos maiores esportistas da história do país, 
pois foi o primeiro brasileiro a conquistar quatro medalhas olímpicas. Entretanto, 
Gustavo Borges ficou de fora da final da prova dos 100 metros livre, que era a 
sua especialidade. Nesta mesma Olimpíada, Fernando Scherer, também atleta de 
natação brasileiro, teve uma contusão no tornozelo durante o seu treinamento, 
conquistando apenas a medalha de bronze no revezamento 4x100 metros livre 
em companhia de Edvaldo Valério, Carlo Jaime e Gustavo Borges. Nos 50 metros 
livre, Fernando Scherer não se classificou para a semifinal. O atleta também 
disputou o revezamento 4x100 metros medley, não conseguindo vaga para a 
semifinal (KRUG; MAGRI, 2012).
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À NATAÇÃO
11
Ainda nas Olimpíadas de 2000, em Sydney, Rogério Romero, aos 31 anos, 
disputou a sua quarta olimpíada, chegando à final e conquistando o sétimo lugar. 
Apontado como a maior revelação da natação brasileira, Alexandre Massura não 
conseguiu repetir, em Sydney, o bom resultado que havia tido no Pan-Americano de 
Winnipeg. Nas duas provas de que participou, 100 metros costas, sua especialidade, 
e revezamento 4x100 medley, não conseguiu chegar à prova final. Leonardo Costa, 
por sua vez, no Pan-Americano de 1999, ganhou o ouro, garantindo a sua vaga na 
Olimpíada de 2000, nos 200 metros costas. O atleta fez o tempo de 1min59s33, em 
Winnipeg, batendo o americano Aaron Peirson, que era o atual líder do ranking. 
Em Sydney, o norte-americano deu o troco e o brasileiro não chegou à final nas 
duas provas que disputou, 200 metros costas e revezamento 4x200 metros nado 
livre. Luiz Lima ficou em sexto lugar nas eliminatórias dos 400 metros livre e em 18o 
nas eliminatórias dos 1.500 metros livre. Edvaldo Valério, revelação do Troféu José 
Finkel, aparece como a esperança brasileira para as próximas Olimpíadas. Seu bom 
desempenho assegurou a medalha de bronze no revezamento 4x100 metros livres. 
Nas outras provas de que participou, 50 metros livre e revezamento 4x200 metros 
nado livre, não se saiu muito bem e foi eliminado na fase classificatória. Fabíola 
Molina, a única representante feminina da natação brasileira nas Olimpíadas de 
Sydney, foi eliminada na fase classificatória dos 100 metros borboleta e dos 100 
metros costas. Carlos Jaime fez uma boa prova no revezamento 4x100 metros livre 
e conquistou a medalha de bronze para o Brasil. Eduardo Fischer nadou o estilo 
peito no revezamento 4x100 metros medley, além dos 100 metros peito, mas não 
conseguiu passar da fase classificatória em ambas. Rodrigo Rocha Castro competiu 
na equipe de revezamento 4x200 metros, contudo, também não conseguiu passar 
das eliminatórias. Além disso, o atleta participou dos 200 metros costas, sendo 
eliminado na semifinal (KRUG; MAGRI, 2012).
Nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, na Grécia, foram a mulheres que se 
destacaram na delegação brasileira de natação. Com as três finais que alcançaram, 
elas superaram o desempenho masculino pela primeira vez desde os jogos de 
Berlim, em 1938. Os destaques foram Joanna Maranhão, que chegou à final dos 
400 metros medley, e Flávia Delaroli, que chegou à final dos 50 metros livres. Elas 
superaram uma lacuna de 56 anos sem mulheres brasileiras em finais olímpicas. 
Outro resultado positivo foi o da equipe de revezamento 4x200 metros livre, 
onde conquistaram o sétimo lugar. Nesta edição das Olimpíadas, a participação 
masculina do Brasil não teve o sucesso das outras edições. Os destaques foram 
Thiago Pereira e Gabriel Mangabeira, únicos finalistas masculinos. Foi a primeira 
vez, desde as Olimpíadas de Seul, em 1988, que a natação não trouxe medalhas 
para o Brasil e, por isso, o resultado não pode ser considerado satisfatório (KRUG; 
MAGRI, 2012).
Em 2008, em Pequim, na China, a delegação brasileira foi composta por 
27 nadadores. No feminino, o destaque foi para o número de participantes, 
12, entre elas, quatro atletas de maratona aquática. No masculino, a primeira 
medalha de ouro em Olimpíadas foi conquistada por César Cielo na prova dos 
50 metros nado livre, a mais rápida disputada em competições de natação. O 
mesmo atleta conquistou para o Brasil a medalha de bronze nos 100 metros nado 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
12
livre (KRUG; MAGRI, 2012). Nas Olimpíadas de 2012, em Londres, na Inglaterra, 
César Cielo trouxe para o Brasil a medalha de bronze conquistada na prova dos 
50 metros livre. Na mesma Olimpíada, o atleta Thiago Pereira conquistou, para 
o país, a medalha de prata na prova de 400 metros medley. Na última edição das 
Olimpíadas, realizada no Rio de Janeiro, a conquista do Brasil, na natação, foi 
na maratona dos 10 km feminino, na qual a atleta Poliana Okimoto conquistou a 
medalha de bronze.
 
3 BENEFÍCIOS DA NATAÇÃO
Apesar da literatura conter diversas definições para a natação e métodos 
bem diversificados para seu ensino, todos os autores concordam em um ponto: 
este é um esporte excelente devido ao seu caráter formativo e totalizador. 
Qualquer corpo no meio aquático esforça-se para superar as perturbações 
causadas pela água, o que caracteriza uma de suas vantagens em relação aos 
outros esportes (DAMASCENO, 1992). Para Araújo Júnior (1993), a natação é 
considerada uma das atividades físicas mais completas que existe na atualidade 
e, através dela, se obtém benefícios que auxiliam o praticante a ter uma vida mais 
saudável, buscando a otimização e o desenvolvimento das capacidades físicas, 
flexibilidade, força, resistência muscular, e da capacidade cardiorrespiratória. 
Além disso, dependendo da forma como for praticada, a natação pode vir a ser 
uma atividade de integração das pessoas que a praticam, muito mais voltada ao 
aspecto socializador, usada com prazer, onde e quando o ser descobre e aprimora 
a sua personalidade (ARAÚJO JÚNIOR, 1993). Nesse sentido, Carvalho et al. 
(2008) também apresentam algumas finalidades da natação, são elas: obtenção 
das habilidades básicas fundamentais, conhecimentos sobre a segurança no 
ambiente aquático e boa conduta social.
Para Catteau e Garoff (1990), saber nadar é ter resolvido, qualitativa e 
quantitativamente, em qualquer eventualidade, o triplo problema que se coloca 
permanente: melhor equilíbrio, melhor respiração e melhor propulsão, no elemento 
líquido". E continua: "Praticar a natação é ter gosto e a possibilidade, ou ainda a 
obrigação de expressar-se no elemento líquido, dentro de uma certa periodicidade, 
tomando consciência das próprias limitações e capacidade de progresso, propondo-
se um ou mais objetivos e escolhendo a maneira de executá-los.
Para Araújo Júnior (1993), nadar e natação também significam ação, 
exercício, arte, autopropulsão e autossustentação, mas deve-se acrescentar a 
isso o respeito pela individualidade, espontaneidade, criatividade e liberdade, 
fazendo com que a natação solicite exercícios tanto no aspecto físico quanto no 
intelectual, o que torna o processo de aprendizagem uma única unidade.
O trabalho com programas de natação e atividades aquáticas 
proporciona ao indivíduo envolver-se mais plenamente, melhorando tanto a sua 
participação e interação social, como também o desenvolvimento da linguagem 
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À NATAÇÃO
13
e do autoconceito. Neste sentido, a natação, como uma modalidade desportiva 
considerada de grande utilidade por proporcionar benefícios orgânicos e sociais, 
se bem desenvolvida,segundo o ponto de vista de Pável (1992), provoca uma 
grande procura por um número expressivo de pessoas. As aulas de natação 
oferecem um novo ambiente social, vivência de situações que são importantes na 
formação do indivíduo, como ganhar e perder, circunstâncias de aprendizagem 
diversificadas, como aulas individuais e em grupo, uma gama de informações 
que passam pelas regras básicas do esporte à prática da modalidade como um 
todo, pela aquisição de novos hábitos e gestos motores, pelas trocas interpessoais 
e muitos outros fatores motivacionais.
 
No esporte aquático, o indivíduo se vê confrontado com um meio 
multidimensional, no qual ele pode explorar, descobrir e realizar possibilidades 
ainda desconhecidas. As atividades destinadas a desenvolver a noção espacial, 
a percepção do corpo como objeto e a noção do próprio corpo podem ser 
perfeitamente integradas na exploração dentro da água (ADAMS et al., 1985), 
A atividade na água, ou o movimento de nadar, significa um momento de 
liberdade e independência, momento este em que consegue movimentar-se 
livremente. O movimento livre lhe propicia a possibilidade de experimentar 
suas potencialidades, de vivenciar suas limitações, isto é, conhecer a si próprio, 
confrontar-se consigo mesmo, quebrar as barreiras com o seu “eu” próprio. A 
partir do momento em que a pessoa descobre suas potencialidades, descobrindo 
sua capacidade de se movimentar na água, sem auxílio, inicia seu prazer 
em desfrutar a água, aumentando sua autoestima, sua autoconfiança e sua 
independência (GRASSELI; PAULA, 2002). O fato de poder ser independente na 
água, de atingir as habilidades que podem ser impossíveis ou difíceis no solo, só 
pode ter efeitos psicológicos favoráveis e duradouros, que elevam a confiança e 
a autoestima, e isso pode ser transferido para a vida em terra (CAMPION, 2000).
A água apresenta propriedades físicas que facilitam para o indivíduo sua 
locomoção sem grande esforço, pois sua propriedade de sustentação (empuxo) 
e eliminação quase que total da força da gravidade podem, segundo Campion 
(2000), aliviar o estresse sobre as articulações que sustentam o peso do corpo, 
auxiliando no equilíbrio estático e dinâmico, propiciando, dessa forma, maior 
facilidade de execução de movimentos que, em terra, seriam muito difíceis de 
serem executados. Segundo Mazarini (1992), os exercícios no meio líquido 
oferecem aos participantes a oportunidade de executarem livremente os mais 
diferentes movimentos, graças à flutuação do corpo. Essa movimentação poderá 
ser beneficiada ainda mais, se a temperatura da água for mantida em torno de 28 
a 34 graus centígrados. A água aquecida proporciona um aumento da circulação 
sanguínea e da sensibilidade neurossensorial, que, juntamente com a diminuição 
dos efeitos da gravidade, são responsáveis pela melhora do tônus muscular 
postural. Nesse caso, favorecem uma adequada mobilidade articular e uma 
melhora da elasticidade muscular. 
Segundo Catteau e Garoff (1990), uma das propriedades do tecido muscular 
é a de reagir a certo número de estimulações, e o meio aquático proporciona 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
14
diversos estímulos com características mecânicas, térmicas, químicas, acústicas, 
ópticas, de influxo nervoso, levados aos músculos pelos nervos motores. Tsutsumi 
et al. (2004) afirmam que com o desenvolvimento da musculatura, há juntamente 
a melhora da postura corporal.
De acordo com Adams et al. (1985), o calor da água favorece o relaxamento 
dos músculos e anima o indivíduo a continuar explorando a movimentação dentro 
da água. Este relaxamento melhora o tônus postural e resulta em movimentos 
mais eficientes. O aumento da capacidade para o relaxamento, combinado com a 
diminuição da ação da gravidade, melhora a mobilidade e aumenta o potencial 
motor nos indivíduos. A força de empuxo é uma propriedade física da água, 
assim descrita pelo princípio de Arquimedes: "Um corpo imerso parcial ou 
completamente dentro de um líquido em repouso, recebe um impulso de baixo 
para cima, igual ao peso do volume do líquido deslocado". O autor ressalta que esta 
propriedade contribui de diversas maneiras para favorecer os movimentos dos 
indivíduos, pois a diminuição da gravidade reduz a resistência aos movimentos 
do corpo, além disso, a amplitude dos movimentos do nadador aumenta dentro 
da água, em consequência do princípio de Arquimedes.
Para Duffield (1985), quando na água ficamos em posição vertical, a 
pressão sofrida pelas articulações é mínima. A redução do peso nas articulações 
vai facilitar o principal aspecto da aplicabilidade de natação na correção das 
deformidades posturais (MAZARINI, 1992). Para Carmona (2001), a sensação 
da água envolvendo todo nosso corpo pode ter efeitos táteis cinestésicos e 
proprioceptivos incríveis, auxiliando na construção de nossa imagem corporal. 
Lopes e Pereira (2004) afirmam que a prática da natação pode ocasionar 
redução não só de pequenos distúrbios neuromotores, como também facilitar 
a aquisição do conhecimento de novas habilidades. A estimulação das 
potencialidades motoras e cognitivas dos indivíduos no meio aquático favorece 
seu autoconhecimento, sua conscientização corporal, o que facilita também o 
aprendizado de novas habilidades, partindo-se do conhecimento por ele iniciado. 
Para Reis (1987), gera-se melhoria da coordenação de movimentos a partir de 
sensações e percepções decorrentes da prática da natação. Velasco (1994) diz que 
o meio aquático é um meio rico para esse tipo de vivência e propício para que a 
pessoa organize as informações e sensações recebidas em seu cérebro, transferindo-
as para o movimento realizado na água, enriquecendo suas experiências motoras.
Vale destacar que os aspectos motivacionais e as propriedades terapêuticas 
da água estimulam o desenvolvimento da aprendizagem cognitiva e o poder de 
concentração, pois o aprendiz busca compreender o movimento do seu próprio 
corpo explorando as várias formas de se movimentar, adaptando suas limitações 
às propriedades da água (LÉPORE et al., 1999).
Campion (2000) chama atenção para os benefícios no sistema de regulação 
térmica, salientando que quando o corpo está exposto a um estímulo frio, por 
exemplo, em água de temperatura fria, estes vasos se contraem, evitando que seja 
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À NATAÇÃO
15
liberado calor interno; ao contrário, se o estímulo de calor é maior que a temperatura 
interna, há uma vasodilatação para que o calor seja liberado e a temperatura se 
mantenha em equilíbrio. Com as mudanças constantes de temperatura interna da 
água, este mecanismo é constantemente acionado, fazendo com que o organismo 
adquira uma maior resistência contra mudanças bruscas de temperatura externa, 
proporcionando ao indivíduo, também, maior resistência contra as doenças 
provocadas pelas intempéries do meio.
"As atividades em meio aquático constantes da natação trarão ainda 
modificações sensíveis na capacidade pulmonar do indivíduo, provocando assim 
efeitos estimulantes sobre o coração e a circulação dos praticantes" (BELLENZANI; 
MAZARINI, 1986, p. 18). De acordo com Maglischo (1986), ocorre aumento da 
capacidade de funcionamento do sistema cardiopulmonar, gerando maior aporte 
sanguíneo para o corpo e, consequentemente, maior trabalho fisiológico.
Campion (2000) explica que a natação proporciona grandes benefícios ao 
sistema circulatório e coração, pois a pressão e a resistência exercidas pela água 
sobre o corpo, juntamente com esforço exigido na execução dos movimentos, agem 
diretamente sobre o sistema, uma vez que provocam o aumento do metabolismo, 
promovendo o fortalecimento da musculatura cardíaca, o aumento do volume 
do coração e uma consequente melhoria no sistema circulatório; já no sistema 
respiratório provocará o fortalecimento dos músculos respiratórios, aumento do 
volume máximo respiratório e consequente melhoria, também, na elasticidade da 
caixa torácica. 
As atividades desenvolvidas com a água na alturado peito provocam 
o aumento da pressão hidrostática durante a respiração nas paredes peitorais 
e abdominais, havendo, assim, uma resistência na respiração, aumentando a 
capacidade respiratória, assim como também exercícios respiratórios imersos na 
água (MASSAUD, 2004). O autor destaca os baixos riscos de lesão e a sensação 
de bem-estar devido às substâncias químicas liberadas após a prática da natação.
Damasceno (1992, p. 24) listou, resumidamente, os principais benefícios 
da natação para os seres humanos:
• Musculatura e aparelho locomotor:
• Melhor capilarização da musculatura;
• Aumento da secção transversal;
• Desenvolvimento geral da musculatura, levando a uma melhor postura.
• Coração e circulação:
• Aumento do volume do coração;
• Hipertrofia;
• Menor frequência cardíaca;
• Maior transporte de oxigênio;
• Menor esforço cardíaco;
• Maior elasticidade dos vasos sanguíneos.
• Sistema respiratório:
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
16
• Maior absorção de 02 máxima (maior volume nos pulmões);
• Maior difusão de 02;
• Mais hemoglobina;
• Maior irrigação sanguínea da musculatura envolvida;
• Auxilia no combate às doenças do aparelho respiratório.
• Metabolismo:
• Mobilização de muita energia para execução dos movimentos;
• Sistema nervoso:
• Desenvolve o Sistema Nervoso de forma global.
Faz-se pertinente destacar que a natação proporciona, aos seus praticantes, 
um desenvolvimento global e equilibrado, não ocorrendo em cada parte deste 
separadamente. Para Damasceno (1992, p. 32), a natação promove:
• Percepção e controle do próprio corpo;
• Equilíbrio postural; 
• Lateralidade bem definida;
• Independência dos segmentos em relação ao tronco e uns em relação aos 
outros;
• Controle e equilíbrio das contrações ou inibições estreitamente associadas ao 
esquema corporal e ao controle da respiração.
Dentre a grande diversidade de benefícios que a natação pode trazer 
ao indivíduo, damos destaque para a estruturação do esquema corporal. Para 
Damasceno (1992, p. 30), o esquema corporal é a "experiência do corpo com a 
maneira com que este se põe no meio ambiente". Portanto, o autor diz que para 
que um indivíduo se adapte ao meio, ele primeiro deve conhecer e dominar o 
seu próprio corpo. Já para Bonacelli (2004, p. 96), o esquema corporal se define 
como a "representação que a pessoa tem do próprio corpo, num certo espaço, 
num certo tempo". É a relação com o mundo e consigo mesmo na generalidade 
(BONACELLI, 2004).
Segundo Catteau e Garoff (1990), o esquema corporal que reflete o 
equilíbrio entre as funções psicomotoras e sua maturidade (depende de um 
conjunto funcional organizado através da relação mútua organismo-meio) é 
o núcleo central da personalidade, motivo pelo qual a metodologia do ensino 
esportivo deve permitir ao aluno a exploração e manejo do meio com atividades 
motoras que contribuam para a estruturação desta imagem corporal. A construção 
dos esquemas específicos no meio aquático depende dos aspectos psicomotores 
que dizem respeito ao conhecimento do próprio corpo, do mundo exterior e de 
alguns fatores de execução, como força, resistência, flexibilidade e velocidade. 
Assim, a natação permite ao indivíduo a exploração e manejo do meio, através 
de atividades motoras, que contribuem para a estruturação do seu esquema 
corporal. Ela ajuda cada um a ter noção perceptiva do espaço à sua volta, pois 
exige a execução de movimentos em diferentes posições (DAMASCENO, 1992). 
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À NATAÇÃO
17
De acordo com Bonacelli (2004), é muito importante o conhecimento 
do próprio corpo quando se está no meio líquido, pois quando realizamos um 
movimento fora da água, podemos ver este movimento, mas quando estamos na 
água, ao nadar, isto é praticamente impossível. Então, a necessidade de conhecer 
o próprio corpo é bem maior. Vale lembrar, também, que na natação se exige que 
o aluno redobre sua atenção a todo o momento para estabilizar sua postura dentro 
da água e desenvolver os exercícios. Isso permite que sua capacidade mental seja 
ampliada, favorecendo a aquisição de novas posturas e desenvolvimento global 
de seu corpo (LOPES; PEREIRA, 2004).
Lopes e Pereira (2004, p. 205) afirmam que a prática da natação pode 
ocasionar redução não só de pequenos distúrbios neuromotores, como também 
facilitar a aquisição do conhecimento de novas habilidades. A estimulação das 
potencialidades motoras e cognitivas dos indivíduos no meio aquático favorece 
seu autoconhecimento, sua conscientização corporal, o que facilita também 
o aprendizado de novas habilidades, partindo-se do conhecimento por ele 
iniciado. Araújo Júnior (1993, p. 33) ainda diz: "além disso, o aspecto segurança 
faz com que o 'nadador' se sinta à vontade dentro do meio líquido, propiciando o 
desenvolvimento da autoconfiança para enfrentar algum tipo de dificuldade que 
eventualmente possa encontrar". Assim, a natação pode ser considerada como 
um esporte completo que possibilita o desenvolvimento total dos indivíduos que 
a praticam. Ela pode ser praticada por qualquer pessoa, independentemente do 
sexo, da idade e da condição física ou mental.
4 ADAPTAÇÃO AO MEIO LÍQUIDO
Não sendo o ambiente próprio do ser humano, qualquer atividade 
dentro da água exige uma série de condutas adaptativas à sua especificidade, 
representada pelos problemas de equilíbrio, respiração e propulsão. A superação 
destes problemas permite a aquisição da habilidade de "nadar", ou seja, manter-se 
sobre a água e ir por ela sem tocar no fundo. Esta habilidade, portanto, comprova 
a completa ambientação do indivíduo no meio aquático, mas também coloca 
em evidência que a habilidade de nadar pode ser executada sem preencher os 
requisitos dos nados esportivos. Assim, o processo de ambientação se organiza 
em níveis que conduzem a execução de um nado de características utilitárias 
(BURKHARDT; ESCOBAR, 1985).
Segundo Catteau e Garoff (1990), a boa adaptação ao meio líquido é 
o resultado de um número considerável de dias e horas em que o grupo ou o 
indivíduo passa na água, não sendo uma adaptação espontânea e instantânea. 
Segundo os autores, para o primitivo, da mesma forma que para o principiante, 
aprender a nadar representa uma sucessão de problemas que se apresentam a 
ele em ordem definida e imutável, porque estão ligados, de início, ao equilíbrio 
vertical do bípede e à necessidade de sobreviver à experiência. "Devemos a George 
Herbert observações notáveis pela exatidão e precisão feitas ao longo de suas 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
18
peregrinações sobre o comportamento do homem primitivo que tinha de resolver 
um problema de aprendizagem da natação. Essas observações constituem uma 
preciosa contribuição ao estudo do comportamento psicológico do não nadador 
a ponto de servir de base à orientação de toda a pedagogia moderna" (CATTEAU; 
GAROFF, 1990, p. 32).
4.1 CARACTERÍSTICAS DO CONTATO COM
O MEIO LÍQUIDO
O contato com o meio líquido gera inúmeros benefícios ao ser humano, 
dos quais se pode destacar a remoção das impurezas da pele, a desobstrução dos 
poros, facilitando a transpiração e a eliminação de toxinas. Ademais, os exercícios 
no meio líquido reduzem o peso corporal entre oito e doze kg devido à ação da 
gravidade, desta forma, a natação é uma excelente atividade física para as pessoas 
que possuem excesso de peso, problemas articular ou ligamentar, uma vez que 
diminui o impacto nos tornozelos, nos joelhos e na articulação coxofemoral 
(KRUG; MAGRI, 2012). 
A prática da natação exige o aumento do ritmo respiratório do nadador, 
assim, faz com que o sistema respiratório passe a reagir às mudanças em um 
curto período de tempo, promovendo a melhora da eficiência e da capacidade 
respiratória. Assim, a natação reeduca movimentos e educa o ritmo da respiração. 
Além disso, aumenta a potência do coração, auxilia na recuperação de membros 
lesionados, de entorses, atrofias, fraturas, bem como no tratamento de asma. 
Além disso, a prática destamodalidade esportiva ajuda no desenvolvimento 
das musculaturas dos ombros, do dorso, das pernas e da caixa torácica devido 
à utilização de forças em diferentes direções, com o uso de diferentes grupos 
musculares nos variados tipos de nados. Ainda, pode-se destacar a reeducação 
dos movimentos de membros atingidos pela poliomielite. Por fim, trata-se de um 
componente educativo e de segurança para as pessoas (KRUG; MAGRI, 2012). 
Entretanto, para que estes benefícios sejam desfrutados pelos praticantes, alguns 
pré-requisitos devem ser considerados, a saber: condições de temperatura, 
claridade, tratamento químico e profundidade. Estas condições são fundamentais 
para que o aprendiz se sinta e tenha um aprendizado seguro, de acordo com as 
suas necessidades. Ademais, os aspectos físico-fisiológicos, sociais, psicológicos e 
técnicos devem ser contemplados. 
4.2 ASPECTOS FÍSICOS E FISIOLÓGICOS
A condição orgânica, dos músculos, do coração, dos pulmões e dos órgãos 
em geral necessitam de avaliação prévia ao início da prática da natação. Quanto 
maior for a dedicação do sujeito à prática esportiva, seja nas aulas, em treinamentos, 
ou em competições, quando altas demandas energéticas são solicitadas, a 
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À NATAÇÃO
19
resistência, a flexibilidade, a flutuabilidade e a eficiência mecânica serão cada vez 
mais acompanhadas, avaliadas e estimuladas (KRUG; MAGRI, 2012).
 
No início da aprendizagem, o aspecto que mais facilita ou dificulta é a 
flutuabilidade do corpo do indivíduo na água. Isto possui relação direta com a 
posição dos segmentos corporais, com a composição corporal (densidade) e com 
a inter-relação das forças de impulsão hidrostática (empuxo) e de gravidade, as 
quais permitirão que o corpo flutue mais ou menos paralelo à linha da superfície 
da água. Os corpos que flutuam bem na água são considerados de flutuabilidade 
positiva, ao passo que os corpos que não flutuam bem na água são considerados de 
flutuabilidade negativa. Neste sentido, há indícios de que haja diferenças entre os 
sexos, sendo que as mulheres parecem apresentar melhor flutuabilidade em função 
do seu biótipo e do percentual de gordura, enquanto os homens apresentam melhor 
desempenho em termos de força e potência (KRUG; MAGRI, 2012). As autoras 
acrescentam que a posição do corpo mais paralela à linha da superfície da água 
contribuirá para um melhor resultado em termos de propulsão, isto é, mais rápido 
será o deslocamento do corpo na água, pois quanto menor for a intensidade da 
resistência hidrodinâmica oposta à direção de deslocamento do sujeito, maior será 
a velocidade de nado, conforme a intensidade da força aplicada. 
4.3 ASPECTOS SOCIAIS E PSICOLÓGICOS
Não é comum que os seres humanos apresentem aversão à água, a menos 
que isto seja provocado por uma experiência negativa, porém, para “nadar”, é 
necessário que o indivíduo tenha uma motivação, uma vez que o aprendizado 
da natação depende muito do fator motivacional, o qual pode ser desencadeado 
pela expectativa de sucesso ou pelo medo do fracasso. Para isto, metas atingíveis 
devem ser estabelecidas e os objetivos devem estar de acordo com a idade, com as 
possibilidades e com as potencialidades do aprendiz. Isto definirá a maturidade 
e a prontidão para o envolvimento nos distintos níveis, o que, atrelado à atenção 
do indivíduo, poderá resultar em muitos avanços. Para tanto, o trabalho do 
professor é imprescindível desde o início da aprendizagem, pois é ele quem 
planejará os procedimentos didático-metodológicos, conforme o perfil do aluno, 
organizando a progressão das etapas de ensino e lidando com a ansiedade e com 
o medo do aprendiz no meio líquido. Por sua vez, o interesse do indivíduo que 
está aprendendo pelos ensinamentos disponibilizados pelo professor é de suma 
importância para que haja uma aprendizagem de sucesso (KRUG; MAGRI, 2012).
4.4 ASPECTOS TÉCNICOS 
Os fatores técnicos são de fundamental importância para favorecer a 
aprendizagem da natação, visto que ela depende muito do conhecimento do 
professor, da sua experiência, além do seu empenho e da adequação dos objetivos 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
20
em função das etapas e dos respectivos conteúdos de aprendizagem. Para o ensino 
da natação, a literatura apresenta a possibilidade da utilização de diferentes 
métodos de ensino, são eles: global, parcial ou partes progressivas. Cada um deles 
parece ser mais indicado para o ensinamento de determinadas técnicas ou nados. 
Para tanto, o professor deverá ter absoluto domínio da área, dos métodos e das 
técnicas a serem utilizadas, bem como controle das condições de aprendizagem, 
ou seja, do local, das condições de prática, da frequência semanal e da duração 
das aulas, da temperatura da água, do número de aprendizes ou de sujeitos em 
treinamento, das condições e do nível de cada um deles, da assiduidade, da 
responsabilidade e do interesse dos mesmos. Estes são alguns dos aspectos que 
estão envolvidos no ensino ou no treinamento da natação (KRUG; MAGRI, 2012).
 
Faz-se pertinente destacar que as experiências iniciais devem ser ricas, 
contemplando diferentes gestos propulsivos, visando favorecer a aprendizagem 
por meio de diversificadas possibilidades, de retenção e de transferências 
positivas. Esta variedade de oportunidades é importante no início de qualquer 
aprendizagem. Para a escolha do primeiro estilo da natação a ser ensinado, deve-
se observar as potencialidades do aprendiz, assim será mais perceptível a sua 
evolução na aprendizagem do nado (KRUG; MAGRI, 2012).
4.5 ASPECTOS PEDAGÓGICOS
Ensinar a nadar é fácil, mas nadar não o é. Por isso, o aprendiz deve ser 
iniciado gradativamente, seja qual for a sua idade ou sexo. O ensino deve ser 
lento, gradual em intensidade, complexidade e, principalmente, do conhecido 
para o desconhecido. Motive mesmo no último minuto da sua aula, pois é 
importante que o aluno tenha a vontade de voltar. Além disso, sempre garanta 
a segurança do seu aluno (FARIAS, 1988). Para o autor, é essencial que alguns 
cuidados sejam tomados durante a realização das atividades para o ensino da 
natação, quais sejam: 
• Sempre apresente e coloque os exercícios de maneira clara, despertando, assim, 
a atenção, o interesse e a vontade de realizá-los;
• Sempre que possível, demonstre ou facilite a compreensão do movimento com 
explicações claras;
• Nunca coloque movimentos difíceis no início das aulas, ou aqueles para os 
quais os alunos não estão preparados;
• Procure iniciar as atividades com exercícios gradativos;
• Dose sempre as repetições mais ou menos pela maioria;
• Nunca coloque os alunos diretamente de frente para o Sol;
• Se o local possuir ducha, oriente os alunos para que passem por ela antes de 
entrarem na piscina;
• Corrija os erros com muito cuidado, mas sempre de uma forma global, para 
não ferir os menos capacitados;
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À NATAÇÃO
21
• Retifique os erros de forma elogiosa, por exemplo: "está certo, mas procure 
fazer deste modo";
• Sinta sempre no rosto e no desempenho dos alunos as respostas às suas 
atividades;
• Faça demonstrações lentas, chamando atenção para os pontos mais importantes;
• Observe a fadiga dos alunos;
• Respeite as individualidades (FARIAS, 1988, p. 12).
Para dar início ao processo de adaptação ao meio líquido, o primeiro 
passo é tirar o medo dos alunos em relação à água. Para tanto, Farias (1988, p. 15) 
sugere os seguintes procedimentos pedagógicos: 
• Verificar a temperatura da água com os pés e mãos:
• Aproximar-se da borda da piscina lentamente, procurando conhecê-la;
• Sentar na borda da piscina e molhar os pés;
• Sentar na borda da piscina e jogar água no seu próprio corpo;
• Sentar na borda da piscina, jogar água no seu companheiro;
• Sentar na borda da piscina, jogar água na sua cabeça;
• Sentar na borda da piscina, jogar água no peito do companheiro;
• Sentar na borda da piscina e bater os pés lentamente;
• Sentar na borda da piscina e bater os pés rapidamente;• Sentar na borda da piscina e com bastante agilidade de mãos e pés, tentar 
molhar o companheiro;
• Pegar água com as mãos em forma de concha e tentar molhar os companheiros;
• Sentar na borda da piscina, pegar água com as mãos, encher a boca e tentar 
molhar o companheiro;
• Sentar na borda da piscina e repetir algumas das atividades (as que foram mais 
aceitas).
Após ter conseguido que a maioria não tenha mais receio de brincar com 
a água fora da piscina, você irá colocá-los na água. Faça com que cada um desça 
as escadas lentamente até conseguir tocar no fundo da piscina, caso ela seja rasa 
ou de iniciação, se for de maior profundidade, coloque flutuadores em todos, 
caso necessário. Se forem crianças que não possam tomar pé, segure-os com 
leveza e segurança. Em uma piscina de iniciação, onde todos possam ficar de pé 
com o tronco fora da água, Farias (1988, p. 16) sugere a realização dos seguintes 
procedimentos:
• Realizar passeios exploratórios pela piscina em pequenos grupos;
• Realizar passeios pela piscina, procurando encontrar objetos deixados pelo 
professor no fundo dela;
• Faça jogos de correr em duplas, ao longo da piscina;
• Realize estafetas (jogos de ir e pegar objetos, trazendo-os de volta ao lugar 
determinado);
• Mande andar e correr de costas, realizando meia-volta para os dois lados;
• Jogos com bolas (minivôlei, minibasquetebol).
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
22
Caso a aula ocorra em uma piscina funda, onde nenhum dos alunos possa 
alcançar os pés no fundo da mesma, as orientações de Farias (1988, p. 17) são as 
seguintes: 
• Coloque flutuadores em todos e deixe-os brincar um pouco na borda;
• Realize pequenos passeios pela piscina com um ou dois alunos, os outros 
permanecem na borda;
• Utilize as raias ou estique uma corda sobre a piscina, oriente para que se 
locomovam de um lado para outro da mesma, sempre em segurança;
• Procure formar círculos, quadrados, retângulos e outras formações;
• Oriente a todos para que tentem flutuar na horizontal, de lado (direito e 
esquerdo);
• Pergunte quem é capaz de ir até o outro lado da piscina (a tarefa-chave na 
motivação é "quem é capaz"), ela realiza milagres, tente; 
• Procure jogar bola em duplas, elogiando os progressos dos alunos;
• Tente jogar bola com os alunos, dando maior atenção aos menos capacitados;
• Diga para que tentem transportar a bola segurando com as mãos, de um lado 
ao outro da piscina:
• Pergunte quem é capaz de transportar a bola, sem colocar as duas mãos dentro 
da água.
23
Nesse tópico você viu que:
• A natação é considerada um dos esportes mais completos, pois promove 
benefícios ao desenvolvimento global do ser humano.
• Natação significa a técnica de deslocar-se na água, por intermédio da 
coordenação metódica de certos movimentos, e nadar significa se deslocar na 
água a seu nível ou através da força e adaptações naturais do próprio nadador.
• Pelo viés do alto rendimento, a natação é um desporto estruturado e 
regulamentado que busca obter registros de tempo cada vez mais inferiores 
através de um treinamento metódico, individualizado e específico, supondo-
se para o mesmo fim, pelo menos, o domínio apropriado das técnicas, 
conhecimento de ritmo, além de urna boa preparação física.
• As fases que se deve dominar antes de iniciar a aprendizagem dos nados 
são: os primeiros contatos com a água, a respiração, a flutuação, a propulsão 
e a entrada na água. Após estas fases é que serão introduzidos os nados 
propriamente ditos.
• A natação é um dos esportes mais antigos praticados pelo homem. 
Historicamente, pode-se dizer que a natação era praticada desde a Pré-História.
• Enquanto exercícios terapêuticos na água, as atividades em meio líquido 
encontram-se mencionadas desde a Roma antiga, no final do século V.
• Como modalidade esportiva, a natação se organizou, na Inglaterra, em 1837, 
quando foi realizada a primeira competição pela Sociedade Britânica de 
Natação, tendo como único estilo o peito. Nas Olimpíadas a natação teve papel 
de destaque junto ao atletismo e, em 1896, em Atenas, foram disputadas provas 
de nado crawl e peito. Em 1904, o nado costas foi incluído, e o borboleta surgiu 
em 1940, como uma evolução do nado peito.
• O Brasil começou a participar das provas de natação, nas Olimpíadas, a partir 
de 1920, na Antuérpia.
• Há indícios de que, há muitos anos, os índios que habitavam determinadas 
regiões do Brasil utilizavam a natação para fins de sobrevivência.
• Em termos oficiais, há registros da inserção da natação no Brasil a partir de 
31 de julho de 1897, quando os clubes Botafogo, Gragoatá, Icaraí e Flamengo 
fundaram a União de Regatas Fluminense, no Rio de Janeiro.
RESUMO DO TÓPICO 1
24
• A prática da natação resulta em inúmeros benefícios em diferentes aspectos 
do corpo humano, tais quais coração e circulação, musculatura e sistema 
locomotor, sistema respiratório, metabolismo e sistema nervoso.
• A primeira etapa de ensino-aprendizagem da natação é a adaptação ao meio 
líquido, a qual envolve aspectos físico-fisiológicos, sociais, psicológicos e 
técnicos.
• A natação pode ser realizada por inúmeros motivos, entre eles estão a saúde, a 
performance, a reabilitação e o lazer, isto porque a prática da natação carrega 
consigo infinitos benefícios.
25
1 Explique a diferença entre os termos “natação” e “nadar”, descrevendo as 
suas definições:
 __________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
2 Descreva o conceito de natação como um esporte de alto rendimento:
 __________________________________________________________________
__________________________________________________________________
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__________________________________________________________________
3 Quais os aspectos que devem ser abordados antes de iniciar o ensino dos 
“nados”, propriamente ditos?
 __________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
4 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à natação, e marque V para 
aquelas que forem Verdadeiras e F para aquelas que forem Falsas:
( ) A natação possibilita, aos seus praticantes, benefícios ao desenvolvimento 
total do corpo, incluindo a coordenação motora, a força muscular, a 
resistência dos sistemas cardiovascular e respiratório.
( ) O ensino da natação pode contemplar aspectos de cunho educativo, 
terapêutico, desportivo e recreativo.
( ) O “nadar” é uma habilidade adquirida, sendo preciso que se passe por 
um processo de adaptação e aprendizagem.
( ) Uma boa adaptação em meio líquido é o resultado de um número 
considerável de dias e horas em que o grupo ou o indivíduo passa na 
água, não sendo uma adaptação espontânea e instantânea.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, V.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, F, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
AUTOATIVIDADE
26
5 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à história da natação, e marque 
V para aquelas que forem Verdadeiras e F para aquelas que forem Falsas.
( ) A natação, como uma modalidade de alto rendimento, é um dos esportes 
mais antigos praticados pelo homem.
( ) A natação era praticada desde a Pré-História por absoluta necessidade 
utilitária.
( ) Pressupõe-se que os homens primitivos estavam sempre próximos aos 
rios e que, em algum momento, pescando, caçando ou com finalidadeslocomotivas, eles entravam na água e se deslocavam dentro dela.
( ) A natação se organizou, enquanto modalidade esportiva, na Inglaterra em 
1837, quando foi realizada a primeira competição pela Sociedade Britânica 
de Natação, tendo como único estilo o peito.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) F, V, V, V.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, V, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
6 No que se refere à história da natação no Brasil e no mundo, leia atentamente 
as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta:
a) ( ) Nas Olimpíadas, a primeira participação da modalidade de natação se 
deu pela disputa nas provas de nado peito e nado borboleta. 
b) ( ) O nado peito surgiu como uma evolução do nado borboleta. 
c) ( ) Há indícios de que, há muitos anos, os índios que habitavam 
determinadas regiões do Brasil utilizavam a natação como esporte de 
alto rendimento, fazendo treinamentos diariamente. 
d) ( ) Em termos oficiais, há registros da inserção da natação no Brasil a partir 
de 31 de julho de 1897, quando os clubes Botafogo, Gragoatá, Icaraí e 
Flamengo fundaram a União de Regatas Fluminense, no Rio de Janeiro.
e) ( ) Desde 1897, com a criação da União de Regatas Fluminense, a 
Confederação Brasileira de Desportos começou a patrocinar o 
Campeonato Brasileiro de Natação.
7 A natação é um dos esportes mais praticados no Brasil, tendo, 
aproximadamente, 65 mil atletas federados. No que concerne à história do 
Brasil nas Olimpíadas, assinale a alternativa incorreta.
a) ( ) Na edição das Olimpíadas realizada no Rio de Janeiro, em 2016, César 
Cielo conquistou a medalha de ouro na prova dos 50 metros nado livre.
b) ( ) O Brasil começou a participar das provas de natação, nas Olimpíadas, 
a partir de 1920, na Antuérpia.
c) ( ) Em 1932, nas Olimpíadas de Los Angeles, Maria Lenk, brasileira, foi a 
primeira mulher sul-americana a participar de uma olimpíada.
27
d) ( ) O Brasil não participou das Olimpíadas de Amsterdam, em 1928, em 
decorrência da crise financeira do país.
e) ( ) A primeira medalha de ouro em Olimpíadas foi conquistada por César 
Cielo, na prova dos 50 metros nado livre, nas Olimpíadas realizadas 
em Pequim, na China, em 2008.
8 Explique qual é a função da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos 
(CBDA):
 __________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
9 A natação é considerada um dos esportes mais completos que existe na 
atualidade, pois possibilita o desenvolvimento total dos indivíduos que a 
praticam. Ela pode ser praticada por qualquer pessoa, independentemente 
do sexo, da idade e da condição física ou mental. Considerando os inúmeros 
benefícios da natação nos diferentes aspectos do corpo humano, correlacione 
as informações da Coluna 1 com aquelas da Coluna 2.
Coluna 1 Coluna 2
(a) Musculatura e 
aparelho locomotor
( ) Aumento do volume do coração; hipertrofia; 
menor frequência cardíaca; maior transporte 
de oxigênio; menor esforço cardíaco; maior 
elasticidade dos vasos sanguíneos.
(b) Coração e circulação ( ) Mobilização de muita energia para execução dos movimentos.
(c) Sistema respiratório ( ) Desenvolve o sistema nervoso de forma global.
(d) Metabolismo
( ) Maior absorção de 02 máxima (maior 
volume nos pulmões); maior difusão de 02; mais 
hemoglobina; maior irrigação sanguínea da 
musculatura envolvida; auxilia no combate às 
doenças do aparelho respiratório.
(e) Sistema nervoso
( ) Melhor capilarização da musculatura; aumento 
da secção transversal; desenvolvimento geral da 
musculatura, levando a uma melhor postura.
Na sequência, assinale a alternativa que exprime a sequência correta.
a) ( ) b, d, e, c, a.
b) ( ) b, a, c, d, e.
c) ( ) c, a, b, e, d.
d) ( ) d, e, c, b, a.
e) ( ) e, b, a, d, c. 
28
10 A primeira etapa para aprendizagem da natação está na adaptação ao meio 
líquido. No que concerne à adaptação ao meio líquido, assinale a alternativa 
incorreta.
a) ( ) A aprendizagem da natação deve ser iniciada com o ensino das habilidades 
para o desenvolvimento do nado costa, pois, em decúbito dorsal, os 
sujeitos conseguem flutuar melhor.
b) ( ) No início da aprendizagem, o aspecto que mais facilita ou dificulta é a 
flutuabilidade do corpo do indivíduo na água.
c) ( ) O trabalho do professor é imprescindível desde o início da aprendizagem, 
pois é ele quem planejará os procedimentos didático-metodológicos, 
conforme o perfil do aluno, organizando a progressão das etapas de ensino 
e lidando com a ansiedade e com o medo do aprendiz no meio líquido.
d) ( ) Para o ensino da natação, a literatura apresenta a possibilidade da 
utilização de diferentes métodos de ensino, são eles: global, parcial ou 
partes progressivas. Cada um deles parece ser mais indicado para o 
ensinamento de determinadas técnicas ou nados.
e) ( ) Antes da entrada na piscina, o professor deverá fazer algumas perguntas 
ao aluno, por exemplo: por que você procurou a natação?; você já praticou 
a natação alguma vez?; você sabe nadar?; você tem medo da água?; o que 
você sabe nadar? Essa é uma forma de o professor saber em qual nível 
se encontra o aluno para determinar o tipo de trabalho que precisará ser 
desenvolvido.
29
TÓPICO 2
FUNDAMENTOS BÁSICOS DA NATAÇÃO: 
PROPRIEDADES DA ÁGUA, RESPIRAÇÃO, 
FLUTUAÇÃO E MERGULHOS
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
A água tem propriedades físicas que precisam ser conhecidas pelo 
profissional que atua nela, pois são essas propriedades que irão causar muitos 
efeitos no corpo da pessoa que tiver em contato com esta. Estar na água é 
muito diferente de estar no solo. Apesar de nós, seres humanos, termos estado 
durante nove meses dentro de um meio líquido, ao nascer somos obrigados a 
nos adaptarmos ao meio aéreo, transformando muitas coisas no nosso corpo, 
a começar pela respiração. Assim, devemos reaprender muitas coisas quando 
voltamos a ter contato com a água.
De acordo com Massaud (2004), existem muitas diferenças entre estarmos 
na água ou estarmos no ar. Algumas dessas diferenças são óbvias: a água é 
molhada, o ar não; podemos sentir a água, mas normalmente não sentimos o 
ar; podemos inspirar e expirar no ar, mas quando nosso rosto está dentro da 
água não podemos inspirar; os movimentos dentro da água ficam mais lentos 
que fora dela; percebe-se um empuxo, ou força de ascensão – flutuabilidade à 
medida que se desce mais fundo na água. Portanto, ao estarmos na água devemos 
reaprender como nos equilibrar, girar, deitar, levantar, se deslocar etc., porque 
o método para esses movimentos será diferente. Mas essas diferenças, muitas 
vezes, poderão tornar-se grandes vantagens. Nesta perspectiva, apresentar-se-ão 
as propriedades da água com o intuito de facilitar a compreensão do que acontece 
com o corpo humano quando está em meio líquido. Em seguida, serão abordados 
os fundamentos da respiração, da flutuação e dos mergulhos em meio aquático.
2 PROPRIEDADES DA ÁGUA
2.1 HIDRODINÂMICA
A hidrodinâmica é a disciplina da mecânica que estuda os corpos em 
movimento (dinâmico) na água ou em fluidos em movimento (PALMER, 1990). 
A hidrodinâmica emprega conceitos de densidade, de pressão e de viscosidade, 
considerando os fenômenos de turbulência no interior dos fluidos (MASSAUD, 
2004).
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
30
2.1.1 Viscosidade
Viscosidade é um tipo de atrito (fricção) que ocorre entre as moléculas 
de um líquido e que causa resistência ao fluxo do líquido. Essa fricção exprime 
a facilidade com a qual o líquido flui, e por essa razão só é observável quando 
o líquido está em movimento. Qualquer líquido com alta viscosidade, como o 
óleo, flui lentamente, e aquele com baixa viscosidade, como a água, fluirá mais 
rapidamente e oferecerá menor resistência (MASSAUD, 2004).A viscosidade atua como uma resistência ao movimento, pois as moléculas 
do fluido tendem a aderir à superfície do corpo em movimento através dele. A 
fricção da pele na água é de 790 vezes maior que a fricção no ar, fator este que 
dificulta os movimentos e requer um gasto maior de energia comparado aos 
mesmos movimentos fora da água, no ar. De acordo com Massaud (2004), quando 
um corpo se move em meio líquido, os elementos deste, que estão em contato 
com o limiar sólido, prendem-se a ele. Eles não deslizam ao longo dele, como se 
poderia esperar. Os elementos que estão próximos do limiar passam pelos que 
estão presos. Este movimento relativo coloca em ação as forças de resistência 
da viscosidade que se opõem ao movimento, causando fricção ou rompimento 
(MASSAUD, 2004).
Ao nadar, os corpos carregam “capas” de água a distintas velocidades de 
movimento (MASSAUD, 2004). De acordo com o autor, se estas capas de água em 
movimento, que estão atrás dos corpos, tocam nas bordas ou no fundo por meio 
da chamada viscosidade dinâmica, significa que a resistência de atrito aumenta. 
Assim, nadar nas raias mais próximas das paredes da piscina, ou em piscinas 
pouco profundas, resulta na diminuição da velocidade. 
A velocidade da água é determinada por um coeficiente que possui 
oscilação de magnitude, conforme a temperatura. Por exemplo: a zero grau o 
coeficiente é de 1,83; 10 graus, 1,33; a 20 graus, 1,03 e a 30 graus, 0,84. Desta forma, 
nadar em um ambiente aquático com a temperatura da água entre 25 e 28 graus 
favorece o alcance de bons resultados de tempo em relação ao nadar em água 
com baixas temperaturas (MASSAUD, 2004). Segundo o autor, a viscosidade da 
água a 25 graus é cerca de 30% inferior a 10 graus. A água não acelera a uma 
velocidade infinita porque possui a viscosidade, caso contrário, os rios, correndo 
pelos vales pela ação da gravidade, iriam fluir a uma velocidade cada vez maior, 
atingindo centenas de quilômetros por hora, tendo resultados desastrosos. 
2.1.2 Propulsão
O termo propulsão, conforme Palmer (1990), significa impulsionar ou 
empurrar para frente, estando isto relacionado com a necessidade de superar a 
resistência natural ou a fricção da água. A diferença de fricção da pele no ar para 
a água é 790 vezes maior, por isso, os movimentos realizados dentro da água 
TÓPICO 2 | FUNDAMENTOS BÁSICOS DA NATAÇÃO: PROPRIEDADES DA ÁGUA, RESPIRAÇÃO, FLUTUAÇÃO E MERGULHOS
31
demandam um maior gasto energético quando comparados aos movimentos fora 
dela. Além disso, o ritmo dos movimentos dentro da água se torna mais lento 
(MASSAUD, 2004).
Para atingir o objetivo de “nadar”, o nadador precisa desenvolver uma 
força motora, ou uma força de sustentação, que lhe permitirá se movimentar para 
frente, para trás, para os lados ou manter-se flutuando. Ou seja, se faz necessário 
articular um ou um conjunto de membros para que se criem as forças necessárias 
para a propulsão ou para a flutuação (PALMER, 1990). Ao fazer uma ação na água, 
seja por meio de movimentos dos membros inferiores, dos membros superiores ou 
do tronco, imediatamente, o nadador terá uma reação por intermédio da qual se 
deslocará para frente. Nesta ação, inúmeros fatores estarão envolvidos, gerando 
a força propulsiva. Assim, ocorre o deslocamento horizontal dentro da água. Os 
movimentos para se vencer a resistência da água resultam em muitos benefícios 
para os músculos do corpo, pois, por meio da propulsão das pernas, trabalham-
se os músculos dos membros inferiores e, por meio das braçadas, trabalha-se os 
músculos dos braços e do tronco. Além de não prejudicar as articulações, estes 
movimentos contribuem para a flexibilidade dos membros (MASSAUD, 2004).
2.1.3 Temperatura
Os efeitos fisiológicos do exercício na piscina estão intimamente relacionados 
com a temperatura da água. O sistema de termorregulação do indivíduo deve estar 
eficiente para suportar mudanças em relação à temperatura. Existe muita discussão 
sobre a temperatura ideal de uma piscina. Segundo Velasco (1997, p. 23), esta 
questão é muito individual, pois há pessoas que possuem muito desempenho em 
água mais quente e outras já preferem a mais fria. Neste sentido, o autor destaca que 
"devemos atender a essas necessidades de forma individual, principalmente com 
os bebês e os deficientes, pois estes são mais perceptíveis e sensíveis em nível tátil-
bórico com a água e o seu desempenho motor é quase que relacionado diretamente 
a esse fator" (VELASCO, 1997, p. 23). Embora a maioria dos autores indique que 
a temperatura deve estar entre 30° e 35° no caso de realização de exercícios que 
não produzem muito calor corporal, principalmente nas aulas para bebês de 0 a 2 
anos, bem como para os grupos de adaptação em meio líquido (MASSAUD, 2004). 
Para o autor, a condutibilidade da água produz um processo de desgaste térmico 
no corpo do nadador, sendo que a queda da temperatura do corpo é 25 vezes 
maior na água do que no ar. Assim, nadar em água abaixo de 20 graus aumenta 
consideravelmente o gasto energético dos indivíduos.
2.2 HIDROSTÁTICA 
A hidrostática é a disciplina da mecânica que estuda a flutuação e a 
flutuabilidade (PALMER, 1990). Para o autor, o termo flutuabilidade significa 
a capacidade de flutuar, isto é, se um corpo possui uma boa flutuabilidade 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
32
(flutuabilidade positiva), ele flutuará bem na água, mas, se o corpo possuir uma 
flutuabilidade ruim (flutuabilidade negativa), apresentará dificuldades para 
flutuar na água. Para flutuar na água é necessário que o objeto, neste caso, o 
corpo humano, possua uma densidade menor do que a densidade da água. Neste 
sentido serão apresentados os conceitos de peso, massa e densidade, segundo 
Palmer (1990) e Massaud (2004): 
→ Peso: todo objeto, inclusive o corpo humano, possui características de peso. 
O peso é relativo à atração gravitacional em direção ao centro da Terra 
(gravidade), e quanto maior for a substância existente em um objeto, maior a 
atração gravitacional, e, portanto, maior o peso.
→ Massa: é a quantidade de substância, ou material, contida num objeto. Neste 
sentido, uma massa de substância altamente concentrada vai pesar mais do 
que uma massa com baixa concentração, contida num mesmo volume.
→ Densidade: é a relação entre a massa total e o volume de um objeto que 
define sua densidade e também determina suas características específicas de 
flutuabilidade no fluido em que é necessário flutuar. A densidade de um objeto 
é seu peso dividido pelo seu volume. A densidade também varia de acordo 
com a temperatura da água. A densidade da água fresca em unidades atuais é 
de 1000kg/m3. Se um objeto tem uma densidade menor que isto, ele flutuará e, 
se for maior, ele afundará.
UNI
A água do mar é mais densa que a água potável e, por isso, proporciona maior 
flutuabilidade (MASSAUD, 2004).
2.2.1 Densidade relativa 
Densidade relativa é a relação entre volume e massa, determinando se 
um objeto vai ou não flutuar. Segundo o princípio de Arquimedes, quando um 
corpo é submerso em um líquido, ele sofre uma força de flutuabilidade igual 
ao peso do líquido que desloca. A densidade relativa da água é aceita como 
uma proporção de 1. Portanto, qualquer objeto com densidade menor que 1 irá 
flutuar. A densidade relativa do corpo humano varia com a idade, sendo que 
uma criança nova possui uma densidade relativa total de aproximadamente 0,86; 
adolescentes e adultos jovens possuem densidade relativa de 0,97. A densidade 
relativa do corpo humano varia com a idade, sendo que uma criança nova possui 
uma densidade relativa total de aproximadamente 0,86; adolescentes e adultos 
jovens possuem densidade relativa de 0,97; decrescendo novamente para adultos 
de idosos (MASSAUD, 2004).
TÓPICO 2 | FUNDAMENTOS BÁSICOS DA NATAÇÃO: PROPRIEDADES DA ÁGUA, RESPIRAÇÃO, FLUTUAÇÃO E MERGULHOS
33
O comportamento de um líquido é controlado pela natureza e velocidade 
do fluxo. O movimento pode ser tanto em linha retacomo turbulento. Durante 
o fluxo em linha reta, ocorre um movimento contínuo do fluido. Há apenas uma 
pequena fricção entre as camadas do fluido. O fluxo turbulento é um movimento 
irregular do líquido e este tipo de fluxo cria ocasionais movimentos rotatórios 
denominados redemoinhos. Esse movimento irregular produz um aumento na 
fricção entre as moléculas do fluido e entre o objeto e o fluido (MASSAUD, 2004). 
Segundo o autor, a resistência ao fluxo turbulento é maior que a resistência ao 
fluxo alinhado. O grau de turbulência depende da velocidade do movimento e a 
forma do corpo influencia na produção da turbulência.
2.2.2 Pressão hidrostática
As moléculas de um líquido exercem um impulso sobre cada parte da 
área de superfície de um corpo imerso. Este impulso por unidade de área é a 
pressão do líquido. A Lei de Pascal estabelece que a pressão do fluido é exercida 
igualmente sobre todas as áreas de um corpo imerso a uma dada profundidade. 
A pressão é diretamente proporcional à profundidade e à densidade do fluido. 
A pressão da água é mais evidente no tórax da pessoa quando entra na piscina, 
onde a água resiste à expansão e ela opõe-se à tendência do sangue de ficar nas 
porções inferiores do corpo, o que ajuda a reduzir inchaços. A pressão hidrostática 
também ajuda a estabilizar as articulações instáveis (MASSAUD, 2004).
3 FLUTUAÇÃO
O matemático grego Arquimedes foi o descobridor dos fundamentos da 
flutuação. Conforme Massaud (2004, p. 25), tal descoberta sustenta-se na seguinte 
teoria: “em um dia em sua banheira começou a pensar sobre a flutuabilidade, 
porque, quando se deitava na água, esta sustentava o seu peso e ele flutuava. 
Repentinamente a resposta veio a ele: “Eureca!” (Eu encontrei!), ele gritou e saiu 
correndo pela estrada, nu”. A partir disto, seu raciocínio legendário foi resumido 
da seguinte forma:
Quando ele entrou na água, percebeu que ela aumentava nas laterais 
da banheira, então, notou que este aumento em profundidade se devia 
ao volume ou massa de seu corpo, deslocando uma certa quantidade 
de água, e percebeu que esta quantidade de água deslocada era igual 
à porção de seu corpo que estava submerso no momento. À medida 
que afundava mais na banheira, a água deslocava-se mais para cima 
até que repentinamente ele flutuou e a água parou de se elevar. O peso 
do volume da água deslocada era igual ao peso do corpo que flutuava 
nela (MASSAUD, 2004, p. 26). 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
34
A flutuação e a densidade relativa estão muito relacionadas. O corpo, 
quando está total ou parcialmente imerso em um fluido em repouso, experimenta 
um empuxo de baixo para cima ao volume deslocado, o que permite sua flutuação. 
O empuxo é uma força que atua na direção oposta à da força da gravidade, 
minimizando a sua ação. Para que um corpo na água atinja o equilíbrio, estas duas 
forças opostas devem estar alinhadas (metacentro). Se os centros não estiverem na 
mesma linha vertical, as duas forças atuando sobre o corpo farão com que ele gire 
até atingir uma posição de equilíbrio estável. O "alívio de peso" do corpo devido 
ao empuxo da flutuação constitui uma das principais vantagens da piscina, pois, 
sentindo-se mais leves, as pessoas se movimentam mais facilmente e sentem 
menos o peso nas articulações (MASSAUD, 2004).
3.1 CENTRO DE GRAVIDADE E A FLUTUAÇÃO
De acordo com Massaud (2004), há diferenças entre o centro de gravidade 
em termos do sexo masculino e feminino. O autor explica que algumas das 
explicações para isto são as seguintes: as mulheres possuem ossos menores e 
mais delgados do que os homens e tendem a apresentar os quadris mais largos, 
enquanto os homens possuem o tronco mais profundo e os ombros mais largos 
em relação às mulheres. Além disso, as pernas e os pés dos homens são maiores 
e mais pesados. Estes aspectos fazem com que o centro de gravidade dos homens 
seja mais ao alto do seu corpo, em relação ao centro de gravidade das mulheres. 
Para o autor supracitado, é possível que o centro de flutuação exerça maior 
influência nas características de flutuação humana do que, de fato, os centros 
de gravidade, tanto dos homens quanto das mulheres. Assim, as características 
físicas do corpo masculino fazem com que o centro de flutuação dos homens seja 
mais alto do que o das mulheres. Por ter o centro de flutuação baixo, as mulheres 
tendem a flutuar naturalmente na posição horizontal. Os homens, por sua vez, 
por apresentarem as pernas mais pesadas e menor deslocamento corporal para 
baixo, tendem a flutuar mais verticalmente.
3.2 O EQUILÍBRIO NA FLUTUAÇÃO
Massaud (2004, p. 27) define equilíbrio como “o estado de um corpo cuja 
situação de repouso ou movimento permanece inalterada em relação a um sistema 
de eixos de referência”. Na natação, entende-se que o corpo está em equilíbrio 
quando, ao flutuar em posição dorsal ou ventral, consegue se manter na posição 
sem necessitar de auxílio. Isto porque flutuar significa a ação de manter um corpo 
na superfície de um fluido. Para tanto, este corpo precisa ter uma densidade igual 
ou superior à unidade. Por exemplo, quando um nadador, que tenha total domínio 
da técnica do nado, está realizando uma prova de natação, pode-se dizer que ele 
está em equilíbrio, pois estará se mantendo com um padrão de movimentos em 
relação aos eixos longitudinal e transversal (MASSAUD, 2004).
TÓPICO 2 | FUNDAMENTOS BÁSICOS DA NATAÇÃO: PROPRIEDADES DA ÁGUA, RESPIRAÇÃO, FLUTUAÇÃO E MERGULHOS
35
3.3 ASPECTOS PEDAGÓGICOS PARA O
ENSINO DA FLUTUAÇÃO
Para o ensino da flutuação, inicialmente, o professor deve mostrar as 
diversas formas de flutuar na água na horizontal, na vertical e lateralmente, pois 
isto possibilitará aos alunos uma melhor posição no meio líquido (FARIAS, 1988). 
Segundo o autor, durante o ensino de como flutuar, o importante é mostrar aos 
alunos que o relaxamento no meio líquido é fator de suma importância, pois só 
conseguiremos flutuar naturalmente se estivermos bem relaxados. 
De acordo com Farias (1988, p. 22), as primeiras orientações para o ensino 
da flutuação aos alunos são as seguintes:
• Primeiramente demonstrar como deve ficar o corpo na posição horizontal 
dentro da água (braços abertos, pernas levemente afastadas e em decúbito 
dorsal, isto é, de barriga para cima).
O relaxamento é a chave da flutuação. Assim, caso alguns alunos não 
consigam flutuar, segure seus pés ou coloque flutuadores nas pernas, isto facilitará 
muito suas tarefas de ensinar a flutuar. 
• Amarre uma corda de uma extremidade a outra da piscina, no nível da água; 
oriente os alunos para que coloquem os pés sobre a corda tentando relaxar e 
flutuar de costas. O corpo permanecerá estendido.
• Oriente a todos para que respirem o mais normalmente possível, facilitando o 
relaxamento.
• Dois a dois, um segura nos pés do outro, arrastar o companheiro em decúbito 
dorsal pela piscina.
• Oriente os alunos para que tentem flutuar em decúbito dorsal sem movimento 
das pernas ou braços.
• Após ter conseguido mostrar a flutuação horizontal de costas, você deve 
mostrar a flutuação ventral; utilize os mesmos exercícios da flutuação dorsal.
• Dentro da flutuação, você deve ensinar a flutuação vertical e flutuação lateral.
• Perguntar quem consegue flutuar somente com as mãos em movimento, na 
posição de pé.
Mostre aos alunos como deve ser a flutuação vertical aparente (pernas 
movimentando-se alternadamente de cima para baixo e de baixo para cima, como 
se estivesse pedalando uma bicicleta). Os movimentos dos braços em círculos 
horizontais, alternados ou simultaneamente. Logo após o trabalho de flutuação 
vertical e horizontal introduza a flutuação lateral, procurando utilizar exercícios 
que possibilitem aos alunos sentirem como devem flutuar lateralmente, no lado 
esquerdo e direito. As aulas de flutuação devem ser feitas com um trabalho de 
respiração frontal, possibilitando melhor relaxamento. Outro aspecto no ensino de 
flutuar é a imersão, que é a colocação do aluno abaixoda superfície da água, com 
bloqueio respiratório. Este trabalho é muito importante, pois dará ao aluno noção 
de flutuação, totalmente imerso no meio líquido. Utilize atividades baseadas no 
trabalho da respiração, por exemplo: 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
36
• Dentro da piscina, prender o ar e tentar flutuar, colocando o corpo dentro da água;
• Inspirar, prender o ar afundando, tentar ficar de cócoras dentro da água;
• Instrua os alunos para que inspirem o ar, afundem aos poucos, tentando flutuar 
(pergunte o que aconteceu);
• Diga aos alunos para inspirarem, prenderem o ar, afundarem e soltarem todo 
o ar, permanecendo um pouco imerso (pergunte o que aconteceu) (FARIAS, 
1988, p. 22).
4 RESPIRAÇÃO
A respiração em meio líquido possui características diferentes da respiração 
na terra. Por isso, em meio aquático, surge a necessidade de transformação desta 
respiração, da passagem de uma forma para outra (CATTEAU; GAROFF, 1990). 
Segundo os autores, na respiração em condições habituais, a inspiração é ativa e 
a inspiração, passiva. Em repouso, ou se o trabalho é moderado, a necessidade 
é reduzida e se acomoda ao circuito nasal. Na água, a expiração se torna ativa e 
a inspiração se torna reflexa, isto significa criar um automatismo respiratório 
fundamentalmente oposto ao automatismo inato. Este novo automatismo 
se aprende progressivamente, ao fim de períodos durante os quais as trocas 
respiratórias dependerão de um comando voluntário (CATTEAU; GAROFF, 1990).
De acordo com os autores supracitados, a inspiração só é possível no 
momento da emersão das vias respiratórias e ela é tanto mais breve quanto mais 
elevada é a cadência dos movimentos dos braços. Somente a abertura da boca 
pode permitir que muitos litros de ar possam ser absorvidos em algumas frações 
de segundo. A expiração não traz problemas, pois ela se ajusta à imersão dos 
orifícios respiratórios, porém, o débito respiratório tem limites. Quanto mais 
rapidamente o indivíduo nada, maior é a sua necessidade de oxigênio, tendo, 
contudo, cada vez menos possibilidades de absorvê-lo, uma vez que a duração de 
emergência das vias respiratórias varia em sentido contrário ao da frequência de 
rotação dos braços (CATTEAU; GAROFF, 1990).
Os autores explicam que, fisiologicamente, a respiração mais adequada 
é a chamada diafragmática, na qual a inspiração será feita durante o tempo em 
que os braços tenham um mínimo de apoio sobre a caixa torácica. Com efeito, os 
músculos motores dos braços são peritorácicos. Para conseguir deles um máximo 
de potência, a caixa torácica deve fornecer-lhes um ponto de apoio sólido, 
condição efetuada em bloqueio inspiratório.
Por possuir um duplo comando, automático e voluntário, de suas 
trocas respiratórias, os seres humanos possuem a capacidade de interromper 
momentaneamente as trocas respiratórias, seja durante a inspiração ou durante 
a expiração, o que é menos frequente. Isto se chama apneia. A apneia serve 
como um meio de defesa ou de transição. É uma preliminar que será necessário 
explorar e ultrapassar. O desenvolvimento desejável das possibilidades de apneia 
deve alterar não apenas o obstáculo da representação errônea, mas, também, o 
TÓPICO 2 | FUNDAMENTOS BÁSICOS DA NATAÇÃO: PROPRIEDADES DA ÁGUA, RESPIRAÇÃO, FLUTUAÇÃO E MERGULHOS
37
obstáculo afetivo, o da emoção suscitada por toda situação nova que desencadeia 
uma atitude de expectativa quanto à relação (CATTEAU; GAROFF, 1990).
Na iniciação da aprendizagem da natação, a respiração é o ponto crucial 
da aprendizagem, pois sua correta execução possibilitará um avanço mais rápido 
em termos da aprendizagem do nadar (MACHADO, 1998).
Neste sentido, no ensino da respiração em meio líquido, a maior 
preocupação deve ser no ato de inspirar, pois a expiração é mais fácil de ser 
aprendida. Durante o ensino da respiração aquática, os alunos devem ser 
orientados para que inspirem pela boca em forma de "O" e expirem pelo nariz ou 
pela boca, mas, a maneira mais fácil de soltar o ar é pelo nariz, pois se inspirarmos 
pela boca e soltarmos pelo nariz, estaremos realizando movimentos diferentes, 
que não confundirão os alunos. Importante é lembrar que o aluno é quem deve 
achar a sua melhor maneira de respirar no meio líquido, mas cabe a você orientar 
os menos capacitados, daí o motivo de mostrarmos as várias maneiras de expirar 
e inspirar (FARIAS, 1988). O autor dá algumas sugestões para o ensino da 
respiração em uma piscina rasa ou funda, a saber:
→	Em piscina rasa:
• Mostramos, fora d'água, o mecanismo da respiração (inspirar pela boca em 
forma de "O" e expirar pelo nariz);
• Procure verificar se todos estão realizando, corrija os possíveis erros;
• Se possível, traga uma bacia para a aula, encha-a de água, coloque em cima 
de um banco ou cadeira e faça com que todos executem a respiração aquática 
várias vezes;
• Com água até os ombros, puxar o ar pela boca e soltar pelo nariz lentamente, 
rosto fora da água;
• Dentro da água, tronco flexionado à frente, inspirar pela boca e soltar pelo 
nariz com o rosto dentro da água (Figura 1);
• Dentro da água de pé, puxar o ar pela boca, flexionar as pernas afundando e 
soltar o ar, prender no final da expiração (Figura 1); 
FIGURA 1 – EXEMPLO DE ATIVIDADE PARA O ENSINO DA RESPIRAÇÃO AQUÁTICA
FONTE: Farias (1988)
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
38
• Dentro da água, executar a gangorra (Figura 2);
FIGURA 2 – EXEMPLO DE ATIVIDADE PARA O ENSINO DA RESPIRAÇÃO AQUÁTICA 
(GANGORRA)
FIGURA 3 – EXEMPLO DE ATIVIDADE PARA O ENSINO DA RESPIRAÇÃO AQUÁTICA
FONTE: Farias (1988)
FONTE: Farias (1988)
• Individualmente, inspirar, prender o ar, sentar no fundo da piscina colocando 
a cabeça dentro da água e soltar o ar lentamente;
• Segurar na borda da piscina, inspirar, prender o ar, afundar, soltar o ar depois 
de breve bloqueio.
TÓPICO 2 | FUNDAMENTOS BÁSICOS DA NATAÇÃO: PROPRIEDADES DA ÁGUA, RESPIRAÇÃO, FLUTUAÇÃO E MERGULHOS
39
• Realizar respiração lateral (lado esquerdo e direito);
• Mãos nos joelhos com o tronco flexionado, realizar respiração bilateral.
É muito importante ensinarmos a respiração bilateral aos iniciantes para 
que tenham uma maior noção e comodidade na respiração. Procure corrigir 
os possíveis erros, pois a respiração defeituosa é um obstáculo nas fases de 
aprendizagem do nado (FARIAS, 1988). 
→ Em piscina funda:
• Realize primeiramente atividades de respirar segurando na borda;
• Segurando na borda, inspirar pela boca e soltar o ar pelo nariz próximo da água;
• Segurando na borda com as duas mãos, braços estendidos, realizar respiração 
lateral;
• Segurando na borda, inspirar, prender o ar, colocar o rosto na água e expirar 
lentamente pelo nariz;
• Segurando na borda, inspirar pela boca, afundar o máximo e soltar o ar pelo nariz;
• Após estender uma corda sobre a piscina, oriente os alunos para que a segurem, 
inspirem, prendam o ar, afundem e soltem o ar após ter tocado o pé no fundo.
Tratando-se de uma piscina onde os alunos não possam ficar de pé, você 
deve ter mais cuidado ao colocar as atividades, isto para que eles não tenham 
experiências negativas que prejudiquem a aprendizagem. Dependendo da idade 
dos alunos, explicar para que sempre conservem um pouco de ar para soltar 
durante a subida.
Adapte algumas das atividades utilizadas nas piscinas rasas para as 
de maior profundidade, mas sempre com muito cuidado. O tempo dedicado a 
cada atividade ou fase deve ser proporcional ao rendimento dos alunos. Procure 
sempre novas atividades, elas é que possibilitarão uma melhor adaptação à 
respiração aquática. Ao passarmos para a fase seguinte, devemos verificar se a 
maioria dos alunos está conseguindo realizar a respiração aquática. Caso alguns 
não consigam, devemos repetir algumas das atividades da respiração nas fases 
seguintes com o intuito de fixar, melhorar e ensinar novamente (FARIAS, 1988).
5 MERGULHOS
Como parte do ensino da natação, deve-se inserir atividades que possam 
fazercom que os alunos mergulhem da borda da piscina de uma forma simples, 
isto chama-se “mergulhos elementares” (FARIAS, 1988). Para o ensino dos 
mergulhos, há fatores, relacionados à segurança dos alunos, que o professor deve 
considerar. Neste sentido, os alunos devem ser orientados no sentido de atentarem 
à segurança antes, durante e após o mergulho (PALMER, 1990). Segundo o autor, 
uma das questões mais importantes se refere à profundidade da piscina, pois o 
aluno, entrando na água sem nenhuma resistência e quase que verticalmente a uma 
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
40
velocidade, aproximada, de 15 km/h, fará uma trajetória descendente muito veloz 
em direção ao fundo da piscina de dois metros de profundidade, por exemplo. Se 
a direção do deslizamento submerso se mantém inalterada, o nadador baterá no 
fundo da piscina. Isto não é comum, mas o professor deve certificar-se de que o 
aluno estará na posição correta para o mergulho, ou seja, com braços estendidos 
acima da cabeça, firmando-se entre eles, a fim de protegê-la (PALMER, 1990). Além 
disso, o autor chama a atenção para o cuidado com a posição de saída, se está 
adequada, garantindo o equilíbrio e a segurança do indivíduo.
Na realização de atividades para o ensino dos mergulhos, o primordial é 
mostrar aos alunos os vários tipos de mergulhos que possam ser dados de uma 
borda para a água (FARIAS, 1988). Abaixo, seguem alguns exemplos de como 
ensinar os mergulhos elementares, de acordo com Farias (1988, p. 26):
• Inicialmente coloque os alunos sentados na borda da piscina, instrua-os a 
colocar os braços, estendidos acima da cabeça, mãos unidas e irem caindo para 
frente lentamente (repetir várias vezes).
FIGURA 4 – EXEMPLO DE MERGULHO, PARTINDO DA BORDA DA PISCINA, DA POSIÇÃO SENTADA
FONTE: Palmer (1990)
• Agora você deve orientá-los para que fiquem com as pernas levemente afastadas 
(largura dos ombros), tronco flexionado, braços acima da cabeça, mãos unidas, 
flexionar as pernas, e cair lentamente na água, tentando cair primeiramente 
com as mãos sobre a água (a cabeça permanece entre os braços).
TÓPICO 2 | FUNDAMENTOS BÁSICOS DA NATAÇÃO: PROPRIEDADES DA ÁGUA, RESPIRAÇÃO, FLUTUAÇÃO E MERGULHOS
41
FIGURA 5 – EXEMPLO DE MERGULHO, PARTINDO DA BORDA DA PISCINA, DA 
POSIÇÃO EM PÉ
FIGURA 6 – EXEMPLO DE MERGULHO, PARTINDO DA BORDA DA PISCINA, DA 
POSIÇÃO EM PÉ
FONTE: Farias (1988)
FONTE: Farias (1988)
• Na posição anterior, tentar mergulhar com as pernas mais estendidas, 
procurando entrar com as mãos primeiramente na água.
• De pé na borda da piscina, pés naturalmente afastados, braços ao lado do 
corpo, tentar mergulhar desequilibrando-se e antes de tirar os pés da borda, 
colocar os braços acima da cabeça, mãos unidas – furando assim a água.
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
42
Procure dar chances a todos de se expandirem nos mergulhos, deixando 
com que criem novas formas de saltar na água, mas controle os abusos. Se alguns 
dos seus alunos não conseguirem nadar da mesma maneira que a maioria, isto 
não é motivo para preocupações, lembre-se das individualidades, traumatismos 
aquáticos e outros fatores, que sem muito trabalho não teremos sucesso (FARIAS, 
1988).
43
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico você viu que:
• A água tem propriedades físicas que precisam ser conhecidas pelo profissional 
que atua nela, pois são essas propriedades que irão causar muitos efeitos no 
corpo da pessoa que estiver em contato com ela. 
• A hidrodinâmica é a disciplina da mecânica que estuda os corpos em movimento 
(dinâmico) na água ou em fluidos em movimento.
• Viscosidade é um tipo de atrito (fricção) que ocorre entre as moléculas de um 
líquido e que causa resistência ao fluxo do líquido.
• A viscosidade atua como uma resistência ao movimento na água.
• O termo propulsão significa impulsionar ou empurrar para frente, estando isto 
relacionado com a necessidade de superar a resistência natural ou a fricção da 
água.
• Para atingir o objetivo de “nadar” se faz necessário articular um ou um conjunto 
de membros para que se criem as forças necessárias para a propulsão ou para 
a flutuação.
• A hidrostática é a disciplina da mecânica que estuda a flutuação e a 
flutuabilidade.
• O termo flutuabilidade significa a capacidade de flutuar.
• Se um corpo possui uma boa flutuabilidade, ele flutuará bem na água, isto se 
chama de flutuabilidade positiva.
• Se o corpo apresenta dificuldades para flutuar na água, ou seja, se possui uma 
flutuabilidade ruim, diz-se que o corpo possui flutuabilidade negativa.
• Para flutuar na água é necessário que o corpo humano possua uma densidade 
menor do que a densidade da água.
• Para compreender os fundamentos da flutuação é preciso entender, inicialmente, 
os conceitos de peso, massa e densidade.
44
• Densidade relativa é a relação entre volume e massa, determinando se um 
objeto, ou o corpo, vai ou não flutuar.
• O corpo, quando está total ou parcialmente imerso em um fluido em repouso, 
experimenta um empuxo de baixo para cima ao volume deslocado, o que 
permite sua flutuação.
• O empuxo é uma força que atua na direção oposta à da força da gravidade, 
minimizando a sua ação. Para que um corpo na água atinja o equilíbrio, estas 
duas forças opostas devem estar alinhadas.
• Há diferenças entre o centro de gravidade em termos do sexo masculino e 
feminino.
• Na respiração em condições habituais, a inspiração é ativa e a inspiração é 
passiva. Na água, a expiração se torna ativa e a inspiração se torna reflexa.
• Na iniciação da aprendizagem da natação, a respiração é o ponto crucial da 
aprendizagem, pois sua correta execução possibilitará um avanço mais rápido 
em termos da aprendizagem do nadar.
45
1 O ambiente aquático é rico de propriedades, isto é, há inúmeras propriedades 
físicas da água que interferem na ação direta ou indireta, não só do corpo, mas 
em todo nosso universo de vida. Aponte quais são os dois grandes campos 
da física mecânica que discutem as propriedades físicas da água, definindo 
cada um deles.
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2 Explique o significado da “viscosidade da água” e a sua relação com a 
natação:
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3 O termo propulsão significa impulsionar ou empurrar para frente, estando 
isto relacionado com a necessidade de superar a resistência natural ou a 
fricção da água. Explique de que forma o nadador conseguirá superar esta 
resistência do meio líquido e atingir o objetivo de nadar:
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4 Um objeto, ou um corpo, somente flutuará na água se a sua densidade for menor 
do que a densidade da água. Para compreender plenamente esta afirmação, é 
necessário que se tenha entendimento dos conceitos de peso, massa e densidade. 
Considerando os conceitos destes termos, leia atentamente as frases a seguir e 
marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) É a relação entre a massa total e o volume de um objeto que define 
sua densidade e também determina suas características específicas de 
flutuabilidade no fluido em que é necessárioflutuar. A densidade de um 
objeto é seu peso dividido pelo seu volume. A densidade também varia 
de acordo com a temperatura da água. A densidade da água fresca em 
unidades atuais é de 1000kg/m3. Se um objeto tem uma densidade menor 
que isto, ele flutuará, e se for maior, ele afundará.
( ) Peso é a quantidade de substância, ou material, contida num objeto.
AUTOATIVIDADE
46
( ) Massa é a quantidade de substância, ou material, contida num objeto. Neste 
sentido, uma massa de substância altamente concentrada vai pesar mais do 
que uma massa com baixa concentração, contida num mesmo volume.
( ) Para flutuar na água o corpo humano precisa possuir uma densidade 
maior do que a densidade da água.
( ) Todo objeto, inclusive o corpo humano, possui características de peso. 
O peso é relativo à atração gravitacional em direção ao centro da Terra 
(gravidade), e quanto maior for a substância existente em um objeto, maior 
a atração gravitacional, e, portanto, maior o peso.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, F, V, F, V.
b) ( ) F, F, F, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F. 
d) ( ) V, F, V, F, F.
e) ( ) V, F, F, V, V. 
5 No que concerne aos aspectos que envolvem a hidrostática, leia atentamente as 
frases a seguir e marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) A água do mar é mais densa que a água potável e, por isso, proporciona 
maior flutuabilidade.
( ) O termo flutuabilidade significa a capacidade de flutuar, isto é, se um corpo 
possui uma boa flutuabilidade (flutuabilidade positiva), ele flutuará bem 
na água, mas, se o corpo possuir uma flutuabilidade ruim (flutuabilidade 
negativa), apresentará dificuldades para flutuar na água.
( ) Quando um corpo é submerso em um líquido, ele sofre uma força de 
flutuabilidade igual ao peso do líquido que desloca.
( ) As moléculas de um líquido exercem um impulso sobre cada parte da área 
de superfície de um corpo imerso. Este impulso por unidade de área é a 
pressão do líquido. A Lei de Pascal estabelece que a pressão do fluido é 
exercida igualmente sobre todas as áreas de um corpo imerso a uma dada 
profundidade.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, F, V, V.
b) ( ) V, V, V, V.
c) ( ) F, V, F, F. 
d) ( ) V, F, V, F.
e) ( ) V, F, F, V.
 
6 No que concerne aos fundamentos da flutuação, leia atentamente as frases a 
seguir e marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) O corpo, quando está total ou parcialmente imerso em um fluido em 
repouso, experimenta um empuxo de baixo para cima ao volume deslocado, 
o que permite sua flutuação.
47
( ) O empuxo é uma força que atua na direção oposta à da força da gravidade, 
minimizando a sua ação. Para que um corpo na água atinja o equilíbrio, 
estas duas forças opostas devem estar alinhadas.
( ) Flutuar significa a ação de manter um corpo na superfície de um fluido.
( ) O alívio de peso do corpo devido ao empuxo da flutuação constitui uma das 
principais vantagens da piscina, pois, sentindo-se mais leves, as pessoas se 
movimentam mais facilmente e sentem menos o peso nas articulações.
( ) Não há diferenças entre o centro de gravidade em termos do sexo masculino 
e feminino.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, F, V.
b) ( ) F, F, V, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F. 
d) ( ) V, V, V, V, F.
e) ( ) V, F, F, V, F. 
7 Sobre a respiração em meio aquático, assinale a alternativa incorreta:
a) ( ) Não há grandes diferenças em relação às características da respiração 
em meio líquido e na terra.
b) ( ) Na respiração em condições habituais, a inspiração é ativa e a 
inspiração é passiva. Na água, a expiração se torna ativa e a inspiração 
se torna reflexa, isto significa criar um automatismo respiratório 
fundamentalmente oposto ao automatismo inato.
c) ( ) Quanto mais rapidamente o indivíduo nada, maior é a sua necessidade 
de oxigênio.
d) ( ) Na iniciação da aprendizagem da natação, a respiração é o ponto crucial 
da aprendizagem, pois sua correta execução possibilitará um avanço 
mais rápido em termos da aprendizagem do nadar.
e) ( ) Por possuir um duplo comando, automático e voluntário, de suas trocas 
respiratórias, os seres humanos possuem a capacidade de interromper 
momentaneamente as trocas respiratórias, seja durante a inspiração ou 
durante a expiração, o que é menos frequente. Isto se chama apneia.
8 Sobre o processo de ensino-aprendizagem da respiração em meio aquático, 
leia atentamente as afirmações a seguir e, posteriormente, insira I às frases 
que apresentam procedimentos corretos e II para aquelas que apresentam 
procedimentos inadequados para o ensino da respiração em meio líquido.
( ) Durante o ensino da respiração aquática, os alunos devem ser orientados 
para que inspirem pela boca em forma de "O" e expirem pelo nariz ou pela 
boca.
( ) É muito importante ensinarmos a respiração bilateral (lado esquerdo e 
direito) aos iniciantes para que tenham uma maior noção e comodidade na 
respiração.
48
( ) Um dos primeiros ensinamentos para a aprendizagem da respiração 
aquática consiste em orientar o aluno a inspirar pela boca e soltar pelo 
nariz, colocando o rosto dentro da água.
( ) Inicialmente, os alunos devem realizar as atividades de respirar segurando 
na borda da piscina, caso esta seja funda.
( ) Em uma piscina onde os alunos não possam ficar de pé, você deve ter 
mais cuidado ao escolher as atividades, isto para que eles não tenham 
experiências negativas que prejudiquem a aprendizagem.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) II, II, II, II, II.
b) ( ) I, II, I, II, I.
c) ( ) II, II, I, I, II. 
d) ( ) I, I, I, I, I.
e) ( ) I, I, II, II, II. 
9 Cite e explique o principal critério de segurança que deve ser observado pelo 
professor durante o ensino dos mergulhos:
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10 Descreva os passos didáticos para o ensino do mergulho, partindo das 
posições sentada e em pé:
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49
TÓPICO 3
NATAÇÃO RECREATIVA
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Vimos nos capítulos anteriores que a natação pode ser realizada por 
inúmeros motivos, entre eles estão a saúde, a performance, a reabilitação e o 
lazer, isto porque a prática da natação carrega infinitos benefícios. Quando se 
fala do ensino da natação para as crianças, o profissional deve considerar que 
estará lidando com os aspectos da formação humana e do desenvolvimento das 
habilidades cognitivas, motoras e afetivas (QUEIROZ, 1998). Nesta perspectiva, 
considera-se o lúdico como um elemento essencial para se atingir resultados 
positivos em termos do desenvolvimento global das crianças, a partir das 
atividades em meio aquático.
 
As aulas de natação permeadas pelo componente lúdico permitem o 
desenvolvimento de um trabalho, em ambiente aquático, que englobe o espaço, 
considerando todas as propriedades da água e o brinquedo; o movimento, ou seja, 
o corpo agindo no espaço e; a comunicação afetiva, isto é, as relações interpessoais 
(QUEIROZ, 1998). Para o autor, o entrelaçamento destes aspectos durante as aulas 
de natação leva a procedimentos pedagógicos criativos, nos quais o professor se 
envolve e interage com o aluno de forma lúdica, favorecendo as vivências alegres 
e prazerosas. Deste modo, o aluno é estimulado a participar e a aprender sobre os 
ensinamentos da natação. Quanto mais motivado o aluno estiver, maisfacilmente 
ele conquistará a independência na água para aprender os fundamentos do nado. 
Um pressuposto essencial para se chegar ao ato de “nadar” está circunscrito no 
amadurecimento emocional do aprendiz. O professor, por meio da boa relação com 
este aluno, lhe permite vivenciar momentos de bem-estar, de satisfação e de diversão, 
favorecendo o desenvolvimento não apenas do aspecto emocional do sujeito, mas, 
sim, o desenvolvimento integral. Nesta direção, é importante que o professor observe 
em qual etapa do desenvolvimento está o seu aluno em termos das áreas cognitivas, 
afetivas e motoras para, assim, poder oferecer os estímulos adequados. 
A utilização do componente lúdico em meio aquático possui a intenção 
de orientar e facilitar a capacidade de explorar e de descobrir os elementos que 
envolvem o ambiente, dando condições para a criança desenvolver a capacidade 
de usar o próprio corpo com certa autonomia e harmonia dentro deste ambiente 
(QUEIROZ, 1998). Para o autor, o uso do lúdico nas aulas de natação se encontra 
no bom diálogo entre as partes, ou seja, entre o professor e o aluno; o aluno e o 
brinquedo e; o aluno e o espaço. Assim, “por iniciativa do professor, este contexto 
deve ser envolvido pelo diálogo lúdico, de troca de afeto, de respeito aos limites 
e ao incentivo, através dos elogios, criando, assim, uma atmosfera de prazer e 
segurança. Assim, passo a passo, a criança alcança o êxito” (QUEIROZ, 1998, p. 21).
50
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
 Quanto mais valorizada a criança se sente, mais confiança ela terá para 
se movimentar no meio aquático e, consequentemente, mais ela progredirá na 
aprendizagem das habilidades. Por isso, o elogio deve estar sempre presente nas 
aulas de natação, porém, é preciso que o professor respeite as necessidades, as 
possibilidades e o tempo de aprendizagem de cada aluno, uma vez que exigir 
o desenvolvimento de habilidades que a criança ainda não consegue fazer pode 
resultar em bloqueios ou em regressões do que já foi aprendido (QUEIROZ, 
1998). Segundo o autor, o que faz, de fato, a criança progredir na aprendizagem 
das habilidades aquáticas, “é a frequência da qualidade de experiências que 
consegue captar durante a aprendizagem, que corresponderá ao domínio e 
harmonização do movimento do corpo com o ato respiratório na água. Seria a 
princípio o pequeno espaço que a criança conquista aos poucos com o seu fôlego 
e sua movimentação na água” (QUEIROZ, 1998, p. 22).
No uso do lúdico em ambiente aquático, o principal brinquedo é a água, ou 
seja, o próprio ambiente aquático. O corpo, por sua vez, é o mais importante. Desta 
forma, há uma boa relação e/ou ambientação neste contexto quando se consegue 
dominar o corpo na água. Mas, para que haja o envolvimento lúdico, é necessário 
que o professor coloque a ludicidade neste contexto. Neste sentido, apontam-se 
algumas estratégias para a criação de um contexto lúdico de aprendizagem: 
Conversas bem-humoradas, interpretações de personagens conhecidos 
dos alunos, teatro de bonecos, histórias, brincadeiras infantis, 
brinquedo cantado e o próprio trato pessoal (tom de voz, olhar, 
abraço), despertando primeiramente o motivo para que a criança goste 
de ficar na água e goste também da companhia. No mais, toda essa 
estimulação relacional tem o objetivo de motivar a criançada a fazer 
uma determinada atividade motora com alegria e atenção (QUEIROZ, 
1998, p. 22).
Como estratégias lúdicas no meio aquático, pode-se notar a possibilidade 
de utilização dos brinquedos cantados, da contação de histórias, das músicas, 
com o intuito de estimular a batida de pernas, a batida de braços, o salto da 
borda, a respiração, a flutuação e a imersão com alegria e descontração. Isto é, o 
profissional envolve a criança por meio do faz de conta, utilizando materiais como 
flutuadores, alteres, tapetes flutuantes, plataformas redutoras de profundidade e 
barras de apoio para desenvolver as habilidades motoras e aquáticas, bem como 
a adaptação ao meio líquido (BATAGLION, et al., 2017).
Outras possibilidades condizem na realização de atividades como acertar 
bolas de diferentes tamanhos em uma cesta de basquete, modificando-se a distância 
do arremesso conforme a possibilidade de cada criança; assoprar bolas pequenas, 
fazendo deslocamento pela piscina e podendo usar materiais de apoio como 
flutuadores e pranchas; e procurar e buscar brinquedos no fundo da piscina para 
trabalhar a imersão e a apneia. Apesar de estas serem atividades aparentemente 
mais técnicas, todas podem ser regidas pelo faz de conta, tornando-se lúdicas 
(BATAGLION, et al., 2017). Queiroz (1998) exemplifica o uso do faz de conta nas 
aulas de natação: 
TÓPICO 3 | NATAÇÃO RECREATIVA
51
Imagine que somos uma tribo, caminhando por uma trilha na selva 
muito perigosa. No jogo do faz de conta nada impede que a piscina 
vire uma grande selva com todas as riquezas e situações que deverá 
ter, explorando, ao máximo, a imaginação. O professor colocará 
alguns obstáculos pela trilha imaginária: materiais didáticos, como 
o tapete de borracha, o bambolê, que poderão se transformar numa 
caverna ou até mesmo o tubo de PVC, material flutuante que poderá 
se transformar em um tronco caído de uma árvore. Os objetos aqui 
mencionados só se transformarão na presença do imaginário de cada 
criança. Portanto, a criança envolvida na fantasia vai interagindo com 
estes objetos de uma maneira lúdica (QUEIROZ, 1998, p. 24).
A brincadeira caracterizada pelo procurar e pegar os brinquedos no fundo 
da piscina é uma das que mais despertam expressões de satisfação, divertimento 
e alegria nas crianças, pois o profissional sempre pode desenvolvê-la com uma 
história motivadora diferente. Por meio desta imersão nas brincadeiras, o 
profissional estimula o desenvolvimento de novas habilidades da criança, além 
de motivar o uso das já aprendidas. Contudo, deve-se respeitar o tempo e as 
possibilidades de cada criança (BATAGLION, et al., 2017).
Nesta acepção, entende-se a atividade lúdica como um veículo privilegiado 
para o desenvolvimento motor da criança, o qual integra fatores de ordem 
cognitiva, física e social (MENDES; DIAS, 2014). Destaca-se também que, apesar 
de a aula de natação poder conter distintas atividades que visam desenvolver 
diferentes habilidades, o profissional deve buscar planejá-la e organizá-la de 
modo que siga uma sequência sem interrupções, ou seja, por meio da própria 
história, fazer a transição de uma atividade para a outra. Isto caracterizará que o 
profissional possui um olhar sensível ao gerenciamento do tempo das atividades, 
o que é considerado de suma importância durante a aula, pois um dos fatores 
essenciais para que ocorra o desenvolvimento da criança é a necessidade de ela 
se envolver nas atividades. Para este fim, de acordo com Schmitt et al. (2015), é 
preciso que os profissionais planejem e ministrem as sessões, com especial atenção 
para a otimização do tempo em atividade para que as crianças permaneçam 
efetivamente engajadas e os tempos de transição sejam reduzidos.
2 A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR E DO COMPONENTE 
LÚDICO PARA A NATAÇÃO RECREATIVA
Quando se pensa em brincar, a primeira informação que, comumente, 
vem à mente das pessoas é a característica prazerosa da atividade, isto porque o 
prazer é um elemento essencial do brincar (FERLAND, 2006). Esta indissociação 
entre o brincar e o prazer possui íntima relação com as características do lúdico, 
quais sejam: a liberdade, a diversão, o entusiasmo, a alegria, a satisfação e o bem-
estar (HUIZINGA, 1971).
A temática do brincar comporta uma vasta e diversificada bibliografia, 
uma vez que várias abordagens conceituais sustentam os estudos sobre o tema. 
52
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
Neste sentido, o brincar tem sido investigado em áreas como a pedagogia, 
a psicologia, a antropologia, a sociologia, a filosofia e a educação física 
(KISHIMOTO, 1999; SANTIN, 2001; MARCELINO, 2003). Apesarda amplitude 
de áreas de conhecimentos que se dedicam ao desenvolvimento de pesquisas 
sobre o brincar, a definição deste fenômeno não possui unanimidade entre os 
autores (FERLAND, 2006). Para a autora, o fenômeno é conhecido por todos, 
mas, ao tentar dar-lhe uma explicação teórica, ocorre uma descaracterização dele, 
tendo em vista que os componentes que motivam ou que movem o brincar estão 
no plano intrínseco dos seres humanos, ou seja, “é uma atitude subjetiva em que 
o prazer, a curiosidade, o senso de humor e a espontaneidade se tocam; tal atitude 
se traduz por uma conduta escolhida livremente, da qual não se espera nenhum 
rendimento específico” (FERLAND, 2006, p. 18).
Santin (2001) corrobora com a autora supracitada ao apontar que o ser 
humano pode possuir familiaridade e intimidade com as atividades de brincar, 
mas quando busca formular e descrever ideias e conceitos sobre os elementos que 
antecedem as manifestações lúdicas, se depara com os limites e a insuficiência de 
palavras e definições, ou seja, “sabemos brincar, entretanto, temos dificuldades e 
nos sentimos perturbados quando queremos encontrar a energia primordial que 
inspirou as criações lúdicas e nos impulsiona a sentir a necessidade de brincar” 
(SANTIN, 2001, p. 14). Em decorrência disto, o autor aponta que há a sensação 
de que o lúdico ainda é considerado um tema atípico ou pouco importante para 
se estudar e/ou discutir no meio científico. No entanto, aos poucos, pode-se notar 
que pesquisadores e autoridades governamentais estão percebendo a importância 
do elemento lúdico para o desenvolvimento das crianças, bem como, para que 
seja mantida a boa qualidade de vida de qualquer pessoa.
 
Se não existe consenso na literatura quanto à conceituação do elemento 
lúdico, a concordância é geral no que se refere à sua importância para o 
desenvolvimento da criança (FERLAND, 2006; DIAS et al., 2013; BATAGLION, 
et al., 2017). O brincar envolve descoberta, fantasia e diversão em qualquer fase 
da vida. No período da infância, particularmente, a brincadeira ganha uma 
amplitude ainda mais evidente, pois é, muitas vezes, o momento em que a criança 
manifesta emoções, medos, angústias e alegrias (BATAGLION, et al., 2017). 
Entre os benefícios das atividades lúdicas, pode-se citar que elas 
permitem a apropriação da realidade e o conhecimento dos objetos; favorecem 
a formação de conceitos e o pensamento abstrato; desenvolvem a coordenação 
motora e a linguagem; permitem a resolução de problemas e a sensação de 
controle do ambiente; favorecem a descoberta de si; estimulam a socialização e a 
autonomia (BATAGLION, et al., 2017). Ademais, de acordo com Dias et al. (2013), 
tais atividades auxiliam no bom funcionamento dos aspectos fisiológicos, pois, 
principalmente as atividades mais ativas, atuam como estimulantes nos sistemas 
cardiovascular, respiratório e musculoesquelético, além de exercer importante 
influência sob a cognição. Assim, desempenham papel fundamental para o 
crescimento e desenvolvimento saudável e geram impactos positivos na saúde 
física e mental das crianças (DIAS et al., 2013).
TÓPICO 3 | NATAÇÃO RECREATIVA
53
O lúdico pode manifestar-se por meio do brinquedo (objeto) ou do brincar 
(ação), pelo jogo (como elemento da cultura), como divertimento (gerando 
sentimentos de alegria, prazer e satisfação), pelas atividades de lazer (ir ao cinema, 
teatro, passear), portanto, é bastante comum observar a utilização dos termos 
jogo, brinquedo, brincadeira, brincar, festa e lazer em substituição à palavra lúdico 
(MARCELLINO, 2003). O elemento lúdico não é algo manipulável, não está em um 
lugar específico e predeterminado, porém, ele pode ocorrer em qualquer momento, 
ambiente e situação, basta alguém ter a vontade de brincar, sendo isto uma vivência 
e uma fruição (SANTIN, 2001). Neste sentido, para aprender a brincar precisa-se 
viver o presente da situação, uma vez que o brincar não é uma preparação para 
nada, é fazer o que se faz em total aceitação. Assim, não são os movimentos que 
caracterizam um comportamento específico como brincadeira, mas, sim, a atenção 
sob a qual ela se realiza (BATAGLION, et al., 2017).
Nesta direção, quem participa da brincadeira se envolve e possui um 
sentimento de compromisso e responsabilidade enquanto joga ou brinca, tal 
qual a criança que se faz passar por um motorista ao simular que está dirigindo 
um carro ou a menina que cuida da boneca, trocando fraldas e dando papinha, 
fazendo-se passar pela mamãe de um bebê (HUIZINGA, 1971; KISHIMOTO, 
1999). Estes são exemplos da brincadeira do faz de conta, que possui regras 
internas que conduzem a brincadeira, porém, Kishimoto (1999) também cita os 
jogos e as brincadeiras, nos quais estão presentes regras explícitas, como os jogos 
de tabuleiro, os jogos de cartas, a amarelinha, entre outros. Neste caso, todos os 
participantes estão cientes das regras que devem ser cumpridas com seriedade 
enquanto durar o jogo.
O elemento lúdico não se circunscreve apenas ou, necessariamente, ao 
desenvolvimento de uma atividade do ponto de vista material, por exemplo, de 
um jogo, de um brinquedo, de uma música ou de uma pintura, em um espaço e 
tempo determinados, mas, sim, como uma expressão humana. Nessa perspectiva, 
ao objeto, ou à ação que se pretende lúdica, devem ser acrescidos valores 
humanos, como a sensibilidade, a criatividade, a solidariedade, a ética, a estética, 
o altruísmo, a alegria, entre outros (SANTIN, 2001). Não se pretende, porém, 
separar o lúdico da possibilidade de seu componente material, mas, sim, que 
ele possa ser captado pelos sentidos humanos, algo a ser visto, ouvido, tocado, 
cheirado, saboreado. Assim, à ação deverão ser acrescidos valores humanos para 
enfim tornar-se lúdica, pois o jogo não teria o mesmo sentido sem indivíduos 
envolvidos pelo lúdico para brincar e, assim, obter o prazer no brinquedo, uma 
vez que o jogo, a pintura, o brinquedo, ou qualquer outro objeto ou atividade, por 
si só, não possuem vida (BATAGLION, et al., 2017).
Envolvidas pelo espírito lúdico, as crianças partilham seus conhecimentos 
e crescem em suas aprendizagens em um ambiente desafiador e instigante ao novo 
(BATAGLION, et al., 2017). É por meio das vivências lúdicas que se dá a criação 
de cultura da criança, uma vez que esta é adquirida e/ou ativada por operações 
concretas que são representadas pela própria atividade lúdica (KISHIMOTO, 1998; 
MARCELINO, 2002). Esta cultura é o conjunto da experiência lúdica acumulada 
pela criança desde as primeiras brincadeiras vivenciadas, geralmente, com a mãe 
e, posteriormente, com colegas e amigos, sendo as experiências iniciadas pela 
54
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
observação (os mais novos visualizam os mais velhos antes de participarem pela 
primeira vez do jogo ou da brincadeira) e, em seguida, pela manipulação/inserção 
progressiva na atividade (KISHIMOTO, 1998). Para a autora, o desenvolvimento 
da criança determina as experiências possíveis, mas não constrói, por si só, a 
cultura lúdica, pois ela nasce das interações sociais e da exploração de brinquedos 
desde os primeiros anos de vida.
Nesta perspectiva, Simon e Kunz (2015) sugerem que na fantasia da 
brincadeira, a criança tem a liberdade de percorrer o caminho que quer e necessita 
para atingir o seu objetivo primordial, que é ter uma experiência de sucesso na 
atividade. Segundo os autores, favorecer a liberdade de imaginação, promovendo 
atividades em diferentes lugares, com variados materiais e com propostas 
diversificadas, facilita a apreensão de realidades, situações e fenômenos pelas 
crianças. Contudo, é preciso “ter cuidado para que a brincadeira não se torne 
completamente livre e sem intenção alguma, nem completamente fechada ou 
descontextualizada, apenas com propósitos externos à criança” (SIMON; KUNZ, 
2015, p. 386). Isto é, a criança não deve estar presa a um roteiro, mas receber 
estímulos que se entrelacem com o seu mundo.
Nesta lógica, ressalta-se anecessidade de sensibilização profissional 
com vistas a identificar a intencionalidade da criança durante o seu brincar e os 
motivos pelos quais ela estabelece, ou não, relação com determinada atividade 
ou contexto. Esta sensibilização poderá colaborar para a concretização da tarefa 
essencial dos profissionais que trabalham com crianças, isto é, descobrir as 
possibilidades e necessidades individuais. Isto se faz particularmente importante 
no caso do ensino da natação para crianças.
Segundo Queiroz (1998), para as crianças de três a seis anos, por exemplo, 
a natação deve ser caracterizada como um espaço de experimentação, para que 
a criança vivencie situações variadas, de tensão e distensão, prazer e desprazer, 
acompanhadas da expressividade motora. Isto fará com que a criança perceba o 
seu próprio corpo, considerando tanto os aspectos motores, quanto os cognitivos 
e, também, os afetivos. O autor acrescenta que, a partir dos sete anos de idade, 
a criança apresentará maior interesse pelas atividades lúdicas permeadas por 
regras. Nesta fase, é importante que a criança possa fazer as suas escolhas, 
aprendendo, porém, a ter consciência e a respeitar as regras de cada atividade. 
Assim, a atividade no meio aquático possibilitará o trabalho da autonomia e da 
independência da criança.
3 ATIVIDADES LÚDICAS/RECREATIVAS EM AMBIENTE 
AQUÁTICO
→	Mãe-peixe
A atividade será realizada na parte rasa da piscina. De um lado, ficam as 
crianças que serão os peixinhos. No outro lado, fica a “mãe-peixe”, que pode ser 
TÓPICO 3 | NATAÇÃO RECREATIVA
55
representada pelo professor. Em um canto reservado da piscina, ficará o tubarão, 
à espreita. Assim, a mãe-peixe começa a brincadeira: 
• Meus peixinhos, venham cá!
Os peixinhos respondem: 
• Temos medo do tubarão!
• Mãe-peixe: O tubarão não faz mal!
• Peixinhos: Faz sim!
• Mãe-peixe: Vocês querem sardinha?
• Peixinhos: Não!
• Mãe-peixe: Vocês querem tainha?
• Peixinhos: Não!
• Mãe-peixe: Vocês querem minhoca?
• Peixinhos: Sim!
As crianças começam a correr pela piscina em direção à mãe-peixe; o 
tubarão tenta pegar os peixinhos; quem chegar até a mãe-peixe, está salvo; 
quem for pego pelo tubarão, ajuda-o na próxima rodada da brincadeira que é 
desenvolvida até que todos os peixinhos sejam pegos (QUEIROZ, 1998). 
FIGURA 7 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “MÃE-PEIXE”
FONTE: Queiroz (1998)
→	Voa ou não voa?
As crianças ficam em pé, dispostas em meia-lua, de frente para o professor. 
O professor começa a brincadeira, perguntando se um determinado animal voa 
ou não voa. Se voa, as crianças fazem, com os braços, movimentos iguais aos 
de um pássaro; se não voa, as crianças tentam fazer a imersão parcial ou total, 
dependendo do nível de adaptação, por exemplo:
56
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
• Professor: Urubu voa?
• Crianças: Voa! 
Então, as crianças movimentam os braços, imitando um pássaro.
• Professor: Elefante voa?
• Crianças: Não!
Então, as crianças fazem a imersão (fazendo bolinhas na água) (QUEIROZ, 
1998). 
FIGURA 8 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “VOA OU NÃO VOA?”
FONTE: Queiroz (1998)
→ Os mágicos
Espalham-se pela piscina, na parte rasa, vários objetos que afundam. 
As crianças tentam pegar no fundo os objetos imitando os mágicos falando 
“ABRACADABRA”, antes de fazerem a imersão. Logo após a grande mágica, 
o mágico (criança) mostra aos demais o objeto que ela pegou para que todos 
possam aplaudir (QUEIROZ, 1998). 
TÓPICO 3 | NATAÇÃO RECREATIVA
57
FONTE: Queiroz (1998)
FIGURA 9 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “OS MÁGICOS”
→	O trem
As crianças ficam dentro de boias redondas, uma ao lado da outra, junto à 
borda. Cada criança receberá o nome de uma das partes que compõem um trem 
(vagão, caldeirão, roda, apito, máquina, passageiros). Ao sinal do professor, uma 
das crianças, que representará o maquinista, dirá: “o trem quer partir, mas falta 
o “......”, e citará um dos elementos representados pelas crianças. Então, cada um 
que for citado, segurará na boia da criança que está à sua frente, formando uma 
coluna; o professor puxa pela frente, fazendo evoluções pela piscina e todos os 
participantes cantam e imitam os movimentos do trem, por exemplo:
“O trem maluco
Quando sai de Pernambuco
Vai fazendo xiquexique
Até chegar no Ceará
Rebola – Bola
Você diz que dá que dá
Você diz que me dá bola
Mas bola você não dá
Rebola pai, mãe, filha
Eu também sou da família
Eu também sei rebolar
Um pouquinho de guaraná
Um pouquinho de coca-cola
Dois burricos na escola
Aprendendo o B-A-BA
Você diz que me dá bola
Mas bola você não dá”.
58
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
A brincadeira é finalizada quando o trem chega à estação (QUEIROZ, 
1998). 
FIGURA 10 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “O TREM”
FONTE: Queiroz (1998)
FONTE: Queiroz (1998)
→	Escorrega
Da borda da piscina, coloca-se um tapete de borracha. Então, uma criança, 
de cada vez, se posicionará, da forma que o professor pedir. Inicialmente, as 
crianças escorregam sentadas, posteriormente, pode haver variação, escorregando 
deitadas com a barriga para baixo, mergulhando de cabeça (QUEIROZ, 1998). 
FIGURA 11 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “ESCORREGA”
TÓPICO 3 | NATAÇÃO RECREATIVA
59
FONTE: Queiroz (1998)
→ O pulo do sapo
As crianças ficam sentadas na borda da piscina e o professor fica na água, 
lateralmente, segurando um tapete flutuante, afastado da borda. A criança solicitada 
ficará agachada na borda. Ao sinal do professor, dará um pulo em direção ao tapete, 
de forma que os pés da criança toquem o tapete, pulando na água em seguida. O 
professor ficará atento aos pulos das crianças (QUEIROZ, 1998). 
FIGURA 12 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “O PULO DO SAPO”
→ História da serpente
As crianças ficam dispostas em círculo, na parte rasa da piscina. O 
professor ficará no centro do círculo com as pernas afastadas, cantando a música 
“a história da serpente”: 
“Essa é a história da serpente que desceu do morro para procurar um 
pedaço do seu rabo
Você também é um pedaço
Um pedação do meu rabããão, ããão, ããão”.
Na hora que o professor falar “você também”, ele indicará uma criança. 
Esta, passará por baixo das pernas do professor e, em seguida, se posicionará 
atrás dele, segurando-o na cintura, formando o rabão até que o último passe por 
baixo de todas as pernas, se possível (QUEIROZ, 1998). 
60
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
FIGURA 13 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “HISTÓRIA DA SERPENTE”
FONTE: Queiroz (1998)
FONTE: Queiroz (1998)
→ O janelão
Inicialmente, o professor conta uma breve história, na qual a porta da casa 
das crianças está quebrada e, então, é preciso sair pela janela que será representada 
por uma boia grande redonda de plástico. O professor colocará a boia em pé, de 
frente para os alunos, segurando firmemente para não cair quando as crianças 
passarem. Uma a uma, as crianças passarão por dentro da boia, fazendo a imersão 
em seguida (QUEIROZ, 1998). 
FIGURA 14 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “O JANELÃO”
TÓPICO 3 | NATAÇÃO RECREATIVA
61
FONTE: Queiroz (1998)
→ Corrida dos garçons 
Usando ainda a parte rasa da piscina, as crianças ficam organizadas para 
a grande corrida dos garçons. Cada uma das crianças receberá uma prancha e, 
sobre a prancha, um copo de plástico. Ao sinal (1, 2, 3 e já!), as crianças levam as 
pranchas na palma da mão, como se fossem bandejas, até o outro lado, sem deixar 
cair o copo sobre a bandeja. O adulto pode mudar o estímulo, solicitando que a 
criança mude de mão, que venha com a prancha na cabeça etc. (QUEIROZ, 1998).
FIGURA 15 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “CORRIDA DOS GARÇONS”
→ Jogo dos marujos
A superfície da borda representa a terra e a água representa o mar. 
Inicialmente, o professor fará o papel de capitão para mostrar às crianças que 
tipo de ordens podem ser dadas e os demais serão os marinheiros, que ficam um 
ao lado do outro, em cima da borda. O professor ficará dentro da água, atento 
quanto à segurança. Ao sinal do professor, os marinheiros devem pular da terra 
parao mar, conforme as instruções do capitão:
• Marinheiros ao mar, gritando!
• Marinheiros ao mar, cantando!
• Marinheiros ao mar, dançando! (QUEIROZ, 1998).
62
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
FIGURA 16 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “JOGO DOS MARUJOS”
FONTE: Queiroz (1998)
FONTE: Queiroz (1998)
→ Boliche
Ficarão, sobre a borda da piscina, 15 garrafas de plástico, de modo 
crescente (na frente, duas garrafas; atrás destas, mais três garrafas e assim 
sucessivamente). Cada criança terá três chances de acertar as garrafas, de uma 
distância preestabelecida, com uma bola pequena (QUEIROZ, 1998).
FIGURA 17 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “BOLICHE”
TÓPICO 3 | NATAÇÃO RECREATIVA
63
FONTE: Queiroz (1998)
FONTE: Queiroz (1998)
→ Arranca-rabo
Distribuem-se tiras de plástico (rabos) que as crianças colocarão presas à 
sunga ou ao meio, sem amarrar. É importante delimitar uma área da piscina para a 
realização da brincadeira. Ao comando “1, 2, 3 e já!”, todos procuram “roubar” os 
rabos dos colegas, cuidando para ninguém roubar os seus. Ao sinal do professor, 
conta-se quantos “rabos” cada criança conseguiu “roubar” (QUEIROZ, 1998).
FIGURA 18 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “ARRANCA-RABO”
→ Cestamania
Usar duas grandes “cestas” como alvos e uma bola de borracha para 
lançar. A turma é dividida em duas equipes. As crianças de uma mesma equipe 
passam a bola entre elas, até lançarem para a cesta. As crianças da outra equipe 
tentam interceptar as jogadas, pegando a bola para a sua equipe tentar acertar na 
cesta. Cada vez que uma equipe conseguir acertar a bola na cesta, esta marca um 
ponto (QUEIROZ, 1998).
FIGURA 19 – EXEMPLO DA ATIVIDADE “CESTAMANIA”
64
UNIDADE 1 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
→ Ao ataque
As crianças ficam junto à borda, enumeradas alternadamente pelos 
números 1 e 2. O professor coloca uma bola no meio da piscina. Ao comando 
de “número 1 ao ataque”, só as crianças enumeradas pelo número 1 saem em 
busca da bola o mais rápido possível, para ver quem pega primeiro. Em seguida, 
recomeça, ao comando de “número 2 ao ataque”. Algumas vezes o professor 
surpreende os alunos falando “todos ao ataque”, e todos partem imediatamente 
em busca da bola (QUEIROZ, 1998).
→ Chulégua
A turma é dividida em duas equipes. Em lados opostos, demarca-se 
o gol, junto às bordas da piscina, com uma fita isolante colorida para melhor 
visualização. As crianças ficam sentadas nas boias redondas, podendo se deslocar 
somente desta maneira, passando a bola para os colegas, com o pé, até que alguém 
consiga acertar o gol. Quando alguém fizer um gol, a bola retorna ao jogo com a 
equipe que sofreu o gol, dando continuidade à partida (QUEIROZ, 1998).
4 NATAÇÃO RECREATIVA A PARTIR
DO MÉTODO HALLIWICK
As atividades no meio aquático possuem aspectos ao mesmo tempo 
terapêuticos e recreacionais (DUFFIELD, 1985). Segundo o autor, quando estes 
aspectos se baseiam no mesmo método, se tornam complementares uns dos 
outros. Assim, é possível promover um programa de reabilitação contínua por 
meio da recreação aquática. Neste sentido, recreacionalmente são envolvidos 
maiores padrões de movimento, enquanto, terapeuticamente, estes padrões são 
refinados. Esta abordagem é valiosa, especialmente, para o trabalho em meio 
aquático com as crianças (DUFFIELD, 1985).
Na área de conhecimento da Educação Física, Adams et al. (1985) propõem 
que os objetivos da educação física devem envolver os aspectos social, emocional, 
interpretativo, orgânico e neuromuscular. Nesse sentido, a Educação Física pode 
se apropriar do conteúdo da natação para alcançar os objetivos propostos por 
Adams et al. (1985). Entre as diferentes metodologias para o ensino da natação, 
há o “conceito Halliwick”, o qual é definido como “uma abordagem para 
ensinar todas as pessoas, em particular as pessoas com dificuldades físicas e/ou 
de aprendizagem, atividades aquáticas, movimentação independente na água 
e a nadar” (IHA, 2014). Esse conceito tem influenciado o ensino tradicional de 
natação e técnicas de hidroterapia (GRESSWELL et al., 2010).
O Halliwick utiliza a evolução natural do desenvolvimento motor, de 
forma a atender à ordem sequencial de aquisição motora infantil (CHU; PAN, 
2012). Seus principais objetivos são o controle da respiração e do equilíbrio e 
TÓPICO 3 | NATAÇÃO RECREATIVA
65
a liberdade de movimentos (IHA, 2010; GARCIA et al., 2012). Nesse conceito, 
os aprendizes da natação, nomeados de “nadadores”, são ensinados a adquirir 
independência na água. Para tanto, dividem-se os nadadores, de acordo com 
suas habilidades aquáticas, em três níveis: 1o nível (Vermelho) – habilidades 
ligadas à adaptação ao meio líquido, independência e controle da respiração; 
2o nível (Amarelo) – habilidades ligadas ao controle do equilíbrio e rotações do 
corpo em seus diversos eixos: transversal, sagital e longitudinal; 3o nível (Verde) 
– habilidades ligadas a movimentos, onde o nadador se desloca na água em 
progressões simples e os nados adaptados (GARCIA et al., 2012).
Outra característica marcante relacionada ao conceito Halliwick é o 
Programa dos Dez Pontos, compreendido como um processo de aprendizagem 
estruturado de forma que o “nadador”, mesmo sem experiência prévia, progrida 
na independência na água controlando movimentos corporais, melhorando 
capacidades cardiorrespiratórias, equilíbrio e motricidade. Ato contínuo, o 
“nadador” se torna mais confiante e participativo no que tange aos aspectos sociais 
e físicos (GARCIA et al., 2012). Atenta-se para o fato de que possuir independência 
é importante para aprender a nadar, mas também pode possibilitar a inclusão 
social por meio de atividades aquáticas.
Para o ensino da natação fundamentado no conceito Halliwick, o trabalho 
em grupo se constitui como fundamental para o processo de aprendizagem, da 
mesma forma que a relação entre os professores e os alunos, pois possibilita que 
os nadadores tenham a oportunidade de interagir uns com os outros e, assim, 
sintam-se motivados a aprender, a se comunicar e a socializar (IHA, 2010; 
GOMIDE NETO et al., 2011).
ATENCAO
Entre os inúmeros benefícios de natação para pessoas com deficiência, 
encontram-se: a reeducação e estimulação de músculos paralisados, o fortalecimento da 
musculatura que auxilia no controle postural, o alívio de dores, o trabalho de força sem 
o atrito, a independência na mobilidade que podem ser transferidos para fora da água 
(GOLDBY; SCOTT, 1993).
66
RESUMO DO TÓPICO 3
Nesse tópico você viu que:
• A natação recreativa consta das aulas de natação permeadas pelo componente 
lúdico.
• As principais características do componente lúdico são a liberdade, a diversão, 
o entusiasmo, a alegria, a satisfação e o bem-estar.
• Quando se fala do ensino da natação para as crianças, o profissional deve 
considerar que estará lidando com os aspectos da formação humana e do 
desenvolvimento das habilidades cognitivas, motoras e afetivas. Nesta 
perspectiva, considera-se o lúdico como um elemento essencial para se atingir 
resultados positivos em termos do desenvolvimento global das crianças.
• O uso do lúdico nas aulas de natação se encontra no bom diálogo entre as 
partes, ou seja, entre o professor e o aluno; o aluno e o brinquedo e; o aluno e o 
espaço.
• No uso do lúdico em ambiente aquático, o principal brinquedo é a água, ou 
seja, o próprio ambiente aquático.
• Como estratégias lúdicas no meio aquático, pode-se apontar a possibilidade de 
utilização dos brinquedos cantados, da contação de histórias, das músicas, com 
o intuito de estimular a batida de pernas, a batida de braços, o salto da borda, 
a respiração, a flutuação e a imersão com alegria e descontração.
• As atividades lúdicas desempenham um papel fundamental para o crescimento 
e o desenvolvimento saudável e geram impactos positivos na saúde física e 
mental das crianças.
• Entre os benefícios das atividades lúdicas, pode-se citar que elas permitem a 
apropriação da realidade e o conhecimento dos objetos; favorecema formação 
de conceitos e o pensamento abstrato; desenvolvem a coordenação motora e 
a linguagem; permitem a resolução de problemas e a sensação de controle do 
ambiente; favorecem a descoberta de si; estimulam a socialização e a autonomia.
• O conceito Halliwick é uma abordagem para ensinar todas as pessoas, 
em particular as pessoas com dificuldades físicas e/ou de aprendizagem, 
atividades aquáticas, movimentação independente na água e nadar. Seus 
principais objetivos são o controle da respiração e do equilíbrio e a liberdade 
de movimentos.
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1 Explique o que significa natação recreativa.
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2 Descreva quais são as principais características do componente lúdico:
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3 Explique por que os profissionais devem utilizar atividades e estratégias 
permeadas pelo componente lúdico durante o ensino da natação, 
principalmente, com as crianças.
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4 Sobre a natação recreativa, leia atentamente as frases a seguir e marque V 
para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) A utilização do componente lúdico em meio aquático possui a intenção de 
orientar e facilitar a capacidade de explorar e de descobrir os elementos 
que envolvem o ambiente, dando condições para a criança desenvolver 
a capacidade de usar o próprio corpo com certa autonomia e harmonia 
dentro deste ambiente.
( ) O uso do lúdico nas aulas de natação se encontra no bom diálogo entre 
as partes, ou seja, entre o professor e o aluno; o aluno e o brinquedo e; o 
aluno e o espaço. Sendo assim, “por iniciativa do professor, este contexto 
deve ser envolvido pelo diálogo lúdico, de troca de afeto, de respeito aos 
limites e ao incentivo, através dos elogios, criando, assim, uma atmosfera 
de prazer e segurança.
( ) No uso do lúdico em ambiente aquático, o principal brinquedo é a água, 
ou seja, o próprio ambiente aquático. O corpo, por sua vez, é o mais 
importante. Mas, para que haja o envolvimento lúdico, é necessário que 
o professor coloque a ludicidade neste contexto.
( ) Como estratégias lúdicas no meio aquático, pode-se apontar a 
possibilidade de utilização dos brinquedos cantados, da contação de 
histórias, das músicas, com o intuito de estimular a batida de pernas, a 
AUTOATIVIDADE
68
batida de braços, o salto da borda, a respiração, a flutuação e a imersão 
com alegria e descontração.
( ) Nas atividades em que são utilizados materiais como flutuadores, alteres, 
tapetes flutuantes, plataformas redutoras de profundidade e barras de 
apoio para desenvolver as habilidades aquáticas, não há possibilidade 
de inserir o componente lúdico.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, V, F.
b) ( ) F, F, F, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F.
d) ( ) V, F, V, F, F.
e) ( ) V, F, F, V, V. 
5 Descreva um exemplo de como se pode utilizar uma atividade lúdica 
permeada pelo uso do faz de conta nas aulas de natação.
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6 O que significa possuir um bom gerenciamento do tempo das atividades 
em ambiente aquático e por que isto é importante?
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_________________________________________________________________
7 Sobre a definição de brincar e de lúdico, leia atentamente as frases a seguir 
e marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) O brincar é uma atitude subjetiva em que o prazer, a curiosidade, o senso 
de humor e a espontaneidade se tocam; tal atitude se traduz por uma 
conduta escolhida livremente, da qual não se espera nenhum rendimento 
específico.
( ) As características do brincar e do lúdico possuem intima relação, quais 
sejam: a liberdade, a diversão, o entusiasmo, a alegria, a satisfação e o 
bem-estar.
( ) O elemento lúdico não se circunscreve apenas ou, necessariamente, 
ao desenvolvimento de uma atividade do ponto de vista material, por 
exemplo, de um jogo, de um brinquedo, de uma música ou de uma 
pintura, em um espaço e tempo determinados, mas, sim, como uma 
expressão humana.
69
( ) Para serem consideradas lúdicas, as atividades não podem ser realizadas 
com o uso de brinquedos, objetos ou outros materiais.
( ) Ao objeto, ou à ação que se pretende lúdica, devem ser acrescidos valores 
humanos, como a sensibilidade, a criatividade, a solidariedade, a ética, a 
estética, o altruísmo, a alegria, entre outros.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, F, V.
b) ( ) F, F, F, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F. 
d) ( ) V, F, V, F, F.
e) ( ) V, F, F, V, V. 
8 Sobre a importância do brincar e do lúdico no ensino da natação, 
principalmente para crianças, assinale a alternativa incorreta:
a) ( ) Embora beneficiem os aspectos psicossociais, o desenvolvimento de 
brincadeiras e de atividades lúdicas não auxilia no bom funcionamento 
dos aspectos fisiológicos. 
b) ( ) Entre os benefícios das atividades lúdicas, pode-se citar que elas 
permitem a apropriação da realidade e o conhecimento dos objetos; 
favorecem a formação de conceitos e o pensamento abstrato; 
desenvolvem a coordenação motora e a linguagem; permitem a 
resolução de problemas e a sensação de controle do ambiente; 
favorecem a descoberta de si; estimulam a socialização e a autonomia.
c) ( ) As atividades lúdicas, principalmente as mais ativas, atuam 
como estimulantes nos sistemas cardiovascular, respiratório e 
musculoesquelético.
d) ( ) As atividades lúdicas desempenham um papel fundamental para 
o crescimento e o desenvolvimento saudável e geram impactos 
positivos na saúde física e mental das crianças.
e) ( ) Na fantasia da brincadeira, a criança tem a liberdade de percorrer o 
caminho que quer e necessita para atingir o seu objetivo primordial, que 
é ter uma experiência de sucesso na atividade. Favorecer a liberdade 
de imaginação, promovendo atividades em diferentes lugares, com 
variados materiais e com propostas diversificadas, facilita a apreensão 
de realidades, situações e fenômenos pelas crianças.
9 Qual é o significado de “conceito Halliwick”?
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70
10 Quais são os principais objetivos do “conceito Halliwick”?
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11 O conceito Halliwick utiliza a evolução natural do desenvolvimento 
motor, de forma a atender à ordem sequencial de aquisição motora infantil. 
Nesse conceito, os aprendizes da natação, nomeados de “nadadores”, são 
ensinados a adquirir independência na água. Para tanto, dividem-se os 
nadadores, de acordo com suas habilidades aquáticas, em três níveis. No 
que se refere aos diferentes níveis de habilidades (1o nível, 2o nível, 3o nível), 
correlacione os itens I, II e III de acordo com o nível a que se refere.
I - Habilidades ligadas ao controle do equilíbrio e rotações do corpo em seus 
diversos eixos: transversal, sagital e longitudinal.
II - Habilidades ligadas a movimentos, onde o nadador desloca-se na água em 
progressões simples e os nados adaptados
III - Habilidades ligadas à adaptação ao meio líquido, independência e 
controle da respiração.
 
( ) 1o nível (Vermelho)
( ) 2o nível (Amarelo)
( ) 3o nível (Verde)
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) III, I, II.
b) ( ) I, II, III.
c) ( ) II, I, III.
71
UNIDADE 2
METODOLOGIA DO ENSINO DE 
ATIVIDADES AQUÁTICAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir desta unidade você será capaz de:
• conhecer aspectos históricos do nado crawl e do nado costas;
• aprender aspectos técnicos do nado crawl;
• entender os princípios da pernada, da braçada, da respiração, da coorde-
nação e das saídas e viradas do nado crawl;
• conhecer aspectos gerais do nado costas; 
• aprender aspectos técnicos do nado costas;
• entender os princípios da pernada, da braçada, da respiração, da coorde-
nação e das saídas e viradas do nado costas.
Essa unidade está dividida em três tópicos. No final de cada um deles, você 
encontrará atividades que reforçarão o seu aprendizado.
TÓPICO 1 – INTRODUÇÃO AOS NADOS CRAWL E COSTAS
TÓPICO 2 – NADO CRAWL
TÓPICO 3 – NADO COSTAS
72
CroaSonho
Caixa de texto
 ascendente e descendente
73
TÓPICO 1
INTRODUÇÃO AOS NADOS 
CRAWL E COSTAS
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
O estilo crawl da natação é conhecido no mundo todo por ser de mais fácil 
aprendizagem, sendo atualmente a modalidade de nado praticada nas provas de 
nado livre (CARVALHO, 2008). Isto porque o nado crawl se desenvolveu como o 
mais rápido dos estilos competitivos (PALMER, 1990). De acordo com o autor, o 
nado crawl, como estilo de natação, não é encontrado nos regulamentos oficiais da 
Federation Internationale de Natation Amateur (FINA), mas o documento apresenta 
o estilo livre. O motivo disto é que até o ano de 1990, todas as competições de 
natação tinham características de estilo livre. Todavia, nas competições atuais 
de estilo livre, os competidores são, excepcionalmente, nadadores de crawl 
(PALMER, 1990). 
Machado (1998) explica que o nome “estilo livre” significa a liberdade 
de nadar qualquer estilo nesta prova, porém é realizada em nado crawl por este 
possibilitar uma maior velocidade no nado quando comparado com os demais 
estilos, isto é, é a forma de propulsão que apresenta o melhor rendimento 
(CATTEAU; GAROFF, 1990; MACHADO, 1998). Assim, o crawl é a forma de 
nadar utilizada nas provas de nado livre, sem sofrer, no tocante à execução do 
estilo, a ação fiscalizadora dos chamados juízes de percurso. De acordo com 
Carvalho (2008), o regulamento vigente de natação com respeito ao nado livre 
apresenta as seguintes informações:
• SW5.1 Nado livre significa que numa prova assim denominada, o competidor 
pode nadar qualquer nado, exceto nas provas de medley individual ou 
revezamento quatro estilos, em que nado livre significa qualquer nado diferente 
do nado de costas, peito ou borboleta.
• SW5.2 Alguma parte do nadador tem que tocar a parede ao completar cada 
volta e no final.
Neste sentido, permite-se, nas provas de estilo livre, nadar qualquer 
estilo ou combinação de estilos, sendo uma porta aberta ao progresso na busca 
de formas de nado mais rápidas (CARVALHO, 2008). Destaca-se que o crawl é a 
forma mais rápida de nado até o momento.
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
74
Segundo Catteau e Garoff (1990, p. 123), “toda a evolução dos nados 
esportivos parece caminhar no mesmo sentido, a saber, que os nados procuram 
uma colocação ótima nas articulações dos membros superiores e inferiores, de 
forma a pôr em jogo, numa profundidade ótima, ações de grande amplitude que 
tendem a se afastar o mínimo possível do eixo de deslocamento”. Para o autor, o 
rendimento no nado possui a interferência de inúmeros fatores, são eles:
• Da utilização máxima das massas musculares que têm o melhor rendimento;
• De um relaxamento muscular completo fora das fases propulsivas;
• De uma respiração fisiologicamente adequada;
• De uma resistência frontal reduzida;
• Da procura de melhor sincronização das ações de membros inferiores e 
superiores.
Todas as etapas da evolução da técnica do crawl enfatizaram, alternativamente, 
um ou vários destes aspectos para chegar à técnica moderna que tende a utilizar 
todos eles (CATTEAU, GAROFF, 1990). Os autores ressaltam que os nadadores 
Gottvellès, Schollander, Wenden, Rousseau e Spitz, os quais já representaram os 
melhores nadadores do mundo, apresentaram excelentes desempenhos devido 
às técnicas e, especialmente, à precisão nos gestos que utilizavam, tal qual aparece 
nos princípios supracitados. Nesta direção, o nadador que possuir a melhor técnica 
sempre terá vantagem em termos de velocidade, por isso, melhorando a técnica, o 
nadador, consequentemente, melhora o seu desempenho. 
O nome crawl é de origem australiana. Seu surgimento veio através da 
percepção de Dick Cavill, membro de família de nadadores australianos, ao observar 
que o batimento simultâneo das pernas e braços atrasava a propulsão contínua. 
Assim, Cavill descobriu que alternando o movimento das pernas e braços resultaria 
em aumento da velocidade, melhorando a propulsão (CARVALHO, 2008).
Segundo o autor supracitado, “crawl” significa “rastejar” em inglês, que foi a 
primeira impressão de um técnico ao ver atletas nadando neste estilo. Sua principal 
característica é a possibilidade de se incorporar mudanças que o tornem mais rápido, 
ou seja, variações diversas são permitidas e até estimuladas, contribuindo para a 
evolução do nado (CARVALHO, 2008). O crawl moderno é a modalidade de natação 
que, atualmente, no que se refere à velocidade, se apresenta como capaz de conseguir 
maior rendimento (CATTEAU; GAROFF, 1990).
De acordo com o autor, as principais características do nado crawl são as 
seguintes:
• Posição ventral do corpo (barriga voltada para baixo);
• Movimentos alternados e coordenados das extremidades superiores e 
inferiores;
• Rosto submerso, com água na altura da testa, olhando para frente e para baixo;
• Respiração lateral, com rotação da cabeça, coordenada com os membros 
superiores para realizar a respiração;
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO AOS NADOS CRAWL E COSTAS
75
• Um ciclo consiste numa braçada com o membro superior esquerdo e outra 
braçada com o membro superior direito e um número variável de pernadas.
Com relação às provas nadadas nesse estilo, temos as distâncias de 50m, 
100m, 200m, 400m, 800m (feminino) e 1.500m (masculino). A posição do corpo 
permite trajetos subaquáticos bem orientados, com resultantes muito próximas 
da direção do nado. A alternância, continuidade e fluidez das ações segmentares 
implicam uma menor variação intracíclica da velocidade, o que contribui para a 
economia do movimento (CARVALHO, 2008).
No que concerne ao nado costas, a única técnica possível de se utilizar nas 
competições deste estilo de nado é o “nado costas” (CATTEAU; GAROFF, 1990). 
De acordo com os autores, neste nado, alternado e simétrico, o nadador possui o 
mesmo objetivo do nado crawl, ou seja, obter continuidade das ações propulsoras. 
Apesar de o regulamento limitar pouco a técnica do nado costas, uma vez que 
exigeapenas que o nadador fique na posição em decúbito dorsal, os aspectos 
anatômicos e, particularmente, os limites articulares dos membros superiores 
restringirão o número de adaptações possíveis (CATTEAU; GAROFF, 1990). 
As provas deste estilo de nado consistem no nado costas de 100 ou 200m 
– 100 ou 220 jardas. A distância a ser percorrida pode implicar a alteração da 
técnica adotada pelo nadador (CATTEAU; GAROFF, 1990).
2 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DO NADO CRAWL
A primeira forma de nado rudimentar da qual se pode dizer que nasceu o 
crawl, é o "English Side Stroke", que nasceu na Inglaterra em 1840, e se caracteriza 
por nadar sobre a água com uma ação alternada de membro superior, mas 
sempre subaquática, enquanto os membros inferiores realizam um movimento 
de tesoura (CARVALHO, 2008).
FIGURA 20 – ENGLISH SIDE STROKE
FONTE: Carvalho (2008)
Posição com deslize curto
Golpes com os joelhos 
em direção ao quadril
Pernada em forma 
de tesoura
Separação 
de pernas
THE SIDE STROKE
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
76
Somente dez anos depois apareceu o "Single over" ou "Over singelo”, 
o qual consiste no nado sobre o corpo, mas com uma recuperação aérea dos 
membros superiores, dito estilo é nadado pela primeira vez pelo australiano 
Wallis (CARVALHO, 2008). Posteriormente aparece o "Trudgen" (sobrenome do 
primeiro nadador que o utiliza), que é "importado" da Europa, pelo dito nadador 
inglês, após observar a sua realização por indígenas sul-americanos. O dito nado 
tem como novidade que se nade sobre o abdômen, movendo alternativamente os 
membros superiores fora da água, enquanto os membros inferiores realizam um 
movimento semelhante ao pontapé de peito. Em 1890 este estilo tem uma nova 
evolução, levada a cabo pelos nadadores australianos, que realizaram um nado 
"Trudgen", mas com movimento do membro inferior de tesoura, denominando-
se esta nova técnica "Double over" ou "Dobro Over" (CATTEAU; GAROFF, 1990; 
CARVALHO, 2008).
Mas, em 1893, o movimento de tesoura é substituído por um movimento 
alternativo do membro inferior, dando a conhecer a forma mais rudimentar do 
estilo "crawl" ou crol, adotado pela primeira vez pelo nadador Harry Wickham 
(DUBOIS; ROBIN, 1992; 1997; REYES; CARVALHO, 2008); mas é o nadador Cavill 
o que mais difunde este estilo, introduzindo-o no ano 1903 em uma competição 
(DUBOIS; ROBIN, 1992; CARVALHO, 2008).
O crawl acaba de evoluir em 1920 quando o príncipe hawaiano Duke 
Kahanamoku, graças à realização de uma batida de seis tempos, consegue obter 
uma posição mais oblíqua que lhe permite bater todos os recordes (REYES, 1998; 
CARVALHO, 2008). Desde esse momento, o estilo crawl sofre pequenas variações: 
em 1928, Crabbe realiza um nado com respiração bilateral; em 1932, os japoneses 
realizam um crawl com uma tração descontínua para favorecer a eficácia da batida, 
e em 1955, John Weismüller realiza a tração subaquática com uma importante flexão 
de cotovelo na metade do percurso (DUBOIS; ROBIN, 1992; CARVALHO, 2008).
FIGURA 21 - JOHNNY WEISSMÜLLER E DUKE KAHANAMOKU
FONTE: Carvalho (2008)
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO AOS NADOS CRAWL E COSTAS
77
Na atualidade, a técnica de nado não tem variado muito desde a utilizada 
pelo dito nadador; ainda que nos últimos anos o australiano Michael Klim, em 
certos momentos da prova, realizou movimentos de crawl do membro superior 
coordenados como batida de borboleta nos membros inferiores, como ocorreu 
nos metros finais da primeira pista do relevo 4 x 100m livres na Olimpíada de 
Sydney (Austrália) em 2000 (CARVALHO, 2008).
3 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DO NADO COSTAS
O nado costas é uma progressão do nado peito invertido, ou seja, uma 
evolução do nado peito em decúbito dorsal (MASSAUD, 2004). Segundo o autor, 
inicialmente o nado costas era realizado com braçadas simultâneas, mas com 
o passar do tempo, os nadadores notaram que poderiam nadar mais rápido se 
realizassem braçadas alternadas, recuperando os braços sobre a água, visto que, 
com isso, não estariam desrespeitando as regras.
 
Entre os anos 1930 e 1960, o nado costas era praticado por meio de um estilo 
que foi popularizado pelo nadador Adolph Kiefer (MASSAUD, 2004). Conforme 
o autor, a braçada submersa era executada imediatamente abaixo da superfície 
e para o lado, com o braço reto. Da mesma forma, a recuperação foi efetuada 
para baixo e lateralmente, com o braço reto. Esse estilo mudou profundamente 
na década de 1960, pois, com o uso de filmagens submersas, os especialistas 
perceberam que os nadadores mais eficientes no estilo costas, na época, usavam 
um padrão de puxada de tipo S. Assim, seus braços eram dobrados no início 
da braçada e estendiam-se mais tarde. A recuperação, por sua vez, era realizada 
exatamente acima da cabeça e não para o lado (MASSAUD, 2004).
O autor supracitado compreende que o nado costas, atualmente, é muito 
parecido com o nado crawl, porém, é realizado em decúbito dorsal. No estilo costas 
atual, os braços realizam movimentos alternados e para cada ciclo de braçada são 
realizadas seis pernadas. O nado costas pode apresentar três fases propulsivas, 
são elas: primeira varredura para cima, segunda varredura para baixo e segunda 
varredura para cima (MASSAUD, 2004).
78
RESUMO DO TÓPICO 1
Nesse tópico você viu que:
• O termo nado crawl, como estilo de natação, não é encontrado nos regulamentos 
oficiais da Federation Internationale de Natation Amateur, pois o documento 
apresenta o termo estilo livre.
• O nome “estilo livre” significa a liberdade de nadar qualquer estilo nesta prova.
• O nado crawl é a modalidade de nado praticada nas provas de nado livre, pois 
é a forma mais rápida de nado.
• O nome crawl é de origem australiana e o termo “crawl” significa “rastejar”, em 
inglês.
• A primeira forma de nado rudimentar da qual se pode dizer que nasceu o 
crawl é o "English Side Stroke", que nasceu na Inglaterra em 1840. Dez anos 
depois apareceu o "Single over" ou "Over singelo” e, posteriormente, aparece o 
"Trudgen".
• Em 1890 houve uma nova evolução, vinda dos nadadores australianos que 
realizaram o nado "Trudgen", surgindo um movimento do membro inferior 
de tesoura, denominando-se esta nova técnica "Double over" ou "Dobro over". 
Mas, em 1893, o movimento de tesoura foi substituído por um movimento 
alternativo do membro inferior, dando a conhecer a forma mais rudimentar do 
estilo "crawl".
• O nadador Cavill é quem mais difundiu o nado estilo crawl.
• As provas nadadas no estilo livre são as seguintes: de 50m, 100m, 200m, 400m, 
800m (feminino) e 1.500m (masculino).
• O nado costas é uma progressão do nado peito invertido, ou seja, uma evolução 
do nado peito em decúbito dorsal.
• Inicialmente, o nado costas era realizado com braçadas simultâneas, mas com 
o passar do tempo, os nadadores notaram que poderiam nadar mais rápido se 
realizassem braçadas alternadas.
• No estilo costas atual, os braços realizam movimentos alternados e para cada 
ciclo de braçada são realizadas seis pernadas.
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AUTOATIVIDADE
1 Descreva a origem do nado crawl, bem como o significado deste termo:
 _________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
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_________________________________________________________________
2 O nado crawl, como estilo de natação, não é encontrado nos regulamentos oficiais 
da Federation Internationale de Natation Amateur (FINA), explique por que.
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_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
3 Em competições de natação, o termo “nado livre” sempre permite que o 
nadadorutilize qualquer estilo de nado? Explique sua resposta:
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_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
4 Leia atentamente as frases a seguir, referentes ao nado “estilo livre”, e 
marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) O estilo crawl da natação é, atualmente, a modalidade de nado praticada 
nas provas de nado livre.
( ) Nas provas de estilo livre permite-se nadar qualquer estilo ou combinação 
de estilos, sendo uma porta aberta ao progresso na busca de formas de 
nado mais rápidas.
( ) Nas provas de medley individual ou revezamento quatro estilos, o nado livre 
não permite que o nadador utilize os nados de costas, peito ou borboleta.
( ) Embora o nado crawl seja reconhecido como a forma mais rápida de nado 
até o momento, este estilo nem sempre é utilizado pelos nadadores nas 
provas de nado livre.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, F.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, F, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
80
5 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à história do nado crawl, e 
marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) O nome crawl é de origem britânica e o termo “crawl” significa “rastejar”, 
em inglês.
( ) A primeira forma de nado rudimentar da qual se pode dizer que nasce 
o crawl é o "English Side Stroke", que nasce na Inglaterra em 1840. Dez 
anos depois apareceu o "Single over" ou "Over singelo” e, posteriormente, 
aparece o "Trudgen".
( ) Em 1890 houve uma nova evolução, vinda dos nadadores australianos 
que realizaram o nado "Trudgen", surgindo um movimento do membro 
inferior de tesoura, denominando-se esta nova técnica "Double over" ou 
"Dobro over". Mas, em 1893, o movimento de tesoura é substituído por um 
movimento alternativo do membro inferior, dando a conhecer a forma 
mais rudimentar do estilo "crawl".
( ) O nadador Cavill foi quem mais difundiu o nado estilo crawl.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) F, V, V, V.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, V, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
6 O rendimento no desempenho do nadador possui a interferência de inúmeros 
fatores, neste sentido, leia atentamente as assertivas a seguir e assinale a 
alternativa incorreta:
a) ( ) Um bom desempenho no nado depende da utilização máxima das 
massas musculares que têm o melhor rendimento.
b) ( ) Um bom desempenho do nadador significa que não haverá relaxamento 
muscular durante qualquer fase do nado.
c) ( ) Um bom desempenho no nado depende de uma respiração 
fisiologicamente adequada.
d) ( ) Um bom desempenho no nado depende de uma resistência frontal 
reduzida.
e) ( ) Um bom desempenho no nado depende da procura por uma melhor 
sincronização das ações de membros inferiores e superiores.
7 O crawl moderno é a modalidade de natação que, atualmente, no que 
se refere à velocidade, se apresenta como capaz de conseguir maior 
rendimento. No que concerne às características do nado crawl, assinale a 
alternativa incorreta:
a) ( ) O posicionamento correto do corpo no nado crawl é a posição dorsal do 
corpo (barriga voltada para baixo).
81
b) ( ) Os movimentos do nado crawl são alternados e coordenados das 
extremidades superiores e inferiores.
c) ( ) No nado crawl, o rosto do nadador fica submerso, com água na altura 
da testa, olhando para frente e para baixo.
d) ( ) No nado crawl realiza-se a respiração lateral, com rotação da cabeça, 
coordenada com os membros superiores para realizar a respiração.
e) ( ) No nado crawl um ciclo consiste numa braçada com o membro superior 
esquerdo e outra braçada com o membro superior direito e um número 
variável de pernadas.
8 Em termos de competição, descreva quais são as provas oficiais de nado crawl:
 _________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
9 Em termos de competição, descreva quais são as provas oficiais de nado 
costas:
 _________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
10 A primeira etapa para aprendizagem da natação está na adaptação ao meio 
líquido. No que concerne à adaptação ao meio líquido, assinale a alternativa 
incorreta:
a) ( ) O nado costas é uma progressão do nado peito invertido, ou seja, uma 
evolução do nado peito em decúbito ventral.
b) ( ) No que concerne ao nado costas, a única técnica possível de se utilizar 
nas competições deste estilo de nado é o “nado costas”.
c) ( ) No nado costas, o nadador possui o mesmo objetivo do nado crawl, ou 
seja, obter continuidade das ações propulsoras.
d) ( ) No estilo costas atual, os braços realizam movimentos alternados e 
para cada ciclo de braçada são realizadas seis pernadas.
e) ( ) Inicialmente, o nado costas era realizado com braçadas simultâneas, 
mas, com o passar do tempo, os nadadores notaram que poderiam 
nadar mais rápido se realizassem braçadas alternadas.
82
83
TÓPICO 2
NADO CRAWL
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
A técnica de crawl ou livre é a técnica mais rápida das quatro técnicas de 
nado existentes em competição. Um ciclo de nado crawl consiste numa braçada 
com o membro superior esquerdo e outra braçada com o membro superior direito 
e um número variável de pernadas.
A técnica de crawl, ou livre, é a técnica mais rápida das quatro técnicas de 
nado existentes em competição. Um ciclo de nado crawl consiste numa braçada 
com o membro superior esquerdo e outra braçada com o membro superior direito 
e um número variável de pernadas. Todavia, o nado crawl varia de acordo com a 
individualidade dos nadadores. Deste modo, em relação à variação da propulsão 
de pernas e ciclo da braçada, o nadador poderá realizar duas pernadas a cada 
ciclo (duas braçadas), quatro pernadas para cada ciclo e seis pernadas para cada 
ciclo (LIMA, 2009).
Conforme o autor supracitado, houve um período, mais precisamente no 
início da década de 1970, em que se acreditava que os atletas fundistas deveriam 
realizar duas pernadas para cada ciclo para alcançar uma ótima performance. 
Isto porque, nas olimpíadas de Munique, em 1972, a nadadora australiana, Shane 
Gould, venceu as provas de 400 metros e 800 metros livre, nadando por meio desta 
técnica. Com isso, muitos técnicos passaram a forçar os seus nadadores a nadar 
com a mesma técnica, ou seja, com duas pernadas para cada ciclo de braçada. 
O brasileiro Djan Madruga, ao estrear nas olimpíadas de Montreal, em 
1976, adotou a técnica de seis pernadas para cada ciclo de braçada, provando que 
os fundistas poderiam nadar outra técnica, além daquela comumente utilizada, 
ou seja, a de duas pernadas para cada ciclo de braçadas (LIMA, 2009). Para o 
autor, geralmente os nadadores que utilizam duas pernadas para cada ciclo de 
braçada são os nadadores que possuem uma ótima flutuabilidade e, por isso, 
não dependem das pernas para a sustentação, mas, sim, para a propulsão e o 
equilíbrio.
É evidente que o nado crawl é o nado mais rápido para ser utilizado nas 
competições devido ao movimento contínuo de braços e pernas. Após o aluno 
ter adquirido uma boa adaptação ao meio líquido, o nado crawl costuma ser o 
primeiro nado a ser ensinado (GOMES, 1995).
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
84
2 POSICIONAMENTO DO CORPO
A posição corporal no crawl é uma estrutura complexa, com todos os 
elementos interagindo unscom os outros. Para ter um bom entendimento da 
locomoção humana no meio aquático, é necessário conhecer que forças atuam 
nele quando submerso na água (CARVALHO, 2008).
Segundo Pável (1993) e Carvalho (2008), na análise da posição do corpo, 
há que se observar os seguintes movimentos oscilatórios:
• Rotação da cabeça para execução da inspiração, durante o final da ação 
submersa do braço;
• Rotação dos ombros, para colocar a mão em uma posição mais cômoda de 
apoio;
• Rolamento lateral do tronco e dos quadris, oferecendo apoio ao movimento 
das pernas;
• Movimento de pernas, que exercem ao mesmo tempo propulsão e equilíbrio 
corporal.
Nesse sentido, iremos, na descrição do posicionamento corporal, abordar 
os seguintes aspectos: o alinhamento horizontal; o alinhamento lateral e a rotação 
sobre o eixo longitudinal, a saber:
2.1 O ALINHAMENTO HORIZONTAL 
Genericamente podemos afirmar que, ao longo da técnica global, o 
posicionamento corporal deverá manter-se o mais próximo possível da posição 
hidrodinâmica fundamental, o que permitirá minimizar a força de arrasto 
hidrodinâmico a que o nadador se sujeita, assim como favorecer a produção de 
força propulsiva pela ação dos segmentos motores (CARVALHO, 2008). Assim, 
no nado crawl, o corpo deve estar o mais horizontal possível, com a cabeça em 
posição natural no prolongamento do tronco e com as costas completamente 
planas (MASSAUD, 2004).
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
85
FIGURA 22 – O ALINHAMENTO HORIZONTAL
FIGURA 23 – A POSIÇÃO DA CABEÇA
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
Para Carvalho (2008), durante o nado, o corpo deve manter-se o mais 
horizontal possível, ao nível da água, com ligeira arqueação nas costas e com 
os membros inferiores se movimentando de modo que o centro de ação dos pés 
fique a uma profundidade que deve ser aproximadamente a mesma que a dos 
quadris, de forma que apresente uma pequena superfície frontal de contato com 
a água, reduzindo assim o arrasto hidrodinâmico.
Maglischo (1986) refere que a melhor forma de observar e avaliar o 
alinhamento horizontal deverá ser sobre o plano sagital, isto é, visualizando o 
nadador de lado, onde a profundidade e inclinação do corpo é perfeitamente 
perceptível. Por outro lado, quanto maior for o comprimento total do corpo, 
menor será o arrasto hidrodinâmico, pelo que se deverá privilegiar as posições 
alongadas na água, não só no deslize após partidas e viradas, como durante o 
nado propriamente dito (CARVALHO, 2008). Conforme o autor, os nadadores 
mais longilíneos têm vantagens hidrodinâmicas, o que lhes permite reduzir o 
arrasto e aumentar a propulsão. Ademais, conjuntamente com as características 
antropométricas, o nível de flexibilidade dos nadadores também poderá afetar 
a capacidade do nadador em adotar a posição mais hidrodinâmica. Nesta 
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
86
perspectiva, os indivíduos hiperflexíveis conseguem, ao colocar o corpo numa 
posição mais alongada, minimizar o arrasto devido à diminuição da turbulência 
gerada perto dos pontos de pressão (ombros, bacia, joelhos e tornozelos) 
(CARVALHO, 2008).
2.2 ALINHAMENTO LATERAL
Durante o nado, qualquer movimento segmentar que crie forças com 
linhas de ação laterais em relação ao sentido de deslocamento do corpo provocará 
uma reação aplicada noutro segmento corporal, que o desviará do alinhamento 
corporal (CARVALHO, 2008). Assim, podem verificar-se movimentos de 
"ziguezaguear", com a anca e os membros inferiores oscilando lateralmente. Estas 
oscilações no alinhamento lateral levarão ao aumento da resistência ao avanço, 
devido ao aumento da superfície frontal de contato, conduzindo a um superior 
custo energético e à redução da velocidade de nado (CARVALHO, 2008).
Para permitir que o nadador preserve um correto alinhamento lateral é 
necessário aproximar as ações propulsivas do eixo longitudinal de deslocamento, 
o que é facilmente conseguido através da rotação sobre o eixo longitudinal 
(MAGLISCHO, 1993; MASSAUD, 2004; CARVALHO, 2008). Para os autores, é 
possível compensar a tendência lateralizante dos trajetos propulsivos através do 
papel equilibrador dos membros inferiores que exercem pressão sobre a água 
em direções laterais, acompanhando a rotação sobre o eixo longitudinal e a ação 
dos membros inferiores. No entanto, a cabeça não deve acompanhar a rotação 
sobre o eixo longitudinal do bloco tronco/membros inferiores, devendo manter-
se sempre fixa (CARVALHO, 2008).
FIGURA 24 – O ALINHAMENTO LATERAL
FONTE: Massaud (2004)
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
87
FIGURA 25 – ALINHAMENTO LATERAL SOBRE O PLANO FRONTAL
FONTE: Catteu e Garoff (1990)
Outro fator essencial para um correto alinhamento é "não cruzar os 
apoios", isto é, não ultrapassar a linha média do corpo durante a trajetória 
dos membros superiores (CARVALHO, 2008). Segundo o autor, este fato é 
importante durante toda a ação dos membros superiores, mas tem especial 
relevo no momento da entrada e na fase da recuperação, onde é de especial 
importância que o nadador não a realize lateralmente. A melhor maneira para 
avaliar o alinhamento é observar o nadador de frente (sobre o plano frontal), 
de maneira que se possa visualizar o eixo longitudinal de deslocamento 
(MAGLISCHO, 1993; CARVALHO, 2008).
Oscilações
laterais
Contra
oscilações
Ausência de
oscilações
2 PERNADA
O movimento de pernas é uma oscilação solta dos membros inferiores, 
que realizam ações curtas, alternadas e diferenciadas, iniciando um, antes que 
o outro termine, que se dão principalmente no plano vertical, cuja importância 
se faz no equilíbrio, na propulsão e na sustentação do corpo no estilo crawl, 
mantendo o corpo, no seu conjunto, sempre estendido na posição horizontal, 
além de constituir como um excelente meio de preparação cardiopulmonar 
(CARVALHO, 2008). De acordo com o autor, o trabalho de pernas está longe de 
alcançar o mesmo efeito propulsivo dos braços, este auxílio, entretanto, representa 
uma grande percentagem no que diz respeito ao equilíbrio do corpo, podendo, 
quando aplicadas erroneamente, prejudicar até 70% da força propulsiva.
O movimento alternado na direção vertical ocorre de modo que as ações 
não percam a continuidade e que possam fundir-se de maneira tal, a ponto de 
parecer um único movimento de revolução das moléculas de água, criando uma 
força de sucção que auxilia a propulsão. A abertura entre as pernas no plano 
vertical (para cima e para baixo) deverá ser mais ou menos igual à largura do 
corpo, de 20 a 50 cm aproximadamente, dependendo da idade e do tamanho 
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
88
do nadador (CARVALHO, 2008). Segundo o autor, os movimentos de batimento 
de pernas se originam na articulação coxo-femural (quadril) com uma pequena 
flexão do joelho e sendo no peito do pé o ponto de pressão que impulsiona a 
água para trás. Os pés saem ligeiramente na superfície da água funcionando num 
meio que contém ar e água, este procedimento permite boa cadência, entretanto, 
é indispensável que os pés estejam em flexão plantar.
FIGURA 26 – A PERNADA DO NADO CRAWL
Fonte: Massaud (2004)
A eficiência da pernada, conforme Carvalho (2008), está diretamente 
ligada aos seguintes fatores:
• A completa soltura muscular que venha auxiliar para a chicotada que caracteriza 
este movimento.
• O ritmo sem interferência de desaceleração e quebra de continuidade.
• A posição da perna, com os pés naturalmente voltados para dentro sem 
movimentos forçados, visando o relaxamento muscular, para manter em 
atividade a zona de revolução da água.
• Movimento solto do pé na posição indicada, com grande flexibilidade dos 
tornozelos, para que a movimentação da água no nível dos dedos dos pés seja 
a mais atuante possível.
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
89
De acordo com Massaud (2004) e Carvalho (2008), o movimento de 
pernas realiza dois movimentos, um ascendente (positivo) e outro descendente 
(negativo), a saber:
2.1 FASE DESCENDENTE
A fase descendente é o movimento ativoda pernada, ocorre de cima para 
baixo, com leve flexão do joelho, com o pé ligeiramente voltado para dentro e o 
tornozelo relaxado, oferecendo assim uma maior superfície motora (CARVALHO, 
2008). Para o autor, no primeiro tempo, o joelho vai se abaixando e a perna 
flexionando-se um pouco mais sobre a coxa. A perna flexionada vai estender-se 
sobre a coxa que, por sua vez, vai manter-se apoiada na água e transmitir aos 
quadris o componente ascensional do movimento, ou seja, reação de elevação do 
quadril, mantendo o corpo do nadador numa posição plana e horizontal.
O valor motor do movimento das pernas está fundamentalmente ligado 
à flexibilidade do tornozelo e também do ritmo. Se compararmos o mecanismo 
motor das pernas com um movimento da cauda do peixe, somos tentados a 
procurar acelerar o gesto toda vez que a superfície motora se aproxima do eixo, e 
a desacelerá-lo quando ela se afastar do eixo (CARVALHO, 2008).
2.2 FASE ASCENDENTE
A fase ascendente é o movimento passivo, é o relaxamento da parte 
ativa, com extensão total da perna, até que o calcanhar atinja a superfície da 
água, mantendo o pé em posição natural (CARVALHO, 2008). De acordo com 
o autor, partindo em extensão, com o pé no prolongamento da perna, na sua 
posição mais baixa, o membro movido pelas massas musculares posteriores 
(especialmente glúteos máximos e isquiotibiais) vai se elevar, encontrando a 
resistência decrescente da massa de água superposta.
Quando essa resistência se atenuar, a ação dos isquiotibiais vai trazer 
como consequência uma inevitável flexão da perna sobre a coxa, compensada 
por um abaixamento do joelho. Essa flexão nunca é proposital nem comandada 
pelo nadador, mas é anatomicamente lógica e dá ao movimento harmonia e 
flexibilidade, além de aumentar a eficiência propulsiva (CARVALHO, 2008).
3 BRAÇADA
A ação dos braços pode ser analisada de acordo com Catteau e Garoff 
(1990), considerando o seguinte:
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
90
• Movimento de um braço (ciclo de braço): o ciclo de braçada pode ser dividido 
em duas fases principais, a subaquática ou movimento propulsivo e a 
recuperação, que é executada sobre a superfície da água.
• Movimento de um braço em relação ao outro (coordenações): Os braços 
permanecem opostos um ao outro executando movimentos de rotação 
alternados e diferenciados.
Neste tópico será descrito o movimento completo de um braço, no tópico 
de coordenação será abordado o movimento de um braço em relação ao outro. 
Um ciclo de braço pode ser subdividido da seguinte maneira:
• Fase aérea: mediante a qual o braço se move sobre a água, preparando-se para 
a fase aquática. Caracteriza-se por ser um movimento de trás para frente em 
relação ao sentido do nado. Esta fase se imbui de grande importância no gesto 
total, por representar o descanso, o relaxamento muscular, além de armar para 
o movimento seguinte. Levando-o à atuação que irá representar o ângulo ideal 
de colocação na água. Esta fase nunca poderá ser representada por um gesto 
conduzido e lento, mas, ao contrário, solto e veloz (CARVALHO, 2008).
• Fase aquática: é caracterizada por ser um movimento de frente para trás em 
relação ao sentido do nado, essencialmente motor e inteiramente subaquático. 
Esse movimento motor pode também ser subdividido em quatro fases: 
extensão, agarre, tração e empurre (CARVALHO, 2008).
3.1 FASE AÉREA
3.1.1 Saída da mão
Tendo o braço terminado a fase de empurre, estando quase completamente 
esticado ao longo da lateral do corpo, o ombro sai da água, levando o braço, 
o cotovelo se dirige para cima, seguido do antebraço e da mão. A mão está 
descontraída orientada para dentro, dirige-se para cima e parte dela está fora da 
água (CARVALHO, 2008).
3.1.2 Recuperação
A recuperação do braço ocorre pela lateral do corpo e por cima da água 
que obriga uma oscilação contrária, obedecendo à terceira Lei de Newton. Esta 
oscilação deixa de existir graças ao cotovelo mais alto e palma da mão para baixo, 
o que proporciona um braço flexionado e relaxado, com diminuição do braço de 
alavanca, aumentando a força e diminuindo a resistência (CARVALHO, 2008).
O trajeto da mão se faz próximo à água e com o dorso relaxado e voltado 
para frente e posteriormente para dentro, mas sempre próximo ao corpo. Esta 
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
91
posição impede maior elevação. O movimento é relaxado até o momento da 
passagem da mão pelo cotovelo, quando deverá ser arremessado para água, de 
maneira solta e veloz, procurando uma entrada em um ângulo melhor possível, 
com a ponta dos dedos entrando antes do antebraço e este se antecipando ao 
braço. É importante ressaltar que o cotovelo é sempre mantido mais alto que a 
mão para poder dirigir o braço, com entrada da mão na água antes do cotovelo e 
oferecer um melhor descanso nesta fase (CARVALHO, 2008).
A transferência de momentum de força da fase de recuperação ajuda a 
diminuir a resistência e aumenta a força durante a fase de impulso subaquático 
do braço oposto. O ombro sairá da água, levando o braço, o cotovelo, depois 
o antebraço e a mão. O primeiro a romper a superfície da água é o cotovelo, 
seguido do braço, antebraço e da mão. Alguns nadadores realizam a passagem 
da mão longe do ombro e menos ou mais oblíqua para o lado. Nesta forma, o 
movimento é, incontestavelmente, menos econômico (a contração do deltoide 
é tanto maior quanto mais o braço vai roçar a água); mas, algumas vezes tal 
movimento é exigido por um relaxamento relativamente limitado da articulação 
do ombro (CARVALHO, 2008).
A recuperação deve ser a mais plana possível, uma vez que a sua grande 
elevação pode ocasionar uma queda curta na água, uma pancada desnecessária 
na superfície ou um rolamento exagerado do tronco. O movimento é relaxado até 
o momento da passagem da mão pelo cotovelo, quando deverá ser arremessado 
para água, de maneira solta e veloz, procurando uma entrada em um ângulo 
melhor possível, com a posta dos dedos entrando antes do antebraço e este se 
antecipando ao braço (CARVALHO, 2008).
3.1.3 Entrada da mão na água
A mão entra com o punho ligeiramente flexionado, devido à ação dos 
músculos flexores do carpo, com a palma um pouco para fora, dedos unidos com o 
indicador entrando em primeiro lugar, polegar voltado para baixo exercendo uma 
ação de pressão na água para baixo e para trás, sendo que o dedo mínimo estará 
ligeiramente voltado para fora quando iniciarmos um movimento para baixo desse 
dedo e uma condução da mão com a palma voltada para dentro, tentando manter 
a pressão na ponta dos dedos e na palma da mão (CARVALHO, 2008).
O ângulo exato de inclinação da mão com o qual se consegue o máximo 
de sustentação varia com a direção do fluxo. A mão penetra na água a pouca 
profundidade, seguida do antebraço, do braço, depois do ombro que também 
avança, no último momento, a fim de alongar na mesma medida o comprimento 
do trajeto motor. Há, portanto, extensão geral oblíqua dos segmentos do membro 
superior. Uma vez colocados os dedos na água, é aberta uma fenda, para onde se 
dirigem o cotovelo e o ombro. O braço se encontra ligeiramente flexionado e à frente 
de seu ombro. O cotovelo está dirigido para acima, a mão se encontra ligeiramente 
flexionada para abaixo e para fora (CARVALHO, 2008).
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
92
3.2 FASE AQUÁTICA
3.2.1 Extensão
Compreende a entrada do braço na água, à frente do ombro e do corpo, 
com a mão alcançando o seu ponto de apoio, que está à frente e para o fundo, 
aproximando-se de uma posição abaixo do prolongamento do eixo do corpo, é a 
base da fase propulsiva (CARVALHO, 2008).
3.2.1.1 Posição inicial
O braço se encontra ligeiramente flexionado e em linha com seu ombro. 
O cotovelo está dirigido para acima e ligeiramente para fora. O pulso se encontra 
muito ligeiramente flexionado para abaixo e para fora. A extensão do braço não 
é completa, sua extensão máxima é seguida de uma ligeira flexão do cotovelo, 
que permite à mão aproximar-sedo eixo do corpo e ao mesmo tempo conserva os 
músculos do braço em posição mais cômoda (CARVALHO, 2008).
Os ombros devem, neste estágio inicial da propulsão, ter começado seu 
rolamento lateral, auxiliando no correto posicionamento do braço para o início 
da tração. O apoio, com tração, deve ser feito com os dedos estendidos e unidos. 
O braço que traciona permanece estendido neste estágio, mas o punho mantém 
uma atitude ligeiramente flexionada em direção ao dedo mínimo (iniciada na 
entrada) e também na direção natural da palma da mão, para se estabelecer uma 
pressão propulsiva sobre a mão e o antebraço (CARVALHO, 2008).
3.2.1.2 Posição final
O braço se encontra quase totalmente estendido ligeiramente mais afora 
do que a linha de seu ombro. O cotovelo se orienta para acima e para fora e está 
mais alto do que a mão. O pulso está girado para abaixo e para fora e a mão olha 
na mesma direção (CARVALHO, 2008).
3.2.2 Agarre
3.2.2.1 Postura inicial
O braço se encontra quase totalmente estendido e ligeiramente mais fora 
do que a linha de seu ombro. O cotovelo se orienta para acima e para fora e está 
mais alto do que a mão. O pulso está girado ligeiramente para fora. A mão olha 
para abaixo e para fora (CARVALHO, 2008).
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
93
3.2.2.2 Postura final
O braço se encontra no ponto de máxima profundidade, quase esticado, 
e para fora de seu ombro. O cotovelo em flexão olha para acima e para fora. O 
pulso em ligeira flexão e rotação interna. A mão olha para dentro, para atrás e 
para acima preparando a seguinte curva (CARVALHO, 2008).
3.2.3 TRAÇÃO
3.2.3.1 Posição Inicial
Segue-se logo após alcançar o ponto de apoio e termina quando a mão 
atingiu a posição ao lado e junto dos quadris, pronta para a retirada da água. Nessa 
fase, a mão, o antebraço e o braço exercem ação contra o líquido imprimindo-o 
para trás e fazendo o corpo deslocar-se para frente. A profundidade da mão 
muda quando ela se move para trás da água. A mão se apoia na água, e o mesmo 
princípio que faz a asa do avião se erguer, fornece a força que faz o corpo avançar 
à frente da mão (CARVALHO, 2008).
O padrão da puxada é um “S” alongado, com a mão procurando exercer 
a sua ação numa linha o mais próximo possível do eixo do corpo, para que a mão 
possa encontrar apoio na água e aumentá-lo, mantendo a mesma profundidade 
até o início da finalização. A propulsão do braço só pode acontecer quando houver 
pressão suficiente criada nas superfícies propulsoras da mão e do antebraço para 
sustentar a velocidade do nado, a pressão criada sobre sua mão e braço deve 
ser suficiente para superar todas as diversas formas de atrito criadas pela água 
(CARVALHO, 2008).
Precisamos saber que o nadador, para produzir uma força de elevação 
para a frente, precisa mover sua mão em diferentes sentidos, de cima para 
baixo e de um lado para o outro, para que haja uma diferença de pressão, esta 
movimentação é ocasionada pela busca de água calma. A trajetória da mão 
na água busca oferecer uma resultante (interação das forças de sustentação e 
resistiva) orientada o mais próximo possível para frente (CARVALHO, 2008). Em 
um fluido, a força de sustentação é sempre perpendicular à força resistiva e essa 
é sempre contrária ao movimento.
A palma da mão deve estar voltada, o mais próximo possível, 
imediatamente para trás, dirigindo, desta forma, as forças propulsivas de maneira 
mais vantajosa. Os dedos devem estar unidos, ou quase unidos, e a mão deve 
estar plana. Para que a palma da mão esteja voltada para trás, o punho terá que 
ser inicialmente ligeiramente flexionado e, para se atingir um bom rendimento na 
água, o cotovelo também deve estar flexionado e permanecer elevado acima da 
mão. O cotovelo é mantido alto, com o antebraço ligeiramente flexionado sobre 
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
94
o braço e penetra mais ou menos profundamente na água, conforme se trate de 
um nadador de velocidade (pouco profundo) ou de meio fundo (mais flexionado) 
(CARVALHO, 2008).
Devemos tentar o “apoio” e a pressão pelo músculo flexor do carpo, sendo 
que o dedo mínimo estará ligeiramente voltado para fora quando iniciarmos um 
movimento para baixo desse dedo e uma condução da mão com a palma voltada 
para dentro, tentando manter a pressão na ponta dos dedos e na palma da mão 
até o fim da empurrada. A flexão excessiva do cotovelo faz com que a mão fique 
muito próxima ao corpo do nadador e, embora a tração seja mecanicamente mais 
fácil, ela será menos efetiva (CARVALHO, 2008).
A boa dobra máxima dos cotovelos se aproxima de 90° na fase de impulso 
da braçada agindo “paralelamente” ao eixo do corpo, sendo mais marcada no 
momento da passagem da mão na vertical do ombro, apontando para a lateral da 
piscina, criando um potente deslizamento da mão e do antebraço, proporcionando 
uma aceleração progressiva durante a braçada.
Os dedos são posicionados de maneira a se moverem no plano vertical 
e central do corpo. O movimento excessivo da mão cruzando este plano central 
em qualquer direção tende a introduzir uma rotação longitudinal do corpo e 
aumentar a superfície de atrito. A rotação interna (ou medial) dos braços, que 
“coloca” o cotovelo em posição alta e avançada, deve ser compensada por uma 
rotação externa do antebraço para que a direção da mão possa ser mantida, é item 
fundamental para a propulsão do nado (CARVALHO, 2008).
3.2.3.2 Posição final
O braço se encontra entre o pescoço e a linha média do corpo, mais ou 
menos embaixo de seu ombro. O cotovelo, em máxima flexão, mira para fora e 
ligeiramente para cima. A mão se encontra no momento de menor profundidade 
e deve terminar dirigida para fora, atrás e acima com o fim de preparar a seguinte 
curva (CARVALHO, 2008).
3.2.4 Empurre
Podemos dizer que é o movimento do braço que vai desde a máxima 
flexão do cotovelo, até sua extensão completa, que ocorre com o polegar passando 
próximo da coxa da perna em ação, com a palma voltada para dentro. É o ponto 
de maior velocidade na rotação dos braços (CARVALHO, 2008).
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
95
3.2.4.1 Fase inicial
A partir da máxima flexão do cotovelo, este é estendido a aproximadamente 
135° visando aumentar a resistência e a força da alavanca e, consequentemente, 
a potência do nado. A fase de finalização é distinta da puxada e não apenas 
uma continuação, pois, além da mudança de direção, ainda há a modificação do 
movimento. Este gesto terminal é de suma importância e deve, no aperfeiçoamento, 
ser enfatizado até que se torne habitual ao nadador (CARVALHO, 2008).
Precisamos saber que o nadador, para produzir uma força de elevação para 
a frente, precisa mover sua mão em diferentes sentidos, de cima para baixo e de 
um lado para outro, para que haja uma diferença de pressão, esta movimentação 
é ocasionada pela busca de “água calma”. A trajetória da mão na água busca 
oferecer uma resultante (interação das forças de sustentação e resistiva) orientada 
o mais próximo possível para frente (CARVALHO, 2008). Em um fluido a força 
de sustentação é sempre perpendicular à força de resistência e essa é sempre 
contrária ao movimento.
É de extrema necessidade a manutenção do cotovelo sempre mais alto 
que a mão, não permitindo sua queda em nenhum momento, e para isto, o 
nadador deverá ter a sensação de que envia o cotovelo para trás e para cima, 
quando parte para o movimento da finalização. A mão empurra a água para trás, 
levando a palma diretamente para os pés, até cerca de 15 a 20 cm abaixo do nível 
d’água, onde o antebraço realiza uma rotação lateral fazendo com que a palma da 
mão fique voltada para dentro, sendo o dedo mínimo o primeiro a sair da água 
(CARVALHO, 2008).
3.2.4.2 Fase final
O braço se encontra quase completamente esticado ao longo do lateral 
do corpo. O cotovelo se dirige para acima e se encontra fora da água. A mão está 
orientada para dentro, dirige-se para acima e parte está fora da água (CARVALHO, 
2008).
4 RESPIRAÇÃO
A respiração do nado crawl é composta porduas fases, uma aquática 
(expiração) e outra aérea (inspiração) (MASSAUD, 2004). Deve-se observar que 
ao invés de se elevar a cabeça, deve-se girá-la para respirar, a elevação da cabeça 
aumenta as forças de resistência corporal e causa um distúrbio no ritmo do nado 
(CARVALHO, 2008). Contudo, conforme o autor, deve-se compreender que a 
cabeça tende a se elevar quando há grande velocidade, é por isso que os nadadores 
de velocidade têm a posição da cabeça mais alta, as costas mais arqueadas e, da 
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
96
cabeça aos pés, a impressão que se tem do nadador em ação é a de um arco, devido 
à alta velocidade de pernas e braços. Quando a movimentação é lenta, somente a 
coroa da cabeça deve ser vista, os fundistas possuem as costas mais estendidas, a 
cabeça menos alta, com o nível da água chegando aos cabelos. Quando o nadador 
se desloca, principalmente em alta velocidade, podemos observar que a água 
passa por cima da nuca, com a formação de uma marola à frente da cabeça, que 
se abre em "V" para os lados e para trás, e entre as duas marolas forma-se a cava, 
onde repousa o tronco do nadador (CARVALHO, 2008).
4.1 INSPIRAÇÃO
É conveniente que a tomada de ar pela boca quebre o menos possível a 
continuidade da progressão por uma mudança do equilíbrio do corpo. O giro da 
cabeça, para o lado escolhido, não precisa ser grande, pois, com o deslocamento 
do nadador existe uma formação de marola à frente, forma-se ao lado da cabeça 
uma cava que auxilia na inspiração (CARVALHO, 2008).
O nadador deverá manter uma das orelhas submersas e a boca livre para 
inspiração, coincidindo com a mais alta posição do ombro durante a ação dos 
braços. É preciso que a inspiração se efetue num mínimo de tempo possível, daí a 
necessidade de abrir bem a boca para absorver o ar (CARVALHO, 2008).
A inspiração é executada depois de uma expiração forçada, é 
necessariamente reflexa e não exige a intervenção da vontade do nadador, e 
coincide com o momento em que a mão oposta ao movimento respiratório entra 
na água, e o final da ação motora da mão correspondente do lado da inspiração. 
À medida que o braço volta para frente, a cabeça também vai voltando à posição 
normal, girando em torno do pescoço, neste trajeto deve haver uma retenção da 
respiração (apneia) (CARVALHO, 2008).
4.2 EXPIRAÇÃO
A expiração é forçada e progressiva, pois desenvolve-se no mínimo 
durante um ciclo completo dos dois braços sob a água. É necessário que se faça 
explodir o ar que se está expirando imediatamente antes do rosto deixar a água 
para preparar a próxima tomada de ar. Para ser completa, a expiração deve expelir 
o ar ligeiramente dentro da água, isto é, pela boca, nariz ou nariz/boca, sem ser 
forte demais, a fim de não criar desvios excessivos de pressão no interior da caixa 
torácica (CARVALHO, 2008).
Notemos que a expiração forçada é determinada pelos músculos 
expiratórios, em particular os do abdome (grandes e pequenos oblíquos, 
transversal e reto abdominal), exige que o nadador tenha uma musculatura 
abdominal adequadamente desenvolvida.
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
97
5 COORDENAÇÃO
Quando falamos de coordenação de um estilo de natação estamos nos 
referindo à forma de coordenar os movimentos do corpo para que, além de 
atingir a máxima velocidade com a menor resistência, a fadiga apareça o mais 
tarde possível, isto é, coordenar o movimento de ambos os braços, coordenar o 
movimento dos braços com a respiração e coordenar o movimento de braços e 
pés (CARVALHO, 2008).
5.1 COORDENAÇÃO ENTRE OS BRAÇOS
Para equilíbrio do corpo a ação se desenvolve na chamada “pegada 
dupla”, que consiste num melhor aproveitamento da braçada, pois, na sua 
execução, quando um dos membros está exercendo a fase de pressão, o outro está 
na ação de puxada (CARVALHO, 2008). Pode-se dizer que se usam dois tipos de 
coordenação e suas variantes, são elas: coordenação de alcance ou distância por 
braçada e coordenação de superposição.
5.1.1 Coordenação de alcance ou
distância por braçada
Na primeira e mais usada, os braços se alternam em suas fases de 
propulsão, bloqueando a ação propulsiva de um braço até que o outro não tenha 
terminado sua braçada. Esta forma de encadeamento temporário tem duas 
variantes, ou inclusive três, de acordo como se encontre um braço com respeito 
ao outro. As três têm um aspecto em comum, sempre um braço traciona, o outro 
recupera (CARVALHO, 2008).
Na menos aberta das três, o braço bloqueado inicia sua tração imediatamente 
depois da finalização da braçada, produzindo sempre um momento propulsivo 
e fazendo que a velocidade do nadador seja mais constante. Esta forma é a mais 
usada e a que mais benefícios a priori contém. A busca de uma propulsão constante 
provoca que tenha uma curva de velocidade mais redonda, com a conseguinte 
poupança de energia em recuperar a velocidade e as turbulências que se omitem, 
ao fazer a desacelerações mais suaves (CARVALHO, 2008).
Na seguinte forma, o braço bloqueado adiante de seu ombro não inicia 
o movimento para baixo e para fora até que o outro braço chegue à metade de 
sua recuperação. Pode-se vê-la em Thorpe nos 400m livres de Atenas ou Phelps 
na final de 400m estilos. É muito parecida à anterior descrita, a diferença está em 
que se atrasa o início da braçada até que o corpo se encontra nivelado e o braço 
na fase de recuperação. Para poder realizar corretamente esta coordenação deve-
se efetuar uma pernada o suficientemente propulsiva para que no momento em 
que nenhum braço produz propulsão, a velocidade não decaia demasiadamente. 
Como positivo tem que o braço que inicia sua braçada se encontra na água mais 
quieta (em função de seu corpo), fazendo mais eficazes as primeiras curvas que 
realiza (CARVALHO, 2008).
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
98
A seguinte é muito difícil de observar, ao menos em nadadores de alto 
nível. Consiste em realizar um relevo total no movimento dos braços. Só se 
move um braço cada vez. Até que um braço não terminou as bases aquáticas e 
aéreas, o outro braço não inicia seu trabalho. Esta maneira de nado tem poucas 
vantagens e muitos inconvenientes. O único positivo que se poderia dizer, sempre 
que se mantenha uma vigorosa pernada, que procure a máxima longitude de 
nado por ciclo. Ainda que o preço seja uma frequência demasiadamente baixa 
(CARVALHO, 2008).
5.1.2 Coordenação de superposição
A seguinte variante é bem mais fechada; a mão contrária entra quando 
ainda a outra mão só completou a metade de seu percurso, esta mudança se 
efetua embaixo do peito. Iniciando o movimento para abaixo e para fora quando a 
outra mão se encontra ao final da varredura para cima e para dentro. A diferença 
com a anterior forma de acoplamento (coordenação aberta) está em que elege 
um diferente movimento para acima, para iniciar o movimento para embaixo do 
outro braço. Na aberta, se elege o movimento último para cima e para fora e na 
fechada se prefere o movimento acima e para dentro (CARVALHO, 2008).
Esta forma de nado é de importância às fases finais da braçada, que são 
com diferença as mais propulsivas. E só se produz um relevo na propulsão nesta 
zona. Desta maneira, teoricamente, se pode obter uma maior velocidade, mas 
com uma baixa eficácia, com um grande gasto energético e uma alta frequência. 
A razão do exposto estriba em que quando um braço traciona nas zonas iniciais 
da braçada, zonas pouco propulsivas, o outro braço está gerando o momento de 
maior velocidade com respeito à água, pelo que a mão que se encontra ao início 
da trajetória terá que deslocar água já em movimento (com respeito ao corpo), 
sendo isto pouco eficaz (CARVALHO, 2008).
5.2 COORDENAÇÃO ENTRE BRAÇOS E RESPIRAÇÃO
O movimento da cabeça para inspiração ocorre no meio da puxada 
(segunda curva do “S”) de um dos braços (o lado escolhido pelo aluno), enquanto 
o outro braço encontra-se no movimento final da recuperação e próximo à pegada 
(entrada da mão) (CARVALHO, 2008).
Quandoda finalização desse braço onde está ocorrendo a inspiração, 
a cabeça estará totalmente voltada para essa lateral do corpo, sendo que o 
outro braço já terá realizado a pegada, alongando-se à frente. A recuperação 
do movimento da cabeça ocorre junto com a do braço, sendo que ela retornará 
(pela água) mais rapidamente que ele e o outro braço estará iniciando a puxada 
(CARVALHO, 2008).
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
99
5.3 COORDENAÇÃO ENTRE OS BRAÇOS E PERNAS
Existem duas formas fundamentais de coordenação de pés e braços, o 
crawl de seis tempos e o crawl de dois tempos. O crawl de quatro tempos é uma 
forma intermediária. Os nadadores de velocidade tendem a utilizar o crawl de 
seis tempos e os de fundo o de dois tempos, já que este último é mais econômico 
quanto a gasto energético. No entanto, esta regra tem suas exceções nos dois 
sentidos (MASSAUD, 2004; CARVALHO, 2008). Segundo o autor, em qualquer 
caso, cada nadador deve ajustar seu ritmo de pernas segundo suas próprias 
características e a sua comodidade.
FIGURA 27 – COORDENAÇÃO ENTRE OS BRAÇOS E PERNAS NO NADO CRAWL
FIGURA 28 – COORDENAÇÃO ENTRE OS BRAÇOS E PERNAS NO NADO CRAWL
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
5.4 COORDENAÇÃO ENTRE OS BRAÇOS E O TRONCO
O momento mais importante da coordenação ocorre quando o membro 
superior entra na água e quando o outro membro superior está a completar 
o alinhamento lateral interior, o que permite ao corpo rodar para o lado do 
braço que vai iniciar a ação ascendente (membro superior “recuado”). Por outro 
lado, a extensão para frente do membro superior que entra na água permite 
que o corpo fique novamente alinhado enquanto a ação ascendente é realizada 
(CARVALHO, 2008).
Além deste aspecto, o membro superior não deve começar a deslizar para 
baixo antes que o outro membro superior tenha completado a ação ascendente, 
mantendo-se o alinhamento do corpo nesta ação. Este fato vai causar diminuição 
da velocidade na ação ascendente; contudo, este fato é preferível à redução da 
propulsão, que ocorre se o membro superior se deslocar para frente “contra a água” 
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
100
enquanto que o membro superior recuado se desloca para cima. Aparentemente, 
a velocidade de nado perdida durante o período desacelerativo compreendido 
entre o fim da ação ascendente do membro superior “atrasado” e o agarre do 
membro superior “dianteiro” é compensada por uma maior propulsão durante a 
ação ascendente (CARVALHO, 2008).
Há o movimento rotacional do tronco e da bacia para os membros superiores, 
implicando um aumento da força propulsiva gerada pelos membros superiores. A 
rotação do corpo sobre o eixo longitudinal do tronco e membros inferiores é uma 
causa natural da utilização alternada dos membros superiores. Assim, o corpo do 
nadador deverá acompanhar o movimento dos membros superiores, efetuando a 
rotação dos ombros, tronco e membros inferiores como um todo, senão a bacia e os 
membros inferiores oscilarão lateralmente (CARVALHO, 2008).
6 SAÍDAS E VIRADAS
De acordo com Massaud (2004), a literatura que aborda, especificamente, 
as saídas e viradas do nado crawl, se apresenta de forma bastante reduzida, ou 
seja, são poucos os trabalhos que abordam este assunto. Contudo, o autor sugere 
que seja dada uma maior atenção a este assunto, uma vez que os tempos de saída 
representam, aproximadamente, 25% do tempo total consumido nas provas de 
25 metros, 10% nas de 50 metros e 5% nas de 100 metros. Os nadadores de nado 
crawl gastam entre 20% e 38% de seu tempo dando viradas, nas provas de piscina 
curta, que variam de 50 a 1500 metros, respectivamente. Dados reunidos ao longo 
de vários anos indicam que, na média, a melhora da técnica de saída pode reduzir 
os tempos das provas em, pelo menos, 0,10 segundos e que, nas viradas, pode 
diminuí-los em, pelo menos, 0,20 segundos por piscina nadada. Além disso, 
a melhora no desempenho da técnica de chegada pode reduzir os tempos das 
provas em, pelo menos, mais 0,10 segundos. Assim, duas horas de prática semanal 
destas técnicas podem melhorar o tempo do nadador de 50 metros em piscina 
curta em, pelo menos, 0,40 segundos; em um de 100 metros, 0,80 segundos e; em 
distâncias maiores, a melhora será ainda mais significativa (MASSAUD, 2004).
6.1 SAÍDA DE AGARRE 
Na saída de agarre, o nadador deverá estar posicionado sobre o bloco 
de partida com os dois pés presos, com a flexão dos dedos na parte anterior do 
bloco; flexionar o tronco, mantendo as pernas ligeiramente flexionadas com o 
quadril alto e segurar com as mãos a parte anterior do bloco por entre os pés ou 
seus lados. A cabeça deverá estar encaixada nos braços, com a visão voltada para 
os pés (MASSAUD, 2004). Conforme o autor, ao sinal de partida do árbitro, o 
nadador deverá executar os seguintes passos:
• Tracionar contra o lado inferior do bloco para fazer com que o seu corpo inicie 
o desequilíbrio à frente.
• Lançar a cabeça e as mãos para cima e à frente, sob o queixo, iniciando a 
projeção do corpo para o voo.
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
101
• Decolar num ângulo de 45 graus.
• Carpar ao passar pelo ponto mais elevado do voo, momento de se encaixar a 
cabeça entre os braços.
• Na entrada da água, procurar fazer com que todo o corpo o faça no mesmo 
ponto onde entraram as mãos.
• Manter as mãos sobrepostas, com os braços estendidos pressionando as orelhas, 
mantendo o corpo em uma posição aerodinâmica.
Iniciar uma curta e rápida pernada do golfinho, aumentando 
gradativamente; iniciar a primeira braçada um pouco antes de o corpo atingir 
a superfície, de forma que isso ocorra quando o nadador estiver realizando a 
varredura para cima.
FIGURA 29 – SAÍDA DE AGARRE – FASE I
FONTE: Massaud (2004)
paravertebral
dorsal largo
quadríceps
jarrete
gastrocnêmio
e sóleo
tríceps braquial
redondo
maior
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
102
FIGURA 30 – SAÍDA DE AGARRE – FASE II
paravertebral
deltóide anterior
peitoral maior
glúteo maior
jarrete
gastrocnêmia e sóleo quadríceps
tríceps braquial
FONTE: Massaud (2004)
6.2 SAÍDA DE TRACK OU DE ATLETISMO
As principais diferenças da saída de agarre para a de track ou de atletismo, 
em seu posicionamento no bloco de partida, são que o nadador coloca um dos pés 
perto da parte de trás do bloco enquanto o outro permanece na posição à frente e 
o quadril do nadador fica posicionado mais para trás (MASSAUD, 2004). O autor 
menciona algumas das vantagens dessa saída, a saber: 
• Os nadadores podem entrar na água mais rápido, pois seu centro de 
gravidade desloca-se quase que diretamente à frente, até chegar a um ponto 
onde começa a cair.
• Os nadadores realizam dois impulsos na projeção do corpo na saída, em vez 
de um.
• Reduz o tempo gasto pelo nadador até a entrada na água.
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
103
FIGURA 31 – SAÍDA TRACK OU DE ATLETISMO – FASE I
FONTE: Massaud (2004)
Embora descritas estas vantagens, Massaud (2004) diz que não existe uma 
diferença significativa em relação às técnicas de saída de “agarre” e a de “track 
ou de atletismo”. Porém, o autor indica que é extremamente importante que 
os nadadores experimentem ambas, para verificar qual delas lhe oferecerá um 
melhor rendimento.
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
104
FIGURA 32 – SAÍDA TRACK OU DE ATLETISMO – FASE II
FONTE: Massaud (2004)
6.3 SAÍDA DE COMPETIÇÃO
Nas competições, as saídas devem ser realizadas a partir do bloco de 
partida, no qual o nadador se posicionará de acordo com os comandos do árbitro 
de partida, os quais são descritos abaixo, de acordo com Massaud (2004, p. 77):
• Posicionar-se de pé atrás do bloco de partida da raia em que for nadar.
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
105
FIGURA 33 – SAÍDA DE COMPETIÇÃO – FASE I
FONTE: Massaud (2004)
• Ao sinal do primeiro apito longo, o nadador estará autorizado a tomar posição 
sobre o bloco, da forma que lhe convier, ou seja, poderá ficar em pé; ou com o 
tronco flexionado semelhante à posição departida; ou pronto para a partida 
(posição da partida de agarre, onde os dois pés estarão presos à frente da 
superfície superior do bloco, com um afastamento entre eles, de forma que se 
possa segurar com as duas mãos entre os pés no bloco, mantendo as pernas 
semiflexionadas e o quadril o mais alto possível. Poderão ser utilizadas várias 
técnicas de saída, ou seja, convencional, track e outras).
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
106
FIGURA 34 – SAÍDA DE COMPETIÇÃO – FASE II
FONTE: Massaud (2004)
• Ao comando do árbitro de “suas marcas”, todos os nadadores deverão se 
posicionar com pelo menos um dos pés na parte superior e anterior do bloco 
de partida. Os nadadores que já haviam se posicionado ao comando anterior 
deverão permanecer imóveis. Assim que todos os nadadores estiverem 
posicionados, imóveis, o árbitro dará o comando de partida.
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
107
FIGURA 35 – SAÍDA DE COMPETIÇÃO – FASE III
FIGURA 36 – SAÍDA DE COMPETIÇÃO – FASE IV
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
• A posição ideal de entrada do corpo na água é de forma que, por onde 
entrarem as mãos, deverá entrar, progressivamente, o resto do corpo.
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
108
• De acordo com a regra oficial para competições, por exemplo, o Campeonato 
Mundial Absoluto – Troféu Brasil de Natação – Troféu José Finkel, Campeonato 
Sul Americano, Campeonato Mundial e outras, não poderá haver saída falta, 
ou seja, saiu antes, desequilibrou e caiu na água, será automaticamente 
desclassificado.
• Terão direito a uma saída falta as seguintes competições: as competições não 
oficiais, em que fique previamente determinado em seu regulamento, ou em 
competições organizadas pela Federação Estadual, nas categorias de formação, 
por exemplo, no Mirim, Mirim I e Mirim II, ou seja, crianças iniciantes no meio 
competitivo dos sete aos nove anos, que esteja previsto no regulamento das 
competições.
6.4 VIRADA OLÍMPICA DO CRAWL
É possível observar nadadores realizando duas técnicas diferentes nas 
viradas olímpicas. Em uma delas, realiza-se a cambalhota de frente, com um 
pequeno giro do corpo, realizando o impulso na borda, na posição dorsal e, girando 
no decorrer do deslize submerso, até retomar a posição de nado. Na outra técnica, 
o nadador realiza um giro maior do corpo no decorrer da cambalhota, realizando 
o impulso na borda na posição lateral (MASSAUD, 2004). Segundo o autor, a 
primeira técnica vem se apresentando como um método mais rápido em relação à 
segunda, porém, indica a necessidade de que os nadadores experimentem ambas 
as técnicas para, então, identificar qual delas deverão utilizar. 
As viradas do crawl são denominadas “olímpicas” e são desenvolvidas 
por meio de uma cambalhota, na qual o nadador, ao se aproximar da borda da 
piscina, executa os seguintes movimentos, de acordo com Massaud (2004, p. 87):
• Um aumento da velocidade do nado para facilitar a cambalhota;
FIGURA 37 – SAÍDA OLÍMPICA DO CRAWL – FASE I
FONTE: Massaud (2004)
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
109
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
• A união de seus braços ao longo de seu corpo, em que um dos braços, após a 
finalização da braçada, aguarda a chegada do outro;
FIGURA 38 – SAÍDA OLÍMPICA DO CRAWL – FASE II
FIGURA 39 – SAÍDA OLÍMPICA DO CRAWL – FASE III
dorsal largo
braquial
reto
abdominal
quadríceps
gastrocnêmio
e sóleo
• A inversão das mãos com uma pernada de golfinho, executando a cambalhota.
tríceps braquial
gastrocnêmia e sóleo
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
110
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
FIGURA 40 – SAÍDA OLÍMPICA DO CRAWL – FASE IV
FIGURA 41 – SAÍDA OLÍMPICA DO CRAWL – FASE V
• No momento em que os pés estiverem tocando na borda, os braços estarão 
prontos à frente, para a realização do impulso, não devendo existir movimento 
dos braços para ajeitar o corpo.
• Assim que os pés tocam a borda, executar a impulsão nela, realizando o 
deslize em decúbito lateral, com os braços estendidos à frente, pressionando 
as orelhas e mãos sobrepostas.
glúteo maior
jarrete
reto abdominal
deltóide médio
e posterior
glúteo maior
gastracnêmio
e sóleo
quaríceps
reto abdominal
TÓPICO 2 | NADO CRAWL
111
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
FIGURA 42 – SAÍDA OLÍMPICA DO CRAWL – FASE VI
FIGURA 43 – SAÍDA OLÍMPICA DO CRAWL – FASE VII
FIGURA 44 – SAÍDA OLÍMPICA DO CRAWL – FASE VIII
• A pernada de golfinho, até o máximo na distância de 15 metros submersos 
(permitido pela regra).
quaríceps
tríceps
braquial
gastrocnêmio e sóleo
dorsal largo
reto abdominal
tríceps braquial
gastrocnêmio e sóleo
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
112
FONTE: Massaud (2004)
FIGURA 45 – SAÍDA OLÍMPICA DO CRAWL – FASE IX
quadríceps
glúteo maior
glúteo maior
reto abdominal
reto abdominal
deltóide médio
e posterior
jarrete
gastrocnêmio e sóleo
113
RESUMO DO TÓPICO 2
Nesse tópico, você viu que:
● Um ciclo de nado crawl consiste numa braçada com o membro superior 
esquerdo e outra braçada com o membro superior direito e um número variável 
de pernadas.
● No nado crawl, o corpo deve estar o mais horizontal possível, com a cabeça em 
posição natural no prolongamento do tronco e com as costas completamente 
planas.
● Durante o nado crawl, qualquer movimento segmentar que crie forças com 
linhas de ação laterais em relação ao sentido de deslocamento do corpo 
provocará uma reação aplicada em outro segmento corporal, que o desviará do 
alinhamento corporal. Porém, é possível compensar a tendência lateralizante 
dos trajetos propulsivos, através do papel equilibrador dos membros inferiores 
que exercem pressão sobre a água em direções laterais, acompanhando a 
rotação sobre o eixo longitudinal e a ação dos membros inferiores.
● O movimento de pernas é uma oscilação solta dos membros inferiores, que 
realizam ações curtas, alternadas e diferenciadas, iniciando um, antes que o 
outro termine, que se dão principalmente no plano vertical, cuja importância 
se faz no equilíbrio, na propulsão e sustentação do corpo no estilo crawl.
● A pernada do nado crawl possui duas fases, sendo uma a descendente e, a 
outra, a ascendente.
● A braçada do nado crawl possui a fase aérea e a fase aquática.
● Na braçada do nado crawl é possível analisar o movimento de um braço, ou 
seja, o ciclo de braço, como também o movimento de um braço em relação ao 
outro.
● A respiração do nado crawl é composta por duas fases, sendo uma aquática 
(expiração) e outra aérea (inspiração).
● Coordenação no nado crawl significa coordenar o movimento de ambos os 
braços, coordenar o movimento dos braços com a respiração e coordenar o 
movimento de braços e pés.
114
● No nado crawl, existem diferentes técnicas de saída, dentre elas estão a saída de 
agarre, a saída de track ou de atletismo.
● É possível observar nadadores realizando duas técnicas diferentes nas viradas 
olímpicas. Em uma delas, realiza-se a cambalhota de frente, com um pequeno 
giro do corpo, realizando o impulso na borda, na posição dorsal e, girando 
no decorrer do deslize submerso, até retomar a posição de nado. Na outra 
técnica, o nadador realiza um giro maior do corpo no decorrer da cambalhota, 
realizando o impulso na borda na posição lateral.
115
AUTOATIVIDADE
1 Explique qual é a função do movimento da pernada no nado crawl.
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
2 No que condiz um “ciclo” do nado crawl?
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________
3 A pernada do nado crawl possui duas fases, sendo uma a descendente e, a 
outra, a ascendente, explique-as: 
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
4 A posição corporal no crawl é uma estrutura complexa com todos os elementos 
interagindo uns com os outros. Considerando os elementos que constituem o 
posicionamento corporal no nado crawl, leia atentamente as frases a seguir e 
marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) O posicionamento corporal deverá manter-se o mais próximo possível da 
posição hidrodinâmica fundamental, o que permitirá minimizar a força de 
arrasto hidrodinâmico a que o nadador se sujeita, assim como favorecer a 
produção de força propulsiva pela ação dos segmentos motores.
( ) O corpo deve estar o mais horizontal possível, com a cabeça em posição 
natural no prolongamento do tronco e com as costas completamente 
planas.
( ) Massa é a quantidade de substância, ou material, contida num objeto. 
Neste sentido, uma massa de substância altamente concentrada vai pesar 
mais do que uma massa com baixa concentração, contida num mesmo 
volume.
( ) Durante o nado crawl, qualquer movimento segmentar que crie forças com 
linhas de ação laterais em relação ao sentido de deslocamento do corpo 
provocará uma reação aplicada em outro segmento corporal, mas, isto não 
provocará o desviar do alinhamento corporal.
116
( ) Um fator essencial para um correto alinhamento lateral é "não cruzar os 
apoios", isto é, não ultrapassar a linha média do corpo durante a trajetória 
dos membros superiores.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, F, V.
b) ( ) F, F, F, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F. 
d) ( ) V, F, V, F, F.
e) ( ) V, F, F, V, V. 
5 A braçada do nado crawl possui a fase aérea e a fase aquática, sobre isto, 
leia atentamente as frases a seguir e marque V para aquelas que forem 
Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) A fase aérea consiste em que o braço se move sobre a água, preparando-
se para a fase aquática. Caracteriza-se por ser um movimento de trás 
para frente em relação ao sentido do nado. Esta fase se imbui de grande 
importância no gesto total, por representar o descanso, o relaxamento 
muscular, além de armar para o movimento seguinte. Levando-o à atuação 
que irá representar o ângulo ideal de colocação na água. Esta fase nunca 
poderá ser representada por um gesto conduzido e lento, mas, ao contrário, 
solto e veloz.
( ) A fase aquática é caracterizada por ser um movimento de frente para 
trás em relação ao sentido do nado, essencialmente motor e inteiramente 
subaquático. Esse movimento motor pode também ser subdividido em 
quatro fases: extensão, agarre, tração e empurre.
( ) Na fase aérea, a recuperação do braço ocorre pela lateral do corpo e por 
cima da água que obriga uma oscilação contrária, obedecendo à terceira 
Lei de Newton.
( ) Na fase aquática, o empurre é o movimento do braço que vai desde a 
máxima flexão do cotovelo, até sua extensão completa, que ocorre com o 
polegar passando próximo da coxa da perna em ação, com a palma voltada 
para dentro. É o ponto de maior velocidade na rotação dos braços.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, F, V, V.
b) ( ) V, V, V, V.
c) ( ) F, V, F, F. 
d) ( ) V, F, V, F.
e) ( ) V, F, F, V. 
117
6 No que concerne à respiração do nado crawl, leia atentamente as frases a 
seguir e marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) A respiração do nado crawl é composta por duas fases, uma aquática 
(inspiração) e outra aérea (expiração).
( ) O nadador deverá manter uma das orelhas submersas e a boca livre para 
inspiração, coincidindo com a mais alta posição do ombro durante a ação 
dos braços. É preciso que a inspiração se efetue num mínimo de tempo 
possível, daí a necessidade de abrir bem a boca para absorver o ar.
( ) A inspiração é executada depois de uma expiração forçada, é necessariamente 
reflexa e não exige a intervenção da vontade do nadador, e coincide com o 
momento em que a mão oposta ao movimento respiratório entra na água, 
e o final da ação motora da mão correspondente do lado da inspiração.
( ) A expiração é forçada e progressiva, pois desenvolve-se no mínimo 
durante um ciclo completo dos dois braços sob a água. É necessário que 
se faça explodir o ar que se está expirando imediatamente antes do rosto 
deixar a água para preparar a próxima tomada de ar.
( ) Para ser completa, a expiração deve expelir o ar ligeiramente dentro da 
água, isto é, pela boca, nariz ou nariz/boca, sem ser forte demais, a fim de 
não criar desvios excessivos de pressão no interior da caixa torácica.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, F, V.
b) ( ) F, F, V, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F. 
d) ( ) F, V, V, V, V.
e) ( ) V, F, F, V, F. 
7 Sobre a coordenação no nado crawl, assinale a alternativa incorreta:
a) ( ) Existem duas formas fundamentais de coordenação de pés e braços, o 
crawl de seis tempos e o crawl de três tempos. O crawl de dois tempos é uma 
forma intermediária. Os nadadores de velocidade tendem a utilizar o crawl 
de seis tempos e os de fundo o de dois tempos, já que este último é mais 
econômico quanto ao gasto energético que se refere.
b) ( ) Na coordenação entre os braços, se usam dois tipos de coordenação e suas 
variantes, são elas: coordenação de alcance ou distância por braçada e 
coordenação de superposição.
c) ( ) Na coordenação de alcance, os braços se alternam em suas fases de 
propulsão, bloqueando a ação propulsiva de um braço até que o outro não 
tenha terminado sua braçada.
d) ( ) Na coordenação de superposição, a mão contrária entra quando ainda a 
outra mão só completou a metade de seu percurso, esta mudança se efetua 
embaixo do peito. Iniciando o movimento para abaixo e para fora quando 
a outra mão se encontra ao final da varredura para cima e para dentro.
118
e) ( ) O momento mais importante da coordenação ocorre quando o membro 
superior entra na água e quando o outro membro superior está a 
completar o alinhamento lateral interior, o que permite ao corpo rodar 
para o lado do braço que vai iniciar a ação ascendente (membro superior 
“recuado”). Por outro lado, a extensão para frente do membro superior 
que entra na água permite que o corpo fique novamente alinhado 
enquanto a ação ascendente é realizada.
8 Na saída de agarre o nadador deverá estar posicionado sobre o bloco de 
partida e, ao sinal de partida do árbitro, o nadador deverá executar os passos 
da saída. Leia atentamente as afirmações a seguir e, posteriormente, insira 
I às frases que apresentam procedimentos corretos e II para aquelas que 
apresentam procedimentos inadequados para a realização da saída de agarre:
( ) Tracionar contra o lado inferior do bloco para fazer com que o seu corpo 
inicie o desequilíbrio à frente.
( ) Lançar a cabeça e as mãos para baixo e para trás, sob o queixo, iniciando a 
projeção do corpo para o voo.
( ) Na entrada da água, procurar fazer com que todo o corpo o faça no mesmo 
ponto onde entraram as mãos.
( ) Iniciar uma curta e rápida pernada do golfinho, aumentando 
gradativamente; iniciar a primeira braçada um pouco antes de o corpo 
atingir a superfície, de forma que isso ocorra quando o nadador estiver 
realizando a varredura para cima.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) II, II, II, II.
b) ( ) I, II, I, II.
c) ( ) II, II, I, I. 
d) ( ) I, II, I, I.
e) ( ) I, I, II, II. 
9 Cite algumas diferenças entre a saída de agarre e a saída de track ou de 
atletismo:
 ______________________________________________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
10 De acordo com a regra oficial para competições, não poderá haver saída 
falsa, ou seja, saiu antes, desequilibrou e caiu na água, será automaticamente 
desclassificado. Porém, em algumas competições há algumas exceções nessa 
regra. Explique quais são essas exceções:
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
119
TÓPICO 3
NADO COSTAS
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
O nado costas, geralmente, é o segundo a ser abordado no ensino da 
natação. A iniciação do nado costas pode ser realizada paralelamente à do nado 
crawl ou após a aprendizagem completa do mesmo (MARCON, 2002). 
O nado costas, geralmente, é o segundo a ser abordado no ensino da 
natação. A iniciação do nado costas pode ser realizada paralelamente à do nado 
crawl ou após a aprendizagem completa do mesmo (MARCON, 2002). Este nado 
exige uma boa flutuação em decúbito dorsal, sendo o bom trabalho neste aspecto 
essencial, pois, sem uma boa flutuação, o aluno terá dificuldades em aprender a 
técnica do nado costas (GOMES, 1995).
Para Machado (1998), ao contrário do que muitas pessoas pensam, o 
nado costas não é um nado que se aprende facilmente com correção, devido à 
falta de condições perceptivas nos movimentos que fogem do nosso controle 
visual, principalmente no que concerne à execução subaquática, além de uma 
certa insegurança quanto à direção. Por isso, o treinador deve ter em mente 
que está ensinando um aluno com suas condições e com seu biótipo. Neste 
sentido, ensinando por fases, o treinador estará dando maior possibilidade de 
compreensão e de percepção, oferecendo ao seu aluno uma gravura mental de 
si mesmo para que ele tenha como meta um conceito de estilo ideal. No aspecto 
técnico, é preciso que o aluno saiba que à medida que ele cresce e se fortalece, seu 
estilo toma novo rumo e, para que sempre esteja em dia com este nado, o aluno 
terá que dirigir-se a suas partes específicas. As explicações, por sua vez, devem 
ser feitas fora da água, de modo confortável para que o aluno possa se concentrar. 
O desenho do estilo auxilia muito e deve ficar sempre à vista do nadador. A cada 
introdução de nova técnica, haverá uma coincidência com demonstrações fora e 
dentro da água (MACHADO, 1998).
2 POSICIONAMENTO DO CORPO
No nado costas, o corpo deverá permanecer na horizontal em decúbito 
dorsal, realizando movimentos de rolamento laterais, em seu eixo longitudinal 
(MASSAUD, 2004). Conforme o autor, alguns nadadores possuem dificuldades 
para manter um bom alinhamento lateral devido à forma de execução dos 
movimentos de braços alternados, geralmente os direcionando demasiadamente 
para os lados, não apenas na recuperação, mas, também, na fase inicial da parte 
120
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
aquática da braçada. Em relação ao alinhamento horizontal, alguns nadadores 
mantêm a cabeça um tanto elevada, acarretando o abaixamento do quadril, 
aumentando, assim, a força de arrasto. De acordo com Massaud (2004), a cabeça 
deve permanecer apoiada na água, passando junto à parte posterior ou mediana 
das orelhas.
3 PERNADA
Os movimentos de pernas do nado costas são realizados alternadamente 
com trajetórias descendente, ascendente e laterais de acordo com o rolamento do 
tronco (MASSAUD, 2004).
 
A trajetória descendente de pernada inicia-se com o dorso de um dos pés 
alinhado com a superfície da água, com a perna estendida, posição que deverá 
permanecer até o final da fase descendente. Ao final desta fase, ocorrerá uma 
ligeira flexão da coxa sobre o tronco e da perna sobre a coxa, fazendo com que 
haja uma pequena elevação do joelho (sem que este atinja a superfície) para uma 
posterior extensão vigorosa da perna. Os pés deverão estar com flexão plantar 
e em inversão, procurando aproveitar bem a pressão realizada pelo dorso e 
pela perna (fase ascendente e lateral). Já no movimento descendente, a perna se 
mantém estendida, com o pé em flexão plantar, realizando a pressão sobre a água 
com a planta do mesmo (MASSAUD, 2004).
Para o autor, a pernada é muito importante para garantir a estabilização do 
nado costas, uma vez que os movimentos diagonais de braços submersos tendem 
a desalinhar o corpo, por isso, as pernadas diagonais, provavelmente, ajudam a 
contrabalançar esses movimentos potencialmente prejudiciais dos braços. Neste 
sentido, as pernas devem dar pernadas na direção geral de rotação do corpo, de 
modo que a natureza diagonal dessas pernadas possa facilitar o rolamento do 
corpo e cancele as tendências dos movimentos dos braços de empurrar o corpo 
para cima, para baixo e para os lados (MASSAUD, 2004). 
4 BRAÇADA
4.1 ENTRADA
A entrada do nado costas deve ser feita à frente da cabeça, entre a linha 
central e desta e a linha da direção do ombro. O braço deve estar estendido, com 
a palma da mão voltada para fora, de modo que a ponta do dedo mínimo seja a 
primeira parte do braço a entrar na água. Ela deve deslizar para dentro da água, à 
frente, de lado, com a palma da mão ligeiramente voltada para fora (MASSAUD, 
2004). Conforme o autor, alguns treinadores são rigorosos em termos da exatidão 
do ponto de entrada da mão na água, a qual deverá ser executada na direção do 
ombro, tal qual representa a figura a seguir.
TÓPICO 3 | NADO COSTAS
121
FIGURA 46 – BRAÇADA DO NADO COSTAS – ENTRADA
FONTE: Massaud (2004)
tríceps braquial
dorsal largo
glúteo maior
reto abdominal
jarrete
4.2 APOIO OU PRIMEIRA VARREDURA PARA BAIXO
O “apoio” ou “primeira varredura para baixo” consiste em uma puxada 
para baixo e para o lado em direção ao fundo da piscina e com o braço estendido, 
flexionando-se gradualmente até que a parte inferior de seu braço e a palma da 
mão estejam voltadas para trás, contra a água, no momento do agarre (MASSAUD, 
2004). A palma da mão, que ao entrar na água estava voltada para fora, deverá ir, 
gradativamente, voltando-se para baixo, ou seja, em direção ao fundo da piscina, 
mas não totalmente. Em geral, a mão estará a uma profundidade de 45 a 60 cm 
e com uma abertura de, aproximadamente, 60 cm com relação ao ombro, por 
ocasião do agarre. O braço, por sua vez, flexiona-se entre 30 e 40 graus durante 
a varredura para baixo, e o ângulo do cotovelo fica entre 140 e 150 graus ao ser 
realizado o agarre. A mão também deve estar alinhada com o antebraço devido 
ao agarre (MASSAUD, 2004, p. 110). Para o autor, esta fase da braçada não é 
tão importante quando comparada com as duas ou três fases seguintes. Por este 
motivo, o nadador deve ter essa fase como um momento de alongamento e de 
pouco gasto de energia.
122
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
FIGURA 47 – BRAÇADA DO NADO COSTAS – APOIO OU PRIMEIRA VARREDURA PARA BAIXO
FONTE: Massaud (2004)
quadríceps
bíceps braquial
dorsal largo
peitoral
maior
reto abdominal
flexor ulnar
do corpo
flexor radial
do corpo
4.3 TRAÇÃO OU PRIMEIRA VARREDURA PARA CIMA
Na “tração” ou “primeira varredura para cima” começará a existir uma 
maior eficiência propulsiva da braçada, a qual se inicia no agarre, ponto em que 
o braço começará a dirigir-se em direção à superfície, com trajetória curvilínea, 
flexionando-se o braço, até a mão atingir um ponto abaixo da superfície, onde 
poderemos observar uma flexão do antebraço em relação ao braço (em torno de 
90o a 110o), fase em que a mão, cotovelo e ombro deverão estar alinhados com o 
braço perpendicular ao corpo e cotovelo apontando para o fundo, aproximando-se 
do final da tração (MASSAUD, 2004). Conforme o autor, a mão deve permanecer 
alinhada com o antebraço durante todo esse movimento, além disso, a velocidadeda mão deve ganhar uma aceleração moderada durante todo esse movimento.
 
Ao observar um nadador praticando o nado costas na posição com a face 
voltada para baixo, notará que a primeira varredura para cima no nado costas é 
muito semelhante à varredura para dentro do nado crawl em termos do modo de 
geração da força propulsiva (MASSAUD, 2004).
TÓPICO 3 | NADO COSTAS
123
FIGURA 48 – BRAÇADA DO NADO COSTAS – TRAÇÃO OU PRIMEIRA VARREDURA PARA CIMA I
FONTE: Massaud (2004)
quadríceps
bíceps braquial
dorsal largo
peitoral
maior
glúteo
maior
jarrete
reto abdominal
flexor ulnar
do corpo
124
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
FIGURA 49 – BRAÇADA DO NADO COSTAS – TRAÇÃO OU PRIMEIRA VARREDURA 
PARA CIMA II
FONTE: Massaud (2004)
4.4 FINALIZAÇÃO OU SEGUNDA VARREDURA PARA BAIXO
A “finalização” ou “segunda varredura para baixo” é iniciada quando 
a segunda varredura para cima está sendo finalizada. Quando a mão passa o 
topo da varredura para cima, o braço movimenta-se para baixo e para trás até 
que esteja completamente estendido e abaixo da coxa. A mão deverá estar a 30 
cm de profundidade, quando esse movimento se completar (MASSAUD, 2004). 
Da passagem da tração para a finalização haverá uma aproximação do braço e 
cotovelo ao tronco, com a extensão do antebraço, projetando a mão em direção ao 
fundo, fazendo com que haja um rolamento do corpo para o lado oposto a esse 
braço e uma consequente saída do ombro do mesmo lado. A mão deve ser girada 
para baixo e para fora durante esse movimento, mantendo as pontas dos dedos 
voltadas para o lado durante todo o movimento, e ao completar a varredura, a 
palma da mão deverá estar voltada para o fundo da piscina (MASSAUD, 2004). O 
autor sugere que a velocidade das mãos deve diminuir durante a transição para 
a segunda varredura para baixo, acelerando rapidamente, em seguida, durante 
TÓPICO 3 | NADO COSTAS
125
FIGURA 50 – BRAÇADA DO NADO COSTAS – FINALIZAÇÃO OU SEGUNDA VARREDURA 
PARA BAIXO
FONTE: Massaud (2004)
todo o movimento. O autor ainda acrescenta que alguns nadadores de alto nível, 
após esta fase, antes de relaxar e liberar a mão da água, ainda conseguem fazer 
uma rápida rotação medial do antebraço, criando mais uma fase propulsiva que 
se denomina “segunda varredura para cima”.
4.5 SEGUNDA VARREDURA PARA CIMA
Assim que a segunda varredura para baixo estiver completa, a mão 
movimenta-se para cima, para trás e para dentro, na direção da superfície. Essa 
fase termina quando a mão atinge a altura da parte posterior da coxa. O braço 
deverá permanecer o tempo todo estendido. Neste sentido, a posição da mão é 
o aspecto mais importante deste movimento (MASSAUD, 2004). O autor explica 
que os nadadores que usam essa fase da braçada para propulsão hiperestendem 
sua mão ao nível do punho, de modo que a palma da mão fique inclinada para 
trás e para cima, com seus dedos apontando para baixo, na direção do fundo da 
piscina. Esse movimento é bastante parecido com as varreduras para cima dos 
nados crawl e borboleta, exceto, logicamente, o decúbito.
126
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
FIGURA 51 – BRAÇADA DO NADO COSTAS – SEGUNDA VARREDURA PARA CIMA I
FIGURA 52 – BRAÇADA DO NADO COSTAS – SEGUNDA VARREDURA PARA CIMA II
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
TÓPICO 3 | NADO COSTAS
127
FIGURA 53 – BRAÇADA DO NADO COSTAS – RECUPERAÇÃO
FONTE: Massaud (2004)
4.6 RECUPERAÇÃO
A recuperação do nado costas deverá ser feita através da retirada do 
braço estendido da água, de preferência com o polegar saindo primeiro, com a 
palma da mão voltada para a perna. Os nadadores diminuem a pressão sobre 
a água quando sua mão se aproxima das partes inferiores de sua coxa, porque 
a mão começa a deslocar-se para frente nesse momento e eles não podem gerar 
qualquer força propulsiva e, caso não o façam, correrão o risco de aumentar o 
arrasto. Os braços deverão recuperar-se elevados por sobre a cabeça e não para o 
lado e baixos, evitando-se desalinhamentos laterais. Devem estar o mais relaxado 
possível durante esta fase, até a entrada, para então iniciar-se um novo ciclo 
(MASSAUD, 2004). 
quadríceps
tríceps braquial
dorsal largo
glúteo
maior
jarrete
trapézio I e II
deltóide posterior
5 RESPIRAÇÃO
A inspiração do nado de costas deverá ser feita pela boca no momento em 
que um dos braços estiver iniciando a recuperação e o outro, o apoio. A expiração, 
por sua vez, deverá ser realizada, preferencialmente, pelo nariz, evitando, assim, 
possíveis entradas de água pelo mesmo (MASSAUD, 2004). Segundo o autor, 
talvez não seja necessário ensinar um ritmo respiratório aos nadadores, uma vez 
que, com o rosto fora da água, pode-se respirar quando quiser e cada nadador 
pode desenvolver o ritmo de respiração que seja mais eficiente para si. 
6 COORDENAÇÃO
O nado costas pode parecer fácil de se praticar devido à posição em 
decúbito dorsal, que facilita a respiração, contudo, este estilo de nado necessita de 
uma coordenação e da manutenção de uma posição perfeita para que o nadador 
apresente um bom desempenho em sua propulsão (MACHADO, 1998). 
128
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
6.1 A COORDENAÇÃO NOS MOVIMENTOS DE BRAÇOS/
PERNAS NO NADO COSTAS
A coordenação braços/pernas no nado costas deve ser realizada de forma 
que o ponto máximo ascendente da pernada coincida com o empurrão final da 
finalização da braçada do mesmo lado (MASSAUD, 2004). De acordo com o autor, 
a cada ciclo de braçada são realizados seis movimentos de pernas.
FIGURA 54 – BRAÇADA DO NADO COSTAS – MOVIMENTOS DE BRAÇOS/PERNAS NO NADO COSTAS
FIGURA 55 – BRAÇADA DO NADO COSTAS – MOVIMENTOS DOS BRAÇOS NO NADO COSTAS
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
6.2 A COORDENAÇÃO NOS MOVIMENTOS DOS 
BRAÇOS NO NADO COSTAS
Segundo Massaud (2004), quando um dos braços entra na água, o outro 
deverá estar completando a segunda varredura para cima. Enquanto o braço da 
fase aquática estiver concluindo a segunda varredura para baixo e a segunda 
varredura para cima (se houver), o outro, que recém-entrou na água, deverá 
realizar a primeira varredura para baixo até o agarre, para evitar-se o ponto 
de desaceleração, já que a primeira varredura para baixo não tem significância 
propulsiva no nado (MASSAUD, 2004).
TÓPICO 3 | NADO COSTAS
129
6.3 A COORDENAÇÃO NOS MOVIMENTOS DAS PERNAS 
NO NADO COSTAS
No nado costas, a ação das pernas é mais importante em relação à sua 
participação no nado crawl (CATTEAU; GAROFF, 1990). Isto porque a ação das 
pernas contribui para a propulsão do nadador, além de atuar na estabilidade 
do corpo, visto que no nado costas as ações motoras dos braços situam-se 
alternativamente afastadas do eixo de deslocamento.
 
De acordo com Catteau e Garoff (1990, p. 156), a coordenação dos 
movimentos das pernas no nado costas compreende duas fases, a saber: 
• Fase descendente, na qual o pé, a perna e a coxa, que estão em extensão, 
penetram na água e o pé fica no prolongamento da perna.
• Fase ascendente, onde o pé dirige-se deliberadamente para dentro, apresentando 
maior superfície propulsora. Tal rotação interna do pé é parcialmente transmitida 
para o joelho. Assim, o movimento se inicia, o levantamento da coxa precede 
o da perna, cujos músculos extensores não podem vencer bruscamente o peso 
da massa de água. Na sequência do movimento, a perna recupera esse atraso 
para chegar novamente estendida ao ponto morto alto, na superfície ou muito 
pouco acima da superfície. 
7 SAÍDAS E VIRADAS
7.1 A SAÍDA DO NADO COSTAS
A saída do nado costas não recebe a mesma importância que é dada aos 
demais estilos de nado (MACHADO, 1998). Segundo o autor, o motivo pode ser a 
posição da saída, que pode ser considerada cômoda, a qual possui como principal 
preocupação impulsionar-se para trás. Porém, à medida que o nadador avança, 
podem-se encontrar falhas decorrentes de uma saída mal executada. 
Antigamente, na saída de competição do nado costas, o nadador, nasprovas de piscinas curtas (25 metros), podia colocar-se de pé na caneleta durante 
a partida (MASSAUD, 2004). Segundo o autor, isto facilitava muito a projeção do 
corpo do nadador sobre a água. Contudo, esta regra foi modificada, obrigando os 
nadadores a manterem seus pés abaixo do nível da água no momento da partida. 
 
Nas competições, as saídas do nado costas devem ser realizadas do bloco 
de partida, onde o nadador se posiciona, conforme os comandos do árbitro de 
partida. Massaud (2204, p. 124) descreve as fases da saída do nado costas:
• Posicionar-se de pé atrás do bloco de partida da raia em que for nadar.
130
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
FIGURA 56 – SAÍDA DO NADO COSTAS – FASE I
FIGURA 57 – SAÍDA DO NADO COSTAS – FASE II
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
• Ao sinal do primeiro apito longo, o nadador estará autorizado a entrar na 
piscina.
• Já com os nadadores dentro da água, o árbitro dará um novo apito, onde os 
nadadores deverão tomar posição no bloco de partida, mantendo seus pés 
abaixo do nível da água.
TÓPICO 3 | NADO COSTAS
131
FIGURA 58 – SAÍDA DO NADO COSTAS – FASE III
FONTE: Massaud (2004)
• Ao comando do árbitro de “às suas marcas”, todos os nadadores deverão se 
posicionar, flexionando os braços e pescoço, a cabeça ficará encaixada entre 
os braços e o quadril próximo aos pés. Neste momento da saída, o nadador 
tentará colocar o seu corpo mais alto em relação à superfície, ou seja, mais 
próximo ao bloco, para a realização do voo da partida ao comando do árbitro.
bíceps braquial
redondo
maior
dorsal largo
jarrete
trapézio IV
deltóide posterior
• Assim que todos os nadadores estiverem posicionados, imóveis, o árbitro dará 
o comando de partida.
• Ao sinal de partida, o nadador deverá iniciar a extensão do pescoço (como 
se tentasse olhar para a borda oposta à da saída) e elevação do quadril para, 
logo em seguida, soltar suas mãos do bloco, lançando seus braços em direção 
à cabeça e aproximando as mãos para a entrada da água. O corpo, durante o 
voo, deverá ficar em uma posição semelhante à ponte (da ginástica olímpica), 
em uma trajetória paralela à água sem subir muito.
132
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
FIGURA 59 – SAÍDA DO NADO COSTAS – FASE IV
FIGURA 60 – SAÍDA DO NADO COSTAS – FASE V
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
quadríceps
glúteo
maior
jarrete
paravertebral
gastrocnêmio
e sóleo
deltóide
posterior
• A posição ideal de entrada do corpo na água é de forma que por onde 
entrarem as mãos, deverá entrar, progressivamente, o resto do corpo.
TÓPICO 3 | NADO COSTAS
133
FIGURA 61 – SAÍDA DO NADO COSTAS – FASE VI
FIGURA 62 – SAÍDA DO NADO COSTAS – FASE VII
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
• No deslocamento submerso o corpo deverá atingir uma profundidade em 
torno de 50 a 60 cm abaixo da superfície. Durante este deslocamento, o 
nadador deverá executar a pernada de golfinho, com o corpo bem alinhado, 
até o máximo 15 metros.
134
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
7.2 VIRADA DO NADO COSTAS
Para a realização da virada do nado costas, os nadadores se orientam 
pelas bandeirinhas demarcatórias que ficam a cinco metros das duas cabeceiras, 
sobre a mesma posição onde as balizas mudam de cor, para a mesma referência 
em outros estilos de nado (MACHADO, 1998). De acordo com o autor, quando 
o nadador passar pela demarcação, sentindo-se próximo da parede, executará 
uma revolução no corpo, ficando de bruços, em posição de nado crawl, fará a 
aproximação e realizará a virada como se fosse de nado livre, reto sobre o eixo 
do corpo, e realizará a virada com um forte impulso na parede com ambas as 
mãos para trás e unidas. Executará as “golfinhadas” e iniciará o nado, conforme 
realizado no momento da saída. O nadador não pode esquecer que os braços 
ficam unidos, comprimindo a cabeça, com as mãos se sobrepondo até o início 
do nado (MACHADO, 1998). Ainda conforme o autor, quando é realizada a 
propulsão, há um pequeno deslize, as pernas iniciam o movimento de golfinho, 
a expiração é efetuada sob a água, um dos braços realiza uma poderosa braçada 
que leva o corpo para a superfície e, iniciando nado completo, evitando respirar 
até que o equilíbrio tenha sido dominado na segunda ou terceira braçada.
 
Segundo Massaud (2004), para realizar a virada do nado costas, ao se 
aproximarem à borda, os nadadores, com o objetivo de virar e retornar, deverão 
girar o corpo, passando da posição dorsal para a ventral, realizando um único 
movimento de braço, semelhante à braçada de crawl, com a cambalhota, assim que 
este atinja a coxa. O autor explica que estes movimentos deverão ser realizados 
de forma contínua e o nadador deverá estar na posição dorsal, antes que os 
pés deixem a parede da piscina, evitando-se uma possível desclassificação. As 
viradas do nado costas são parecidas com as viradas olímpicas de nado crawl e 
são realizadas da seguinte maneira, conforme Massaud (2004):
• Realizar um aumento da velocidade do nado para facilitar a cambalhota.
FIGURA 63 – VIRADA DO NADO COSTAS – FASE I
FONTE: Massaud (2004)
TÓPICO 3 | NADO COSTAS
135
FIGURA 64 – VIRADA DO NADO COSTAS – FASE II
FIGURA 65 – VIRADA DO NADO COSTAS – FASE III
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
• Realizar a mudança da posição dorsal para ventral quando o nadador estiver 
a uma distância da borda, ao fazer esta mudança, ele realiza somente um 
movimento com um dos braços na posição ventral, enquanto o outro o 
aguarda junto ao corpo, para logo a seguir realizar o giro.
• Realizar a inversão das mãos com uma pernada de golfinho executando a 
cambalhota.
bíceps braquial
peitoral
maior flexor ulnar
do corpo
dorsal largo
quadríceps
reto abdominal
tríceps braquial
dorsal largo
quadríceps
gastrocnêmio e sóleo
136
UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS
FIGURA 66 – VIRADA DO NADO COSTAS – FASE IV
FIGURA 67 – VIRADA DO NADO COSTAS – FASE V
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
• No momento em que os pés tocarem na borda (na mesma profundidade do 
quadril), os braços estarão prontos à frente, para a realização do impulso, não 
devendo existir movimentos de braços que ajeitar o corpo.
• Assim que os pés tocarem a borda, executar a impulsão, realizando o deslize 
em decúbito dorsal, com os braços estendidos à frente, pressionando as 
orelhas e mãos sobrepostas.
• Realizar a pernada de golfinho até, no máximo, a distância de 15 metros 
submersos.
glúteo
maior
jarrete
reto abdominal quadríceps
gastrocnêmio
e sóleo
137
RESUMO DO TÓPICO 3
Nesse tópico, você viu que:
●	 O nado costas, geralmente, é o segundo a ser abordado no ensino da natação.
●	 A iniciação do nado costas pode ser realizada paralelamente à do nado crawl 
ou após a aprendizagem completa dele.
●	No nado costas, o corpo deverá permanecer na horizontal em decúbito dorsal.
●	Na pernada do nado costas há uma fase denominada descendente e outra 
chamada ascendente.
●	 A pernada é muito importante para garantir a estabilização do nado costas.
●	No nado costas a ação das pernas é mais importante em relação à sua 
participação no nado crawl.
●	 A braçada do nado costas possui diferentes fases, são elas: entrada, apoio 
ou primeira varredura para baixo, tração ou primeira varredura para cima, 
finalização ou segunda varredura para baixo, segunda varredura para cima e a 
recuperação.
●	 A inspiração do nado de costas deverá ser feita pela boca e a expiração deverá 
ser realizada, preferencialmente, pelo nariz.
●	 Algumas pessoas acreditam que o desenvolvimento do nado costas é mais 
fácil, em relação aos demais estilos, devido à posição em decúbito dorsal, a 
qual facilita a respiração. Todavia, no nado costas há uma alta demanda pela 
coordenação do nadador para que que este apresente uma boa propulsão.
●	Nas competições, as saídas do nado costas devem ser realizadas do bloco de 
partida, onde o nadador se posiciona, conformeos comandos do árbitro de 
partida.
●	 Para a realização da virada do nado costas, os nadadores se orientam pelas 
“bandeirinhas” demarcatórias” e, ao se aproximarem da borda, passam da 
posição dorsal para a ventral.
138
1 Descreva qual é o correto posicionamento do corpo para a realização do nado 
costas.
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
2 Quais são as suas fases da pernada do nado costas? Explique-as: 
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
3 No nado costas, a ação das pernas é mais importante em relação à sua 
participação no nado crawl. Explique por quê.
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
4 Sobre a braçada do nado costas, leia atentamente as frases e marque V para 
aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) A braçada do nado costas possui diferentes fases, são elas: entrada, apoio 
ou primeira varredura para baixo, tração ou primeira varredura para 
cima, finalização ou segunda varredura para baixo, segunda varredura 
para cima e a recuperação.
( ) A entrada do nado costas deve ser feita à frente da cabeça, entre a linha 
central e desta e a linha da direção do ombro. O braço deve estar estendido, 
com a palma da mão voltada para fora, de modo que a ponta do dedo 
mínimo seja a primeira parte do braço a entrar na água. Ela deve deslizar 
para dentro da água, à frente, de lado, com a palma da mão ligeiramente 
voltada para fora.
( ) O “apoio” ou “primeira varredura para baixo” consiste em uma puxada 
para baixo e para o lado em direção ao fundo da piscina e com o braço 
estendido, flexionando-se gradualmente até que a parte inferior de 
seu braço e a palma da mão estejam voltadas para trás, contra a água, 
no momento do agarre. A palma da mão, que ao entrar na água estava 
voltada para fora, deverá ir, gradativamente, voltando-se para baixo, ou 
seja, em direção ao fundo da piscina, mas não totalmente. Esta pode ser 
considerada a fase mais importante da braçada do nado costas.
( ) Na “tração” ou “primeira varredura para cima” começará a existir uma 
maior eficiência propulsiva da braçada, a qual se inicia no agarre, ponto 
em que o braço começará a dirigir-se em direção à superfície, com trajetória 
AUTOATIVIDADE
139
curvilínea, flexionando-se o braço, até a mão atingir um ponto abaixo da 
superfície, onde poderemos observar uma flexão do antebraço em relação 
ao braço (em torno de 90o a 110o), fase em que a mão, cotovelo e ombro 
deverão estar alinhados com o braço perpendicular ao corpo e cotovelo 
apontando para o fundo, aproximando-se do final da tração.
( ) A “finalização” ou “segunda varredura para baixo” é iniciada quando a 
segunda varredura para cima está sendo finalizada. Quando a mão passa 
o topo da varredura para cima, o braço movimenta-se para baixo e para 
trás até que esteja completamente estendido e abaixo da coxa. Assim que a 
segunda varredura para baixo estiver completa, a segunda varredura para 
cima é iniciada. Assim, a mão movimenta-se para cima, para trás e para 
dentro, na direção da superfície. Essa fase termina quando a mão atinge 
a altura da parte posterior da coxa. O braço deverá permanecer o tempo 
todo estendido.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, F, V, V.
b) ( ) F, F, F, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F. 
d) ( ) V, F, V, F, F.
e) ( ) V, F, F, V, V. 
5 Explique como ocorre a fase denominada “recuperação” na braçada do nado 
costas.
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
6 Explique o mecanismo da respiração do nado costas, considerando a 
inspiração e a expiração.
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
7 Sobre a coordenação no nado costas, leia atentamente as frases e marque V 
para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) Algumas pessoas acreditam que o desenvolvimento do nado costas é mais 
fácil, em relação aos demais estilos, devido à posição em decúbito dorsal, 
a qual facilita a respiração.
( ) No nado costas, o nadador necessita de uma coordenação e da manutenção 
de uma posição perfeita para que apresente um bom desempenho em sua 
propulsão.
140
( ) A coordenação braços/pernas no nado costas deve ser realizada de forma 
que o ponto máximo ascendente da pernada coincida com o empurrão 
final da finalização da braçada do mesmo lado.
( ) Na movimentação dos braços, quando um dos braços entra na água, o 
outro deverá completar a segunda varredura para cima. Enquanto o braço 
da fase aquática estiver concluindo a segunda varredura para baixo e a 
segunda varredura para cima (se houver), o outro, que recém-entrou na 
água, deverá realizar a primeira varredura para baixo até o agarre, para 
evitar-se o ponto de desaceleração.
( ) A ação das pernas contribui para a propulsão do nadador, além de atuar 
na estabilidade do corpo, visto que no nado costas as ações motoras dos 
braços situam-se alternativamente afastadas do eixo de deslocamento.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, V, V.
b) ( ) F, F, F, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F. 
d) ( ) V, F, V, F, F.
e) ( ) V, F, F, V, V. 
8 Sobre a saída do nado costas, assinale a alternativa incorreta:
a) ( ) Nas competições atuais, as saídas do nado costas devem ser realizadas 
do bloco de partida, onde o nadador se posiciona da maneira que se 
sinta melhor para obter uma eficiente impulsão no momento da saída.
b) ( ) Antigamente, nas saídas de competição do nado costas, o nadador, 
nas provas de piscinas curtas (25 metros), podia colocar-se de pé na 
caneleta durante a partida, isto facilitava muito a projeção do corpo do 
nadador sobre a água.
c) ( ) A principal preocupação do nadador na saída do nado costas é 
impulsionar-se para trás.
d) ( ) Nas competições de nado costas, ao comando do árbitro de “às suas 
marcas”, todos os nadadores deverão se posicionar, flexionando os 
braços e pescoço, a cabeça ficará encaixada entre os braços e o quadril 
próximo aos pés. Neste momento da saída, o nadador tentará colocar 
o seu corpo mais alto em relação à superfície, ou seja, mais próximo ao 
bloco, para a realização do voo da partida ao comando do árbitro.
e) ( ) Nas competições de nado costas, ao sinal de partida, o nadador 
deverá iniciar a extensão do pescoço (como se tentasse olhar para a 
borda oposta à da saída) e elevação do quadril para, logo em seguida, 
soltar suas mãos do bloco, lançando seus braços em direção à cabeça 
e aproximando as mãos para a entrada da água. O corpo, durante o 
voo, deverá ficar em uma posição semelhante à ponte (da ginástica 
olímpica), em uma trajetória paralela à água sem subir muito.
141
9 Explique por que a saída do nado costas não recebe a mesma importância que 
é dada aos demais estilos de nado e por que isto pode acabar prejudicando o 
desempenho do nadador.
 ___________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________
10 Por estarem em decúbito dorsal, os nadadores não conseguem enxergar a 
parede da piscina. Sendo assim, como identificam o momento em que devem 
realizar a “virada”? E de que forma a realizam? Explique:
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
142
143
UNIDADE 3
METODOLOGIA DO ENSINO DA 
NATAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir desta unidade você será capaz de:
• conhecer aspectos históricos do nado peito;
• aprender aspectos técnicos do nado peito;
• entender os princípios da pernada, da braçada, da respiração, da coorde-
nação e das saídas e viradas do nado peito;
• conhecer aspectos históricos do nado borboleta;
• aprender aspectos técnicos do nado borboleta;
• entender os princípios da pernada, da braçada, da respiração, da coorde-
nação e das saídas e viradas do nado borboleta;
• aprender as regras competitivas da natação.
Essa unidade está dividida em três tópicos. No final de cada um deles, você 
encontrará atividades que reforçarão o seu aprendizado.
TÓPICO 1 – NADO PEITO
TÓPICO 2 – NADO BORBOLETA
TÓPICO 3 – REGRAS COMPETITIVAS
144
145
TÓPICO 1
NADO PEITO
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
De acordo com Mansoldo (2009), o nado peito é o nado mais antigo de que 
se tem notícia em termos de sua utilização e de seu ensinamento. Para o autor, 
sua grande utilização no passado foi com fins bélicos, pois a melhor maneira de 
surpreender o inimigo no mar era fazer uma aproximação noturna no barco e, 
com um pelotão de ataque armado de punhais seguros pela boca, nadar até a 
outra embarcação e dizimar o inimigo. Pela posição do corpo, totalmente apoiado 
na água, e pela possibilidade de manter a cabeça fora da água, o nado de peito 
sempre foi o nado adotado pelos homens do mar, tanto pelos soldados gregos, 
romanos e vikings, como pelos bucaneiros, isto é, piratas.
 
Os demais nados nasceram da evolução do nado peito. No caso do nado 
crawl, por exemplo, conforme Mansoldo (2009), tudo começou quando um inglês 
tentou nadar o nado peito, tirando um dos braços da água, até que ambos foram 
tirados alternadamente e chegou-se ao nado crawl atual. O nado borboleta, por sua 
vez, não fugiu à regra, tendo sido criado a partir de uma inovação na recuperação 
aérea de ambos os braços. Lançada pelos húngaros, causou furor nas Olimpíadas 
de 1952, em Helsinque, e, a partir da edição de 1956, em Melbourne, o nado peito, 
tirando os dois braços da água, tornou-se o nado borboleta de hoje.
O nado peito é o nado mais lento dentre todos os nados, pois todos os 
seus movimentos são realizados dentro da água, não havendo fase aérea de 
recuperação (MANSOLDO, 2009). Segundo o autor, antigamente o nado peito 
era chamado de nado clássico e guarda a tradição de um nado europeu, sendo 
muito utilizado pelos senhores da terceira idade por ser um nado estável, sem 
rolamentos, ter um grande campo visual e, em alguns casos, poder ser nadado até 
com a cabeça fora da água. 
A característica que mais chama a atenção no nado peito é a sua enorme 
propulsão de pernas, tendo sido iniciado no passado com movimentos de tesoura. 
Atualmente, sua movimentação em cunha, similar aos movimentos de perna 
de rã, porém com os joelhos para dentro distantes o equivalente à largura do 
quadril, transfere ao nadador um forte impulso, fazendo com que este nado tenha 
um grande equilíbrio entre as forças de braços e pernas, aproximadamente 50% 
(MANSOLDO, 2009). Sendo um nado de pernas e braços, ele tem praticamente o 
mesmo resultado propulsivo, o nadador terá que se compenetrar em executar os 
movimentos no tempo certo, para que um movimento não iniba o outro, agindo 
assim, fica caracterizado um nado descontínuo, no qual ocorrem as braçadas 
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
146
seguidas de golpes de pernada, cada um a seu momento. A prática da pernada do 
nado peito atual é utilizada em larga escala em alguns esportes aquáticos, como o 
nado sincronizado, em que o uso da pernada poderá ser simultâneo ou alternado, 
e o polo aquático, cujo goleiro na maior parte do tempo faz uso da pernada do 
nado peito para poder se sustentar e saltar na água. Tal pernada também é usada 
em salvamento para resgate e transporte de vítimas de afogamento, tanto em 
piscinas como em águas abertas (MANSOLDO, 2009).
2 PERNADA DO NADO PEITO
A pernada do nado peito passou por grandes mudanças no ano de 1968, 
quando Counsilman demonstrou que a pernada utilizada até aquele momento, a 
qual era realizada em forma de cunha, não era efetiva para projetar a água para 
trás. Para provar isto, ele colocou água colorida entre as pernas dos nadadores e 
solicitou que eles realizassem o movimento da pernada em forma de cunha. Assim, 
Counsilman comprovou que não havia o deslocamento da água para trás, como 
era o desejado pelos nadadores. Com a ajuda do nadador de nado peito “Chat 
Jastremski”, eles revolucionaram a pernada deste estilo de nado, apresentando 
a forma de ação das pernas no estilo de chicotadas estreitas, tal qual é utilizada 
pela maioria dos nadadores do nado peito até a atualidade (MASSAUD, 2004). 
O autor explica que esta forma de movimentação das pernas, em chicotadas, 
possui semelhança com os movimentos de uma hélice, onde os pés palmateiam 
para fora, para baixo e para dentro, assim como para trás. As solas dos pés são 
as superfícies propulsivas principais, deslocando a água para trás como fólios e 
não as empurrando para trás como remos. A pernada do nado peito é composta 
por quatro fases, quais sejam: recuperação, varredura para fora, varredura para 
dentro e sustentação e deslizamento.
2.1 FASE DE VARREDURA PARA FORA
Os pés devem estar flexionados e girados para fora nos tornozelos, de 
modo que as plantas estejam voltadas para fora e para trás e executarão um 
movimento circular com pressão simultânea no sentido lateral para fora, para 
baixo (em direção ao fundo) e alguma coisa para trás, sendo que, quanto menos 
os pés se deslocarem para trás, melhor será a eficácia da sustentação (pressão 
realizada pelos pés na água), melhorando, assim, a propulsão (MASSAUD, 2004; 
MAGLISCHO, 2010).
TÓPICO 1 | NADO PEITO
147
FIGURA 68 – FASE DE VARREDURA PARA FORA NA PERNADA DO NADO PEITO
FIGURA 69 – FASE DE VARREDURA PARA DENTRO NA PERNADA DO NADO PEITO
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
grácil
glúteo médio
jarrete
gastrocnêmio
e sóleo
quadríceps
2.2 FASE DE VARREDURA PARA DENTRO
No meio da trajetória da extensão das pernas, que foi iniciada na fase 
anterior, chamada de agarre, os pés e as pernas movimentam-se, principalmente, 
para dentro, para baixo e para trás. As solas dos pés deverão posicionar-se 
voltadas para baixo e para dentro, até ficarem voltadas somente para dentro 
ao completarem a fase. A pressão realizada pelos pés e sua velocidade devem 
aumentar continuamente durante toda a fase, com o ponto de pico ocorrendo 
imediatamente antes dos pés reduzirem a pressão contra a água, para dar início à 
sustentação (MASSAUD, 2004; MAGLISCHO, 2010).
glúteo médio
quadrícepstibial anterior
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
148
2.3 FASE DE SUSTENTAÇÃO E DESLIZAMENTO
Essa fase é a continuidade do movimento circular da varredura para 
dentro, no qual, ao se liberar a pressão contra a água para baixo e para dentro, 
um pouco antes da união dos pés, eles projetar-se-ão em direção à superfície, 
finalizando a ação propulsiva da pernada e iniciando a sustentação. As pernas 
subirão até que estejam alinhadas com o corpo em uma posição imediatamente 
abaixo da superfície. Então, inicia-se a fase de deslizamento das pernas. Neste 
momento é importante que se mantenham as pernas em posiçãohidrodinâmica 
para que não prejudique a ação propulsiva dos braços. Quando as pernas se 
estenderem, os pés se unirão, com as plantas, uma voltada para a outra, por meio 
da flexão plantar e inversão dos pés (MASSAUD, 2004; MAGLISCHO, 2010).
2.4 FASE DE RECUPERAÇÃO
O movimento de flexão das pernas, chamado de “recuperação”, deverá 
ser um movimento mais descontraído, isto é, com menor gasto energético, 
e a extensão, onde se realiza o apoio necessário ao deslocamento, deverá ser 
executada com vigor, com potência (MASSAUD, 2004). Conforme o autor, os 
pés devem deslocar-se para frente, juntos, em flexão plantar, permitindo que 
os dedos estejam apontados para trás. Durante a recuperação, os pés e a perna 
deverão deslocar-se à frente, dentro da linha do quadril, de modo que a perna 
esteja na direção da coxa. Os calcanhares deverão aproximar-se dos glúteos para 
possibilitar uma boa amplitude do movimento propulsivo, por meio da flexão dos 
joelhos. Os joelhos poderão afastar-se um pouco, facilitando o movimento, mas, 
não mais que a largura dos ombros, o que resultaria em um aumento significativo 
do arrasto. 
De acordo com Massaud (2004), a coordenação entre a recuperação das 
pernas e a devolução da cabeça à água é muito importante para o desempenho dos 
nadadores de peito, de estilo ondulante. Eles poderão reduzir significativamente 
o arrasto durante a recuperação das pernas, mantendo a cabeça e os ombros acima 
do nível da água, até que as pernas se recuperem completamente e comecem a 
varredura para fora. Isto fará com que o ligeiro abaixamento do quadril possibilite 
a recuperação das pernas sobre a coxa, com os pés dirigindo-se em direção ao 
glúteo e evitando-se a flexão da coxa sobre o tronco. 
TÓPICO 1 | NADO PEITO
149
FIGURA 70 – FASE DE RECUPERAÇÃO NA PERNADA DO NADO PEITO
FONTE: Massaud (2004)
glúteo médio
jarrete
quadrícepstibial anterior
3 BRAÇADA DO NADO PEITO
3.1 FASE DE APOIO DA BRAÇADA
OU VARREDURA PARA FORA
Conforme Massaud (2004), a braçada do nado peito caracteriza-se por 
possuir ênfase na lateralidade dos movimentos. Isto porque, partindo com os 
braços estendidos à frente da cabeça, mãos juntas, o início da braçada é realizado 
com pressão para os lados e ligeiramente para o fundo, isto denomina-se “fase 
de apoio da braçada ou varredura para fora”. Durante essa abertura dos braços, 
as mãos, inicialmente voltadas para baixo, vão girando lentamente para fora até 
ultrapassarem as linhas dos ombros, ponto em que elas, além da pressão lateral, 
exercerão um movimento para baixo, alcançando o agarre. Durante essa fase, o 
nadador não deve permitir que haja grande afastamento dos braços, para que 
no momento de tração (movimento de aproximação dos braços ao corpo), as 
mãos não ultrapassem a linha dos ombros e/ou do rosto. As mãos se deslocarão 
inclinadas, tendo como bordo de ataque o dedo mínimo e o de fuga, o polegar. 
Alguns nadadores, no início desta fase, realizam uma ligeira flexão do punho, o 
que é aceitável, mas, ao alcançarem o agarre, suas mãos e seus antebraços deverão 
estar alinhados (MASSAUD, 2004; MAGLISCHO, 2010).
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
150
No momento do agarre, ponto de transição da varredura para fora e da 
varredura para dentro, os braços devem estar com uma flexão de 30 a 40 graus no 
cotovelo, de forma que os braços e as mãos alcancem uma orientação retrógrada. 
Os braços deverão movimentar-se para fora e para baixo por cerca de 50 a 80 cm, 
antes de alcançarem essa orientação. 
FIGURA 71 – FASE DE APOIO DA BRAÇADA OU VARREDURA PARA FORA NO NADO PEITO
FONTE: Massaud (2004)
trapézio I e II
bíceps braquial
peitoral
maior
reto abdominal
braquiorradial
TÓPICO 1 | NADO PEITO
151
3.2 TRAÇÃO OU VARREDURA PARA DENTRO 
Após o apoio da braçada, realiza-se a “tração” ou “varredura para dentro”, 
a qual consiste em um movimento de pressão do antebraço, inicialmente para 
dentro e para baixo, e também para dentro e para cima, onde existirá flexão do 
antebraço sobre o braço e adução do braço junto ao corpo, com união das mãos. 
Os cotovelos deverão manter-se elevados, e as mãos e antebraços giram para 
baixo e para dentro, em torno deles. Na finalização deste movimento da braçada, 
as mãos deverão estar juntas, à frente da linha dos ombros (posição de reza), 
alcançando um ângulo de 80 graus nos cotovelos. No decorrer da varredura para 
dentro, as mãos deverão permanecer alinhadas com os antebraços. Nesta fase, 
o bordo de ataque passa a ser o polegar e o de fuga, o dedo mínimo, ou seja, o 
inverso da fase inicial da braçada. É nessa fase que as mãos atingirão a maior 
velocidade, que deve ser máxima (MASSAUD, 2004). Segundo o autor, estudos 
realizados com nadadores do estilo peito, em nível mundial, mostraram que nesta 
fase os nadadores chegam a alcançar velocidade de 5/6 m/s, sendo esta a fase mais 
potente e propulsiva da braçada. É no início desta fase que o nadador iniciará o 
movimento de elevação para a respiração, para, durante ou após a recuperação 
dos braços, devolver o rosto à água.
3.3 RECUPERAÇÃO 
Finalizada a tração, inicia-se a última fase do ciclo da braçada, a qual 
se denomina “recuperação” e onde se observa o direcionamento das mãos à 
frente, próximas à superfície, ou sobre esta, e ao final desta ocorrerá ou não o 
deslize, para logo a seguir, iniciar-se um novo ciclo de braçada (MASSAUD, 
2004). Conforme o autor, existem basicamente três formas de se recuperar os 
braços à frente, quais sejam: as mãos dos nadadores deslocam-se um pouco sob 
a superfície; as mãos deslizam na superfície; as mãos deslizam na superfície sem 
que os cotovelos saiam da água, com exceção da última braçada de uma prova. 
Em todas essas formas, tem-se observado nadadores alcançando sucesso, o que 
nos leva a acreditar que seria conveniente, na formação de atletas, a possibilidade 
de experimentar as diferentes formas para se utilizar aquele que lhe dê o melhor 
desempenho (MASSAUD, 2004; MAGLISCHO, 2010).
4 RESPIRAÇÃO NO NADO PEITO
Durante a pressão inicial da braçada (apoio), o nadador deverá realizar 
a expiração. Quando o nadador realizar a tração, estará elevando o tronco e, 
consequentemente, retirando o rosto da água, realizando a inspiração. No 
momento do lançamento dos braços à frente, na recuperação, ele retornará o rosto 
à água (MASSAUD, 2004). De acordo com o autor, os nadadores de peito realizam 
uma respiração para cada ciclo de braçada, independentemente da distância da 
prova: 50, 100 ou 200m. 
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
152
5 COORDENAÇÃO NO NADO PEITO
5.1 COORDENAÇÃO BRAÇOS/PERNAS 
De acordo com Massaud (2004), a coordenação no nado peito, de braços e 
pernas, caracteriza-se por movimentos alternados, a saber:
• Apoio da braçada: pernas permanecem estendidas;
• Tração da braçada: pernas permanecem estendidas;
• Início da recuperação da braçada: início da fase lenta da recuperação das 
pernas;
• Segunda metade da recuperação da braçada: fase rápida da recuperação das 
pernas;
• Final da recuperação da braçada: ação, pressão das pernas (extensão).
Conforme o autor supracitado, há três classificações para esta coordenação 
de braços e pernas, quais sejam:
• Deslizante: o nadador, a cada ciclo de braçada e pernada, antes de iniciar o 
novo ciclo, realiza um pequeno deslize, ou seja, mantém o seu corpo estendido 
antes de iniciar um novo ciclo. Ocorrerá um pequeno intervalo entre o término 
da pernada e o início da braçada seguinte. Esta forma de execução do nado 
é indicada para nadadores iniciantes para facilitar a coordenação e melhor 
execução das técnicas de braçada e pernada.
• Contínua: o nadador não fará mais a parada dos braços à frente, realizando o 
deslize. Sempre ao finalizar a recuperação da braçada, imediatamente após, ele 
dará início a um novo ciclo, ou seja, assim que as pernas estiverem se unindo, 
os braços estarão se abrindo.
• Superposição: a braçada começa antes que se tenha completado a pernada, 
ou seja, no momento em que as pernas se unem,os braços estão no final na 
varredura para fora, no agarre.
Em geral, os treinadores de natação concordam que a coordenação por 
deslizamento é menos efetiva em relação às outras, pois os nadadores desaceleram 
desde o momento em que terminam a pernada até o começo da fase propulsiva de 
braço, que é iniciada no agarre (no momento do início da varredura para dentro).
6 ESTILOS DE NADO PEITO
Há dois estilos de nado peito utilizados pelos nadadores, a saber: estilo 
plano ou convencional e estilo ondulante, golfinho ou europeu (MASSAUD, 
2004).
TÓPICO 1 | NADO PEITO
153
6.1 ESTILO PLANO OU CONVENCIONAL
O estilo plano ou convencional do nado peito caracteriza-se por uma 
posição horizontal do corpo, com os quadris permanecendo sempre o mais 
próximo possível da superfície, durante todas as fases do nado. A respiração 
é efetuada pelo levantamento e abaixamento da cabeça, evitando-se elevar o 
tronco, para que não haja reação de abaixamento do quadril. Este estilo de nado, 
conforme Massaud (2004, p. 157), caracteriza-se por: 
• O nadador mantém-se na horizontal, durante o tempo todo na recuperação da 
pernada.
• O nadador mantém seus ombros submersos.
• À medida que o nadador vai realizando a recuperação da braçada (submersa), 
simultaneamente ele vai retornando o rosto à água.
• Devido à manutenção permanente da posição do corpo na horizontal, o nadador 
necessita realizar um maior abaixamento das coxas (maior flexão da coxa sobre 
o tronco), pressionando, assim, a água para frente (grande interferência do 
fluxo laminar da água) e, consequentemente, criando um grande arrasto.
6.2 ESTILO ONDULANTE, GOLFINHO OU EUROPEU
O estilo ondulante, golfinho ou europeu do nado peito é a forma mais 
utilizada atualmente nos grandes campeonatos. Este estilo, conforme Massaud 
(2004, p. 157), é caracterizado por: 
• O nadador não se mantém na horizontal e tende a elevar os quadris ao final 
da pernada; a cabeça e os ombros saem fora da água, quando os nadadores 
respiram, e os quadris sofrem um abaixamento devido a esta elevação.
• O nadador tende a realizar uma recuperação dos braços com as mãos bem 
próxima à superfície ou sobre ela (recuperação aérea) e somente coloca o seu 
rosto na água no final da recuperação da braçada.
• Devido à maior elevação do tronco e, consequentemente, ao abaixamento 
do quadril, o nadador deste estilo realiza uma menor flexão da coxa sobre o 
tronco, assim, tende a interferir menos no fluxo laminar da água, criando um 
menor arrasto.
7 SAÍDA DO NADO PEITO
De acordo com Massaud (2004), o processo inicial de saída na prova 
de nado peito é semelhante ao das provas de estilo livre. Segundo o autor, as 
diferenças estão a partir do deslize realizado logo após a entrada na água, a saber: 
• Após a entrada do nadador na água, ele deverá permanecer com o seu corpo 
bem alinhado, com os braços estendidos à frente e com as mãos juntas e 
sobrepostas.
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
154
FIGURA 72 – FASE 1 DA SAÍDA DO NADO PEITO
FIGURA 73 – FASE 2 DA SAÍDA DO NADO PEITO
FIGURA 74 – FASE 3 DA SAÍDA DO NADO PEITO
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
• No momento em que sentir que a sua velocidade de deslocamento está 
começando a diminuir, ele deverá realizar a primeira braçada, semelhante ao 
movimento da fase aquática da braçada de golfinho, permanecendo com os 
braços colados ao corpo até o momento em que sinta que a sua velocidade de 
deslocamento submerso é significativa. 
• A seguir, o nadador, ainda submerso, fará a recuperação dos braços, sob o 
corpo, mantendo mãos, antebraços, braços e cotovelos o mais próximo possível 
do corpo, minimizando a resistência frontal criada por esta movimentação.
• A partir do momento em que as mãos estiverem passando sob o rosto, as 
pernas iniciarão a sua preparação para a ação (recuperação). Assim que os 
braços se estenderem à frente do corpo, o nadador deverá realizar a pernada, 
deslizando em direção à superfície e iniciando o nado peito.
TÓPICO 1 | NADO PEITO
155
FIGURA 75 – FASE 1 DA VIRADA DO NADO PEITO
FONTE: Massaud (2004)
• Após o toque à borda, ele deverá retirar rapidamente um dos braços, numa 
ação semelhante a uma cotovelada, por dentro da água e junto ao corpo, 
direcionando este braço em direção à borda oposta à da virada. Durante o 
movimento citado acima, paralelamente as pernas estarão flexionando e se 
dirigindo à borda juntamente com o quadril. 
• Todo este processo de deslocamento submerso, explicado acima, denomina-
se FILIPINA.
8 VIRADA DO NADO PEITO
Nas viradas do nado peito os ombros não necessitam estar paralelos ao 
nível da água, bem como durante o percurso. A virada do nado peito é semelhante 
à do nado borboleta, sendo que os nadadores de nado peito projetam mais para o 
fundo seus corpos para executarem a “filipina”, tal qual descreve Massaud (2004, 
p. 166):
• O nadador, ao se aproximar da borda para realizar sua virada, deverá ajustar 
o ritmo de braçadas, de forma que toque na mesma com as duas mãos, 
simultaneamente, e com os braços estendidos.
gastrocnêmio
e sóleo
glúteo maior
paravertebral
jarrete
peitoral
maior
reto abdominal
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
156
FIGURA 76 – FASE 2 DA VIRADA DO NADO PEITO
FIGURA 77 – FASE 3 DA VIRADA DO NADO PEITO
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
• O outro braço, que não havia saído da borda, deverá realizar uma ligeira ação 
de pressão à borda, auxiliando a sua recuperação, flexionando-o sobre a cabeça. 
Um pouco antes do braço passar sobre a cabeça, o nadador fará a respiração 
para, logo a seguir, em decúbito lateral submerso, unir as mãos para realizar o 
impulso na borda. É bom lembrar que no momento em que as mãos se juntarem 
à frente do corpo, os pés estarão tocando na borda, na mesma profundidade de 
quadril, com as pernas em um ângulo de aproximadamente 90o.
• A partir daí o nadador realizará o impulso na borda e a filipina, explicada na 
saída do nado.
trapézio I e II
deltóide médio
oblíquo menor
reto abdominal
157
Nesse tópico você viu que:
• O nado peito é o estilo mais antigo de nado.
• Os demais nados surgiram a partir da evolução do nado peito.
• Dentre todos os nados, o nado peito é o mais lento.
• A característica que mais chama a atenção no nado peito é a sua enorme 
propulsão de pernas.
• A pernada do nado peito possui quatro fases, são elas: recuperação, varredura 
para fora, varredura para dentro e sustentação e deslizamento.
• A braçada do nado peito possui três fases, são elas: apoio da braçada ou 
varredura para fora, tração ou varredura para dentro e recuperação.
• A respiração do nado peito é composta pelas fases de expiração e de inspiração. 
Os nadadores de nado peito realizam uma respiração para cada ciclo de 
braçada.
• Há três classificações para esta coordenação de braços e pernas, quais sejam: 
deslizante, contínua e superposição.
• Há dois estilos de nado peito utilizados pelos nadadores deste, a saber: estilo 
plano ou convencional e estilo ondulante, golfinho ou europeu.
• O processo inicial de saída nas provas de nado peito é semelhante ao das 
provas de estilo livre. As diferenças estão a partir do deslize realizado logo 
após a entrada na água.
• A virada do nado peito é semelhante à do nado borboleta, sendo que os 
nadadores de nado peito projetam mais para o fundo seus corpos para 
executarem a chamada “filipina”.
RESUMO DO TÓPICO 1
158
1 A característica que mais chama a atenção no nado peito é a sua enorme 
propulsão de pernas, tendo sido iniciado no passado com movimentos de 
tesoura. Atualmente, a pernada do nado peito é desenvolvida por meio de 
quatro fases distintas, quais são elas?
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___________________________________________________________________
2 Descreva como ocorre a respiraçãono nado peito.
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3 Há dois estilos que podem ser utilizados pelos nadadores de nado peito, 
quais são eles?
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___________________________________________________________________
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4 Leia atentamente as frases a seguir, referentes ao nado peito, e marque V 
para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) O nado peito é o nado mais antigo de que se tem notícias em termos de sua 
utilização e de seu ensinamento.
( ) O nado peito é o nado mais lento dentre todos os estilos de nado.
( ) A característica que mais chama a atenção no nado peito é a sua enorme 
propulsão de pernas.
( ) O nado peito surgiu a partir da evolução do nado crawl.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, F.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, F, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
AUTOATIVIDADE
159
5 Leia atentamente as frases a seguir, referentes à história do nado peito, e 
marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) A partir da edição das Olimpíadas de 1956, em Melbourne, o nado crawl 
tirando os dois braços da água tornou-se o nado peito de hoje.
( ) A grande utilização do nado peito no passado foi com fins bélicos.
( ) Pela posição do corpo, totalmente apoiado na água, e pela possibilidade de 
manter a cabeça fora da água, o nado de peito sempre foi o nado adotado 
pelos homens do mar, tanto pelos soldados gregos, romanos e vikings, 
como pelos piratas.
( ) Antigamente o nado peito era chamado de nado clássico e guarda consigo 
a tradição de um nado europeu, sendo muito utilizado pelos senhores da 
terceira idade por ser um nado estável, sem rolamentos, ter um grande 
campo visual e, em alguns casos, poder ser nadado até com a cabeça fora 
da água.
Na sequência, assinale a alternativa correta:
a) ( ) F, V, V, V.
b) ( ) V, V, F, F.
c) ( ) V, F, V, F.
d) ( ) F, V, F, V. 
e) ( ) F, F, F, V.
6 A pernada do nado peito passou por grandes mudanças no ano de 1968. 
Sobre isto, leia atentamente as assertivas a seguir e assinale a alternativa 
incorreta.
a) ( ) Em 1968, Counsilman demonstrou que a pernada utilizada até aquele 
momento, a qual era realizada em forma de cunha, não era efetiva para 
projetar a água para trás. 
b) ( ) Counsilman colocou água colorida entre as pernas dos nadadores e 
solicitou que eles realizassem o movimento da pernada em forma de 
cunha. Assim, ele comprovou que não havia o deslocamento da água 
para trás, como era o desejado pelos nadadores. 
c) ( ) Com a ajuda do nadador de nado peito “Chat Jastremski”, a pernada 
do nado peito foi revolucionada, apresentando a forma de ação das 
pernas no estilo de chicotadas estreitas, tal qual é utilizada pela maioria 
dos nadadores do nado peito até a atualidade.
d) ( ) A forma de movimentação das pernas, em chicotadas, possui semelhança 
com os movimentos de uma hélice, onde os pés palmateiam para fora, 
para baixo e para dentro, assim como para trás. As solas dos pés são as 
superfícies propulsivas principais, deslocando a água para trás como 
fólios e não as empurrando para trás como remos.
e) ( ) Hoje a pernada do nado peito é composta por quatro fases, quais sejam: 
entrada, varredura para fora, varredura para dentro e sustentação e 
deslizamento.
160
7 A pernada do nado peito é composta por quatro fases. No que concerne às 
características destas fases, assinale a alternativa incorreta:
a) ( ) Na fase de recuperação, o movimento de flexão das pernas deverá ser 
um movimento executado com vigor, com potência, demandando um 
alto gasto energético.
b) ( ) Na fase de varredura para fora, os pés devem estar flexionados e 
girados para fora nos tornozelos, de modo que as plantas estejam 
voltadas para fora e para trás e executarão um movimento circular com 
pressão simultânea no sentido lateral para fora, para baixo (em direção 
ao fundo) e alguma coisa para trás.
c) ( ) Na fase de varredura para dentro, no meio da trajetória da extensão 
das pernas, que foi iniciada na fase anterior, chamada de agarre, os pés 
e as pernas movimentam-se, principalmente, para dentro, para baixo e 
para trás. As solas dos pés deverão posicionar-se voltadas para baixo e 
para dentro, até ficarem voltadas somente para dentro ao completarem 
a fase.
d) ( ) A fase de sustentação e deslizamento é a continuidade do movimento 
circular da varredura para dentro, no qual, ao se liberar a pressão contra 
a água para baixo e para dentro, um pouco antes da união dos pés, 
os mesmos irão projetar-se em direção à superfície, finalizando a ação 
propulsiva da pernada e iniciando a sustentação. As pernas subirão até 
que estejam alinhadas com o corpo em uma posição imediatamente 
abaixo da superfície. Então, inicia-se a fase de deslizamento das pernas.
e) ( ) Na fase de recuperação, os pés devem deslocar-se para frente, juntos, 
em flexão plantar, permitindo que os dedos estejam apontados para 
trás. Durante a recuperação, os pés e a perna deverão deslocar-se 
à frente, dentro da linha do quadril, de modo que a perna esteja na 
direção da coxa. Os calcanhares deverão aproximar-se dos glúteos para 
possibilitar uma boa amplitude do movimento propulsivo, por meio da 
flexão dos joelhos. Os joelhos poderão afastar-se um pouco, facilitando 
o movimento, mas, não mais que a largura dos ombros.
8 A braçada do nado peito é composta por três fases. No que concerne às 
características destas fases, assinale a alternativa incorreta:
a) ( ) No momento do agarre, ponto de transição da varredura para fora e 
da varredura para dentro, os braços devem estar com uma flexão de 
90 graus no cotovelo, de forma que os braços e as mãos alcancem uma 
orientação retrógrada. Os braços deverão movimentar-se para fora e 
para baixo por cerca de 80 cm, antes de alcançarem essa orientação.
b) ( ) A braçada do nado peito caracteriza-se por possuir ênfase na lateralidade 
dos movimentos. Isto porque, partindo com os braços estendidos 
à frente da cabeça, mãos juntas, o início da braçada é realizado com 
pressão para os lados e ligeiramente para o fundo, isto denomina-se 
“fase de apoio da braçada ou varredura para fora”.
161
c) ( ) A fase da “tração” ou “varredura para dentro” consiste em um 
movimento de pressão do antebraço, inicialmente para dentro e para 
baixo, e também para dentro e para cima, onde existirá flexão do 
antebraço sobre o braço e adução do braço junto ao corpo, com união 
das mãos. Os cotovelos deverão manter-se elevados, e as mãos e 
antebraços giram para baixo e para dentro, em torno deles.
d) ( ) Finalizada a tração, inicia-se a última fase do ciclo da braçada, a qual se 
denomina “recuperação” e onde se observa o direcionamento das mãos 
à frente, próximas à superfície, ou sobre esta, e ao final desta ocorrerá 
ou não o deslize, para logo a seguir, iniciar-se um novo ciclo de braçada.
9 Há três classificações para a coordenação de braços e pernas no nado peito, 
quais sejam: deslizante, contínua e superposição. Explique-as. 
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
10 Há dois estilos de nado peito utilizados pelos nadadores deste, a saber: estilo 
plano ou convencional (A) e estilo ondulante, golfinho ou europeu (B). Leia 
atentamente as afirmações a seguir e, posteriormente, insira I nas frases que 
apresentam procedimentos referentes ao estilo “A” e II para aquelas que 
apresentam procedimentos referentes aoestilo “B”:
( ) Caracteriza-se por uma posição horizontal do corpo, com os quadris 
permanecendo sempre o mais próximo possível da superfície, durante 
todas as fases do nado.
( ) O nadador não se mantém na horizontal e tende a elevar os quadris ao final 
da pernada; a cabeça e os ombros saem fora da água, quando os nadadores 
respiram, e os quadris sofrem um abaixamento devido a esta elevação.
( ) À medida que o nadador vai realizando a recuperação da braçada 
(submersa), simultaneamente ele vai retornando o rosto à água.
( ) O nadador mantém seus ombros submersos.
( ) O nadador tende a realizar uma recuperação dos braços com as mãos bem 
próxima à superfície ou sobre ela (recuperação aérea) e somente coloca o 
seu rosto na água no final da recuperação da braçada.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) II, II, II, II, II.
b) ( ) I, II, I, II, I.
c) ( ) II, II, I, I, II. 
d) ( ) I, II, I, I, Il.
e) ( ) I, I, II, II, II. 
162
163
TÓPICO 2
NADO BORBOLETA
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
O nado borboleta é o mais jovem dentre todos os existentes, tendo surgido, 
oficialmente, em 1956, por ocasião da Olimpíada de Melbourne, na Austrália. Sua 
principal característica é a simultaneidade das ações motoras, na qual as pernas e 
os braços atuam em paralelo, diferenciando-se dos demais nados (MANSOLDO, 
2009). Segundo o autor, analisando-se essas ações motoras, não é difícil relacionar 
os movimentos dos membros inferiores e dos membros superiores do nado 
borboleta com a movimentação do nado crawl. Porém, seria um crawl duplo, onde 
os membros inferiores e os membros superiores atuariam conjuntamente, cada um 
no seu ciclo de trabalho. Melhor dizendo, em vez de os membros inferiores irem 
para baixo e para cima alternadamente, o fariam de maneira conjunta, o mesmo 
acontecendo com os membros superiores, que realizariam toda a movimentação 
ambos ao mesmo tempo, respeitando a fase aérea e subaquática do nado.
 
Outro fato importante a ser comentado é o desgaste físico para a realização 
do nado. Tal desgaste ocorre em função da característica dos movimentos 
simultâneos de pernas e braços, que fazem com que o nadador tenha que tirar 
ao mesmo tempo os dois membros superiores da água, conduzindo-os à frente 
sem que toquem a superfície. Quando o nadador realiza tal movimentação, a 
musculatura dorsal e dos ombros rapidamente fica fadigada, gerando o cansaço. 
Destaca-se que quanto maior for a mobilidade articular da escápula, maior será 
a facilidade e a economia de energia que o praticante promoverá. Para isto, 
exercícios de flexibilidade e alongamento são parte integrante na execução correta 
e eficiente deste nado (MANSOLDO, 2009).
2 POSICIONAMENTO DO CORPO NO NADO BORBOLETA
No nado borboleta o corpo permanece na horizontal em decúbito ventral 
e o nado caracteriza-se por ações simultâneas de braços e pernas. Durante o 
desenvolvimento do nado borboleta, o corpo apresenta oscilações verticais 
(movimento de enguia), que não devem ser excessivas para não aumentar o 
arrasto (MASSAUD, 2004). De acordo com o autor, há três posições que o corpo 
assume durante os ciclos de braçadas, as quais são imprescindíveis para a redução 
do arrasto. Ainda conforme Massaud (2004), no nado borboleta:
164
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
• O corpo deverá estar o mais nivelado possível à superfície, durante as 
varreduras para dentro e para cima, que são as fases propulsivas do nado. O 
nadador conseguirá esse nivelamento procurando, durante a varredura para 
dentro, elevar as pernas, e ao realizar a segunda pernada, não a executar muito 
profundamente. 
• O quadril deve deslocar-se para cima e para frente acima da superfície, durante 
a primeira pernada, ou seja, a realizada no apoio ou varredura para fora, para 
proporcionar a propulsão e o ajuste hidrodinâmico do corpo.
• A força da segunda pernada não deve ser tão grande a ponto de empurrar o 
quadril sobre a superfície, porque isso iria interferir na recuperação dos braços, 
mas deverá ser forte o suficiente para deixá-lo nivelado a esta.
• Em termos do posicionamento da cabeça, o rosto fica em contato com a água, 
mantendo-se o nível da água na parte posterior da cabeça, ou seja, haverá 
uma maior aproximação do queixo em direção ao pescoço (comparando-se ao 
crawl) e um consequente abaixamento da cabeça.
FIGURA 78 – POSICIONAMENTO DO CORPO NO NADO BORBOLETA
FIGURA 79 – POSICIONAMENTO DA CABEÇA NO NADO BORBOLETA
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
TÓPICO 2 | NADO BORBOLETA
165
FIGURA 80 – PERNADA NO NADO BORBOLETA
FONTE: Massaud (2004)
3 PERNADA NO NADO BORBOLETA
A técnica da pernada utilizada no nado borboleta denomina-se “pernada de 
golfinho”, pois devido à simultaneidade dos movimentos das pernas, formando uma 
unidade, lembra a cauda de um golfinho (MASSAUD, 2004; MAGLISCHO, 2010). 
Segundo os autores, os movimentos de pernas do nado borboleta são realizados 
simultaneamente, com trajetórias descendente e ascendente. A trajetória descendente 
da pernada inicia-se com o calcanhar dos pés alinhado com a superfície da água, 
momento este em que ocorrerá uma ligeira flexão da coxa sobre o tronco e da perna 
sobre a coxa, fazendo com que haja um pequeno abaixamento dos joelhos para uma 
posterior extensão vigorosa da perna. Os pés deverão estar com flexão plantar e em 
inversão, procurando aproveitar bem a pressão realizada pelo dorso dos pés e pelas 
pernas. Este movimento deverá fazer com que os pés pressionem a água, até a uma 
profundidade de, aproximadamente, 40 a 50 cm abaixo da superfície.
No movimento ascendente, por sua vez, as pernas se mantêm estendidas, 
com os pés em flexão plantar realizando a pressão sobre a água, com a planta dos 
mesmos (MASSAUD, 2004). De acordo com o autor, existem duas correntes que 
falam sobre a ação deste movimento, quais sejam: 
• Corrente 1: durante esta fase da pernada, haverá uma recuperação do movimento, 
com o relaxamento na articulação do tornozelo e da musculatura da perna;
• Corrente 2: durante esta fase adquire-se propulsão, com a pressão das pernas e 
da planta dos pés. 
O autor supracitado considera que estas ações dependem da distância a 
que se pretende nadar, pois se a distância for curta, 50 e 100 metros, é necessária 
uma ação mais intensa de perna (propulsora), e com isso, a corrente 2 talvez seja 
mais recomendada para a utilização nos primeiros 100 metros de uma prova de 200 
metros borboleta, procurando reduzir o gasto energético. 
166
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
FIGURA 81 – FASE DE ENTRADA DA BRAÇADA NO NADO BORBOLETA
FIGURA 82 – FASE DE APOIO OU VARREDURA PARA FORA NA BRAÇADA DO NADO BORBOLETA
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
4 BRAÇADA NO NADO BORBOLETA
4.1 ENTRADA
A entrada do nado borboleta deve ser feita à frente da cabeça, com as 
mãos na direção da linha dos ombros. O braço deve estar ligeiramente flexionado 
(com rotação medial), com os cotovelos um pouco acima das mãos, de modo que 
as pontas dos dedos sejam a primeira parte do braço a entrar na água. As mãos 
devem deslizar para dentro da água, à frente, de lado, com as palmas das mãos 
voltadas para fora (MASSAUD, 2004; MAGLISCHO, 2010).
4.2 FASE APOIO OU VARREDURA PARA FORA
O apoio ou varredura para fora no nado borboleta consiste em uma puxada 
para o lado, com os braços estendidos, não deixando haver uma abertura muito 
exagerada, até chegar ao agarre, onde o braço estará ligeiramente flexionado. Após 
terem entrado na água, as mãos devem deslocar-se para dentro e para a frente, 
durante um breve tempo, antes de fazerem o movimento curvilíneo para fora e para 
a frente. Elas devem continuar esse movimento até que os braços estejam “fora” dos 
ombros e fiquem voltados para trás contra a água. Este é o momento do chamado 
“agarre” (MASSAUD, 2004). Conforme o autor, esta fase deve caracterizar-se por 
um suave alongamento dos braços para fora e à frente, com a finalidade de colocar 
as mãos e os braços em posição adequadapara iniciar-se a aplicação de força a 
partir do agarre, já que esse um terço inicial da braçada não é propulsivo. 
quadríceps
bíceps braquial
peitoral
maiorreto abdominal
TÓPICO 2 | NADO BORBOLETA
167
FIGURA 83 – FASE DE TRAÇÃO OU VARREDURA PARA DENTRO NA BRAÇADA DO NADO 
BORBOLETA
FONTE: Massaud (2004)
4.3 FASE DE TRAÇÃO OU VARREDURA PARA DENTRO
Após o apoio ou varredura para fora, começa-se a flexionar os antebraços 
em relação aos braços (mantendo-se os cotovelos altos), com uma trajetória das 
mãos em direção à linha mediana do corpo e para o fundo. A varredura para dentro 
tem uma trajetória semicircular dos braços, partindo do agarre até praticamente 
se unirem sob o corpo, na direção dos ombros. Durante este movimento, de 
flexão gradual dos braços, chega-se a obter um ângulo entre 90 e 100 graus, nos 
cotovelos. As mãos vão realizando uma rotação interna durante esta fase, até 
estarem voltadas para dentro e ligeiramente para cima (MASSAUD, 2004). De 
acordo com o autor, as mãos aceleram gradativamente durante o movimento, 
desde 2 m/s no agarre até velocidades de 3 a 4 m/s, ao final da varredura para 
dentro. Esta é a primeira fase propulsiva da braçada do nado borboleta, na qual, 
em algumas braçadas, há o início da elevação da cabeça para respirar (MASSAUD, 
2004; MAGLISCHO, 2010).
glúteo maior redondo maior
dorsal largo
jarrete
peitoral
maior
reto abdominal
168
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
4.4 FASE DE FINALIZAÇÃO OU VARREDURA PARA CIMA
De acordo com Massaud (2004), a fase de finalização ou varredura para 
cima é um momento quando começará a existir uma maior eficiência da braçada, 
onde poderemos observar uma flexão do antebraço em relação ao braço, fase 
em que as mãos, cotovelos e ombros deverão estar alinhados, sob o corpo (final 
da varredura para dentro, e início desta). A partir daí haverá uma aproximação 
do braço e do cotovelo ao tronco, seguida de vigorosa extensão do antebraço, 
retirando-se, logo a seguir, as mãos da água, próximas ao quadril. As mãos do 
nadador, que na fase anterior dirigiam-se para dentro, agora mudam de direção 
e passam a se movimentar de forma semicircular para fora, para trás e para cima, 
na direção da superfície da água. As palmas das mãos deverão permanecer com 
uma inclinação voltada para fora e para trás durante essa fase, tendo, assim, o 
dedo mínimo funcionando como bordo de ataque e o polegar como bordo de 
fuga das mãos em formato de fólio. Não só as mãos auxiliam no processo de 
deslocamento da água para trás, como também os antebraços, que deverão 
estender-se um pouco durante a varredura para cima, mas manter-se flexionados 
em cerca de 45 graus ao ser reduzida a pressão sobre a água. Não se deve fazer 
uma extensão completa até que esteja em curso a fase de recuperação. Essa é a 
segunda fase propulsiva da braçada (MASSAUD, 2004).
FIGURA 84 – FASE 1 DA FINALIZAÇÃO OU VARREDURA PARA CIMA NA BRAÇADA DO NADO 
BORBOLETA
FONTE: Massaud (2004)
gastrocnêmio
e sóleo
glúteo maior
redondo maiordorsal largo
jarrete
peitoral
maior
reto abdominal
TÓPICO 2 | NADO BORBOLETA
169
FIGURA 85 – FASE 2 DA FINALIZAÇÃO OU VARREDURA PARA CIMA NA BRAÇADA DO NADO 
BORBOLETA
FONTE: Massaud (2004)
4.5 FASE DE RECUPERAÇÃO
A fase de recuperação deverá ser realizada por meio da elevação dos 
cotovelos, flexionando os antebraços em relação aos braços e projetando as mãos 
à frente, com os braços passando lateralmente ao corpo, paralelos à superfície 
da água. Durante a trajetória desse movimento de recuperação, desde a saída da 
água até a entrada, o dedo mínimo deve permanecer acima e o polegar, abaixo 
(MASSAUD, 2004). Conforme o autor, as palmas das mãos do nadador deverão 
permanecer voltadas para dentro, durante a primeira metade da recuperação, e 
realizar uma rotação para fora, durante a metade final. Os braços, por sua vez, 
deverão estar o mais relaxado possível durante esta fase, até a entrada, para então 
iniciar-se um novo ciclo. 
Segundo Massaud (2004), alguns nadadores têm obtido êxito com o uso 
de uma recuperação com os braços retos, no caso em que estes deixam a água 
completamente estendidos e assim permanecem, até após ter sido efetuada a 
entrada. Outros foram alçados à classe mundial usando uma técnica de flexão dos 
cotovelos durante a segunda metade da recuperação. Outros ainda têm mantido 
seus braços flexionados durante toda a recuperação. Qualquer dos dois últimos 
métodos é recomendável, porque a entrada pode ser realizada com os cotovelos 
flexionados, para ajudar a superar sua inércia durante a mudança de direção dos 
braços, de dentro para fora, ao começar a varredura para fora (MASSAUD, 2004; 
MAGLISCHO, 2010).
170
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
FIGURA 86 – FASE DE RECUPERAÇÃO NA BRAÇADA DO NADO BORBOLETA
FONTE: Massaud (2004)
tríceps braquial
deltóide
reto abdominal
reto anterior
5 RESPIRAÇÃO NO NADO BORBOLETA
Durante o momento em que o rosto permanece dentro da água, o nadador 
realizará a expiração, através da boca, nariz ou boca/nariz. A inspiração deve 
ser realizada logo após a expiração, através de uma ligeira elevação da cabeça, 
mantendo-se o queixo apoiado na água (respiração frontal) (MASSAUD, 2004). 
Conforme o autor, alguns nadadores têm preferido a respiração lateral.
O nadador fará a inspiração, durante a varredura para cima, e, para isso, 
ao realizar a varredura para dentro, começar a projetar sua cabeça para cima e 
para frente. Após ter inspirado, ele, ao recuperar os braços, deverá devolver o 
rosto e a cabeça à água, durante a primeira metade da recuperação, facilitando o 
posicionamento do corpo e a recuperação dos braços (MASSAUD, 2004).
Para o autor supracitado, a respiração pode ser classificada de acordo com 
o número de braçadas realizadas para cada inspiração, isto é: 
• Respiração na primeira braçada – 1x1 (um por um). Esta não é indicada para 
alunos iniciantes.
• Respiração na segunda braçada – 2x1 (dois por um).
• Respiração na terceira braçada – 3x1 (três por um), e assim sucessivamente.
6 COORDENAÇÃO NO NADO BORBOLETA
6.1 COORDENAÇÃO BRAÇOS/PERNAS
NO NADO BORBOLETA
A coordenação braços/pernas no nado borboleta deve ser realizada de 
forma que para cada ciclo de braçada (um movimento completo de ambos os 
braços, em suas fases aquáticas e de recuperação) se realizem dois movimentos 
TÓPICO 2 | NADO BORBOLETA
171
FIGURA 87 – FASE DE COORDENAÇÃO NO NADO BORBOLETA
FONTE: Massaud (2004)
de pernas e que os pontos máximos descendentes destas pernadas coincidam, 
conforme descreve Massaud (2004):
• A primeira pernada na entrada ou com o início do apoio ou varredura para 
fora.
• A segunda na finalização da braçada ou varredura para cima.
7 SAÍDA NO NADO BORBOLETA
As saídas nas provas de nado borboleta são realizadas seguindo os 
mesmos procedimentos das provas de crawl (MASSAUD, 2004). 
De acordo com Palmer (1990), o regulamento do estilo borboleta diz que o 
corpo deve ser mantido perfeitamente sobre o peito e ambos alinhados à superfície 
da água. O toque na virada, ou no final da prova, deve ser feito com ambas as 
mãos, simultaneamente, no mesmo nível e com os ombros na posição horizontal 
(PALMER, 1990). Conforme o autor, depois da saída e das viradas é permitido ao 
nadador dar uma ou mais pernadas e uma ou mais braçadas embaixo da água 
que devem levá-lo à superfície da água. 
172
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
7.1 APROXIMAÇÃO
A aproximação ao ponto de virada deve acontecer em velocidade total. O 
nadador deve esforçar-se em avaliar o ritmo do nado de forma que o movimento final, 
antes da virada, resulte nos braços totalmente estendidos à frente (PALMER, 1990).
7.2 TOQUE/ROTAÇÃO/IMPULSO E DESLIZAMENTO
Todos estes movimentos são idênticos aos realizados no nado peito. 
A extensão do deslizamento deve ser menor, contudo, devido à velocidade, 
geralmente maior, do estilo borboleta (PALMER, 1990).
7.3 MOVIMENTOS INICIAIS DO NADO 
O regulamento do nado borboleta estabelece que o nadador podedar 
uma ou mais pernadas, mas apenas uma única braçada, sendo a subsequente 
recuperação por sobre a superfície (PALMER, 1990). De acordo com o autor, 
a puxada do braço é similar àquela usada na virada do estilo peito, mas é um 
movimento inicial das mãos direcionado para baixo, que leva o nadador de volta 
à superfície. Deve ser usado o mesmo tipo de técnica de respiração do estilo peito.
8 VIRADA NO NADO BORBOLETA
Nas viradas do nado borboleta, os ombros não precisam estar paralelos à 
superfície da água. Seguem os passos indicados por Massaud (2004, p. 190) para 
a virada do nado borboleta:
• O nadador, ao se aproximar da borda para realizar sua virada, deverá 
ajustar o ritmo de braçadas, de forma que toque na mesma com as duas 
mãos, simultaneamente, e com os braços estendidos. A mão do braço que 
irá sair da borda primeiro deverá realizar o toque um pouco mais abaixo, 
em relação à outra. 
FIGURA 88 – FASE 1 DA VIRADA NO NADO BORBOLETA
FONTE: Massaud (2004)
TÓPICO 2 | NADO BORBOLETA
173
• Após o toque na borda, ele deverá retirar rapidamente um dos braços, numa 
ação semelhante a uma cotovelada, por dentro da água e junto ao corpo, 
direcionando este braço à borda oposta à virada. Durante o movimento citado 
acima, paralelamente as pernas estarão flexionando e se dirigindo à borda do 
lado, juntamente com o quadril.
• O outro braço, que não havia saído da borda, deverá realizar uma ligeira 
ação de pressão à borda, auxiliando a sua recuperação, flexionando sobre a 
cabeça. Um pouco antes de o braço passar por sobre a cabeça, o nadador fará 
a respiração para, logo a seguir, em decúbito lateral submerso, unir as mãos 
para realizar o impulso na borda. É bom lembrar que no momento em que as 
mãos se juntam à frente do corpo, os pés estarão tocando na borda, mesma 
profundidade do quadril, com as pernas em um ângulo de aproximadamente 
90 graus.
FIGURA 89 – FASE 2 DA VIRADA NO NADO BORBOLETA
FONTE: Massaud (2004)
174
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
• Após o impulso, o nadador deverá iniciar o trabalho de pernadas semelhante 
ao da saída, até no máximo à distância de 15 metros, tendo-se como referência a 
cabeça.
FIGURA 90 – FASE 3 DA VIRADA NO NADO BORBOLETA
FIGURA 91 – FASE 4 DA VIRADA NO NADO BORBOLETA
FONTE: Massaud (2004)
FONTE: Massaud (2004)
175
Nesse tópico, você viu que:
● O nado borboleta é o mais jovem dentre todos os estilos, tendo surgido oficialmente 
em 1956, por ocasião da Olimpíada de Melbourne, na Austrália.
● A principal característica do nado peito é a simultaneidade das ações motoras, 
pois neste estilo as pernas e os braços atuam em paralelo, diferenciando-se dos 
demais nados.
● Um fator importante do nado borboleta é o desgaste físico para a sua realização. 
Tal desgaste ocorre em função da característica dos movimentos simultâneos de 
pernas e braços, que fazem com que o nadador tenha que tirar ao mesmo tempo 
os dois membros superiores da água, conduzindo-os à frente sem que toquem a 
superfície.
● No nado borboleta a posição do corpo permanece na horizontal em decúbito 
ventral.
● A técnica da pernada utilizada no nado borboleta denomina-se “pernada de 
golfinho”, devido à simultaneidade dos movimentos das pernas.
● Os movimentos de pernas do nado borboleta são realizados simultaneamente, 
com trajetórias descendente e ascendente.
● A braçada do nado borboleta possui várias fases, são elas: entrada, apoio ou 
varredura para fora, tração ou varredura para dentro, finalização ou varredura 
para cima e recuperação.
● Quanto à respiração do nado borboleta, durante o momento em que o rosto 
permanece dentro da água, o nadador realizará a expiração, através da boca, nariz 
ou boca/nariz. A inspiração deve ser realizada, logo após a expiração, através de 
uma ligeira elevação da cabeça, mantendo-se o queixo apoiado na água.
● A coordenação braços/pernas no nado borboleta deve ser realizada de forma que 
para cada ciclo de braçada se realizem dois movimentos de pernas, e que os pontos 
máximos descendentes destas pernadas coincidam.
● As saídas nas provas de nado borboleta são idênticas às das provas de crawl.
● Nas viradas do nado borboleta, os ombros não precisam estar paralelos à superfície 
da água.
RESUMO DO TÓPICO 2
176
AUTOATIVIDADE
1 Descreva em qual ano e em que ocasião surgiu o nado borboleta.
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
2 Qual é a principal diferença que se estabelece entre o nado borboleta e os 
demais estilos de nado?
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
3 O desgaste físico é uma questão muito importante na realização do nado 
borboleta, explique por que motivo. 
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
4 Considerando os elementos que constituem o posicionamento corporal no 
nado borboleta, leia atentamente as frases e marque V para aquelas que 
forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) No nado borboleta o corpo permanece na horizontal em decúbito ventral.
( ) O quadril deve deslocar-se para cima e para frente acima da superfície, 
durante a primeira pernada, ou seja, a realizada no apoio ou varredura 
para fora, para proporcionar a propulsão e o ajuste hidrodinâmico do 
corpo.
( ) O corpo deverá estar o mais nivelado possível à superfície, durante as 
varreduras para dentro e para cima, que são as fases propulsivas do nado. 
O nadador conseguirá esse nivelamento procurando, durante a varredura 
para dentro, levantar as pernas, e ao realizar a segunda pernada, não a 
executar muito profundamente.
( ) Durante o desenvolvimento do nado borboleta, o corpo apresenta 
oscilações horizontais.
( ) Em termos do posicionamento da cabeça, o rosto fica em contato com 
a água, mantendo-se o nível da água na parte posterior da cabeça, ou 
seja, haverá uma maior aproximação do queixo em direção ao pescoço 
(comparando-se ao crawl) e um consequente abaixamento da cabeça.
177
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, F, V.
b) ( ) F, F, F, V, V.
c) ( ) F, V, V, F, F. 
d) ( ) V, F, V, F, F.
e) ( ) V, F, F, V, V. 
5 A técnica da pernada utilizada no nado borboleta denomina-se “pernada de 
golfinho”, sobre isto, leia atentamente as frases a seguir e marque V para 
aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) Os movimentos de pernas do nado borboleta são realizados 
simultaneamente, com trajetórias descendente e ascendente.
( ) A trajetória descendente da pernada inicia-se com o calcanhar dos pés 
alinhado com a superfície da água, momento este em que ocorrerá uma 
ligeira flexão da coxa sobre o tronco e da perna sobre a coxa, fazendo 
com que haja um pequeno abaixamento dos joelhos para uma posterior 
extensão vigorosa da perna. Os pés deverão estar com flexão plantar e 
em inversão, procurando aproveitar bem a pressão realizada pelo dorso 
dos pés e pelas pernas. Este movimento deverá fazer com que os pés 
pressionem a água, até a uma profundidade de, aproximadamente, 40 a 
50 cm abaixo da superfície.
( ) No movimento ascendente, as pernas se mantêm estendidas, com os pés 
em flexão plantar realizando a pressão sobre a água, com a planta dos 
mesmos.
( ) Existem duas correntes que falam sobre a ação deste movimento, quais 
sejam: corrente 1: durante esta fase da pernada haverá uma recuperação 
do movimento, com o relaxamento na articulação do tornozelo e da 
musculaturada perna; corrente 2: durante esta fase adquire-se propulsão, 
com a pressão das pernas e da planta dos pés.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, F, V, V.
b) ( ) V, V, V, V.
c) ( ) F, V, F, F. 
d) ( ) V, F, V, F.
e) ( ) V, F, F, V. 
6 No que concerne à respiração do nado borboleta, leia atentamente as frases a 
seguir e marque V para aquelas que forem Verdadeiras e F para as Falsas.
( ) O nadador fará a expiração durante a varredura para cima, e, para isso, ao 
estar realizando a varredura para dentro, começar a projetar sua cabeça 
para cima e para frente.
178
( ) Durante o momento em que o rosto permanece dentro da água, o nadador 
realizará a expiração, através da boca, nariz ou boca/nariz.
( ) A inspiração deve ser realizada, logo após a expiração, através de uma 
ligeira elevação da cabeça, mantendo-se o queixo apoiado na água.
( ) A respiração pode ser classificada de acordo com o número de braçadas 
realizadas para cada inspiração, por exemplo: respiração na primeira 
braçada – 1x1 (um por um), respiração na segunda braçada – 2x1 (dois por 
um), e assim por diante.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) V, V, V, F.
b) ( ) F, F, V, V.
c) ( ) F, V, V, F. 
d) ( ) F, V, V, V.
 
7 Cite quais são as cinco fases da braçada do nado borboleta:
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
8 A braçada do nado borboleta é composta por cinco fases. Considerando 
os elementos que circunscrevem estas diferentes fases, leia atentamente as 
frases a seguir e assinale a alternativa incorreta:
a) ( ) Após terem entrado na água, as mãos devem deslocar-se para dentro 
e para trás, durante um breve tempo, antes de fazerem o movimento 
curvilíneo para fora e para a frente.
b) ( ) A entrada do nado borboleta deve ser feita à frente da cabeça, com as 
mãos na direção da linha dos ombros.
c) ( ) O apoio ou varredura para fora no nado borboleta consiste em uma 
puxada para o lado, com os braços estendidos, não deixando haver uma 
abertura muito exagerada, até chegar ao agarre, onde o braço estará 
ligeiramente flexionado.
d) ( ) A varredura para dentro tem uma trajetória semicircular dos braços, 
partindo do agarre até praticamente se unirem sob o corpo, na direção 
dos ombros. Durante este movimento, de flexão gradual dos braços, 
chega-se a obter um ângulo entre 90 e 100 graus, nos cotovelos. As 
mãos vão realizando uma rotação interna durante esta fase, até estarem 
voltadas para dentro e ligeiramente para cima.
e) ( ) A fase de finalização ou varredura para cima é um momento quando 
começará a existir uma maior eficiência da braçada, onde poderemos 
observar uma flexão do antebraço em relação ao braço, fase em que as 
mãos, cotovelos e ombros deverão estar alinhados, sob o corpo (final 
da varredura para dentro, e início desta). A partir daí haverá uma 
179
aproximação do braço e do cotovelo ao tronco, seguida de vigorosa 
extensão do antebraço, retirando-se, logo a seguir, as mãos da água, 
próximas ao quadril.
9 Nas viradas do nado borboleta, os ombros não precisam estar paralelos à 
superfície da água. Leia atentamente as afirmações a seguir e, posteriormente, 
insira I nas frases que apresentam procedimentos corretos e II para aquelas 
que apresentam procedimentos inadequados para a realização da virada do 
nado borboleta.
( ) O nadador, ao se aproximar da borda para realizar sua virada, deverá 
ajustar o ritmo de braçadas, de forma que toque na mesma com as duas 
mãos, simultaneamente, e com os braços estendidos. A mão do braço que 
irá sair da borda primeiro deverá realizar o toque um pouco mais abaixo, 
em relação à outra.
( ) A virada do nado borboleta é idêntica à virada do nado crawl.
( ) Após o toque na borda, ele deverá retirar rapidamente um dos braços, 
numa ação semelhante a uma cotovelada, por dentro da água e junto 
ao corpo, direcionando este braço à borda oposta à virada. Durante o 
movimento citado acima, paralelamente as pernas estarão flexionando e 
se dirigindo à borda do lado, juntamente com o quadril.
( ) O outro braço, que não havia saído da borda, deverá realizar uma ligeira 
ação de pressão à borda, auxiliando a sua recuperação, flexionando sobre 
a cabeça. Um pouco antes de o braço passar por sobre a cabeça, o nadador 
fará a respiração para, logo a seguir, em decúbito lateral submerso, unir as 
mãos para realizar o impulso na borda.
( ) Após o impulso, o nadador deverá iniciar o trabalho de pernadas 
semelhante ao da saída, até no máximo à distância de 15 metros, tendo-se 
como referência a cabeça.
Em seguida, assinale a alternativa correta:
a) ( ) II, II, II, II, II.
b) ( ) I, II, I, II, I.
c) ( ) II, II, I, I, II. 
d) ( ) I, II, I, I, I.
e) ( ) I, I, II, II, II. 
10 Explique a coordenação braços/pernas do nado borboleta.
 ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
180
181
TÓPICO 3
REGRAS COMPETITIVAS
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
A Federação Internacional de Natação (FINA) é a entidade reconhecida pelo 
Comitê Olímpico Internacional (COI), responsável por administrar competições 
internacionais nos desportos aquáticos. A FINA foi fundada em 19 de julho de 
1908, no Hotel de Manchester, em Londres, no final dos Jogos Olímpicos de Verão 
de 1908, pelas federações belga, britânica, dinamarquesa, finlandesa, francesa, 
alemã, húngara e sueca.
Atualmente, a sede da FINA fica em Lausanne, na Suíça. O presidente 
atual da Federação é o uruguaio Julio César Maglione. A Confederação Brasileira 
de Desportos Aquáticos, fundada em 21 de outubro de 1977, filiada à Federação 
Internacional de Natação e ao Comitê Olímpico Brasileiro, segue as regras 
da FINA para as competições de natação, as quais são apresentadas a seguir, 
conforme a CBDA (2017).
2 AS REGRAS PARA COMPETIÇÕES DE NATAÇÃO
BL 6 – OFICIAIS FINA
A idade máxima dos oficiais (juízes, juiz de partida e árbitro geral) quando 
atuarem em campeonatos ou competições da FINA, exceto os oficiais de máster 
e polo aquático, é sessenta e cinco (65) anos no ano da competição. Para polo 
aquático, o limite de idade é de cinquenta e cinco (55) anos no ano da competição. 
Oficiais da lista de árbitros internacionais da FINA, árbitro geral, juiz ou juízes 
de partida acima dessa idade terão direito de arbitrar até o fim da sua nomeação.
BL 7 – PUBLICIDADE EM CAMPEONATOS MUNDIAIS DA FINA E 
COMPETIÇÕES DA FINA PREÂMBULO
Identificação na regra da FINA GR 6.1 significa que a exibição normal 
do nome, denominação, marca registrada, logotipo ou qualquer outro sinal 
distintivo do fabricante do item ou de qualquer outro anunciante é permitida de 
acordo com esta regra.
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
182
BL 7.1 Publicidade
Identificação de publicidade que surge no traje, equipamentos de deck da 
piscina e uniformes de oficiais nos campeonatos e competições da FINA, com 
exceção para FINA World Masters Championships, é permitido o seguinte:
 
BL 7.1.1 Trajes
Um logotipo (1) do fabricante de um tamanho máximo de 30 cm² quando 
usado. Onde são usados trajes de uma peça, dois (2) logotipos do fabricante serão 
permitidos, um acima da cintura e um abaixo da cintura, de um tamanho máximo 
de 30 centímetros quadrados cada em caso de desgaste. Estes dois (2) logotipos 
do fabricante não poderão ser colocados imediatamente adjacentes uns aos 
outros. Onde são usados trajes de duas peças, os dois (2) logotipos do fabricante 
devem ser colocados em uma parte cada. O logotipo deve ser calculado tendo em 
consideração toda a superfície do logotipo.
Um logotipo (1) do patrocinadorde um máximo de 30 cm² quando usado.
Uma (1) bandeira e um (1) país, ou código, de um tamanho máximo de 50 
cm² quando usado. Repetições da bandeira nacional, elementos da mesma ou as 
cores da bandeira nacional, incluído como um elemento de design do maiô, não 
deve ser considerado sob esta regra.
BL 7.1.2 Toucas de natação
• Um logotipo (1) do fabricante de um tamanho máximo de 20 cm² na parte 
dianteira.
• Um (1) bandeira e/ou nome do país (código) de um tamanho máximo de 32 
cm². O lado em que o nome da bandeira e do país (código) deve ser impresso 
será aconselhado pela FINA.
• Para o Campeonato da FINA um (1) logo do tamanho decidido pela FINA em 
uma base, caso a caso com o patrocinador da FINA. O lado em que o logotipo 
do patrocinador deve ser impresso será aconselhado pela FINA.
• Para a competição FINA, 1 (um) a bandeira e/ou nome do país (código) de um 
tamanho máximo de 32cm² pode ser impresso duas vezes (o que significa que 
o nome da bandeira e do país pode aparecer em ambos os lados da tampa). Isto 
será aconselhado pela FINA, sempre que aplicável.
• Nome de atleta de um tamanho máximo de 20 cm². O nome do atleta deverá ser 
impresso no mesmo lado que o nome da bandeira e do país (código). Imprimir 
o nome dos atletas não é obrigatório.
• É permitido usar dois (2) toucas. Ambas as tampas devem respeitar as regras 
de publicidade.
BL 7.1.4 Óculos
· Dois logos (2) do fabricante de um tamanho máximo de 6 cm² cada são 
permitidos em óculos de proteção, mas apenas no quadro ou banda.
TÓPICO 3 | REGRAS COMPETITIVAS
183
BL	7.1.5	Identificação	de	atletas
• O tamanho máximo da identificação será de 24 cm (largura) x 20 cm (altura).
• A altura dos dígitos na identificação não deve ser inferior a seis centímetros e 
não mais de 10 centímetros.
• A altura máxima da identificação acima dos algarismos são 6 cm. A identificação 
pode exibir o nome/logotipo do Patrocinador da FINA.
• A altura máxima da identificação abaixo dos dígitos são quatro centímetros. A 
identificação pode exibir o nome/logotipo da cidade sede e no ano.
• Os identificadores serão impressos a cores adequadas, a fim de garantir a 
máxima visibilidade dos dígitos.
• O identificador deve ser usado totalmente visível durante a introdução e 
adjudicação cerimoniais dos atletas.
Um atleta que remover o identificador antes de ser apresentado no início 
do evento ou antes da conclusão da cerimônia de vitória pode ser desclassificado. 
Apenas um patrocinador FINA pode ser exibido em identificadores. No entanto, 
pode haver um promotor para os homens e outro para as mulheres nos mesmos 
campeonatos.
BL 7.1.6 Equipamentos no deck da piscina
• Um máximo de 2 (duas) identificações de publicidade, um dos quais deve ser 
do fabricante e o outro de um patrocinador são permitidas, com um tamanho 
máximo de 40 cm² cada quando usado para qualquer um dos itens de vestuário 
listados abaixo, e um tamanho máximo de 6 cm² cada um para qualquer um 
dos acessórios e itens de equipamentos listados abaixo. Identificação na roupa 
deve ser colocada no lado superior. Para itens de vestuário – partes superiores 
somente, o logotipo do fabricante (uma marca de design máximo de 8 cm 
de largura) pode ainda ser apresentada na forma de uma tira em uma das 
seguintes posições: a) em torno da parte inferior de ambas as mangas; ou b) 
centrado para baixo a costura exterior de ambas as mangas (a partir da gola em 
toda a parte superior dos ombros para baixo para a parte inferior da manga).
BL 7.1.8
A FINA reserva-se o direito de solicitar, das Federações que participam 
de Campeonatos e Competições da FINA, a apresentação de identificação de 
publicidade, de acordo com a regra, para exame e aprovação da FINA antes do 
início do evento.
BL 8 – TRAJES DE NATAÇÃO
BL 8.1 – O traje de natação aprovado pela FINA para ser usado nos Jogos 
Olímpicos e Campeonato Mundial – FINA deve ser aprovado pela FINA doze 
(12) meses antes do início da competição. Além disso, deve estar disponível para 
todos os competidores em 1º de janeiro do ano da realização dos Jogos Olímpicos 
e Campeonatos Mundial FINA.
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
184
BL 8.2 – Os competidores devem usar apenas trajes com uma ou duas 
peças. Nenhum item adicional como ligaduras nos braços ou pernas deve ser 
considerado parte do traje.
BL 8.3 – A partir de 1º de janeiro de 2010, o traje para os homens não deve 
passar acima do umbigo e nem também abaixo do joelho e para as mulheres não 
deve cobrir o pescoço, passar dos ombros e nem passar do joelho. Todo traje deve 
ser confeccionado com material têxtil.
BL 9 JOGOS OLÍMPICOS, Campeonatos Mundiais e Campeonatos Mundiais 
de Natação (25m) PREÂMBULO
O programa de eventos nos Jogos Olímpicos estabelecidos pelo COI 
sob proposta do Bureau da FINA será anunciado logo que ele foi aprovado. O 
programa de eventos no Campeonato Mundial será como no GR 9.6.
BL	9.1	Oficiais
Os juízes nomeados devem ser da mesma nacionalidade que a Federação 
Membro da FINA, assinar o formulário e estarem certificados pelo respectivo 
Comitê Técnico. Os Comitês Técnicos da FINA irão propor oficiais técnicos (juízes 
e árbitros) para atuar nos Jogos Olímpicos ou Campeonatos Mundiais das atuais 
listas de oficiais da FINA na respectiva disciplina, para aprovação pelo Bureau 
da FINA ou FINA Executivo. Para não comparecimento de oficiais técnicos 
nomeados da respectiva Federação será multado 2'000 francos suíços.
BL 9.3.6 Natação
A idade mínima para nadadores competindo nos Jogos Olímpicos, 
Campeonatos Mundiais da FINA e da FINA Campeonatos Mundiais de Natação 
(25m) deve ser o mesmo que a idade mínima para as FINA World Junior 
Swimming Championships: mulheres, 14 anos de idade, e os homens, 15 anos de 
idade, no ano de competição, exceto atletas mais jovens podem participar nessas 
competições se eles têm conseguido, pelo menos, o tempo padrão "B" de entrada 
no respectivo evento.
GR 5 – TRAJES
GR 5.1 – Os trajes de todos nadadores (maiô/sunga, touca e óculos) devem 
estar de acordo com a moral e ser apropriado para cada esporte e não podem usar 
qualquer símbolo considerado ofensivo.
GR 5.2 – O traje não pode ser transparente.
GR 5.3 – O árbitro geral da competição tem autoridade para excluir 
qualquer competidor cujo traje ou símbolos no corpo não estejam de acordo com 
esta regra.
TÓPICO 3 | REGRAS COMPETITIVAS
185
GR 5.4 – Antes que um traje com um novo modelo, nova concepção, ou 
novo material seja utilizado em competição, o fabricante deverá submetê-lo à 
FINA e obter a sua aprovação da FINA.
GR 6 – PUBLICIDADE
GR 6.1 – Identificação na forma de logotipos nos trajes, isto é, maiô, sunga, 
toucas e óculos, e nos equipamentos a utilizar no deck da piscina, como agasalhos, 
uniformes oficiais das equipes, chinelos, toalhas e mochilas, é permitida de 
acordo com o regulamento By – Laws (BL 7). O traje de duas peças, em relação à 
publicidade será considerado como um. O nome e a bandeira ou código do país 
do nadador não devem ser considerados como publicidade.
GR 6.2 – A publicidade sobre o corpo não é permitida, de nenhuma forma, 
qualquer que seja.
GR 6.3 – Publicidade de tabaco ou álcool não é permitida.
GR7 – SUBSTITUIÇÕES, DESCLASSIFICAÇÕES E FALTAS
GR 7.1 – Qualquer nadador inscrito pode ser substituído por outro nadador 
inscrito durante a reunião dos chefes de delegação. É obrigatória a presença de 
um representante de cada Federação na reunião dos chefes de delegação. Faltar 
à reunião implicará o pagamento de uma multa no valor de 100 francos suíços.
GR 7.2 – Em todos os esportes aquáticos, exceto o polo aquático, um 
nadador ou equipe que não deseje participar das semifinais ou finais, para a qual 
foi classificado, deverá retirar-se nos 30 minutos seguintes às eliminatórias ou 
semifinais da prova em que obteve essa classificação. A Federação de qualquer 
nadador que se retire da eliminatória, depois da reunião dos chefes de delegação, 
ou que se retire da semifinal ou final, após o prazo de 30 minutosdas eliminatórias 
ou semifinais em que se classificou, deverá pagar ao tesoureiro, sem perdão, a 
multa na quantia de 100 francos suíços; no caso de revezamento, dueto, equipe 
ou associação, o valor será de 200 francos suíços.
GR 7.4 – Na natação, saltos ornamentais e nado sincronizado, quando 
um atleta que tenha participado das semifinais ou finais seja desclassificado por 
qualquer razão, incluindo controle médico, a posição por este obtida na semifinal 
ou final será dada ao outro atleta que o segue e todos os atletas avançarão um 
lugar. Se a desclassificação ocorre depois da premiação, estas premiações serão 
devolvidas e entregues aos atletas correspondentes, aplicando os procedimentos 
mencionados.
GR 7.5 – Se um erro de um oficial seguir um erro de um atleta, este poderá 
ser relevado.
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
186
GR 8 – PROIBIDO FUMAR
Em todas as provas internacionais não é permitido fumar em qualquer 
área destinada aos atletas, antes ou durante a competição.
GR 9.2 – PROTESTOS
GR 9.2.1 – Os protestos são possíveis:
a) se as regras e os regulamentos da prova não forem seguidos,
b) se outras condições puserem em perigo a prova e/ou os atletas, ou,
c) contra decisões do árbitro; no entanto, não será permitido realizar um protesto 
contra a decisão de fato.
GR 9.2.2 – Os protestos devem ser apresentados:
a) ao árbitro,
b) por escrito num Formulário FINA,
c) pelo chefe da delegação,
d) com depósito de 100 francos suíços, ou equivalente,
e) até 30 minutos após a conclusão da prova.
Se condições que podem levar a um protesto são percebidas previamente 
à competição, um protesto deverá ser entregue antes de o sinal de partida ser 
dado.
GR 9.2.3 – Todos os protestos devem ser analisados pelo árbitro. Se ele 
rejeitar o protesto, deve justificar sua decisão. O chefe da delegação pode recorrer 
da rejeição ao júri de apelação, cuja decisão será definitiva. Nos Jogos Olímpicos 
e Campeonatos Mundiais, a comissão de cada esporte deve considerar o protesto 
e dar recomendação ao júri de apelação.
GR 9.2.4 – Se o protesto for indeferido, o depósito será feito para entidade 
promotora da competição. Se o protesto for considerado procedente, o depósito 
será devolvido.
GR 9.6 – PROGRAMAÇÃO
GR 9.6.1 – Programação de eventos
TÓPICO 3 | REGRAS COMPETITIVAS
187
FIGURA 92 – GR 9.6.1.1 – NATAÇÃO – CAMPEONATO MUNDIAL (25M)
Homens Moças
Nado livre 50m, 100m, 200m,
400m, 800m*, 1.500m
50m, 100m, 200m,
400m, 800m, 1.500m*
Nado costas 50m*, 100m, 200m 50m*, 100m, 200m
Nado peito 50m*, 100m, 200m 50m*, 100m, 200m
Nado borboleta 50m*, 100m, 200m 50m*, 100m, 200m
Medley 200m, 400m 200m, 400m
Revezamentos:
Livre 4x100m, 4x200m 4x100m, 4x200m
Medley 4x100m 4x100m
Misto 4x100m livre e 4x100m medley
Homens Moças
Nado livre 50m, 100m, 200m,
400m, 1.500m
50m, 100m, 200m,
400m, 800m
Nado costas 50m, 100m, 200m 50m, 100m, 200m
Nado peito 50m, 100m, 200m 50m, 100m, 200m
Nado borboleta 50m, 100m, 200m 50m, 100m, 200m
Medley Individual 100m, 200m, 400m 100m, 200m, 400m
Revezamentos:
Livre 4x50m, 4x100m, 4x200m 4x50m, 4x100m, 4x200m
Medley 4x50m, 4x100m 4x50m, 4x100m
Misto 4x50m livre e 4x50m medley
FONTE: CBDA (2017)
FONTE: CBDA (2017)
• Eliminatórias, semifinais e finais podem ser nadadas em 10 raias.
• Eliminatórias, semifinais e finais podem ser nadadas em 10 raias.
FIGURA 93 – GR 9.6.1.2 – NATAÇÃO – CAMPEONATOS MUNDIAIS (50M)
GR 9.7 – PREMIAÇÃO – CAMPEONATOS MUNDIAIS
GR 9.7.1 – Medalhas: serão concedidas medalhas de ouro, prata e bronze 
aos três primeiros lugares nas provas individuais e nos revezamentos.
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
188
Diplomas:
• Serão concedidos diplomas a todos os oito finalistas em provas individuais e 
para os seis primeiros revezamentos, quando da utilização de oito raias.
• Serão concedidos diplomas a todos os 10 finalistas em provas individuais e 
para os oito primeiros revezamentos, quando da utilização de 10 raias.
GR 9.8 – PONTUAÇÃO
Somente em campeonatos mundiais são concedidos pontos a todos os 
finalistas, de acordo com a seguinte pontuação:
GR 9.8.1 – Natação
• Provas individuais com oito raias:
Colocações 1-16: 18, 16, 15, 14, 13, 12, 11, 10, 8, 7, 6, 5, 4, 3. 2, 1 pontos.
• Revezamentos com oito raias:
Colocações 1-8: 36, 32, 30, 28, 26, 24, 22, 20.
• Provas individuais com 10 raias:
Colocações 1-20: 22, 20, 19, 18, 17, 16, 15, 14, 13, 12, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1.
• Revezamentos com 10 raias:
Lugares 1-10: 40, 36, 34, 32, 30, 28, 26, 24, 22, 20 pontos.
REGRAS PARA CATEGORIAS DE IDADES
SWAG 1 – As federações podem adotar as suas próprias regras para as 
categorias de idade, utilizando os regulamentos da FINA.
W 1 – ORGANIZAÇÃO DE COMPETIÇÕES
SW 1.1 – O Comitê Organizador designado pela entidade responsável pela 
competição terá jurisdição sobre todos os assuntos que não sejam atribuídos pelas 
regras à competência dos árbitros, juízes ou outros oficiais e terá competência 
para adiar competições de acordo com as regras adotadas para a condução de 
qualquer competição.
SW 1.2 – Nos Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais, o Bureau da FINA 
nomeará o seguinte número mínimo de oficiais para o controle das competições:
• Árbitro geral (2)
• Supervisor da mesa de controle (1)
• Juízes de nado (4)
• Juízes de partida (2)
• Chefe dos juízes de viradas (2, 1 em cada cabeceira da piscina)
TÓPICO 3 | REGRAS COMPETITIVAS
189
• Juízes de viradas (1 em cada raia nas duas cabeceiras da piscina)
• Anotador chefe (1)
• Banco de controle (2)
• Locutor (1)
SW 1.2.1 – Para todas as outras competições internacionais, a entidade 
responsável pela competição designará o mesmo número ou um número menor 
de oficiais, sujeito à aprovação da respectiva autoridade regional ou internacional, 
conforme o caso.
SW 1.2.2 – Quando o equipamento eletrônico não estiver disponível, esse 
equipamento deve ser substituído pelo cronometrista chefe, três (3) cronometristas 
por raia e dois (2) cronometristas adicionais.
SW 1.2.3 – Um juiz de chegada chefe e juízes de chegada podem ser 
utilizados quando o equipamento eletrônico e/ou 3 (três) cronômetros digitais 
por raia não são usados.
SW 1.3 – A piscina e o equipamento técnico para os Jogos Olímpicos e 
Campeonatos Mundiais devem ser inspecionados e aprovados com a devida 
antecedência em relação à competição pelo delegado da FINA, juntamente com 
um membro do Comitê Técnico de natação.
SW 1.4 – Sempre que o equipamento vídeo subaquático é utilizado pela 
televisão, o equipamento deve ser operado por controle remoto e não deve 
obstruir a visão ou o curso dos nadadores e não deve alterar a configuração da 
piscina ou obstruir as marcações exigidas pela FINA.
SW 2 – OFICIAIS
SW 2.1 – Árbitro geral
SW 2.1.1 – O árbitro geral deve ter completo controle e autoridade sobre 
todos os juízes, aprovar as suas atribuições de funções e instruí-los acerca de todas 
as características e regras especiais relacionadas às competições. Ele deve fazer 
respeitar todas as regras e determinações da FINA e decidirá todas as questões 
relacionadas com a condução do evento, prova ou competição, cuja decisão final 
não esteja prevista nas regras.
SW 2.1.2 – O árbitro geral pode intervir na competição, em qualquer 
momento, para fazer observar as Regras da FINA e deve julgar todos os protestos 
referentes à competição em curso.
SW 2.1.3 – Quando atuarem juízes de chegada e não houver três (3) 
cronômetros digitais, o árbitro geral estabelecerá a classificação sempre que 
necessário. Se houver aparelhagem automática e estiver funcionando, deverá ser 
consultada conforme a SW 13.
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
190
SW 2.1.5 – No início de cada prova, o árbitro geral, por meio de uma série 
de apitos curtos, convidará os nadadores a tirarem todas as roupas, exceto o 
traje de natação, seguindo-se de um apito longo, indicando aos nadadores que 
devem tomar os seus lugares nos blocos de partida (ou, para o nado de costas e 
revezamento medley, entrar imediatamente naágua). Um segundo apito longo 
indicará aos nadadores, no nado de costas e nos revezamentos medley, que se 
coloquem imediatamente na posição de partida. Assim que os nadadores e os 
juízes estiverem preparados para a partida, o árbitro geral indicará ao juiz de 
partida, com um braço estendido que os nadadores estão ao seu controle. O 
árbitro geral deverá permanecer com braço estendido até que a partida seja dada.
SW 2.1.6 – Uma desclassificação por sair antes do sinal de partida deve 
ser observada e confirmada tanto pelo juiz de partida quanto pelo árbitro geral. 
(Recomendação após o Congresso Extraordinário da FINA em Doha, Qatar, 2014).
SW 2.1.7 – O árbitro geral desclassificará qualquer nadador por qualquer 
outra infração às regras que observar pessoalmente. O árbitro pode também 
desclassificar qualquer nadador por qualquer violação reportada a ele por 
qualquer outro oficial autorizado. Todas as desclassificações estão sujeitas à 
decisão do árbitro geral (Congresso Extraordinário FINA, Doha, Qatar, 2014).
SW 2.2 – Supervisor da mesa de controle
SW. 2.2.1 – O supervisor deverá verificar a operação da cronometragem 
automática, olhando se necessário as câmeras de vídeo.
SW 2.1.4 – O árbitro geral assegurar-se-á de que todos os oficiais estão nos 
respectivos lugares para a realização da competição. Ele pode nomear substitutos 
para os ausentes, incapacitados de atuar ou julgados incompetentes. Pode 
aumentar, se necessário, o número de oficiais.
SW 2.2.2 – O supervisor é responsável de verificar os resultados do 
computador.
SW 2.2.3 – O supervisor é responsável por verificar a impressão das trocas 
dos revezamentos e comunicar ao árbitro as escapadas.
SW 2.2.4 – O supervisor poderá rever o vídeo para confirmar os tempos 
das escapadas.
SW 2.2.5 – O supervisor controlará as desistências após as eliminatórias 
ou finais, registrará os resultados em impressos oficiais, listará todos os novos 
recordes estabelecidos e manterá as pontuações, quando for o caso.
SW 2.3 – Juiz de partidas
SW 2.3.1 – O juiz de partidas terá total controle sobre os nadadores a partir 
do momento em que o árbitro geral lhe entregar a prova (SW 2.1.5) e até o início 
da prova. A partida deverá ser dada de acordo com SW 4.
TÓPICO 3 | REGRAS COMPETITIVAS
191
SW 2.3.2 – O juiz de partidas comunicará ao árbitro geral todo o nadador 
que atrasar a partida, que desobedecer voluntariamente a ordem ou qualquer 
comportamento de má conduta que estiver acontecendo na hora da partida, mas 
só o árbitro geral poderá desclassificar um nadador pela demora, desobediência 
voluntária ou má conduta.
SW 2.3.3 – O juiz de partidas terá autoridade para decidir se a partida é 
correta, sujeito apenas à decisão do árbitro geral.
SW 2.3.4 – Ao iniciar uma prova, o juiz de partidas deve estar no lado 
da piscina, aproximadamente a cerca de cinco (5) metros da borda de partida, 
onde os cronometristas possam ver e/ou ouvir o sinal de partida e os nadadores 
possam ouvir o sinal.
SW 2.4 – Banco de controle
SW 2.4.1 – Juiz do banco de controle reunirá os nadadores antes de cada 
prova.
SW 2.4.2 – O juiz do banco de controle deverá comunicar ao árbitro geral 
qualquer violação relativa a publicidade (GR 6) e se um nadador não estiver 
presente no momento da chamada.
SW 2.5 – Chefe dos juízes de viradas
SW 2.5.1 – O chefe dos juízes de viradas deve assegurar que todos os juízes 
de viradas cumpram as suas funções durante a competição.
SW 2.5.2 – O chefe dos juízes de viradas receberá os boletins dos juízes 
de viradas, se ocorrer alguma infração, e os entregará imediatamente ao árbitro 
geral.
SW 2.6 – Juízes de viradas
SW 2.6.1 – Será designado um juiz de virada para cada raia em cada 
cabeceira da piscina.
SW 2.6.2 – Cada juiz de virada deve se certificar de que os nadadores 
cumprem as regras estabelecidas para as viradas, desde o início da última braçada 
antes do toque e terminando logo que acabar a primeira braçada após a virada. 
O juiz de virada na cabeceira de partida deve se assegurar de que os nadadores 
cumprem as regras em vigor, desde a partida até à finalização da primeira 
braçada. Os juízes de virada colocados na cabeceira de chegada verificam se os 
nadadores terminam as suas provas dentro das respectivas regras.
SW 2.6.3 – Nas provas de 800 e 1500 metros, um juiz de volta colocado na 
cabeceira de saída ou de virada deve anotar o número de voltas completadas pelo 
nadador de sua raia e informá-lo sobre o número de voltas que falta completar, 
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
192
mostrando-lhe as placas de volta. Poderá ser utilizado equipamento automático, 
incluindo display subaquático (recomendação após o Congresso Extraordinário 
da FINA em Doha, Qatar, 2014).
SW 2.6.4 – Cada juiz, colocado na cabeceira de saída, dará um sinal de 
aviso quando, ao nadador de sua raia, faltarem duas voltas e mais cinco (5) metros 
para terminar a sua prova de 800 ou 1500 metros. Este sinal deverá ser repetido 
após a virada até uma distância de cinco (5) metros. O aviso poderá ser dado por 
apito ou sinos.
SW 2.6.5 – Nas provas de revezamentos, cada juiz colocado na cabeceira 
de saída verificará se o nadador que vai partir está ou não em contato com o 
bloco de partida quando o nadador anterior toca na borda de chegada. Quando 
houver aparelhagem automática que verifique as trocas no revezamento, deverá 
ser utilizada de acordo com SW 13.1.
SW 2.6.6 – Os juízes de virada darão conhecimento ao chefe de juízes 
de viradas de qualquer violação das regras, na papeleta de ocorrência assinada, 
especificando a prova, o número da raia e a infração verificada. O chefe dos juízes 
de viradas apresentará de imediato a ocorrência ao árbitro geral.
SW 2.7 – Juízes de nados
SW 2.7.1 – Os juízes de nado deverão colocar-se em cada lado da piscina.
SW 2.7.2 – Cada juiz de nado assegurará que as regras relativas ao nado a 
ser nadado em determinada prova estão sendo respeitadas e observará as viradas 
e as chegadas em colaboração com os juízes de virada.
SW 2.7.3 – Os juízes de nado deverão dar conhecimento ao árbitro geral 
de qualquer violação, na papeleta de ocorrência assinada, especificando a prova, 
número da raia e infração cometida.
SW 2.8 – Chefe de cronometristas
SW 2.8.1 – O chefe de cronometristas deverá atribuir lugares sentados a 
todos os cronometristas e as raias de sua responsabilidade. É aconselhável que haja 
três (3) cronometristas por raia. Se não for utilizado o equipamento automático de 
cronometragem, deverá haver dois (2) cronometristas adicionais, para substituir 
um cronometrista cujo cronômetro não disparou ou que parou durante uma prova 
ou que, por qualquer outra razão, não esteja apto para registrar o tempo. Quando 
se utilizam cronômetros digitais, o tempo e classificação final serão definidos pelo 
tempo registrado.
SW 2.8.2 – Quando houver apenas um cronometrista por raia, deverá 
haver um cronometrista extra em caso de mau funcionamento dos cronômetros. 
O chefe dos cronometristas deverá registrar sempre o tempo de cada ganhador 
de cada série.
TÓPICO 3 | REGRAS COMPETITIVAS
193
SW 2.8.3 – O chefe dos cronometristas deve recolher de cada cronometrista 
em cada raia o cartão de nado com os tempos registrados e, se necessário, conferir 
os cronômetros deles.
SW 2.8.4 – O chefe dos cronometristas registrará ou examinará o tempo no 
cartão de nado de cada raia.
SW 2.9 – Cronometristas
SW 2.9.1 – Cada cronometrista deverá marcar o tempo dos nadadores na 
raia que lhe estiver atribuída de acordo com SW 11.3. Os cronômetros devem 
estar atestados como corretos pelo Comitê Organizador.
SW 2.9.2 – Cada cronometrista deverá iniciar seu cronômetro ao sinal de 
partida e deverá pará-lo quando o nadador de sua raia tiver completado a prova. 
Os cronometristas poderão ser instruídos pelo chefe de cronometristas a registrar 
tempos de passagem em provas superiores a 100 metros.
SW 2.9.3 – Logo após a prova, os cronometristas de cada raia deverão 
registrar os tempos dosseus cronômetros no cartão de nado, entregar ao chefe dos 
cronometristas e, se solicitado, entregar os seus cronômetros para inspeção. Seus 
cronômetros devem ser zerados no apito curto do árbitro, ou quando instruídos 
para isso.
SW 2.9.4 – Pode ser necessário utilizar todos os cronometristas, mesmo 
quando se está usando aparelhagem automática, a não ser que esteja usando um 
sistema de “backup” em vídeo.
SW 2.10 – Chefe dos juízes de chegada – se necessário
SW 2.10.1 – O chefe dos juízes de chegada deverá indicar a cada juiz de 
chegada a sua posição e a classificação a determinar.
SW 2.10.2 – Depois da prova, o chefe dos juízes de chegada recolherá as 
papeletas assinadas de cada um dos juízes e estabelecerá o resultado e a ordem 
de chegada que será enviada ao árbitro geral.
SW 2.10.3 – Sempre que se utilizar aparelhagem automática, o chefe dos 
juízes de chegada deverá comunicar a ordem de chegada registrada pela mesma, 
após cada prova.
SW 2.11 – Juízes de chegada – se necessário
SW 2.11.1 – Os juízes de chegada deverão colocar-se em posição elevada 
e em linha com a chegada, onde possam ter sempre boa visão da prova e da 
linha de chegada, a não ser que acionem um sistema automático nas raias que lhe 
tiverem sido atribuídas, pressionando um botão no final da prova.
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
194
SW 2.11.2 – Depois de cada prova, os juízes de chegada decidirão 
e comunicarão a ordem de chegada dos nadadores, de acordo com as suas 
atribuições. Os juízes de chegada que utilizarem botões não poderão atuar como 
cronometristas na mesma prova.
SW 2.12 – Mesa de controle (menos Jogos Olímpicos e campeonatos mundiais)
SW 2.12.1 – O anotador chefe é responsável pela verificação dos resultados 
impressos pelo computador ou dos resultados dos tempos e ordem de chegada 
em cada prova, recebido pelo árbitro geral. Deve certificar-se de que o árbitro 
geral assine os resultados.
SW 2.12.2 – Aos anotadores caberá controlar as desistências após as 
eliminatórias ou finais, registrar os resultados em impressos oficiais, listar todos 
novos recordes estabelecidos e manter as pontuações, quando for o caso.
SW 2.13 – Decisões dos juízes
SW 2.13.1 – Cada juiz tomará as suas decisões autônoma e 
independentemente de qualquer outro, salvo se as regras de natação estabelecerem 
o contrário.
SW 3 – COMPOSIÇÃO DE SÉRIES ELIMINATÓRIAS, SEMIFINAIS E FINAIS
A distribuição das raias em todas as provas dos Jogos Olímpicos, 
Campeonatos Mundiais e outras competições da FINA será organizada como se 
segue.
SW 3.1 – Eliminatórias
SW 3.1.1 – Os melhores tempos obtidos pelos nadadores dentro do período 
de classificação estabelecido devem ser indicados nas fichas de inscrição através 
de formulários de inscrição ou on-line, conforme solicitado. Os nadadores que não 
entregarem tempos deverão ser considerados os mais lentos e colocados no fim 
da lista sem tempo. A raia de partida dos nadadores com o mesmo tempo ou mais 
de um nadador sem tempo deverá ser determinada por sorteio. As raias serão 
atribuídas aos nadadores conforme em SW 3.1.2. Os nadadores serão colocados 
nas eliminatórias de acordo com o tempo de inscrição, do seguinte modo.
SW 3.1.1.1 – Se houver apenas uma série eliminatória, esta deverá ser 
considerada como final e nadada durante a etapa final.
SW 3.1.1.2 – No caso de duas séries eliminatórias, o nadador mais rápido 
será colocado na segunda série, o segundo nadador mais rápido será colocado na 
primeira série, o seguinte na segunda série, o seguinte na primeira série etc.
SW 3.1.1.3 – No caso de três séries eliminatórias, exceto para as provas 
de 400m, 800m e 1500m, o nadador mais rápido será colocado na terceira série, 
TÓPICO 3 | REGRAS COMPETITIVAS
195
o segundo mais rápido na segunda série, o terceiro mais rápido na primeira. O 
quarto mais rápido será colocado na terceira série, o quinto na segunda série e 
o sexto mais rápido na primeira série, o sétimo mais rápido na terceira série etc.
SW 3.1.1.4 – No caso de quatro ou mais eliminatórias, exceto os 400m, 
800m e 1500m, as três últimas eliminatórias da prova serão compostas conforme 
o disposto na SW 3.1.1.3 acima mencionada. A série anterior às três últimas será 
constituída pelos nadadores mais rápidos que se seguirem; a série anterior as 
quatro últimas serão constituídas pelos nadadores mais rápidos que se seguirem 
etc. As raias serão atribuídas em ordem descendente aos tempos de inscrição em 
cada série, de acordo com regra SW 3.1.2 abaixo mencionada.
SW 3.1.1.5 – Para as provas de 400m, 800m e 1500m, as últimas séries 
deverão ser compostas de acordo com a SW 3.1.1.2.
SW 3.1.1.6 – Exceção: quando houver duas ou mais séries eliminatórias 
de uma prova, haverá um mínimo de três nadadores colocados em qualquer das 
séries, mas subsequentes desistências poderão reduzir o número de nadadores 
em qualquer eliminatória para menos de três.
SW 3.1.1.7 – Utilizando uma piscina com 10 raias, e tempos iguais forem 
estabelecidos para o oitavo lugar nas eliminatórias dos 800m e 1500m livre, a raia 
9 vai ser usada com um sorteio para a raia 8 e a raia 9. Em caso de três (3) tempos 
iguais para o oitavo lugar, a raia 9 e a raia 0 serão usadas com um sorteio para a 
raia 8, raia 9 e raia 0.
SW 3.1.1.8 – Quando uma piscina não tiver 10 raias aplica-se a regra SW 
3.2.3.
SW 3.1.2 – Exceto nas provas de 50 metros em piscina de 50 metros, a 
atribuição das raias deverá ser (raia 1 no lado direito da piscina (raia 0 quando 
usando piscina com 10 raias), quando se olha a piscina do lado da cabeceira de 
partida) colocando o nadador mais rápido ou equipe de revezamento na raia central 
se a piscina tiver um número ímpar de raias ou na raia 3 ou 4, respectivamente, 
em piscina com 6 ou 8 raias. Nas piscinas com 10 raias, o nadador mais rápido 
será colocado na raia 4. O nadador que tiver o tempo mais rápido seguinte será 
colocado à sua esquerda, alternando em seguida os outros para a direita e para 
a esquerda, de acordo com os tempos de inscrição. Nadadores com tempos 
idênticos serão colocados conforme sorteio das raias e segundo a norma referida 
anteriormente.
SW 3.1.3 – Quando são disputadas provas de 50 metros em piscina de 50 
metros, as provas podem ser nadadas, segundo decisão do Comitê Organizador, 
ou da cabeceira de partida para a de virada ou desta para a cabeceira de partida, 
dependendo de fatores como: a existência de aparelhagem automática adequada, 
posição do juiz de partida etc. O Comitê Organizador deverá avisar os nadadores 
da sua decisão muito antes do início da competição. Independentemente de como 
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
196
a prova vai ser nadada, os nadadores deverão ser colocados nas mesmas raias em 
que seriam colocados se começassem e terminassem na cabeceira de partida.
SW	3.2	–	Semifinais	e	finais
SW 3.2.1 – As semifinais serão organizadas conforme SW 3.1.1.2.
SW 3.2.2 – Quando não houver necessidade de séries eliminatórias, as raias 
serão atribuídas de acordo com SW 3.1.2. Quando houver séries eliminatórias e 
semifinais, a raias serão atribuídas segundo SW 3.1.2 tendo em conta os tempos 
obtidos nessas séries eliminatórias.
SW 3.2.3 – No caso em que nadadores da mesma série ou de séries 
diferentes tenham tempos iguais registrados até ao 1/100 de segundo, para o 
oitavo/décimo ou décimo sexto/vigésimo lugar, dependendo se estiverem sendo 
usadas oito ou dez raias, deve haver uma prova de desempate para determinar 
qual o nadador que avançará para a respectiva final. Esta prova de desempate 
deverá ser realizada após os nadadores terem terminado suas séries em um 
horário acertado entre a organização da competição e as partes envolvidas. Em 
caso de novo empate, a prova de desempate deverá repetir-se. Se necessário 
haverá uma prova de desempate para determinar o 1º e o 2º reservas se estes 
obtiverem tempos iguais.
SW 3.2.4 – Quando um ou mais nadadores desistem de uma semifinal, 
os reservas serão chamados por ordem de classificação naseliminatórias ou 
semifinais. A prova ou provas deverão ser reordenadas e devem ser publicadas 
folhas suplementares de informação, conforme previsto na SW 3.1.2.
SW 3.2.5 – Para eliminatórias, semifinais e finais, os nadadores devem 
chegar ao primeiro banco de controle 20 minutos antes da hora prevista para 
nadar, após a verificação, os nadadores passam para o banco de controle final.
IMPORTANT
E
SW 3.3 – Em outras competições, o sistema de sorteio pode ser usado para 
designar as posições de raias.
TÓPICO 3 | REGRAS COMPETITIVAS
197
SW 4 – A PARTIDA
SW 4.1 – A partida nas provas de livre, peito, borboleta e medley será 
efetuada por meio de salto (mergulho). Ao apito longo (SW 2.1.5) do árbitro geral, 
os nadadores devem subir no bloco de partida e ali permanecer. Ao comando “às 
suas marcas”, do juiz de partida, devem colocar-se imediatamente na posição de 
partida, com pelos menos um pé na parte dianteira do bloco. A posição das mãos 
não é relevante. Quando todos os nadadores estiverem imóveis, o juiz de partida 
deve dar o sinal de partida.
SW 4.2 – A partida para as provas de costas e revezamento medley será 
efetuada dentro da água. Ao primeiro apito longo do árbitro geral (SW 2.1.5), 
os nadadores deverão entrar imediatamente na água. No segundo apito longo, 
os nadadores deverão colocar-se, sem demora indevida, na posição de partida 
(SW 6.1). Quando todos os nadadores estiverem na posição de partida, o juiz de 
partida dará o comando “às suas marcas”. Quando todos os nadadores estiverem 
imóveis, o juiz de partida dará o sinal de partida.
SW 4.3 – Nos Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais e outras provas 
organizadas pela FINA, o comando “às suas marcas” terá que ser em inglês, “Take 
your marks”, e o sinal de partida difundido por múltiplos alto-falantes, um para 
cada bloco de partida.
SW 4.4 – Qualquer nadador que parta antes do sinal de partida ser dado 
será desclassificado. Se o sinal de partida soar antes de a desclassificação ser 
declarada, a prova continuará e o nadador ou nadadores serão desclassificados 
após a prova terminar. Se a desclassificação for assinalada antes do sinal de partida, 
o sinal não será dado, os demais nadadores serão chamados de volta e proceder-
se-á a nova partida. O árbitro geral repete o procedimento de partida começando 
com o apito longo (o segundo para a prova de costas), como mencionado em SW 
2.1.5.
SW 5 – NADO LIVRE
SW 5.1 – Nado livre significa que numa prova assim denominada, o 
competidor pode nadar qualquer nado, exceto nas provas de medley individual 
ou revezamento medley, quando nado livre significa qualquer nado diferente do 
nado de costas, peito ou borboleta.
SW 5.2 – Alguma parte do nadador tem que tocar a parede ao completar 
cada volta e no final.
SW 5.3 – Alguma parte do nadador tem que quebrar a superfície da água 
durante a prova, exceto quando é permitido ao nadador estar completamente 
submerso durante a volta e numa distância não maior que 15 metros após a 
partida e cada volta. Nesse ponto, a cabeça deve ter quebrado a superfície da 
água.
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
198
SW 6 – NADO DE COSTAS
SW 6.1 – Antes do sinal de partida, os competidores devem alinhar-se 
na água, de frente para a cabeceira de saída, com ambas as mãos colocadas nos 
suportes de agarre. Manter-se na calha ou dobrar os dedos sobre a borda da calha 
é proibido. Quando o suporte de partida para o nado costas estiver sendo usado 
na saída, os dedos de ambos os pés devem estar em contato com a borda ou com 
a placa de toque do placar eletrônico. Curvar os dedos dos pés na parte superior 
da placa de toque é proibido (recomendação após o Congresso Extraordinário da 
FINA em Doha, Qatar, 2014).
SW 6.2 – Quando o suporte de partida do nado costas estiver sendo 
utilizada, cada inspetor na cabeceira de saída deve instalar e remover após a saída 
(recomendação após o Congresso Extraordinário da FINA em Doha, Qatar, 2014).
SW 6.3 – Ao sinal de partida e quando virar, o nadador deve dar um impulso 
e nadar de costas durante o percurso, exceto quando executar a volta, como na SW 
6.4. A posição de costas pode incluir um movimento rotacional do corpo, até, mas 
não incluindo os 90º a partir da horizontal. A posição da cabeça não é relevante.
SW 6.4 – Alguma parte do nadador tem que quebrar a superfície da água 
durante o percurso. É permitido ao nadador estar completamente submerso 
durante a volta e por uma distância não maior que 15 metros após a saída e cada 
volta. Nesse ponto a cabeça deve ter quebrado a superfície.
SW 6.5 – Quando executar a volta, tem que haver o toque na parede com 
alguma parte do corpo na sua respectiva raia. Durante a volta, os ombros podem 
girar além da vertical para o peito, após o que uma imediata contínua braçada ou 
uma imediata contínua e simultânea dupla braçada pode ser usada para iniciar a 
volta. O nadador tem que retornar à posição de costas após deixar a parede.
SW 6.6 – Quando do final da prova, o nadador tem que tocar a parede na 
posição de costas na sua respectiva raia.
SW 7 – NADO DE PEITO
SW 7.1 – Após a saída e em cada volta, o nadador pode dar uma braçada 
completa até as pernas, durante a qual o nadador pode estar submerso. Uma 
única pernada de borboleta é permitida em qualquer momento antes da primeira 
pernada de peito após a saída e após cada virada (recomendação após o Congresso 
Extraordinário da FINA em Doha, Qatar, 2014).
SW 7.2 – A partir da primeira braçada após a saída e após cada virada, o 
corpo deve ser mantido sobre o peito. Não é permitido ficar na posição de costas 
em nenhum momento, exceto quando da volta, após o toque na parede onde é 
permitido girar de qualquer maneira, contanto que quando deixar a parede o corpo 
deve estar na posição sobre o peito. A partir da saída e durante a prova, o ciclo do 
nado deve ser uma braçada e uma pernada, nessa ordem. Todos os movimentos 
dos braços devem ser simultâneos e no mesmo plano horizontal, sem movimentos 
alternados.
TÓPICO 3 | REGRAS COMPETITIVAS
199
SW 7.3 – As mãos devem ser lançadas junto para frente a partir do peito, 
abaixo ou sobre a água. Os cotovelos deverão estar abaixo da água, exceto para 
a última braçada antes da volta, durante a volta e na última braçada antes da 
chegada. As mãos deverão ser trazidas para trás na superfície ou abaixo da 
superfície da água. As mãos não podem ser trazidas para trás além da linha dos 
quadris, exceto durante a primeira braçada, após a saída e em cada volta.
SW 7.4 – Durante cada ciclo completo, alguma parte da cabeça do nadador 
deve quebrar a superfície da água. A cabeça tem que quebrar a superfície da água 
antes que as mãos virem para dentro na parte mais ampla da segunda braçada. 
Todos os movimentos das pernas devem ser simultâneos e no mesmo plano 
horizontal sem movimentos alternados.
SW 7.5 – Os pés devem estar virados para fora durante a parte propulsiva 
da pernada. Não são permitidos movimentos alternados ou pernada de borboleta, 
exceto o descrito na SW 7.1. É permitido quebrar a superfície da água com os pés, 
exceto seguido de uma pernada de borboleta para baixo.
SW 7.6 – Em cada virada e na chegada da prova, o toque deve ser feito 
com as duas mãos separadas e simultaneamente, acima, abaixo ou no nível da 
água. No último ciclo do nado antes da virada e no final da prova, uma braçada 
não seguida da pernada é permitida. A cabeça pode submergir após a última 
braçada anterior ao toque, contanto que quebre a superfície da água em qualquer 
ponto durante o último completo ou incompleto ciclo anterior ao toque.
• Interpretação "Separado" significa que as mãos não podem ser empilhadas uma 
em cima da outra. Não é necessário espaço entre as mãos. O contato acidental 
com os dedos não é uma preocupação.
FIGURA 94 – POSIÇÃO DAS MÃOS NO NADO PEITO
FONTE: CBDA (2017)
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
200
SW 8 – NADO BORBOLETA
SW 8.1 – A partir do início da primeira braçada, após a saída e em cada 
volta, o corpo deve sermantido sobre o peito. Pernada submersa na lateral é 
permitida. Não é permitido ficar na posição de costas em nenhum momento, 
exceto quando da volta, após o toque na parede é permitido girar de qualquer 
maneira, quando deixar a parede o corpo deve estar na posição sobre o peito.
SW 8.2 – Ambos os braços devem ser levados simultaneamente à frente 
por sobre a água e trazidos para trás simultaneamente por baixo da água durante 
todo o percurso, conforme SW 8.5.
SW 8.3 – Todos os movimentos para cima e para baixo das pernas devem 
ser simultâneos. As pernas ou os pés não precisam estar no mesmo nível, mas não 
podem alternar um em relação ao outro. O movimento de pernada de peito não 
é permitido.
SW 8.4 – Em cada virada e na chegada, o toque deve ser efetuado com 
ambas as mãos separadas e simultaneamente, acima, abaixo ou no nível da 
superfície da água.
SW 8.5 – Após a saída e na volta, ao nadador são permitidas uma ou mais 
pernadas e uma braçada sob a água, que deve trazê-lo à superfície. É permitido ao 
nadador estar completamente submerso até uma distância não maior do que 15 
metros após a partida e após cada virada. Nesse ponto, a cabeça deve quebrar a 
superfície. O nadador tem que permanecer na superfície até a próxima volta ou final. 
SW 9 - NADO MEDLEY
SW 9.1 – Na prova de medley individual, o nadador nada os quatro nados 
na seguinte ordem: borboleta, costas, peito e livre. Cada nado deve percorrer um 
quarto (1/4) da distância.
SW 9.2 – Nas provas de revezamento medley, os nadadores nadam os 
quatro nados na seguinte ordem: costas, peito, borboleta e livre.
SW 9.3 – Cada nado deve ser finalizado de acordo com a regra aplicada a ele.
SW 10 – A PROVA
SW 10.1 – Todas as provas individuais devem ser separadas por sexo.
SW 10.2 – O competidor nadando o percurso sozinho deve nadar a 
distância total para se classificar.
SW 10.3 – O nadador deve permanecer e terminar a prova na mesma raia 
onde começou.
TÓPICO 3 | REGRAS COMPETITIVAS
201
SW 10.4 – Em todas as provas, o nadador deve fazer contato físico com 
a borda na virada. A virada deve ser feita contra a borda da piscina e não é 
permitido andar ou tomar impulso no fundo da piscina.
SW 10.5 – Ficar de pé durante a prova de nado livre ou durante o nado 
livre nas provas de medley não deve desclassificar o nadador, mas ele não poderá 
andar.
SW 10.6 – Puxar a raia não é permitido.
SW 10.7 – Obstruir outros competidores, atravessando outra raia ou 
interferindo de qualquer outra forma, será motivo de desclassificação do nadador 
infrator. Se a falta for intencional, o árbitro deverá relatar o fato à entidade 
promotora e à associação do nadador infrator.
SW 10.8 – A nenhum competidor deve ser permitido usar ou vestir 
qualquer objeto adicional ou maiô que possa ajudar sua velocidade, flutuação 
ou resistência durante uma competição (tais como: luvas, pés de pato, fitas 
terapêuticas e fitas adesivas etc.). Óculos podem ser usados. Nenhum tipo de 
adesivo no corpo é permitido, a menos que aprovado pelo Comitê de Medicina 
Esportiva da FINA.
SW 10.9 – Qualquer nadador que entre na piscina durante a realização 
de uma prova em que não esteja inscrito antes que todos os nadadores tenham 
completado sua prova, deve ser desclassificado da próxima prova em que estiver 
inscrito.
SW 10.10 – Serão 4 (quatro) nadadores em cada equipe de revezamento. 
Estão permitidas equipes mistas. Estas equipes serão formadas por dois (2) 
homens e duas (2) mulheres. Os tempos parciais registrados nestas provas não 
poderão ser considerados como recordes e nem como tempos de inscrição.
SW 10.11 – Nas provas de revezamento, a equipe de um competidor cujos 
pés perderem contato com o bloco de partida antes de o nadador anterior tocar 
na parede será desclassificada.
SW 10.12 – Qualquer equipe de revezamento deve ser desclassificada de 
uma prova, se um membro da equipe, diferentemente do nadador designado para 
nadar aquela distância, entra na água enquanto a prova está sendo disputada e 
antes que todos os nadadores de todas as equipes tenham acabado a prova.
SW 10.13 – Os membros de uma equipe de revezamento e sua ordem de 
competir devem ser designados antes da prova. Qualquer membro da equipe 
de revezamento pode competir numa prova somente uma vez. A composição 
de uma equipe de revezamento pode ser mudada entre as séries eliminatórias 
e as finais de uma prova, visto que isso é feito a partir da lista dos nadadores 
propriamente inscritos por um responsável nessa prova. Nadar em ordem 
UNIDADE 3 | METODOLOGIA DO ENSINO DA NATAÇÃO
202
diferente da apresentada resultará em desclassificação. Substituições podem ser 
feitas somente em caso de emergência médica com atestado.
SW 10.14 – Qualquer nadador, tendo acabado sua prova ou sua distância 
numa prova de revezamento, deve deixar a piscina assim que possível sem 
obstruir qualquer outro competidor que não tenha ainda terminado sua prova. 
De outra maneira, o nadador faltoso ou sua equipe de revezamento devem ser 
desclassificados.
SW 10.15 – Se uma falta tirar a chance de sucesso de um competidor, o 
árbitro terá o poder de permitir a ele competir na próxima série, ou se a falta 
ocorrer numa prova final ou na última série eliminatória, ele pode ordenar que a 
prova seja nadada outra vez.
SW 10.16 – Nenhum artifício de controle de tempo é permitido, nem o uso 
de qualquer auxílio ou plano adotado para obter esse efeito.
SW 11 – REGISTRO DE TEMPO
SW 11.1 – A aparelhagem automática deve ser operada sob supervisão 
de juízes designados. Os tempos registrados pela aparelhagem automática serão 
usados para determinar o vencedor, todas as classificações e o tempo obtido por 
cada raia. A ordem de chegada e os tempos apurados deste modo terão prioridade 
sobre as decisões dos cronometristas. No caso de defeito da aparelhagem 
automática, ou se verificar claramente ter havido uma falha da aparelhagem, ou 
que um nadador não tenha conseguido fazer funcionar a mesma, os registros dos 
cronometristas serão oficiais (SW 13.3).
SW 11.2 – Quando for utilizada aparelhagem automática, os resultados 
serão registrados apenas até ao 1/100 de segundo. Quando a cronometragem até 
ao 1/1000 de segundo estiver disponível, o terceiro dígito não será registrado 
ou usado para determinação do tempo ou da classificação. Se houver tempos 
iguais, todos os nadadores que tiverem registrado o mesmo tempo até 1/100 de 
segundo terão a mesma classificação. Os tempos expostos no placar eletrônico de 
resultados deverão mostrar apenas até 1/100 de segundo.
SW 11.3 – Qualquer aparelho para medição do tempo utilizado por um 
juiz será considerado como um cronômetro. Estes tempos manuais deverão 
ser tirados por três cronometristas nomeados ou aprovados pela Federação 
Nacional do país onde é realizada a competição. Todos os cronômetros deverão 
ser dados como precisos pela Federação Nacional onde acontece a competição. 
Os tempos manuais deverão ser registrados até ao 1/100 de segundo. Quando 
não for utilizada qualquer aparelhagem automática, os tempos manuais serão 
determinados como segue:
SW 11.3.1 – Se dois dos três cronômetros registrarem o mesmo tempo, 
diferente do terceiro, os dois tempos iguais são o tempo oficial.
TÓPICO 3 | REGRAS COMPETITIVAS
203
SW 11.3.2 – Se os três tempos forem diferentes, o tempo oficial será o do 
cronômetro que registrar o tempo intermediário.
SW 11.3.3 – Quando se utilizam três cronômetros e um deles não funcionar, 
o tempo oficial será a média dos outros dois.
SW 11.4 – No caso de um nadador ser desclassificado durante ou após 
uma prova, a desclassificação deverá ser registrada nos resultados oficiais, mas 
nenhum tempo ou classificação será registrado ou anunciado.
SW 11.5 – No caso de desclassificação de uma equipe de revezamento, 
os tempos parciais até à desclassificação deverão ser registrados nos resultados 
oficiais.
SW 11.6 – Nos revezamentos, todos os tempos parciais a cada 50 e 100 
metros deverão ser registrados para o nadador que abre o revezamento

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