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NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA Prof. Fabrício Costa de Oliveira NATAÇÃO Marília/SP 2022 “A Faculdade Católica Paulista tem por missão exercer uma ação integrada de suas atividades educacionais, visando à geração, sistematização e disseminação do conhecimento, para formar profissionais empreendedores que promovam a transformação e o desenvolvimento social, econômico e cultural da comunidade em que está inserida. Missão da Faculdade Católica Paulista Av. Cristo Rei, 305 - Banzato, CEP 17515-200 Marília - São Paulo. www.uca.edu.br Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem autorização. Todos os gráficos, tabelas e elementos são creditados à autoria, salvo quando indicada a referência, sendo de inteira responsabilidade da autoria a emissão de conceitos. Diretor Geral | Valdir Carrenho Junior NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 5 SUMÁRIO CAPÍTULO 01 CAPÍTULO 02 CAPÍTULO 03 CAPÍTULO 04 CAPÍTULO 05 CAPÍTULO 06 CAPÍTULO 07 CAPÍTULO 08 CAPÍTULO 09 CAPÍTULO 10 CAPÍTULO 11 CAPÍTULO 12 CAPÍTULO 13 CAPÍTULO 14 CAPÍTULO 15 06 23 42 66 98 127 146 165 181 200 217 236 255 273 290 O QUE É NATAÇÃO? HISTÓRIA DA NATAÇÃO PRINCÍPIOS DA HIDRODINÂMICA PARA NATAÇÃO PRINCIPAIS COMPETIÇÕES DE NATAÇÃO METODOLOGIAS DE TRABALHO DA NATAÇÃO ORGANIZAÇÃO DE PROGRAMAS DE NATAÇÃO ADAPTAÇÃO AO MEIO LÍQUIDO NADO CRAWL OU LIVRE NADO DE COSTA NADO DE PEITO NADO BORBOLETA ENTRADAS E VIRADAS BRINCADEIRAS E JOGOS NAS AULAS DE NATAÇÃO SALVAMENTO AQUÁTICO E OS CUIDADOS DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA NATAÇÃO NATAÇÃO PARA GRUPOS ESPECIAIS NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 6 CAPÍTULO 1 O QUE É NATAÇÃO? • Posição do Confef sobre a natação. • Definições e conceitos; • O papel do Professor de Educação Física na natação; • Federações e confederações de natação; Título: Natação Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-nadando-na-agua-fazendo-bracadas-de-estilo-livre-87831/ ISSO ACONTECE NA PRÁTICA O professor de Educação Física atua como incentivador e inspiração positiva. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 7 Em 1994, com 12 anos de idade, tive a experiência de participar da escola de natação ofertada pelo município que morava. Era um projeto social que tinha como propósito, o incentivo e movimentação esportiva da Secretaria de Esportes Municipal. O professor de Educação Física Sidnei era o responsável pelas atividades aquáticas. Lembro do primeiro dia de aula: ele colocou todos os alunos na borada da piscina para uma conversa sobre a aula, falou para os alunos mais avançados onde eles deveriam nadar e o que deveriam fazer. Orientou os alunos intermediários a pegar o material e ir para o outro lado da piscina. Ficou comigo e mais três outros alunos que iniciaram o projeto. A primeira pergunta que ele fez foi: aquela parte da piscina é bem fundo e não dá pé para vocês, quem consegue se virar no fundo? Eu prontamente disse que conseguia, porque sabia nadar. Ele então pediu para que eu mostrasse tudo que sabia fazer na aula. Na fala dele, eu já sabia fazer o nado do Tarzan, mergulhar de fora da piscina na barrigada, mergulhar de olho aberto e soltar o ar dentro da água. Isso era muito bom. Na aula seguinte eu fui para a turma dos intermediários. O relato que acabamos de apresentar aqui aconteceu na prática e marcou a minha vida. O professor Sidnei até hoje atua como professor de natação e eu nunca mais parei de nadar. Hoje com quarenta anos, ainda participo de competições em águas aberta e competições na minha região. ANOTE ISSO Posição do Confef sobre a natação é de que somente o professor de Educação Física formado e registrado pode ministrar e desenvolver programas de natação. Rio de Janeiro, 29 de junho de 2015. Resolução CONFEF nº 280/2015 NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 8 Dispõe sobre Especialidade Profissional em Educação Física em Desportos Aquáticos. O PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA - CONFEF, no uso de suas atribuições estatutárias, conforme dispõe o inciso IX, do art. 43; CONSIDERANDO a Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996, na especificidade do tratamento dispensado à Especialização como curso superior, em nível de pós- graduação Lato Sensu, que se segue aos cursos de graduação; CONSIDERANDO a Resolução CONFEF nº 255 de 18 de junho de 2013, do Conselho Federal de Educação Física, que define Especialidade Profissional em Educação Física; CONSIDERANDO a Resolução CONFEF nº 046, de 18 de fevereiro de 2002, do Conselho Federal de Educação Física, que dispõe sobre a Intervenção do Profissional de Educação Física e respectivas competências e define seus campos de atuação profissional; CONSIDERANDO a Resolução CNE/CES nº 7, de 31 de março de 2004, do Conselho Nacional de Educação, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Educação Física, em nível superior de graduação plena; CONSIDERANDO a missão do CONFEF de dotar a sociedade de parâmetros de aferição da qualidade do exercício profissional, bem como as exigências do campo de trabalho do Profissional de Educação Física, decorrentes dos avanços científicos e tecnológicos da área específica e de áreas correlatas; CONSIDERANDO a importância da formação profissional em nível de Especialidade para o desempenho de funções específicas e próprias do exercício profissional, com segurança, competência e responsabilidade ética; NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 9 CONSIDERANDO que a organização do esporte nacional identifica “Desportos Aquáticos” como uma grande área onde está incluída a natação, os saltos ornamentais, o polo aquático e o nado sincronizado; CONSIDERANDO a relevância do trabalho interdisciplinar em Desportos Aquáticos (natação, saltos ornamentais, polo aquático e nado sincronizado) e a necessidade das ações realizadas pelos diferentes profissionais de nível superior como condição para se oferecer aos praticantes destas modalidades esportivas orientações para a aprendizagem e o treinamento de qualidade, na iniciação e no alto rendimento; CONSIDERANDO o estudo do Grupo de Trabalho sobre Especialidade Profissional em Educação Física do CONFEF, realizado no ano de 2006; os estudos da Comissão de Ensino Superior e Preparação Profissional do CONFEF, realizados nos anos de 2010 e 2011; e reunião realizada em 2011, pelos representantes do CONFEF junto às Câmaras Técnicas da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, do Ministério da Saúde; CONSIDERANDO a Oficina Temática sobe Especialidades Profissionais, realizada no ano de 2011, coordenada pela Comissão de Ensino Superior e Preparação Profissional do CONFEF, com a participação dos Presidentes de Conselhos Regionais de Educação Física e o que foi aprovado em reunião do Plenário do Conselho Federal de Educação Física, realizada em 26 de março de 2011; CONSIDERANDO a deliberação do Plenário do CONFEF, em reunião ordinária de 08 de maio de 2015; RESOLVE: Art. 1º - Definir os desportos aquáticos como área de Especialidade Profissional em Educação Física. Art. 2º - A Especialidade Profissional em Educação Física é definida como um ramo ou uma competência específica dentro desta profissão, que objetiva aprofundar NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 10 e/ou aprimorar conhecimentos, técnicas e habilidades, além de agregar conteúdos específicos da prática vivenciada em um determinado tipo de intervenção. Parágrafo único - A Especialidade Profissional em desportos aquáticos para efeito de reconhecimento pelo Sistema CONFEF/CREFs e para atuação profissional específica, destina-se, exclusivamente, aosProfissionais de Educação Física que tenham concluído o curso de bacharelado em Educação Física. Parágrafo único - A Especialidade Profissional em desportos aquáticos para efeito de reconhecimento pelo Sistema CONFEF/CREFs e para atuação profissional específica, destina-se, exclusivamente, aos Profissionais de Educação Física que tenham concluído o curso superior de Educação Física e estejam devidamente registrados no Sistema CONFEF/CREFs. (Redação dada pela Resolução CONFEF nº 342/2017) Art. 3º - No contexto das políticas públicas e privadas de esporte, especificamente nos programas, ações e estratégias de desenvolvimento do desporto e paradesporto em suas diferentes dimensões, desde a iniciação esportiva até o esporte de rendimento, compete aos Profissionais de Educação Física: I - Desenvolver ações pedagógicas para a iniciação esportiva nos desportos aquáticos, por meio da consciência do movimento corporal, levando em consideração as diferentes etapas do processo de crescimento e desenvolvimento humano; II - Desenvolver ações de treinamento nos desportos aquáticos, nas diferentes categorias de competição, considerando as dimensões física, técnica, tática, psicológica, intelectual e moral; III - Avaliar, planejar e definir indicações e contraindicações para a realização do treinamento individual e em conjunto, em diferentes faixas etárias, considerando fatores de risco, estratégias e metodologias adequadas às necessidades do indivíduo e/ou equipe; IV - Prescrever, organizar, adequar, programar, dirigir, desenvolver e ministrar programas de treinamento nos desportos aquáticos atuando, quando necessário, de forma multidisciplinar; V – Avaliar as técnicas competitivas a partir das regras atualizadas; VI – Promover, organizar, adequar os desportos aquáticos no contexto da saúde e do bem estar da população de forma individual e coletiva; NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 11 VI - Prestar serviços de consultoria, auditoria e assessoria na área de especialidade; VII – Desenvolver pesquisa, investigação científica e tecnológica na área de especialidade. Art. 4º - Cabe ao Profissional de Educação Física atuar e contribuir de forma efetiva para a qualidade do trabalho em equipe multiprofissional, em conformidade com o Código de Ética do Profissional de Educação Física e sem renúncia à autonomia técnico-científica. Art. 5º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogando as disposições em contrário. Jorge Steinhilber- Presidente CREF 000002-G/RJ Publicado no DOU nº 132, de 14/07/2015 – Seção 1 – fls. 84 ANOTE ISSO O professor de Educação Física é o profissional que, por sua vinculação ao Confef, titulação acadêmica e habilidades técnicas, está autorizado a desenvolver a prática da natação no Brasil. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA CURSO DE BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA GABI JULIANE PETRY NATAÇÃO E BEM-ESTAR SUBJETIVO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO CURITIBA 2018. Disponível em: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/7887/1/ CT_COEFI_2018_1_06.pdf O contato do homem com o meio líquido é antigo, remota à própria história da humanidade. Não se sabe como houve o surgimento da natação, se por necessidade na busca por alimentos ou abrigo, ou pelo prazer. Existem várias maneiras de se deslocar na água, mas na natação clássica são quatro os principais estilos de nados - crawl, costas, peito e borboleta. O nado crawl é considerado o mais rápido e eficiente. A natação é uma atividade cíclica, pois envolve uma sequência fechada de movimentos, que se repetem sucessivamente. http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/7887/1/CT_COEFI_2018_1_06.pdf http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/7887/1/CT_COEFI_2018_1_06.pdf NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 12 Ela é uma importante ferramenta para iniciar o aprendizado e o aperfeiçoamento das capacidades motoras mais utilizadas no cotidiano como: a resistência, a força, a flexibilidade, a agilidade e a velocidade. O meio aquático é visto como uma forma de ligação do desenvolvimento de suas potencialidades e descoberta de suas limitações, a aprendizagem da natação exige equilíbrio corpóreo e psíquico, pois são recrutados vários grupamentos musculares de forma dinâmica. Na natação há um estímulo à socialização, sendo possível através dela proporcionar a conquista de autoconfiança e novas experimentações no campo sensorial, onde a mudança em função da gravidade no meio líquido traz uma alteração de espaço o que gera uma adaptação e posteriormente uma reorganização. A estimulação tátil oferecida pelo contato da água com a pele contribui no aumento dos efeitos produzidos por técnicas corporais e de respiração sobre a mente e as emoções dos praticantes. Ainda a água facilita a locomoção da pessoa sem grande esforço, reduzindo o estresse das articulações que sustentam o peso do corpo, ajudando no equilíbrio estático e dinâmico. A água reduz o impacto e a velocidade dos movimentos, diminuindo o risco de qualquer tipo de lesão. Sendo assim, são inúmeros os benefícios da natação, é um dos esportes mais completos e recomendados pelos médicos, e que possui menos restrições. Seus benefícios vão desde a regulação térmica acionado pelas constantes mudanças de temperatura da água, fazendo com que o organismo cria resistência às mudanças bruscas de temperatura externas, o aumento do metabolismo devido ao esforço do exercício juntamente com a pressão e resistência da água, promovendo o fortalecimento da musculatura cardíaca e consequentemente melhoria do sistema circulatório, aumentando a capacidade de transporte de oxigênio. Também são vistas melhorias no aparelho respiratório, aparelho locomotor e diversos benefícios fisiológicos e cognitivos. Quanto aos benefícios psicossociais, se iniciam com a liberdade de movimentação na água. Fazendo com que haja experimentação de seus potenciais conhecendo a si próprio. Começando assim o encanto da natação, aumentando a autoestima, autoconfiança, autoimagem e independência. Portanto fica evidente a associação da natação com a qualidade de vida, seus benefícios com índices baixos de lesão fazem com que a natação seja um esporte praticado por todas as idades, indicado desde aos recém-nascidos até aos idosos NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 13 ISSO ACONTECE NA PRÁTICA O Professor de Educação Física bacharel e licenciado tem papel fundamental na iniciação e esportivização da natação. Esporte V: natação [recurso eletrônico] / Leonardo Ristow ... [et al.] ; revisão técnica: Marcelo Guimarães Silva. – Porto Alegre : SAGAH, 2021. Dispon íve l em: h t tps : // in tegrada .minhab ib l io teca .com.br/ reader/ books/9786556902845/pageid/1 A natação é um esporte que demanda as habilidades de permanecer e de se locomover dentro d’água. Assim, o ensino da natação é caracterizado pela sistematização de sequências pedagógicas de ensino compostas por subdivisões e conteúdo para a preparação dos indivíduos no meio aquático, que não é o nosso de origem. A modalidade pode ser subdividida em natação elementar utilitária, esportiva formal e esportiva competitiva, todas interligadas por objetivos do praticante. Ainda, o processo de aprendizagem desse esporte precisa ter viés de segurança para praticantes e apreciadores, devido aos riscos que pode ocorrer se o indivíduo não estiver devidamente preparado para permanecer e se locomover no meio aquático. Para isso, metodologias e habilidades são empregadas para o ensino da natação, independentemente da faixa etária do aluno. Neste capítulo, vamos explicar os âmbitos que podem ser utilizados na prática da natação, bem como fornecer diversas informações sobre o processo de ensino e aprendizagem da modalidade e sobre a importância da natação elementar utilitária na organizaçãofuncional desse esporte A aplicação da natação em seus diversos âmbitos A natação é um exercício em que habilidades relativas a movimentos aquáticos são utilizadas para transladar na água. É considerado um dos esportes mais completos em relação aos movimentos corporais, apresentando inúmeros benefícios tanto para o corpo quanto para a mente. Essa modalidade esportiva surgiu da observação do homem ao deslocamento animal em meio aquático: o ser humano percebeu que cada animal possuía técnicas únicas de locomoção, então se deu conta de que, para locomover-se naquele meio, precisava criar técnicas que sustentam essa locomoção. Com o passar dos séculos, a atividade deixou de ser somente uma forma de deslocamento e se tornou um esporte. Os benefícios da natação incluem, por exemplo, a melhora no desenvolvimento cognitivo (capacidades motora, cognitiva e afetiva) em https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786556902845/pageid/1 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786556902845/pageid/1 NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 14 crianças. Além disso, por meio da prática desse esporte, pessoas de todas as faixas etárias desenvolvem habilidades importantes para a segurança e o desempenho motor diário (lateralidade, visual, noção espacial e temporal, ritmo), além de melhoras nos sistemas cardiorrespiratório e muscular, na coordenação, na força, na velocidade e no equilíbrio. Para que essas habilidades sejam desenvolvidas, o ensino da natação acontece de maneira global, analítica e sintética, com objetivos de aprendizagem da técnica dos quatro estilos de nado. Nesse sentido, a prática da modalidade deve ser aliada a habilidades, respeitando as características individuais de cada nado e, por consequência, contribuindo para a formação geral da competência para o esporte. Somado a isso, quando um indivíduo entra no ambiente aquático, envolve-se com forças do meio (como a propulsão, impulso para vencer o arrasto da água); portanto, para nadar de forma independente e em segurança, é necessário estar ambientado com o meio e ter, com ele, uma relação confiante e saudável. Para ter bom desempenho na natação, é necessário treinamento constante, com base na sistematização dos movimentos específicos do esporte, bem como no aperfeiçoamento de variáveis de interesse aos diferentes nados desenvolvidas sequências pedagógicas, que possibilitam o ensino de maneira progressiva. Dessa forma, uma das melhores formas para aderir ao esporte e alcançar melhor desempenho são as aulas de natação supervisionadas. As escolas de natação disponibilizam turmas para crianças e para adultos, com variados níveis de prática e objetivos, aprendizagem, saúde e desempenho. Ainda, com o decorrer do tempo, as aulas passaram a englobar o processo de ensino e aprendizagem dos quatro nados (crawl, costas, peito e borboleta), começando por um período de adaptação ao meio aquático, com posteriores sequências pedagógicas do “aprender a fazer” os nados convencionais, deixando de lado todas as demais experiências corporais aquáticas para além do conteúdo esportivo. Porém, muito além de dominar os movimentos da natação, é importante que os nadadores se adaptem ao meio aquático, visando criar estratégias autônomas e seguras para utilizar em diferentes situações. Com tantas variáveis em jogo, é fundamental que os professores/ treinadores estejam bem informados a respeito dos métodos e dos processos de ensino e aprendizagem que concernem a esse esporte. A natação apresenta uma organização estrutural-funcional, subdividida em três níveis diferentes: a natação elementar utilitária, a natação esportiva formal e a natação esportiva competitiva. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 15 Assim, a estrutura de ensino e aprendizagem desse esporte pode ser visualizada como uma pirâmide: há a necessidade de uma base forte (elementar utilitária), com o envolvimento de todos os processos iniciais da modalidade (movimentos básicos, adaptações, segurança, formas de auto salvamento e de salvamento de demais, etc.), seguida pela progressão para a prática formal competitiva do esporte e, se for o desejo do indivíduo, pela evolução à prática competitiva. A natação esportiva (formal ou competitiva) se baseia em esquemas de movimentos- padrão (característicos dos nados) e em demais técnicas comuns ao esporte, como saídas e viradas, para que se possa participar de competições. É importante salientar que, para a segurança de todos, com-petir deve ser um ato restrito a quem tem consciência do que uma competição implica, das consequências da derrota ou da vitória, bem como a quem possui o domínio de habilidades básicas da natação, de forma que possa permanecer em segurança mesmo em situações de pressão. Habilidades aquáticas básicas De modo geral, o processo de ensino e aprendizagem da natação deve permitir que o aluno se movimente de todas as formas possíveis dentro d’água, para que conheça os próprios limites e possibilidades, e, assim, sinta prazer em nadar. Objetivos específicos relativos a habilidades aquáticas básicas, porém, devem ser trabalhos para que o aluno se sinta à vontade e seguro no meio aquático, como respiração, flutuação, controle corporal/equilíbrio, propulsão e relaxamento. Ao dominar minimamente essas habilidades, os nados elementares podem ser explorados e estendidos para a natação elementar utilitária. O papel da natação elementar de maneira utilitária. Para sobreviver em meio aquático, não é necessário dominar todas as habilidades de todos os nados (crawl, costas, peito e borboleta), mas é necessário dominar as habilidades apresentadas na seção anterior e alguns nados elementares e alternativos. Assim surgiu a natação elementar utilitária, que é a utilização de estilos alternativos da natação para a autossobrevivência e o auto salvamento, bem como para o salvamento de demais indivíduos de afogamentos. Os estilos de nados elementares utilitários mais conhecidos são os seguintes. ANOTE ISSO O papel da natação elementar de maneira utilitária está na prática esportiva e também na segurança e salvamento. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 16 Federações e confederações de natação A Federação Internacional de Natação (FINA) é o organismo máximo responsável pelos desportos aquáticos, como a natação em todo o mundo. A Federação Internacional de Natação (FINA) é reconhecida pelo Comité Olímpico Internacional como o principal organismo dos desportos aquáticos, a saber: Natação Pura, Saltos para a Água, Natação Sincronizada, Pólo Aquático, Natação em águas abertas. A sede da FINA está localizada na cidade suíça de Lausana. ORIGEM E OBJECTIVOS DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DA NATAÇÃO (FINA) A Federação Internacional da Natação (FINA) nasceu durante os Jogos Olímpicos de Londres, em 1908, pela mão de 8 federações nacionais: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Hungria e Suécia. Os objetivos desta associação traduziam-se em estabelecer regras unificadas para as várias disciplinas, confirmar recordes mundiais estabelecendo uma lista actualizada dos recordes e a gestão das competições olímpicas nos Jogos Olímpicos. Actualmente, os principais objetivos são os seguintes: • Promoção e Divulgação de todas as disciplinas de natação em todo o mundo, assim como a participação de todas as raças, idades e géneros • Promoção de um desporto livre de drogas • Adopção de regras unitárias para as várias disciplinas https://knoow.net/desporto/despaquaticos/natacao/ https://knoow.net/desporto/despaquaticos/natacao/ https://knoow.net/desporto/despaquaticos/saltos-para-a-agua/ https://knoow.net/desporto/despaquaticos/natacao-sincronizada/ https://knoow.net/desporto/despaquaticos/natacao/ https://knoow.net/desporto/despaquaticos/regras-da-natacao/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA| 17 • Promoção e organização de várias competições como os Campeonatos do Mundo • Promoção do crescimentos de infra-estruturas destinadas aos Desportos Aquáticos • ACTIVIDADE DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DA NATAÇÃO (FINA) • Levar a uma consciência global da importância do exercício físico através do quão atrativo são os desportos aquáticos. • Desenvolver regras harmoniosas para as várias disciplinas de forma a levar a um melhor entendimento em todo o mundo. • Garantir a aplicação dos princípios de fair-play e do anti-doping • Reforçar a cooperação entre as várias federações nacionais membros da FINA • Motivar as autoridades nacionais a integrar a natação na política desportiva • Organizar competições internacionais para promover os desportos aquáticos • Assegurar um calendários alargado de provas com enfoque nas provas organizadas pela FINA • Promover uma maior visibilidade aos Campeonatos Mundiais de Masters, sendo organizados ao mesmo tempo dos Campeonatos Mundiais • Usar as actuais ferramentas tecnológicas para motivar uma vida activa das pessoas • Aumentar a consciência global acerca da sustentabilidade ambiental ADMINISTRAÇÃO DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DA NATAÇÃO (FINA) A Administração da Federação Internacional da Natação (FINA) é composto pelo Presidente, Tesoureiro Honorário, 5 Vice-Presidentes (1 de cada continente) e 18 https://knoow.net/desporto/despaquaticos/regras-da-natacao/ https://knoow.net/desporto/futebol/doping/ https://knoow.net/desporto/despaquaticos/natacao/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 18 membros adicionais. Dos 25 membros com poder de voto, 17 são eleitos no Congresso Geral. de acordo com as eleições em cada organização continental e respeitando uma divisão geográfica: 4 de África, 4 da América, 4 da Ásia, 4 da Ásia e 1 da Oceânia. Outros 8 elementos são eleitos, com um máximo de 1 de África, 2 da Ásia, 2 da América, 2 da Europa e 1 da Oceânia. Desses 17 membros, são eleitos o Presidente, os 5 Vice-presidentes e o Tesoureiro Honorário. Os direitos e deveres da Administração da Federação Internacional da Natação (FINA) são os seguintes: • Discussão e tomada de decisão de matérias atribuídas à Administração pelos Congressos • Interpretação e Imposição das regras da FINA • Intervenção em qualquer matéria relacionada com a FINA • Submissão de propostas ao Congresso Geral • Decisão e Publicação de Estatutos Administrativos • Decisão e Publicação de Regulamentos para as competições da FINA • Decisão sobre os Prémios FINA • Tomada de decisões em caso de emergência • Aprovação do título de árbitro, juiz ou juiz de linha internacional • Estabelecimento de regras para as reuniões do Congresso Geral, Congresso Técnico, Administração, Comités para não entrar em conflito com a constituição da FINA • Escolha dos locais e datas das competições da FINA e o controlo de todas as competições que envolvam desportos aquáticos em Jogos Olímpicos e nas várias competições • Nomeação, Instrução e Controlo dos vários Comités da FINA • Nomeação de Delegados para as principais competições internacionais • Nomeação do Director Executivo da FINA, sob proposta do Presidente. • Definição da missão, visão estratégica, políticas e valores, em particular, no que respeita à organização e desenvolvimento dos desportos aquáticos por todo o Mundo • Supervisão da gestão efectuada pelo Director Executivo pela FINA • Aprovação do orçamento e das auditorias financeiras • Nomeação dos Presidentes, Vice-Presidentes e membros das várias comissões com excepção daquelas que são eleitas pelo Congresso NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 19 • Proposta de eleições dos Presidentes e Membros do Painel de Ética e do Comité de AuditoriA PRESIDENTES DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DA NATAÇÃO (FINA) 1908/1924 – George Hearn 1924/1928 – Erik Bergvall 1928/1932 – Émile-Georges Drigny 1932/1936 – Walther Binner 1936/1948 – Harold Fern 1948/1952 – Rene de Raeve 1952/1956 – M.L. Negri 1956/1960 – Jan de Vries 1960/1964 – Max Ritter 1964/1968 – William Berge Phillips 1968/1972 – Javier Ostos Mora 1972/1976 – Harold Henning 1976/1980 – Javier Ostos Mora 1980/1984 – Ante Lambasa 1984/1988 – Robert Helmick 1988/2009 – Mustapha Larfaoui Desde 2009 – Julio Maglione NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 20 CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE DESPORTOS AQUÁTICOS Fundada como Confederação Brasileira de Natação (CBN), em 21 de outubro de 1977, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos completou 40 anos de fundação, em 2017. Atualmente, o presidente da CBDA é o pernambucano Luiz Fernando Coelho de Oliveira. A nomenclatura foi mudada em 1988 para adequação, já que a CBDA administra cinco modalidades: natação, águas abertas, pólo aquático, saltos ornamentais e nado artístico. ANOTE ISSO A CBDA, atualmente, tem todos os 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal, como federações filiadas. FILIADA À FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE NATAÇÃO FILIADA AO COMITÊ OLÍMPICO BRASILEIRO CNPJ 29.980.273/0001-21 ENDEREÇO: Avenida Presidente Vargas, 463, 7° andar, Centro – Rio de Janeiro/ RJ – Cep: 20071-908 Os telefones da entidade estão temporariamente desconectados. Para solicitar informações, favor utilizar o e-mail principal da entidade, cbda@cbda.org.br A história da Federação Aquática Paulista Federação Aquática Paulista – FAP – desde 1996 a sucessora legal da Federação Paulista de Natação (FPN), é a entidade esportiva responsável no Estado de São Paulo pela normatização de cinco esportes olímpicos: Natação, Nado Sincronizado, Pólo Aquático, Saltos Ornamentais e Maratonas Aquáticas. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 21 A FAP é filiada à Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, a quem cabe a regulamentação nacional desses esportes. Isso significa dizer que a FAP é a entidade com poderes constituídos para realizar os eventos em que são apontados os campeões estaduais dessas modalidades e para convocar seleções paulistas. Marcos Firmino (presidente da FARJ), Miguel Cagnoni (presidente da FAP), Julio Maglione (atual presidente da FINA) e Carlos Silva (presidente da ABMN) De fevereiro de 1994 a janeiro de 2017 Miguel Carlos Cagnoni foi presidente da entidade. Foram cinco mandatos de Cagnoni à frente desta entidade. Em 2012, acompanhando a chapa de sua última reeleição, Marcelo Luis Biazoli entrou como vice-presidente. Marcelo Luis Biazoli e Erik Seegerer, atuais presidente e vice-presidente da FAP Em 2016, Biazoli foi eleito presidente por aclamação, ao lado do vice-presidente Erik Seegerer, e cumprirá mandato no período de 2017 a 2020. A história da entidade inicia-se em 26 de Novembro de 1932, ano de constituição da Federação Paulista de Natação, que teve como fundadores os clubes: Associação Atlética São Paulo, Associação Desportiva Floresta (atual Clube Espéria), Clube de Regatas Tietê, Clube de Regatas Saldanha da Gama,Clube de Regatas Tumiaru, Esporte Clube Pinheiros, São Paulo Futebol Clube, Tênis Clube Paulista e Sport Club Corinthians Paulista. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 22 O crescimento da FAP é notável e o dinamismo de seus dirigentes ao longo de várias décadas contribuiu no reconhecimento nacional da entidade. Um dos presidentes da Federação Paulista de Natação foi João Havelange, o dirigente esportivo mais conhecido do planeta. Atualmente estão filiados e vinculados à FAP seis mil atletas de 160 entidades. A fim de descentralizar suas atividades, a FAP conta com delegacias regionais na capital e no interior, a quem cabe a organização de eventos em importantes polos do Estado de São Paulo. A cada temporada, esses atletas participam de dezenas de eventos e conta com infra-estrutura e qualidade de seus árbitros. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 23 CAPÍTULO 2 HISTÓRIA DA NATAÇÃO • Primeirosrelatos; • Origem das competições; • Origem dos estilos; • História da natação no Brasil., Primeiros relatos ISSO ACONTECE NA PRÁTICA A natação fez e faz parte de grandes cenas da história do cinema. O herói olímpico da natação que virou Tarzan no cinema. Disponível em: https:// www.olimpiadatododia.com.br/curiosidades-olimpicas/258414-johnny-weissmuller/ Johnny Weissmuller, nascido no antigo Império Austro-Húngaro, ganhou seis medalhas olímpicas, quebrou 67 recordes mundiais e ainda fez 12 filmes como o “rei das selvas”. 3 de agosto de 2020 Johnny Weissmuller ganhou cinco medalhas, quatro de ouro e uma de bronze, em duas Olimpíadas (COI) NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 24 Johnny Weissmuller nasceu em 1904 em Timsoara, que hoje faz parte da Romênia, mas na época pertencia ao Império Austro-Húngaro. Quando tinha sete meses, imigrou com sua família, que era de origem alemã para os Estados Unidos. Começou a trabalhar com 12 anos, ao mesmo tempo que frequentava aulas de natação, o esporte que mudou sua vida. Ele foi um dos maiores nadadores de todos os tempos, quebrou 67 recordes mundiais e ganhou seis medalhas olímpicas. Mas o salto para o estrelato aconteceu depois que ele se aposentou das piscinas e se transformou em Tarzan no cinema. Foram 12 filmes em que interpretou o “rei das selvas” que o transformaram definitivamente em celebridade. Com 12 anos de idade, Johnny Weissmuller deixou a escola pública para trabalhar e ajudar a compor a renda da família. Seu primeiro emprego foi como mensageiro de hotel e depois como ascensorista. Nas horas vagas, fazia aulas de natação. A vida do imigrante começou a mudar quando entrou para a equipe da Associação Cristã de Moços, mas a coisa ficou séria para valer quando ele conheceu o técnico “Big Bill” Bachrach, principal treinador do Illinois Athletic Club de Chicago, em 1920. JOGOS OLÍMPICOS Sob as ordens do treinador, Johnny Weissmuller se preparou para o primeiro grande desafio da carreira: os Jogos Olímpicos de Paris-1924. Na capital francesa, o nadador americano ganhou três medalhas de ouro ao vencer os 100 m livre, os 400 m livre e o revezamento 4 x 200 m livre. Além disso, fez parte do time dos Estados. Quatro anos depois, Johnny Weissmuller ganhou mais dois ouros em Amsterdã-1928 ao conquistar o bicampeonato dos 100 m livre e do revezamento 4 x 200 m livre. Mais uma vez defendeu a seleção americana de polo aquático, que, no entanto, não chegou ao pódio ao terminar na quinta colocação na Olimpíada holandesa. Johnny Weissmuller interpretou Tarzan em 12 filmes (RKO) NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 25 Em 1929, com 25 anos, Johnny Weissmuller deixou a natação competitiva. Apesar de ter abandonado precocemente o esporte, o atleta foi, durante 40 anos o maior medalhista da história da natação olímpica. Sua marca de cinco medalhas de ouro e uma de bronze só foi batida por Don Schollander, que ganhou quatro ouros em Tóquio-1964 e mais três na Cidade do México-1968. ANOTE ISSO A natação é uma modalidade esportiva com regras e competições organizadas pelas Federações, Confederações e Ligas Esportivas de Natação. LEITURA COMPLEMENTAR Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) Site: www.cbda.org.br E-mail: tesouraria@cbda.org.br Federação Internacional de Natação (FINA): www.fina.org disponível em: http://rededoesporte.gov.br/pt-br/megaeventos/olimpiadas/ modalidades/natacao História Apesar de não ser um exercício tão natural para o ser humano como caminhar ou correr, a natação existe há milênios. Praticada na Grécia Antiga e pelos romanos, entre outros povos, a natação, embora popular, demorou muito para se transformar em uma competição organizada, tendo seus estilos se desenvolvido de diferentes formas ao longo da história. Um dos primeiros registros data de 1696, quando o francês M. Thevenal descreveu uma maneira singular de nadar, semelhante ao nado de peito praticado atualmente, que consistia em movimentos de pernas e braços parecidos com os de uma rã. O nado de costas teve sua primeira forma criada em 1794, pelo italiano Bernardi. Ele sugeriu um movimento com os dois braços sendo jogados para trás simultaneamente, que, a partir de 1912, foi aperfeiçoado, tornando-se bem parecido com o nado de costas praticado atualmente. Em 1873, o inglês John Trudgen desenvolveu uma nova técnica, que consistia em rotações laterais do corpo, tendo a movimentação dos dois braços sobre a água como http://www.cbda.org.br/ http://www.fina.org/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 26 principal fonte de deslocamento. Essa técnica, batizada de Trudgen ou “over-arm-stroke”, foi aperfeiçoada pelo australiano Richard Cavill e, posteriormente, transformou-se no nado crowl (livre) que conhecemos hoje. Finalmente, na década de 1930, nadadores norte-americanos, já durante competições, atentaram para o fato de que as regras do nado de peito não impediam que o movimento dos braços fosse realizado sobre a superfície da água, o que permitia um deslocamento mais rápido. Essa manobra conviveu com a técnica do nado peito por quase 20 anos até que, em 1948, um nadador húngaro a transformou no nado borboleta, reconhecido oficialmente pela Federação Internacional em 1953 como um estilo da natação. Os primeiros torneios remontam ao século 19, tendo ocorrido na Austrália, em 1858, no Campeonato Mundial de 440 jardas. Em 1869, a Inglaterra realizou o 1º Campeonato Nacional e, finalmente, em 1877, os Estados Unidos adotaram a forma de competições organizadas, inicialmente, pelo New York Athletic Club. Aos poucos, a modalidade ganhou força e, em 1908, durante as Olimpíadas de Londres, foi fundada a Federação Internacional de Natação (Fina), que comanda não só as provas da modalidade, mas as de nado sincronizado, polo aquático e saltos ornamentais. No Brasil, o esporte surgiu, oficialmente, em 31 de julho de 1897, com a fundação da União de Regatas Fluminense. Um ano depois, o Clube de Natação e Regatas organizou o primeiro Campeonato Brasileiro, que consistia em uma distância de 1.500 metros, entre a Fortaleza de Villegaignon e a praia de Santa Luzia, no Rio de Janeiro. Curiosidades Piscinas? Só em na década de 1930 Se a prática da natação é milenar, o hábito de competir em piscinas é recente. As piscinas exclusivas para competições de natação só passaram a ser utilizadas entre os anos de 1930 e 1940. Coube à Federação Internacional de Natação (Fina) determinar as medidas oficiais das piscinas de competição. Atualmente, as provas são disputadas em piscinas longas (de 50 metros), utilizadas nas Olimpíadas, ou curtas (de 25 metros). ANOTE ISSO A habilidade de nadar surge como um instinto de sobrevivência na natureza. E foi a partir do ato de nadar, que surgiu a natação. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 27 Origem das competições No texto de Leonardo Ristow sobre o tema da natação, publicado em 2021, podemos perceber a trajetória da natação. Segundo o autor, desde os primórdios, o ser humano, um ser terrestre, lutou nesse meio para sobreviver e, mais tarde, prosperar. Em alguns momentos, porém, adaptações a diferentes meios foram necessárias para garantir a subsistência e o progresso da humanidade. É o caso do meio aquático, ao qual o ser humano teve de se adaptar visando à busca de alimento e que, posteriormente, serviu de caminho para a expansão comercial, sobretudo no período das Grandes Navegações. Assim, com o passar do tempo e o aumento da necessidade de locomoção por meio aquático, a criação e a especialização de técnicas que garantissem uma travessia eficiente e segura foram necessárias, demanda que culminou com o surgimento da natação e, milênios depois, com sua transformação em esporte e em competição organizada. O termo natação consiste, assim, no ato de movimentar o corpo na água em propulsão, combinandomovimento de braços e de pernas com flutuação e equilíbrio. Trata-se, portanto, de uma atividade física que se baseia na capacidade de o indivíduo se locomover no meio aquático. É considerada uma das atividades físicas mais antigas da civilização, sendo registrada há milênios, como veremos a seguir. Embora a água seja um recurso essencial para a existência humana, o meio aquático não é nosso meio natural, de forma que muitas pessoas acabam entrando em pânico quando se encontram totalmente imersas. Instintivamente, a maioria das pessoas não treinadas começam a bater os braços e as pernas de forma descoordenada dentro d’água, na busca desesperada por continuar respirando. Dessa forma, vê-se que movimentos de braços e de pernas constituem um importante método para se manter vivo nesse meio não natural, sustentando a aprendizagem adaptativa do homem em água. Com a evolução e a especialização dessa aprendizagem, a natação acabou por se um esporte importantíssimo para a sobrevivência do ser humano no meio aquático e, mais tarde, um esporte formal e competitivo. Vemos, portanto, que o surgimento da natação está enraizado na necessidade humana de sobreviver no meio aquático. É notável, assim, a relação da natação com a evolução do homem, visto que o domínio da locomoção em água se tornou uma ferramenta extremamente importante para NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 28 a sobrevivência da espécie, fosse para a busca de alimentos ou para sobreviver a algum perigo iminente. Ainda, por poder adaptativo ao meio, o homem deu origem a habitações lacustres. É impossível, porém, estabelecer uma data precisa do surgimento do ato de nadar. O que se sabe é que houve circunstâncias voluntárias, como encurtar caminhos e pescar. E involuntárias, fugir de animais, salvar-se em emergências, que levaram o ser humano a se aventurar no meio aquático. Portanto, inspirado no movimento de alguns animais aquáticos, mas utilizando movimentos possíveis de serem realizados conforme as limitações do corpo humano, o homem ganhou as águas. À medida que o homem deixou de ser nômade e iniciou agrupamentos permanentes, a natação seguiu sua evolução histórica, passando de somente uma maneira de sobrevivência para atuar em benefício de atividades como navegações e guerras, tanto navais quanto terrestres, auxiliando combatentes em travessias aquáticas. Assim, o deslocamento em meio aquático seguiu sua evolução tanto para ataques quanto para defesas aquáticos, com retiradas de feridos nas águas. Origem dos estilos Leonardo Ristow no livro Natação, publicado em 2021, coloca que o primeiro manual de que se tem registro data de 1538 e foi escrito pelo suíço Nikolaus Wynmann: O nadador ou um diálogo acerca da arte de nadar (escrito em latim e logo traduzido para o alemão sob o título Der Schwimmer oder ein Zwiegespräch über die Schwimmkunst). Já na época, Nikolaus afirmava que homem precisa de um mestre para aprender a nadar, primeiro em terra, por meio de movi-mentos simulados, depois na água. Porém, nessa época, ainda não se falava em tipos de nados ou em regras. Os quatro nados conhecidos atualmente foram criados em tempos diferentes e por pessoas diferentes. O primeiro criado foi o nado peito, desenvolvido pelo francês M. Theneval, no ano de 1696, com movimentos semelhantes aos utilizados atualmente. Em seguida, em 1794, o italiano Bernardi criou o nado costas, que, diferentemente de hoje, utilizava giros simultâneos dos braços para trás. Após 79 anos, o inglês John Trudgen criou o nado livre, ou crawl, aprimorado anos depois pelo australiano Richard Cavill. O último nado criado foi o borboleta, em 1933, advindo do nado peito, por Henry Myers, embora haja controvérsias sobre essa autoria. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 29 História da natação no Brasil Em nosso país, Leonardo Ristow (2021), podemos perceber a trajetória da natação. Segundo o autor,a primeira tentativa de fundação de uma entidade que representasse esportes náuticos ocorreu em 1895, quando os clubes Botafogo, Luiz Caldas, Gragoatá, Icahary e Union de Canotiers fundaram, sem sucesso, a União de Regatas Fluminense. Assim, a modalidade natação iniciou, de maneira oficial, em 31 de julho de 1897, quando uma nova formação de clubes se organizou para formalizar sua prática no País, fundando, com sucesso, a União de Regatas Fluminense na cidade do Rio de Janeiro. Muito antes disso, porém, a primeira competição oficial do País, foi a travessia da Baía de Guanabara, disputada, em 1881, entre o comerciante brasileiro Joaquim Antonio Souza e o relojoeiro alemão Theodor John. O percurso estipulado foi da ponta da Armação (Niterói) até o morro da Viúva, na região de Botafogo. Os nadadores levaram em torno de 2 horas e 30 minutos para percorrer as quase seis milhas. Quatro anos após o início das disputas, foi construída, em Porto Alegre (RS), a primeira piscina brasileira, chamada de “Badeanstalt”, pela Sociedade Ginástica Deutscher Turnverein (Sogipa). O local era ponto de partida e de chegada das primeiras competições de natação do Rio Grande do Sul, além de ser utilizado para aulas do esporte. Porém, para usufruir o Badeanstalt era necessário seguir regras rígidas, com subdivisões de horários em decorrência da capacidade de nado de cada indivíduo. Título: Hieróglifos Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/simbolos-egipcios-3199399/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 30 ANOTE ISSO Os primeiros registros históricos da natação estão registrados nas paredes e templos das antigas civilizações. Veja o artigo A EVOLUÇÃO DA NATAÇÃO de José M. Saavedra, Yolanda Escalante Ferran A. e Rodríguez que trata da origem e evolução histórica da natação. Os autores realizam uma revisão sobre a percepção que tinham os seres humanos da água e sua importância na vida cotidiana. Posteriormente analisam os fatos mais recentemente ocorridos, tanto na natação internacional como nacional, através dos Jogos Olímpicos, Campeonatos do Mundo, Europa e Espanha. Finalizam com uma visão da evolução dos estilos de competição desde seus inícios e até a atualidade. Você também poderá ler o texto na íntegra no link http://www. efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Ano 9 - N° 66 - Novembro de 2003. Os primeiros registos históricos que fazem referência à natação aparecem em Egito, no ano 5.000 a.C., nas pinturas da Rocha de Gilf Kebir. Mas até o esplendor de Grécia, a natação não vai desprender dessa mera função de sobrevivência; é então quando a natação passa a ser uma parte mais da educação dos gregos. Quanto à natação desportiva nos Jogos Olímpicos antigos, não existe constância de sua prática; verdade é que as competições de natação são algo pouco freqüente , mas a natação sim tem uma grande importância no treinamento militar e como medida recuperadora para os atletas. Ao igual que em Grécia, em Roma a natação faz parte da educação dos romanos, existindo uma visão mais recreativa da água, exemplo disto é que dentro de suas termas, existiam piscinas a mais de 70 metros de longitude. Durante a Idade Média o interesse pela natação decresce em grande parte, devido sobretudo, ao pouco atendimento que se mostra a tudo o relacionado com o corpo humano. Só nos países do norte de Europa se vê como uma atividade benéfica. No Renascimento, a prática da natação volta a ressurgir do período de obscurantismo ao que esteve submetida durante a Idade Média, e se a considera como uma matéria idônea dentro das atividades físicas. Como fruto desta concepção, surgem os primeiros escritos referentes à natação, como é o livro do alemão titulado “Colymbetes, Sive de arti natandis dialogus et festivus et iucundus lectu” , cuja tradução livre é: “O nadador ou a arte de nadar, um diálogo festivo e divertido de ler”. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 31 Estelivro, escrito em latim, é considerado o primeiro documento integralmente dedicado à natação. A primeira referência em espanhol, não aparece até o ano 1848, obra anônima que consiste numa recopilação de artigos do livro do autor francês THEVENOT publicado em 1696. É no século XIX, em Inglaterra, a natação atinge seu maior apogeu. No ano 1828 se constrói em Londres a primeira piscina coberta, e no ano 1837 se leva a cabo a primeira competição organizada. Ao aparecer as primeiras competições, surge a necessidade de regrá-las; com esse objetivo nasce em Inglaterra, no ano 1874, a primeira federação de clubes que leva por nome “Association Metropolitan Swimming Clube”, que redige o primeiro regulamento de natação, dando-se a possibilidade de estabelecer recorde do mundo. Também é durante este século, no ano 1875, quando o ser humano cruza a nado pela primeira vez o Canal da Mancha, fá-lo MATTHEW WEBB, quem estabelece um tempo de 21 h e 45 min. A origem e evolução dos quatro estilos de nado com os que se compete na atualidade; dita evolução dos estilos prove essencialmente da busca da melhora da velocidade. O Crawl O estilo crawl, na atualidade, pode-se definir como: deslocamento humano na água caracterizado por uma posição ventral do corpo e movimento alternativo e coordenado das extremidades superiores e inferiores, sendo o movimento das primeiras uma circundução completa e o das segundas um batido, com uma rotação da cabeça, coordenada com os membros superiores para realizar a inspiração. Uma vez que definimos o estilo crawl tal e como se desenvolve na atualidade, estudamos como se chega a ele. A primeira forma de nado rudimentar da qual se pode dizer que nasce o crawl, é o “English side stroke”, que nasce em Inglaterra em 1840, e se caracteriza por nadar sobre o custado com uma ação alternativa de membro superior, mas sempre subaquática, enquanto os membros inferiores realizam um movimento de tijera. Somente dez anos depois apareceu o “Single over” ou “Over singelo”, o qual consiste no nado sobre o custado, mas com uma recuperação aérea dos membros superiores, dito estilo é nadado pela primeira vez pelo australiano WALLIS. Posteriormente aparece o “Trudgen” (sobrenome do primeiro nadador que o utiliza), que é “importado” a Europa por dito nadador inglês ao observar-se realizar a indígenas sul americanos. Dito nado tem como novidade que se nada sobre o abdômen, movendo alternativamente os membros superiores por fora da água, enquanto os membros inferiores realizam um movimento semelhante ao pontapé de peito. Em 1890 este estilo tem uma nova evolução levada a cabo pelos nadadores australianos, quem realizam NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 32 um nado “Trudgen”, mas com movimento do membro inferior de tijera, denominando- se esta nova técnica “Double over” ou “DOBRO OVER” . Mas não é até o ano 1893 quando o pontapé de tijera se substituído por um movimento alternativo do membro inferior, dando a conhecer a forma mais rudimentar do estilo “crawl” ou crol, adotado pela primeira vez pelo nadador HARRY WICKHAM, mas é em realidade o nadador CAVILL o que mais difundiu este estilo, introduzindo-o no ano 1903 em EE.UU. O crawl acaba de evoluir em 1920 nos JJ.OO. quando o príncipe hawaiano DUKE KAHANAMOKU, graças à realização de uma batida de seis tempos, consegue obter uma posição mais oblíqua que lhe permite bater todos os registos. Desde esse momento, o estilo crawl sofre pequenas variações: em 1928, CRABBE realiza um nado com respiração bilateral; em 1932, os japoneses realizam um crawl com uma tração descontínua para favorecer a eficácia do batido e, em 1955 JOHN WEISMÜLLER, realiza a tração subaquática com uma importante flexão de cotovelo na metade do percurso. Na atualidade, a técnica de nado não tem varia muito desde a utilizada por dito nadador; ainda que nos últimos anos o nadador australiano MICHAEL KLIM, em certos momentos da prova, realiza movimentos de crawl do membro superior coordenados como batido de borboleta nos membros inferiores; como ocorreu nos metros finais da primeira posta do relevo 4 x 100 m livres nos JJ.OO. de Sydney (Austrália) em 2000. O Estilo Costas O estilo costas, na atualidade, pode-se definir como: deslocamento humano na água caracterizado por uma posição dorsal do corpo e movimento alternativo e coordenado das extremidades superiores e inferiores, sendo o movimento das primeiras uma circundução completa e o das segundas um batido; existindo um giro no eixo longitudinal durante o nado. A origem do estilo costas começa quando se nada sobre o dorso do corpo realizando a braçada de forma simultânea e com pontapé de braça. Em 1912, o americano Habner, realiza o mesmo tipo de nado, mas utilizando um movimento dos membros inferiores em forma de pedalado, dito estilo foi denominado Costas-crawl. No ano 1930, os japoneses mudam o movimento do membro inferior realizando-o de forma que o joelho está mais estendido, parecida ao estilo crawl. Em 1933, adota-se um nado com o corpo mais horizontal, realizando a entrada dos membros superiores mais abertos evitando assim, a basculación do corpo; esta técnica se denomina “Kiefer” , sobrenome do primeiro nadador que a utiliza. Em 1948, o francês Vallerey, introduz a flexão de cotovelo ao início da fase de impulso NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 33 . A última variação foi a surgida em 1960, quando Tom Estoque, treinado por James Counsilman, nada numa posição mais horizontal, realizando um giro no eixo longitudinal quando entra o membro superior no água, e flexionando o cotovelo 90 graus quando o braço está perpendicular ao ombro, realizando passadas em forma de “s” tombada. Esta técnica não varia em excesso até a atualidade. O Estilo Peito O estilo peito, na atualidade, pode-se definir como: deslocamento humano no água caracterizado por uma posição ventral do corpo e movimento simultâneo, simétrico e coordenado das extremidades superiores e inferiores, descrevendo o movimento das primeiras uma trajetória circular e o das segundas um pontapé, com um movimento de ascensão e descenso de ombros e quadris que, coordenado com os membros superiores permite realizar a inspiração. O peito é o estilo mais antigo dos quatro existentes; em seus começos se nada com uma ação de empuxo com os membros superiores completamente estendidos, e existindo muita separação entre os membros inferiores ao realizar seu movimento, este tipo de braça se denomina Braça inglesa. Em 1924, o alemão Rademacher, introduz algumas variantes na técnica de nado como são: uma braçada realizada em profundidade, um deslizamento horizontal, e uma posição mais baixa dos joelhos, esta técnica se denomina Rademacher. Posteriormente, o japonês Tsuruta, realiza a mesma técnica descrita com anterioridade, mas flexionando os cotovelos durante a tração. No ano 1946 se introduzem duas novas técnicas diferentes: por um lado a Braça submarina, que consiste em nadar por debaixo da água, realizando três ou quatro braçadas que levam as mãos até a altura dos quadris; dita técnica foi proibida regulamentarmente em 1957. E por outro lado a Braça-borboleta, consistente em realizar o recobro dos membros superiores por fora da água, os estilos se separam provisionalmente em 1949, produzindo-se sua separação definitiva em 1953. Pouco depois, no ano 1961, substitui-se o pontapé de tijera por uma ação simultânea e simétrica, que é a que chega até nossos dias. A partir de 1980 convivem no tempo duas técnicas de nado diferentes, em primeiro lugar a chamada Braça formal, utilizada pelos nadadores americanos, que se caracteriza por uma posição horizontal do corpo, e por realizar a inspiração obrigado a um movimento de flexo-extensão do pescoço; e em segundo lugar, a chamada Braça natural, que é mais utilizada pelos nadadores europeus, e que se caracteriza por uma posição mais NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DEOLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 34 oblíqua do corpo, bem como por um movimento de ascensão e descenso de ombros e quadril, para facilitar a realização da respiração. Na atualidade, convivem estas duas técnicas de nado com a aparecida em 1986, graças à supressão da norma regulamentar que proíbe afundar a cabeça durante o nado. Dita variante nasce em Hungria, através do treinador Josef Nagy, a denominada Braça onda, que se caracteriza por realizar um movimento ondulatório do corpo semelhante ao que se dá na borboleta com a intenção de colocar ao nadador “em cima” da onda que ele mesmo produz, bem como por um recobro aéreo do MS durante o nado. O Estilo Borboleta O estilo borboleta, na atualidade, pode-se definir como: deslocamento humano no água caracterizado por uma posição ventral do corpo e movimento simultâneo e coordenado das extremidades superiores e inferiores, sendo o movimento das primeiras uma circunducción completa e o das segundas um batido; com uma ondulação de todo o corpo que, coordenada com os membros superiores permite realizar a inspiração. O borboleta nasce como variante da braça; o primeiro em utilizar esta variante foi o alemão Rademacher, na última braçada antes da viragem e na primeira depois do mesmo. No ano 1953, a braça e a borboleta se separaram de forma definitiva. Começa- se realizando um pontapé de braça, mas é o húngaro Tempeck, o que introduz o batido de borboleta ou golfinho, que chega até nossos dias. ANOTE ISSO A natação pode ser definida como uma atividade que realiza movimentos na água provocando o deslocamento do praticante. NOTÍCIA DO ASSUNTO Natação: origem, benefícios e modalidades do esporte O exercício combina força e movimentos coordenados dos membros superiores e inferiores e possui diversos efeitos positivos Escrito por Carol Melo, carolina.melo@svm.com.br 10:40 - 23 de Setembro de 2021. Atualizado às 14:59. https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ser-saude/natacao- origem-beneficios-e-modalidades-do-esporte-1.3138632 NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 35 Legenda: Permitir o movimento de deslocamento no meio líquido sem o uso de assessórios é o principal objetivo da atividade Foto: Shutterstock Famosa por ser uma atividade física completa, a natação é um esporte em que a maioria dos grupos musculares do corpo humano atua em conjunto com a respiração e pode permitir que o praticante domine outro ambiente, o aquático, além do habitat terrestre. O exercício combina força e movimentos coordenados dos membros superiores e inferiores, auxiliando na recuperação de lesões, perda de peso e aumento do condicionamento físico, entre outros. A prática possui alguns estilos que diferem na forma em como o indivíduo se mexe na água, mas todas possuem o mesmo objetivo: permitir o movimento de deslocamento no meio líquido sem o uso de assessórios. O que é natação? A natação pode ser definida como uma atividade que realiza movimentos na água provocando o deslocamento do praticante, sem a ajuda de agentes externos, conforme o professor e pesquisador na área da Biomecânica da Natação na Universidade Federal do Ceará (UFC), Barroso Lima. Saber nadar vai além da aprendizagem e exercitação das técnicas desportiva da modalidade — seja em decúbito frontal (frente), decúbito dorsal (costa) e na vertical —, segundo o docente é imprescindível dominar o equilíbrio adquirido com a prática e a respiração adaptada, além de procurar soluções motoras inovadoras. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 36 História Pinturas rupestres fazem referências ao uso da natação pelo ser humano há 7 mil anos. A atividade era utilizada pelo homem ainda durante a antiguidade, como meio de sobrevivência. Ele construía casas sobre a superfície aquática — as chamadas palafitas — para ficar seguro de predadores, ou quando era atacado por esses animais se atirava a água para fugir. A prática também integrava o treinamento de guerreiros na Grécia Antiga, que, ao se deslocarem para os campos de batalha, muitas vezes, precisavam atravessar cursos d´água e, como muitos usavam armaduras, acabavam morrendo afogados caso não soubessem nadar. A prática também era usada para conseguir alimento, através da pesca. Segundo o filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, Platão, “todo cidadão educado é aquele que sabe ler e nadar”. Os antigos egípcios consideravam a natação como um “requinte de educação”. No Japão, no ano 38 a.C., o Imperador Sugin já promovia festivais de natação. Mas foi na Europa, em 1800, que as primeiras provas isoladas, pequenos torneios, de natação moderna, como vemos hoje, começaram a acontecer. As competições de nado como esporte, chamada Natação Pura, iniciaram na Inglaterra em meados do século XIX, integrando as modalidades olímpicas desde a primeira edição dos Jogos em 1896 — destinada somente a homens. A participação feminina na modalidade só se concretizou nos Jogos Olímpicos de 1912. Modalidades A prática de competição, denominada Natação Pura Desportiva, é composta por quatro técnicas. O especialista listou cada uma. São elas: CRAWL OU LIVRE A técnica é considerada a mais veloz entre as modalidades do esporte. Nela, os braços do nadador realizam uma espécie de S alongado. Durante o tempo todo, o nadador se mantém com a barriga para baixo. Na prática, as ações motoras realizadas pelos membros superiores e pelos inferiores tendem a assegurar uma propulsão contínua. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 37 COSTAS No estilo, o competidor fica de barriga para cima (decúbito dorsal), enquanto os braços giram alternadamente como se fossem hélices. As pernas trabalham mais na modalidade, executando, em média, seis batimentos para um ciclo completo de braçadas. A ação segmentar alternada permite a criação de uma força propulsiva quase contínua, assim como no crawl. PEITO Na prática, que é comparada ao estilo de deslocamento usado por sapos, o competidor fica com a barriga para baixo e se locomove através do movimento simultâneo dos braços e das pernas. Durante a braçada, o nadador faz o movimento de puxar a água em direção ao peito, levantando a cabeça para respirar, e, em seguida, jogar os braços para frente. Já as penas ficam na horizontal, com os pés virados para fora, executando movimentos também simultâneos de flexão dos joelhos. BORBOLETA O nadador fica de barriga para baixo e movimenta simultaneamente os membros superiores e os inferiores. No estilo, considerado um dos mais cansativos, é preciso movimentar o corpo através de ondulações do quadril até os membros inferiores. Em seguida, o competidor puxa os braços para fora da água, os jogando simultaneamente para frente, completando assim a braçada. Ao fazer o movimento com os braços, é possível que o praticante aproveite para respirar. Regras A Federação Internacional de Natação Amadora (Fina) é o órgão responsável pelas regras que regulam a natação desportiva no mundo. Conforme o pesquisador, cada uma das técnicas de nado possui normas específicas. As principais diretrizes do esporte são as medidas que determinam o tamanho das piscinas usada nas competições, que devem ter, pelo menos, 50 metros de comprimento, 25m de largura e 3m de profundidade para serem consideradas olímpica. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 38 O programa de natação olímpico define que as provas devem seguir as seguintes metragens e nados: • Livre - 50m, 100m, 200m 400m, 800m 1.500m; • Revezamento - 4x100m e 4x200m; • Costas - 50m, 100m, 200m; • Peito - 50m, 100m, 200m • Borboleta - 50m, 100m, 200m; • Medley - 200m e 400m; • Medley misto - 4x100m. Benefícios da natação Para ter acesso aos benefícios da prática, o indivíduo deve nadar pelo menos três vezes por semana, com o auxílio de um profissional de Educação FísicaO exercício é considerado a atividade esportiva mais completa, segundo Barroso Lima, pois trabalha simultaneamente diversos grupos musculares. Por ser executada em meio líquido, a natação facilita a movimentação do corpo, prevenindo lesões provocadas pela incidência direta da ação da gravidade. A modalidade favorece o tratamento e a recuperação de pessoas submetidas a procedimentos cirúrgicos e ou possuem sequelas desses, entre outros. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 39 Para ter acesso aos benefícios da prática, o especialista aconselha que o indivíduo nade pelo menos três vezes por semana, com o auxílio de um profissional de Educação Física. O que essa atividade faz com o corpo? A natação trabalha o corpo na totalidade, auxiliando o aumento do condicionamento físico, combate ao estresse, melhorando a memória e a respiração. O esporte contribui ainda para a manutenção da saúde do coração, além de atuar no fortalecimento das articulações e ligamentos, favorecendo o aumento da massa muscular. Pessoas que praticam o esporte regulamente podem perder peso, ao queimar gordura durante a execução do esporte. A atividade ainda atua na melhora da postura e da flexibilidade corporal. Emagrece? Sim, nadar pelo menos três vezes por semana pode contribuir para a perda de peso, já que a natação é uma atividade que pode consumir uma grande quantidade de energia do indivíduo, provocando o consumo de gordura do corpo. Natação para bebês A partir dos seis meses já é possível que o bebê tenha aulas de natação Foto: Shutterstock NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 40 Bebês podem e devem fazer natação, segundo o pesquisador, que classifica a possibilidade de aprender a prática desde cedo como um “seguro de vida”. O recomendado é que a partir dos seis meses, período em que já foram aplicadas as principais vacinas, o bebê possa ter aulas da modalidade. Também é nessa idade que o duto do ouvido está desenvolvido, diminuindo o risco de infecções. O especialista listou os principais benefícios de se iniciar a prática nos primeiros meses de vida. São eles: • Adaptação ao meio líquido, característica fundamental para o desenvolvimento da criança; • Melhora da postura; • Aumento do condicionamento respiratório; • Aprimora as noções de espaço e tempo; • Contribui para o relaxamento, melhorando a qualidade do sono; • Estimula o apetite; • Melhora o desenvolvimento social e motor. É bom para asma? Sim, o esporte é considerado uma prática adequada para pacientes que sofrem da doença respiratória crônica. Conforme o especialista, a atividade parece induzir a bronco-constrição com menor intensidade comparada a outros exercícios físicas. Como na natação a inspiração é realizada através da boca e a expiração pelo nariz e boca, a modalidade possibilita que o indivíduo execute uma respiração ritmada, contribuindo para a melhora no condicionamento respiratório. Segundo Barroso Lima, semelhante ao efeito em pessoas saudáveis, um programa de treinamento com natação pode aprimorar a aptidão física de pacientes asmáticos. O esporte trabalha o corpo na totalidade, auxiliando no aumento do condicionamento físico Foto: Shutterstock NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 41 A atividade física costuma não ser recomendada para indivíduos que estão com crises de doenças como infecções pulmonares, rinites, sinusites, faringites. Alergias na pele também podem piorar devido ao uso de produtos químicos existentes nas piscinas, assim como as otites. Natação paralímpica A natação paralímpica foi uma das modalidades participantes dos primeiros Jogos Paralímpicos que aconteceram em 1960, em Roma. Nas primeiras edições, somente os atletas com lesões medulares podiam competir. Atualmente, competem atletas com deficiência física, visual e intelectual, em um total de 14 classes. Competidores com deficiência física são divididos em 10 classes funcionais, os atletas com deficiência visual em três classes visuais, e há apenas uma classe para atletas com deficiência intelectual. Na natação olímpica todos os nadadores nadam em uma mesma categoria, sendo masculino ou feminino, desde que tenham alcançado os índices de participação estipulados pela FINA nos seus respectivos países. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 42 CAPÍTULO 3 PRINCÍPIOS DA HIDRODINÂMICA PARA NATAÇÃO Logo que me formei no curso de Educação Física na Universidade de Marília, fui trabalhar com natação. Isso aconteceu no ano de 2003. Na ocasião, tive a oportunidade de ensinar, mas também aprender muitas coisas. A situação que vou relatar é do senhor Teixeira. Um senhor de aproximadamente 60 anos de idade que veio até a academia para aprender a nadar. Como características físicas, era negro, com aproximadamente 1,85 a 1,90 metros de altura e pesava por volta de 100 kg. Esse era o senhor Teixeira, um apaixonado pela água que não sabia nadar. Como primeiro fundamento metodológico da natação eu deveria iniciar com a adaptação ao meio líquido, desenvolvendo todas as habilidades necessárias para que posteriormente, desenvolver os quatro estilos da natação. Pois bem, sem a ajuda de materiais (espaguete e pranchas de EVA) ele não flutuava. A resposta veio por meio de muitas pesquisas e percepção dos alunos. A resposta para esta dificuldade na flutuação estava nos princípios da hidrodinâmica. Título: Flutuação Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-usando-oculos-de-sol-lendo-um-livro-sobre-um-corpo-d-agua-1194408/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-usando-oculos-de-sol-lendo-um-livro-sobre-um-corpo-d-agua-1194408/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 43 ISSO ACONTECE NA PRÁTICA É preciso compreender o meio líquido para agir diante das diferentes situações que surgem na prática da natação. LEITURA COMPLEMENTAR Fatores hidrodinâmicos de interferência no rendimento da natação, escrito pelo professor Dr. Antonio Carlos Mansoldo e Disponível em: https://efdeportes.com/efd194/ interferencia-no-rendimento-da-natacao.htm Este estudo é uma revisão de literatura referente aos assuntos relacionados ao comportamento dos corpos humanos envoltos no meio líquido (ambiente aquático) e o envolvimento desta condição em relação aos 4 dos nados competitivos. Abordamos assuntos técnicos hidrostáticos e hidrodinâmicos que influenciam a Natação tais como: flutuabilidade, arrasto, sustentação e propulsão. O assunto pesquisado envolveu os primeiros estudos sobre o tema em questão até os dias de hoje. Tal referencial teórico foi levantado com o objetivo de oferecer subsídios para alunos, professores e pesquisadores que militam na área da Natação. Ambiente aquático Um átomo de oxigênio ligado com dois átomos de hidrogênio formam uma molécula de água um líquido poderoso de onde provavelmente toda a vida se originou, sobrevier neste meio é e sempre foi um desafio para nós humanos que temos de nos adaptar a este ambiente para podermos dominá-lo. E para dominar um ambiente nada melhor que conhecê-lo em seus detalhes. Densidade A densidade da água é definida como massa por unidade de volume, e é designada pela letra grega p (rô). A relação entre p, massa e volume é caracterizada pela fórmula: Na qual o m é a massa da substância cujo volume é o V. A densidade é avaliada pelo sistema internacional em quilogramas por metro cúbico (Kg/m3) ou gramas por centímetro cúbico se for o caso (g/cm3). A temperatura como variável tem ação NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 44 determinante na constatação da densidade criando uma ordem de importância onde atua muito mais para os gases do que para os sólidos e líquidos. Além da densidade, as substâncias são definidas pelo seu Peso Específico. A água doce pura tem seu peso específico pordefinição igual ao valor “1” quando sua temperatura for igual a 4ºC. Como este número é uma proporção ele não possui unidade. Já a água do mar contendo sal e outro elementos chega a ter um peso específico médio de “1,026”,temos que levar em conta que a salinidade que é o principal elemento na variação do peso específico da água dos mares, e variará conforme a concentração do cloreto de sódio nos diferentes oceanos e mares, assim como nas águas salobras de diferentes regiões. No caso do corpo humano embora seja predominantemente constituído de água, sua densidade é ligeiramente menor do que a da água, tendo um peso específico em média de “0,974” tendo que levar em conta que existirá diferença entre o homem e a mulher onde o sexo feminino terá um peso específico menor cerca de 10% em razão da maior quantidade de tecido adiposo (gordura que é menos densa) comparativamente com o homem que possui mais tecido muscular (mais denso que a gordura). A massa corporal magra, que é constituída pelos ossos, músculos, tecido conjuntivo e órgãos, em uma densidade na ordem de “1,1”, enquanto a massa de tecido adiposo (massa gorda), que inclui toda a gordura corporal essencial mais a gordura que excede as necessidades essenciais, tem uma densidade de “0,904”. Diante destes dados já podemos ter uma ideia que o corpo humano desloca um volume de água que pesa mais do que o corpo, forçando o corpo para cima por uma força igual ao volume de água deslocado, confirmando o Princípio de Arquimedes , que abordaremos mais adiante. Diante destes dados podemos iniciar a análise do comportamento do corpo humano no meio líquido no caso a água, porem não podemos deixar de mencionar a capacidade pulmonar como outro fator determinante da condição humana, que pode afetar de maneira definitiva a condição do corpo humano permanecer na superfície ou não em um ambiente aquático. Flutuabilidade Descoberta pelo inventor, matemático e engenheiro grego Arquimedes (282-212 AC) durante seu banho de imersão, a compreensão da flutuabilidade é um fator de suma importância para aqueles de alguma maneira se envolvem no meio líquido para atuarem como amadores ou profissionais, pois como já foi dito no inicio deste capítulo, NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 45 dominarmos o meio líquido, é uma façanha que desafia o homem desde sua origem e quanto mais soubermos sobre a condição dos corpos humanos quando envolvidos em água mais poderemos controlar tais situações. Quando Arquimedes saiu correndo, segundo historiadores, gritando “Eureka”, estava ele se referindo a compreensão da condição de seu corpo ficar na superfície da água de sua banheira ao tomar banho e analisando esta condição criou o seguinte principio que leva seu nome: “Todo corpo mergulhado num fluido (líquido ou gás) sofre, por parte do fluido, uma força vertical de baixo para cima, equivalente ao peso do volume do fluido deslocado pelo corpo”. Uma vez que a flutuabilidade é uma condição na qual nossa participação ativa não existe a não ser pelo fator respiratório que iremos abordas a seguir, temos então na compreensão da flutuabilidade segundo Arquimedes, três condições que poderemos encontrar quando um corpo estiver totalmente imerso em um líquido: E = Empuxo - P = Peso específico ou força peso Condição I. Se o corpo permanecer totalmente parado no ponto onde ele foi colocado, significará que a intensidade da força de empuxo é igual à intensidade da força peso deste corpo (E = P). Condição II. Se este mesmo corpo afundar, significará que a intensidade da força de empuxo é menor do que a intensidade da força peso (E < P). Condição III. Se este corpo for levado e permanecer na superfície, significará que a força de empuxo é maior do que a intensidade da força peso (E > P). Levando-se em consideração as condições acima descritas, temos que pensar nas variáveis que estarão atuando quando o corpo humano for o alvo desta análise. Partindo desta premissa antes de analisarmos as variáveis humanas vamos observar as variáveis do meio líquido aonde nós humanos poderíamos nos encontrar. Piscinas na sua grande maioria de água doce, este tipo de água tem sua densidade em torno de 1,00 g/cm³, por sua vez a água do mar em média, pois temos diferentes níveis de salinidade nos diferentes mares e oceanos, 1,04 g/cm³. Já o corpo humano tem dois diferenciações básicas, ou seja homem x mulher, levando em conta os tecidos básicos que nos compõem, no caso massa muscular em torno de 1,1 g/cm³ e o tecido adiposo com cerca de 0,9 g/cm³. Todos estes dados seriam fáceis de serem analisados e poderíamos teorizar facilmente sobre as condições de flutuabilidade de qualquer individuo que o desejasse. Porem um fator, podemos dizer, é preponderante diante de todos os dados fornecidos até agora, estamos falando da capacidade pulmonar ou capacidade vital, que em sua analise estabelece a condição de ser decisiva na possibilidade do sujeito flutuar ou não. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 46 Qual seria então a grande importância dada à capacidade pulmonar quando se analisa a flutuabilidade? Esta pergunta poderá ser respondida a partir da compreensão de como o ar dentro dos pulmões se comporta, seu volume e sua distribuição. Diante mão podemos dizer que o ar que cabe em nossos pulmões ocupa espaços vazios aumentado a área corporal e portanto aumentado a força E (empuxo) sobre o nosso corpo. Os volumes e as capacidades pulmonares representam a movimentação do ar em nossos pulmões, em cada movimento respiratório normal, movimenta-se um volume de ar que se denomina volume corrente (VC), isto quer dizer que há uma movimentação de entrada e saída de ar constante no volume aproximado de 500 ml em um sujeito jovem ou adulto normal. Além deste valor em transito, digamos assim, ficam nos pulmões cerca de 2.300 ml de ar em média, denominados de Volume Residual Funcional (VRF). Temos também o Volume de Reserva Expiratório (VRE), que a quantidade de ar que ainda pode ser expirada, pela expiração forçada, após o término da expiração corrente normal, com valor aproximado de 1.100ml. Além deste ar solto de forma forçada, nosso pulmões nunca ficam vazios, pois existe o volume residual (VR), que é o volume que permanece nos pulmões para que os mesmos não se colabem, este volume gira em torno de 1.200 ml. Há também o Volume de Reserva Inspiratório (VRI), que é o volume que pode ser inspirado alem do volume corrente normal, em média de 3.000ml. Então a Capacidade Inspiratória seria o volume máximo de ar inspirado a partir da distensão máxima dos tecidos pulmonares somando-se o volume corrente, que levando em conta os valores apresentados até agora somariam 3.500ml de ar. Outro volume que para nós seria importante computar é o volume da Capacidade Vital que seria o volume de ar possível de ser expirado e inspirado em seguida em uma condição máxima, que corresponderia aproximadamente em 4.500 ml de ar, que por definição seria o maior volume de ar que poderia ser movimentado em uma única ação respiratória compreendendo o Volume Corrente o Volume de Reserva Inspiratório e o Volume de Reserva Expiratório. Temos então a Capacidade Pulmonar Total, que é o volume máximo que os pulmões podem ser distendidos através de um maior esforço respiratório possível somando cerca de 5.700ml de ar, na verdade este valor é a soma da Capacidade Vital mais o Volume residual dos pulmões. • Capacidade Vital (CV) = VC + VRI + VRE >............... 4.600 ml • Capacidade Inspiratória (CI) = VC + VRI >................... 3.500 ml NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 47 • Capacidade Residual Funcional (CRF) = VRE + VR >.. 2.300 ml • Capacidade Pulmonar Total (CPT) = CV + VR ............. 5.700 ml Devemos considerar que todos os volumes e capacidades pulmonares são cerca de 20 a 25% inferiores na mulher em relação ao homem, e obviamente apresentarãovariações maiores em sujeitos atléticos do que em indivíduos de complexão menor. Após a análise das Capacidade Pulmonares voltemos ao estudo da flutuabilidade que como dissemos anteriormente teriam entre si uma grande relação, relação esta que nos leva a considerar que qualquer corpo humano em apnéia expiratória, ou seja, ao soltarmos o ar de uma maneira natural e bloquearmos a respiração, possivelmente expulsaríamos cerca de 3.500 ml de ar ou mais, podendo chegar até a 4.600 ml, dependendo a intensidade da expiração. Este ar expulsado dos pulmões corresponderia à perda de empuxo proporcional a 1.000 gramas para cada 1.000 ml de ar, o mesmo ocorrendo no sentido inverso ou seja quanto mais ar conseguirmos inspirar proporcionalmente maior será a força de empuxo a nos sustentar na superfície do meio líquido. Arrasto Bastante conhecido como resistência, o arrasto é um importante elemento na análise do comportamento e deslocamento do corpo humano na água, e este arrasto envolveria a forma, o volume o contacto a velocidade de deslocamento e o vácuo deixado pela passagem do corpo pelo meio líquido. Cada uma destas situações envolve uma condição e analise especifica de seu efeito em nosso corpo, efeitos estes que longo dos anos tem-se tentado anular ou minimizar. Arrasto de forma Também chamado de arrasto frontal ou resistência frontal. O arrasto de forma tem uma condição muito especial quando falamos do corpo em contacto com a água, sua atuação envolve particularmente cada corpo de nadador, cada nado e a técnica empregada nestes nados. Incidindo diretamente na cabeça, ombros, região lombar joelhos e pés, dependendo do nado, mais partes do corpo serão afetadas como membros superiores e inferiores, este arrasto pode ser minimizado pelo rolamento do tronco fazendo com que um ombro de cada vez toque a água, esta estratégia seria empregada nos nados Crawl e Costas, nas saídas e viradas dos 4 nados a posição NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 48 hidrodinâmica torna-se indispensável, não nos esquecendo da fixação da cabeça entre os braços, o encaixe do quadril pode diminuir bastante a pressão para baixo que o contacto frontal com o fluxo laminar pode causar. Os joelhos também poderão causar um aumento do arrasto de forma desnecessário se forem flexionados alem dos 120º nos batimentos de pernas dos nados Crawl, Costas e Borboleta. Já no nado de Peito teremos a flexão da coxa sobre o tronco, que deverá ser apenas o suficiente para que os pés fiquem submersos, uma vez que as pernas estarão flexionadas ao máximo, neste caso o arrasto de forma da coxa é bastante elevado e seu excesso poderá inclusive elevar o quadril. Os pés estarão diretamente relacionados a capacidade de flexão plantar, também identificada por extensão dos pés, onde quanto mais fletidos estiverem menos água tocará seu dorso frontalmente este conceito seria aplicado aos nados Crawl, Costas e Borboleta, mais uma vez o nado de Peito é diferenciado, a flexão plantar dos pés só terá influência na diminuição do arrasto, quando a pernas estiverem unidas e estendidas após a pernada, na curta fase do deslize. Não podemos nos esquecer que o arrasto de forma está intimamente ligado à morfologia do corpo que está em contacto com a água independentemente da técnica de deslocamento. O volume e a forma deste corpo podem ocasionar alterações significativas no arrasto. A forma praticamente é imutável, podendo ter pequenas alterações relacionadas à massa muscular (massa magra) e a massa de tecido adiposo (massa gorda), porém a estrutura esquelética que dá a forma principal ao corpo, esta é inalterável. Agora o volume ou o perímetro dos segmentos corporais, membros superiores e inferiores inclusive o tronco, estes sim podem sofrer alterações principalmente pela compressão dos tecidos que os revestem, fato este que só foi alcançado pela introdução dos Trajes de Natação que são tão justos e apertados que acabam diminuindo o perímetro dos segmentos pela compressão dos tecidos mais moles que os compõem. Ainda dentro do assunto resistências, temos aquela que ocorre pelo contacto do corpo com a superfície que o envolve, chamada de Arrasto de Contacto ou Arrasto de Fricção: diz respeito ao arrasto criado através do contacto da pele do nadador com o fluxo laminar de água que o envolve, este contacto na verdade é um atrito que faz com que toda a superfície corpórea exerça uma ação penetrante através do meio líquido onde cada elemento presente nesta superfície gere uma força resistiva ao deslocamento NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 49 do nadador. Esta fricção ocorre no tecido de revestimento corporal e suas estrias, nos pelos, nos cabelos, unhas, bigodes e até mesmo verrugas e saliências teciduais. Até bem pouco tempo os nadadores utilizavam um meio bastante eficaz de redução desta resistência que era a tricotomia total ou seja raspagem de todos os pelos, cabelos e bigode, para assim eliminar dentro do possível este atrito friccional. Então mais uma vez a solução tecnologia chegou com força total minimizando este problema de fricção sem a necessidade destas raspagens em razão do traje de natação ter seu ponto alto tecnológico na estrutura de sua trama que foi criada a partir da observação dos tecidos de revestimento (pele) dos tubarões, os quais possuem sulcos milimétricos por onde o fluxo de água passa com maior velocidade, não só diminuindo o arrasto de fricção com também criando pequenas diferenças de pressão as quais oferecem uma condição ótima de deslocamento propulsivo. Esta descoberta, chamada de FAST SKIN (pele rápida) foi tão sensacional para a Natação mundial que em menos de 10 anos praticamente todos os nadadores do mundo já possuíam um modelo, todas as principais marcas de produtos esportivos já pesquisavam e produziam seu traje rápido de Natação e foram surgindo novos modelos com novas tramas , novas costuras, novos desenhos, novas ranhuras novas fibras, até chegarmos aos modelos polêmicos testados pela NASA chamados LZR RACER, que segundo relatórios técnicos influenciam até no aumento da flutuabilidade do nadador. Velocidade de Deslocamento Entendida na Natação como “Lei Teórica do Quadrado”, esta lei quando analisada impressiona e ao mesmo tempo justifica enorme força que qualquer objeto despende ao ter que atravessar o meio líquido em altas velocidades. Antes de entrarmos na análise específica desta lei e sua aplicabilidade na Natação, vamos comparar velocidades de deslocamentos de dois dos mais usados transportes que conhecemos que são: o navio e o avião. Como exemplo, tomaremos o percurso de um avião internacional (Jumbo 747) viajando do Brasil para qualquer país da Europa; este avião teria sua velocidade de cruzeiro em torno de 850 a 950 Km por hora. Já um navio de cruzeiro internacional teria sua velocidade de cruzeiro em torno de 50 a 70 nós (os transatlânticos mais modernos do mundo) isto significa uma velocidade entre 70 a 90 Km por hora. Considerando o peso e a potência destes dois gigantes porque tal diferença; se considerarmos o peso e a potência de ambos não haveria uma certa relatividade?, NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 50 mas porque tanta diferença, praticamente 16 vezes entre um e outro. Em primeiro lugar temos que analisar os ambientes em que estes se deslocam. A água é cerca de 800 vezes mais densa que o ar, daí então tamanha discrepância entre o meio em que um navio e um avião se deslocam, outro elemento a ser considerado, é que para o avião se sustentar no ar sua velocidade tem que criar a sustentação criada pela pressão do ar sob as asas. Como exemplo, para que um Jumbo 474 decole, sua velocidade mínima deverá ser em torno de 250 Km/h. Já um navio em razão do empuxo não precisa de força de sustentação para permanecer na superfície, porém o mesmo tem que vencer o arrasto (resistência) que o envolve,e quanto maior for a velocidade maior será o arrasto na proporção de “o dobro de velocidade contra o quádruplo de arrasto”. Considerando o assunto desenvolvido até agora, chega-se ao ponto já comentado do arrasto de fricção minimizado pelos Trajes de Natação, os quais serão banidos a partir de 2010, levando-se em conta que na verdade tal traje, cada vez mais aperfeiçoado, e com inúmeros recursos surgindo a cada dia, estava se tornando um equipamento e não uma vestimenta. Sucção da extremidade É o fenômeno causado pela passagem de um corpo através do meio líquido, deixando para trás uma área de baixa pressão (espaço com aparentemente menor quantidade de água que a região no entorno), criando-se assim uma força contrária ao deslocamento. É formada então a esteira, que na verdade é o rastro deixado pela passagem de uma pessoa, embarcação ou até mesmo animal aquático, que deslocando-se para frente na água, deixa um espaço teoricamente menos denso para trás, criando uma força contrária ao deslocamento, há ao mesmo tempo criando uma condição ideal na superfície para a mistura do ar com a água. Turbilhão ou turbilhonamento É o fenômeno das bolhas ou melhor da espuma que circunda qualquer objeto que se desloque sobre a água em determinada velocidade, este fenômeno ocorre em razão da mistura repentina do ar com a água, provocado pelo movimento do líquido e também pela esteira deixada ao longo do percurso. Este turbilhão é um elemento que NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 51 causa perda de potência ou de deslocamento em função da força motriz geradora do deslocamento não conseguir, em determinadas situações, aplicar a força propulsora em um ambiente totalmente denso e consistente. O ambiente turbilhonado é de certa forma preenchido por bolhas de ar, cuja densidade é 800 vezes menos densa que a água, tornando assim o meio em que a propulsão está se desenvolvendo inadequada para uma resultante propulsiva esperada. Para contornar este problema devemos procurar zonas de águas não agitadas, ou seja águas profundas, isto quer dizer que a medida que a força propulsiva for aplicada em um ambiente sem a presença bolhas de ar maior será o rendimento, desde que esta profundidade não implique numa diminuição de ação propulsiva. Como exemplo, uma braçada muito funda poderia ocasionar uma diminuição do seu tamanho, o que não seria recomendável, porém alcançar uma profundidade mínima de braçada evitando o turbilhão e a água agitada, muito provavelmente irá contribuir para uma melhor eficiência propulsiva. Um outro exemplo muito interessante é o comportamento dos submarinos, quando o vemos na superfície, sempre ao seu redor existem as espumas brancas que são os turbilhões e principalmente a sua calda em função da força motriz propulsora, há sempre uma esteira toada branca. Quando este submarino resolve aumentar sua velocidade para potências máximas, ele submerge, para então conseguir propulsão integral sem o risco do turbilhão, pois a determinada profundidade jamais o ar irá se misturar com a água, isto só ocorre na superfície. Cavitação É o nome que se dá ao fenômeno de vaporização de um líquido pela redução da pressão, durante seu movimento. Poderíamos explicar este fenômeno de uma maneira mais simples, analisando um liquidificador; as pás giram muito rápido um volume de líquido relativamente pequeno, não considere o formato dos hélices, pois eles interfeririam no raciocínio. Voltando, quando um hélice gira muito em pouco líquido o líquido se agita porém o liquidificador não sai do lugar, se houvesse muito liquido e condições ideais ( hélices propulsivas e menos peso no liquidificador) este se deslocaria num volume maior de liquido. O Cavitar seria então, aproveitando o conceito para Natação, uma movimentação muito rápida na água porém em um volume de água não suficiente para gerar deslocamento ou propulsão. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 52 Streamline position (posição hidrodinâmica) Depois de analisarmos todas estas variáveis que envolvem o corpo humano quando ele está em contacto com a água, preferencialmente nadando, temos que considerar quais seriam as principais orientações hidrodinâmicas a serem recomendadas para quem quer ter maior eficiência em seu nado. A posição hidrodinâmica, seria a primeira seguida da movimentação dos membros inferiores e membros superiores, movimento axial (rolamento), respiração técnica e coordenação geral dos movimentos. Na posição hidrodinâmica temos que considerar principalmente o arrasto de forma, também chamado de atrito frontal, refere-se ao formato de um corpo diretamente envolvido no meio líquido e seus pontos de contacto os quais poderiam diminuir o deslocamento pela resistência causada. Na posição hidrodinâmica entram em ação o alongamento integral do corpo do nadador levando em conta: a posição das mãos as quais devem ficar com os dedos unidos, superpostas e o polegar superior deve firmar o bordo da mão inferior firmando-a. Os membros superiores devem ficar o mais estendidos possível, inclusive os ombros devem ser projetados à frente e a cabeça fixa entre os braços, possivelmente com os deltóides tocando as orelhas. O tronco permanece estendido enquanto o quadril tenta se encaixar diminuindo ao máximo a curvatura lombar que poderia criar uma pressão para baixo no nadador. Os membros inferiores ficam estendidos e unidos, com os pés também em extensão se possível em inversão sobrepondo-se um pé sobre o outro. Durante o deslocamento subaquático na posição hidrodinâmica, que ocorre durante a saída e as viradas na Natação, a posição das mãos, cabeça e membros superiores determinarão a horizontalidade do deslocamento ou sua alteração. Movimentação dos membros inferiores Responsáveis principalmente pela manutenção da posição horizontal, sustentação e propulsão os membros inferiores tem sua atuação secundária na ação propulsiva dos nadadores, uma vez que o raio de ação das pernas durante a movimentação dos nados é muito pequena, com exceção do nado de Peito, onde a movimentação é bastante ampla. Ao analisarmos a movimentação dos membros inferiores, precisamos considerar técnica e ritmo e velocidade. Nos nados Crawl e Costas o batimento de pernas deve ser feito com a inversão dos pés, ficando os mesmos voltados para NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 53 dentro, para que a resultante do batimento seja helicoidal, criando um efeito hélice de propulsão. Outro aspecto relevante é mantermos a distância entre os pés o suficiente para não sofrermos o efeito da cavitação, distância esta entre 30 a 40 cm, devemos chamar esta distância de amplitude de movimentação, não esquecendo que os pés não podem sair da água (são até os calcanhares) pois no ar não conseguimos propulsão, só na água. O ritmo deve ser constante para não cairmos na inércia a qual causaria maior gasto energético e menor rendimento, quanto a velocidade ela deve ser graduada em função da distância a ser nadada em razão de consumir grande quantidade de energia e render em termos propulsivos, muito pouco, cerca de 9 a 10% nos nados citados. Considerando que a movimentação é alternada para baixo e para cima, o movimento para baixo é bem mais propulsivo, pois vai de encontro às massas de água não agitadas, sem turbilhão, e em maior volume. Para a golfinhada que é a movimentação da pernada do nado Borboleta, vale todos os quesitos citados acima, considerando que a velocidade e o ritmo são menores pois os movimentos são feitos com as pernas unidas, para baixo e para cima havendo um grande contacto com a água, porém um tanto quanto mais propulsivo, fato este notado na saída e nas virados dos nados Crawl Costas e Borboleta, onde os nadadores se utilizam desta movimentação para ter um maior rendimento, realizando a golfinhada subaquática. No nado de Peito os membros inferiores tem bastante relevânciachegando a ter 50% do total propulsivo, onde a técnica e o ritmo tem mais importância do que a velocidade, em razão da movimentação ocorrer praticamente no plano horizontal e não vertical como nos demais nados e envolver uma movimentação bastante ampla a qual provoca um arrasto de forma bastante acentuado, o qual pode ser minimizado através de um ritmo de execução onde se respeite a fase de explosão que é a extensão dos membros inferiores para trás, para o lado e para baixo, a união dos mesmos e o aproveitamento da propulsão criada, ficando o nadador na posição hidrodinâmica por algumas frações de segundo, até reiniciar a próxima movimentação. Movimentação dos membros superiores A ação dos membros superiores (braços) é a principal ação propulsiva que o nadador tem a sua disposição, contrariamente ao que ocorre em terra, onde as pernas são NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 54 motoras e os braços equilibradores, na água a coisa toda muda, e os braços passam a ter função primordial no deslocamento do nadador. Quando analisamos os tipos de braçadas dos 4 nados podemos classificá-las em duas categorias, ou seja as braçadas alternadas e as braçadas paralelas, estas últimas pertencentes aos nados Borboleta e Peito e as alternadas pertencentes aos nados Costas e Crawl. Em relação à ação dos braços temos as fases de ação propulsiva e de recuperação que seria o retorno à posição inicial da braçada, sendo que nos nados Crawl Costas e Borboleta a ação propulsiva ocorre dentro da água e a recuperação é aérea, só havendo exceção no caso do nado de peito onde ambas as ações são subaquáticas. Para todos os tipos de braçada temos que considerar certos tipos de princípios que irão, uma vez respeitados, propiciar um maior aproveitamento da energia aplicada ao movimento. Começando pela terceira lei de Newton (Ação e Reação), muito abordada no último livro de Maglischo do ano de 2007, onde o mesmo retifica sua análise, voltando ao antigo conceito de fazer força puxando a água para trás para ir para frente, sempre respeitando o traçado da braçada ou seja a varredura e as profundidades deste traçado, principalmente no início da braçada procurando alcançar uma profundidade de trabalho abaixo do turbilhão, não esquecendo que água funda é água rápida. Esta profundidade de trabalho não excede 30 cm caso contrário a mesma estaria interferindo no comprimento da braçada, o que não é desejável. Rolamento (movimento axial) Quando se pratica os nados Crawl e Costas o arrasto de forma que ocorre nos ombros é bastante significativo, razão pela qual atualmente damos uma grande ênfase ao rolamento do tronco a cada braçada realizada nestes dois nados, com o intuito de minimizarmos o efeito de arrasto em ambos os ombros, fato este limitado apenas aos nados alternados, onde os nados Borboleta e Peito não se enquadram. O rolamento ocorre de maneira integral envolvendo todo o corpo do nadador, exigindo do mesmo o cuidado de manter o corpo alongado para este movimento ser efetivo; outro fator positivo do rolamento dos ombros (corpo todo) é a facilitação da recuperação do braço já trabalhado, ao ser realizado o rolamento o braço da recuperação praticamente fica livre da água e também consegue elevar o cotovelo bem para o alto que seria o ideal pra se criar um ângulo de penetração de 45◦. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 55 Este rolamento deve ser efetuado com o devido cuidado pois o mesmo é regulamentado pela FINA em no máximo 90◦, pois se aumentarmos este ângulo passaríamos à posição ventral. Outro aspecto bastante relevante é que durante o rolamento o membro superior que está tracionando consegue envolver na braçada um número maior de músculos responsáveis pelo movimento. Respiração técnica Com exceção do nado de Costas todos os demais nados necessitam de movimentações diferentes para dar condições do nadador respirar durante o nado, a respiração na Natação deve obedecer às características de cada nado e interferir o mínimo possível no comportamento do corpo na água, quanto menos alterações, no posicionamento horizontal, ocorrerem durante o nado mais velocidade o nadador poderá alcançar. Definimos na Natação duas movimentações básicas de respiração, ou seja, a frontal e a lateral (bilateral), esta primeira típica dos nados Borboleta e Peito e a segunda comum ao nado Crawl. Quando falamos em respiração não podemos nos esquecer do fator flutuabilidade em razão do volume de ar nos pulmões, sabemos que quanto mais ar nos pulmões mais o corpo flutua e menos arrasto com a água ele acaba tendo, então é aconselhável em todos os nados ficar sempre com os pulmões cheios de ar. Para tanto é necessário condicionar o nadador a ficar com o ar retido nos pulmões até a hora que desejar respirar, a partir daí deverá expirar o ar rapidamente pela boca e pelo nariz e em seguida inspirá-lo novamente fazendo com que seus pulmões permaneçam o menor tempo possível com pouco ar, agindo assim a posição do corpo do nadador praticamente não sofrerá alterações durante a respiração técnica em razão do empuxo praticamente não sofrer alterações, caso contrário o corpo do nadador irá oscilar prejudicando seu desempenho. Coordenação geral dos movimentos ANOTE ISSO Vários fatores influenciam a permanência, deslocamento, flutuabilidade e propulsão do corpo humano durante a realização dos nados. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 56 Título: Movimento na água Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/alongamento-atividade-fisica-balanca-bem-estar-374101/ LEITURA COMPLEMENTAR Aprendendo a nadar com a extensão universitária, escrito por Enori Helena Gemente Galdi e colaboradores, foi publicado em 2004 e está disponível em: https://www.fef. unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/aprendendo_nadar_cap2.pdf O livro reúne a experiência de docentes e alunos do Curso de Educação Física da Unicamp no desenvolvimento de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão vinculadas ao Projeto de Extensão “Aprender a Nadar” dirigido à comunidade universitária, em especial crianças, jovens e idosos interessados na aprendizagem e aprimoramento em natação. Aborda diferentes visões da modalidade natação, aspectos físicos e os benefícios do esporte. Descreve as origens da natação, bases pedagógicas e níveis de aprendizado com as respectivas orientações e cuidados a serem atribuídos no trato com demandas diferenciadas dos usuários. https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/aprendendo_nadar_cap2.pdf https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/aprendendo_nadar_cap2.pdf NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 57 Meio, recursos e equipamentos a favor do Aprender a Nadar Na prática de qualquer atividade, o prazer é fator importante para a motivação dos indivíduos. Quando se tem prazer na execução e ela proporciona boas sensações, o exercício torna-se hábito, forma de relaxamento e diversão, permitindo a satisfação física e mental. Na água não é diferente: o aluno só consegue desfrutar dos benefícios e das satisfações que o meio lhe oferece quando a aceita como ambiente agradável, capaz de lhe propiciar momentos de bem-estar e, ao mesmo tempo, contribuir para a concretização de seus objetivos. Diante do exposto, a fase de adaptação ao meio líquido revela sua importância; é nessa etapa, de notável fragilidade, que o professor deve manter-se dentro d’água o máximo possível para que seja assegurada uma boa ambientação. Por isso, ao lidar com esse estágio, faz-se necessário que o profissional de educação física mantenha sempre atento para ser capaz de suprir as necessidades dos seus alunos e fazê-los superar suas dificuldades. Quando manifestada de forma prazerosa, a prática físico-esportiva possibilita o convívio social, a socialização e a integração dos que a ela se apresentam. É capaz, ainda, de despertarinteresse por atividades a ela relacionadas; no caso na natação, permite a aproximação com outros esportes aquáticos como mergulho, rafting, pólo aquático, saltos ornamentais, enfim, outras atividades que envolvam o domínio de formas básicas de como se situar na água. Na busca por melhor repercussão dos ensinamentos, aposta-se em recursos artificiais, sejam estes de ordem informativa (como o quadro-negro, em que se expõe o conteúdo a ser ministrado), demonstrativa (em que são apresentados slides e vídeos que ilustram os comandos técnicos), ou mesmo de segurança, que incluem as bóias de braço, os flutuadores, os coletes ou cinturões e até mesmo o tão requisitado aquatubo. O que se tem observado é que tais estratégias atingem, igualmente, alunos e mestre, ou seja, elas também os auxiliam no cumprimento dos seus objetivos, já que garantem maiores possibilidades de experimentação com segurança e motivação, visto que seus supostos limites são vencidos e o receio, derrotado. No ensino da progressão dos nados e em suas práticas parciais, os equipamentos também apresentam desvantagens; podem mascarar as potencialidades do aluno e, com isso, submetê-lo a situações de risco; podem causar relação de dependência ou, ainda, resultar em performances futuras deficientes por restringir a movimentação durante a fase de aprendizagem. Os recursos disponíveis àqueles que se propõem a ensinar elementos da cultura corporal percorrem, em geral, uma graduação; assim, NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 58 no início, o professor destina à turma comandos verbais, antes ou depois de sua descrição; já num segundo estágio, a demonstração ilustra o repertório da fase anterior e, finalmente, quando necessário, o mestre utiliza a exterocepção, visto que, por meio do toque, ele desperta o corpo do aluno para a atividade. O modo e a frequência em que são solicitados correspondem ao perfil do público com qual se trabalha, cabendo ao educador definir a adequada relação entre eles. Dessa forma, tais práticas exigem singular competência pedagógica, para que se configurem formas eficientes no que diz respeito à obtenção de pleno desenvolvimento físico e mental, o que permite, além da manutenção da saúde e do preparo físico, o crescimento pessoal; é uma boa alternativa para levar a um bom funcionamento de todo corpo. A prática regular e continuada desenvolve, simultaneamente com maior ou menor intensidade, todas as partes do corpo, atuando em sua totalidade e junto à mente para um desenvolvimento saudável e eficaz. Propriedades físicas da água Ao lidar com o meio líquido, é preciso ter em mente que ensinar exercícios na água é mais complicado do que em terra, em virtude das características particulares do meio; só o domínio dessas singularidades assegura a concretização dos efeitos físicos desejados diante de práticas destinadas ao ambiente em questão. Assim, na natação ou na hidroginástica, as atividades são determinadas pelas propriedades físicas da água, dentre as quais se destacam: o empuxo ou Princípio de Arquimedes, a força peso ou da gravidade, a temperatura da água, a pressão hidrostática e a sua resistência. Em outros termos, pode-se afirmar que algumas propriedades da água são importantes para a adequação de exercícios às capacidades biológicas dos indivíduos, a fim de otimizar seus efeitos, evitar complicações físicas e garantir a satisfação pela atividade. Daí a necessidade de conhecê-las em profundidade: Empuxo e Gravidade. O empuxo, ou Princípio de Arquimedes, é característica particular do ambiente líquido. O corpo nele inserido está submetido a força de ocorrência no plano vertical, em direção à superfície da água, que traciona o corpo com intensidade igual ao peso do líquido deslocado (dessa forma, o empuxo recebe acréscimo conforme se aumenta a profundidade). É contrário à gravidade que atua em todos os corpos, atraindo-os para o solo. De relevante importância para a estabilidade do corpo na água, ambas contribuem para a manutenção do equilíbrio, da flutuabilidade e, em conseqüência, interferem no aprendizado; respondem ainda pelos efeitos retardador e propulsivo aí presentes, os quais decorrem da forma e da velocidade do movimento executado, e também são influenciados pela temperatura e pela pressão hidrostática do meio. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 59 Frequentemente, essas forças se equilibram, o que neutraliza seus efeitos e faz certo volume, de um corpo em situação de envolvimento com a água, manter-se emerso, salvo em situações de posicionamento vertical, quando a gravidade sobrepõe-se à atuação do empuxo. A flutuabilidade interfere diretamente na realização do exercício, pois “à medida que o corpo é gradualmente submerso, a água é deslocada, criando a força de flutuabilidade”, por isso, para os autores, uma pessoa submersa até a região umbilical elimina aproximadamente 50% de seu peso corporal, o que lhe confere características diferentes das assumidas em terra e podem facilitar ou dificultar a execução de determinados movimentos. Nesse sentido, há ainda dois fatores biológicos que interferem nesse fenômeno: a quantidade de ar nos pulmões e a porcentagem de gordura do corpo; tanto um quanto outro, quando presentes em maiores proporções, facilitam que o corpo se mantenha na superfície d’água, visto que eles tornam os corpos menos densos. A temperatura é outro fator que influencia a execução de atividades em meio líquido é a temperatura da água, propriedade capaz de produzir alterações fisiológicas importantes durante os exercícios aquáticos. Isso acontece porque a temperatura externa ao organismo interfere diretamente nele para que, por trocas de energia térmica entre ambos, estes entrem em situação de equilíbrio. Assim, o calor produzido durante uma hora de atividade física é suficiente para aumentar a temperatura central do corpo em até 3º C, fazendo esse acréscimo de energia ter que ser dissipado. Os mecanismos de dissipação de calor são os responsáveis pela manutenção da temperatura corporal. Dentre tais meios de defesa, a evaporação do suor é a mais eficiente; entretanto, em face de temperaturas externas elevadas, ela se torna ineficaz, incapaz de promover resfriamento satisfatório, o que leva a desempenho deficiente. É por isso que as piscinas utilizadas para atividades vigorosas são mantidas a temperaturas amenas, entre 27 e 29 ° C A Pressão Hidrostática quando o corpo está imerso em meio líquido, um ponto sofre a ação da chamada pressão hidrostática, que se manifesta igualmente em qualquer nível e direção; sua exploração garante máximo aproveitamento da sobrecarga própria do meio. Entretanto, essa propriedade é sentida com mais evidência na região do tórax, pela dificuldade de sua expansão. A situação de equilíbrio em que se encontra tal força determina o não-deslocamento do corpo em meio aquoso, diferentemente do que acontece quando ela se manifesta de maneira desigual, seja em relação ao nível em que o objeto está imerso ou no que NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 60 diz respeito a sua direção; neste caso, tem-se certa movimentação até que a situação inicialmente relatada seja (re)estabelecida. O aumento dessa pressão ocorre com de variações, crescentes, de profundidade e densidade do fluido; a cada pé de profundidade, ela altera, positivamente, seu valor em 0,43 pressões atmosféricas. A sensação de ausência de peso, presente quando submersos, decorre da pressão lateral existente no meio aquático, aplicada simultaneamente aos efeitos da flutuabilidade (Campion, 2000). Ela atua ainda de modo benéfico no nosso organismo, já que interfere na redistribuição sanguínea e também de outros componentes líquidos, da periferia para o centro do corpo. A resistência da água ou arrasto, como é cientificamente denominada, caracteriza- se por ser força de oposição à progressãodo corpo em movimento nesse meio. Responde ao efeito retardador do deslocamento no meio aquático, já que este é cerca de mil vezes mais denso que o ar. O arrasto enfrentado por quem nada é diretamente proporcional à quantidade de turbulência por ele criada; assim será tanto maior quanto mais conturbadas forem as correntes laminares. A velocidade, a forma e a orientação do corpo são fatores diretamente relacionados à turbulência; em geral, os objetos afilados encontram menor resistência do que os com “cantos quadrados e formas convolutas”; o arrasto é menos evidente quando o corpo assume posição mais horizontal, o que faz restrito número de partículas das correntes laminares ser afetado. A velocidade, que em intensidade elevada provoca maior fricção e turbulência na água, pode resultar em maior resistência. Para melhor compreensão, o fluxo laminar é caracterizado como: “correntes regulares e contínuas de moléculas de hidrogênio e oxigênio em flutuação”, compactadas umas sob as outras; já o fluxo turbulento “ocorre quando há interrupção do fluxo contínuo, geralmente ‘descaracterizado’ pelo encontro deste com um objeto”. Deve-se salientar que, em situação de turbulência, uma movimentação rápida e circular das moléculas, de redemoinhos, se faz presente, diferentemente do que ocorre quando o fluxo laminar acontece. Benefícios físicos e alterações fisiológicas proporcionados pela água Devido às propriedades da água já citadas, o exercício em meio líquido situa-se como recurso capaz de proporcionar momentos de satisfação física e mental, o que diminui as possibilidades de ocorrência de doenças, reduz dores musculares, relaxa, diminui o estresse e melhora a auto-estima. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 61 Os benefícios que a atividade física, em meio líquido, proporciona aos que a praticam com freqüência: o corpo sofre influência de forças do meio líquido, o que faz os sistemas orgânicos se adaptarem às condições do seu novo hábitat. A água produz mudanças na regulação, principalmente do sistema cárdio-pulmonar e do metabolismo, além de Aumento da taxa metabólica de repouso, tal como do gasto energético; redução dos riscos de diabetes, por controlar a taxa de colesterol e de triglicerídios; controle da pressão sanguínea; melhora da auto-estima, com diminuição das possibilidades de depressão; melhora das funções cardiovasculares, pulmonares e mentais; Sociabilização; aumento do bem-estar e da perspectiva de vida; controle do peso corporal; melhora da flexibilidade; prevenção do estresse; melhora da força e da resistência muscular; alívio da dor e do espasmo muscular; diminuição do impacto; retardo do envelhecimento; auxílio para manutenção da postura correta. NOTÍCIA DO ASSUNTO Por que a natação é um treino completo https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2022/06/por-que-a-natacao-e-um-treino- completo.ghtml Com apenas 30 minutos e alguns truques, uma ida à piscina pode se tornar um ótimo exercício para a saúde. Por Dana G Smith, The New York Times. 01/06/2022 04h30 Atualizado há uma semana A natação é um treino de corpo inteiro, trabalha braços e pernas, assim como sistema cardiovascular Foto: Logan R. Cyrus | The New York Times NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 62 Seja qual for o seu motivo para entrar na água, a natação é um dos melhores exercícios que você pode fazer pela sua saúde. É um treino de corpo inteiro, que trabalha bastante os seus braços e pernas, assim como seu sistema cardiovascular, colocando menos tensão em suas articulações do que a maioria dos outros exercícios. De acordo com Hirofumi Tanaka, professor de cinesiologia da Universidade do Texas em Austin, a natação oferece benefícios cardiovasculares semelhantes à corrida ou outros esportes de resistência. Pesquisas em seu laboratório também sugerem que um programa regular de natação pode reduzir a pressão arterial e suavizar as artérias rígidas em adultos mais velhos. — A natação é realmente uma boa forma de exercício que muitas vezes é subestimada — disse Tanaka. — O exercício precisa envolver grandes grupos musculares, ser rítmico por natureza e deve sobrecarregar as funções cardiovasculares. A natação se encaixa perfeitamente. — explica o professor. Mas por onde começar? Enfrentar uma piscina de tamanho grande pode ser intimidante para um iniciante. Abaixo estão algumas dicas de treinadores profissionais sobre como transformar 30 minutos na piscina em um treino eficaz. Comece devagar Pesquisas sugerem que um programa regular de natação pode reduzir a pressão arterial Foto: Logan R. Cyrus | The New York Times NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 63 Compre um bom par de óculos de proteção (uma touca de natação e uma prancha podem ser úteis, mas não são necessários) e comece nadando uma volta – para baixo e para trás ao longo da piscina – sem parar. Normalmente, as pessoas fazem o nado livre quando se exercitam porque é a braçada mais eficiente, mas você pode mudar se tiver uma preferência ou quiser alguma variedade. A maioria das piscinas recreativas americanas tem 25 metros de comprimento, então uma volta completa tem 50 metros, duas voltas são 100 metros e assim por diante. As piscinas olímpicas são duas vezes mais longas, enquanto as piscinas domésticas variam, portanto, certifique-se do tamanho para calcular bem as voltas e a duração. Se uma volta parecer fácil, faça duas com uma pequena pausa de 10 a 20 segundos entre elas. Aumente gradualmente, ampliando o número de voltas e diminuindo a frequência de pausas, mas não exagere no primeiro dia – não dê mais de 10 voltas no total. — Quando se trata de natação, trata-se de consistência, então comece de onde você está — disse Cullen Jones, quatro vezes medalhista olímpico que treina natação juvenil. — Certifique-se de que o que você está fazendo é gerenciável. Tenha a mentalidade de que você pode fazer isso de novo no dia seguinte ou após dois dias — aconselha Jones. Concentre-se na técnica: se sua última aula de natação foi na escola primária, aqui estão algumas dicas a serem lembradas: Primeiro, você quer que seu corpo fique o máximo possível no topo da água. A maneira mais fácil de fazer isso é manter a cabeça baixa e olhar para o fundo da piscina. — Se você levantar a cabeça e olhar para a parede suas pernas vão afundar e isso criará muita resistência — explica Fares Ksebati, fundador e executivo-chefe do aplicativo de natação MySwimPro. Seu chute com as pernas também ajuda a manter o equilíbrio em cima da água. Na verdade, a menos que você esteja correndo, chutar é mais importante para a posição do corpo do que para a própria impulsão. Chute apenas o suficiente para manter seus quadris e pernas em cima da água para que eles não o arrastem para baixo. — O maior erro que os nadadores iniciantes cometem é chutar demais — diz Ksebati. — As pernas usam mais sangue, então se você chutar muito, vai se cansar muito mais rapidamente. — explica. Se você está correndo, então você pode chutar suas pernas em alta velocidade, como Jones fez na corrida de 50 metros livre nas Olimpíadas de 2012. Mas ao nadar em NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 64 busca de resistência ou condicionamento físico geral, imita alguém como a nadadora de longa distância Katie Ledecky , cujas pernas mal fazem ondas, para economizar energia e se concentrar mais no equilíbrio e no alinhamento do corpo. Outro erro que iniciantes cometem é ficar muito plano na água. Em vez disso, balance sutilmente de um lado para o outro. À medida que as pontas dos dedos tocam a superfície, estenda o braço o máximo que puder enquanto gira levemente os quadris e os ombros. Tente isso em terra firme: fique na ponta dos pés com um braço esticado acima da cabeça. Se você mover o quadril e o ombro para cima e para a frente, provavelmente poderá alcançar alguns centímetrosmais alto. Agora faça isso na água. — Se você começar a girar com os ombros e os quadris em cada braçada e alcançar alguns centímetros a mais, basicamente vai alongar sua braçada, e isso o tornará mais eficiente — explicou Ksebati. Outra maneira de aumentar sua eficiência é criar mais força a cada golpe. Ao puxar o braço para baixo pela água, tente deixar o antebraço perpendicular ao fundo da piscina. As pontas dos dedos devem estar ligeiramente separadas - menos de um centímetro - para obter o máximo de potência. Não se preocupe em respirar alternadamente se sentir que de um lado é mais confortável que o outro. O objetivo é manter o ritmo. “Toda vez que seu rosto está na água, você está exalando” disse Cokie Lepinski, treinadora de natação Masters dos EUA em Surprise, Arizona. “Toda vez que você sobe, você está tendo uma inspiração agradável e na medida.” Entre em intervalos Uma vez que você conseguir completar oito voltas facilmente, tente alguns treinos intercalados. Para nadadores profissionais, os treinos são estruturados com musculação, divididos em séries, em vez de 30 minutos seguidos. Para fazer isso, você precisa entender uma fórmula de intervalo usada em quase todos os treinos de natação. Os intervalos são geralmente descritos por dois números: 1) o número de repetições e 2) a distância em metros de cada repetição como um múltiplo de 25 (o comprimento da piscina). Descansos curtos são incorporados após cada repetição. Por exemplo, um 2x50 significa nadar 50 metros (para baixo e para trás), fazer uma pausa de 10 segundos e depois nadar e dar outra volta. Para um NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 65 4x25, nade a mesma distância, mas descanse toda vez que tocar em um lado. Um 1x100 significa nadar duas voltas continuamente e descansar depois. Todos os três intervalos são de 100 metros no total, mas são nadados em taxas diferentes. Adapte seus intervalos aos seus objetivos. Se você quiser um treino de maior intensidade, nade intervalos mais curtos em um ritmo mais rápido. Se você quiser trabalhar a resistência, nade longas distâncias em um ritmo mais lento com menos pausas. Por exemplo, um 4x25 normalmente seria nadado em um sprint, enquanto um 1x100 é geralmente um intervalo mais lento e focado na resistência. — Se você nadar no mesmo ritmo todos os dias não terá tantos benefícios — disse Lepinski. Por um lado, ela acrescentou, o treinamento intervalado é mais divertido. — Isso apenas desafia seu coração um pouco melhor — disse. Tanto Ksebati quanto a treinadora Lepinski disseram que um bom treino para iniciantes ou intermediários é de 1.000 a 1.500 metros, ou 20 a 30 voltas, o que deve levar cerca de meia hora. Comece com um aquecimento curto – talvez um 4x50 em um ritmo fácil – para aumentar sua frequência cardíaca. Você pode misturar em diferentes golpes, fazendo peito ou costas em vez de freestyle para um pouco de variedade. Em seguida, faça um 4x25 usando um kickboard para ativar as pernas. Em seguida, vem o conjunto principal, ou a maior parte do seu treino. Se você estiver trabalhando em velocidade, faça 8x50 (oito voltas com uma pausa após cada) em ritmo acelerado. Se você quiser aumentar a resistência, tente uma escada de ritmo moderado, subindo e descendo a duração dos seus intervalos: 1x50, 1x100, 1x200, 1x100, 1x50. Por último vem o desaquecimento, mais 4x50 de natação em ritmo descontraído. Você pode fazer uma pausa mais longa - um ou dois minutos - entre o aquecimento, a série principal e o resfriamento. É um pouco confuso no começo, mas uma vez que você entende a linguagem, você pode seguir quase que qualquer treino de natação. Quer ainda mais estrutura ou um objetivo para trabalhar? Aplicativos como o MySwimPro fornecem planos de treino personalizados. Acima de tudo, aproveite o processo. Para muitos nadadores, a água não é apenas um lugar para se exercitar, é também um santuário. — É difícil pensar no estresse do mundo quando você pensa: ‘Quando é minha próxima respiração? Onde é o fim da piscina? Em que set estou?’ — disse Lepinski. —Quando deslizamos sob a água, o mundo desaparece. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 66 CAPÍTULO 4 PRINCIPAIS COMPETIÇÕES DE NATAÇÃO ISSO ACONTECE NA PRÁTICA Veja a história de vida de um dos campeões da atualidade da natação Brasileira. O site da Olympics conta um pouco da história de vida do nadador Bruno fratus. Disponível em: https://olympics.com/pt/noticias/bruno-fratus-e-o-poder-da- consistencia-ainda-tenho-lenha-para-queimar - Três vezes finalista Olímpico dos 50m livre, o nadador brasileiro estreou no pódio Olímpico aos 32 anos em Tóquio 2020. Em entrevista exclusiva para o Olympics.com, ele conta como desistiu da aposentadoria e procura a ‘cereja do bolo’ em Paris 2024. Sheila Vieira e Ash Tulloch Updated on 11 maio 2022 10:16 GMT-3 NataçãoBruno FRATUS Foto: 2021 Getty Images https://olympics.com/pt/noticias/bruno-fratus-e-o-poder-da-consistencia-ainda-tenho-lenha-para-queimar https://olympics.com/pt/noticias/bruno-fratus-e-o-poder-da-consistencia-ainda-tenho-lenha-para-queimar https://olympics.com/pt/esportes/sed/natacao/ https://olympics.com/pt/atletas/bruno-fratus NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 67 O nadador brasileiro Bruno Fratus construiu seu legado como um dos melhores nadadores de 50m livre da última década. E ele fez isso com muita autenticidade, declarações convictas e firmeza. Muitos ficaram surpresos ao ver a reação emocional de Fratus depois de ganhar sua primeira medalha Olímpica aos 32 anos em Tóquio 2020, um bronze em sua terceira final Olímpica. O vencedor da prova, Caeleb Dressel, disse ao Today Show que ficou comovido com a reação de Fratus. “Acho que nunca abri um sorriso tão grande na minha vida”, disse Fratus ao Olympics. com, poucas semanas antes do Campeonato Mundial 2022 da FINA, em Budapeste, Hungria, com início em 18 de junho. Em Tóquio, Fratus carregou memórias vívidas de London 2012, quando ficou a dois centésimos do pódio, e da Rio 2016, quando o público brasileiro esperava uma medalha, e ele terminou na sexta posição. “Em Tóquio, eu tive um pouco a sensação de agora ou nunca. Se não tivesse dado muito certo, eu seria um ex-nadador.” “Essa é a diferença que uma boa prova pode fazer.” ANOTE ISSO Troféu Brasil define seleção para o Mundial de Budapeste NOTÍCIAS DO ASSUNTO Campeonato Mundial de esportes aquáticos é adiado para 2023. Competição de natação, saltos ornamentais, nado artístico e polo aquático seria realizada em maio deste ano no Japão, mas, por conta da piora da pandemia, acontecerá em 2023. Por Joanna de Asssis — São Paulo. 21/01/2022 17h40 Atualizado há 3 meses. Disponível em: https://ge.globo.com/natacao/noticia/campeonato-mundial- de-esportes-aquaticos-e-adiado-para-2023.ghtml Principal competição da natação em 2022, o Campeonato Mundial de esportes aquáticos está adiado. Por conta do agravamento da pandemia da Covid-19, o evento, https://olympics.com/pt/atletas/bruno-fratus https://olympics.com/pt/atletas/caeleb-dressel https://olympics.com/pt/olympic-games/london-2012 https://olympics.com/pt/olympic-games/rio-2016 NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 68 que seria realizado em maio em Fukuoka, no Japão, passou para julho de 2023. A Federação Internacional de Natação (Fina) ainda não divulgou oficialmente sua decisão. A notícia foi publicada primeiramente pelo site Swimchannel e, na sequência, confirmada pelo ge. Desde o início deste século, os Campeonatos Mundiais de esportes aquáticos --que reúnem natação, saltos ornamentais, polo aquático e nado artístico-- são disputados de forma bienal, sempre nos anos ímpares. Por conta da pandemia e do adiamento das Olimpíadas de Tóquio para 2021, o Mundial, que seria no mesmo ano, passou para 2022. Porém, nesta sexta-feira, a Fina adiou o evento para o ano que vem. BrunoFratus lamentou a decisão da Fina Foto: Satiro Sodré/rededoesporte.gov.br A reportagem do ge ouviu vários atletas brasileiros, e todos se mostraram surpresos e chateados com o adiamento da competição. O medalhista olímpico Bruno Fratus criticou a escolha da Fina em adiar o Mundial por mais de um ano e lembrou que em 2020 faltaram iniciativas da entidade para compensar o cancelamento de competições por causa da pandemia. - A vida dos nadadores era preparação para maio, e agora não tem maio, então ficamos perdidos. Os próximos meses serão de reorganização. E um adiamento faz https://ge.globo.com/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 69 a gente perder a confiança na organização que deveria gerir o esporte. Lutamos para que a natação seja mais séria, que o esporte seja profissional para trazer interesse de patrocinadores e público, e agora de repente lidamos mais uma vez com incertezas. A Fina mais uma vez lava as mãos, não apresenta uma solução. Em 2020 quem pegou na mão da Natação foi a ISL, que é uma liga paralela. Vemos que em 2022 mais uma vez isso deve acontecer. Você, como atleta, faz muitas perguntas nessa hora. O Mundial de Fukuoka tinha um significado especial para Nicholas Santos, de 41 anos, tricampeão mundial dos 50m borboleta em piscina curta. - Meu primeiro Mundial da vida foi em Fukuoka em 2001, e nadaria 20 anos depois meu último Mundial, que seria em 2021, mas aí adiaram, adiaram… e a idéia era encerrar a carreira ali, agora vamos ver…” - explicou o nadador, que é entusiasta da ISL, (sigla de International Swimming League) uma liga profissional de natação que organiza competições mundiais em paralelo a Fina desde 2019. Nicholas Santos participou das edições de 2020 e 2021. Este ano, está no planejamento nadar a season 4, que deve acontecer em abril. - Preciso sentar com meu técnico e pensar, não consegui nem reagir ainda a essa notícia. Sabia da reunião de hoje da Fina, mas pensava que era mais pra debater protocolos sanitários, achava que aconteceria - completou Nicholas. Nicholas Santos pretendia se despedir do Mundial em Fukuoka Foto: Divulgação/Fina NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 70 O nadador João Gomes, que conquistou em dezembro passado a medalha de bronze nos 50 metros peito no Campeonato Mundial de Piscina Curta, em Abu Dhab, também lamentou a decisão. - Eu estava focado. Perdi cinco quilos, meu treinamento estava direcionado completamente para chegar no ápice em maio. O Campeonato Mundial de natação em piscina curta que estava marcado para dezembro deste ano, em Kazan, na Rússia, segue marcado. O evento, porém, tem um peso menor pois é disputado em uma piscina com a metade do tamanho olímpico (25 metros). O Brasil tem a atual campeã olímpica de águas abertas, Ana Marcela Cunha, além de dois medalhistas dos últimos Jogos: Bruno Fratus, nos 50m livre, e Fernando Scheffer, nos 200m livre. Ainda não é possível dizer qual será a principal competição deste ano para esses atletas. Troféu Brasil define seleção para o Mundial de Budapeste Competição chegou ao final neste sábado (9) no Maria Lenk https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2022-04/trofeu-brasil-chega-ao- final-neste-sabado-no-maria-lenk Publicado em 09/04/2022 - 22:33 Por Agência Brasil - Rio de Janeiro O Troféu Brasil de Natação chegou ao final neste sábado (9) no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro. Com o final das competições foram confirmados os nomes dos atletas que representarão o Brasil no Campeonato Mundial de Budapeste (Hungria). Os últimos a garantirem vaga na relação de 30 atletas que estarão na competição são Luiz Gustavo Franco Borges, Lorrane Ferreira e Caio Pumputis. “Foi uma competição de altíssimo nível na qual nossos nadadores tiveram um desempenho que nos dá bastante ânimo para este Mundial. É uma seleção jovem, com grandes talentos, e que poderá contar também com a experiência de atletas medalhistas olímpicos, recordistas e campeões Mundiais”, afirmou o gerente de Natação da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Gustavo Otsuka. E com o fim das disputas também foi conhecido o grande campeão do Troféu Brasil de Natação 2022, o Esporte Clube Pinheiros. A equipe de São Paulo foi a que mais somou pontos na competição: 2.138 pontos. Na sequência veio o Minas Tênis Clube, com 1.626,50 pontos. A Unisanta completou o pódio. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 71 “Acredito que todos do clube estão muito orgulhosos do que fizemos aqui”, declarou o head coach do Pinheiros, André Ferreira. https://www.aquaticapaulista.org.br/arquivos/2006/20061113075043.pdf FEDERAÇÃO AQUÁTICA PAULISTA Sucessora da Federação Paulista de Natação Fundada em 26 de novembro de 1932 Filiada à Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos www.aquaticapaulista.org.br Regulamento Geral das Competições – Federação Aquática Paulista Página 1 de 4 A DIRETORIA DA FEDERAÇÃO AQUÁTICA PAULISTA – FAP, no exercício das atribuições que lhe confere o art. 35, letra “a” do seu Estatuto Constitutivo, resolveu promulgar o presente Regulamento Geral para reger todas as competições que venham a ser promovidas pela FAP. REGULAMENTO GERAL DE COMPETIÇÕES CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º A Federação Aquática Paulista (FAP) realizará competições oficiais que, doravante denominadas competições, reger-se-ão pelo presente Regulamento Geral, respeitadas as definições do regulamento especifico para cada uma delas. § 1º O disposto no presente regulamento trata das definições comuns às diversas competições das modalidades subordinadas à Federação Aquática Paulista. § 2º Para cada competição a Supervisão Técnica de cada modalidade da FAP elaborará um regulamento, o qual tratará dos assuntos específicos da competição em questão. Art. 2º A denominação de cada competição constará de seu regulamento correspondente. Art. 3º As definições relativas aos troféus e seus títulos pertinentes a cada competição constarão dos regulamentos correspondentes. Art. 4º Em todas as competições deverão ser consideradas as normas da Federação Internacional de Natação (FINA) e Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), alem da legislação federal aplicável às referidas competições. Art. 5º As entidades que tenham concordado em participar de quaisquer das competições, reconhecem a Justiça Desportiva instalada junto à FAP como a instancia própria para resolver as questões relativas à disciplina e às competições desportivas, conforme estabelece a Constituição Federal. ANOTE ISSO A organização que define as regras oficiais da natação no nível internacional é a FINA. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 72 REGRAS OFICIAIS NATAÇÃO 2017-2021 Documento revisado em 1 fevereiro 2018 Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 2 de 16 Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos Presidente Miguel Carlos Cagnoni Vice-Presidente Luiz Fernando Coelho Diretor Geral de Esportes Renato Cordani Coordenador Geral Prof. Ricardo Prado Supervisor Técnico de Natação Prof. Gustavo Otsuka Comissão de Arbitragem de Natação Presidente Prof. Marcelo Falcão Membros Fabiano Vendrasco Prof. Flávio Campos Jefferson Borges Marcelo Fonseca E-mail oficial arbitragem@ cbda.org.br De acordo com o Estatuto da FINA, Letra C6, em caso de dúvida na tradução da regra para a língua portuguesa prevalecerá a regra original em inglês Tradução Prof. Renato Barroso Revisão Prof. Daniel Javier Schneider Fabiano Josué Vendrasco Diagramação Julian Romero Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org. br | arbitragem@cbda.org.br Página 3 de 16 SW 1 – ORGANIZAÇÃO DE COMPETIÇÕES SW 1.1 – O Comitê Organizador designado pela entidade responsável pela competição terá jurisdição sobre todos os assuntos que não sejam atribuídos pelas Regras à competência dos Árbitros,Juízes ou outros Oficiais e terá competência para adiar competições de acordo com as regras adotadas para a condução de qualquer competição. SW 1.2 – Nos Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais, o Bureau da FINA nomeará o seguinte número mínimo de Oficiais para o controle das competições: • Árbitro Geral (2) • Supervisor da Mesa de Controle (1) • Juízes de Nado (4) • Juízes de Partida (2) • Chefe dos Juízes de Viradas (2, 1 em cada cabeceira da piscina) • Juízes de Viradas (1 em cada raia nas duas cabeceiras da piscina) • Anotador Chefe (1) • Banco de Controle (2) • Locutor (1) SW 1.2.1 – Para todas as outras competições internacionais, a entidade responsável pela competição designará o mesmo número ou um número menor de oficiais, sujeito à aprovação da respectiva autoridade regional ou internacional, conforme o caso. SW 1.2.2 – Quando o Equipamento Automático de Cronometragem não estiver disponível, esse equipamento deve ser substituído pelo Cronometrista Chefe, um (1) Cronometrista por raia e um (1) Cronometrista adicionais. SW 1.2.3 – Um Juiz de Chegada Chefe e Juízes de Chegada podem ser utilizados quando o Equipamento Automático de Cronometragem e / ou cronômetros digitais por raia não são usados. SW 1.3 – A piscina e o equipamento técnico para os Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais devem ser inspecionados e aprovados com a devida antecedência em relação à competição pelo Delegado da FINA, juntamente com um membro do Comitê Técnico de Natação. SW 1.4 – Sempre que o equipamento NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 73 vídeo subaquático é utilizado pela televisão, o equipamento deve ser operado por controle remoto e não deve obstruir a visão ou o curso dos nadadores e não deve alterar a configuração da piscina ou obstruir as marcações exigidas pela FINA. SW 2 – OFICIAIS SW 2.1 – Árbitro Geral SW 2.1.1 – O Árbitro Geral deve ter completo controle e autoridade sobre todos os juízes, aprovar as suas atribuições de funções e instruí-los acerca de todas as características e regras especiais relacionadas às competições. Ele deve fazer respeitar todas as Regras e determinações da FINA e decidirá todas as questões relacionadas com a condução do evento, prova ou competição, cuja decisão final não esteja prevista nas Regras. SW 2.1.2 – O Árbitro Geral pode intervir na competição, em qualquer momento, para fazer observar as Regras da FINA e deve julgar todos os protestos referente a competição em curso. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 4 de 16 SW 2.1.3 – Quando atuarem Juízes de Chegada e não houver três (3) cronômetros digitais, o Árbitro Geral estabelecerá a classificação sempre que necessário. Se houver Equipamento Automático de Cronometragem e estiver funcionando, deverá ser consultada conforme a SW 13. SW 2.1.4 – O Árbitro Geral assegurar-se-á de que todos os oficiais estão nos respectivos lugares para a realização da competição. Ele pode nomear substitutos para os ausentes, incapacitados de atuar ou julgados incompetentes. Pode aumentar, se necessário, o número de Oficiais. SW 2.1.5 – No início da cada prova, o Árbitro Geral, por meio de uma série de apitos curtos, convidará os nadadores a tirarem todas as roupas, exceto o traje de natação, seguindo-se de um apito longo, indicando aos nadadores que devem tomar os seus lugares nos blocos de partida (ou, para o nado de costas e revezamento medley, entrar imediatamente na água). Um segundo apito longo indicará aos nadadores, no nado de costas e no revezamento medley, que se coloquem imediatamente na posição de partida. Assim que os nadadores e os juízes estiverem preparados para a partida, o Árbitro Geral indicará ao Juiz de Partida, com um braço estendido que os nadadores estão ao seu controle. O Árbitro Geral deverá permanecer com braço estendido até que a partida seja dada. SW 2.1.6 – Uma desclassificação por sair antes do sinal de partida deve ser observada e confirmada tanto pelo Juiz de Partida quanto pelo Árbitro Geral. SW 2.1.7 – O Árbitro Geral desclassificará qualquer nadador por qualquer outra a infração às regras que observar pessoalmente. O árbitro pode também desclassificar qualquer nadador por qualquer violação reportada a ele por qualquer outro Oficial autorizado. Todas as desclassificações estão sujeitas à decisão do Árbitro Geral. SW 2.2 – NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 74 Supervisor da Mesa de Controle SW 2.2.1 – O Supervisor deverá verificar a operação da cronometragem automática inclusive revisando a cronometragem pelo vídeo. SW 2.2.2 – O Supervisor é responsável de verificar os resultados do computador. SW 2.2.3 – O Supervisor é responsável por verificar a impressão das trocas dos revezamentos e comunicar ao Árbitro Geral as escapadas. SW 2.2.4 – O Supervisor poderá rever o vídeo para confirmar os tempos das escapadas. SW 2.2.5 – O Supervisor controlará as desistências após as eliminatórias ou finais, registrará os resultados impressos oficiais, listará todos os novos recordes estabelecidos e manterá as pontuações, quando for o caso. SW 2.3 – Juiz de Partida SW 2.3.1 – O Juiz de Partida terá total controle sobre os nadadores a partir do momento em que o Árbitro Geral lhe entregar a prova (SW 2.1.5) e até o início da prova. A partida deverá ser dada de acordo com SW 4. SW 2.3.2 – O Juiz de Partida comunicará ao Árbitro Geral todo o nadador que atrasar a partida, que desobedecer voluntariamente a ordem ou qualquer comportamento de má conduta que estiver acontecendo na hora da partida, mas só o Árbitro Geral poderá desclassificar um nadador pela demora, desobediência voluntária ou má conduta. SW 2.3.3 – O Juiz de Partida terá autoridade para decidir se a partida é correta, sujeito apenas á decisão do Árbitro Geral. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www. cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 5 de 16 SW 2.3.4 – Ao iniciar uma prova, o Juiz de Partida deve estar no lado da piscina, aproximadamente a cerca de cinco (5) metros da borda de partida, onde os Cronometristas possam ver e/ou ouvir o sinal de partida e os nadadores possam ouvir o sinal. SW 2.4 – Banco de Controle SW 2.4.1 – Juiz do Banco de Controle reunirá os nadadores antes de cada prova. SW 2.4.2 – O Juiz do Banco de Controle deverá comunicar ao Árbitro Geral qualquer violação relativa a publicidade (GR 6) e se um nadador não estiver presente no momento da chamada. SW 2.5 – Chefe dos Juízes de Virada SW 2.5.1 – O Chefe dos Juízes de Virada deve assegurar que todos os Juízes de Viradas cumpram as suas funções durante a competição. SW 2.6 – Juízes de Virada SW 2.6.1 – Será designado um Juiz de Virada para cada raia em cada cabeceira da piscina, para assegurar que os nadadores cumpram as regras após a saída, para cada virada e na chegada. SW 2.6.2 – A responsabilidade do Juiz de Virada na cabeceira de saída inicia do sinal de partida e termina no final da primeira braçada, exceto nas provas de nado peito em que terminará no final da segunda braçada. SW 2.6.3 – Para cada volta, a responsabilidade do Juiz de Virada inicia no início da última braçada antes do toque e termina no final da primeira braçada após a virada, exceto nas provas de nado peito em que terminará NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 75 no final da segunda braçada. SW 2.6.4 – A responsabilidade do Juiz de Virada na chegada inicia inicia no início da última braçada antes do toque. SW 2.6.5 – Quando o suporte de partida do nado costas estiver sendo utilizada, cada Juiz de Virada na cabeceira de saída deve instalar e remover o suporte. SW 2.6.6 – Nas provas de 800 e 1500 metros, um Juiz de Virada colocado na cabeceira de saída e de virada deve anotar o número de voltas completadas pelo nadador de sua raia. Os nadadores devem ser informados sobre o número de voltas a completar, mostrando-lhe as placas de volta com números ímparesna cabeceira de virada. Poderá ser utilizado equipamento automático, incluindo display subaquático. SW 2.6.7 – Cada Juiz de Virada, colocado na cabeceira de saída, dará um sinal de aviso quando, ao nadador de sua raia, faltar duas voltas e mais cinco (5) metros para terminar a sua prova de 800 ou 1500 metros. Este sinal deverá ser repetido após a virada até uma distância de cinco (5) metros. O aviso poderá ser dado por apito ou sinos. SW 2.6.8 – Nas provas de revezamentos, cada Juiz de Virada colocado na cabeceira de saída verificará se o nadador que vai partir está ou não em contato com o bloco de partida quando o nadador anterior toca na borda de chegada. Quando houver Equipamento Automático de Cronometragem que verifique as trocas no revezamento, deverá ser utilizada de acordo com SW 13.1. SW 2.6.9 – Juiz de Virada devem reportar ao árbitro geral qualquer violação em formulários assinados detalhando o evento, número da raia e a infração. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 6 de 16 SW 2.7 – Juízes de Nado SW 2.7.1 – Os Juízes de Nado deverão colocar-se em cada lado da piscina. SW 2.7.2 – Cada Juiz de Nado assegurará que as regras relativas ao nado a ser nadado em determinada prova estão sendo respeitadas e observará as viradas e as chegadas em colaboração com os Juízes de Virada. SW 2.7.3 – Os Juízes de Nado deverão dar conhecimento ao Árbitro Geral de qualquer violação, na papeleta de ocorrência assinada, especificando a prova, número da raia e infração cometida. SW 2.8 – Chefe dos Cronometristas SW 2.8.1 – O Chefe dos Cronometristas deverá atribuir lugares sentados a todos os Cronometristas e as raias de sua responsabilidade. É aconselhável que haja três (3) Cronometristas por raia. Se não for utilizado o Equipamento Automático de Cronometragem, deverá haver dois (2) Cronometristas adicionais, para substituir um Cronometrista cujo o cronômetro não disparou ou que parou durante uma prova ou que, por qualquer outra razão, não esteja apto para registrar o tempo. Quando se utiliza cronômetros digitais, o tempo e classificação final serão definidos pelo tempo registrado. SW 2.8.2 – Quando houver apenas um NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 76 Cronometrista por raia, deverá haver um Cronometrista extra em caso de mau funcionamento dos cronômetros. O Chefe dos Cronometristas deverá registrar sempre o tempo de cada ganhador de cada série. SW 2.8.3 – O Chefe dos Cronometristas deve recolher de cada Cronometrista em cada raia o cartão de nado com os tempos registrados e, se necessário conferir os cronômetros deles. SW 2.8.4 – O Chefe dos Cronometristas registrará ou examinará o tempo no cartão de nado de cada raia. SW 2.9 – Cronometristas SW 2.9.1 – Cada Cronometrista deverá marcar o tempo dos nadadores na raia que lhe estiver atribuída de acordo com SW 11.3. Os cronômetros devem estar atestados como corretos pelo Comitê Organizador. SW 2.9.2 – Cada Cronometrista deverá iniciar seu cronômetro ao sinal de partida e deverá pará-lo quando o nadador de sua raia tiver completado a prova. Os Cronometristas poderão ser instruídos pelo Chefe dos Cronometristas a registrar tempos de passagem em provas superiores a 100 metros. SW 2.9.3 – Logo após a prova, os Cronometristas de cada raia deverão registrar os tempos dos seus cronômetros no cartão de nado, entregar ao Chefe dos Cronometristas e, se solicitado, entregar os seus cronômetros para inspeção. Seus cronômetros devem ser zerados no apito curto do Árbitro Geral, ou quando instruídos para isso. SW 2.9.4 – Pode ser necessário utilizar todos os Cronometristas, mesmo quando se está usando Equipamento Automático de Cronometragem, a não ser que esteja usando um sistema de “backup” em vídeo. SW 2.10 – Chefe dos Juízes de Chegada – se necessário SW 2.10.1 – O Chefe dos Juízes de Chegada deverá indicar a cada Juiz de Chegada a sua posição e a classificação a determinar. SW 2.10.2 – Depois da prova, o Chefe dos Juízes de Chegada recolherá as papeletas assinadas de cada um dos Juízes de Chegada e estabelecerá o resultado e a ordem de chegada que será enviada ao Árbitro Geral. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 7 de 16 SW 2.10.3 – Sempre que se utilizar Equipamento Automático de Cronometragem, o Chefe dos Juízes de Chegada deverá comunicar a ordem de chegada registrada pela mesma, após cada prova. SW 2.11 – Juízes de Chegada – se necessário SW 2.11.1 – Os Juízes de Chegada deverão colocar-se em posição elevada e em linha com a chegada, onde possam ter sempre boa visão da prova e da linha de chegada, a não ser que acionem um sistema automático nas raias que lhe tiverem sido atribuídas, pressionando um botão no final da prova. SW 2.11.2 – Depois de cada prova, os Juízes de Chegada decidirão e comunicarão a ordem de chegada dos nadadores, de acordo com as suas atribuições. Os Juízes de Chegada que utilizarem botões não poderão atuar como NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 77 Cronometristas na mesma prova. SW 2.12 – Mesa de Controle (menos Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais) SW 2.12.1 – O Anotador Chefe é responsável pela verificação dos resultados impressos pelo computador ou dos resultados dos tempos e ordem de chegada em cada prova, recebido pelo Árbitro Geral. Deve certificar-se de que o Árbitro Geral assine os resultados. SW 2.12.2 – Aos Anotadores caberá controlar as desistências após as eliminatórias ou finais, registrar os resultados impressos oficiais, listar todos novos recordes estabelecidos e manter as pontuações, quando for o caso. SW 2.13 – Decisões dos Juízes SW 2.13.1 – Cada Juiz tomará as suas decisões autônoma e independentemente de qualquer outro, salvo se as regras de natação estabelecerem o contrário. SW 3 – COMPOSIÇÃO DE SÉRIES ELIMINATÓRIAS, SEMIFINAIS E FINAIS A distribuição das raias em todas as provas dos Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais e outras competições da FINA, serão organizados como se segue: SW 3.1 – Eliminatórias SW 3.1.1 – Os melhores tempos obtidos pelos nadadores dentro do período de classificação estabelecido devem ser indicados nas fichas de inscrição através de formulários de inscrição ou on-line, conforme solicitado. Os nadadores que não entregarem tempos deverão ser considerados os mais lentos e colocados no fim da lista sem tempo. A raia de partida dos nadadores com o mesmo tempo ou mais de um nadador sem tempo deverá ser determinada por sorteio. As raias serão atribuídas aos nadadores conforme em SW 3.1.2. Os nadadores serão colocados nas eliminatórias de acordo com o tempo de inscrição, do seguinte modo: SW 3.1.1.1 – Se houver apenas uma série eliminatória, esta deverá ser considerada como final e nadada durante a etapa final. SW 3.1.1.2 – No caso de duas séries eliminatórias, o nadador mais rápido será colocado na segunda série, o segundo nadador mais rápido será colocado na primeira série, o seguinte na segunda série, o seguinte na primeira série, etc. SW 3.1.1.3 – No caso de três séries eliminatórias, exceto para as provas de 400m, 800m e 1500m, o nadador mais rápido será colocado na terceira série, o segundo mais rápido na segunda série, o terceiro mais rápido na primeira. O Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 8 de 16 quarto mais rápido será colocado na terceira série, o quinto na segunda série e o sexto mais rápido na primeira série, o sétimo mais rápido na terceira série, etc. SW 3.1.1.4 – No caso de quatro ou mais eliminatórias, exceto os 400m, 800m e 1500m, as três últimas eliminatórias da prova serão compostas conforme o disposto na SW 3.1.1.3 acima mencionada. A série anterior às três últimas será constituída pelos nadadores mais rápidos que se seguirem; a série anterior às quatro últimas será NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 78 constituídapelos nadadores mais rápidos que se seguirem, etc. As raias serão atribuídas em ordem descendente aos tempos de inscrição em cada série, de acordo com regra SW 3.1.2 abaixo mencionada. SW 3.1.1.5 – Para as provas de 400m, 800m e 1500m, as últimas séries deverão ser compostas de acordo com a SW 3.1.1.2. SW 3.1.1.6 – Exceção: Quando houver duas ou mais séries eliminatórias de uma prova, haverá um mínimo de três nadadores colocados em qualquer das séries, mas subsequentes desistências poderão reduzir o número de nadadores em qualquer eliminatória para menos de três. SW 3.1.1.7 – Utilizando uma piscina com 10 raias, e tempos iguais forem estabelecidos para o oitavo lugar nas eliminatórias dos 800m e 1500m livre, a raia 9 vai ser usada com um sorteio para a raia 8 e a raia 9. Em caso de três (3) tempos iguais para o oitavo lugar, a raia 9 e a raia 0 serão usadas com um sorteio para a raia 8, raia 9 e raia 0. SW 3.1.1.8 – Quando uma piscina não tiver 10 raias aplica-se a regra SW 3.2.3. SW 3.1.2 – Exceto nas provas de 50 metros em piscina de 50 metros, a atribuição das raias deverá ser (raia 1 no lado direito da piscina (raia 0 quando usando piscina com 10 raias), quando se olha a piscina do lado da cabeceira de partida) colocando o nadador mais rápido ou equipe de revezamento na raia central se a piscina tiver um número ímpar de raias ou na raia 3 ou 4, respectivamente, em piscina com 6 ou 8 raias. Nas piscinas com 10 raias, o nadador mais rápido será colocado na raia 4. O nadador que tiver o tempo mais rápido seguinte será colocado à sua esquerda, alternando em seguida os outros para a direita e para a esquerda, de acordo com os tempos de inscrição. Nadadores com tempos idênticos serão colocados conforme sorteio das raias e segundo a norma referida anteriormente. SW 3.1.3 – Quando são disputadas provas de 50 metros em piscina de 50 metros, as provas podem ser nadadas, segundo decisão do Comitê Organizador, ou da cabeceira de partida para a de virada ou desta para a cabeceira de partida, dependendo de fatores como: a existência de Equipamento Automático de Cronometragem adequado, posição do Juiz de Partida, etc. O Comitê Organizador deverá avisar os nadadores da sua decisão muito antes do início da competição. Independentemente de como a prova vai ser nadada, os nadadores deverão ser colocados nas mesmas raias em que seriam colocados se começassem e terminassem na cabeceira de partida. SW 3.2 – Semifinais e Finais SW 3.2.1 – As semifinais serão organizadas conforme SW 3.1.1.2. SW 3.2.2 – Quando não houver necessidade de séries eliminatórias, as raias serão atribuídas de acordo com SW 3.1.2. Quando houver séries eliminatórias e semifinais, a raias serão atribuídas segundo SW 3.1.2 tendo em conta os tempos obtidos nessas séries NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 79 eliminatórias. SW 3.2.3 – No caso em que nadadores da mesma série ou de séries diferentes tenham tempos iguais registrados até ao 1/100 de segundo, para o oitavo/ décimo ou décimo sexto/vigésimo lugar, dependendo se estiverem sendo usadas oito ou dez raias, deve haver uma prova de desempate para determinar qual o nadador que avançará para a respectiva final. Esta prova de desempate deverá ser realizada após os nadadores terem terminado suas séries em um horário acertado entre a organização da competição e as partes envolvidas. Em caso de novo empate, a prova de desempate Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@ cbda.org.br Página 9 de 16 deverá repetir-se. Se necessário haverá uma prova de desempate para determinar o 1º e o 2º reservas se estes obtiverem tempos iguais. SW 3.2.4 – Quando um ou mais nadadores desistem de uma semifinal, os reservas serão chamados por ordem de classificação nas eliminatórias ou semifinais. A prova ou provas deverão ser reordenadas e devem ser publicadas folhas suplementares de informação, conforme previsto na SW 3.1.2. SW 3.2.5 – Para eliminatórias, semifinais e finais, os nadadores devem chegar ao primeiro banco de controle 20 minutos antes da hora prevista para nadar, após a verificação, os nadadores passam para o banco de controle final. SW 3.3 – Em outras competições, o sistema de sorteio pode ser usado para designar as posições de raias. SW 4 – A PARTIDA SW 4.1 – A partida nas provas de livre, peito, borboleta e medley será efetuada por meio de salto (mergulho). Ao apito longo (SW 2.1.5) do Árbitro Geral, os nadadores devem subir no bloco de partida e ali permanecer. Ao comando “às suas marcas”, do Juiz de Partida, devem colocar-se imediatamente na posição de partida, com pelos menos um pé na parte dianteira do bloco. A posição das mãos não é relevante. Quando todos os nadadores estiverem imóveis, o Juiz de Partida deve dar o sinal de partida. SW 4.2 – A partida para as provas de costas e revezamento medley, será efetuada dentro da água. Ao primeiro apito longo do Árbitro Geral (SW 2.1.5), os nadadores deverão entrar imediatamente na água. No segundo apito longo, os nadadores deverão colocar-se, sem demora indevida, na posição de partida (SW 6.1). Quando todos os nadadores estiverem na posição de partida, o Juiz de Partida dará o comando “às suas marcas”. Quando todos os nadadores estiverem imóveis, o Juiz de Partida dará o sinal de partida. SW 4.3 – Nos Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais e outras provas organizadas pela FINA, o comando “às suas marcas” terá que ser em inglês “Take your marks” e o sinal de partida difundido por múltiplos alto falantes, um para cada bloco de partida. SW 4.4 – Qualquer nadador que parta antes do sinal de partida ser NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 80 dado será desclassificado. Se o sinal de partida soar antes da desclassificação ser declarada, a prova continuará e o nadador ou nadadores serão desclassificados após a prova terminar. Se a desclassificação for assinalada antes do sinal de partida, o sinal não será dado, os demais nadadores serão chamados de volta e proceder-se-á a nova partida. O Árbitro Geral repete o procedimento de partida começando com o apito longo (o segundo para a prova de costas), como mencionado em SW 2.1.5. SW 5 – NADO LIVRE SW 5.1 – Nado livre significa que numa prova assim denominada, o competidor pode nadar qualquer nado, exceto nas provas de medley individual ou revezamento medley, nado livre significa qualquer nado diferente do nado de costas, peito ou borboleta. SW 5.2 – Alguma parte do nadador tem que tocar a parede ao completar cada volta e no final. SW 5.3 – Alguma parte do nadador tem que quebrar a superfície da água durante a prova, exceto quando é permitido ao nadador estar completamente submerso durante a volta e numa distância não maior que 15 metros após a partida e cada volta. Nesse ponto, a cabeça deve ter quebrado a superfície da água. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda. org.br Página 10 de 16 SW 6 – NADO DE COSTAS SW 6.1 – Antes do sinal de partida, os competidores devem alinhar-se na água, de frente para a cabeceira de saída, com ambas as mãos colocadas nos suportes de agarre. Manter-se na calha ou dobrar os dedos sobre a borda da calha é proibido. Quando o suporte de partida para o nado costas estiver sendo usada na saída, os dedos de ambos os pés devem estar em contato com a borda ou com a placa de toque do placar eletrônico. Curvar os dedos dos pés na parte superior da placa de toque é proibido. SW 6.2 – Ao sinal de partida e quando virar, o nadador deve dar um impulso e nadar de costas durante o percurso exceto quando executar a volta, como na SW 6.5. A posição de costas pode incluir um movimento rotacional do corpo até, mas não incluindo os 90º a partir da horizontal. A posição da cabeça não é relevante. SW 6.3 – Alguma parte do nadador tem que quebrar a superfície da água durante o percurso. É permitido ao nadador estar completamente submerso durante a volta e por uma distâncianão maior que 15 metros após a saída e cada volta. Nesse ponto a cabeça deve ter quebrado a superfície. SW 6.4 – Quando executar a volta, tem que haver o toque na parede com alguma parte do corpo na sua respectiva raia. Durante a volta, os ombros podem girar além da vertical para o peito após o que uma imediata contínua braçada ou uma imediata contínua e simultânea dupla braçada pode ser usada para iniciar a volta. O nadador tem que retornar à posição de costas após deixar a parede. SW 6.5 – Quando do final NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 81 da prova, o nadador tem que tocar a parede na posição de costas na sua respectiva raia. SW 7 – NADO DE PEITO SW 7.1 – Após a saída e em cada volta, o nadador pode dar uma braçada completa até as pernas, durante a qual o nadador pode estar submerso. Uma única pernada de borboleta é permitida em qualquer momento antes da primeira pernada de peito após a saída e após cada virada. A cabeça deve romper a superfície da água antes que as mãos virem para dentro na parte mais larga da segunda braçada. SW 7.2 – A partir da primeira braçada após a saída e após cada virada, o corpo deve ser mantido sobre o peito. Não é permitido ficar na posição de costas em nenhum momento exceto quando da volta, após o toque na parede onde é permitido girar de qualquer maneira, contanto que quando deixar a parede o corpo deve estar na posição sobre o peito. A partir da saída e durante a prova, o ciclo do nado deve ser uma braçada e uma pernada, nessa ordem. Todos os movimentos dos braços devem ser simultâneos e no mesmo plano horizontal, sem movimentos alternados. SW 7.3 – As mãos devem ser lançadas junto para frente a partir do peito, abaixo ou sobre a água. Os cotovelos deverão estar abaixo da água exceto para última braçada antes da volta, durante a volta e na última braçada antes da chegada. As mãos deverão ser trazidas para trás na superfície ou abaixo da superfície da água. As mãos não podem ser trazidas para trás além da linha dos quadris, exceto durante a primeira braçada, após a saída e em cada volta. SW 7.4 – Durante cada ciclo completo, alguma parte da cabeça do nadador deve quebrar a superfície da água. Todos os movimentos das pernas devem ser simultâneos e no mesmo plano horizontal sem movimentos alternados. SW 7.5 – Os pés devem estar virados para fora durante a parte propulsiva da pernada. Não são permitidos movimentos alternados ou pernada de borboleta, exceto o descrito na SW 7.1 . É permitido quebrar a superfície da água com os pés, exceto seguido de uma pernada de borboleta para baixo. SW 7.6 – Em cada virada e na chegada da prova, o toque deve ser feito com as duas mãos separadas e simultaneamente, acima, abaixo ou no nível da água. No último ciclo do nado antes da virada e no final da prova, uma braçada não Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 11 de 16 seguida da pernada é permitida. A cabeça pode submergir após a última braçada anterior ao toque, contanto que quebre a superfície da água em qualquer ponto durante o último completo ou incompleto ciclo anterior ao toque. SW 8 – NADO DE BORBOLETA SW 8.1 – A partir do início da primeira braçada, após a saída e em cada volta, o corpo deve ser mantido sobre o peito. Não é permitido ficar na posição de costas em nenhum momento, NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 82 exceto quando da volta, após o toque na parede é permitido girar de qualquer maneira, quando deixar a parede o corpo deve estar na posição sobre o peito. SW 8.2 – Ambos os braços devem ser levados simultaneamente à frente por sobre a água e trazidos para trás simultaneamente por baixo da água durante todo o percurso, conforme SW 8.5. SW 8.3 – Todos os movimentos para cima e para baixo das pernas devem ser simultâneos. As pernas ou os pés não precisam estar no mesmo nível, mas não podem alternar um em relação ao outro. O movimento de pernada de peito não é permitido. SW 8.4 – Em cada virada e na chegada, o toque deve ser efetuado com ambas as mãos separadas e simultaneamente, acima, abaixo ou no nível da superfície da água. SW 8.5 – Após a saída e na volta, ao nadador é permitido uma ou mais pernadas e uma braçada sob a água, que deve trazê-lo à superfície. É permitido ao nadador estar completamente submerso até uma distância não maior do que 15 metros após a partida e após cada virada. Nesse ponto, a cabeça deve quebrar a superfície. O nadador tem que permanecer na superfície até a próxima volta ou final SW 9 – NADO MEDLEY SW 9.1 – Na prova de medley individual, o nadador nada os quatros nados na seguinte ordem: borboleta, costas, peito e livre. Cada nado deve percorrer um quarto (1/4) da distância. SW 9.2 – No nado livre, o nadador deve estar sobre o peito exceto quando executar a virada. O nadador deverá retornar à posição sobre o peito antes de realizar qualquer pernada ou braçada. SW 9.3 – Nas provas de revezamento medley, os nadadores nadam os quatro nados na seguinte ordem: costas, peito, borboleta e livre. Cada nado deve percorrer um quarto (1/4) da distância. SW 9.4 – Cada nado deve ser finalizado de acordo com a regra aplicada a ele. SW 10 – A PROVA SW 10.1 – Todas as provas individuais devem ser separadas por sexo. SW 10.2 – O competidor nadando o percurso sozinho deve nadar a distância total para se classificar. SW 10.3 – O nadador deve permanecer e terminar a prova na mesma raia onde começou. SW 10.4 – Em todas as provas, o nadador deve fazer contato físico com a borda na virada. A virada deve ser feita contra a borda da piscina e não é permitido andar ou tomar impulso no fundo da piscina. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org. br | arbitragem@cbda.org.br Página 12 de 16 SW 10.5 – Ficar de pé durante a prova de nado livre ou durante o nado livre nas provas de medley, não deve desclassificar o nadador, mas ele não poderá andar. SW 10.6 – Puxar a raia não é permitido. SW 10.7 – Obstruir outros competidores, atravessando outra raia ou interferindo de qualquer outra forma, será motivo de desclassificação do nadador infrator. Se a falta for intencional, o árbitro deverá relatar o fato à entidade promotora e a associação do NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 83 nadador infrator. SW 10.8 – A nenhum competidor deve ser permitido usar ou vestir qualquer objeto adicional ou maiô que possa ajudar sua velocidade, flutuação ou resistência durante uma competição (tais como: luvas, pés de pato, fitas terapêuticas e fitas adesivas, etc...). Óculos podem ser usados. Nenhum tipo de adesivo no corpo é permitido, a menos que aprovado pelo Comitê de Medicina Esportiva da FINA. SW 10.9 – Qualquer nadador que entre na piscina durante a realização de uma prova em que não esteja inscrito antes que todos os nadadores tenham completado sua prova, deve ser desclassificado da próxima prova em que estiver inscrito. SW 10.10 – Serão 4 (quatro) nadadores em cada equipe de revezamento. Estão permitidas equipes mistas. Estas equipes serão formadas por dois (2) homens e duas (2) mulheres. Os tempos parciais registrados nestas provas não poderão ser considerados como recordes e nem como tempos de inscrição. SW 10.11 – Nas provas de revezamento, a equipe de um competidor cujos pés perderem contato com o bloco de partida antes de o nadador anterior tocar na parede será desclassificada. SW 10.12 – Qualquer equipe de revezamento deve ser desclassificada de uma prova, se um membro da equipe diferentemente do nadador designado para nadar aquela distância, entra na água enquanto a prova está sendo disputada e antes que todos os nadadores de todas as equipes tenham acabado a prova. SW 10.13 – Os membros de uma equipe de revezamento e sua ordem de competir devem ser designados antes da prova. Qualquer membro da equipe de revezamento pode competir numa prova somente uma vez. A composição de uma equipe de revezamentopode ser mudada entre as séries eliminatórias e as finais de uma prova, visto que isso é feito a partir da lista dos nadadores propriamente inscritos por um responsável nessa prova. Nadar em ordem diferente da apresentada resultará em desclassificação. Substituições podem ser feitas somente em caso de emergência médica com atestado. SW 10.14 – Qualquer nadador tendo acabado sua prova ou sua distância numa prova de revezamento deve deixar a piscina assim que possível sem obstruir qualquer outro competidor que não tenha ainda terminado sua prova. De outra maneira, o nadador faltoso ou sua equipe de revezamento devem ser desclassificados. SW 10.15 – Se uma falta tirar a chance de sucesso de um competidor, o árbitro terá o poder de permitir a ele, competir na próxima série ou se a falta ocorrer numa prova final ou na última série eliminatória, ele pode ordenar que a prova seja nadada outra vez. SW 10.16 – Nenhum artifício de controle de tempo é permitido, nem o uso de qualquer auxílio ou plano adotado para obter esse efeito. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 84 arbitragem@cbda.org.br Página 13 de 16 SW 11 – REGISTRO DE TEMPO SW 11.1 – O Equipamento Automático de Cronometragem deve ser operado sob supervisão de Juízes designados. Os tempos registrados pelo Equipamento Automático de Cronometragem serão usados para determinar o vencedor, todas as classificações e o tempo obtido por cada raia. A ordem de chegada e os tempos apurados deste modo terão prioridade sobre as decisões dos Cronometristas. No caso de defeito do Equipamento Automático de Cronometragem, ou se verificar claramente ter havido uma falha da Equipamento Automático de Cronometragem, ou que um nadador não tenha conseguido fazer funcionar a mesma, os registros dos Cronometristas serão oficiais (SW 13.3). SW 11.2 – Quando for utilizado Equipamento Automático de Cronometragem, os resultados serão registrados apenas até ao 1/100 de segundo. Se houver tempos iguais, todos os nadadores que tiverem registrado o mesmo tempo até 1/100 de segundo terão a mesma classificação. Os tempos exposto no placar eletrônico de resultados deverão mostrar apenas até 1/100 de segundo. SW 11.3 – Qualquer aparelho para medição do tempo, utilizado por um juiz será considerado como um cronômetro. Estes tempos manuais deverão ser tirados por três Cronometristas nomeados ou aprovados pela Federação Nacional do país onde é realizada a competição. Todos os cronômetros deverão ser dados como precisos pela Federação Nacional onde acontece a competição. Os tempos manuais deverão ser registrados até ao 1/100 de segundo. Quando não for utilizado qualquer Equipamento Automático de Cronometragem, os tempos manuais serão determinados como se segue: SW 11.3.1 – Se dois dos três cronômetros registrarem o mesmo tempo, diferente do terceiro, os dois tempos iguais são o tempo oficial. SW 11.3.2 – Se os três tempos forem diferentes, o tempo oficial será o do cronômetro que registrar o tempo intermediário. SW 11.3.3 – Quando se utilizam três cronômetros e um deles não funcionar, o tempo oficial será a média dos outros dois. SW 11.4 – No caso de um nadador ser desclassificado durante ou após uma prova, a desclassificação deverá ser registrada nos resultados oficiais, mas nenhum tempo ou classificação será registrado ou anunciado. SW 11.5 – No caso de desclassificação de uma equipe de revezamento, os tempos parciais até à desclassificação deverão ser registrados nos resultados oficiais. SW 11.6 – Nos revezamentos, todos os tempos parciais a cada 50 e 100 metros deverão ser registrados para o nadador que abre o revezamento e incluídos nos resultados oficiais. SW 12 – RECORDES MUNDIAIS SW 12.1 – São reconhecidos como Recordes Mundiais e Recordes Mundiais Juniores, em piscina de 50 metros, as seguintes distâncias e nados NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 85 para ambos os sexos: Livre 50, 100, 200, 400, 800 e 1500 metros Costas 50, 100 e 200 metros Peito 50, 100 e 200 metros Borboleta 50, 100 e 200 metros Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 14 de 16 Medley 200 e 400 metros Revezamentos Livre 4x100 e 4x200 metros Revezamento Medley 4x100 metros Revezamento Misto 4x100 metros Livre e 4x100 metros Medley SW 12.2 – São reconhecidos como Recordes Mundiais, em piscina de 25 metros, as seguintes distâncias e nados para ambos os sexos: Livre 50, 100, 200, 400, 800 e 1500 metros Costas 50, 100 e 200 metros Peito 50, 100 e 200 metros Borboleta 50, 100 e 200 metros Medley 200 e 400 metros Revezamentos Livre 4x50, 4x100 e 4x200 metros Revezamento Medley 4x50 e 4x100 metros Revezamento Misto 4x50 metros Livre e 4x50 metros Medley SW 12.3 – Os grupos etários para registros de recorde mundial júnior são os mesmos que para os Campeonatos Mundiais Júnior da FINA. SW 12.4 – Membros de revezamento devem ser da mesma nacionalidade. SW 12.5 – Todos os recordes devem ser obtidos em competições ou prova individual contra o tempo, realizada em público e publicamente anunciada por pelo menos três dias de antecedência da sua realização. Na hipótese de uma prova individual contrarrelógio ser mencionada por uma Federação, como tentativa de recorde, durante uma competição, então o aviso com antecedência de três dias não será necessário. SW 12.6 – O comprimento de cada raia da piscina deve ser verificado por um inspetor ou outro oficial qualificado, nomeado ou aprovado pela Federação Nacional onde a piscina estiver situada. SW 12.7 – Quando for usada uma borda móvel a medição de cada raia deverá ser confirmada após a conclusão da sessão em que o tempo foi obtido. SW 12.8 – Os recordes mundiais e recordes mundiais juniores só serão homologados quando os tempos registrados por Equipamento Automático de Cronometragem, ou por Equipamento Semiautomático de Cronometragem no caso de não funcionamento da Equipamento Automático de Cronometragem. SW 12.9 – Os recordes mundiais e recordes mundiais juniores só serão homologados se os nadadores estiverem usando trajes aprovados pela FINA. SW 12.10 – Tempos iguais até ao 1/100 de segundo serão reconhecidos como recordes igualados e os nadadores que obtenham esses tempos serão chamados co-recordistas. Apenas o tempo do vencedor de uma prova pode ser apreciado para recorde mundial – exceto para recordes mundiais juniores. No caso de empate numa prova, todos os nadadores empatados com tempo recorde serão declarados vencedores. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda. org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 15 de 16 SW 12.11 – Os recordes mundiais NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 86 e os recordes mundiais juniores só serão homologados quando estabelecidos em piscina de água com menos de 3g de sal por litro de água. Nenhum recorde será reconhecido quando estabelecido em água salgada. SW 12.12 – O primeiro nadador de uma prova de revezamento, exceto nos revezamentos mistos, pode estabelecer um recorde mundial ou um recorde mundial júnior. No caso do primeiro nadador de uma equipe de revezamento completar o seu percurso em tempo recorde de acordo com o previsto nesta subseção, seu registro não será anulado por qualquer desclassificação de sua equipe que venha a verificar-se por infrações cometidas após a sua distância ter sido completada. SW 12.13 – Um nadador numa prova individual poderá estabelecer um recorde mundial ou um recorde mundial júnior em uma distância intermediária se ele/ela, ou seu/sua treinador(a) ou representante requerer especificamente ao Árbitro Geral para que a sua prova seja cronometrada especialmente ou se o tempo na distância intermediária for registrado por Equipamento Automático de Cronometragem aprovado. Este nadador deve terminar o percurso previsto da prova para poder requerer a homologação do recorde do percurso intermediário.SW 12.14 – Pedidos de homologação de recordes mundiais e recordes mundiais juniores devem ser feitos em impressos oficiais da FINA pela autoridade responsável da Organização ou Comitê Técnico Organizador da Competição e assinada por qualquer representante autorizado da Federação do país do nadador uma vez verificado que todos os regulamentos foram cumpridos, incluindo um certificado de Controle Antidoping (DC 5.3.2). A solicitação deve ser enviada ao Secretário da FINA dentro de 14 dias após a realização da prova. SW 12.15 – A reivindicação de um recorde mundial ou recorde mundial júnior deve ser provisoriamente relatada por e-mail ou fax ao Secretário Honorário da FINA dentro de sete (7) dias da data da prova. SW 12.16 – A Federação do país do nadador deve comunicar esta prova por carta ao Secretário Honorário da FINA para conhecimento e procedimento, se necessário, para assegurar que o pedido foi devidamente enviado pela respectiva autoridade. SW 12.17 – Uma vez recebido o pedido oficial e após verificação de que a informação contida no pedido, incluindo o Certificado Antidoping negativo, está correto, o Secretário Honorário da FINA declarará o novo recorde mundial ou recorde mundial júnior, verificará se esta informação foi publicada, e verificará se os certificados foram enviados às pessoas cujos pedidos foram aceitos. SW 12.18 – Todos os recordes feitos durante os Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais, Campeonatos Mundiais Juniores de Natação e Copas do Mundo serão aprovados automaticamente. SW 12.19 – Se o determinado na SW 12.14 NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 87 não tiver sido respeitado e na falta disso, A Federação do país do nadador pode solicitar a homologação de um recorde mundial ou recorde mundial júnior. Após as investigações devidas, o Secretário Honorário da FINA está autorizado a aceitar tal recorde, no caso do pedido ser considerado correto. SW 12.20 – Se o pedido de homologação de um recorde mundial ou recorde mundial júnior for aceito pela FINA, será enviado um diploma assinado pelo Presidente e pelo Secretário Honorário da FINA à Federação do país do nadador para lhe ser entregue, em reconhecimento pelo seu feito. Um quinto diploma do recorde mundial ou recorde mundial júnior será enviado a todas as Federações cujas equipes de revezamentos estabeleçam um recorde mundial. Este diploma ficará de posse da Federação. SW 12.21 – Periodicamente, a FINA pode adicionar novos eventos para os quais os nadadores podem estabelecer recorde mundial ou recorde mundial júnior. Para cada caso, a FINA estabelecerá os tempos a serem superados. Se um nadador consegue um tempo que é melhor do que o tempo alvo, deve ser considerado um recorde mundial ou recorde mundial júnior, desde que todos os requisitos em SW 12 sejam atendidos. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 16 de 16 SW 13 – PROCEDIMENTO ELETRÔNICO SW 13.1 – Quando for usado Equipamento Automático de Cronometragem (ver FR 4) em qualquer competição (FR 4), a classificação e os tempos apurados por este meio, bem como as trocas nos revezamentos julgados pelo Equipamento Automático de Cronometragem, terão prioridade sobre a decisão dos Cronometristas. SW 13.2 – Quando o Equipamento Automático de Cronometragem não registrar o lugar e/ou tempo de um ou mais nadadores numa determinada prova, deve-se: SW 13.2.1 – Registrar todos os tempos e classificação do Equipamento Automático de Cronometragem disponíveis. SW 13.2.2 – Registrar todos os tempos e classificações manuais. SW 13.2.3 – A classificação oficial será estabelecida como segue: SW 13.2.3.1 – Um nadador com tempo e classificação dados pelo Equipamento Automático de Cronometragem deverá manter a sua classificação relativa quando comparada com os outros nadadores com tempos e classificação também obtidos pelo Equipamento Automático de Cronometragem nessa mesma prova. SW 13.2.3.2 – Um nadador que não tiver classificação do Equipamento Automático de Cronometragem, mas tiver o tempo por ela registrado, terá a sua classificação estabelecida comparando o seu tempo registrado automaticamente com os tempos obtidos pelo Equipamento Automático de Cronometragem para os outros nadadores. SW 13.2.3.3 – Um nadador que não tiver nem classificação nem tempo obtido pelo Equipamento Automático de NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 88 Cronometragem terá a sua classificação estabelecida pelo tempo de “backup” ou pelos três cronômetros manuais. SW 13.3 – O tempo oficial será estabelecido como se segue: SW 13.3.1 – O tempo oficial para todos os nadadores que tiverem um tempo do Equipamento Automático de Cronometragem será esse seu tempo oficial. SW 13.3.2 – O tempo oficial para todos os nadadores que não tiverem tempo do Equipamento Automático de Cronometragem será o tempo manual dos três cronômetros ou do Equipamento Semiautomático de Cronometragem. SW 13.4 – Para estabelecer a ordem relativa de chegada para um conjunto de eliminatórias de uma prova, proceder se-á como se segue: SW 13.4.1 – A ordem relativa de todos os competidores será estabelecida comparando os seus tempos oficiais. SW 13.4.2 – Se um nadador tiver um tempo oficial igual ao (s) tempo (s) de um ou mais nadadores, todos os nadadores que tiverem esse tempo ficarão empatados na classificação dessa prova. ISSO ACONTECE NA PRÁTICA O Brasil possui personalidades que fizeram história na natação mundial tanto no masculino quanto no feminino. • Atletas que fizeram história na natação. NOTÍCIAS DO ASSUNTO https://mrvnoesporte.com.br/atletas-de-natacao-brasileiros/Blog do Esporte NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 89 15 ABR Conheça os 8 principais atletas de natação brasileiros. NATAÇÃO A natação é um dos esportes mais apreciados no mundo e, a cada ano, ganha mais popularidade. No Brasil, a categoria foi criada oficialmente em 1897, e a primeira participação do país nas Olimpíadas, pela modalidade, ocorreu no ano de 1920, nos Jogos Olímpicos da Antuérpia. Desde então, grandes atletas de natação brasileiros conquistaram um total de 13 medalhas olímpicas para o país, sendo uma de ouro, quatro medalhas de prata e oito de bronze. Se você quer conhecer os principais atletas de natação brasileiros, fique com a gente e siga com a leitura. 1. César Cielo Nascido em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo, César Cielo começou no esporte ainda criança. Filho de uma educadora física e também professora de natação, Cielo é considerado hoje em dia um dos maiores velocistas de piscina do mundo. É dono dos mais longos e ainda imbatíveis recordes mundiais nos 50 e 100 metros nado livre em piscina longa, conquistados no mundial de Roma em 2009. Cielo também ganhou o primeiro e, por enquanto, único ouro brasileiro nos 50 metros livre, nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Na mesma competição, também conquistou a medalha de bronze nos 100 metros livre. 2. Maria Lenk A nadadora paulistana começou a treinar aos 10 anos de idade no Rio Tietê, nos anos de 1925. Com 15 anos iniciou sua carreira profissional e, aos 16, venceu sua primeira competição. Foi a primeira mulher sul-americana a competir nas olimpíadas, nos Jogos de Los Angeles, em 1932. Sua participação estimulou a entrada de outras mulheres na natação. Ela também foi a primeira nadadora brasileira a estabelecer recordes mundiais nos 200 e 400 metros peito, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1939. Era a grande favorita para ganhar o primeiro ouro olímpico brasileiro feminino nessa competição, mas, devido à Segunda Guerra Mundial, não se concretizou. 3. Lorrane Ferreira https://mrvnoesporte.com.br/modalidades-da-natacao/ https://mrvnoesporte.com.br/elas-transformam/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 90 Natural de Belo Horizonte, Lorrane compete nas categorias50 e 100 metros livre. É formada em Arquitetura e Urbanismo, mas, segunda ela, só vai trabalhar na área depois que se aposentar da carreira como nadadora. Em 2018, a atleta participou do Pan Pacífico em Tokyo, e em 2019, conquistou a medalha de prata no revezamento 4×100 livre misto, nos Jogos Pan Americanos de Lima. Hoje, ela compõe nossa seleção de atletas da MRV do #ElasTransformam, e aguarda a divulgação da seletiva que indicará o representante do país nos próximos Jogos Olímpicos. 4. Gustavo Borges De Ituverava, interior de São Paulo, Gustavo Borges é o atleta de natação brasileiro com maior quantidade de medalhas conquistadas em competições internacionais. Entre Jogos Olímpicos, Pan Americanos, Mundiais e Pan Pacíficos são 35 medalhas no total. Ganhou sua primeira competição aos 9 anos ao representar sua escola em jogos escolares, em 1981. Em 1990 começou a ganhar projeção internacional e ganhou seus primeiros outros no campeonato Sul-Americano na Argentina. Obteve quatro medalhas olímpicas em sua carreira, duas de bronze e duas de prata e o torneio internacional em que mais conquistou medalhas foram os Jogos Pan Americanos. Nas edições em que o atleta participou ganhou 18 medalhas, 8 delas de ouro. 5. Joanna Maranhão Natural de Recife, Joanna começou a praticar o esporte aos 3 anos e venceu sua primeira competição aos 11, na categoria 400 metros livre. Com 12 anos de idade, no ano de 1999, participou de seu primeiro Pan Americano em Winnipeg. Durante a trajetória como esportista, Joanna conquistou 8 medalhas em Jogos Pan Americanos, 5 de bronze e 3 de prata. Também tem vários recordes sul-americanos nos 200 metros medley, borboleta e livre. Infelizmente, ela teve sua carreira interrompida precocemente, aos 21 anos, devido à exposição de um trágico evento em sua infância. Até hoje, é lembrada como um dos talentos brasileiros que mais foram promissores, tendo sido extremamente habilidosa em diferentes estilos da modalidade do esporte. 6. Fernando Scherer Conhecido pelo apelido de Xuxa, por causa de sua semelhança com a apresentadora infantil de televisão, Fernando ficou muito conhecido pelo seu temperamento irreverente, simpático e competitivo. Natural de Florianópolis, começou a natação para tratar de https://mrvnoesporte.com.br/conheca-as-principais-mulheres-no-esporte-brasileiro/ https://mrvnoesporte.com.br/luana-obino-conheca-a-carreira-da-atleta/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 91 problemas respiratórios, tornando-se, com o tempo, um dos maiores vencedores da natação brasileira. Especializou-se nos 50 e 100 metros livre e ganhou medalha de bronze em duas olimpíadas, a de Atlanta, em 1996 e a de Sydney, em 2000. Juntando os campeonatos Mundiais e Pan Americanos dos quais participou, conquistou um total de 16 medalhas, 11 delas de ouro. Hoje, Fernando Scherer é empresário, já participou de Reality Shows na televisão e tem uma academia em Florianópolis. 7. Poliana Okimoto Poliana é uma maratonista aquática natural de São Paulo capital. Começou a treinar aos 2 anos de idade e a competir a partir dos 7 anos. Conquistou o bronze nas Olimpíadas do Rio 2016, no circuito de 10 km, sendo a única brasileira a ganhar uma medalha na natação nesse ano. Poliana obteve várias medalhas de ouro, prata e bronze em campeonatos mundiais e, nos dois Jogos Pan Americanos em que participou, conquistou duas pratas. Em 2018, ela entrou para o Hall da Fama das Maratonas Aquáticas. 8. Thiago Pereira Thiago é o brasileiro com maior quantidade de medalhas dos Jogos Pan Americanos, totalizando 15 conquistas. Natural de Volta Redonda, começou na natação aos 12 anos de idade e ganhou sua primeira medalha de ouro aos 16, nos Jogos Sul-Americanos de 2002, em Belém, no Pará. Apesar de não ter conquistas nas Olimpíadas, Thiago coleciona medalhas em todos os outros torneios mundiais — Pan Americanos, Mundiais e Pan Pacíficos. Ele é também ex-recordista em inúmeras provas e atual detentor de quatro recordes sul-americanos, sendo que, em um período de três meses, ele conseguiu quebrar seus próprios recordes nos 200 metros medley três vezes. Em 2007, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) o elegeu como o melhor atleta do ano e, em 2017, Thiago se aposentou, aos 31 anos. Esses são apenas alguns dos muitos esportistas aquáticos brasileiros. A natação é um esporte muito bonito e vigoroso, mas também exige muita disciplina, dedicação e sacrifícios de seus esportistas. Por isso, é muito importante reconhecer o esforço dos atletas de natação brasileiros para que eles consigam conquistar cada vez mais medalhas e encher o nosso país de orgulho. https://mrvnoesporte.com.br/luana-obino-faz-um-excelente-campeonato-brasileiro-junior-de-verao/ https://www.cob.org.br/pt/ https://www.cob.org.br/pt/ https://mrvnoesporte.com.br/alimentacao-saudavel-o-que-comer-antes-durante-e-depois-da-natacao/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 92 NOTÍCIAS DO ASSUNTO Por onde anda? Relembre nadadores que fizeram história em Olimpíadas http://ge.globo.com/olimpiadas/natacao/noticia/2016/08/por-onde-anda-relembre- nadadores-que-fizeram-historia-em-olimpiadas.htmlGloboEsporte.com faz lista com atletas que tiveram desempenho marcante e, também, com brasileiros que se tornaram ícone do esporte por causa dos Jogos Por GloboEsporte.com Rio de Janeiro 1. FABÍOLA MOLINA 2. LAURE MANAUDOU 3. INJE DE BRUIJN 4. IAN THORPE 5. ALEXANDER POPOV 6. RICARDO PRADO 7. MARK SPITZ 8. MATT BIONDI Nadar uma Olimpíada é o sonho para qualquer atleta. Nadar uma Olimpíada e deixar seu nome na história, é mais do que um sonho. E são pouquíssimas pessoas que conseguem unir as duas coisas. As que têm este privilégio, fazem com que seus nomes fiquem eternizados na história do esporte. Na natação, obviamente, não poderia ser diferente. Atletas como Laure Manaudou, Fabíola Molina, Mark Spitz, Ricardo Prado e Ian Thorpe serão lembrados sempre que o assunto for Jogos Olímpicos. E, para refrescar a memória do torcedor, o GloboEsporte.com fez um levantamento com alguns nadadores para mostrar o que eles fazem atualmente. FABÍOLA MOLINA Fabíola Pulga Molina é uma das principais nadadoras do Brasil. O costas foi sua especialidade e o estilo que a levou a disputar os Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, Pequim, em 2008, e Londres, em 2012. Em Olimpíada, não conseguiu nenhuma final, mas em Jogos Pan-Americanos conquistou quatro medalhas de bronze (100m costas e 4x100m medley em Mar del Plata e 4x100m medley em Winnipeg e Guadalajara) e uma de prata (100m costas no Rio de Janeiro). Em 2011 foi suspensa por dois meses das competições por ter sido flagrada no exame antidoping pelo uso de dimetilamilamina, NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 93 segundo a atleta, foi um descuido na alimentação. Encerrou a carreira um ano depois e atualmente dá nome a uma grife voltada para produtos de natação. Fabíola Molina foi uma das pessoas que carregou a tocha da Rio 2016 Foto: Pedro Veríssimo/GloboEsporte.com LAURE MANAUDOU Laure Manaudou foi campeã olímpica com apenas 17 anos de idade Foto: Agência Reuters NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 94 Atleta com um grande talento dentro das piscinas e uma forte tendência a polêmicas fora dela. E não é apenas coincidência o sobrenome. Ela é irmã de Florent, o francês campeão olímpico. E a precursora da dinastia Manaudou nas piscinas olímpicas. Em Atenas, 2004, ela foi a revelação ao se tornar a primeira francesa campeã olímpica. Isso com 17 anos. Na carreira, foram três medalhas olímpicas (ouro, prata e bronze, todas em Atenas). Se aposentou na primeira vez em 2009. Mas após engravidar, voltou para treinos para a Olimpíada de Londres, em 2012. Dois anos depois foi presa sob a acusação de furtar uma loja na Disney. Atualmente é comentarista de uma emissora francesa. INJE DE BRUIJN Bastaramduas edições de Jogos Olímpicos para Inge de Bruijn entrar para a história. Em Sydney 2000 e Atenas 2004, a holandesa levou para casa oito medalhas. Foram quatro premiações em cada uma. Três ouros em Sydney (50m livre, 100m livre e 100m borboleta), um ouro em Atenas (50m livre), uma prata em Sydney (4x100m livre) e uma prata (100m livre) e dois bronzes em Atenas (100m borboleta e 4x100m livre). Depois que largou a natação, passou a se dedicar à televisão. Chegou a apresentar um programa de viagens em uma televisão chinesa, produziu um DVD sobre fitness, além de uma linha de biquínis e roupas de banho. Está no Rio de Janeiro para comentar os Jogos. IAN THORPE Ele é simplesmente o maior nadador olímpico da história da Austrália. Foram nove medalhas – sendo cinco de ouro. E uma vida conturbada. Se aposentou, tentou voltar e disputar os Jogos de Londres 2012, fracassou e viveu uma série de problemas. Depressão, drogas, álcool e internamento em um centro de reabilitação. Em 2014, depois de ter publicado uma biografia, revelou duas coisas que o afligiam: as tentativas de suicídio e a necessidade de esconder o fato de ser gay por medo da reação das pessoas. O Torpedo passou por mais de quatro cirurgias no ombro e chegou a ouvir dos médicos que não poderia mais voltar a nadar nem por lazer. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 95 O Torpedo teve uma vida conturbada fora das piscinas e chegou a pensar em se matar Foto: AFP ALEXANDER POPOV Foram oito anos com o nome de Alexander Popov ao lado do recorde mundial dos 50m livre. De 2000 até 2008, já com os maiôs tecnológicos, o russo foi o detentor da marca mais rápida da natação. Em Olimpíadas, foram quatro ouros e cinco pratas. Até hoje é considerado um dos maiores nadadores de todos os tempos. Fora das piscinas, algumas polêmicas. Em 96, pouco depois de conquistar o bicampeonato olímpico dos 50m e 100m livre, ele se envolveu em uma briga nas ruas de Moscou e levou uma facada. O golpe atingiu um dos rins e pulmões. Esteve em estado grave, mas conseguiu se recuperar e ainda foi campeão mundial depois do ocorrido. Em Sydney 2000, no entanto, ficou com a prata nos 100m livre. Encerrou a carreira em 2005. Tornou-se um crítico ferrenho de Cesar Cielo e, atualmente, é membro do COI. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 96 RICARDO PRADO Ricardo Prado foi o grande nome da natação brasileira na década de 80 Foto: Matheus Tibúrcio Quem acompanhou a natação brasileira na década de 80 não tem como se esquecer de Ricardo Prado. Medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, nos 400m medley, o paulista havia participado anteriormente da Olimpíada de Moscou, em 1980, quando tinha apenas 15 anos. Depois que parou de nadar, Prado se manteve ligado ao esporte. Foi gerente de esportes do Comitê Organizador dos Jogos Pan- Americanos de 2007, diretor esportivo do Parque Aquático Maria Lenk e, nos últimos anos, integrou a equipe do Comitê Rio 2016. MARK SPITZ Como falar da natação olímpica sem falar de Mark Spitz? O americano carregou durante muito tempo o adjetivo de maior nadador olímpico. Só perdeu o posto quando surgiu um tal de Michael Phelps. Ainda assim, as imagens dele na piscina com o tradicional bigode não serão esquecidas tão cedo. Foram 11 medalhas olímpicas (9 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze) em cinco anos de profissionalismo. Sete delas conquistadas apenas em uma edição, em Munique 1972. O ícone da natação é mais NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 97 um que está no Brasil para comentar a Olimpíada. Spitz é um dos membros do “É Campeão!”, do Sportv. Mark Spitz foi ultrapassado por Michael Phelps como o maior nadador olímpico Foto: Getty Images MATT BIONDI Conseguir medalha de ouro em três Olimpíadas consecutivas não é para qualquer um. São poucos os atletas que conseguem este feito. Um deles foi Matt Biondi. O americano subiu no lugar mais alto do pódio em Los Angeles, Seul e Barcelona. Foram oito ouros, duas pratas e um bronze em toda a sua história olímpica. Quando se aposentou, o nadador não deixou a piscina de vez. Passou a trabalhar como treinador de natação no Havaí e, desde 2012, foi convidado para dar aulas também de matemática em Los Angeles. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 98 CAPÍTULO 5 METODOLOGIAS DE TRABALHO DA NATAÇÃO • Metodologia Gustavo Borges; • Programa Sesi Atleta do Futuro; • Método Ana Marcela Cunha; • Método Cesar Cielo; ISSO ACONTECE NA PRÁTICA Ana Marcela Cunha começou a nadar aos 2 anos, na creche que frequentava em Salvador. Ana Marcela Cunha: biografia, medalhas, recordes e prêmios. Disponível em: https:// www.esportelandia.com.br/sem-categoria/ana-marcela-cunha/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 99 Quando o assunto é nadar em águas abertas, não há nenhum atleta tão vitorioso em todo o planeta quanto Ana Marcela Cunha. Ela ostenta o recorde de pódios em Campeonatos Mundiais e também na Fina Marathon Swim World Series. Com uma gigantesca coleção de medalhas ao longo de sua carreira, Ana Marcela espera ainda sua primeira conquista olímpica. Uma nova oportunidade virá em Tóquio, em 2020. Enquanto esperamos pela terceira participação da atleta brasileira nos Jogos Olímpicos, aproveite para conhecer toda a história de vitórias de Ana Marcela Cunha até aqui! Quem é Ana Marcela Cunha? Ana Marcela Cunha foi eleita a melhor nadadora do mundo em águas abertas por 6 vezes Ana Marcela Cunha é uma nadadora brasileira especialista em maratonas aquáticas. Ela nasceu em 23 de março de 1993, em Salvador. Entre várias conquistas, Ana Marcela é a maior medalhista da história em campeonatos mundiais de águas abertas, com 11 pódios. Não à toa foi eleita por seis vezes como a melhor nadadora do mundo em maratonas aquáticas. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 100 A atleta tem duas participações em Olimpíadas, nos Jogos de Pequim, em que ficou em 5º lugar, e do Rio de Janeiro, com a 11ª colocação. Assim, ela ainda persegue sua primeira medalha olímpica. As expectativas são de que a tão sonhada conquista possa vir em Tóquio 2020. Nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de ouro na prova de 10 km. Saiba, a seguir, como essa história de sucesso nas águas abertas começou! Como Ana Marcela Cunha começou na natação? Ana Marcela Cunha começou a nadar aos 2 anos, na creche que frequentava em Salvador. Aos 13, ela já competia em disputas em águas abertas com atletas mais experientes. O primeiro título nacional de Ana Marcela em grandes competições foi conquistado em 2006. Quando tinha apenas 14 anos, ela foi campeã da Travessia dos Fortes no Rio de Janeiro. Também em 2006, a nadadora baiana passou a integrar a seleção brasileira de águas abertas. Dois anos depois, Ana Marcela Cunha fez sua estreia em Olimpíadas. Em Pequim, aos 16 anos, ela ficou na quinta colocação na prova de 10 km. A grande coleção de medalhas em mundiais começou a ser formada em 2010, com um bronze nos 5 km em Roberval, no Canadá. ANOTE ISSO O papel do professor de Educação Física é de ensinar e incentivar pessoas a praticarem a natação. Esporte V: natação [recurso eletrônico] / Leonardo Ristow ... [et al.] ; revisão técnica: Marcelo Guimarães Silva. – Porto Alegre : SAGAH, 2021. ISBN 978-65-5690-284-5 1. Esporte – Natação. I. Ristow, Leonardo. O processo de ensino e aprendizagem do nado crawl tem início no planejamento dos professores. Durante o planejamento, os professores descrevem, no plano de aula, como eles acreditam que a aula deve ocorrer para que os objetivos sejam atingidos. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 101 Para a elaboração do plano de aula, é preciso conhecer os diferentes métodos de ensino a fim de selecionaro mais adequado aos objetivos e à temática proposta. Além disso, as turmas geralmente são compostas por indivíduos da mesma faixa etária ou com as mesmas habilidades. Assim, os exercícios e/ou as atividades propostas devem estar alinhados com o nível de desenvolvimento característico de cada grupo. O processo de ensino e aprendizagem do nado crawl tem início no planejamento dos professores. Durante o planejamento, os professores descrevem, no plano de aula, como eles acreditam que a aula deve ocorrer para que os objetivos sejam atingidos. Para a elaboração do plano de aula, é preciso conhecer os diferentes métodos de ensino a fim de selecionar o mais adequado aos objetivos e à temática proposta. Além disso, as turmas geralmente são compostas por indivíduos da mesma faixa etária ou com as mesmas habilidades. Assim, os exercícios e/ou as atividades propostos devem estar alinhados com o nível de desenvolvimento característico de cada grupo. No Brasil, o ensino da natação sofreu forte influência de duas obras clássicas: Metodologia da natação, de David C. Machado, e A natação: ciência e técnica para a preparação de campeões, de James Counsilman. Esses dois livros, anteriores à década de 1980, foram os primeiros a apresentar informações sobre a técnica dos nados detalhadamente. Além de descrever a mecânica, essas obras também apresentavam propostas de ensino. Outra influência do esporte competitivo no ensino da natação é a origem das aulas de natação nos clubes esportivos. Até os anos 1990, a maioria das aulas de natação era oferecida por clubes, que acabavam, então, por determinar os métodos de ensino utilizados por professores e treinadores. Entre os diferentes métodos de ensino aplicados ao nado crawl, destacam-se o global, o analítico e o misto (ou sintético), que serão explicados a seguir. O método global para o ensino do nado crawl usa, como base, a própria percepção ou o intuito do nadador ao praticar o nado. Assim, quando en-contra dificuldades ao realizar o crawl, o próprio nadador busca superar os desafios, experimentando novas formas de executar os movimentos. Esse método não tem a intervenção do treinador, tampouco tem a organização ou a sistematização de conteúdos e de tarefas. Na prática, o nadador aprende por meio das vivências corporais e de observação de outros nadadores. No método analítico, o treinador organiza o ensino por partes, buscando, ao fim do processo, o ensino do nado crawl. Esse é o método mais utilizado para o ensino dos nados e pode ser dividido em duas formas: partes para o todo e partes progressivas. No ensino em partes para o todo, o nadador aprende cada NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 102 movimento fragmentado, dentro ou fora da água, e apenas depois realiza todos os movimentos em conjunto, o nado completo. Nessa concepção, de acordo com os autores, o nadador deve aprender a bater as pernas, a realizar a braçada e a respirar lateralmente de forma fragmentada. Após aprender cada um desses movimentos, o nadador deve juntá-los e realizar o nado crawl. No ensino em partes progressivas, o nadador aprende um movimento na sequência de outro. Em outras palavras, vão se somando movimentos e, ao final do processo, o nadador aprende o nado crawl. Essa concepção é direcionada por princípios metodológicos: do fácil para o difícil, do simples para o complexo e do conhecido ao desconhecido. Na prática, o nadador primeiro aprende a bater pernas, depois aprende a respiração lateral batendo pernas e, por fim, aprende a braçada batendo pernas e realizando a respiração lateral, consolidando, assim, o nado crawl. É assim denominado porque consiste em uma junção dos métodos global e analítico. Entretanto, essa perspectiva não objetiva a realização de um movimento ou de uma técnica padrão, assim como não busca a repetição de uma série de exercícios. A concepção desse método tem, como base, a corrente psicológica Gestalt, que se caracteriza por identificar o todo para desenvolver ou aperfeiçoar as partes. Por meio de jogos, brincadeiras ou resoluções de problemas, ocorre o aprendizado do nado crawl . ANOTE ISSO A organização metodológica do ensino da natação deve estar amparada por pesquisas e estudos da área. • Metodologia Gustavo Borges; Credenciados desde 2005, somos a única Escola de Blumenau a trabalhar com essa metodologia de ensino de natação formativa, que possui níveis de aprendizagem e conteúdos técnicos semanais. https://www.metodologiagb.com.br/ Os alunos são divididos por nível, de acordo com a idade e habilidade aquática. Cada nível possui um número máximo de alunos por professor, de modo que as aulas sejam realizadas com segurança e eficiência. Os objetivos aplicados nas aulas são extraídos do calendário de objetivos semanais, que traz uma divisão de conteúdos crescente nível a nível. Os professores têm liberdade de montarem suas aulas de NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 103 forma criativa, sempre respeitando o conteúdo estabelecido para aquela aula. aqui na planeta os professores compartilham os planejamentos e assim enriquecem ainda mais suas atividades. São realizadas 2 avaliações ao ano, utilizando uma ficha desenvolvida pela mgb, com itens a serem avaliados de acordo com os objetivos propostos para aquele nível e desenvolvidos nas aulas. como somos uma escola, convidamos as famílias para virem receber essas avaliações em mãos, em um horário agendado previamente, onde terão 15 minutos com os professores de seu filho para conversarem e tirarem dúvidas. esse é um momento muito rico de troca e esclarecimentos, e acontecem sempre em julho e dezembro. A evolução natural dos alunos é que após alcançarem os objetivos do nível em que se encontram, sigam para o próximo, e assim vão desenvolvendo novas habilidades e maior competência aquática. para marcar essa passagem, a mgb propõe a troca de touca, que marca a conquista dessa etapa. assim a criança entende que se inicia um novo ciclo e também conseguimos identificar qual é o nível da turma pela cor de touca que as crianças usam. Cada nível é marcado então por uma cor de touca diferente e também um mascote mgb, nos proporcionando uma piscina super colorida! aqui estão eles: FLIC Nível: bebê I e bebê II. Cor da touca: branca. Técnica aplicada: ambientação e adaptação ao meio líquido, socialização, balanços, controle de respiração, equilíbrio, mergulho, sustentação na barra, flutuação e habilidades de sobrevivência, giros e saltos. Objeto: regador, bolinhas e minha fraldinha. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 104 GOLIX Nível: bebê III. Cor da Touca: amarela. Técnica aplicada: ambientação e adaptação ao meio líquido, socialização, controle de respiração, equilíbrio, mergulho, flutuações e habilidades de sobrevivência, giros e deslocamentos e saltos. Objeto: argola e bolas. SPAQUA Nível: adaptação. Cor da touca: laranja. Técnica aplicada: ambientação e adaptação ao meio líquido, socialização, controle de respiração, sustentação na barra, equilíbrio, mergulho e imersões, flutuação e habilidades de sobrevivência, giros, deslocamentos, movimentação alternada de pernas e braços, saltos e cambalhotas. Objeto: espaguete e máscara. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 105 POLWERINE Nível: iniciação. Cor da touca: vermelha. Técnica aplicada: início da caracterização dos nados crawl e costas, pernada do nado peito ondulações e saltos. Objeto: prancha e liberdade na água. BLOOP Nível: aperfeiçoamento I. Cor da touca: vermelho. Técnica aplicada: aperfeiçoamento das técnicas dos nados crawl e costas, aprendizado no nado peito, pernada do nado borboleta, salto de ponta. Objeto: flutuador. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 106 FLIPO Nível: aperfeiçoamento II. Cor da Touca: azul claro. Técnica aplicada: aperfeiçoamentodas técnicas dos nados crawl, costas e peito, aprendizado do nado borboleta. Iniciação do condicionamento aeróbico e capacidade de nadas metragens longas. Objeto do nível: pé de pato. GLOVER Nível: aperfeiçoamento III. Cor da touca: azul escuro. Técnica aplicada: fase de aprimoramento técnico dos nados, em que as aulas são direcionadas para o condicionamento das variáveis fisiológicas e estímulos motivacionais. Preparação para entrar em uma equipe competitiva. Objeto: palmar. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 107 GULL Nível: equipe. Cor da touca: ouro. Técnica aplicada: desenvolvimento das estratégias de treinamento, técnicas dos nados, volume e intensidade de cargas, periodização e atitudes vencedoras. Objeto: cronômetro e tempo. Saiba mais sobre Gustavo Borges NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 108 Gustavo Borges é o atleta com o maior número de medalhas da natação brasileira. Gustavo França Borges nasceu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Um dia depois do nascimento se mudou com a família para Ituverava, cidade em que viveu até os 15 anos. Depois foi viver nos Estados Unidos, onde se formou em economia na Universidade de Michigan, em 1997. Gustavo Borges começou a nadar aos 9 meses de idade e passou a competir aos 10 anos. Em 1991 ganhou cinco medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Cuba, das quais duas de ouro. No ano seguinte conquista a medalha de prata nas Olimpíadas de Barcelona na prova dos 100 m nado livre. Em 1993 bateu 2 recordes mundiais, nos 100 m e no revezamento 4 x 100m nado livre. No Mundial da Itália, em 1994, consegue dois bronzes e, no Pan-Americanos de Mar del Plata, em 1995, outras cinco medalhas. Nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, obtém mais uma medalha de prata, nos 200m nado livre, e uma de bronze, nos 100m nado livre. Em 1997 foi campeão mundial nos 200m nado livre em Gotemburgo, na Suécia. No ano seguinte, depois de vencer várias etapas da Copa do Mundo, leva o Troféu Brasil e bateu o recorde mundial no revezamento 4 x 100m nado livre. Em 1999, nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, ganhou mais cinco medalhas: três de ouro, uma de prata e uma de bronze. Gustavo é o atleta brasileiro com o maior número de medalhas nessas competições, sendo 15 no total. Metodologia GB A MGB oferece ferramentas práticas para as empresas, que vão desde avaliações dos alunos a processos de planejamento de aulas. Já são mais de 350 estabelecimentos credenciados no Brasil, atendendo em torno de 170.000 alunos nadando nessa metodologia eficiente e de sucesso. • Programa Sesi Atleta do Futuro; Nadadores do Sesi-SP vencem Campeonato Paulista de Inverno petiz, infantil e juvenil Pela primeira vez a equipe conquista a tríplice coroa Por: Agência Indusnet Fiesp https://www.sesisp.org.br/noticia/nadadores-do-sesi-sp-vencem-campeonato- paulista-de-inverno-petiz-infantil-e-juvenil 04/07/201819:08- atualizado às 19:09 em 04/07/2018 NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 109 Os nadadores do Sesi-SP a cada ano fazem novas conquistas, graças aos projetos de Rendimento Esportivo (competição), desde 2009, e de formação, através do Programa Sesi-SP Atleta do Futuro (PAF), de 1991. Em 2018, pela primeira vez na história, a natação do Sesi-SP conquistou a tríplice coroa na temporada de inverno do Campeonato Paulista, vencendo nas categorias petiz, infantil e juvenil. Tricampeã estadual, a equipe petiz da indústria iniciou o mês de conquistas para a modalidade. Segunda maior delegação do evento, totalizou 1.045,5 pontos no Campeonato Paulista Petiz de Inverno, liderando a competição desde o primeiro dia na piscina do Itaguará Country Clube, em Guaratinguetá, entre os dias 15 e 17 de junho. No final de semana seguinte veio a primeira conquista inédita da tríplice coroa da natação do Sesi-SP. Após protagonizar uma competição de alto nível, a equipe infantil estreou no rol de campeões do Paulista Infantil de Inverno e comemorou a vitória na piscina da ABDA, em Bauru. O campeão teve 84,5 pontos de vantagem sobre o Esperia, somando 915,5 pontos e 25 medalhas, sendo 10 de ouro, 8 de prata e 7 de bronze. O grupo ainda contou com o destaque da nadadora Thaiana Gabriel do Amaral, campeã dos 100 e 800 metros livre infantil I. Equipe infantil de natação do Sesi-SP, campeã do Paulista de Inverno Foto: DIvulgação/Sesi-SP NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 110 E no último fim de semana foi a vez dos nadadores juvenis também comemoraram o título estadual. Prova a prova disputando a pontuação e liderança com o Corinthians, a equipe do Sesi-SP brilhou nos resultados e levou a melhor nos revezamentos, conquistando o primeiro lugar nos 4x100m medley juvenil 1 diante do alvinegro paulista. Entre os destaques, o time da indústria ainda garantiu o nadador Rafael Quirino de Oliveira como o atleta mais eficiente da categoria juvenil 1 ao somar 64 pontos. No total, foram 1.366 pontos, O Corinthians ficou com 1.256 pontos. O Esporte Clube Pinheiros foi o terceiro colocado, com 814 pontos, seguida pela Unisanta com 491 e Paineiras com 364,5 pontos. Sesi-SP e a formação esportiva Para unir a formação ao rendimento, o Sesi-SP criou em 2013 o Programa Sesi-SP Treinamento Esportivo, elo de ligação entre as fases de iniciação (PAF) e Rendimento Esportivo. No mesmo ano houve o início de uma competição interna entre as unidades do Sesi-SP em todo o Estado, a Liga Sesi-SP de Treinamento Esportivo, com 11 modalidades A natação está atingindo seu ponto mais alto no ano de 2018, com resultados expressivos de jovens talentos, tanto no cenário estadual quanto no cenário nacional da modalidade. Para o desenvolvimento dos jovens atletas há um trabalho de gestão, planejamento, treinamento e um “ranking” interno (sistema de classificação por pontuação em etapas da Liga de Treinamento). Graças a isso o Sesi-SP é hoje um dos maiores reveladores da natação de base do país. As equipes de natação dos estaduais de 2018 foram definidas na Liga Sesi-SP do ano passado. No grupo de atletas petizes, infantis e juvenis que venceram os estaduais, vieram nadadores das unidades do Sesi-SP de AE Carvalho, Vila Leopoldina, São José do Rio Preto, Sertãozinho, Araçatuba e Franca. “Trabalhamos muito em cima de estatísticas de cada uma das unidades, de cada nadador. Estamos fazendo um trabalho de coleta de dados de detectar quem tem condição de estar aqui, realmente pontuando. Se pegarmos os resultados do Brasileiro Infantil e Juvenil, a proporção mostra que não fomos tão bem assim. Mas é por causa dos nossos critérios mais rígidos. Por isso acreditamos no Brasileiro de Verão na evolução. Não é para ser campeão, mas mostrar que somos um berço de nadadores”, explicou o treinador Mirco Cevales. O programa Atleta do Futuro, com 30 anos de história, promove formação e cultura esportiva. Tudo oferecido gratuitamente para crianças e jovens de 6 a 17 anos. A NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 111 proposta é contribuir para a garantia do direito de acesso ao esporte de qualidade a partir da metodologia elaborada pelo SESI-SP, que alinha o esporte ao desenvolvimento integral dos participantes. Ao promover formação esportiva, o SESI-SP permite que os alunos e alunas aprendam diferentes modalidades esportivas, com conteúdo e estratégias adequadas para cada faixa etária. Ao difundir a cultura esportiva, a instituição permite que o aluno desenvolva uma relação na qual o esporte faça parte de sua vida, seja como praticante, espectador ou profissional. • Aulas e eventos: planejadas com conteúdo esportivo adequado a cada faixa etária e às diferentes modalidades esportivas oferecidas. • Marcadores Sociais no Esporte: Durante as aulas, são abordados aspectos ou questões que marcam as diferenças no cotidiano dos membros de cada turma. Temas como a variação dehabilidades motoras, gênero, raça, realidade socioeconômica, altura, etnia e peso podem surgir espontaneamente durante as aulas e discussões. Caberá ao professor realizar essa mediação, para que o aluno aprenda a conviver com a diferença sem o preconceito. • Participação da família: As famílias também são envolvidas no programa por meio de reuniões, eventos e na avaliação do aluno. Público: a partir de 6 a 17 anos • Estudantes e usuários do SESI • Filhos de beneficiários das indústrias • Comunidade em geral Por meio de atividades lúdicas, as crianças começam a desenvolver habilidades motoras fundamentais e capacidades coordenativas bem como despertam o prazer pela prática esportiva. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 112 Começam a ser iniciados os conceitos e fundamentos básicos de diversas modalidades esportivas, com o desenvolvimento de atividades e jogos adaptados e pré-desportivos. Iniciação específica em uma modalidade esportiva, abordando seus princípios e fundamentos básicos. Aprofundamento técnico, tático e nas regras da modalidade específica. Aprofundamento técnico, tático e nas regras da modalidade específica. • Método Ana Marcela Cunha; MARATONA AQUÁTICA Ana Marcela lança projeto de escola e circuito nacional Ana Marcela Cunha lança projeto Sucessores Aquáticos, que terá um circuito nacional e uma iniciativa socioeducativa com o objetivo de popularizar a maratona aquática Ana Marcela Cunha e o técnico Fernando Possenti criaram uma metodologia de treinamento para ser ensinada por todo o país Arquivo pessoal https://www.olimpiadatododia.com.br/category/maratonaaquatica/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 113 Seis vezes eleita a melhor do mundo nas águas abertas, Ana Marcela Cunha quer retribuir para a sociedade o que o esporte deu para ela. Para isso, a nadadora vai lançar o projeto Sucessores Aquáticos, que contempla a Escola de Maratona Aquática e o circuito Nadar pelo Brasil. “Estou muito feliz com nosso Projeto, quero repartir minhas experiências, agradecer e dar oportunidade de multiplicar o número de adeptos da modalidade e poder ajudar na formação de pessoas saudáveis e de bem com a vida através do esporte.”, afirma Ana Marcela Cunha. Com metodologia própria, a “Escola de Maratona Aquática” é uma iniciativa de cunho socioeducativo para popularizar a modalidade. A intenção é fazer convênios com prefeituras, academias, clubes e escolas públicas e privadas para aplicação da “metodologia Possenti & Cunha”, criada pelo treinador de Ana Marcela, Fernando Possenti, com participação da atleta. O projeto terá uma plataforma digital para acompanhamento e controle das ações. Os primeiros contatos serão iniciados em breve em busca de potenciais interessados. A idéia é massificar a prática, inclusive como alternativa de atividade física e desportiva curricular. Projeto Sucessores Aquáticos terá Escola de Maratona Aquática e o circuito Nadar pelo Brasil “A ideia é assistir a um verdadeiro legado sendo deixado aos futuros atletas, ou melhor, futuros campeões dessa modalidade. Queremos hoje transmitir e compartilhar as técnicas e ensinamentos que aprendemos, testamos, e fomos exitosos diversas vezes nos mais diferentes momentos e campos de batalha. O legado se concretiza https://www.olimpiadatododia.com.br/maratonaaquatica/211932-ana-marcela-cunha-e-eleita-melhor-do-mundo-pela-sexta-vez/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 114 quando a nova geração entende e visualiza que há sim um caminho vitorioso pra eles seguirem. Vamos levar esse propósito adiante”, afirma Fernando Possenti, técnico de Ana Marcela. CIRCUITO NADAR PELO BRASIL Já o circuito “Nadar pelo Brasil” terá sua primeira temporada em 2020/2021, seguindo as regras da Federação Internacional de Natação (FINA). A prova de abertura, se a pandemia causada pelo novo coronavírus estiver controlada, será em setembro com a Travessia Internacional Bacia do Tocantins, com apoio da Federação Aquática do Estado de Tocantis (FAETO). Serão seguidos todos os protocolos sanitários recomendados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pelos orgãos competentes. Outra etapa já aprovada é a Travessia Internacional Baía de Todos os Santos, em parceria com o Yacht Clube da Bahia, agendada para dezembro em Salvador. Além das duas, outras quatro provas farão parte do circuito “Nadar pelo Brasil”, mas ainda não tiveram suas datas confirmadas e podem ficar para o começo de 2021. São as Travessias Internacionais Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, Baía de Florianópolis, em Santa Catarina, Lago Paranoá, em Brasília, e Baía de Santos, no litoral paulista. Cada etapa terá provas para todas as idades: da categoria kids até master, passando pela elite. Os vencedores de cada uma delas terão premiações especiais. Além disso, as cidades que irão receber os eventos terá palestras sobre temas relacionados à maratona aquática. Para o futuro, um desafio internacional, envolvendo, prioritariamente, Ana Marcela Cunha e uma atleta estrangeira convidada, também fará parte da programação das etapas. A participação de Ana Marcela nos eventos será estritamente esportiva. A atleta continua 100% dedicada na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que foram adiados para 2021. A nadadora, inclusive, usará as etapas como forma de treinamento, enquanto uma equipe especializada vai fazer a gestão de todo o projeto. O Circuito Nadar pelo Brasil terá desde seu início a preocupação com o meio- ambiente. Serão realizadas parcerias com orgãos ambientais para que sejam feitas algumas ações durante as etapas, e além disso, será implantada a obrigatoriedade de utilização de copo ou garrafa biodegradável na alimentação dos atletas, evitando assim o descarte de plástico nas águas. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 115 • Método Cesar Cielo; O Ano IV do Novos Cielos apresenta projeto de natação consolidado Os resultados do projeto Novos Cielos na piscina são a comprovação de que o trabalho esportivo feito com direcionamento técnico, por profissionais capacitados, em estrutura adequada e de forma continuada, rende frutos. Um bom exemplo é o último Paulista Infantil (11 a 13 anos), em que os Novos Cielos ficaram com o 2º lugar na classificação geral, com 34 medalhas (18 de ouro, 10 de prata e 6 de bronze), somando 716 pontos, atrás do Corinthians e na frente do Sesi, grupos mais antigos. Outro indicador: o Instituto Cesar Cielo qualificou o seu primeiro nadador, da categoria juvenil, para um Mundial, em Indianápolis, em julho/2017. Cesar Cielo, Equipe Multidisciplinar e atletas do Novos Cielos / Centro Olímpico Ano IV O Novos Cielos ainda é um projeto jovem, mas grande parte dos resultados vem de atletas que já estavam no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) e ou desde o primeiro ano. Em seu Ano IV, aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, gerenciada pelo Ministério do Esporte, o Novos Cielos é um projeto do Instituto Cesar Cielo (ICC) – criado em 2010 com o objetivo de incentivar e aprimorar a prática da natação no Brasil. O Novos Cielos visa a saúde dos participantes, o hábito da prática esportiva, e a dar condições para que novos talentos sejam descobertos em boas condições de treino e competições. São 135 crianças, adolescentes e jovens, que treinam e competem nas categorias Pré-Mirim, Mirim, Petiz, Infantil, Juvenil, Júnior e Sênior, separadas por níveis, dos 7 aos 21 anos. Eles não pagam para treinar e competir e o projeto ainda oferece 16 bolsas- auxílio (A – R$ 370,00; B – R$ 700,00 e C – R$ 975,00) para atletas federados, que competem, estudam e são assíduos. O projeto não beneficia atletas profissionais. Há uma preocupação com a metodologia adequada para cada categoria e uma ‘escadinha’ de formação, do Pré-Mirim ao Sênior. Atletas da categoria Petiz do Novos Cielos / COTP – Ano IV “Oandamento do Ano IV está excelente. Estamos atendendo 135 atletas e não podemos parar. A captação para o Ano V já está aberta e vamos atuar para dar continuidade ao engajamento das empresas que nos apóiam e conhecem o projeto e por novas parcerias. O objetivo é aumentar o número de participantes para 200 e dobrar o número de profissionais envolvidos”, ressalta Alessandro Serrato, gerente do projeto Novos Cielos. O hábito da prática esportiva não é disseminado no Brasil, embora seja importante para o futuro de crianças, adolescentes e jovens, independentemente deles se tornarem NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 116 atletas profissionais. Se na elite da natação a obtenção de apoio financeiro é difícil, é mais ainda para as categorias de base. O desenvolvimento do Novos Cielos tem base numa parceria do ICC com órgãos públicos e iniciativa privada. Tem a participação da Prefeitura de São Paulo, através do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), que proporciona as instalações – a piscina já foi usada e elogiada por atletas de elite como o próprio Cesar Cielo, campeão olímpico, mundial e recordista mundial dos 50 m e 100 m, estilo livre. A Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal permite ao ICC atrair recursos para os Novos Cielos. A captação do dinheiro – o valor em execução no Ano IV é de R$ 792.689,97 – faz o projeto andar e os resultados aparecerem. A verba vem de empresas que direcionam parte do imposto devido ao desenvolvimento do esporte, como Atlas Schindler, Mattos Filho, HTH, Sabemi Seguradora e SporTV. Equipe Multidisciplinar do Novos Cielos – Ano IV: Heleni, Alessandro, Cesar Cielo, Luiz, Paulo, Eric, Tamara, Drielle e Lucas. Os recursos captados são investidos nos profissionais que atuam na beira da piscina, essenciais ao desenvolvimento do projeto. O quadro técnico tem a supervisão de Luiz Fernandes Barbosa, também o treinador das categorias Júnior e Sênior, e é formado por Drielle Morton (Pré-Mirim e Mirim), Tamara Rodrigues (Petiz), Eric Sona (Infantil), Paulo Onorato (Juvenil) e o estagiário Lucas Bulgarelli, do COTP. Respondem pela estruturação da rotina dos treinos esportivos (atividades teórica, prática e física) e acompanham os atletas em competições. A equipe administrativa garante o bom andamento técnico do projeto, a divulgação para a sociedade, a visibilidade aos patrocinadores e o atendimento a exigências legais, como relatórios e prestação de contas (gestor, assistência técnica, jurídica, assessoria de imprensa e contábil). Aprendendo a competir Mas os atletas são os principais beneficiários. O dinheiro também é direcionado para a participação dos Novos Cielos em competições de São Paulo (estadual) e nacionais – os atletas de todas as categorias vivenciam, desde pequenos, o ambiente dos torneios de natação –, em gastos com transporte, hospedagem, alimentação etc. A verba ainda é usada para a compra de uniformes, toucas e materiais e equipamentos esportivos. Atleta do Novos Cielos / COTP – Ano IV durante o treinamento O Brasileiro Infantil, em novembro, é uma das futuras competições do grupo, que vai brigar por pódio. Matheus Assunção é um dos candidatos ao pódio nos 200 m borboleta e nos 200 m livre. “Estou treinando muito porque meus principais adversários são NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 117 muito fortes. Tem atletas do Coritibano, do Serc/São Caetano, do Corinthians… Baixei os meus tempos no Regional nos 1.500 m, nos 400 m livre e nos 200 m borboleta. Melhorei demais desde que cheguei aqui. No Petiz eu nem sabia se ia querer levar a natação, mas eu estou vendo que posso seguir carreira na natação”, afirma Matheus, de 13 anos. Oportunidade de ser campeão na vida Cesar Cielo, campeão olímpico, tricampeão mundial e recordista mundial dos 50 m livre (é dono de 17 medalhas ganhas em Mundiais, de três medalhas olímpicas e 7 conquistadas em Pan-Americanos), criou o ICC para ‘devolver’ um pouco do sucesso que obteve com a natação. Está sempre em contato com os integrantes do projeto e deixou uma mensagem. Não sabe se o Novos Cielos terá campeões mundiais e olímpicos, mas acha que o esporte ajuda a formar cidadãos e pode abrir outras portas, como uma bolsa de estudos em universidades no Brasil e no exterior. Cesar Cielo autografando a touca de um dos atletas do Novos Cielos / COTP – Ano IV “O esporte é dedicação o tempo todo, é organização e cada um que veste a camisa é embaixador do Instituto. Eu espero que tenham o comportamento de campeões não só na piscina se dedicando ao esporte, mas tirando boas notas na escola, sendo pessoas honestas, íntegras, fazendo o certo quando ninguém está vendo – o certo é certo o tempo inteiro. Se vai sair daqui um campeão olímpico ou mundial eu não sei. Mas pode ser uma oportunidade – não conheço nenhum projeto de natação tão forte como o nosso, que pense tanto no atleta na parte de competição, de treinamento e de escola como a gente pensa. Então, aproveitem a oportunidade – e foi difícil chegar até aqui – e pensem nisso enquanto treinam. Sempre espero que a gente faça um grande trabalho, que vocês sejam grandes nadadores, grandes estudantes e representem o Instituto com muito orgulho.” Para o núcleo do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, o Novos Cielos – Ano IV, é uma parceria entre o Instituto Cesar Cielo, o governo federal – por meio da Lei de Incentivo ao Esporte -, a Prefeitura de São Paulo e os patrocinadores Atlas Schindler, HTH, Mattos Filho, Sabemi Seguradora e SporTV. CONTRAPÉ DE JORNALISMO – Heleni Felippe (MTB 13.507), e-mail: heleni@contrape. com.br, Tel.: (11) 3871 3708, (11) 7807 9058. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Natação Bebês e Infantil em São Carlos: 3 Unidades O2 NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 118 https://o2personal.com.br/o2-kids-agua.html Todas as 3 Unidades da O2 oferecem ambientes seguros e piscinas aquecidas a 31 graus Celsius tratadas com Ozônio ou Cloro importado. Natação para Bebês Proporciona ao bebê o conhecimento da relação corpo-água. São aulas divertidas, acompanhadas pelo responsável do bebê, em ambiente alegre, acolhedor e seguro, com música e brinquedos. A metodologia aplicada à Natação desenvolve no bebê a prontidão para a execução de movimentos de defesa, a partir do desejado auto salvamento. Estrelinha • Grupos de até 10 bebês • Duração: 30 minutos • Frequência: 1x ou 2x/ semana • Idade: 6 meses a 2,5 anos • CONTATE-NOS https://o2personal.com.br/contato.php NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 119 Natação Infantil 1 Sobrevivência, uma das melhores coisas que podemos ensinar aos nossos filhos. E nada melhor do que iniciar pela natação na O2 porque as aulas tem brincadeiras, música, materiais de apoio em turminhas alegres. O aluno evolui por fases conquistadas: de Estrelinha passa a Tartaruguinha, depois Peixinho até chegar a Golfinho. 4 Fases • Grupos de até 10 crianças • Duração: de 45 a 50 minutos • Frequência: 1x ou 2x/ semana • Idade: 2,5 anos a 6 anos • CONTATE-NOS https://o2personal.com.br/contato.php NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 120 Natação Infantil 2 Do iniciante ao avançado, com aquisição gradual das capacidades natatórias do aluno. As aulas de Natação na O2 são estimulantes, em ambiente seguro e agradável. O aluno é valorizado e reconhecido por cada conquista alcançada, pelo exclusivo Método Tomaze. A O2 oferece aulas para os 5 diferentes estágios de habilitação. 5 Níveis • Grupos de até 10 alunos • Duração: de 45 a 50 minutos • Frequência: 1x ou 2x/ semana • Idade: 6 a 14 anos • CONTATE-NOS O Método Tomaze incentiva a atenção, participação e colaboração. Nas atividades aquáticas da O2, a metodologia dos irmãos Tomaze é aplicada para estímulo ao desempenho em aula, individual ou coletiva. De forma segura e lúdica, proporciona a aprendizagem por fases de conquista.O Método Tomaze colabora com o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e social através de movimentos nos https://o2personal.com.br/contato.php NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 121 exercícios, das interações em aulas e nos eventos promovidos para todas as idades. A metodologia apoia-se em três pilares: MOTIVAÇÃO CONQUISTA AUTO SATISFAÇÃO O aluno deve demonstrar seu desempenho em provas de Passagem de Fase ou Nível quando então poderá receber o reconhecimento por medalhas, diplomas e permissão para uso da touca de natação identificada com a fase alcançada. As crianças tornam- se muito motivadas a desempenhar e progredir na prática saudável da natação. FASES da Natação Infantil 1 Em ambiente seguro e agradável, o aprendizado é dividido em 4 fases. Aulas divertidas, lúdicas que estimulam e valorizam as conquistas da criança. Fase Estrelinha Fase Tartaruguinha Fase Peixinho Fase Golfinho 5 NÍVEIS da Natação Infantil 2 O aprendizado da Natação O2 é dividido em níveis – do iniciante ao avançado – para aquisição sistematizada e gradual das capacidades natatórias do aluno. Ambiente agradável, aulas divertidas, lúdicas e estimulantes que respeitam e valorizam as conquistas individuais. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 122 Nível I Nível II Nível III Nível IV Nível V ANOTE ISSO O professor de Educação Física pode construir sua própria organização, basta olhar para suas condições de trabalho e necessidades. LEITURA COMPLEMENTAR Natação: fases de aprendizagem e seus benefícios para o corpo humano Emanuela Marchetti e Valéria Pauletto. Faculdade de Educação Física de Barra Bonita NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 123 Disponível em: https://www.efdeportes.com/efd174/natacao-fases-de-aprendizagem- e-seus-beneficios.htm A natação é um dos esportes mais completos para o corpo humano, sendo inúmeros seus benefícios. Dentre eles, podemos citar que em crianças na faixa etária entre três e seis anos de idade, apresentam desenvolvimento significativos no que diz respeito a sua capacidade motora, afetiva e cognitiva, explorando e vivenciando suas possibilidades, além de melhorar seu sistema cardiorrespiratório, tônus muscular, coordenação, equilíbrio, agilidade, força, velocidade, habilidades tais como lateralidade, percepção tátil, auditiva e visual, noção espacial, temporal e ritmo, além da sociabilidade e autoconfiança. Neste sentido, a prática da natação aliada à estimulação de habilidades, respeitando as fases sensíveis da formação, a individualidade de cada um e o ensino adequado e programado, proporciona o desenvolvimento multilateral da criança, contribuindo para sua formação geral bem como para o aprendizado de uma modalidade esportiva que ele poderá praticar no decorrer da vida, seja para o esporte ou para outras finalidades. O ensinamento da natação infantil de três aos seis anos de idade engloba diversos fatores, onde o principal é a postura correta que um professor de natação tem que estabelecer, principalmente respeitando o desenvolvimento físico, motor e cognitivo da criança, onde esses fatores influenciam muito na maneira de o profissional trabalhar e para que a criança assimile o ensinamento transmitido. Porém, o período de aprendizagem da natação depende exclusivamente do desenvolvimento de cada criança, pois cada uma reage a um estímulo de maneira diferente, portanto é difícil afirmar em quanto tempo uma criança vai demorar a aprender a nadar. No entanto, algumas crianças aprendem rápido, por não ter medo da água, enquanto outra criança tem pavor da água, com isso dificulta o processo de aprendizagem da mesma. A natação é uma modalidade esportiva que foi desenvolvida através da observação do homem, diante aos animais que se sustentavam e também tinham uma maneira de locomoção dentro da água. No entanto, percebeu-se também que os animais tinham algumas técnicas para se locomover dentro da água e o homem observando essa situação, se fez o desafio de criar técnicas onde ele próprio também teria condição de se sustentar e se locomover dentro da água. Foi dessa maneira que a natação foi descoberta, onde hoje temos vários estilos de nado e diversas maneiras de ensiná-la. https://www.efdeportes.com/efd174/natacao-fases-de-aprendizagem-e-seus-beneficios.htm https://www.efdeportes.com/efd174/natacao-fases-de-aprendizagem-e-seus-beneficios.htm NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 124 A natação hoje é considerada um dos esportes que mais trás benefícios à saúde não só das crianças, mas também em todas as outras faixas etárias, pois o auxilia na prevenção de doenças cardiorrespiratórias, problemas posturais entre outros. No entanto, quando a criança com a faixa etária de três a seis anos, é estimulada a prática da natação, deve ser ministrada recreativamente, porque nesta fase ela amplia seus aspectos sensório-perceptivo e sensório-motor globais, que propicia um desenvolvimento integral da mesma. Tudo isso vai fazer com que a criança perceba seu próprio corpo, a nível motor e cognitivo. A natação infantil envolve desde a ativação das células cerebrais da criança até um melhor e mais precoce desenvolvimento de sua psicomotricidade, sociabilidade e reforço do sistema cardiovascular morfológico. Cabe ao professor respeitar a individualidade de cada aluno, pois cada aluno estará em uma forma de desenvolvimento diferente e reagem de maneiras distintas aos estímulos aplicados pelo professor. A iniciação desta modalidade, nesta faixa etária, deve permitir exploração de movimento e aprendizagem perceptivo-motora. Isto significa que o professor deve dar oportunidade para o aluno explorar o ambiente aquático e diferentes formas de movimentação que seu corpo pode realizar dentro dele. Além de estimular o indivíduo a não realizar os movimentos preocupando-se apenas com a técnica, mas sim, valorizando a percepção dos seus movimentos dentro da água e da sensação que a água provoca em seu corpo. No entanto, a natação deve ser muito mais que isso, valorizando a adaptação, aprendizagem, aperfeiçoamento e treinamento; de diferentes formas de ação corporal, aproveitando as propriedades da água e os benefícios que esta proporciona ao ser humano. O processo de adaptação deve ser iniciado com a ambientação, onde o aluno irá conhecer e explorar o espaço físico. A próxima etapa é a adaptação polissensorial, feita através da boca, nariz, olhos e ouvidos. Depois, vem o processo respiratório no qual a inspiração ocorre fora da água e a expiração ocorre dentro da água. Assim, a imersão na água ocorre facilmente, podendo-se passar para flutuação e sustentação. A última etapa é a propulsão de braços e pernas. Quando essas etapas estiverem bem assimiladas passa-se para a aprendizagem dos quatro estilos, crawl, costas, peito e borboleta, que não precisam ser ensinados necessariamente nessa ordem. O professor deve iniciar pelo qual o aluno tiver mais afinidade. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 125 O nado crawl, também conhecido como nado livre é considerado o mais rápido e o mais fácil dos quatro estilos na prática da natação, pois ele aparenta uma caminhada. A metodologia para o ensino do nado crawl inicia com a oscilação das pernas e dos pés, ou seja, a pernada é o que a criança aprende primeiro. O movimento de perna é o principal fundamento no começo da aprendizagem dos nados, pois tem como finalidade de estabilizar o corpo na água e para que a criança aprenda o movimento correto ela inicia o movimento como se estivesse pedalando, pois não tem muita força para bater as pernas no início da aprendizagem, então este movimento de pedalar na água é que vai proporcionar a criança a ter um deslocamento no ambiente líquido no começo do ensinamento. O nado costas é semelhante ao nado crawl, à diferença é que nesse estilode nado o aluno fica em decúbito dorsal (flutuando de costa), uma das características deste estilo de nado é que o corpo está praticamente na horizontal com o plano da água e a posição do quadril estará voltada ligeiramente para baixo, o quadril ficando deste modo não deixa que a coxa saia da superfície da água quando fizer o movimento da pernada para cima. Quando estiver orientando a criança deve-se lembrar de que a posição posterior da cabeça precisa repousar na água e o nível d’água, no entanto, necessita passar em um ponto abaixo das orelhas, o queixo permanece levemente afundado e os olhos direcionados para cima e para trás. Na faixa etária de três a seis anos não se trabalha com o nado peito em seu modo completo, já que a execução do mesmo é muito complexa para esta idade, no entanto, a criança consegue fazer a pernada que nesta fase é mais conhecida como perna do sapinho ou a perna da rã. No começo todas as crianças terão algum tipo de dificuldade na hora de executar o movimento, entretanto, algumas pegaram o jeito mais fácil para fazer a realização e outras ainda apresentarão dificuldades, contudo o professor ensinando a pernada por meio de brincadeiras o aluno terá condições de assimilar a batida da perna mais rápido. O professor, no entanto, coloca a criança em decúbito ventral (barriga para baixo), apoiada na borda da piscina e movimenta seus pés fazendo com que este movimento aconteça em diagonal, deixando seus pés que palmateiam para fora, para baixo e para dentro e para trás, lembrando que a sola dos pés são as superfícies propulsivas que tem a função de deslocar a água para trás. O nado borboleta, também nesta faixa etária de três a seis anos não se trabalha em seu modo completo, por que a execução do mesmo é muito complexa para esta idade, contudo o professor consegue trabalhar a pernada, que a criança conhece NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 126 mais como a perna da seria ou perna do golfinho e algumas ainda conhecem como a perna da minhoquinha. Porém existem crianças que apresenta dificuldades de fazer a ondulação mesmo sendo realizada de forma lúdica. A braçada aqui não é trabalhada visto que são muito complicada a suas fases e a criança terá bastante dificuldade ao fazer o movimento. Para a criança de três a cinco anos será mais desenvolvida as atividades do movimento corporal aquático, onde ela aprenderá já os mergulhos em deslocamento e iniciará as vivências das propulsões dorsal e ventral tanto das pernas quanto dos braços e terá início a fase de coordenação, no começo esta coordenação será toda desajeitada com as crianças se movimentando como “minhocas” na água, pois não tem ainda um equilíbrio perfeito do corpo no meio líquido. Onde o professor acrescentará, além do mergulho em deslocamento e propulsões também irá começar a fazer alguns saltos em diferentes trajetórias e jeitos variados de se saltar da borda da piscina. Enquanto que as crianças de cinco a sete anos já estão no auge do seu desenvolvimento motor e será preciso então ensinar os nados crawl, costa e peito, os quais serão aprendidos por meio das brincadeiras, deste modo à criança aprenderá mais rápido e sentira o prazer de nadar sem que seja utilizada uma técnica perfeita, por isso que no começo a aprendizagem será de forma simples e um pouco rústica para a criança. No entanto, compreendemos que a criança por ter características individuais tem seu próprio tempo para aprender a nadar e não importa qual foi o motivo que levou essa criança a praticar natação, isso só trará benefícios para o desenvolvimento das mesmas. O professor, pelas técnicas de aprendizagem que dominam e principalmente pela segurança que transmite, passa a ser uma forte referência a criança. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 127 CAPÍTULO 6 ORGANIZAÇÃO DE PROGRAMAS DE NATAÇÃO • Definições de objetivos da natação; • Elaboração de plano de ensino de natação • Elaboração de plano de aula de natação • Organização da periodização de acordo com os objetivos da natação. ISSO ACONTECE NA PRÁTICA Os objetivos e ações da aula devem ser planejados e executados pelo professor de Educação Física. PLANO DE AULA INICIAÇÃO A NATAÇÃO FASE - INICIAÇÃO DA NATAÇÃO. Iniciação ao nado Crawl Faixa etária: de 7 a 8 anos; Duração da aula: 50 minutos; Quantidade de aula por semana: 2 vezes; Local: academia, recinto fechado e coberto, ou na escola que houver piscina; Objetivo Geral: coordenação perna/braço com início a respiração frontal. PARTE INICIAL – Aquecimento - 5 minutos. Correndo em volta da piscina de forma organizada ao sinal do prof. através do apito todos deverão pular na água e sair rapidamente voltando a correr novamente (repetir várias vezes). Andando ao sinal do professor todos se agacham e saltarão com os braços estendidos para cima (repetir várias vezes conforme achar necessário). NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 128 PARTE PRINCIPAL: - Formação Corporal e Educação do Movimento. Objetivo – Batimento de pernas (com e sem material) - Rotação de braços (com e sem material) - Respiração frontal com material Duração: 30 minutos De forma organizada cada aluno deverá atravessar a piscina de um lado para outro, com batimento de perna com braços estendidos à frente, se houver necessidade realizar respiração frontal. Da mesma forma com auxílio de uma prancha. Obs.: Realizar várias vezes conforme a necessidade e o desempenho de cada aluno. Com os braços estendidos à frente os alunos realizaram a rotação dos braços, acompanhando com batimento de pernas de um lado para o outro da piscina, indo com o braço direito, voltando com o esquerdo. Da mesma forma com os braços alternados (ora um/ora o outro). Repetir o mesmo processo com auxílio da prancha. PARTE FINAL: volta a calma e recreação Jogos de corrida. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Disponível em: https://www.gtswim.com.br/planejamento-do-treinamento-da- natacao-para-nao-atletas/ Por Guilherme Tucher – www.guilhermetucher.com.br Em muitos clubes de natação nós temos aquele padrão de aula de 60 minutos com frequência de três encontros semanais. Muitas vezes, apesar dos alunos não serem atletas, participam de eventos que são considerados competições. Assim, a gente precisa preparar esse aluno para a “competição”. Ele precisa de um treino planejado. A gente precisa elevar a sua forma esportiva para ele alcançar um determinado objetivo numa determinada época. Essa competição pode ser uma travessia ou um evento qualquer. Deve ser um momento no qual o aluno e o professor consideram que se deve manifestar uma forma esportiva elevada. http://www.guilhermetucher.com.br/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 129 A gente pode pegar dessa data de competição para trás e determinar quando começará o treinamento. Os objetivos do aluno dependem de quem ele é. O objetivo de alguém pode ser melhorar a condição esportiva ou mesmo começar um programa de treinamento para deixa de ser sedentário. Nesse caso, você treinará para alcançar as recomendações mínimas de prática de atividade física por semana. Você vai planejar o tempo de treino da natação, o tempo do treino da força muscular. Tudo visando alcançar essa recomendação mínima de atividade física semanal. Por outro lado, apesar do meu aluno não ser um atleta, ele gosta de participar do Rei e Rainha do Mar, ou fazer uma travessia, de viajar em um feriado ou final de semana. E nessa competição o aluno quer manifestar essa forma esportiva. Assim, eu vou planejar essa temporada para que nesse momento o aluno tenha uma elevação da forma esportiva. Para o atleta de competição, ou atleta profissional (se é que a gente pode utilizar esse termo), a preocupação passa a ser ainda maior porque a vitória ou a derrota naquela competição pode valer a vida esportiva dele. Nesse caso, então, o controle da carga de treinamento e darecuperação tem que ser muito mais preciso e muito mais frequentes. Isso é importante para que o sucesso aconteça de forma plena na competição. Entretanto, eu posso ter um atleta amador que quer melhorar a condição esportiva dele, mas as vezes a sua satisfação é de conseguir terminar o Rei e Rainha do Mar – entende? Tem a distância de 3 km, ele nunca nadou essa distância no mar e esse é o seu desafio. Nesse caso, o meu aluno não tem necessariamente um objetivo de tempo ou de medalha. O objetivo é conseguir nadar os 3 km sem parar. Ele quer terminar os 3 km e se sentir bem – mesmo que tenha terminado em último. O mais importante é que ele treinou, treinou de forma organizada o seu condicionamento foi feito com qualidade para que ele alcançasse os seus objetivos. ANOTE ISSO O professor de Educação Física pode se organizar de várias maneiras, o que não pode é não se organizar para as aulas. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 130 Emanuelle Mendes Fialho. A INICIAÇÃO DA NATAÇÃO: do desenvolvimento motor da criança a uma proposta de aplicação Belo Horizonte Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG 2013. A iniciação esportiva da natação pode ser dividida em nove fases direcionam a iniciação ao esporte respeitando e acompanhando a evolução ontogenética de forma a evitar a especialização precoce. Sabe-se que essas fases são direcionadas aos esportes coletivos em geral. No entanto, ao se pensar no ensino da natação, não é preciso desprezar as nove fases; pelo contrário, pode-se fazer uma adaptação, a fim de direcioná-las para atender a modalidade natação. Fase pré-escolar Para a natação, essa fase tem início a partir dos seis meses de vida aos seis anos. É a fase em que o professor deve estimular ao máximo o sistema motor da criança, possibilitar diversas vivências e experiências motoras sem exigências específicas, permitindo que a criança explore o universo ao seu redor, a fim de que construam e ampliem o seu repertório motor. Como frequência aconselhável, podem se sugerir duas a três vezes por semana. Fase universal De seis aos 12 anos, quando o objetivo é desenvolver as capacidades motoras e coordenativas em geral de forma lúdica e dinâmica com o intuito didático pedagógico. É importante respeitar o estágio maturacional em que a criança se encontra, aumentando assim a dificuldade e a complexidade das atividades de forma gradativa. Logo, é considerada a maior e mais rica das fases do processo de formação esportiva, na qual consolida uma base motora para a prática esportiva. A frequência não deve ultrapassar três vezes por semana. Fase de orientação De 12 aos 14 anos, fase em que se introduz a técnica de forma global. Na orientação, pode-se observar a automatização dos movimentos, e o início do aperfeiçoamento da técnica. O treino começa a ter maior especificidade, tendo o elemento lúdico como ferramenta de auxílio. O conteúdo teórico também é valorizado, contextualizando ainda mais a modalidade esportiva. As aulas continuam sendo três vezes por semana, porém com uma carga horária maior de 60 a 90 minutos por treino. Fase de direção De 14 a 16 anos, quando o nível de exigência começa a aumentar, o aperfeiçoamento da técnica se dá de forma mais incisiva e tem-se início a sua especialização. Considera-se importante que o aluno participe de outras atividades esportivas, com diferentes aplicações, respeitando o princípio da variabilidade de prática possibilitando ao aluno relacionar suas diversas experiências e evitando a NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 131 especialização precoce em uma única atividade. Ao fim desta fase, o aluno deverá se encontrar com um amplo repertório motor, preparado para realizar as demandas do esporte que ele mesmo escolher. A frequência ainda permanece três vezes por semana podendo aumentar uma sessão caso não atrapalhe as outras atividades extracurriculares. Fase de especialização De 16 aos 18 anos, seguindo a sequência evolutiva e respeitando sempre o desenvolvimento em que se encontra o indivíduo. Esta é a fase das oportunidades de forma geral em que a especialização se concretiza, iniciando-se a busca da perfeição e de melhores resultados técnicos para o rendimento esportivo. O que determinará o sucesso e a participação do aluno na modalidade envolverá não só fatores internos (desempenho), mas também externos (disponibilidade de tempo, por exemplo). Com o aperfeiçoamento da natação, passa-se a exigir maior consciência corporal e maior domínio emocional nas situações de definição como, por exemplo, saídas, viradas e chegadas. A frequência também permanece três vezes por semana, podendo aumentar mais uma sessão com carga horária de 90 a 120 minutos por treino. Fase de aproximação/integração Dos 18 aos 21 anos. É nesta fase que a carreira esportiva deve ser valorizada. Este é o momento ideal para se profissionalizar no esporte. Pois, nesta faixa etária a maturação biológica provavelmente irá se encerrar. Os traços de personalidade também já estão formados, assim como as bases psicológicas. No entanto, é preciso estar atento às propostas aplicadas nesta fase para que os grandes talentos se tornem sucessos efetivos. Todo o trabalho desenvolvido nesta fase está diretamente associado com a fase seguinte. Fase de alto nível Esta fase tem base através do trabalho realizado nas fases anteriores. É preciso estar atento ao controle necessário do volume, das cargas, da intensidade e da densidade dos treinos que tendem a aumentar. A meta é a melhora constante na execução, no rendimento, nas potencialidades físicas e também nos aspectos das estruturas cognitivas. Fase de recuperação/readaptação O foco principal deixa de ser o rendimento e passa a ser a readaptação do ex-atleta. O esporte é pensado enquanto ferramenta para a saúde em geral. Considerando as necessidades e as capacidades do praticante, devem-se elaborar propostas individualizadas às necessidades do aluno, respeitando suas limitações e buscando atender os seus interesses. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 132 Fase de recreação e saúde Esta é a fase da manutenção fisiológica em que os indivíduos praticam as atividades físicas devido a vários motivos incluindo prazer, estética, saúde e reabilitação. A partir da organização de métodos e conteúdos em respectivas fases e faixas etárias, a elaboração dos planos de aulas se torna algo fundamentado e de simples execução. A Iniciação Esportiva deve ser valorizada enquanto base formadora da estrutura básica através da qual a criança irá receber os estímulos de forma gradativa, até o momento em que está preparada para encarar o âmbito esportivo de forma saudável e positiva. ISSO ACONTECE NA PRÁTICA Aprenda a elaborar planos de ação para a natação. Para a aprendizagem da natação é necessário primeiramente a adaptação ao meio líquido, uma das fases mais importantes no aprendizado. Nesta fase busca-se permitir através de estímulos variados que o aluno descubra as possibilidades de movimento do corpo na água, explore e conheça seus limites e encontre prazer na prática da natação. Para facilitar o aprendizado, o professor deve proporcionar ao aluno um ambiente favorável e seguro. Os Professores devem ter consciência que o primeiro contato com a piscina exige do aluno uma mudança de ambiente, o que pode trazer certo receio ao iniciante, por isso recomenda-se inicialmente o ensino através de atividades lúdicas e básicas de locomoção no meio aquático. O processo de ensino-aprendizagem deve seguir uma linha de raciocínio, iniciando com exercícios de confiança, flutuação, impulsão, respiração geral, propulsão de membros inferiores, propulsão de membros superiores, coordenação de membros superiores e inferiores, respiração lateral e frontal e finalmente o nado completo. As habilidades aquáticas básicas são a respiração, a flutuação,a propulsão e o mergulho elementar. O controle da respiração é diferente do ambiente terrestre onde inspiramos e expiramos o ar pelo nariz, no meio aquático a inspiração deve ser feita pela boca e a expiração pode ser pelo nariz, pela boca ou por ambos ao mesmo tempo. A flutuação que depende da densidade do corpo imerso, tudo que tem densidade menor que a densidade da água flutua e a densidade maior afunda, a flutuação pode NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 133 ser facilitada aumentando a área de contato do corpo com a água, afastando braços e pernas, e manter o oxigênio nos pulmões e relaxar a musculatura também auxilia. A flutuação está ligada ao relaxamento corporal que depende da confiança em si e conhecimento do meio líquido. A propulsão advinda da movimentação de membros superiores e inferiores faz os alunos perceberem as diferentes forças exercidas no meio aquático que interferem na propulsão, o atrito, a resistência frontal e a esteira. Outra forma de conseguir propulsão é através do impulso na borda da piscina. O mergulho elementar consiste nas diversas formas de entrar na água. O processo de ensino-aprendizado deve iniciar com uma meta que deve ser alterada gradativamente à medida que ocorre melhora do aluno. Professores devem compreender que cada aluno tem suas particularidades, que possuem diferentes experiências motoras, diferentes níveis de motivação e ritmo de aprendizagem. Por isso o feedback e avaliações individuais são de extrema importância. Neste apartado estudamos a origem e evolução dos quatro estilos de nado com os que se compete na atualidade; dita evolução dos estilos provém essencialmente da busca da melhora da velocidade. O Crawl O estilo crawl, na atualidade, pode-se definir como: deslocamento humano na água caracterizado por uma posição ventral do corpo e movimento alternativo e coordenado das extremidades superiores e inferiores, sendo o movimento das primeiras uma circundução completa e o das segundas um batido, com uma rotação da cabeça, coordenada com os membros superiores para realizar a inspiração. Uma vez que definimos o estilo crawl tal e como se desenvolve na atualidade, estudamos como se chega a ele. A primeira forma de nado rudimentar da qual se pode dizer que nasce o crawl, é o “English side stroke”, que nasce em Inglaterra em 1840, e se caracteriza por nadar sobre o custado com uma ação alternativa de membro superior, mas sempre subaquática, enquanto os membros inferiores realizam um movimento de tijera. Somente dez anos depois apareceu o “Single over” ou “Over singelo”, o qual consiste no nado sobre o custado, mas com uma recuperação aérea dos membros superiores, dito estilo é nadado pela primeira vez pelo australiano WALLIS. Posteriormente aparece o “Trudgen” (sobrenome do primeiro nadador que o utiliza), que é “importado” a Europa por dito nadador inglês ao observar-se realizar a indígenas sulamericanos. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 134 NOTÍCIAS DO ASSUNTO Natação – 4 dicas para um bom planejamento pedagógico POR PLINIO ROCHA | 6 DE FEVEREIRO DE 2019 Disponível em: : https://www.metodologiagb.com.br/planejamento-natacao-aula/ A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO Todo pai e toda mãe, quando procura uma escola para seu filho, procura um local em que se priorize o aprendizado e o desenvolvimento. Dentre as diferentes linhas pedagógicas, o processo deve ser respeitado e cumprido. Para que a escola cumpra seu processo em educar. Alguém imagina isso sem planejamento? COMO UM BOM PLANEJAMENTO INTERFERE NA EDUCAÇÃO POR MEIO DA NATAÇÃO? Um bom planejamento é aquele que você consegue colocar em prática dentro de suas condições, que sua equipe consegue assimilar e, principalmente, se comprometer. Além disso, que te permite mensurar com indicadores ao longo do processo e rentabilizar um senso de progresso. OS DESAFIOS DO PLANEJAMENTO AQUÁTICO: Na Educação Física, assim como na natação, o planejamento não é menos importante. Parece óbvio, mas a maioria de quem nos procura a fim de obter ajuda com o seu negócio, se depara com problemas nessa área. https://escoladainteligencia.com.br/planejamento-pedagogico-voce-sabe-qual-importancia-dele/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 135 Quais problemas são esses? É muito comum encontrarmos academias ou clubes que tem dificuldades na hora de executar um bom planejamento com ações na sua piscina e fazer um acompanhamento pedagógico dos alunos. Nos deparamos com muita criatividade, vontade dos professores e vasto conhecimento técnico, mas um ponto falho: FALTA DE CONSISTÊNCIA no ensino e, principalmente, no acompanhamento dos alunos durante o processo. Algumas situações contribuem para esse cenário: falta de tempo para fazer um planejamento eficaz, dificuldade na hora do investimento, organização das aulas, treinamento dos profissionais e etc. 4 PONTOS QUE PODEM TE AJUDAR A PLANEJAR E APLICAR AULAS DE QUALIDADE: 1. Seguir uma linha de raciocínio macro – Como você vai viabilizar o aprendizado por meio das aulas de natação, organizar suas crianças e garantir que elas assimilem os conteúdos que você elegeu para que ela progrida? Qual fases vamos seguir? Esse alinhamento é fundamental com sua equipe técnica 2. Após adotar e firmar pilares com a equipe, é hora traçar as estratégias e fazer um planejamento para garantir uma aula de qualidade. Como será a estrutura de cada aula? Lúdicas? Técnicas? 3. Já pensou em materiais auxiliares? Tenha materiais adequados para dar sequência ao seu programa de aulas. Tem material suficiente? Plataformas adequadas? Área lúdica para lidar com crianças? Pontos importantes a serem observados. 4. Capacite seus professores CONSTANTEMENTE. Sabemos que quanto mais conhecimento mais qualidade teremos em nossas aulas. Pode ser treinamento interno, cursos a distância, congressos que acontecem ao longo do ano e/ou ler livros específicos da área. A Metodologia Gustavo Borges organiza os objetivos macros em micros, até chegar na borda da piscina. Pois todo trabalho começa com a divisão de todos os alunos em níveis pedagógicos de acordo com idade e habilidade. Para cada nível, produzimos e enviamos aos nossos clientes um calendário estruturado, aula a aula, com objetivos pedagógicos e sugestões de aplicações em aulas. Cada nível tem um objetivo macro, e cada semana um objetivo pontual. Estes pontos são fundamentais e um primeiro passo para um planejamento de qualidade. Aliados a uma boa gestão e uma boa comunicação com os pais podemos evoluir muito nosso trabalho dentro de nossas unidades de negócio https://www.academiagb.com.br/ https://www.metodologiagb.com.br/plano-de-aula-academia/ https://www.metodologiagb.com.br/plano-de-aula-academia/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 136 ANOTE ISSO O ensino da natação deve ser gradual e o professor de Educação Física precisa respeitar o processo de desenvolvimento do aluno. ADAPTAÇÃO AO MEIO LÍQUIDO: UMA PROPOSTA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA PARA AULAS DE NATAÇÃO Gabriela Rebelo da Silva1 , Elinai dos Santos Freitas Schutz2 e Ruan Carlos dos Santos3, 4 1SED-SC/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina, 2UNISUL – Universidade do Sul de Santa Catarina, 3 FAEL – Faculdade Educacional da Lapa, 4UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí Antes de o indivíduo começar a aprender os quatro nados é preciso que ele esteja bem adaptado com o meio líquido, reconhecendo seus possíveis movimentos dentro deste ambiente, fazendo isto de forma prazerosa e motivadora. A partir do momento que o indivíduo assimila todos esses passos, estando seguro de si e sem receios, ele está apto para iniciar a nadar e se aprimorar na natação. Assim, é através da adaptação ao meio líquido o aluno adquire segurança e experiência para dar continuidade à próxima etapa: o ensino dos nados na natação. A partir destasconsiderações, indagou-se: Qual a importância atribuída por professores à fase de adaptação ao meio líquido nas aulas de natação? A adaptação ao meio líquido é “o processo que envolve a iniciação à natação, recorrendo ao domínio do corpo na água” . É uma fase de descoberta, ou seja, uma aproximação ao novo meio. É nesse período que o aprendiz explora o meio líquido buscando segurança, autonomia e também uma relação afetiva com o ambiente em que está se inserindo. De uma boa adaptação ao meio líquido que podemos perceber no indivíduo a capacidade de adquirir: Maior autonomia na água; maior facilidade nos deslocamentos; menor resistência ao entrar na água (menor medo); familiarização com os materiais e com os métodos utilizados durante as atividades; maior interação entre alunos - professores. Quando a adaptação é realizada de forma bem sucedida, atuando com a atenção, descontração, segurança e experiência do professor, faz com que o aluno adquira confiança, quebrando assim as barreiras do medo e da insegurança; então ele começa a se soltar e desfrutar do prazer que a água proporciona. O Fórum Internacional de Qualidade de Vida e Saúde - Curitiba, 15 de junho de 2019 aponta que já nesta fase pode-se observar alguns benefícios como o de fortalecer a NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 137 musculatura, melhorar a capacidade cardíaca, ativar e melhorar da mobilidade articular; e um sono mais tranquilo, reforçar o apetite, desenvolver a estabilidade emocional e a autoconfiança, proporcionar sociabilização. A atividade na água traz segurança, recreação, mais independência, mais espontaneidade, melhoria do reflexo (resposta a estímulos), profilaxia contra resfriados, mais confiança nos relacionamentos, desenvolvimento físico e psíquico, objetivando formar cidadãos saudáveis e hábeis mentalmente. Os requisitos básicos que o indivíduo deve ter ao iniciar a natação é o conhecimento do ambiente que irá frequentar e os critérios estabelecidos pelo mesmo; facilitando assim a sua adaptação ao meio líquido e perda de inibição e receio. O segundo passo é a segurança e confiança que o professor deve proporcionar ao iniciante, para que ele possa se sentir mais seguro e assim prosseguir no processo de ensino dos nados, que começa sempre pelo trabalho de respiração adequada à natação, a seguir flutuar, deslizar e por último, mergulhar. Nota-se a necessidade de uma adaptação ao meio líquido na natação, de uma forma lenta e gradual, de forma que o indivíduo se acostume com este novo meio, e assim tome gosto e em consequência, receberá a sequência do ensino da natação. LEITURA COMPLEMENTAR Emanuelle Mendes Fialho A INICIAÇÃO DA NATAÇÃO: do desenvolvimento motor da criança a uma proposta de aplicação Belo Horizonte Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG 2013. Um bom atleta é fruto de uma formação adequada e ampla experiência motora estimulada desde a infância. Ao ingressar em qualquer modalidade esportiva se faz necessário um período de adaptação e preparação. A Iniciação Esportiva é compreendida como o período em que a modalidade esportiva é introduzida e as técnicas esportivas devem seguir estágios com movimentos simplificados e sequências pedagógicas de introdução. A técnica deve ser inicialmente posta de lado e a ênfase deve ser na formação de uma base motora, objetivando o desenvolvimento de habilidades básicas, a fim de preparar a criança para o esporte. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 138 O cenário esportivo uma nova proposta, a Iniciação Esportiva Universal, de forma dinâmica e estruturada. Essa proposta é voltada para a iniciação em geral nos esportes coletivos. Embora a natação seja um esporte individual, acredita-se que é possível adaptar os princípios básicos da proposta da Iniciação Esportiva em geral, direcionando- os para o ensino da natação infantil. Os princípios da proposta, que podem ser adotados para o ensino na iniciação da natação, são: Em relação às metas: • Objetivos a curto, médio e longo prazo; • Baseia-se na inter-relação professor/aluno e alunos/alunos; • Pretende o desenvolvimento das capacidades coordenativas que servem de base para o posterior domínio de técnicas; • Constrói-se em base a constituição do potencial do indivíduo; • Oferece a possibilidade de compartilhar decisões com os outros; • A conscientização passa pela contextualização político-social, que deve ser desenvolvida à medida que as capacidades de elaboração do pensamento crítico estejam aptas para tal; • Não há ação sem esquema, não há esquema sem conceito, não há conceito sem contextualização. Em relação aos meios: • Fundamenta-se na integração entre as ciências biológicas e pedagógicas; apoia-se nos resultados de pesquisas nas áreas da aprendizagem motora, do treinamento técnico, da psicologia geral (principalmente da pesquisa em aprendizagem formal e incidental) e da psicologia do esporte, dos modernos métodos de ensino e das formas de aprendizagem; • Encaminha-se a especialização após uma forte generalização. A etapa de Iniciação Esportiva é um período que abrange desde o momento em que as crianças iniciam-se nos esportes até a decisão por praticarem uma modalidade As crianças devem ter o máximo de experiências que sejam consideráveis em diversos esportes, objetivando proporcionar vivências que envolvam uma extensa gama de movimentos variados englobando atividades que estimulem a aquisição da coordenação motora e das habilidades básicas do ser humano (andar, correr, saltar, lançar...). Busca- se estimular o desenvolvimento motor e cognitivo e ampliar as interações da criança com os objetos e com as outras crianças até estarem aptas para escolher o esporte NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 139 com o qual mais se identificam. A aprendizagem tem ênfase através de jogos, que torna o cenário das aulas de educação física mais lúdico. As propostas apresentadas auxiliam na prevenção contra aulas direcionadas, exclusivamente, para a prática esportiva similar ao modelo adulto, bem como evitam a iniciação precoce no alto rendimento. Além disso, os autores são contrários aos grupos que, por falta de conhecimentos específicos na área, tendem a criticar ou negar a prática esportiva. Como consequência, desestimulam os alunos para a sua prática, aplicando conteúdos didáticos de forma negativa e reproduzindo modelos mal direcionados, resultando no abandono do esporte. O ensino, aprendizagem e treinamento deve ser administrado conforme a idade e o nível de experiência motora. A ação do processo de ensino e aprendizagem do treinamento deveria ser voluntária, não atropelando outros possíveis interesses. A Iniciação Esportiva, portanto, seja no âmbito dos esportes coletivos ou de esportes individuais, deve ser aplicada de forma abrangente, considerando a fase em que o iniciante se encontra, valorizando e incluindo o aluno de forma em que este se torne membro ativo no processo de ensino aprendizagem. Sendo assim, as aulas devem ser pensadas e realizadas no modelo aberto no qual o aluno está no centro do processo. Caso contrário, a Iniciação Esportiva pode se transformar em iniciação precoce da criança no esporte contrariando os princípios da Iniciação Esportiva. Quanto a isso, a Iniciação Esportiva refere-se ao momento do primeiro contato da criança com a prática sistemática de alguma modalidade esportiva. A especialização esportiva, por sua vez, refere-se à escolha de uma determinada modalidade em que a criança pretende se especializar, no momento adequado, mas muito frequentemente acontece de forma precoce. Essa iniciação precoce tem a origem em uma visão estreita, voltada diretamente para o esporte-rendimento. Pensando assim, os planejamentos de aula tendem a caminhar para a formação de atletas, trabalhando na perspectiva da competição e do melhor rendimento.Entende-se que quanto mais cedo a criança vivenciar experiências similares às das provas de alto rendimento mais rápido e melhores atletas se formarão. O resultado da iniciação precoce pode se manifestar de diversas formas, atingindo variados sistemas, como fisiológico, neuromuscular, psicossocial, cognitivo e moral. Em geral, a iniciação precoce pode comprometer severamente o desenvolvimento da criança desde a estrutura corporal até a possibilidade de lesões agudas e crônicas. Além disso, a precocidade é, em sua maioria, responsável pela desmotivação e a queda NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 140 da autoestima provocando rejeições e o abandono da atividade pelas crianças. Quanto à imposição de regras complexas e no entendimento dos objetivos, a precocidade pode prejudicar os conceitos de cooperação, competição e participação, de forma a pressionar um sistema que ainda não está apto para responder adequadamente, levando a criança a passar por etapas de stress, o que pode influenciar nas atitudes da mesma se tornando mais agressiva ou retraída. Os primeiros contatos devem ser selecionados de forma cuidadosa. Os autores citam o futebol e a natação como práticas positivas. Mesmo sendo esportes de caráter distintos, acredita-se que os princípios da iniciação possam ser aplicados, tanto no futebol que é um esporte coletivo, como na natação que é um esporte individual. Sendo assim, no período de iniciação aos esportes se faz necessário atentar para o nível de desenvolvimento e a fase em que a criança se encontra. É importante que se respeitem os estágios de maturação e de desenvolvimento motor da criança para a elaboração das aulas. A iniciação esportiva e a natação Para melhor desenvolvimento motor e cognitivo das crianças, os conteúdos propostos pelo educador devem distanciar-se da transmissão da técnica, ou de movimentos estereotipados, e aproximar-se de propostas que possibilitem novas descobertas. Isso garantirá que as crianças encontrem o porquê do que fazem e então lhe atribuam a devida importância e, a partir disso, passem a priorizá-lo em suas manifestações. As crianças, de modo geral, demonstram, de forma regular, uma necessidade intrínseca de atividades motoras vigorosas em diversos contextos da sua vida diária em dinâmicas formais e informais. As atividades posturais, locomotoras e manipulativas, são decisivas em todo o processo de desenvolvimento e aprendizagem de habilidades motoras e capacidades físicas, seguindo um aperfeiçoamento progressivo em termos quantitativos e qualitativos. Infelizmente, sabe-se que, tradicionalmente, o ensino da natação ainda é pautado na orientação técnica de modo a contemplar os quatro estilos de nado. Etapas do desenvolvimento desse processo por vezes não são respeitadas passando a ser encaradas como erros. A preocupação da abordagem esportiva é eliminar os erros de execução. O erro aqui é entendido como padrões rudimentares que compõem o desenvolvimento do nadar. Esses padrões são individuais e precisam ser respeitados para que ocorra uma evolução ao longo do processo. Existe uma contradição no que as academias e os alunos possuem como o objetivo. A maioria das instituições parece visar o ensino e NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 141 treinamento da natação, enquanto as crianças inicialmente parecem buscar nas aulas uma atividade recreativa, visualizando muito mais o caráter lúdico do que esportivo. A autora faz um paralelo ao dizer que “assim, mesmo com a abundante procura de alunos pela prática de natação, o fluxo de adesão e de desistência ainda é muito elevado” . A falta de consenso entre os objetivos dos programas de ensino na natação infantil com o que os alunos realmente esperam das aulas e com o que eles estão aptos a assimilar talvez seja uma das causas de tanta desistência. Quando o aluno não tem liberdade de experimentar novos movimentos e testar as possibilidades que o meio líquido oferece, se sentirá desmotivado e desinteressado nas aulas de natação. Consequentemente, não haverá melhoria da técnica e a aula passará a ser mera reprodução de movimentos. Iniciar cedo no esporte não deveria significar um erro, porém as formas de abordagem nessa iniciação, quando mal direcionadas e pensadas somente no rendimento, aumentam a pressão de forma geral sobre a criança que ainda não está preparada. Deste modo, a iniciação precoce se torna vilã no contexto esportivo. Ao se pesquisar a iniciação da natação, não é difícil se deparar com diversas contradições. A natação por faixa etária é concebida por um dos primeiros esportes a comprovar que as crianças podiam treinar com intensidades parecidas com a de um adulto. O autor cita que, aproximadamente aos sete e oito anos, estima-se que as crianças devam treinar de três a cinco vezes por semana. Aos nove e dez anos, a metragem e o tempo de treinamento deve ser aumentado, entre cinco e sete horas por semana. O treinamento só apresentará compromisso quando a criança atinge a faixa etária dos doze anos, momento em que passa para sete a dez horas por semana. Durante o processo de crescimento, ocorrem mudanças significativas na criança, sendo que essas mudanças deverão ser respeitadas na elaboração do programa de natação. Contraditoriamente, o autor recomenda que as crianças treinem, mas que o treino não exceda e não as impeça de ter novas experiências em outras atividades de caráter lúdico no dia a dia. Além disso, o autor complementa que esse treinamento deve ser apenas uma das atividades agradáveis das quais as crianças participem. Após esta citação, e sabendo que o ensino da natação ainda é pautado na técnica e na reprodução exacerbada de movimentos, vale refletir se um treinamento de cinco a sete horas por semana, para crianças entre nove a dez anos, pode ser considerado um treino lúdico e agradável? Em resposta, as atuais pesquisas que tratam de iniciação NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 142 apontam para uma nova abordagem na qual o aluno é a referência principal para a construção dos 26 planos de ensino. O movimento corporal de uma criança é parte do trabalho do profissional da educação física. Tornar esse movimento um gesto técnico que deverá seguir um padrão pré- estabelecido, provoca uma série de ações pedagógicas que podem desagradar os alunos e tornar a atividade desmotivadora. Outro aspecto muito importante desse processo é não sobrecarregar demasiadamente o aluno dos sete aos onze anos, pois tal ação acarretaria no afastamento do mesmo, podendo ocasionar uma evasão significativa de novos talentos do esporte. O volume de treino, as cargas, a intensidade e a densidade devem ser aplicados respeitando as características individuais de cada aluno, assim como a faixa etária em que se encontra e as habilidades motoras que possui. Para cada fase, deve haver um determinado conteúdo direcionado a modalidade esportiva, porém de forma a preservar a criança dos possíveis excessos e de uma esportivização precoce. ANOTE ISSO Quando o professor de Educação Física pula etapas do processo de ensino, aprendizagem e treinamento, a chance de cometer erros é muito maior. NOTÍCIAS DO ASSUNTO PROPOSTA METODOLÓGICA DE ENSINO NA ADAPTAÇÃO AO MEIO AQUÁTICO Methodological Proposal in Teaching Aquatic Readiness Ana Cabrita Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal ana-underwater@hotmail.com Andreia Ferrum Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal Carolina Matos Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal carol.matos98@gmail.com Dmytriy Martynenko Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal 1dimo4ka11@gmail.com Rafael Melo Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal rafa199833@hotmail.com Ana Conceição Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal anaconceicao@ esdrm.ipsantarem.pt Hugo Louro Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal hlouro@esdrm.ipsantarem.ptMarta Martins Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal martamartins@esdrm.ipsantarem.pt RESUMO Rev UIIPS. 2017; 5(2): 163- 170. 164 NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 143 Disponível em: file:///D:/2022/FAculdade%20Cat%C3%B3lica/14517-Texto%20do%20 Trabalho-45059-1-10-20180522.pdf A adaptação ao meio aquático compreende a aquisição de habilidades aquáticas fundamentais, atitudes e aprendizagens, descendendo à aquisição de habilidades aquáticas mais avançadas, como as técnicas de nado e segurança no meio aquático. Esta proposta metodológica visa permitir aos alunos observarem o seu corpo dentro de água através de um espelho, que se encontra no fundo da piscina. Para uma melhor observação e tendo em conta, que as nossas primeiras aprendizagens são feitas através da imitação e observação dos nossos familiares, grupo e semelhantes, a utilização de materiais que possam refletir a própria imagem é um meio extremamente pertinente. Assim, esta proposta vai ajudar não só o aluno no seu processo de aprendizagem, como também o professor nas correções a fazer e inovação da sua metodologia de trabalho. O aluno ao visualizar a sua imagem, tem tendência a melhorá-la e assim a desenvolver as técnicas de natação. A adaptação ao meio aquático (AMA) tem cada vez mais a necessidade de inovação, quer nas tarefas realizadas, quer nos materiais utilizados. As atividades com um caráter lúdico são cada vez mais procuradas por técnicos de natação, de forma a que os seus alunos se mantenham interessados e focados nas tarefas realizadas. Em AMA persiste sempre a dificuldade por parte dos alunos em perceber qual a posição que o seu corpo assume no meio aquático e as sensações que o envolvem. Esta proposta metodológica visa a utilização de espelhos para dar uma nova perceção ao aluno, fazendo com que este consiga ver como o seu corpo se encontra na água e ajustá-lo. Assim sendo, esta proposta assenta na colocação de superfícies refletoras: espelhos ou material semelhante, colocadas no fundo de uma piscina. Com esta proposta, pretende-se que sejam realizadas aulas de Adaptação ao Meio Aquático (AMA) com a adição destas estruturas. Os espelhos devem ser incorporados nos diversos exercícios prescritos de forma a desenvolverem as diferentes capacidades e destrezas dos pequenos aprendizes, sobretudo no que diz respeito aos processos de obtenção de diversas habilidades aquáticas para a posterior prática da Natação numa perspetiva utilitária e desportiva: a respiração, a flutuação e a propulsão Adaptação ao meio aquático compreende a aquisição de habilidades aquáticas fundamentais, atitudes e aprendizagens, descendendo à aquisição de habilidades aquáticas mais avançadas, como as técnicas de nado e segurança no meio aquático. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 144 A proposta de ensino que apresentamos tem como intenção a observação da execução e posição corporal do aluno durante a prática do exercício através de um espelho. Assim, esta proposta, vai ajudar não só o aluno no seu processo de aprendizagem através da observação do seu próprio corpo, como também o professor nas correções a fazer e inovação da sua metodologia de trabalho, conseguindo observar partes do corpo que sem o espelho não conseguiria ver. Para a realização desta atividade, são necessários alguns materiais menos comumente utilizados em piscinas, tais como películas de espelho. Estas películas serão fixadas no fundo da piscina e terão a dimensão de 6mx3m. Rev UIIPS. 2017; 5(2): 163-170. 167 Assim, existem vários exercícios que podem ser realizados neste ambiente (tabela 1). Tabela 1 Apresentação de propostas de exercícios. Exercício Tarefa Objetivos Aquáticos Material “Imitar as figuras” Os alunos imitam as figuras que estão no fundo da piscina colocando-se dentro dos contornos - Equilíbrio - Imersão Para a realização deste exercício é necessário que o espelho contenha o desenho, com um autocolante, do contorno de várias figuras, por exemplo, a estrela e o ovo “Bater pernas com o esparguete” Os alunos realizam batimento de pernas em decúbito ventral com auxílio do esparguete - Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão Esparguete “O superherói” Os alunos empurram o fundo com os pés, e deslizam em equilíbrio horizontal imitando o seu super-herói favorito, até terminar o deslize - Respiração - Equilíbrio - Imersão Sem material necessário. “Passar por dentro do arco” O professor segura no arco e os alunos passam por dentro do mesmo com batimento de pernas em PHF observando a posição do corpo - Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão Arco “A ponte” Os alunos passam por baixo da ponte a fazer bolhas em PHF - Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão 1 esparguete 2 tubos PVC (ou semelhante) “A lagoa” Os alunos devem passar por cima do esparguete (para dentro), tocar no fundo e passar por cima do outro esparguete - Respiração - Equilíbrio - Imersão Esparguetes Fixadores de esparguetes “A boia” Alunos passam por baixo do colchão e devem tocar com a mão no espelho (Variante: tocar com joelho, tocar com rabo, tocar com cotovelo,…) - Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão Material flutuante, por exemplo, um colchão “Contornar os obstáculos” Os alunos devem contornar os objetos para chegar ao tesouro do outro lado da piscina (variante: pode ser realizado em equilíbrio vertical, corrida, batimento pernas ou debaixo de água) - Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão Material fixo no fundo da piscina (ex: tubo PVC enfeitado,…) Boneco (tesouro) NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 145 “O escorrega” O aluno escorrega para a água, apanha um objeto e retorna à parede, observando as bolhas que está a fazer - Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão Escorrega Objetos aquáticos que afundem “O agente secreto” O professor atribui um nome de código a cada um e quando disser o seu nome, o aluno deve mergulhar (a partir da posição de sentado) e tocar com mão no fundo (variantes: tocar com outra parte do corpo o fundo,…) - Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão Sem material necessário. Pretendemos com esta proposta que os alunos inseridos num processo de AMA consigam adquirir uma nova perceção do seu corpo, através da observação do mesmo pelo reflexo do espelho. Rev UIIPS. 2017; 5(2): 163-170. 168 Através da observação do corpo pelo espelho eles conseguem verificar certos aspetos do qual podem não estar ainda cientes e serão capazes de melhorar a sua posição no meio aquático, executando corretamente os exercícios propostos pelo professor. Apresentamos assim esta Proposta Metodológica para o ensino e consolidação do processo de Adaptação ao Meio Aquático, visando apoiar a aquisição dos objetivos aquáticos básicos tais como o equilíbrio, imersão e propulsão. ANOTE ISSO Durante as práticas da natação, cabe ao professor de Educação Física facilitar o processo de aprendizagem. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 146 CAPÍTULO 7 ADAPTAÇÃO AO MEIO LÍQUIDO Título: Iniciação da Natação Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/procurar/nata%C3%A7%C3%A3o/ ISSO ACONTECE NA PRÁTICA O professor de Educação Física precisa garantir um ambiente seguro e de confiança com os alunos que estão na piscina NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 147 Ao analisar a imagem acima, que diz respeito a uma aula de natação desenvolvida por um professor de Educação Física, podemos inferir várias considerações: o estágio de aprendizagem, as estratégias de segurança para o desenvolvimento da atividade na água, a utilização de materiais e equipamentos para a aula de natação e até mesmo a habilidade que o professor definiu para aquele momento. Então vamos lá. Sobre o estágio de aprendizagem, podemos prever que se trata da fase de adaptação ao meio líquido dado e que a habilidadeque está sendo priorizada aqui é a entrada na água para um iniciante, que começa entrando em pé. A questão dos materiais utilizados, percebemos que o aluno na imagem está usando dois tipos de flutuantes, um na cintura e outro nos braços. O aluno também utiliza óculos de natação para iniciantes. Sobre a segurança, o professor está olhando para o aluno e no caso de qualquer abordagem, poderá agir prontamente. Essa é a rotina de um professor de Educação Física que trabalha com a adaptação ao meio líquido, considerada a fase inicial do ensino e aprendizagem da natação. Nessa fase várias habilidades deverão ser desenvolvidas, cujo propósito é tornar o indivíduo habilidoso no ambiente aquático. ANOTE ISSO A adaptação ao meio líquido visa desenvolver habilidades motoras e capacidades físicas necessárias para as próximas fases do aprendizado da natação. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Aulas de natação do projeto ‘Campeões do Amanhã’ são retomadas Disponível em: https://www.joaopessoa.pb.gov.br/noticias/aulas-de-natacao-do- projeto-campeoes-do-amanha-sao-retomadas/ 16/05/2022 | 18:30 | 454 https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.joaopessoa.pb.gov.br%2Fnoticias%2Faulas-de-natacao-do-projeto-campeoes-do-amanha-sao-retomadas%2F&title=Aulas%20de%20nata%C3%A7%C3%A3o%20do%20projeto%20%E2%80%98Campe%C3%B5es%20do%20Amanh%C3%A3%E2%80%99%20s%C3%A3o%20retomadas NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 148 A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Juventude, Esporte e Recreação (Sejer), retomou, nesta segunda-feira (16), as aulas de natação do projeto ‘Campeões do Amanhã’, no Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria. Atualmente, o projeto conta com 1.300 alunos. Inclusive, alguns deles já subiram ao pódio em competições que participaram este ano, como o Festival de Natação Infantil Estrela do Nado, em que a equipe venceu 23 das 24 provas disputadas. O secretário de Esportes de João Pessoa, Kaio Márcio, que é ex-nadador olímpico, comemorou essa volta. “Estamos retornando as atividades com todo o quadro de profissionais preenchidos. Os professores têm altíssima qualidade e o projeto vai continuar no CAM. A equipe está reforçada e, além do Unipê, que já temos também funcionando o ‘Campeões do Amanhã’, o Centro Administrativo da Prefeitura também é uma grande referência para nós”, destacou. As aulas para crianças de 8 a 12 anos funcionam segunda, quarta e sexta-feira em dois horários: pela manhã, das 8h às 10h50, e à tarde, entre 14h e 17h. Além do CAM, o projeto funciona no Unipê, também no bairro de Água Fria, com a mesma programação. “Hoje tem mais de 1.300 alunos participando nos dois polos. A gente busca ensinar a parte de adaptação, perder o medo da água, flutuar, entre outras coisas. É claro que os nados livre e costas já vamos introduzindo no começo e, para quem já está mais avançado, vamos aperfeiçoando as técnicas da natação”, afirmou um dos professores do projeto, Léo Palmeira. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 149 Texto: Lucas Barros Edição: Felipe Silveira Fotografia: Dayse Euzébio A notícia acima retrata a oportunidade de 1.300 alunos com o aprendizado da natação. Aprender a nadar é necessário e importante, principalmente para as crianças. Além dos inúmeros benefícios que as atividades aquáticas oferecem à saúde e condição física, saber nadar possibilita que pessoas de todas as idades desfrutem de momentos de prazer e alegria nas piscinas. ISSO ACONTECE NA PRÁTICA Grande parte dos projetos de iniciação da natação é desenvolvido por prefeituras ou com parcerias público privado. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 150 LEITURA COMPLEMENTAR No artigo Ensino multidisciplinar em natação: reflexão metodológica e proposta de lista de verificação de Sofia Canossa , Ricardo Fernandes , Carla Carmo, António Andrade e Susana Soares, todos vinculados a Universidade do Porto. Disponibilizaram o trabalho no site https://www.researchgate.net/publication/37656994_Ensino_multidisciplinar_ em_natacao_reflexao_metodologica_e_proposta_de_lista_de_verificacao, que trata da natação não só nos clubes, como em outras instituições de caráter social, percorrendo todas as faixas etárias, desde os bebés aos adultos e idosos. Os autores e autoras deste artigo destacam a necessidade de se construir uma sólida base de habilidades específicas. Essa sólida base seria a Adaptação ao Meio Aquático (AMA) é comummente reconhecida como o pilar básico do processo de ensino- aprendizagem em Natação. A AMA com é mais conhecida, diz respeito à introdução de respostas adaptativas gerais e específicas de cada disciplina aquática. Título: Iniciação da Natação Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-menino-na-piscina-2250432/ Mas por onde começar? Os autores e autoras deste artigo fazem reflexões importantes a respeito da natação e o caminho a ser seguido. As respostas a essa pergunta encontram-se nas sequências metodológicas ou progressões pedagógicas elaboradas em função do quadro conceitual previamente delineado para o ensino https://www.researchgate.net/publication/37656994_Ensino_multidisciplinar_em_natacao_reflexao_metodologica_e_proposta_de_lista_de_verificacao https://www.researchgate.net/publication/37656994_Ensino_multidisciplinar_em_natacao_reflexao_metodologica_e_proposta_de_lista_de_verificacao NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 151 da natação e que, no caso presente, é o da multidisciplinaridade. O ponto de partida de uma progressão pedagógica correspondente a uma primeira fase de ensino de qualquer modalidade caracteriza-se pela ausência de experimentação formal anterior no âmbito da modalidade. Na natação, o ponto de partida corresponde a uma total inadaptação ao meio aquático, caracterizado por uma recusa da entrada no plano de água, ou uma total ausência de capacidade para realizar ações direcionadas no próprio ato de brincar no ambiente aquático. É importante perceber que a adaptação ao meio aquático - AMA, precisa ser entendida como primeira fase da aprendizagem em natação, só é completada quando os sujeitos cumprirem todos os objetivos estabelecidos pela própria ciência que estuda a natação como um processo de aprendizado. Por isso, antes de uma criança iniciar o seu processo de aprendizagem, deve ser realizada uma avaliação diagnóstica, no sentido de se definir quais os objetivos que não é capaz de cumprir e que dificultam sua adaptação ao meio . A título de exemplo, uma criança capaz de se deslocar autonomamente em meio aquático pode não estar realmente adaptada se não consegue imergir a face e de manter uma relação estável com um objeto, como uma bola ou um brinquedo. A criança pode ser capaz de se sustentar, mas não de deslizar, conhecer a posição hidrodinâmica e realizar rolamentos ou saltos. A aprendizagem é um processo sequencial que obedece a uma ordenação de conteúdos e objetivos. Por isso, quando o aluno parte do ponto inicial de adaptação sabem-se, exatamente, quais as etapas a seguir. Para iniciantes com níveis de adaptação aquática diferentes, a sequência de conteúdos a exercitar e consolidar é a mesma, mas tem de ser adaptada a cada caso particular e a ordem de abordagem dos conteúdos mantém-se, mas é preciso excluir aqueles que não são necessários abordar porque os objetivos correspondentes, propostos para a etapa inicial, já estão conseguidos. A realização de uma avaliação diagnóstica individualizada do iniciante reveste-se, assim, de particular importância e pressupõe a existência de instrumentos de avaliação bem eficientes. Dos vários instrumentos de avaliação que se podem construir, as listas de verificação parecem ser das mais práticas e fáceis de utilizar. Uma lista de verificação corretamente elaborada contém todos os conteúdos constituintes de uma ou várias etapas de ensino, ordenados em progressão pedagógica.É possível definir com precisão, o nível de ensino em que o aluno deverá ser colocado e conhecer quais os conteúdos correspondentes a níveis de aprendizagem anteriores cujos correspondentes objetivos não foram cumpridos. Como reflexão ao texto, recuperamos o Capítulo 5 que apontamos os diferentes métodos construídos por professores e nadadores para atendimento de alunos em academias, em que são realizadas avaliações ao longo do ano, utilizando fichas, com NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 152 itens a serem avaliados de acordo com os objetivos propostos para aquele nível e desenvolvidos nas aulas. Sendo que a evolução natural dos alunos é alcançada após atingirem os objetivos do nível em que se encontram, e assim vão desenvolvendo novas habilidades e maior competência aquática. ANOTE ISSO O professor de Educação Física que atua com a fase de adaptação ao meio líquido precisa perceber o desenvolvimento dos indivíduos e o desenvolvimento da turma. NOTÍCIAS DO ASSUNTO ESPORTES Instituto Etiene Medeiros inicia aulas para 150 alunos no Recife nesta semana IEM amplia atividades no parque aquático do Centro Esportivo Santos Dumont, em Boa Viagem Por ZDL Sports Disponível em: https://www.folhape.com.br/esportes/instituto-etiene-medeiros-inicia- aulas-para-150-alunos-em-recife-nesta/216855/ 23/02/22 às 16H17 atualizado em 23/02/22 às 19H44 Aula de natação com crianças do Instituto Etienne Medeiros Foto: Igor Bione/IEM https://cdn.folhape.com.br/img/pc/450/450/dn_arquivo/2022/02/iem.png https://cdn.folhape.com.br/img/pc/450/450/dn_arquivo/2022/02/iem.png https://cdn.folhape.com.br/img/pc/450/450/dn_arquivo/2022/02/iem.png NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 153 O Instituto Etiene Medeiros (IEM) realizou a abertura oficial de oito novas turmas, que receberão a partir desta semana 150 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade no Recife. Com o objetivo de promover desenvolvimento integral dos alunos, o projeto amplia suas atividades e passa a oferecer aulas de natação e de Cidadania, Cultura e Diversidade, além de acompanhamento pedagógico, apoio psicossocial e nutricional do grupo. As ações serão desenvolvidas no Centro Esportivo Santos Dumont, em Boa Viagem, de terça-feira a sexta-feira. “O ano de 2022 é um marco na trajetória do projeto, com a ampliação das atividades e do número de alunos, dando ainda mais oportunidades para quem quer praticar a natação e, também, participar de diferentes atividades desenvolvidas pelo Instituto”, afirma a nadadora e fundadora do IEM, a pernambucana Etiene Medeiros. “É importante destacar que o projeto trabalha com a formação dos jovens, com ênfase na questão social. Por isso, ampliamos nossas ações para os âmbitos educacional e cultural”, completa. O propósito do IEM, que tem patrocínio do BV, um dos maiores bancos privados do país, da loja Palma Máquinas e Ferramentas e da plataforma de eventos Even3, além do apoio do Governo de Pernambuco, é combater as desigualdades de gênero, raça e classe social, oferecendo oportunidades de crescimento para os jovens. “É uma Instituição que pensa no desenvolvimento das crianças que não teriam chance de participar de eventos esportivos, de ter acesso ao esporte. Aqui, elas vão encontrar um ambiente seguro, se sentir à vontade para serem elas mesmas. E encontrar profissionais preparados para recebê-las tanto no aspecto técnico quanto no aspecto social. Nosso foco principal é a formação da pessoa”, explica o coordenador técnico Antônio Coutinho, que lidera o time técnico do IEM. Além de Coutinho, a professora Beatriz Nascimento acompanhará as aulas de natação, com foco no desenvolvimento físico e motor, trabalho de mobilidade, equilíbrio e consciência corpora. Às vezes o receio de aprender a nadar, ou mesmo de voltar a praticar o esporte, está diretamente ligado a alguma experiência negativa da infância, fazendo com que a pessoa nunca mais quisesse entrar numa piscina, mar, ou praticar esportes aquáticos. Mas em outros casos, não saber nadar está relacionado às oportunidades de aprendizado. Assim, os projetos sociais são muito importantes na disseminação da prática da natação e da formação de futuros campeões. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 154 ISSO ACONTECE NA PRÁTICA Atletas e ex-atletas que fizeram história na natação nacional estão liderando projetos de iniciação da natação. LEITURA COMPLEMENTAR O professor William Urizzi de Lima no seu livro Ensinando Natação, publicado pela Editora Phorte em 1999, explica, demonstra e analisa diferentes abordagens pedagógicas para o ensino da natação de uma forma alegre e descontraída. Trata-se de uma referência obrigatória para aqueles que pretendem trabalhar com natação, atualmente uma das atividades físicas mais recomendadas, indicada para todas as faixas etárias e como profilaxia de muitas moléstias respiratórias. Exatamente por isso, o professor de Educação Física que trabalha com a natação precisa ter ao seu alcance ferramentas didáticas e pedagógicas que permitam versatilidade no seu trabalho. Título: Aprender brincando Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-e-tres-criancas-brincando-de-agua-1231365/ A criança durante esta fase adquire habilidades e adaptações do tipo comportamental, e ainda não desenvolveu habilidades como raciocínio, coordenação motora mais fina. https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-e-tres-criancas-brincando-de-agua-1231365/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 155 Os exercícios são realizados através de adaptações de estímulos, respostas e estímulos condicionados. Comportamentos adaptativos, inteligentes, a utilização de brinquedos, imitação de animais aquáticos e as fantasias são as principais estratégias do período sensório-motor. A criança que está por volta do primeiro ao quarto mês, utiliza mais os reflexos no relacionamento com o meio ambiente, isto é, qualquer barulho ou uma luz mais forte chamará a atenção da criança. Os primeiros banhos são importantes para a adaptação ao meio líquido; a maneira com que os pais molham o rosto ou transferem o seu calor para a criança ajudará no aprendizado da natação. Durante este período de vida a criança fortalece seu relacionamento com o mundo exterior, começa a sentir prazer pela água e as diferenças de temperatura. Praticamente o elo de ligação entre a criança e o meio ambiente é o choro. Com a água no rosto, apresenta bloqueios respiratórios, observa o ambiente movimentando braços, pernas e o olhar. Os movimentos apresentados são rústicos. Realiza movimentos na água com auxílio do professor. Exercitar na posição de frente para a água (decúbito ventral) é importante para obter segurança. E, depois, em decúbito dorsal, pois estimula a sua visão, o tato e a audição. No período em que a criança começa a manipular o meio externo, por volta do quarto ao oitavo mês, ela chora quando sente ou deseja algo. É o período mais interessante para colocá-la na natação, pois sua imunidade já está mais desenvolvida, sendo a época ideal, não para aprender os estilos, mas sim para se adaptar ao meio líquido. Quando a água molha as vias respiratórias externas, que são realizadas pela boca e pelo nariz, a respiração do lactente sadio é bloqueada por reflexos. Estes bloqueios respiratórios que os bebês apresentam, a partir do sexto ao oitavo mês, são comportamentos voluntários. O bebê começa a reter a respiração, o comportamento involuntário transforma-se em comportamento voluntário. Por isso, é de maior importância acostumar a criança a mergulhar. Ela observa o ambiente, movimenta os braços e pernas de forma semelhante ao engatinhar. Salta da borda e movimenta-se na água com auxílio do professor; começa a recusar a posição de costas e é capaz de permanecer flutuando livremente até 9 minutos. As músicas são elo de ligação professor criança. Dooitavo ao primeiro ano de vida, o comportamento instrumental é a busca do objeto desaparecido. É um período ótimo de desenvolvimento da natação, pois pode-se relacionar os exercícios aos brinquedos. Antes o brinquedo era para atrair a atenção da criança e agora o objetivo é integrá-lo aos exercícios. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 156 A partir de um ano de vida, a criança reconhece o professor (sociabilização), salta da borda e desloca-se na água sem auxílio e é capaz de ficar em apnéia durante 10 a 20 segundos. Entende o pedido “soltar bolinhas dentro da água”. Abre os olhos dentro da água (usa-se muito os brinquedos para buscar no fundo da piscina). As músicas são utilizadas para a integração entre o professor-exercício-aluno. A criança tem uma flutuação em decúbito dorsal autônoma de até 15 minutos, troca posições (dorsal, lateral, ventral) e faz giros. Até essa idade, a respiração é o reflexo da glote. No período entre um ano e um ano e meio, a criança inclui no seu universo a figura das pessoas que estão com ela esporadicamente, como professores de natação, tias, avós etc, aumentando seu relacionamento. Na natação realiza movimentos de pernas semelhantes ao engatinhar e começa a perceber e a entender melhor o meio ambiente. Nesta fase aumenta o tempo de apnéia para 10 a 30 segundos; explora mais o meio e abre os olhos, melhorando a curiosidade durante a imersão. O relacionamento com os brinquedos é realizado através de fantasias e histórias os quais fazem parte da aula. As fantasias e as músicas são as estratégias mais importantes, coincidindo com a prontidão neurofisiológica da criança, e os primeiros sinais de defesa aparecem nessa fase (medo de não colocar os pés no fundo da piscina). O relacionamento com o meio ambiente é concretizado nesse período, aparecendo os primeiros sinais de medo. Não se deve manifestar o medo na criança da parte mais funda da piscina, dizendo, por exemplo: cuidado, você pode se afogar aí no fundo. Devemos sempre contornar a situação, podendo trabalhar com a fantasia como estratégia para essa faixa etária. Os primeiros movimentos caracterizando os estilos são conduzidos das pernas, semelhantes aos dos estilos crawl e costas, progressivas contribuições (estímulos) de coordenação de braços e pernas para deslocamentos em decúbito dorsal, movimentos rudimentares dos braços, somente utilizados como apoio para respirar (elevar a cabeça, não respiração específica dos estilos). Com a melhor sociabilização, atenua-se o receio pela parte mais funda da piscina, com as primeiras noções de segurança, como entrar e sair da piscina: fundo-raso-evitar corridas. A criança realiza mergulhos, percorrendo uma certa distância sob a água e buscando a superfície, retornando à borda de origem ou ao professor, e a respiração é sob forma de imitação. Período compreendido entre três e seis anos, que é o fim do período comportamental e início da compreensão, do entendimento, agrupamento de conceitos, aquisição e desenvolvimento da coordenação mais fina e desenvolvimento das habilidades do NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 157 aprendizado dos estilos da natação. O comportamento é mais sensato e lógico nas situações de brinquedo livre. As crianças tem a capacidade de compreender novos conceitos, aprende a nadar os estilos, iniciando por movimentos mais rústicos até a realização de movimentos mais complexos. Na criança, um dos principais objetivos para que se consiga um desenvolvimento, em busca de saúde e equilíbrio, é desenvolver o gosto pela atividade, através de ações lúdicas, prazerosas, com objetivos claros, dentro de sua capacidade psicomotora. Enfatizamos que, nesta faixa etária, as aulas não devem atingir somente os objetivos específicos da natação, como a adaptação ao meio líquido e a aprendizagem dos nados. Devem, também, atingir todas as potencialidades da criança, compreendendo os domínios afetivo, cognitivo e psicomotor. Nesta faixa etária, normalmente as crianças atingem com relativa rapidez os conteúdos programáticos propostos pela natação. A utilização de materiais facilita a realizar movimentos variados, ajudando no aprendizado. É importante que mostremos aos responsáveis que aquela criança está em frequente evolução. Quando a criança atinge os três anos de idade, fase que surgem os primeiros movimentos oriundos da coordenação mais fina, com pernas de crawl e costas mais caracterizadas, movimentos de braços não somente como apoio, mas também como deslocamento. Como braçada de crawl, somente a fase submersa – mais fácil. Caracterização das fantasias nos exercícios, como: Foguete – braços estendidos, uma mão sobre a outra, deslizar pela água. Comportamento de explorar a piscina realizando através de brincadeiras como “caça ao tesouro”. Atividades recreativas durante e ao final das aulas; saltos da borda com apoio de aros são bem aceitos. Aos quatro anos acentua-se a coordenação mais fina, consequentemente os movimentos das pernas de crawl e costas ficam mais elaborados, aproximando-se do movimento ideal. Nesse momento as pernas começam a auxiliar a sustentação do corpo. Quanto aos movimentos de braços, ainda são realizados com dificuldade, principalmente o movimento aéreo (recuperação), pela dificuldade em tirá-los da água. Por volta dos cinco anos, fase mais intensa da coordenação, crianças com desenvolvimento mais tardio em relação a outras e crianças que ficam durante alguns meses sem apresentar evolução nos movimentos. Apresentamos aos alunos a coordenação das pernas e braços e a respiração específica do crawl – respiração lateral. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 158 Os movimentos da braçada são realizados com mais facilidade, principalmente a parte aérea. É importante incrementar os movimentos das mãos nas diferentes direções com o objetivo de desenvolver a sensibilidade quanto à sustentação e propulsão (deslocamento). Iniciamos a coordenação dos movimentos das pernas, braços, respiração específica, até alcançarmos o nado completo, complexidade de movimentos que a criança deverá realizar. Já com seis anos, os movimentos coordenados dos estilos crawl e costas são mais elaborados, iniciando a fase do aperfeiçoamento. É incrementado o mergulho elementar, movimentos mais elaborados do que os saltos apresentados nas idades anteriores. As crianças realizam alguns movimentos de pernada de peito. Maturacionalmente é a idade em que as crianças mais assimilam os movimentos dos estilos crawl, costas e mergulho elementar, encerrando praticamente a primeira fase da pedagogia da natação. Entendemos com o professor William Urizzi de Lima que escreveu o livro Ensinando Natação, que as fases de desenvolvimento da criança tem características cruciais que o professor de Educação Física que atua com o ensino da natação necessitam saber. Saber essas particularidades de diferentes idades ajudarão na organização e planejamento das atividades. ANOTE ISSO O conhecimento das etapas e das características do desenvolvimento humano por parte do professor de Educação Física facilitam o trabalho dentro da piscina, pois facilita a compreensão dos limites, habilidades motoras e condições dos alunos. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Itapevi recebe inscrições de 2 mil alunos para curso de natação https://webdiario.com.br/itapevi-recebe-inscricoes-de-2-mil-alunos-para-curso-de- natacao/ COTIDIANO, Da Redação. 23/03/2022 https://webdiario.com.br/category/cotidiano/ https://webdiario.com.br/author/redacao/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 159 Cerca de dois mil alunos já estão matriculados no curso de natação das Escolas do Futuro de Itapevi. As aulas começaram no dia 15 para os alunos das unidades do Parque Suburbano e Santa Rita. Na unidade do Cardoso, recém-inaugurada, as aulas começam em abril. Todos os alunos matriculados nasunidades têm direito ao curso de natação, mas para ter acesso às aulas, as crianças precisam ter autorização dos pais e apresentar exame médico obrigatório a cada três meses. As vagas são exclusivas para os estudantes dessas unidades escolares. As aulas são realizadas após as 16h para não atrapalhar a grade curricular diária que é das 7h às 16h. Todas as piscinas são cobertas e aquecidas. Os estudantes são divididos em turmas, com aulas de 45 minutos, divididas em três turnos: 16h10 às 16h55, 17h10 às 17h55 e 18h10 às 18h55. Cada turma tem aula uma vez por semana, em dia e horário escolhido pelos responsáveis que devem estar presentes no momento para dar suporte à criança quando ela estiver fora da piscina (secagem, troca de roupa, ingestão de água, etc). Dentro da piscina, os alunos são acompanhados por três instrutores de natação, três estagiários e um salva-vidas. Além deles, o professor-coordenador do polo e mais dois monitores acompanham a atividade. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 160 Durante as aulas, as crianças têm acesso a boias, espaguetes, tapetes flutuantes, pranchinhas, pista de basquete flutuante, trava de vôlei, trave de gol e diversos equipamentos que aumentam a segurança e facilitam a adaptação do aluno ao ambiente aquático. Essa é mais uma notícia que retrata a oportunidade que crianças e jovens têm de acessar o aprendizado e a iniciação da natação, que pode ter caráter educacional ou competitivo, mas que também está relacionada à segurança e sobrevivência das crianças no ambiente aquático. ANOTE ISSO As aulas desenvolvidas nas fases de adaptação ao meio líquido precisam de um planejamento estratégico: tempo de aula, materiais, apoio dos pais e segurança. Título: Adaptação ao meio líquido Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/crianca-nadando-na-piscina-usando-oculos-azuis-346776/ LEITURA COMPLEMENTAR No artigo de Larissa Zink Bolonhini e Orival Andries Junior, sobre a adaptação ao meio líquido, vinculado ao grupo de Pesquisa NATação/CNPq da Universidade Estadual NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 161 de Campinas, disponível em file:///D:/2022/Empresa%20Fabricio%20Costa%20de%20 oliveira/MP-2009-304.pdf, apontam que a adaptação ao meio líquido é o momento pedagógico pelo qual o mundo aquático é introduzido aos alunos. É também o momento de alfabetização aquática cujo objetivo é proporcionar vivências motoras que tenham como consequência a técnica de sobrevivência total em meio líquido. Dentro da água, surgem limitações visuais. A locomoção se faz com a ajuda da visão, há uma perda de orientação espacial. A audição é praticamente anulada. As vias nasais e orais ficam obstruídas e o corpo precisa se ajustar a uma nova situação de equilíbrio. Portanto, os alunos iniciantes em natação precisam, antes de qualquer outro passo, aprender a superar essas dificuldades, adquirindo um comportamento específico para esse meio. Tal comportamento é adquirido através do processo de adaptação, cujo objetivo é trabalhar os seguintes itens: os primeiros contatos com a água, a respiração, a flutuação, a propulsão, a sustentação e o mergulho. O primeiro contato com a água é o momento no qual o aluno relaciona-se intimamente com a piscina, sentindo as diferenças entre o meio líquido e o seu meio usual: trata-se do reconhecimento do novo ambiente. A respiração na piscina difere da automática devido à imersão das vias respiratórias. Uma das grandes dificuldades a serem enfrentadas na natação reside na mudança da forma de respirar. Essa mudança deve ser trabalhada porque a respiração, além de proporcionar as trocas gasosas, também exerce uma interferência direta na flutuabilidade e descontração corporal. A flutuação é a capacidade de manter o corpo, parcialmente, na superfície da água. A capacidade de flutuação é de fundamental importância para a natação. Para que essa capacidade seja desenvolvida, há necessidade de existir um relaxamento muscular. A sustentação é a capacidade do corpo se manter flutuando com o auxílio do movimento dos membros. É um componente importante da natação porque está muito relacionado ao fator de sobrevivência na água. Afinal, se o aluno for capaz de sustentar-se, ele com certeza não afundará. Propulsão é o deslocamento no meio líquido, isto é, é impulsionar ou empurrar para frente. Na natação, a propulsão ocorre sem o apoio plantar nas paredes da piscina. Ela deve ser trabalhada quando o aluno já possui certo domínio respiratório e de flutuação. Sua importância deve-se ao fato de que todos os nados e os elementos da natação (saída e virada) são propulsivos. O mergulho é o ato de entrar na água de diversas NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 162 formas. É um componente importante da natação. No momento de adaptação ao meio líquido, quando o aluno é capaz de efetuar o mergulho, é uma evidência de que já se sente mais seguro na água O que queremos deixar claro com o artigo escrito por Larissa Zink Bolonhini e Orival Andries Junior é que todos os elementos do processo de adaptação ao meio líquido, pode-se afirmar que esse momento é de extrema importância, pois assegura que o aluno desenvolva um comportamento específico para o meio líquido que permite, primeiramente, a sobrevivência, e, futuramente, o desenvolvimento dos nados da natação. ISSO ACONTECE NA PRÁTICA Ao desenvolver as habilidades apontadas pelas pesquisas e estudos científicos, o professor de Educação Física dá maiores condições aos alunos de iniciar as fases de especialização dos estilo da natação. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Últimos dias para se inscrever no Encontro Natação! Evento será realizado no formato online na semana que vem; Sergio Onha Marques, Rodrigo Triviño, Wlad Veiga e Fernando Possenti serão os palestrantes Disponível em: https://swimchannel.net/br/ultimos-dias-para-se-inscrever-no- encontro-natacao/ Por Guilherme Freitas 15 de julho de 2022 Em Natação Tá chegando a hora de mais uma edição do Encontro Natação! O evento, que na semana que vem será realizado no formato online durante os dias 21 e 23 de julho, tem seus últimos dias para os interessados fazerem suas inscrições através deste link: https://encontronatacao.swimchannel.net/produto/17-encontro-natacao-2022/. Lembrando que profissionais de educação física com CREF terão direito a um desconto especial. Este ano Encontro Natação tem patrocínio da Speedo, Mormaii Natação e Swim Haus. Este ano o Encontro terá quatro palestrantes abordando temas bem diversos. Sérgio Marques falará sobre “O atleta destaque se adapta ao time ou o inverso? Conheça o último ciclo de Fernando Scheffer“. A palestra de Wlad Veiga será “Entendendo os passos do https://swimchannel.net/br/author/guilherme-freitas/ https://swimchannel.net/br/ultimos-dias-para-se-inscrever-no-encontro-natacao/ https://swimchannel.net/br/category/ultimas-noticias/natacao/ https://encontronatacao.swimchannel.net/produto/17-encontro-natacao-2022/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 163 atleta da categoria de base para a elite“. O técnico Rodrigo Trivino apresentará o tema “Entenda a motivação da natação cronometrada de piscina para o atleta que aprendeu a nadar após a maturidade“. Por fim, Fernando Possenti abordará a temática “A importância da boa natação de piscina para as provas de maratonas aquáticas“. O evento teve sua edição inaugural no ano de 2006 na cidade de Indaiatuba, interior de São Paulo, sendo idealizado pelo professores Paulo Shirano e Alexandre Indiani. A partir de 2011 o Encontro Natação mudou-se para a São Paulo e no ano passado ocorreu pela primeira vez no formato remoto, que irá se repetir este ano. Em quase 20 anos de história o Encontro Natação já teve apresentações de renomados técnicos e profissionais de destaque nacional e internacional. Em parceria com o CREF e CONFEF, várias instituições tempromovido eventos que visam aperfeiçoamento e aprofundamento técnico a respeito do ensino e prática da natação. Esses eventos podem ser entendidos como grandes oportunidades de trocas e compartilhamento de informações e experiências. ANOTE ISSO Os encontros com outros professores de Educação Física que atuam com natação, cujo propósito é debater assuntos relacionados ao ensino e aprendizagem, torna- se uma boa oportunidade de formação continuada e de aprofundamento teórico e prático. Para concluir esse capítulo, enfatizamos que a adaptação ao meio líquido é conceituada como uma fase preparatória para a aprendizagem seguinte, propiciando relação de proximidade entre a água e o futuro nadado. Esta fase é um momento de integração da pessoa com o meio, sendo importante estímulos variados que proporcionem o domínio do corpo na água. Cabe ao professor ser um estrategista na organização, criação de um ambiente favorável e seguro, facilitando, assim, a aprendizagem da flutuação, que é definida como a capacidade de manter o corpo, parcialmente, na superfície da água. Ensinar a respiração boca-nariz, onde a inspiração é feita pela boca para otimizar a quantidade de ar captada e evitar irritação da mucosa nasal por partículas de água inspiradas com o ar. Já a expiração, mais prolongada, pode ser feita pela boca e nariz, que terão que vencer a resistência da água. O Ensino da propulsão, que é a capacidade de locomoção do corpo no meio aquático pela exploração NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 164 de recursos próprios, e pela ação conjunta de membros superiores e inferiores. O ensino do mergulho elementar, que compreende diversas formas de entrada na água e por fim, é na fase de adaptação do meio líquido que o professor deverá introduzir as técnicas de auto salvamento e de salvamento na água. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 165 CAPÍTULO 8 NADO CRAWL OU LIVRE Título: Nado Crawl Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-nadando-em-corpo-d-agua-1263348/ Por muitos anos trabalhando com natação, adquiri uma experiência pedagógica que me possibilitava perceber nas primeiras aulas as dificuldades, capacidades físicas e habilidades motoras dos alunos na água. Essa expertise prática foi conquistada com anos de atuação e também, pelo aprofundamento teórico e participação de eventos e cursos com outros profissionais da natação. A observação sempre foi minha melhor estratégia de avaliação e intervenção, principalmente na correção e melhoria técnica dos estilos. https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-nadando-em-corpo-d-agua-1263348/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 166 ISSO ACONTECE NA PRÁTICA O professor precisa criar mecanismos de avaliação e intervenção nos estilos da natação. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Você sabe qual o ‘real’ significado de ser RAIA 4 na natação? Raia 4!13 Dec, 2017https://www.espn.com.br/blogs/espnw/748414_voce-sabe-qual- o-real-significad Edênia Garcia é tricampeã mundial de natação e tem três medalhas paralímpicas Como me tornei uma RAIA 4 Eu sou do interior do Ceará, filha mais velha de três e nasci saudável como muitas crianças. Até os três anos de idade, meu desenvolvimento foi normal (tirando a parte que desloquei o punho aos nove meses). Nada que pudesse intrigar meus pais. Porém, minha mãe percebeu algumas características diferentes no meu caminhar. Minhas pernas não estavam se desenvolvendo como as de outras crianças, eram mais fracas, eu caia com mais frequência e andava chutando. Como toda mãe, ela foi buscar respostas e aí começou uma saga até descobrir o que eu tinha. Os ortopedistas chegaram a falar que eu era igual ao Garrincha, só andava diferente. Não, não fui jogar futebol (risos). NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 167 Meus pais não conseguiram um diagnóstico concreto, mas a orientação dos médicos era que eu fizesse fisioterapia sempre. E foi o que eu fiz dos três aos sete anos de idade. Uma rotina difícil para uma criança! Mas não pensem que me eu abatia por isso. Sempre fui uma criança ativa, brincava, estudava e adorava ir ao parque aquático da cidade. Brinquedo de crianças? Nem pensar! Eu gostava mesmo era de ir “nadar” com meu pai na piscina dos adultos. Lembro que minha mãe sempre falava que eu parecia uma sereia! Enfim, uma infância saudável! Voltando para a saga, somente aos sete anos conseguimos ir até Curitiba (PR) pra fazer todos os exames necessários. Por meio de uma biópsia, chegaram ao diagnóstico de Neuropatia Periférica Hereditária e Degenerativa (CMT). É uma condição que compromete braços e pernas, e com o tempo a pessoa vai perdendo tônus muscular e parte motora. Como não sabíamos o que viria nos anos seguintes, continuei fazendo fisioterapia (era o único tratamento que existia na época). Alguns anos depois, nos mudamos para Natal/RN e lá, um outro neurologista me orientou a fazer natação. Já nos anos 2000, meus pais me matricularam em uma escolinha de natação, o Tutubarão, conhecida por desenvolver muitos atletas paralímpicos em Natal. Eu nem sabia, mas já nadava na mesma piscina que o Tubarão Paralímpico, o Clodoaldo Silva. Ná época, ele era só o Clodô. Muitas coisas ainda estavam por vir, inclusive minhas primeiras competições. E o primeiro torneio foi em 2001, o Norte/Nordeste, em Recife. Sai de lá com sete medalhas NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 168 e quatro recordes brasileiros. Nem imaginava que ali começava uma nova vida, cheia de objetivos e superação. No mesmo ano, fui convocada pra competir pela seleção brasileira na Argentina. E adivinhem em que raia eu estava? Sim, na RAIA 4! Estar na RAIA 4 na natação significa que você foi o nadador mais rápido nas eliminatórias. Portanto, você vai nadar a final na melhor raia. Foi em 2001, aos 14 anos, que descobri o significado mais profundo da expressão: ser Raia 4 não é, necessariamente, ser o nadador mais rápido, mas saber se adaptar às adversidades da vida. Aprendi que minha deficiência seria uma ferramenta de trabalho. Que todos os meus títulos não existiriam se eu não tivesse lutado por eles, se não tivesse me dedicado e me superado. Já se vão 16 anos de história no esporte, com 13 medalhas em campeonatos mundiais, a última no domingo passado (entre elas um tricampeonato), e três medalhas paralímpicas (prata em Atenas-2004, bronze em Pequim-2008 e prata em Londres-2012). Fonte: Edênia Garcia A natação adaptada ou os exercícios aquáticos adaptados proporcionam a pessoa com deficiência, um momento de liberdade. Conseguir movimentar-se livremente, sem o auxílio de bengala, muletas, próteses ou cadeira de rodas é a maior conquista. O movimento livre na água proporciona a possibilidade de experimentar as potencialidades, de vivenciar as limitações e de conhecer a si mesmo. Aprender a nadar sendo um deficiente significa quebrar as barreiras da incapacidade. ISSO ACONTECE NA PRÁTICA Uma história de superação na natação: *Sou Edênia Garcia, nadadora paralímpica, e agora estarei por aqui para passar muitas informações acerca do protagonismo feminino no paradesporto. Quero contar para vocês como foi conquistar cada título, mas também como farei para continuar na “RAIA 4”! NOTÍCIAS DO ASSUNTO Conheça o local das modalidades aquáticas em Paris-2024 Jogos Olímpicos na capital francesa reunirão cinco modalidades aquáticas em 49 provas Disponível em: https://swimchannel.net/br/conheca-o-local-das-modalidades- aquaticas-em-paris-2024/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 169 Por Katarine Monteiro 19 de julho de 2022 Em Jogos Olímpicos 0 Faltando pouco menos de dois anos para os esportes aquáticos começaram na capital francesa, a Federação Internacional de Natação (FINA) e o Comitê Olímpico Internacional (COI) publicaram os índices e critérios declassificação olímpica para Paris-2024 recentemente. No documento, a entidade confirma as cinco modalidades aquáticas – natação, natação artística, águas abertas, salto ornamental e polo aquático e que os atletas competirão 49 provas valendo as medalhas olímpicas aquáticas. O calendário detalhado das provas agora será desenvolvido com os organizadores das Olimpíadas de Paris-2024 e o COI, para divulgação breve, e mais novidades poderão ser encontradas no site da FINA disponível aqui. Conheça um pouco mais sobre os locais de competição das cinco modalidades aquáticas nos Jogos de Paris. Aros olímpicos em Paris-2024 Foto: Reprodução NATAÇÃO Será realizada na arena multifuncional Paris La Defense, a maior arena coberta da Europa. A natação começará no dia 27 de julho, com as finais em nove dias pela primeira vez, terminando em 4 de agosto. Um total de 852 atletas competirão na piscina, em 35 provas valendo medalhas na natação. Por meio dos Comitês Olímpicos Nacionais (CONs), cada país terá a oportunidade de enviar pelo menos dois atletas a https://swimchannel.net/br/author/katarine-monteiro/ https://swimchannel.net/br/conheca-o-local-das-modalidades-aquaticas-em-paris-2024/ https://swimchannel.net/br/category/campeonatos/jogos-olimpicos/ https://swimchannel.net/br/conheca-o-local-das-modalidades-aquaticas-em-paris-2024/#comments https://swimchannel.net/br/wp-content/uploads/2022/07/GettyImages-1332410481.webp https://swimchannel.net/br/fina-anuncia-indices-e-criterios-de-classificacao-olimpica-para-paris-2024/ https://swimchannel.net/br/fina-anuncia-indices-e-criterios-de-classificacao-olimpica-para-paris-2024/ https://www.fina.org/news/2567287/aquatics-olympic-qualification-system-principles-published-for-the-paris-2024-olympic-games NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 170 Paris. Após a estreia olímpica bem-sucedida do revezamento 4x100m medley misto nas Olimpíadas de Tóquio-2020, a competição mista está de volta ao programa olímpico de Paris-2024 e acontecerá pela segunda vez. Vista do Rio Sena Foto: Reprodução ÁGUAS ABERTAS As provas de águas abertas serão realizadas no rio Sena à sombra da Torre Eiffel, na Pont Alexandre III, e acontecerá nos dias 8 e 9 de agosto. Um total de 44 atletas (22 homens e 22 mulheres) irão competir nas provas masculina e feminina, com atletas classificados através dos Mundiais de Fukuoka-2023 e Doha-2024. Os nadadores de piscina que atingirem o tempo de classificação olímpico nos 800m ou 1500m nado livre serão elegíveis para competir por seu país nas provas de águas abertas de Paris-2024. A notícia de que em 2024 teremos muita natação brasileira nas piscinas de Paris aumentará e muito o público que quer nadar. Para começar essa prática nas piscinas do Brasil todo é preciso que o professor de Educação Física oriente sobre os equipamentos pessoais para essa prática e como utilizá-los: traje ou roupa, escolha maiôs e sungas que não sejam muito justos ao corpo e que oferecem pouco atrito. Além disso, opte por um material bastante resistente à corrosão de cloro e sal. Toca que ela seja de silicone ou material impermeável. Ela ajudará a segurar seu cabelo e o protegerá do NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 171 contato com o cloro e o sal. Além disso, vale destacar que para as crianças as toucas de pano são mais confortáveis e fáceis de serem manipuladas. Os óculos devem oferecer conforto e proteção. Por isso, opte por aquele que melhor se encaixa ao seu rosto e que não precise apertar demais. ANOTE ISSO Em 2024 teremos a oportunidade de ver o resultado de centenas de atletas nas piscinas de Paris. Por trás dessas conquistas estão os professores e técnicos que treinaram, incentivaram e motivaram esses atletas. Título: Técnica nado crawl Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-usando-touca-de-natacao-amarela-na-piscina-73760/ LEITURA COMPLEMENTAR O professor Oswaldo Fumio Nakamura no livro Natação 4 Estilos: Defeitos - Correções publicado em 1997, descreve o Nado Crawl da seguinte forma: horizontal em decúbito ventral, com a água na altura da testa, no início do couro cabeludo. O https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-usando-touca-de-natacao-amarela-na-piscina-73760/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 172 braço terminando a sua ação de tracionar, empurrar para trás com a mão espalmada, inicia o seu movimento aéreo, ou seja, a recuperação com a flexão do cotovelo, de modo a mantê-lo mais elevado do que a mão, solta, o dorso voltado para frente e ponta dos dedos voltados para baixo. Conduzir o braço à frente paralelamente ao eixo do corpo e penetrar com a ponta dos dedos diagonalmente para frente, na área entre a linha mediana e a linha de prolongamento do ombro. A tração acontece após efetuar a entrada na água, o braço executa a extensão para frente e para baixo em busca do apoio ideal da mão na água. À medida que a mão caminha em direção ao eixo do corpo e para trás, o cotovelo procura manter-se alto, como um ponto fixo. Daí inicia-se a extensão completa do braço. O percurso que a mão efetua sob a água, com velocidade crescente da mão, durante a fase de tração, assemelha-se a letra esse invertida. O movimento das pernas tem início na articulação coxo-femural e o movimento principal se localiza nos músculos da coxa, executando movimento flexível e solto das pernas e pés, com os dedos voltados ligeiramente para dentro. A batida forte deverá ser efetuada para baixo, ou seja, no trajeto descendente, a ponto de sentir a resistência da água no peito e lateral externa do pé. Executa dois movimentos: durante a fase ascendente a perna se mantém estendida e, durante a fase descendente, se mantém em semiflexão do joelho e que se estende na sua finalização. A respiração gira a cabeça para o lado até que a boca saia da água, aproveitando a formação do vácuo e efetua-se a inspiração pela boca. A expiração se faz pela boca, pelo nariz ou boca-nariz, pouco antes da cabeça girar novamente. O movimento da cabeça deve ser suave, mantendo-a sempre no eixo longitudinal. Para melhor entender o que o professor Oswaldo Fumio Nakamura está relatando quanto ao nado Crawl, assista o vídeo da https://www.youtube.com/watch?v=_ c0YCflKduw. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Campeões do Amanhã 26/11/2021 | 12:00 | 370 Disponível em: https://www.joaopessoa.pb.gov.br/noticias/aulas-de-natacao-do- projeto-campeoes-do-amanha-sao-retomadas/ Cerca de cem crianças participaram, nesta sexta-feira (26), na piscina do Centro Administrativo Municipal (CAM), do I Festival de Natação do projeto Campeões do Amanhã, realizado pela Secretaria de Juventude Esporte e Recreação (Sejer) e que insere crianças da Rede Municipal de Ensino na prática esportiva. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 173 As crianças, com idade de 8 a 12 anos, nadaram dois estilos, crawl (nado livre) e costas. Todos os alunos receberam certificado de participação entregue pelo secretário de Juventude, Esporte e Lazer, Kaio Márcio. “Esse é o primeiro festival que estamos fazendo com os alunos do projeto Campeões do Amanhã. São crianças que já estão conseguindo nadar com qualidade nesses dois estilos. Já é um resultado desse projeto que nasceu há três meses. Então a gente está plantando a semente para que no próximo ano essas crianças tenham mais qualidade na natação e possam, futuramente, competir”, disse Kaio Márcio. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 174 Para Carlos Antônio Silva, pai de Carlos Henrique, de 12 anos, o projeto Campeões do Amanhã, além de incentivar a prática de esporte, promove a inclusão. “Esse projeto é importantíssimo, pois abre espaço para as crianças que não têm oportunidade de pagar aulas particulares. E esse festival é maravilhoso. As crianças com os olhos brilhando, com vontade de nadar e mostrar aos pais que estão evoluindona prática esportiva”, afirmou. Campeões do Amanhã – O projeto oferta a prática de 21 modalidades esportivas, a maioria delas incluídas no programa olímpico. Até agora, sete já tiveram aulas iniciadas: natação, canoagem, futebol, ginástica rítmica, ginástica olímpica, vôlei de praia e handebol de areia. Ao todo 2.600 crianças se inscreveram na modalidade natação. As aulas acontecem na piscina do CAM, em Água Fria, às segundas, quartas e sextas-feiras, de manhã e à tarde. As terças e quintas-feiras, nas piscinas do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê). NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 175 ANOTE ISSO Os festivais de natação são uma ótima oportunidade de incentivar a melhora do desempenho, o envolvimento dos alunos nas aulas e de motivar a prática da natação pela competição. LEITURA COMPLEMENTAR No artigo que trata das fases de aprendizagem e dos benefícios para o corpo humano, escrito por Emanuela Marchetti e Valéria Pauletto em 2012, disponibilizado em http://www.efdeportes.com/, aponta que o nado crawl, também conhecido como nado livre é considerado o mais rápido e o mais fácil dos quatro estilos na prática da natação, pois ele aparenta uma caminhada. A metodologia para o ensino do nado crawl inicia com a oscilação das pernas e dos pés, ou seja, a pernada é o que a criança aprende primeiro. O movimento de perna é o principal fundamento no começo da aprendizagem dos nados, pois tem como finalidade de estabilizar o corpo na água e para que a criança aprenda o movimento correto ela inicia o movimento como se estivesse pedalando, pois não tem muita força para bater as pernas no início da aprendizagem, então este movimento de pedalar na água é que vai proporcionar a criança a ter um deslocamento no ambiente líquido no começo do ensinamento como você poderá perceber no vídeo https://www.youtube.com/watch?v=3LMvsHnTG70. ANOTE ISSO O oferecimento de atividades aquáticas adequadas à criança constitui-se em um dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento das suas capacidades motoras. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Waterman: a história de Duke Kahanamoku Documentário sobre o herói havaiano, teve estreia exclusiva na última semana https://swimchannel.net/br/waterman-a-historia-de-duke-kahanamoku/ Por Patrick Winkler 13 de abril de 2022 Em Curiosidades 2 http://www.efdeportes.com/ https://swimchannel.net/br/author/patrick-winkler/ https://swimchannel.net/br/waterman-a-historia-de-duke-kahanamoku/ https://swimchannel.net/br/category/mundodanatacao/curiosidades/ https://swimchannel.net/br/waterman-a-historia-de-duke-kahanamoku/#comments NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 176 Duke Kahanamoku é reverenciado como o maior “waterman” de todos os tempos, pai do surfe moderno e o marco zero da internacionalização da cultura polinésia pelo mundo. O trailer está disponível no youtube: A estreia aconteceu no Hawaii International Film Festival, no famoso Museu Bishop em Oahu. O documentário é narrado por Jason Momoa e terá seu lançamento divido em etapas Duke Kahanamoku foi muitas coisas, entre elas: • The Fisrt Beachboy • The Duke o the Dukes • The Fastest man in the water • The Father of moder surf • The Waterman Duke Kahanamoku Foto: Reprodução https://swimchannel.net/br/wp-content/uploads/2022/04/Waterman-Image-768x644-1.jpg NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 177 Natação Duke Kahanamoku protagonizou diversos feitos na natação internacional. Nasceu em 1890 e quando tinha cerca de 16 anos de idade, teve contato com nadadores australianos que visitavam a Ilha de Oahu. Naquela época, tinha pernas fortes devido a pratica do surfe e unificou ao seu estilo, o conhecimento adquirido do nado de “crawl australiano”. Em pouco tempo se tornou o nadador mais rápido dos Estados Unidos. Nos Jogos Olímpicos de Estocolmo em 1912, o mundo se rendeu ao seu talento e foi campeão na prova dos 100m livre (considera a prova mais importante da natação, sendo executada em todas as edições de Jogos Olímpicos da história) Não havia dúvida da supremacia de Duke entre os anos de 1912 a 1916. Infelizmente aconteceu a Primeira Guerra Mundial e não houve Jogos Olímpicos em 1916. Foi um período difícil. Por volta de 1915, foi convidado a realizar uma clínica de natação em Sydney, na Austrália. Ao término da clínica, que foi promovida pela New Soth Wales Swimming Assosiation, Duke teve um brevíssimo período de férias. Ele esculpiu uma prancha de surfe, algo de conhecimento restrito ao povo polinésio, e pela primeira vez na história, iniciou o surfe fora do Havaí. Ainda em grande forma, teve força suficiente para se classificar a ganhar os Jogos Olímpicos de 1920 na Antuérpia, novamente nos 100m livre, desta vez com 30 anos de idade. Tal feito foi tão “poderoso” que somente nos Jogos do Rio-2016, Michael Phelps superou o feito de Duke, vencendo uma prova individual com 31 anos de idade. A partir de 1920 um outro nadador que viria também a ser tornar uma lenda, Johnny Weissmuller, ganhava os holofotes. Com rápida evolução, estabeleceu tempos fantásticos e no ano de 1922 quebrou a incrível barreira, nadando os 100m livre abaixo de 1 minuto. Duke permaneceu na ativa e uma vez mais viria a participar dos 100m livre em Jogos Olímpicos, esta vez em 1924 em Paris. Nesta altura, o Waterman já estava com 34 anos de idade e numa disputa épica, Weissmuller ficou com o ouro e Duke com a prata. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 178 Johnny Weissmuller e Duke Kahanamoku; o maior duelo dos 100m nado livre da história da natação mundial Foto: Reprodução A disputa entre os dois é considerado um dos maiores, ou talvez até mesmo, o maior duelo da natação internacional. A disputa entre os dois está eternizada no International Swimming Hall of Fame Duke fazia tantas atividades na praia, que é difícil falar sobre todas, entre elas o surfe, surfe em dupla, voleibol, SUP, paddleboard, water polo entre tantas outras. Ainda em 1932, Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, conquistou a medalha de bronze no water polo Duke ficaria ainda mais famoso por ser ator de cinema, herói (chegou a salvar oito pessoas de um naufrágio, utilizando uma prancha de madeira) e como maior embaixador do Havaí. O documentário de Duke Kahanamoku deve chegar ao Brasil ainda no mês de maio. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 179 LEITURA COMPLEMENTAR O professor William Urizzi de Lima que escreveu o livro Ensinando Natação descreve exercícios que potencializam o ensino da natação, veja a seguir: Na posição vertical, segurar a raia ou apoiar na borda, realizar movimentos com a perna direita e com a esquerda, no início movimentos lentos e com grande amplitude entre as pernas, progressivamente diminuir a amplitude e acelerar os movimentos. Aproveitando o exercício anterior, deslocar-se na água na vertical, utilizando materiais como flutuadores , pranchas ou espaguete, enfatizando o movimento partindo da articulação coxofemoral. Posição horizontal - cabeça na água, braços estendidos, uma mão sobre a outra, braços estendidos, movimentos das pernas, quando não agüentar a respiração, colocar os pés no fundo da piscina e descansar. Continuar o exercício até completar a distância da piscina ou parar até onde der pé. O mesmo exercício anterior com prancha ou espaguete, trocar o parar e descansar por respiração frontal e contÍnua, ou respiração lateral com o braço do lado da respiração solto, ao lado do corpo com objetivo de incrementar o rolamento do ombro, facilitando a respiração lateral. Movimentos de pernada com prancha 5 metros com as pernas fora da água e 5 metros dentro da água, com objetivo de sentir a diferença de realizar o movimento submerso e o movimento fora da água. No submerso, apesar de mais difícil, a sensação é de que a água prende as pernas, sendo o mais eficiente.Na posição vertical - em duplas, segurando o espaguete na frente - deslocar-se na água. Variar a posição do espaguete no alto. As duplas representando equipes e disputando entre si. Anota-se o tempo de cada equipe. Segurando a prancha com a mão esquerda, propulsão das pernas, braçada somente com o braço direito. O movimento do braço direito deverá ser contínuo. Caso o aluno tenha dificuldade na continuidade e parar o braço na frente, o professor deverá auxiliá- lo. Na realização da braçada, realizar a respiração específica do nado crawl, na lateral Realizar o movimento dos braços com auxílio do professor, que segura as mãos e conduz os movimentos, uma mão entra e outra sai da água. Em pé, tronco inclinado, cabeça dentro da água, braços atrás do corpo, realizar um giro lateral com a cabeça tentando pegar água com a boca. A opção do lado cabe ao aluno escolher, caso seja jovem ou adulto e cabe ao professor escolher, caso o aluno seja criança NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 180 Em pé, segurando na borda, tronco inclinado, cabeça dentro da água, uma mão segurando a borda e outra realizando o movimento do braço e giro lateral para pegar o ar Pernada submersa ventral, sem ou com a utilização de nadadeiras; com os braços à frente ou com a prancha. Pernada submersa lateral, sem ou com a utilização de nadadeiras; um braço à frente e outro ao lado corpo. Pernada lateral, sem ou com a utilização de nadadeiras; braço esquerdo estendido à frente, braço direito ao lado do corpo, alternando o lado a cada 6 pernadas. Pernada vertical, variando a posição dos braços, assim como das mãos; braços ao lado do corpo, movimentando as mãos, mãos na nuca. Segurar a prancha na frente do corpo. Além dos exercícios pedagógicos descritos pelo professor William Urizzi de Lima, é possível encontrar bons canais no Youtube que mostram como executar, ensinar e corrigir os movimentos do nado crawl: ttps://www.youtube.com/c/CanalNadaMais. ANOTE ISSO Saber da história na natação nos faz compreender que ela não nasceu pronta, mas foi construída ao longo da história da própria humanidade. Para finalizar esse capítulo que trata do Nado de Crawl ou Livre, deixamos evidente com base na nossa experiência como professor de Educação Física e também como praticante, que esse é sem dúvidas o estilo mais ensinado e praticado nas aulas de natação, e também um dos mais praticados por atletas amadores e profissionais. Além de trabalhar uma grande quantidade de músculos, ele permite ao nadador velocidade, mesmo não tendo movimentos de grande complexidade. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 181 CAPÍTULO 9 NADO DE COSTA Título: Nado de Costas Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/fotografia-subaquatica-de-nadador-711187/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/fotografia-subaquatica-de-nadador-711187/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 182 ISSO ACONTECEU NA PRÁTICA A história da natação mostra que os estilos foram construídos pelas federações e confederações a partir das situações que aconteciam nas competições. O nado de costas exige que o nadador ou nadadora conserve a posição deitada, com o abdome para cima, em todo o percurso da prova. Os braços se alternam continuamente um em relação ao outro, com recuperação se dando de fora da água e em seguida, entrando novamente na água para efetuar a fase propulsiva da braçada. O batimento de pernas tem um ritmo alternado, realizado no plano vertical e está sincronizado com o movimento dos braços que agem, estendidos, executando as suas ações alternadas, pois enquanto um age na água o outro é recuperado por cima da água. Bem essa forma de nadar é hoje estabelecida pela FINA - Federação internacional de Natação, mas nem sempre foi realizada assim. Em 1994 era muito comum os atletas atravessarem a piscina de fora a fora fazendo apenas o movimento de ondulação do quadril sem realizar sequer, um movimento de braçada. Eu tive a oportunidade de ver atletas realizando esta manobra nas provas do nado costas em várias competições. A questão é que a fina melhorou o entendimento do que era nado de costas e estabeleceu um limite máximo que se podia realizar a golfinhada de costas. ANOTE ISSO A pesquisa acadêmica fez parte da evolução dos estilos da natação, sendo que a biomecânica do movimento foi a ciência que mais contribuiu com a performance técnica. LEITURA COMPLEMENTAR Para o professor William Urizzi de Lima autor do livro Ensinando Natação descreve que no nado costas, o corpo deve estar na horizontal, em decúbito dorsal, o mais paralelo possível ao nível da água, sem permitir queda dos quadris, que devem estar mais submersos que o tronco, para facilitar o movimento das pernas. O queixo deverá formar com o pescoço um suporte ligeiramente angular de 30°, provocando um ligeiro afundar dos quadris, para facilitar o movimento das pernas. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 183 Os quadris devem ser mantidos altos e fixos com uma ligeira oscilação que apenas acompanhe o trabalho de pernas e a movimentação do tronco. Entretanto, a tendência a “sentar” na água levando o quadril afundar mais do que necessário deve ser evitado. Vistos por trás, os ombros do nadador devem estar realizando um rolamento em direção ao braço que está tracionando, devem atingir um desvio máximo do plano horizontal quando a mão e o braço passarem através do plano do ombro, de aproximadamente 45°, tornando compatível com a mecânica da ação dos braços. Vendo o nadador de cima, seu “eixo longitudinal” deve estar em linha com a direção desejada do movimento. Não deve também haver flexão do corpo devido ao movimento dos membros, o que tenderá a aumentar a superfície de resistência e o atrito do nado. A cabeça deve estar no nível da água, no meio da cabeça e logo abaixo do queixo, com a cabeça imóvel, como se fosse uma plataforma, em torno da qual giram os braços. A onda formada em torno da cabeça pode servir de apoio proporcionando uma posição cômoda, como se estivesse sobre um travesseiro, rosto fora d’água, como o queixo a um ângulo de 30° aproximadamente, em relação ao tórax pois os olhos precisam manter um ângulo aproximadamente de 45° com a linha da água. Os ouvidos ficam submersos, queixo contraído, mas ajustado levem, ente na posição. Um ligeiro movimento é executado pela cabeça para a lateral, após passar pelas bandeirolas de aviso paras as viradas, a fim de se situar o nadador, para a execução da volta. Alguns nadadores, especialmente os velocistas, gostam de manter alta a cabeça e o fazem em virtude de uma pernada forte, do aumento da velocidade e da elevação do corpo. Os braços executam movimentos de rotação alternados e diferenciados, formando as principais forças propulsivas do nado. Podemos dividir o nado de costas, como o “crawl”, em duas etapas distintas da ação dos braços: fase aérea, ou fora da água, e a fase aquática, dentro da água. Na fase de recuperação, o início desta fase se dá com o braço ainda submerso, palma da mão girando para dentro, sendo que o polegar será o primeiro a romper a superfície. Na fase área, o braço estará estendido na lateral do corpo e acima da água, então o mesmo sofre um relaxamento e parte para o início da recuperação, com o pulso completamente solto, o que obriga uma queda da mão e impede um atrito em seu dorso. O braço recupera-se diretamente para cima, estendido e inicia a rotação, girando a palma da mão para fora quando se encontra sobre o ombro (momento que o corpo NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 184 tem uma rotação de 40° a 50°) e vai descendo até a entrada na água, passando com o braço próximo a orelha ao entrar na água. O braço parte para um movimento solto, mas retilíneo, para trás, em direção à linha do ombro, até o ponto de entrada da mão. Entrada da Mão naÁgua Corresponde a colocação do braço na água que deve estar no prolongamento do corpo, com o braço muito próximo do ouvido, palma da mão para fora entrando primeiro o dedo mínimo. O ponto de entrada deve ser tomado atrás da cabeça, ligeiramente fora do eixo central do corpo. A mão terá seu dedo mínimo como condutor, e formará em sua entrada, um ângulo de aproximadamente 145° com o antebraço tendo-se em vista o que for formado pela colocação da mão e o eixo central do corpo. É muito importante a não flexão do braço durante a entrada. Na fase aquática, o apoio é a posição da mão que encontra a primeira resistência oferecida pela água, e que tem uma profundidade que varia de nadador para nadador e está intimamente ligada ao rolamento do ombro e flexibilidade do atleta. O apoio com a tração, a mão deve ser feito com os dedos unidos, para evitar uma posição incômoda e um consequente desgaste desnecessário. A tração acontece após o apoio ou a “pegada”, inicia-se a fase seguinte, que vai desde o apoio até que a mão alcance o cotovelo que não age nesta fase, ficando como ponto fixo. O movimento para baixo do braço que entra na água, na sua fase final de recuperação, faz com que ele afunde ainda estendido. O cotovelo começa a se flexionar enquanto o braço é puxado para baixo e lateralmente. Vai acentuando a flexão do cotovelo enquanto a palma da mão fica voltada em direção aos pés. Após a passagem do braço pelo alinhamento do ombro, o cotovelo atinge a sua flexão máxima e começa a se estender trazendo-a próxima ao corpo, finalizando o movimento com o braço em extensão. O trajeto em arco, descrito pela mão na água, significa sua procura das superfícies propulsivas, o que assegura uma resistência constante da água na palma da mão, o que não pode ser sempre na mesma direção, perpendicular a linha da puxada. A empurrada é quando a mão alcança o cotovelo, ela passa a ser empurrada por ele, para frente em direção aos pés. O punho continua em hiperextensão, para permitir que a mão se oponha à linha perpendicular da empurrada, continuando sua trajetória em arco inclinado. O cotovelo faz a empurrada da mão, até sua extensão total. A finalização, ocorre quando a extensão total do braço próximo ao corpo, com a palma para baixo em direção dos quadris e ligeira rotação do corpo. A extensão do braço se dá até mais ou menos 10 cm da coxa, quando se executa uma chicotada final. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 185 As pernas realizam movimentos alternados e diferenciados, começando à partir da articulação coxo-femural, em rito ativo e passivo e com amplitude normal. Inicia-se na articulação da coxa executando movimento flexível das pernas e sua batida forte deve ser efetuada para cima, ou seja, no trajeto ascendente. O movimento deverá ser com soltura de toda a perna com batimento dos pés soltos a ponto de sentir a resistência da água no peito dos pés. O joelho tem uma semiflexão mais acentuada do que no estilo crawl. Uma pernada forte e efetiva é a chave do nado de costas e ela implica não apenas no equilíbrio do corpo, mas na propulsão real, que deve ser mantida com ritmo de 6 (seis) batidas para cada ciclo completo de braços. Um batimento fraco de pernas pode produzir uma rotação irregular e bamboleio dos quadris. É preciso conseguir a máxima flexão dos tornozelos, para uma pernada solta e com trabalho evidente. Os pés são ligeiramente voltados para dentro consequência de uma posição cômoda, além de um maior raio de ação de força na superfície propulsora, embora os pés não devam romper a linha da água, tendo apenas um efeito de ebulição. Movimento Ativo (Ação Ascendente) É o movimento de baixo para cima, com tornozelos relaxados, joelho levemente flexionado, com o pé ligeiramente voltado para dentro. É preciso que se diga que a flexão da perna no nado de costas é maior que a do crawl, em virtude da “pegada” de água que tem que ser feita por ela. Movimento Passivo (Ação Descendente) É o relaxamento da parte ativa, com extensão total de perna, mantendo o pé em posição natural. O movimento do batimento para baixo contribui substancialmente para a elevação do quadril e a manutenção da posição desejável do corpo, no entanto o batimento para baixo contribui muito pouco com o movimento do nado para frente. Devido à posição do corpo, onde o rosto permanece fora da água, é mais fácil à respiração. A inspiração deverá ser feita pela boca quando um braço fizer a recuperação, e a expiração quando fizer a tração pelo outro braço. O ritmo respiratório pode ser adaptado a qualquer braço indiferentemente. Na saída, a posição preparatória dentro da água, com o corpo posicionado à frente da borda, mãos segurando na borda (ou alça do bloco), afastadas à largura dos ombros, braços estendidos e cabeça entre eles, inclinada na direção da parede olhando para as mãos. Pernas flexionadas e afastadas com a planta dos pés na parede, paralelos ou não, abaixo do nível da água. Deixando a marca (Fase Aérea) flexão dos braços para a NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 186 aproximação do corpo à borda. Empurrada com os pés à parede estendendo joelhos e quadris e lançando o corpo para cima e para trás, juntamente com os braços que realizam um movimento para fora, em arco até os polegares se tocarem. A cabeça seguirá a trajetória dos braços que serão lançados pelo lado do corpo e acima d’água encontrando-se atrás do mesmo, em extensão total, com as mãos sobrepostas, palmas para cima. Neste momento há uma extensão total das pernas, as costas devem estar fora d’água durante o vôo. A reentrada e atlética estendida, os dedos primeiros as costas levemente arqueadas para cima. Para facilitar a compreensão do que o professor William Urizzi de Lima descreveu no livro Ensinando Natação, você pode fazer o exercício de tentar identificar todos esses elementos explicativos com a prova dos Jogos Paralímpicos Rio 2016: eliminatória dos 100m costas https://www.youtube.com/watch?v=xwZs18FlZlg ANOTE ISSO Nadar no estilo costas significa: coordenar ações motoras de braçadas, pernadas, respiração e tronco. LEITURA COMPLEMENTAR O professor Oswaldo Fumio Nakamura no livro Natação 4 Estilos: Defeitos - Correções publicado em 1997, descreve o Nado costas da seguinte forma: no estilo costas, a posição do corpo deve estar paralelo no nível da água e os quadris devem estar mais submersos que o tronco, para facilitar o movimento das pernas. O queixo deverá estar próximo ao esterno, provocando um ligeiro afundar dos quadris, para facilitar o movimento das pernas. O movimento dos braços recuperação, o braço recupera-se diretamente para cima, estendido e inicia a rotação, girando a palma da mão para fora quando se encontra sobre o ombro (momento que o corpo tem uma rotação de 40° a 50°) e vai descendo até a entrada na água, passando com o braço próximo a orelha ao entrar na água. A tração do movimento para baixo do braço que entra na água, na sua fase final de recuperação, faz com que ele afunde ainda estendido. O cotovelo começa a se flexionar enquanto o braço é puxado para baixo e lateralmente. Vai acentuando a flexão do cotovelo enquanto a palma da mão fica voltada em direção aos pés. Após a passagem do braço pelo alinhamento do ombro, o cotovelo atinge a sua flexão máxima e começa a se estender trazendo-a próxima ao corpo, finalizando o movimento com o braço em extensão. O movimento das pernas inicia-se na articulação da coxa NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 187 executando movimento flexível das pernas e sua batida forte deve ser efetuada para cima, ou seja, no trajeto ascendente. O movimento deverá ser com soltura de toda a perna com batimento dos pés soltos a ponto de sentir a resistência da água no peito dos pés. O joelho tem uma semiflexão mais acentuada do que no estilo crawl. Devido a posição do corpo, onde o rosto permanecefora da água, é mais fácil a respiração. A inspiração deverá ser feita pela boca quando um braço fizer a recuperação, e a expiração quando fizer a tração pelo outro braço. O ritmo respiratório pode ser adaptado a qualquer braço indiferentemente. Essa é uma descrição bem mais simples, porém eficiente, principalmente para pessoas que estão iniciando a compreensão dos elementos da natação. Os vídeos produzidos nas grandes competições de natação da nadadora campeã mundial Etiene Medeiros podem esclarecer um pouco melhor o nado de costas https://www.youtube.com/watch?v=t9ArA2WA4f0. ANOTE ISSO Observar grandes nadadores e professores de Educação Física é uma maneira de aprender as técnicas do nado de costas e também de ensinar outras pessoas a nadarem o estilo. NOTÍCIAS DO ASSUNTO https://www.youtube.com/watch?v=t9ArA2WA4f0 https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-09/gabrielzinho-garante-2-ouro-na-paralimpiada-agora-nos-50m-costas#search-open https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-09/gabrielzinho-garante-2-ouro-na-paralimpiada-agora-nos-50m-costas#search-open https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-09/gabrielzinho-garante-2-ouro-na-paralimpiada-agora-nos-50m-costas# NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 188 © LISI NIESNER Esportes Gabrielzinho garante 2º ouro na Paralimpíada, agora nos 50m costas Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-09/ gabrielzinho-garante-2-ouro-na-paralimpiada-agora-nos-50m-costas Nadador mineiro de 19 anos também já faturou uma prata nesta edição Publicado em 02/09/2021 - 07:25 Por Rafael Monteiro - Repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro Ouça a matéria: O mineiro Gabriel Geraldo Araújo, o Gabrielzinho, conquistou na manhã de hoje (2) o ouro na prova dos 50 metros costas da classe S2 (deficiência físico-motora), com o tempo de 53s96. Esta é a terceira medalha de nadador, de 19 anos, na Paralimpíada de Tóquio (Japão). Ele já havia garantido o ouro nos 200 m livre da classe S2 e prata nos 100 metros costas (S2). No Centro Aquático de Tóquio, na capital japonesa, o chileno Alberto Albarza ficou com a prata (57s76) e Vladimir Danilenko, do Comitê Paralímpico Russo, terminou com o bronze (59s47). Gabriel Araújo é natural de Santa Luzia, Minas Gerais. O nadador de 19 anos tem focomelia, doença congênita que impede a formação de braços e pernas. A sua iniciação na natação paralímpica aconteceu por influência de um professor de educação física, em 2015. ANOTE ISSO O atleta paralímpico Gabrielzinho é um grande exemplo de nadador do estilo costa. Superação, dedicação e adaptação motora para realização do nado. LEITURA COMPLEMENTAR No livro Nadando Ainda Mais Rápido do professor e pesquisador Ernest Maglischo, publicado pela Manole em 1999, o nado de costas, inicialmente, tinha por finalidade proporcionar meios de fácil flutuação para descansar o nadador. Somente nos jogos olímpicos de Paris, em 1900, é que surgiu este estilo como forma de competição. O estilo evoluiu do nado peito invertido e era praticado com braçadas simultâneas, mas os nadadores perceberam que se alternassem as braçadas poderiam nadar mais rápido. https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-09/gabrielzinho-garante-2-ouro-na-paralimpiada-agora-nos-50m-costas# https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 189 De 1930 a 1960 os nadadores praticantes do nado de costas usavam um estilo que foi popularizado pelo grande campeão Adolph Kiefer. A braçada submersa era executada imediatamente abaixo da superfície e para o lado com o braço reto. Do mesmo modo a recuperação foi efetuada para baixo e lateralmente com o braço reto. Esse estilo mudou dramaticamente na década de 1960. Com o uso cada vez maior de filmagens submersas, os especialistas perceberam que os nadadores de costas mais bem-sucedidos na época estavam usando um padrão de puxada do tipo S. seus braços eram dobrados no início da braçada e estendiam-se mais tarde. Além disso, a recuperação era executada imediatamente acima da cabeça, e não para o lado. Atualmente, o nado de costas é similar ao nado crawl, porém é realizado em decúbito dorsal. Os braços realizam movimentos alternados e para cada ciclo de braçada são realizadas seis pernadas. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Nadadora apoiada pela Prefeitura de Araxá bate recorde brasileiro na natação paralímpica • 12-04-2022 • 17:25 A nadadora paralímpica Ludimila Thamara Borges da Silva foi uma das representantes de Araxá na 1ª e 2ª fase do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de Natação. Ela completou a prova de 50 metros nado costas (classe S2) em 1min51s21 e bateu o recorde brasileiro da categoria. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 190 Outro nadador que representou a cidade na competição foi o Thiago Antônio Mota que ficou em 3º lugar da prova de 50 metros nado peito (classe SB4) com o tempo de 1min25s27. Os atletas da equipe Apae Araxá / Mergulho Sport Center viajaram com o apoio da Prefeitura de Araxá, que disponibilizou o transporte e um professor de apoio, por meio da Secretaria Municipal de Esportes. A hospedagem e alimentação foram cedidas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Além do profissional cedido pelo município, o coordenador técnico de modalidade paralímpica da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Amair Araújo; a fisioterapeuta da Apae, Juliana Caetano; o professor da Mergulho Sport Center, Diego Rafael Mota; e os auxiliares técnicos, Wadan Fernando e José Nolli Neto também viajaram com a equipe. Os nadadores paralímpicos são divididos por categorias, de acordo com o grau da deficiência. As classes S (do inglês swimming) de 1 a 14 são voltadas a atletas com comprometimento físico-motor, sendo que, quanto maior o número, menor a limitação. O Circuito Paralímpico Loterias Caixa é a principal competição paralímpica nacional de três modalidades: atletismo, natação e halterofilismo. O objetivo é desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico dos participantes, sejam esportistas de elite ou jovens valores do país. Resultados individuais Ludimila Thamara Borges da Silva - 50 metros nado costas - Classe S2 - 1:51.21 (recorde brasileiro) - 50 metros nado livre - Classe S2 - 1:44.00 - 100 metros nado livre - Classe S2 - 4:00.15 Thiago Antônio Mota - 50 metros nado peito - Classe SB4 1:25.27 - 3º lugar - 50 metros nado costas - Classe S5 - 1:14.41 - 4º lugar - 50 metros nado livre - Classe S5 - 1:08.96 - 6º lugar Atividades paralímpicas A Prefeitura de Araxá disponibiliza uma estrutura de treinamentos para que deficientes visuais, físicos e intelectuais ou múltiplas, nas modalidades de natação e atletismo, com iniciação de crianças, adolescentes, jovens e adultos. O projeto não visa apenas alto NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 191 rendimento, mas também a parte de reabilitação e social. Existem vagas disponíveis para quem se interessar em participar. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na sede da Assessoria Municipal de Esportes Especializados, localizada na avenida Antônio Afonso Vale, s/n, bairro Urciano Lemos, e na sede da Assessoria Municipal de Esportes Amador e Rural, localizada no Centro Esportivo Álvaro Maneira (antigo ATC), avenida Imbiara, nº 620, Centro. Para mais informações, basta entrar em contato pelos números (34) 3669-8055, 3664-7836 e 3691-2031. NOTÍCIA DO ASSUNTO O italiano Thomas Ceccon venceu nesta segunda-feira (20) a prova de 100 metros costas na categoria masculina do Campeonato Mundial de Natação, disputado em Budapeste, na Hungria. Disponível em: https://www.terra.com.br/esportes/thomas-ceccon-bate-recorde-e- vence-100m-costas-no-mundial,346b1bbef2f2e59e5793825279eb251frz7htlqc.html Nadador italiano superourecorde mundial da prova Foto: EPA / Ansa - Brasil NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 192 O nadador de 21 anos conseguiu ainda bater o recorde mundial da prova, com o tempo de 51s60, melhorando em 25 centésimos a antiga marca do norte-americano Hunter Armstrong, registrada nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Além do último detentor do recorde, Ceccon superou também Ryam Murphy. “Não sei, ainda não percebi, 51s60 é muita coisa, não queria dizer ontem mas me senti bem”, comemorou ele logo após conquistar a medalha de ouro. “Me senti bem e sabia que poderia ir rápido. Não estou dizendo que senti que poderia vencer, mas hoje não tive rivais. Faltou os russos e teria sido um desafio a mais, o objetivo é ainda maior”, acrescentou o italiano. A mesma categoria feminina foi vencida por Regan Smith, com o tempo de 58s33. A norte-americana superou a canadense Kylie Masse (58s40) e a também americana Claire Curzan (58s67). Já nos 100 metros peito, a italiana Benedetta Pilato conquistou a medalha de ouro na prova feminina. A Itália também comemorou o primeiro ouro de Giorgio Minisini e Lucrezia Ruggiero no dueto misto do nado artístico, com 89.2685 pontos. Os japoneses Tomoka e Yotaro Sato garantiram a prata e os chineses Haoyu Shi e Yiyao Zhang levaram o bronze. ANOTE ISSO O oferecimento de atividades aquáticas adequadas à criança constitui-se em um dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento das suas capacidades motoras. O professor e pesquisador Ernest Maglischo no seu livro Nadando Ainda Mais Rápido destaca que os nadadores do nado de costas exibem mais variações em seus padrões de técnica de nado que os em qualquer outro estilo de competição. O corpo do nadador, em decúbito dorsal, ocupa na água a posição hidrodinâmica e quase horizontal. A cintura escapular coloca-se um pouco acima da pélvis; a pélvis e a parte posterior das coxas ficam próximas à superfície da água. Durante o nado o corpo realiza rolamentos laterais, em seu eixo longitudinal. Essas inclinações auxiliam a evidenciar a braçada, fazendo com que ela se realize com profundidade necessária e também conduzindo com resistência mínima o outro braço para frente, sobre a água. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 193 A cabeça deve estar quase alinhada com o corpo, mantendo-se relativamente estável, com o pescoço reto e seus músculos relaxados. A parte posterior da cabeça permanece apoiada na água, com o nível da água passando junto à parte posterior ou mediana das orelhas. As pernas realizam movimentos alternados para cima (fase propulsiva) e para baixo (fase não propulsiva), iniciados a partir do quadril e o batimento para cima inicia- se na rotação da coxa. Os pés deverão estar com flexão plantar e em inversão. As pernas devem dar pernadas na direção geral da rotação do corpo, de modo que a natureza diagonal dessas pernadas possa facilitar o rolamento do corpo. Além de sua contribuição à propulsão, as pernas também desempenham um papel importante na manutenção dos alinhamentos lateral e horizontal do corpo. Primeira varredura para baixo com o braço completamente estendido, a mão, com os dedos estendidos e unidos, entra na água alinhada entre a cabeça e a articulação do ombro com um ângulo de 10º, com a palma virada para fora, de forma que o dedo mínimo seja o primeiro a entrar em contato com a água. Primeira varredura para cima Com o tronco iniciando o rolamento lateral, o braço ainda estendido, mas com o punho ligeiramente flexionado em direção ao dedo mínimo, faz um movimento para baixo, com a mão se movimentando para longe da linha do ombro do nadador. Segunda varredura para baixo A mão se movimenta para baixo, para fora e em direção aos pés. O cotovelo começa a se flexionar e se direcionar para baixo do nível da mão. O punho se 18 flexiona de maneira que a palma da mão se volte em direção aos pés. O tronco continua o rolamento, ajudando a manter a mão propulsora abaixo da superfície da água e também mantendo o ombro referente ao braço que está recuperando. A velocidade da mão deve ganhar uma aceleração moderada durante todo o movimento. Segunda varredura para cima, o braço movimenta-se para baixo e para trás até que esteja completamente estendido e bem abaixo da coxa. Haverá uma aproximação do braço e cotovelo ao tronco, com a extensão do antebraço, projetando a mão em direção ao fundo, fazendo com que haja um rolamento do corpo para o lado oposto a esse braço, e uma conseqüente saída do ombro do mesmo lado. Liberação e saída ao completar o estágio propulsivo do ciclo, a mão movimenta- se para cima, para trás e para dentro, na direção da superfície. O braço assume a posição estendida e se movimenta verticalmente para cima. A recuperação com o braço estendido, o polegar sai da água primeiramente, com a palma da mão voltada para a perna. Há um movimento semicircular fora da água, no qual ocorre uma rotação NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 194 medial do braço de maneira que, ao final da recuperação a mão esteja voltada para fora. A respiração com a fase de inspiração feita pela boca, no momento em que um dos braços estiver iniciando a recuperação e o outro, o apoio. A expiração deverá ser feita de preferência pelo nariz. Talvez não haja, porém, necessidade de esse ou qualquer outro ritmo respiratório. Visto que sua face está fora da água e que o nadador pode respirar quando quiser, os praticantes do nado de costas provavelmente desenvolvem um ritmo eficiente pelo método de tentativas. O braço da recuperação entra na água no momento em que o outro braço está completando a segunda varredura para cima. Para cada ciclo de braçada, são realizadas seis pernadas. ANOTE ISSO O mudança na técnica do movimento se deve a vários fatores: biotipo do atleta, treinador, aperfeiçoamento técnico e estilo pessoal de movimento. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Regras do Nado de Costas. Disponível em: https://natacaopotiguar.blogspot. com/2017/11/sw-6-costas-saida-virada-e-chegada.html Assim como os estilos peito e borboleta, as provas oficiais do estilo costas são 50m, 100m e 200m, exceto nos Jogos Olímpicos em que não se realiza o 50m. Para efeito de curiosidade: de todos os países do planeta, somente os EUA realizam provas de natação em jardas, o que não vale para recordes ou ranking mundiais. Nesse sentido, é preciso analisar detalhes técnicos dos estilos admitidos oficialmente em regra pela FINA, sendo o estilo costas um nado diferenciado por movimentos semelhantes ao crawl no sentido inverso com apenas a rotação de ombro e quadril iguais para seu melhor desempenho. Saída SW 6.1: Antes do sinal de partida, os competidores devem alinhar-se na água, de frente para a cabeceira de saída, com ambas as mãos colocadas nos suportes de agarre. Manter-se na calha ou dobrar os dedos sobre a borda da calha é proibido. Chamada a série pelo árbitro-locutor, os nadadores se dirigem cada um para sua respectiva raia. Dado o primeiro sinal da arbitragem para entrada na água, cada nadador NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 195 se lança e toma a barra de agarre para largada das provas de costas. Nesse momento, deve estar voltado(a) de frente para a cabeceira do bloco (necessariamente de costas para a piscina). Título: Flutuação de costas Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-8028309/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-8028309/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 196 SW 6.2: Ao sinal de partida e quando virar, o nadador deve dar um impulso e nadar de costas durante o percurso exceto quando executar a volta, como na SW 6.4. A posição de costas pode incluir um movimento rotacional do corpo até, mas não incluindo os 90° a partir da horizontal. A posição da cabeça nãoé relevante. Tão breve todos os competidores estejam alinhados cada um na sua respectiva raia, a arbitragem dará um silvo para o tomada de posição e imediatamente anunciará “às suas marcas”. Com todos os nadadores paralisados, vem o sinal de partida. No voo, o nadador coordena o movimento de giro da braçada com o lançamento do corpo em arco para trás, na intenção de penetrar a água; o giro da braçada inicia soltando a barra metálica, perpassando o quadril, abrindo-se paralelo ao corpo e em direção para fazer as mãos se encontrarem com braços por trás da nuca e antes da penetração na água; Sair da água o máximo possível, tendo por base o impulso das pernas para que o quadril seja lançado por sobre a água, coordenado ao movimento de arco da coluna; Na reentrada os dedos das mãos devem entrar primeiro; No deslizamento, ficar submerso no mínimo a 45 cm, corpo horizontal e ondulação de pernadas (pernas em paralelo e movimento inverso do estilo borboleta), buscando o aproveitamento do deslizamento; A regra oficial permite a fase submersa até 15 metros a partir da largada, quando até esse momento a cabeça deverá quebrar a linha d´água, surgindo na superfície. SW 6.3: Alguma parte do nadador tem que quebrar a superfície da água durante o percurso. É permitido ao nadador estar completamente submerso durante a volta e por uma distância não maior que 15 metros após a saída e cada volta. Nesse ponto a cabeça deve ter quebrado a superfície. Erros comuns Na posição inicial, não flexionar os braços e pernas; lançar os braços para cima (vertical); saltar exageradamente para cima; não lançar a cabeça para traz; impulsionar a borda antes dos braços estarem atrás da cabeça; cabeça muito baixa durante o deslize (tocando o queixo); batida exagerada de pernas antes da primeira braçada; não estender completamente o corpo; após o deslize, puxar inicialmente os dois braços; puxar um braço logo após o impulso. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 197 Virada SW 6.4: Quando executar a volta, tem que haver o toque na parede com alguma parte do corpo na sua respectiva raia. Durante a volta, os ombros podem girar além da vertical para o peito após o que uma imediata contínua braçada ou uma imediata contínua e simultânea dupla braçada pode ser usada para iniciar a volta. O nadador tem que retomar a posição de costas após deixar a parede. A regra determina tocar com qualquer parte do corpo na posição de costas. Se isso acontecer, o nadador deve girar lateralmente, mantendo-se de costas até reposicionar- se de modo a impulsionar a borda e reiniciar o trajeto. Porém, a virada mais veloz do estilo é com a cambalhota, também permitida por regra: aproxima-se da borda sem perder velocidade (conta-se braçadas a partir da passagem por sobre a cordinha dos 05 metros, aproximadamente 02 a 03 braçadas); Início da braçada a partir do quadril girando o corpo de costas para frente e lançando o braço que iniciou o movimento para frente, cruzando o braço da recuperação (fase aérea) a frente do peito; estando de frente e aproximando-se da borda, realizar a cambalhota; Após a cambalhota, o corpo estará já na posição de costas, quando então toca-se com os pés na borda dando impulso e buscando o deslize para reiniciar o trajeto. Erros mais comuns Virada simples: diminuir o ritmo do nado antes de se aproximar na borda; tocar as duas mãos na borda; após tocar na borda, lançar os braços por fora d’água; dar impulso na borda, com as pernas estendidas; dar impulso na borda sem ter os dois braços estendidos atrás da cabeça; dar impulso na borda com os pés muito acima ou muito abaixo em relação ao plano do corpo; abandonar a borda sem estar na posição de costas; deslize exagerado, após a impulsão na borda, puxar simultaneamente os braços. Virada olímpica: Diminuir o ritmo do nado, antes de se aproximar da borda; não exercer suficiente pressão na parede, com a mão que apoia, para executar a virada; apoiar a mão na borda, sem a profundidade necessária; efetuar o lançamento das pernas com a cabeça alta; dar impulso na borda com as pernas estendidas ou pouco flexionadas; puxar um braço, logo após o impulso; apoiar os pés na borda para o impulso, muito acima ou muito abaixo em relação ao plano do corpo; dar impulso com as mãos fora do prolongamento do antebraço; abandonar a borda, sem estar com os braços estendidos atrás da cabeça; dar meia braçada, para efetuar a virada. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 198 Chegada SW 6.5: Quando do final da prova, o nadador tem que tocar a parede na posição de costas na sua respectiva raia. Similar à virada, contam-se braçadas após passar a cordinha dos 05 metros, quando então lança-se o corpo no último movimento de braçada de costas buscando o máximo de velocidade e eficiência até o toque final (que deve ser de costas em qualquer parte da borda, preferencialmente no nível da água). Erros mais comuns Diminuir o ritmo do nado, antes de se aproximar da borda; dirigir a vista para a borda, 03 ou 04 braçadas antes girando a cabeça; dar uma braçada de mais ou de menos, para chegar. ANOTE ISSO As regras do nado de costas são estabelecidas pela FINA, que é a Federação Internacional De Natação, órgão máximo na decisão das competições nacionais e internacionais. Título: Movimento nado de costas Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-em-maio-verde-3622714/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-em-maio-verde-3622714/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 199 O objetivo desse capítulo foi proporcionar material de consulta sobre a natação, mais especificamente sobre o nado costas. No decorrer dessa organização de literatura foram apresentados conceitos e notícias de atletas e competições vinculadas a esse estilo de natação. Foi apresentado também, reflexões sobre a evolução e a mecânica do nado costas e descritos alguns procedimentos pedagógicos para auxiliar no ensino do nado. Utilizamos mais de um autor que trata da nomenclatura utilizada para descrever os movimentos do corpo durante a execução técnica do nado costas, essa diferença se dá pelo período que a observação foi realizada e também o referencial teórico utilizado pelos autores . Destacamos que é de extrema importância que os futuros professores de Educação Física tenha o conhecimento do nado costas para atuar tanto na iniciação, quanto na especialização e treinamento da natação. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 200 CAPÍTULO 10 NADO DE PEITO Título: Nado de Peito Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-foco-raso-de-pessoa-nadando-2062690/ Minha trajetória como aluno e, posteriormente, professor de Educação Física que atuava com a natação me fez ter boas histórias para contar aqui nesse texto. Uma dessas histórias diz respeito a dificuldade que tive em aprender a nadar no estilo peito. Foi o nado que mais exigiu de mim empenho e dedicação nas aulas de natação com o professor Sidnei. Atualmente, o estilo peito é o nado que mais utilizo para nos meus planos de treinamentos semanais. Resgatando minha história de aprendiz do nado, hoje tenho a convicção de que esse estilo é o mais complexo dentre todos os estilos de nado. Esse estilo exige muita coordenação motora e raciocínio. O peito é também o que eu tenho maior facilidade de realizar a respiração, pois executa movimentos com os braços que promovem a abrangência da caixa torácica. A braçada possibilita https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-foco-raso-de-pessoa-nadando-2062690/ NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 201 a abertura das costelas ao respirar. Esse trabalho permite a entrada de mais oxigênio, o que ligado a treinos, pode aumentar a capacidade pulmonar. Esse é um dos motivos pelo qual utilizo o peito com maior frequência, para recuperação ativa. O aumento da capacidade pulmonarfacilitada pelo movimento dos braços faz com que eu sinta menos cansaço nos dias de treinamento de velocidade. Com relação ao raciocínio, esse sem dúvidas foi o nado que mais demorei para dominar os movimentos. Penso que a maior justificativa seja pela dificuldade com os movimentos complexos que o estilo peito exige do nadador. Nadar peito é um desafio para o cérebro, que precisa pensar em como desempenhar tais gestos. ANOTE ISSO O tempo de 57s92 no 100 metros nado peito é imbatível. Essa é a marca do melhor atleta do estilo peito segundo a FINA, ele é Adam Peaty que desde 2014 é imbatível na distância. Segundo sua rede social, o atleta relatou o medo de entrar na água quando criança. Deu suas primeiras braçadas aos quatro anos de idade e foi durante esta aula de natação, que ele perdeu o medo e passou a nadar cada vez mais. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Jheniffer Conceição vai à final dos 50m peito e brasileiras batem recorde de finais https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/24/jheniffer-conceicao-vai-a-final- dos-50m-peito-e-mulheres-batem-nova-marca.ghtml Jheniffer bate recorde sul- americano, faz o sexto melhor tempo na semifinal, se classifica para a decisão dos 50m peito, e mulheres brasileiras somam seis finais, recorde histórico para o país Por Redação do Ge — São Paulo 24/06/2022 13h58 Atualizado há 3 semanas A brasileira Jheniffer Conceição está na final dos 50m peito do Campeonato Mundial de natação, que está sendo realizado em Budapeste, na Hungria. Ela completou a semifinal em 30s28, bateu o recorde sul-americano da prova e passou à final, que será disputada neste sábado (13h, com sportv), com a sexta melhor marca. Assim, as mulheres brasileiras já somam seis finais neste Mundial, recorde histórico para elas. https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/24/jheniffer-conceicao-vai-a-final-dos-50m-peito-e-mulheres-batem-nova-marca.ghtml https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/24/jheniffer-conceicao-vai-a-final-dos-50m-peito-e-mulheres-batem-nova-marca.ghtml NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 202 Semifinal dos 50m peito feminino no Mundial de Budapeste Foto: Getty Images/Dean Mouhtaropoulos Além de Jheniffer, nos 50m peito, o Brasil disputou as finais dos 1500m livre (Bia Dizotti em sexto e Viviane Jungblut em sétimo, pela primeira vez duas mulheres do país competiram a mesma decisão), os 800m livre com Viviane em oitavo, além dos dois revezamentos (4x100m e 4x200m), que terminaram em sexto lugar. - Estou me sentindo bem melhor, mais consciente. A gente analisou a prova de manhã (eliminatórias), fiz ajustes, melhorei agora a tarde e estou muito feliz com esse recorde sul-americano. Ainda dá para tirar mais ainda dessa prova, dá para melhorar o tempo. Uma raia, uma chance na final. Então vou tentar beliscar essa medalha - disse Jheniffer. Na prova da Jheniffer, a italiana Benedetta Pilato passou com 29s83 na primeira posição, seguida da lituana Ruta Meilutytė (29s97) e da sul-africana Lara van Niekerk(27s99). É a primeira vez na história que o Brasil chega em uma final do nado peito feminino em um Campeonato Mundial. Antes deste Mundial, o recorde de finais das mulheres brasileiras em um Mundial era de quatro, na competição de 2009, em Roma. Importante ressaltar que esse ano, além das seis finais citadas, o revezamento 4x100m livre misto (com dois homens e https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/20/bia-dizotti-bate-recorde-brasileiro-nos-1500m-livre-e-e-6a-no-mundial.ghtml https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/20/bia-dizotti-bate-recorde-brasileiro-nos-1500m-livre-e-e-6a-no-mundial.ghtml https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/20/bia-dizotti-bate-recorde-brasileiro-nos-1500m-livre-e-e-6a-no-mundial.ghtml NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 203 duas mulheres) também participou da decisão. O time nacional, com Gabriel Santos, Vinicius Assumpção, Stephanie Balduccini e Giovanna Diamante, ficou em sexto lugar, com recorde sul-americano. NÃO DEU PARA LORRANE FERREIRA Lorrane na semifinal dos 50m livre Foto: CBDA/Divulgação A brasileira Lorrane Ferreira nadou a semifinal dos 50m livre e ficou em sétimo na sua série, com o tempo de 25s24, encerrando a competição em 15º lugar e fora da decisão, que será no sábado. - Fiquei feliz por ter a chance de ir à semifinal, dei meu melhor, treinei para fazer melhor que isso, mas a natação é incerta. Fica a lição que é possível, os tempos não são absurdos, sou capaz de brigar para ser finalistas nas próximas competições - disse. Nos 50m costas, Guilherme Basseto completou a prova em 24s85, melhor tempo da carreira, e ficou em décimo na classificação geral, muito perto da vaga na decisão. VITÓRIA DE KATIE LEDECKI A americana Katie Ledecki se tornou, nesta sexta-feira, pentacampeã dos 800m livre com o tempo de 8m08s04, levando a 19ª medalha de ouro da carreira em Campeonatos Mundiais, com o quinto melhor tempo da história da prova. Ela não perde essa prova NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 204 desde 2010, ou seja, 12 anos. Ela venceu as Olimpíadas de 2012, em Londres, 2016, no Rio de Janeiro, e Tóquio, no ano passado. ANOTE ISSO A brasileira que representou o Brasil nos 50m peito do Campeonato Mundial de natação foi a atleta Jheniffer Conceição, com o tempo de 30s28. LEITURA COMPLEMENTAR O professor Oswaldo Fumio Nakamura no livro Natação 4 Estilos: Defeitos - Correções publicado em 1997, descreve o Nado Peito da seguinte forma: As mãos são levadas juntas à frente através da extensão dos cotovelos, permanecendo abaixo da linha dos ombros, com as palmas das mãos voltadas diagonalmente para fora. Na tração, os braços estendidos à frente da cabeça, com as palmas das mãos voltadas diagonalmente para fora. O ataque inicia-se com os braços estendidos e as mãos a uma profundidade entre 15 a 25 centímetros. As mãos são levadas lateralmente e os cotovelos semi flexionam atingindo aproximadamente 110-, entre o braço e o antebraço. A fase de tração termina antes dos braços atingirem a linha dos ombros através de um movimento curto. As mãos são levadas para dentro em movimento circular, quando então terminam a sua última parte propulsora. O movimento das pernas ocorre por uma flexão dos joelhos, levando as pernas sobre as coxas, trazendo os calcanhares próximos aos glúteos. Evitar a flexão da coxa ao tronco. A seguir os tornozelos se flexionam e fazem a rotação dos pés para fora, para logo em seguida iniciar a impulsão das pernas para trás com apoio da região plantar na água. De acordo com a extensão dos joelhos, os pés são impulsionados para trás, seguido de um movimento arredondado, e elevação das coxas para cima. Conforme as pernas se estendem, finalizam o movimento com elas unidas e em extensão. Na respiração, a cabeça deve ser elevada o suficiente para permitir a inspiração, em seguida, a flexão do pescoço e o seu retorno para a água. A inspiração se executa quando os braços finalizam a tração para o início da recuperação. Para entender melhor como o nado de peito é executado, há muitos vídeos disponíveis no youtube que trazem provas de um dos maiores nadadores brasileiros do estilo peito, o atleta Felipe França da Silva https://www.youtube.com/watch?v=tjeLR5rMWZY. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 205 ISSO ACONTECE NA PRÁTICA O atleta fica com o corpo na horizontal e o tempo todo em baixo da água. A cada ciclo braçada/pernada, a cabeça, por um breve momento, corta a superfície da água. O movimento do nado peito é curto, circular e de forte impulsão das pernas. O movimento dos braços é simultâneo, assim como o das pernas. No momento da virada ou do toque na borda, o atleta precisa bater as duas mãos na parede. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Atleta da Rede Cuca é um dos quatro brasileiros a disputar o Open Internacional da Argentina de Natação Paralímpica Sheldon Breno Soares embarcanesta quarta-feira (06/04) para a Argentina representando a Rede Cuca. Ele é o atual campeão brasileiro universitário da sua categoria Disponível em: https://www.fortaleza.ce.gov.br/noticias/atleta-da-rede-cuca-e- um-dos-quatro-brasileiros-a-disputar-o-open-internacional-da-argentina-de-natacao- paralimpica NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 206 Apresentado à natação já com 20 anos, Sheldon coleciona algumas medalhas conquistadas em campeonatos nacionais e internacionais disputados ao longo desses 10 anos no esporte Há três anos treinando na Rede Cuca, o nadador Sheldon Breno Soares, 30, embarca nesta quarta-feira (06/04), para Buenos Aires para disputar o Open Internacional da Argentina de Natação Paralímpica, que acontece entre os dias 6 e 10 de abril, no parque aquático do Centro Nacional de Alto Rendimento de Buenos Aires. O atleta é um dos quatro representantes brasileiros que estarão na competição. Dois deles, Sheldon e o seu treinador Henrique Gurgel – também atleta paralímpico – são de Fortaleza. Em sua primeira competição internacional do ano, o representante da Rede Cuca participará de cinco provas nas categorias s6 nado livre e Sb4 nado peito. Apesar de experiente em competições internacionais, ele conta que já está com o frio na barriga típico dos grandes desafios. “Tem um pouco de nervosismo, mas eu digo para mim mesmo que, a partir do momento que não tiver mais esse nervosismo, é para eu parar. Mas estou me preparando bem, me alimento bem, treino todos os dias, descanso física mentalmente. Estou bem preparado, vou tentar as melhores colocações, mas só em estar indo para lá já é uma grande vitória”, celebra o atleta. Apresentado à natação já com 20 anos, Sheldon coleciona algumas medalhas conquistadas em campeonatos nacionais e internacionais disputados ao longo desses 10 anos no esporte. Entre elas, a de campeão brasileiro universitário da sua categoria e o bronze no Open Internacional da Colômbia, duas conquistas de 2021. “É importante estar praticando, ter essa mobilidade, ter uma vida saudável, uma vida extraordinária, mais do que a minha expectativa”, diz o nadador. Amor à natação Natural de Fortaleza, Sheldon nasceu prematuro e passou o primeiro ano de vida internado em um hospital. Ao longo da infância, nenhuma sequela das complicações do período de internação foi detectada. Sheldon corria e jogava bola normalmente, embora tivesse muitas luxações nos ossos, as quais os médicos não diagnosticavam a causa. Aos 13 anos, começou a ter problemas ósseos e redução na mobilidade. Nesta fase, foi diagnosticado com uma doença degenerativa chamada displasia óssea, que o levou a precisar de cadeiras de rodas para se locomover melhor. O esporte voltou a fazer parte da sua vida após ver na televisão atletas paralímpicos tendo a vida “anormal” que ele sonhava em ter. “Quando eu fiquei acamado, assisti muito às paralimpíadas e via todos aqueles atletas terem uma vida normal, na realidade, a NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 207 vida anormal que eu queria: viver viajando, competindo. Foi aí que eu conheci a corrida de rua e passei um ano competindo, ganhei algumas medalhas. ANOTE ISSO Na história de vida de Sheldon Breno: “minha médica pediu para eu fazer natação para melhorar a mobilidade. Era para ser uma fisioterapia, mas eu me apaixonei, foi amor à primeira vista pela natação”. LEITURA COMPLEMENTAR No livro Nadando Ainda Mais Rápido do professor e pesquisador Ernest Maglischo, publicado pela Manole em 1999, o estilo de bruços ou de peito é o mais antigo dentre os quatro estilos da natação (borboleta, costas e crawl), visto que, já no século XVI, havia uma maneira de nadar com os movimentos dos braços parecidos com o estilo atual. No entanto, naquele período, os pés ainda eram batidos alternadamente, de forma semelhante a um pontapé. Desse método é que surgiu o nado de peito, que se popularizou e Piscina de 25 metros Piscina de 50 metros 17 tornou-se o estilo mais praticado em toda a Europa, já em 1798. Antes de 1960, a pernada de peito era ensinada como uma ação de cunha em que os nadadores estendiam suas pernas de forma semelhante a um “V” invertido e, em seguida, tentavam esguichar uma cunha de água para trás, ao mesmo tempo em que juntavam firmemente as pernas. Em 1968, Coulsilman apresentou a pernada em cunha, que provocava maior deslocamento ao comprimir as pernas. Na época, o treinador James Coulsilman e o nadador Chet Jastremski, praticante do nado de peito, revolucionaram a pernada deste nado com uma ação das pernas em um estilo de chicotadas estreitas. Ao longo do tempo, foi possível observar a evolução do nado de peito, porem, nem todas foram aceitas por todos os nadadores, ocasionando diferenciações na execução do mesmo. Outro ocorrido, foi a transformação gradativa dos movimentos dos braços fora da água alternadamente (braçadas) e a fusão destas inovações com movimentos alternados das pernas no estilo usado pelos nativos de Ceilão, atual Sri Lanka. Pode-se dizer que hoje em dia existem três estilos diferentes de nado de peito: o convencional (plano), o ondulado e a onda (moderno). O estilo convencional, também NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 208 conhecido como plano, era o mais utilizado para o aprendizado de adultos e crianças. Neste estilo há um deslocamento predominantemente horizontal forte provocado pela ação da pernada e o corpo desliza sem elevação de ombros no momento da respiração. Depois da Idade Média, o nado de peito foi o primeiro estilo utilizado em competições. E, a partir deste estilo se desenvolveram os demais nados (crawl, costas e borboleta). Antes, era permitido que os nadadores de peito competissem submersos durante a prova do estilo, porém, muitos atletas desmaiavam ao tentar ficar muito tempo debaixo da água. Afim de solucionar este problema, no final da década de 1950 foi estabelecido que a maior parte da prova fosse executada na superfície. No restante da prova, alguma parte do corpo, habitualmente a cabeça, deve aparecer acima da superfície da água uma vez durante cada ciclo de braço. Este momento é onde ocorre a respiração. Apesar de os nadadores desse estilo gerarem grandes forças durante as fases propulsivas de cada ciclo de braço, o nado de peito é o mais lento. Isso ocorre porque há uma desaceleração significativa a cada vez que recuperam as pernas para a pernada, reduzindo sua velocidade média por braçada. Essas variações intra cíclicas na velocidade de progressão tornam este nado além de lento, o mais rigoroso dos estilos de competição. ANOTE ISSO Atualmente, é permitido aos nadadores de peito ficarem submersos apenas durante um ciclo de braços depois da saída e da virada. NOTÍCIAS DO ASSUNTO Regras do nado peito. Disponível em: https://natacaopotiguar.blogspot.com/2018/07/ sw-07-peito-saida-virada-e-chegada.html Em competições oficiais, as provas do estilo peito são os 50, 100 e 200 metros, exceto nos Jogos Olímpicos em que não se realiza o 50m Peito. As regras oficiais aplicadas ao estilo durante a saída, a virada e a chegada determinam movimentos a serem observados por todos os competidores. Antes mesmo de citar alguns detalhes sobre as regras, é interessante observar que quanto mais praticar nos treinamentos, mais o atleta responderá automaticamente, sem aquela necessidade de estar perguntando de última hora o que tem que fazer durante a prova. NATAÇÃO PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 209 “A prática leva à perfeição”, e leva mesmo! Se estiver praticando, sempre se lembrando das regras e consultando seu técnico, cada vez mais os movimentos serão assimilados “automaticamente”. E isso deixará seu estado psicológico bem menos tenso antes da prova para nadar bem mais fluente. Então observe o que a regra especifica: “SW 7.1 Após a partida e após cada virada, o nadador