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NATAÇÃO
PROF. FABRÍCIO COSTA
DE OLIVEIRA
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA
Prof. Fabrício Costa de Oliveira
NATAÇÃO
Marília/SP
2022
“A Faculdade Católica Paulista tem por missão exercer uma 
ação integrada de suas atividades educacionais, visando à 
geração, sistematização e disseminação do conhecimento, 
para formar profissionais empreendedores que promovam 
a transformação e o desenvolvimento social, econômico e 
cultural da comunidade em que está inserida.
Missão da Faculdade Católica Paulista
 Av. Cristo Rei, 305 - Banzato, CEP 17515-200 Marília - São Paulo.
 www.uca.edu.br
Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma 
sem autorização. Todos os gráficos, tabelas e elementos são creditados à autoria, 
salvo quando indicada a referência, sendo de inteira responsabilidade da autoria a 
emissão de conceitos.
Diretor Geral | Valdir Carrenho Junior
NATAÇÃO
PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 5
SUMÁRIO
CAPÍTULO 01
CAPÍTULO 02
CAPÍTULO 03
CAPÍTULO 04
CAPÍTULO 05
CAPÍTULO 06
CAPÍTULO 07
CAPÍTULO 08
CAPÍTULO 09 
CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 15
06
23
42
66
98
127
146
165
181
200
217
236
255
273
290
O QUE É NATAÇÃO? 
HISTÓRIA DA NATAÇÃO
PRINCÍPIOS DA HIDRODINÂMICA PARA 
NATAÇÃO
PRINCIPAIS COMPETIÇÕES DE NATAÇÃO 
METODOLOGIAS DE TRABALHO DA NATAÇÃO
ORGANIZAÇÃO DE PROGRAMAS DE 
NATAÇÃO
ADAPTAÇÃO AO MEIO LÍQUIDO
NADO CRAWL OU LIVRE
NADO DE COSTA
NADO DE PEITO
NADO BORBOLETA
ENTRADAS E VIRADAS
BRINCADEIRAS E JOGOS NAS AULAS DE 
NATAÇÃO
SALVAMENTO AQUÁTICO E OS CUIDADOS 
DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA 
NATAÇÃO
NATAÇÃO PARA GRUPOS ESPECIAIS
NATAÇÃO
PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 6
CAPÍTULO 1
O QUE É NATAÇÃO? 
• Posição do Confef sobre a natação.
• Definições e conceitos;
• O papel do Professor de Educação Física na natação; 
• Federações e confederações de natação;
Título: Natação
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-nadando-na-agua-fazendo-bracadas-de-estilo-livre-87831/
ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
O professor de Educação Física atua como incentivador e inspiração positiva.
NATAÇÃO
PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA
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Em 1994, com 12 anos de idade, tive a experiência de participar da escola de 
natação ofertada pelo município que morava. Era um projeto social que tinha como 
propósito, o incentivo e movimentação esportiva da Secretaria de Esportes Municipal. 
O professor de Educação Física Sidnei era o responsável pelas atividades aquáticas. 
Lembro do primeiro dia de aula: ele colocou todos os alunos na borada da piscina para 
uma conversa sobre a aula, falou para os alunos mais avançados onde eles deveriam 
nadar e o que deveriam fazer. Orientou os alunos intermediários a pegar o material e 
ir para o outro lado da piscina. Ficou comigo e mais três outros alunos que iniciaram 
o projeto. A primeira pergunta que ele fez foi: aquela parte da piscina é bem fundo e 
não dá pé para vocês, quem consegue se virar no fundo? Eu prontamente disse que 
conseguia, porque sabia nadar. Ele então pediu para que eu mostrasse tudo que sabia 
fazer na aula. Na fala dele, eu já sabia fazer o nado do Tarzan, mergulhar de fora da 
piscina na barrigada, mergulhar de olho aberto e soltar o ar dentro da água. Isso era 
muito bom. Na aula seguinte eu fui para a turma dos intermediários.
O relato que acabamos de apresentar aqui aconteceu na prática e marcou a minha 
vida. O professor Sidnei até hoje atua como professor de natação e eu nunca mais 
parei de nadar. Hoje com quarenta anos, ainda participo de competições em águas 
aberta e competições na minha região. 
ANOTE ISSO
Posição do Confef sobre a natação é de que somente o professor de Educação 
Física formado e registrado pode ministrar e desenvolver programas de natação.
Rio de Janeiro, 29 de junho de 2015. 
 
Resolução CONFEF nº 280/2015
NATAÇÃO
PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA
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Dispõe sobre Especialidade Profissional em
Educação Física em Desportos Aquáticos.
 
O PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA - CONFEF, no uso 
de suas atribuições estatutárias, conforme dispõe o inciso IX, do art. 43;
 
CONSIDERANDO a Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996, na especificidade 
do tratamento dispensado à Especialização como curso superior, em nível de pós-
graduação Lato Sensu, que se segue aos cursos de graduação;
 
CONSIDERANDO a Resolução CONFEF nº 255 de 18 de junho de 2013, do Conselho 
Federal de Educação Física, que define Especialidade Profissional em Educação Física;
 
CONSIDERANDO a Resolução CONFEF nº 046, de 18 de fevereiro de 2002, do 
Conselho Federal de Educação Física, que dispõe sobre a Intervenção do Profissional 
de Educação Física e respectivas competências e define seus campos de atuação 
profissional;
 
CONSIDERANDO a Resolução CNE/CES nº 7, de 31 de março de 2004, do Conselho 
Nacional de Educação, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos 
de graduação em Educação Física, em nível superior de graduação plena;
 
CONSIDERANDO a missão do CONFEF de dotar a sociedade de parâmetros de 
aferição da qualidade do exercício profissional, bem como as exigências do campo 
de trabalho do Profissional de Educação Física, decorrentes dos avanços científicos 
e tecnológicos da área específica e de áreas correlatas;
 
CONSIDERANDO a importância da formação profissional em nível de Especialidade 
para o desempenho de funções específicas e próprias do exercício profissional, com 
segurança, competência e responsabilidade ética; 
 
NATAÇÃO
PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA
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CONSIDERANDO que a organização do esporte nacional identifica “Desportos 
Aquáticos” como uma grande área onde está incluída a natação, os saltos ornamentais, 
o polo aquático e o nado sincronizado;
 
CONSIDERANDO a relevância do trabalho interdisciplinar em Desportos Aquáticos 
(natação, saltos ornamentais, polo aquático e nado sincronizado) e a necessidade 
das ações realizadas pelos diferentes profissionais de nível superior como condição 
para se oferecer aos praticantes destas modalidades esportivas orientações para a 
aprendizagem e o treinamento de qualidade, na iniciação e no alto rendimento;
 
CONSIDERANDO o estudo do Grupo de Trabalho sobre Especialidade Profissional 
em Educação Física do CONFEF, realizado no ano de 2006; os estudos da Comissão 
de Ensino Superior e Preparação Profissional do CONFEF, realizados nos anos de 
2010 e 2011; e reunião realizada em 2011, pelos representantes do CONFEF junto às 
Câmaras Técnicas da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, 
do Ministério da Saúde;
 
CONSIDERANDO a Oficina Temática sobe Especialidades Profissionais, realizada no 
ano de 2011, coordenada pela Comissão de Ensino Superior e Preparação Profissional 
do CONFEF, com a participação dos Presidentes de Conselhos Regionais de Educação 
Física e o que foi aprovado em reunião do Plenário do Conselho Federal de Educação 
Física, realizada em 26 de março de 2011;
 
CONSIDERANDO a deliberação do Plenário do CONFEF, em reunião ordinária de 08 
de maio de 2015;
 
RESOLVE:
 
Art. 1º - Definir os desportos aquáticos como área de Especialidade Profissional 
em Educação Física. 
 
Art. 2º - A Especialidade Profissional em Educação Física é definida como um 
ramo ou uma competência específica dentro desta profissão, que objetiva aprofundar 
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e/ou aprimorar conhecimentos, técnicas e habilidades, além de agregar conteúdos 
específicos da prática vivenciada em um determinado tipo de intervenção.
 
Parágrafo único - A Especialidade Profissional em desportos aquáticos para efeito de 
reconhecimento pelo Sistema CONFEF/CREFs e para atuação profissional específica, 
destina-se, exclusivamente, aosProfissionais de Educação Física que tenham concluído 
o curso de bacharelado em Educação Física.
 
Parágrafo único - A Especialidade Profissional em desportos aquáticos para efeito de 
reconhecimento pelo Sistema CONFEF/CREFs e para atuação profissional específica, 
destina-se, exclusivamente, aos Profissionais de Educação Física que tenham concluído 
o curso superior de Educação Física e estejam devidamente registrados no Sistema 
CONFEF/CREFs. (Redação dada pela Resolução CONFEF nº 342/2017)
 
Art. 3º - No contexto das políticas públicas e privadas de esporte, especificamente 
nos programas, ações e estratégias de desenvolvimento do desporto e paradesporto 
em suas diferentes dimensões, desde a iniciação esportiva até o esporte de rendimento, 
compete aos Profissionais de Educação Física: 
I - Desenvolver ações pedagógicas para a iniciação esportiva nos desportos aquáticos, 
por meio da consciência do movimento corporal, levando em consideração as diferentes 
etapas do processo de crescimento e desenvolvimento humano;
II - Desenvolver ações de treinamento nos desportos aquáticos, nas diferentes 
categorias de competição, considerando as dimensões física, técnica, tática, psicológica, 
intelectual e moral;
III - Avaliar, planejar e definir indicações e contraindicações para a realização do 
treinamento individual e em conjunto, em diferentes faixas etárias, considerando fatores 
de risco, estratégias e metodologias adequadas às necessidades do indivíduo e/ou 
equipe;
IV - Prescrever, organizar, adequar, programar, dirigir, desenvolver e ministrar 
programas de treinamento nos desportos aquáticos atuando, quando necessário, de 
forma multidisciplinar; 
V – Avaliar as técnicas competitivas a partir das regras atualizadas;
VI – Promover, organizar, adequar os desportos aquáticos no contexto da saúde e 
do bem estar da população de forma individual e coletiva;
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VI - Prestar serviços de consultoria, auditoria e assessoria na área de especialidade;
VII – Desenvolver pesquisa, investigação científica e tecnológica na área de 
especialidade.
 
Art. 4º - Cabe ao Profissional de Educação Física atuar e contribuir de forma efetiva 
para a qualidade do trabalho em equipe multiprofissional, em conformidade com o 
Código de Ética do Profissional de Educação Física e sem renúncia à autonomia 
técnico-científica.
 
Art. 5º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogando as 
disposições em contrário.
Jorge Steinhilber- Presidente CREF 000002-G/RJ
 
Publicado no DOU nº 132, de 14/07/2015 – Seção 1 – fls. 84
ANOTE ISSO
O professor de Educação Física é o profissional que, por sua vinculação ao Confef, 
titulação acadêmica e habilidades técnicas, está autorizado a desenvolver a prática 
da natação no Brasil.
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO ACADÊMICO 
DE EDUCAÇÃO FÍSICA CURSO DE BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA GABI JULIANE 
PETRY NATAÇÃO E BEM-ESTAR SUBJETIVO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
CURITIBA 2018. Disponível em: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/7887/1/
CT_COEFI_2018_1_06.pdf
O contato do homem com o meio líquido é antigo, remota à própria história da 
humanidade. Não se sabe como houve o surgimento da natação, se por necessidade 
na busca por alimentos ou abrigo, ou pelo prazer. Existem várias maneiras de se 
deslocar na água, mas na natação clássica são quatro os principais estilos de nados 
- crawl, costas, peito e borboleta. 
O nado crawl é considerado o mais rápido e eficiente. A natação é uma atividade cíclica, 
pois envolve uma sequência fechada de movimentos, que se repetem sucessivamente. 
http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/7887/1/CT_COEFI_2018_1_06.pdf
http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/7887/1/CT_COEFI_2018_1_06.pdf
NATAÇÃO
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Ela é uma importante ferramenta para iniciar o aprendizado e o aperfeiçoamento 
das capacidades motoras mais utilizadas no cotidiano como: a resistência, a força, a 
flexibilidade, a agilidade e a velocidade. 
O meio aquático é visto como uma forma de ligação do desenvolvimento de suas 
potencialidades e descoberta de suas limitações, a aprendizagem da natação exige 
equilíbrio corpóreo e psíquico, pois são recrutados vários grupamentos musculares de 
forma dinâmica. Na natação há um estímulo à socialização, sendo possível através 
dela proporcionar a conquista de autoconfiança e novas experimentações no campo 
sensorial, onde a mudança em função da gravidade no meio líquido traz uma alteração 
de espaço o que gera uma adaptação e posteriormente uma reorganização. 
A estimulação tátil oferecida pelo contato da água com a pele contribui no aumento 
dos efeitos produzidos por técnicas corporais e de respiração sobre a mente e as 
emoções dos praticantes. Ainda a água facilita a locomoção da pessoa sem grande 
esforço, reduzindo o estresse das articulações que sustentam o peso do corpo, 
ajudando no equilíbrio estático e dinâmico. A água reduz o impacto e a velocidade 
dos movimentos, diminuindo o risco de qualquer tipo de lesão.
Sendo assim, são inúmeros os benefícios da natação, é um dos esportes mais 
completos e recomendados pelos médicos, e que possui menos restrições. Seus 
benefícios vão desde a regulação térmica acionado pelas constantes mudanças de 
temperatura da água, fazendo com que o organismo cria resistência às mudanças 
bruscas de temperatura externas, o aumento do metabolismo devido ao esforço do 
exercício juntamente com a pressão e resistência da água, promovendo o fortalecimento 
da musculatura cardíaca e consequentemente melhoria do sistema circulatório, 
aumentando a capacidade de transporte de oxigênio. 
Também são vistas melhorias no aparelho respiratório, aparelho locomotor e diversos 
benefícios fisiológicos e cognitivos. 
Quanto aos benefícios psicossociais, se iniciam com a liberdade de movimentação 
na água. Fazendo com que haja experimentação de seus potenciais conhecendo 
a si próprio. Começando assim o encanto da natação, aumentando a autoestima, 
autoconfiança, autoimagem e independência. Portanto fica evidente a associação da 
natação com a qualidade de vida, seus benefícios com índices baixos de lesão fazem 
com que a natação seja um esporte praticado por todas as idades, indicado desde 
aos recém-nascidos até aos idosos
NATAÇÃO
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ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
O Professor de Educação Física bacharel e licenciado tem papel fundamental na 
iniciação e esportivização da natação.
Esporte V: natação [recurso eletrônico] / Leonardo Ristow ... [et al.] ; revisão técnica: 
Marcelo Guimarães Silva. – Porto Alegre : SAGAH, 2021.
Dispon íve l em: h t tps : // in tegrada .minhab ib l io teca .com.br/ reader/
books/9786556902845/pageid/1
A natação é um esporte que demanda as habilidades de permanecer e de se locomover 
dentro d’água. Assim, o ensino da natação é caracterizado pela sistematização de 
sequências pedagógicas de ensino compostas por subdivisões e conteúdo para a 
preparação dos indivíduos no meio aquático, que não é o nosso de origem. 
A modalidade pode ser subdividida em natação elementar utilitária, esportiva formal 
e esportiva competitiva, todas interligadas por objetivos do praticante. Ainda, o processo 
de aprendizagem desse esporte precisa ter viés de segurança para praticantes e 
apreciadores, devido aos riscos que pode ocorrer se o indivíduo não estiver devidamente 
preparado para permanecer e se locomover no meio aquático. Para isso, metodologias 
e habilidades são empregadas para o ensino da natação, independentemente da faixa 
etária do aluno. Neste capítulo, vamos explicar os âmbitos que podem ser utilizados 
na prática da natação, bem como fornecer diversas informações sobre o processo de 
ensino e aprendizagem da modalidade e sobre a importância da natação elementar 
utilitária na organizaçãofuncional desse esporte A aplicação da natação em seus 
diversos âmbitos 
A natação é um exercício em que habilidades relativas a movimentos aquáticos são 
utilizadas para transladar na água. É considerado um dos esportes mais completos 
em relação aos movimentos corporais, apresentando inúmeros benefícios tanto para 
o corpo quanto para a mente. Essa modalidade esportiva surgiu da observação do 
homem ao deslocamento animal em meio aquático: o ser humano percebeu que 
cada animal possuía técnicas únicas de locomoção, então se deu conta de que, para 
locomover-se naquele meio, precisava criar técnicas que sustentam essa locomoção. 
Com o passar dos séculos, a atividade deixou de ser somente uma forma de 
deslocamento e se tornou um esporte. Os benefícios da natação incluem, por exemplo, 
a melhora no desenvolvimento cognitivo (capacidades motora, cognitiva e afetiva) em 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786556902845/pageid/1
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786556902845/pageid/1
NATAÇÃO
PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA
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crianças. Além disso, por meio da prática desse esporte, pessoas de todas as faixas 
etárias desenvolvem habilidades importantes para a segurança e o desempenho motor 
diário (lateralidade, visual, noção espacial e temporal, ritmo), além de melhoras nos 
sistemas cardiorrespiratório e muscular, na coordenação, na força, na velocidade e 
no equilíbrio. 
Para que essas habilidades sejam desenvolvidas, o ensino da natação acontece 
de maneira global, analítica e sintética, com objetivos de aprendizagem da técnica 
dos quatro estilos de nado. Nesse sentido, a prática da modalidade deve ser aliada a 
habilidades, respeitando as características individuais de cada nado e, por consequência, 
contribuindo para a formação geral da competência para o esporte. Somado a isso, 
quando um indivíduo entra no ambiente aquático, envolve-se com forças do meio 
(como a propulsão, impulso para vencer o arrasto da água); portanto, para nadar de 
forma independente e em segurança, é necessário estar ambientado com o meio e 
ter, com ele, uma relação confiante e saudável. 
Para ter bom desempenho na natação, é necessário treinamento constante, 
com base na sistematização dos movimentos específicos do esporte, bem como 
no aperfeiçoamento de variáveis de interesse aos diferentes nados desenvolvidas 
sequências pedagógicas, que possibilitam o ensino de maneira progressiva. Dessa 
forma, uma das melhores formas para aderir ao esporte e alcançar melhor desempenho 
são as aulas de natação supervisionadas. As escolas de natação disponibilizam turmas 
para crianças e para adultos, com variados níveis de prática e objetivos, aprendizagem, 
saúde e desempenho. 
Ainda, com o decorrer do tempo, as aulas passaram a englobar o processo de ensino 
e aprendizagem dos quatro nados (crawl, costas, peito e borboleta), começando por 
um período de adaptação ao meio aquático, com posteriores sequências pedagógicas 
do “aprender a fazer” os nados convencionais, deixando de lado todas as demais 
experiências corporais aquáticas para além do conteúdo esportivo. Porém, muito além 
de dominar os movimentos da natação, é importante que os nadadores se adaptem 
ao meio aquático, visando criar estratégias autônomas e seguras para utilizar em 
diferentes situações. Com tantas variáveis em jogo, é fundamental que os professores/
treinadores estejam bem informados a respeito dos métodos e dos processos de ensino 
e aprendizagem que concernem a esse esporte. A natação apresenta uma organização 
estrutural-funcional, subdividida em três níveis diferentes: a natação elementar utilitária, 
a natação esportiva formal e a natação esportiva competitiva.
NATAÇÃO
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Assim, a estrutura de ensino e aprendizagem desse esporte pode ser visualizada 
como uma pirâmide: há a necessidade de uma base forte (elementar utilitária), com 
o envolvimento de todos os processos iniciais da modalidade (movimentos básicos, 
adaptações, segurança, formas de auto salvamento e de salvamento de demais, etc.), 
seguida pela progressão para a prática formal competitiva do esporte e, se for o desejo 
do indivíduo, pela evolução à prática competitiva.
A natação esportiva (formal ou competitiva) se baseia em esquemas de movimentos-
padrão (característicos dos nados) e em demais técnicas comuns ao esporte, como 
saídas e viradas, para que se possa participar de competições. É importante salientar 
que, para a segurança de todos, com-petir deve ser um ato restrito a quem tem 
consciência do que uma competição implica, das consequências da derrota ou da 
vitória, bem como a quem possui o domínio de habilidades básicas da natação, de 
forma que possa permanecer em segurança mesmo em situações de pressão.
Habilidades aquáticas básicas De modo geral, o processo de ensino e aprendizagem 
da natação deve permitir que o aluno se movimente de todas as formas possíveis 
dentro d’água, para que conheça os próprios limites e possibilidades, e, assim, sinta 
prazer em nadar. Objetivos específicos relativos a habilidades aquáticas básicas, porém, 
devem ser trabalhos para que o aluno se sinta à vontade e seguro no meio aquático, 
como respiração, flutuação, controle corporal/equilíbrio, propulsão e relaxamento. Ao 
dominar minimamente essas habilidades, os nados elementares podem ser explorados 
e estendidos para a natação elementar utilitária. 
O papel da natação elementar de maneira utilitária. Para sobreviver em meio aquático, 
não é necessário dominar todas as habilidades de todos os nados (crawl, costas, peito 
e borboleta), mas é necessário dominar as habilidades apresentadas na seção anterior 
e alguns nados elementares e alternativos. Assim surgiu a natação elementar utilitária, 
que é a utilização de estilos alternativos da natação para a autossobrevivência e o auto 
salvamento, bem como para o salvamento de demais indivíduos de afogamentos. Os 
estilos de nados elementares utilitários mais conhecidos são os seguintes.
ANOTE ISSO
O papel da natação elementar de maneira utilitária está na prática esportiva e 
também na segurança e salvamento.
NATAÇÃO
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Federações e confederações de natação
A Federação Internacional de Natação (FINA) é o organismo máximo responsável 
pelos desportos aquáticos, como a natação em todo o mundo.
A Federação Internacional de Natação (FINA) é reconhecida pelo Comité Olímpico 
Internacional como o principal organismo dos desportos aquáticos, a saber: Natação 
Pura, Saltos para a Água, Natação Sincronizada, Pólo Aquático, Natação em águas 
abertas. A sede da FINA está localizada na cidade suíça de Lausana.
ORIGEM E OBJECTIVOS DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DA NATAÇÃO (FINA)
A Federação Internacional da Natação (FINA) nasceu durante os Jogos Olímpicos de 
Londres, em 1908, pela mão de 8 federações nacionais: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, 
Finlândia, França, Grã-Bretanha, Hungria e Suécia. Os objetivos desta associação 
traduziam-se em estabelecer regras unificadas para as várias disciplinas, confirmar 
recordes mundiais estabelecendo uma lista actualizada dos recordes e a gestão das 
competições olímpicas nos Jogos Olímpicos. Actualmente, os principais objetivos 
são os seguintes:
• Promoção e Divulgação de todas as disciplinas de natação em todo o mundo, 
assim como a participação de todas as raças, idades e géneros
• Promoção de um desporto livre de drogas
• Adopção de regras unitárias para as várias disciplinas
https://knoow.net/desporto/despaquaticos/natacao/
https://knoow.net/desporto/despaquaticos/natacao/
https://knoow.net/desporto/despaquaticos/saltos-para-a-agua/
https://knoow.net/desporto/despaquaticos/natacao-sincronizada/
https://knoow.net/desporto/despaquaticos/natacao/
https://knoow.net/desporto/despaquaticos/regras-da-natacao/
NATAÇÃO
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FACULDADE CATÓLICA PAULISTA| 17
• Promoção e organização de várias competições como os Campeonatos do 
Mundo
• Promoção do crescimentos de infra-estruturas destinadas aos Desportos 
Aquáticos
• ACTIVIDADE DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DA NATAÇÃO (FINA)
• Levar a uma consciência global da importância do exercício físico através do 
quão atrativo são os desportos aquáticos.
• Desenvolver regras harmoniosas para as várias disciplinas de forma a levar a 
um melhor entendimento em todo o mundo.
• Garantir a aplicação dos princípios de fair-play e do anti-doping
• Reforçar a cooperação entre as várias federações nacionais membros da FINA
• Motivar as autoridades nacionais a integrar a natação na política desportiva
• Organizar competições internacionais para promover os desportos aquáticos
• Assegurar um calendários alargado de provas com enfoque nas provas 
organizadas pela FINA
• Promover uma maior visibilidade aos Campeonatos Mundiais de Masters, sendo 
organizados ao mesmo tempo dos Campeonatos Mundiais
• Usar as actuais ferramentas tecnológicas para motivar uma vida activa das 
pessoas
• Aumentar a consciência global acerca da sustentabilidade ambiental
ADMINISTRAÇÃO DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DA NATAÇÃO (FINA)
A Administração da Federação Internacional da Natação (FINA) é composto pelo 
Presidente, Tesoureiro Honorário, 5 Vice-Presidentes (1 de cada continente) e 18 
https://knoow.net/desporto/despaquaticos/regras-da-natacao/
https://knoow.net/desporto/futebol/doping/
https://knoow.net/desporto/despaquaticos/natacao/
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FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 18
membros adicionais. Dos 25 membros com poder de voto, 17 são eleitos no Congresso 
Geral. de acordo com as eleições em cada organização continental e respeitando uma 
divisão geográfica: 4 de África, 4 da América, 4 da Ásia, 4 da Ásia e 1 da Oceânia. 
Outros 8 elementos são eleitos, com um máximo de 1 de África, 2 da Ásia, 2 da 
América, 2 da Europa e 1 da Oceânia. Desses 17 membros, são eleitos o Presidente, 
os 5 Vice-presidentes e o Tesoureiro Honorário. Os direitos e deveres da Administração 
da Federação Internacional da Natação (FINA) são os seguintes:
• Discussão e tomada de decisão de matérias atribuídas à Administração pelos 
Congressos
• Interpretação e Imposição das regras da FINA
• Intervenção em qualquer matéria relacionada com a FINA
• Submissão de propostas ao Congresso Geral
• Decisão e Publicação de Estatutos Administrativos
• Decisão e Publicação de Regulamentos para as competições da FINA
• Decisão sobre os Prémios FINA
• Tomada de decisões em caso de emergência
• Aprovação do título de árbitro, juiz ou juiz de linha internacional
• Estabelecimento de regras para as reuniões do Congresso Geral, Congresso 
Técnico, Administração, Comités para não entrar em conflito com a constituição 
da FINA
• Escolha dos locais e datas das competições da FINA e o controlo de todas as 
competições que envolvam desportos aquáticos em Jogos Olímpicos e nas 
várias competições
• Nomeação, Instrução e Controlo dos vários Comités da FINA
• Nomeação de Delegados para as principais competições internacionais
• Nomeação do Director Executivo da FINA, sob proposta do Presidente.
• Definição da missão, visão estratégica, políticas e valores, em particular, no que 
respeita à organização e desenvolvimento dos desportos aquáticos por todo o 
Mundo
• Supervisão da gestão efectuada pelo Director Executivo pela FINA
• Aprovação do orçamento e das auditorias financeiras
• Nomeação dos Presidentes, Vice-Presidentes e membros das várias comissões 
com excepção daquelas que são eleitas pelo Congresso
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• Proposta de eleições dos Presidentes e Membros do Painel de Ética e do Comité 
de AuditoriA
PRESIDENTES DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DA NATAÇÃO (FINA)
1908/1924 – George Hearn
1924/1928 – Erik Bergvall
1928/1932 – Émile-Georges Drigny
1932/1936 – Walther Binner
1936/1948 – Harold Fern
1948/1952 – Rene de Raeve
1952/1956 – M.L. Negri
1956/1960 – Jan de Vries
1960/1964 – Max Ritter
1964/1968 – William Berge Phillips
1968/1972 – Javier Ostos Mora
1972/1976 – Harold Henning
1976/1980 – Javier Ostos Mora
1980/1984 – Ante Lambasa
1984/1988 – Robert Helmick
1988/2009 – Mustapha Larfaoui
Desde 2009 – Julio Maglione
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CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE DESPORTOS AQUÁTICOS
Fundada como Confederação Brasileira de Natação (CBN), em 21 de outubro de 1977, 
a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos completou 40 anos de fundação, 
em 2017. Atualmente, o presidente da CBDA é o pernambucano Luiz Fernando Coelho 
de Oliveira.
A nomenclatura foi mudada em 1988 para adequação, já que a CBDA administra 
cinco modalidades: natação, águas abertas, pólo aquático, saltos ornamentais e nado 
artístico. 
ANOTE ISSO
A CBDA, atualmente, tem todos os 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal, 
como federações filiadas.
FILIADA À FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE NATAÇÃO
FILIADA AO COMITÊ OLÍMPICO BRASILEIRO
CNPJ 29.980.273/0001-21
ENDEREÇO: Avenida Presidente Vargas, 463, 7° andar, Centro – Rio de Janeiro/
RJ – Cep: 20071-908
Os telefones da entidade estão temporariamente desconectados. Para solicitar 
informações, favor utilizar o e-mail principal da entidade, cbda@cbda.org.br
A história da Federação Aquática Paulista
Federação Aquática Paulista – FAP – desde 1996 a sucessora legal da Federação Paulista de Natação (FPN), é a entidade esportiva responsável no Estado 
de São Paulo pela normatização de cinco esportes olímpicos: Natação, Nado Sincronizado, Pólo Aquático, Saltos Ornamentais e Maratonas Aquáticas.
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A FAP é filiada à Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, a quem cabe a 
regulamentação nacional desses esportes. Isso significa dizer que a FAP é a entidade 
com poderes constituídos para realizar os eventos em que são apontados os campeões 
estaduais dessas modalidades e para convocar seleções paulistas.
Marcos Firmino (presidente da FARJ), Miguel Cagnoni (presidente da FAP), Julio 
Maglione (atual presidente da FINA) e Carlos Silva (presidente da ABMN)
De fevereiro de 1994 a janeiro de 2017 Miguel Carlos Cagnoni foi presidente da 
entidade. Foram cinco mandatos de Cagnoni à frente desta entidade. Em 2012, 
acompanhando a chapa de sua última reeleição, Marcelo Luis Biazoli entrou como 
vice-presidente.
Marcelo Luis Biazoli e Erik Seegerer, atuais presidente e vice-presidente da FAP
Em 2016, Biazoli foi eleito presidente por aclamação, ao lado do vice-presidente 
Erik Seegerer, e cumprirá mandato no período de 2017 a 2020.
A história da entidade inicia-se em 26 de Novembro de 1932, ano de constituição da 
Federação Paulista de Natação, que teve como fundadores os clubes: Associação Atlética 
São Paulo, Associação Desportiva Floresta (atual Clube Espéria), Clube de Regatas Tietê, 
Clube de Regatas Saldanha da Gama,Clube de Regatas Tumiaru, Esporte Clube Pinheiros, 
São Paulo Futebol Clube, Tênis Clube Paulista e Sport Club Corinthians Paulista.
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O crescimento da FAP é notável e o dinamismo de seus dirigentes ao longo de várias 
décadas contribuiu no reconhecimento nacional da entidade. Um dos presidentes 
da Federação Paulista de Natação foi João Havelange, o dirigente esportivo mais 
conhecido do planeta.
Atualmente estão filiados e vinculados à FAP seis mil atletas de 160 entidades. A 
fim de descentralizar suas atividades, a FAP conta com delegacias regionais na capital 
e no interior, a quem cabe a organização de eventos em importantes polos do Estado 
de São Paulo. A cada temporada, esses atletas participam de dezenas de eventos e 
conta com infra-estrutura e qualidade de seus árbitros.
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CAPÍTULO 2
HISTÓRIA DA NATAÇÃO
• Primeirosrelatos;
• Origem das competições;
• Origem dos estilos;
• História da natação no Brasil., 
Primeiros relatos
ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
A natação fez e faz parte de grandes cenas da história do cinema.
O herói olímpico da natação que virou Tarzan no cinema. Disponível em: https://
www.olimpiadatododia.com.br/curiosidades-olimpicas/258414-johnny-weissmuller/
Johnny Weissmuller, nascido no antigo Império Austro-Húngaro, ganhou seis 
medalhas olímpicas, quebrou 67 recordes mundiais e ainda fez 12 filmes como o “rei 
das selvas”. 3 de agosto de 2020
Johnny Weissmuller ganhou cinco medalhas, quatro de ouro e uma de bronze, em duas Olimpíadas (COI)
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Johnny Weissmuller nasceu em 1904 em Timsoara, que hoje faz parte da Romênia, mas 
na época pertencia ao Império Austro-Húngaro. Quando tinha sete meses, imigrou com 
sua família, que era de origem alemã para os Estados Unidos. Começou a trabalhar com 
12 anos, ao mesmo tempo que frequentava aulas de natação, o esporte que mudou sua 
vida. Ele foi um dos maiores nadadores de todos os tempos, quebrou 67 recordes mundiais 
e ganhou seis medalhas olímpicas. Mas o salto para o estrelato aconteceu depois que ele 
se aposentou das piscinas e se transformou em Tarzan no cinema. Foram 12 filmes em 
que interpretou o “rei das selvas” que o transformaram definitivamente em celebridade.
Com 12 anos de idade, Johnny Weissmuller deixou a escola pública para trabalhar 
e ajudar a compor a renda da família. Seu primeiro emprego foi como mensageiro de 
hotel e depois como ascensorista. Nas horas vagas, fazia aulas de natação. A vida 
do imigrante começou a mudar quando entrou para a equipe da Associação Cristã 
de Moços, mas a coisa ficou séria para valer quando ele conheceu o técnico “Big Bill” 
Bachrach, principal treinador do Illinois Athletic Club de Chicago, em 1920.
JOGOS OLÍMPICOS
Sob as ordens do treinador, Johnny Weissmuller se preparou para o primeiro grande 
desafio da carreira: os Jogos Olímpicos de Paris-1924. Na capital francesa, o nadador 
americano ganhou três medalhas de ouro ao vencer os 100 m livre, os 400 m livre 
e o revezamento 4 x 200 m livre. Além disso, fez parte do time dos Estados. Quatro 
anos depois, Johnny Weissmuller ganhou mais dois ouros em Amsterdã-1928 ao 
conquistar o bicampeonato dos 100 m livre e do revezamento 4 x 200 m livre. Mais 
uma vez defendeu a seleção americana de polo aquático, que, no entanto, não chegou 
ao pódio ao terminar na quinta colocação na Olimpíada holandesa.
Johnny Weissmuller interpretou Tarzan em 12 filmes (RKO)
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Em 1929, com 25 anos, Johnny Weissmuller deixou a natação competitiva. Apesar 
de ter abandonado precocemente o esporte, o atleta foi, durante 40 anos o maior 
medalhista da história da natação olímpica. Sua marca de cinco medalhas de ouro 
e uma de bronze só foi batida por Don Schollander, que ganhou quatro ouros em 
Tóquio-1964 e mais três na Cidade do México-1968.
ANOTE ISSO
A natação é uma modalidade esportiva com regras e competições organizadas 
pelas Federações, Confederações e Ligas Esportivas de Natação. 
LEITURA COMPLEMENTAR
Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA)
Site: www.cbda.org.br
E-mail: tesouraria@cbda.org.br
Federação Internacional de Natação (FINA): www.fina.org
disponível em: http://rededoesporte.gov.br/pt-br/megaeventos/olimpiadas/
modalidades/natacao
História
Apesar de não ser um exercício tão natural para o ser humano como caminhar 
ou correr, a natação existe há milênios. Praticada na Grécia Antiga e pelos romanos, 
entre outros povos, a natação, embora popular, demorou muito para se transformar 
em uma competição organizada, tendo seus estilos se desenvolvido de diferentes 
formas ao longo da história.
Um dos primeiros registros data de 1696, quando o francês M. Thevenal descreveu 
uma maneira singular de nadar, semelhante ao nado de peito praticado atualmente, 
que consistia em movimentos de pernas e braços parecidos com os de uma rã. O nado 
de costas teve sua primeira forma criada em 1794, pelo italiano Bernardi. Ele sugeriu 
um movimento com os dois braços sendo jogados para trás simultaneamente, que, 
a partir de 1912, foi aperfeiçoado, tornando-se bem parecido com o nado de costas 
praticado atualmente.
Em 1873, o inglês John Trudgen desenvolveu uma nova técnica, que consistia em 
rotações laterais do corpo, tendo a movimentação dos dois braços sobre a água como 
http://www.cbda.org.br/
http://www.fina.org/
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principal fonte de deslocamento. Essa técnica, batizada de Trudgen ou “over-arm-stroke”, 
foi aperfeiçoada pelo australiano Richard Cavill e, posteriormente, transformou-se no 
nado crowl (livre) que conhecemos hoje.
Finalmente, na década de 1930, nadadores norte-americanos, já durante competições, 
atentaram para o fato de que as regras do nado de peito não impediam que o movimento 
dos braços fosse realizado sobre a superfície da água, o que permitia um deslocamento 
mais rápido. Essa manobra conviveu com a técnica do nado peito por quase 20 anos 
até que, em 1948, um nadador húngaro a transformou no nado borboleta, reconhecido 
oficialmente pela Federação Internacional em 1953 como um estilo da natação.
Os primeiros torneios remontam ao século 19, tendo ocorrido na Austrália, em 1858, 
no Campeonato Mundial de 440 jardas. Em 1869, a Inglaterra realizou o 1º Campeonato 
Nacional e, finalmente, em 1877, os Estados Unidos adotaram a forma de competições 
organizadas, inicialmente, pelo New York Athletic Club. Aos poucos, a modalidade 
ganhou força e, em 1908, durante as Olimpíadas de Londres, foi fundada a Federação 
Internacional de Natação (Fina), que comanda não só as provas da modalidade, mas 
as de nado sincronizado, polo aquático e saltos ornamentais.
No Brasil, o esporte surgiu, oficialmente, em 31 de julho de 1897, com a fundação 
da União de Regatas Fluminense. Um ano depois, o Clube de Natação e Regatas 
organizou o primeiro Campeonato Brasileiro, que consistia em uma distância de 1.500 
metros, entre a Fortaleza de Villegaignon e a praia de Santa Luzia, no Rio de Janeiro.
 
Curiosidades
Piscinas? Só em na década de 1930
Se a prática da natação é milenar, o hábito de competir em piscinas é recente. 
As piscinas exclusivas para competições de natação só passaram a ser utilizadas 
entre os anos de 1930 e 1940. Coube à Federação Internacional de Natação (Fina) 
determinar as medidas oficiais das piscinas de competição. Atualmente, as provas 
são disputadas em piscinas longas (de 50 metros), utilizadas nas Olimpíadas, ou 
curtas (de 25 metros).
ANOTE ISSO
A habilidade de nadar surge como um instinto de sobrevivência na natureza. E foi a 
partir do ato de nadar, que surgiu a natação.
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Origem das competições
No texto de Leonardo Ristow sobre o tema da natação, publicado em 2021, podemos 
perceber a trajetória da natação. Segundo o autor, desde os primórdios, o ser humano, 
um ser terrestre, lutou nesse meio para sobreviver e, mais tarde, prosperar. Em alguns 
momentos, porém, adaptações a diferentes meios foram necessárias para garantir 
a subsistência e o progresso da humanidade. É o caso do meio aquático, ao qual o 
ser humano teve de se adaptar visando à busca de alimento e que, posteriormente, 
serviu de caminho para a expansão comercial, sobretudo no período das Grandes 
Navegações. 
Assim, com o passar do tempo e o aumento da necessidade de locomoção por 
meio aquático, a criação e a especialização de técnicas que garantissem uma travessia 
eficiente e segura foram necessárias, demanda que culminou com o surgimento da 
natação e, milênios depois, com sua transformação em esporte e em competição 
organizada. O termo natação consiste, assim, no ato de movimentar o corpo na água 
em propulsão, combinandomovimento de braços e de pernas com flutuação e equilíbrio. 
Trata-se, portanto, de uma atividade física que se baseia na capacidade de o indivíduo 
se locomover no meio aquático. É considerada uma das atividades físicas mais antigas 
da civilização, sendo registrada há milênios, como veremos a seguir.
Embora a água seja um recurso essencial para a existência humana, o meio aquático 
não é nosso meio natural, de forma que muitas pessoas acabam entrando em pânico 
quando se encontram totalmente imersas. Instintivamente, a maioria das pessoas 
não treinadas começam a bater os braços e as pernas de forma descoordenada 
dentro d’água, na busca desesperada por continuar respirando. Dessa forma, vê-se 
que movimentos de braços e de pernas constituem um importante método para se 
manter vivo nesse meio não natural, sustentando a aprendizagem adaptativa do homem 
em água.
Com a evolução e a especialização dessa aprendizagem, a natação acabou por se 
um esporte importantíssimo para a sobrevivência do ser humano no meio aquático e, 
mais tarde, um esporte formal e competitivo. Vemos, portanto, que o surgimento da 
natação está enraizado na necessidade humana de sobreviver no meio aquático. É 
notável, assim, a relação da natação com a evolução do homem, visto que o domínio 
da locomoção em água se tornou uma ferramenta extremamente importante para 
NATAÇÃO
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a sobrevivência da espécie, fosse para a busca de alimentos ou para sobreviver a 
algum perigo iminente. 
Ainda, por poder adaptativo ao meio, o homem deu origem a habitações lacustres. É 
impossível, porém, estabelecer uma data precisa do surgimento do ato de nadar. O que 
se sabe é que houve circunstâncias voluntárias, como encurtar caminhos e pescar. E 
involuntárias, fugir de animais, salvar-se em emergências, que levaram o ser humano 
a se aventurar no meio aquático. Portanto, inspirado no movimento de alguns animais 
aquáticos, mas utilizando movimentos possíveis de serem realizados conforme as 
limitações do corpo humano, o homem ganhou as águas. À medida que o homem 
deixou de ser nômade e iniciou agrupamentos permanentes, a natação seguiu sua 
evolução histórica, passando de somente uma maneira de sobrevivência para atuar 
em benefício de atividades como navegações e guerras, tanto navais quanto terrestres, 
auxiliando combatentes em travessias aquáticas. Assim, o deslocamento em meio 
aquático seguiu sua evolução tanto para ataques quanto para defesas aquáticos, com 
retiradas de feridos nas águas.
Origem dos estilos
Leonardo Ristow no livro Natação, publicado em 2021, coloca que o primeiro manual 
de que se tem registro data de 1538 e foi escrito pelo suíço Nikolaus Wynmann: O 
nadador ou um diálogo acerca da arte de nadar (escrito em latim e logo traduzido para 
o alemão sob o título Der Schwimmer oder ein Zwiegespräch über die Schwimmkunst). 
Já na época, Nikolaus afirmava que homem precisa de um mestre para aprender a 
nadar, primeiro em terra, por meio de movi-mentos simulados, depois na água. Porém, 
nessa época, ainda não se falava em tipos de nados ou em regras. Os quatro nados 
conhecidos atualmente foram criados em tempos diferentes e por pessoas diferentes. 
O primeiro criado foi o nado peito, desenvolvido pelo francês M. Theneval, no ano 
de 1696, com movimentos semelhantes aos utilizados atualmente. Em seguida, em 
1794, o italiano Bernardi criou o nado costas, que, diferentemente de hoje, utilizava 
giros simultâneos dos braços para trás. Após 79 anos, o inglês John Trudgen criou o 
nado livre, ou crawl, aprimorado anos depois pelo australiano Richard Cavill. O último 
nado criado foi o borboleta, em 1933, advindo do nado peito, por Henry Myers, embora 
haja controvérsias sobre essa autoria.
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História da natação no Brasil
Em nosso país, Leonardo Ristow (2021), podemos perceber a trajetória da natação. 
Segundo o autor,a primeira tentativa de fundação de uma entidade que representasse 
esportes náuticos ocorreu em 1895, quando os clubes Botafogo, Luiz Caldas, Gragoatá, 
Icahary e Union de Canotiers fundaram, sem sucesso, a União de Regatas Fluminense. 
Assim, a modalidade natação iniciou, de maneira oficial, em 31 de julho de 1897, quando 
uma nova formação de clubes se organizou para formalizar sua prática no País, fundando, 
com sucesso, a União de Regatas Fluminense na cidade do Rio de Janeiro.
Muito antes disso, porém, a primeira competição oficial do País, foi a travessia da 
Baía de Guanabara, disputada, em 1881, entre o comerciante brasileiro Joaquim Antonio 
Souza e o relojoeiro alemão Theodor John. O percurso estipulado foi da ponta da Armação 
(Niterói) até o morro da Viúva, na região de Botafogo.
Os nadadores levaram em torno de 2 horas e 30 minutos para percorrer as quase seis 
milhas. Quatro anos após o início das disputas, foi construída, em Porto Alegre (RS), a 
primeira piscina brasileira, chamada de “Badeanstalt”, pela Sociedade Ginástica Deutscher 
Turnverein (Sogipa). O local era ponto de partida e de chegada das primeiras competições 
de natação do Rio Grande do Sul, além de ser utilizado para aulas do esporte. Porém, para 
usufruir o Badeanstalt era necessário seguir regras rígidas, com subdivisões de horários 
em decorrência da capacidade de nado de cada indivíduo.
Título: Hieróglifos
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/simbolos-egipcios-3199399/
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ANOTE ISSO
Os primeiros registros históricos da natação estão registrados nas paredes e 
templos das antigas civilizações.
Veja o artigo A EVOLUÇÃO DA NATAÇÃO de José M. Saavedra, Yolanda Escalante 
Ferran A. e Rodríguez que trata da origem e evolução histórica da natação. Os autores 
realizam uma revisão sobre a percepção que tinham os seres humanos da água e sua 
importância na vida cotidiana. Posteriormente analisam os fatos mais recentemente 
ocorridos, tanto na natação internacional como nacional, através dos Jogos Olímpicos, 
Campeonatos do Mundo, Europa e Espanha. 
Finalizam com uma visão da evolução dos estilos de competição desde seus inícios 
e até a atualidade. Você também poderá ler o texto na íntegra no link http://www.
efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Ano 9 - N° 66 - Novembro de 2003. 
Os primeiros registos históricos que fazem referência à natação aparecem em 
Egito, no ano 5.000 a.C., nas pinturas da Rocha de Gilf Kebir. Mas até o esplendor de 
Grécia, a natação não vai desprender dessa mera função de sobrevivência; é então 
quando a natação passa a ser uma parte mais da educação dos gregos. Quanto à 
natação desportiva nos Jogos Olímpicos antigos, não existe constância de sua prática; 
verdade é que as competições de natação são algo pouco freqüente , mas a natação 
sim tem uma grande importância no treinamento militar e como medida recuperadora 
para os atletas. 
Ao igual que em Grécia, em Roma a natação faz parte da educação dos romanos, 
existindo uma visão mais recreativa da água, exemplo disto é que dentro de suas termas, 
existiam piscinas a mais de 70 metros de longitude. Durante a Idade Média o interesse 
pela natação decresce em grande parte, devido sobretudo, ao pouco atendimento 
que se mostra a tudo o relacionado com o corpo humano. Só nos países do norte de 
Europa se vê como uma atividade benéfica. 
No Renascimento, a prática da natação volta a ressurgir do período de obscurantismo 
ao que esteve submetida durante a Idade Média, e se a considera como uma matéria 
idônea dentro das atividades físicas. Como fruto desta concepção, surgem os primeiros 
escritos referentes à natação, como é o livro do alemão titulado “Colymbetes, Sive de 
arti natandis dialogus et festivus et iucundus lectu” , cuja tradução livre é: “O nadador 
ou a arte de nadar, um diálogo festivo e divertido de ler”. 
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Estelivro, escrito em latim, é considerado o primeiro documento integralmente 
dedicado à natação. A primeira referência em espanhol, não aparece até o ano 1848, 
obra anônima que consiste numa recopilação de artigos do livro do autor francês 
THEVENOT publicado em 1696. É no século XIX, em Inglaterra, a natação atinge 
seu maior apogeu. No ano 1828 se constrói em Londres a primeira piscina coberta, 
e no ano 1837 se leva a cabo a primeira competição organizada. Ao aparecer as 
primeiras competições, surge a necessidade de regrá-las; com esse objetivo nasce em 
Inglaterra, no ano 1874, a primeira federação de clubes que leva por nome “Association 
Metropolitan Swimming Clube”, que redige o primeiro regulamento de natação, dando-se 
a possibilidade de estabelecer recorde do mundo. Também é durante este século, no 
ano 1875, quando o ser humano cruza a nado pela primeira vez o Canal da Mancha, 
fá-lo MATTHEW WEBB, quem estabelece um tempo de 21 h e 45 min. 
A origem e evolução dos quatro estilos de nado com os que se compete na atualidade; 
dita evolução dos estilos prove essencialmente da busca da melhora da velocidade. 
O Crawl O estilo crawl, na atualidade, pode-se definir como: deslocamento humano 
na água caracterizado por uma posição ventral do corpo e movimento alternativo e 
coordenado das extremidades superiores e inferiores, sendo o movimento das primeiras 
uma circundução completa e o das segundas um batido, com uma rotação da cabeça, 
coordenada com os membros superiores para realizar a inspiração. Uma vez que 
definimos o estilo crawl tal e como se desenvolve na atualidade, estudamos como 
se chega a ele. 
A primeira forma de nado rudimentar da qual se pode dizer que nasce o crawl, é o 
“English side stroke”, que nasce em Inglaterra em 1840, e se caracteriza por nadar sobre 
o custado com uma ação alternativa de membro superior, mas sempre subaquática, 
enquanto os membros inferiores realizam um movimento de tijera. Somente dez anos 
depois apareceu o “Single over” ou “Over singelo”, o qual consiste no nado sobre o 
custado, mas com uma recuperação aérea dos membros superiores, dito estilo é 
nadado pela primeira vez pelo australiano WALLIS.
Posteriormente aparece o “Trudgen” (sobrenome do primeiro nadador que o utiliza), 
que é “importado” a Europa por dito nadador inglês ao observar-se realizar a indígenas 
sul americanos. Dito nado tem como novidade que se nada sobre o abdômen, movendo 
alternativamente os membros superiores por fora da água, enquanto os membros 
inferiores realizam um movimento semelhante ao pontapé de peito. Em 1890 este estilo 
tem uma nova evolução levada a cabo pelos nadadores australianos, quem realizam 
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um nado “Trudgen”, mas com movimento do membro inferior de tijera, denominando-
se esta nova técnica “Double over” ou “DOBRO OVER” .
Mas não é até o ano 1893 quando o pontapé de tijera se substituído por um 
movimento alternativo do membro inferior, dando a conhecer a forma mais rudimentar 
do estilo “crawl” ou crol, adotado pela primeira vez pelo nadador HARRY WICKHAM, 
mas é em realidade o nadador CAVILL o que mais difundiu este estilo, introduzindo-o 
no ano 1903 em EE.UU. 
O crawl acaba de evoluir em 1920 nos JJ.OO. quando o príncipe hawaiano DUKE 
KAHANAMOKU, graças à realização de uma batida de seis tempos, consegue obter 
uma posição mais oblíqua que lhe permite bater todos os registos. Desde esse 
momento, o estilo crawl sofre pequenas variações: em 1928, CRABBE realiza um 
nado com respiração bilateral; em 1932, os japoneses realizam um crawl com uma 
tração descontínua para favorecer a eficácia do batido e, em 1955 JOHN WEISMÜLLER, 
realiza a tração subaquática com uma importante flexão de cotovelo na metade do 
percurso. Na atualidade, a técnica de nado não tem varia muito desde a utilizada por dito 
nadador; ainda que nos últimos anos o nadador australiano MICHAEL KLIM, em certos 
momentos da prova, realiza movimentos de crawl do membro superior coordenados 
como batido de borboleta nos membros inferiores; como ocorreu nos metros finais da 
primeira posta do relevo 4 x 100 m livres nos JJ.OO. de Sydney (Austrália) em 2000.
O Estilo Costas O estilo costas, na atualidade, pode-se definir como: deslocamento 
humano na água caracterizado por uma posição dorsal do corpo e movimento 
alternativo e coordenado das extremidades superiores e inferiores, sendo o movimento 
das primeiras uma circundução completa e o das segundas um batido; existindo um 
giro no eixo longitudinal durante o nado. 
A origem do estilo costas começa quando se nada sobre o dorso do corpo realizando 
a braçada de forma simultânea e com pontapé de braça. Em 1912, o americano 
Habner, realiza o mesmo tipo de nado, mas utilizando um movimento dos membros 
inferiores em forma de pedalado, dito estilo foi denominado Costas-crawl. No ano 
1930, os japoneses mudam o movimento do membro inferior realizando-o de forma 
que o joelho está mais estendido, parecida ao estilo crawl. Em 1933, adota-se um 
nado com o corpo mais horizontal, realizando a entrada dos membros superiores mais 
abertos evitando assim, a basculación do corpo; esta técnica se denomina “Kiefer” , 
sobrenome do primeiro nadador que a utiliza. Em 1948, o francês Vallerey, introduz a 
flexão de cotovelo ao início da fase de impulso 
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. A última variação foi a surgida em 1960, quando Tom Estoque, treinado por James 
Counsilman, nada numa posição mais horizontal, realizando um giro no eixo longitudinal 
quando entra o membro superior no água, e flexionando o cotovelo 90 graus quando 
o braço está perpendicular ao ombro, realizando passadas em forma de “s” tombada. 
Esta técnica não varia em excesso até a atualidade. 
O Estilo Peito O estilo peito, na atualidade, pode-se definir como: deslocamento humano 
no água caracterizado por uma posição ventral do corpo e movimento simultâneo, 
simétrico e coordenado das extremidades superiores e inferiores, descrevendo o 
movimento das primeiras uma trajetória circular e o das segundas um pontapé, com 
um movimento de ascensão e descenso de ombros e quadris que, coordenado com 
os membros superiores permite realizar a inspiração. O peito é o estilo mais antigo 
dos quatro existentes; em seus começos se nada com uma ação de empuxo com os 
membros superiores completamente estendidos, e existindo muita separação entre 
os membros inferiores ao realizar seu movimento, este tipo de braça se denomina 
Braça inglesa. 
Em 1924, o alemão Rademacher, introduz algumas variantes na técnica de nado 
como são: uma braçada realizada em profundidade, um deslizamento horizontal, e uma 
posição mais baixa dos joelhos, esta técnica se denomina Rademacher. Posteriormente, 
o japonês Tsuruta, realiza a mesma técnica descrita com anterioridade, mas flexionando 
os cotovelos durante a tração. 
No ano 1946 se introduzem duas novas técnicas diferentes: por um lado a Braça 
submarina, que consiste em nadar por debaixo da água, realizando três ou quatro 
braçadas que levam as mãos até a altura dos quadris; dita técnica foi proibida 
regulamentarmente em 1957. E por outro lado a Braça-borboleta, consistente em 
realizar o recobro dos membros superiores por fora da água, os estilos se separam 
provisionalmente em 1949, produzindo-se sua separação definitiva em 1953. Pouco 
depois, no ano 1961, substitui-se o pontapé de tijera por uma ação simultânea e 
simétrica, que é a que chega até nossos dias. 
A partir de 1980 convivem no tempo duas técnicas de nado diferentes, em primeiro 
lugar a chamada Braça formal, utilizada pelos nadadores americanos, que se caracteriza 
por uma posição horizontal do corpo, e por realizar a inspiração obrigado a um movimento 
de flexo-extensão do pescoço; e em segundo lugar, a chamada Braça natural, que é 
mais utilizada pelos nadadores europeus, e que se caracteriza por uma posição mais 
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oblíqua do corpo, bem como por um movimento de ascensão e descenso de ombros 
e quadril, para facilitar a realização da respiração.
Na atualidade, convivem estas duas técnicas de nado com a aparecida em 1986, 
graças à supressão da norma regulamentar que proíbe afundar a cabeça durante o nado. 
Dita variante nasce em Hungria, através do treinador Josef Nagy, a denominada Braça 
onda, que se caracteriza por realizar um movimento ondulatório do corpo semelhante 
ao que se dá na borboleta com a intenção de colocar ao nadador “em cima” da onda 
que ele mesmo produz, bem como por um recobro aéreo do MS durante o nado.
O Estilo Borboleta O estilo borboleta, na atualidade, pode-se definir como: 
deslocamento humano no água caracterizado por uma posição ventral do corpo e 
movimento simultâneo e coordenado das extremidades superiores e inferiores, sendo 
o movimento das primeiras uma circunducción completa e o das segundas um batido; 
com uma ondulação de todo o corpo que, coordenada com os membros superiores 
permite realizar a inspiração.
O borboleta nasce como variante da braça; o primeiro em utilizar esta variante foi 
o alemão Rademacher, na última braçada antes da viragem e na primeira depois do 
mesmo. No ano 1953, a braça e a borboleta se separaram de forma definitiva. Começa-
se realizando um pontapé de braça, mas é o húngaro Tempeck, o que introduz o batido 
de borboleta ou golfinho, que chega até nossos dias. 
ANOTE ISSO
A natação pode ser definida como uma atividade que realiza movimentos na água 
provocando o deslocamento do praticante.
NOTÍCIA DO ASSUNTO
Natação: origem, benefícios e modalidades do esporte
O exercício combina força e movimentos coordenados dos membros superiores e 
inferiores e possui diversos efeitos positivos
Escrito por Carol Melo, carolina.melo@svm.com.br 10:40 - 23 de Setembro de 2021. 
Atualizado às 14:59. https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ser-saude/natacao-
origem-beneficios-e-modalidades-do-esporte-1.3138632
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Legenda: Permitir o movimento de deslocamento no meio líquido sem o uso de assessórios é o principal objetivo da atividade
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Famosa por ser uma atividade física completa, a natação é um esporte em que a 
maioria dos grupos musculares do corpo humano atua em conjunto com a respiração 
e pode permitir que o praticante domine outro ambiente, o aquático, além do habitat 
terrestre. 
O exercício combina força e movimentos coordenados dos membros superiores 
e inferiores, auxiliando na recuperação de lesões, perda de peso e aumento do 
condicionamento físico, entre outros. A prática possui alguns estilos que diferem na 
forma em como o indivíduo se mexe na água, mas todas possuem o mesmo objetivo: 
permitir o movimento de deslocamento no meio líquido sem o uso de assessórios. 
O que é natação? A natação pode ser definida como uma atividade que realiza 
movimentos na água provocando o deslocamento do praticante, sem a ajuda de agentes 
externos, conforme o professor e pesquisador na área da Biomecânica da Natação 
na Universidade Federal do Ceará (UFC), Barroso Lima. 
Saber nadar vai além da aprendizagem e exercitação das técnicas desportiva da 
modalidade — seja em decúbito frontal (frente), decúbito dorsal (costa) e na vertical 
—, segundo o docente é imprescindível dominar o equilíbrio adquirido com a prática 
e a respiração adaptada, além de procurar soluções motoras inovadoras. 
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História 
Pinturas rupestres fazem referências ao uso da natação pelo ser humano há 7 mil 
anos. A atividade era utilizada pelo homem ainda durante a antiguidade, como meio 
de sobrevivência. Ele construía casas sobre a superfície aquática — as chamadas 
palafitas — para ficar seguro de predadores, ou quando era atacado por esses animais 
se atirava a água para fugir. 
A prática também integrava o treinamento de guerreiros na Grécia Antiga, que, 
ao se deslocarem para os campos de batalha, muitas vezes, precisavam atravessar 
cursos d´água e, como muitos usavam armaduras, acabavam morrendo afogados 
caso não soubessem nadar. A prática também era usada para conseguir alimento, 
através da pesca. 
Segundo o filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, Platão, “todo 
cidadão educado é aquele que sabe ler e nadar”. Os antigos egípcios consideravam a 
natação como um “requinte de educação”. 
No Japão, no ano 38 a.C., o Imperador Sugin já promovia festivais de natação. 
Mas foi na Europa, em 1800, que as primeiras provas isoladas, pequenos torneios, de 
natação moderna, como vemos hoje, começaram a acontecer. 
As competições de nado como esporte, chamada Natação Pura, iniciaram na 
Inglaterra em meados do século XIX, integrando as modalidades olímpicas desde a 
primeira edição dos Jogos em 1896 — destinada somente a homens. A participação 
feminina na modalidade só se concretizou nos Jogos Olímpicos de 1912. 
Modalidades 
A prática de competição, denominada Natação Pura Desportiva, é composta por 
quatro técnicas. O especialista listou cada uma. São elas: 
CRAWL OU LIVRE
A técnica é considerada a mais veloz entre as modalidades do esporte. Nela, os 
braços do nadador realizam uma espécie de S alongado. Durante o tempo todo, o 
nadador se mantém com a barriga para baixo.
Na prática, as ações motoras realizadas pelos membros superiores e pelos inferiores 
tendem a assegurar uma propulsão contínua. 
 
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COSTAS
No estilo, o competidor fica de barriga para cima (decúbito dorsal), enquanto os 
braços giram alternadamente como se fossem hélices. As pernas trabalham mais 
na modalidade, executando, em média, seis batimentos para um ciclo completo de 
braçadas.
A ação segmentar alternada permite a criação de uma força propulsiva quase 
contínua, assim como no crawl. 
PEITO
Na prática, que é comparada ao estilo de deslocamento usado por sapos, o competidor 
fica com a barriga para baixo e se locomove através do movimento simultâneo dos 
braços e das pernas.
Durante a braçada, o nadador faz o movimento de puxar a água em direção ao 
peito, levantando a cabeça para respirar, e, em seguida, jogar os braços para frente. Já 
as penas ficam na horizontal, com os pés virados para fora, executando movimentos 
também simultâneos de flexão dos joelhos. 
BORBOLETA
O nadador fica de barriga para baixo e movimenta simultaneamente os membros 
superiores e os inferiores. No estilo, considerado um dos mais cansativos, é preciso 
movimentar o corpo através de ondulações do quadril até os membros inferiores.
Em seguida, o competidor puxa os braços para fora da água, os jogando 
simultaneamente para frente, completando assim a braçada. Ao fazer o movimento 
com os braços, é possível que o praticante aproveite para respirar. 
Regras 
A Federação Internacional de Natação Amadora (Fina) é o órgão responsável pelas 
regras que regulam a natação desportiva no mundo. Conforme o pesquisador, cada 
uma das técnicas de nado possui normas específicas. 
As principais diretrizes do esporte são as medidas que determinam o tamanho das 
piscinas usada nas competições, que devem ter, pelo menos, 50 metros de comprimento, 
25m de largura e 3m de profundidade para serem consideradas olímpica. 
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O programa de natação olímpico define que as provas devem seguir as seguintes 
metragens e nados: 
• Livre - 50m, 100m, 200m 400m, 800m 1.500m; 
• Revezamento - 4x100m e 4x200m; 
• Costas - 50m, 100m, 200m; 
• Peito - 50m, 100m, 200m 
• Borboleta - 50m, 100m, 200m; 
• Medley - 200m e 400m; 
• Medley misto - 4x100m. 
Benefícios da natação
Para ter acesso aos benefícios da prática, o indivíduo deve nadar pelo menos três vezes por semana, com o auxílio de um profissional de Educação FísicaO exercício é considerado a atividade esportiva mais completa, segundo Barroso 
Lima, pois trabalha simultaneamente diversos grupos musculares. Por ser executada em 
meio líquido, a natação facilita a movimentação do corpo, prevenindo lesões provocadas 
pela incidência direta da ação da gravidade. 
A modalidade favorece o tratamento e a recuperação de pessoas submetidas a 
procedimentos cirúrgicos e ou possuem sequelas desses, entre outros. 
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Para ter acesso aos benefícios da prática, o especialista aconselha que o indivíduo 
nade pelo menos três vezes por semana, com o auxílio de um profissional de Educação 
Física. 
O que essa atividade faz com o corpo? A natação trabalha o corpo na totalidade, 
auxiliando o aumento do condicionamento físico, combate ao estresse, melhorando 
a memória e a respiração. O esporte contribui ainda para a manutenção da saúde do 
coração, além de atuar no fortalecimento das articulações e ligamentos, favorecendo 
o aumento da massa muscular. 
Pessoas que praticam o esporte regulamente podem perder peso, ao queimar gordura 
durante a execução do esporte. A atividade ainda atua na melhora da postura e da 
flexibilidade corporal. 
Emagrece? Sim, nadar pelo menos três vezes por semana pode contribuir para 
a perda de peso, já que a natação é uma atividade que pode consumir uma grande 
quantidade de energia do indivíduo, provocando o consumo de gordura do corpo. 
Natação para bebês 
A partir dos seis meses já é possível que o bebê tenha aulas de natação
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Bebês podem e devem fazer natação, segundo o pesquisador, que classifica a 
possibilidade de aprender a prática desde cedo como um “seguro de vida”. O recomendado 
é que a partir dos seis meses, período em que já foram aplicadas as principais vacinas, 
o bebê possa ter aulas da modalidade. Também é nessa idade que o duto do ouvido 
está desenvolvido, diminuindo o risco de infecções. 
O especialista listou os principais benefícios de se iniciar a prática nos primeiros 
meses de vida. São eles: 
• Adaptação ao meio líquido, característica fundamental para o desenvolvimento 
da criança; 
• Melhora da postura; 
• Aumento do condicionamento respiratório; 
• Aprimora as noções de espaço e tempo; 
• Contribui para o relaxamento, melhorando a qualidade do sono; 
• Estimula o apetite; 
• Melhora o desenvolvimento social e motor. 
É bom para asma? Sim, o esporte é considerado uma prática adequada para 
pacientes que sofrem da doença respiratória crônica. Conforme o especialista, a 
atividade parece induzir a bronco-constrição com menor intensidade comparada a 
outros exercícios físicas. 
Como na natação a inspiração é realizada através da boca e a expiração pelo nariz 
e boca, a modalidade possibilita que o indivíduo execute uma respiração ritmada, 
contribuindo para a melhora no condicionamento respiratório. 
Segundo Barroso Lima, semelhante ao efeito em pessoas saudáveis, um programa 
de treinamento com natação pode aprimorar a aptidão física de pacientes asmáticos. 
O esporte trabalha o corpo na totalidade, auxiliando no aumento do condicionamento físico
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A atividade física costuma não ser recomendada para indivíduos que estão com 
crises de doenças como infecções pulmonares, rinites, sinusites, faringites. Alergias 
na pele também podem piorar devido ao uso de produtos químicos existentes nas 
piscinas, assim como as otites. 
Natação paralímpica 
A natação paralímpica foi uma das modalidades participantes dos primeiros Jogos 
Paralímpicos que aconteceram em 1960, em Roma. Nas primeiras edições, somente 
os atletas com lesões medulares podiam competir. 
Atualmente, competem atletas com deficiência física, visual e intelectual, em um 
total de 14 classes. Competidores com deficiência física são divididos em 10 classes 
funcionais, os atletas com deficiência visual em três classes visuais, e há apenas uma 
classe para atletas com deficiência intelectual. 
Na natação olímpica todos os nadadores nadam em uma mesma categoria, sendo 
masculino ou feminino, desde que tenham alcançado os índices de participação 
estipulados pela FINA nos seus respectivos países. 
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CAPÍTULO 3
PRINCÍPIOS DA HIDRODINÂMICA 
PARA NATAÇÃO
Logo que me formei no curso de Educação Física na Universidade de Marília, fui 
trabalhar com natação. Isso aconteceu no ano de 2003. Na ocasião, tive a oportunidade 
de ensinar, mas também aprender muitas coisas. A situação que vou relatar é do senhor 
Teixeira. Um senhor de aproximadamente 60 anos de idade que veio até a academia 
para aprender a nadar. Como características físicas, era negro, com aproximadamente 
1,85 a 1,90 metros de altura e pesava por volta de 100 kg. Esse era o senhor Teixeira, um 
apaixonado pela água que não sabia nadar. Como primeiro fundamento metodológico 
da natação eu deveria iniciar com a adaptação ao meio líquido, desenvolvendo todas 
as habilidades necessárias para que posteriormente, desenvolver os quatro estilos da 
natação. Pois bem, sem a ajuda de materiais (espaguete e pranchas de EVA) ele não 
flutuava. A resposta veio por meio de muitas pesquisas e percepção dos alunos. A 
resposta para esta dificuldade na flutuação estava nos princípios da hidrodinâmica. 
 
Título: Flutuação
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-usando-oculos-de-sol-lendo-um-livro-sobre-um-corpo-d-agua-1194408/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-usando-oculos-de-sol-lendo-um-livro-sobre-um-corpo-d-agua-1194408/
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ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
É preciso compreender o meio líquido para agir diante das diferentes situações que 
surgem na prática da natação. 
LEITURA COMPLEMENTAR
Fatores hidrodinâmicos de interferência no rendimento da natação, escrito pelo 
professor Dr. Antonio Carlos Mansoldo e Disponível em: https://efdeportes.com/efd194/
interferencia-no-rendimento-da-natacao.htm
Este estudo é uma revisão de literatura referente aos assuntos relacionados ao 
comportamento dos corpos humanos envoltos no meio líquido (ambiente aquático) e 
o envolvimento desta condição em relação aos 4 dos nados competitivos. Abordamos 
assuntos técnicos hidrostáticos e hidrodinâmicos que influenciam a Natação tais 
como: flutuabilidade, arrasto, sustentação e propulsão. O assunto pesquisado envolveu 
os primeiros estudos sobre o tema em questão até os dias de hoje. Tal referencial 
teórico foi levantado com o objetivo de oferecer subsídios para alunos, professores e 
pesquisadores que militam na área da Natação.
Ambiente aquático
 Um átomo de oxigênio ligado com dois átomos de hidrogênio formam uma 
molécula de água um líquido poderoso de onde provavelmente toda a vida se originou, 
sobrevier neste meio é e sempre foi um desafio para nós humanos que temos de nos 
adaptar a este ambiente para podermos dominá-lo. E para dominar um ambiente nada 
melhor que conhecê-lo em seus detalhes.
Densidade 
A densidade da água é definida como massa por unidade de volume, e é designada 
pela letra grega p (rô). A relação entre p, massa e volume é caracterizada pela fórmula:
Na qual o m é a massa da substância cujo volume é o V. A densidade é avaliada 
pelo sistema internacional em quilogramas por metro cúbico (Kg/m3) ou gramas 
por centímetro cúbico se for o caso (g/cm3). A temperatura como variável tem ação 
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determinante na constatação da densidade criando uma ordem de importância onde 
atua muito mais para os gases do que para os sólidos e líquidos.
Além da densidade, as substâncias são definidas pelo seu Peso Específico. A 
água doce pura tem seu peso específico pordefinição igual ao valor “1” quando sua 
temperatura for igual a 4ºC. Como este número é uma proporção ele não possui unidade. 
Já a água do mar contendo sal e outro elementos chega a ter um peso específico médio 
de “1,026”,temos que levar em conta que a salinidade que é o principal elemento na 
variação do peso específico da água dos mares, e variará conforme a concentração 
do cloreto de sódio nos diferentes oceanos e mares, assim como nas águas salobras 
de diferentes regiões. No caso do corpo humano embora seja predominantemente 
constituído de água, sua densidade é ligeiramente menor do que a da água, tendo um 
peso específico em média de “0,974” tendo que levar em conta que existirá diferença 
entre o homem e a mulher onde o sexo feminino terá um peso específico menor cerca 
de 10% em razão da maior quantidade de tecido adiposo (gordura que é menos densa) 
comparativamente com o homem que possui mais tecido muscular (mais denso que 
a gordura). A massa corporal magra, que é constituída pelos ossos, músculos, tecido 
conjuntivo e órgãos, em uma densidade na ordem de “1,1”, enquanto a massa de tecido 
adiposo (massa gorda), que inclui toda a gordura corporal essencial mais a gordura 
que excede as necessidades essenciais, tem uma densidade de “0,904”. Diante destes 
dados já podemos ter uma ideia que o corpo humano desloca um volume de água que 
pesa mais do que o corpo, forçando o corpo para cima por uma força igual ao volume 
de água deslocado, confirmando o Princípio de Arquimedes , que abordaremos mais 
adiante. Diante destes dados podemos iniciar a análise do comportamento do corpo 
humano no meio líquido no caso a água, porem não podemos deixar de mencionar a 
capacidade pulmonar como outro fator determinante da condição humana, que pode 
afetar de maneira definitiva a condição do corpo humano permanecer na superfície 
ou não em um ambiente aquático.
Flutuabilidade
Descoberta pelo inventor, matemático e engenheiro grego Arquimedes (282-212 
AC) durante seu banho de imersão, a compreensão da flutuabilidade é um fator de 
suma importância para aqueles de alguma maneira se envolvem no meio líquido para 
atuarem como amadores ou profissionais, pois como já foi dito no inicio deste capítulo, 
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dominarmos o meio líquido, é uma façanha que desafia o homem desde sua origem 
e quanto mais soubermos sobre a condição dos corpos humanos quando envolvidos 
em água mais poderemos controlar tais situações. Quando Arquimedes saiu correndo, 
segundo historiadores, gritando “Eureka”, estava ele se referindo a compreensão da 
condição de seu corpo ficar na superfície da água de sua banheira ao tomar banho e 
analisando esta condição criou o seguinte principio que leva seu nome: “Todo corpo 
mergulhado num fluido (líquido ou gás) sofre, por parte do fluido, uma força vertical 
de baixo para cima, equivalente ao peso do volume do fluido deslocado pelo corpo”.
Uma vez que a flutuabilidade é uma condição na qual nossa participação ativa não 
existe a não ser pelo fator respiratório que iremos abordas a seguir, temos então na 
compreensão da flutuabilidade segundo Arquimedes, três condições que poderemos 
encontrar quando um corpo estiver totalmente imerso em um líquido:
E = Empuxo - P = Peso específico ou força peso
Condição I. Se o corpo permanecer totalmente parado no ponto onde ele foi colocado, 
significará que a intensidade da força de empuxo é igual à intensidade da força peso 
deste corpo (E = P). Condição II. Se este mesmo corpo afundar, significará que a 
intensidade da força de empuxo é menor do que a intensidade da força peso (E < P).
Condição III. Se este corpo for levado e permanecer na superfície, significará que 
a força de empuxo é maior do que a intensidade da força peso (E > P).
Levando-se em consideração as condições acima descritas, temos que pensar 
nas variáveis que estarão atuando quando o corpo humano for o alvo desta análise. 
Partindo desta premissa antes de analisarmos as variáveis humanas vamos observar 
as variáveis do meio líquido aonde nós humanos poderíamos nos encontrar.
Piscinas na sua grande maioria de água doce, este tipo de água tem sua densidade 
em torno de 1,00 g/cm³, por sua vez a água do mar em média, pois temos diferentes 
níveis de salinidade nos diferentes mares e oceanos, 1,04 g/cm³. Já o corpo humano 
tem dois diferenciações básicas, ou seja homem x mulher, levando em conta os tecidos 
básicos que nos compõem, no caso massa muscular em torno de 1,1 g/cm³ e o tecido 
adiposo com cerca de 0,9 g/cm³. Todos estes dados seriam fáceis de serem analisados 
e poderíamos teorizar facilmente sobre as condições de flutuabilidade de qualquer 
individuo que o desejasse. Porem um fator, podemos dizer, é preponderante diante 
de todos os dados fornecidos até agora, estamos falando da capacidade pulmonar 
ou capacidade vital, que em sua analise estabelece a condição de ser decisiva na 
possibilidade do sujeito flutuar ou não.
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Qual seria então a grande importância dada à capacidade pulmonar quando se 
analisa a flutuabilidade? Esta pergunta poderá ser respondida a partir da compreensão 
de como o ar dentro dos pulmões se comporta, seu volume e sua distribuição. Diante 
mão podemos dizer que o ar que cabe em nossos pulmões ocupa espaços vazios 
aumentado a área corporal e portanto aumentado a força E (empuxo) sobre o nosso 
corpo.
Os volumes e as capacidades pulmonares representam a movimentação do ar em 
nossos pulmões, em cada movimento respiratório normal, movimenta-se um volume de 
ar que se denomina volume corrente (VC), isto quer dizer que há uma movimentação 
de entrada e saída de ar constante no volume aproximado de 500 ml em um sujeito 
jovem ou adulto normal. Além deste valor em transito, digamos assim, ficam nos 
pulmões cerca de 2.300 ml de ar em média, denominados de Volume Residual Funcional 
(VRF). Temos também o Volume de Reserva Expiratório (VRE), que a quantidade de 
ar que ainda pode ser expirada, pela expiração forçada, após o término da expiração 
corrente normal, com valor aproximado de 1.100ml. 
Além deste ar solto de forma forçada, nosso pulmões nunca ficam vazios, pois 
existe o volume residual (VR), que é o volume que permanece nos pulmões para que 
os mesmos não se colabem, este volume gira em torno de 1.200 ml. Há também o 
Volume de Reserva Inspiratório (VRI), que é o volume que pode ser inspirado alem do 
volume corrente normal, em média de 3.000ml. Então a Capacidade Inspiratória seria o 
volume máximo de ar inspirado a partir da distensão máxima dos tecidos pulmonares 
somando-se o volume corrente, que levando em conta os valores apresentados até 
agora somariam 3.500ml de ar. Outro volume que para nós seria importante computar 
é o volume da Capacidade Vital que seria o volume de ar possível de ser expirado e 
inspirado em seguida em uma condição máxima, que corresponderia aproximadamente 
em 4.500 ml de ar, que por definição seria o maior volume de ar que poderia ser 
movimentado em uma única ação respiratória compreendendo o Volume Corrente o 
Volume de Reserva Inspiratório e o Volume de Reserva Expiratório.
Temos então a Capacidade Pulmonar Total, que é o volume máximo que os pulmões 
podem ser distendidos através de um maior esforço respiratório possível somando 
cerca de 5.700ml de ar, na verdade este valor é a soma da Capacidade Vital mais o 
Volume residual dos pulmões.
• Capacidade Vital (CV) = VC + VRI + VRE >............... 4.600 ml
• Capacidade Inspiratória (CI) = VC + VRI >................... 3.500 ml
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• Capacidade Residual Funcional (CRF) = VRE + VR >.. 2.300 ml
• Capacidade Pulmonar Total (CPT) = CV + VR ............. 5.700 ml
Devemos considerar que todos os volumes e capacidades pulmonares são cerca 
de 20 a 25% inferiores na mulher em relação ao homem, e obviamente apresentarãovariações maiores em sujeitos atléticos do que em indivíduos de complexão menor.
Após a análise das Capacidade Pulmonares voltemos ao estudo da flutuabilidade 
que como dissemos anteriormente teriam entre si uma grande relação, relação 
esta que nos leva a considerar que qualquer corpo humano em apnéia expiratória, 
ou seja, ao soltarmos o ar de uma maneira natural e bloquearmos a respiração, 
possivelmente expulsaríamos cerca de 3.500 ml de ar ou mais, podendo chegar até 
a 4.600 ml, dependendo a intensidade da expiração. Este ar expulsado dos pulmões 
corresponderia à perda de empuxo proporcional a 1.000 gramas para cada 1.000 ml 
de ar, o mesmo ocorrendo no sentido inverso ou seja quanto mais ar conseguirmos 
inspirar proporcionalmente maior será a força de empuxo a nos sustentar na superfície 
do meio líquido.
Arrasto
Bastante conhecido como resistência, o arrasto é um importante elemento na 
análise do comportamento e deslocamento do corpo humano na água, e este arrasto 
envolveria a forma, o volume o contacto a velocidade de deslocamento e o vácuo 
deixado pela passagem do corpo pelo meio líquido. Cada uma destas situações envolve 
uma condição e analise especifica de seu efeito em nosso corpo, efeitos estes que 
longo dos anos tem-se tentado anular ou minimizar.
Arrasto de forma
Também chamado de arrasto frontal ou resistência frontal. O arrasto de forma 
tem uma condição muito especial quando falamos do corpo em contacto com a 
água, sua atuação envolve particularmente cada corpo de nadador, cada nado e a 
técnica empregada nestes nados. Incidindo diretamente na cabeça, ombros, região 
lombar joelhos e pés, dependendo do nado, mais partes do corpo serão afetadas como 
membros superiores e inferiores, este arrasto pode ser minimizado pelo rolamento do 
tronco fazendo com que um ombro de cada vez toque a água, esta estratégia seria 
empregada nos nados Crawl e Costas, nas saídas e viradas dos 4 nados a posição 
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hidrodinâmica torna-se indispensável, não nos esquecendo da fixação da cabeça entre 
os braços, o encaixe do quadril pode diminuir bastante a pressão para baixo que o 
contacto frontal com o fluxo laminar pode causar. 
Os joelhos também poderão causar um aumento do arrasto de forma desnecessário 
se forem flexionados alem dos 120º nos batimentos de pernas dos nados Crawl, 
Costas e Borboleta. Já no nado de Peito teremos a flexão da coxa sobre o tronco, 
que deverá ser apenas o suficiente para que os pés fiquem submersos, uma vez que 
as pernas estarão flexionadas ao máximo, neste caso o arrasto de forma da coxa é 
bastante elevado e seu excesso poderá inclusive elevar o quadril.
Os pés estarão diretamente relacionados a capacidade de flexão plantar, também 
identificada por extensão dos pés, onde quanto mais fletidos estiverem menos água 
tocará seu dorso frontalmente este conceito seria aplicado aos nados Crawl, Costas 
e Borboleta, mais uma vez o nado de Peito é diferenciado, a flexão plantar dos pés 
só terá influência na diminuição do arrasto, quando a pernas estiverem unidas e 
estendidas após a pernada, na curta fase do deslize. 
Não podemos nos esquecer que o arrasto de forma está intimamente ligado à 
morfologia do corpo que está em contacto com a água independentemente da técnica 
de deslocamento. O volume e a forma deste corpo podem ocasionar alterações 
significativas no arrasto. 
A forma praticamente é imutável, podendo ter pequenas alterações relacionadas à 
massa muscular (massa magra) e a massa de tecido adiposo (massa gorda), porém 
a estrutura esquelética que dá a forma principal ao corpo, esta é inalterável. Agora 
o volume ou o perímetro dos segmentos corporais, membros superiores e inferiores 
inclusive o tronco, estes sim podem sofrer alterações principalmente pela compressão 
dos tecidos que os revestem, fato este que só foi alcançado pela introdução dos Trajes 
de Natação que são tão justos e apertados que acabam diminuindo o perímetro dos 
segmentos pela compressão dos tecidos mais moles que os compõem. 
Ainda dentro do assunto resistências, temos aquela que ocorre pelo contacto do 
corpo com a superfície que o envolve, chamada de Arrasto de Contacto ou Arrasto de 
Fricção: diz respeito ao arrasto criado através do contacto da pele do nadador com o 
fluxo laminar de água que o envolve, este contacto na verdade é um atrito que faz com 
que toda a superfície corpórea exerça uma ação penetrante através do meio líquido 
onde cada elemento presente nesta superfície gere uma força resistiva ao deslocamento 
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do nadador. Esta fricção ocorre no tecido de revestimento corporal e suas estrias, 
nos pelos, nos cabelos, unhas, bigodes e até mesmo verrugas e saliências teciduais. 
Até bem pouco tempo os nadadores utilizavam um meio bastante eficaz de redução 
desta resistência que era a tricotomia total ou seja raspagem de todos os pelos, cabelos 
e bigode, para assim eliminar dentro do possível este atrito friccional. Então mais uma 
vez a solução tecnologia chegou com força total minimizando este problema de fricção 
sem a necessidade destas raspagens em razão do traje de natação ter seu ponto 
alto tecnológico na estrutura de sua trama que foi criada a partir da observação dos 
tecidos de revestimento (pele) dos tubarões, os quais possuem sulcos milimétricos 
por onde o fluxo de água passa com maior velocidade, não só diminuindo o arrasto 
de fricção com também criando pequenas diferenças de pressão as quais oferecem 
uma condição ótima de deslocamento propulsivo. 
Esta descoberta, chamada de FAST SKIN (pele rápida) foi tão sensacional para a 
Natação mundial que em menos de 10 anos praticamente todos os nadadores do 
mundo já possuíam um modelo, todas as principais marcas de produtos esportivos 
já pesquisavam e produziam seu traje rápido de Natação e foram surgindo novos 
modelos com novas tramas , novas costuras, novos desenhos, novas ranhuras novas 
fibras, até chegarmos aos modelos polêmicos testados pela NASA chamados LZR 
RACER, que segundo relatórios técnicos influenciam até no aumento da flutuabilidade 
do nadador.
Velocidade de Deslocamento
Entendida na Natação como “Lei Teórica do Quadrado”, esta lei quando analisada 
impressiona e ao mesmo tempo justifica enorme força que qualquer objeto despende ao 
ter que atravessar o meio líquido em altas velocidades. Antes de entrarmos na análise 
específica desta lei e sua aplicabilidade na Natação, vamos comparar velocidades de 
deslocamentos de dois dos mais usados transportes que conhecemos que são: o navio 
e o avião. Como exemplo, tomaremos o percurso de um avião internacional (Jumbo 
747) viajando do Brasil para qualquer país da Europa; este avião teria sua velocidade 
de cruzeiro em torno de 850 a 950 Km por hora. Já um navio de cruzeiro internacional 
teria sua velocidade de cruzeiro em torno de 50 a 70 nós (os transatlânticos mais 
modernos do mundo) isto significa uma velocidade entre 70 a 90 Km por hora. 
Considerando o peso e a potência destes dois gigantes porque tal diferença; se 
considerarmos o peso e a potência de ambos não haveria uma certa relatividade?, 
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mas porque tanta diferença, praticamente 16 vezes entre um e outro. Em primeiro 
lugar temos que analisar os ambientes em que estes se deslocam. A água é cerca 
de 800 vezes mais densa que o ar, daí então tamanha discrepância entre o meio em 
que um navio e um avião se deslocam, outro elemento a ser considerado, é que para 
o avião se sustentar no ar sua velocidade tem que criar a sustentação criada pela 
pressão do ar sob as asas. 
Como exemplo, para que um Jumbo 474 decole, sua velocidade mínima deverá ser 
em torno de 250 Km/h. Já um navio em razão do empuxo não precisa de força de 
sustentação para permanecer na superfície, porém o mesmo tem que vencer o arrasto 
(resistência) que o envolve,e quanto maior for a velocidade maior será o arrasto na 
proporção de “o dobro de velocidade contra o quádruplo de arrasto”. Considerando 
o assunto desenvolvido até agora, chega-se ao ponto já comentado do arrasto de 
fricção minimizado pelos Trajes de Natação, os quais serão banidos a partir de 2010, 
levando-se em conta que na verdade tal traje, cada vez mais aperfeiçoado, e com 
inúmeros recursos surgindo a cada dia, estava se tornando um equipamento e não 
uma vestimenta.
Sucção da extremidade
É o fenômeno causado pela passagem de um corpo através do meio líquido, deixando 
para trás uma área de baixa pressão (espaço com aparentemente menor quantidade de 
água que a região no entorno), criando-se assim uma força contrária ao deslocamento. 
É formada então a esteira, que na verdade é o rastro deixado pela passagem de 
uma pessoa, embarcação ou até mesmo animal aquático, que deslocando-se para 
frente na água, deixa um espaço teoricamente menos denso para trás, criando uma 
força contrária ao deslocamento, há ao mesmo tempo criando uma condição ideal 
na superfície para a mistura do ar com a água.
Turbilhão ou turbilhonamento
É o fenômeno das bolhas ou melhor da espuma que circunda qualquer objeto que 
se desloque sobre a água em determinada velocidade, este fenômeno ocorre em 
razão da mistura repentina do ar com a água, provocado pelo movimento do líquido e 
também pela esteira deixada ao longo do percurso. Este turbilhão é um elemento que 
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causa perda de potência ou de deslocamento em função da força motriz geradora do 
deslocamento não conseguir, em determinadas situações, aplicar a força propulsora 
em um ambiente totalmente denso e consistente. 
O ambiente turbilhonado é de certa forma preenchido por bolhas de ar, cuja densidade 
é 800 vezes menos densa que a água, tornando assim o meio em que a propulsão 
está se desenvolvendo inadequada para uma resultante propulsiva esperada. Para 
contornar este problema devemos procurar zonas de águas não agitadas, ou seja 
águas profundas, isto quer dizer que a medida que a força propulsiva for aplicada em 
um ambiente sem a presença bolhas de ar maior será o rendimento, desde que esta 
profundidade não implique numa diminuição de ação propulsiva. 
Como exemplo, uma braçada muito funda poderia ocasionar uma diminuição do seu 
tamanho, o que não seria recomendável, porém alcançar uma profundidade mínima 
de braçada evitando o turbilhão e a água agitada, muito provavelmente irá contribuir 
para uma melhor eficiência propulsiva. Um outro exemplo muito interessante é o 
comportamento dos submarinos, quando o vemos na superfície, sempre ao seu redor 
existem as espumas brancas que são os turbilhões e principalmente a sua calda em 
função da força motriz propulsora, há sempre uma esteira toada branca. Quando este 
submarino resolve aumentar sua velocidade para potências máximas, ele submerge, 
para então conseguir propulsão integral sem o risco do turbilhão, pois a determinada 
profundidade jamais o ar irá se misturar com a água, isto só ocorre na superfície.
Cavitação
É o nome que se dá ao fenômeno de vaporização de um líquido pela redução 
da pressão, durante seu movimento. Poderíamos explicar este fenômeno de uma 
maneira mais simples, analisando um liquidificador; as pás giram muito rápido um 
volume de líquido relativamente pequeno, não considere o formato dos hélices, pois 
eles interfeririam no raciocínio. Voltando, quando um hélice gira muito em pouco 
líquido o líquido se agita porém o liquidificador não sai do lugar, se houvesse muito 
liquido e condições ideais ( hélices propulsivas e menos peso no liquidificador) este se 
deslocaria num volume maior de liquido. O Cavitar seria então, aproveitando o conceito 
para Natação, uma movimentação muito rápida na água porém em um volume de 
água não suficiente para gerar deslocamento ou propulsão.
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Streamline position (posição hidrodinâmica)
Depois de analisarmos todas estas variáveis que envolvem o corpo humano quando 
ele está em contacto com a água, preferencialmente nadando, temos que considerar 
quais seriam as principais orientações hidrodinâmicas a serem recomendadas para 
quem quer ter maior eficiência em seu nado. 
A posição hidrodinâmica, seria a primeira seguida da movimentação dos membros 
inferiores e membros superiores, movimento axial (rolamento), respiração técnica e 
coordenação geral dos movimentos. 
Na posição hidrodinâmica temos que considerar principalmente o arrasto de forma, 
também chamado de atrito frontal, refere-se ao formato de um corpo diretamente 
envolvido no meio líquido e seus pontos de contacto os quais poderiam diminuir o 
deslocamento pela resistência causada. Na posição hidrodinâmica entram em ação 
o alongamento integral do corpo do nadador levando em conta: a posição das mãos 
as quais devem ficar com os dedos unidos, superpostas e o polegar superior deve 
firmar o bordo da mão inferior firmando-a. 
Os membros superiores devem ficar o mais estendidos possível, inclusive os ombros 
devem ser projetados à frente e a cabeça fixa entre os braços, possivelmente com os 
deltóides tocando as orelhas. O tronco permanece estendido enquanto o quadril tenta 
se encaixar diminuindo ao máximo a curvatura lombar que poderia criar uma pressão 
para baixo no nadador. Os membros inferiores ficam estendidos e unidos, com os pés 
também em extensão se possível em inversão sobrepondo-se um pé sobre o outro. 
Durante o deslocamento subaquático na posição hidrodinâmica, que ocorre durante 
a saída e as viradas na Natação, a posição das mãos, cabeça e membros superiores 
determinarão a horizontalidade do deslocamento ou sua alteração.
Movimentação dos membros inferiores
Responsáveis principalmente pela manutenção da posição horizontal, sustentação 
e propulsão os membros inferiores tem sua atuação secundária na ação propulsiva 
dos nadadores, uma vez que o raio de ação das pernas durante a movimentação 
dos nados é muito pequena, com exceção do nado de Peito, onde a movimentação é 
bastante ampla. Ao analisarmos a movimentação dos membros inferiores, precisamos 
considerar técnica e ritmo e velocidade. Nos nados Crawl e Costas o batimento de 
pernas deve ser feito com a inversão dos pés, ficando os mesmos voltados para 
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dentro, para que a resultante do batimento seja helicoidal, criando um efeito hélice de 
propulsão. Outro aspecto relevante é mantermos a distância entre os pés o suficiente 
para não sofrermos o efeito da cavitação, distância esta entre 30 a 40 cm, devemos 
chamar esta distância de amplitude de movimentação, não esquecendo que os pés não 
podem sair da água (são até os calcanhares) pois no ar não conseguimos propulsão, 
só na água.
O ritmo deve ser constante para não cairmos na inércia a qual causaria maior 
gasto energético e menor rendimento, quanto a velocidade ela deve ser graduada 
em função da distância a ser nadada em razão de consumir grande quantidade de 
energia e render em termos propulsivos, muito pouco, cerca de 9 a 10% nos nados 
citados. Considerando que a movimentação é alternada para baixo e para cima, o 
movimento para baixo é bem mais propulsivo, pois vai de encontro às massas de 
água não agitadas, sem turbilhão, e em maior volume. 
Para a golfinhada que é a movimentação da pernada do nado Borboleta, vale todos 
os quesitos citados acima, considerando que a velocidade e o ritmo são menores pois 
os movimentos são feitos com as pernas unidas, para baixo e para cima havendo um 
grande contacto com a água, porém um tanto quanto mais propulsivo, fato este notado 
na saída e nas virados dos nados Crawl Costas e Borboleta, onde os nadadores se 
utilizam desta movimentação para ter um maior rendimento, realizando a golfinhada 
subaquática. 
No nado de Peito os membros inferiores tem bastante relevânciachegando a ter 
50% do total propulsivo, onde a técnica e o ritmo tem mais importância do que a 
velocidade, em razão da movimentação ocorrer praticamente no plano horizontal e 
não vertical como nos demais nados e envolver uma movimentação bastante ampla 
a qual provoca um arrasto de forma bastante acentuado, o qual pode ser minimizado 
através de um ritmo de execução onde se respeite a fase de explosão que é a extensão 
dos membros inferiores para trás, para o lado e para baixo, a união dos mesmos e o 
aproveitamento da propulsão criada, ficando o nadador na posição hidrodinâmica por 
algumas frações de segundo, até reiniciar a próxima movimentação.
Movimentação dos membros superiores
A ação dos membros superiores (braços) é a principal ação propulsiva que o nadador 
tem a sua disposição, contrariamente ao que ocorre em terra, onde as pernas são 
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motoras e os braços equilibradores, na água a coisa toda muda, e os braços passam 
a ter função primordial no deslocamento do nadador. Quando analisamos os tipos de 
braçadas dos 4 nados podemos classificá-las em duas categorias, ou seja as braçadas 
alternadas e as braçadas paralelas, estas últimas pertencentes aos nados Borboleta 
e Peito e as alternadas pertencentes aos nados Costas e Crawl.
Em relação à ação dos braços temos as fases de ação propulsiva e de recuperação 
que seria o retorno à posição inicial da braçada, sendo que nos nados Crawl Costas 
e Borboleta a ação propulsiva ocorre dentro da água e a recuperação é aérea, só 
havendo exceção no caso do nado de peito onde ambas as ações são subaquáticas. 
Para todos os tipos de braçada temos que considerar certos tipos de princípios que 
irão, uma vez respeitados, propiciar um maior aproveitamento da energia aplicada ao 
movimento. Começando pela terceira lei de Newton (Ação e Reação), muito abordada 
no último livro de Maglischo do ano de 2007, onde o mesmo retifica sua análise, 
voltando ao antigo conceito de fazer força puxando a água para trás para ir para frente, 
sempre respeitando o traçado da braçada ou seja a varredura e as profundidades deste 
traçado, principalmente no início da braçada procurando alcançar uma profundidade 
de trabalho abaixo do turbilhão, não esquecendo que água funda é água rápida. Esta 
profundidade de trabalho não excede 30 cm caso contrário a mesma estaria interferindo 
no comprimento da braçada, o que não é desejável.
Rolamento (movimento axial)
Quando se pratica os nados Crawl e Costas o arrasto de forma que ocorre nos 
ombros é bastante significativo, razão pela qual atualmente damos uma grande ênfase 
ao rolamento do tronco a cada braçada realizada nestes dois nados, com o intuito de 
minimizarmos o efeito de arrasto em ambos os ombros, fato este limitado apenas 
aos nados alternados, onde os nados Borboleta e Peito não se enquadram. 
O rolamento ocorre de maneira integral envolvendo todo o corpo do nadador, exigindo 
do mesmo o cuidado de manter o corpo alongado para este movimento ser efetivo; outro 
fator positivo do rolamento dos ombros (corpo todo) é a facilitação da recuperação do 
braço já trabalhado, ao ser realizado o rolamento o braço da recuperação praticamente 
fica livre da água e também consegue elevar o cotovelo bem para o alto que seria o 
ideal pra se criar um ângulo de penetração de 45◦. 
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Este rolamento deve ser efetuado com o devido cuidado pois o mesmo é 
regulamentado pela FINA em no máximo 90◦, pois se aumentarmos este ângulo 
passaríamos à posição ventral. Outro aspecto bastante relevante é que durante o 
rolamento o membro superior que está tracionando consegue envolver na braçada 
um número maior de músculos responsáveis pelo movimento.
Respiração técnica
Com exceção do nado de Costas todos os demais nados necessitam de 
movimentações diferentes para dar condições do nadador respirar durante o nado, 
a respiração na Natação deve obedecer às características de cada nado e interferir 
o mínimo possível no comportamento do corpo na água, quanto menos alterações, 
no posicionamento horizontal, ocorrerem durante o nado mais velocidade o nadador 
poderá alcançar. Definimos na Natação duas movimentações básicas de respiração, 
ou seja, a frontal e a lateral (bilateral), esta primeira típica dos nados Borboleta e Peito 
e a segunda comum ao nado Crawl. 
Quando falamos em respiração não podemos nos esquecer do fator flutuabilidade 
em razão do volume de ar nos pulmões, sabemos que quanto mais ar nos pulmões 
mais o corpo flutua e menos arrasto com a água ele acaba tendo, então é aconselhável 
em todos os nados ficar sempre com os pulmões cheios de ar. 
Para tanto é necessário condicionar o nadador a ficar com o ar retido nos pulmões 
até a hora que desejar respirar, a partir daí deverá expirar o ar rapidamente pela 
boca e pelo nariz e em seguida inspirá-lo novamente fazendo com que seus pulmões 
permaneçam o menor tempo possível com pouco ar, agindo assim a posição do 
corpo do nadador praticamente não sofrerá alterações durante a respiração técnica 
em razão do empuxo praticamente não sofrer alterações, caso contrário o corpo do 
nadador irá oscilar prejudicando seu desempenho.
Coordenação geral dos movimentos
ANOTE ISSO
Vários fatores influenciam a permanência, deslocamento, flutuabilidade e propulsão 
do corpo humano durante a realização dos nados.
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Título: Movimento na água
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/alongamento-atividade-fisica-balanca-bem-estar-374101/
LEITURA COMPLEMENTAR
Aprendendo a nadar com a extensão universitária, escrito por Enori Helena Gemente 
Galdi e colaboradores, foi publicado em 2004 e está disponível em: https://www.fef.
unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/aprendendo_nadar_cap2.pdf
O livro reúne a experiência de docentes e alunos do Curso de Educação Física da 
Unicamp no desenvolvimento de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão 
vinculadas ao Projeto de Extensão “Aprender a Nadar” dirigido à comunidade universitária, 
em especial crianças, jovens e idosos interessados na aprendizagem e aprimoramento 
em natação. Aborda diferentes visões da modalidade natação, aspectos físicos e os 
benefícios do esporte. Descreve as origens da natação, bases pedagógicas e níveis de 
aprendizado com as respectivas orientações e cuidados a serem atribuídos no trato 
com demandas diferenciadas dos usuários.
https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/aprendendo_nadar_cap2.pdf
https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/aprendendo_nadar_cap2.pdf
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Meio, recursos e equipamentos a favor do Aprender a Nadar Na prática de qualquer 
atividade, o prazer é fator importante para a motivação dos indivíduos. Quando se tem 
prazer na execução e ela proporciona boas sensações, o exercício torna-se hábito, 
forma de relaxamento e diversão, permitindo a satisfação física e mental. Na água 
não é diferente: o aluno só consegue desfrutar dos benefícios e das satisfações que 
o meio lhe oferece quando a aceita como ambiente agradável, capaz de lhe propiciar 
momentos de bem-estar e, ao mesmo tempo, contribuir para a concretização de 
seus objetivos. Diante do exposto, a fase de adaptação ao meio líquido revela sua 
importância; é nessa etapa, de notável fragilidade, que o professor deve manter-se 
dentro d’água o máximo possível para que seja assegurada uma boa ambientação. 
Por isso, ao lidar com esse estágio, faz-se necessário que o profissional de educação 
física mantenha sempre atento para ser capaz de suprir as necessidades dos seus 
alunos e fazê-los superar suas dificuldades. Quando manifestada de forma prazerosa, 
a prática físico-esportiva possibilita o convívio social, a socialização e a integração 
dos que a ela se apresentam. 
É capaz, ainda, de despertarinteresse por atividades a ela relacionadas; no caso 
na natação, permite a aproximação com outros esportes aquáticos como mergulho, 
rafting, pólo aquático, saltos ornamentais, enfim, outras atividades que envolvam o 
domínio de formas básicas de como se situar na água. 
Na busca por melhor repercussão dos ensinamentos, aposta-se em recursos 
artificiais, sejam estes de ordem informativa (como o quadro-negro, em que se expõe 
o conteúdo a ser ministrado), demonstrativa (em que são apresentados slides e vídeos 
que ilustram os comandos técnicos), ou mesmo de segurança, que incluem as bóias de 
braço, os flutuadores, os coletes ou cinturões e até mesmo o tão requisitado aquatubo. 
O que se tem observado é que tais estratégias atingem, igualmente, alunos e mestre, 
ou seja, elas também os auxiliam no cumprimento dos seus objetivos, já que garantem 
maiores possibilidades de experimentação com segurança e motivação, visto que 
seus supostos limites são vencidos e o receio, derrotado. 
No ensino da progressão dos nados e em suas práticas parciais, os equipamentos 
também apresentam desvantagens; podem mascarar as potencialidades do aluno e, 
com isso, submetê-lo a situações de risco; podem causar relação de dependência ou, 
ainda, resultar em performances futuras deficientes por restringir a movimentação 
durante a fase de aprendizagem. Os recursos disponíveis àqueles que se propõem a 
ensinar elementos da cultura corporal percorrem, em geral, uma graduação; assim, 
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no início, o professor destina à turma comandos verbais, antes ou depois de sua 
descrição; já num segundo estágio, a demonstração ilustra o repertório da fase anterior 
e, finalmente, quando necessário, o mestre utiliza a exterocepção, visto que, por meio 
do toque, ele desperta o corpo do aluno para a atividade. O modo e a frequência em 
que são solicitados correspondem ao perfil do público com qual se trabalha, cabendo 
ao educador definir a adequada relação entre eles. 
Dessa forma, tais práticas exigem singular competência pedagógica, para que se 
configurem formas eficientes no que diz respeito à obtenção de pleno desenvolvimento físico 
e mental, o que permite, além da manutenção da saúde e do preparo físico, o crescimento 
pessoal; é uma boa alternativa para levar a um bom funcionamento de todo corpo. 
A prática regular e continuada desenvolve, simultaneamente com maior ou menor 
intensidade, todas as partes do corpo, atuando em sua totalidade e junto à mente para 
um desenvolvimento saudável e eficaz. Propriedades físicas da água Ao lidar com o 
meio líquido, é preciso ter em mente que ensinar exercícios na água é mais complicado 
do que em terra, em virtude das características particulares do meio; só o domínio 
dessas singularidades assegura a concretização dos efeitos físicos desejados diante de 
práticas destinadas ao ambiente em questão. Assim, na natação ou na hidroginástica, 
as atividades são determinadas pelas propriedades físicas da água, dentre as quais 
se destacam: o empuxo ou Princípio de Arquimedes, a força peso ou da gravidade, a 
temperatura da água, a pressão hidrostática e a sua resistência.
Em outros termos, pode-se afirmar que algumas propriedades da água são importantes 
para a adequação de exercícios às capacidades biológicas dos indivíduos, a fim de otimizar 
seus efeitos, evitar complicações físicas e garantir a satisfação pela atividade. 
Daí a necessidade de conhecê-las em profundidade: Empuxo e Gravidade. O empuxo, 
ou Princípio de Arquimedes, é característica particular do ambiente líquido. O corpo nele 
inserido está submetido a força de ocorrência no plano vertical, em direção à superfície 
da água, que traciona o corpo com intensidade igual ao peso do líquido deslocado 
(dessa forma, o empuxo recebe acréscimo conforme se aumenta a profundidade). 
É contrário à gravidade que atua em todos os corpos, atraindo-os para o solo. 
De relevante importância para a estabilidade do corpo na água, ambas contribuem 
para a manutenção do equilíbrio, da flutuabilidade e, em conseqüência, interferem no 
aprendizado; respondem ainda pelos efeitos retardador e propulsivo aí presentes, os 
quais decorrem da forma e da velocidade do movimento executado, e também são 
influenciados pela temperatura e pela pressão hidrostática do meio. 
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Frequentemente, essas forças se equilibram, o que neutraliza seus efeitos e faz certo 
volume, de um corpo em situação de envolvimento com a água, manter-se emerso, 
salvo em situações de posicionamento vertical, quando a gravidade sobrepõe-se à 
atuação do empuxo. 
A flutuabilidade interfere diretamente na realização do exercício, pois “à medida que o 
corpo é gradualmente submerso, a água é deslocada, criando a força de flutuabilidade”, 
por isso, para os autores, uma pessoa submersa até a região umbilical elimina 
aproximadamente 50% de seu peso corporal, o que lhe confere características diferentes 
das assumidas em terra e podem facilitar ou dificultar a execução de determinados 
movimentos. Nesse sentido, há ainda dois fatores biológicos que interferem nesse 
fenômeno: a quantidade de ar nos pulmões e a porcentagem de gordura do corpo; 
tanto um quanto outro, quando presentes em maiores proporções, facilitam que o corpo 
se mantenha na superfície d’água, visto que eles tornam os corpos menos densos. 
A temperatura é outro fator que influencia a execução de atividades em meio 
líquido é a temperatura da água, propriedade capaz de produzir alterações fisiológicas 
importantes durante os exercícios aquáticos. Isso acontece porque a temperatura 
externa ao organismo interfere diretamente nele para que, por trocas de energia térmica 
entre ambos, estes entrem em situação de equilíbrio. Assim, o calor produzido durante 
uma hora de atividade física é suficiente para aumentar a temperatura central do corpo 
em até 3º C, fazendo esse acréscimo de energia ter que ser dissipado. 
Os mecanismos de dissipação de calor são os responsáveis pela manutenção 
da temperatura corporal. Dentre tais meios de defesa, a evaporação do suor é a 
mais eficiente; entretanto, em face de temperaturas externas elevadas, ela se torna 
ineficaz, incapaz de promover resfriamento satisfatório, o que leva a desempenho 
deficiente. É por isso que as piscinas utilizadas para atividades vigorosas são mantidas 
a temperaturas amenas, entre 27 e 29 ° C
A Pressão Hidrostática quando o corpo está imerso em meio líquido, um ponto sofre 
a ação da chamada pressão hidrostática, que se manifesta igualmente em qualquer 
nível e direção; sua exploração garante máximo aproveitamento da sobrecarga própria 
do meio. Entretanto, essa propriedade é sentida com mais evidência na região do 
tórax, pela dificuldade de sua expansão.
A situação de equilíbrio em que se encontra tal força determina o não-deslocamento 
do corpo em meio aquoso, diferentemente do que acontece quando ela se manifesta 
de maneira desigual, seja em relação ao nível em que o objeto está imerso ou no que 
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diz respeito a sua direção; neste caso, tem-se certa movimentação até que a situação 
inicialmente relatada seja (re)estabelecida. 
O aumento dessa pressão ocorre com de variações, crescentes, de profundidade 
e densidade do fluido; a cada pé de profundidade, ela altera, positivamente, seu valor 
em 0,43 pressões atmosféricas.
A sensação de ausência de peso, presente quando submersos, decorre da pressão 
lateral existente no meio aquático, aplicada simultaneamente aos efeitos da flutuabilidade 
(Campion, 2000). Ela atua ainda de modo benéfico no nosso organismo, já que interfere 
na redistribuição sanguínea e também de outros componentes líquidos, da periferia 
para o centro do corpo. 
A resistência da água ou arrasto, como é cientificamente denominada, caracteriza-
se por ser força de oposição à progressãodo corpo em movimento nesse meio. 
Responde ao efeito retardador do deslocamento no meio aquático, já que este é cerca 
de mil vezes mais denso que o ar. O arrasto enfrentado por quem nada é diretamente 
proporcional à quantidade de turbulência por ele criada; assim será tanto maior quanto 
mais conturbadas forem as correntes laminares.
A velocidade, a forma e a orientação do corpo são fatores diretamente relacionados 
à turbulência; em geral, os objetos afilados encontram menor resistência do que os 
com “cantos quadrados e formas convolutas”; o arrasto é menos evidente quando o 
corpo assume posição mais horizontal, o que faz restrito número de partículas das 
correntes laminares ser afetado. A velocidade, que em intensidade elevada provoca 
maior fricção e turbulência na água, pode resultar em maior resistência. 
Para melhor compreensão, o fluxo laminar é caracterizado como: “correntes regulares e 
contínuas de moléculas de hidrogênio e oxigênio em flutuação”, compactadas umas sob as 
outras; já o fluxo turbulento “ocorre quando há interrupção do fluxo contínuo, geralmente 
‘descaracterizado’ pelo encontro deste com um objeto”. Deve-se salientar que, em situação 
de turbulência, uma movimentação rápida e circular das moléculas, de redemoinhos, se 
faz presente, diferentemente do que ocorre quando o fluxo laminar acontece. 
Benefícios físicos e alterações fisiológicas proporcionados pela água Devido às 
propriedades da água já citadas, o exercício em meio líquido situa-se como recurso 
capaz de proporcionar momentos de satisfação física e mental, o que diminui as 
possibilidades de ocorrência de doenças, reduz dores musculares, relaxa, diminui o 
estresse e melhora a auto-estima. 
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Os benefícios que a atividade física, em meio líquido, proporciona aos que a praticam 
com freqüência: o corpo sofre influência de forças do meio líquido, o que faz os sistemas 
orgânicos se adaptarem às condições do seu novo hábitat. A água produz mudanças 
na regulação, principalmente do sistema cárdio-pulmonar e do metabolismo, além de
Aumento da taxa metabólica de repouso, tal como do gasto energético; redução 
dos riscos de diabetes, por controlar a taxa de colesterol e de triglicerídios; controle 
da pressão sanguínea; melhora da auto-estima, com diminuição das possibilidades de 
depressão; melhora das funções cardiovasculares, pulmonares e mentais; Sociabilização; 
aumento do bem-estar e da perspectiva de vida; controle do peso corporal; melhora da 
flexibilidade; prevenção do estresse; melhora da força e da resistência muscular; alívio 
da dor e do espasmo muscular; diminuição do impacto; retardo do envelhecimento; 
auxílio para manutenção da postura correta.
NOTÍCIA DO ASSUNTO
Por que a natação é um treino completo
https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2022/06/por-que-a-natacao-e-um-treino-
completo.ghtml
Com apenas 30 minutos e alguns truques, uma ida à piscina pode se tornar um 
ótimo exercício para a saúde. Por Dana G Smith, The New York Times. 01/06/2022 
04h30 Atualizado há uma semana
A natação é um treino de corpo inteiro, trabalha braços e pernas, assim como sistema cardiovascular
Foto: Logan R. Cyrus | The New York Times
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Seja qual for o seu motivo para entrar na água, a natação é um dos melhores 
exercícios que você pode fazer pela sua saúde. É um treino de corpo inteiro, que 
trabalha bastante os seus braços e pernas, assim como seu sistema cardiovascular, 
colocando menos tensão em suas articulações do que a maioria dos outros exercícios. 
De acordo com Hirofumi Tanaka, professor de cinesiologia da Universidade do Texas 
em Austin, a natação oferece benefícios cardiovasculares semelhantes à corrida ou 
outros esportes de resistência. Pesquisas em seu laboratório também sugerem que 
um programa regular de natação pode reduzir a pressão arterial e suavizar as artérias 
rígidas em adultos mais velhos.
— A natação é realmente uma boa forma de exercício que muitas vezes é subestimada 
— disse Tanaka. — O exercício precisa envolver grandes grupos musculares, ser rítmico 
por natureza e deve sobrecarregar as funções cardiovasculares. A natação se encaixa 
perfeitamente. — explica o professor. Mas por onde começar? Enfrentar uma piscina 
de tamanho grande pode ser intimidante para um iniciante. Abaixo estão algumas 
dicas de treinadores profissionais sobre como transformar 30 minutos na piscina em 
um treino eficaz.
Comece devagar
Pesquisas sugerem que um programa regular de natação pode reduzir a pressão arterial
Foto: Logan R. Cyrus | The New York Times
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Compre um bom par de óculos de proteção (uma touca de natação e uma prancha 
podem ser úteis, mas não são necessários) e comece nadando uma volta – para 
baixo e para trás ao longo da piscina – sem parar. Normalmente, as pessoas fazem 
o nado livre quando se exercitam porque é a braçada mais eficiente, mas você pode 
mudar se tiver uma preferência ou quiser alguma variedade.
A maioria das piscinas recreativas americanas tem 25 metros de comprimento, então 
uma volta completa tem 50 metros, duas voltas são 100 metros e assim por diante. 
As piscinas olímpicas são duas vezes mais longas, enquanto as piscinas domésticas 
variam, portanto, certifique-se do tamanho para calcular bem as voltas e a duração. 
Se uma volta parecer fácil, faça duas com uma pequena pausa de 10 a 20 segundos 
entre elas. Aumente gradualmente, ampliando o número de voltas e diminuindo a 
frequência de pausas, mas não exagere no primeiro dia – não dê mais de 10 voltas 
no total.
— Quando se trata de natação, trata-se de consistência, então comece de onde você 
está — disse Cullen Jones, quatro vezes medalhista olímpico que treina natação juvenil. 
— Certifique-se de que o que você está fazendo é gerenciável. Tenha a mentalidade 
de que você pode fazer isso de novo no dia seguinte ou após dois dias — aconselha 
Jones.
Concentre-se na técnica: se sua última aula de natação foi na escola primária, 
aqui estão algumas dicas a serem lembradas: Primeiro, você quer que seu corpo fique 
o máximo possível no topo da água. A maneira mais fácil de fazer isso é manter a 
cabeça baixa e olhar para o fundo da piscina.
— Se você levantar a cabeça e olhar para a parede suas pernas vão afundar e 
isso criará muita resistência — explica Fares Ksebati, fundador e executivo-chefe do 
aplicativo de natação MySwimPro.
Seu chute com as pernas também ajuda a manter o equilíbrio em cima da água. Na 
verdade, a menos que você esteja correndo, chutar é mais importante para a posição 
do corpo do que para a própria impulsão. Chute apenas o suficiente para manter seus 
quadris e pernas em cima da água para que eles não o arrastem para baixo.
— O maior erro que os nadadores iniciantes cometem é chutar demais — diz Ksebati. 
— As pernas usam mais sangue, então se você chutar muito, vai se cansar muito 
mais rapidamente. — explica.
Se você está correndo, então você pode chutar suas pernas em alta velocidade, como 
Jones fez na corrida de 50 metros livre nas Olimpíadas de 2012. Mas ao nadar em 
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busca de resistência ou condicionamento físico geral, imita alguém como a nadadora 
de longa distância Katie Ledecky , cujas pernas mal fazem ondas, para economizar 
energia e se concentrar mais no equilíbrio e no alinhamento do corpo.
Outro erro que iniciantes cometem é ficar muito plano na água. Em vez disso, 
balance sutilmente de um lado para o outro. À medida que as pontas dos dedos 
tocam a superfície, estenda o braço o máximo que puder enquanto gira levemente 
os quadris e os ombros. Tente isso em terra firme: fique na ponta dos pés com um 
braço esticado acima da cabeça. Se você mover o quadril e o ombro para cima e 
para a frente, provavelmente poderá alcançar alguns centímetrosmais alto. Agora 
faça isso na água.
— Se você começar a girar com os ombros e os quadris em cada braçada e alcançar 
alguns centímetros a mais, basicamente vai alongar sua braçada, e isso o tornará 
mais eficiente — explicou Ksebati.
Outra maneira de aumentar sua eficiência é criar mais força a cada golpe. Ao 
puxar o braço para baixo pela água, tente deixar o antebraço perpendicular ao fundo 
da piscina. As pontas dos dedos devem estar ligeiramente separadas - menos de um 
centímetro - para obter o máximo de potência.
Não se preocupe em respirar alternadamente se sentir que de um lado é mais 
confortável que o outro. O objetivo é manter o ritmo. “Toda vez que seu rosto está na 
água, você está exalando” disse Cokie Lepinski, treinadora de natação Masters dos 
EUA em Surprise, Arizona. “Toda vez que você sobe, você está tendo uma inspiração 
agradável e na medida.”
Entre em intervalos
Uma vez que você conseguir completar oito voltas facilmente, tente alguns treinos 
intercalados. Para nadadores profissionais, os treinos são estruturados com musculação, 
divididos em séries, em vez de 30 minutos seguidos.
Para fazer isso, você precisa entender uma fórmula de intervalo usada em quase 
todos os treinos de natação. Os intervalos são geralmente descritos por dois números: 
1) o número de repetições e 2) a distância em metros de cada repetição como um 
múltiplo de 25 (o comprimento da piscina). Descansos curtos são incorporados após 
cada repetição. Por exemplo, um 2x50 significa nadar 50 metros (para baixo e para 
trás), fazer uma pausa de 10 segundos e depois nadar e dar outra volta. Para um 
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4x25, nade a mesma distância, mas descanse toda vez que tocar em um lado. Um 
1x100 significa nadar duas voltas continuamente e descansar depois. Todos os três 
intervalos são de 100 metros no total, mas são nadados em taxas diferentes.
Adapte seus intervalos aos seus objetivos. Se você quiser um treino de maior 
intensidade, nade intervalos mais curtos em um ritmo mais rápido. Se você quiser 
trabalhar a resistência, nade longas distâncias em um ritmo mais lento com menos 
pausas. Por exemplo, um 4x25 normalmente seria nadado em um sprint, enquanto 
um 1x100 é geralmente um intervalo mais lento e focado na resistência.
— Se você nadar no mesmo ritmo todos os dias não terá tantos benefícios — disse 
Lepinski. Por um lado, ela acrescentou, o treinamento intervalado é mais divertido. — 
Isso apenas desafia seu coração um pouco melhor — disse.
Tanto Ksebati quanto a treinadora Lepinski disseram que um bom treino para 
iniciantes ou intermediários é de 1.000 a 1.500 metros, ou 20 a 30 voltas, o que deve 
levar cerca de meia hora. Comece com um aquecimento curto – talvez um 4x50 em 
um ritmo fácil – para aumentar sua frequência cardíaca. Você pode misturar em 
diferentes golpes, fazendo peito ou costas em vez de freestyle para um pouco de 
variedade. Em seguida, faça um 4x25 usando um kickboard para ativar as pernas.
Em seguida, vem o conjunto principal, ou a maior parte do seu treino. Se você estiver 
trabalhando em velocidade, faça 8x50 (oito voltas com uma pausa após cada) em 
ritmo acelerado. Se você quiser aumentar a resistência, tente uma escada de ritmo 
moderado, subindo e descendo a duração dos seus intervalos: 1x50, 1x100, 1x200, 
1x100, 1x50.
Por último vem o desaquecimento, mais 4x50 de natação em ritmo descontraído. 
Você pode fazer uma pausa mais longa - um ou dois minutos - entre o aquecimento, 
a série principal e o resfriamento. 
É um pouco confuso no começo, mas uma vez que você entende a linguagem, você 
pode seguir quase que qualquer treino de natação. Quer ainda mais estrutura ou um 
objetivo para trabalhar? Aplicativos como o MySwimPro fornecem planos de treino 
personalizados. Acima de tudo, aproveite o processo. Para muitos nadadores, a água 
não é apenas um lugar para se exercitar, é também um santuário. — É difícil pensar no 
estresse do mundo quando você pensa: ‘Quando é minha próxima respiração? Onde 
é o fim da piscina? Em que set estou?’ — disse Lepinski. —Quando deslizamos sob a 
água, o mundo desaparece.
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CAPÍTULO 4
PRINCIPAIS COMPETIÇÕES 
DE NATAÇÃO 
ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
Veja a história de vida de um dos campeões da atualidade da natação Brasileira.
O site da Olympics conta um pouco da história de vida do nadador Bruno 
fratus. Disponível em: https://olympics.com/pt/noticias/bruno-fratus-e-o-poder-da-
consistencia-ainda-tenho-lenha-para-queimar - Três vezes finalista Olímpico dos 50m 
livre, o nadador brasileiro estreou no pódio Olímpico aos 32 anos em Tóquio 2020. Em 
entrevista exclusiva para o Olympics.com, ele conta como desistiu da aposentadoria 
e procura a ‘cereja do bolo’ em Paris 2024.
Sheila Vieira e Ash Tulloch
Updated on 11 maio 2022 10:16 GMT-3
NataçãoBruno FRATUS
Foto: 2021 Getty Images
https://olympics.com/pt/noticias/bruno-fratus-e-o-poder-da-consistencia-ainda-tenho-lenha-para-queimar
https://olympics.com/pt/noticias/bruno-fratus-e-o-poder-da-consistencia-ainda-tenho-lenha-para-queimar
https://olympics.com/pt/esportes/sed/natacao/
https://olympics.com/pt/atletas/bruno-fratus
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O nadador brasileiro Bruno Fratus construiu seu legado como um dos melhores 
nadadores de 50m livre da última década. E ele fez isso com muita autenticidade, 
declarações convictas e firmeza.
Muitos ficaram surpresos ao ver a reação emocional de Fratus depois de ganhar 
sua primeira medalha Olímpica aos 32 anos em Tóquio 2020, um bronze em sua 
terceira final Olímpica.
O vencedor da prova, Caeleb Dressel, disse ao Today Show que ficou comovido 
com a reação de Fratus.
“Acho que nunca abri um sorriso tão grande na minha vida”, disse Fratus ao Olympics.
com, poucas semanas antes do Campeonato Mundial 2022 da FINA, em Budapeste, 
Hungria, com início em 18 de junho.
Em Tóquio, Fratus carregou memórias vívidas de London 2012, quando ficou a 
dois centésimos do pódio, e da Rio 2016, quando o público brasileiro esperava uma 
medalha, e ele terminou na sexta posição.
“Em Tóquio, eu tive um pouco a sensação de agora ou nunca. Se não tivesse dado 
muito certo, eu seria um ex-nadador.”
“Essa é a diferença que uma boa prova pode fazer.”
ANOTE ISSO
Troféu Brasil define seleção para o Mundial de Budapeste
NOTÍCIAS DO ASSUNTO
Campeonato Mundial de esportes aquáticos é adiado para 2023. 
Competição de natação, saltos ornamentais, nado artístico e polo aquático seria 
realizada em maio deste ano no Japão, mas, por conta da piora da pandemia, acontecerá 
em 2023. Por Joanna de Asssis — São Paulo. 21/01/2022 17h40 Atualizado há 3 
meses. Disponível em: https://ge.globo.com/natacao/noticia/campeonato-mundial-
de-esportes-aquaticos-e-adiado-para-2023.ghtml
Principal competição da natação em 2022, o Campeonato Mundial de esportes 
aquáticos está adiado. Por conta do agravamento da pandemia da Covid-19, o evento, 
https://olympics.com/pt/atletas/bruno-fratus
https://olympics.com/pt/atletas/caeleb-dressel
https://olympics.com/pt/olympic-games/london-2012
https://olympics.com/pt/olympic-games/rio-2016
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que seria realizado em maio em Fukuoka, no Japão, passou para julho de 2023. A 
Federação Internacional de Natação (Fina) ainda não divulgou oficialmente sua decisão. 
A notícia foi publicada primeiramente pelo site Swimchannel e, na sequência, confirmada 
pelo ge.
Desde o início deste século, os Campeonatos Mundiais de esportes aquáticos --que 
reúnem natação, saltos ornamentais, polo aquático e nado artístico-- são disputados 
de forma bienal, sempre nos anos ímpares. Por conta da pandemia e do adiamento 
das Olimpíadas de Tóquio para 2021, o Mundial, que seria no mesmo ano, passou 
para 2022. Porém, nesta sexta-feira, a Fina adiou o evento para o ano que vem.
BrunoFratus lamentou a decisão da Fina
Foto: Satiro Sodré/rededoesporte.gov.br
A reportagem do ge ouviu vários atletas brasileiros, e todos se mostraram surpresos 
e chateados com o adiamento da competição. O medalhista olímpico Bruno Fratus 
criticou a escolha da Fina em adiar o Mundial por mais de um ano e lembrou que em 
2020 faltaram iniciativas da entidade para compensar o cancelamento de competições 
por causa da pandemia.
- A vida dos nadadores era preparação para maio, e agora não tem maio, então 
ficamos perdidos. Os próximos meses serão de reorganização. E um adiamento faz 
https://ge.globo.com/
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a gente perder a confiança na organização que deveria gerir o esporte. Lutamos para 
que a natação seja mais séria, que o esporte seja profissional para trazer interesse de 
patrocinadores e público, e agora de repente lidamos mais uma vez com incertezas. A 
Fina mais uma vez lava as mãos, não apresenta uma solução. Em 2020 quem pegou 
na mão da Natação foi a ISL, que é uma liga paralela. Vemos que em 2022 mais uma 
vez isso deve acontecer. Você, como atleta, faz muitas perguntas nessa hora.
O Mundial de Fukuoka tinha um significado especial para Nicholas Santos, de 41 
anos, tricampeão mundial dos 50m borboleta em piscina curta.
- Meu primeiro Mundial da vida foi em Fukuoka em 2001, e nadaria 20 anos depois 
meu último Mundial, que seria em 2021, mas aí adiaram, adiaram… e a idéia era encerrar 
a carreira ali, agora vamos ver…” - explicou o nadador, que é entusiasta da ISL, (sigla 
de International Swimming League) uma liga profissional de natação que organiza 
competições mundiais em paralelo a Fina desde 2019. Nicholas Santos participou 
das edições de 2020 e 2021. Este ano, está no planejamento nadar a season 4, que 
deve acontecer em abril.
- Preciso sentar com meu técnico e pensar, não consegui nem reagir ainda a essa 
notícia. Sabia da reunião de hoje da Fina, mas pensava que era mais pra debater 
protocolos sanitários, achava que aconteceria - completou Nicholas.
Nicholas Santos pretendia se despedir do Mundial em Fukuoka
Foto: Divulgação/Fina
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O nadador João Gomes, que conquistou em dezembro passado a medalha de 
bronze nos 50 metros peito no Campeonato Mundial de Piscina Curta, em Abu Dhab, 
também lamentou a decisão.
- Eu estava focado. Perdi cinco quilos, meu treinamento estava direcionado 
completamente para chegar no ápice em maio.
O Campeonato Mundial de natação em piscina curta que estava marcado para 
dezembro deste ano, em Kazan, na Rússia, segue marcado. O evento, porém, tem um 
peso menor pois é disputado em uma piscina com a metade do tamanho olímpico 
(25 metros).
O Brasil tem a atual campeã olímpica de águas abertas, Ana Marcela Cunha, além 
de dois medalhistas dos últimos Jogos: Bruno Fratus, nos 50m livre, e Fernando 
Scheffer, nos 200m livre. Ainda não é possível dizer qual será a principal competição 
deste ano para esses atletas.
Troféu Brasil define seleção para o Mundial de Budapeste
Competição chegou ao final neste sábado (9) no Maria Lenk
https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2022-04/trofeu-brasil-chega-ao-
final-neste-sabado-no-maria-lenk
Publicado em 09/04/2022 - 22:33 Por Agência Brasil - Rio de Janeiro
O Troféu Brasil de Natação chegou ao final neste sábado (9) no Parque Aquático 
Maria Lenk, no Rio de Janeiro. Com o final das competições foram confirmados os 
nomes dos atletas que representarão o Brasil no Campeonato Mundial de Budapeste 
(Hungria).
Os últimos a garantirem vaga na relação de 30 atletas que estarão na competição 
são Luiz Gustavo Franco Borges, Lorrane Ferreira e Caio Pumputis.
“Foi uma competição de altíssimo nível na qual nossos nadadores tiveram um 
desempenho que nos dá bastante ânimo para este Mundial. É uma seleção jovem, 
com grandes talentos, e que poderá contar também com a experiência de atletas 
medalhistas olímpicos, recordistas e campeões Mundiais”, afirmou o gerente de Natação 
da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Gustavo Otsuka.
E com o fim das disputas também foi conhecido o grande campeão do Troféu 
Brasil de Natação 2022, o Esporte Clube Pinheiros. A equipe de São Paulo foi a que 
mais somou pontos na competição: 2.138 pontos. Na sequência veio o Minas Tênis 
Clube, com 1.626,50 pontos. A Unisanta completou o pódio.
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“Acredito que todos do clube estão muito orgulhosos do que fizemos aqui”, declarou 
o head coach do Pinheiros, André Ferreira.
https://www.aquaticapaulista.org.br/arquivos/2006/20061113075043.pdf
FEDERAÇÃO AQUÁTICA PAULISTA Sucessora da Federação Paulista de Natação 
Fundada em 26 de novembro de 1932 Filiada à Confederação Brasileira de Desportos 
Aquáticos www.aquaticapaulista.org.br Regulamento Geral das Competições – 
Federação Aquática Paulista Página 1 de 4 A DIRETORIA DA FEDERAÇÃO AQUÁTICA 
PAULISTA – FAP, no exercício das atribuições que lhe confere o art. 35, letra “a” do seu 
Estatuto Constitutivo, resolveu promulgar o presente Regulamento Geral para reger 
todas as competições que venham a ser promovidas pela FAP. REGULAMENTO GERAL 
DE COMPETIÇÕES CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º A Federação 
Aquática Paulista (FAP) realizará competições oficiais que, doravante denominadas 
competições, reger-se-ão pelo presente Regulamento Geral, respeitadas as definições do 
regulamento especifico para cada uma delas. § 1º O disposto no presente regulamento 
trata das definições comuns às diversas competições das modalidades subordinadas 
à Federação Aquática Paulista. § 2º Para cada competição a Supervisão Técnica de 
cada modalidade da FAP elaborará um regulamento, o qual tratará dos assuntos 
específicos da competição em questão. Art. 2º A denominação de cada competição 
constará de seu regulamento correspondente. Art. 3º As definições relativas aos 
troféus e seus títulos pertinentes a cada competição constarão dos regulamentos 
correspondentes. Art. 4º Em todas as competições deverão ser consideradas as normas 
da Federação Internacional de Natação (FINA) e Confederação Brasileira de Desportos 
Aquáticos (CBDA), alem da legislação federal aplicável às referidas competições. Art. 
5º As entidades que tenham concordado em participar de quaisquer das competições, 
reconhecem a Justiça Desportiva instalada junto à FAP como a instancia própria para 
resolver as questões relativas à disciplina e às competições desportivas, conforme 
estabelece a Constituição Federal. 
ANOTE ISSO
A organização que define as regras oficiais da natação no nível internacional é a 
FINA.
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REGRAS OFICIAIS NATAÇÃO 2017-2021 
Documento revisado em 1 fevereiro 2018 Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 
www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 2 de 16 Confederação Brasileira 
de Desportos Aquáticos Presidente Miguel Carlos Cagnoni Vice-Presidente Luiz 
Fernando Coelho Diretor Geral de Esportes Renato Cordani Coordenador Geral Prof. 
Ricardo Prado Supervisor Técnico de Natação Prof. Gustavo Otsuka Comissão de 
Arbitragem de Natação Presidente Prof. Marcelo Falcão Membros Fabiano Vendrasco 
Prof. Flávio Campos Jefferson Borges Marcelo Fonseca E-mail oficial arbitragem@
cbda.org.br De acordo com o Estatuto da FINA, Letra C6, em caso de dúvida na tradução 
da regra para a língua portuguesa prevalecerá a regra original em inglês Tradução 
Prof. Renato Barroso Revisão Prof. Daniel Javier Schneider Fabiano Josué Vendrasco 
Diagramação Julian Romero Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.
br | arbitragem@cbda.org.br Página 3 de 16 SW 1 – ORGANIZAÇÃO DE COMPETIÇÕES 
SW 1.1 – O Comitê Organizador designado pela entidade responsável pela competição 
terá jurisdição sobre todos os assuntos que não sejam atribuídos pelas Regras à 
competência dos Árbitros,Juízes ou outros Oficiais e terá competência para adiar 
competições de acordo com as regras adotadas para a condução de qualquer 
competição. SW 1.2 – Nos Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais, o Bureau da 
FINA nomeará o seguinte número mínimo de Oficiais para o controle das competições: 
• Árbitro Geral (2) • Supervisor da Mesa de Controle (1) • Juízes de Nado (4) • Juízes 
de Partida (2) • Chefe dos Juízes de Viradas (2, 1 em cada cabeceira da piscina) • 
Juízes de Viradas (1 em cada raia nas duas cabeceiras da piscina) • Anotador Chefe 
(1) • Banco de Controle (2) • Locutor (1) SW 1.2.1 – Para todas as outras competições 
internacionais, a entidade responsável pela competição designará o mesmo número 
ou um número menor de oficiais, sujeito à aprovação da respectiva autoridade regional 
ou internacional, conforme o caso. SW 1.2.2 – Quando o Equipamento Automático 
de Cronometragem não estiver disponível, esse equipamento deve ser substituído 
pelo Cronometrista Chefe, um (1) Cronometrista por raia e um (1) Cronometrista 
adicionais. SW 1.2.3 – Um Juiz de Chegada Chefe e Juízes de Chegada podem ser 
utilizados quando o Equipamento Automático de Cronometragem e / ou cronômetros 
digitais por raia não são usados. SW 1.3 – A piscina e o equipamento técnico para 
os Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais devem ser inspecionados e aprovados 
com a devida antecedência em relação à competição pelo Delegado da FINA, juntamente 
com um membro do Comitê Técnico de Natação. SW 1.4 – Sempre que o equipamento 
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vídeo subaquático é utilizado pela televisão, o equipamento deve ser operado por 
controle remoto e não deve obstruir a visão ou o curso dos nadadores e não deve 
alterar a configuração da piscina ou obstruir as marcações exigidas pela FINA. SW 2 
– OFICIAIS SW 2.1 – Árbitro Geral SW 2.1.1 – O Árbitro Geral deve ter completo 
controle e autoridade sobre todos os juízes, aprovar as suas atribuições de funções 
e instruí-los acerca de todas as características e regras especiais relacionadas às 
competições. Ele deve fazer respeitar todas as Regras e determinações da FINA e 
decidirá todas as questões relacionadas com a condução do evento, prova ou 
competição, cuja decisão final não esteja prevista nas Regras. SW 2.1.2 – O Árbitro 
Geral pode intervir na competição, em qualquer momento, para fazer observar as 
Regras da FINA e deve julgar todos os protestos referente a competição em curso. 
Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br 
Página 4 de 16 SW 2.1.3 – Quando atuarem Juízes de Chegada e não houver três (3) 
cronômetros digitais, o Árbitro Geral estabelecerá a classificação sempre que necessário. 
Se houver Equipamento Automático de Cronometragem e estiver funcionando, deverá 
ser consultada conforme a SW 13. SW 2.1.4 – O Árbitro Geral assegurar-se-á de que 
todos os oficiais estão nos respectivos lugares para a realização da competição. Ele 
pode nomear substitutos para os ausentes, incapacitados de atuar ou julgados 
incompetentes. Pode aumentar, se necessário, o número de Oficiais. SW 2.1.5 – No 
início da cada prova, o Árbitro Geral, por meio de uma série de apitos curtos, convidará 
os nadadores a tirarem todas as roupas, exceto o traje de natação, seguindo-se de 
um apito longo, indicando aos nadadores que devem tomar os seus lugares nos blocos 
de partida (ou, para o nado de costas e revezamento medley, entrar imediatamente 
na água). Um segundo apito longo indicará aos nadadores, no nado de costas e no 
revezamento medley, que se coloquem imediatamente na posição de partida. Assim 
que os nadadores e os juízes estiverem preparados para a partida, o Árbitro Geral 
indicará ao Juiz de Partida, com um braço estendido que os nadadores estão ao seu 
controle. O Árbitro Geral deverá permanecer com braço estendido até que a partida 
seja dada. SW 2.1.6 – Uma desclassificação por sair antes do sinal de partida deve 
ser observada e confirmada tanto pelo Juiz de Partida quanto pelo Árbitro Geral. SW 
2.1.7 – O Árbitro Geral desclassificará qualquer nadador por qualquer outra a infração 
às regras que observar pessoalmente. O árbitro pode também desclassificar qualquer 
nadador por qualquer violação reportada a ele por qualquer outro Oficial autorizado. 
Todas as desclassificações estão sujeitas à decisão do Árbitro Geral. SW 2.2 – 
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Supervisor da Mesa de Controle SW 2.2.1 – O Supervisor deverá verificar a operação 
da cronometragem automática inclusive revisando a cronometragem pelo vídeo. SW 
2.2.2 – O Supervisor é responsável de verificar os resultados do computador. SW 2.2.3 
– O Supervisor é responsável por verificar a impressão das trocas dos revezamentos 
e comunicar ao Árbitro Geral as escapadas. SW 2.2.4 – O Supervisor poderá rever o 
vídeo para confirmar os tempos das escapadas. SW 2.2.5 – O Supervisor controlará 
as desistências após as eliminatórias ou finais, registrará os resultados impressos 
oficiais, listará todos os novos recordes estabelecidos e manterá as pontuações, quando 
for o caso. SW 2.3 – Juiz de Partida SW 2.3.1 – O Juiz de Partida terá total controle 
sobre os nadadores a partir do momento em que o Árbitro Geral lhe entregar a prova 
(SW 2.1.5) e até o início da prova. A partida deverá ser dada de acordo com SW 4. SW 
2.3.2 – O Juiz de Partida comunicará ao Árbitro Geral todo o nadador que atrasar a 
partida, que desobedecer voluntariamente a ordem ou qualquer comportamento de 
má conduta que estiver acontecendo na hora da partida, mas só o Árbitro Geral poderá 
desclassificar um nadador pela demora, desobediência voluntária ou má conduta. SW 
2.3.3 – O Juiz de Partida terá autoridade para decidir se a partida é correta, sujeito 
apenas á decisão do Árbitro Geral. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.
cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 5 de 16 SW 2.3.4 – Ao iniciar uma prova, 
o Juiz de Partida deve estar no lado da piscina, aproximadamente a cerca de cinco 
(5) metros da borda de partida, onde os Cronometristas possam ver e/ou ouvir o sinal 
de partida e os nadadores possam ouvir o sinal. SW 2.4 – Banco de Controle SW 2.4.1 
– Juiz do Banco de Controle reunirá os nadadores antes de cada prova. SW 2.4.2 – O 
Juiz do Banco de Controle deverá comunicar ao Árbitro Geral qualquer violação relativa 
a publicidade (GR 6) e se um nadador não estiver presente no momento da chamada. 
SW 2.5 – Chefe dos Juízes de Virada SW 2.5.1 – O Chefe dos Juízes de Virada deve 
assegurar que todos os Juízes de Viradas cumpram as suas funções durante a 
competição. SW 2.6 – Juízes de Virada SW 2.6.1 – Será designado um Juiz de Virada 
para cada raia em cada cabeceira da piscina, para assegurar que os nadadores 
cumpram as regras após a saída, para cada virada e na chegada. SW 2.6.2 – A 
responsabilidade do Juiz de Virada na cabeceira de saída inicia do sinal de partida e 
termina no final da primeira braçada, exceto nas provas de nado peito em que terminará 
no final da segunda braçada. SW 2.6.3 – Para cada volta, a responsabilidade do Juiz 
de Virada inicia no início da última braçada antes do toque e termina no final da 
primeira braçada após a virada, exceto nas provas de nado peito em que terminará 
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no final da segunda braçada. SW 2.6.4 – A responsabilidade do Juiz de Virada na 
chegada inicia inicia no início da última braçada antes do toque. SW 2.6.5 – Quando 
o suporte de partida do nado costas estiver sendo utilizada, cada Juiz de Virada na 
cabeceira de saída deve instalar e remover o suporte. SW 2.6.6 – Nas provas de 800 
e 1500 metros, um Juiz de Virada colocado na cabeceira de saída e de virada deve 
anotar o número de voltas completadas pelo nadador de sua raia. Os nadadores devem 
ser informados sobre o número de voltas a completar, mostrando-lhe as placas de 
volta com números ímparesna cabeceira de virada. Poderá ser utilizado equipamento 
automático, incluindo display subaquático. SW 2.6.7 – Cada Juiz de Virada, colocado 
na cabeceira de saída, dará um sinal de aviso quando, ao nadador de sua raia, faltar 
duas voltas e mais cinco (5) metros para terminar a sua prova de 800 ou 1500 metros. 
Este sinal deverá ser repetido após a virada até uma distância de cinco (5) metros. O 
aviso poderá ser dado por apito ou sinos. SW 2.6.8 – Nas provas de revezamentos, 
cada Juiz de Virada colocado na cabeceira de saída verificará se o nadador que vai 
partir está ou não em contato com o bloco de partida quando o nadador anterior toca 
na borda de chegada. Quando houver Equipamento Automático de Cronometragem 
que verifique as trocas no revezamento, deverá ser utilizada de acordo com SW 13.1. 
SW 2.6.9 – Juiz de Virada devem reportar ao árbitro geral qualquer violação em 
formulários assinados detalhando o evento, número da raia e a infração. Regras Oficiais 
de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 6 de 16 
SW 2.7 – Juízes de Nado SW 2.7.1 – Os Juízes de Nado deverão colocar-se em cada 
lado da piscina. SW 2.7.2 – Cada Juiz de Nado assegurará que as regras relativas ao 
nado a ser nadado em determinada prova estão sendo respeitadas e observará as 
viradas e as chegadas em colaboração com os Juízes de Virada. SW 2.7.3 – Os Juízes 
de Nado deverão dar conhecimento ao Árbitro Geral de qualquer violação, na papeleta 
de ocorrência assinada, especificando a prova, número da raia e infração cometida. 
SW 2.8 – Chefe dos Cronometristas SW 2.8.1 – O Chefe dos Cronometristas deverá 
atribuir lugares sentados a todos os Cronometristas e as raias de sua responsabilidade. 
É aconselhável que haja três (3) Cronometristas por raia. Se não for utilizado o 
Equipamento Automático de Cronometragem, deverá haver dois (2) Cronometristas 
adicionais, para substituir um Cronometrista cujo o cronômetro não disparou ou que 
parou durante uma prova ou que, por qualquer outra razão, não esteja apto para 
registrar o tempo. Quando se utiliza cronômetros digitais, o tempo e classificação 
final serão definidos pelo tempo registrado. SW 2.8.2 – Quando houver apenas um 
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Cronometrista por raia, deverá haver um Cronometrista extra em caso de mau 
funcionamento dos cronômetros. O Chefe dos Cronometristas deverá registrar sempre 
o tempo de cada ganhador de cada série. SW 2.8.3 – O Chefe dos Cronometristas 
deve recolher de cada Cronometrista em cada raia o cartão de nado com os tempos 
registrados e, se necessário conferir os cronômetros deles. SW 2.8.4 – O Chefe dos 
Cronometristas registrará ou examinará o tempo no cartão de nado de cada raia. SW 
2.9 – Cronometristas SW 2.9.1 – Cada Cronometrista deverá marcar o tempo dos 
nadadores na raia que lhe estiver atribuída de acordo com SW 11.3. Os cronômetros 
devem estar atestados como corretos pelo Comitê Organizador. SW 2.9.2 – Cada 
Cronometrista deverá iniciar seu cronômetro ao sinal de partida e deverá pará-lo quando 
o nadador de sua raia tiver completado a prova. Os Cronometristas poderão ser 
instruídos pelo Chefe dos Cronometristas a registrar tempos de passagem em provas 
superiores a 100 metros. SW 2.9.3 – Logo após a prova, os Cronometristas de cada 
raia deverão registrar os tempos dos seus cronômetros no cartão de nado, entregar 
ao Chefe dos Cronometristas e, se solicitado, entregar os seus cronômetros para 
inspeção. Seus cronômetros devem ser zerados no apito curto do Árbitro Geral, ou 
quando instruídos para isso. SW 2.9.4 – Pode ser necessário utilizar todos os 
Cronometristas, mesmo quando se está usando Equipamento Automático de 
Cronometragem, a não ser que esteja usando um sistema de “backup” em vídeo. SW 
2.10 – Chefe dos Juízes de Chegada – se necessário SW 2.10.1 – O Chefe dos Juízes 
de Chegada deverá indicar a cada Juiz de Chegada a sua posição e a classificação a 
determinar. SW 2.10.2 – Depois da prova, o Chefe dos Juízes de Chegada recolherá 
as papeletas assinadas de cada um dos Juízes de Chegada e estabelecerá o resultado 
e a ordem de chegada que será enviada ao Árbitro Geral. Regras Oficiais de Natação 
2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 7 de 16 SW 2.10.3 
– Sempre que se utilizar Equipamento Automático de Cronometragem, o Chefe dos 
Juízes de Chegada deverá comunicar a ordem de chegada registrada pela mesma, 
após cada prova. SW 2.11 – Juízes de Chegada – se necessário SW 2.11.1 – Os 
Juízes de Chegada deverão colocar-se em posição elevada e em linha com a chegada, 
onde possam ter sempre boa visão da prova e da linha de chegada, a não ser que 
acionem um sistema automático nas raias que lhe tiverem sido atribuídas, pressionando 
um botão no final da prova. SW 2.11.2 – Depois de cada prova, os Juízes de Chegada 
decidirão e comunicarão a ordem de chegada dos nadadores, de acordo com as suas 
atribuições. Os Juízes de Chegada que utilizarem botões não poderão atuar como 
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Cronometristas na mesma prova. SW 2.12 – Mesa de Controle (menos Jogos Olímpicos 
e Campeonatos Mundiais) SW 2.12.1 – O Anotador Chefe é responsável pela verificação 
dos resultados impressos pelo computador ou dos resultados dos tempos e ordem 
de chegada em cada prova, recebido pelo Árbitro Geral. Deve certificar-se de que o 
Árbitro Geral assine os resultados. SW 2.12.2 – Aos Anotadores caberá controlar as 
desistências após as eliminatórias ou finais, registrar os resultados impressos oficiais, 
listar todos novos recordes estabelecidos e manter as pontuações, quando for o caso. 
SW 2.13 – Decisões dos Juízes SW 2.13.1 – Cada Juiz tomará as suas decisões 
autônoma e independentemente de qualquer outro, salvo se as regras de natação 
estabelecerem o contrário. SW 3 – COMPOSIÇÃO DE SÉRIES ELIMINATÓRIAS, 
SEMIFINAIS E FINAIS A distribuição das raias em todas as provas dos Jogos Olímpicos, 
Campeonatos Mundiais e outras competições da FINA, serão organizados como se 
segue: SW 3.1 – Eliminatórias SW 3.1.1 – Os melhores tempos obtidos pelos nadadores 
dentro do período de classificação estabelecido devem ser indicados nas fichas de 
inscrição através de formulários de inscrição ou on-line, conforme solicitado. Os 
nadadores que não entregarem tempos deverão ser considerados os mais lentos e 
colocados no fim da lista sem tempo. A raia de partida dos nadadores com o mesmo 
tempo ou mais de um nadador sem tempo deverá ser determinada por sorteio. As 
raias serão atribuídas aos nadadores conforme em SW 3.1.2. Os nadadores serão 
colocados nas eliminatórias de acordo com o tempo de inscrição, do seguinte modo: 
SW 3.1.1.1 – Se houver apenas uma série eliminatória, esta deverá ser considerada 
como final e nadada durante a etapa final. SW 3.1.1.2 – No caso de duas séries 
eliminatórias, o nadador mais rápido será colocado na segunda série, o segundo nadador 
mais rápido será colocado na primeira série, o seguinte na segunda série, o seguinte 
na primeira série, etc. SW 3.1.1.3 – No caso de três séries eliminatórias, exceto para 
as provas de 400m, 800m e 1500m, o nadador mais rápido será colocado na terceira 
série, o segundo mais rápido na segunda série, o terceiro mais rápido na primeira. O 
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Página 8 de 16 quarto mais rápido será colocado na terceira série, o quinto na segunda 
série e o sexto mais rápido na primeira série, o sétimo mais rápido na terceira série, 
etc. SW 3.1.1.4 – No caso de quatro ou mais eliminatórias, exceto os 400m, 800m e 
1500m, as três últimas eliminatórias da prova serão compostas conforme o disposto 
na SW 3.1.1.3 acima mencionada. A série anterior às três últimas será constituída 
pelos nadadores mais rápidos que se seguirem; a série anterior às quatro últimas será 
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constituídapelos nadadores mais rápidos que se seguirem, etc. As raias serão atribuídas 
em ordem descendente aos tempos de inscrição em cada série, de acordo com regra 
SW 3.1.2 abaixo mencionada. SW 3.1.1.5 – Para as provas de 400m, 800m e 1500m, 
as últimas séries deverão ser compostas de acordo com a SW 3.1.1.2. SW 3.1.1.6 – 
Exceção: Quando houver duas ou mais séries eliminatórias de uma prova, haverá um 
mínimo de três nadadores colocados em qualquer das séries, mas subsequentes 
desistências poderão reduzir o número de nadadores em qualquer eliminatória para 
menos de três. SW 3.1.1.7 – Utilizando uma piscina com 10 raias, e tempos iguais 
forem estabelecidos para o oitavo lugar nas eliminatórias dos 800m e 1500m livre, a 
raia 9 vai ser usada com um sorteio para a raia 8 e a raia 9. Em caso de três (3) 
tempos iguais para o oitavo lugar, a raia 9 e a raia 0 serão usadas com um sorteio 
para a raia 8, raia 9 e raia 0. SW 3.1.1.8 – Quando uma piscina não tiver 10 raias 
aplica-se a regra SW 3.2.3. SW 3.1.2 – Exceto nas provas de 50 metros em piscina 
de 50 metros, a atribuição das raias deverá ser (raia 1 no lado direito da piscina (raia 
0 quando usando piscina com 10 raias), quando se olha a piscina do lado da cabeceira 
de partida) colocando o nadador mais rápido ou equipe de revezamento na raia central 
se a piscina tiver um número ímpar de raias ou na raia 3 ou 4, respectivamente, em 
piscina com 6 ou 8 raias. Nas piscinas com 10 raias, o nadador mais rápido será 
colocado na raia 4. O nadador que tiver o tempo mais rápido seguinte será colocado 
à sua esquerda, alternando em seguida os outros para a direita e para a esquerda, de 
acordo com os tempos de inscrição. Nadadores com tempos idênticos serão colocados 
conforme sorteio das raias e segundo a norma referida anteriormente. SW 3.1.3 – 
Quando são disputadas provas de 50 metros em piscina de 50 metros, as provas 
podem ser nadadas, segundo decisão do Comitê Organizador, ou da cabeceira de 
partida para a de virada ou desta para a cabeceira de partida, dependendo de fatores 
como: a existência de Equipamento Automático de Cronometragem adequado, posição 
do Juiz de Partida, etc. O Comitê Organizador deverá avisar os nadadores da sua 
decisão muito antes do início da competição. Independentemente de como a prova 
vai ser nadada, os nadadores deverão ser colocados nas mesmas raias em que seriam 
colocados se começassem e terminassem na cabeceira de partida. SW 3.2 – Semifinais 
e Finais SW 3.2.1 – As semifinais serão organizadas conforme SW 3.1.1.2. SW 3.2.2 
– Quando não houver necessidade de séries eliminatórias, as raias serão atribuídas 
de acordo com SW 3.1.2. Quando houver séries eliminatórias e semifinais, a raias 
serão atribuídas segundo SW 3.1.2 tendo em conta os tempos obtidos nessas séries 
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eliminatórias. SW 3.2.3 – No caso em que nadadores da mesma série ou de séries 
diferentes tenham tempos iguais registrados até ao 1/100 de segundo, para o oitavo/
décimo ou décimo sexto/vigésimo lugar, dependendo se estiverem sendo usadas oito 
ou dez raias, deve haver uma prova de desempate para determinar qual o nadador 
que avançará para a respectiva final. Esta prova de desempate deverá ser realizada 
após os nadadores terem terminado suas séries em um horário acertado entre a 
organização da competição e as partes envolvidas. Em caso de novo empate, a prova 
de desempate Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@
cbda.org.br Página 9 de 16 deverá repetir-se. Se necessário haverá uma prova de 
desempate para determinar o 1º e o 2º reservas se estes obtiverem tempos iguais. 
SW 3.2.4 – Quando um ou mais nadadores desistem de uma semifinal, os reservas 
serão chamados por ordem de classificação nas eliminatórias ou semifinais. A prova 
ou provas deverão ser reordenadas e devem ser publicadas folhas suplementares de 
informação, conforme previsto na SW 3.1.2. SW 3.2.5 – Para eliminatórias, semifinais 
e finais, os nadadores devem chegar ao primeiro banco de controle 20 minutos antes 
da hora prevista para nadar, após a verificação, os nadadores passam para o banco 
de controle final. SW 3.3 – Em outras competições, o sistema de sorteio pode ser 
usado para designar as posições de raias. SW 4 – A PARTIDA SW 4.1 – A partida nas 
provas de livre, peito, borboleta e medley será efetuada por meio de salto (mergulho). 
Ao apito longo (SW 2.1.5) do Árbitro Geral, os nadadores devem subir no bloco de 
partida e ali permanecer. Ao comando “às suas marcas”, do Juiz de Partida, devem 
colocar-se imediatamente na posição de partida, com pelos menos um pé na parte 
dianteira do bloco. A posição das mãos não é relevante. Quando todos os nadadores 
estiverem imóveis, o Juiz de Partida deve dar o sinal de partida. SW 4.2 – A partida 
para as provas de costas e revezamento medley, será efetuada dentro da água. Ao 
primeiro apito longo do Árbitro Geral (SW 2.1.5), os nadadores deverão entrar 
imediatamente na água. No segundo apito longo, os nadadores deverão colocar-se, 
sem demora indevida, na posição de partida (SW 6.1). Quando todos os nadadores 
estiverem na posição de partida, o Juiz de Partida dará o comando “às suas marcas”. 
Quando todos os nadadores estiverem imóveis, o Juiz de Partida dará o sinal de 
partida. SW 4.3 – Nos Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais e outras provas 
organizadas pela FINA, o comando “às suas marcas” terá que ser em inglês “Take 
your marks” e o sinal de partida difundido por múltiplos alto falantes, um para cada 
bloco de partida. SW 4.4 – Qualquer nadador que parta antes do sinal de partida ser 
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dado será desclassificado. Se o sinal de partida soar antes da desclassificação ser 
declarada, a prova continuará e o nadador ou nadadores serão desclassificados após 
a prova terminar. Se a desclassificação for assinalada antes do sinal de partida, o 
sinal não será dado, os demais nadadores serão chamados de volta e proceder-se-á 
a nova partida. O Árbitro Geral repete o procedimento de partida começando com o 
apito longo (o segundo para a prova de costas), como mencionado em SW 2.1.5. SW 
5 – NADO LIVRE SW 5.1 – Nado livre significa que numa prova assim denominada, 
o competidor pode nadar qualquer nado, exceto nas provas de medley individual ou 
revezamento medley, nado livre significa qualquer nado diferente do nado de costas, 
peito ou borboleta. SW 5.2 – Alguma parte do nadador tem que tocar a parede ao 
completar cada volta e no final. SW 5.3 – Alguma parte do nadador tem que quebrar 
a superfície da água durante a prova, exceto quando é permitido ao nadador estar 
completamente submerso durante a volta e numa distância não maior que 15 metros 
após a partida e cada volta. Nesse ponto, a cabeça deve ter quebrado a superfície da 
água. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.
org.br Página 10 de 16 SW 6 – NADO DE COSTAS SW 6.1 – Antes do sinal de partida, 
os competidores devem alinhar-se na água, de frente para a cabeceira de saída, com 
ambas as mãos colocadas nos suportes de agarre. Manter-se na calha ou dobrar os 
dedos sobre a borda da calha é proibido. Quando o suporte de partida para o nado 
costas estiver sendo usada na saída, os dedos de ambos os pés devem estar em 
contato com a borda ou com a placa de toque do placar eletrônico. Curvar os dedos 
dos pés na parte superior da placa de toque é proibido. SW 6.2 – Ao sinal de partida 
e quando virar, o nadador deve dar um impulso e nadar de costas durante o percurso 
exceto quando executar a volta, como na SW 6.5. A posição de costas pode incluir 
um movimento rotacional do corpo até, mas não incluindo os 90º a partir da horizontal. 
A posição da cabeça não é relevante. SW 6.3 – Alguma parte do nadador tem que 
quebrar a superfície da água durante o percurso. É permitido ao nadador estar 
completamente submerso durante a volta e por uma distâncianão maior que 15 
metros após a saída e cada volta. Nesse ponto a cabeça deve ter quebrado a superfície. 
SW 6.4 – Quando executar a volta, tem que haver o toque na parede com alguma 
parte do corpo na sua respectiva raia. Durante a volta, os ombros podem girar além 
da vertical para o peito após o que uma imediata contínua braçada ou uma imediata 
contínua e simultânea dupla braçada pode ser usada para iniciar a volta. O nadador 
tem que retornar à posição de costas após deixar a parede. SW 6.5 – Quando do final 
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da prova, o nadador tem que tocar a parede na posição de costas na sua respectiva 
raia. SW 7 – NADO DE PEITO SW 7.1 – Após a saída e em cada volta, o nadador pode 
dar uma braçada completa até as pernas, durante a qual o nadador pode estar 
submerso. Uma única pernada de borboleta é permitida em qualquer momento antes 
da primeira pernada de peito após a saída e após cada virada. A cabeça deve romper 
a superfície da água antes que as mãos virem para dentro na parte mais larga da 
segunda braçada. SW 7.2 – A partir da primeira braçada após a saída e após cada 
virada, o corpo deve ser mantido sobre o peito. Não é permitido ficar na posição de 
costas em nenhum momento exceto quando da volta, após o toque na parede onde 
é permitido girar de qualquer maneira, contanto que quando deixar a parede o corpo 
deve estar na posição sobre o peito. A partir da saída e durante a prova, o ciclo do 
nado deve ser uma braçada e uma pernada, nessa ordem. Todos os movimentos dos 
braços devem ser simultâneos e no mesmo plano horizontal, sem movimentos 
alternados. SW 7.3 – As mãos devem ser lançadas junto para frente a partir do peito, 
abaixo ou sobre a água. Os cotovelos deverão estar abaixo da água exceto para última 
braçada antes da volta, durante a volta e na última braçada antes da chegada. As 
mãos deverão ser trazidas para trás na superfície ou abaixo da superfície da água. 
As mãos não podem ser trazidas para trás além da linha dos quadris, exceto durante 
a primeira braçada, após a saída e em cada volta. SW 7.4 – Durante cada ciclo completo, 
alguma parte da cabeça do nadador deve quebrar a superfície da água. Todos os 
movimentos das pernas devem ser simultâneos e no mesmo plano horizontal sem 
movimentos alternados. SW 7.5 – Os pés devem estar virados para fora durante a 
parte propulsiva da pernada. Não são permitidos movimentos alternados ou pernada 
de borboleta, exceto o descrito na SW 7.1 . É permitido quebrar a superfície da água 
com os pés, exceto seguido de uma pernada de borboleta para baixo. SW 7.6 – Em 
cada virada e na chegada da prova, o toque deve ser feito com as duas mãos separadas 
e simultaneamente, acima, abaixo ou no nível da água. No último ciclo do nado antes 
da virada e no final da prova, uma braçada não Regras Oficiais de Natação 2017 – 
2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 11 de 16 seguida da pernada 
é permitida. A cabeça pode submergir após a última braçada anterior ao toque, contanto 
que quebre a superfície da água em qualquer ponto durante o último completo ou 
incompleto ciclo anterior ao toque. SW 8 – NADO DE BORBOLETA SW 8.1 – A partir 
do início da primeira braçada, após a saída e em cada volta, o corpo deve ser mantido 
sobre o peito. Não é permitido ficar na posição de costas em nenhum momento, 
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exceto quando da volta, após o toque na parede é permitido girar de qualquer maneira, 
quando deixar a parede o corpo deve estar na posição sobre o peito. SW 8.2 – Ambos 
os braços devem ser levados simultaneamente à frente por sobre a água e trazidos 
para trás simultaneamente por baixo da água durante todo o percurso, conforme SW 
8.5. SW 8.3 – Todos os movimentos para cima e para baixo das pernas devem ser 
simultâneos. As pernas ou os pés não precisam estar no mesmo nível, mas não podem 
alternar um em relação ao outro. O movimento de pernada de peito não é permitido. 
SW 8.4 – Em cada virada e na chegada, o toque deve ser efetuado com ambas as 
mãos separadas e simultaneamente, acima, abaixo ou no nível da superfície da água. 
SW 8.5 – Após a saída e na volta, ao nadador é permitido uma ou mais pernadas e 
uma braçada sob a água, que deve trazê-lo à superfície. É permitido ao nadador estar 
completamente submerso até uma distância não maior do que 15 metros após a 
partida e após cada virada. Nesse ponto, a cabeça deve quebrar a superfície. O nadador 
tem que permanecer na superfície até a próxima volta ou final SW 9 – NADO MEDLEY 
SW 9.1 – Na prova de medley individual, o nadador nada os quatros nados na seguinte 
ordem: borboleta, costas, peito e livre. Cada nado deve percorrer um quarto (1/4) da 
distância. SW 9.2 – No nado livre, o nadador deve estar sobre o peito exceto quando 
executar a virada. O nadador deverá retornar à posição sobre o peito antes de realizar 
qualquer pernada ou braçada. SW 9.3 – Nas provas de revezamento medley, os 
nadadores nadam os quatro nados na seguinte ordem: costas, peito, borboleta e livre. 
Cada nado deve percorrer um quarto (1/4) da distância. SW 9.4 – Cada nado deve 
ser finalizado de acordo com a regra aplicada a ele. SW 10 – A PROVA SW 10.1 – 
Todas as provas individuais devem ser separadas por sexo. SW 10.2 – O competidor 
nadando o percurso sozinho deve nadar a distância total para se classificar. SW 10.3 
– O nadador deve permanecer e terminar a prova na mesma raia onde começou. SW 
10.4 – Em todas as provas, o nadador deve fazer contato físico com a borda na virada. 
A virada deve ser feita contra a borda da piscina e não é permitido andar ou tomar 
impulso no fundo da piscina. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.
br | arbitragem@cbda.org.br Página 12 de 16 SW 10.5 – Ficar de pé durante a prova 
de nado livre ou durante o nado livre nas provas de medley, não deve desclassificar 
o nadador, mas ele não poderá andar. SW 10.6 – Puxar a raia não é permitido. SW 
10.7 – Obstruir outros competidores, atravessando outra raia ou interferindo de qualquer 
outra forma, será motivo de desclassificação do nadador infrator. Se a falta for 
intencional, o árbitro deverá relatar o fato à entidade promotora e a associação do 
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nadador infrator. SW 10.8 – A nenhum competidor deve ser permitido usar ou vestir 
qualquer objeto adicional ou maiô que possa ajudar sua velocidade, flutuação ou 
resistência durante uma competição (tais como: luvas, pés de pato, fitas terapêuticas 
e fitas adesivas, etc...). Óculos podem ser usados. Nenhum tipo de adesivo no corpo 
é permitido, a menos que aprovado pelo Comitê de Medicina Esportiva da FINA. SW 
10.9 – Qualquer nadador que entre na piscina durante a realização de uma prova em 
que não esteja inscrito antes que todos os nadadores tenham completado sua prova, 
deve ser desclassificado da próxima prova em que estiver inscrito. SW 10.10 – Serão 
4 (quatro) nadadores em cada equipe de revezamento. Estão permitidas equipes mistas. 
Estas equipes serão formadas por dois (2) homens e duas (2) mulheres. Os tempos 
parciais registrados nestas provas não poderão ser considerados como recordes e 
nem como tempos de inscrição. SW 10.11 – Nas provas de revezamento, a equipe 
de um competidor cujos pés perderem contato com o bloco de partida antes de o 
nadador anterior tocar na parede será desclassificada. SW 10.12 – Qualquer equipe 
de revezamento deve ser desclassificada de uma prova, se um membro da equipe 
diferentemente do nadador designado para nadar aquela distância, entra na água 
enquanto a prova está sendo disputada e antes que todos os nadadores de todas as 
equipes tenham acabado a prova. SW 10.13 – Os membros de uma equipe de 
revezamento e sua ordem de competir devem ser designados antes da prova. Qualquer 
membro da equipe de revezamento pode competir numa prova somente uma vez. A 
composição de uma equipe de revezamentopode ser mudada entre as séries 
eliminatórias e as finais de uma prova, visto que isso é feito a partir da lista dos 
nadadores propriamente inscritos por um responsável nessa prova. Nadar em ordem 
diferente da apresentada resultará em desclassificação. Substituições podem ser 
feitas somente em caso de emergência médica com atestado. SW 10.14 – Qualquer 
nadador tendo acabado sua prova ou sua distância numa prova de revezamento deve 
deixar a piscina assim que possível sem obstruir qualquer outro competidor que não 
tenha ainda terminado sua prova. De outra maneira, o nadador faltoso ou sua equipe 
de revezamento devem ser desclassificados. SW 10.15 – Se uma falta tirar a chance 
de sucesso de um competidor, o árbitro terá o poder de permitir a ele, competir na 
próxima série ou se a falta ocorrer numa prova final ou na última série eliminatória, 
ele pode ordenar que a prova seja nadada outra vez. SW 10.16 – Nenhum artifício de 
controle de tempo é permitido, nem o uso de qualquer auxílio ou plano adotado para 
obter esse efeito. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | 
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– O Equipamento Automático de Cronometragem deve ser operado sob supervisão 
de Juízes designados. Os tempos registrados pelo Equipamento Automático de 
Cronometragem serão usados para determinar o vencedor, todas as classificações e 
o tempo obtido por cada raia. A ordem de chegada e os tempos apurados deste modo 
terão prioridade sobre as decisões dos Cronometristas. No caso de defeito do 
Equipamento Automático de Cronometragem, ou se verificar claramente ter havido 
uma falha da Equipamento Automático de Cronometragem, ou que um nadador não 
tenha conseguido fazer funcionar a mesma, os registros dos Cronometristas serão 
oficiais (SW 13.3). SW 11.2 – Quando for utilizado Equipamento Automático de 
Cronometragem, os resultados serão registrados apenas até ao 1/100 de segundo. 
Se houver tempos iguais, todos os nadadores que tiverem registrado o mesmo tempo 
até 1/100 de segundo terão a mesma classificação. Os tempos exposto no placar 
eletrônico de resultados deverão mostrar apenas até 1/100 de segundo. SW 11.3 – 
Qualquer aparelho para medição do tempo, utilizado por um juiz será considerado 
como um cronômetro. Estes tempos manuais deverão ser tirados por três Cronometristas 
nomeados ou aprovados pela Federação Nacional do país onde é realizada a competição. 
Todos os cronômetros deverão ser dados como precisos pela Federação Nacional 
onde acontece a competição. Os tempos manuais deverão ser registrados até ao 
1/100 de segundo. Quando não for utilizado qualquer Equipamento Automático de 
Cronometragem, os tempos manuais serão determinados como se segue: SW 11.3.1 
– Se dois dos três cronômetros registrarem o mesmo tempo, diferente do terceiro, os 
dois tempos iguais são o tempo oficial. SW 11.3.2 – Se os três tempos forem diferentes, 
o tempo oficial será o do cronômetro que registrar o tempo intermediário. SW 11.3.3 
– Quando se utilizam três cronômetros e um deles não funcionar, o tempo oficial será 
a média dos outros dois. SW 11.4 – No caso de um nadador ser desclassificado 
durante ou após uma prova, a desclassificação deverá ser registrada nos resultados 
oficiais, mas nenhum tempo ou classificação será registrado ou anunciado. SW 11.5 
– No caso de desclassificação de uma equipe de revezamento, os tempos parciais 
até à desclassificação deverão ser registrados nos resultados oficiais. SW 11.6 – Nos 
revezamentos, todos os tempos parciais a cada 50 e 100 metros deverão ser registrados 
para o nadador que abre o revezamento e incluídos nos resultados oficiais. SW 12 
– RECORDES MUNDIAIS SW 12.1 – São reconhecidos como Recordes Mundiais e 
Recordes Mundiais Juniores, em piscina de 50 metros, as seguintes distâncias e nados 
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para ambos os sexos: Livre 50, 100, 200, 400, 800 e 1500 metros Costas 50, 100 e 
200 metros Peito 50, 100 e 200 metros Borboleta 50, 100 e 200 metros Regras Oficiais 
de Natação 2017 – 2021 www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 14 de 16 
Medley 200 e 400 metros Revezamentos Livre 4x100 e 4x200 metros Revezamento 
Medley 4x100 metros Revezamento Misto 4x100 metros Livre e 4x100 metros Medley 
SW 12.2 – São reconhecidos como Recordes Mundiais, em piscina de 25 metros, as 
seguintes distâncias e nados para ambos os sexos: Livre 50, 100, 200, 400, 800 e 
1500 metros Costas 50, 100 e 200 metros Peito 50, 100 e 200 metros Borboleta 50, 
100 e 200 metros Medley 200 e 400 metros Revezamentos Livre 4x50, 4x100 e 4x200 
metros Revezamento Medley 4x50 e 4x100 metros Revezamento Misto 4x50 metros 
Livre e 4x50 metros Medley SW 12.3 – Os grupos etários para registros de recorde 
mundial júnior são os mesmos que para os Campeonatos Mundiais Júnior da FINA. 
SW 12.4 – Membros de revezamento devem ser da mesma nacionalidade. SW 12.5 
– Todos os recordes devem ser obtidos em competições ou prova individual contra 
o tempo, realizada em público e publicamente anunciada por pelo menos três dias de 
antecedência da sua realização. Na hipótese de uma prova individual contrarrelógio 
ser mencionada por uma Federação, como tentativa de recorde, durante uma competição, 
então o aviso com antecedência de três dias não será necessário. SW 12.6 – O 
comprimento de cada raia da piscina deve ser verificado por um inspetor ou outro 
oficial qualificado, nomeado ou aprovado pela Federação Nacional onde a piscina 
estiver situada. SW 12.7 – Quando for usada uma borda móvel a medição de cada 
raia deverá ser confirmada após a conclusão da sessão em que o tempo foi obtido. 
SW 12.8 – Os recordes mundiais e recordes mundiais juniores só serão homologados 
quando os tempos registrados por Equipamento Automático de Cronometragem, ou 
por Equipamento Semiautomático de Cronometragem no caso de não funcionamento 
da Equipamento Automático de Cronometragem. SW 12.9 – Os recordes mundiais e 
recordes mundiais juniores só serão homologados se os nadadores estiverem usando 
trajes aprovados pela FINA. SW 12.10 – Tempos iguais até ao 1/100 de segundo 
serão reconhecidos como recordes igualados e os nadadores que obtenham esses 
tempos serão chamados co-recordistas. Apenas o tempo do vencedor de uma prova 
pode ser apreciado para recorde mundial – exceto para recordes mundiais juniores. 
No caso de empate numa prova, todos os nadadores empatados com tempo recorde 
serão declarados vencedores. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 www.cbda.
org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 15 de 16 SW 12.11 – Os recordes mundiais 
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e os recordes mundiais juniores só serão homologados quando estabelecidos em 
piscina de água com menos de 3g de sal por litro de água. Nenhum recorde será 
reconhecido quando estabelecido em água salgada. SW 12.12 – O primeiro nadador 
de uma prova de revezamento, exceto nos revezamentos mistos, pode estabelecer 
um recorde mundial ou um recorde mundial júnior. No caso do primeiro nadador de 
uma equipe de revezamento completar o seu percurso em tempo recorde de acordo 
com o previsto nesta subseção, seu registro não será anulado por qualquer 
desclassificação de sua equipe que venha a verificar-se por infrações cometidas após 
a sua distância ter sido completada. SW 12.13 – Um nadador numa prova individual 
poderá estabelecer um recorde mundial ou um recorde mundial júnior em uma distância 
intermediária se ele/ela, ou seu/sua treinador(a) ou representante requerer 
especificamente ao Árbitro Geral para que a sua prova seja cronometrada especialmente 
ou se o tempo na distância intermediária for registrado por Equipamento Automático 
de Cronometragem aprovado. Este nadador deve terminar o percurso previsto da 
prova para poder requerer a homologação do recorde do percurso intermediário.SW 
12.14 – Pedidos de homologação de recordes mundiais e recordes mundiais juniores 
devem ser feitos em impressos oficiais da FINA pela autoridade responsável da 
Organização ou Comitê Técnico Organizador da Competição e assinada por qualquer 
representante autorizado da Federação do país do nadador uma vez verificado que 
todos os regulamentos foram cumpridos, incluindo um certificado de Controle Antidoping 
(DC 5.3.2). A solicitação deve ser enviada ao Secretário da FINA dentro de 14 dias 
após a realização da prova. SW 12.15 – A reivindicação de um recorde mundial ou 
recorde mundial júnior deve ser provisoriamente relatada por e-mail ou fax ao Secretário 
Honorário da FINA dentro de sete (7) dias da data da prova. SW 12.16 – A Federação 
do país do nadador deve comunicar esta prova por carta ao Secretário Honorário da 
FINA para conhecimento e procedimento, se necessário, para assegurar que o pedido 
foi devidamente enviado pela respectiva autoridade. SW 12.17 – Uma vez recebido o 
pedido oficial e após verificação de que a informação contida no pedido, incluindo o 
Certificado Antidoping negativo, está correto, o Secretário Honorário da FINA declarará 
o novo recorde mundial ou recorde mundial júnior, verificará se esta informação foi 
publicada, e verificará se os certificados foram enviados às pessoas cujos pedidos 
foram aceitos. SW 12.18 – Todos os recordes feitos durante os Jogos Olímpicos, 
Campeonatos Mundiais, Campeonatos Mundiais Juniores de Natação e Copas do 
Mundo serão aprovados automaticamente. SW 12.19 – Se o determinado na SW 12.14 
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não tiver sido respeitado e na falta disso, A Federação do país do nadador pode solicitar 
a homologação de um recorde mundial ou recorde mundial júnior. Após as investigações 
devidas, o Secretário Honorário da FINA está autorizado a aceitar tal recorde, no caso 
do pedido ser considerado correto. SW 12.20 – Se o pedido de homologação de um 
recorde mundial ou recorde mundial júnior for aceito pela FINA, será enviado um 
diploma assinado pelo Presidente e pelo Secretário Honorário da FINA à Federação 
do país do nadador para lhe ser entregue, em reconhecimento pelo seu feito. Um 
quinto diploma do recorde mundial ou recorde mundial júnior será enviado a todas as 
Federações cujas equipes de revezamentos estabeleçam um recorde mundial. Este 
diploma ficará de posse da Federação. SW 12.21 – Periodicamente, a FINA pode 
adicionar novos eventos para os quais os nadadores podem estabelecer recorde mundial 
ou recorde mundial júnior. Para cada caso, a FINA estabelecerá os tempos a serem 
superados. Se um nadador consegue um tempo que é melhor do que o tempo alvo, 
deve ser considerado um recorde mundial ou recorde mundial júnior, desde que todos 
os requisitos em SW 12 sejam atendidos. Regras Oficiais de Natação 2017 – 2021 
www.cbda.org.br | arbitragem@cbda.org.br Página 16 de 16 SW 13 – PROCEDIMENTO 
ELETRÔNICO SW 13.1 – Quando for usado Equipamento Automático de Cronometragem 
(ver FR 4) em qualquer competição (FR 4), a classificação e os tempos apurados por 
este meio, bem como as trocas nos revezamentos julgados pelo Equipamento 
Automático de Cronometragem, terão prioridade sobre a decisão dos Cronometristas. 
SW 13.2 – Quando o Equipamento Automático de Cronometragem não registrar o 
lugar e/ou tempo de um ou mais nadadores numa determinada prova, deve-se: SW 
13.2.1 – Registrar todos os tempos e classificação do Equipamento Automático de 
Cronometragem disponíveis. SW 13.2.2 – Registrar todos os tempos e classificações 
manuais. SW 13.2.3 – A classificação oficial será estabelecida como segue: SW 13.2.3.1 
– Um nadador com tempo e classificação dados pelo Equipamento Automático de 
Cronometragem deverá manter a sua classificação relativa quando comparada com 
os outros nadadores com tempos e classificação também obtidos pelo Equipamento 
Automático de Cronometragem nessa mesma prova. SW 13.2.3.2 – Um nadador que 
não tiver classificação do Equipamento Automático de Cronometragem, mas tiver o 
tempo por ela registrado, terá a sua classificação estabelecida comparando o seu 
tempo registrado automaticamente com os tempos obtidos pelo Equipamento 
Automático de Cronometragem para os outros nadadores. SW 13.2.3.3 – Um nadador 
que não tiver nem classificação nem tempo obtido pelo Equipamento Automático de 
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Cronometragem terá a sua classificação estabelecida pelo tempo de “backup” ou pelos 
três cronômetros manuais. SW 13.3 – O tempo oficial será estabelecido como se 
segue: SW 13.3.1 – O tempo oficial para todos os nadadores que tiverem um tempo 
do Equipamento Automático de Cronometragem será esse seu tempo oficial. SW 
13.3.2 – O tempo oficial para todos os nadadores que não tiverem tempo do Equipamento 
Automático de Cronometragem será o tempo manual dos três cronômetros ou do 
Equipamento Semiautomático de Cronometragem. SW 13.4 – Para estabelecer a 
ordem relativa de chegada para um conjunto de eliminatórias de uma prova, proceder 
se-á como se segue: SW 13.4.1 – A ordem relativa de todos os competidores será 
estabelecida comparando os seus tempos oficiais. SW 13.4.2 – Se um nadador tiver 
um tempo oficial igual ao (s) tempo (s) de um ou mais nadadores, todos os nadadores 
que tiverem esse tempo ficarão empatados na classificação dessa prova.
ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
O Brasil possui personalidades que fizeram história na natação mundial tanto no 
masculino quanto no feminino.
• Atletas que fizeram história na natação. 
NOTÍCIAS DO ASSUNTO 
https://mrvnoesporte.com.br/atletas-de-natacao-brasileiros/Blog do Esporte
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15 ABR Conheça os 8 principais atletas de natação brasileiros.
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A natação é um dos esportes mais apreciados no mundo e, a cada ano, ganha 
mais popularidade. No Brasil, a categoria foi criada oficialmente em 1897, e a primeira 
participação do país nas Olimpíadas, pela modalidade, ocorreu no ano de 1920, nos 
Jogos Olímpicos da Antuérpia.
Desde então, grandes atletas de natação brasileiros conquistaram um total de 13 
medalhas olímpicas para o país, sendo uma de ouro, quatro medalhas de prata e oito 
de bronze. 
Se você quer conhecer os principais atletas de natação brasileiros, fique com a 
gente e siga com a leitura. 
1. César Cielo 
Nascido em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo, César Cielo começou no 
esporte ainda criança. Filho de uma educadora física e também professora de natação, 
Cielo é considerado hoje em dia um dos maiores velocistas de piscina do mundo. É 
dono dos mais longos e ainda imbatíveis recordes mundiais nos 50 e 100 metros 
nado livre em piscina longa, conquistados no mundial de Roma em 2009. 
Cielo também ganhou o primeiro e, por enquanto, único ouro brasileiro nos 50 
metros livre, nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Na mesma competição, também 
conquistou a medalha de bronze nos 100 metros livre. 
2. Maria Lenk 
A nadadora paulistana começou a treinar aos 10 anos de idade no Rio Tietê, nos 
anos de 1925. Com 15 anos iniciou sua carreira profissional e, aos 16, venceu sua 
primeira competição. Foi a primeira mulher sul-americana a competir nas olimpíadas, 
nos Jogos de Los Angeles, em 1932. Sua participação estimulou a entrada de outras 
mulheres na natação. 
Ela também foi a primeira nadadora brasileira a estabelecer recordes mundiais nos 
200 e 400 metros peito, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 
1939. Era a grande favorita para ganhar o primeiro ouro olímpico brasileiro feminino 
nessa competição, mas, devido à Segunda Guerra Mundial, não se concretizou. 
3. Lorrane Ferreira 
https://mrvnoesporte.com.br/modalidades-da-natacao/
https://mrvnoesporte.com.br/elas-transformam/
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Natural de Belo Horizonte, Lorrane compete nas categorias50 e 100 metros livre. 
É formada em Arquitetura e Urbanismo, mas, segunda ela, só vai trabalhar na área 
depois que se aposentar da carreira como nadadora.
Em 2018, a atleta participou do Pan Pacífico em Tokyo, e em 2019, conquistou a 
medalha de prata no revezamento 4×100 livre misto, nos Jogos Pan Americanos de 
Lima. Hoje, ela compõe nossa seleção de atletas da MRV do #ElasTransformam, e 
aguarda a divulgação da seletiva que indicará o representante do país nos próximos 
Jogos Olímpicos. 
4. Gustavo Borges 
De Ituverava, interior de São Paulo, Gustavo Borges é o atleta de natação brasileiro 
com maior quantidade de medalhas conquistadas em competições internacionais. 
Entre Jogos Olímpicos, Pan Americanos, Mundiais e Pan Pacíficos são 35 medalhas 
no total. Ganhou sua primeira competição aos 9 anos ao representar sua escola em 
jogos escolares, em 1981. 
Em 1990 começou a ganhar projeção internacional e ganhou seus primeiros outros 
no campeonato Sul-Americano na Argentina. Obteve quatro medalhas olímpicas em 
sua carreira, duas de bronze e duas de prata e o torneio internacional em que mais 
conquistou medalhas foram os Jogos Pan Americanos. Nas edições em que o atleta 
participou ganhou 18 medalhas, 8 delas de ouro. 
5. Joanna Maranhão 
Natural de Recife, Joanna começou a praticar o esporte aos 3 anos e venceu sua 
primeira competição aos 11, na categoria 400 metros livre. Com 12 anos de idade, 
no ano de 1999, participou de seu primeiro Pan Americano em Winnipeg. Durante a 
trajetória como esportista, Joanna conquistou 8 medalhas em Jogos Pan Americanos, 
5 de bronze e 3 de prata. Também tem vários recordes sul-americanos nos 200 metros 
medley, borboleta e livre. 
Infelizmente, ela teve sua carreira interrompida precocemente, aos 21 anos, devido 
à exposição de um trágico evento em sua infância. Até hoje, é lembrada como um dos 
talentos brasileiros que mais foram promissores, tendo sido extremamente habilidosa 
em diferentes estilos da modalidade do esporte. 
6. Fernando Scherer 
Conhecido pelo apelido de Xuxa, por causa de sua semelhança com a apresentadora 
infantil de televisão, Fernando ficou muito conhecido pelo seu temperamento irreverente, 
simpático e competitivo. Natural de Florianópolis, começou a natação para tratar de 
https://mrvnoesporte.com.br/conheca-as-principais-mulheres-no-esporte-brasileiro/
https://mrvnoesporte.com.br/luana-obino-conheca-a-carreira-da-atleta/
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problemas respiratórios, tornando-se, com o tempo, um dos maiores vencedores da 
natação brasileira. 
Especializou-se nos 50 e 100 metros livre e ganhou medalha de bronze em duas 
olimpíadas, a de Atlanta, em 1996 e a de Sydney, em 2000. Juntando os campeonatos 
Mundiais e Pan Americanos dos quais participou, conquistou um total de 16 medalhas, 
11 delas de ouro. Hoje, Fernando Scherer é empresário, já participou de Reality Shows 
na televisão e tem uma academia em Florianópolis. 
7. Poliana Okimoto 
Poliana é uma maratonista aquática natural de São Paulo capital. Começou a treinar 
aos 2 anos de idade e a competir a partir dos 7 anos. Conquistou o bronze nas 
Olimpíadas do Rio 2016, no circuito de 10 km, sendo a única brasileira a ganhar uma 
medalha na natação nesse ano. 
Poliana obteve várias medalhas de ouro, prata e bronze em campeonatos mundiais 
e, nos dois Jogos Pan Americanos em que participou, conquistou duas pratas. Em 
2018, ela entrou para o Hall da Fama das Maratonas Aquáticas. 
8. Thiago Pereira 
Thiago é o brasileiro com maior quantidade de medalhas dos Jogos Pan Americanos, 
totalizando 15 conquistas. Natural de Volta Redonda, começou na natação aos 12 anos 
de idade e ganhou sua primeira medalha de ouro aos 16, nos Jogos Sul-Americanos 
de 2002, em Belém, no Pará. Apesar de não ter conquistas nas Olimpíadas, Thiago 
coleciona medalhas em todos os outros torneios mundiais — Pan Americanos, Mundiais 
e Pan Pacíficos. 
Ele é também ex-recordista em inúmeras provas e atual detentor de quatro recordes 
sul-americanos, sendo que, em um período de três meses, ele conseguiu quebrar seus 
próprios recordes nos 200 metros medley três vezes. Em 2007, o Comitê Olímpico 
Brasileiro (COB) o elegeu como o melhor atleta do ano e, em 2017, Thiago se aposentou, 
aos 31 anos. 
Esses são apenas alguns dos muitos esportistas aquáticos brasileiros. A natação 
é um esporte muito bonito e vigoroso, mas também exige muita disciplina, dedicação 
e sacrifícios de seus esportistas. Por isso, é muito importante reconhecer o esforço 
dos atletas de natação brasileiros para que eles consigam conquistar cada vez mais 
medalhas e encher o nosso país de orgulho. 
https://mrvnoesporte.com.br/luana-obino-faz-um-excelente-campeonato-brasileiro-junior-de-verao/
https://www.cob.org.br/pt/
https://www.cob.org.br/pt/
https://mrvnoesporte.com.br/alimentacao-saudavel-o-que-comer-antes-durante-e-depois-da-natacao/
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NOTÍCIAS DO ASSUNTO 
Por onde anda? Relembre nadadores que fizeram história em Olimpíadas
http://ge.globo.com/olimpiadas/natacao/noticia/2016/08/por-onde-anda-relembre-
nadadores-que-fizeram-historia-em-olimpiadas.htmlGloboEsporte.com faz lista com 
atletas que tiveram desempenho marcante e, também, com brasileiros que se tornaram 
ícone do esporte por causa dos Jogos
Por GloboEsporte.com
Rio de Janeiro
1. FABÍOLA MOLINA
2. LAURE MANAUDOU
3. INJE DE BRUIJN
4. IAN THORPE
5. ALEXANDER POPOV
6. RICARDO PRADO
7. MARK SPITZ
8. MATT BIONDI
Nadar uma Olimpíada é o sonho para qualquer atleta. Nadar uma Olimpíada e deixar 
seu nome na história, é mais do que um sonho. E são pouquíssimas pessoas que 
conseguem unir as duas coisas. As que têm este privilégio, fazem com que seus nomes 
fiquem eternizados na história do esporte. Na natação, obviamente, não poderia ser 
diferente. Atletas como Laure Manaudou, Fabíola Molina, Mark Spitz, Ricardo Prado 
e Ian Thorpe serão lembrados sempre que o assunto for Jogos Olímpicos. E, para 
refrescar a memória do torcedor, o GloboEsporte.com fez um levantamento com alguns 
nadadores para mostrar o que eles fazem atualmente. 
FABÍOLA MOLINA
Fabíola Pulga Molina é uma das principais nadadoras do Brasil. O costas foi sua 
especialidade e o estilo que a levou a disputar os Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, 
Pequim, em 2008, e Londres, em 2012. Em Olimpíada, não conseguiu nenhuma final, 
mas em Jogos Pan-Americanos conquistou quatro medalhas de bronze (100m costas e 
4x100m medley em Mar del Plata e 4x100m medley em Winnipeg e Guadalajara) e uma 
de prata (100m costas no Rio de Janeiro). Em 2011 foi suspensa por dois meses das 
competições por ter sido flagrada no exame antidoping pelo uso de dimetilamilamina, 
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segundo a atleta, foi um descuido na alimentação. Encerrou a carreira um ano depois 
e atualmente dá nome a uma grife voltada para produtos de natação.
Fabíola Molina foi uma das pessoas que carregou a tocha da Rio 2016 
Foto: Pedro Veríssimo/GloboEsporte.com
LAURE MANAUDOU
Laure Manaudou foi campeã olímpica com apenas 17 anos de idade
Foto: Agência Reuters
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Atleta com um grande talento dentro das piscinas e uma forte tendência a polêmicas 
fora dela. E não é apenas coincidência o sobrenome. Ela é irmã de Florent, o francês 
campeão olímpico. E a precursora da dinastia Manaudou nas piscinas olímpicas. Em 
Atenas, 2004, ela foi a revelação ao se tornar a primeira francesa campeã olímpica. 
Isso com 17 anos. Na carreira, foram três medalhas olímpicas (ouro, prata e bronze, 
todas em Atenas). Se aposentou na primeira vez em 2009. Mas após engravidar, voltou 
para treinos para a Olimpíada de Londres, em 2012. Dois anos depois foi presa sob a 
acusação de furtar uma loja na Disney. Atualmente é comentarista de uma emissora 
francesa.
INJE DE BRUIJN
Bastaramduas edições de Jogos Olímpicos para Inge de Bruijn entrar para a história. 
Em Sydney 2000 e Atenas 2004, a holandesa levou para casa oito medalhas. Foram 
quatro premiações em cada uma. Três ouros em Sydney (50m livre, 100m livre e 100m 
borboleta), um ouro em Atenas (50m livre), uma prata em Sydney (4x100m livre) e 
uma prata (100m livre) e dois bronzes em Atenas (100m borboleta e 4x100m livre). 
Depois que largou a natação, passou a se dedicar à televisão. Chegou a apresentar um 
programa de viagens em uma televisão chinesa, produziu um DVD sobre fitness, além 
de uma linha de biquínis e roupas de banho. Está no Rio de Janeiro para comentar 
os Jogos.
IAN THORPE
Ele é simplesmente o maior nadador olímpico da história da Austrália. Foram nove 
medalhas – sendo cinco de ouro. E uma vida conturbada. Se aposentou, tentou voltar 
e disputar os Jogos de Londres 2012, fracassou e viveu uma série de problemas. 
Depressão, drogas, álcool e internamento em um centro de reabilitação. Em 2014, 
depois de ter publicado uma biografia, revelou duas coisas que o afligiam: as tentativas 
de suicídio e a necessidade de esconder o fato de ser gay por medo da reação das 
pessoas. O Torpedo passou por mais de quatro cirurgias no ombro e chegou a ouvir 
dos médicos que não poderia mais voltar a nadar nem por lazer.
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O Torpedo teve uma vida conturbada fora das piscinas e chegou a pensar em se matar 
Foto: AFP
ALEXANDER POPOV
Foram oito anos com o nome de Alexander Popov ao lado do recorde mundial dos 
50m livre. De 2000 até 2008, já com os maiôs tecnológicos, o russo foi o detentor da 
marca mais rápida da natação. Em Olimpíadas, foram quatro ouros e cinco pratas. 
Até hoje é considerado um dos maiores nadadores de todos os tempos. Fora das 
piscinas, algumas polêmicas. Em 96, pouco depois de conquistar o bicampeonato 
olímpico dos 50m e 100m livre, ele se envolveu em uma briga nas ruas de Moscou e 
levou uma facada. O golpe atingiu um dos rins e pulmões. Esteve em estado grave, 
mas conseguiu se recuperar e ainda foi campeão mundial depois do ocorrido. Em 
Sydney 2000, no entanto, ficou com a prata nos 100m livre. Encerrou a carreira em 
2005. Tornou-se um crítico ferrenho de Cesar Cielo e, atualmente, é membro do COI. 
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RICARDO PRADO
Ricardo Prado foi o grande nome da natação brasileira na década de 80 
Foto: Matheus Tibúrcio
Quem acompanhou a natação brasileira na década de 80 não tem como se esquecer 
de Ricardo Prado. Medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, 
nos 400m medley, o paulista havia participado anteriormente da Olimpíada de Moscou, 
em 1980, quando tinha apenas 15 anos. Depois que parou de nadar, Prado se manteve 
ligado ao esporte. Foi gerente de esportes do Comitê Organizador dos Jogos Pan-
Americanos de 2007, diretor esportivo do Parque Aquático Maria Lenk e, nos últimos 
anos, integrou a equipe do Comitê Rio 2016.
MARK SPITZ
Como falar da natação olímpica sem falar de Mark Spitz? O americano carregou 
durante muito tempo o adjetivo de maior nadador olímpico. Só perdeu o posto quando 
surgiu um tal de Michael Phelps. Ainda assim, as imagens dele na piscina com o 
tradicional bigode não serão esquecidas tão cedo. Foram 11 medalhas olímpicas 
(9 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze) em cinco anos de profissionalismo. Sete delas 
conquistadas apenas em uma edição, em Munique 1972. O ícone da natação é mais 
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um que está no Brasil para comentar a Olimpíada. Spitz é um dos membros do “É 
Campeão!”, do Sportv.
Mark Spitz foi ultrapassado por Michael Phelps como o maior nadador olímpico
Foto: Getty Images
MATT BIONDI
Conseguir medalha de ouro em três Olimpíadas consecutivas não é para qualquer 
um. São poucos os atletas que conseguem este feito. Um deles foi Matt Biondi. O 
americano subiu no lugar mais alto do pódio em Los Angeles, Seul e Barcelona. Foram 
oito ouros, duas pratas e um bronze em toda a sua história olímpica. Quando se 
aposentou, o nadador não deixou a piscina de vez. Passou a trabalhar como treinador de 
natação no Havaí e, desde 2012, foi convidado para dar aulas também de matemática 
em Los Angeles. 
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CAPÍTULO 5
METODOLOGIAS DE 
TRABALHO DA NATAÇÃO
• Metodologia Gustavo Borges;
• Programa Sesi Atleta do Futuro;
• Método Ana Marcela Cunha;
• Método Cesar Cielo;
ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
Ana Marcela Cunha começou a nadar aos 2 anos, na creche que frequentava em 
Salvador.
Ana Marcela Cunha: biografia, medalhas, recordes e prêmios. Disponível em: https://
www.esportelandia.com.br/sem-categoria/ana-marcela-cunha/
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Quando o assunto é nadar em águas abertas, não há nenhum atleta tão vitorioso 
em todo o planeta quanto Ana Marcela Cunha.
Ela ostenta o recorde de pódios em Campeonatos Mundiais e também na Fina 
Marathon Swim World Series.
Com uma gigantesca coleção de medalhas ao longo de sua carreira, Ana Marcela 
espera ainda sua primeira conquista olímpica. Uma nova oportunidade virá em Tóquio, 
em 2020.
Enquanto esperamos pela terceira participação da atleta brasileira nos Jogos 
Olímpicos, aproveite para conhecer toda a história de vitórias de Ana Marcela Cunha 
até aqui!
Quem é Ana Marcela Cunha?
Ana Marcela Cunha foi eleita a melhor nadadora do mundo em águas abertas por 
6 vezes
Ana Marcela Cunha é uma nadadora brasileira especialista em maratonas aquáticas. 
Ela nasceu em 23 de março de 1993, em Salvador.
Entre várias conquistas, Ana Marcela é a maior medalhista da história em 
campeonatos mundiais de águas abertas, com 11 pódios. Não à toa foi eleita por 
seis vezes como a melhor nadadora do mundo em maratonas aquáticas.
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A atleta tem duas participações em Olimpíadas, nos Jogos de Pequim, em que 
ficou em 5º lugar, e do Rio de Janeiro, com a 11ª colocação. 
Assim, ela ainda persegue sua primeira medalha olímpica. As expectativas são de 
que a tão sonhada conquista possa vir em Tóquio 2020.
Nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, Ana Marcela Cunha conquistou a 
medalha de ouro na prova de 10 km.
Saiba, a seguir, como essa história de sucesso nas águas abertas começou!
Como Ana Marcela Cunha começou na natação?
Ana Marcela Cunha começou a nadar aos 2 anos, na creche que frequentava em 
Salvador. Aos 13, ela já competia em disputas em águas abertas com atletas mais 
experientes. 
O primeiro título nacional de Ana Marcela em grandes competições foi conquistado 
em 2006. Quando tinha apenas 14 anos, ela foi campeã da Travessia dos Fortes no 
Rio de Janeiro.
Também em 2006, a nadadora baiana passou a integrar a seleção brasileira de 
águas abertas.
Dois anos depois, Ana Marcela Cunha fez sua estreia em Olimpíadas. Em Pequim, 
aos 16 anos, ela ficou na quinta colocação na prova de 10 km.
A grande coleção de medalhas em mundiais começou a ser formada em 2010, 
com um bronze nos 5 km em Roberval, no Canadá.
ANOTE ISSO
O papel do professor de Educação Física é de ensinar e incentivar pessoas a 
praticarem a natação.
Esporte V: natação [recurso eletrônico] / Leonardo Ristow ... [et al.] ; revisão técnica: 
Marcelo Guimarães Silva. – Porto Alegre : SAGAH, 2021.
ISBN 978-65-5690-284-5 1. Esporte – Natação. I. Ristow, Leonardo.
O processo de ensino e aprendizagem do nado crawl tem início no planejamento 
dos professores. Durante o planejamento, os professores descrevem, no plano de aula, 
como eles acreditam que a aula deve ocorrer para que os objetivos sejam atingidos. 
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Para a elaboração do plano de aula, é preciso conhecer os diferentes métodos de 
ensino a fim de selecionaro mais adequado aos objetivos e à temática proposta. Além 
disso, as turmas geralmente são compostas por indivíduos da mesma faixa etária 
ou com as mesmas habilidades. Assim, os exercícios e/ou as atividades propostas 
devem estar alinhados com o nível de desenvolvimento característico de cada grupo.
O processo de ensino e aprendizagem do nado crawl tem início no planejamento 
dos professores. Durante o planejamento, os professores descrevem, no plano de aula, 
como eles acreditam que a aula deve ocorrer para que os objetivos sejam atingidos. 
Para a elaboração do plano de aula, é preciso conhecer os diferentes métodos de 
ensino a fim de selecionar o mais adequado aos objetivos e à temática proposta. Além 
disso, as turmas geralmente são compostas por indivíduos da mesma faixa etária 
ou com as mesmas habilidades. Assim, os exercícios e/ou as atividades propostos 
devem estar alinhados com o nível de desenvolvimento característico de cada grupo.
No Brasil, o ensino da natação sofreu forte influência de duas obras clássicas:
Metodologia da natação, de David C. Machado, e A natação: ciência e técnica para a 
preparação de campeões, de James Counsilman. Esses dois livros, anteriores à década 
de 1980, foram os primeiros a apresentar informações sobre a técnica dos nados 
detalhadamente. Além de descrever a mecânica, essas obras também apresentavam 
propostas de ensino. Outra influência do esporte competitivo no ensino da natação 
é a origem das aulas de natação nos clubes esportivos. Até os anos 1990, a maioria 
das aulas de natação era oferecida por clubes, que acabavam, então, por determinar 
os métodos de ensino utilizados por professores e treinadores. Entre os diferentes 
métodos de ensino aplicados ao nado crawl, destacam-se o global, o analítico e o 
misto (ou sintético), que serão explicados a seguir. 
O método global para o ensino do nado crawl usa, como base, a própria percepção 
ou o intuito do nadador ao praticar o nado. Assim, quando en-contra dificuldades ao 
realizar o crawl, o próprio nadador busca superar os desafios, experimentando novas 
formas de executar os movimentos. Esse método não tem a intervenção do treinador, 
tampouco tem a organização ou a sistematização de conteúdos e de tarefas. 
Na prática, o nadador aprende por meio das vivências corporais e de observação 
de outros nadadores. No método analítico, o treinador organiza o ensino por partes, 
buscando, ao fim do processo, o ensino do nado crawl. Esse é o método mais utilizado 
para o ensino dos nados e pode ser dividido em duas formas: partes para o todo 
e partes progressivas. No ensino em partes para o todo, o nadador aprende cada 
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movimento fragmentado, dentro ou fora da água, e apenas depois realiza todos os 
movimentos em conjunto, o nado completo. Nessa concepção, de acordo com os 
autores, o nadador deve aprender a bater as pernas, a realizar a braçada e a respirar 
lateralmente de forma fragmentada. Após aprender cada um desses movimentos, o 
nadador deve juntá-los e realizar o nado crawl. No ensino em partes progressivas, o 
nadador aprende um movimento na sequência de outro. Em outras palavras, vão se 
somando movimentos e, ao final do processo, o nadador aprende o nado crawl. 
Essa concepção é direcionada por princípios metodológicos: do fácil para o difícil, 
do simples para o complexo e do conhecido ao desconhecido. Na prática, o nadador 
primeiro aprende a bater pernas, depois aprende a respiração lateral batendo pernas 
e, por fim, aprende a braçada batendo pernas e realizando a respiração lateral, 
consolidando, assim, o nado crawl.
 É assim denominado porque consiste em uma junção dos métodos global e analítico. 
Entretanto, essa perspectiva não objetiva a realização de um movimento ou de uma 
técnica padrão, assim como não busca a repetição de uma série de exercícios. A 
concepção desse método tem, como base, a corrente psicológica Gestalt, que se 
caracteriza por identificar o todo para desenvolver ou aperfeiçoar as partes. Por meio de 
jogos, brincadeiras ou resoluções de problemas, ocorre o aprendizado do nado crawl .
ANOTE ISSO
A organização metodológica do ensino da natação deve estar amparada por 
pesquisas e estudos da área.
• Metodologia Gustavo Borges;
Credenciados desde 2005, somos a única Escola de Blumenau a trabalhar com 
essa metodologia de ensino de natação formativa, que possui níveis de aprendizagem 
e conteúdos técnicos semanais.
https://www.metodologiagb.com.br/
Os alunos são divididos por nível, de acordo com a idade e habilidade aquática. 
Cada nível possui um número máximo de alunos por professor, de modo que as aulas 
sejam realizadas com segurança e eficiência. Os objetivos aplicados nas aulas são 
extraídos do calendário de objetivos semanais, que traz uma divisão de conteúdos 
crescente nível a nível. Os professores têm liberdade de montarem suas aulas de 
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forma criativa, sempre respeitando o conteúdo estabelecido para aquela aula. aqui 
na planeta os professores compartilham os planejamentos e assim enriquecem ainda 
mais suas atividades.
São realizadas 2 avaliações ao ano, utilizando uma ficha desenvolvida pela mgb, 
com itens a serem avaliados de acordo com os objetivos propostos para aquele nível 
e desenvolvidos nas aulas. como somos uma escola, convidamos as famílias para 
virem receber essas avaliações em mãos, em um horário agendado previamente, 
onde terão 15 minutos com os professores de seu filho para conversarem e tirarem 
dúvidas. esse é um momento muito rico de troca e esclarecimentos, e acontecem 
sempre em julho e dezembro.
A evolução natural dos alunos é que após alcançarem os objetivos do nível em que se 
encontram, sigam para o próximo, e assim vão desenvolvendo novas habilidades e maior 
competência aquática. para marcar essa passagem, a mgb propõe a troca de touca, que 
marca a conquista dessa etapa. assim a criança entende que se inicia um novo ciclo e 
também conseguimos identificar qual é o nível da turma pela cor de touca que as crianças 
usam. Cada nível é marcado então por uma cor de touca diferente e também um mascote 
mgb, nos proporcionando uma piscina super colorida! aqui estão eles:
FLIC
 
Nível: bebê I e bebê II.
Cor da touca: branca.
Técnica aplicada: ambientação e adaptação ao meio líquido, socialização, balanços, 
controle de respiração, equilíbrio, mergulho, sustentação na barra, flutuação e habilidades 
de sobrevivência, giros e saltos.
Objeto: regador, bolinhas e minha fraldinha.
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GOLIX
Nível: bebê III.
Cor da Touca: amarela.
Técnica aplicada: ambientação e adaptação ao meio líquido, socialização, controle 
de respiração, equilíbrio, mergulho, flutuações e habilidades de sobrevivência, giros e 
deslocamentos e saltos.
Objeto: argola e bolas.
SPAQUA
Nível: adaptação.
Cor da touca: laranja.
Técnica aplicada: ambientação e adaptação ao meio líquido, socialização, controle 
de respiração, sustentação na barra, equilíbrio, mergulho e imersões, flutuação e 
habilidades de sobrevivência, giros, deslocamentos, movimentação alternada de pernas 
e braços, saltos e cambalhotas.
Objeto: espaguete e máscara.
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POLWERINE
Nível: iniciação.
Cor da touca: vermelha.
Técnica aplicada: início da caracterização dos nados crawl e costas, pernada do 
nado peito ondulações e saltos.
Objeto: prancha e liberdade na água.
BLOOP
Nível: aperfeiçoamento I.
Cor da touca: vermelho.
Técnica aplicada: aperfeiçoamento das técnicas dos nados crawl e costas, 
aprendizado no nado peito, pernada do nado borboleta, salto de ponta.
Objeto: flutuador.
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FLIPO
Nível: aperfeiçoamento II.
Cor da Touca: azul claro.
Técnica aplicada: aperfeiçoamentodas técnicas dos nados crawl, costas e peito, 
aprendizado do nado borboleta. Iniciação do condicionamento aeróbico e capacidade 
de nadas metragens longas.
Objeto do nível: pé de pato.
GLOVER
Nível: aperfeiçoamento III.
Cor da touca: azul escuro.
Técnica aplicada: fase de aprimoramento técnico dos nados, em que as aulas 
são direcionadas para o condicionamento das variáveis fisiológicas e estímulos 
motivacionais. Preparação para entrar em uma equipe competitiva.
Objeto: palmar.
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GULL
Nível: equipe.
Cor da touca: ouro.
Técnica aplicada: desenvolvimento das estratégias de treinamento, técnicas dos 
nados, volume e intensidade de cargas, periodização e atitudes vencedoras.
Objeto: cronômetro e tempo.
Saiba mais sobre Gustavo Borges
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Gustavo Borges é o atleta com o maior número de medalhas da natação brasileira. 
Gustavo França Borges nasceu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Um dia 
depois do nascimento se mudou com a família para Ituverava, cidade em que viveu 
até os 15 anos. Depois foi viver nos Estados Unidos, onde se formou em economia 
na Universidade de Michigan, em 1997.
Gustavo Borges começou a nadar aos 9 meses de idade e passou a competir aos 
10 anos. Em 1991 ganhou cinco medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Cuba, das 
quais duas de ouro. No ano seguinte conquista a medalha de prata nas Olimpíadas 
de Barcelona na prova dos 100 m nado livre.
Em 1993 bateu 2 recordes mundiais, nos 100 m e no revezamento 4 x 100m nado 
livre. No Mundial da Itália, em 1994, consegue dois bronzes e, no Pan-Americanos de 
Mar del Plata, em 1995, outras cinco medalhas. Nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, 
obtém mais uma medalha de prata, nos 200m nado livre, e uma de bronze, nos 100m 
nado livre.
Em 1997 foi campeão mundial nos 200m nado livre em Gotemburgo, na Suécia. No 
ano seguinte, depois de vencer várias etapas da Copa do Mundo, leva o Troféu Brasil 
e bateu o recorde mundial no revezamento 4 x 100m nado livre. Em 1999, nos Jogos 
Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, ganhou mais cinco medalhas: três de ouro, 
uma de prata e uma de bronze. Gustavo é o atleta brasileiro com o maior número de 
medalhas nessas competições, sendo 15 no total.
Metodologia GB
A MGB oferece ferramentas práticas para as empresas, que vão desde avaliações dos 
alunos a processos de planejamento de aulas. Já são mais de 350 estabelecimentos 
credenciados no Brasil, atendendo em torno de 170.000 alunos nadando nessa 
metodologia eficiente e de sucesso.
• Programa Sesi Atleta do Futuro;
Nadadores do Sesi-SP vencem Campeonato Paulista de Inverno petiz, infantil e juvenil
Pela primeira vez a equipe conquista a tríplice coroa
Por: Agência Indusnet Fiesp
https://www.sesisp.org.br/noticia/nadadores-do-sesi-sp-vencem-campeonato-
paulista-de-inverno-petiz-infantil-e-juvenil
 04/07/201819:08- atualizado às 19:09 em 04/07/2018
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Os nadadores do Sesi-SP a cada ano fazem novas conquistas, graças aos projetos de 
Rendimento Esportivo (competição), desde 2009, e de formação, através do Programa 
Sesi-SP Atleta do Futuro (PAF), de 1991. Em 2018, pela primeira vez na história, a 
natação do Sesi-SP conquistou a tríplice coroa na temporada de inverno do Campeonato 
Paulista, vencendo nas categorias petiz, infantil e juvenil.
Tricampeã estadual, a equipe petiz da indústria iniciou o mês de conquistas para 
a modalidade. Segunda maior delegação do evento, totalizou 1.045,5 pontos no 
Campeonato Paulista Petiz de Inverno, liderando a competição desde o primeiro dia 
na piscina do Itaguará Country Clube, em Guaratinguetá, entre os dias 15 e 17 de junho.
No final de semana seguinte veio a primeira conquista inédita da tríplice coroa da 
natação do Sesi-SP. Após protagonizar uma competição de alto nível, a equipe infantil 
estreou no rol de campeões do Paulista Infantil de Inverno e comemorou a vitória na 
piscina da ABDA, em Bauru. O campeão teve 84,5 pontos de vantagem sobre o Esperia, 
somando 915,5 pontos e 25 medalhas, sendo 10 de ouro, 8 de prata e 7 de bronze. O 
grupo ainda contou com o destaque da nadadora Thaiana Gabriel do Amaral, campeã 
dos 100 e 800 metros livre infantil I.
Equipe infantil de natação do Sesi-SP, campeã do Paulista de Inverno
Foto: DIvulgação/Sesi-SP
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E no último fim de semana foi a vez dos nadadores juvenis também comemoraram o 
título estadual. Prova a prova disputando a pontuação e liderança com o Corinthians, a 
equipe do Sesi-SP brilhou nos resultados e levou a melhor nos revezamentos, conquistando 
o primeiro lugar nos 4x100m medley juvenil 1 diante do alvinegro paulista.
Entre os destaques, o time da indústria ainda garantiu o nadador Rafael Quirino de 
Oliveira como o atleta mais eficiente da categoria juvenil 1 ao somar 64 pontos. No total, 
foram 1.366 pontos, O Corinthians ficou com 1.256 pontos. O Esporte Clube Pinheiros 
foi o terceiro colocado, com 814 pontos, seguida pela Unisanta com 491 e Paineiras com 
364,5 pontos.
Sesi-SP e a formação esportiva
Para unir a formação ao rendimento, o Sesi-SP criou em 2013 o Programa Sesi-SP 
Treinamento Esportivo, elo de ligação entre as fases de iniciação (PAF) e Rendimento 
Esportivo. No mesmo ano houve o início de uma competição interna entre as unidades do 
Sesi-SP em todo o Estado, a Liga Sesi-SP de Treinamento Esportivo, com 11 modalidades
A natação está atingindo seu ponto mais alto no ano de 2018, com resultados expressivos 
de jovens talentos, tanto no cenário estadual quanto no cenário nacional da modalidade. 
Para o desenvolvimento dos jovens atletas há um trabalho de gestão, planejamento, 
treinamento e um “ranking” interno (sistema de classificação por pontuação em etapas 
da Liga de Treinamento). Graças a isso o Sesi-SP é hoje um dos maiores reveladores da 
natação de base do país.
As equipes de natação dos estaduais de 2018 foram definidas na Liga Sesi-SP do 
ano passado. No grupo de atletas petizes, infantis e juvenis que venceram os estaduais, 
vieram nadadores das unidades do Sesi-SP de AE Carvalho, Vila Leopoldina, São José do 
Rio Preto, Sertãozinho, Araçatuba e Franca.
“Trabalhamos muito em cima de estatísticas de cada uma das unidades, de cada 
nadador. Estamos fazendo um trabalho de coleta de dados de detectar quem tem condição 
de estar aqui, realmente pontuando. Se pegarmos os resultados do Brasileiro Infantil e 
Juvenil, a proporção mostra que não fomos tão bem assim. Mas é por causa dos nossos 
critérios mais rígidos. Por isso acreditamos no Brasileiro de Verão na evolução. Não é 
para ser campeão, mas mostrar que somos um berço de nadadores”, explicou o treinador 
Mirco Cevales.
O programa Atleta do Futuro, com 30 anos de história, promove formação e cultura 
esportiva. Tudo oferecido gratuitamente para crianças e jovens de 6 a 17 anos. A 
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proposta é contribuir para a garantia do direito de acesso ao esporte de qualidade a 
partir da metodologia elaborada pelo SESI-SP, que alinha o esporte ao desenvolvimento 
integral dos participantes. Ao promover formação esportiva, o SESI-SP permite que 
os alunos e alunas aprendam diferentes modalidades esportivas, com conteúdo 
e estratégias adequadas para cada faixa etária. Ao difundir a cultura esportiva, a 
instituição permite que o aluno desenvolva uma relação na qual o esporte faça parte 
de sua vida, seja como praticante, espectador ou profissional.
 
• Aulas e eventos: planejadas com conteúdo esportivo adequado a cada faixa 
etária e às diferentes modalidades esportivas oferecidas.
• Marcadores Sociais no Esporte: Durante as aulas, são abordados aspectos 
ou questões que marcam as diferenças no cotidiano dos membros de cada 
turma. Temas como a variação dehabilidades motoras, gênero, raça, realidade 
socioeconômica, altura, etnia e peso podem surgir espontaneamente durante 
as aulas e discussões. Caberá ao professor realizar essa mediação, para que o 
aluno aprenda a conviver com a diferença sem o preconceito.
• Participação da família: As famílias também são envolvidas no programa por 
meio de reuniões, eventos e na avaliação do aluno.
Público: a partir de 6 a 17 anos
• Estudantes e usuários do SESI
• Filhos de beneficiários das indústrias
• Comunidade em geral
Por meio de atividades lúdicas, as crianças começam a desenvolver habilidades 
motoras fundamentais e capacidades coordenativas bem como despertam o prazer 
pela prática esportiva.
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Começam a ser iniciados os conceitos e fundamentos básicos de diversas 
modalidades esportivas, com o desenvolvimento de atividades e jogos adaptados e 
pré-desportivos.
Iniciação específica em uma modalidade esportiva, abordando seus princípios e 
fundamentos básicos.
Aprofundamento técnico, tático e nas regras da modalidade específica.
Aprofundamento técnico, tático e nas regras da modalidade específica.
• Método Ana Marcela Cunha;
MARATONA AQUÁTICA
Ana Marcela lança projeto de escola e circuito nacional
Ana Marcela Cunha lança projeto Sucessores Aquáticos, que terá um circuito nacional 
e uma iniciativa socioeducativa com o objetivo de popularizar a maratona aquática
Ana Marcela Cunha e o técnico Fernando Possenti criaram uma metodologia de treinamento para ser ensinada por todo o país 
Arquivo pessoal
https://www.olimpiadatododia.com.br/category/maratonaaquatica/
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Seis vezes eleita a melhor do mundo nas águas abertas, Ana Marcela Cunha quer 
retribuir para a sociedade o que o esporte deu para ela. Para isso, a nadadora vai 
lançar o projeto Sucessores Aquáticos, que contempla a Escola de Maratona Aquática 
e o circuito Nadar pelo Brasil.
“Estou muito feliz com nosso Projeto, quero repartir minhas experiências, agradecer 
e dar oportunidade de multiplicar o número de adeptos da modalidade e poder ajudar 
na formação de pessoas saudáveis e de bem com a vida através do esporte.”, afirma 
Ana Marcela Cunha.
Com metodologia própria, a “Escola de Maratona Aquática” é uma iniciativa de 
cunho socioeducativo para popularizar a modalidade. A intenção é fazer convênios 
com prefeituras, academias, clubes e escolas públicas e privadas para aplicação da 
“metodologia Possenti & Cunha”, criada pelo treinador de Ana Marcela, Fernando 
Possenti, com participação da atleta. O projeto terá uma plataforma digital para 
acompanhamento e controle das ações. Os primeiros contatos serão iniciados em 
breve em busca de potenciais interessados. A idéia é massificar a prática, inclusive 
como alternativa de atividade física e desportiva curricular.
Projeto Sucessores Aquáticos terá Escola de Maratona Aquática e o circuito Nadar 
pelo Brasil
“A ideia é assistir a um verdadeiro legado sendo deixado aos futuros atletas, ou 
melhor, futuros campeões dessa modalidade. Queremos hoje transmitir e compartilhar 
as técnicas e ensinamentos que aprendemos, testamos, e fomos exitosos diversas 
vezes nos mais diferentes momentos e campos de batalha. O legado se concretiza 
https://www.olimpiadatododia.com.br/maratonaaquatica/211932-ana-marcela-cunha-e-eleita-melhor-do-mundo-pela-sexta-vez/
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quando a nova geração entende e visualiza que há sim um caminho vitorioso pra eles 
seguirem. Vamos levar esse propósito adiante”, afirma Fernando Possenti, técnico de 
Ana Marcela.
CIRCUITO NADAR PELO BRASIL
Já o circuito “Nadar pelo Brasil” terá sua primeira temporada em 2020/2021, seguindo 
as regras da Federação Internacional de Natação (FINA). A prova de abertura, se a 
pandemia causada pelo novo coronavírus estiver controlada, será em setembro com a 
Travessia Internacional Bacia do Tocantins, com apoio da Federação Aquática do Estado 
de Tocantis (FAETO). Serão seguidos todos os protocolos sanitários recomendados 
pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pelos orgãos competentes.
Outra etapa já aprovada é a Travessia Internacional Baía de Todos os Santos, em 
parceria com o Yacht Clube da Bahia, agendada para dezembro em Salvador. Além 
das duas, outras quatro provas farão parte do circuito “Nadar pelo Brasil”, mas ainda 
não tiveram suas datas confirmadas e podem ficar para o começo de 2021. São as 
Travessias Internacionais Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, Baía de Florianópolis, 
em Santa Catarina, Lago Paranoá, em Brasília, e Baía de Santos, no litoral paulista.
Cada etapa terá provas para todas as idades: da categoria kids até master, passando 
pela elite. Os vencedores de cada uma delas terão premiações especiais. Além disso, as 
cidades que irão receber os eventos terá palestras sobre temas relacionados à maratona 
aquática. Para o futuro, um desafio internacional, envolvendo, prioritariamente, Ana 
Marcela Cunha e uma atleta estrangeira convidada, também fará parte da programação 
das etapas.
A participação de Ana Marcela nos eventos será estritamente esportiva. A atleta 
continua 100% dedicada na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que foram 
adiados para 2021. A nadadora, inclusive, usará as etapas como forma de treinamento, 
enquanto uma equipe especializada vai fazer a gestão de todo o projeto.
O Circuito Nadar pelo Brasil terá desde seu início a preocupação com o meio-
ambiente. Serão realizadas parcerias com orgãos ambientais para que sejam feitas 
algumas ações durante as etapas, e além disso, será implantada a obrigatoriedade 
de utilização de copo ou garrafa biodegradável na alimentação dos atletas, evitando 
assim o descarte de plástico nas águas.
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• Método Cesar Cielo;
O Ano IV do Novos Cielos apresenta projeto de natação consolidado
Os resultados do projeto Novos Cielos na piscina são a comprovação de que o 
trabalho esportivo feito com direcionamento técnico, por profissionais capacitados, 
em estrutura adequada e de forma continuada, rende frutos. Um bom exemplo é o 
último Paulista Infantil (11 a 13 anos), em que os Novos Cielos ficaram com o 2º 
lugar na classificação geral, com 34 medalhas (18 de ouro, 10 de prata e 6 de bronze), 
somando 716 pontos, atrás do Corinthians e na frente do Sesi, grupos mais antigos. 
Outro indicador: o Instituto Cesar Cielo qualificou o seu primeiro nadador, da categoria 
juvenil, para um Mundial, em Indianápolis, em julho/2017.
Cesar Cielo, Equipe Multidisciplinar e atletas do Novos Cielos / Centro Olímpico Ano IV
O Novos Cielos ainda é um projeto jovem, mas grande parte dos resultados vem 
de atletas que já estavam no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) e 
ou desde o primeiro ano. Em seu Ano IV, aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte do 
Governo Federal, gerenciada pelo Ministério do Esporte, o Novos Cielos é um projeto do 
Instituto Cesar Cielo (ICC) – criado em 2010 com o objetivo de incentivar e aprimorar 
a prática da natação no Brasil. O Novos Cielos visa a saúde dos participantes, o hábito 
da prática esportiva, e a dar condições para que novos talentos sejam descobertos 
em boas condições de treino e competições.
São 135 crianças, adolescentes e jovens, que treinam e competem nas categorias 
Pré-Mirim, Mirim, Petiz, Infantil, Juvenil, Júnior e Sênior, separadas por níveis, dos 7 aos 
21 anos. Eles não pagam para treinar e competir e o projeto ainda oferece 16 bolsas-
auxílio (A – R$ 370,00; B – R$ 700,00 e C – R$ 975,00) para atletas federados, que 
competem, estudam e são assíduos. O projeto não beneficia atletas profissionais. Há 
uma preocupação com a metodologia adequada para cada categoria e uma ‘escadinha’ 
de formação, do Pré-Mirim ao Sênior.
Atletas da categoria Petiz do Novos Cielos / COTP – Ano IV
“Oandamento do Ano IV está excelente. Estamos atendendo 135 atletas e não 
podemos parar. A captação para o Ano V já está aberta e vamos atuar para dar 
continuidade ao engajamento das empresas que nos apóiam e conhecem o projeto 
e por novas parcerias. O objetivo é aumentar o número de participantes para 200 e 
dobrar o número de profissionais envolvidos”, ressalta Alessandro Serrato, gerente do 
projeto Novos Cielos.
O hábito da prática esportiva não é disseminado no Brasil, embora seja importante 
para o futuro de crianças, adolescentes e jovens, independentemente deles se tornarem 
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atletas profissionais. Se na elite da natação a obtenção de apoio financeiro é difícil, é 
mais ainda para as categorias de base.
O desenvolvimento do Novos Cielos tem base numa parceria do ICC com órgãos 
públicos e iniciativa privada. Tem a participação da Prefeitura de São Paulo, através do 
Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), que proporciona as instalações 
– a piscina já foi usada e elogiada por atletas de elite como o próprio Cesar Cielo, 
campeão olímpico, mundial e recordista mundial dos 50 m e 100 m, estilo livre.
A Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal permite ao ICC atrair recursos 
para os Novos Cielos. A captação do dinheiro – o valor em execução no Ano IV é de 
R$ 792.689,97 – faz o projeto andar e os resultados aparecerem. A verba vem de 
empresas que direcionam parte do imposto devido ao desenvolvimento do esporte, 
como Atlas Schindler, Mattos Filho, HTH, Sabemi Seguradora e SporTV.
Equipe Multidisciplinar do Novos Cielos – Ano IV: Heleni, Alessandro, Cesar Cielo, 
Luiz, Paulo, Eric, Tamara, Drielle e Lucas.
Os recursos captados são investidos nos profissionais que atuam na beira da piscina, 
essenciais ao desenvolvimento do projeto. O quadro técnico tem a supervisão de Luiz 
Fernandes Barbosa, também o treinador das categorias Júnior e Sênior, e é formado 
por Drielle Morton (Pré-Mirim e Mirim), Tamara Rodrigues (Petiz), Eric Sona (Infantil), 
Paulo Onorato (Juvenil) e o estagiário Lucas Bulgarelli, do COTP. Respondem pela 
estruturação da rotina dos treinos esportivos (atividades teórica, prática e física) e 
acompanham os atletas em competições.
A equipe administrativa garante o bom andamento técnico do projeto, a divulgação 
para a sociedade, a visibilidade aos patrocinadores e o atendimento a exigências 
legais, como relatórios e prestação de contas (gestor, assistência técnica, jurídica, 
assessoria de imprensa e contábil).
Aprendendo a competir
Mas os atletas são os principais beneficiários. O dinheiro também é direcionado 
para a participação dos Novos Cielos em competições de São Paulo (estadual) e 
nacionais – os atletas de todas as categorias vivenciam, desde pequenos, o ambiente 
dos torneios de natação –, em gastos com transporte, hospedagem, alimentação etc. 
A verba ainda é usada para a compra de uniformes, toucas e materiais e equipamentos 
esportivos.
Atleta do Novos Cielos / COTP – Ano IV durante o treinamento
O Brasileiro Infantil, em novembro, é uma das futuras competições do grupo, que vai 
brigar por pódio. Matheus Assunção é um dos candidatos ao pódio nos 200 m borboleta 
e nos 200 m livre. “Estou treinando muito porque meus principais adversários são 
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muito fortes. Tem atletas do Coritibano, do Serc/São Caetano, do Corinthians… Baixei 
os meus tempos no Regional nos 1.500 m, nos 400 m livre e nos 200 m borboleta. 
Melhorei demais desde que cheguei aqui. No Petiz eu nem sabia se ia querer levar a 
natação, mas eu estou vendo que posso seguir carreira na natação”, afirma Matheus, 
de 13 anos.
 
Oportunidade de ser campeão na vida
Cesar Cielo, campeão olímpico, tricampeão mundial e recordista mundial dos 50 
m livre (é dono de 17 medalhas ganhas em Mundiais, de três medalhas olímpicas e 7 
conquistadas em Pan-Americanos), criou o ICC para ‘devolver’ um pouco do sucesso 
que obteve com a natação. Está sempre em contato com os integrantes do projeto 
e deixou uma mensagem. Não sabe se o Novos Cielos terá campeões mundiais e 
olímpicos, mas acha que o esporte ajuda a formar cidadãos e pode abrir outras portas, 
como uma bolsa de estudos em universidades no Brasil e no exterior.
Cesar Cielo autografando a touca de um dos atletas do Novos Cielos / COTP – Ano IV
“O esporte é dedicação o tempo todo, é organização e cada um que veste a camisa 
é embaixador do Instituto. Eu espero que tenham o comportamento de campeões 
não só na piscina se dedicando ao esporte, mas tirando boas notas na escola, sendo 
pessoas honestas, íntegras, fazendo o certo quando ninguém está vendo – o certo é 
certo o tempo inteiro. Se vai sair daqui um campeão olímpico ou mundial eu não sei. 
Mas pode ser uma oportunidade – não conheço nenhum projeto de natação tão forte 
como o nosso, que pense tanto no atleta na parte de competição, de treinamento e de 
escola como a gente pensa. Então, aproveitem a oportunidade – e foi difícil chegar até 
aqui – e pensem nisso enquanto treinam. Sempre espero que a gente faça um grande 
trabalho, que vocês sejam grandes nadadores, grandes estudantes e representem o 
Instituto com muito orgulho.”
Para o núcleo do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, o Novos Cielos – Ano 
IV, é uma parceria entre o Instituto Cesar Cielo, o governo federal – por meio da Lei de 
Incentivo ao Esporte -, a Prefeitura de São Paulo e os patrocinadores Atlas Schindler, 
HTH, Mattos Filho, Sabemi Seguradora e SporTV.
CONTRAPÉ DE JORNALISMO – Heleni Felippe (MTB 13.507), e-mail: heleni@contrape.
com.br, Tel.: (11) 3871 3708, (11) 7807 9058.
NOTÍCIAS DO ASSUNTO 
Natação Bebês e Infantil em São Carlos: 3 Unidades O2
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https://o2personal.com.br/o2-kids-agua.html
Todas as 3 Unidades da O2 oferecem ambientes seguros e piscinas aquecidas a 
31 graus Celsius tratadas com Ozônio ou Cloro importado.
Natação para Bebês
Proporciona ao bebê o conhecimento da relação corpo-água. São aulas divertidas, 
acompanhadas pelo responsável do bebê, em ambiente alegre, acolhedor e seguro, 
com música e brinquedos. A metodologia aplicada à Natação desenvolve no bebê 
a prontidão para a execução de movimentos de defesa, a partir do desejado auto 
salvamento.
Estrelinha
• Grupos de até 10 bebês
• Duração: 30 minutos
• Frequência: 1x ou 2x/ semana
• Idade: 6 meses a 2,5 anos
• CONTATE-NOS
https://o2personal.com.br/contato.php
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Natação Infantil 1
Sobrevivência, uma das melhores coisas que podemos ensinar aos nossos filhos. 
E nada melhor do que iniciar pela natação na O2 porque as aulas tem brincadeiras, 
música, materiais de apoio em turminhas alegres. O aluno evolui por fases conquistadas: 
de Estrelinha passa a Tartaruguinha, depois Peixinho até chegar a Golfinho.
4 Fases
• Grupos de até 10 crianças
• Duração: de 45 a 50 minutos
• Frequência: 1x ou 2x/ semana
• Idade: 2,5 anos a 6 anos
• CONTATE-NOS
https://o2personal.com.br/contato.php
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Natação Infantil 2
Do iniciante ao avançado, com aquisição gradual das capacidades natatórias do 
aluno. As aulas de Natação na O2 são estimulantes, em ambiente seguro e agradável. 
O aluno é valorizado e reconhecido por cada conquista alcançada, pelo exclusivo 
Método Tomaze. A O2 oferece aulas para os 5 diferentes estágios de habilitação.
5 Níveis
• Grupos de até 10 alunos
• Duração: de 45 a 50 minutos
• Frequência: 1x ou 2x/ semana
• Idade: 6 a 14 anos
• CONTATE-NOS
O Método Tomaze incentiva a atenção, participação e colaboração.
Nas atividades aquáticas da O2, a metodologia dos irmãos Tomaze é aplicada para 
estímulo ao desempenho em aula, individual ou coletiva. De forma segura e lúdica, 
proporciona a aprendizagem por fases de conquista.O Método Tomaze colabora 
com o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e social através de movimentos nos 
https://o2personal.com.br/contato.php
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exercícios, das interações em aulas e nos eventos promovidos para todas as idades. 
A metodologia apoia-se em três pilares:
MOTIVAÇÃO
CONQUISTA
AUTO SATISFAÇÃO
O aluno deve demonstrar seu desempenho em provas de Passagem de Fase ou Nível 
quando então poderá receber o reconhecimento por medalhas, diplomas e permissão 
para uso da touca de natação identificada com a fase alcançada. As crianças tornam-
se muito motivadas a desempenhar e progredir na prática saudável da natação.
FASES da Natação Infantil 1
Em ambiente seguro e agradável, o aprendizado é dividido em 4 fases. Aulas 
divertidas, lúdicas que estimulam e valorizam as conquistas da criança.
Fase Estrelinha
Fase Tartaruguinha
Fase Peixinho
Fase Golfinho
5 NÍVEIS da Natação Infantil 2
O aprendizado da Natação O2 é dividido em níveis – do iniciante ao avançado – 
para aquisição sistematizada e gradual das capacidades natatórias do aluno. Ambiente 
agradável, aulas divertidas, lúdicas e estimulantes que respeitam e valorizam as 
conquistas individuais.
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 Nível I
 Nível II
 Nível III
 Nível IV
 Nível V
ANOTE ISSO
O professor de Educação Física pode construir sua própria organização, basta olhar 
para suas condições de trabalho e necessidades.
LEITURA COMPLEMENTAR 
Natação: fases de aprendizagem e seus benefícios para o corpo humano
Emanuela Marchetti e Valéria Pauletto. Faculdade de Educação Física de Barra 
Bonita
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Disponível em: https://www.efdeportes.com/efd174/natacao-fases-de-aprendizagem-
e-seus-beneficios.htm
A natação é um dos esportes mais completos para o corpo humano, sendo inúmeros 
seus benefícios. Dentre eles, podemos citar que em crianças na faixa etária entre 
três e seis anos de idade, apresentam desenvolvimento significativos no que diz 
respeito a sua capacidade motora, afetiva e cognitiva, explorando e vivenciando suas 
possibilidades, além de melhorar seu sistema cardiorrespiratório, tônus muscular, 
coordenação, equilíbrio, agilidade, força, velocidade, habilidades tais como lateralidade, 
percepção tátil, auditiva e visual, noção espacial, temporal e ritmo, além da sociabilidade 
e autoconfiança.
Neste sentido, a prática da natação aliada à estimulação de habilidades, respeitando 
as fases sensíveis da formação, a individualidade de cada um e o ensino adequado e 
programado, proporciona o desenvolvimento multilateral da criança, contribuindo para 
sua formação geral bem como para o aprendizado de uma modalidade esportiva que 
ele poderá praticar no decorrer da vida, seja para o esporte ou para outras finalidades.
O ensinamento da natação infantil de três aos seis anos de idade engloba diversos 
fatores, onde o principal é a postura correta que um professor de natação tem que 
estabelecer, principalmente respeitando o desenvolvimento físico, motor e cognitivo da 
criança, onde esses fatores influenciam muito na maneira de o profissional trabalhar 
e para que a criança assimile o ensinamento transmitido.
Porém, o período de aprendizagem da natação depende exclusivamente do 
desenvolvimento de cada criança, pois cada uma reage a um estímulo de maneira 
diferente, portanto é difícil afirmar em quanto tempo uma criança vai demorar a 
aprender a nadar. No entanto, algumas crianças aprendem rápido, por não ter medo 
da água, enquanto outra criança tem pavor da água, com isso dificulta o processo 
de aprendizagem da mesma.
A natação é uma modalidade esportiva que foi desenvolvida através da observação 
do homem, diante aos animais que se sustentavam e também tinham uma maneira de 
locomoção dentro da água. No entanto, percebeu-se também que os animais tinham 
algumas técnicas para se locomover dentro da água e o homem observando essa 
situação, se fez o desafio de criar técnicas onde ele próprio também teria condição 
de se sustentar e se locomover dentro da água. Foi dessa maneira que a natação foi 
descoberta, onde hoje temos vários estilos de nado e diversas maneiras de ensiná-la.
https://www.efdeportes.com/efd174/natacao-fases-de-aprendizagem-e-seus-beneficios.htm
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A natação hoje é considerada um dos esportes que mais trás benefícios à saúde 
não só das crianças, mas também em todas as outras faixas etárias, pois o auxilia 
na prevenção de doenças cardiorrespiratórias, problemas posturais entre outros. 
No entanto, quando a criança com a faixa etária de três a seis anos, é estimulada 
a prática da natação, deve ser ministrada recreativamente, porque nesta fase ela 
amplia seus aspectos sensório-perceptivo e sensório-motor globais, que propicia um 
desenvolvimento integral da mesma. Tudo isso vai fazer com que a criança perceba 
seu próprio corpo, a nível motor e cognitivo.
A natação infantil envolve desde a ativação das células cerebrais da criança até um 
melhor e mais precoce desenvolvimento de sua psicomotricidade, sociabilidade e reforço 
do sistema cardiovascular morfológico. Cabe ao professor respeitar a individualidade 
de cada aluno, pois cada aluno estará em uma forma de desenvolvimento diferente e 
reagem de maneiras distintas aos estímulos aplicados pelo professor.
A iniciação desta modalidade, nesta faixa etária, deve permitir exploração de 
movimento e aprendizagem perceptivo-motora. Isto significa que o professor deve 
dar oportunidade para o aluno explorar o ambiente aquático e diferentes formas de 
movimentação que seu corpo pode realizar dentro dele. Além de estimular o indivíduo 
a não realizar os movimentos preocupando-se apenas com a técnica, mas sim, 
valorizando a percepção dos seus movimentos dentro da água e da sensação que a 
água provoca em seu corpo.
No entanto, a natação deve ser muito mais que isso, valorizando a adaptação, 
aprendizagem, aperfeiçoamento e treinamento; de diferentes formas de ação corporal, 
aproveitando as propriedades da água e os benefícios que esta proporciona ao ser 
humano.
O processo de adaptação deve ser iniciado com a ambientação, onde o aluno irá 
conhecer e explorar o espaço físico. A próxima etapa é a adaptação polissensorial, 
feita através da boca, nariz, olhos e ouvidos. Depois, vem o processo respiratório no 
qual a inspiração ocorre fora da água e a expiração ocorre dentro da água. Assim, a 
imersão na água ocorre facilmente, podendo-se passar para flutuação e sustentação. 
A última etapa é a propulsão de braços e pernas. Quando essas etapas estiverem 
bem assimiladas passa-se para a aprendizagem dos quatro estilos, crawl, costas, 
peito e borboleta, que não precisam ser ensinados necessariamente nessa ordem. O 
professor deve iniciar pelo qual o aluno tiver mais afinidade.
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O nado crawl, também conhecido como nado livre é considerado o mais rápido e o 
mais fácil dos quatro estilos na prática da natação, pois ele aparenta uma caminhada. 
A metodologia para o ensino do nado crawl inicia com a oscilação das pernas e dos 
pés, ou seja, a pernada é o que a criança aprende primeiro. O movimento de perna 
é o principal fundamento no começo da aprendizagem dos nados, pois tem como 
finalidade de estabilizar o corpo na água e para que a criança aprenda o movimento 
correto ela inicia o movimento como se estivesse pedalando, pois não tem muita força 
para bater as pernas no início da aprendizagem, então este movimento de pedalar na 
água é que vai proporcionar a criança a ter um deslocamento no ambiente líquido no 
começo do ensinamento.
O nado costas é semelhante ao nado crawl, à diferença é que nesse estilode nado 
o aluno fica em decúbito dorsal (flutuando de costa), uma das características deste 
estilo de nado é que o corpo está praticamente na horizontal com o plano da água e 
a posição do quadril estará voltada ligeiramente para baixo, o quadril ficando deste 
modo não deixa que a coxa saia da superfície da água quando fizer o movimento da 
pernada para cima. Quando estiver orientando a criança deve-se lembrar de que a 
posição posterior da cabeça precisa repousar na água e o nível d’água, no entanto, 
necessita passar em um ponto abaixo das orelhas, o queixo permanece levemente 
afundado e os olhos direcionados para cima e para trás.
Na faixa etária de três a seis anos não se trabalha com o nado peito em seu 
modo completo, já que a execução do mesmo é muito complexa para esta idade, no 
entanto, a criança consegue fazer a pernada que nesta fase é mais conhecida como 
perna do sapinho ou a perna da rã. No começo todas as crianças terão algum tipo 
de dificuldade na hora de executar o movimento, entretanto, algumas pegaram o jeito 
mais fácil para fazer a realização e outras ainda apresentarão dificuldades, contudo 
o professor ensinando a pernada por meio de brincadeiras o aluno terá condições de 
assimilar a batida da perna mais rápido. O professor, no entanto, coloca a criança em 
decúbito ventral (barriga para baixo), apoiada na borda da piscina e movimenta seus 
pés fazendo com que este movimento aconteça em diagonal, deixando seus pés que 
palmateiam para fora, para baixo e para dentro e para trás, lembrando que a sola dos 
pés são as superfícies propulsivas que tem a função de deslocar a água para trás.
O nado borboleta, também nesta faixa etária de três a seis anos não se trabalha 
em seu modo completo, por que a execução do mesmo é muito complexa para esta 
idade, contudo o professor consegue trabalhar a pernada, que a criança conhece 
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mais como a perna da seria ou perna do golfinho e algumas ainda conhecem como a 
perna da minhoquinha. Porém existem crianças que apresenta dificuldades de fazer a 
ondulação mesmo sendo realizada de forma lúdica. A braçada aqui não é trabalhada 
visto que são muito complicada a suas fases e a criança terá bastante dificuldade 
ao fazer o movimento.
Para a criança de três a cinco anos será mais desenvolvida as atividades do 
movimento corporal aquático, onde ela aprenderá já os mergulhos em deslocamento 
e iniciará as vivências das propulsões dorsal e ventral tanto das pernas quanto dos 
braços e terá início a fase de coordenação, no começo esta coordenação será toda 
desajeitada com as crianças se movimentando como “minhocas” na água, pois não tem 
ainda um equilíbrio perfeito do corpo no meio líquido. Onde o professor acrescentará, 
além do mergulho em deslocamento e propulsões também irá começar a fazer alguns 
saltos em diferentes trajetórias e jeitos variados de se saltar da borda da piscina.
Enquanto que as crianças de cinco a sete anos já estão no auge do seu 
desenvolvimento motor e será preciso então ensinar os nados crawl, costa e peito, 
os quais serão aprendidos por meio das brincadeiras, deste modo à criança aprenderá 
mais rápido e sentira o prazer de nadar sem que seja utilizada uma técnica perfeita, 
por isso que no começo a aprendizagem será de forma simples e um pouco rústica 
para a criança.
No entanto, compreendemos que a criança por ter características individuais tem 
seu próprio tempo para aprender a nadar e não importa qual foi o motivo que levou 
essa criança a praticar natação, isso só trará benefícios para o desenvolvimento das 
mesmas. O professor, pelas técnicas de aprendizagem que dominam e principalmente 
pela segurança que transmite, passa a ser uma forte referência a criança.
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CAPÍTULO 6
ORGANIZAÇÃO DE 
PROGRAMAS DE NATAÇÃO
• Definições de objetivos da natação;
• Elaboração de plano de ensino de natação 
• Elaboração de plano de aula de natação
• Organização da periodização de acordo com os objetivos da natação.
ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
Os objetivos e ações da aula devem ser planejados e executados pelo professor de 
Educação Física.
PLANO DE AULA INICIAÇÃO A NATAÇÃO
FASE - INICIAÇÃO DA NATAÇÃO.
Iniciação ao nado Crawl
Faixa etária: de 7 a 8 anos;
Duração da aula: 50 minutos;
Quantidade de aula por semana: 2 vezes;
Local: academia, recinto fechado e coberto, ou na escola que houver piscina;
Objetivo Geral: coordenação perna/braço com início a respiração frontal.
PARTE INICIAL – Aquecimento - 5 minutos.
Correndo em volta da piscina de forma organizada ao sinal do prof. através do
apito todos deverão pular na água e sair rapidamente voltando a correr novamente 
(repetir várias vezes).
Andando ao sinal do professor todos se agacham e saltarão com os braços 
estendidos para cima (repetir várias vezes conforme achar necessário).
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PARTE PRINCIPAL: - Formação Corporal e Educação do Movimento.
Objetivo – Batimento de pernas (com e sem material)
- Rotação de braços (com e sem material)
- Respiração frontal com material
Duração: 30 minutos
De forma organizada cada aluno deverá atravessar a piscina de um lado para outro, 
com batimento de perna com braços estendidos à frente, se houver necessidade 
realizar respiração frontal.
Da mesma forma com auxílio de uma prancha.
Obs.: Realizar várias vezes conforme a necessidade e o desempenho de cada aluno.
Com os braços estendidos à frente os alunos realizaram a rotação dos braços, 
acompanhando com batimento de pernas de um lado para o outro da piscina, indo 
com o braço direito, voltando com o esquerdo.
Da mesma forma com os braços alternados (ora um/ora o outro).
Repetir o mesmo processo com auxílio da prancha.
PARTE FINAL: volta a calma e recreação 
Jogos de corrida. 
NOTÍCIAS DO ASSUNTO
Disponível em: https://www.gtswim.com.br/planejamento-do-treinamento-da-
natacao-para-nao-atletas/
Por Guilherme Tucher – www.guilhermetucher.com.br
Em muitos clubes de natação nós temos aquele padrão de aula de 60 minutos com 
frequência de três encontros semanais.
Muitas vezes, apesar dos alunos não serem atletas, participam de eventos que são 
considerados competições. 
Assim, a gente precisa preparar esse aluno para a “competição”. Ele precisa de um 
treino planejado. A gente precisa elevar a sua forma esportiva para ele alcançar um 
determinado objetivo numa determinada época.
Essa competição pode ser uma travessia ou um evento qualquer. Deve ser um 
momento no qual o aluno e o professor consideram que se deve manifestar uma 
forma esportiva elevada.
http://www.guilhermetucher.com.br/
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A gente pode pegar dessa data de competição para trás e determinar quando 
começará o treinamento. Os objetivos do aluno dependem de quem ele é.
O objetivo de alguém pode ser melhorar a condição esportiva ou mesmo começar 
um programa de treinamento para deixa de ser sedentário. 
Nesse caso, você treinará para alcançar as recomendações mínimas de prática de 
atividade física por semana.
Você vai planejar o tempo de treino da natação, o tempo do treino da força muscular. 
Tudo visando alcançar essa recomendação mínima de atividade física semanal.
Por outro lado, apesar do meu aluno não ser um atleta, ele gosta de participar do Rei 
e Rainha do Mar, ou fazer uma travessia, de viajar em um feriado ou final de semana. 
E nessa competição o aluno quer manifestar essa forma esportiva.
Assim, eu vou planejar essa temporada para que nesse momento o aluno tenha 
uma elevação da forma esportiva.
Para o atleta de competição, ou atleta profissional (se é que a gente pode utilizar 
esse termo), a preocupação passa a ser ainda maior porque a vitória ou a derrota 
naquela competição pode valer a vida esportiva dele.
Nesse caso, então, o controle da carga de treinamento e darecuperação tem que 
ser muito mais preciso e muito mais frequentes.
Isso é importante para que o sucesso aconteça de forma plena na competição. 
Entretanto, eu posso ter um atleta amador que quer melhorar a condição esportiva 
dele, mas as vezes a sua satisfação é de conseguir terminar o Rei e Rainha do Mar 
– entende?
Tem a distância de 3 km, ele nunca nadou essa distância no mar e esse é o seu 
desafio. Nesse caso, o meu aluno não tem necessariamente um objetivo de tempo 
ou de medalha. O objetivo é conseguir nadar os 3 km sem parar.
Ele quer terminar os 3 km e se sentir bem – mesmo que tenha terminado em último.
O mais importante é que ele treinou, treinou de forma organizada o seu 
condicionamento foi feito com qualidade para que ele alcançasse os seus objetivos. 
ANOTE ISSO
O professor de Educação Física pode se organizar de várias maneiras, o que não 
pode é não se organizar para as aulas.
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Emanuelle Mendes Fialho. A INICIAÇÃO DA NATAÇÃO: do desenvolvimento motor 
da criança a uma proposta de aplicação Belo Horizonte Escola de Educação Física, 
Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG 2013. 
A iniciação esportiva da natação pode ser dividida em nove fases direcionam a 
iniciação ao esporte respeitando e acompanhando a evolução ontogenética de forma 
a evitar a especialização precoce. Sabe-se que essas fases são direcionadas aos 
esportes coletivos em geral. No entanto, ao se pensar no ensino da natação, não é 
preciso desprezar as nove fases; pelo contrário, pode-se fazer uma adaptação, a fim 
de direcioná-las para atender a modalidade natação. Fase pré-escolar Para a natação, 
essa fase tem início a partir dos seis meses de vida aos seis anos. É a fase em que o 
professor deve estimular ao máximo o sistema motor da criança, possibilitar diversas 
vivências e experiências motoras sem exigências específicas, permitindo que a criança 
explore o universo ao seu redor, a fim de que construam e ampliem o seu repertório 
motor.
Como frequência aconselhável, podem se sugerir duas a três vezes por semana. 
Fase universal De seis aos 12 anos, quando o objetivo é desenvolver as capacidades 
motoras e coordenativas em geral de forma lúdica e dinâmica com o intuito didático 
pedagógico. É importante respeitar o estágio maturacional em que a criança se encontra, 
aumentando assim a dificuldade e a complexidade das atividades de forma gradativa. 
Logo, é considerada a maior e mais rica das fases do processo de formação esportiva, 
na qual consolida uma base motora para a prática esportiva. A frequência não deve 
ultrapassar três vezes por semana.
Fase de orientação De 12 aos 14 anos, fase em que se introduz a técnica de forma 
global. Na orientação, pode-se observar a automatização dos movimentos, e o início 
do aperfeiçoamento da técnica. O treino começa a ter maior especificidade, tendo o 
elemento lúdico como ferramenta de auxílio. O conteúdo teórico também é valorizado, 
contextualizando ainda mais a modalidade esportiva. As aulas continuam sendo três 
vezes por semana, porém com uma carga horária maior de 60 a 90 minutos por treino. 
Fase de direção De 14 a 16 anos, quando o nível de exigência começa a aumentar, 
o aperfeiçoamento da técnica se dá de forma mais incisiva e tem-se início a sua 
especialização. Considera-se importante que o aluno participe de outras atividades 
esportivas, com diferentes aplicações, respeitando o princípio da variabilidade de 
prática possibilitando ao aluno relacionar suas diversas experiências e evitando a 
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especialização precoce em uma única atividade. Ao fim desta fase, o aluno deverá 
se encontrar com um amplo repertório motor, preparado para realizar as demandas 
do esporte que ele mesmo escolher. A frequência ainda permanece três vezes por 
semana podendo aumentar uma sessão caso não atrapalhe as outras atividades 
extracurriculares. 
Fase de especialização De 16 aos 18 anos, seguindo a sequência evolutiva e 
respeitando sempre o desenvolvimento em que se encontra o indivíduo. Esta é a fase 
das oportunidades de forma geral em que a especialização se concretiza, iniciando-se 
a busca da perfeição e de melhores resultados técnicos para o rendimento esportivo. 
O que determinará o sucesso e a participação do aluno na modalidade envolverá não 
só fatores internos (desempenho), mas também externos (disponibilidade de tempo, 
por exemplo). Com o aperfeiçoamento da natação, passa-se a exigir maior consciência 
corporal e maior domínio emocional nas situações de definição como, por exemplo, 
saídas, viradas e chegadas. A frequência também permanece três vezes por semana, 
podendo aumentar mais uma sessão com carga horária de 90 a 120 minutos por treino. 
Fase de aproximação/integração Dos 18 aos 21 anos. É nesta fase que a carreira 
esportiva deve ser valorizada. Este é o momento ideal para se profissionalizar no 
esporte. Pois, nesta faixa etária a maturação biológica provavelmente irá se encerrar. Os 
traços de personalidade também já estão formados, assim como as bases psicológicas. 
No entanto, é preciso estar atento às propostas aplicadas nesta fase para que os 
grandes talentos se tornem sucessos efetivos. Todo o trabalho desenvolvido nesta 
fase está diretamente associado com a fase seguinte. 
Fase de alto nível Esta fase tem base através do trabalho realizado nas fases 
anteriores. É preciso estar atento ao controle necessário do volume, das cargas, da 
intensidade e da densidade dos treinos que tendem a aumentar. A meta é a melhora 
constante na execução, no rendimento, nas potencialidades físicas e também nos 
aspectos das estruturas cognitivas. 
Fase de recuperação/readaptação O foco principal deixa de ser o rendimento e 
passa a ser a readaptação do ex-atleta. O esporte é pensado enquanto ferramenta 
para a saúde em geral. Considerando as necessidades e as capacidades do praticante, 
devem-se elaborar propostas individualizadas às necessidades do aluno, respeitando 
suas limitações e buscando atender os seus interesses. 
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Fase de recreação e saúde Esta é a fase da manutenção fisiológica em que os 
indivíduos praticam as atividades físicas devido a vários motivos incluindo prazer, 
estética, saúde e reabilitação. 
A partir da organização de métodos e conteúdos em respectivas fases e faixas 
etárias, a elaboração dos planos de aulas se torna algo fundamentado e de simples 
execução. A Iniciação Esportiva deve ser valorizada enquanto base formadora da 
estrutura básica através da qual a criança irá receber os estímulos de forma gradativa, 
até o momento em que está preparada para encarar o âmbito esportivo de forma 
saudável e positiva.
ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
Aprenda a elaborar planos de ação para a natação. 
Para a aprendizagem da natação é necessário primeiramente a adaptação ao meio 
líquido, uma das fases mais importantes no aprendizado. Nesta fase busca-se permitir 
através de estímulos variados que o aluno descubra as possibilidades de movimento 
do corpo na água, explore e conheça seus limites e encontre prazer na prática da 
natação. Para facilitar o aprendizado, o professor deve proporcionar ao aluno um 
ambiente favorável e seguro. 
Os Professores devem ter consciência que o primeiro contato com a piscina exige 
do aluno uma mudança de ambiente, o que pode trazer certo receio ao iniciante, 
por isso recomenda-se inicialmente o ensino através de atividades lúdicas e básicas 
de locomoção no meio aquático. O processo de ensino-aprendizagem deve seguir 
uma linha de raciocínio, iniciando com exercícios de confiança, flutuação, impulsão, 
respiração geral, propulsão de membros inferiores, propulsão de membros superiores, 
coordenação de membros superiores e inferiores, respiração lateral e frontal e finalmente 
o nado completo. 
As habilidades aquáticas básicas são a respiração, a flutuação,a propulsão e o 
mergulho elementar. O controle da respiração é diferente do ambiente terrestre onde 
inspiramos e expiramos o ar pelo nariz, no meio aquático a inspiração deve ser feita 
pela boca e a expiração pode ser pelo nariz, pela boca ou por ambos ao mesmo tempo.
A flutuação que depende da densidade do corpo imerso, tudo que tem densidade 
menor que a densidade da água flutua e a densidade maior afunda, a flutuação pode 
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ser facilitada aumentando a área de contato do corpo com a água, afastando braços 
e pernas, e manter o oxigênio nos pulmões e relaxar a musculatura também auxilia. 
A flutuação está ligada ao relaxamento corporal que depende da confiança em si e 
conhecimento do meio líquido. A propulsão advinda da movimentação de membros 
superiores e inferiores faz os alunos perceberem as diferentes forças exercidas no 
meio aquático que interferem na propulsão, o atrito, a resistência frontal e a esteira. 
Outra forma de conseguir propulsão é através do impulso na borda da piscina. 
O mergulho elementar consiste nas diversas formas de entrar na água. O processo de 
ensino-aprendizado deve iniciar com uma meta que deve ser alterada gradativamente à 
medida que ocorre melhora do aluno. Professores devem compreender que cada aluno 
tem suas particularidades, que possuem diferentes experiências motoras, diferentes 
níveis de motivação e ritmo de aprendizagem. Por isso o feedback e avaliações 
individuais são de extrema importância.
Neste apartado estudamos a origem e evolução dos quatro estilos de nado com 
os que se compete na atualidade; dita evolução dos estilos provém essencialmente 
da busca da melhora da velocidade. 
O Crawl O estilo crawl, na atualidade, pode-se definir como: deslocamento humano 
na água caracterizado por uma posição ventral do corpo e movimento alternativo e 
coordenado das extremidades superiores e inferiores, sendo o movimento das primeiras 
uma circundução completa e o das segundas um batido, com uma rotação da cabeça, 
coordenada com os membros superiores para realizar a inspiração. Uma vez que 
definimos o estilo crawl tal e como se desenvolve na atualidade, estudamos como 
se chega a ele. 
A primeira forma de nado rudimentar da qual se pode dizer que nasce o crawl, é o 
“English side stroke”, que nasce em Inglaterra em 1840, e se caracteriza por nadar sobre 
o custado com uma ação alternativa de membro superior, mas sempre subaquática, 
enquanto os membros inferiores realizam um movimento de tijera. Somente dez anos 
depois apareceu o “Single over” ou “Over singelo”, o qual consiste no nado sobre o 
custado, mas com uma recuperação aérea dos membros superiores, dito estilo é 
nadado pela primeira vez pelo australiano WALLIS. Posteriormente aparece o “Trudgen” 
(sobrenome do primeiro nadador que o utiliza), que é “importado” a Europa por dito 
nadador inglês ao observar-se realizar a indígenas sulamericanos. 
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NOTÍCIAS DO ASSUNTO 
Natação – 4 dicas para um bom planejamento pedagógico
POR PLINIO ROCHA | 6 DE FEVEREIRO DE 2019
Disponível em: : https://www.metodologiagb.com.br/planejamento-natacao-aula/
A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
Todo pai e toda mãe, quando procura uma escola para seu filho, procura um local 
em que se priorize o aprendizado e o desenvolvimento. Dentre as diferentes linhas 
pedagógicas, o processo deve ser respeitado e cumprido. Para que a escola cumpra 
seu processo em educar. Alguém imagina isso sem planejamento?
COMO UM BOM PLANEJAMENTO INTERFERE NA EDUCAÇÃO POR MEIO DA 
NATAÇÃO?
Um bom planejamento é aquele que você consegue colocar em prática dentro de suas 
condições, que sua equipe consegue assimilar e, principalmente, se comprometer. Além 
disso, que te permite mensurar com indicadores ao longo do processo e rentabilizar 
um senso de progresso.
OS DESAFIOS DO PLANEJAMENTO AQUÁTICO:
Na Educação Física, assim como na natação, o planejamento não é menos importante. 
Parece óbvio, mas a maioria de quem nos procura a fim de obter ajuda com o seu 
negócio, se depara com problemas nessa área.
https://escoladainteligencia.com.br/planejamento-pedagogico-voce-sabe-qual-importancia-dele/
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Quais problemas são esses?
É muito comum encontrarmos academias ou clubes que tem dificuldades na hora de 
executar um bom planejamento com ações na sua piscina e fazer um acompanhamento 
pedagógico dos alunos.
Nos deparamos com muita criatividade, vontade dos professores e vasto 
conhecimento técnico, mas um ponto falho: FALTA DE CONSISTÊNCIA no ensino e, 
principalmente, no acompanhamento dos alunos durante o processo.
Algumas situações contribuem para esse cenário: falta de tempo para fazer um 
planejamento eficaz, dificuldade na hora do investimento, organização das aulas, 
treinamento dos profissionais e etc.
4 PONTOS QUE PODEM TE AJUDAR A PLANEJAR E APLICAR AULAS DE QUALIDADE:
1. Seguir uma linha de raciocínio macro – Como você vai viabilizar o aprendizado 
por meio das aulas de natação, organizar suas crianças e garantir que elas assimilem 
os conteúdos que você elegeu para que ela progrida? Qual fases vamos seguir? Esse 
alinhamento é fundamental com sua equipe técnica
2. Após adotar e firmar pilares com a equipe, é hora traçar as estratégias e fazer 
um planejamento para garantir uma aula de qualidade. Como será a estrutura de cada 
aula? Lúdicas? Técnicas?
3. Já pensou em materiais auxiliares? Tenha materiais adequados para dar sequência 
ao seu programa de aulas. Tem material suficiente? Plataformas adequadas? Área 
lúdica para lidar com crianças? Pontos importantes a serem observados.
4. Capacite seus professores CONSTANTEMENTE. Sabemos que quanto mais 
conhecimento mais qualidade teremos em nossas aulas. Pode ser treinamento 
interno, cursos a distância, congressos que acontecem ao longo do ano e/ou ler 
livros específicos da área.
A Metodologia Gustavo Borges organiza os objetivos macros em micros, até chegar 
na borda da piscina. Pois todo trabalho começa com a divisão de todos os alunos em 
níveis pedagógicos de acordo com idade e habilidade.
Para cada nível, produzimos e enviamos aos nossos clientes um calendário 
estruturado, aula a aula, com objetivos pedagógicos e sugestões de aplicações em 
aulas. Cada nível tem um objetivo macro, e cada semana um objetivo pontual.
Estes pontos são fundamentais e um primeiro passo para um planejamento de 
qualidade. Aliados a uma boa gestão e uma boa comunicação com os pais podemos 
evoluir muito nosso trabalho dentro de nossas unidades de negócio
https://www.academiagb.com.br/
https://www.metodologiagb.com.br/plano-de-aula-academia/
https://www.metodologiagb.com.br/plano-de-aula-academia/
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ANOTE ISSO
O ensino da natação deve ser gradual e o professor de Educação Física precisa 
respeitar o processo de desenvolvimento do aluno.
ADAPTAÇÃO AO MEIO LÍQUIDO: UMA PROPOSTA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO 
FÍSICA PARA AULAS DE NATAÇÃO Gabriela Rebelo da Silva1 , Elinai dos Santos Freitas 
Schutz2 e Ruan Carlos dos Santos3, 4 1SED-SC/UDESC - Universidade do Estado de 
Santa Catarina, 2UNISUL – Universidade do Sul de Santa Catarina, 3 FAEL – Faculdade 
Educacional da Lapa, 4UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí 
Antes de o indivíduo começar a aprender os quatro nados é preciso que ele esteja 
bem adaptado com o meio líquido, reconhecendo seus possíveis movimentos dentro 
deste ambiente, fazendo isto de forma prazerosa e motivadora.
 A partir do momento que o indivíduo assimila todos esses passos, estando seguro 
de si e sem receios, ele está apto para iniciar a nadar e se aprimorar na natação. Assim, 
é através da adaptação ao meio líquido o aluno adquire segurança e experiência para 
dar continuidade à próxima etapa: o ensino dos nados na natação. A partir destasconsiderações, indagou-se: Qual a importância atribuída por professores à fase de 
adaptação ao meio líquido nas aulas de natação? A adaptação ao meio líquido é “o 
processo que envolve a iniciação à natação, recorrendo ao domínio do corpo na água” 
. É uma fase de descoberta, ou seja, uma aproximação ao novo meio. É nesse período 
que o aprendiz explora o meio líquido buscando segurança, autonomia e também uma 
relação afetiva com o ambiente em que está se inserindo.
De uma boa adaptação ao meio líquido que podemos perceber no indivíduo a 
capacidade de adquirir: Maior autonomia na água; maior facilidade nos deslocamentos; 
menor resistência ao entrar na água (menor medo); familiarização com os materiais 
e com os métodos utilizados durante as atividades; maior interação entre alunos - 
professores.
 Quando a adaptação é realizada de forma bem sucedida, atuando com a atenção, 
descontração, segurança e experiência do professor, faz com que o aluno adquira 
confiança, quebrando assim as barreiras do medo e da insegurança; então ele começa 
a se soltar e desfrutar do prazer que a água proporciona.
O Fórum Internacional de Qualidade de Vida e Saúde - Curitiba, 15 de junho de 2019 
aponta que já nesta fase pode-se observar alguns benefícios como o de fortalecer a 
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musculatura, melhorar a capacidade cardíaca, ativar e melhorar da mobilidade articular; 
e um sono mais tranquilo, reforçar o apetite, desenvolver a estabilidade emocional e 
a autoconfiança, proporcionar sociabilização. 
A atividade na água traz segurança, recreação, mais independência, mais 
espontaneidade, melhoria do reflexo (resposta a estímulos), profilaxia contra resfriados, 
mais confiança nos relacionamentos, desenvolvimento físico e psíquico, objetivando 
formar cidadãos saudáveis e hábeis mentalmente. Os requisitos básicos que o indivíduo 
deve ter ao iniciar a natação é o conhecimento do ambiente que irá frequentar e os 
critérios estabelecidos pelo mesmo; facilitando assim a sua adaptação ao meio líquido 
e perda de inibição e receio. 
O segundo passo é a segurança e confiança que o professor deve proporcionar ao 
iniciante, para que ele possa se sentir mais seguro e assim prosseguir no processo 
de ensino dos nados, que começa sempre pelo trabalho de respiração adequada à 
natação, a seguir flutuar, deslizar e por último, mergulhar.
 Nota-se a necessidade de uma adaptação ao meio líquido na natação, de uma 
forma lenta e gradual, de forma que o indivíduo se acostume com este novo meio, e 
assim tome gosto e em consequência, receberá a sequência do ensino da natação.
LEITURA COMPLEMENTAR 
Emanuelle Mendes Fialho A INICIAÇÃO DA NATAÇÃO: do desenvolvimento motor 
da criança a uma proposta de aplicação Belo Horizonte Escola de Educação Física, 
Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG 2013.
Um bom atleta é fruto de uma formação adequada e ampla experiência motora 
estimulada desde a infância. Ao ingressar em qualquer modalidade esportiva se faz 
necessário um período de adaptação e preparação. A Iniciação Esportiva é compreendida 
como o período em que a modalidade esportiva é introduzida e as técnicas esportivas 
devem seguir estágios com movimentos simplificados e sequências pedagógicas de 
introdução.
A técnica deve ser inicialmente posta de lado e a ênfase deve ser na formação de 
uma base motora, objetivando o desenvolvimento de habilidades básicas, a fim de 
preparar a criança para o esporte. 
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O cenário esportivo uma nova proposta, a Iniciação Esportiva Universal, de forma 
dinâmica e estruturada. Essa proposta é voltada para a iniciação em geral nos esportes 
coletivos. Embora a natação seja um esporte individual, acredita-se que é possível 
adaptar os princípios básicos da proposta da Iniciação Esportiva em geral, direcionando-
os para o ensino da natação infantil. Os princípios da proposta, que podem ser adotados 
para o ensino na iniciação da natação, são: 
Em relação às metas: 
• Objetivos a curto, médio e longo prazo; 
• Baseia-se na inter-relação professor/aluno e alunos/alunos; 
• Pretende o desenvolvimento das capacidades coordenativas que servem de 
base para o posterior domínio de técnicas; 
• Constrói-se em base a constituição do potencial do indivíduo; 
• Oferece a possibilidade de compartilhar decisões com os outros; 
• A conscientização passa pela contextualização político-social, que deve ser 
desenvolvida à medida que as capacidades de elaboração do pensamento crítico 
estejam aptas para tal; 
• Não há ação sem esquema, não há esquema sem conceito, não há conceito 
sem contextualização. 
Em relação aos meios:
• Fundamenta-se na integração entre as ciências biológicas e pedagógicas; 
apoia-se nos resultados de pesquisas nas áreas da aprendizagem motora, 
do treinamento técnico, da psicologia geral (principalmente da pesquisa em 
aprendizagem formal e incidental) e da psicologia do esporte, dos modernos 
métodos de ensino e das formas de aprendizagem; 
• Encaminha-se a especialização após uma forte generalização. 
A etapa de Iniciação Esportiva é um período que abrange desde o momento em que 
as crianças iniciam-se nos esportes até a decisão por praticarem uma modalidade As 
crianças devem ter o máximo de experiências que sejam consideráveis em diversos 
esportes, objetivando proporcionar vivências que envolvam uma extensa gama de 
movimentos variados englobando atividades que estimulem a aquisição da coordenação 
motora e das habilidades básicas do ser humano (andar, correr, saltar, lançar...). Busca-
se estimular o desenvolvimento motor e cognitivo e ampliar as interações da criança 
com os objetos e com as outras crianças até estarem aptas para escolher o esporte 
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com o qual mais se identificam. A aprendizagem tem ênfase através de jogos, que 
torna o cenário das aulas de educação física mais lúdico. 
As propostas apresentadas auxiliam na prevenção contra aulas direcionadas, 
exclusivamente, para a prática esportiva similar ao modelo adulto, bem como evitam 
a iniciação precoce no alto rendimento. Além disso, os autores são contrários aos 
grupos que, por falta de conhecimentos específicos na área, tendem a criticar ou 
negar a prática esportiva. Como consequência, desestimulam os alunos para a sua 
prática, aplicando conteúdos didáticos de forma negativa e reproduzindo modelos 
mal direcionados, resultando no abandono do esporte. 
O ensino, aprendizagem e treinamento deve ser administrado conforme a idade 
e o nível de experiência motora. A ação do processo de ensino e aprendizagem do 
treinamento deveria ser voluntária, não atropelando outros possíveis interesses.
A Iniciação Esportiva, portanto, seja no âmbito dos esportes coletivos ou de esportes 
individuais, deve ser aplicada de forma abrangente, considerando a fase em que o 
iniciante se encontra, valorizando e incluindo o aluno de forma em que este se torne 
membro ativo no processo de ensino aprendizagem. Sendo assim, as aulas devem ser 
pensadas e realizadas no modelo aberto no qual o aluno está no centro do processo. 
Caso contrário, a Iniciação Esportiva pode se transformar em iniciação precoce da 
criança no esporte contrariando os princípios da Iniciação Esportiva. 
Quanto a isso, a Iniciação Esportiva refere-se ao momento do primeiro contato da 
criança com a prática sistemática de alguma modalidade esportiva. A especialização 
esportiva, por sua vez, refere-se à escolha de uma determinada modalidade em que a 
criança pretende se especializar, no momento adequado, mas muito frequentemente 
acontece de forma precoce. 
Essa iniciação precoce tem a origem em uma visão estreita, voltada diretamente 
para o esporte-rendimento. Pensando assim, os planejamentos de aula tendem a 
caminhar para a formação de atletas, trabalhando na perspectiva da competição e do 
melhor rendimento.Entende-se que quanto mais cedo a criança vivenciar experiências 
similares às das provas de alto rendimento mais rápido e melhores atletas se formarão. 
O resultado da iniciação precoce pode se manifestar de diversas formas, atingindo 
variados sistemas, como fisiológico, neuromuscular, psicossocial, cognitivo e moral. 
Em geral, a iniciação precoce pode comprometer severamente o desenvolvimento da 
criança desde a estrutura corporal até a possibilidade de lesões agudas e crônicas. 
Além disso, a precocidade é, em sua maioria, responsável pela desmotivação e a queda 
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da autoestima provocando rejeições e o abandono da atividade pelas crianças. Quanto 
à imposição de regras complexas e no entendimento dos objetivos, a precocidade 
pode prejudicar os conceitos de cooperação, competição e participação, de forma 
a pressionar um sistema que ainda não está apto para responder adequadamente, 
levando a criança a passar por etapas de stress, o que pode influenciar nas atitudes 
da mesma se tornando mais agressiva ou retraída. 
Os primeiros contatos devem ser selecionados de forma cuidadosa. Os autores 
citam o futebol e a natação como práticas positivas. Mesmo sendo esportes de caráter 
distintos, acredita-se que os princípios da iniciação possam ser aplicados, tanto no 
futebol que é um esporte coletivo, como na natação que é um esporte individual. 
Sendo assim, no período de iniciação aos esportes se faz necessário atentar para o 
nível de desenvolvimento e a fase em que a criança se encontra. É importante que 
se respeitem os estágios de maturação e de desenvolvimento motor da criança para 
a elaboração das aulas. 
A iniciação esportiva e a natação Para melhor desenvolvimento motor e cognitivo das 
crianças, os conteúdos propostos pelo educador devem distanciar-se da transmissão 
da técnica, ou de movimentos estereotipados, e aproximar-se de propostas que 
possibilitem novas descobertas. Isso garantirá que as crianças encontrem o porquê 
do que fazem e então lhe atribuam a devida importância e, a partir disso, passem a 
priorizá-lo em suas manifestações. 
As crianças, de modo geral, demonstram, de forma regular, uma necessidade 
intrínseca de atividades motoras vigorosas em diversos contextos da sua vida diária em 
dinâmicas formais e informais. As atividades posturais, locomotoras e manipulativas, 
são decisivas em todo o processo de desenvolvimento e aprendizagem de habilidades 
motoras e capacidades físicas, seguindo um aperfeiçoamento progressivo em termos 
quantitativos e qualitativos. Infelizmente, sabe-se que, tradicionalmente, o ensino da 
natação ainda é pautado na orientação técnica de modo a contemplar os quatro estilos 
de nado. Etapas do desenvolvimento desse processo por vezes não são respeitadas 
passando a ser encaradas como erros. 
A preocupação da abordagem esportiva é eliminar os erros de execução. O erro 
aqui é entendido como padrões rudimentares que compõem o desenvolvimento do 
nadar. Esses padrões são individuais e precisam ser respeitados para que ocorra uma 
evolução ao longo do processo. Existe uma contradição no que as academias e os 
alunos possuem como o objetivo. A maioria das instituições parece visar o ensino e 
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treinamento da natação, enquanto as crianças inicialmente parecem buscar nas aulas 
uma atividade recreativa, visualizando muito mais o caráter lúdico do que esportivo. A 
autora faz um paralelo ao dizer que “assim, mesmo com a abundante procura de alunos 
pela prática de natação, o fluxo de adesão e de desistência ainda é muito elevado” .
 A falta de consenso entre os objetivos dos programas de ensino na natação infantil 
com o que os alunos realmente esperam das aulas e com o que eles estão aptos 
a assimilar talvez seja uma das causas de tanta desistência. Quando o aluno não 
tem liberdade de experimentar novos movimentos e testar as possibilidades que o 
meio líquido oferece, se sentirá desmotivado e desinteressado nas aulas de natação. 
Consequentemente, não haverá melhoria da técnica e a aula passará a ser mera 
reprodução de movimentos. Iniciar cedo no esporte não deveria significar um erro, 
porém as formas de abordagem nessa iniciação, quando mal direcionadas e pensadas 
somente no rendimento, aumentam a pressão de forma geral sobre a criança que 
ainda não está preparada. Deste modo, a iniciação precoce se torna vilã no contexto 
esportivo. Ao se pesquisar a iniciação da natação, não é difícil se deparar com diversas 
contradições. 
A natação por faixa etária é concebida por um dos primeiros esportes a comprovar 
que as crianças podiam treinar com intensidades parecidas com a de um adulto. O 
autor cita que, aproximadamente aos sete e oito anos, estima-se que as crianças 
devam treinar de três a cinco vezes por semana. Aos nove e dez anos, a metragem e 
o tempo de treinamento deve ser aumentado, entre cinco e sete horas por semana. O 
treinamento só apresentará compromisso quando a criança atinge a faixa etária dos 
doze anos, momento em que passa para sete a dez horas por semana. 
Durante o processo de crescimento, ocorrem mudanças significativas na criança, 
sendo que essas mudanças deverão ser respeitadas na elaboração do programa de 
natação. Contraditoriamente, o autor recomenda que as crianças treinem, mas que o 
treino não exceda e não as impeça de ter novas experiências em outras atividades de 
caráter lúdico no dia a dia. Além disso, o autor complementa que esse treinamento 
deve ser apenas uma das atividades agradáveis das quais as crianças participem. 
Após esta citação, e sabendo que o ensino da natação ainda é pautado na técnica e 
na reprodução exacerbada de movimentos, vale refletir se um treinamento de cinco a 
sete horas por semana, para crianças entre nove a dez anos, pode ser considerado um 
treino lúdico e agradável? Em resposta, as atuais pesquisas que tratam de iniciação 
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apontam para uma nova abordagem na qual o aluno é a referência principal para a 
construção dos 26 planos de ensino. 
O movimento corporal de uma criança é parte do trabalho do profissional da educação 
física. Tornar esse movimento um gesto técnico que deverá seguir um padrão pré-
estabelecido, provoca uma série de ações pedagógicas que podem desagradar os 
alunos e tornar a atividade desmotivadora. 
Outro aspecto muito importante desse processo é não sobrecarregar demasiadamente 
o aluno dos sete aos onze anos, pois tal ação acarretaria no afastamento do mesmo, 
podendo ocasionar uma evasão significativa de novos talentos do esporte. O volume 
de treino, as cargas, a intensidade e a densidade devem ser aplicados respeitando as 
características individuais de cada aluno, assim como a faixa etária em que se encontra 
e as habilidades motoras que possui. Para cada fase, deve haver um determinado 
conteúdo direcionado a modalidade esportiva, porém de forma a preservar a criança 
dos possíveis excessos e de uma esportivização precoce. 
ANOTE ISSO
Quando o professor de Educação Física pula etapas do processo de ensino, 
aprendizagem e treinamento, a chance de cometer erros é muito maior. 
NOTÍCIAS DO ASSUNTO
PROPOSTA METODOLÓGICA DE ENSINO NA ADAPTAÇÃO AO MEIO AQUÁTICO 
Methodological Proposal in Teaching Aquatic Readiness Ana Cabrita Escola Superior 
de Desporto de Rio Maior, Portugal ana-underwater@hotmail.com Andreia Ferrum 
Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal Carolina Matos Escola Superior 
de Desporto de Rio Maior, Portugal carol.matos98@gmail.com Dmytriy Martynenko 
Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal 1dimo4ka11@gmail.com Rafael 
Melo Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal rafa199833@hotmail.com 
Ana Conceição Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal anaconceicao@
esdrm.ipsantarem.pt Hugo Louro Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal 
hlouro@esdrm.ipsantarem.ptMarta Martins Escola Superior de Desporto de Rio Maior, 
Portugal martamartins@esdrm.ipsantarem.pt RESUMO Rev UIIPS. 2017; 5(2): 163-
170. 164 
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Disponível em: file:///D:/2022/FAculdade%20Cat%C3%B3lica/14517-Texto%20do%20
Trabalho-45059-1-10-20180522.pdf
A adaptação ao meio aquático compreende a aquisição de habilidades aquáticas 
fundamentais, atitudes e aprendizagens, descendendo à aquisição de habilidades 
aquáticas mais avançadas, como as técnicas de nado e segurança no meio aquático. 
Esta proposta metodológica visa permitir aos alunos observarem o seu corpo dentro 
de água através de um espelho, que se encontra no fundo da piscina. Para uma melhor 
observação e tendo em conta, que as nossas primeiras aprendizagens são feitas através 
da imitação e observação dos nossos familiares, grupo e semelhantes, a utilização de 
materiais que possam refletir a própria imagem é um meio extremamente pertinente. 
Assim, esta proposta vai ajudar não só o aluno no seu processo de aprendizagem, 
como também o professor nas correções a fazer e inovação da sua metodologia de 
trabalho. O aluno ao visualizar a sua imagem, tem tendência a melhorá-la e assim a 
desenvolver as técnicas de natação. 
A adaptação ao meio aquático (AMA) tem cada vez mais a necessidade de inovação, 
quer nas tarefas realizadas, quer nos materiais utilizados. As atividades com um caráter 
lúdico são cada vez mais procuradas por técnicos de natação, de forma a que os 
seus alunos se mantenham interessados e focados nas tarefas realizadas. Em AMA 
persiste sempre a dificuldade por parte dos alunos em perceber qual a posição que o 
seu corpo assume no meio aquático e as sensações que o envolvem. Esta proposta 
metodológica visa a utilização de espelhos para dar uma nova perceção ao aluno, 
fazendo com que este consiga ver como o seu corpo se encontra na água e ajustá-lo. 
Assim sendo, esta proposta assenta na colocação de superfícies refletoras: espelhos 
ou material semelhante, colocadas no fundo de uma piscina. 
Com esta proposta, pretende-se que sejam realizadas aulas de Adaptação ao Meio 
Aquático (AMA) com a adição destas estruturas. Os espelhos devem ser incorporados 
nos diversos exercícios prescritos de forma a desenvolverem as diferentes capacidades 
e destrezas dos pequenos aprendizes, sobretudo no que diz respeito aos processos 
de obtenção de diversas habilidades aquáticas para a posterior prática da Natação 
numa perspetiva utilitária e desportiva: a respiração, a flutuação e a propulsão 
Adaptação ao meio aquático compreende a aquisição de habilidades aquáticas 
fundamentais, atitudes e aprendizagens, descendendo à aquisição de habilidades 
aquáticas mais avançadas, como as técnicas de nado e segurança no meio aquático. 
NATAÇÃO
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A proposta de ensino que apresentamos tem como intenção a observação da execução 
e posição corporal do aluno durante a prática do exercício através de um espelho. 
Assim, esta proposta, vai ajudar não só o aluno no seu processo de aprendizagem 
através da observação do seu próprio corpo, como também o professor nas correções 
a fazer e inovação da sua metodologia de trabalho, conseguindo observar partes do 
corpo que sem o espelho não conseguiria ver. Para a realização desta atividade, são 
necessários alguns materiais menos comumente utilizados em piscinas, tais como 
películas de espelho. 
Estas películas serão fixadas no fundo da piscina e terão a dimensão de 6mx3m. 
Rev UIIPS. 2017; 5(2): 163-170. 167 Assim, existem vários exercícios que podem ser 
realizados neste ambiente (tabela 1). Tabela 1 Apresentação de propostas de exercícios. 
Exercício Tarefa Objetivos Aquáticos Material “Imitar as figuras” Os alunos imitam as 
figuras que estão no fundo da piscina colocando-se dentro dos contornos - Equilíbrio 
- Imersão Para a realização deste exercício é necessário que o espelho contenha o 
desenho, com um autocolante, do contorno de várias figuras, por exemplo, a estrela 
e o ovo “Bater pernas com o esparguete” 
Os alunos realizam batimento de pernas em decúbito ventral com auxílio do 
esparguete - Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão Esparguete “O superherói” 
Os alunos empurram o fundo com os pés, e deslizam em equilíbrio horizontal imitando 
o seu super-herói favorito, até terminar o deslize - Respiração - Equilíbrio - Imersão 
Sem material necessário. “Passar por dentro do arco” O professor segura no arco e os 
alunos passam por dentro do mesmo com batimento de pernas em PHF observando 
a posição do corpo - Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão Arco “A ponte” Os 
alunos passam por baixo da ponte a fazer bolhas em PHF - Respiração - Equilíbrio - 
Imersão - Propulsão 1 esparguete 2 tubos PVC (ou semelhante) “A lagoa” Os alunos 
devem passar por cima do esparguete (para dentro), tocar no fundo e passar por 
cima do outro esparguete - Respiração - Equilíbrio - Imersão Esparguetes Fixadores 
de esparguetes “A boia” Alunos passam por baixo do colchão e devem tocar com a 
mão no espelho (Variante: tocar com joelho, tocar com rabo, tocar com cotovelo,…) 
- Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão Material flutuante, por exemplo, um 
colchão “Contornar os obstáculos” Os alunos devem contornar os objetos para chegar 
ao tesouro do outro lado da piscina (variante: pode ser realizado em equilíbrio vertical, 
corrida, batimento pernas ou debaixo de água) - Respiração - Equilíbrio - Imersão - 
Propulsão Material fixo no fundo da piscina (ex: tubo PVC enfeitado,…) Boneco (tesouro) 
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“O escorrega” O aluno escorrega para a água, apanha um objeto e retorna à parede, 
observando as bolhas que está a fazer - Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão 
Escorrega Objetos aquáticos que afundem “O agente secreto” O professor atribui um 
nome de código a cada um e quando disser o seu nome, o aluno deve mergulhar (a 
partir da posição de sentado) e tocar com mão no fundo (variantes: tocar com outra 
parte do corpo o fundo,…) - Respiração - Equilíbrio - Imersão - Propulsão Sem material 
necessário. 
Pretendemos com esta proposta que os alunos inseridos num processo de AMA 
consigam adquirir uma nova perceção do seu corpo, através da observação do mesmo 
pelo reflexo do espelho. Rev UIIPS. 2017; 5(2): 163-170. 168 Através da observação 
do corpo pelo espelho eles conseguem verificar certos aspetos do qual podem não 
estar ainda cientes e serão capazes de melhorar a sua posição no meio aquático, 
executando corretamente os exercícios propostos pelo professor. Apresentamos assim 
esta Proposta Metodológica para o ensino e consolidação do processo de Adaptação 
ao Meio Aquático, visando apoiar a aquisição dos objetivos aquáticos básicos tais 
como o equilíbrio, imersão e propulsão. 
ANOTE ISSO
Durante as práticas da natação, cabe ao professor de Educação Física facilitar o 
processo de aprendizagem. 
NATAÇÃO
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CAPÍTULO 7
ADAPTAÇÃO AO MEIO LÍQUIDO
Título: Iniciação da Natação
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/procurar/nata%C3%A7%C3%A3o/
ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
O professor de Educação Física precisa garantir um ambiente seguro e de confiança 
com os alunos que estão na piscina
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Ao analisar a imagem acima, que diz respeito a uma aula de natação desenvolvida 
por um professor de Educação Física, podemos inferir várias considerações: o estágio 
de aprendizagem, as estratégias de segurança para o desenvolvimento da atividade na 
água, a utilização de materiais e equipamentos para a aula de natação e até mesmo 
a habilidade que o professor definiu para aquele momento. Então vamos lá. Sobre o 
estágio de aprendizagem, podemos prever que se trata da fase de adaptação ao meio 
líquido dado e que a habilidadeque está sendo priorizada aqui é a entrada na água 
para um iniciante, que começa entrando em pé. A questão dos materiais utilizados, 
percebemos que o aluno na imagem está usando dois tipos de flutuantes, um na 
cintura e outro nos braços. O aluno também utiliza óculos de natação para iniciantes. 
Sobre a segurança, o professor está olhando para o aluno e no caso de qualquer 
abordagem, poderá agir prontamente.
Essa é a rotina de um professor de Educação Física que trabalha com a adaptação 
ao meio líquido, considerada a fase inicial do ensino e aprendizagem da natação. 
Nessa fase várias habilidades deverão ser desenvolvidas, cujo propósito é tornar o 
indivíduo habilidoso no ambiente aquático. 
ANOTE ISSO
A adaptação ao meio líquido visa desenvolver habilidades motoras e capacidades 
físicas necessárias para as próximas fases do aprendizado da natação.
NOTÍCIAS DO ASSUNTO 
Aulas de natação do projeto ‘Campeões do Amanhã’ são retomadas
Disponível em: https://www.joaopessoa.pb.gov.br/noticias/aulas-de-natacao-do-
projeto-campeoes-do-amanha-sao-retomadas/
 16/05/2022 | 18:30 | 454
https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.joaopessoa.pb.gov.br%2Fnoticias%2Faulas-de-natacao-do-projeto-campeoes-do-amanha-sao-retomadas%2F&title=Aulas%20de%20nata%C3%A7%C3%A3o%20do%20projeto%20%E2%80%98Campe%C3%B5es%20do%20Amanh%C3%A3%E2%80%99%20s%C3%A3o%20retomadas
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A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Juventude, Esporte e 
Recreação (Sejer), retomou, nesta segunda-feira (16), as aulas de natação do projeto 
‘Campeões do Amanhã’, no Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria. 
Atualmente, o projeto conta com 1.300 alunos. Inclusive, alguns deles já subiram ao 
pódio em competições que participaram este ano, como o Festival de Natação Infantil 
Estrela do Nado, em que a equipe venceu 23 das 24 provas disputadas.
O secretário de Esportes de João Pessoa, Kaio Márcio, que é ex-nadador olímpico, 
comemorou essa volta. “Estamos retornando as atividades com todo o quadro de 
profissionais preenchidos. Os professores têm altíssima qualidade e o projeto vai 
continuar no CAM. A equipe está reforçada e, além do Unipê, que já temos também 
funcionando o ‘Campeões do Amanhã’, o Centro Administrativo da Prefeitura também 
é uma grande referência para nós”, destacou.
As aulas para crianças de 8 a 12 anos funcionam segunda, quarta e sexta-feira 
em dois horários: pela manhã, das 8h às 10h50, e à tarde, entre 14h e 17h. Além do 
CAM, o projeto funciona no Unipê, também no bairro de Água Fria, com a mesma 
programação.
“Hoje tem mais de 1.300 alunos participando nos dois polos. A gente busca ensinar 
a parte de adaptação, perder o medo da água, flutuar, entre outras coisas. É claro que 
os nados livre e costas já vamos introduzindo no começo e, para quem já está mais 
avançado, vamos aperfeiçoando as técnicas da natação”, afirmou um dos professores 
do projeto, Léo Palmeira.
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Texto: Lucas Barros
Edição: Felipe Silveira
Fotografia: Dayse Euzébio
A notícia acima retrata a oportunidade de 1.300 alunos com o aprendizado da 
natação. Aprender a nadar é necessário e importante, principalmente para as crianças. 
Além dos inúmeros benefícios que as atividades aquáticas oferecem à saúde e condição 
física, saber nadar possibilita que pessoas de todas as idades desfrutem de momentos 
de prazer e alegria nas piscinas. 
ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
Grande parte dos projetos de iniciação da natação é desenvolvido por prefeituras ou 
com parcerias público privado.
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LEITURA COMPLEMENTAR 
No artigo Ensino multidisciplinar em natação: reflexão metodológica e proposta de 
lista de verificação de Sofia Canossa , Ricardo Fernandes , Carla Carmo, António Andrade 
e Susana Soares, todos vinculados a Universidade do Porto. Disponibilizaram o trabalho 
no site https://www.researchgate.net/publication/37656994_Ensino_multidisciplinar_
em_natacao_reflexao_metodologica_e_proposta_de_lista_de_verificacao, que trata da 
natação não só nos clubes, como em outras instituições de caráter social, percorrendo 
todas as faixas etárias, desde os bebés aos adultos e idosos. 
Os autores e autoras deste artigo destacam a necessidade de se construir uma 
sólida base de habilidades específicas. Essa sólida base seria a Adaptação ao Meio 
Aquático (AMA) é comummente reconhecida como o pilar básico do processo de ensino-
aprendizagem em Natação. A AMA com é mais conhecida, diz respeito à introdução 
de respostas adaptativas gerais e específicas de cada disciplina aquática. 
Título: Iniciação da Natação
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-menino-na-piscina-2250432/
Mas por onde começar? Os autores e autoras deste artigo fazem reflexões 
importantes a respeito da natação e o caminho a ser seguido. As respostas a essa 
pergunta encontram-se nas sequências metodológicas ou progressões pedagógicas 
elaboradas em função do quadro conceitual previamente delineado para o ensino 
https://www.researchgate.net/publication/37656994_Ensino_multidisciplinar_em_natacao_reflexao_metodologica_e_proposta_de_lista_de_verificacao
https://www.researchgate.net/publication/37656994_Ensino_multidisciplinar_em_natacao_reflexao_metodologica_e_proposta_de_lista_de_verificacao
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da natação e que, no caso presente, é o da multidisciplinaridade. O ponto de partida 
de uma progressão pedagógica correspondente a uma primeira fase de ensino de 
qualquer modalidade caracteriza-se pela ausência de experimentação formal anterior 
no âmbito da modalidade. 
Na natação, o ponto de partida corresponde a uma total inadaptação ao meio 
aquático, caracterizado por uma recusa da entrada no plano de água, ou uma total 
ausência de capacidade para realizar ações direcionadas no próprio ato de brincar 
no ambiente aquático. 
É importante perceber que a adaptação ao meio aquático - AMA, precisa ser entendida 
como primeira fase da aprendizagem em natação, só é completada quando os sujeitos 
cumprirem todos os objetivos estabelecidos pela própria ciência que estuda a natação 
como um processo de aprendizado. Por isso, antes de uma criança iniciar o seu processo 
de aprendizagem, deve ser realizada uma avaliação diagnóstica, no sentido de se definir 
quais os objetivos que não é capaz de cumprir e que dificultam sua adaptação ao meio . 
A título de exemplo, uma criança capaz de se deslocar autonomamente em meio 
aquático pode não estar realmente adaptada se não consegue imergir a face e de 
manter uma relação estável com um objeto, como uma bola ou um brinquedo. A 
criança pode ser capaz de se sustentar, mas não de deslizar, conhecer a posição 
hidrodinâmica e realizar rolamentos ou saltos. 
A aprendizagem é um processo sequencial que obedece a uma ordenação de 
conteúdos e objetivos. Por isso, quando o aluno parte do ponto inicial de adaptação 
sabem-se, exatamente, quais as etapas a seguir. Para iniciantes com níveis de adaptação 
aquática diferentes, a sequência de conteúdos a exercitar e consolidar é a mesma, mas 
tem de ser adaptada a cada caso particular e a ordem de abordagem dos conteúdos 
mantém-se, mas é preciso excluir aqueles que não são necessários abordar porque 
os objetivos correspondentes, propostos para a etapa inicial, já estão conseguidos.
A realização de uma avaliação diagnóstica individualizada do iniciante reveste-se, 
assim, de particular importância e pressupõe a existência de instrumentos de avaliação 
bem eficientes. Dos vários instrumentos de avaliação que se podem construir, as 
listas de verificação parecem ser das mais práticas e fáceis de utilizar. Uma lista de 
verificação corretamente elaborada contém todos os conteúdos constituintes de uma 
ou várias etapas de ensino, ordenados em progressão pedagógica.É possível definir com precisão, o nível de ensino em que o aluno deverá ser colocado 
e conhecer quais os conteúdos correspondentes a níveis de aprendizagem anteriores 
cujos correspondentes objetivos não foram cumpridos. 
Como reflexão ao texto, recuperamos o Capítulo 5 que apontamos os diferentes 
métodos construídos por professores e nadadores para atendimento de alunos em 
academias, em que são realizadas avaliações ao longo do ano, utilizando fichas, com 
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itens a serem avaliados de acordo com os objetivos propostos para aquele nível e 
desenvolvidos nas aulas. Sendo que a evolução natural dos alunos é alcançada após 
atingirem os objetivos do nível em que se encontram, e assim vão desenvolvendo 
novas habilidades e maior competência aquática. 
ANOTE ISSO
O professor de Educação Física que atua com a fase de adaptação ao meio líquido 
precisa perceber o desenvolvimento dos indivíduos e o desenvolvimento da turma.
NOTÍCIAS DO ASSUNTO
ESPORTES
Instituto Etiene Medeiros inicia aulas para 150 alunos no Recife nesta semana
IEM amplia atividades no parque aquático do Centro Esportivo Santos Dumont, 
em Boa Viagem
Por ZDL Sports
Disponível em: https://www.folhape.com.br/esportes/instituto-etiene-medeiros-inicia-
aulas-para-150-alunos-em-recife-nesta/216855/
23/02/22 às 16H17 atualizado em 23/02/22 às 19H44
Aula de natação com crianças do Instituto Etienne Medeiros 
Foto: Igor Bione/IEM
https://cdn.folhape.com.br/img/pc/450/450/dn_arquivo/2022/02/iem.png
https://cdn.folhape.com.br/img/pc/450/450/dn_arquivo/2022/02/iem.png
https://cdn.folhape.com.br/img/pc/450/450/dn_arquivo/2022/02/iem.png
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O Instituto Etiene Medeiros (IEM) realizou a abertura oficial de oito novas turmas, 
que receberão a partir desta semana 150 crianças e adolescentes em situação de 
vulnerabilidade no Recife. Com o objetivo de promover desenvolvimento integral 
dos alunos, o projeto amplia suas atividades e passa a oferecer aulas de natação e 
de Cidadania, Cultura e Diversidade, além de acompanhamento pedagógico, apoio 
psicossocial e nutricional do grupo. As ações serão desenvolvidas no Centro Esportivo 
Santos Dumont, em Boa Viagem, de terça-feira a sexta-feira.
“O ano de 2022 é um marco na trajetória do projeto, com a ampliação das atividades 
e do número de alunos, dando ainda mais oportunidades para quem quer praticar a 
natação e, também, participar de diferentes atividades desenvolvidas pelo Instituto”, 
afirma a nadadora e fundadora do IEM, a pernambucana Etiene Medeiros. “É importante 
destacar que o projeto trabalha com a formação dos jovens, com ênfase na questão 
social. Por isso, ampliamos nossas ações para os âmbitos educacional e cultural”, 
completa.
O propósito do IEM, que tem patrocínio do BV, um dos maiores bancos privados do 
país, da loja Palma Máquinas e Ferramentas e da plataforma de eventos Even3, além 
do apoio do Governo de Pernambuco, é combater as desigualdades de gênero, raça 
e classe social, oferecendo oportunidades de crescimento para os jovens.
“É uma Instituição que pensa no desenvolvimento das crianças que não teriam 
chance de participar de eventos esportivos, de ter acesso ao esporte. Aqui, elas 
vão encontrar um ambiente seguro, se sentir à vontade para serem elas mesmas. E 
encontrar profissionais preparados para recebê-las tanto no aspecto técnico quanto no 
aspecto social. Nosso foco principal é a formação da pessoa”, explica o coordenador 
técnico Antônio Coutinho, que lidera o time técnico do IEM.
Além de Coutinho, a professora Beatriz Nascimento acompanhará as aulas de 
natação, com foco no desenvolvimento físico e motor, trabalho de mobilidade, equilíbrio 
e consciência corpora.
Às vezes o receio de aprender a nadar, ou mesmo de voltar a praticar o esporte, 
está diretamente ligado a alguma experiência negativa da infância, fazendo com 
que a pessoa nunca mais quisesse entrar numa piscina, mar, ou praticar esportes 
aquáticos. Mas em outros casos, não saber nadar está relacionado às oportunidades 
de aprendizado. Assim, os projetos sociais são muito importantes na disseminação 
da prática da natação e da formação de futuros campeões. 
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ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
Atletas e ex-atletas que fizeram história na natação nacional estão liderando 
projetos de iniciação da natação.
LEITURA COMPLEMENTAR
O professor William Urizzi de Lima no seu livro Ensinando Natação, publicado 
pela Editora Phorte em 1999, explica, demonstra e analisa diferentes abordagens 
pedagógicas para o ensino da natação de uma forma alegre e descontraída. Trata-se 
de uma referência obrigatória para aqueles que pretendem trabalhar com natação, 
atualmente uma das atividades físicas mais recomendadas, indicada para todas as 
faixas etárias e como profilaxia de muitas moléstias respiratórias. Exatamente por isso, 
o professor de Educação Física que trabalha com a natação precisa ter ao seu alcance 
ferramentas didáticas e pedagógicas que permitam versatilidade no seu trabalho.
Título: Aprender brincando 
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-e-tres-criancas-brincando-de-agua-1231365/
A criança durante esta fase adquire habilidades e adaptações do tipo comportamental, 
e ainda não desenvolveu habilidades como raciocínio, coordenação motora mais fina. 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-e-tres-criancas-brincando-de-agua-1231365/
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Os exercícios são realizados através de adaptações de estímulos, respostas e estímulos 
condicionados. Comportamentos adaptativos, inteligentes, a utilização de brinquedos, 
imitação de animais aquáticos e as fantasias são as principais estratégias do período 
sensório-motor. 
A criança que está por volta do primeiro ao quarto mês, utiliza mais os reflexos no 
relacionamento com o meio ambiente, isto é, qualquer barulho ou uma luz mais forte 
chamará a atenção da criança. Os primeiros banhos são importantes para a adaptação 
ao meio líquido; a maneira com que os pais molham o rosto ou transferem o seu calor 
para a criança ajudará no aprendizado da natação. Durante este período de vida a criança 
fortalece seu relacionamento com o mundo exterior, começa a sentir prazer pela água 
e as diferenças de temperatura. Praticamente o elo de ligação entre a criança e o meio 
ambiente é o choro. Com a água no rosto, apresenta bloqueios respiratórios, observa o 
ambiente movimentando braços, pernas e o olhar. Os movimentos apresentados são 
rústicos. Realiza movimentos na água com auxílio do professor. Exercitar na posição 
de frente para a água (decúbito ventral) é importante para obter segurança. E, depois, 
em decúbito dorsal, pois estimula a sua visão, o tato e a audição. 
No período em que a criança começa a manipular o meio externo, por volta do quarto 
ao oitavo mês, ela chora quando sente ou deseja algo. É o período mais interessante 
para colocá-la na natação, pois sua imunidade já está mais desenvolvida, sendo a 
época ideal, não para aprender os estilos, mas sim para se adaptar ao meio líquido. 
Quando a água molha as vias respiratórias externas, que são realizadas pela 
boca e pelo nariz, a respiração do lactente sadio é bloqueada por reflexos. Estes 
bloqueios respiratórios que os bebês apresentam, a partir do sexto ao oitavo mês, são 
comportamentos voluntários. O bebê começa a reter a respiração, o comportamento 
involuntário transforma-se em comportamento voluntário. Por isso, é de maior 
importância acostumar a criança a mergulhar. Ela observa o ambiente, movimenta os 
braços e pernas de forma semelhante ao engatinhar. Salta da borda e movimenta-se 
na água com auxílio do professor; começa a recusar a posição de costas e é capaz 
de permanecer flutuando livremente até 9 minutos. As músicas são elo de ligação 
professor criança.
 Dooitavo ao primeiro ano de vida, o comportamento instrumental é a busca do 
objeto desaparecido. É um período ótimo de desenvolvimento da natação, pois pode-se 
relacionar os exercícios aos brinquedos. Antes o brinquedo era para atrair a atenção 
da criança e agora o objetivo é integrá-lo aos exercícios. 
NATAÇÃO
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A partir de um ano de vida, a criança reconhece o professor (sociabilização), salta 
da borda e desloca-se na água sem auxílio e é capaz de ficar em apnéia durante 10 a 
20 segundos. Entende o pedido “soltar bolinhas dentro da água”. Abre os olhos dentro 
da água (usa-se muito os brinquedos para buscar no fundo da piscina). As músicas 
são utilizadas para a integração entre o professor-exercício-aluno. A criança tem uma 
flutuação em decúbito dorsal autônoma de até 15 minutos, troca posições (dorsal, 
lateral, ventral) e faz giros. Até essa idade, a respiração é o reflexo da glote. 
No período entre um ano e um ano e meio, a criança inclui no seu universo a figura 
das pessoas que estão com ela esporadicamente, como professores de natação, tias, 
avós etc, aumentando seu relacionamento. Na natação realiza movimentos de pernas 
semelhantes ao engatinhar e começa a perceber e a entender melhor o meio ambiente. 
Nesta fase aumenta o tempo de apnéia para 10 a 30 segundos; explora mais o meio e 
abre os olhos, melhorando a curiosidade durante a imersão. O relacionamento com os 
brinquedos é realizado através de fantasias e histórias os quais fazem parte da aula. 
As fantasias e as músicas são as estratégias mais importantes, coincidindo com a 
prontidão neurofisiológica da criança, e os primeiros sinais de defesa aparecem nessa 
fase (medo de não colocar os pés no fundo da piscina). 
O relacionamento com o meio ambiente é concretizado nesse período, aparecendo 
os primeiros sinais de medo. Não se deve manifestar o medo na criança da parte 
mais funda da piscina, dizendo, por exemplo: cuidado, você pode se afogar aí no 
fundo. Devemos sempre contornar a situação, podendo trabalhar com a fantasia como 
estratégia para essa faixa etária. 
Os primeiros movimentos caracterizando os estilos são conduzidos das pernas, 
semelhantes aos dos estilos crawl e costas, progressivas contribuições (estímulos) de 
coordenação de braços e pernas para deslocamentos em decúbito dorsal, movimentos 
rudimentares dos braços, somente utilizados como apoio para respirar (elevar a cabeça, 
não respiração específica dos estilos). Com a melhor sociabilização, atenua-se o receio 
pela parte mais funda da piscina, com as primeiras noções de segurança, como entrar 
e sair da piscina: fundo-raso-evitar corridas. A criança realiza mergulhos, percorrendo 
uma certa distância sob a água e buscando a superfície, retornando à borda de origem 
ou ao professor, e a respiração é sob forma de imitação.
Período compreendido entre três e seis anos, que é o fim do período comportamental 
e início da compreensão, do entendimento, agrupamento de conceitos, aquisição e 
desenvolvimento da coordenação mais fina e desenvolvimento das habilidades do 
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aprendizado dos estilos da natação. O comportamento é mais sensato e lógico nas 
situações de brinquedo livre. As crianças tem a capacidade de compreender novos 
conceitos, aprende a nadar os estilos, iniciando por movimentos mais rústicos até a 
realização de movimentos mais complexos. 
Na criança, um dos principais objetivos para que se consiga um desenvolvimento, 
em busca de saúde e equilíbrio, é desenvolver o gosto pela atividade, através de ações 
lúdicas, prazerosas, com objetivos claros, dentro de sua capacidade psicomotora. 
Enfatizamos que, nesta faixa etária, as aulas não devem atingir somente os objetivos 
específicos da natação, como a adaptação ao meio líquido e a aprendizagem dos 
nados. Devem, também, atingir todas as potencialidades da criança, compreendendo os 
domínios afetivo, cognitivo e psicomotor. Nesta faixa etária, normalmente as crianças 
atingem com relativa rapidez os conteúdos programáticos propostos pela natação. A 
utilização de materiais facilita a realizar movimentos variados, ajudando no aprendizado. 
É importante que mostremos aos responsáveis que aquela criança está em frequente 
evolução. 
Quando a criança atinge os três anos de idade, fase que surgem os primeiros 
movimentos oriundos da coordenação mais fina, com pernas de crawl e costas 
mais caracterizadas, movimentos de braços não somente como apoio, mas também 
como deslocamento. Como braçada de crawl, somente a fase submersa – mais fácil. 
Caracterização das fantasias nos exercícios, como: Foguete – braços estendidos, uma 
mão sobre a outra, deslizar pela água. Comportamento de explorar a piscina realizando 
através de brincadeiras como “caça ao tesouro”. Atividades recreativas durante e ao 
final das aulas; saltos da borda com apoio de aros são bem aceitos. 
Aos quatro anos acentua-se a coordenação mais fina, consequentemente os 
movimentos das pernas de crawl e costas ficam mais elaborados, aproximando-se 
do movimento ideal. Nesse momento as pernas começam a auxiliar a sustentação 
do corpo. Quanto aos movimentos de braços, ainda são realizados com dificuldade, 
principalmente o movimento aéreo (recuperação), pela dificuldade em tirá-los da água. 
Por volta dos cinco anos, fase mais intensa da coordenação, crianças com 
desenvolvimento mais tardio em relação a outras e crianças que ficam durante 
alguns meses sem apresentar evolução nos movimentos. Apresentamos aos alunos 
a coordenação das pernas e braços e a respiração específica do crawl – respiração 
lateral. 
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Os movimentos da braçada são realizados com mais facilidade, principalmente 
a parte aérea. É importante incrementar os movimentos das mãos nas diferentes 
direções com o objetivo de desenvolver a sensibilidade quanto à sustentação e 
propulsão (deslocamento). Iniciamos a coordenação dos movimentos das pernas, 
braços, respiração específica, até alcançarmos o nado completo, complexidade de 
movimentos que a criança deverá realizar. 
Já com seis anos, os movimentos coordenados dos estilos crawl e costas são mais 
elaborados, iniciando a fase do aperfeiçoamento. É incrementado o mergulho elementar, 
movimentos mais elaborados do que os saltos apresentados nas idades anteriores. 
As crianças realizam alguns movimentos de pernada de peito. Maturacionalmente é a 
idade em que as crianças mais assimilam os movimentos dos estilos crawl, costas e 
mergulho elementar, encerrando praticamente a primeira fase da pedagogia da natação. 
Entendemos com o professor William Urizzi de Lima que escreveu o livro Ensinando 
Natação, que as fases de desenvolvimento da criança tem características cruciais 
que o professor de Educação Física que atua com o ensino da natação necessitam 
saber. Saber essas particularidades de diferentes idades ajudarão na organização e 
planejamento das atividades.
ANOTE ISSO
O conhecimento das etapas e das características do desenvolvimento humano por 
parte do professor de Educação Física facilitam o trabalho dentro da piscina, pois 
facilita a compreensão dos limites, habilidades motoras e condições dos alunos. 
NOTÍCIAS DO ASSUNTO 
Itapevi recebe inscrições de 2 mil alunos para curso de natação
https://webdiario.com.br/itapevi-recebe-inscricoes-de-2-mil-alunos-para-curso-de-
natacao/
COTIDIANO, Da Redação. 23/03/2022
https://webdiario.com.br/category/cotidiano/
https://webdiario.com.br/author/redacao/
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Cerca de dois mil alunos já estão matriculados no curso de natação das Escolas 
do Futuro de Itapevi. As aulas começaram no dia 15 para os alunos das unidades do 
Parque Suburbano e Santa Rita. Na unidade do Cardoso, recém-inaugurada, as aulas 
começam em abril.
Todos os alunos matriculados nasunidades têm direito ao curso de natação, mas 
para ter acesso às aulas, as crianças precisam ter autorização dos pais e apresentar 
exame médico obrigatório a cada três meses. As vagas são exclusivas para os 
estudantes dessas unidades escolares.
As aulas são realizadas após as 16h para não atrapalhar a grade curricular diária 
que é das 7h às 16h. Todas as piscinas são cobertas e aquecidas.
Os estudantes são divididos em turmas, com aulas de 45 minutos, divididas em 
três turnos: 16h10 às 16h55, 17h10 às 17h55 e 18h10 às 18h55. 
Cada turma tem aula uma vez por semana, em dia e horário escolhido pelos 
responsáveis que devem estar presentes no momento para dar suporte à criança 
quando ela estiver fora da piscina (secagem, troca de roupa, ingestão de água, etc).
Dentro da piscina, os alunos são acompanhados por três instrutores de natação, 
três estagiários e um salva-vidas. Além deles, o professor-coordenador do polo e mais 
dois monitores acompanham a atividade.
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Durante as aulas, as crianças têm acesso a boias, espaguetes, tapetes flutuantes, 
pranchinhas, pista de basquete flutuante, trava de vôlei, trave de gol e diversos 
equipamentos que aumentam a segurança e facilitam a adaptação do aluno ao 
ambiente aquático.
Essa é mais uma notícia que retrata a oportunidade que crianças e jovens têm de 
acessar o aprendizado e a iniciação da natação, que pode ter caráter educacional 
ou competitivo, mas que também está relacionada à segurança e sobrevivência das 
crianças no ambiente aquático.
ANOTE ISSO
As aulas desenvolvidas nas fases de adaptação ao meio líquido precisam de um 
planejamento estratégico: tempo de aula, materiais, apoio dos pais e segurança.
Título: Adaptação ao meio líquido
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/crianca-nadando-na-piscina-usando-oculos-azuis-346776/
LEITURA COMPLEMENTAR
No artigo de Larissa Zink Bolonhini e Orival Andries Junior, sobre a adaptação ao 
meio líquido, vinculado ao grupo de Pesquisa NATação/CNPq da Universidade Estadual 
NATAÇÃO
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de Campinas, disponível em file:///D:/2022/Empresa%20Fabricio%20Costa%20de%20
oliveira/MP-2009-304.pdf, apontam que a adaptação ao meio líquido é o momento 
pedagógico pelo qual o mundo aquático é introduzido aos alunos. É também o momento 
de alfabetização aquática cujo objetivo é proporcionar vivências motoras que tenham 
como consequência a técnica de sobrevivência total em meio líquido.
Dentro da água, surgem limitações visuais. A locomoção se faz com a ajuda da 
visão, há uma perda de orientação espacial. A audição é praticamente anulada. As 
vias nasais e orais ficam obstruídas e o corpo precisa se ajustar a uma nova situação 
de equilíbrio. Portanto, os alunos iniciantes em natação precisam, antes de qualquer 
outro passo, aprender a superar essas dificuldades, adquirindo um comportamento 
específico para esse meio. 
Tal comportamento é adquirido através do processo de adaptação, cujo objetivo 
é trabalhar os seguintes itens: os primeiros contatos com a água, a respiração, a 
flutuação, a propulsão, a sustentação e o mergulho. O primeiro contato com a água 
é o momento no qual o aluno relaciona-se intimamente com a piscina, sentindo as 
diferenças entre o meio líquido e o seu meio usual: trata-se do reconhecimento do 
novo ambiente. 
A respiração na piscina difere da automática devido à imersão das vias respiratórias. 
Uma das grandes dificuldades a serem enfrentadas na natação reside na mudança 
da forma de respirar. Essa mudança deve ser trabalhada porque a respiração, além 
de proporcionar as trocas gasosas, também exerce uma interferência direta na 
flutuabilidade e descontração corporal. 
A flutuação é a capacidade de manter o corpo, parcialmente, na superfície da água. A 
capacidade de flutuação é de fundamental importância para a natação. Para que essa 
capacidade seja desenvolvida, há necessidade de existir um relaxamento muscular. 
A sustentação é a capacidade do corpo se manter flutuando com o auxílio do 
movimento dos membros. É um componente importante da natação porque está 
muito relacionado ao fator de sobrevivência na água. Afinal, se o aluno for capaz de 
sustentar-se, ele com certeza não afundará. Propulsão é o deslocamento no meio 
líquido, isto é, é impulsionar ou empurrar para frente.
Na natação, a propulsão ocorre sem o apoio plantar nas paredes da piscina. Ela 
deve ser trabalhada quando o aluno já possui certo domínio respiratório e de flutuação. 
Sua importância deve-se ao fato de que todos os nados e os elementos da natação 
(saída e virada) são propulsivos. O mergulho é o ato de entrar na água de diversas 
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formas. É um componente importante da natação. No momento de adaptação ao 
meio líquido, quando o aluno é capaz de efetuar o mergulho, é uma evidência de que 
já se sente mais seguro na água
O que queremos deixar claro com o artigo escrito por Larissa Zink Bolonhini e Orival 
Andries Junior é que todos os elementos do processo de adaptação ao meio líquido, 
pode-se afirmar que esse momento é de extrema importância, pois assegura que o 
aluno desenvolva um comportamento específico para o meio líquido que permite, 
primeiramente, a sobrevivência, e, futuramente, o desenvolvimento dos nados da 
natação. 
ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
Ao desenvolver as habilidades apontadas pelas pesquisas e estudos científicos, o 
professor de Educação Física dá maiores condições aos alunos de iniciar as fases 
de especialização dos estilo da natação. 
NOTÍCIAS DO ASSUNTO 
Últimos dias para se inscrever no Encontro Natação!
Evento será realizado no formato online na semana que vem; Sergio Onha Marques, 
Rodrigo Triviño, Wlad Veiga e Fernando Possenti serão os palestrantes
Disponível em: https://swimchannel.net/br/ultimos-dias-para-se-inscrever-no-
encontro-natacao/
Por Guilherme Freitas 15 de julho de 2022 Em Natação
Tá chegando a hora de mais uma edição do Encontro Natação! O evento, que na 
semana que vem será realizado no formato online durante os dias 21 e 23 de julho, 
tem seus últimos dias para os interessados fazerem suas inscrições através deste 
link: https://encontronatacao.swimchannel.net/produto/17-encontro-natacao-2022/. 
Lembrando que profissionais de educação física com CREF terão direito a um desconto 
especial. Este ano Encontro Natação tem patrocínio da Speedo, Mormaii Natação e 
Swim Haus.
Este ano o Encontro terá quatro palestrantes abordando temas bem diversos. Sérgio 
Marques falará sobre “O atleta destaque se adapta ao time ou o inverso? Conheça o último 
ciclo de Fernando Scheffer“. A palestra de Wlad Veiga será “Entendendo os passos do 
https://swimchannel.net/br/author/guilherme-freitas/
https://swimchannel.net/br/ultimos-dias-para-se-inscrever-no-encontro-natacao/
https://swimchannel.net/br/category/ultimas-noticias/natacao/
https://encontronatacao.swimchannel.net/produto/17-encontro-natacao-2022/
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atleta da categoria de base para a elite“. O técnico Rodrigo Trivino apresentará o tema 
“Entenda a motivação da natação cronometrada de piscina para o atleta que aprendeu a 
nadar após a maturidade“. Por fim, Fernando Possenti abordará a temática “A importância 
da boa natação de piscina para as provas de maratonas aquáticas“.
O evento teve sua edição inaugural no ano de 2006 na cidade de Indaiatuba, interior 
de São Paulo, sendo idealizado pelo professores Paulo Shirano e Alexandre Indiani. 
A partir de 2011 o Encontro Natação mudou-se para a São Paulo e no ano passado 
ocorreu pela primeira vez no formato remoto, que irá se repetir este ano. Em quase 
20 anos de história o Encontro Natação já teve apresentações de renomados técnicos 
e profissionais de destaque nacional e internacional.
Em parceria com o CREF e CONFEF, várias instituições tempromovido eventos 
que visam aperfeiçoamento e aprofundamento técnico a respeito do ensino e prática 
da natação. Esses eventos podem ser entendidos como grandes oportunidades de 
trocas e compartilhamento de informações e experiências. 
ANOTE ISSO
Os encontros com outros professores de Educação Física que atuam com natação, 
cujo propósito é debater assuntos relacionados ao ensino e aprendizagem, torna-
se uma boa oportunidade de formação continuada e de aprofundamento teórico e 
prático.
Para concluir esse capítulo, enfatizamos que a adaptação ao meio líquido é 
conceituada como uma fase preparatória para a aprendizagem seguinte, propiciando 
relação de proximidade entre a água e o futuro nadado. Esta fase é um momento 
de integração da pessoa com o meio, sendo importante estímulos variados que 
proporcionem o domínio do corpo na água. Cabe ao professor ser um estrategista 
na organização, criação de um ambiente favorável e seguro, facilitando, assim, a 
aprendizagem da flutuação, que é definida como a capacidade de manter o corpo, 
parcialmente, na superfície da água. Ensinar a respiração boca-nariz, onde a inspiração 
é feita pela boca para otimizar a quantidade de ar captada e evitar irritação da mucosa 
nasal por partículas de água inspiradas com o ar. Já a expiração, mais prolongada, pode 
ser feita pela boca e nariz, que terão que vencer a resistência da água. O Ensino da 
propulsão, que é a capacidade de locomoção do corpo no meio aquático pela exploração 
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de recursos próprios, e pela ação conjunta de membros superiores e inferiores. O 
ensino do mergulho elementar, que compreende diversas formas de entrada na água 
e por fim, é na fase de adaptação do meio líquido que o professor deverá introduzir 
as técnicas de auto salvamento e de salvamento na água. 
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CAPÍTULO 8
NADO CRAWL OU LIVRE
Título: Nado Crawl
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-nadando-em-corpo-d-agua-1263348/
Por muitos anos trabalhando com natação, adquiri uma experiência pedagógica que 
me possibilitava perceber nas primeiras aulas as dificuldades, capacidades físicas e 
habilidades motoras dos alunos na água. Essa expertise prática foi conquistada com 
anos de atuação e também, pelo aprofundamento teórico e participação de eventos e 
cursos com outros profissionais da natação. A observação sempre foi minha melhor 
estratégia de avaliação e intervenção, principalmente na correção e melhoria técnica 
dos estilos. 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-nadando-em-corpo-d-agua-1263348/
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ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
O professor precisa criar mecanismos de avaliação e intervenção nos estilos da 
natação. 
NOTÍCIAS DO ASSUNTO 
Você sabe qual o ‘real’ significado de ser RAIA 4 na natação?
Raia 4!13 Dec, 2017https://www.espn.com.br/blogs/espnw/748414_voce-sabe-qual-
o-real-significad
Edênia Garcia é tricampeã mundial de natação e tem três medalhas paralímpicas
Como me tornei uma RAIA 4
Eu sou do interior do Ceará, filha mais velha de três e nasci saudável como muitas 
crianças. Até os três anos de idade, meu desenvolvimento foi normal (tirando a parte 
que desloquei o punho aos nove meses). Nada que pudesse intrigar meus pais.
Porém, minha mãe percebeu algumas características diferentes no meu caminhar. 
Minhas pernas não estavam se desenvolvendo como as de outras crianças, eram 
mais fracas, eu caia com mais frequência e andava chutando. Como toda mãe, ela foi 
buscar respostas e aí começou uma saga até descobrir o que eu tinha. Os ortopedistas 
chegaram a falar que eu era igual ao Garrincha, só andava diferente. Não, não fui 
jogar futebol (risos).
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Meus pais não conseguiram um diagnóstico concreto, mas a orientação dos médicos 
era que eu fizesse fisioterapia sempre. E foi o que eu fiz dos três aos sete anos de 
idade. Uma rotina difícil para uma criança! Mas não pensem que me eu abatia por isso.
Sempre fui uma criança ativa, brincava, estudava e adorava ir ao parque aquático 
da cidade. Brinquedo de crianças? Nem pensar! Eu gostava mesmo era de ir “nadar” 
com meu pai na piscina dos adultos. Lembro que minha mãe sempre falava que eu 
parecia uma sereia! Enfim, uma infância saudável!
Voltando para a saga, somente aos sete anos conseguimos ir até Curitiba (PR) pra 
fazer todos os exames necessários. Por meio de uma biópsia, chegaram ao diagnóstico 
de Neuropatia Periférica Hereditária e Degenerativa (CMT). É uma condição que 
compromete braços e pernas, e com o tempo a pessoa vai perdendo tônus muscular 
e parte motora.
Como não sabíamos o que viria nos anos seguintes, continuei fazendo fisioterapia 
(era o único tratamento que existia na época). Alguns anos depois, nos mudamos 
para Natal/RN e lá, um outro neurologista me orientou a fazer natação.
Já nos anos 2000, meus pais me matricularam em uma escolinha de natação, o 
Tutubarão, conhecida por desenvolver muitos atletas paralímpicos em Natal. Eu nem 
sabia, mas já nadava na mesma piscina que o Tubarão Paralímpico, o Clodoaldo Silva. 
Ná época, ele era só o Clodô.
Muitas coisas ainda estavam por vir, inclusive minhas primeiras competições. E o 
primeiro torneio foi em 2001, o Norte/Nordeste, em Recife. Sai de lá com sete medalhas 
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e quatro recordes brasileiros. Nem imaginava que ali começava uma nova vida, cheia 
de objetivos e superação. No mesmo ano, fui convocada pra competir pela seleção 
brasileira na Argentina. E adivinhem em que raia eu estava? Sim, na RAIA 4! Estar na 
RAIA 4 na natação significa que você foi o nadador mais rápido nas eliminatórias. 
Portanto, você vai nadar a final na melhor raia.
Foi em 2001, aos 14 anos, que descobri o significado mais profundo da expressão: 
ser Raia 4 não é, necessariamente, ser o nadador mais rápido, mas saber se adaptar 
às adversidades da vida. Aprendi que minha deficiência seria uma ferramenta de 
trabalho. Que todos os meus títulos não existiriam se eu não tivesse lutado por eles, 
se não tivesse me dedicado e me superado.
Já se vão 16 anos de história no esporte, com 13 medalhas em campeonatos 
mundiais, a última no domingo passado (entre elas um tricampeonato), e três medalhas 
paralímpicas (prata em Atenas-2004, bronze em Pequim-2008 e prata em Londres-2012).
Fonte: Edênia Garcia
A natação adaptada ou os exercícios aquáticos adaptados proporcionam a pessoa 
com deficiência, um momento de liberdade. Conseguir movimentar-se livremente, sem 
o auxílio de bengala, muletas, próteses ou cadeira de rodas é a maior conquista. O 
movimento livre na água proporciona a possibilidade de experimentar as potencialidades, 
de vivenciar as limitações e de conhecer a si mesmo. Aprender a nadar sendo um 
deficiente significa quebrar as barreiras da incapacidade.
ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
Uma história de superação na natação: *Sou Edênia Garcia, nadadora paralímpica, 
e agora estarei por aqui para passar muitas informações acerca do protagonismo 
feminino no paradesporto. Quero contar para vocês como foi conquistar cada título, 
mas também como farei para continuar na “RAIA 4”!
NOTÍCIAS DO ASSUNTO
Conheça o local das modalidades aquáticas em Paris-2024
Jogos Olímpicos na capital francesa reunirão cinco modalidades aquáticas em 49 
provas
Disponível em: https://swimchannel.net/br/conheca-o-local-das-modalidades-
aquaticas-em-paris-2024/
NATAÇÃO
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Por Katarine Monteiro 19 de julho de 2022 Em Jogos Olímpicos 0
Faltando pouco menos de dois anos para os esportes aquáticos começaram na 
capital francesa, a Federação Internacional de Natação (FINA) e o Comitê Olímpico 
Internacional (COI) publicaram os índices e critérios declassificação olímpica para 
Paris-2024 recentemente. No documento, a entidade confirma as cinco modalidades 
aquáticas – natação, natação artística, águas abertas, salto ornamental e polo aquático 
e que os atletas competirão 49 provas valendo as medalhas olímpicas aquáticas.
O calendário detalhado das provas agora será desenvolvido com os organizadores 
das Olimpíadas de Paris-2024 e o COI, para divulgação breve, e mais novidades poderão 
ser encontradas no site da FINA disponível aqui. Conheça um pouco mais sobre os 
locais de competição das cinco modalidades aquáticas nos Jogos de Paris.
Aros olímpicos em Paris-2024 
Foto: Reprodução
NATAÇÃO
Será realizada na arena multifuncional Paris La Defense, a maior arena coberta 
da Europa. A natação começará no dia 27 de julho, com as finais em nove dias pela 
primeira vez, terminando em 4 de agosto. Um total de 852 atletas competirão na 
piscina, em 35 provas valendo medalhas na natação. Por meio dos Comitês Olímpicos 
Nacionais (CONs), cada país terá a oportunidade de enviar pelo menos dois atletas a 
https://swimchannel.net/br/author/katarine-monteiro/
https://swimchannel.net/br/conheca-o-local-das-modalidades-aquaticas-em-paris-2024/
https://swimchannel.net/br/category/campeonatos/jogos-olimpicos/
https://swimchannel.net/br/conheca-o-local-das-modalidades-aquaticas-em-paris-2024/#comments
https://swimchannel.net/br/wp-content/uploads/2022/07/GettyImages-1332410481.webp
https://swimchannel.net/br/fina-anuncia-indices-e-criterios-de-classificacao-olimpica-para-paris-2024/
https://swimchannel.net/br/fina-anuncia-indices-e-criterios-de-classificacao-olimpica-para-paris-2024/
https://www.fina.org/news/2567287/aquatics-olympic-qualification-system-principles-published-for-the-paris-2024-olympic-games
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Paris. Após a estreia olímpica bem-sucedida do revezamento 4x100m medley misto nas 
Olimpíadas de Tóquio-2020, a competição mista está de volta ao programa olímpico 
de Paris-2024 e acontecerá pela segunda vez.
Vista do Rio Sena 
Foto: Reprodução
ÁGUAS ABERTAS
As provas de águas abertas serão realizadas no rio Sena à sombra da Torre Eiffel, 
na Pont Alexandre III, e acontecerá nos dias 8 e 9 de agosto. Um total de 44 atletas (22 
homens e 22 mulheres) irão competir nas provas masculina e feminina, com atletas 
classificados através dos Mundiais de Fukuoka-2023 e Doha-2024. Os nadadores de 
piscina que atingirem o tempo de classificação olímpico nos 800m ou 1500m nado livre 
serão elegíveis para competir por seu país nas provas de águas abertas de Paris-2024.
A notícia de que em 2024 teremos muita natação brasileira nas piscinas de Paris 
aumentará e muito o público que quer nadar. Para começar essa prática nas piscinas do 
Brasil todo é preciso que o professor de Educação Física oriente sobre os equipamentos 
pessoais para essa prática e como utilizá-los: traje ou roupa, escolha maiôs e sungas 
que não sejam muito justos ao corpo e que oferecem pouco atrito. Além disso, opte 
por um material bastante resistente à corrosão de cloro e sal. Toca que ela seja de 
silicone ou material impermeável. Ela ajudará a segurar seu cabelo e o protegerá do 
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contato com o cloro e o sal. Além disso, vale destacar que para as crianças as toucas 
de pano são mais confortáveis e fáceis de serem manipuladas. Os óculos devem 
oferecer conforto e proteção. Por isso, opte por aquele que melhor se encaixa ao seu 
rosto e que não precise apertar demais.
ANOTE ISSO
Em 2024 teremos a oportunidade de ver o resultado de centenas de atletas nas 
piscinas de Paris. Por trás dessas conquistas estão os professores e técnicos que 
treinaram, incentivaram e motivaram esses atletas. 
Título: Técnica nado crawl
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-usando-touca-de-natacao-amarela-na-piscina-73760/
LEITURA COMPLEMENTAR 
O professor Oswaldo Fumio Nakamura no livro Natação 4 Estilos: Defeitos - 
Correções publicado em 1997, descreve o Nado Crawl da seguinte forma: horizontal 
em decúbito ventral, com a água na altura da testa, no início do couro cabeludo. O 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-usando-touca-de-natacao-amarela-na-piscina-73760/
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braço terminando a sua ação de tracionar, empurrar para trás com a mão espalmada, 
inicia o seu movimento aéreo, ou seja, a recuperação com a flexão do cotovelo, de 
modo a mantê-lo mais elevado do que a mão, solta, o dorso voltado para frente e 
ponta dos dedos voltados para baixo. 
Conduzir o braço à frente paralelamente ao eixo do corpo e penetrar com a ponta 
dos dedos diagonalmente para frente, na área entre a linha mediana e a linha de 
prolongamento do ombro. A tração acontece após efetuar a entrada na água, o braço 
executa a extensão para frente e para baixo em busca do apoio ideal da mão na água. 
À medida que a mão caminha em direção ao eixo do corpo e para trás, o cotovelo 
procura manter-se alto, como um ponto fixo. 
Daí inicia-se a extensão completa do braço. O percurso que a mão efetua sob a 
água, com velocidade crescente da mão, durante a fase de tração, assemelha-se a 
letra esse invertida. O movimento das pernas tem início na articulação coxo-femural 
e o movimento principal se localiza nos músculos da coxa, executando movimento 
flexível e solto das pernas e pés, com os dedos voltados ligeiramente para dentro.
A batida forte deverá ser efetuada para baixo, ou seja, no trajeto descendente, a 
ponto de sentir a resistência da água no peito e lateral externa do pé. Executa dois 
movimentos: durante a fase ascendente a perna se mantém estendida e, durante a fase 
descendente, se mantém em semiflexão do joelho e que se estende na sua finalização. 
A respiração gira a cabeça para o lado até que a boca saia da água, aproveitando a 
formação do vácuo e efetua-se a inspiração pela boca. A expiração se faz pela boca, 
pelo nariz ou boca-nariz, pouco antes da cabeça girar novamente. O movimento da 
cabeça deve ser suave, mantendo-a sempre no eixo longitudinal. 
Para melhor entender o que o professor Oswaldo Fumio Nakamura está relatando 
quanto ao nado Crawl, assista o vídeo da https://www.youtube.com/watch?v=_
c0YCflKduw.
NOTÍCIAS DO ASSUNTO
Campeões do Amanhã
 26/11/2021 | 12:00 | 370
Disponível em: https://www.joaopessoa.pb.gov.br/noticias/aulas-de-natacao-do-
projeto-campeoes-do-amanha-sao-retomadas/
Cerca de cem crianças participaram, nesta sexta-feira (26), na piscina do Centro 
Administrativo Municipal (CAM), do I Festival de Natação do projeto Campeões do 
Amanhã, realizado pela Secretaria de Juventude Esporte e Recreação (Sejer) e que 
insere crianças da Rede Municipal de Ensino na prática esportiva.
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As crianças, com idade de 8 a 12 anos, nadaram dois estilos, crawl (nado livre) e 
costas. Todos os alunos receberam certificado de participação entregue pelo secretário 
de Juventude, Esporte e Lazer, Kaio Márcio.
“Esse é o primeiro festival que estamos fazendo com os alunos do projeto Campeões 
do Amanhã. São crianças que já estão conseguindo nadar com qualidade nesses dois 
estilos. Já é um resultado desse projeto que nasceu há três meses. Então a gente está 
plantando a semente para que no próximo ano essas crianças tenham mais qualidade 
na natação e possam, futuramente, competir”, disse Kaio Márcio.
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Para Carlos Antônio Silva, pai de Carlos Henrique, de 12 anos, o projeto Campeões 
do Amanhã, além de incentivar a prática de esporte, promove a inclusão. “Esse projeto é 
importantíssimo, pois abre espaço para as crianças que não têm oportunidade de pagar 
aulas particulares. E esse festival é maravilhoso. As crianças com os olhos brilhando, com 
vontade de nadar e mostrar aos pais que estão evoluindona prática esportiva”, afirmou.
Campeões do Amanhã – O projeto oferta a prática de 21 modalidades esportivas, a 
maioria delas incluídas no programa olímpico. Até agora, sete já tiveram aulas iniciadas: 
natação, canoagem, futebol, ginástica rítmica, ginástica olímpica, vôlei de praia e handebol 
de areia.
Ao todo 2.600 crianças se inscreveram na modalidade natação. As aulas acontecem na 
piscina do CAM, em Água Fria, às segundas, quartas e sextas-feiras, de manhã e à tarde. 
As terças e quintas-feiras, nas piscinas do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).
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ANOTE ISSO
Os festivais de natação são uma ótima oportunidade de incentivar a melhora 
do desempenho, o envolvimento dos alunos nas aulas e de motivar a prática da 
natação pela competição. 
LEITURA COMPLEMENTAR 
No artigo que trata das fases de aprendizagem e dos benefícios para o corpo 
humano, escrito por Emanuela Marchetti e Valéria Pauletto em 2012, disponibilizado 
em http://www.efdeportes.com/, aponta que o nado crawl, também conhecido como 
nado livre é considerado o mais rápido e o mais fácil dos quatro estilos na prática 
da natação, pois ele aparenta uma caminhada. A metodologia para o ensino do nado 
crawl inicia com a oscilação das pernas e dos pés, ou seja, a pernada é o que a criança 
aprende primeiro. O movimento de perna é o principal fundamento no começo da 
aprendizagem dos nados, pois tem como finalidade de estabilizar o corpo na água 
e para que a criança aprenda o movimento correto ela inicia o movimento como se 
estivesse pedalando, pois não tem muita força para bater as pernas no início da 
aprendizagem, então este movimento de pedalar na água é que vai proporcionar a 
criança a ter um deslocamento no ambiente líquido no começo do ensinamento como 
você poderá perceber no vídeo https://www.youtube.com/watch?v=3LMvsHnTG70.
ANOTE ISSO
O oferecimento de atividades aquáticas adequadas à criança constitui-se em 
um dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento das suas 
capacidades motoras.
NOTÍCIAS DO ASSUNTO
Waterman: a história de Duke Kahanamoku
Documentário sobre o herói havaiano, teve estreia exclusiva na última semana
https://swimchannel.net/br/waterman-a-historia-de-duke-kahanamoku/
Por Patrick Winkler 13 de abril de 2022 Em Curiosidades 2
http://www.efdeportes.com/
https://swimchannel.net/br/author/patrick-winkler/
https://swimchannel.net/br/waterman-a-historia-de-duke-kahanamoku/
https://swimchannel.net/br/category/mundodanatacao/curiosidades/
https://swimchannel.net/br/waterman-a-historia-de-duke-kahanamoku/#comments
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Duke Kahanamoku é reverenciado como o maior “waterman” de todos os tempos, 
pai do surfe moderno e o marco zero da internacionalização da cultura polinésia pelo 
mundo. O trailer está disponível no youtube:
A estreia aconteceu no Hawaii International Film Festival, no famoso Museu Bishop 
em Oahu. O documentário é narrado por Jason Momoa e terá seu lançamento divido 
em etapas
Duke Kahanamoku foi muitas coisas, entre elas:
• The Fisrt Beachboy
• The Duke o the Dukes
• The Fastest man in the water
• The Father of moder surf
• The Waterman
Duke Kahanamoku 
Foto: Reprodução
https://swimchannel.net/br/wp-content/uploads/2022/04/Waterman-Image-768x644-1.jpg
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Natação
Duke Kahanamoku protagonizou diversos feitos na natação internacional. Nasceu 
em 1890 e quando tinha cerca de 16 anos de idade, teve contato com nadadores 
australianos que visitavam a Ilha de Oahu. Naquela época, tinha pernas fortes devido 
a pratica do surfe e unificou ao seu estilo, o conhecimento adquirido do nado de “crawl 
australiano”.
Em pouco tempo se tornou o nadador mais rápido dos Estados Unidos. Nos Jogos 
Olímpicos de Estocolmo em 1912, o mundo se rendeu ao seu talento e foi campeão na 
prova dos 100m livre (considera a prova mais importante da natação, sendo executada 
em todas as edições de Jogos Olímpicos da história)
Não havia dúvida da supremacia de Duke entre os anos de 1912 a 1916. Infelizmente 
aconteceu a Primeira Guerra Mundial e não houve Jogos Olímpicos em 1916. Foi um 
período difícil. Por volta de 1915, foi convidado a realizar uma clínica de natação em 
Sydney, na Austrália.
Ao término da clínica, que foi promovida pela New Soth Wales Swimming Assosiation, 
Duke teve um brevíssimo período de férias. Ele esculpiu uma prancha de surfe, algo 
de conhecimento restrito ao povo polinésio, e pela primeira vez na história, iniciou o 
surfe fora do Havaí.
Ainda em grande forma, teve força suficiente para se classificar a ganhar os Jogos 
Olímpicos de 1920 na Antuérpia, novamente nos 100m livre, desta vez com 30 anos 
de idade.
Tal feito foi tão “poderoso” que somente nos Jogos do Rio-2016, Michael Phelps 
superou o feito de Duke, vencendo uma prova individual com 31 anos de idade.
A partir de 1920 um outro nadador que viria também a ser tornar uma lenda, 
Johnny Weissmuller, ganhava os holofotes. Com rápida evolução, estabeleceu tempos 
fantásticos e no ano de 1922 quebrou a incrível barreira, nadando os 100m livre abaixo 
de 1 minuto.
Duke permaneceu na ativa e uma vez mais viria a participar dos 100m livre em 
Jogos Olímpicos, esta vez em 1924 em Paris. Nesta altura, o Waterman já estava 
com 34 anos de idade e numa disputa épica, Weissmuller ficou com o ouro e Duke 
com a prata.
NATAÇÃO
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Johnny Weissmuller e Duke Kahanamoku; o maior duelo dos 100m nado livre da história da natação mundial
Foto: Reprodução
A disputa entre os dois é considerado um dos maiores, ou talvez até mesmo, o 
maior duelo da natação internacional. A disputa entre os dois está eternizada no 
International Swimming Hall of Fame
Duke fazia tantas atividades na praia, que é difícil falar sobre todas, entre elas o 
surfe, surfe em dupla, voleibol, SUP, paddleboard, water polo entre tantas outras. Ainda 
em 1932, Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, conquistou a medalha de bronze no 
water polo
Duke ficaria ainda mais famoso por ser ator de cinema, herói (chegou a salvar 
oito pessoas de um naufrágio, utilizando uma prancha de madeira) e como maior 
embaixador do Havaí.
O documentário de Duke Kahanamoku deve chegar ao Brasil ainda no mês de maio.
NATAÇÃO
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LEITURA COMPLEMENTAR
O professor William Urizzi de Lima que escreveu o livro Ensinando Natação descreve 
exercícios que potencializam o ensino da natação, veja a seguir:
Na posição vertical, segurar a raia ou apoiar na borda, realizar movimentos com a 
perna direita e com a esquerda, no início movimentos lentos e com grande amplitude 
entre as pernas, progressivamente diminuir a amplitude e acelerar os movimentos.
Aproveitando o exercício anterior, deslocar-se na água na vertical, utilizando materiais 
como flutuadores , pranchas ou espaguete, enfatizando o movimento partindo da 
articulação coxofemoral. 
Posição horizontal - cabeça na água, braços estendidos, uma mão sobre a outra, 
braços estendidos, movimentos das pernas, quando não agüentar a respiração, colocar 
os pés no fundo da piscina e descansar. Continuar o exercício até completar a distância 
da piscina ou parar até onde der pé. 
O mesmo exercício anterior com prancha ou espaguete, trocar o parar e descansar 
por respiração frontal e contÍnua, ou respiração lateral com o braço do lado da respiração 
solto, ao lado do corpo com objetivo de incrementar o rolamento do ombro, facilitando 
a respiração lateral.
Movimentos de pernada com prancha 5 metros com as pernas fora da água e 5 
metros dentro da água, com objetivo de sentir a diferença de realizar o movimento 
submerso e o movimento fora da água. No submerso, apesar de mais difícil, a sensação 
é de que a água prende as pernas, sendo o mais eficiente.Na posição vertical - em duplas, segurando o espaguete na frente - deslocar-se 
na água. Variar a posição do espaguete no alto. As duplas representando equipes e 
disputando entre si. Anota-se o tempo de cada equipe. 
Segurando a prancha com a mão esquerda, propulsão das pernas, braçada somente 
com o braço direito. O movimento do braço direito deverá ser contínuo. Caso o aluno 
tenha dificuldade na continuidade e parar o braço na frente, o professor deverá auxiliá-
lo. Na realização da braçada, realizar a respiração específica do nado crawl, na lateral 
Realizar o movimento dos braços com auxílio do professor, que segura as mãos e 
conduz os movimentos, uma mão entra e outra sai da água. 
Em pé, tronco inclinado, cabeça dentro da água, braços atrás do corpo, realizar um 
giro lateral com a cabeça tentando pegar água com a boca. A opção do lado cabe 
ao aluno escolher, caso seja jovem ou adulto e cabe ao professor escolher, caso o 
aluno seja criança
NATAÇÃO
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Em pé, segurando na borda, tronco inclinado, cabeça dentro da água, uma mão 
segurando a borda e outra realizando o movimento do braço e giro lateral para pegar 
o ar 
Pernada submersa ventral, sem ou com a utilização de nadadeiras; com os braços 
à frente ou com a prancha. Pernada submersa lateral, sem ou com a utilização de 
nadadeiras; um braço à frente e outro ao lado corpo. Pernada lateral, sem ou com a 
utilização de nadadeiras; braço esquerdo estendido à frente, braço direito ao lado do 
corpo, alternando o lado a cada 6 pernadas. Pernada vertical, variando a posição dos 
braços, assim como das mãos; braços ao lado do corpo, movimentando as mãos, 
mãos na nuca. Segurar a prancha na frente do corpo.
Além dos exercícios pedagógicos descritos pelo professor William Urizzi de Lima, 
é possível encontrar bons canais no Youtube que mostram como executar, ensinar e 
corrigir os movimentos do nado crawl: ttps://www.youtube.com/c/CanalNadaMais.
ANOTE ISSO
Saber da história na natação nos faz compreender que ela não nasceu pronta, mas 
foi construída ao longo da história da própria humanidade. 
Para finalizar esse capítulo que trata do Nado de Crawl ou Livre, deixamos evidente 
com base na nossa experiência como professor de Educação Física e também como 
praticante, que esse é sem dúvidas o estilo mais ensinado e praticado nas aulas de 
natação, e também um dos mais praticados por atletas amadores e profissionais. Além 
de trabalhar uma grande quantidade de músculos, ele permite ao nadador velocidade, 
mesmo não tendo movimentos de grande complexidade. 
NATAÇÃO
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CAPÍTULO 9
NADO DE COSTA
Título: Nado de Costas
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/fotografia-subaquatica-de-nadador-711187/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/fotografia-subaquatica-de-nadador-711187/
NATAÇÃO
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ISSO ACONTECEU NA PRÁTICA
A história da natação mostra que os estilos foram construídos pelas federações e 
confederações a partir das situações que aconteciam nas competições. 
O nado de costas exige que o nadador ou nadadora conserve a posição deitada, 
com o abdome para cima, em todo o percurso da prova. Os braços se alternam 
continuamente um em relação ao outro, com recuperação se dando de fora da água e 
em seguida, entrando novamente na água para efetuar a fase propulsiva da braçada. 
O batimento de pernas tem um ritmo alternado, realizado no plano vertical e está 
sincronizado com o movimento dos braços que agem, estendidos, executando as 
suas ações alternadas, pois enquanto um age na água o outro é recuperado por 
cima da água. Bem essa forma de nadar é hoje estabelecida pela FINA - Federação 
internacional de Natação, mas nem sempre foi realizada assim. Em 1994 era muito 
comum os atletas atravessarem a piscina de fora a fora fazendo apenas o movimento 
de ondulação do quadril sem realizar sequer, um movimento de braçada. Eu tive a 
oportunidade de ver atletas realizando esta manobra nas provas do nado costas em 
várias competições. A questão é que a fina melhorou o entendimento do que era nado 
de costas e estabeleceu um limite máximo que se podia realizar a golfinhada de costas. 
ANOTE ISSO
A pesquisa acadêmica fez parte da evolução dos estilos da natação, sendo que a 
biomecânica do movimento foi a ciência que mais contribuiu com a performance 
técnica. 
LEITURA COMPLEMENTAR
Para o professor William Urizzi de Lima autor do livro Ensinando Natação descreve 
que no nado costas, o corpo deve estar na horizontal, em decúbito dorsal, o mais 
paralelo possível ao nível da água, sem permitir queda dos quadris, que devem estar 
mais submersos que o tronco, para facilitar o movimento das pernas.
O queixo deverá formar com o pescoço um suporte ligeiramente angular de 30°, 
provocando um ligeiro afundar dos quadris, para facilitar o movimento das pernas. 
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Os quadris devem ser mantidos altos e fixos com uma ligeira oscilação que apenas 
acompanhe o trabalho de pernas e a movimentação do tronco. 
Entretanto, a tendência a “sentar” na água levando o quadril afundar mais do que 
necessário deve ser evitado. Vistos por trás, os ombros do nadador devem estar 
realizando um rolamento em direção ao braço que está tracionando, devem atingir 
um desvio máximo do plano horizontal quando a mão e o braço passarem através 
do plano do ombro, de aproximadamente 45°, tornando compatível com a mecânica 
da ação dos braços. 
Vendo o nadador de cima, seu “eixo longitudinal” deve estar em linha com a direção 
desejada do movimento. Não deve também haver flexão do corpo devido ao movimento 
dos membros, o que tenderá a aumentar a superfície de resistência e o atrito do nado. 
A cabeça deve estar no nível da água, no meio da cabeça e logo abaixo do queixo, 
com a cabeça imóvel, como se fosse uma plataforma, em torno da qual giram os 
braços. A onda formada em torno da cabeça pode servir de apoio proporcionando 
uma posição cômoda, como se estivesse sobre um travesseiro, rosto fora d’água, 
como o queixo a um ângulo de 30° aproximadamente, em relação ao tórax pois os 
olhos precisam manter um ângulo aproximadamente de 45° com a linha da água. 
Os ouvidos ficam submersos, queixo contraído, mas ajustado levem, ente na posição. 
Um ligeiro movimento é executado pela cabeça para a lateral, após passar pelas 
bandeirolas de aviso paras as viradas, a fim de se situar o nadador, para a execução 
da volta. Alguns nadadores, especialmente os velocistas, gostam de manter alta a 
cabeça e o fazem em virtude de uma pernada forte, do aumento da velocidade e da 
elevação do corpo. 
Os braços executam movimentos de rotação alternados e diferenciados, formando 
as principais forças propulsivas do nado. Podemos dividir o nado de costas, como o 
“crawl”, em duas etapas distintas da ação dos braços: fase aérea, ou fora da água, e 
a fase aquática, dentro da água. 
Na fase de recuperação, o início desta fase se dá com o braço ainda submerso, palma 
da mão girando para dentro, sendo que o polegar será o primeiro a romper a superfície. Na 
fase área, o braço estará estendido na lateral do corpo e acima da água, então o mesmo 
sofre um relaxamento e parte para o início da recuperação, com o pulso completamente 
solto, o que obriga uma queda da mão e impede um atrito em seu dorso. 
O braço recupera-se diretamente para cima, estendido e inicia a rotação, girando a 
palma da mão para fora quando se encontra sobre o ombro (momento que o corpo 
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tem uma rotação de 40° a 50°) e vai descendo até a entrada na água, passando com 
o braço próximo a orelha ao entrar na água. O braço parte para um movimento solto, 
mas retilíneo, para trás, em direção à linha do ombro, até o ponto de entrada da mão. 
Entrada da Mão naÁgua Corresponde a colocação do braço na água que deve 
estar no prolongamento do corpo, com o braço muito próximo do ouvido, palma da 
mão para fora entrando primeiro o dedo mínimo. O ponto de entrada deve ser tomado 
atrás da cabeça, ligeiramente fora do eixo central do corpo. A mão terá seu dedo 
mínimo como condutor, e formará em sua entrada, um ângulo de aproximadamente 
145° com o antebraço tendo-se em vista o que for formado pela colocação da mão e 
o eixo central do corpo. É muito importante a não flexão do braço durante a entrada. 
Na fase aquática, o apoio é a posição da mão que encontra a primeira resistência 
oferecida pela água, e que tem uma profundidade que varia de nadador para nadador 
e está intimamente ligada ao rolamento do ombro e flexibilidade do atleta. O apoio 
com a tração, a mão deve ser feito com os dedos unidos, para evitar uma posição 
incômoda e um consequente desgaste desnecessário. 
A tração acontece após o apoio ou a “pegada”, inicia-se a fase seguinte, que vai 
desde o apoio até que a mão alcance o cotovelo que não age nesta fase, ficando 
como ponto fixo. O movimento para baixo do braço que entra na água, na sua fase 
final de recuperação, faz com que ele afunde ainda estendido. O cotovelo começa a 
se flexionar enquanto o braço é puxado para baixo e lateralmente. 
Vai acentuando a flexão do cotovelo enquanto a palma da mão fica voltada em 
direção aos pés. Após a passagem do braço pelo alinhamento do ombro, o cotovelo 
atinge a sua flexão máxima e começa a se estender trazendo-a próxima ao corpo, 
finalizando o movimento com o braço em extensão. O trajeto em arco, descrito pela 
mão na água, significa sua procura das superfícies propulsivas, o que assegura uma 
resistência constante da água na palma da mão, o que não pode ser sempre na mesma 
direção, perpendicular a linha da puxada. 
A empurrada é quando a mão alcança o cotovelo, ela passa a ser empurrada por 
ele, para frente em direção aos pés. O punho continua em hiperextensão, para permitir 
que a mão se oponha à linha perpendicular da empurrada, continuando sua trajetória 
em arco inclinado. O cotovelo faz a empurrada da mão, até sua extensão total. 
A finalização, ocorre quando a extensão total do braço próximo ao corpo, com a 
palma para baixo em direção dos quadris e ligeira rotação do corpo. A extensão do 
braço se dá até mais ou menos 10 cm da coxa, quando se executa uma chicotada final. 
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As pernas realizam movimentos alternados e diferenciados, começando à partir da 
articulação coxo-femural, em rito ativo e passivo e com amplitude normal. Inicia-se 
na articulação da coxa executando movimento flexível das pernas e sua batida forte 
deve ser efetuada para cima, ou seja, no trajeto ascendente. O movimento deverá 
ser com soltura de toda a perna com batimento dos pés soltos a ponto de sentir a 
resistência da água no peito dos pés. O joelho tem uma semiflexão mais acentuada 
do que no estilo crawl. 
Uma pernada forte e efetiva é a chave do nado de costas e ela implica não apenas 
no equilíbrio do corpo, mas na propulsão real, que deve ser mantida com ritmo de 
6 (seis) batidas para cada ciclo completo de braços. Um batimento fraco de pernas 
pode produzir uma rotação irregular e bamboleio dos quadris. É preciso conseguir a 
máxima flexão dos tornozelos, para uma pernada solta e com trabalho evidente. Os 
pés são ligeiramente voltados para dentro consequência de uma posição cômoda, 
além de um maior raio de ação de força na superfície propulsora, embora os pés não 
devam romper a linha da água, tendo apenas um efeito de ebulição. 
Movimento Ativo (Ação Ascendente) É o movimento de baixo para cima, com 
tornozelos relaxados, joelho levemente flexionado, com o pé ligeiramente voltado para 
dentro. É preciso que se diga que a flexão da perna no nado de costas é maior que a 
do crawl, em virtude da “pegada” de água que tem que ser feita por ela. 
Movimento Passivo (Ação Descendente) É o relaxamento da parte ativa, com 
extensão total de perna, mantendo o pé em posição natural. O movimento do batimento 
para baixo contribui substancialmente para a elevação do quadril e a manutenção da 
posição desejável do corpo, no entanto o batimento para baixo contribui muito pouco 
com o movimento do nado para frente. 
Devido à posição do corpo, onde o rosto permanece fora da água, é mais fácil à 
respiração. A inspiração deverá ser feita pela boca quando um braço fizer a recuperação, 
e a expiração quando fizer a tração pelo outro braço. O ritmo respiratório pode ser 
adaptado a qualquer braço indiferentemente.
Na saída, a posição preparatória dentro da água, com o corpo posicionado à frente 
da borda, mãos segurando na borda (ou alça do bloco), afastadas à largura dos ombros, 
braços estendidos e cabeça entre eles, inclinada na direção da parede olhando para 
as mãos. 
Pernas flexionadas e afastadas com a planta dos pés na parede, paralelos ou não, 
abaixo do nível da água. Deixando a marca (Fase Aérea) flexão dos braços para a 
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aproximação do corpo à borda. Empurrada com os pés à parede estendendo joelhos 
e quadris e lançando o corpo para cima e para trás, juntamente com os braços que 
realizam um movimento para fora, em arco até os polegares se tocarem.
 A cabeça seguirá a trajetória dos braços que serão lançados pelo lado do corpo 
e acima d’água encontrando-se atrás do mesmo, em extensão total, com as mãos 
sobrepostas, palmas para cima. Neste momento há uma extensão total das pernas, 
as costas devem estar fora d’água durante o vôo. A reentrada e atlética estendida, os 
dedos primeiros as costas levemente arqueadas para cima. 
Para facilitar a compreensão do que o professor William Urizzi de Lima descreveu no 
livro Ensinando Natação, você pode fazer o exercício de tentar identificar todos esses 
elementos explicativos com a prova dos Jogos Paralímpicos Rio 2016: eliminatória 
dos 100m costas https://www.youtube.com/watch?v=xwZs18FlZlg
ANOTE ISSO
Nadar no estilo costas significa: coordenar ações motoras de braçadas, pernadas, 
respiração e tronco. 
LEITURA COMPLEMENTAR
O professor Oswaldo Fumio Nakamura no livro Natação 4 Estilos: Defeitos - Correções 
publicado em 1997, descreve o Nado costas da seguinte forma: no estilo costas, a posição 
do corpo deve estar paralelo no nível da água e os quadris devem estar mais submersos 
que o tronco, para facilitar o movimento das pernas. O queixo deverá estar próximo ao 
esterno, provocando um ligeiro afundar dos quadris, para facilitar o movimento das pernas. 
O movimento dos braços recuperação, o braço recupera-se diretamente para cima, 
estendido e inicia a rotação, girando a palma da mão para fora quando se encontra sobre 
o ombro (momento que o corpo tem uma rotação de 40° a 50°) e vai descendo até a 
entrada na água, passando com o braço próximo a orelha ao entrar na água. A tração 
do movimento para baixo do braço que entra na água, na sua fase final de recuperação, 
faz com que ele afunde ainda estendido. O cotovelo começa a se flexionar enquanto o 
braço é puxado para baixo e lateralmente. Vai acentuando a flexão do cotovelo enquanto 
a palma da mão fica voltada em direção aos pés. 
Após a passagem do braço pelo alinhamento do ombro, o cotovelo atinge a sua flexão 
máxima e começa a se estender trazendo-a próxima ao corpo, finalizando o movimento 
com o braço em extensão. O movimento das pernas inicia-se na articulação da coxa 
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executando movimento flexível das pernas e sua batida forte deve ser efetuada para cima, 
ou seja, no trajeto ascendente. O movimento deverá ser com soltura de toda a perna 
com batimento dos pés soltos a ponto de sentir a resistência da água no peito dos pés. 
O joelho tem uma semiflexão mais acentuada do que no estilo crawl. 
Devido a posição do corpo, onde o rosto permanecefora da água, é mais fácil a 
respiração. A inspiração deverá ser feita pela boca quando um braço fizer a recuperação, 
e a expiração quando fizer a tração pelo outro braço. O ritmo respiratório pode ser 
adaptado a qualquer braço indiferentemente. Essa é uma descrição bem mais simples, 
porém eficiente, principalmente para pessoas que estão iniciando a compreensão dos 
elementos da natação. Os vídeos produzidos nas grandes competições de natação da 
nadadora campeã mundial Etiene Medeiros podem esclarecer um pouco melhor o nado 
de costas https://www.youtube.com/watch?v=t9ArA2WA4f0.
ANOTE ISSO
Observar grandes nadadores e professores de Educação Física é uma maneira de 
aprender as técnicas do nado de costas e também de ensinar outras pessoas a 
nadarem o estilo.
NOTÍCIAS DO ASSUNTO
https://www.youtube.com/watch?v=t9ArA2WA4f0
https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-09/gabrielzinho-garante-2-ouro-na-paralimpiada-agora-nos-50m-costas#search-open
https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-09/gabrielzinho-garante-2-ouro-na-paralimpiada-agora-nos-50m-costas#search-open
https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-09/gabrielzinho-garante-2-ouro-na-paralimpiada-agora-nos-50m-costas#
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© LISI NIESNER Esportes
Gabrielzinho garante 2º ouro na Paralimpíada, agora nos 50m costas
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-09/
gabrielzinho-garante-2-ouro-na-paralimpiada-agora-nos-50m-costas
Nadador mineiro de 19 anos também já faturou uma prata nesta edição
Publicado em 02/09/2021 - 07:25 Por Rafael Monteiro - Repórter da Rádio Nacional 
- Rio de Janeiro
Ouça a matéria:
O mineiro Gabriel Geraldo Araújo, o Gabrielzinho, conquistou na manhã de hoje (2) 
o ouro na prova dos 50 metros costas da classe S2 (deficiência físico-motora), com o 
tempo de 53s96. Esta é a terceira medalha de nadador, de 19 anos, na Paralimpíada 
de Tóquio (Japão). Ele já havia garantido o ouro nos 200 m livre da classe S2 e prata 
nos 100 metros costas (S2).
No Centro Aquático de Tóquio, na capital japonesa, o chileno Alberto Albarza ficou 
com a prata (57s76) e Vladimir Danilenko, do Comitê Paralímpico Russo, terminou 
com o bronze (59s47).
Gabriel Araújo é natural de Santa Luzia, Minas Gerais. O nadador de 19 anos tem 
focomelia, doença congênita que impede a formação de braços e pernas. A sua iniciação 
na natação paralímpica aconteceu por influência de um professor de educação física, 
em 2015.
ANOTE ISSO
O atleta paralímpico Gabrielzinho é um grande exemplo de nadador do estilo costa. 
Superação, dedicação e adaptação motora para realização do nado.
LEITURA COMPLEMENTAR 
No livro Nadando Ainda Mais Rápido do professor e pesquisador Ernest Maglischo, 
publicado pela Manole em 1999, o nado de costas, inicialmente, tinha por finalidade 
proporcionar meios de fácil flutuação para descansar o nadador. Somente nos jogos 
olímpicos de Paris, em 1900, é que surgiu este estilo como forma de competição. O 
estilo evoluiu do nado peito invertido e era praticado com braçadas simultâneas, mas os 
nadadores perceberam que se alternassem as braçadas poderiam nadar mais rápido.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-09/gabrielzinho-garante-2-ouro-na-paralimpiada-agora-nos-50m-costas#
https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes
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 De 1930 a 1960 os nadadores praticantes do nado de costas usavam um estilo 
que foi popularizado pelo grande campeão Adolph Kiefer. A braçada submersa era 
executada imediatamente abaixo da superfície e para o lado com o braço reto. Do 
mesmo modo a recuperação foi efetuada para baixo e lateralmente com o braço reto. 
Esse estilo mudou dramaticamente na década de 1960. Com o uso cada vez maior 
de filmagens submersas, os especialistas perceberam que os nadadores de costas 
mais bem-sucedidos na época estavam usando um padrão de puxada do tipo S. seus 
braços eram dobrados no início da braçada e estendiam-se mais tarde. Além disso, 
a recuperação era executada imediatamente acima da cabeça, e não para o lado. 
Atualmente, o nado de costas é similar ao nado crawl, porém é realizado em decúbito 
dorsal. Os braços realizam movimentos alternados e para cada ciclo de braçada são 
realizadas seis pernadas. 
NOTÍCIAS DO ASSUNTO
Nadadora apoiada pela Prefeitura de Araxá bate recorde brasileiro na natação paralímpica 
• 12-04-2022 • 17:25 
A nadadora paralímpica Ludimila Thamara Borges da Silva foi uma das representantes 
de Araxá na 1ª e 2ª fase do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de Natação. Ela 
completou a prova de 50 metros nado costas (classe S2) em 1min51s21 e bateu o 
recorde brasileiro da categoria.
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Outro nadador que representou a cidade na competição foi o Thiago Antônio Mota 
que ficou em 3º lugar da prova de 50 metros nado peito (classe SB4) com o tempo 
de 1min25s27.
Os atletas da equipe Apae Araxá / Mergulho Sport Center viajaram com o apoio da 
Prefeitura de Araxá, que disponibilizou o transporte e um professor de apoio, por meio 
da Secretaria Municipal de Esportes. A hospedagem e alimentação foram cedidas 
pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Além do profissional cedido pelo município, 
o coordenador técnico de modalidade paralímpica da Associação de Pais e Amigos 
dos Excepcionais (Apae), Amair Araújo; a fisioterapeuta da Apae, Juliana Caetano; 
o professor da Mergulho Sport Center, Diego Rafael Mota; e os auxiliares técnicos, 
Wadan Fernando e José Nolli Neto também viajaram com a equipe.
Os nadadores paralímpicos são divididos por categorias, de acordo com o grau da 
deficiência. As classes S (do inglês swimming) de 1 a 14 são voltadas a atletas com 
comprometimento físico-motor, sendo que, quanto maior o número, menor a limitação. 
O Circuito Paralímpico Loterias Caixa é a principal competição paralímpica nacional 
de três modalidades: atletismo, natação e halterofilismo. O objetivo é desenvolver as 
práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar 
o nível técnico dos participantes, sejam esportistas de elite ou jovens valores do país. 
Resultados individuais
Ludimila Thamara Borges da Silva
- 50 metros nado costas - Classe S2 - 1:51.21 (recorde brasileiro)
- 50 metros nado livre - Classe S2 - 1:44.00
- 100 metros nado livre - Classe S2 - 4:00.15
Thiago Antônio Mota
- 50 metros nado peito - Classe SB4 1:25.27 - 3º lugar 
- 50 metros nado costas - Classe S5 - 1:14.41 - 4º lugar 
- 50 metros nado livre - Classe S5 - 1:08.96 - 6º lugar
Atividades paralímpicas
A Prefeitura de Araxá disponibiliza uma estrutura de treinamentos para que deficientes 
visuais, físicos e intelectuais ou múltiplas, nas modalidades de natação e atletismo, com 
iniciação de crianças, adolescentes, jovens e adultos. O projeto não visa apenas alto 
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rendimento, mas também a parte de reabilitação e social. Existem vagas disponíveis 
para quem se interessar em participar. 
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na sede da Assessoria Municipal de 
Esportes Especializados, localizada na avenida Antônio Afonso Vale, s/n, bairro Urciano 
Lemos, e na sede da Assessoria Municipal de Esportes Amador e Rural, localizada no 
Centro Esportivo Álvaro Maneira (antigo ATC), avenida Imbiara, nº 620, Centro. Para 
mais informações, basta entrar em contato pelos números (34) 3669-8055, 3664-7836 
e 3691-2031.
NOTÍCIA DO ASSUNTO 
O italiano Thomas Ceccon venceu nesta segunda-feira (20) a prova de 100 metros 
costas na categoria masculina do Campeonato Mundial de Natação, disputado em 
Budapeste, na Hungria.
Disponível em: https://www.terra.com.br/esportes/thomas-ceccon-bate-recorde-e-
vence-100m-costas-no-mundial,346b1bbef2f2e59e5793825279eb251frz7htlqc.html
Nadador italiano superourecorde mundial da prova
Foto: EPA / Ansa - Brasil
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O nadador de 21 anos conseguiu ainda bater o recorde mundial da prova, com o 
tempo de 51s60, melhorando em 25 centésimos a antiga marca do norte-americano 
Hunter Armstrong, registrada nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.
Além do último detentor do recorde, Ceccon superou também Ryam Murphy. “Não 
sei, ainda não percebi, 51s60 é muita coisa, não queria dizer ontem mas me senti 
bem”, comemorou ele logo após conquistar a medalha de ouro.
“Me senti bem e sabia que poderia ir rápido. Não estou dizendo que senti que 
poderia vencer, mas hoje não tive rivais. Faltou os russos e teria sido um desafio a 
mais, o objetivo é ainda maior”, acrescentou o italiano.
A mesma categoria feminina foi vencida por Regan Smith, com o tempo de 58s33. 
A norte-americana superou a canadense Kylie Masse (58s40) e a também americana 
Claire Curzan (58s67).
Já nos 100 metros peito, a italiana Benedetta Pilato conquistou a medalha de ouro 
na prova feminina.
A Itália também comemorou o primeiro ouro de Giorgio Minisini e Lucrezia Ruggiero 
no dueto misto do nado artístico, com 89.2685 pontos. Os japoneses Tomoka e Yotaro 
Sato garantiram a prata e os chineses Haoyu Shi e Yiyao Zhang levaram o bronze.
ANOTE ISSO
O oferecimento de atividades aquáticas adequadas à criança constitui-se em 
um dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento das suas 
capacidades motoras.
O professor e pesquisador Ernest Maglischo no seu livro Nadando Ainda Mais 
Rápido destaca que os nadadores do nado de costas exibem mais variações em 
seus padrões de técnica de nado que os em qualquer outro estilo de competição. 
O corpo do nadador, em decúbito dorsal, ocupa na água a posição hidrodinâmica e 
quase horizontal. 
A cintura escapular coloca-se um pouco acima da pélvis; a pélvis e a parte posterior 
das coxas ficam próximas à superfície da água. Durante o nado o corpo realiza 
rolamentos laterais, em seu eixo longitudinal. Essas inclinações auxiliam a evidenciar 
a braçada, fazendo com que ela se realize com profundidade necessária e também 
conduzindo com resistência mínima o outro braço para frente, sobre a água. 
NATAÇÃO
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A cabeça deve estar quase alinhada com o corpo, mantendo-se relativamente 
estável, com o pescoço reto e seus músculos relaxados. A parte posterior da cabeça 
permanece apoiada na água, com o nível da água passando junto à parte posterior 
ou mediana das orelhas. 
As pernas realizam movimentos alternados para cima (fase propulsiva) e para baixo 
(fase não propulsiva), iniciados a partir do quadril e o batimento para cima inicia-
se na rotação da coxa. Os pés deverão estar com flexão plantar e em inversão. As 
pernas devem dar pernadas na direção geral da rotação do corpo, de modo que a 
natureza diagonal dessas pernadas possa facilitar o rolamento do corpo. Além de sua 
contribuição à propulsão, as pernas também desempenham um papel importante na 
manutenção dos alinhamentos lateral e horizontal do corpo. 
Primeira varredura para baixo com o braço completamente estendido, a mão, com 
os dedos estendidos e unidos, entra na água alinhada entre a cabeça e a articulação 
do ombro com um ângulo de 10º, com a palma virada para fora, de forma que o dedo 
mínimo seja o primeiro a entrar em contato com a água. Primeira varredura para cima 
Com o tronco iniciando o rolamento lateral, o braço ainda estendido, mas com o 
punho ligeiramente flexionado em direção ao dedo mínimo, faz um movimento para 
baixo, com a mão se movimentando para longe da linha do ombro do nadador. Segunda 
varredura para baixo A mão se movimenta para baixo, para fora e em direção aos 
pés. O cotovelo começa a se flexionar e se direcionar para baixo do nível da mão. O 
punho se 18 flexiona de maneira que a palma da mão se volte em direção aos pés. 
O tronco continua o rolamento, ajudando a manter a mão propulsora abaixo 
da superfície da água e também mantendo o ombro referente ao braço que está 
recuperando. A velocidade da mão deve ganhar uma aceleração moderada durante 
todo o movimento. Segunda varredura para cima, o braço movimenta-se para baixo e 
para trás até que esteja completamente estendido e bem abaixo da coxa. Haverá uma 
aproximação do braço e cotovelo ao tronco, com a extensão do antebraço, projetando 
a mão em direção ao fundo, fazendo com que haja um rolamento do corpo para o 
lado oposto a esse braço, e uma conseqüente saída do ombro do mesmo lado. 
Liberação e saída ao completar o estágio propulsivo do ciclo, a mão movimenta-
se para cima, para trás e para dentro, na direção da superfície. O braço assume a 
posição estendida e se movimenta verticalmente para cima. A recuperação com o 
braço estendido, o polegar sai da água primeiramente, com a palma da mão voltada 
para a perna. Há um movimento semicircular fora da água, no qual ocorre uma rotação 
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medial do braço de maneira que, ao final da recuperação a mão esteja voltada para 
fora. A respiração com a fase de inspiração feita pela boca, no momento em que um 
dos braços estiver iniciando a recuperação e o outro, o apoio. 
A expiração deverá ser feita de preferência pelo nariz. Talvez não haja, porém, 
necessidade de esse ou qualquer outro ritmo respiratório. Visto que sua face está fora 
da água e que o nadador pode respirar quando quiser, os praticantes do nado de costas 
provavelmente desenvolvem um ritmo eficiente pelo método de tentativas. O braço da 
recuperação entra na água no momento em que o outro braço está completando a 
segunda varredura para cima. Para cada ciclo de braçada, são realizadas seis pernadas.
ANOTE ISSO
O mudança na técnica do movimento se deve a vários fatores: biotipo do atleta, 
treinador, aperfeiçoamento técnico e estilo pessoal de movimento.
NOTÍCIAS DO ASSUNTO
Regras do Nado de Costas. Disponível em: https://natacaopotiguar.blogspot.
com/2017/11/sw-6-costas-saida-virada-e-chegada.html
Assim como os estilos peito e borboleta, as provas oficiais do estilo costas são 50m, 
100m e 200m, exceto nos Jogos Olímpicos em que não se realiza o 50m. Para efeito 
de curiosidade: de todos os países do planeta, somente os EUA realizam provas de 
natação em jardas, o que não vale para recordes ou ranking mundiais. Nesse sentido, 
é preciso analisar detalhes técnicos dos estilos admitidos oficialmente em regra pela 
FINA, sendo o estilo costas um nado diferenciado por movimentos semelhantes ao 
crawl no sentido inverso com apenas a rotação de ombro e quadril iguais para seu 
melhor desempenho.
Saída
SW 6.1: Antes do sinal de partida, os competidores devem alinhar-se na água, de 
frente para a cabeceira de saída, com ambas as mãos colocadas nos suportes de 
agarre. Manter-se na calha ou dobrar os dedos sobre a borda da calha é proibido.
Chamada a série pelo árbitro-locutor, os nadadores se dirigem cada um para sua 
respectiva raia. Dado o primeiro sinal da arbitragem para entrada na água, cada nadador 
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se lança e toma a barra de agarre para largada das provas de costas. Nesse momento, 
deve estar voltado(a) de frente para a cabeceira do bloco (necessariamente de costas 
para a piscina).
Título: Flutuação de costas
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-8028309/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-8028309/
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SW 6.2: Ao sinal de partida e quando virar, o nadador deve dar um impulso e nadar de 
costas durante o percurso exceto quando executar a volta, como na SW 6.4. A posição 
de costas pode incluir um movimento rotacional do corpo até, mas não incluindo os 
90° a partir da horizontal. A posição da cabeça nãoé relevante.
Tão breve todos os competidores estejam alinhados cada um na sua respectiva 
raia, a arbitragem dará um silvo para o tomada de posição e imediatamente anunciará 
“às suas marcas”. Com todos os nadadores paralisados, vem o sinal de partida.
No voo, o nadador coordena o movimento de giro da braçada com o lançamento 
do corpo em arco para trás, na intenção de penetrar a água; o giro da braçada inicia 
soltando a barra metálica, perpassando o quadril, abrindo-se paralelo ao corpo e em 
direção para fazer as mãos se encontrarem com braços por trás da nuca e antes da 
penetração na água;
Sair da água o máximo possível, tendo por base o impulso das pernas para que o 
quadril seja lançado por sobre a água, coordenado ao movimento de arco da coluna;
Na reentrada os dedos das mãos devem entrar primeiro;
No deslizamento, ficar submerso no mínimo a 45 cm, corpo horizontal e ondulação 
de pernadas (pernas em paralelo e movimento inverso do estilo borboleta), buscando 
o aproveitamento do deslizamento;
A regra oficial permite a fase submersa até 15 metros a partir da largada, quando 
até esse momento a cabeça deverá quebrar a linha d´água, surgindo na superfície.
SW 6.3: Alguma parte do nadador tem que quebrar a superfície da água durante o 
percurso. É permitido ao nadador estar completamente submerso durante a volta e 
por uma distância não maior que 15 metros após a saída e cada volta. Nesse ponto 
a cabeça deve ter quebrado a superfície.
Erros comuns
Na posição inicial, não flexionar os braços e pernas; lançar os braços para cima 
(vertical); saltar exageradamente para cima; não lançar a cabeça para traz; impulsionar 
a borda antes dos braços estarem atrás da cabeça; cabeça muito baixa durante o 
deslize (tocando o queixo); batida exagerada de pernas antes da primeira braçada; não 
estender completamente o corpo; após o deslize, puxar inicialmente os dois braços; 
puxar um braço logo após o impulso.
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Virada
SW 6.4: Quando executar a volta, tem que haver o toque na parede com alguma 
parte do corpo na sua respectiva raia. Durante a volta, os ombros podem girar além 
da vertical para o peito após o que uma imediata contínua braçada ou uma imediata 
contínua e simultânea dupla braçada pode ser usada para iniciar a volta. O nadador 
tem que retomar a posição de costas após deixar a parede.
A regra determina tocar com qualquer parte do corpo na posição de costas. Se isso 
acontecer, o nadador deve girar lateralmente, mantendo-se de costas até reposicionar-
se de modo a impulsionar a borda e reiniciar o trajeto.
Porém, a virada mais veloz do estilo é com a cambalhota, também permitida por 
regra: aproxima-se da borda sem perder velocidade (conta-se braçadas a partir da 
passagem por sobre a cordinha dos 05 metros, aproximadamente 02 a 03 braçadas);
Início da braçada a partir do quadril girando o corpo de costas para frente e lançando 
o braço que iniciou o movimento para frente, cruzando o braço da recuperação (fase 
aérea) a frente do peito; estando de frente e aproximando-se da borda, realizar a 
cambalhota;
Após a cambalhota, o corpo estará já na posição de costas, quando então toca-se 
com os pés na borda dando impulso e buscando o deslize para reiniciar o trajeto.
Erros mais comuns
Virada simples: diminuir o ritmo do nado antes de se aproximar na borda; tocar 
as duas mãos na borda; após tocar na borda, lançar os braços por fora d’água; dar 
impulso na borda, com as pernas estendidas; dar impulso na borda sem ter os dois 
braços estendidos atrás da cabeça; dar impulso na borda com os pés muito acima ou 
muito abaixo em relação ao plano do corpo; abandonar a borda sem estar na posição 
de costas; deslize exagerado, após a impulsão na borda, puxar simultaneamente os 
braços.
Virada olímpica: Diminuir o ritmo do nado, antes de se aproximar da borda; não 
exercer suficiente pressão na parede, com a mão que apoia, para executar a virada; 
apoiar a mão na borda, sem a profundidade necessária; efetuar o lançamento das 
pernas com a cabeça alta; dar impulso na borda com as pernas estendidas ou pouco 
flexionadas; puxar um braço, logo após o impulso; apoiar os pés na borda para o 
impulso, muito acima ou muito abaixo em relação ao plano do corpo; dar impulso 
com as mãos fora do prolongamento do antebraço; abandonar a borda, sem estar 
com os braços estendidos atrás da cabeça; dar meia braçada, para efetuar a virada.
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Chegada
SW 6.5: Quando do final da prova, o nadador tem que tocar a parede na posição 
de costas na sua respectiva raia.
Similar à virada, contam-se braçadas após passar a cordinha dos 05 metros, quando 
então lança-se o corpo no último movimento de braçada de costas buscando o máximo 
de velocidade e eficiência até o toque final (que deve ser de costas em qualquer parte 
da borda, preferencialmente no nível da água).
Erros mais comuns
Diminuir o ritmo do nado, antes de se aproximar da borda; dirigir a vista para a 
borda, 03 ou 04 braçadas antes girando a cabeça; dar uma braçada de mais ou de 
menos, para chegar.
ANOTE ISSO
As regras do nado de costas são estabelecidas pela FINA, que é a Federação 
Internacional De Natação, órgão máximo na decisão das competições nacionais e 
internacionais. 
Título: Movimento nado de costas
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-em-maio-verde-3622714/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-em-maio-verde-3622714/
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O objetivo desse capítulo foi proporcionar material de consulta sobre a natação, 
mais especificamente sobre o nado costas. No decorrer dessa organização de literatura 
foram apresentados conceitos e notícias de atletas e competições vinculadas a esse 
estilo de natação. Foi apresentado também, reflexões sobre a evolução e a mecânica 
do nado costas e descritos alguns procedimentos pedagógicos para auxiliar no ensino 
do nado.
Utilizamos mais de um autor que trata da nomenclatura utilizada para descrever 
os movimentos do corpo durante a execução técnica do nado costas, essa diferença 
se dá pelo período que a observação foi realizada e também o referencial teórico 
utilizado pelos autores . 
Destacamos que é de extrema importância que os futuros professores de Educação 
Física tenha o conhecimento do nado costas para atuar tanto na iniciação, quanto na 
especialização e treinamento da natação. 
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CAPÍTULO 10
NADO DE PEITO
Título: Nado de Peito
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-foco-raso-de-pessoa-nadando-2062690/
Minha trajetória como aluno e, posteriormente, professor de Educação Física que 
atuava com a natação me fez ter boas histórias para contar aqui nesse texto. Uma 
dessas histórias diz respeito a dificuldade que tive em aprender a nadar no estilo peito. 
Foi o nado que mais exigiu de mim empenho e dedicação nas aulas de natação com 
o professor Sidnei. Atualmente, o estilo peito é o nado que mais utilizo para nos meus 
planos de treinamentos semanais. Resgatando minha história de aprendiz do nado, 
hoje tenho a convicção de que esse estilo é o mais complexo dentre todos os estilos 
de nado. Esse estilo exige muita coordenação motora e raciocínio. O peito é também 
o que eu tenho maior facilidade de realizar a respiração, pois executa movimentos 
com os braços que promovem a abrangência da caixa torácica. A braçada possibilita 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-foco-raso-de-pessoa-nadando-2062690/
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a abertura das costelas ao respirar. Esse trabalho permite a entrada de mais oxigênio, 
o que ligado a treinos, pode aumentar a capacidade pulmonar. Esse é um dos motivos 
pelo qual utilizo o peito com maior frequência, para recuperação ativa. O aumento 
da capacidade pulmonarfacilitada pelo movimento dos braços faz com que eu sinta 
menos cansaço nos dias de treinamento de velocidade. Com relação ao raciocínio, 
esse sem dúvidas foi o nado que mais demorei para dominar os movimentos. Penso 
que a maior justificativa seja pela dificuldade com os movimentos complexos que o 
estilo peito exige do nadador. Nadar peito é um desafio para o cérebro, que precisa 
pensar em como desempenhar tais gestos. 
ANOTE ISSO
O tempo de 57s92 no 100 metros nado peito é imbatível. Essa é a marca do 
melhor atleta do estilo peito segundo a FINA, ele é Adam Peaty que desde 2014 é 
imbatível na distância. Segundo sua rede social, o atleta relatou o medo de entrar 
na água quando criança. Deu suas primeiras braçadas aos quatro anos de idade e 
foi durante esta aula de natação, que ele perdeu o medo e passou a nadar cada vez 
mais.
NOTÍCIAS DO ASSUNTO 
Jheniffer Conceição vai à final dos 50m peito e brasileiras batem recorde de finais
https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/24/jheniffer-conceicao-vai-a-final-
dos-50m-peito-e-mulheres-batem-nova-marca.ghtml Jheniffer bate recorde sul-
americano, faz o sexto melhor tempo na semifinal, se classifica para a decisão dos 
50m peito, e mulheres brasileiras somam seis finais, recorde histórico para o país
Por Redação do Ge — São Paulo
24/06/2022 13h58 Atualizado há 3 semanas
A brasileira Jheniffer Conceição está na final dos 50m peito do Campeonato Mundial 
de natação, que está sendo realizado em Budapeste, na Hungria. Ela completou a 
semifinal em 30s28, bateu o recorde sul-americano da prova e passou à final, que 
será disputada neste sábado (13h, com sportv), com a sexta melhor marca. Assim, as 
mulheres brasileiras já somam seis finais neste Mundial, recorde histórico para elas.
https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/24/jheniffer-conceicao-vai-a-final-dos-50m-peito-e-mulheres-batem-nova-marca.ghtml
https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/24/jheniffer-conceicao-vai-a-final-dos-50m-peito-e-mulheres-batem-nova-marca.ghtml
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Semifinal dos 50m peito feminino no Mundial de Budapeste
Foto: Getty Images/Dean Mouhtaropoulos
Além de Jheniffer, nos 50m peito, o Brasil disputou as finais dos 1500m livre (Bia 
Dizotti em sexto e Viviane Jungblut em sétimo, pela primeira vez duas mulheres do 
país competiram a mesma decisão), os 800m livre com Viviane em oitavo, além dos 
dois revezamentos (4x100m e 4x200m), que terminaram em sexto lugar.
- Estou me sentindo bem melhor, mais consciente. A gente analisou a prova de 
manhã (eliminatórias), fiz ajustes, melhorei agora a tarde e estou muito feliz com esse 
recorde sul-americano. Ainda dá para tirar mais ainda dessa prova, dá para melhorar 
o tempo. Uma raia, uma chance na final. Então vou tentar beliscar essa medalha - 
disse Jheniffer.
Na prova da Jheniffer, a italiana Benedetta Pilato passou com 29s83 na primeira 
posição, seguida da lituana Ruta Meilutytė (29s97) e da sul-africana Lara van 
Niekerk(27s99). É a primeira vez na história que o Brasil chega em uma final do nado 
peito feminino em um Campeonato Mundial.
Antes deste Mundial, o recorde de finais das mulheres brasileiras em um Mundial 
era de quatro, na competição de 2009, em Roma. Importante ressaltar que esse ano, 
além das seis finais citadas, o revezamento 4x100m livre misto (com dois homens e 
https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/20/bia-dizotti-bate-recorde-brasileiro-nos-1500m-livre-e-e-6a-no-mundial.ghtml
https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/20/bia-dizotti-bate-recorde-brasileiro-nos-1500m-livre-e-e-6a-no-mundial.ghtml
https://ge.globo.com/natacao/noticia/2022/06/20/bia-dizotti-bate-recorde-brasileiro-nos-1500m-livre-e-e-6a-no-mundial.ghtml
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duas mulheres) também participou da decisão. O time nacional, com Gabriel Santos, 
Vinicius Assumpção, Stephanie Balduccini e Giovanna Diamante, ficou em sexto lugar, 
com recorde sul-americano.
NÃO DEU PARA LORRANE FERREIRA
Lorrane na semifinal dos 50m livre
Foto: CBDA/Divulgação
A brasileira Lorrane Ferreira nadou a semifinal dos 50m livre e ficou em sétimo na 
sua série, com o tempo de 25s24, encerrando a competição em 15º lugar e fora da 
decisão, que será no sábado.
- Fiquei feliz por ter a chance de ir à semifinal, dei meu melhor, treinei para fazer 
melhor que isso, mas a natação é incerta. Fica a lição que é possível, os tempos não 
são absurdos, sou capaz de brigar para ser finalistas nas próximas competições - disse.
Nos 50m costas, Guilherme Basseto completou a prova em 24s85, melhor tempo 
da carreira, e ficou em décimo na classificação geral, muito perto da vaga na decisão.
VITÓRIA DE KATIE LEDECKI
A americana Katie Ledecki se tornou, nesta sexta-feira, pentacampeã dos 800m livre 
com o tempo de 8m08s04, levando a 19ª medalha de ouro da carreira em Campeonatos 
Mundiais, com o quinto melhor tempo da história da prova. Ela não perde essa prova 
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desde 2010, ou seja, 12 anos. Ela venceu as Olimpíadas de 2012, em Londres, 2016, 
no Rio de Janeiro, e Tóquio, no ano passado.
ANOTE ISSO
A brasileira que representou o Brasil nos 50m peito do Campeonato Mundial de 
natação foi a atleta Jheniffer Conceição, com o tempo de 30s28.
LEITURA COMPLEMENTAR
O professor Oswaldo Fumio Nakamura no livro Natação 4 Estilos: Defeitos - Correções 
publicado em 1997, descreve o Nado Peito da seguinte forma: As mãos são levadas 
juntas à frente através da extensão dos cotovelos, permanecendo abaixo da linha dos 
ombros, com as palmas das mãos voltadas diagonalmente para fora. 
Na tração, os braços estendidos à frente da cabeça, com as palmas das mãos voltadas 
diagonalmente para fora. O ataque inicia-se com os braços estendidos e as mãos a uma 
profundidade entre 15 a 25 centímetros. As mãos são levadas lateralmente e os cotovelos 
semi flexionam atingindo aproximadamente 110-, entre o braço e o antebraço. 
A fase de tração termina antes dos braços atingirem a linha dos ombros através 
de um movimento curto. As mãos são levadas para dentro em movimento circular, 
quando então terminam a sua última parte propulsora. O movimento das pernas 
ocorre por uma flexão dos joelhos, levando as pernas sobre as coxas, trazendo os 
calcanhares próximos aos glúteos. Evitar a flexão da coxa ao tronco. A seguir os 
tornozelos se flexionam e fazem a rotação dos pés para fora, para logo em seguida 
iniciar a impulsão das pernas para trás com apoio da região plantar na água. 
De acordo com a extensão dos joelhos, os pés são impulsionados para trás, seguido 
de um movimento arredondado, e elevação das coxas para cima. Conforme as pernas 
se estendem, finalizam o movimento com elas unidas e em extensão. Na respiração, a 
cabeça deve ser elevada o suficiente para permitir a inspiração, em seguida, a flexão 
do pescoço e o seu retorno para a água. A inspiração se executa quando os braços 
finalizam a tração para o início da recuperação. 
Para entender melhor como o nado de peito é executado, há muitos vídeos disponíveis 
no youtube que trazem provas de um dos maiores nadadores brasileiros do estilo 
peito, o atleta Felipe França da Silva https://www.youtube.com/watch?v=tjeLR5rMWZY.
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ISSO ACONTECE NA PRÁTICA
O atleta fica com o corpo na horizontal e o tempo todo em baixo da água. A cada 
ciclo braçada/pernada, a cabeça, por um breve momento, corta a superfície da 
água. O movimento do nado peito é curto, circular e de forte impulsão das pernas. 
O movimento dos braços é simultâneo, assim como o das pernas. No momento da 
virada ou do toque na borda, o atleta precisa bater as duas mãos na parede.
NOTÍCIAS DO ASSUNTO 
Atleta da Rede Cuca é um dos quatro brasileiros a disputar o Open Internacional 
da Argentina de Natação Paralímpica
Sheldon Breno Soares embarcanesta quarta-feira (06/04) para a Argentina 
representando a Rede Cuca. Ele é o atual campeão brasileiro universitário da sua 
categoria
Disponível em: https://www.fortaleza.ce.gov.br/noticias/atleta-da-rede-cuca-e-
um-dos-quatro-brasileiros-a-disputar-o-open-internacional-da-argentina-de-natacao-
paralimpica
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Apresentado à natação já com 20 anos, Sheldon coleciona algumas medalhas 
conquistadas em campeonatos nacionais e internacionais disputados ao longo desses 
10 anos no esporte
Há três anos treinando na Rede Cuca, o nadador Sheldon Breno Soares, 30, embarca 
nesta quarta-feira (06/04), para Buenos Aires para disputar o Open Internacional da 
Argentina de Natação Paralímpica, que acontece entre os dias 6 e 10 de abril, no parque 
aquático do Centro Nacional de Alto Rendimento de Buenos Aires. O atleta é um dos 
quatro representantes brasileiros que estarão na competição. Dois deles, Sheldon e o 
seu treinador Henrique Gurgel – também atleta paralímpico – são de Fortaleza. Em sua 
primeira competição internacional do ano, o representante da Rede Cuca participará 
de cinco provas nas categorias s6 nado livre e Sb4 nado peito.
Apesar de experiente em competições internacionais, ele conta que já está com o 
frio na barriga típico dos grandes desafios. “Tem um pouco de nervosismo, mas eu 
digo para mim mesmo que, a partir do momento que não tiver mais esse nervosismo, 
é para eu parar. Mas estou me preparando bem, me alimento bem, treino todos os 
dias, descanso física mentalmente. Estou bem preparado, vou tentar as melhores 
colocações, mas só em estar indo para lá já é uma grande vitória”, celebra o atleta.
Apresentado à natação já com 20 anos, Sheldon coleciona algumas medalhas 
conquistadas em campeonatos nacionais e internacionais disputados ao longo desses 
10 anos no esporte. Entre elas, a de campeão brasileiro universitário da sua categoria 
e o bronze no Open Internacional da Colômbia, duas conquistas de 2021. “É importante 
estar praticando, ter essa mobilidade, ter uma vida saudável, uma vida extraordinária, 
mais do que a minha expectativa”, diz o nadador.
Amor à natação
Natural de Fortaleza, Sheldon nasceu prematuro e passou o primeiro ano de vida 
internado em um hospital. Ao longo da infância, nenhuma sequela das complicações 
do período de internação foi detectada. Sheldon corria e jogava bola normalmente, 
embora tivesse muitas luxações nos ossos, as quais os médicos não diagnosticavam a 
causa. Aos 13 anos, começou a ter problemas ósseos e redução na mobilidade. Nesta 
fase, foi diagnosticado com uma doença degenerativa chamada displasia óssea, que 
o levou a precisar de cadeiras de rodas para se locomover melhor.
O esporte voltou a fazer parte da sua vida após ver na televisão atletas paralímpicos 
tendo a vida “anormal” que ele sonhava em ter. “Quando eu fiquei acamado, assisti muito 
às paralimpíadas e via todos aqueles atletas terem uma vida normal, na realidade, a 
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vida anormal que eu queria: viver viajando, competindo. Foi aí que eu conheci a corrida 
de rua e passei um ano competindo, ganhei algumas medalhas. 
ANOTE ISSO
Na história de vida de Sheldon Breno: “minha médica pediu para eu fazer natação 
para melhorar a mobilidade. Era para ser uma fisioterapia, mas eu me apaixonei, foi 
amor à primeira vista pela natação”.
LEITURA COMPLEMENTAR
No livro Nadando Ainda Mais Rápido do professor e pesquisador Ernest Maglischo, 
publicado pela Manole em 1999, o estilo de bruços ou de peito é o mais antigo dentre 
os quatro estilos da natação (borboleta, costas e crawl), visto que, já no século XVI, 
havia uma maneira de nadar com os movimentos dos braços parecidos com o estilo 
atual.
 No entanto, naquele período, os pés ainda eram batidos alternadamente, de 
forma semelhante a um pontapé. Desse método é que surgiu o nado de peito, que 
se popularizou e Piscina de 25 metros Piscina de 50 metros 17 tornou-se o estilo 
mais praticado em toda a Europa, já em 1798. Antes de 1960, a pernada de peito era 
ensinada como uma ação de cunha em que os nadadores estendiam suas pernas de 
forma semelhante a um “V” invertido e, em seguida, tentavam esguichar uma cunha 
de água para trás, ao mesmo tempo em que juntavam firmemente as pernas. 
Em 1968, Coulsilman apresentou a pernada em cunha, que provocava maior 
deslocamento ao comprimir as pernas. Na época, o treinador James Coulsilman e o 
nadador Chet Jastremski, praticante do nado de peito, revolucionaram a pernada deste 
nado com uma ação das pernas em um estilo de chicotadas estreitas.
Ao longo do tempo, foi possível observar a evolução do nado de peito, porem, nem 
todas foram aceitas por todos os nadadores, ocasionando diferenciações na execução 
do mesmo. Outro ocorrido, foi a transformação gradativa dos movimentos dos braços 
fora da água alternadamente (braçadas) e a fusão destas inovações com movimentos 
alternados das pernas no estilo usado pelos nativos de Ceilão, atual Sri Lanka. 
Pode-se dizer que hoje em dia existem três estilos diferentes de nado de peito: o 
convencional (plano), o ondulado e a onda (moderno). O estilo convencional, também 
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PROF. FABRÍCIO COSTA DE OLIVEIRA
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conhecido como plano, era o mais utilizado para o aprendizado de adultos e crianças. 
Neste estilo há um deslocamento predominantemente horizontal forte provocado pela 
ação da pernada e o corpo desliza sem elevação de ombros no momento da respiração.
 Depois da Idade Média, o nado de peito foi o primeiro estilo utilizado em competições. 
E, a partir deste estilo se desenvolveram os demais nados (crawl, costas e borboleta). 
Antes, era permitido que os nadadores de peito competissem submersos durante 
a prova do estilo, porém, muitos atletas desmaiavam ao tentar ficar muito tempo 
debaixo da água. Afim de solucionar este problema, no final da década de 1950 foi 
estabelecido que a maior parte da prova fosse executada na superfície. 
No restante da prova, alguma parte do corpo, habitualmente a cabeça, deve aparecer 
acima da superfície da água uma vez durante cada ciclo de braço. Este momento é 
onde ocorre a respiração. Apesar de os nadadores desse estilo gerarem grandes forças 
durante as fases propulsivas de cada ciclo de braço, o nado de peito é o mais lento. 
Isso ocorre porque há uma desaceleração significativa a cada vez que recuperam as 
pernas para a pernada, reduzindo sua velocidade média por braçada. Essas variações 
intra cíclicas na velocidade de progressão tornam este nado além de lento, o mais 
rigoroso dos estilos de competição. 
ANOTE ISSO
Atualmente, é permitido aos nadadores de peito ficarem submersos apenas durante 
um ciclo de braços depois da saída e da virada. 
NOTÍCIAS DO ASSUNTO 
Regras do nado peito. Disponível em: https://natacaopotiguar.blogspot.com/2018/07/
sw-07-peito-saida-virada-e-chegada.html
Em competições oficiais, as provas do estilo peito são os 50, 100 e 200 metros, 
exceto nos Jogos Olímpicos em que não se realiza o 50m Peito. As regras oficiais 
aplicadas ao estilo durante a saída, a virada e a chegada determinam movimentos a 
serem observados por todos os competidores.
Antes mesmo de citar alguns detalhes sobre as regras, é interessante observar que 
quanto mais praticar nos treinamentos, mais o atleta responderá automaticamente, 
sem aquela necessidade de estar perguntando de última hora o que tem que fazer 
durante a prova.
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“A prática leva à perfeição”, e leva mesmo! Se estiver praticando, sempre se lembrando 
das regras e consultando seu técnico, cada vez mais os movimentos serão assimilados 
“automaticamente”. E isso deixará seu estado psicológico bem menos tenso antes da 
prova para nadar bem mais fluente.
Então observe o que a regra especifica:
“SW 7.1 Após a partida e após cada virada, o nadador

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