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HISTOLOGIA C

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SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
HISTOLOGIA C 
2020.2 
 
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 Trato digestivo 
 
▪ Função: obter, a partir dos alimentos ingeridos, as moléculas necessárias para a 
manutenção, o crescimento e as demais necessidades energéticas do organismo 
▪ A camada mais interna do trato digestivo constitui uma barreira protetora entre o conteúdo 
luminal (meio externo) e o meio interno do organismo 
▪ A primeira etapa do processo complexo conhecido como ingestão ocorre na boca, onde o 
alimento é umedecido pela saliva e triturado pelos dentes, formando pedaços menores; a 
saliva também inicia a digestão de carboidratos. A digestão continua no estômago e no 
intestino delgado, onde o alimento, transformado em seus componentes básicos, é 
absorvido. A absorção de água ocorre no intestino grosso, tornando semi-sólido o 
conteúdo luminal que não foi totalmente digerido 
 
▪ Trata-se de um tubo oco composto por uma luz, ou lúmen, cujo diâmetro é variável, 
circundado por uma parede formado por quatro camadas distintas: mucosa, 
submucosa, muscular e serosa. 
▪ A camada mucosa é composta por um revestimento epitelial, uma lâmina própria de 
tecido conjuntivo frouxo rico em vasos sanguíneos e linfáticos e células musculares 
lisas, algumas vezes apresentado também glândulas e tecido linfóide, uma muscular da 
mucosa, que separa a camada mucosa da submucosa e geralmente consiste em duas 
subcamadas delgadas de células musculares lisas, uma circular interna e outra 
longitudinal externa 
▪ A camada submucosa é composta por tecido conjuntivo com muitos vasos sanguíneos 
e linfáticos e um plexo nervoso submucoso (de Meissner) 
▪ A camada muscular contém células musculares lisas orientadas em espiral, divididas 
em duas subcamadas, de acordo com a direção principal seguida pelas células 
musculares. Na subcamada mais interna (próxima do lúmen), a orientação é 
geralmente circular; na subcamada externa, é majoritariamente longitudinal. Entre estas 
duas subcamadas observa-se o plexo nervoso mioentérico (de Auerbach) e tecido 
conjuntivo contendo vasos sanguíneos e linfáticos 
▪ A serosa é formada por uma camada delgada de tecido conjuntivo frouxo, revestida por 
um epitélio pavimentoso simples denominado mesotélio. Na cavidade abdominal, a 
serosa que reveste os órgãos é denominada peritônio visceral e está em continuidade 
com o mesentério (membrana delgada revestida por mesotélio nos dois lados), que 
suporta os intestinos, e com o peritônio parietal, uma membrana serosa que reveste a 
parede da cavidade abdominal. Em locais onde o órgão digestivo está unido a outros 
órgãos ou estruturas, no entanto, a serosa é substituída por uma adventícia espessa, 
que consiste em tecido conjuntivo e tecido adiposo contendo vasos e nervos, sem o 
mesotélio. 
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▪ As principais funções do revestimento epitelial da mucosa do trato digestivo são: prover 
uma barreira seletivamente permeável entre o conteúdo do lúmen e os tecidos do 
organismo; facilitar o transporte e digestão do alimento; promover a absorção de 
produtos desta digestão; produzir hormônios que regulam a atividade do sistema 
digestivo. Algumas células presentes nesta camada produzem muco para lubrificação e 
proteção. 
▪ A lâmina própria, localizada logo abaixo do epitélio, é uma zona rica em macrófagos e 
células linfoides, algumas das quais produzem anticorpos ativamente. A necessidade 
deste suporte imunológico é óbvia, porque todo o trato digestivo – com exceção da 
cavidade oral, esôfago e canal anal – é revestido por um epitélio simples, bastante 
vulnerável 
▪ A muscular da mucosa promove o movimento da camada mucosa independentemente 
de outros movimentos do trato digestivo, aumentando o contato da mucosa com o 
alimento. As contrações da camada muscular, geradas e coordenadas por plexos 
nervosos, impulsionam e misturam o alimento ingerido no trato digestivo. Estes plexos 
são compostos por neurônios viscerais multipolares, que formam pequenos gânglios 
parassimpáticos (são mais numerosos em regiões de maior motilidade) 
 
▪ É revestida por um epitélio pavimentoso estratificado, queratinizado ou não, 
dependendo da região. A camada queratinizada protege a mucosa oral de 
agressões mecânicas durante a mastigação e pode ser observada na gengiva e no 
palato duro 
▪ Epitélio pavimentoso não queratinizado reveste o palato mole, bochechas, lábios e o 
assoalho da boca 
▪ Nos lábios, observa-se uma transição do epitélio oral não queratinizado para o 
epitélio queratinizado da pele 
▪ O palato mole possui no seu centro músculo estriado esquelético e numerosas 
glândulas mucosas e nódulos linfoides na submucosa 
▪ Massa de músculo estriado esquelético revestida por uma camada mucosa 
▪ As fibras musculares se entrecruzam em três planos; estão agrupadas em 
feixes, geralmente separadas por tecido conjuntivo 
▪ A camada mucosa está fortemente aderia à musculatura, porque o tecido 
conjuntivo da lâmina própria penetra nos espaços entre os feixes musculares 
▪ O terço posterior da superfície dorsal da língua é separado dos dois terços 
anteriores por uma região em forma de V. Posteriormente a esta região, a 
superfície da língua apresenta saliências composta principalmente por dois tipos 
de agregados linfoides: pequenos grupos de nódulos e tonsilas linguais, nas 
quais os nódulos linfoides se agregam ao redor de invaginações da camada 
mucosa denominada criptas 
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▪ Papilas linguais são elevações do epitélio oral e 
lâmina própria que assumem diversas formas e funções 
o Papilas filiformes: possuem um formato cônico 
alongado, são numerosas e estão presentes sobre toda 
a superfície dorsal da língua; têm função mecânica de 
fricção. Seu epitélio de revestimento, que não possui 
botões gustativos, é queratinizado 
o Papilas fungiformes: assemelham-se a 
cogumelos, possuindo uma base estreita e uma porção superior mais 
superficial dilatada e lisa. Estas papilas, que possuem poucos botões 
gustativos na sua superfície superior, estão irregularmente distribuídas 
entre as papilas filiformes 
o Papilas circunvaladas: são estruturas circulares grandes, cujas 
superfícies dilatadas se estendem acima das outras papilas. Elas estão 
distribuídas na região do V lingual, na parte posterior da língua. 
Numerosas glândulas serosas (de von Ebner) secretam seu conteúdo no 
interior de uma profunda depressão que circunda cada papila, permitindo 
o fluxo contínuo de líquido sobre um grande número de botões gustativos 
presentes ao longo das superfícies laterais destas papilas. Este fluxo é 
importante na remoção de partículas de alimento da vizinhança de botões 
gustativos, para que eles possam receber e processar novos estímulos. 
▪ Botões gustativos: percebem os sabores salgado, azedo, doce e amargo. Repousam 
sobre uma lâmina basal e, em sua porção apical, as células gustativas possuem 
microvilosidades que se projetam por uma abertura denominada poro gustativo. Muitas das 
células do botão gustativo são as próprias células gustativas, enquanto outras possuem 
função de suporte. 
 
▪ Substâncias dissolvidas na saliva (gustantes) se difundem pelos poros, interagindo com 
receptores gustativos (TR1 ou TR2) na membrana superficial e basolateral das células. 
Estes receptores são acoplados a uma proteína G (gustaducina) e controlam a atividade 
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dos canais iônicos, que levam à despolarização das células 
gustativas, que por sua vez liberam neurotransmissores que 
estimulam fibras nervosas aferentes. 
▪ 32 dentes permanentes 
▪ Coroa: porção que se projeta da gengiva 
▪ Raízes: unem o dente ao