Prévia do material em texto
Carcinoma de células escamosas CEC – Metástase ❖ Ocorre por via linfática – principalmente através dos vasos linfáticos para os linfonodos cervicais ipsilaterais; ❖ Consistência de um linfonodo afetado pela metástase do CEC – firme a pétrea, é indolor e mostra-se aumentado; ❖ O linfonodo fixo ou não facilmente com mobilidade durante a palpação representa a invasão dos tecidos circundantes através da perfuração da cápsula do linfonodo; ❖ Prognóstico desfavorável – a disseminação extracapsular (extensão dos depósitos metastáticos para fora da cápsula do linfonodo). Inclui risco aumentado de recidiva locorregional, metástase a distância e menores taxas de sobrevida; ❖ Os sítios mais comuns de metástases a distância são os pulmões, fígado e ossos, porém qualquer parte do corpo pode ser afetada; ❖ Depósitos metastáticos contralaterais ou bilaterais podem ser observados, e pelo menos 2% dos pacientes apresentam metástases a distância (“abaixo das clavículas”) ao diagnóstico; ❖ Os carcinomas de lábio inferior e soalho de boca tendem a se disseminar para os linfonodos submentonianos; os tumores localizados nas porções posteriores da boca; ❖ Para os linfonodos jugulares superiores e digástricos. A drenagem linfática da orofaringe leva à cadeia de linfonodos jugulodigástrica ou para linfonodos retrofaríngeos, e depósitos metastáticos provenientes de um carcinoma orofaríngeo estão geralmente aí localizados. ❖ Não é um evento precoce, ocorre principalmente devido ao diagnóstico tardio do CEC. Estadiamento Melhores indicadores do prognóstico do paciente – tamanho do tumor e a extensão da disseminação metastática do carcinoma de células escamosas oral; Estadiamento é o processo que quantifica esses indicadores; Classificações TNM individualizadas são utilizadas para a maioria dos cânceres humanos, com cada sistema sendo aplicado exclusivamente para um sítio anatômico específico e um tipo de tumor específico. Esse protocolo de estadiamento depende de três características clínicas básicas: 1. T – Tamanho do tumor primário, em centímetros 2. N – Envolvimento de linfonodos locais 3. M – Metástases a distância Ainda é passível de intervenção cirúrgica Inoperável, lesão muito grande, no máximo é feito rádio e quimio de forma paliativa Até 4 cm T 24 - 5 10 (DOI) ❖ Uma vez determinados os três parâmetros, seus valores são registrados conjuntamente a fim de determinar o estágio adequado; ✓ Estágios I. T1 N0 M0 (apenas tumores menores de até 2 cm, sem linfonodos afetados e sem metástase) ¹ II. T2 N0 M0 (apenas tumores maiores que 2 cm, porém menores que 4 cm, sem linfonodos afetados e sem metástase) ¹ III. T3 N0 M0 ou T1, T2, T3 N1 M0 (tumores maiores que 4 cm ou que apresentem um único linfonodo afetado, independente do tamanho do tumor – T) ² IV. Pode ser subclassificado em: IVa – T4 N0 ou NIM0 ou T1, T2, T3 ou T4 N2 M0 (tumores operáveis sem linfonodos ou com linfonodo até N1 sem metástase) IVb – Qualquer T N3 M0 ou T4b qualquer N M0 (tumor inoperável ou que possua linfonodo maior que 6 cm) IVc – Qualquer lesão M1 (pior prognóstico, expectativa de vida baixíssima) ❖ Quanto maior for o estágio da classificação, pior será o prognóstico. Em outras palavras, uma lesão no estágio IV está associada a um prognóstico muito pior do que uma lesão no estágio I. OBS: A maioria dos protocolos de estadiamento de cabeça e pescoço não utiliza achados histopatológicos ou imuno-histoquímicos além daqueles necessários para a determinação do diagnóstico. ➢ Locais da cavidade oral que tem mais chances de desenvolver lesões tumorais malignas: - Borda lateral de língua (localização mais frequente); - Palato mole; - Assoalho de boca. ➢ O prognóstico para uma lesão classificada como carcinoma in situ é bom, pois a lesão ainda se encontra em um estágio inicial, sem invasão do tecido conjuntivo. DOI Profundidade de invasão (DOI), foi introduzida como um critério de estadiamento fundamental para definir as categorias T1, T2 e T3, uma vez que mostra correlação significativa com a sobrevivência específica da doença. O DOI se correlaciona bem com o risco de metástases nodais e recorrência loco-regional, especialmente no CEC de língua; A categoria T3 era internamente homogênea, uma vez que curvas DSS de pacientes anteriormente pertencentes às categorias T2, T3 e T4a de acordo com a 7ª edição, e depois reclassificados na base o parâmetro de DOI, foram quase sobreposição quando agrupados no 8 thEdição da categoria T3. Além disso, na última versão do TNM, a categoria T2 apresentou DSS significativamente melhorado, em linha com o que é rotineiramente observado na prática clínica. De fato, os tumores de língua com diâmetro superficial entre 2 e 4 cm (antigo T2) freqüentemente apresentam DI> 10 mm (e, portanto, agora são reclassificados como T3). Retirando do grupo T2 esse tipo de tumor, deixa-se nessa categoria aqueles com melhor prognóstico (DOI entre 5 e 10 mm), condizente com o próprio conceito de T2. Por outro lado, nenhuma alteração significativa foi observada no DSS para lesões T1 e T3, indicando que a 7ª edição já havia identificado adequadamente, com base no critério bidimensional (<2 cm para T1 e> 4 para T3), a maioria dos tumores com um DOI <5 ou> 10 mm, respectivamente.