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Introdução a Micropigmentação

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Introdução a Micropigmentação
Professora: Rafaella Siqueira
Revisão: Anatomia da Pele
Sistema Tegumentar
Introdução ao Sistema Tegumentar
O Sistema Tegumentar é o sistema de proteção dos corpos dos seres vivos e engloba a pele, pelos e unhas. Reveste todos os órgãos vivos e constitui barreira de proteção contra a entrada de microrganismos nos seres vivos. É formado pela “pele” e seus acessórios (glândulas, pelos e unhas). Trata-se de um manto contínuo que envolve todo o organismo, protegendo-o e adaptando-o ao meio ambiente. Esse invólucro somente é interrompido ao nível dos orifícios naturais (narinas, boca, olhos, orelha, ânus, vagina e pênis) onde se prolonga pela respectiva mucosa (GUYTON, 2017). 
A pele é o maior órgão do corpo humano, tanto no tamanho quando no peso. Também é o órgão mais exposto. De acordo com a regra dos 9 de Wallace, a cabeça representa a volta de 9% da área total, as duas mãos 18%, a superfície anterior e a posterior do tronco 36%, os genitais 1% e os dois membros inferiores 36%. A espessura da pele é variável em relação com a constituição individual e com as diversas regiões. Passa-se dos 0,5 mm no canal auditivo externo e nas pálpebras, aos 4 mm, aproximadamente, nas regiões palmares e na nuca (GUIRRO; GUIRRO, 2004).
Introdução ao Sistema Tegumentar
Sob o ponto de vista anatômico, o tegumento comum é formado por dois planos, o mais superficial denominado cútis ou pele e o mais profundo tela subcutânea (GUYTON, 2017). 
A pele apresenta-se constituída por uma camada epitelial chamada epiderme, cuja população celular se diferencia e renova constantemente, e por uma camada conjuntiva de suporte chamada derme, que representa o equivalente do estroma dos outros órgãos (GUYTON, 2017).
Das duas camadas, estritamente interdependentes, a epiderme está em contato com o mundo exterior, enquanto a derme, situada mais profundamente, encontra-se em condições ambientais análogas às dos órgãos internos. Esta situação particular esclarece-nos em parte sobre as várias funções que exerce como órgão de fronteira que nos defende das agressões externas e, ao mesmo tempo, sobre o contato que estabelece com o mundo à nossa volta através da recepção dos vários estímulos sensoriais (térmicos, tácteis, dolorosos) e da sua transmissão ao centro (GUYTON, 2017).
Introdução ao Sistema Tegumentar
Encontramos uma série de estruturas chamadas anexos cutâneos, que são os pelos, as unhas e as glândulas (sebáceas, sudoríferas, ceruminosas, vestibulares nasais, axilares e mamas) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999). 
Ao nascimento a pele apresenta-se recoberta por uma pasta esbranquiçada conhecida por vérnix caseosa, formada de excreções das glândulas sebáceas, células epidérmicas degeneradas e pelos. Ela tem a função de proteger a pele contra uma possível maceração causada pelo líquido amniótico (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999). 
Introdução ao Sistema Tegumentar
De acordo com Guirro e Guirro (2004), a pele tem várias funções, como: 
Permeabilidade seletiva H2O; 
Proteção dos raios UVB e UVA;
 Impacto mecânico; 
Sensorial;
Sistema imunológico;
Órgão excretor;
Sistema endócrino.
Epiderme
É a camada mais externa, é formada pelo epitélio escamoso estratificado. Sua constituição é feita por 90% de queratinócitos (produtores de queratina), melanócitos (produtores de melanina), células Langherans e células Mervel (GUYTON, 2017). 
Inicialmente o embrião é recoberto por uma única camada de células ectodérmicas. Durante o início do segundo mês esse epitélio divide-se em uma camada de células achatadas, a epiderme (epitríquio) é depositada sobre a superfície (GUYTON, 2017). 
Com a proliferação seguida das células na camada basal, ocorre a formação de uma terceira zona intermediária. Consequentemente durante o fim do quarto mês a epiderme adquire a sua forma específica e podem ser diferenciados quatro camadas ou estratos (GUYTON, 2017).
Epiderme 
Assim, temos que a epiderme é um epitélio multiestratificado, formado por várias camadas de células achatadas (estrato ou epitélio pavimentoso) justapostas (GUYTON, 2017). 
A camada de células mais interna, denominada epitélio germinativo, é constituída por células que se multiplicam continuamente; dessa maneira, as novas células geradas empurram as mais velhas para cima, em direção à superfície do corpo (GUYTON, 2017). 
As células epidérmicas tornam-se achatadas à medida que envelhecem, e passam a fabricar e a acumular dentro de si uma proteína resistente e impermeável, a queratina. As células mais superficiais, ao se tornarem repletas de queratina, morrem e passam a constituir um revestimento resistente ao atrito e altamente impermeável à água, denominado camada queratinizada ou córnea (GUYTON, 2017).
Epiderme 
De acordo com Guirro e Guirro (2004), a epiderme é dividida em: 
Extrato germinativo. 
Extrato espinhoso. 
Extrato granuloso. 
Extrato córneo (superfície da pele). 
A epiderme começa com o extrato germinativo, tendo formatos diferentes, pois se tivessem formatos iguais, elas se juntariam fazendo com que as células não se renovassem.
Epiderme
Com a renovação do extrato germinativo, as células irão subir transformando-se no extrato espinhoso, seguindo o mesmo processo, as células irão subir transformando-se no extrato granuloso, seguindo a sequência transforma-se no extrato córneo (sem núcleo). Por isso que a pele escama (renovação da pele), pois a célula não vive muito tempo sem núcleo. 
As células da pele são lábeis (tempo de vida curto, se reproduzem rapidamente). A renovação celular epidérmica ou turnover é um fenômeno cuja frequência diminui progressivamente, juntamente com outros parâmetros, conforme a pele envelhece. Assim, a pele envelhecida possui coloração menos uniforme, aspereza ao toque e a função barreira prejudicada, resultando em menor hidratação cutânea (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).
Epiderme
A camada basal ou camada germinativa tem a função de produzir novas células, essa camada forma posteriormente depressões e cristas que se refletem na superfície da pele nas impressões digitais. Uma camada consistente em grandes células poliédricas, contendo tonofibrilas delgadas que é a camada espinhosa (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999). Uma camada constituída de células mortas densamente reunidas contendo queratina, que forma a resistência da superfície da epiderme em escamas que é a camada córnea. A camada granulosa que contém grânulos de queratino-hialina em suas células. As células da periderme geralmente se descamam durante a segunda parte da vida uterina e podem ser encontradas no líquido amniótico (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).
Epiderme 
A epiderme é invadida por células da crista neural durante os três primeiros meses, essas células sintetizam o pigmento melanina, que por meio dos prolongamentos dendríticos podem ser transferidos para outras células. Depois do nascimento, esse melanócito é o responsável pela pigmentação da pele (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).
Epiderme 
Toda a superfície cutânea está provida de terminações nervosas capazes de captar estímulos térmicos, mecânicos ou dolorosos. Essas terminações nervosas ou receptores cutâneos são especializados na recepção de estímulos específicos. Na epiderme não existem vasos sanguíneos. Assim, os nutrientes e oxigênio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sanguíneos da derme (GUIRRO; GIRRO, 2004). 
Nas regiões da pele providas de pelo, há terminações nervosas específicas nos folículos capilares e outras chamadas terminais ou receptores de Ruffini. As primeiras, formadas por axônios que envolvem o folículo piloso, captam as forças mecânicas aplicadas contra o pelo. Os terminais de Ruffini, com sua forma ramificada, são receptores térmicos de calor (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).
Epideme 
Na pele desprovida de pelo e também na que está coberta por ele, encontram-se ainda três tipos de receptores comuns: 
Corpúsculos de Paccini: captam especialmente estímulos vibráteis e táteis. São formados por uma fibra nervosa cuja porção terminal, amielínica, é envolta por várias camadas que correspondem a diversas