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MATERIAIS DE FORRAMENTO E RESTAURAÇÃO

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MATERIAIS DE FORRAMENTO
São materiais que ficam por baixo da restauração, responsáveis por dar suporte ou agregar
propriedades interessantes a aquela restauração, como minimizar a sensibilidade pós operatória,
formação de dentina reacional ou liberação de flúor.
CIMENTO DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO 
• Características clínicas: Material de proteção pulpar mais aceito na prática clínica odontológica,
pois, apresenta baixo custo, possui biocompatibilidade;
• Propriedades: Estimulo da dentina reacional (principal) e ação antimicrobiana;
• Aplicação: Mistura de base e catalisador e aplicado como base/forramento ou restauração
provisória.
→ Caso Clínico: Paciente de 6 anos de idade será submetido a uma coroa total de resina composta no
2º molar decíduo (elemento 85) cimentada com cimento de hidróxido de cálcio.
Essa ideia é compatível, contudo não é a ideal. Esse material é indicado para restaurações
provisórias, logo essa coroa não seria aderida perfeitamente pelo tempo necessário. Sendo assim,
prezando pela adesão do material (e estética), a resina é uma perfeita escolha.
Levando em conta que ocorreu uma destruição dentária tão vasta, provavelmente causada pela
doença cárie, o cimento de ionômero de vidro se faz uma escolha mais inteligente, visto que ocorrerá a
liberação de flúor para o paciente, ajudando a protegê-lo do índice de cárie alto (provável).
CIMENTO DE FOSFATO DE ZINCO
• Características clínicas: Material de forramento/cimentação com maiores resistências; material com
coloração;
• Propriedades: Cimento de alta resistência e alta periculosidade por risco de necrose pulpar;
• Aplicação: Dentro da cavidade, sempre acima da fina camada de cimento de hidróxido de cálcio
para neutralizar os efeitos negativo do ácido fosfórico;
→ Caso Clínico: Paciente de 18 anos submetido a uma restauração do primeiro molar (elemento 16) com
resina composta em uma cavidade média. Uso de cimento de fosfato de zinco como forramento.
Se utilizado sempre com forramento prévio de hidróxido de cálcio, para que suas moléculas
pequenas de fosfato de zinco não passem pelos canalículos dentinários até essa polpa que ainda não é
retraída como a de um paciente mais velho. Porém, essa escolha é mais interessante em cavidades
profundas, numa média essa escolha de materiais ocuparia um espaço do material restaurador, ficando
numa espessura fina e podendo fraturar.
O uso de cimento de ionômero de vidro pode ser dispensado, pois o paciente já possui
maturidade suficiente para conter a doença cárie, podendo assim optar por escolhas mais estéticas.
Outra possibilidade ótima seria o uso de adesivo dentinário, que serão otimamente compatíveis
com a resina composta que será o material restaurador escolhido.
OBS: Não fazer o uso do oxido de zinco e eugenol em restaurações de resina composta, uma vez que o
componente eugenol interage com a camada mais profunda de resina, impedindo sua presa adequada, ficando meio
‘amolecida’, mesmo que esse cimento possua uma ótima propriedade de conforto para o paciente (anestesiando a
região). Ademais, esse cimento é branco, então abaixo da resina deixará o dente com aspecto de mancha
esbranquiçada.
CIMENTO DE ÓXIDO DE ZINCO E EUGENOL
• Características clínicas: Material de base/forramento/restauração provisória;
• Propriedades: Analgesia do elemento dentário e conforto ao paciente;
• Aplicação: Dentro da cavidade, abaixo da restauração de amalgama ou como provisória.
→ Caso Clínico: Paciente de 65 submetido a uma restauração de amalgama no elemento 47 em uma
cavidade profunda e não possui condições de pagar uma onlay.
Uso de cimento de óxido de zinco e eugenol II é uma ótima escolha como base, tendo em vista
seu conforto pós-operatório e aplicado sobre a dentina que já está esclerosada ou mista.
Outra opção seria o uso de adesivo dentinário para amalgama, contudo perde um pouco para a
capacidade de resistência contra estímulos térmicos e elétricos.
MATERIAIS DE RESTAURAÇÃO
RESINA COMPOSTA
• Características: Material restaurador e estético, composto de micrômetros;
• Propriedades: Resistência à compressão, resistência à flexão e módulo de elasticidade e
resistência ao desgaste;
• Aplicação: Incrementos fotopolimerizados.
→ Caso Clínico: Paciente de 32 anos submetido a uma restauração classe IV, no elemento 11, com
resina composta.
Deve-se levar em conta a adesividade e durabilidade dessa restauração, pois esse dente sofrerá
forças de tração e mastigação, então o cimento de ionômero de vidro se faz favorável. 
Contudo, não se pode desconsiderar a posição estética dessa restauração, com resina composta
seria possível fazer uma aproximação melhor da cor natural do dente (lembrando que o ionômero tem um
pouco de coloração), confecção de bisel para eliminar a delimitação dente-restauração e o ataque ácido,
para melhorar a adesão por meio do embricamento mecânico.
Como forramento, o adesivo dentinário se faz ótima escolha e se necessário aplicar hidróxido de
calcio fotopolimerizável, pontualmente, nas regiões mais próximas da polpa para oferecer conforto.
CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO
• Características: Composto de pó de vidro silicato e solução aquosa de ácido poliacrílico;
• Propriedades: Biocompatibilidade, ação anticariogênica (devido à libertação flúor) e aderência à
estrutura dental. Coeficiente de expansão térmica do ionômero vidro é baixo e próximo aos valores
da estrutura dentária;
• Aplicação: Pasta obtida pela junção base-catalisador e aplicação por seringa centrix. 
→ Caso Clínico: Paciente de 5 anos, submetido a uma restauração classe IV no elemento 51, avalia-se o
uso de CIV. 
Uma conduta inteligente e leva em consideração a liberação de flúor a longo prazo, para auxiliar
na proteção posterior desse paciente, levando mais em conta a função e benefícios sob a estética.
Preconiza-se, também, a menor perda de tecido sadio possível, logo não se deveria fazer o bisel, apenas
um ataque ácido (ácido poliacrílico – moléculas grandes, logo não passarão pelos canalículos) para
melhor adesão.
Em partes mais profundas, não se pode esquecer do forramento com cimento de hidróxido de
cálcio fotopolimerizável, para estimular a formação de dentina reacional. 
	CIMENTO DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO
	CIMENTO DE FOSFATO DE ZINCO
	CIMENTO DE ÓXIDO DE ZINCO E EUGENOL
	RESINA COMPOSTA
	CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO