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estudo dirigido meio ambiente bucal

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*PECs: As bactérias utilizam as PECs para aderirem melhor a superfície dentaria, principalmente, 
a S.mutans e a S.sobrinos. Sintetizamos essas PECs através do excesso de sacarose na dieta, com 
isso, as bactérias degradam a sacarose em glicose e frutose, agrupando as moléculas de glicose, 
formando o glucano solúvel e insolúvel. É o glucano insolúvel (mutano), que será utilizaodo 
como uma espécie de “cola biológica” para se aderir a superfície dentaria, para essa “cola” seja 
utilizada as bactérias possuem proteínas que se ligam ao glucano insolúvel, chamada de Gbp. 
 3º Crescimento de Bactérias Aderidas: 
 As bactérias aderidas a PAE irão se multiplicar na superfície dentária, através de divisão 
e formarão minicolônias. 
 4º Coagregação e Sucessão Microbiana: 
 - Coagregação: 
A fase de coagregação ocorre quando novas células bacteirianas da mesma espécie das 
colonizadoras iniciais (coagregação homotípica) e adesão de espécies diferentes (coagregação 
heterotipica). 
*Mecanismo de coagregação homotípica: 
~PEC: aderência de bactérias da mesma espécie, através de aderência mediada pela PEC. 
Favorece a agregação dos S.mutans entre si pelo glucano. Algumas bactérias, colonizadoras 
iniciais, como a A.naeslundii sintetiza um heteropolissacarideo que irá agir como “cola” aderindo 
novos micro-organismos da mesma espécie. 
~Constituintes da Saliva e do Fluído gengival: promoção da aderência microbiana por 
componentes presentes na saliva, como glicoproteínas e IgA-S, e no fluido gengival, IgG e IgM. 
*Mecanismo de coagregação heterotopica: 
~Mediada por constituintes de superfícies de bactérias de diferentes espécie: Nesse processo 
inicia-se a colonização de bactérias colonizadoras não iniciais, ou seja, bactérias secundarias e 
terciarias (tardias). Essas não apresentam capacidade de aderirem diretamente na superfície 
dentária, com isso utilizam espécies colonizadoras iniciais como ponte de aderência a PAE. As 
bactérias, através de adesinas especificas, se ligam a receptores específicos presentes na 
superfície de outra espécie, fazendo assim a aderência a PAE. 
 - Sucessão microbiana: 
Ocorre quando as bactérias iniciais criam um ambiente mais favorável as bactérias secundarias 
e terciarias, do que para sí próprio. Com isso ocorre a diminuição da concentração de bactérias 
colonizadoras iniciais. A redução da concentração de oxigênio é um dos fatores para que ocorre 
a troca de bactérias aeróbicas, por bactérias anaeróbicas, que com o tempo ocorre uma redução 
do tipo cocos e um aumento das espécies bacilos e filamentosas, de maneira natural. 
 5º Comunidade Climax: 
Após semanas de crescimento, em ambiente laboratorial, não perturbado em uma fase de 
inúmeras espécies bacterianas, um biofilme dentário maduro e em equilíbrio dinâmico é 
encontrado. Nessa fase há uma homeostase bacteriana impedindo que outras espécies, que não 
estavam aderida anteriormente, se instalem. Esse biofilme maduro apresenta os 3 tipos de 
micro-organismos: as colonizadoras iniciais, as secundárias e as tardias (terciária). 
6- Comente sobre a importância da saliva no meio ambiente bucal 
A saliva é um fluído produzido pelas glândulas salivares presente em nosso meio ambiente 
bucal, tendo destaque, principalmente, para as glândulas maiores como as parótidas e as 
submandibulares, sendo responsáveis pela quantidade de produção respectivamente. 
Produzimos cerca de 0,5-1,0 L/dia desse fluído. 
Após a secreção desse fluído ocorre a adição do fluído crevicular gengival, células epiteliais 
provenientes da descamação da mucosa, bactérias e até mesmo leveduras, compondo assim a 
saliva total. 
Sobre o meio ambiente bucal, o fluido salivar apresenta diversas funções como ação 
antimicrobiana, ou seja, minimiza as infecções que podem resultar em doenças, essa ação se dá 
as enzimas presentes nela que atuará sobre as bactérias, vírus e fungos; É responsável pela 
iniciação do processo de digestão através de enzimas que degradam os componentes da nossa 
dieta como o amido, proteínas e lipídeos, sendo os dois últimos minimamente, auxilia na 
lubrificação do bolo alimentar no momento da mastigação; Quando associada aos elementos 
dentários, possui a capacidade de clearance , ou seja, remove os restos alimentares e bactérias, 
dilui possíveis detritos presentes no meio ambiente, promove a lubrificação da superfície 
dentária bem como de todo os tecidos moles do meio, que resultará facilitando a mastigação, 
deglutição e fonação. 
7- Discorra sobre todos os requisitos bacterianos de cariogenicidade. 
Atividade acidogênica intensa: ocorre quando há a presença do biofilme acumulado na 
superfície dentaria, devido a negligência da higienização bucal, e por haver uma grande 
disponibilidade de carboidrato disponível para as bactérias, as mesmas utilizam esse substrato, 
através da fermentação, para promover energia e com isso acaba produzindo ácido. Quando 
essa produção excede a capacidade que a saliva tem de promover sua capacidade tampão, ou 
seja, quando o pH, naquele sitio especifico de acumulo de biofilme, passa a ser menor ou igual 
a 5,5 (causa desequilíbrio do ecossistema) o esmalte dentário passa a perder íons para o meio, 
pois a saliva se torna ineficaz nessa neutralização do ácido, com isso o elemento dentário passa 
a apresentar o que chamamos de lesão branca ativa de cárie. 
Aderência ou retenção à superfície dentária: Para que ocorra a aderência, as bactérias 
precisam concentrar os ácidos na superfície dentária, ou seja, necessitam que esse acido esteja 
em contato íntimo com o elemento. As bactérias mais eficientes em promover esse contato são 
as EGM (estreptococos do grupo mutans), sendo especialista em aderirem em superfícies lisas 
que possuam sacarose e produzem a PEC, já os lactobacillus são especialistas em aderirem em 
superfícies retentivas. Quando observamos o desenvolvimento inicial da cárie, encontramos, 
em maior quantidade, as EGM devido a sua aderência, posteriormente em superfícies que já 
possua cavidades de cárie, encontramos os lactobacillus pois esses possuem maior aderência 
em superfícies irregulares. 
Produção de PEC e IC: 
- PEC: Quando há o excesso de sacarose proveniente da nossa dieta, que se encontra no meio 
extracelular, as bactérias realizam a quebra dessa molécula em glicose + frutose. Devido a alta 
quantidade de sacarose, o meio extracelular fica repleto de glicose, com isso as bactérias 
aglutinam essas unidades de glicose, pela enzima glicosiltranferase (GTF), que irá promover a 
produção de uma substância chamada glucano. Esse glucano pode ser do tipo solúvel e 
insolúvel. O glucano insolúvel é utilizado pela bactéria como uma “cola biológica” que promove 
a adesão da bactéria na superfície dentaria, devido a sua insolubilidade em água, com isso as 
EGM conseguem aderir e colonizar as superfícies desses dentes, porem esse feito só ocorre se 
as bactérias apresentarem receptores para esses glucanos, esses receptores são chamados de 
GBP (proteínas ligadoras de glucano), que promovem a aglutinação desse glucano; O glucano 
solúvel em agua permanece fora da bactéria, como PEC também, mas é utilizado como uma 
reserva energética, ou seja, essa reserva energética pode ser utilizada pela própria bactéria que 
o produz ou por outra bactéria que necessite dessa energia; A frutose proveniente dessa quebra 
da sacarose também é utilizada como uma reserva energética extracelular, em menor 
quantidade, mas através da frutosiltransferase (FTF), essa moléculas se aglutinam dando origem 
ao frutano ou levano, que ficam do lado de fora da célula para ser usado como reserva 
energética. 
- PIC: é uma reversa de carboidrato intracelular, estrutura longa, formada por várias moléculas 
de glicose, proveniente do excesso de sacarose, mas que se concentram dentro da célula 
bacteriana. Essa formação e armazenamento é muito semelhante ao nosso glicogênio, com isso 
alguns estudiosos chamam essa reserva energética de glicogênio ou